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Livro vol 2_caminho da palavra escrita_paulosergio_2011
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EXECUÇÃO: Alunos da EJA e Prof. Paulo Sérgio
UNIDADE ESCOLAR: COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVA
PROFESSOR COORDENADOR: PAULO SÉRGIO DE O. SILVA
COORDENADORA PEDAGÓGICA: SÍLVIA DE OLIVEIRA SILVA
DIRETORA: HÉLICA FERNANDA LEMES GONDIN
VICE-DIRETORA: ELAINE MARIA DE MACEDO


COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVA
                       PARANAIGUARA-GO
                            2011
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       A COLETÂNEA A EJA NOS
CAMINHOS DA PALAVRA ESCRITA:
MOSTRANDO QUE A LEITURA TRANSFORMA A
NOSSA VIDA É O RESULTADO DO         PROJETO    DE
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EXECUTADO NAS
TURMAS DA  EJA (2011), SOB A COORDENAÇÃO E
ORIENTAÇÃO DO PROF. PAULO SÉRGIO DE O.
SILVA, NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA.
           A EXECUÇÃO DESTE PROJETO, EM CONSONÂNCIA COM AS
MATRIZES CURRICULARES, COM A LDB, E A LEI 10639/2003, QUE,
SEGUINDO A METODOLOGIA DO LETRAMENTO, OBRIGA O ESTUDO DOS
VÁRIOS GÊNEROS TEXTUAIS, INCENTIVANDO E FAZENDO ACONTECER A
LEITURA E A ESCRITA, LEVANDO O ALUNO A SE TORNAR AUTOR DE SUAS
PRÓPRIAS IDEIAS E OPINIÕES, O QUE COLABORA PARA QUE ELE SE
TORNE TAMBÉM AUTOR DE SUA PRÓPRIA VIDA E PARTICIPAÇÃO NA
SOCIEDADE, E, EM CONSEQUÊNCIA, CONTRIBUI         PARA   “TRANSFORMAR
O MUNDO NUM LUGAR MELHOR DE SE VIVER”.
           O REFERIDO PROJETO FOI EXECUTADO AO LONGO DO ANO
LETIVO DE 2011, DE FEVEREIRO A NOVEMBRO, COM UMA SEQUÊNCIA
DE AÇÕES QUE INCLUEM A PESQUISA EM TEXTOS (LIVROS, REVISTAS E
INTERNET), ANÁLISE DE TEXTOS, LEITURA DE LIVROS, POEMAS, LETRAS
DE MÚSICAS; PRODUÇÃO DE FRASES, POEMAS, TEXTOS NARRATIVOS,
BIOGRÁFICOS E DE OPINIÃO.
            A   FINALIZAÇÃO DOS TRABALHOS FOI A MONTAGEM DE
CARTAZES,   BAINERS,   PAINÉIS,   LIVRO   E   PUBLICAÇÃO   NO   BLOG:
http://professorpaulosergionaeja.blogspot.com .


                                                PROF. PAULO SÉRGIO.
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Neste ano de 2011, nós,
alunos da EJA do Bartolomeu,
nas aulas de Língua Portuguesa,
com o Professor PAULO SÉRGIO,
produzimos textos dos mais variados tipos,
sobre vários assuntos, com muita
imaginação e criatividade,
expondo ideias e opiniões,
mostrando que a leitura e a escrita
podem transformar o nosso mundo.

Com estes textos, nós procuramos
conscientizar a todos de como agir
em diversas situações da nossa vida...
Afinal, as principais funções
da leitura e da literatura são divertir
e mudar os comportamentos
de nossos leitores!
5

  Desde os tempos remotos,
quando o homem começou a se
     comunicar através de
    desenhos nas cavernas,
       depois com a fala,
até chegar à escrita e à leitura,
   uma boa história sempre
        encanta a todos
    os ouvintes e leitores...
   Embarque você também
  nesta viagem e se encante
com as histórias que os alunos
 da EJA têm para nos contar.
6




            Falar sobre a importância da leitura é
como falar de alimentação, água ou remédio. A leitura é
uma necessidade vital, é algo que nos torna livres,
capazes de conduzir nossas vidas. A capacidade de ler
nos dá condições de realizar coisas que, às vezes
consideramos muito simples, mas que são muito
importantes, como poder pegar um ônibus com
segurança, procurar um endereço, ler a bula do
remédio,   ler   uma   receita,   ler   um   jornal,   e,
principalmente, o hábito da leitura nos dá condições de
entendermos o que ouvimos e o que lemos. E isso, é
claro, nos torna pessoas melhores a cada leitura que
fazemos.
                                        Prof. Paulo Sérgio
7

           Leitura é a palavra chave para um futuro
melhor. A leitura é para todos, basta estudar. Só quem
sabe ler, entende o quanto é importante, porque a chance
de conseguir um emprego é maior, porque, por onde
passar, muitas portas abertas encontrará e, pode ter a
certeza de que uma é para você, que tem uma boa leitura.
           A   leitura   é   importante,   porque   ela   é   o
passaporte para realizar seus sonhos. Você não vai a lugar
algum sozinho. Já quem não sabe ler, encontra muitas
dificuldades para conseguir um emprego, para saber qual
ônibus certo, para ler a receita do remédio, etc. A escrita é
o resultado de uma boa leitura.
           A leitura transforma a nossa vida, porque nos
faz enxergar mais as coisas ao nosso redor. A gente passa
a conhecer o que não conhecia. Antes via, mas não sabia
o que significava. Isso é muito triste: andarmos e não
saber por onde estamos passando. É tão legal quando
passamos por um lugar e lemos e que está escrito!


                         Franciely – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA
                                         (agosto a dezembro)
8



           Através da leitura e da escrita, podemos viajar
em um mundo mágico, um mundo onde todos nós
podemos ter a felicidade de sabermos ler e escrever, basta
só vocês começarem a leitura. Isso nos dá uma felicidade
que não tem explicação.
           Tem pessoas que não sabem ler, só escrever.
Como deve ser difícil a vida dessas pessoas! Mas nunca é
tarde para aprender a ler. Comece agora mesmo. Leia um
jornal, revistas, livros, ou até mesmo as placas das ruas. O
que não podemos é viver em um mundo onde ninguém
tem tempo para a leitura.
           No mundo de hoje, a leitura e a escrita são
muito importantes, porque, quem não sabe ler e escrever,
não tem muitas oportunidades de trabalho, porque, a cada
dia que passa, a leitura se torna mais importante.
           Por isso seja você também um leitor. Faça
como nós: leia todos os dias!


                        Solange – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA
                                      (agosto a dezembro)
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              A leitura é uma obra que, por meio dela,

transformamos a nossa escrita. Hoje, com a junção das

duas, conseguimos uma obra até mesmo um grande

espetáculo.

              Se você gosta realmente de leitura, ou da

escrita, você está em um caminho que vai trazer um futuro

melhor. Eu sou uma pessoa que sou amante da leitura. É

assim que pretendo alcançar meus objetivos. A palavra

leitura é uma das coisas que todos devemos incluir em

nosso   vocabulário,   principalmente   nos    horários   que

podemos ocupar a nossa imaginação.

              Seja você também amante da leitura e da

escrita, que vai te trazer um grande futuro.


                                    Sandra Rosa dos Santos
                                   6º Sem – 2ª Etapa – EJA
                                       (agosto a dezembro)
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   Quem conta um conto
aumenta um ponto na vida
    de seus ouvintes ou
          leitores...
    É de conto em conto
   que criamos encontros
        e encantos...
 Encontro com a palavra e
 encanto pela vida que ela
          nos traz.
                   Prof. Paulo Sérgio
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 SÓ AGORA ESTOU APRENDENDO A SER FELIZ

            Estou muito feliz. Depois de vinte anos que
concluí a sétima série, eu voltei a estudar. Em 1985,
eu estava muito feliz, pois estava indo bem nos
estudos...
            Porém, eu não estava bem com a minha
família, e, por isso, fiz a escolha mais errada da minha
vida: resolvi me casar. Foi a coisa mais errada e
absurda que já fiz em toda a minha vida. Só consegui
passar essa fase negra, porque Deus me deu o
privilégio de ser mãe de três filhos maravilhosos. O
primeiro, Lázaro Tadeu, o segundo Marcos Lourenço e
o terceiro Navilton Matheus. Tenho também três lindos
netos: Marcos Antônio, Pedro Lucas e Daniel Henrique,
e minhas três noras. Tenho ainda uma irmã e dois
sobrinhos que amo muito... Hoje estou numa fase
legal da minha vida. Consegui me divorciar, tenho
minha casa própria, tenho o meu trabalho, sou
funcionária pública (Serviços Gerais Classe II) e sou
vendedora autônoma. Amo muito os meus serviços.
            Como diz o sábio Salomão, personagem
bíblica, devemos sempre pedir a Deus muita
sabedoria. Sabedoria, inclusive, para fazermos as
nossas escolhas. É o que eu espero: que de agora em
diante Ele me dê sabedoria para que eu possa sempre
fazer boas escolhas.

                               Luzia Donizeth de Oliveira
            5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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             Minhas lembranças...

            No meu tempo de criança, eu morava na
fazenda. Gostava muito de andar a cavalo e pescar.
Na fazenda, tinha um pomar de laranjeiras, uma casa
muito bonita, cor de rosa, com um jardim muito
bonito, com muitas flores.
            No período da tarde, eu e meu irmão
estudávamos. Nós íamos para a escola com outros
colegas. No caminho, falávamos sobre muitas coisas.
Às vezes, nós íamos a cavalo, mas, na maioria das
vezes, íamos a pé, porque nós morávamos perto da
escola. Nossa professora era muito legal. Ela brincava,
contava histórias. Na hora do recreio, nós
brincávamos de pique esconde. No final da aula, eu
sempre ficava brincando com as filhas da professora.
Isso aconteceu no ano de 1990. Esse foi um dos
melhores anos da minha vida.
            Muita coisa aconteceu desde este tempo.
Coisas divertidas, coisas tristes, e outras nem tanto.
Tomei várias decisões. Segui vários caminhos... Hoje
eu estou morando em Paranaiguara-Go, tenho dois
filhos, moro com minha mãe. Voltei a estudar. Sou
muito feliz vivendo ao lado da minha família.

                                                 Solange
            5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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           Minha Viagem à Austrália
           Sexta-feira à noite, entrei no ônibus em Nova
Andradina (MS) em direção a Guarulhos (SP), onde iria
pegar o voo a outro país. A sensação era estranha e, ao
mesmo tempo que estava ansiosa, eu também estava
triste, pois não queria deixar minha família.
           Ao entrar no ônibus, percebi que haviam muitas
pessoas que também iriam para o mesmo país que
iríamos. Então fiquei mais calma. Como estava de noite,
resolvi dormir, pois seria uma longa viagem, mas haviam
muitas crianças no ônibus que não paravam de bagunçar e
então não consegui dormir, até que eles dormissem.
           Chegando ao aeroporto de Guarulhos, todos
descemos do ônibus e fomos diretamente fazer o check-in.
Após algumas horas de espera, nosso avião finalmente
chegou. Fiquei surpresa, pois nunca havia visto um avião
de tão perto. Nessa hora, fiquei com medo e ansiosa.
           Ao embarcar no avião, o meu medo aumentou.
Eu olhava para meus pais com cara de assustada e eles
apenas sorriam, pois já sabiam que eu estava com medo.
Minutos depois, o avião começou a subir. Senti um frio na
barriga. Segurei bem a mão da minha mãe e disse: “Mãe
estou com medo, não quero morrer!”. E ela apenas sorria.
Então me segurei bem. Senti que o avião tinha parado de
subir. Parecia que havia parado no ar. Olhei pela janela e
vi que já estava acima das nuvens. Meu medo passou.
Fiquei calma. Depois do medo todo que havia passado, só
queria aproveitar a viagem.
           Depois de quatro horas de vôo, chegamos ao
Chile, onde iríamos pegar um outro avião para Nova
Zelândia. Esperamos por mais algumas horas, até nosso
próximo avião chegar. E depois embarcamos no avião. Mas
dessa vez, eu já não estava mais com medo e sim
cansada.
14
          Mais Doze horas se passaram e finalmente
chegamos a Nova Zelândia. Eu já não aguentava mais ficar
em um avião, mas sabia que ainda haviam mais 4 horas de
voo para chegarmos à Austrália. Esperamos mais algumas
horas e nosso outro avião chegou. Estava cansada, mas
também feliz em saber que aquele seria nosso último
avião.
          Quatro horas se passaram. Olhei pela janela. Já
avistei a cidade. Estava feliz, pois finalmente estávamos
chegando à Austrália. Quando descemos do avião, percebi
que já havia um homem nos esperando. Ele se aproximou
de todos nós. Estávamos entre mais de 30 brasileiros.
Então ele se apresentou como nosso intérprete.
          Felizes, todos fomos em direção do ônibus que
nos esperava para nos levar até nossas casas. Meu pai,
como já morava lá há algum tempo, já sabia o caminho,
mas eu apenas observava por onde passávamos.
          Ao chegar em casa, estava muito cansada. Então
resolvi tomar um banho. Após sair do banheiro, meu pai
me chamou para ir ao shop para comprar algumas coisas
para casa. Eu aceitei.
          Foi então que percebi que meu pai estava
dirigindo em direção errada na rua, e que também o
volante do carro estava no lugar errado. Então ele me
explicou que ali era tudo ao contrário do Brasil. Ao chegar
ao shop, fomos ao mercado. Percebi que não podia
entender nada do que as pessoas falavam. Muitas coisas
eram diferentes ali. Foi então que percebi que minha vida
iria mudar completamente naquele lugar.

                             Jéssica Nascimento de Melo
             5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                         (janeiro a junho)
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                 O ENCONTRO

           Era dia 09 de dezembro de 2009, um dia
normal de trabalho na pizzaria, onde eu trabalhava.
Eu estava desanimada e muito triste, pois já fazia um
mês que eu havia descoberto que estava sendo traída
pelo pai do meu filho, com o qual eu havia vivido por
quatro anos.
           Enquanto eu organizava as mesas, os copos
e os talheres, e, ao mesmo tempo, pensava no que
havia acontecido, minha patroa Solange chegou e
perguntou:
           −Priscila, você já abriu o caixa?
           E eu, imediatamente, respondi:
           −Sim senhora, já abri o caixa.
           Voltei aos meus pensamentos distantes,
com meus olhos vazios, sem nenhuma animação...
quando, de repente, percebo que alguém chegou na
mesa 16. Corri logo para atender o primeiro e solitário
freguês que havia acabado de chegar.
           − Boa noite, senhor! Posso ajudá-lo?
           − Sim! Por favor! Uma cerveja.
           − Um copo?
           − Sim. A não ser que você queira me
acompanhar!
           Eu dei um sorriso amarelo, mas, sem
perder o foco, continuei o meu trabalho e falei:
           −Senhor, quando precisar de alguma coisa,
é só chamar!
           Continuei o meu trabalho, sem me esquecer
do moço da mesa 16, solitário como eu.
16
           Mais tarde, começou a ficar mais
cansativo. A pizzaria começou a encher de gente, mas
eu continuava sem me esquecer do moço da mesa 16.
Ele já havia tomado quatro cervejas, quando me
chamou novamente:
           −Garçonete, posso te fazer uma pergunta?
           −Sim! É claro!
           −Você tem namorado?
           Novamente o sorriso amarelo apareceu no
meu rosto, mas, ainda assim, respondi:
           −Não senhor! Por quê?
           −Porque eu estou em suas mãos.
           −Como assim?
           −Se eu ficasse aqui até a pizzaria fechar
para te levar para sua casa, você aceitaria?
           Apenas sorri e voltei ao meu trabalho. Já
era tarde, as pessoas já estavam indo embora, menos
o moço da mesa 16. Não me contive. Fui até ele e
perguntei:
           −Moço, você não vai embora?
           −Não.
           Eu, muito sem graça, mas também curiosa
para saber se era por minha causa que ele estava
esperando, continuei o meu trabalho. O rapaz me
chamou novamente e pediu a conta. Naquele
momento, desanimei. Mas fui somar sua conta. Ele
pagou e saiu do estabelecimento. Já estava no fim da
minha longa noite de trabalho. Quando estava já
trancando as portas da pizzaria, olhei para o lado e lá
estava ele: o moço, que ainda só o conhecia como o
moço da mesa 16, sentado em um banco, ainda
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sozinho. Decidi fingir que não o havia visto, quando
ele me chamou:
           −Garçonete!
           Olhei e disse:
           −Ainda aí?
           −Estava te esperando.
           −Me esperando por quê?
           −Porque eu não poderia ir embora sem
saber o seu nome.
           −Meu nome? Por quê?
           −Porque tenho que saber o nome da
mulher que ganhou o meu coração.
           Fiquei sem reação, mas falei:
           −Meu nome é Priscila.
           Ficamos em silêncio. Mas eu também
estava ansiosa para saber o nome do moço da mesa
16. Mas não perguntei. Nos sentamos e ficamos a
noite inteira conversando. Quando o sol começou a
nascer, criei coragem e perguntei:
           −Moço, qual é o seu nome?
           E ele me respondeu com um sorriso:
           −Marsol.

                                     Priscila F. Quintino
           5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                       (janeiro a junho)
18
           UMA NOITE DE TERROR
            Em uma noite de quinta-feira, de lua cheia.
Resolvi assistir a um programa que passava na TV
chamado “Linha Direta”, que só mostrava assuntos de
crime ou de assombração. E foi por um desses programas
que resolvi ficar até mais tarde acordada, apesar de estar
com muito medo, porque o marido não estava.
            Até então, tudo estava normal, quando ouvi
uns passos... Achava que era algo sobrenatural, tipo uma
assombração. Mas, neste momento, não tinha ninguém
que tivesse coragem de abrir a porta para ver o que era. O
vento soprava forte. As pisadas aumentavam. Eu ouvia
estrondos muito estranhos. Com certeza, era uma
assombração. Era uma junção de pisadas e estrondos, que
faziam sons muito estranhos, que se repetiam
insistentemente... Quase me enfartei de tanto medo. O
medo era tanto, que não consegui dormir a noite toda.
            Ao amanhecer, fui rápido ao quintal para ver o
que tinha acontecido. Só vi rastos de cavalo e uma
lavadeira quebrada. Percebi que, por ironia do destino,
justo naquela noite, eu esqueci uma lavadeira de plástico
em cima de uma mesa na lavanderia da casa. E, para
completar, alguém deixou a porteira aberta, o que permitiu
que o cavalo entrasse no quintal...
            De assombração não tinha nada... Mas tudo era
verdade, principalmente o meu medo. “Ah! Que noite de
terror!!!

                                 Sandra Rosa dos Santos
            5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
19
    O BÊBADO QUE NÃO É FORMIGA

           Há uns cinco meses, estava eu em uma
rodoviária esperando um ônibus. Observei todo o
ambiente, as pessoas, os comerciantes, muitos que
vinham, outros que iam.
           Olhei para o balcão de um bar. Algo me
chamou a atenção. Resolvi que queria comer um doce.
Pedi ao garçom. Então eu vi que uma pessoa se
aproximou de mim. Ele estava com evidentes sinais de
embriaguês, além de sujo e malvestido. O pobre
homem virou-se para mim e disse:
           _ Você pode me pagar uma pinga?
           Eu respondi:
           _ Uma pinga, não posso pagar, mas um
pedaço de doce, sim!
           O bêbado saiu, em silêncio, em direção aos
seus colegas. Eu já observei que, nestas situações de
excesso de bebida, eles sempre andam em grupos. Ele
virou-se para os companheiros e disse:
           _ Eu pedi uma pinga pra aquele rapaz e ele
me disse que uma pinga não pode, mas um pedaço de
doce, sim... Acham que ia aceitar? Eu não sou formiga
pra gostar de doce!!!


                            Rosenildo Sousa dos Santos
           5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                       (janeiro a junho)
20
         A FELICIDADE DE CASSANDRA

             Cassandra era de uma família pobre. Tinha dois
irmãos. Seus pais se separaram quando ela tinha 11 anos.
Seus irmãos ficaram com seu pai e ela ficou com sua mãe. As
duas foram morar na casa de sua avó materna.
             A avó não gostava muito de Cassandra, que
pedia sempre sua mãe para ir embora, mas sua mãe sempre
se lamentava por não ter para onde ir. Passaram-se quatro
anos da luta dela e da mãe na casa da avó. Cassandra
completou 15 anos e foi passar o carnaval na cidade, na casa
de usa tia. Lá conheceu um rapaz. Namoraram por três dias.
No quarto dia, ela iria para a casa no sítio, mas, antes da
partida, fugiu com o namorado. Saíram às três da manhã, em
direção à casa da tia dele. Naquela madrugada, o moço
descobriu que Cassandra não era mais virgem. Foi horrível
para ela. Ele disse que iria devolvê-la para a mãe dela.
Desesperada, a garota suplicou, aos seus pés, que não a
levasse de volta para a mãe, porque lá ninguém sabia de sua
história. Não teve acordo. O moço a levou e contou tudo o
que estava acontecendo. A mãe, muito nervosa, perguntou
quando e com quem aconteceu a sua primeira vez. A menina
calou-se por cinco minutos, depois disse que foi com o
primo...
             Então chegou a noite. Todos já haviam se
acalmado. A mãe, Cassandra e o namorado se sentaram para
conversar. Depois de tudo esclarecido, chegaram a uma
conclusão: o moço resolveu continuar seu namoro com
Cassandra, já que percebeu que estava gostando dela,
mesmo com todos os acontecimentos...
             Ela, hoje, tem 18 anos e viajou com seu futuro
esposo para outro estado e estão muito felizes...

                                        Franciely dos Santos
                 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                             (janeiro a junho)
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           A MENINA DO ESCURO

           Quando a minha família morava no
Maranhão, minha mãe morava numa casinha simples,
de barro e coberta com palha... Minha irmã mais nova,
que tinha cabelos curtos e adorava um vestido branco,
tinha muito medo de escuro.
           Num belo dia, já noite, ela saiu na porta
que dava para o quintal da casa... De repente, voltou
correndo e chamou minha mãe e falou:
           _ Mãe, olhe lá, uma menina com uma vela
na mão!
           Minha mãe perguntou:
           _ Onde, minha filha? Não vendo nada!
           Minha irmã insistia, apontando a direção:
           _ Lá fora, mãe!
           Minha mãe, desapontada, repetiu:
           _ Não estou vendo nada, filha! Vamos
dormir. Não tem nada aqui.
           Minha irmã insistia que viu a menina. Então
minha mãe disse:
           _ Vamos dormir! Quando clarear, a gente
vê o que aconteceu.
           Quando amanheceu o dia, não tinha nem
rasto de qualquer pessoa...

                              Lucilene de Sousa Marques
            5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
22



  O MENINO QUE FOI REJEITADO PELO PAI



           No dia 28/06/1987, nasceu um menino. Logo
após o nascimento, seu pai falou que aquele não era seu
filho, porque, quando olhou para a criança, viu que era
muito diferente do pai, tanto na cor da pele, quanto na
aparência do rosto.
           Por   da   ignorância   daquele   homem,    ele
maltratava a mãe da criança, gritava, xingava, batia,
chutava... Quando nasceram mais dois filhos, o pai não
falou nada, porque as crianças eram da mesma cor dele.
Quando os filhos já estavam grandes, os dois mais
novos, que o pai sempre defendeu, não quiseram saber
dele, foram embora cuidar de suas vidas. Só o filho
rejeitado, apesar disso, se preocupou em cuidar do pai.
           Enfim, o filho rejeitado se tornou o filho
abençoado!


                                 José Cícero de Alexandre
             5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                         (janeiro a junho)
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                      A PEDINTE



           Um dia, uma pessoa chegou lá em casa
pedindo um pouco de comida. Eu falei para ela:
           _ Tudo bem, mas primeiro ajude a minha
esposa no serviço da casa, depois eu te pago pelo
serviço.
           A mulher disse que não queria e foi embora.
Eu pensei que ela não voltaria mais em minha casa.
Mas, no outro dia, ela estava novamente pedindo
comida. Eu percebi que ela era uma pessoa muito
sofrida. Então eu perguntei se ela não gostaria de
trabalhar em minha casa e ter o seu salário. E ela falou:
           _ Eu não quero trabalhar. Eu prefiro viver
pedindo na rua. Eu ganhar o meu dinheiro e comida,
assim, é muito melhor.


                                     José Fábio Teodosio
            5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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 TRAVESSURAS QUE ME FIZERAM CRESCER


            Nós morávamos na fazenda: eu, meus pais
e meus irmãos. Nós trabalhávamos na roça, mas era
muito bom. Quando nós chegávamos, tomávamos um
banho, jantávamos e íamos descansar. Meu pai,
nestas horas, gostava de forrar uma esteira no chão
da cozinha para deitar.
            Um dia, num momento destes, minha mãe
tinha posto feijão para cozinhar e nós deitamos,
assim, perto do fogão a lenha, porque estava fazendo
frio. Estávamos todos deitados ali, conversando e meu
pai nos contando uma história. Estávamos todos
tranquilos, quando, de repente, aquela panela do
feijão deu um estouro. No susto, saímos todos
correndo. Esfolamos meu pai na parede, que rançou
até o couro do braço dele. Minha irmã, que estava no
meio, foi correr, não se lembrou de que a parede era
ripada com taboca, e enroscou a sai na parede e a
rasgou. Ela saiu correndo sem saia. O susto foi
tamanho que ela nem percebeu que estava sem
roupa. Foi realmente um susto daqueles!!! Mas
ninguém se machucou. Depois de tudo, todos caímos
na gargalhada.
            Muitas histórias aconteceram comigo e
meus irmãos quando eu era criança. Nós gostávamos
muito     de   brincar  e   fazer    travessuras. Nós
esperávamos meus pais dormirem e saíamos para
andar a cavalo, à noite, para apostarmos corrida. Era
muito bom, mas era perigoso. Mas, você sabe como é
criança, não pensa nessas coisas! Nós corríamos na
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lama. Voava barro para todos os lados. Um dia, eu e
meu irmão estávamos andando a cavalo. Andamos
muito. Quando nós paramos, meu irmão foi apear do
cavalo e não observou que eu estava na garupa,
passou o pé no meu pescoço e eu caí em cima de uns
cavacos de pau que meu pai tinha lavrado e estavam
ali, amontoados. Eu bati com o nariz naqueles cavacos
e começou a sangrar. Eu comecei a chorar. Neste
momento, meu irmão falava assim:
           _ Chora baixinho, para nossos pais não
escutarem!
           Agora, como é que ele queria que eu
chorasse baixinho, se estava doendo muito. Não tem
jeito de chorar baixinho numa hora dessas. Depois,
tudo terminou bem. Por sorte, ninguém descobriu o
perigo que passamos!
           Lá na fazenda, era muito bom e divertido.
Tinham muitos vizinhos. Eu ia para a casa de uma
amiga, do outro lado do córrego. Para ir lá, tinha que
passar por uma pinguela. Era muito difícil, mas,
mesmo assim, eu ia. Nós duas éramos muito amigas.
Com o passar dos anos, eu me casei e me mudei de
lá. Nós nos separamos. Hoje, quase não nos vemos
mais.
           Foram muitas travessuras, perigos e
aventuras. Momentos de diversão, de medo, de susto.
Mas, com certeza, todos esses momentos foram de
muito aprendizado, que me fizeram crescer.

                                     Odete Lemes Cabral
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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             A MUDANÇA E A MOTO


           Uma vez, eu estava arrumando as coisas
para me mudar de casa, para uma casa bem longe
daquele lugar onde eu morava. Eu pensava sempre
que não iria sentir falta daquele lugar...
           Mas era aí que eu estava enganada, porque
tudo ali era muito especial para mim. Só que eu ainda
não sabia disso. Aquela rua lembrava a minha
infância, apesar de não ter sido boa, mas lembrava.
Cada detalhe formava a minha vida. Mas, como tudo
na vida, a gente não pode escolher o futuro. Não dá
para conservar algo para sempre. Tivemos que nos
mudar de lá. Afinal, a casa era de aluguel. Então,
tínhamos que encontrar um outro lugar. Mas eu
pensava que, se tivesse um jeito, eu queria morar ali
para sempre. Se não mesmo saída, fomos
encaixotando tudo. Roupas sendo dobradas, móveis se
desmontando, sacos e caixas de coisas. Eu sempre
pensei que mudança era triste, uma bagunça só. Mas
tinha um lado que era bom. Para onde nós íamos, a
casa era melhor... essas coisas assim. Chegou o
caminhão. Fomos carregando as coisas para fora. Em
minutos, o caminhão ficou lotado. Enfim, estávamos
indo. Todos foram no carro, menos eu e minha irmã.
Nós duas fomos de moto. Saímos de nossa antiga casa
para nos encontrar com o caminhão de mudança e o
carro, que levava meu marido e minhas filhas. Fomos
bem, até certa altura. Já tínhamos andado uns 3 km,
quando passamos por uma lombada. Um senhor já de
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idade atravessou em nossa frente sem olhar.
Quando percebemos, estávamos lá, nós duas caídas
no chão e o velhinho com o pé todo ensanguentado.
Nós duas, raladas. Veio o resgate e nos acudiu.
Acabamos no hospital. O resultado? Minha irmã com a
clavícula quebrada e eu, com o joelho perfurado. O
velhinho, coitado! Com o pé arrancado. Estava
grudado apenas pelo couro. Foi tudo muito triste!!!
           E a mudança??? Nem sei direito, até hoje,
quem a descarregou, quem arrumou tudo na nova
casa...

                                    Ana Flávia de Sousa
           6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                       (janeiro a junho)
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         AS MADRUGADAS DO SÍTIO

           Eu me lembro, quando eu era criança, que
comecei a estudar, o meu pai comprou um sítio à
beira da cidade, a 1 Km.
           A compra do sítio foi uma alegria muito
grande para minha mãe. Mas, enquanto ela estava
contente, eu estava, do outro lado, chorando de
tristeza, porque gostava muito de brincar de
queimada, na rua, com as coleguinhas. E, lá no sítio,
não tinha com quem brincar. Nos primeiros dias, eu
queria morrer. Me sentia sozinha, e, ainda, tinha que
me levantar uma hora mais cedo para chegar a tempo
na escola. Minha mãe nos acordava, eu e meus dois
irmãos, sempre cantando:
           “Acorda, acorda, molecada!
           É hora de ir para a escola.
           Se não levantar mais cedo,
           Não irá brincar de bola!”
           E, com muita tristeza, lá estávamos nós, eu
e meus irmãos, com 1 Km para percorrer para chegar
à escola. Mas, quando chegava lá, era tudo maravilha.
Estudava, brincava e me divertia. No final da aula,
mais 1 Km de volta para o maldito sítio.
           E, assim, se passaram três anos e nunca
me acostumei. Até que, um dia, ouvi meu pai dizendo
para minha mãe que tinha vendido o sítio. E vocês,
como pensam que eu fiquei? FELIZ!

                                   Neide Aparecida Alves
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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     Encontro, desencontro e reencontro

           Meu nome é Iolanda. Sou natural do estado
de Goiás. Nasci em uma cidadezinha da região. Sou
filha de um casal humilde, mas honestos e muito
trabalhadores, que deram suas vidas para educar-nos:
eu e minhas irmãs. Sempre com aquela vida tão
humilde, fomos crescendo até pegarmos a maior
idade. Assim como os pássaros criam suas penas e
tomam voo, nós também batemos asas pelo mundo
afora. Cada um tomou um rumo em sua vida.
           Eu só pensava em trabalhar. Não tive
tempo para deixar o laço do amor amarrar meu
coração. Só que, um dia, tudo mudou. Mudei-me para
outra cidade. Ainda não estava com minha vida muito
bem organizada, pois tinha acabado de chegar
naquele lugar. Não tinha amigos. Eu morava sozinha.
Sempre que podia, chegava mais cedo. Ao lado da
casa que fui morar, tinha um barzinho bem
frequentado. Depois de um bom banho para refrescar
aquele calor miserável que estava fazendo naquela
tarde, coloquei uma roupinha bem à vontade e fui até
o barzinho da vizinha. Ao ocupar uma mesa, pedi,
para o garçom, uma cerveja gelada. Foi neste
momento que eu percebi que, numa mesa ao lado,
estava sentado um jovem lindo me observando. De
repente vem aquele garçom vestido de smoking,
muito simpático, aproximou-se de mim e entregou-me
um bilhete que aquele moço mandou para mim. Ele
queria me oferecer uma bebida e também permissão
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para sentar-se comigo. Aceite, pois era muito bonito
aquele rapaz. Ele veio. Fomos conversando. Ele me fez
muitas perguntas. E me falou também de sua vida. E
fomos nos conhecendo. Trocamos telefone. Pagamos
as despesas e fomos embora. Depois disso, ficamos
nos encontrando com frequência no mesmo barzinho.
E cada vez mais nos aproximávamos mais. Quando me
dei conta, já estávamos completamente apaixonados.
Ele ia todos os dias onde eu estava. Me ligava sempre
e se mostrava muito prestativo. E, eu, sempre
procurando corresponder a seus carinhos.
           Como eu morava numa cidade e ele em
outra, em alguns fins de semana, me levava para
passar com ele. Eu me hospedava em uma pensão, a
melhor daquela cidade. Lá nós dormíamos, nos
alimentávamos e, de lá, íamos para as festas da
cidade. E, assim, se passaram meses. Estava tudo
bom demais. Tinha momentos em que ele me
convidava para ir até lá no meio da semana, e
marcava um lugar na estrada, onde eu descia do
ônibus, nas terras de seu pai. E lá vinha o bonitão
montado em seu cavalo castanho com crinas bem
aparadas, arreado com um belo arreio de couro. E, na
garupa do seu cavalo, bem forrada com chenil de pelo
de carneiro, eu montava. E nós saíamos passeando
pelos pastos afora, até chegarmos em uma bela
represa que havia entre matas e muitos coqueiros
buriti. Neste lugar, meu amor descia de seu cavalo e
me pegava em seus braços. Tudo estava perfeito. Ali
mesmo, ficávamos bem à vontade, e, em cima de sua
capa de chuva, nos amávamos a tarde toda. Depois,
ele me levava de volta à estrada e eu pegava
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novamente o ônibus de volta para casa. E, assim, se
passaram mais alguns meses, até que não dava mais
para ficarmos nestes encontros. Então, achamos que o
casamento seria o melhor para duas pessoas que se
amam loucamente. Fomos felizes. Tivemos filhos.
Estávamos com a nossa vida bem sucedida.
           Num mês de férias, fomos a uma viagem.
Mas não sabíamos que o nosso destino estava traçado
para sofrermos um acidente que viria a nos separar,
não para sempre, pois o poder de Deus é muito maior
que qualquer problema sobre a Terra. Quando
aconteceu o acidente, o socorro, por algum motivo,
me mandou para um lado, e ele para outro. Durante
dois anos, não tivemos nenhuma notícia. Eu quase
morri de saudades do meu amor. Eu já estava bem
recuperada. Fui à procura de Olávio. Procurei pro todo
lado. Depois soube que ele também estava me
procurando. Tão grande foi a nossa felicidade... Um
dia, ao pegar o metrô, nos encontramos bem na
entrada. Eu não tinha palavras para descrever a
tamanha alegria e felicidade. Eu e Olávio voltamos
para casa e fomos matar a saudade. Depois disso,
nunca mais nos separamos.
                            Ozanete Medeiros dos Santos
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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      QUE SEJA BOM ENQUANTO DURAR


            Tudo aconteceu na noite de sábado, quando
resolvi sair com as amigas. Arrumei meus cabelos.
Fiquei bonita e fomos para o baile.
            Chegando lá, fiquei encantada ao ver um
rapaz alto, de cabelos pretos e lisos, de pele clara...
Muito bonito! Fiquei observando-o e ele também me
olhava a toda hora. Até que, de repente se aproximou
e convidou-me para dançar. Eu aceitei. Começamos a
conversar. Ele contou-me que estava separado e
gostaria de namorar comigo. Mas, na hora, eu não
aceitei. Fiquei confusa. Então, trocamos telefone e
mantivemos contato.
            Assim aconteceu, até nos encontrarmos
novamente. Foi então que começou uma história linda.
Viajamos muito. Estávamos muito bem. Mas, um dia,
sua ex-mulher começou a nos perseguir, fazendo
ameaças e chantagens. Percebi que eles ainda tinham
algo em comum. Morávamos longe um do outro. Eu
estava em desvantagem. Não tinha como continuar.
Foi assim que eu resolvi pôr um ponto final nesta
história, que foi linda, mas acabou.
            Como dizem os sábios: “Tudo o que é bom
dura pouco, mas foi bom enquanto durou”.

                              Luzia Aparecida de Oliveira
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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                O GAROTO FELIZ

           Era um garoto que vivia na fazenda. Não
uma qualquer, mas uma fazenda muito grande. Lá
tinha muito verde, uma casa amarela grande, onde o
garoto morava com seus pais e seus irmãos. Na casa
ao lado da amarela, moravam todos os que
trabalhavam na roça de arroz, plantando, olhando o
gado e cuidando das plantações.
           A mãe cuidava da casa e o pai cuidava dos
afazeres da fazenda. O garoto adorava cuidar das
vacas pintadas, dos bezerrinhos pintadinhos, dos
cavalos pretos, das galinhas cinza e dos passarinhos.
           O garoto cresceu e foi para a cidade
estudar. Além de estudar, começou a trabalhar para
ganhar seu dinheiro e levar os seus irmãos para
estudarem também. Na escola, o garoto conheceu
uma garota. Começaram a namorar. Com o passar dos
tempos, os dois se casaram. Vieram os filhos e se
tornaram uma família feliz.
           Em todas as férias eles iam passear na
fazenda dos avós. Era aquela festa, quando todos se
encontravam. Numa daquelas noites, o garoto, que já
tinha se tornado um pai de família, resolveu contar
para as crianças a sua história. A felicidade foi
completa, na noite em que o pai contou tudo o que
tinha passado naquela fazenda. E, para completar, a
noite estava clara e a lua muito linda naquela noite na
fazenda.
                            Teobaldo Nascimento Borges
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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                    A PESCARIA


           Eu e meu irmão fomos pescar no rio Alegre.
Nós fomos de barco e levamos uma lona para fazer
uma barraca. Também levamos fogão a gás e panela
para cozinhar.
           Eu e meu irmão fizemos uma grande
barraca, depois, fizemos o jantar lá dentro. Nós
jantamos, e fomos pescar. À noite, quando chegamos
da pescaria, dentro da nossa barraca tinha muitas
formigas. O meu irmão teve uma ideia:
           _ Vou matar as formigas com gás!
           Ele espalhou gás no chão, onde as formigas
estavam. Depois disso, ele falou:
           _ Vou ver se agora elas morrem.
           Ele riscou o isqueiro dentro da barraca. Lá
de fora, eu só escutei o barulho da explosão. Tudo foi
pelos ares. Ele saiu do meio de tudo aquilo com a
sobrancelha e a cabeça sapecada. Eu não me
aguentei: comecei a sorrir!!!


                            Huender Nogueira Rodrigues
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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                    A MALETA


           Eu tenho um tio por parte de minha mãe. O
único que nos contava algumas histórias. Ele já é
falecido. Isso foi há uns cinco meses. Ele era um
beato. Nunca se casou, nem namorou. Ele só
trabalhava na fazenda e juntava seu dinheiro numa
maleta.
           Ele contava que, um vez, conheceu uma
moça bonita na fazenda, mas, como era muito tímido,
e o pai dela, muito bravo, não teve coragem de se
aproximar. Então ficou solteiro mesmo. Nunca teve
mulher, nem filhos. Ele era realmente muito tímido,
mas o melhor tio que tive. O dinheiro que meu tio
juntou em sua maleta perdeu o valor. Como ele era
muito sistemático, quase não se comunicava com
outras pessoas. Ele não sabia que o dinheiro tinha
perdido o valor. Achava que valia. Não se orientou
com ninguém, cada vez que mudou a moeda nacional.
           Achamos o dinheiro guardado após sua
morte. Nada mais valia tanto papel. Tanta coisa que
poderia ter feito. Tanta coisa que poderia ter vivido. O
seu nome é Idelfonso Bernardo Lourena. É só isso que
restou de sua vida tão prejudicada pelo excesso de
timidez. Assim como o seu dinheiro, guardou também
a si mesmo numa maleta, quando se fechou em seu
próprio mundo.
                       Adriana Aparecida Lourena Dantas
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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         A MOTO, A NAMORADA E O PÉ


           Eu trabalhava numa oficina. Fui almoçar.
Depois que almocei, saí para ver minha namorada na
porta da escola. Mas, antes, tinha que buscar meu
primo para ele também encontrar a namorada dele.
           No caminho, eu avancei um PARE e bati
numa perua escolar. Minha moto ficou presa embaixo
da perua. Eu levantei do chão e puxei a moto. O
perueiro falou que ia chamar a polícia. Eu não
consegui ligar a moto. Eu pedi um garoto que estava
por lá pra ligar. Ele ligou a moto e eu saí “vasado”.
Cheguei na casa do meu primo e caí da moto. Eu tinha
quebrado o pé. Eles me pegaram, me puseram dentro
do carro e me levaram para o hospital. Chegando lá,
cuidaram de mim. Passaram-se poucos minutos, foi
chegando gente para me ver.
           Quando me viram, começaram a rir, porque
o garoto que ligou a minha moto falou na escola que
eu tinha quase morrido. Disse que eu havia quebrado
as duas pernas, um braço e estava em coma. Todos se
desesperaram. Quando me viram e perceberam que
não passava de um pé quebrado, caíram na risada!!! E
a namorada??? Ficou para uma outra hora!

                             Raphael Martins de Oliveira
           6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                       (janeiro a junho)
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                   O ACIDENTE

           No ano de 2004, eu trabalhava na fazenda,
que está situada no município de Paranaiguara-Goiás,
a doze Km da cidade. Esta fazenda chama-se Mateira
5. O seu proprietário é o Sr. José Vicente, que é o meu
ex-patrão. Eu trabalhei nesta fazenda durante quatro
anos. Fui contratado para trabalhar com máquinas e
gerais.
           Num certo dia, o meu patrão estava no
curral mostrando uns marrucos de corte para outro
fazendeiro. Neste mesmo momento, pediu-me que
tirasse o esterco do curral para adubar as hortaliças.
Enquanto eu estava tirando o esterco de uma parte do
curral, de costas para a porteira, que dava para o
repartimento em que estavam os marrucos, os
mesmos começaram a brigar, vindo a se jogar contra
a porteira, o que a soltou e a atirou contra mim,
jogando-me de rosto contra a vigota, o que provocou
um corte profundo no rosto e sério esgotamento de
sangue. No momento em que eu passei a mão no
rosto e vi tanto sangue, desmaiei. Só acordei duas
horas depois do acidente, quando já estava na cidade,
no hospital. Depois, os enfermeiros me informaram
que eu levei dezoito pontos no rosto e eu tive sorte de
não quebrar o nariz, com a batida na vigota.
           Graças a Deus foi possível me recuperar
sem muitas dificuldades, sem consequências mais
graves para minha saúde.
                                Marcos Antônio de Souza
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
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     UM BEIJO, UM ABORTO E UMA LIÇÃO


           Certo dia, estava na fazenda trabalhando.
Logo veio o fim da tarde. Então resolvemos ir para
uma venda ali perto beber algumas cervejas. Logo
chegou uma garota muito bonita. E, é claro, eu me
interessei por ela. Cheguei na garota e pedi-lhe um
beijo. Ela me disse:
           _ Só se for agora!
           Nesse dia, comecei a ficar com ela, mas
não me lembrei de me perguntar se ela já tinha
namorado.
           Passaram-se uns dez dias, e ela me disse:
           _ Me leve para a cidade!
           Então eu disse:
           _ Amanhã eu te levo.
           Como o prometido, no outro dia, eu a levei
embora. Quando chegamos na cidade, ela me disse:
           _Preciso te dizer uma coisa: tenho outro
namorado.
           Então eu disse para ela:
           _Fique com ele e me esqueça!
           Neste momento. Ela apeou da moto e eu fui
de volta para a fazenda. Chegando lá, já fui direto
para o meu quarto. Fiquei muito mal com esta
história. Passaram-se mais dez dias, eu me mudei
para a cidade, Paranaiguara-Go. Lá, eu a encontrei
várias vezes. Ela me disse que queria ficar comigo,
mas, como eu estava muito chateado, a ignorei e
disse:
39
            _Não quero! Você me magoou muito!
            No mesmo dia, ela me ligou e nós
conversamos. Ela sempre insistindo na ideia de voltar.
Mas, como ela tinha me magoado muito, continuei
dizendo não. Depois de uns dois dias, eu encontrei
com um velho amigo meu. Ele disse que queria me
bater por causa de sua namorada. Eu conversei com
ele e disse que não precisava daquilo. Ele me deu um
empurrão e foi embora. Eu também fui. À noite, fui a
uma festa numa boate da cidade. Lá nos encontramos
novamente e, aí sim, nós brigamos. Os seguranças
tiraram a gente dali e fomos embora, cada um para
sua casa. Passaram-se uns cinco dias, nos
encontramos na rua e ele me pediu desculpas.
Voltamos a ser amigos.
            Passou-se mais um mês...
            A garota me ligou novamente dizendo que
estava grávida. Ela falava que era meu e eu negava.
Ela insistia. Ficou um bom tempo falando isso. Eu
continuei firme em não querer assumir. Não tendo
saída, ela abortou a criança e se mudou para Itarumã-
Go. O meu amigo também não quis ficar com ela. Lá,
ela se casou com outra pessoa. Aqui, eu arrumei outra
namorada, mas não deu muito certo. Terminamos.
            Agora eu já aprendi a lição. Encontrei uma
outra pessoa. Estou namorando a três meses e espero
que dure por muitos e muitos anos.

                                Aniceto Rozales da Costa
            6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                        (janeiro a junho)
40
              A HERANÇA DO PAI

            O pai foi um senhor por nome Teodoro,
nascido no ano de 1.930. Uma grande riqueza ele
formou no prazo de trinta anos. Oito filhos criou,
sendo eles, cinco homens e três mulheres. Mas um
deles se destacou na fazenda do seu pai: o Antônio.
Este nunca se distanciou. Enquanto os outros para a
cidade grande se mudaram.
            O Antônio, com seus vinte anos, viu a
riqueza do seu pai se acabar. A herança para os oito
filhos foram oito vacas e um carro de boi. O pai,
olhando para os seu filho Antônio, se lamentou:
            _ Filho, a tua vida ao meu lado ficou. Para
ti eu deixo a vaca mais preciosa. De tudo aquilo que tu
viste, filho, restou a Mimosa. Esta é a esperança que
te dou.
            Abraçando seu pai, Antônio chorou. O pai
abençoou-o e falou:
            _ Onde tu estiveres, contigo estarei!
            Antônio logo partiu. A herança Esperança,
com ele seguiu. Chegando em Goiás, numa fazenda foi
trabalhar. Com três anos de trabalho, conseguiu
dinheiro para comprar três alqueires de terra. A
esperança fruto lhe deu. Agora, ele tem a Esperança,
a Malhada, a Pintada e o Mimoso. Logo se viu que do
conhecimento que o pai lhe deu, a herança cresceu.
No prazo de dez anos, sua herança aumentou ainda
mais, pois pastos em sua fazenda formaram.
            Com lágrimas nos olhos, hoje ele pode
contar os mil bois que acabou de comprar. Viu
novamente toda a riqueza do seu pai. Na Fazenda
41
Esperança ele agora está. Com seus 68 anos, este
sonho pôde realizar, pois com ele, o conhecimento do
seu pai sempre esteve. E o Estado de Goiás pode se
orgulhar. O Antônio aqui está e aqui vai ficar.
           O Antônio nos ensina que não importa o
quanto você tem, o quanto você pode fazer. Hoje você
pode ter um, mas amanhã pode ter um milhão.

                               Edvaldo Vicente de Paula
           6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                       (janeiro a junho)
42
            A AMADA INESQUECÍVEL

            1966, nasce Rosário, uma linda bebê, perfeita,
com suas bochechinhas cor de rosa. Foi muito bem
recebida por seus pais e seus irmãos. Isso, por serem seis
meninos, e, agora, veio a tão esperada filha! Foi muito
bem criada, com todo amor que merecia.
            O tempo foi passando. E, como tudo muda,
Rosário também mudou. E mudou muito. Tornou-se uma
linda moça, muito vaidosa. Estava sempre muito bem
arrumada. Chamava a atenção das pessoas que por ela
passavam. Com seu andado elegante, os quadris
rebolando, “pra lá e pra cá”, muito graciosa, muito
charmosa. Linda moça! Os rapazes da região até a
procuravam para namoro, mas ela nunca estava preparada
para este tipo de sentimento. Não sei se ela realmente não
estava preparada, ou ainda não havia encontrado seu
pretendente preferido. Ela, em conversa com sua mãe,
dizia que ainda não encontrara ninguém que fizesse seu
coração balançar. Então a mãe lhe dizia que não se
preocupasse, que, um dia, tudo iria mudar, que, um dia, o
seu amor iria chegar. Rosário continuava sua vida de
mulher. Vida que uma bela moça pode ter.
            Um dia, suas amigas convidaram-na para ir a
uma festa. Rosário se aprontou. Ficou linda! Deslumbrante!
Foi à festa com suas amigas. Então, logo que chegaram,
procuraram uma mesa que estava arrumada especialmente
para ela. Sentou-se ali com as amigas, sem imaginar que,
nesse exato momento, seu destino seria mudado para
sempre. Quando ela olhou para mesa ao lado, ali estava
sentado Otávio, um belo rapaz. Ela não resistiu sem olhar
para o moço e sentiu-se encantada. Pela primeira vez,
seus olhos olharam realmente para alguém. Mas ela ficou
quieta. Porém, Otávio também estava encantado com sua
43
beleza. Logo deu um jeitinho de convidá-la para dançar.
Com suas mãos transpirando, seus olhos brilhando, frente
a frente. Aos poucos, seus lábios foram se aproximando e
se beijaram. Aconteceu o primeiro beijo de Rosário. Ela
estava    loucamente      apaixonada.   E   estava   sendo
correspondida. Começaram a namorar.
            Após algum tempo, ficaram noivos e se
casaram. Seu pai fez aquela festa, com direito a tudo!
Rosário sentia-se muito feliz. Na noite de núpcias, Otávio,
como sempre, muito carinhoso o tempo todo com sua
noiva, agora, sua esposa. Tiveram cinco filhos. Uma família
feliz e muito bonita. Viviam uma vida perfeita de um belo
casal com belas crianças, sendo dois meninos e três
meninas. Mas, como nem tudo que é bom dura para
sempre, Rosário contraiu uma doença fatal, transmitida por
um mosquito. Sofreu muito com a doença hemorrágica e
morreu, em vinte e quatro horas. Deixou seu esposo com
as crianças. O tempo passou. Otávio sofreu muito com a
falta de sua amada. Tentou criar seus filhos sozinho, mas
foi muito difícil. Ele trabalhava muito. As crianças ainda
pequenas, não podiam ficar sozinhas em casa.
            Otávio resolve se casar novamente. Conheceu
Margarida, uma ruiva que veio morar na terceira casa ao
lado. Ela tem dois filhos. Eles se casam. Juntam as
famílias. Otávio tenta ser feliz novamente com Margarida.
Mas, na verdade, nunca esqueceu sua amada, Rosário.

                             Ozanete Medeiros dos Santos
             6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                         (janeiro a junho)
44

          MINHA VIDA E MINHA ESCOLA


Se juntarmos mil pessoas e pedirmos para falar da vida,
teremos mil formas de expressar.
Hoje eu quero falar da vida e a escola.
Aos meus 38 anos, tenho o prazer de estar na sala de aula,
na EJA, para ser mais preciso.
A vida é uma grande história
que podemos contar de várias formas: do nascimento
até o descobrimento do prazer que ela nos dá.
As Ciências vêm para completar a História,
que eu estou a rezar. Nela, adquirimos o conhecimento
do nosso corpo, que nos faz andar.
A Geografia, não podemos nos esquecer.
Ela registra o lugar onde nascemos e, também,
onde podemos viver, mostrando os seus oceanos,
planaltos, montanhas e serrados inesquecíveis.
Eu não posso me esquecer de que o Inglês vem nos
envolver, uma outra língua a aprender.
Com o Português venho expressar a grandeza da vida
que vem nos ensinar. Sem ler não posso escrever.
Sem a palavra, fica difícil viver.
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Sem ler não posso expressar a história que estou a
passar.
Sem ler, como eu vou falar, pois as palavras vão me faltar?
Assim como a História, a Ciência, a Geografia,
o Inglês, a Língua Portuguesa,
a Matemática esquecida não está,
pois ela vem nos mostrar que estudando, aprendemos a
contar, e os resultados nunca podemos mudar.
Quer queira no passado, no presente ou no futuro,
ela vai ser sempre igual 1+1=2.
Estudar e adquirir conhecimentos.
A EJA vem nos abrir as portas para o mundo.
Então vamos abraçá-la.
Obrigado meus mestres!

                                     Edvaldo Vicente de Paula
                 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S.
                                           (janeiro a junho)
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           A nova Branca de Neve

      Era uma vez uma menina por nome de Branca de
Neve. Ela morava com seus pais em um lindo castelo. Ela
vivia feliz, passeava no bosque... Até que um dia... Sua
mãe ficou muito doente e acabou morrendo. A menina
ficou muito triste.
      Branca de Neve foi crescendo e se tornou uma moça
muito vaidosa. Gostava de ir a festas com suas amigas:
Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e a Bela Adormecida.
Mas o pai de Branca de Neve estava muito preocupado,
porque ela não queria ajudá-lo a cuidar do reino.
      Então e rei casou-se novamente com uma mulher
muito má. Branca de Neve não estava nem aí para a
madrasta. Só que um dia a malvada quis sumir com a
menina. Chamou-a para um passeio num bosque muito
assustador. Chegando lá, a malvada disse para Branca de
Neve ir na frente, porque ela iria pegar uma cesta com
algumas coisas gostosas.
      Como Branca de Neve gostava muito de se divertir,
foi logo entrando no bosque e não prestou atenção por
onde ia passando. A madrasta, que não gostava dela, saiu
di bosque correndo para que ela não conseguisse mais
voltar para casa.
      Quando Branca de Neve olhou para trás, e não viu
sua madrasta, ficou assustada. Começou a correr para
encontrar a saída, mas não encontrou. Já estava chegando
a noite... Ficou ainda mais assustada, quando ouviu um
47
barulho muito sinistro... Ela pensou que era um monstro
e começou a correr. Correu tanto que caiu num buraco,
onde tinha um coelho gigante. Branca de Neve começou a
gritar, mas o coelho falou para ela não gritar, porque ela a
ajudaria a voltar para casa.
       Quando Branca de Neve chegou em casa, a
madrasta ficou furiosa, porque não a queria no castelo.
Então o pai de Branca de Neve mandou a malvada embora.
No mesmo dia, a Branca de Neve organizou uma festa com
todas as suas amigas para comemorar a sua nova vida...
Mas agora ela já tinha aprendido muito sobre a vida, e
percebeu que é preciso ter também responsabilidades, e
não apenas prazer e diversão...
     E eles viveram felizes para sempre.
                                                   Solange.
            6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                       (agosto a dezembro)
48


                Uma Noite de Terror

        Era uma família grande, de seis filhos, que mudaram
para uma nova casa, em um sitio, onde diziam ser
assombrada. Depois de uma tarde chuvosa, veio uma noite
fria.
        - Elza, cuide de seus irmãos enquanto eu e sua mãe
vamos ali ao vizinho!
        - Tudo bem!
        Então, assim eles foram e deixaram seus filhos sós
em casa.
        - Vou fazer a Lu dormir e vocês se comportem!
        Então, os meninos resolveram brincar e suas outras
irmãs pegaram algumas cadeiras novas para deitarem
nelas. Uma deitou nas cadeiras e a outra colocou um pano
embaixo e deitou, quando:
        - Edineuza! Senti algo arranhar em meu ombro!
        - Deve ser um rato, Nice!
        Quando Nice olhou e gritou:
        - Ah! O que é isso? Uma cabeça!
        Quando todos olharam, realmente era uma cabeça
de um paraguaio, que havia sido morto e sua cabeça
cortada.
49
     E todos começaram a gritar e correram para perto
de um fogão de lenha. E a cabeça continuava a persegui-
los, quando um dos meninos pegou um pedaço de cana
que tinha no fogão e tacou na cabeça. A cabeça subiu no
canto de uma parede e sumiu.
     Seus pais, ouvindo os gritos, saíram correndo para
casa. Chegando lá:
     - O que aconteceu aqui?
     Ninguém conseguia falar. Estavam todos apavorados.
Quando    conseguiram    falar,    contaram   o   que   havia
acontecido. Seus pais, não acreditando muito neles, os
acalmaram. Mas desconfiavam que era verdade, pois
sabiam que aquele lugar realmente era assombrado, pois
sempre viam luzes, que apareciam e sumiam do nada.
Coisas estranhas e misteriosas aconteciam por ali.
     Depois de dois meses, com as crianças ainda com
medo, resolveram mudar da casa.
     - Não se preocupem! Aqui não voltaremos mais!


                                  Jéssica Nascimento de Melo.
            6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                         (agosto a dezembro)
50

             OS CAVALEIROS DO BASTIÃO

         Era noite de lua cheia. Há quase vinte anos... Eu
morava na fazenda... Eu e meu irmão Leandro fomos no
último ônibus para casa. Quando chegamos no ponto, o
temporal estava formando. Eu disse ao meu irmão:
         - Vamos rápido, antes da chuva!
         Começamos a andar rapidamente. Logo, logo a
chuva      veio   e   a   noite   também.   Junto   chegaram   os
relâmpagos. Mas lá para aqueles lugares, andava um
homem que mexia com o mais profundo medo de uma
criança, que era chamado de “Bastião Doido”. Logo, logo
avistamos uma árvore. Lá debaixo havia um jirau. Quando
relampejou, nós vimos um homem. Quando chamamos, ele
respondeu. Era o Bastião todo molhado, de calça e saia por
cima. Só queria passar batom. Quando passamos o
primeiro córrego, ele não queria ir mais.
         - Por que parou, Bastião? – Perguntei.
         Ele disse que lá havia assombração. Que o compadre
da minha mãe havia contado a ele. Naquela hora o meu
cabelo arrepiou...
         - Vamos! Vamos! Estamos quase chegando! – Eu
disse.
51
       - Não! Vamos esperar os cavaleiros. – Disse o
Bastião.
       - Vamos correr? - Meu irmão disse.
       - Só se for agora! – Eu falei.
       Quando ouvimos um barulho de cavalo galopando,
meu irmão disse:
       - São os cavalos do Bastião!
       Subimos numa árvore, quase caindo de medo,
quando uma pessoa gritou:
       - Leandro! Sandra! Onde estão vocês?
       - Aqui, papai! - Nós respondemos.
       - Aqui, onde? – Meu pai perguntou.
       - Em cima da árvore!
       - Por que vocês estão aí, meninos? – Perguntou meu
pai.
       - Pensamos que fosse os cavaleiros do Bastião...
       - Meninos, isso não existe!
       Fomos embora. Nunca mais passei por lá à noite,
nem só e nem com o meu irmão.


                                        Sandra Rosa dos Santos.
              6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                           (agosto a dezembro)
52
          A INOCÊNCIA E A REALIDADE
      Luana, uma menina, ao mesmo tempo observadora e
inocente. Pensava que seus pais eram felizes.
      Ela via seus pais sempre felizes e unidos. Sua mãe
era do lar e seu pai trabalhava de cobrador de ônibus. Ele
saía às 06 da manhã e voltava às 17 horas. Ele sempre
chegava, tomava banho e sentava na mesa para jantar
junto a família.
      Luana prestava atenção na convivência das colegas
com a família e via que era muito diferente da sua. E
sentia muito orgulho em ter uma família unida e amada
por igual. Em todas as festas, lá esta o casal. Até que
chegou o carnaval. Luana e seus pais foram e se
divertiram. Passaram-se as horas e Luana e sua mãe
foram chamar o pai, que tinha saído para cumprimentar os
amigos. Chegando lá, as duas o encontraram beijando
outra mulher.
      Naquele dia Luana descobriu que estava sendo
enganada. Por ela mesma, descobriu que estava vivendo
uma farsa.
                                     Franciely dos Santos.
             6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                      (agosto a dezembro)
53

                    O chapéu de veludo

            Quando eu era pequeno, eu gostava de um
    chapéu de veludo. Eu não gostava que mexessem nele.
    Quando alguém punha a mão nele, eu começava a brigar...
    Mas eu era muito danado!
            Quando eu chegava nas festas, as meninas
    pegavam o chapéu e o colocavam na cabeça. Quando eu
    via, já estava com alguma mulher que eu nem conhecia
    antes. Eu arrumei uma namorada e ela deu fim no chapéu
    de veludo. Eu não liguei, porque eu não queria mais o
    chapéu, já que ele estava velho e porque todo mundo
    queria usá-lo. Por isso eu deixei minha namorada dar um
    fim no chapéu. Eu comprei outro para mim. E as pessoas
    sempre perguntavam:
-     Cadê aquele seu chapéu?
    Eu respondia:
-     Eu dei um fim nele, por causa de vocês!
                                        José Fábio Teodósio.
               6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                        (agosto a dezembro)
54


                  O Chupa Cabra

     Era uma vez, um fazendeiro que tinha um rebanho
de cabras na sua fazenda. Nela tinha uma mata muito
grande.
     Um dia seu vizinho falou pra ele que tinha um tal de
Chupa Cabra, que estava comendo as cabritas dele. Mas
Seu Juca, que não era muito de acreditar na conversa do
seu vizinho, não acreditou que ele tinha perdido as cabras.
     Um dia, Seu Juca foi dormir e as cabras ficaram no
cerrado. Quando ele acordou, três das suas cabras tinham
sumido. Quando foi uma noite, ele falou para o seu
empregado vigiar as cabras, com uma arma na mão.
Quando deu, mais ou menos, meia-noite, chegou o tal de
Chupa Cabra. O empregado atirou e matou o bicho.
     Depois disso, Seu Juca percebeu que seu vizinho
estava certo: realmente tinha um Chupa Cabra por lá.

                                  José Cícero de Alexandre.
            6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                      (agosto a dezembro)
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                 O MENINO JOÃOZINHO
      Joãozinho foi um menino criado sem pai e sem mãe. Por
isso era muito custoso. Ele foi criado por um senhor chamado
Joaquim, que morava à beira de um rio.
        Senhor Joaquim achou Joãozinho jogado dentro de um
tambor de lixo, em frente a uma igreja da cidade. Ele pegou o
menino e depois o levou para seu barraco, à beira do rio. Deu
banho, comida, roupa, e levou o menino para ser batizado.
        O tempo foi se passando... O menino foi crescendo.
Quando ele fez sete anos, Sr. Joaquim o colocou para estudar.
Joãozinho estudou até conseguir se formar para advogado. Três
anos depois de sua formatura, um fazendeiro muito rico
comprou as terras em volta da terra do Sr. Joaquim. O
fazendeiro queria tomar aquela terra. Joãozinho ficou sabendo e
foi falar com aquele fazendeiro. Ele chegou na fazenda e chamou
o fazendeiro para conversar, e perguntou:
        _ Por que o senhor quer tomar a terrinha do meu pai?
        O fazendeiro respondeu:
        _ Porque eu quero plantar lavoura.
        Joãozinho disse:
        _ Mas a terra de meu pai é muito pequena. Ele só tem
uma vaquinha lá. Não vai dar para plantar nada.
        O fazendeiro falou:
        _ Mas eu não quero nem saber. Quero aquela terra e vou
tomá-la.
        Neste momento, Joãozinho falou:
        _ Se o senhor insistir em tomar as terras de meu pai, eu é
que irei tomar as suas.
        O fazendeiro respondeu:
        _ Então veremos. Eu vou contratar o melhor advogado da
cidade.
        Joãozinho disse:
        _ Veremos quem terá o melhor advogado!
        O fazendeiro, então, foi para a cidade contratar o
advogado. Quando chegou no escritório de outro advogado que
tinha na cidade, foi logo falando:
56
        _ Vim aqui para falar com o Dr. Renato.
        Então ele entrou para falar com o advogado.
        _ Estou aqui porque quero tomar as terras do meu
vizinho.
        O advogado perguntou:
        _ Quem é seu vizinho?
        _ O Joaquim.
        _ Mas o senhor sabe quem é o filho dele?
        _ Sim. Ele foi falar comigo.
        _ Pois então. O filho dele é o melhor advogado da cidade
e do estado. E é por isso que é perda de tempo bater de frente
com ele. É melhor o senhor deixar isso quieto. Deixe o pai dele
lá. Ele não está atrapalhando o senhor. Afinal de contas, a terra
dele é do tamanho de um ovo.
        O fazendeiro voltou para a fazenda. Depois de um mês,
foi intimado para uma audiência. Lá, o juiz disse:
        _ O senhor está nesta audiência, por que quer tomar a
terra do senhor Joaquim?
        Joãozinho falou:
        _ É verdade. Sr. Juiz. E por isso, eu quero uma
indenização, por abusar de meu pai, que já está bem velhinho.
        O fazendeiro falou:
        _ Eu não quero mais a terra dele, não, senhor juiz.
        Como o juiz já conhecia Joãozinho, falou:
        _ Mas agora o senhor vai ter que pagar um milhão de
reais para ele.
        _ Mas senhor juiz, eu não tenho esse dinheiro!
        _ Então o senhor vai ter dar dez alqueires para ele.
        E assim foi feito.
        Joãozinho foi logo dar a notícia para seu pai. Sr. Joaquim
ficou muito alegre. Depois disso, o fazendeiro vendeu o resto da
fazenda e foi embora da região.
        Joãozinho e seu pai continuaram com suas vidas simples e
felizes.
                                                      Jean Carlos.
                 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011
                                          (agosto a dezembro)
57




Histórias de vida
 que nos fazem
    crescer...
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         Eu morava no município de Ituiutaba-MG. Sou
de 1965, de 26 de outubro.
         Quando eu era criança, minha mãe não dava
tempo para gente brincar, porque tinha que trabalhar.
Quando a gente ia brincar, ela já pegava uma vara para
bater. Mas o tempo foi passando, fui crescendo e comecei
a estudar numa linda escola, que se chama Canaã. Nesse
tempo, eu morava em Quirinópolis-GO. Mais alguns anos
se passaram, e as coisas foram se complicando. Quando fiz
12 anos, minha mãe já não me deixou estudar mais. Ela
disse para o meu pai que tínhamos que nos mudar para a
fazenda para a gente trabalhar. Eles não pensavam no
futuro dos filhos.
         Assim, quando eu fiz 21 anos, me casei e tive
duas filhas, que são o orgulho da minha vida. O meu
esposo era muito ciumento. Ele saía de madrugada todos
os dias e dava muito serviço para gente. Nos fazia
trabalhar igual escravos. Mas o tempo foi passando e ele
colocou as meninas contra mim. Então, eu me revoltei
muito com ele, porque não teve consideração por mim. Eu
só faltava adivinhar o que ele queria. Dava-lhe tudo nas
mãos, porque eu gostava demais dele. Mas ele foi me
pisando muito, até que, um dia, o amor se acabou. Assim,
veio a separação. Foi quando eu sofri mais ainda...
         Mais um tempo se passou, e eu fui pensando na
minha vida, que eu tinha que viver sozinha. As coisas
foram melhorando para mim, porque eu voltei a estudar e
comecei a trabalhar e a fazer o curso de costura, já que
esse era o meu sonho: ser costureira. Hoje eu sou muito
feliz.
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          Eu nasci no estado do Paraná, no ano de 1966.
Mas meus pais mudaram-se quando eu era ainda muito
criança. Me lembro ainda da cidade onde fomos morar...
          Tenho na lembrança que a casa era grande e meu
pai bebia muito e chegava brigando e quebrava todos os
móveis. Lembro-me também que meu pai falava que não
se lembrava de nada do que tinha acontecido. Tenho na
lembrança que ouvia minha mãe falar com meu pai que ele
precisava parar com a vida de viajar, que as meninas
tinham que estudar, que nós estávamos crescendo e não
podia ficar entrando e saindo da escola. Foi quando meu
pai tomou a decisão de ir morar na cidade de Promissão.
Lembro-me que meu pai foi trabalhar na barragem que
estava começando a ser construída e ficamos na casa de
um amigo de meu pai, até que ele conseguisse alugar uma
casa. Logo conseguimos. Mas ainda demorou algum tempo
para eu e minha irmã começarmos a estudar, porque
minha mãe tinha de conseguir tirar o nosso registro de
nascimento. Naquele tempo, era muita burocracia e
demorou bastante tempo para que ela conseguisse. Então,
quando minha mãe conseguiu, começamos a estudar. Mas
eu já tinha 13 anos e minha irmã, 12 anos. Minha mãe
ficou muito feliz, porque eu e minha irmã estávamos
estudando. Era visível a felicidade dela em nos mandar
para a escola. Eu não senti muita dificuldade, porque eu
soletrava muito as letras em jornais e revistas velhos.
Minha professora do primário, Eloiza, sempre me elogiava
para minha mãe e ela ficava muito feliz. Ela dizia que eu
era muito caprichosa com meus cadernos e que minha
letra era muito bonita. Eu sentia alguma dificuldade para
escrever, mas logo superei.
60
         Parei de estudar, porque me casei e logo me
engravidei do meu primeiro filho, Eduardo. Depois de três
anos e meio, veio o segundo filho, João Eduardo e, por
último, minha filha Ana Paula, que se encontra com 20
anos. Graças a Deus, meus três filhos conseguiram o
Ensino Médio e chegaram até a faculdade. Meu filho
Eduardo termina a faculdade de Ciências da Computação,
na UNIP de Araçatuba, nesse semestre. Sou muito
orgulhosa por mais essa vitória. E também, meu filho João
Eduardo está no segundo semestre de Administração de
Empresas na faculdade de Quirinópolis-Go. Minha filha
pretende estudar a faculdade de Matemática, no próximo
ano.
         Meus filhos são meus maiores incentivadores para
que eu voltasse para a escola. E é esse incentivo que fez a
diferença para que eu voltasse a estudar. E, por isso, eu
pude relatar essa história. Meu grande tesouro é minha
família.

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          Eu nasci em 29 de dezembro de 1979, na cidade
de Oriente, em Minas Gerais. Minha mãe faleceu quando eu
tinha 05 anos. A perda dela foi muito difícil para mim. Daí
em diante, eu ajudei o meu pai a criar meus irmãos. Eu e
meus    irmãos   brincávamos   muito.   Como    não   tinha
condições de comprar um brinquedo, a gente inventava
brincadeiras. Quando eu tive o meu primeiro namorado, eu
tinha 13 anos. A gente morava numa fazenda. Cada um de
nós tinha uma obrigação. Eu não estudei, porque meu pai
bebia muito naquela época. Os pais não incentivavam os
filhos a irem para a escola. Mas agora eu tenho a
oportunidade de estudar. Quando eu era adolescente, uma
amiga me levou para morar em Belo Horizonte-MG, para
trabalhar de pajear um menino.
          Foi nesse tempo que eu conheci meu amor. A
gente namorou e nos casamos. Hoje eu sou casada e tenho
dois filhos.
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          Nasci numa fazenda, depois me mudei para uma
cidade   chamada    Mateira-Go.   Depois,   fui   para    outra
fazenda. Foi quando minha mãe foi embora. Eu tinha 03
anos de idade.
          Fui morar com minha avó, na fazenda, onde eu
morei até a idade de 07 anos, quando fui morar com meu
pai, para estudar na escola Educandário Municipal Oscar
Bernardes, de Paranaiguara-Go. Fiz da 1ª à 4ª série. Foi
nesse tempo que a minha vida se transformou. Eu era a
dona da casa, mas, nas minhas horas vagas, minha
diversão era jogar bete, queimada, esconde-esconde...
Ainda muito jovem, arrumei o meu primeiro emprego,
como     babá.   Depois,   como   doméstica.      Foi    quando
realmente aprendi a ser uma dona de casa. Com 16 anos,
fui para outra cidade, onde comecei a trabalhar e estudar o
Supletivo da 5ª à 8ª série. Mas não concluí, porque conheci
um rapaz, que eu pensei que seria “uma boa”. Quando eu
fui morar com ele, era uma “beleza”. Mas, quando veio a
primeira filha, começaram os problemas. Veio a bebida.
Vieram as brigas. Com essas brigas, a família dele
começou a implicar comigo. Acreditavam que eu era ruim,
que eu é que não “valia nada”. Depois da segunda filha, as
63
coisas pioraram. Meu marido nos deixava passar fome.
Assim, veio a separação, quando a minha filha tinha 02
anos. Então, voltei para a casa de meu pai. Foi quando eu
conheci um outro rapaz. Fui morar com ele. Mas, por ele
ser muito jovem, veio a segunda separação. Voltei para
Araçatuba com minhas filhas. Fui trabalhar. Consegui uma
casa. Coloquei minhas filhas. Mas não foi como eu
esperava. Como estávamos passando fome em Araçatuba,
fui tentar a sorte em São Paulo. Lá também passei muita
fome, mas venci, trabalhando como faxineira e manicure.
Foi quando arrumei um serviço numa firma. Aluguei uma
casa. Busquei minhas filhas, que estavam na casa da avó
delas. Nesse tempo, as coisas foram se ajustando. Na
mesma casa, moramos durante 03 anos. Depois disso,
voltei para Paranaiguara-Go para cuidar do meu pai, onde
estou até hoje. Eu, meu novo marido e minhas filhas.
         Hoje, voltei a estudar com um propósito firme de
chegar até a faculdade e ser alguém na vida.


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         Nasci na cidade de Paranaiguara no dia 03/06/82.

Graças a Deus e a meus pais, fui privilegiado de vir ao

mundo. O meu sorriso foi a alegria de meus pais e a minha

infância foi muito boa.

         Mas o tempo me trouxe, com a idade de vinte

anos, uma dor que não passou. Já fazem nove anos que

perdi meu pai. Com a idade de vinte e sete anos, também

foi uma transformação na minha vida, porque encontrei

uma pessoa que veio de mais de dois mil e quinhentos

quilômetros de distância.

         Nos conhecemos e nos casamos. E o destino me

trouxe a tão sonhada felicidade.


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         Na minha infância, eu brincava de boneca e de

esconder. Brincava também de banhar no rio com as

minhas irmãs. Depois fiquei moça. Não tinha escola para

eu estudar.

         Assim,    não   tive   oportunidade   para   estudar.

Depois minha mãe adoeceu e veio a falecer. Depois que ela

faleceu, eu mudei para o estado de Goiás e vim morar aqui

por um tempo.

         Mas resolvi me casar e estou morando aqui e

estou muito feliz. Estou estudando e prendendo terminar

os meus estudos.


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          Eu nasci em João Pinheiro, Minas Gerais, no
Hospital e Maternidade Santana, em 29/04/1976. Hoje,
tenho 35 anos.
          Quando criança, eu gostava de brincar de
carrinho, de bola, pique esconde, salve salve, amarelinha e
caiu no poço. Quando eu tinha meus sete anos de idade,
comecei a estudar na Escola Municipal Santos Dumont.
Fiquei lá, estudando, até meus 12 anos de idade. Tendo
passado para a 5ª série, parei de estudar, pois, na roça,
não tinha condição de estudar mais, pois era a última série
da escola. Com 15 anos, comecei a trabalhar, ajudando
meu pai a fazer rapaduras e a fabricar pinga, num
alambique, lá da pequena fazenda do meu pai. Com 16
anos, fui trabalhar numa fábrica de queijo. Fiquei lá
aproximadamente 2 anos, trabalhando. Com 18 anos,
voltei para a fazenda para trabalhar com meu pai. Com 21
anos de idade, me mudei para Uberlândia, no Triângulo
Mineiro, à procura de serviço, devido eu ter pouca
escolaridade. Cheguei em Uberlândia em 1997. Três meses
depois, arrumei um serviço num sacolão, ficando lá por 03
meses. Depois, entrei no Refrigerantes do Triângulo,
ficando lá por 06 anos e 04 meses.
          Depois disso, me mudei para São Simão, no
estado de Goiás. Fiquei fazendo “bicos” durante 03 meses,
até que apareceu um serviço na Energética São Simão,
onde estou até hoje, 29/08/2011. Mudei-me para
Paranaiguara-Go em maio de 2008 e voltei a estudar no
Colégio Estadual Bartolomeu Bueno da Silva.

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          Tudo começou em 1975, quando minha se casou.
Em 1977, eu nasci. Não foi uma infância boa, pois, logo em
seguida, tive meus irmãos, com diferença uns dos outros
de um ano e nove meses.
          Minha mãe teve que trabalhar e eu, como a mais
velha, tive que olhar meus irmãos. Eu, com 07 anos,
cuidava e arrumava a casa para minha mãe. Com 10 anos,
nos mudamos para Goiânia-Go. Foi muito difícil. Uma total
miséria. Meu pai vendeu a casa para virmos para
Paranaiguara-Go. Chegamos aqui em 1984. As coisas não
mudaram muito. A diferença é que eu comecei a trabalhar
na casa do Sr. Sebastião Pasteleiro. Não tinha experiência
de nada, mas sua esposa me ajudou muito. Eu aprendi a
cozinhar, pois arrumar uma casa eu já sabia.
          Com 15 anos, me casei, achando que tudo iria
melhorar, mas foi muito difícil também. Levantava às
03:00 da manhã para tirar leite. Às 10:00 cozinhava para
75 peões na fazenda. Quando terminava, tinha que tratar
das criações. Tive minha filha. As coisas ficaram ainda
piores, mas eu consegui. Trabalhava, cuidava de uma sede
na fazenda vizinha e cozinha para os peões.
          Passado um tempo, não consegui mais continuar
nessa correria. Vim embora para a cidade e me casei de
novo. Comecei a trabalhar na roça (da usina) e a estudar.
Minha vida, hoje, é na correria, mas eu gosto, porque
tenho um sonho: de terminar os estudos e depois, na
velhice, descansar.

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          Eu nasci em São Simão-Go, em 1982. Morei 02
anos na Fazenda Santa Luzia. Depois, mudamos para outra
fazenda. Nessa, passei parte de minha infância.
          Eu e minha irmã brincávamos muito de várias
brincadeiras, pois, naquele tempo, não tínhamos muito
conforto, mas a vida simples era, para nós, muito
divertida, pois criança de diverte com qualquer coisa.
Durante o dia, ajudávamos nossa mãe. Depois, eu e minha
irmã íamos brincar na beira de um córrego. Quando
voltávamos para casa, eu tomava banho, enquanto minha
mãe ensinava minha irmã a cozinhar. Depois do jantar,
minha mãe sentava conosco no terreiro e, com o céu todo
estrelado, ela contava várias histórias, até sentirmos sono.
O tempo passou muito rápido. Fomos morar na cidade de
Paranaiguara-Go, porque nós tínhamos que estudar. Meu
pai continuou na fazenda e minha mãe, como uma mulher
muito guerreira que é, batalhou muito para que nós
estudássemos. Com nove anos de idade, comecei a
trabalhar como babá. Daí por diante, não mais parei. O
meu segundo emprego foi como babá novamente. Eu
cuidava de duas meninas. Foi nessa época, com doze anos,
que arrumei o meu primeiro namorado. Era um sentimento
lindo e muito inocente. Mas a vida é cheia de
contratempos. Então, terminei com ele. E, como a vida não
para, segui em frente. Com dezesseis anos, arrumei outro
namorado. Mas, com esse, as coisas não foram como eu
imaginei, pois com ele parei minha vida, parei de estudar e
de trabalhar, pois ele não gostava que eu saísse de casa.
Ainda assim, fiquei com ele doze anos. Terminei com ele,
porque não aguentava mais. Ele me sufocava. Foi em vinte
e cinco d e dezembro de 2010, que eu quase perdi minha
69
mãe em um acidente doméstico. Ela se queimou. Foi a
dor mais triste que senti em toda minha vida. Foi nesse
momento de minha vida, que decidi acabar com meu
namoro, pois na hora em que mais precisei de apoio, ele
não me ajudou.
          Mas a vida é surpreendente. Minha mãe se
recuperou, com a Graça de Deus, então, tive um
reencontro inesperado com o meu primeiro namorado.
Então voltamos a namorar. Ele me deu muita força e me
incentivou a voltar a estudar e a trabalhar. Hoje estou
fazendo até curso de informática. Ele é uma pessoa muito
especial. Com isso, pretendo chegar o mais longe que eu
puder.
          Essa é a minha história até agora. Quem sabe,
daqui a alguns anos, eu escreva outra redação contando
minhas novas conquistas e vitórias.

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         Eu nasci em Ourana, na fazenda do senhor Ouro,
o fundador da cidade, em 06 de março de 1977. O nome
do meu pai é Luiz Pedro Sobrinho e da minha mãe é Maria
Nazaré de Andrade.
         Quando eu completei 04 para 05 anos, começou o
meu sofrimento. Meus pais se separaram. Deixaram eu e
meus 04 irmãos sozinhos trancados em casa. Minha mãe
foi para Bahia. Eu e meus irmãos fomos separados. Meus
irmãos foram para outras pessoas que não eram parentes.
Fiquei longe deles. Eu fui criada por uma senhora chamada
Maria das Graças, que também não era minha parenta. Eu
completei 06 anos e fui para a escola. Só fiz até a 3ª série
primária. Daquele tempo pra cá, não mais frequentei a
escola, porque eu fui embora para a fazenda trabalhar na
roça. Desde esse tempo, eu sofri com a minha madrasta,
na fazenda. Ela fazia faxina toda vez para o meu pai ficar
contra mim e me mandar embora de casa. Naquele tempo,
eu não tinha ajuda de ninguém. Só tinha aqueles que
faziam mal em minha vida. Sofri e chorei demais. Desde
que eu completei 16 anos, em 1993, foi que começou a
mudar a minha vida. Conheci pessoas que me deram
apoio, que me falaram da coisa mais preciosa, que é Jesus.
71
Ele mudou o meu sofrimento. Vi a felicidade morar em
meu coração, no ano de 1993, dia 30 de julho. Passei para
uma nova vida em meu caminho. Tudo começou a fazer
sentido em minha vida. Tive pessoas que estavam ali, ao
meu lado, para me ajudar.
         Algum tempo depois da minha decisão, conheci
meu querido marido, aos 19 anos. Hoje, o pai de meus
filhos lindos, que Deus me deu. Há 14 anos que estamos
juntos. Agora, nós vamos nos casar para a união e a
felicidade ficarem completas.


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         Tudo começou em 17/06/1979. Foi o dia que eu
nasci. Minha história é cheia de altos e baixos. Tive uma
mãe que me deu amor e carinho. Tenho duas irmãs. Nós
éramos uma família normal. Mas, com o passar dos
tempos, meu pai começou a dar muito trabalho para a
minha mãe.
         Quando eu tinha dois anos, o meu pai foi embora.
Nós não tivemos notícias por anos. Quando eu tinha dez
anos, ele voltou para a cidade de Quirinópolis-Go. O tempo
passou. Eu nunca tive contato com meu pai. Eu tinha treze
anos, perdi meu pai. Depois de quatro anos, perdi minha
mãe. Foi a parte mais difícil da minha vida. Foi quando
tudo o que eu mais amava foi embora, para nunca mais
voltar. Foi quando minha irmã veio morar comigo. Eu
vendia coxinhas para ganhar nosso sustento. Quando tive
a idade de quinze anos, comecei a trabalhar de garçom. Eu
ficava até tarde acordado e, de manhã, ia para a escola,
com tanta dificuldade em trabalhar e estudarão mesmo
tempo. Assim, tive que parar de estudar. Com dezesseis
anos, comecei a viajar e vender cosméticos. Fiquei
viajando por dez anos. Com dezoito anos, fui pai. Foi a
sensação mais maravilhosa que eu tive. Com o passar do
tempo, aos vinte anos, fui pai novamente. Comecei a
trabalhar na usina, como motorista. Depois de um ano,
passei a ser operador de máquinas. Hoje voltei para a
escola. Se Deus abençoar, vou até o fim.

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         Tenho 19 anos. Nasci em Cafelândia, no estado
do Paraná. Morei lá até os 11 anos. Aprontava muito. Batia
nos meninos e meninas do colégio.
         Quase entro no mundo das drogas, porque meus
colegas eram todos traficantes de drogas. Viviam fugindo
da polícia e eu, feito burra, no meio, atirava contra os
professores. Um teve que ser internado, porque acertou
em sua perna. Quantas vezes meus amigos ofereciam
drogas para mim e eu disse não, porque eu sabia o que as
drogas faziam. E eu também não queria ver meus pais
chorarem no dia de amanhã. Eu não tive infância na minha
vida, porque era só briga daqui e polícia dali. Enquanto eu
estava nas ruas, fazendo o que não devia, meus pais
estavam trabalhando. Eu quase me envolvi demais com
meus falsos amigos. Foi na hora que eu parei e pensei em
tomar juízo na cabeça e estudar, porque sem o estudo não
somos nada.
         E se Deus não estivesse comigo, eu estaria hoje
nas drogas, ou, às vezes, até morta. Amigos, nunca usem
drogas em suas vidas. Não queira ver seus pais chorando
no dia de amanhã!

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          Quando   eu   nasci,   eu   era   um   bebê   muito
bonitinho. Nós somos de uma família de cinco irmãos. Meu
pai e minha mãe sofreram muito para criar eu e meus
irmãos.
          Fomos criados em fazenda. Tivemos uma infância
muito boa, principalmente, eu, por ser a caçula. Viemos
pra cidade. Me tornei moça. Me casei. Tive dois filhos
lindos. Mas o casamento não deu muito certo. Me separei.
Depois de alguns anos, me casei de novo. Também não
deu certo.
          Hoje, moro com minha mãe. Meus filhos se
casaram. Trabalho e estudo. Sou feliz, pois tenho saúde e
não me falta nada. Tenho 43 anos muito bem vividos, na
esperança de chegar aos 70 anos assim: com saúde e feliz.


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          Minha vida difícil começou com a idade de 01 ano
e maio. Não é uma história bonita, mas é a realidade.
Meus pais se separaram. Eu tive 13 madrastas até os meus
05 anos. Brinquei muito, mas sofri muito mais. Desde
violência sexual a tentativa de assassinato, pela minha
madrasta e meu pai. Mas resisti. Quando pensei que o
sofrimento iria ter fim, veio a fome. Tinha vezes que só
tínhamos mandioca cozida com sal para comer. E, para não
ver os filhos passarem fome, meu pai me mandou pra
morar com outra família. A nova família era de um
vereador e a mulher, professora. Aos 11 anos, ele me
violentou. Fecho os olhos e ainda vejo eu naquela dispensa
e aquele monstro me segurando. Eu era só uma criança
cheia de sonhos e ele me tirou tudo isso. Quando saí de lá,
contei para meus pais, mas não fizeram nada, pois era a
palavra dele contra a de uma criança. Quando completei
16 anos, tive meu primeiro beijo por amor. Ele era bem
mais velho, mas gostava de mim e eu dele. Mas não
podíamos ficar juntos, pois ele tinha que se casar com uma
moça que ele não gostava, mas que estava grávida. Depois
nos separamos e eu saí de casa. Sofri ainda mais. Passei
fome. Dormi na rua, em banco de praça. Mas nunca me dei
por vencida. Lutei e consegui encontrar uma pessoa boa
que me ajudou a superar tudo, que é o pai dos meus
filhos. Não estamos juntos, mas agradeço todo dia pelos
meus filhos.
          Ainda não cheguei onde quero, mas eu chego lá.
Acredito em mim e uso o meu sofrimento para crescer e
não para me fazer de “coitadinha”.

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          A minha história de vida não foi lá estas coisas, pois
a minha infância foi muito sofrida. Quando eu nasci, perdi
meu pai com 01 mês de vida. Minha mãe não pode me criar e
me deu para minha avó, que me criou com todo amor e
carinho, como se fosse minha própria mãe.
          Nós morávamos na fazenda. Era muito bom, pois
minha avó fazia todos os meus gostos. Quando eu estava
com uns cinco para seis anos, minha avó adotou um menino.
Foi maravilhoso, pois eu tinha um irmãozinho que poderia
brincar, correr, dividir minhas alegrias. Mas tudo o que é bom
dura pouco. Quando eu estava com quase 08 anos, minha
avó faleceu. Fiquei muito triste. Depois disso, tive que mudar
para a cidade, pois tinha que estudar. Já estava muito
atrasada. Fui morar com minha madrinha. Foi aí que começou
o sofrimento. Ela me tratava bem, me dava roupas, comida,
sapato, estudo, mas, o mais importante, não tinha, que era o
carinho de alguém. Minha madrinha tinha dois filhos
pequenos. Nesse tempo, já era uma criança triste, pois tudo
o que acontecia lá onde eu morava, era culpa minha. Minha
madrinha me batia muito. Com o passar do tempo, fui
crescendo revoltada. Mas, mesmo assim, era uma criança
esforçada. Nunca bombei. Nunca fiquei de recuperação na
escola, apesar de não ter ninguém para me dar apoio. Todos
os domingos ia para a igreja. Era bom, pois quando estava lá,
tinha paz, tinha alegria e não ficava escutando coisas que não
me agradavam.
          Depois, cheguei na minha adolescência. Já estava
com 13 anos e muito revoltada com a vida, parei de estudar.
Com 15 anos, conheci um rapaz e me engravidei. Com 16
anos, tive meu filho. Quando meu filho nasceu, fui morar com
o pai dele. Mas não durou muito tempo. Nós dois largamos.
Tive que fazer o mesmo que minha mãe: deixar o meu filho
com o pai dele, porque era muito nova e não tinha condições
de criar meu filho, pois nunca tive apoio de minha família.
Para eles, eu era uma ovelha negra. Foi assim que meu
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mundo desabou. Caí no mundo das drogas. Sofri muito.
Depois de tanto sofrimento, comecei a me recuperar, com
muita garra e força de vontade de vencer na vida. Depois de
quatorze anos sem estudar, resolvi voltar. Fui morar em Rio
Verde-Go. Lá, arrumei trabalho e comecei a estudar. No
começo, pensei que não conseguiria. Tive que fazer um
provão, porque não tinha nenhum comprovante de minha
escolaridade. Apesar de tanto tempo sem estudar, tirei uma
nota ótima. Quando tudo estava bom, tive outra recaída. Caí
de novo no mundo das drogas. Perdi o meu emprego. Parei,
de novo, de estudar. Cheguei no fundo do poço. Nunca tive
coragem de falar para a minha família e pedir ajuda, pois
tinha medo de eles me discriminarem.
          Depois de tudo, pensei em me internar numa clínica
de recuperação. Mas, graças a Deus, com minha força de
vontade, não precisei... É nessas horas que vemos que quem
são nossos amigos é quem nos dá apoio. Tinha uma amiga
que morava aqui, em Paranaiguara-Go. Sabendo da minha
situação, me ligou e falou para eu passear na casa dela, para
me dar um tempo. Eu não pensei duas vezes. Vim, pois
estava precisando de ajuda. Chegando em Paranaiguara,
gostei da cidade, fiz novos amigos. Conheci uma pessoa e me
casei. Estou muito bem, graças a Deus. Estou em fase de
recuperação. Vai fazer um ano que estou aqui e nunca mais
usei drogas.
          Isso é só um pouco da minha história de vida. Hoje
estou com 28 anos e digo que isto só prova o quanto somos
capazes de conseguir realizar tudo o que quisermos fazer na
vida. Até o impossível!
          Aqui termino dizendo: nunca é tarde para correr
atrás do tempo perdido. Tudo depende de nós mesmos!

                         2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011
                                      (agosto a dezembro)
78


RENOVAR (do latim renovare):

Recomeçar.

Alterar-se para melhor.

Efetuar melhoras em.

Fazer com que volte a brilhar.

Dar novo brilho ou novas forças a.

Rejuvenescer.

Revigorar-se.

Atualizar-se.

Colocar-se a par das coisas novas, progredir.

Fazer voltar a um estado mais perfeito.

E para você, o que significa renovar

em sua vida?

                Propaganda da Revista Veja - 2011
79

            O DESENVOLVIMENTO ATRAVÉS
            DA LEITURA E TRANSFORMAÇÃO

            Por que pensar em renovação para se ter
outras visões da vida e do mundo?
            Uns dizem que temos que renovar para
podermos acompanhar as mudanças do mundo nos
dias de hoje. Outros dizem que isso não é necessário,
mas,   na   verdade,   é   necessário   sim,   para   que
possamos aprender mais com os jornais, televisão,
rádio, os cursos de Inglês, de informática, cursos
técnicos e outros.
            Portanto é importante que se faça todos os
cursos possíveis e que se pratique o hábito da leitura,
pois o desenvolvimento só é possível com informação.

                                 Juliana Neves Resende
                 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011.
                                   (agosto a dezembro)
80



      RENOVAR PARA GARANTIR O FUTURO

           Para se ter novas oportunidades e atingir
seus objetivos é preciso se manter bem informado e
ficar por dentro das notícias. Além de fazer cursos de
informáticas e de conhecimentos gerais, para ficar por
dentro dos acontecimentos.
           A atualização é necessária para se poder
obter novas oportunidades, mais conhecimentos, ter
clareza e metas para se conquistar espaço no mercado
de trabalho e assim poder sonhar com um futuro
próspero e ter objetivos e metas para com os negócios
de hoje, que vêm surgindo cheios de modernidades.
           Por isso é importante aproveitar estas
oportunidades que o conhecimento nos dá hoje e estar
por    dentro   da    informática,  das    notícias  e
conhecimentos, para garantirmos a realização dos
nossos objetivos e metas no mercado de trabalho e na
sociedade.
                             Rodrigo Vieira dos Santos
                2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011
                                 (agosto a dezembro)
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  • 2. 2 EXECUÇÃO: Alunos da EJA e Prof. Paulo Sérgio UNIDADE ESCOLAR: COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVA PROFESSOR COORDENADOR: PAULO SÉRGIO DE O. SILVA COORDENADORA PEDAGÓGICA: SÍLVIA DE OLIVEIRA SILVA DIRETORA: HÉLICA FERNANDA LEMES GONDIN VICE-DIRETORA: ELAINE MARIA DE MACEDO COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVA PARANAIGUARA-GO 2011
  • 3. 3 A COLETÂNEA A EJA NOS CAMINHOS DA PALAVRA ESCRITA: MOSTRANDO QUE A LEITURA TRANSFORMA A NOSSA VIDA É O RESULTADO DO PROJETO DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EXECUTADO NAS TURMAS DA EJA (2011), SOB A COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DO PROF. PAULO SÉRGIO DE O. SILVA, NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA. A EXECUÇÃO DESTE PROJETO, EM CONSONÂNCIA COM AS MATRIZES CURRICULARES, COM A LDB, E A LEI 10639/2003, QUE, SEGUINDO A METODOLOGIA DO LETRAMENTO, OBRIGA O ESTUDO DOS VÁRIOS GÊNEROS TEXTUAIS, INCENTIVANDO E FAZENDO ACONTECER A LEITURA E A ESCRITA, LEVANDO O ALUNO A SE TORNAR AUTOR DE SUAS PRÓPRIAS IDEIAS E OPINIÕES, O QUE COLABORA PARA QUE ELE SE TORNE TAMBÉM AUTOR DE SUA PRÓPRIA VIDA E PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE, E, EM CONSEQUÊNCIA, CONTRIBUI PARA “TRANSFORMAR O MUNDO NUM LUGAR MELHOR DE SE VIVER”. O REFERIDO PROJETO FOI EXECUTADO AO LONGO DO ANO LETIVO DE 2011, DE FEVEREIRO A NOVEMBRO, COM UMA SEQUÊNCIA DE AÇÕES QUE INCLUEM A PESQUISA EM TEXTOS (LIVROS, REVISTAS E INTERNET), ANÁLISE DE TEXTOS, LEITURA DE LIVROS, POEMAS, LETRAS DE MÚSICAS; PRODUÇÃO DE FRASES, POEMAS, TEXTOS NARRATIVOS, BIOGRÁFICOS E DE OPINIÃO. A FINALIZAÇÃO DOS TRABALHOS FOI A MONTAGEM DE CARTAZES, BAINERS, PAINÉIS, LIVRO E PUBLICAÇÃO NO BLOG: http://professorpaulosergionaeja.blogspot.com . PROF. PAULO SÉRGIO.
  • 4. 4 Neste ano de 2011, nós, alunos da EJA do Bartolomeu, nas aulas de Língua Portuguesa, com o Professor PAULO SÉRGIO, produzimos textos dos mais variados tipos, sobre vários assuntos, com muita imaginação e criatividade, expondo ideias e opiniões, mostrando que a leitura e a escrita podem transformar o nosso mundo. Com estes textos, nós procuramos conscientizar a todos de como agir em diversas situações da nossa vida... Afinal, as principais funções da leitura e da literatura são divertir e mudar os comportamentos de nossos leitores!
  • 5. 5 Desde os tempos remotos, quando o homem começou a se comunicar através de desenhos nas cavernas, depois com a fala, até chegar à escrita e à leitura, uma boa história sempre encanta a todos os ouvintes e leitores... Embarque você também nesta viagem e se encante com as histórias que os alunos da EJA têm para nos contar.
  • 6. 6 Falar sobre a importância da leitura é como falar de alimentação, água ou remédio. A leitura é uma necessidade vital, é algo que nos torna livres, capazes de conduzir nossas vidas. A capacidade de ler nos dá condições de realizar coisas que, às vezes consideramos muito simples, mas que são muito importantes, como poder pegar um ônibus com segurança, procurar um endereço, ler a bula do remédio, ler uma receita, ler um jornal, e, principalmente, o hábito da leitura nos dá condições de entendermos o que ouvimos e o que lemos. E isso, é claro, nos torna pessoas melhores a cada leitura que fazemos. Prof. Paulo Sérgio
  • 7. 7 Leitura é a palavra chave para um futuro melhor. A leitura é para todos, basta estudar. Só quem sabe ler, entende o quanto é importante, porque a chance de conseguir um emprego é maior, porque, por onde passar, muitas portas abertas encontrará e, pode ter a certeza de que uma é para você, que tem uma boa leitura. A leitura é importante, porque ela é o passaporte para realizar seus sonhos. Você não vai a lugar algum sozinho. Já quem não sabe ler, encontra muitas dificuldades para conseguir um emprego, para saber qual ônibus certo, para ler a receita do remédio, etc. A escrita é o resultado de uma boa leitura. A leitura transforma a nossa vida, porque nos faz enxergar mais as coisas ao nosso redor. A gente passa a conhecer o que não conhecia. Antes via, mas não sabia o que significava. Isso é muito triste: andarmos e não saber por onde estamos passando. É tão legal quando passamos por um lugar e lemos e que está escrito! Franciely – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
  • 8. 8 Através da leitura e da escrita, podemos viajar em um mundo mágico, um mundo onde todos nós podemos ter a felicidade de sabermos ler e escrever, basta só vocês começarem a leitura. Isso nos dá uma felicidade que não tem explicação. Tem pessoas que não sabem ler, só escrever. Como deve ser difícil a vida dessas pessoas! Mas nunca é tarde para aprender a ler. Comece agora mesmo. Leia um jornal, revistas, livros, ou até mesmo as placas das ruas. O que não podemos é viver em um mundo onde ninguém tem tempo para a leitura. No mundo de hoje, a leitura e a escrita são muito importantes, porque, quem não sabe ler e escrever, não tem muitas oportunidades de trabalho, porque, a cada dia que passa, a leitura se torna mais importante. Por isso seja você também um leitor. Faça como nós: leia todos os dias! Solange – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
  • 9. 9 A leitura é uma obra que, por meio dela, transformamos a nossa escrita. Hoje, com a junção das duas, conseguimos uma obra até mesmo um grande espetáculo. Se você gosta realmente de leitura, ou da escrita, você está em um caminho que vai trazer um futuro melhor. Eu sou uma pessoa que sou amante da leitura. É assim que pretendo alcançar meus objetivos. A palavra leitura é uma das coisas que todos devemos incluir em nosso vocabulário, principalmente nos horários que podemos ocupar a nossa imaginação. Seja você também amante da leitura e da escrita, que vai te trazer um grande futuro. Sandra Rosa dos Santos 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
  • 10. 10 Quem conta um conto aumenta um ponto na vida de seus ouvintes ou leitores... É de conto em conto que criamos encontros e encantos... Encontro com a palavra e encanto pela vida que ela nos traz. Prof. Paulo Sérgio
  • 11. 11 SÓ AGORA ESTOU APRENDENDO A SER FELIZ Estou muito feliz. Depois de vinte anos que concluí a sétima série, eu voltei a estudar. Em 1985, eu estava muito feliz, pois estava indo bem nos estudos... Porém, eu não estava bem com a minha família, e, por isso, fiz a escolha mais errada da minha vida: resolvi me casar. Foi a coisa mais errada e absurda que já fiz em toda a minha vida. Só consegui passar essa fase negra, porque Deus me deu o privilégio de ser mãe de três filhos maravilhosos. O primeiro, Lázaro Tadeu, o segundo Marcos Lourenço e o terceiro Navilton Matheus. Tenho também três lindos netos: Marcos Antônio, Pedro Lucas e Daniel Henrique, e minhas três noras. Tenho ainda uma irmã e dois sobrinhos que amo muito... Hoje estou numa fase legal da minha vida. Consegui me divorciar, tenho minha casa própria, tenho o meu trabalho, sou funcionária pública (Serviços Gerais Classe II) e sou vendedora autônoma. Amo muito os meus serviços. Como diz o sábio Salomão, personagem bíblica, devemos sempre pedir a Deus muita sabedoria. Sabedoria, inclusive, para fazermos as nossas escolhas. É o que eu espero: que de agora em diante Ele me dê sabedoria para que eu possa sempre fazer boas escolhas. Luzia Donizeth de Oliveira 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 12. 12 Minhas lembranças... No meu tempo de criança, eu morava na fazenda. Gostava muito de andar a cavalo e pescar. Na fazenda, tinha um pomar de laranjeiras, uma casa muito bonita, cor de rosa, com um jardim muito bonito, com muitas flores. No período da tarde, eu e meu irmão estudávamos. Nós íamos para a escola com outros colegas. No caminho, falávamos sobre muitas coisas. Às vezes, nós íamos a cavalo, mas, na maioria das vezes, íamos a pé, porque nós morávamos perto da escola. Nossa professora era muito legal. Ela brincava, contava histórias. Na hora do recreio, nós brincávamos de pique esconde. No final da aula, eu sempre ficava brincando com as filhas da professora. Isso aconteceu no ano de 1990. Esse foi um dos melhores anos da minha vida. Muita coisa aconteceu desde este tempo. Coisas divertidas, coisas tristes, e outras nem tanto. Tomei várias decisões. Segui vários caminhos... Hoje eu estou morando em Paranaiguara-Go, tenho dois filhos, moro com minha mãe. Voltei a estudar. Sou muito feliz vivendo ao lado da minha família. Solange 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 13. 13 Minha Viagem à Austrália Sexta-feira à noite, entrei no ônibus em Nova Andradina (MS) em direção a Guarulhos (SP), onde iria pegar o voo a outro país. A sensação era estranha e, ao mesmo tempo que estava ansiosa, eu também estava triste, pois não queria deixar minha família. Ao entrar no ônibus, percebi que haviam muitas pessoas que também iriam para o mesmo país que iríamos. Então fiquei mais calma. Como estava de noite, resolvi dormir, pois seria uma longa viagem, mas haviam muitas crianças no ônibus que não paravam de bagunçar e então não consegui dormir, até que eles dormissem. Chegando ao aeroporto de Guarulhos, todos descemos do ônibus e fomos diretamente fazer o check-in. Após algumas horas de espera, nosso avião finalmente chegou. Fiquei surpresa, pois nunca havia visto um avião de tão perto. Nessa hora, fiquei com medo e ansiosa. Ao embarcar no avião, o meu medo aumentou. Eu olhava para meus pais com cara de assustada e eles apenas sorriam, pois já sabiam que eu estava com medo. Minutos depois, o avião começou a subir. Senti um frio na barriga. Segurei bem a mão da minha mãe e disse: “Mãe estou com medo, não quero morrer!”. E ela apenas sorria. Então me segurei bem. Senti que o avião tinha parado de subir. Parecia que havia parado no ar. Olhei pela janela e vi que já estava acima das nuvens. Meu medo passou. Fiquei calma. Depois do medo todo que havia passado, só queria aproveitar a viagem. Depois de quatro horas de vôo, chegamos ao Chile, onde iríamos pegar um outro avião para Nova Zelândia. Esperamos por mais algumas horas, até nosso próximo avião chegar. E depois embarcamos no avião. Mas dessa vez, eu já não estava mais com medo e sim cansada.
  • 14. 14 Mais Doze horas se passaram e finalmente chegamos a Nova Zelândia. Eu já não aguentava mais ficar em um avião, mas sabia que ainda haviam mais 4 horas de voo para chegarmos à Austrália. Esperamos mais algumas horas e nosso outro avião chegou. Estava cansada, mas também feliz em saber que aquele seria nosso último avião. Quatro horas se passaram. Olhei pela janela. Já avistei a cidade. Estava feliz, pois finalmente estávamos chegando à Austrália. Quando descemos do avião, percebi que já havia um homem nos esperando. Ele se aproximou de todos nós. Estávamos entre mais de 30 brasileiros. Então ele se apresentou como nosso intérprete. Felizes, todos fomos em direção do ônibus que nos esperava para nos levar até nossas casas. Meu pai, como já morava lá há algum tempo, já sabia o caminho, mas eu apenas observava por onde passávamos. Ao chegar em casa, estava muito cansada. Então resolvi tomar um banho. Após sair do banheiro, meu pai me chamou para ir ao shop para comprar algumas coisas para casa. Eu aceitei. Foi então que percebi que meu pai estava dirigindo em direção errada na rua, e que também o volante do carro estava no lugar errado. Então ele me explicou que ali era tudo ao contrário do Brasil. Ao chegar ao shop, fomos ao mercado. Percebi que não podia entender nada do que as pessoas falavam. Muitas coisas eram diferentes ali. Foi então que percebi que minha vida iria mudar completamente naquele lugar. Jéssica Nascimento de Melo 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 15. 15 O ENCONTRO Era dia 09 de dezembro de 2009, um dia normal de trabalho na pizzaria, onde eu trabalhava. Eu estava desanimada e muito triste, pois já fazia um mês que eu havia descoberto que estava sendo traída pelo pai do meu filho, com o qual eu havia vivido por quatro anos. Enquanto eu organizava as mesas, os copos e os talheres, e, ao mesmo tempo, pensava no que havia acontecido, minha patroa Solange chegou e perguntou: −Priscila, você já abriu o caixa? E eu, imediatamente, respondi: −Sim senhora, já abri o caixa. Voltei aos meus pensamentos distantes, com meus olhos vazios, sem nenhuma animação... quando, de repente, percebo que alguém chegou na mesa 16. Corri logo para atender o primeiro e solitário freguês que havia acabado de chegar. − Boa noite, senhor! Posso ajudá-lo? − Sim! Por favor! Uma cerveja. − Um copo? − Sim. A não ser que você queira me acompanhar! Eu dei um sorriso amarelo, mas, sem perder o foco, continuei o meu trabalho e falei: −Senhor, quando precisar de alguma coisa, é só chamar! Continuei o meu trabalho, sem me esquecer do moço da mesa 16, solitário como eu.
  • 16. 16 Mais tarde, começou a ficar mais cansativo. A pizzaria começou a encher de gente, mas eu continuava sem me esquecer do moço da mesa 16. Ele já havia tomado quatro cervejas, quando me chamou novamente: −Garçonete, posso te fazer uma pergunta? −Sim! É claro! −Você tem namorado? Novamente o sorriso amarelo apareceu no meu rosto, mas, ainda assim, respondi: −Não senhor! Por quê? −Porque eu estou em suas mãos. −Como assim? −Se eu ficasse aqui até a pizzaria fechar para te levar para sua casa, você aceitaria? Apenas sorri e voltei ao meu trabalho. Já era tarde, as pessoas já estavam indo embora, menos o moço da mesa 16. Não me contive. Fui até ele e perguntei: −Moço, você não vai embora? −Não. Eu, muito sem graça, mas também curiosa para saber se era por minha causa que ele estava esperando, continuei o meu trabalho. O rapaz me chamou novamente e pediu a conta. Naquele momento, desanimei. Mas fui somar sua conta. Ele pagou e saiu do estabelecimento. Já estava no fim da minha longa noite de trabalho. Quando estava já trancando as portas da pizzaria, olhei para o lado e lá estava ele: o moço, que ainda só o conhecia como o moço da mesa 16, sentado em um banco, ainda
  • 17. 17 sozinho. Decidi fingir que não o havia visto, quando ele me chamou: −Garçonete! Olhei e disse: −Ainda aí? −Estava te esperando. −Me esperando por quê? −Porque eu não poderia ir embora sem saber o seu nome. −Meu nome? Por quê? −Porque tenho que saber o nome da mulher que ganhou o meu coração. Fiquei sem reação, mas falei: −Meu nome é Priscila. Ficamos em silêncio. Mas eu também estava ansiosa para saber o nome do moço da mesa 16. Mas não perguntei. Nos sentamos e ficamos a noite inteira conversando. Quando o sol começou a nascer, criei coragem e perguntei: −Moço, qual é o seu nome? E ele me respondeu com um sorriso: −Marsol. Priscila F. Quintino 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 18. 18 UMA NOITE DE TERROR Em uma noite de quinta-feira, de lua cheia. Resolvi assistir a um programa que passava na TV chamado “Linha Direta”, que só mostrava assuntos de crime ou de assombração. E foi por um desses programas que resolvi ficar até mais tarde acordada, apesar de estar com muito medo, porque o marido não estava. Até então, tudo estava normal, quando ouvi uns passos... Achava que era algo sobrenatural, tipo uma assombração. Mas, neste momento, não tinha ninguém que tivesse coragem de abrir a porta para ver o que era. O vento soprava forte. As pisadas aumentavam. Eu ouvia estrondos muito estranhos. Com certeza, era uma assombração. Era uma junção de pisadas e estrondos, que faziam sons muito estranhos, que se repetiam insistentemente... Quase me enfartei de tanto medo. O medo era tanto, que não consegui dormir a noite toda. Ao amanhecer, fui rápido ao quintal para ver o que tinha acontecido. Só vi rastos de cavalo e uma lavadeira quebrada. Percebi que, por ironia do destino, justo naquela noite, eu esqueci uma lavadeira de plástico em cima de uma mesa na lavanderia da casa. E, para completar, alguém deixou a porteira aberta, o que permitiu que o cavalo entrasse no quintal... De assombração não tinha nada... Mas tudo era verdade, principalmente o meu medo. “Ah! Que noite de terror!!! Sandra Rosa dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 19. 19 O BÊBADO QUE NÃO É FORMIGA Há uns cinco meses, estava eu em uma rodoviária esperando um ônibus. Observei todo o ambiente, as pessoas, os comerciantes, muitos que vinham, outros que iam. Olhei para o balcão de um bar. Algo me chamou a atenção. Resolvi que queria comer um doce. Pedi ao garçom. Então eu vi que uma pessoa se aproximou de mim. Ele estava com evidentes sinais de embriaguês, além de sujo e malvestido. O pobre homem virou-se para mim e disse: _ Você pode me pagar uma pinga? Eu respondi: _ Uma pinga, não posso pagar, mas um pedaço de doce, sim! O bêbado saiu, em silêncio, em direção aos seus colegas. Eu já observei que, nestas situações de excesso de bebida, eles sempre andam em grupos. Ele virou-se para os companheiros e disse: _ Eu pedi uma pinga pra aquele rapaz e ele me disse que uma pinga não pode, mas um pedaço de doce, sim... Acham que ia aceitar? Eu não sou formiga pra gostar de doce!!! Rosenildo Sousa dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 20. 20 A FELICIDADE DE CASSANDRA Cassandra era de uma família pobre. Tinha dois irmãos. Seus pais se separaram quando ela tinha 11 anos. Seus irmãos ficaram com seu pai e ela ficou com sua mãe. As duas foram morar na casa de sua avó materna. A avó não gostava muito de Cassandra, que pedia sempre sua mãe para ir embora, mas sua mãe sempre se lamentava por não ter para onde ir. Passaram-se quatro anos da luta dela e da mãe na casa da avó. Cassandra completou 15 anos e foi passar o carnaval na cidade, na casa de usa tia. Lá conheceu um rapaz. Namoraram por três dias. No quarto dia, ela iria para a casa no sítio, mas, antes da partida, fugiu com o namorado. Saíram às três da manhã, em direção à casa da tia dele. Naquela madrugada, o moço descobriu que Cassandra não era mais virgem. Foi horrível para ela. Ele disse que iria devolvê-la para a mãe dela. Desesperada, a garota suplicou, aos seus pés, que não a levasse de volta para a mãe, porque lá ninguém sabia de sua história. Não teve acordo. O moço a levou e contou tudo o que estava acontecendo. A mãe, muito nervosa, perguntou quando e com quem aconteceu a sua primeira vez. A menina calou-se por cinco minutos, depois disse que foi com o primo... Então chegou a noite. Todos já haviam se acalmado. A mãe, Cassandra e o namorado se sentaram para conversar. Depois de tudo esclarecido, chegaram a uma conclusão: o moço resolveu continuar seu namoro com Cassandra, já que percebeu que estava gostando dela, mesmo com todos os acontecimentos... Ela, hoje, tem 18 anos e viajou com seu futuro esposo para outro estado e estão muito felizes... Franciely dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 21. 21 A MENINA DO ESCURO Quando a minha família morava no Maranhão, minha mãe morava numa casinha simples, de barro e coberta com palha... Minha irmã mais nova, que tinha cabelos curtos e adorava um vestido branco, tinha muito medo de escuro. Num belo dia, já noite, ela saiu na porta que dava para o quintal da casa... De repente, voltou correndo e chamou minha mãe e falou: _ Mãe, olhe lá, uma menina com uma vela na mão! Minha mãe perguntou: _ Onde, minha filha? Não vendo nada! Minha irmã insistia, apontando a direção: _ Lá fora, mãe! Minha mãe, desapontada, repetiu: _ Não estou vendo nada, filha! Vamos dormir. Não tem nada aqui. Minha irmã insistia que viu a menina. Então minha mãe disse: _ Vamos dormir! Quando clarear, a gente vê o que aconteceu. Quando amanheceu o dia, não tinha nem rasto de qualquer pessoa... Lucilene de Sousa Marques 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 22. 22 O MENINO QUE FOI REJEITADO PELO PAI No dia 28/06/1987, nasceu um menino. Logo após o nascimento, seu pai falou que aquele não era seu filho, porque, quando olhou para a criança, viu que era muito diferente do pai, tanto na cor da pele, quanto na aparência do rosto. Por da ignorância daquele homem, ele maltratava a mãe da criança, gritava, xingava, batia, chutava... Quando nasceram mais dois filhos, o pai não falou nada, porque as crianças eram da mesma cor dele. Quando os filhos já estavam grandes, os dois mais novos, que o pai sempre defendeu, não quiseram saber dele, foram embora cuidar de suas vidas. Só o filho rejeitado, apesar disso, se preocupou em cuidar do pai. Enfim, o filho rejeitado se tornou o filho abençoado! José Cícero de Alexandre 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 23. 23 A PEDINTE Um dia, uma pessoa chegou lá em casa pedindo um pouco de comida. Eu falei para ela: _ Tudo bem, mas primeiro ajude a minha esposa no serviço da casa, depois eu te pago pelo serviço. A mulher disse que não queria e foi embora. Eu pensei que ela não voltaria mais em minha casa. Mas, no outro dia, ela estava novamente pedindo comida. Eu percebi que ela era uma pessoa muito sofrida. Então eu perguntei se ela não gostaria de trabalhar em minha casa e ter o seu salário. E ela falou: _ Eu não quero trabalhar. Eu prefiro viver pedindo na rua. Eu ganhar o meu dinheiro e comida, assim, é muito melhor. José Fábio Teodosio 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 24. 24 TRAVESSURAS QUE ME FIZERAM CRESCER Nós morávamos na fazenda: eu, meus pais e meus irmãos. Nós trabalhávamos na roça, mas era muito bom. Quando nós chegávamos, tomávamos um banho, jantávamos e íamos descansar. Meu pai, nestas horas, gostava de forrar uma esteira no chão da cozinha para deitar. Um dia, num momento destes, minha mãe tinha posto feijão para cozinhar e nós deitamos, assim, perto do fogão a lenha, porque estava fazendo frio. Estávamos todos deitados ali, conversando e meu pai nos contando uma história. Estávamos todos tranquilos, quando, de repente, aquela panela do feijão deu um estouro. No susto, saímos todos correndo. Esfolamos meu pai na parede, que rançou até o couro do braço dele. Minha irmã, que estava no meio, foi correr, não se lembrou de que a parede era ripada com taboca, e enroscou a sai na parede e a rasgou. Ela saiu correndo sem saia. O susto foi tamanho que ela nem percebeu que estava sem roupa. Foi realmente um susto daqueles!!! Mas ninguém se machucou. Depois de tudo, todos caímos na gargalhada. Muitas histórias aconteceram comigo e meus irmãos quando eu era criança. Nós gostávamos muito de brincar e fazer travessuras. Nós esperávamos meus pais dormirem e saíamos para andar a cavalo, à noite, para apostarmos corrida. Era muito bom, mas era perigoso. Mas, você sabe como é criança, não pensa nessas coisas! Nós corríamos na
  • 25. 25 lama. Voava barro para todos os lados. Um dia, eu e meu irmão estávamos andando a cavalo. Andamos muito. Quando nós paramos, meu irmão foi apear do cavalo e não observou que eu estava na garupa, passou o pé no meu pescoço e eu caí em cima de uns cavacos de pau que meu pai tinha lavrado e estavam ali, amontoados. Eu bati com o nariz naqueles cavacos e começou a sangrar. Eu comecei a chorar. Neste momento, meu irmão falava assim: _ Chora baixinho, para nossos pais não escutarem! Agora, como é que ele queria que eu chorasse baixinho, se estava doendo muito. Não tem jeito de chorar baixinho numa hora dessas. Depois, tudo terminou bem. Por sorte, ninguém descobriu o perigo que passamos! Lá na fazenda, era muito bom e divertido. Tinham muitos vizinhos. Eu ia para a casa de uma amiga, do outro lado do córrego. Para ir lá, tinha que passar por uma pinguela. Era muito difícil, mas, mesmo assim, eu ia. Nós duas éramos muito amigas. Com o passar dos anos, eu me casei e me mudei de lá. Nós nos separamos. Hoje, quase não nos vemos mais. Foram muitas travessuras, perigos e aventuras. Momentos de diversão, de medo, de susto. Mas, com certeza, todos esses momentos foram de muito aprendizado, que me fizeram crescer. Odete Lemes Cabral 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 26. 26 A MUDANÇA E A MOTO Uma vez, eu estava arrumando as coisas para me mudar de casa, para uma casa bem longe daquele lugar onde eu morava. Eu pensava sempre que não iria sentir falta daquele lugar... Mas era aí que eu estava enganada, porque tudo ali era muito especial para mim. Só que eu ainda não sabia disso. Aquela rua lembrava a minha infância, apesar de não ter sido boa, mas lembrava. Cada detalhe formava a minha vida. Mas, como tudo na vida, a gente não pode escolher o futuro. Não dá para conservar algo para sempre. Tivemos que nos mudar de lá. Afinal, a casa era de aluguel. Então, tínhamos que encontrar um outro lugar. Mas eu pensava que, se tivesse um jeito, eu queria morar ali para sempre. Se não mesmo saída, fomos encaixotando tudo. Roupas sendo dobradas, móveis se desmontando, sacos e caixas de coisas. Eu sempre pensei que mudança era triste, uma bagunça só. Mas tinha um lado que era bom. Para onde nós íamos, a casa era melhor... essas coisas assim. Chegou o caminhão. Fomos carregando as coisas para fora. Em minutos, o caminhão ficou lotado. Enfim, estávamos indo. Todos foram no carro, menos eu e minha irmã. Nós duas fomos de moto. Saímos de nossa antiga casa para nos encontrar com o caminhão de mudança e o carro, que levava meu marido e minhas filhas. Fomos bem, até certa altura. Já tínhamos andado uns 3 km, quando passamos por uma lombada. Um senhor já de
  • 27. 27 idade atravessou em nossa frente sem olhar. Quando percebemos, estávamos lá, nós duas caídas no chão e o velhinho com o pé todo ensanguentado. Nós duas, raladas. Veio o resgate e nos acudiu. Acabamos no hospital. O resultado? Minha irmã com a clavícula quebrada e eu, com o joelho perfurado. O velhinho, coitado! Com o pé arrancado. Estava grudado apenas pelo couro. Foi tudo muito triste!!! E a mudança??? Nem sei direito, até hoje, quem a descarregou, quem arrumou tudo na nova casa... Ana Flávia de Sousa 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 28. 28 AS MADRUGADAS DO SÍTIO Eu me lembro, quando eu era criança, que comecei a estudar, o meu pai comprou um sítio à beira da cidade, a 1 Km. A compra do sítio foi uma alegria muito grande para minha mãe. Mas, enquanto ela estava contente, eu estava, do outro lado, chorando de tristeza, porque gostava muito de brincar de queimada, na rua, com as coleguinhas. E, lá no sítio, não tinha com quem brincar. Nos primeiros dias, eu queria morrer. Me sentia sozinha, e, ainda, tinha que me levantar uma hora mais cedo para chegar a tempo na escola. Minha mãe nos acordava, eu e meus dois irmãos, sempre cantando: “Acorda, acorda, molecada! É hora de ir para a escola. Se não levantar mais cedo, Não irá brincar de bola!” E, com muita tristeza, lá estávamos nós, eu e meus irmãos, com 1 Km para percorrer para chegar à escola. Mas, quando chegava lá, era tudo maravilha. Estudava, brincava e me divertia. No final da aula, mais 1 Km de volta para o maldito sítio. E, assim, se passaram três anos e nunca me acostumei. Até que, um dia, ouvi meu pai dizendo para minha mãe que tinha vendido o sítio. E vocês, como pensam que eu fiquei? FELIZ! Neide Aparecida Alves 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 29. 29 Encontro, desencontro e reencontro Meu nome é Iolanda. Sou natural do estado de Goiás. Nasci em uma cidadezinha da região. Sou filha de um casal humilde, mas honestos e muito trabalhadores, que deram suas vidas para educar-nos: eu e minhas irmãs. Sempre com aquela vida tão humilde, fomos crescendo até pegarmos a maior idade. Assim como os pássaros criam suas penas e tomam voo, nós também batemos asas pelo mundo afora. Cada um tomou um rumo em sua vida. Eu só pensava em trabalhar. Não tive tempo para deixar o laço do amor amarrar meu coração. Só que, um dia, tudo mudou. Mudei-me para outra cidade. Ainda não estava com minha vida muito bem organizada, pois tinha acabado de chegar naquele lugar. Não tinha amigos. Eu morava sozinha. Sempre que podia, chegava mais cedo. Ao lado da casa que fui morar, tinha um barzinho bem frequentado. Depois de um bom banho para refrescar aquele calor miserável que estava fazendo naquela tarde, coloquei uma roupinha bem à vontade e fui até o barzinho da vizinha. Ao ocupar uma mesa, pedi, para o garçom, uma cerveja gelada. Foi neste momento que eu percebi que, numa mesa ao lado, estava sentado um jovem lindo me observando. De repente vem aquele garçom vestido de smoking, muito simpático, aproximou-se de mim e entregou-me um bilhete que aquele moço mandou para mim. Ele queria me oferecer uma bebida e também permissão
  • 30. 30 para sentar-se comigo. Aceite, pois era muito bonito aquele rapaz. Ele veio. Fomos conversando. Ele me fez muitas perguntas. E me falou também de sua vida. E fomos nos conhecendo. Trocamos telefone. Pagamos as despesas e fomos embora. Depois disso, ficamos nos encontrando com frequência no mesmo barzinho. E cada vez mais nos aproximávamos mais. Quando me dei conta, já estávamos completamente apaixonados. Ele ia todos os dias onde eu estava. Me ligava sempre e se mostrava muito prestativo. E, eu, sempre procurando corresponder a seus carinhos. Como eu morava numa cidade e ele em outra, em alguns fins de semana, me levava para passar com ele. Eu me hospedava em uma pensão, a melhor daquela cidade. Lá nós dormíamos, nos alimentávamos e, de lá, íamos para as festas da cidade. E, assim, se passaram meses. Estava tudo bom demais. Tinha momentos em que ele me convidava para ir até lá no meio da semana, e marcava um lugar na estrada, onde eu descia do ônibus, nas terras de seu pai. E lá vinha o bonitão montado em seu cavalo castanho com crinas bem aparadas, arreado com um belo arreio de couro. E, na garupa do seu cavalo, bem forrada com chenil de pelo de carneiro, eu montava. E nós saíamos passeando pelos pastos afora, até chegarmos em uma bela represa que havia entre matas e muitos coqueiros buriti. Neste lugar, meu amor descia de seu cavalo e me pegava em seus braços. Tudo estava perfeito. Ali mesmo, ficávamos bem à vontade, e, em cima de sua capa de chuva, nos amávamos a tarde toda. Depois, ele me levava de volta à estrada e eu pegava
  • 31. 31 novamente o ônibus de volta para casa. E, assim, se passaram mais alguns meses, até que não dava mais para ficarmos nestes encontros. Então, achamos que o casamento seria o melhor para duas pessoas que se amam loucamente. Fomos felizes. Tivemos filhos. Estávamos com a nossa vida bem sucedida. Num mês de férias, fomos a uma viagem. Mas não sabíamos que o nosso destino estava traçado para sofrermos um acidente que viria a nos separar, não para sempre, pois o poder de Deus é muito maior que qualquer problema sobre a Terra. Quando aconteceu o acidente, o socorro, por algum motivo, me mandou para um lado, e ele para outro. Durante dois anos, não tivemos nenhuma notícia. Eu quase morri de saudades do meu amor. Eu já estava bem recuperada. Fui à procura de Olávio. Procurei pro todo lado. Depois soube que ele também estava me procurando. Tão grande foi a nossa felicidade... Um dia, ao pegar o metrô, nos encontramos bem na entrada. Eu não tinha palavras para descrever a tamanha alegria e felicidade. Eu e Olávio voltamos para casa e fomos matar a saudade. Depois disso, nunca mais nos separamos. Ozanete Medeiros dos Santos 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 32. 32 QUE SEJA BOM ENQUANTO DURAR Tudo aconteceu na noite de sábado, quando resolvi sair com as amigas. Arrumei meus cabelos. Fiquei bonita e fomos para o baile. Chegando lá, fiquei encantada ao ver um rapaz alto, de cabelos pretos e lisos, de pele clara... Muito bonito! Fiquei observando-o e ele também me olhava a toda hora. Até que, de repente se aproximou e convidou-me para dançar. Eu aceitei. Começamos a conversar. Ele contou-me que estava separado e gostaria de namorar comigo. Mas, na hora, eu não aceitei. Fiquei confusa. Então, trocamos telefone e mantivemos contato. Assim aconteceu, até nos encontrarmos novamente. Foi então que começou uma história linda. Viajamos muito. Estávamos muito bem. Mas, um dia, sua ex-mulher começou a nos perseguir, fazendo ameaças e chantagens. Percebi que eles ainda tinham algo em comum. Morávamos longe um do outro. Eu estava em desvantagem. Não tinha como continuar. Foi assim que eu resolvi pôr um ponto final nesta história, que foi linda, mas acabou. Como dizem os sábios: “Tudo o que é bom dura pouco, mas foi bom enquanto durou”. Luzia Aparecida de Oliveira 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 33. 33 O GAROTO FELIZ Era um garoto que vivia na fazenda. Não uma qualquer, mas uma fazenda muito grande. Lá tinha muito verde, uma casa amarela grande, onde o garoto morava com seus pais e seus irmãos. Na casa ao lado da amarela, moravam todos os que trabalhavam na roça de arroz, plantando, olhando o gado e cuidando das plantações. A mãe cuidava da casa e o pai cuidava dos afazeres da fazenda. O garoto adorava cuidar das vacas pintadas, dos bezerrinhos pintadinhos, dos cavalos pretos, das galinhas cinza e dos passarinhos. O garoto cresceu e foi para a cidade estudar. Além de estudar, começou a trabalhar para ganhar seu dinheiro e levar os seus irmãos para estudarem também. Na escola, o garoto conheceu uma garota. Começaram a namorar. Com o passar dos tempos, os dois se casaram. Vieram os filhos e se tornaram uma família feliz. Em todas as férias eles iam passear na fazenda dos avós. Era aquela festa, quando todos se encontravam. Numa daquelas noites, o garoto, que já tinha se tornado um pai de família, resolveu contar para as crianças a sua história. A felicidade foi completa, na noite em que o pai contou tudo o que tinha passado naquela fazenda. E, para completar, a noite estava clara e a lua muito linda naquela noite na fazenda. Teobaldo Nascimento Borges 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 34. 34 A PESCARIA Eu e meu irmão fomos pescar no rio Alegre. Nós fomos de barco e levamos uma lona para fazer uma barraca. Também levamos fogão a gás e panela para cozinhar. Eu e meu irmão fizemos uma grande barraca, depois, fizemos o jantar lá dentro. Nós jantamos, e fomos pescar. À noite, quando chegamos da pescaria, dentro da nossa barraca tinha muitas formigas. O meu irmão teve uma ideia: _ Vou matar as formigas com gás! Ele espalhou gás no chão, onde as formigas estavam. Depois disso, ele falou: _ Vou ver se agora elas morrem. Ele riscou o isqueiro dentro da barraca. Lá de fora, eu só escutei o barulho da explosão. Tudo foi pelos ares. Ele saiu do meio de tudo aquilo com a sobrancelha e a cabeça sapecada. Eu não me aguentei: comecei a sorrir!!! Huender Nogueira Rodrigues 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 35. 35 A MALETA Eu tenho um tio por parte de minha mãe. O único que nos contava algumas histórias. Ele já é falecido. Isso foi há uns cinco meses. Ele era um beato. Nunca se casou, nem namorou. Ele só trabalhava na fazenda e juntava seu dinheiro numa maleta. Ele contava que, um vez, conheceu uma moça bonita na fazenda, mas, como era muito tímido, e o pai dela, muito bravo, não teve coragem de se aproximar. Então ficou solteiro mesmo. Nunca teve mulher, nem filhos. Ele era realmente muito tímido, mas o melhor tio que tive. O dinheiro que meu tio juntou em sua maleta perdeu o valor. Como ele era muito sistemático, quase não se comunicava com outras pessoas. Ele não sabia que o dinheiro tinha perdido o valor. Achava que valia. Não se orientou com ninguém, cada vez que mudou a moeda nacional. Achamos o dinheiro guardado após sua morte. Nada mais valia tanto papel. Tanta coisa que poderia ter feito. Tanta coisa que poderia ter vivido. O seu nome é Idelfonso Bernardo Lourena. É só isso que restou de sua vida tão prejudicada pelo excesso de timidez. Assim como o seu dinheiro, guardou também a si mesmo numa maleta, quando se fechou em seu próprio mundo. Adriana Aparecida Lourena Dantas 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 36. 36 A MOTO, A NAMORADA E O PÉ Eu trabalhava numa oficina. Fui almoçar. Depois que almocei, saí para ver minha namorada na porta da escola. Mas, antes, tinha que buscar meu primo para ele também encontrar a namorada dele. No caminho, eu avancei um PARE e bati numa perua escolar. Minha moto ficou presa embaixo da perua. Eu levantei do chão e puxei a moto. O perueiro falou que ia chamar a polícia. Eu não consegui ligar a moto. Eu pedi um garoto que estava por lá pra ligar. Ele ligou a moto e eu saí “vasado”. Cheguei na casa do meu primo e caí da moto. Eu tinha quebrado o pé. Eles me pegaram, me puseram dentro do carro e me levaram para o hospital. Chegando lá, cuidaram de mim. Passaram-se poucos minutos, foi chegando gente para me ver. Quando me viram, começaram a rir, porque o garoto que ligou a minha moto falou na escola que eu tinha quase morrido. Disse que eu havia quebrado as duas pernas, um braço e estava em coma. Todos se desesperaram. Quando me viram e perceberam que não passava de um pé quebrado, caíram na risada!!! E a namorada??? Ficou para uma outra hora! Raphael Martins de Oliveira 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 37. 37 O ACIDENTE No ano de 2004, eu trabalhava na fazenda, que está situada no município de Paranaiguara-Goiás, a doze Km da cidade. Esta fazenda chama-se Mateira 5. O seu proprietário é o Sr. José Vicente, que é o meu ex-patrão. Eu trabalhei nesta fazenda durante quatro anos. Fui contratado para trabalhar com máquinas e gerais. Num certo dia, o meu patrão estava no curral mostrando uns marrucos de corte para outro fazendeiro. Neste mesmo momento, pediu-me que tirasse o esterco do curral para adubar as hortaliças. Enquanto eu estava tirando o esterco de uma parte do curral, de costas para a porteira, que dava para o repartimento em que estavam os marrucos, os mesmos começaram a brigar, vindo a se jogar contra a porteira, o que a soltou e a atirou contra mim, jogando-me de rosto contra a vigota, o que provocou um corte profundo no rosto e sério esgotamento de sangue. No momento em que eu passei a mão no rosto e vi tanto sangue, desmaiei. Só acordei duas horas depois do acidente, quando já estava na cidade, no hospital. Depois, os enfermeiros me informaram que eu levei dezoito pontos no rosto e eu tive sorte de não quebrar o nariz, com a batida na vigota. Graças a Deus foi possível me recuperar sem muitas dificuldades, sem consequências mais graves para minha saúde. Marcos Antônio de Souza 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 38. 38 UM BEIJO, UM ABORTO E UMA LIÇÃO Certo dia, estava na fazenda trabalhando. Logo veio o fim da tarde. Então resolvemos ir para uma venda ali perto beber algumas cervejas. Logo chegou uma garota muito bonita. E, é claro, eu me interessei por ela. Cheguei na garota e pedi-lhe um beijo. Ela me disse: _ Só se for agora! Nesse dia, comecei a ficar com ela, mas não me lembrei de me perguntar se ela já tinha namorado. Passaram-se uns dez dias, e ela me disse: _ Me leve para a cidade! Então eu disse: _ Amanhã eu te levo. Como o prometido, no outro dia, eu a levei embora. Quando chegamos na cidade, ela me disse: _Preciso te dizer uma coisa: tenho outro namorado. Então eu disse para ela: _Fique com ele e me esqueça! Neste momento. Ela apeou da moto e eu fui de volta para a fazenda. Chegando lá, já fui direto para o meu quarto. Fiquei muito mal com esta história. Passaram-se mais dez dias, eu me mudei para a cidade, Paranaiguara-Go. Lá, eu a encontrei várias vezes. Ela me disse que queria ficar comigo, mas, como eu estava muito chateado, a ignorei e disse:
  • 39. 39 _Não quero! Você me magoou muito! No mesmo dia, ela me ligou e nós conversamos. Ela sempre insistindo na ideia de voltar. Mas, como ela tinha me magoado muito, continuei dizendo não. Depois de uns dois dias, eu encontrei com um velho amigo meu. Ele disse que queria me bater por causa de sua namorada. Eu conversei com ele e disse que não precisava daquilo. Ele me deu um empurrão e foi embora. Eu também fui. À noite, fui a uma festa numa boate da cidade. Lá nos encontramos novamente e, aí sim, nós brigamos. Os seguranças tiraram a gente dali e fomos embora, cada um para sua casa. Passaram-se uns cinco dias, nos encontramos na rua e ele me pediu desculpas. Voltamos a ser amigos. Passou-se mais um mês... A garota me ligou novamente dizendo que estava grávida. Ela falava que era meu e eu negava. Ela insistia. Ficou um bom tempo falando isso. Eu continuei firme em não querer assumir. Não tendo saída, ela abortou a criança e se mudou para Itarumã- Go. O meu amigo também não quis ficar com ela. Lá, ela se casou com outra pessoa. Aqui, eu arrumei outra namorada, mas não deu muito certo. Terminamos. Agora eu já aprendi a lição. Encontrei uma outra pessoa. Estou namorando a três meses e espero que dure por muitos e muitos anos. Aniceto Rozales da Costa 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 40. 40 A HERANÇA DO PAI O pai foi um senhor por nome Teodoro, nascido no ano de 1.930. Uma grande riqueza ele formou no prazo de trinta anos. Oito filhos criou, sendo eles, cinco homens e três mulheres. Mas um deles se destacou na fazenda do seu pai: o Antônio. Este nunca se distanciou. Enquanto os outros para a cidade grande se mudaram. O Antônio, com seus vinte anos, viu a riqueza do seu pai se acabar. A herança para os oito filhos foram oito vacas e um carro de boi. O pai, olhando para os seu filho Antônio, se lamentou: _ Filho, a tua vida ao meu lado ficou. Para ti eu deixo a vaca mais preciosa. De tudo aquilo que tu viste, filho, restou a Mimosa. Esta é a esperança que te dou. Abraçando seu pai, Antônio chorou. O pai abençoou-o e falou: _ Onde tu estiveres, contigo estarei! Antônio logo partiu. A herança Esperança, com ele seguiu. Chegando em Goiás, numa fazenda foi trabalhar. Com três anos de trabalho, conseguiu dinheiro para comprar três alqueires de terra. A esperança fruto lhe deu. Agora, ele tem a Esperança, a Malhada, a Pintada e o Mimoso. Logo se viu que do conhecimento que o pai lhe deu, a herança cresceu. No prazo de dez anos, sua herança aumentou ainda mais, pois pastos em sua fazenda formaram. Com lágrimas nos olhos, hoje ele pode contar os mil bois que acabou de comprar. Viu novamente toda a riqueza do seu pai. Na Fazenda
  • 41. 41 Esperança ele agora está. Com seus 68 anos, este sonho pôde realizar, pois com ele, o conhecimento do seu pai sempre esteve. E o Estado de Goiás pode se orgulhar. O Antônio aqui está e aqui vai ficar. O Antônio nos ensina que não importa o quanto você tem, o quanto você pode fazer. Hoje você pode ter um, mas amanhã pode ter um milhão. Edvaldo Vicente de Paula 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 42. 42 A AMADA INESQUECÍVEL 1966, nasce Rosário, uma linda bebê, perfeita, com suas bochechinhas cor de rosa. Foi muito bem recebida por seus pais e seus irmãos. Isso, por serem seis meninos, e, agora, veio a tão esperada filha! Foi muito bem criada, com todo amor que merecia. O tempo foi passando. E, como tudo muda, Rosário também mudou. E mudou muito. Tornou-se uma linda moça, muito vaidosa. Estava sempre muito bem arrumada. Chamava a atenção das pessoas que por ela passavam. Com seu andado elegante, os quadris rebolando, “pra lá e pra cá”, muito graciosa, muito charmosa. Linda moça! Os rapazes da região até a procuravam para namoro, mas ela nunca estava preparada para este tipo de sentimento. Não sei se ela realmente não estava preparada, ou ainda não havia encontrado seu pretendente preferido. Ela, em conversa com sua mãe, dizia que ainda não encontrara ninguém que fizesse seu coração balançar. Então a mãe lhe dizia que não se preocupasse, que, um dia, tudo iria mudar, que, um dia, o seu amor iria chegar. Rosário continuava sua vida de mulher. Vida que uma bela moça pode ter. Um dia, suas amigas convidaram-na para ir a uma festa. Rosário se aprontou. Ficou linda! Deslumbrante! Foi à festa com suas amigas. Então, logo que chegaram, procuraram uma mesa que estava arrumada especialmente para ela. Sentou-se ali com as amigas, sem imaginar que, nesse exato momento, seu destino seria mudado para sempre. Quando ela olhou para mesa ao lado, ali estava sentado Otávio, um belo rapaz. Ela não resistiu sem olhar para o moço e sentiu-se encantada. Pela primeira vez, seus olhos olharam realmente para alguém. Mas ela ficou quieta. Porém, Otávio também estava encantado com sua
  • 43. 43 beleza. Logo deu um jeitinho de convidá-la para dançar. Com suas mãos transpirando, seus olhos brilhando, frente a frente. Aos poucos, seus lábios foram se aproximando e se beijaram. Aconteceu o primeiro beijo de Rosário. Ela estava loucamente apaixonada. E estava sendo correspondida. Começaram a namorar. Após algum tempo, ficaram noivos e se casaram. Seu pai fez aquela festa, com direito a tudo! Rosário sentia-se muito feliz. Na noite de núpcias, Otávio, como sempre, muito carinhoso o tempo todo com sua noiva, agora, sua esposa. Tiveram cinco filhos. Uma família feliz e muito bonita. Viviam uma vida perfeita de um belo casal com belas crianças, sendo dois meninos e três meninas. Mas, como nem tudo que é bom dura para sempre, Rosário contraiu uma doença fatal, transmitida por um mosquito. Sofreu muito com a doença hemorrágica e morreu, em vinte e quatro horas. Deixou seu esposo com as crianças. O tempo passou. Otávio sofreu muito com a falta de sua amada. Tentou criar seus filhos sozinho, mas foi muito difícil. Ele trabalhava muito. As crianças ainda pequenas, não podiam ficar sozinhas em casa. Otávio resolve se casar novamente. Conheceu Margarida, uma ruiva que veio morar na terceira casa ao lado. Ela tem dois filhos. Eles se casam. Juntam as famílias. Otávio tenta ser feliz novamente com Margarida. Mas, na verdade, nunca esqueceu sua amada, Rosário. Ozanete Medeiros dos Santos 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 44. 44 MINHA VIDA E MINHA ESCOLA Se juntarmos mil pessoas e pedirmos para falar da vida, teremos mil formas de expressar. Hoje eu quero falar da vida e a escola. Aos meus 38 anos, tenho o prazer de estar na sala de aula, na EJA, para ser mais preciso. A vida é uma grande história que podemos contar de várias formas: do nascimento até o descobrimento do prazer que ela nos dá. As Ciências vêm para completar a História, que eu estou a rezar. Nela, adquirimos o conhecimento do nosso corpo, que nos faz andar. A Geografia, não podemos nos esquecer. Ela registra o lugar onde nascemos e, também, onde podemos viver, mostrando os seus oceanos, planaltos, montanhas e serrados inesquecíveis. Eu não posso me esquecer de que o Inglês vem nos envolver, uma outra língua a aprender. Com o Português venho expressar a grandeza da vida que vem nos ensinar. Sem ler não posso escrever. Sem a palavra, fica difícil viver.
  • 45. 45 Sem ler não posso expressar a história que estou a passar. Sem ler, como eu vou falar, pois as palavras vão me faltar? Assim como a História, a Ciência, a Geografia, o Inglês, a Língua Portuguesa, a Matemática esquecida não está, pois ela vem nos mostrar que estudando, aprendemos a contar, e os resultados nunca podemos mudar. Quer queira no passado, no presente ou no futuro, ela vai ser sempre igual 1+1=2. Estudar e adquirir conhecimentos. A EJA vem nos abrir as portas para o mundo. Então vamos abraçá-la. Obrigado meus mestres! Edvaldo Vicente de Paula 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 46. 46 A nova Branca de Neve Era uma vez uma menina por nome de Branca de Neve. Ela morava com seus pais em um lindo castelo. Ela vivia feliz, passeava no bosque... Até que um dia... Sua mãe ficou muito doente e acabou morrendo. A menina ficou muito triste. Branca de Neve foi crescendo e se tornou uma moça muito vaidosa. Gostava de ir a festas com suas amigas: Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e a Bela Adormecida. Mas o pai de Branca de Neve estava muito preocupado, porque ela não queria ajudá-lo a cuidar do reino. Então e rei casou-se novamente com uma mulher muito má. Branca de Neve não estava nem aí para a madrasta. Só que um dia a malvada quis sumir com a menina. Chamou-a para um passeio num bosque muito assustador. Chegando lá, a malvada disse para Branca de Neve ir na frente, porque ela iria pegar uma cesta com algumas coisas gostosas. Como Branca de Neve gostava muito de se divertir, foi logo entrando no bosque e não prestou atenção por onde ia passando. A madrasta, que não gostava dela, saiu di bosque correndo para que ela não conseguisse mais voltar para casa. Quando Branca de Neve olhou para trás, e não viu sua madrasta, ficou assustada. Começou a correr para encontrar a saída, mas não encontrou. Já estava chegando a noite... Ficou ainda mais assustada, quando ouviu um
  • 47. 47 barulho muito sinistro... Ela pensou que era um monstro e começou a correr. Correu tanto que caiu num buraco, onde tinha um coelho gigante. Branca de Neve começou a gritar, mas o coelho falou para ela não gritar, porque ela a ajudaria a voltar para casa. Quando Branca de Neve chegou em casa, a madrasta ficou furiosa, porque não a queria no castelo. Então o pai de Branca de Neve mandou a malvada embora. No mesmo dia, a Branca de Neve organizou uma festa com todas as suas amigas para comemorar a sua nova vida... Mas agora ela já tinha aprendido muito sobre a vida, e percebeu que é preciso ter também responsabilidades, e não apenas prazer e diversão... E eles viveram felizes para sempre. Solange. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 48. 48 Uma Noite de Terror Era uma família grande, de seis filhos, que mudaram para uma nova casa, em um sitio, onde diziam ser assombrada. Depois de uma tarde chuvosa, veio uma noite fria. - Elza, cuide de seus irmãos enquanto eu e sua mãe vamos ali ao vizinho! - Tudo bem! Então, assim eles foram e deixaram seus filhos sós em casa. - Vou fazer a Lu dormir e vocês se comportem! Então, os meninos resolveram brincar e suas outras irmãs pegaram algumas cadeiras novas para deitarem nelas. Uma deitou nas cadeiras e a outra colocou um pano embaixo e deitou, quando: - Edineuza! Senti algo arranhar em meu ombro! - Deve ser um rato, Nice! Quando Nice olhou e gritou: - Ah! O que é isso? Uma cabeça! Quando todos olharam, realmente era uma cabeça de um paraguaio, que havia sido morto e sua cabeça cortada.
  • 49. 49 E todos começaram a gritar e correram para perto de um fogão de lenha. E a cabeça continuava a persegui- los, quando um dos meninos pegou um pedaço de cana que tinha no fogão e tacou na cabeça. A cabeça subiu no canto de uma parede e sumiu. Seus pais, ouvindo os gritos, saíram correndo para casa. Chegando lá: - O que aconteceu aqui? Ninguém conseguia falar. Estavam todos apavorados. Quando conseguiram falar, contaram o que havia acontecido. Seus pais, não acreditando muito neles, os acalmaram. Mas desconfiavam que era verdade, pois sabiam que aquele lugar realmente era assombrado, pois sempre viam luzes, que apareciam e sumiam do nada. Coisas estranhas e misteriosas aconteciam por ali. Depois de dois meses, com as crianças ainda com medo, resolveram mudar da casa. - Não se preocupem! Aqui não voltaremos mais! Jéssica Nascimento de Melo. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 50. 50 OS CAVALEIROS DO BASTIÃO Era noite de lua cheia. Há quase vinte anos... Eu morava na fazenda... Eu e meu irmão Leandro fomos no último ônibus para casa. Quando chegamos no ponto, o temporal estava formando. Eu disse ao meu irmão: - Vamos rápido, antes da chuva! Começamos a andar rapidamente. Logo, logo a chuva veio e a noite também. Junto chegaram os relâmpagos. Mas lá para aqueles lugares, andava um homem que mexia com o mais profundo medo de uma criança, que era chamado de “Bastião Doido”. Logo, logo avistamos uma árvore. Lá debaixo havia um jirau. Quando relampejou, nós vimos um homem. Quando chamamos, ele respondeu. Era o Bastião todo molhado, de calça e saia por cima. Só queria passar batom. Quando passamos o primeiro córrego, ele não queria ir mais. - Por que parou, Bastião? – Perguntei. Ele disse que lá havia assombração. Que o compadre da minha mãe havia contado a ele. Naquela hora o meu cabelo arrepiou... - Vamos! Vamos! Estamos quase chegando! – Eu disse.
  • 51. 51 - Não! Vamos esperar os cavaleiros. – Disse o Bastião. - Vamos correr? - Meu irmão disse. - Só se for agora! – Eu falei. Quando ouvimos um barulho de cavalo galopando, meu irmão disse: - São os cavalos do Bastião! Subimos numa árvore, quase caindo de medo, quando uma pessoa gritou: - Leandro! Sandra! Onde estão vocês? - Aqui, papai! - Nós respondemos. - Aqui, onde? – Meu pai perguntou. - Em cima da árvore! - Por que vocês estão aí, meninos? – Perguntou meu pai. - Pensamos que fosse os cavaleiros do Bastião... - Meninos, isso não existe! Fomos embora. Nunca mais passei por lá à noite, nem só e nem com o meu irmão. Sandra Rosa dos Santos. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 52. 52 A INOCÊNCIA E A REALIDADE Luana, uma menina, ao mesmo tempo observadora e inocente. Pensava que seus pais eram felizes. Ela via seus pais sempre felizes e unidos. Sua mãe era do lar e seu pai trabalhava de cobrador de ônibus. Ele saía às 06 da manhã e voltava às 17 horas. Ele sempre chegava, tomava banho e sentava na mesa para jantar junto a família. Luana prestava atenção na convivência das colegas com a família e via que era muito diferente da sua. E sentia muito orgulho em ter uma família unida e amada por igual. Em todas as festas, lá esta o casal. Até que chegou o carnaval. Luana e seus pais foram e se divertiram. Passaram-se as horas e Luana e sua mãe foram chamar o pai, que tinha saído para cumprimentar os amigos. Chegando lá, as duas o encontraram beijando outra mulher. Naquele dia Luana descobriu que estava sendo enganada. Por ela mesma, descobriu que estava vivendo uma farsa. Franciely dos Santos. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 53. 53 O chapéu de veludo Quando eu era pequeno, eu gostava de um chapéu de veludo. Eu não gostava que mexessem nele. Quando alguém punha a mão nele, eu começava a brigar... Mas eu era muito danado! Quando eu chegava nas festas, as meninas pegavam o chapéu e o colocavam na cabeça. Quando eu via, já estava com alguma mulher que eu nem conhecia antes. Eu arrumei uma namorada e ela deu fim no chapéu de veludo. Eu não liguei, porque eu não queria mais o chapéu, já que ele estava velho e porque todo mundo queria usá-lo. Por isso eu deixei minha namorada dar um fim no chapéu. Eu comprei outro para mim. E as pessoas sempre perguntavam: - Cadê aquele seu chapéu? Eu respondia: - Eu dei um fim nele, por causa de vocês! José Fábio Teodósio. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 54. 54 O Chupa Cabra Era uma vez, um fazendeiro que tinha um rebanho de cabras na sua fazenda. Nela tinha uma mata muito grande. Um dia seu vizinho falou pra ele que tinha um tal de Chupa Cabra, que estava comendo as cabritas dele. Mas Seu Juca, que não era muito de acreditar na conversa do seu vizinho, não acreditou que ele tinha perdido as cabras. Um dia, Seu Juca foi dormir e as cabras ficaram no cerrado. Quando ele acordou, três das suas cabras tinham sumido. Quando foi uma noite, ele falou para o seu empregado vigiar as cabras, com uma arma na mão. Quando deu, mais ou menos, meia-noite, chegou o tal de Chupa Cabra. O empregado atirou e matou o bicho. Depois disso, Seu Juca percebeu que seu vizinho estava certo: realmente tinha um Chupa Cabra por lá. José Cícero de Alexandre. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 55. 55 O MENINO JOÃOZINHO Joãozinho foi um menino criado sem pai e sem mãe. Por isso era muito custoso. Ele foi criado por um senhor chamado Joaquim, que morava à beira de um rio. Senhor Joaquim achou Joãozinho jogado dentro de um tambor de lixo, em frente a uma igreja da cidade. Ele pegou o menino e depois o levou para seu barraco, à beira do rio. Deu banho, comida, roupa, e levou o menino para ser batizado. O tempo foi se passando... O menino foi crescendo. Quando ele fez sete anos, Sr. Joaquim o colocou para estudar. Joãozinho estudou até conseguir se formar para advogado. Três anos depois de sua formatura, um fazendeiro muito rico comprou as terras em volta da terra do Sr. Joaquim. O fazendeiro queria tomar aquela terra. Joãozinho ficou sabendo e foi falar com aquele fazendeiro. Ele chegou na fazenda e chamou o fazendeiro para conversar, e perguntou: _ Por que o senhor quer tomar a terrinha do meu pai? O fazendeiro respondeu: _ Porque eu quero plantar lavoura. Joãozinho disse: _ Mas a terra de meu pai é muito pequena. Ele só tem uma vaquinha lá. Não vai dar para plantar nada. O fazendeiro falou: _ Mas eu não quero nem saber. Quero aquela terra e vou tomá-la. Neste momento, Joãozinho falou: _ Se o senhor insistir em tomar as terras de meu pai, eu é que irei tomar as suas. O fazendeiro respondeu: _ Então veremos. Eu vou contratar o melhor advogado da cidade. Joãozinho disse: _ Veremos quem terá o melhor advogado! O fazendeiro, então, foi para a cidade contratar o advogado. Quando chegou no escritório de outro advogado que tinha na cidade, foi logo falando:
  • 56. 56 _ Vim aqui para falar com o Dr. Renato. Então ele entrou para falar com o advogado. _ Estou aqui porque quero tomar as terras do meu vizinho. O advogado perguntou: _ Quem é seu vizinho? _ O Joaquim. _ Mas o senhor sabe quem é o filho dele? _ Sim. Ele foi falar comigo. _ Pois então. O filho dele é o melhor advogado da cidade e do estado. E é por isso que é perda de tempo bater de frente com ele. É melhor o senhor deixar isso quieto. Deixe o pai dele lá. Ele não está atrapalhando o senhor. Afinal de contas, a terra dele é do tamanho de um ovo. O fazendeiro voltou para a fazenda. Depois de um mês, foi intimado para uma audiência. Lá, o juiz disse: _ O senhor está nesta audiência, por que quer tomar a terra do senhor Joaquim? Joãozinho falou: _ É verdade. Sr. Juiz. E por isso, eu quero uma indenização, por abusar de meu pai, que já está bem velhinho. O fazendeiro falou: _ Eu não quero mais a terra dele, não, senhor juiz. Como o juiz já conhecia Joãozinho, falou: _ Mas agora o senhor vai ter que pagar um milhão de reais para ele. _ Mas senhor juiz, eu não tenho esse dinheiro! _ Então o senhor vai ter dar dez alqueires para ele. E assim foi feito. Joãozinho foi logo dar a notícia para seu pai. Sr. Joaquim ficou muito alegre. Depois disso, o fazendeiro vendeu o resto da fazenda e foi embora da região. Joãozinho e seu pai continuaram com suas vidas simples e felizes. Jean Carlos. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
  • 57. 57 Histórias de vida que nos fazem crescer...
  • 58. 58 Eu morava no município de Ituiutaba-MG. Sou de 1965, de 26 de outubro. Quando eu era criança, minha mãe não dava tempo para gente brincar, porque tinha que trabalhar. Quando a gente ia brincar, ela já pegava uma vara para bater. Mas o tempo foi passando, fui crescendo e comecei a estudar numa linda escola, que se chama Canaã. Nesse tempo, eu morava em Quirinópolis-GO. Mais alguns anos se passaram, e as coisas foram se complicando. Quando fiz 12 anos, minha mãe já não me deixou estudar mais. Ela disse para o meu pai que tínhamos que nos mudar para a fazenda para a gente trabalhar. Eles não pensavam no futuro dos filhos. Assim, quando eu fiz 21 anos, me casei e tive duas filhas, que são o orgulho da minha vida. O meu esposo era muito ciumento. Ele saía de madrugada todos os dias e dava muito serviço para gente. Nos fazia trabalhar igual escravos. Mas o tempo foi passando e ele colocou as meninas contra mim. Então, eu me revoltei muito com ele, porque não teve consideração por mim. Eu só faltava adivinhar o que ele queria. Dava-lhe tudo nas mãos, porque eu gostava demais dele. Mas ele foi me pisando muito, até que, um dia, o amor se acabou. Assim, veio a separação. Foi quando eu sofri mais ainda... Mais um tempo se passou, e eu fui pensando na minha vida, que eu tinha que viver sozinha. As coisas foram melhorando para mim, porque eu voltei a estudar e comecei a trabalhar e a fazer o curso de costura, já que esse era o meu sonho: ser costureira. Hoje eu sou muito feliz. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 59. 59 Eu nasci no estado do Paraná, no ano de 1966. Mas meus pais mudaram-se quando eu era ainda muito criança. Me lembro ainda da cidade onde fomos morar... Tenho na lembrança que a casa era grande e meu pai bebia muito e chegava brigando e quebrava todos os móveis. Lembro-me também que meu pai falava que não se lembrava de nada do que tinha acontecido. Tenho na lembrança que ouvia minha mãe falar com meu pai que ele precisava parar com a vida de viajar, que as meninas tinham que estudar, que nós estávamos crescendo e não podia ficar entrando e saindo da escola. Foi quando meu pai tomou a decisão de ir morar na cidade de Promissão. Lembro-me que meu pai foi trabalhar na barragem que estava começando a ser construída e ficamos na casa de um amigo de meu pai, até que ele conseguisse alugar uma casa. Logo conseguimos. Mas ainda demorou algum tempo para eu e minha irmã começarmos a estudar, porque minha mãe tinha de conseguir tirar o nosso registro de nascimento. Naquele tempo, era muita burocracia e demorou bastante tempo para que ela conseguisse. Então, quando minha mãe conseguiu, começamos a estudar. Mas eu já tinha 13 anos e minha irmã, 12 anos. Minha mãe ficou muito feliz, porque eu e minha irmã estávamos estudando. Era visível a felicidade dela em nos mandar para a escola. Eu não senti muita dificuldade, porque eu soletrava muito as letras em jornais e revistas velhos. Minha professora do primário, Eloiza, sempre me elogiava para minha mãe e ela ficava muito feliz. Ela dizia que eu era muito caprichosa com meus cadernos e que minha letra era muito bonita. Eu sentia alguma dificuldade para escrever, mas logo superei.
  • 60. 60 Parei de estudar, porque me casei e logo me engravidei do meu primeiro filho, Eduardo. Depois de três anos e meio, veio o segundo filho, João Eduardo e, por último, minha filha Ana Paula, que se encontra com 20 anos. Graças a Deus, meus três filhos conseguiram o Ensino Médio e chegaram até a faculdade. Meu filho Eduardo termina a faculdade de Ciências da Computação, na UNIP de Araçatuba, nesse semestre. Sou muito orgulhosa por mais essa vitória. E também, meu filho João Eduardo está no segundo semestre de Administração de Empresas na faculdade de Quirinópolis-Go. Minha filha pretende estudar a faculdade de Matemática, no próximo ano. Meus filhos são meus maiores incentivadores para que eu voltasse para a escola. E é esse incentivo que fez a diferença para que eu voltasse a estudar. E, por isso, eu pude relatar essa história. Meu grande tesouro é minha família. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 61. 61 Eu nasci em 29 de dezembro de 1979, na cidade de Oriente, em Minas Gerais. Minha mãe faleceu quando eu tinha 05 anos. A perda dela foi muito difícil para mim. Daí em diante, eu ajudei o meu pai a criar meus irmãos. Eu e meus irmãos brincávamos muito. Como não tinha condições de comprar um brinquedo, a gente inventava brincadeiras. Quando eu tive o meu primeiro namorado, eu tinha 13 anos. A gente morava numa fazenda. Cada um de nós tinha uma obrigação. Eu não estudei, porque meu pai bebia muito naquela época. Os pais não incentivavam os filhos a irem para a escola. Mas agora eu tenho a oportunidade de estudar. Quando eu era adolescente, uma amiga me levou para morar em Belo Horizonte-MG, para trabalhar de pajear um menino. Foi nesse tempo que eu conheci meu amor. A gente namorou e nos casamos. Hoje eu sou casada e tenho dois filhos. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 62. 62 Nasci numa fazenda, depois me mudei para uma cidade chamada Mateira-Go. Depois, fui para outra fazenda. Foi quando minha mãe foi embora. Eu tinha 03 anos de idade. Fui morar com minha avó, na fazenda, onde eu morei até a idade de 07 anos, quando fui morar com meu pai, para estudar na escola Educandário Municipal Oscar Bernardes, de Paranaiguara-Go. Fiz da 1ª à 4ª série. Foi nesse tempo que a minha vida se transformou. Eu era a dona da casa, mas, nas minhas horas vagas, minha diversão era jogar bete, queimada, esconde-esconde... Ainda muito jovem, arrumei o meu primeiro emprego, como babá. Depois, como doméstica. Foi quando realmente aprendi a ser uma dona de casa. Com 16 anos, fui para outra cidade, onde comecei a trabalhar e estudar o Supletivo da 5ª à 8ª série. Mas não concluí, porque conheci um rapaz, que eu pensei que seria “uma boa”. Quando eu fui morar com ele, era uma “beleza”. Mas, quando veio a primeira filha, começaram os problemas. Veio a bebida. Vieram as brigas. Com essas brigas, a família dele começou a implicar comigo. Acreditavam que eu era ruim, que eu é que não “valia nada”. Depois da segunda filha, as
  • 63. 63 coisas pioraram. Meu marido nos deixava passar fome. Assim, veio a separação, quando a minha filha tinha 02 anos. Então, voltei para a casa de meu pai. Foi quando eu conheci um outro rapaz. Fui morar com ele. Mas, por ele ser muito jovem, veio a segunda separação. Voltei para Araçatuba com minhas filhas. Fui trabalhar. Consegui uma casa. Coloquei minhas filhas. Mas não foi como eu esperava. Como estávamos passando fome em Araçatuba, fui tentar a sorte em São Paulo. Lá também passei muita fome, mas venci, trabalhando como faxineira e manicure. Foi quando arrumei um serviço numa firma. Aluguei uma casa. Busquei minhas filhas, que estavam na casa da avó delas. Nesse tempo, as coisas foram se ajustando. Na mesma casa, moramos durante 03 anos. Depois disso, voltei para Paranaiguara-Go para cuidar do meu pai, onde estou até hoje. Eu, meu novo marido e minhas filhas. Hoje, voltei a estudar com um propósito firme de chegar até a faculdade e ser alguém na vida. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 64. 64 Nasci na cidade de Paranaiguara no dia 03/06/82. Graças a Deus e a meus pais, fui privilegiado de vir ao mundo. O meu sorriso foi a alegria de meus pais e a minha infância foi muito boa. Mas o tempo me trouxe, com a idade de vinte anos, uma dor que não passou. Já fazem nove anos que perdi meu pai. Com a idade de vinte e sete anos, também foi uma transformação na minha vida, porque encontrei uma pessoa que veio de mais de dois mil e quinhentos quilômetros de distância. Nos conhecemos e nos casamos. E o destino me trouxe a tão sonhada felicidade. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 65. 65 Na minha infância, eu brincava de boneca e de esconder. Brincava também de banhar no rio com as minhas irmãs. Depois fiquei moça. Não tinha escola para eu estudar. Assim, não tive oportunidade para estudar. Depois minha mãe adoeceu e veio a falecer. Depois que ela faleceu, eu mudei para o estado de Goiás e vim morar aqui por um tempo. Mas resolvi me casar e estou morando aqui e estou muito feliz. Estou estudando e prendendo terminar os meus estudos. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 66. 66 Eu nasci em João Pinheiro, Minas Gerais, no Hospital e Maternidade Santana, em 29/04/1976. Hoje, tenho 35 anos. Quando criança, eu gostava de brincar de carrinho, de bola, pique esconde, salve salve, amarelinha e caiu no poço. Quando eu tinha meus sete anos de idade, comecei a estudar na Escola Municipal Santos Dumont. Fiquei lá, estudando, até meus 12 anos de idade. Tendo passado para a 5ª série, parei de estudar, pois, na roça, não tinha condição de estudar mais, pois era a última série da escola. Com 15 anos, comecei a trabalhar, ajudando meu pai a fazer rapaduras e a fabricar pinga, num alambique, lá da pequena fazenda do meu pai. Com 16 anos, fui trabalhar numa fábrica de queijo. Fiquei lá aproximadamente 2 anos, trabalhando. Com 18 anos, voltei para a fazenda para trabalhar com meu pai. Com 21 anos de idade, me mudei para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, à procura de serviço, devido eu ter pouca escolaridade. Cheguei em Uberlândia em 1997. Três meses depois, arrumei um serviço num sacolão, ficando lá por 03 meses. Depois, entrei no Refrigerantes do Triângulo, ficando lá por 06 anos e 04 meses. Depois disso, me mudei para São Simão, no estado de Goiás. Fiquei fazendo “bicos” durante 03 meses, até que apareceu um serviço na Energética São Simão, onde estou até hoje, 29/08/2011. Mudei-me para Paranaiguara-Go em maio de 2008 e voltei a estudar no Colégio Estadual Bartolomeu Bueno da Silva. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 67. 67 Tudo começou em 1975, quando minha se casou. Em 1977, eu nasci. Não foi uma infância boa, pois, logo em seguida, tive meus irmãos, com diferença uns dos outros de um ano e nove meses. Minha mãe teve que trabalhar e eu, como a mais velha, tive que olhar meus irmãos. Eu, com 07 anos, cuidava e arrumava a casa para minha mãe. Com 10 anos, nos mudamos para Goiânia-Go. Foi muito difícil. Uma total miséria. Meu pai vendeu a casa para virmos para Paranaiguara-Go. Chegamos aqui em 1984. As coisas não mudaram muito. A diferença é que eu comecei a trabalhar na casa do Sr. Sebastião Pasteleiro. Não tinha experiência de nada, mas sua esposa me ajudou muito. Eu aprendi a cozinhar, pois arrumar uma casa eu já sabia. Com 15 anos, me casei, achando que tudo iria melhorar, mas foi muito difícil também. Levantava às 03:00 da manhã para tirar leite. Às 10:00 cozinhava para 75 peões na fazenda. Quando terminava, tinha que tratar das criações. Tive minha filha. As coisas ficaram ainda piores, mas eu consegui. Trabalhava, cuidava de uma sede na fazenda vizinha e cozinha para os peões. Passado um tempo, não consegui mais continuar nessa correria. Vim embora para a cidade e me casei de novo. Comecei a trabalhar na roça (da usina) e a estudar. Minha vida, hoje, é na correria, mas eu gosto, porque tenho um sonho: de terminar os estudos e depois, na velhice, descansar. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 68. 68 Eu nasci em São Simão-Go, em 1982. Morei 02 anos na Fazenda Santa Luzia. Depois, mudamos para outra fazenda. Nessa, passei parte de minha infância. Eu e minha irmã brincávamos muito de várias brincadeiras, pois, naquele tempo, não tínhamos muito conforto, mas a vida simples era, para nós, muito divertida, pois criança de diverte com qualquer coisa. Durante o dia, ajudávamos nossa mãe. Depois, eu e minha irmã íamos brincar na beira de um córrego. Quando voltávamos para casa, eu tomava banho, enquanto minha mãe ensinava minha irmã a cozinhar. Depois do jantar, minha mãe sentava conosco no terreiro e, com o céu todo estrelado, ela contava várias histórias, até sentirmos sono. O tempo passou muito rápido. Fomos morar na cidade de Paranaiguara-Go, porque nós tínhamos que estudar. Meu pai continuou na fazenda e minha mãe, como uma mulher muito guerreira que é, batalhou muito para que nós estudássemos. Com nove anos de idade, comecei a trabalhar como babá. Daí por diante, não mais parei. O meu segundo emprego foi como babá novamente. Eu cuidava de duas meninas. Foi nessa época, com doze anos, que arrumei o meu primeiro namorado. Era um sentimento lindo e muito inocente. Mas a vida é cheia de contratempos. Então, terminei com ele. E, como a vida não para, segui em frente. Com dezesseis anos, arrumei outro namorado. Mas, com esse, as coisas não foram como eu imaginei, pois com ele parei minha vida, parei de estudar e de trabalhar, pois ele não gostava que eu saísse de casa. Ainda assim, fiquei com ele doze anos. Terminei com ele, porque não aguentava mais. Ele me sufocava. Foi em vinte e cinco d e dezembro de 2010, que eu quase perdi minha
  • 69. 69 mãe em um acidente doméstico. Ela se queimou. Foi a dor mais triste que senti em toda minha vida. Foi nesse momento de minha vida, que decidi acabar com meu namoro, pois na hora em que mais precisei de apoio, ele não me ajudou. Mas a vida é surpreendente. Minha mãe se recuperou, com a Graça de Deus, então, tive um reencontro inesperado com o meu primeiro namorado. Então voltamos a namorar. Ele me deu muita força e me incentivou a voltar a estudar e a trabalhar. Hoje estou fazendo até curso de informática. Ele é uma pessoa muito especial. Com isso, pretendo chegar o mais longe que eu puder. Essa é a minha história até agora. Quem sabe, daqui a alguns anos, eu escreva outra redação contando minhas novas conquistas e vitórias. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 70. 70 Eu nasci em Ourana, na fazenda do senhor Ouro, o fundador da cidade, em 06 de março de 1977. O nome do meu pai é Luiz Pedro Sobrinho e da minha mãe é Maria Nazaré de Andrade. Quando eu completei 04 para 05 anos, começou o meu sofrimento. Meus pais se separaram. Deixaram eu e meus 04 irmãos sozinhos trancados em casa. Minha mãe foi para Bahia. Eu e meus irmãos fomos separados. Meus irmãos foram para outras pessoas que não eram parentes. Fiquei longe deles. Eu fui criada por uma senhora chamada Maria das Graças, que também não era minha parenta. Eu completei 06 anos e fui para a escola. Só fiz até a 3ª série primária. Daquele tempo pra cá, não mais frequentei a escola, porque eu fui embora para a fazenda trabalhar na roça. Desde esse tempo, eu sofri com a minha madrasta, na fazenda. Ela fazia faxina toda vez para o meu pai ficar contra mim e me mandar embora de casa. Naquele tempo, eu não tinha ajuda de ninguém. Só tinha aqueles que faziam mal em minha vida. Sofri e chorei demais. Desde que eu completei 16 anos, em 1993, foi que começou a mudar a minha vida. Conheci pessoas que me deram apoio, que me falaram da coisa mais preciosa, que é Jesus.
  • 71. 71 Ele mudou o meu sofrimento. Vi a felicidade morar em meu coração, no ano de 1993, dia 30 de julho. Passei para uma nova vida em meu caminho. Tudo começou a fazer sentido em minha vida. Tive pessoas que estavam ali, ao meu lado, para me ajudar. Algum tempo depois da minha decisão, conheci meu querido marido, aos 19 anos. Hoje, o pai de meus filhos lindos, que Deus me deu. Há 14 anos que estamos juntos. Agora, nós vamos nos casar para a união e a felicidade ficarem completas. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 72. 72 Tudo começou em 17/06/1979. Foi o dia que eu nasci. Minha história é cheia de altos e baixos. Tive uma mãe que me deu amor e carinho. Tenho duas irmãs. Nós éramos uma família normal. Mas, com o passar dos tempos, meu pai começou a dar muito trabalho para a minha mãe. Quando eu tinha dois anos, o meu pai foi embora. Nós não tivemos notícias por anos. Quando eu tinha dez anos, ele voltou para a cidade de Quirinópolis-Go. O tempo passou. Eu nunca tive contato com meu pai. Eu tinha treze anos, perdi meu pai. Depois de quatro anos, perdi minha mãe. Foi a parte mais difícil da minha vida. Foi quando tudo o que eu mais amava foi embora, para nunca mais voltar. Foi quando minha irmã veio morar comigo. Eu vendia coxinhas para ganhar nosso sustento. Quando tive a idade de quinze anos, comecei a trabalhar de garçom. Eu ficava até tarde acordado e, de manhã, ia para a escola, com tanta dificuldade em trabalhar e estudarão mesmo tempo. Assim, tive que parar de estudar. Com dezesseis anos, comecei a viajar e vender cosméticos. Fiquei viajando por dez anos. Com dezoito anos, fui pai. Foi a sensação mais maravilhosa que eu tive. Com o passar do tempo, aos vinte anos, fui pai novamente. Comecei a trabalhar na usina, como motorista. Depois de um ano, passei a ser operador de máquinas. Hoje voltei para a escola. Se Deus abençoar, vou até o fim. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 73. 73 Tenho 19 anos. Nasci em Cafelândia, no estado do Paraná. Morei lá até os 11 anos. Aprontava muito. Batia nos meninos e meninas do colégio. Quase entro no mundo das drogas, porque meus colegas eram todos traficantes de drogas. Viviam fugindo da polícia e eu, feito burra, no meio, atirava contra os professores. Um teve que ser internado, porque acertou em sua perna. Quantas vezes meus amigos ofereciam drogas para mim e eu disse não, porque eu sabia o que as drogas faziam. E eu também não queria ver meus pais chorarem no dia de amanhã. Eu não tive infância na minha vida, porque era só briga daqui e polícia dali. Enquanto eu estava nas ruas, fazendo o que não devia, meus pais estavam trabalhando. Eu quase me envolvi demais com meus falsos amigos. Foi na hora que eu parei e pensei em tomar juízo na cabeça e estudar, porque sem o estudo não somos nada. E se Deus não estivesse comigo, eu estaria hoje nas drogas, ou, às vezes, até morta. Amigos, nunca usem drogas em suas vidas. Não queira ver seus pais chorando no dia de amanhã! 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 74. 74 Quando eu nasci, eu era um bebê muito bonitinho. Nós somos de uma família de cinco irmãos. Meu pai e minha mãe sofreram muito para criar eu e meus irmãos. Fomos criados em fazenda. Tivemos uma infância muito boa, principalmente, eu, por ser a caçula. Viemos pra cidade. Me tornei moça. Me casei. Tive dois filhos lindos. Mas o casamento não deu muito certo. Me separei. Depois de alguns anos, me casei de novo. Também não deu certo. Hoje, moro com minha mãe. Meus filhos se casaram. Trabalho e estudo. Sou feliz, pois tenho saúde e não me falta nada. Tenho 43 anos muito bem vividos, na esperança de chegar aos 70 anos assim: com saúde e feliz. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 75. 75 Minha vida difícil começou com a idade de 01 ano e maio. Não é uma história bonita, mas é a realidade. Meus pais se separaram. Eu tive 13 madrastas até os meus 05 anos. Brinquei muito, mas sofri muito mais. Desde violência sexual a tentativa de assassinato, pela minha madrasta e meu pai. Mas resisti. Quando pensei que o sofrimento iria ter fim, veio a fome. Tinha vezes que só tínhamos mandioca cozida com sal para comer. E, para não ver os filhos passarem fome, meu pai me mandou pra morar com outra família. A nova família era de um vereador e a mulher, professora. Aos 11 anos, ele me violentou. Fecho os olhos e ainda vejo eu naquela dispensa e aquele monstro me segurando. Eu era só uma criança cheia de sonhos e ele me tirou tudo isso. Quando saí de lá, contei para meus pais, mas não fizeram nada, pois era a palavra dele contra a de uma criança. Quando completei 16 anos, tive meu primeiro beijo por amor. Ele era bem mais velho, mas gostava de mim e eu dele. Mas não podíamos ficar juntos, pois ele tinha que se casar com uma moça que ele não gostava, mas que estava grávida. Depois nos separamos e eu saí de casa. Sofri ainda mais. Passei fome. Dormi na rua, em banco de praça. Mas nunca me dei por vencida. Lutei e consegui encontrar uma pessoa boa que me ajudou a superar tudo, que é o pai dos meus filhos. Não estamos juntos, mas agradeço todo dia pelos meus filhos. Ainda não cheguei onde quero, mas eu chego lá. Acredito em mim e uso o meu sofrimento para crescer e não para me fazer de “coitadinha”. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 76. 76 A minha história de vida não foi lá estas coisas, pois a minha infância foi muito sofrida. Quando eu nasci, perdi meu pai com 01 mês de vida. Minha mãe não pode me criar e me deu para minha avó, que me criou com todo amor e carinho, como se fosse minha própria mãe. Nós morávamos na fazenda. Era muito bom, pois minha avó fazia todos os meus gostos. Quando eu estava com uns cinco para seis anos, minha avó adotou um menino. Foi maravilhoso, pois eu tinha um irmãozinho que poderia brincar, correr, dividir minhas alegrias. Mas tudo o que é bom dura pouco. Quando eu estava com quase 08 anos, minha avó faleceu. Fiquei muito triste. Depois disso, tive que mudar para a cidade, pois tinha que estudar. Já estava muito atrasada. Fui morar com minha madrinha. Foi aí que começou o sofrimento. Ela me tratava bem, me dava roupas, comida, sapato, estudo, mas, o mais importante, não tinha, que era o carinho de alguém. Minha madrinha tinha dois filhos pequenos. Nesse tempo, já era uma criança triste, pois tudo o que acontecia lá onde eu morava, era culpa minha. Minha madrinha me batia muito. Com o passar do tempo, fui crescendo revoltada. Mas, mesmo assim, era uma criança esforçada. Nunca bombei. Nunca fiquei de recuperação na escola, apesar de não ter ninguém para me dar apoio. Todos os domingos ia para a igreja. Era bom, pois quando estava lá, tinha paz, tinha alegria e não ficava escutando coisas que não me agradavam. Depois, cheguei na minha adolescência. Já estava com 13 anos e muito revoltada com a vida, parei de estudar. Com 15 anos, conheci um rapaz e me engravidei. Com 16 anos, tive meu filho. Quando meu filho nasceu, fui morar com o pai dele. Mas não durou muito tempo. Nós dois largamos. Tive que fazer o mesmo que minha mãe: deixar o meu filho com o pai dele, porque era muito nova e não tinha condições de criar meu filho, pois nunca tive apoio de minha família. Para eles, eu era uma ovelha negra. Foi assim que meu
  • 77. 77 mundo desabou. Caí no mundo das drogas. Sofri muito. Depois de tanto sofrimento, comecei a me recuperar, com muita garra e força de vontade de vencer na vida. Depois de quatorze anos sem estudar, resolvi voltar. Fui morar em Rio Verde-Go. Lá, arrumei trabalho e comecei a estudar. No começo, pensei que não conseguiria. Tive que fazer um provão, porque não tinha nenhum comprovante de minha escolaridade. Apesar de tanto tempo sem estudar, tirei uma nota ótima. Quando tudo estava bom, tive outra recaída. Caí de novo no mundo das drogas. Perdi o meu emprego. Parei, de novo, de estudar. Cheguei no fundo do poço. Nunca tive coragem de falar para a minha família e pedir ajuda, pois tinha medo de eles me discriminarem. Depois de tudo, pensei em me internar numa clínica de recuperação. Mas, graças a Deus, com minha força de vontade, não precisei... É nessas horas que vemos que quem são nossos amigos é quem nos dá apoio. Tinha uma amiga que morava aqui, em Paranaiguara-Go. Sabendo da minha situação, me ligou e falou para eu passear na casa dela, para me dar um tempo. Eu não pensei duas vezes. Vim, pois estava precisando de ajuda. Chegando em Paranaiguara, gostei da cidade, fiz novos amigos. Conheci uma pessoa e me casei. Estou muito bem, graças a Deus. Estou em fase de recuperação. Vai fazer um ano que estou aqui e nunca mais usei drogas. Isso é só um pouco da minha história de vida. Hoje estou com 28 anos e digo que isto só prova o quanto somos capazes de conseguir realizar tudo o que quisermos fazer na vida. Até o impossível! Aqui termino dizendo: nunca é tarde para correr atrás do tempo perdido. Tudo depende de nós mesmos! 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
  • 78. 78 RENOVAR (do latim renovare): Recomeçar. Alterar-se para melhor. Efetuar melhoras em. Fazer com que volte a brilhar. Dar novo brilho ou novas forças a. Rejuvenescer. Revigorar-se. Atualizar-se. Colocar-se a par das coisas novas, progredir. Fazer voltar a um estado mais perfeito. E para você, o que significa renovar em sua vida? Propaganda da Revista Veja - 2011
  • 79. 79 O DESENVOLVIMENTO ATRAVÉS DA LEITURA E TRANSFORMAÇÃO Por que pensar em renovação para se ter outras visões da vida e do mundo? Uns dizem que temos que renovar para podermos acompanhar as mudanças do mundo nos dias de hoje. Outros dizem que isso não é necessário, mas, na verdade, é necessário sim, para que possamos aprender mais com os jornais, televisão, rádio, os cursos de Inglês, de informática, cursos técnicos e outros. Portanto é importante que se faça todos os cursos possíveis e que se pratique o hábito da leitura, pois o desenvolvimento só é possível com informação. Juliana Neves Resende 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011. (agosto a dezembro)
  • 80. 80 RENOVAR PARA GARANTIR O FUTURO Para se ter novas oportunidades e atingir seus objetivos é preciso se manter bem informado e ficar por dentro das notícias. Além de fazer cursos de informáticas e de conhecimentos gerais, para ficar por dentro dos acontecimentos. A atualização é necessária para se poder obter novas oportunidades, mais conhecimentos, ter clareza e metas para se conquistar espaço no mercado de trabalho e assim poder sonhar com um futuro próspero e ter objetivos e metas para com os negócios de hoje, que vêm surgindo cheios de modernidades. Por isso é importante aproveitar estas oportunidades que o conhecimento nos dá hoje e estar por dentro da informática, das notícias e conhecimentos, para garantirmos a realização dos nossos objetivos e metas no mercado de trabalho e na sociedade. Rodrigo Vieira dos Santos 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)