SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 59
Baixar para ler offline
GE$TÃO FINANCEIRA
DE EMPRE$A$F
Prof. Uanderson Rebula de Oliveira
- 2 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
EMENTA 
Administração  financeira  de  curto  prazo, 
componentes  do  fluxo  de  caixa,  construção  do 
fluxo  de  caixa  e  sua  avaliação,  decisões  de 
investimentos  em  condições  de  riscos  e 
incertezas, engenharia econômica.
OBJETIVO 
Compreender  as  políticas  e  o  planejamento 
financeiro  nas  organizações,  tanto  de  curto 
quanto de longo prazo, mensurando o retorno de 
investimentos em condições de certeza, incerteza 
e risco em projetos. Compreender os conceitos e 
técnicas de análise de investimentos. 
Produção Industrial e Automotiva
UANDERSON REBULA DE
OLIVEIRA
Pós-graduado em Controladoria e Finanças-Universidade Federal de Lavras
Pós-graduado em Logística Empresarial-Universidade Estácio de Sá
Graduado em Ciências Contábeis-Universidade Barra Mansa
GE$TÃO FINANCEIRA
DE EMPRE$A$
PARTE ‐ 1
Campus Resende
2 ed. 2010
“Atualmente, todos – estudantes e professores – procuram o Udemy porque é a
plataforma onde todos estão”.
Fonte: Jornal do Brasil
www.udemy.com
Junte-se a milhões de estudantes na maior plataforma on-line
de cursos curtos e práticos do mundo.
Com mais de 45.000 cursos virtuais disponíveis, o Udemy é uma plataforma global de
ensino on-line onde 15 milhões de alunos estão dominando novas habilidades.
O foco do Udemy são os conhecimentos práticos e úteis para o mercado de trabalho. Há
cursos gratuitos e pagos. São cursos curtos e com valores bem acessíveis.
Faça o curso online na Udemy
Estatística I (para leigos):
aprenda fácil e rápido!
Com o Prof. MSc. Uanderson Rébula
Saiba
mais
Clique aqui
"O livro digital Estatística I para leigos possui uma linguagem fácil e ao mesmo tempo dinâmica. O
conteúdo do livro está ordenado de forma a facilitar a aprendizagem dos alunos, mesmo aquelas
pessoas que não tenham noção nenhuma de estatística aprenderão com esse livro. Você pode
estudar sozinho para concursos pois o livro é auto explicativo ou até mesmo em grupos, no meu
caso faço isso com meus alunos. Eu super recomendo esse livro!!! NOTA 1000"
Maria Eunice Souza Madriz
Professora de estatística da rede estadual de ensino da Bahia
Avaliação do livro pelo cliente na amazon.com.br
Prof. MSc. Uanderson Rébula de Oliveira
Sumário
Uma mensagem do Prof. MSc Uanderson Rébula. CLIQUE NO VÍDEO
CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE NO CURSO JÁ
- 3 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
Sumário
UNIDADE 1 ‐ ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO 
1.1. Ciclo operacional e Ciclo de caixa, 5 
1.2. Noções de capital de giro, 9 
1.3. Calculo e dimensionamento de capital de giro, 10 
1.4. Custo de capital de giro, 14 
UNIDADE 2 ‐ COMPONENTES DO FLUXO DE CAIXA 
2.1. Investimento, 16 
2.2. Fluxo de caixa operacional (receitas, custos, depreciação e imposto de renda), 18 
2.3. Valor residual, 22 
2.4. Capital de giro, 23 
2.5. TMA, 24 
UNIDADE 3 ‐ CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA E SUA AVALIAÇÃO 
3.1. Construção do fluxo de caixa a partir de seus componentes, 28 
3.2. Avaliação do fluxo de caixa através de técnicas de análise de investimentos, 34 
3.2.1. PAYBACK Simples e Descontado, 34 
3.2.2. VPL, 40 
3.2.3. TIR, 45 
3.3. Efeito da inflação sobre o fluxo de caixa, 47 
3.4. A carga tributária e a competitividade empresarial 
3.5. Análise de Fluxo de caixa após o I. Renda 
3.6. Análise com restrição de Capital (Investimentos com capital de terceiros) 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, 49 
ANEXO A – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES, 50 
ANEXO B – MÉDIA ARITMÉTICA PONDERADA PARA PERÍODOS MÉDIOS NO CICLO OPERACIONAL, 51 
ANEXO C – CÁLCULOS DE CAPITAL DE GIRO – DETALHAMENTO, 52 
ANEXO D – LIVRO RECOMENDADO, 55 
- 4 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
FINANÇAS 
É a arte e a ciência da gestão do dinheiro (GITMAN, 2004. p.4) 
CURTO PRAZO 
Período  de  até  1  ano  ou  o  ciclo  operacional  da  empresa,  valendo  o  maior 
(IUDÍCIBUS E MARION, 2007 p.32). As funções de curto prazo são normalmente 
decorrentes  das  Atividades  de  Operação  da  Empresa,  também  chamadas 
atividades operacionais (GUIMARÃES, 2004, p. 7).  
Unidade 1
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
DE CURTO PRAZO
- 5 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
1.1 CICLO OPERACIONAL E CICLO DE CAIXA
CONCEITO DE CICLO OPERACIONAL 
 
Período  de  TEMPO  que  vai  desde  o  momento  em  que  a  empresa  ADQUIRE  A 
MATÉRIA  PRIMA,  até  o  momento  em  que  RECEBE  O  DINHEIRO  pela  venda  do 
produto. 
 
Veja UM EXEMPLO na figura abaixo: 
O ciclo operacional tem 2 componentes distintos:  
 
PERÍODO DE ESTOQUE, que é o TEMPO que se leva para ADQUIRIR A MATÉRIA‐
PRIMA e VENDER O PRODUTO (60 dias em nosso exemplo). 
 
PERÍODO  DE  CONTAS  A  RECEBER,  que  é  o  tempo  necessário  para  RECEBER  o 
DINHEIRO DA VENDA do produto (45 dias em nosso exemplo).  
 
Com base em nossas definições, o CICLO OPERACIONAL obviamente é a SOMA DOS PERÍODOS 
DE ESTOQUE E CONTAS A RECEBER. Em nosso exemplo ficaria assim: 
 
Ciclo operacional   = Período de estoque  +  Período de contas a receber 
105 dias              =          60 dias               +                45 dias 
 
 
IMPORTÂNCIA DO CICLO OPERACIONAL 
 
Por meio do ciclo operacional é possível estabelecer o quanto a empresa necessita de capital 
de giro (veremos este conceito mais adiante) para garantir o operacionalização da empresa. 
CICLO OPERACIONAL
Venda do produtoAQUISIÇÃO de
Matéria-prima
RECEBIMENTO pela
venda do produto
tempo
Período de
estoque
Período de contas
a receber
(60 dias) (45 dias)
(105 dias)
FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
- 6 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
EXEMPLOS DE CICLOS OPERACIONAIS (Iudícibus e Marion, 2007, p. 32): 
 
SUPERMERCADO 
relativamente rápido (em média 30 DIAS), pois as vendas são A 
VISTA e o período de ESTOQUE É RÁPIDO.  
METALÚRGICA 
mais lento que supermercado (em média 90 DIAS), pois, além de 
produzir, tradicionalmente vende a prazo. 
INDÚSTRIA NAVAL  tem um ciclo operacional mais demorado (mais de 1 ANO). 
PECUÁRIA 
o ciclo, que vai desde o nascimento do bezerro até a venda do boi 
e o respectivo recebimento, pode ultrapassar 4 ANOS. 
CONCEITO DE CICLO DE CAIXA 
 
Período de TEMPO que vai desde o momento em que a empresa PAGA A MATÉRIA 
PRIMA  adquirida,  até  o  momento  em  que  RECEBE  O  DINHEIRO  pela  venda  do 
produto. 
Veja o exemplo abaixo: 
CICLO OPERACIONAL
Venda dos produtos
RECEBIMENTO pela venda
dos produtos
tempo
(30 dias)
Período de estoque
Período de contas
a receber
(30 dias)
AQUISIÇÃO dos produtos
CICLO OPERACIONAL
Venda do
produtoAQUISIÇÃO de
matéria prima
RECEBIMENTO pela
venda do produto
tempo
Período de estoque Período de
contas a receber
CICLO DE CAIXA
(60 dias) (45 dias)
(105 dias)
(75 dias)
Período de
contas a pagar
(30 dias)
PAGAMENTO da
matéria-prima
FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
- 7 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
No ciclo de caixa aparece um componente: 
 
PERÍODO  DE  CONTAS  A  PAGAR,  que  é  o  tempo  desde  a  AQUISIÇÃO  DA  MATÉRIA‐
PRIMA até seu PAGAMENTO (30 dias, em nosso exemplo). 
 
NOTE que GASTAMOS dinheiro no dia 30, mas NÃO RECEBEMOS até o dia 105, totalizando 75 
dias sem entrada de dinheiro no caixa. Esse período é o ciclo de caixa.  
 
O  ciclo  de  caixa,  portanto,  é  o  numero  de  dias  transcorridos  do  pagamento  do  estoque 
adquirido até o recebimento da venda do produto. Note que, com base em nossas definições, o 
ciclo de caixa é a diferença entre o ciclo operacional e o período de contas a pagar:  
 
Ciclo de caixa  = ciclo operacional – período de contas a pagar 
               75 dias        =         105 dias         –                30 dias 
1º EXERCÍCIO ‐ CICLO OPERACIONAL E DE CAIXA 
 
1. Com base no quadro abaixo, informe os valores do Ciclo operacional e Ciclo de caixa. 
 
2. Com base no quadro abaixo, informe os valores do Período de contas a receber e a pagar. 
 
- 8 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
3. Elabore o ciclo operacional e o ciclo de caixa a partir das seguintes informações: 
Período de estoque: 40 dias 
Período de contas a receber: 25 dias 
Período de contas a pagar: 35 dias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Elabore os períodos de contas a pagar e receber a partir das seguintes informações: 
Ciclo operacional: 205 dias 
Período de estoque: 120 dias 
Ciclo de caixa: 105 dias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 9 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
1.2 NOÇÕES DE CAPITAL DE GIRO
CONCEITO DE CAPITAL DE GIRO 
Observe  em  nosso  exemplo  que,  no  período  de  75  DIAS,  NÃO  HAVERÁ  ENTRADA  DE 
DINHEIRO e a empresa necessitará de dinheiro para financiar os gastos operacionais.  
 
O  CAPITAL  DE  GIRO  É  O  DINHEIRO  NECESSÁRIO  PARA  ASSEGURAR  A  CONTINUIDADE  DA 
ATIVIDADE  OPERACIONAL  DA  EMPRESA,  CONSTITUINDO  UMA  ESPÉCIE  DE  RESERVATÓRIO 
PARA FINANCIAR OS GASTOS OPERACIONAIS COM OS ESTOQUES DE MATÉRIAS‐PRIMAS E 
PRODUTOS ACABADOS, OS CUSTOS DO PROCESSO EM OPERAÇÃO ETC,  
 
Exemplos de GASTOS OPERACIONAIS: 
 
‐ SALÁRIOS do pessoal da produção; 
‐ PLR, FÉRIAS e 13º do pessoal da produção; 
‐ REFEIÇÃO do pessoal da produção; 
‐ ALUGUÉIS E SEGUROS do prédio da fábrica; 
‐ MANUTENÇÃO das máquinas da fábrica; 
‐ ENERGIA ELÉTRICA das instalações industriais, inclusive locais de estocagem; 
‐ TRANSFERÊNCIA DE MATÉRIAS‐PRIMAS para as áreas de produção; 
‐ COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES usados nas máquinas e equipamentos da fábrica; 
‐ EMBALAGEM dos produtos. 
CICLO OPERACIONAL
Venda do
produtoAQUISIÇÃO de
matéria prima
Recebimento pela
venda do produto
tempo
Período de estoque Período de
contas a receber
CICLO DE CAIXA
(60 dias) (45 dias)
(105 dias)
(75 dias)
Período de
contas a pagar
(30 dias)
Pagamento
de matéria-prima NECESSIDADE CAPITAL DE GIRO
FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
- 10 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
ESTOQUE  
MATÉRIAS‐PRIMAS 
Totalidade  das  matérias‐
primas  já  requisitadas  que 
estão  em  processo  de 
transformação  para  o 
produto acabado. 
1.3 CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE CAPITAL DE GIRO
A  NECESSIDADE  DE  CAPITAL  DE  GIRO  (NCG)  ANUAL  (365  DIAS)  PODE  SER  ESTIMADA 
CONSIDERANDO AS ESTIMATIVAS RELEVANTES SEGUINTES, referentes à estimativa de venda 
de um ano: 
CONTAS A 
RECEBER 
Das vendas anuais e do período de contas a receber, como porcentagem de 
um ano, obteremos o valor financiando por ano pela empresa. 
 
ESTOQUE  
MATÉRIAS‐
PRIMAS 
Para  atender  à  produção  é  necessário  manter  um  estoque  mínimo  de 
matéria‐prima,  definido  por  um  determinado  número  de  dias, 
considerando  o  risco  de  não  conseguir  produzir  por  falta  de  estoque. 
Normalizando os dados, o valor monetário do estoque de matéria‐prima será 
determinado em função do coeficiente de custo sobre o preço do produto. 
 
ESTOQUE 
PRODUTOS EM 
PROCESSO 
Como a produção de uma unidade de produção demora um determinado 
número de dias, o produto em processo incorporará matéria‐prima, mão‐
de‐obra  e  despesas  gerais.  Normalizando  os  dados,  o  valor  monetário  do 
produto em processo será determinado em função do coeficiente de custo 
sobre o preço do produto. 
 
ESTOQUE 
PRODUTOS 
ACABADOS 
Para atender as vendas, considerando o risco de perder vendas por falta de 
estoque,  a  empresa  necessita  manter  um  estoque  mínimo  de  produto 
acabado,  definido  por  um  determinado  número  de  dias.  Considerando  as 
vendas  anuais,  o  capital  de  giro  desta  estimativa  será  obtido  a  partir  do 
número de dias de estoque, como porcentagem de um ano. 
CONTAS A 
PAGAR 
Como  o  fornecedor  de  matéria‐prima  vende  a  prazo,  a  empresa  estará 
recebendo  financiamento  sem  nenhum  custo  aparente.  Normalizando  os 
dados, o valor monetário do pagamento de fornecedores será determinado 
em função do coeficiente de custo sob o preço do produto. 
CONCEITO DE:  
ESTOQUE MATÉRIAS‐PRIMAS/PRODUTOS EM PROCESSO/PRODUTOS ACABADOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTOQUE PRODUTOS 
ACABADOS
ESTOQUE  
PRODUTOS EM PROCESSO 
Produtos  já  terminados  oriundos 
da  produção  da  empresa  e 
disponíveis para venda. 
Componentes que estão para 
ser consumidos na produção 
de  bens  que  se  tornarão 
disponíveis para a venda. 
- 11 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
  Demonstrativo de cálculos 
(45/365) * 1.000.000 
(30/365) * (0,16*1.000.000) 
(15/365) * (0,48*1.000.000) 
(30/365) * 1.000.000 
(60/365) * (0,16*1.000.000) 
123.288+13151+19726+82192‐(26.301) 
(212.055/1.000.000)*100 
EXEMPLO DE CÁLCULO DE NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO ‐ NCG 
 
Conhecidos os dados que participam do cálculo do capital de giro do novo produto, registrados 
na  tabela  seguinte,  calcular  o  capital  de  giro  anual,  mostrando  a  participação  de  cada 
estimativa relevante.
 
VENDAS ANUAIS (365 DIAS)                                                      $1.000.000 
PERÍODOS EM DIAS 
PERÍODO DE CONTAS A RECEBER  45 DIAS 
PERÍODO DE ESTOQUE 
Estoque matérias‐primas  30 DIAS 
Estoque produtos em processo   15 DIAS 
Estoque produtos acabados  30 DIAS 
PERÍODO DE CONTAS A PAGAR  60 DIAS 
CUSTOS PROPORCIONAIS SOBRE O PRODUTO ACABADO 
Matérias ‐ primas  16% 
Produtos em processo  48% 
CÁLCULO DA NCG DE CADA ESTIMATIVA 
RESULTADOS 
VENDAS ANUAIS/RECEITAS  $1.000.000
NCG DAS CONTAS A RECEBER  $123.288
NCG ESTOQUE MATÉRIAS‐PRIMAS  $13.151 
NCG ESTOQUE PRODUTOS PROCESSO  $19.726 
NCG ESTOQUE PRODUTOS ACABADOS  $82.192 
NCG DAS CONTAS A PAGAR  ($26.301)
VALOR DO CAPITAL DE GIRO ANUAL  $212.055 
TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL   21,2% 
OU SEJA, 21,2% SOBRE A RECEITA 
 
COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS 
 
• NCG  DAS  CONTAS  A  RECEBER.  Das  vendas  anuais  $1.000.000  e  do  período  de  contas  a 
receber como porcentagem de um ano 45/365 se obtém o valor financiado por ano pela 
empresa de $123.288. 
• NCG  ESTOQUE  MATÉRIAS‐PRIMAS.  Considerando  que  os  custos  da  matéria‐prima 
representam 16% do preço de venda, o capital de giro relevante no estoque de matéria‐
prima será igual a $13.151 obtido como resultado de 0,16 x $1.000.000 x 30/365. 
• NCG  ESTOQUE  PRODUTOS  PROCESSO.  Considerando  que  os  custos  dos  produtos  em 
processo representam 48% do preço de venda, o capital de giro relevante dos produtos em 
processo será igual a $19.726, obtido como resultado de 0,48 x $1.000.000 x 15/365. 
• NCG  ESTOQUE  PRODUTOS  ACABADOS.  Considerando  a  venda  anual  de  $1.000.000,  o 
capital  de  giro  desta  estimativa  é  $82.192,  valor  obtido  a  partir  do  número  de  dias  de 
estoque como porcentagem de um ano 30/365. 
- 12 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
• NCG DAS CONTAS A PAGAR. Considerando que os custos da matéria‐prima representam 
16% do preço de venda, o capital de giro relevante do benefício dado pelos fornecedores 
de matéria‐prima será $26.301, valor obtido como resultado de 0,16 x $1.000.000 x 60/365. 
Como este valor deve ser subtraído, ele é registrado com sinal negativo. 
EM UM CICLO OPERACIONAL, A NCG CALCULADA NO EXEMPLO ACIMA FICARIA ASSIM: 
RESUMINDO, DEVEMOS TER PRESENTE QUE: 
 
• Como as vendas anuais podem variar, o capital de giro também poderá variar. 
 
• O capital de giro é um investimento que não tem depreciação nem tributação, apenas o 
plano de negócios de investimento deverá assumir o custo pelo uso deste capital.
• ESSE CALCULO É APENAS UMA ESTIMATIVA.
($26.301) 
- 13 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
2º EXERCÍCIO – CÁLCULO DE CAPITAL DE GIRO 
Conhecidos os dados que participam do cálculo do capital de giro do novo produto, registrados 
na  tabela  seguinte,  calcular  o  capital  de  giro  anual,  mostrando  a  participação  de  cada 
estimativa relevante. 
 
VENDAS ANUAIS (365 DIAS)                                                    $10.000.000 
PERÍODOS EM DIAS 
PERÍODO DE CONTAS A RECEBER  21 DIAS 
PERÍODO DE ESTOQUE 
Estoque matérias‐primas  08 DIAS 
Estoque produtos em processo   10 DIAS 
Estoque produtos acabados  46 DIAS 
PERÍODO DE CONTAS A PAGAR  14 DIAS 
CUSTOS PROPORCIONAIS SOBRE O PRODUTO ACABADO 
Matérias ‐ primas  25% 
Produtos em processo  75% 
RESULTADOS 
VENDAS ANUAIS (365 DIAS)/RECEITAS  $10.000.000 
NCG DAS CONTAS A RECEBER   
NCG ESTOQUE MATÉRIAS‐PRIMAS   
NCG ESTOQUE PRODUTOS PROCESSO   
NCG ESTOQUE PRODUTOS ACABADOS   
NCG DAS CONTAS A PAGAR   
VALOR DO CAPITAL DE GIRO ANUAL   
TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL   
Resposta: O Capital de giro equivale a 20% das vendas anuais. 
Demonstrativo de cálculos 
- 14 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
1.4 CUSTO DE CAPITAL DE GIRO
Analisando o ciclo operacional acima e supondo‐se uma TAXA DE 4% AO MÊS para operações 
financeiras junto às INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (excluindo‐se o BNDES), para uma necessidade 
de pagamento de fornecedores apenas de $ 10.000, gerar‐se‐á uma necessidade de CAPITAL 
DE GIRO de $750.000, que impactará em um CUSTO FINANCEIRO de R$ 30.000,00.  
$750.000*4%=$30.000 
Exatamente  por  isso,  que  a  gestão  do  ciclo 
operacional  da  organização  é  de  fundamental 
importância à sua sobrevivência! 
Nota: 
As  instituições  financeiras  possuem  linhas  de  créditos  especiais  para  capital  de  giro.  Geralmente 
cobram‐se taxas de juros anuais em torno de 30%, mais encargos financeiros. 
Compra a
Matéria-prima
Paga a matéria-prima
Ao fornecedor
Vende o
produto acabado
Recebe pela venda
Período de contas a pagar
Período de contas a receberPeríodo de estoque
tempo
30 dias
45 dias60 dias
Data Quanto Paga
à Fornecedor
Recebimento
de Vendas
Saldo CG
Necessário
30 $10.000 $0 $10.000
31 $10.000 $0 $20.000
32 $10.000 $0 $30.000
... ... .. ..
... ... .. ..
74 $10.000 $0 $ 740.000
75 $10.000 $0 $750.000
76 $10.000 $10.000 $750.000
77 $10.000 $10.000 $750.000
- 15 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
FLUXO DE CAIXA 
 
A expressão FLUXO DE CAIXA é utilizada para indicar as ENTRADAS e SAÍDAS de 
DINHEIRO DE UM PROJETO DE INVESTIMENTO. 
 
Em outras palavras, o fluxo de caixa de um projeto é, portanto, um QUADRO 
ONDE  SÃO  ALOCADAS,  AO  LONGO  DA  VIDA  ÚTIL  DO  PROJETO,  A  CADA 
INSTANTE DE TEMPO, AS ENTRADAS E SAÍDAS de DINHEIRO. 
  
A  seguir,  estudaremos  os  elementos  que  compõem  o  fluxo  de  caixa  de  uma 
empresa, que são: 
 
INVESTIMENTOS 
FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL (Receita, custo, depreciação e IR) 
VALOR RESIDUAL  
CAPITAL DE GIRO e  
TMA ou TAXA DE DESCONTO 
Unidade 2
COMPONENTES DO
FLUXO DE CAIXA
- 16 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
2.1 INVESTIMENTO
É toda SAÍDA DE DINHEIRO da empresa para APLICAÇÃO EM RECURSO OU ATIVO, para 
a obtenção de determinado retorno futuro.
 
 EXEMPLOS DE INVESTIMENTOS: 
 
Aquisição  de  novas  linhas  de  produção,  projetos  industriais,  criação  de  uma  nova 
empresa, aquisição de maquinários, veículos, construção de galpões, oficinas etc. 
ESTIMATIVAS RELEVANTES EM UM PROJETO DE INVESTIMENTO 
 
São  considerados  como  investimento  a  aquisição  de  equipamentos  ou  outros  ativos, 
incluindo  os  desembolsos  para  pagamento  de  fretes,  seguros,  instalações,  gastos 
operacionais iniciais com materiais e mão‐de‐obra, treinamento do pessoal de operação 
e manutenção etc. Veja abaixo os desembolsos citados: 
DESEMBOLSOS NECESSÁRIOS PARA UM INVESTIMENTO 
(‐) Valor dos ativos comprados (frete e seguros inclusos) 
(‐) Gastos com instalação: materiais e mão de obra na montagem 
(‐) Gastos operacionais iniciais: materiais e mão de obra 
(‐) Gastos com treinamentos. 
 (=) INVESTIMENTO RELEVANTE  
EXEMPLO: 
 
Um  PROJETO  DE  INVESTIMENTO  exige  que  sejam  realizados  investimentos  em  diversos 
equipamentos no VALOR TOTAL de $1.500.000 (frete e seguros inclusos).  
 
Para a instalação desses ativos será necessário desembolsar $250.000 em materiais 
de montagem e $100.000 em mão de obra para montagem. 
  
Os gastos operacionais iniciais com materiais e mão de obra são $55.000. 
 
Os gastos com treinamentos do pessoal de operação e manutenção são $85.000.  
 
QUAL O INVESTIMENTO relevante? 
 
SOLUÇÃO: Com os dados preparamos uma tabela, onde obtemos o valor do investimento. 
(‐) Valor dos ativos comprados (fretes e seguros inclusos)  $1.500.000 
(‐) Gastos com Instalação: materiais, mão de obra na montagem   $350.000 
(‐) Gastos operacionais iniciais: materiais e mão de obra  $55.000 
(‐) Gastos com treinamentos  $85.000 
(=) INVESTIMENTO RELEVANTE  $1.990.000 
- 17 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
3º EXERCÍCIO – CÁLCULO DE INVESTIMENTO RELEVANTE 
 
Um  PROJETO  DE  INVESTIMENTO  exige  que  sejam  realizados  investimentos  em  diversos 
equipamentos no VALOR TOTAL de $2.000.000 (fretes e seguros inclusos).  
 
Para a instalação desses ativos será necessário desembolsar $150.000 em materiais 
e $300.000 em mão‐de‐obra.  
 
Gastos operacionais iniciais com materiais e mão de obra montagem de $60.000 
 
Gastos com treinamento do pessoal de operação e manutenção de $75.000.  
 
QUAL O INVESTIMENTO relevante? 
MATERIAL ADICIONAL: 
EM CASO DE VENDA DO EQUIPAMENTO SUBSTITUÍDO: Se o equipamento substituído for vendido, deverá ser 
preparado  para  a  venda  gerando  gastos  de  desmontagem  e  manutenção.  Na  data  da  venda,  o  equipamento 
substituto  tem  um  valor  contábil,  em  geral,  diferente  do  valor  de  mercado,  seja  para  continuar  como 
equipamento  de  segunda  mão  ou  como  simples  sucata.  O  resultado  da  diferença  entre  o  valor  da  venda  as 
despesas de preparação do equipamento e seu valor contábil gera um ganho de capital sujeito à tributação. Se o 
ganho de capital for positivo, então a venda será tributada, diminuindo o valor recebido da venda; caso contrário, 
se o ganho de capital for negativo, a empresa poderá considerar esse prejuízo como despesa, assunto analisado 
mais adiante quando tratarmos do valor residual. Nos dois casos possíveis, o resultado do impacto tributário do 
ganho de capital é relevante, pois somente acontecerá se o projeto de investimento for aprovado. 
 
Continuação do exemplo anterior: 
 
(‐) Valor dos ativos comprados, incluindo fretes, seguros etc  $1.500.000 
(‐) Instalação de equipamentos, materiais, mão‐de‐obra etc  $350.000 
(‐) Despesas operacionais iniciais  $55.000 
(‐) Despesas de treinamento  $85.000 
(=) Investimento sem venda dos equipamentos substituídos  $1.990.000 
(+) Venda dos equipamentos substituídos (entrada de capital)  $180.000 
(‐) Despesas de preparação dos equipamentos  $30.000 
(‐) Tributação da venda  $8.750 
(=) Investimento relevante na data zero  $1.848.750 
 
Tabela auxiliar para cálculo da tributação na venda de equipamentos 
(+) Venda líquida dos equipamentos substituídos  $150.000 
(–) Valor contábil dos equipamentos substituídos  $125.000 
(=) Ganho de capital  $25.000 
(=) Imposto de renda = $ 25.000 x 35%   $8.750 
(‐) Valor dos ativos comprados (fretes e seguros inclusos) 
(‐) Gastos com Instalação de equipamentos, materiais, mão‐de‐obra  
(‐) Gastos operacionais iniciais: materiais e mão de obra 
(‐) Gastos com treinamentos 
(=) INVESTIMENTO RELEVANTE 
- 18 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
2.2 FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL-FCO (RECEITAS, CUSTOS, DEPRECIAÇÃO
E IMPOSTO DE RENDA-IR).
RECEITA 
 
É  a  ENTRADA  de  DINHEIRO  ou  DIREITOS  A  RECEBER  correspondente  à  VENDA  dos 
produtos.  
 
O DEPARTAMENTO DE MARKETING PREPARA AS ESTIMATIVAS DAS RECEITAS de um projeto 
de investimento. Para isto realiza as seguintes atividades: 
 
PESQUISAS DE MERCADO 
‐ Identifica público alvo do produto;  
‐ Identifica tamanho do mercado; 
‐ Participação da empresa nesse mercado; 
‐ Volume de vendas; 
‐ Preço unitário do produto; 
PESQUISAS DO 
COMPORTAMENTO DA 
RELAÇÃO  
“PREÇO‐VOLUME”  
‐ Estados da economia; 
‐ Efeitos da publicidade;  
‐ Reação dos concorrentes; 
‐ Impostos incidentes (ICMS, PIS, COFINS, IPI etc) 
 
• A pesquisa de mercado é o ponto de partida na maioria dos projetos. As informações geradas pelo estudo 
de mercado são fundamentais para os demais estudos porque, a partir desta, podem ser estimadas a 
capacidade de produção instalada, a necessidade de matérias primas dentre outras variáveis. 
 
CUSTO 
 
São todos os GASTOS relativos à PRODUÇÃO de um BEM. 
NO  FLUXO  DE  CAIXA  DO  PROJETO  DE  INVESTIMENTO  DEVEM  SER  INCLUÍDOS  OS  CUSTOS 
relevantes provocados pela aprovação do projeto, como exemplo: 
‐ MATÉRIAS‐PRIMAS para a produção; 
‐ SALÁRIOS do pessoal da produção; 
‐ REFEIÇÃO do pessoal da produção; 
‐ MANUTENÇÃO das máquinas da fábrica; 
‐ ENERGIA ELÉTRICA das instalações industriais, inclusive locais de estocagem; 
‐ TRANSFERÊNCIA DE MATÉRIAS‐PRIMAS para as áreas de produção; 
‐ COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES usados nas máquinas da fábrica; 
‐ EMBALAGEM DOS PRODUTOS acabados;  
‐ ALUGUÉIS E SEGUROS do prédio da fábrica; 
NA CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA do projeto agruparemos todos os custos relevantes, 
numa única estimativa DENOMINADA SIMPLESMENTE “CUSTOS”. 
- 19 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
DEPRECIAÇÃO  
 
É a DIMINUIÇÃO do VALOR de um BEM (máquina, equipamento etc) em decorrência 
de seu DESGASTE pelo USO ou OBSOLESCÊNCIA. 
Quando uma empresa compra uma máquina, ela sabe que um dia terá de 
substituir por outra máquina nova e mais moderna. Por isso, durante a “vida 
útil” da máquina a empresa vai calculando o seu desgaste, que é incluído no 
custo do produto, e vai formando uma reserva como “depreciação” usada 
para adquirir a máquina nova. 
TAXAS ANUAIS DE DEPRECIAÇÃO 
 
A  Instrução  Normativa  da  Secretaria  da  Receita  Federal  ‐  SRF  162,  de  31/12/98  (art.  1º) 
estabelece as quotas de depreciação dos bens das empresas: 
 
Depreciações autorizadas, tabela reduzida: 
BENS 
Prazo de  
vida útil 
Taxa anual de 
depreciação 
Instalações  10 ANOS  10% 
Edificações  25 ANOS  4% 
Construções pré‐fabricadas  25 ANOS  4% 
Máquinas e equipamentos  10 ANOS  10% 
Móveis e utensílios  10 ANOS  10% 
Veículos (cargas ou passageiros)  5 ANOS  20% 
Sistema de Processamento de Dados  2 ANOS  50% 
EXEMPLO: DEPRECIAÇÃO DE UMA MÁQUINA (10% ao ano) 
 
Como  se  vê,  é  adotado  no  Brasil  o  método  de  DEPRECIAÇÃO  LINEAR,  segundo  o  qual  a 
CARGA DE DEPRECIAÇÃO ANUAL SERÁ A MESMA, até o final do prazo de depreciação, isto é, 
A CARGA TOTAL DE DEPRECIAÇÃO SERÁ RATEADA POR IGUAL, AO LONGO DOS ANOS. 
 
OUTRAS TAXAS ANUAIS DE DEPRECIAÇÃO 
 
A  referida  IN  SRF  162  (art.  310)  PERMITE  ÀS  EMPRESAS  ADOTAREM  QUOTAS 
ADEQUADAS ÀS CONDIÇÕES DE DEPRECIAÇÃO DE SEUS BENS, desde que faça a prova 
dessa  adequação,  podendo  pedir  perícia  do  Instituto  Nacional  de  Tecnologia, 
prevalecendo os prazos de vida útil recomendados por essas instituições. 
1999
$9.000
2000
$8.000
2001
$7.000
2002
$6.000
2003
$5.000
2004
Máquina = taxa 10% ao ano
$4.000
2005
$3.000
2006
$2.000
2007
$1.000
2008
$0.0
2009
Compra
Máquina
$10.000
1999
$9.000
2000
$8.000
2001
$7.000
2002
$6.000
2003
$5.000
2004
Máquina = taxa 10% ao ano
$4.000
2005
$3.000
2006
$2.000
2007
$1.000
2008
$0.0
2009
Compra
Máquina
$10.000
- 20 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
IMPOSTO DE RENDA 
 
As empresas devem pagar ao Governo Federal o Imposto de Renda, tendo como fato 
gerador o LUCRO proveniente das VENDAS. 
FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL – FCO    
 
Ao se deduzir o valor do imposto de renda (IR) do lucro bruto operacional (Receitas – Custos), 
obtém‐se o Fluxo de Caixa Operacional FCO, conforme demonstrado a seguir: 
R representa as Receitas líquidas, livre de impostos. 
C representa os Custos 
 
FCO = R – C – IR 
  IR representa o valor do Imposto de Renda a ser pago 
O valor do IR pode ser obtido através dos seguintes cálculos: 
 
R representa Receitas líquidas, livre de impostos. 
C representa Custos 
 
IR=(R – C – D)*alíquota IR
D representa o valor da Depreciação 
___________________
EXEMPLO DE CÁLCULO DE FCO  
Calcular o FCO sendo a alíquota IR de 35% e as estimativas do fluxo de caixa do projeto são: 
 
Receita =        $3.000 
Custos =         $1.850   IR=(R–C–D)*alíquota IR 
Depreciação = $520 
 
IR = ($3.000 ‐ $1.850 ‐ $520) * 0,35 = $220 
 
FCO = R – C – IR     →      FCO = $3000 ‐ $1.850 ‐ $220 = $930 
___________________
4º EXERCÍCIO ‐ CÁLCULO DE FCO  
 
Calcular o FCO sendo a alíquota IR de 15% e as estimativas do fluxo de caixa do projeto são: 
 
Receita =        $4.000 
Custos =         $1.950   IR=(R–C–D)*alíquota IR 
Depreciação = $620 
 
 
 
 
- 21 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
CONCLUSÃO.  
Concluindo esta parte destacamos as premissas incluídas na construção e avaliação do fluxo de 
caixa de um projeto de investimento: 
 
ANTES DE SER APROVADO O INVESTIMENTO ESTÁ SOMENTE NO PAPEL. O INVESTIMENTO 
É APENAS UM PROJETO UTILITÁRIO E OS VALORES MONETÁRIOS DO SEU FLUXO DE CAIXA 
SÃO ESTIMATIVAS. 
 
AS  DECISÕES  DE  INVESTIMENTO  DE  CAPITAL  SÃO  REALIZADAS  A  PARTIR  DO  FLUXO  DE 
CAIXA GERADO PELO PROJETO E NÃO DO FLUXO DE LUCRO GERADO. A FORMAÇÃO DO 
FCO MOSTRA A GERAÇÃO DE CAIXA REALIZADO PELO INVESTIMENTO PARA ATENDER ÀS 
OBRIGAÇÕES  FINANCEIRAS  DO  CAPITAL  INVESTIDO,  O  FLUXO  DE  CAIXA  PARA  O 
INVESTIMENTO. 
O fluxo de caixa de um projeto de investimento é o fluxo de caixa adicional que a empresa 
espera obter se aprovar o investimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 22 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
2.3 VALOR RESIDUAL
É o VALOR que se espera obter pela VENDA DE UM BEM DEPRECIADO (máquina, 
equipamento etc), quando este for SUBSTITUÍDO ou retirado de serviço.  
 
UM BEM, MESMO DEPRECIADO, TEM ALGUM VALOR DE MERCADO. 
 
CÁLCULO DO VALOR RESIDUAL 
 
EXEMPLO 1. A venda de um equipamento gerará uma receita de $155.000. Calcular o valor 
residual do investimento, considerando o valor contábil dos ativos na data terminal do projeto 
de $100.000, a alíquota do imposto de renda 30% e os gastos com desmontagem de $5.000. 
(+) Venda bruta de equipamento  $155.000 
(‐) Valor contábil  $100.000 
(‐) Gastos com desmontagem   $5.000 
(=) Ganho de capital  $50.000 
(=) Imposto de Renda sobre o ganho de capital (50.000 x 30%)  $15.000 
Valor residual = Vendas brutas – gastos com desmontagem – Imposto de Renda 
    Valor residual =       $155.000     –                $5.000                     –          $15.000 
    Valor residual =      $ 135.000 
INFORMAÇÕES SOBRE OS CÁLCULOS: 
A venda bruta refere‐se ao valor que o BEM foi vendido; 
O valor contábil corresponde ao valor do BEM – depreciação acumulada. 
A  diferença  entre  o  valor  de  venda  menos  os  gastos  com  desmontagem  do 
equipamento e seu valor contábil gera um ganho de capital, sujeito à tributação; 
O valor do imposto de renda foi obtido da tributação em cima do ganho de capital.  
GANHO DE CAPITAL POSITIVO = VENDA TRIBUTADA. 
GANHO DE CAPITAL NEGATIVO = CONSIDERAR O PREJUÍZO COMO DESPESA 
 
EXEMPLO 2 
( + ) Venda bruta de equipamento  $85.000 
( ‐ ) Valor contábil  $100.000 
( ‐ ) Gastos com desmontagem   $5.000 
( = ) Ganho de capital  ‐ $20.000 
( = ) Imposto de Renda sobre o ganho de capital (‐20.000 x 30%)  ‐ $6.000 
 
Valor residual = Vendas brutas – gastos com desmontagem – Imposto de Renda 
    Valor residual =       $85.000      –                $5.000                   –          (–$6.000) 
          Valor residual =      $ 86.000 
 
Neste caso o ganho de capital estimado será negativo e igual a $20.000. O efeito tributário 
originará um crédito de imposto de renda a pagar igual a $6.000 = 0,30 x $20.000. 
- 23 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
2.4 CAPITAL DE GIRO
O CAPITAL DE GIRO é o investimento relevante que DEVE SER INCLUÍDO NO FLUXO DE CAIXA 
DE UM PROJETO DE INVESTIMENTO. 
 
 
• O CAPITAL DE GIRO NECESSÁRIO PARA O 1º ANO DE OPERAÇÃO É UM INVESTIMENTO 
REALIZADO NA DATA ZERO.  
 
• O CAPITAL DE GIRO É RECUPERADO NA DATA TERMINAL DO PROJETO. 
 
• Se num determinado ano a necessidade de capital de giro aumentar, o acréscimo anual 
deverá  ser  incluído  no  fluxo  de  caixa  do  plano  de  negócios  como  investimento  em 
capital de giro. 
 
• Se num determinado ano a necessidade de capital de giro diminuir, o decréscimo anual 
deverá  ser  incluído  no  fluxo  de  caixa  do  plano  de  negócios  como  recuperação  do 
investimento em capital de giro. 
 
• Qualquer que seja a situação, o investimento ou a recuperação do capital de giro em 
cada ano ocorrerá no início do próprio ano ou, pela convenção do fluxo de caixa, no 
final do ano anterior. 
 
• O capital de giro pode ser parcialmente recuperado durante o prazo de análise do plano 
de  negócios.  Na  data  terminal  do  plano  de  negócios  será  recuperado  o  restante  do 
capital de giro ainda não recuperado.
- 24 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
2.5 TMA
TMA significa TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE 
É A TAXA MÍNIMA DE JURO QUE A EMPRESA EXIGE PARA ACEITAR UM PROJETO 
EXEMPLO SIMPLES: 
Uma empresa pretende retirar R$100.000 da caderneta de poupança, com rentabilidade de 7% 
ao ano (R$7.000), para investir no projeto de uma Máquina Industrial que lucra R$6.000 ao 
ano (6% s/ capital investido). Esse investimento é viável? 
 
Tipo de investimento 
  POUPANÇA  MÁQUINA 
Capital investido  R$100.000  R$100.000 
Rentabilidade (anual)  R$7.000   R$6.000 
Taxa de retorno (anual)  7%  6% 
 
- Analisando esse caso, não é atrativo investir na Máquina, pois terá 
uma rentabilidade MENOR do que em uma aplicação financeira (Poupança).  
- Portanto, a taxa mínima de juro para aceitar este projeto seria de7 % ao ano; TMA = 7% a.a 
- Em  finanças,  quando  avaliamos  a  rentabilidade  de  um  projeto  de  investimento, 
confrontamos os resultados estimados com outras oportunidades de investimentos, como 
exemplo, os produtos ofertados no mercado financeiro.  
- É pertinente averiguar se o retorno do capital investido consegue superar a remuneração 
proporcionada por outras opções de investimentos, como no mercado financeiro. 
 
OPORTUNIDADE em OUTROS INVESTIMENTOS versus OPORTUNIDADE do PROJETO 
 
Como padrão de TMA, costuma ser utilizada uma taxa de baixo grau de risco1
 no mercado 
financeiro,  como  CDBs,  CDI,  poupança,  títulos  de  dívida  pública  etc.  Entretanto,  a  TMA  é 
definida pelo risco do projeto. Assim, essa determinação também pode ser fundamentada no 
mercado de capitais, que possui um risco maior. 
 
A TMA escolhida é, então, comparada com o retorno estimado no projeto de investimento. Se 
o  retorno  do  projeto  superar  essa  TMA,  o  negócio  é  considerado  economicamente  viável 
(atraente). Caso contrário, diz‐se que o investimento não atingiu o patamar mínimo esperado 
de rentabilidade, normalmente sendo descartado. 
 
_____________________
1 Risco pode ser percebido como a possibilidade de perda financeira. Qual risco é maior: emprestar dinheiro para aposentado 
(com débito na conta) ou para um desempregado? 
- 25 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
ALGUMAS OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS. 
 
INVESTIMENTOS FINANCEIROS  RENTABILIDADE ANUAL EM 2006
Caderneta de poupança 
Investimento  tradicional  no  Brasil.  Proporciona  a  mesma  taxa  de 
rendimento ao mês. 
7,6% 
Certificado de depósito bancário – CDB  
Investimento  com  prazo  pré‐determinado, Quanto  maior  o  tempo  de 
aplicação, maior o juro oferecido pelo banco. 
13,6% 
Fundo DI 
Taxa média de títulos negociados entre os bancos 
13,2% 
Títulos do Governo Federal 
Títulos emitidos pelo governo para financiar a dívida pública.  
12% a 20%, dependendo do 
tempo de aplicação 
Debêntures 
Títulos emitidos pelas empresas com objetivo de captar recursos mais 
baratos para investimentos ou financiamentos de capital de giro. 
Geralmente 6% + correção da 
inflação.  
Fundos de renda fixa 
Constitui uma carteira de investimentos compostas por CDBs, Títulos 
do governo federal, debêntures etc. 
13,8% 
Fundos de ações 
Investimento  lastreado  a  ações  de  setores  específicos  (energia, 
petróleo, gás, siderurgia, bancos, construção civil etc) 
25,3% 
Fundos multimercados 
Combinação  de  investimentos  em  poupança,  ações,  câmbio,  ouro, 
debêntures, títulos do governo, DI etc 
16,4% 
Fontes: Adaptado de HOJI, 2009, pág 97; infomoney 
Para saber mais: www.tesouro.fazenda.gov.br;  www.comoinvestir.com.br; www.portaldoinvestidor.gov.br; www.bovespa.com.br 
VALOR PRESENTE 
 
Outro aspecto importante a ser observado é que quando estimamos os retornos a longo prazo (mais 
de 1 ano) tais estimativas estão nos valores futuros. Portanto, na estimativa de um projeto trazemos 
esses valores para o presente, descontando‐os.
EXEMPLO: 
Se um investimento de $50.000 proporciona por 5 anos valores uniformes de $15.000 a uma 
TMA de 7% ao ano, teremos os seguintes valores presentes: 
Ano  Valores 
Valores com TMA 
7% a.a. 
0  (50.000)  ‐ 
1  15.000  14.018 
2  15.000  13.101 
3  15.000  12.244 
4  15.000  11.443 
5  15.000  10.693 
MEMÓRIA DE CÁLCULO 
‐ 
15.000 / (1+ 0,07)1
 = 14.018 
15.000 / (1+0,07)2
 = 13.101 
15.000 / (1+0,07)3
 = 12.244 
15.000 / (1+0,07)4
 = 11.443 
15.000 / (1+0,07)5
 = 10.693 
Vp = Vf / (1+i)n 
 
Vp: Valor Presente  
Vf: Valor Futuro  
i: taxa de juros  
n: prazo 
- 26 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
5º EXERCÍCIO – CÁLCULO DE TMA 
 
1 ‐ Se um investimento de $80.000, proporciona por 5 anos valores uniformes de $18.000 a 
uma TMA ou TAXA DE DESCONTO de 9% ao ano, teremos quais valores presentes? 
2 ‐ Se um investimento de $100.000, proporciona por 5 anos os valores abaixo a uma TMA ou 
TAXA DE DESCONTO de 12% ao ano, teremos quais valores presentes? 
Ano  Valores 
Valores com TMA  
9% a.a. 
MEMÓRIA DE CÁLCULO 
0  (80.000)  ‐  ‐ 
1  18.000     
2  18.000     
3  18.000     
4  18.000     
5  18.000     
Ano  Valores 
Valores com TMA 
12% a.a. 
MEMÓRIA DE CÁLCULO 
0  (100.000)  ‐  ‐ 
1  15.600     
2  16.800     
3  13.200     
4  17.000     
5  18.000     
- 27 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
RELEMBRANDO OS COMPONENTES RELEVANTES DE UM FLUXO DE CAIXA: 
 
Investimentos  
Fluxo de Caixa Operacional (Receitas, custos, depreciação e imposto de renda) 
Valor Residual  
Capital de Giro  
TMA ou TAXA DE DESCONTO 
Unidade 3
CONSTRUÇÃO DO FLUXO
DE CAIXA E SUA AVALIAÇÃO
- 28 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
3.1 CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA A PARTIR DE SEUS COMPONENTES.
Os exemplos seguintes mostrarão diversas situações que ajudarão na compreensão e aplicação 
dos conceitos apresentados para construir o fluxo de caixa de um projeto de investimento.  
EXEMPLO 1 
 
A TABELA abaixo registra as RECEITAS e CUSTOS relevantes de um PROJETO DE INVESTIMENTO 
com PRAZO de ANÁLISE de 4 ANOS. 
Variáveis / anos  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO 
(+) Receitas  $1.280.000  $1.350.000  $1.400.000  $1.435.000 
(‐) Custos  $985.000 $1.010.000 $1.050.000  $1.050.000
Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando: 
O investimento na data zero igual a $250.000 
A depreciação será TOTAL e LINEAR durante os 4 anos 
A alíquota do IR ‐ Imposto de Renda ‐ igual a 35% 
Assim, teremos um complemento à tabela anterior, como segue: 
Variáveis / anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO 
(+) Receitas    $1.280.000  $1.350.000  $1.400.000  $1.435.000 
  (‐)Custos    $985.000 $1.010.000 $1.050.000  $1.050.000
(‐)Depreciação    $62.500 $62.500 $62.500  $62.500
  (‐)IR    $81.375 $97.125 $100.625  $112.875
(=) FCO    $213.625  $242.875  $249.375  $272.125 
FC  ($250.000)  $213.625  $242.875  $249.375  $272.125 
COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA ACIMA: 
Os resultados registrados na tabela acima foram obtidos como segue: 
 
Depreciação 
 
Como a depreciação será TOTAL e LINEAR durante o prazo de 4 ANOS, o seu 
VALOR  ANUAL  será  de  $62.500,  obtido  da  DIVISÃO  do  VALOR  do 
INVESTIMENTO na data zero de ($250.000) por 4. 
 
IR 
 
O  IR  do  1°  ANO  igual  a  $81.375  foi  obtido  com  a  fórmula:  IR  =  (R  –  C  –  D)* 
alíquota IR, ou seja, IR = ($1.280.000 ‐ $985.000 ‐ $62.500) x 35% = $81.375  
Os IR’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.
 
FCO 
 
O FCO do 1° ANO igual a $213.625 foi obtido com a fórmula: FCO = R – C – IR, ou 
seja, FCO = $1.280.000 ‐ $985.000 ‐ $81.375 = $213.625.  
Os FCO’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.
 
FC 
O valor de FC é encontrado a partir da SOMA do FCO com os respectivos investimentos em CAPITAL 
DE GIRO e VALORES RESIDUAIS de venda/substituição de equipamentos. Como nesse exemplo não 
temos nem investimento em capital de giro, nem valores residuais, então FCO = FC. 
- 29 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
EXEMPLO 2 
 
A TABELA abaixo registra as RECEITAS e CUSTOS relevantes de um PROJETO DE EXPANSÃO 
com PRAZO de ANÁLISE de 5 ANOS. 
 
Variáveis/anos  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO 
(+) Receitas  $2.550.000  $2.650.000  $2.800.000  $2.850.000  $3.000.000 
    (‐) Custos  $1.460.000  $1.550.000 $1.690.000 $1.765.000  $1.990.000
 
Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando: 
•  O investimento na data zero igual à $ 2.750.000. 
•  A Depreciação será TOTAL e LINEAR durante os 5 anos. 
•  Alíquota do IR ‐ imposto de renda ‐ igual a 35%. 
  
Assim, teremos um complemento à tabela anterior, como segue: 
Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO 
(+) Receitas    $2.550.000 $ 2.650.000  $2.800.000  $ 2.850.000  $3.000.000 
    (‐) Custos    $1.460.000 $ 1.550.000  $ 1.690.000 $ 1.765.000  $ 1.990.000 
(‐)Depreciação    $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000 
   (‐) IR    $ 189.000  $ 192.500  $ 196.000  $ 187.250  $ 161.000 
(=) FCO    $ 901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000 
FC  ($2750.000)  $901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000 
COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA ACIMA 
 
Os resultados registrados na tabela acima foram obtidos como segue: 
 
Depreciação 
 
Como  a  depreciação  será  TOTAL e  LINEAR  durante  o  prazo  de  5 anos,  o  seu 
VALOR  ANUAL  será  de  $550.000,  obtido  da  DIVISÃO  do  VALOR  do 
INVESTIMENTO na data zero de ($2.750.000) por 5. 
 
IR 
 
O IR do 1° ANO igual a $189.000 foi obtido com a fórmula: IR = (R – C – D) x 
alíquota IR, ou seja, IR= ($2.550.000 ‐ $1.460.000 ‐ $550.000) x 35% = $189.000. 
Os IR’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.
 
FCO 
 
O FCO do 1° ANO igual a $901.000 foi obtido com a fórmula: FCO = R – C – IR, ou 
seja, FCO = $2.550.000 ‐ $1.460.000 ‐ $189.000 = $901.000.  
Os FCO’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.
 
FC 
O valor de FC é encontrado a partir da SOMA do FCO com os respectivos investimentos em CAPITAL 
DE GIRO e VALORES RESIDUAIS de venda/substituição de equipamentos. Como nesse exemplo não 
temos nem investimento em capital de giro, nem valores residuais, então FCO = FC. 
 
 
 
- 30 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
6º EXERCÍCIO ‐ CONSTRUÇÃO DE FLUXO DE CAIXA ‐ PARCIAL (sem incluir capital de giro e valor residual) 
 
A TABELA abaixo registra as RECEITAS e CUSTOS relevantes de um PROJETO DE EXPANSÃO 
com PRAZO de ANÁLISE de 4 ANOS. 
 
Variáveis / anos  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO 
(+) Receitas  $2.600.000  $2.550.000  $2.900.000  $2.800.000 
(‐) Custos  $1.300.000 $1.650.000 $1.700.000  $1.765.000
Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando: 
 
•  O investimento na data zero igual à $ 3.000.000. 
•  A Depreciação será total e linear durante os 4 anos. 
•  Alíquota do IR ‐ imposto de renda ‐ igual a 35%. 
  
Variáveis / anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO 
(+) Receitas    $2.600.000  $2.550.000  $2.900.000  $2.800.000 
  (‐)Custos    $1.300.000 $1.650.000 $1.700.000  $1.765.000
(‐)Depreciação     
  (‐)IR     
(=) FCO           
FC  ($3.000.000)         
 
COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA ACIMA 
 
Depreciação 
 
 
IR 
IR = (R – C – D) x alíquota IR
 
FCO 
FCO = R – C – IR
 
 
FC  O  valor  de  FC  é  encontrado  a  partir  da  SOMA  do  FCO  com  os  respectivos  investimentos  em 
CAPITAL DE GIRO e VALORES RESIDUAIS de venda/substituição de equipamentos. Como nesse 
exemplo não temos nem investimento em capital de giro, nem valores residuais, então FCO = FC. 
 
- 31 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
CONTINUAÇÃO DO EXEMPLO 2 (pág. 27) ‐ CONSTRUÇÃO DO FC INCLUINDO CAPITAL DE GIRO 
 
Depois de analisar o projeto de investimento, o Gerente Financeiro calculou a NCG para incluir 
no Fluxo de Caixa e obteve o seguinte resultado: 
 
TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL = 25% SOBRE AS RECEITAS (vide pág. 10)
 
Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO 
(+) Receitas    $2.550.000 $ 2.650.000  $2.800.000  $ 2.850.000  $3.000.000 
    (‐) Custos    $1.460.000 $ 1.550.000  $ 1.690.000 $ 1.765.000  $ 1.990.000 
(‐)Depreciação    $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000 
   (‐) IR    $ 189.000  $ 192.500  $ 196.000  $ 187.250  $ 161.000 
(=) FCO    $ 901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000 
NCG    $637.500  $662.500  $700.000  $712.500  $750.000 
(+) Investimento 
em capital de giro 
($637.500)  ($25.000)  ($37.500)  ($12.500)  ($37.500) 
 
$750.000 
(+) Investimento 
inicial 
($2750.000)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐ 
FC  ($3.387.500)  $876.000  $870.000  $901.500  $860.250  $1.599.000 
 
COMENTÁRIOS AO CÁLCULO DE NCG E INVESTIMENTO EM CAPITAL DE GIRO 
 
NCG 
 
 
1º ANO = $2.550.000 X 25% = $637.500 
2º ANO = $2.650.000 X 25% = $662.500 
3º ANO = $2.800.000 X 25% = $700.000 
4º ANO = $2.850.000 X 25% = $712.500 
5º ANO = $3.000.000 X 25% = $750.000 
 
(+) Investimento 
em capital de giro 
($637.500) → é o investimento na data zero e o capital de giro do 1º ANO devendo 
estar disponível no início do 1º ANO para operacionalizar o projeto 
 
($25.000) → Como houve aumento da receita no 2º ANO, deverá ter um aumento 
de capital de giro de $25.000 (obtido de $662.500 – $637.000). 
 
($37.500) → Como houve aumento da receita no 3º ANO, deverá ter um aumento 
de capital de giro de $37.500 (obtido de $700.000 – $662.500). 
 
($12.500) → Como houve aumento da receita no 4º ANO, deverá ter um aumento 
de capital de giro de $12.500 (obtido de $712.500 ‐ $700.000). 
 
($37.500) → Como houve aumento da receita no 5º ANO, deverá ter um aumento 
de capital de giro de $37.500 (obtido de $750.000 – $712.500). 
 
750.000 → Capital de giro a ser recuperado no final do projeto. 
 
(+) Investimento 
inicial 
 
($2750.000) – O valor do investimento inicial deve continuar na coluna “data zero” 
FC 
 
DATA ZERO = Soma de ($637.500) + (2.750.000) = ($3.387.500) 
1º ANO = $901.000 + (25.000) = $876.000 
2º ANO = $907.500 + (37.500) = $870.000 
3º ANO = $914.000 + (12.500) = $901.500 
4º ANO = $897.750 + (37.500) = $860.250 
5º ANO = $849.000 + 750.000 = $1.599.000 
 
NCG = 25% s/ RECEITA
FC = FCO + investimento 
em capital de giro
Observe que a receita altera todo 
ano, logo a NCG também se altera.
25% 
+/‐
- 32 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
7º EXERCÍCIO ‐ CONTINUAÇÃO DO EXERCÍCIO 6º – INCLUSÃO DE CAPITAL DE GIRO 
 
Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando: 
•  O investimento na data zero igual à $ 3.000.000. 
•  A Depreciação será total e linear durante os 4 anos. 
•  Alíquota do IR ‐ imposto de renda ‐ igual a 35%. 
•  TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL = 20% SOBRE AS RECEITAS 
 
Variáveis / anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO 
(+) Receitas    $2.600.000  $2.550.000  $2.900.000  $2.800.000 
  (‐)Custos    $1.300.000 $1.650.000 $1.700.000  $1.765.000
(‐)Depreciação    $750.000 $750.000 $750.000  $750.000
  (‐)IR    $192.500 $52.500 $157.500  $99.750
(=) FCO    $1.107.500  $847.500  $1.042.500  $935.250 
NCG 
 
 
       
(+)Investimento em 
capital de giro 
         
(+)Investimento 
inicial 
($3.000.000)         
FC 
 
       
 
Depreciação 
Como a depreciação será TOTAL e LINEAR durante o prazo de 4 anos, o valor da depreciação anual será 
$750.000, obtido da divisão do valor do investimento de ($2.750.000) por 4. 
IR 
O IR do 1° ANO igual a $192.000 foi obtido com a fórmula: IR = (R – C – D) x alíquota IR, ou seja, IR= 
($2.600.000 ‐ $1.300.000 ‐ $750.000) x 35% = $192.000.  Os demais IR’s foram obtidos da mesma maneira 
FCO 
O FCO do 1° ANO igual a $1.107.500 foi obtido com a fórmula: FCO = R – C – IR, ou seja, FCO = $2.600.000 ‐ 
$1.300.000 ‐ $192.500 = $1.107.500. Os FCO’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira. 
NCG 
 
 
1º ANO =  
2º ANO =  
3º ANO =  
4º ANO =  
(+) 
Investimento 
em capital  
de giro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FC 
 
1º ANO =  
2º ANO =  
3º ANO =  
4º ANO =  
5º ANO =  
 
 
NCG = 20% s/ RECEITA
FC = FCO + investimento 
em capital de giro
- 33 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
CONTINUAÇÃO DO EXEMPLO 2 (pág. 27) ‐ CONSTRUÇÃO DO FC INCLUINDO VALOR RESIDUAL   
 
O Gerente Financeiro incluiu na data terminal do fluxo de caixa do projeto o VALOR RESIDUAL 
dos ativos fixos igual a $91.000. 
 
Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO 
(+) Receitas    $2.550.000 $ 2.650.000  $2.800.000  $ 2.850.000  $3.000.000 
    (‐) Custos    $1.460.000 $ 1.550.000  $ 1.690.000 $ 1.765.000  $ 1.990.000 
(‐)Depreciação    $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000 
   (‐) IR    $ 189.000  $ 192.500  $ 196.000  $ 187.250  $ 161.000 
(=) FCO    $ 901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000 
NCG    $637.500  $662.500  $700.000  $712.500  $750.000 
(+) Investimento 
em capital de giro 
($637.500)  ($25.000)  ($37.500)  ($12.500)  ($37.500) 
 
$750.000 
(+) Valor Residual            $91.000 
(+) Investimento 
inicial 
($2750.000)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐ 
FC  ($3.387.500)  $876.000  $870.000  $901.500  $860.250  $1.690.000 
CÁLCULO DO VALOR RESIDUAL $91.000 
 
¯ A venda do equipamento gerará uma RECEITA BRUTA de $150.000.  
¯ O valor contábil do equipamento (que é o seu valor menos depreciação acumulada) será $0, 
já que a depreciação prevista na data terminal do projeto é TOTAL e LINEAR. 
 
¯ Os gastos com desmontagem é de $20.000 
¯ A alíquota do imposto de renda 30%. 
(+) Venda bruta de equipamento  $150.000 
(‐) Valor contábil  $0 
(‐) Gastos com desmontagem   $20.000 
(=) Ganho de capital  $130.000 
(=) Imposto de Renda sobre o ganho de capital (130.000 x 30%)  $39.000 
Valor residual = Vendas brutas – gastos com desmontagem – Imposto de Renda 
    Valor residual =       $150.000     –                $20.000                     –          $39.000 
    Valor residual =      $ 91.000 
 
FC com 
valor 
residual 
Com a inclusão do valor residual, o fluxo de caixa do 5º ano foi $849.000 + 
$750.000 + 91.000 = $1.690.000 
 
25% 
+
Data zero
$2.200.000
1º ANO
$1.650.000
2º ANO
$1.100.000
3º ANO
Máquina = taxa 20% ao ano
(considerado pelo projeto)
$550.000
4º ANO
$0
5º ANO
Compra 
Máquina
$2.750.000
Depreciação 
TOTAL
$0
6º ANOData zero
$2.200.000
1º ANO
$1.650.000
2º ANO
$1.100.000
3º ANO
Máquina = taxa 20% ao ano
(considerado pelo projeto)
$550.000
4º ANO
$0
5º ANO
Compra 
Máquina
$2.750.000
Depreciação 
TOTAL
$0
6º ANO
- 34 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
3.2 AVALIAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA ATRAVÉS DE TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
INVESTIMENTOS.
Esse capítulo tem como objetivo apresentar os principais métodos utilizados para a avaliação 
de fluxos de caixa. Serão analisados os métodos de PAYBACK Simples e Descontado, VALOR 
PRESENTE LÍQUIDO (VPL) e TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR). 
3.2.1 PAYBACK Simples e Descontado. 
CONCEITO DE PAYBACK 
 
A primeira avaliação de um projeto de investimento é determinar o tempo necessário para 
recuperar  o  capital  investido,  a  partir  de  um  fluxo  de  caixa  estimado  do  projeto  de 
investimento. 
 
Quanto mais alongado o prazo de recuperação do investimento, menos interessante ele se torna.  
 
Logicamente,  investimentos  de  maior  envergadura,  como  aqueles  ligados  à  infra‐estrutura  (hidrelétricas, 
estradas  de  ferro,  estradas  de  rodagem)  ou  na  indústria  mineral  (minério  de  ferro,  petróleo)  e  siderurgia, 
poderão ter um prazo de recuperação do investimento dilatado, podendo ser superior a 10 anos. 
PAYBACK é um MÉTODO QUE DETERMINA o TEMPO NECESSÁRIO PARA RECUPER O 
CAPITAL INVESTIDO, que indica em quantos ANOS a empresa obtém de volta seu 
investimento. Pode ser Simples ou Descontado. 
PAYBACK Simples 
Método  fácil  e  direto  que  compara  o  tempo  necessário  para  recuperar  o  capital 
investido,  SENDO  CALCULADO  SIMPLESMENTE  ATRAVÉS DO  COMPUTO  DO  VALOR 
INVESTIDO e de ENTRADAS DE CAIXA.
EXEMPLO 1 – PERÍODO INTEIRO (1 ano, 2 anos, 6 anos etc). 
 
Considere o projeto de investimento na data zero de $50.000 que gere FC ‐ fluxo de caixa de 
$30.000 no 10
 ano, $20.000 no 20
 ano, $10.000 no 30
 ano e $5.000 no 40
 ano, conforme abaixo: 
Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO 
FC  ($50.000)  $30.000  $ 20.000  $10.000  $5.000 
Para  facilitar  a  visualização  do  TEMPO  DE  RECUPERAÇÃO  DO  INVESTIMENTO,  poderíamos 
padronizar a montagem da tabela acima da seguinte forma: 
Ano / variável  FC  Saldo do projeto 
Data zero  ($50.000)  ($50.000) 
1° ANO  $30.000  ($20.000) 
2° ANO  $20.000  0 
3° ANO  $10.000  $10.000 
4° ANO  $5.000  $15.000 
PERÍODO DE PAYBACK 
= 2 ANOS
Saldo projeto Data zero – FC 1º ano:
($50.000) ‐ $30.000=($20.000) 
(-)
- 35 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
COMENTÁRIOS DOS CÁLCULOS DA TABELA: 
 
A fim de calcular o tempo necessário para recuperar o capital investido, construímos 
a coluna Saldo do projeto, 3º coluna da tabela; 
 
Conforme indicado na tabela, o projeto de investimento é de $50.000. No 1º ANO o 
projeto terá recuperado $30.000, e o saldo do projeto será ($20.000), resultado da 
diferença entre o investimento inicial ($50.000) e o retorno de $30.000. No 2O
 ANO 
terá recuperado $20.000. Desta forma, totalizando $50.000 de FC acumulado até o 
2o
  ANO,  podemos  dizer  que  a  empresa  consegue  recuperar  o  investimento  em 
exatamente 2 anos.  
 
Então: PERÍODO DE PAYBACK = 2 ANOS. Se exigíssemos um PAYBACK de 3 ANOS, o 
investimento seria aceitável. Um investimento é aceito se seu período de PAYBACK 
for menor que um número predeterminado de anos. 
OUTROS EXEMPLOS – PERÍODO INTEIRO (1 ano, 2 anos, 6 anos etc). 
PROJETO A 
Investimento de $200.000 que gere FC – fluxo 
de caixa de $50.000 
Ano / variável  FC  Saldo projeto 
Data zero  ($200.000)  ($200.000) 
1° ANO  $50.000  ($150.000) 
2° ANO  $50.000  ($100.000) 
3° ANO  $50.000  ($50.000) 
4° ANO  $50.000  $0 
5° ANO  $50.000  $50.000 
PROJETO B 
Investimento de $180.000 que gere FC – fluxo 
de caixa de $60.000 
 
Ano / variável  FC  Saldo projeto 
Data zero  ($180.000)  ($180.000) 
1° ANO  $60.000  ($120.000) 
2° ANO  $60.000  ($60.000) 
3° ANO  $60.000  $0 
4° ANO  $60.000  $60.000 
5° ANO  $60.000  $120.000 
 
Se  dependesse  apenas  de  PAYBACK,  o  investimento  B  seria  preferido,  pois  seu  prazo  para 
retorno do investimento é menor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERÍODO DE PAYBACK = 4 ANOS  PERÍODO DE PAYBACK = 3 ANOS 
(-) (-)
- 36 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
EXEMPLO 2 – PERÍODO FRACIONÁRIO (2,3 anos, 3,6 anos etc). 
 
Em nosso exemplo, ocorreu que o PAYBACK foi exatamente de 4 anos (proj. A) e 3 anos (proj. 
B). Naturalmente, isso não irá acontecer sempre. Quando o número não é exato (2 anos, 3 
anos etc), é costume trabalhar com frações de anos (2,3 anos, 3,6 anos etc).  
 
Veja abaixo um exemplo de PAYBACK Simples com período fracionário: 
 
Considere o projeto de investimento na data zero de $500 que gere FC ‐ fluxo de caixa de $100 
no 10
 ano, $200 no 20
 ano e $500 no 30
 ano, conforme tabela abaixo: 
 
Ano / variável  FC  Saldo do projeto 
Data zero  ($500)  ($500) 
1° ANO  $100  ($400) 
2° ANO  $200  ($200) 
3° ANO  $500  $300 
COMENTÁRIOS DOS CÁLCULOS DA TABELA: 
 
O  investimento  inicial  é  $500.  Após  o  1º  e  2º  ANO  os  fluxos  de  caixa  totalizam 
$300. Após o 3º ANO, os fluxos de caixa totalizam $ 800 e, portanto, o projeto 
paga‐se em algum momento entre o final do ano 2 e do ano 3.  
 
Como o fluxo de caixa acumulado nos ANOS 1º e 2º é igual a $300, precisamos 
recuperar  outros  $  200  no  3º  ANO.  O  fluxo  de  caixa  do  terceiro  ano  é  de  $500, 
portanto devemos que esperar $ 200/500 = 0,40 anos para isso.  
 
O período de PAYBACK, portanto, é de 2,4 anos, ou cerca de 2 anos e 5 meses. 
OUTROS EXEMPLOS – PERÍODO FRACIONÁRIO (2,3 anos, 3,6 anos etc). 
PROJETO C 
 
Ano / variável  FC  Saldo projeto 
Data zero  ($200.000)  ($200.000) 
1° ANO  $30.000  ($170.000) 
2° ANO  $50.000  ($120.000) 
3° ANO  $80.000  ($40.000) 
4° ANO  $60.000  $20.000 
5° ANO  $55.000  $75.000 
PROJETO D 
 
Ano / variável  FC  Saldo projeto 
Data zero  ($2.500)  ($2.500) 
1° ANO  $800  ($1.700) 
2° ANO  $890  ($810) 
3° ANO  $940  $130 
4° ANO  $980  $1.110 
5° ANO  $1.050  $2.160 
PAYBACK = 2,4 ANOS
($200)/$500 = 0,4 anos 
2 anos+0,4 anos = 2,4 anos 
Cálculo do período fracionário 
 
($40.000)/$60.000 = 0,66 
3 ANOS + 0,66 = 3,66  
PAYBACK = 3,66 ANOS 
(/)
(/)
(/)
Cálculo do período fracionário 
 
($810)/$940 = 0,86 
2 ANOS + 0,86 = 2,86 
PAYBACK = 2,86 ANOS 
- 37 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
PAYBACK Descontado 
 
É um método que compara o tempo necessário para recuperar o dinheiro investido, nos 
mesmos  moldes  do  PAYBACK  Simples,  porém,  LEVANDO‐SE  EM  CONSIDERAÇÃO  O 
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO. 
PROCEDIMENTO: Em cada ano do fluxo de caixa do projeto ADICIONAMOS A PERDA 
OCASIONADA PELO TEMPO (TMA) e somamos de forma acumulada até alcançar o 
valor do investimento, onde obtemos o PAYBACK DESCONTADO. 
EXEMPLO. Aplicar o método de PAYBACK DESCONTADO no PROJETO D (exemplo do período 
fracionário da pág.34), com AJUSTE, considerando uma TMA – taxa mínima de atratividade ‐ de 
12% ao ano. 
     PROJETO D 
Ano / variável  FC  FC descontado  Saldo projeto 
  Data zero  ($2.500) ‐  ($2.500) 
1° ANO  $800  $714  ($1.786) 
2° ANO  $890  $710  ($1.076) 
3° ANO  $940  $669  ($407) 
4° ANO  $980  $623  $216 
5° ANO  $1.050  $596  $811 
Cálculo do período fracionário 
($407)/$623 = 0,65    
3 + 0,65 = 3,65    
PAYBACK DESCONTADO = 3,65 ANOS 
COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA: 
 
O  FC  descontado  do  1º  ANO  é  igual  a  $714  obtido  de  800/1,121
  =  $714, 
considerando a taxa mínima de atratividade de 12% ao ano.  
 
Os demais FC’s descontados foram obtidos da mesma maneira que no 1º ANO (vide 
tabela  “Cálculo  do  FC  descontado”,  que  demonstra  como  os  cálculos  dos  juros 
foram desenvolvidos). 
 
O tempo de recuperação do capital investido encontra‐se entre o 3º e 4º ano. No 
3º  ANO  faltam  $407  para  completar  o  investimento.  Dessa  forma,  temos  3  anos 
inteiros e a parte “quebrada” obtemos através de $407/$623 = 0,65.  
 
PAYBACK DESCONTADO é igual a 3 + 0,65 = 3,65 anos. 
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
800/1,121
  = 714  1,12
1
=1,12 
890/1,122
  = 710  1,12
2
=1,254 
940/1,123
  = 669  1,12
3
=1,405 
980/1,124
  = 623  1,12
4
=1,573 
1.050/1,125
=596  1,12
5
=1,761 
- 38 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
8º EXERCÍCIO ‐ EXERCÍCIOS COM PAYBACK (para todos considerar TMA de 15% a.a.) 
1. Qual o período de PAYBACK Simples e Descontado para os FC ‐ fluxos de caixa abaixo? 
 
PAYBACK Simples 
Anos  FC  Saldo do projeto 
Data zero  ($3.000)  ($3.000) 
1º ANO  $1.000   
2º ANO  $800   
3º ANO  $900   
4º ANO  $1.200   
   
PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano 
Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto 
Data zero  ($3.000)  ‐  ($3.000) 
1º ANO  $1.000     
2º ANO  $800     
3º ANO  $900     
4º ANO  $1.200     
 
 
 
 
2.  Um  investimento  gera  FC  ‐  fluxos  de  caixa  de  $850  durante  7  ANOS.  Qual  o  período  de 
PAYBACK Simples e Descontado se o investimento inicial é de $2.500?  
 
PAYBACK Simples 
Anos  FC  Saldo do projeto 
Data zero     
1º ANO     
2º ANO     
3º ANO     
4º ANO     
5º ANO     
6º ANO     
7º ANO     
 
PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano 
Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto 
Data zero    ‐   
1º ANO       
2º ANO       
3º ANO       
4º ANO       
5º ANO       
6º ANO       
7º ANO       
Cálculo do período fracionário 
 
 
 
 
 
PAYBACK Simples = 
Cálculo do período fracionário → 
PAYBACK Descontado =  
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
1.000/1,15 =  1,151
=1,15
 
 
 
Cálculo do período fracionário 
 
 
 
 
 
PAYBACK Simples =
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
               /1,15 =  1,151
=1,15
 
 
 
 
 
 
- 39 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
 
 
 
3 Uma empresa automobilística exige um período MÁXIMO de PAYBACK de 2,5 anos em seus 
projetos  de  investimento.  Se  a  empresa  possuísse  os  dois  projetos  seguintes,  qual  deles 
deveria aceitar? Analisar nas situações de PAYBACK Simples e Descontado. 
 
PROJETO X 
PAYBACK Simples 
Anos  FC  Saldo do projeto 
Data zero  ($25.000)  ($25.000) 
1º ANO  $15.000   
2º ANO  $9.000   
3º ANO  $3.000   
4º ANO  $3.000   
   
PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano 
Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto 
Data zero  ($25.000)  ‐  ($25.000) 
1º ANO  $15.000     
2º ANO  $9.000     
3º ANO  $3.000     
4º ANO  $3.000     
 
 
 
 
PROJETO Y 
PAYBACK Simples 
Anos  FC  Saldo do projeto 
Data zero  ($20.000)  ($20.000) 
1º ANO  $7.000   
2º ANO  $7.000   
3º ANO  $6.000   
4º ANO  $200.000   
   
PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano 
Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto 
Data zero  ($20.000)  ‐  ($20.000) 
1º ANO  $7.000     
2º ANO  $7.000     
3º ANO  $6.000     
4º ANO  $200.000     
 
 
 
Cálculo do período fracionário → 
PAYBACK Descontado =  
Cálculo do período fracionário 
 
 
 
 
 
PAYBACK Simples = 
Cálculo do período fracionário → 
PAYBACK Descontado =  
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
15.000/1,15 =  1,151
=1,15
 
 
 
Cálculo do período fracionário 
 
 
 
 
 
PAYBACK Simples = 
Cálculo do período fracionário → 
PAYBACK Descontado =  
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
7.000/1,15 =  1,151
=1,15
 
 
 
- 40 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
3.2.2 VALOR PRESENTE LÍQUIDO ‐ VPL 
 
QUANDO ANALISAMOS O MÉTODO DO PAYBACK DESCONTADO NO PROCEDIMENTO 
DE VALOR PRESENTE (FC Descontado) DISSEMOS QUE ESTE MÉTODO APROXIMA‐SE 
DO MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO. 
 
NA VERDADE O VPL É SIMPLESMENTE A DEDUÇÃO DO INVESTIMENTO DE TODOS OS 
FC’s DESCONTADOS. 
 
O OBJETIVO É IDENTIFICAR O VALOR PRESENTE DO PROJETO E DECIDIR SE ELE DEVE 
OU NÃO SER ACEITO. 
 
EXEMPLO 1. Calcular o VPL do PROJETO D, abaixo, considerando uma TMA de 12% ao ano. 
PROJETO D 
Ano / variável  FC  FC descontado 
  Data zero  ($2.500)  ‐ 
1° ANO  $800  $714 
2° ANO  $890  $710 
3° ANO  $940  $669 
4° ANO  $980  $623 
5° ANO  $1.050  $596 
Soma dos FC’s descontado:  $3.312 
VPL = ‐ $2500 + $3.312 
     VPL = +$812   
EXEMPLO 2. Calcular VPL do PROJETO K, considerando uma TMA de 15% ao ano  
                     
                                            Projeto K 
Ano / variável  FC  FC descontado 
  Data zero  ($30.000)  ‐ 
1° ANO  $6.000  $5.217 
2° ANO  $6.000  $4.537 
3° ANO  $6.000  $3.945 
4° ANO  $6.000  $3.430 
5° ANO  $6.000  $2.983 
6° ANO  $6.000  $2.594 
7° ANO  $6.000  $2.255 
8° ANO  $8.000  $2.615 
Soma dos FC’s descontado: $27.576 
VPL = ‐$30.000 + $27576  
                          VPL = ‐$2.424    
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
800/1,121
  = 714  1,121
=1,12 
890/1,122
  = 710  1,122
=1,254 
940/1,123
  = 669  1,123
=1,405 
980/1,124
  = 623  1,124
=1,573 
1.050/1,125
=596  1,125
=1,761 
Cálculo do FC descontado 
‐  Juros compostos 
6.000/1,151
 = 5.217  1,151
=1,15 
6.000/1,152
 = 4.537  1,152
=1,323 
6.000/1,153
 = 3.945  1,153
=1,521 
6.000/1,154
 = 3.430  1,154
=1,749 
6.000/1,155  
= 2.983  1,155
=2,011 
6.000/1,156  
= 2.594  1,156
=2,313 
6.000/1,157
 = 2.255  1,157
=2,660 
8.000/1,158  
= 2.615  1,158
=3,059 
(+)
Assim,  o  VPL  do  PROJETO  D  a  uma 
TMA  de  12%  ao  ano  é  de  $812. 
Neste caso a empresa terá LUCRO. 
Assim,  o  VPL  do  projeto  K  a  uma 
TMA de 15% a.a. é de ‐$2.424.
(+)
- 41 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
O PROJETO K NÃO É UM BOM INVESTIMENTO, POIS TRARÁ UM PREJUÍZO PARA O INVESTIDOR 
DE $2.424. 
PORTANTO, DIANTE DA ANÁLISE DOS PROJETOS D e K, CONCLUÍMOS: 
 
VPL POSITIVO:  VPL NEGATIVO 
Traz LUCRO para o investidor. 
Deve ser ACEITO. 
Traz PREJUÍZO para o investidor. 
Deve ser REJEITADO. 
Na eventualidade pouco provável de que o valor presente líquido seja exatamente igual a zero, 
ficaríamos indiferentes entre realizar ou não o investimento.
ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE O MÉTODO VPL: 
 
Como vimos, o valor presente líquido (VPL) é uma técnica sofisticada de análise de 
orçamentos de capital, obtida subtraindo‐se o investimento inicial de um projeto do 
valor das entradas de caixa, descontadas a uma taxa igual ao custo do capital da 
empresa, ou seja, é uma técnica que considera explicitamente o valor do dinheiro 
no tempo. 
 
Utilizando‐se o VPL, tanto as entradas como as saídas de caixa SÃO TRADUZIDAS 
PARA VALORES MONETÁRIOS ATUAIS. Em outras palavras, o valor presente líquido 
é  uma  medida  de  quanto  valor  é  criado  ou  adicionado  hoje  por  realizar  um 
investimento, e esse valor pode ser negativo – o que significa que o projeto não é 
viável, ou positivo – o que significa que o projeto é viável. 
 
Imagine que estejamos pensando em construir uma fábrica de calças jeans. Através 
de  pesquisas,  podemos  estimar  o  custo  de  implantação  desse  negócio  com  uma 
precisão razoável porque sabemos o que será necessário comprar e construir para 
iniciar a produção. Será um bom investimento? Com base em nossa discussão, você 
sabe que a resposta depende de o valor do novo negócio ser maior que o custo de 
implantação. Em outras palavras, esse projeto tem VPL POSITIVO? 
 
QUANDO  O  VPL  É  POSITIVO,  PODEMOS  DIZER  QUE  HOUVE  UM  LUCRO  EXTRA 
GERADO PELO PROJETO. 
 
IMPORTANTE:  NA  MEDIDA  EM  QUE  A  TAXA  TMA  AUMENTA,  O  VALOR  DO  VPL 
DIMINUI. VEREMOS ISTO NOS EXERCÍCIOS. 
TAXA 
TMA 
VALOR 
VPL
RUIM 
TAXA 
TMA
VALOR 
VPL 
BOM
- 42 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
9º EXERCÍCIO ‐ EXERCÍCIOS ENVOLVENDO VALOR PRESENTE LÍQUIDO ‐ VPL 
1 – Avaliando o FC ‐ fluxo de caixa abaixo, calcule o VPL do projeto a uma TMA de 10% a.a. A 
empresa deveria aceitar o projeto? E se a TMA fosse de 14% a.a.? 
Ano  FC  FC descontado 10% 
Data zero  ($30.000)  
1º ANO  $25.000   
2º ANO  $0   
3º ANO  $10.000   
     
Soma dos FC’s descontados   
Ano  FC  FC descontado 14% 
Data zero  ($30.000)  
1º ANO  $25.000   
2º ANO  $0   
3º ANO  $10.000   
     
Soma dos FC’s descontados   
2 – Um projeto que gera fluxos de caixa anuais de $400 ao longo de 7 anos, com investimento 
de $1.500,00. Esse é um projeto que vale a pena quando a TMA é de 6%? E se for de 22% ? 
Ano  FC  FC descontado 6% 
Data zero     
1º ANO     
2º ANO     
3º ANO     
4º ANO     
5º ANO     
6º ANO     
7º ANO     
     
Soma dos FC’s descontados   
Respostas: 
Para 10% VPL =$ 240,42 
Para 14% VPL = $‐1320,46 
Cálculo do FC descontado 10% 
‐  Juros compostos 
   
   
   
VPL =                              +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
Cálculo do FC descontado 14%  
‐  Juros compostos 
   
   
   
VPL =                             +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
Cálculo do FC descontado 6% 
‐  Juros compostos 
 
   
 
 
 
 
 
VPL =                              +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
Resposta     
Para 6% VPL = $ 732,95 
- 43 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
Ano  FC  FC descontado 22% 
Data zero     
1º ANO     
2º ANO     
3º ANO     
4º ANO     
5º ANO     
6º ANO     
7º ANO     
     
Soma dos FC’s descontados   
3 – Analisando o fluxo de caixa a seguir, qual é o VPL a uma TMA de 10% ? E se for de 20% ? E 
se for de 30% ? Deve ou não ser aceito? 
Ano  FC  FC descontado 10% 
Data zero  ($1.300)   
1º ANO  $400   
2º ANO  $300   
3º ANO  $1.200   
     
Soma dos FC’s descontados   
Resposta:     
Para 10% VPL = $ 213,15 
Ano  FC  FC descontado 20% 
Data zero  ($1.300)   
1º ANO  $400   
2º ANO  $300   
3º ANO  $1.200   
     
Soma dos FC’s descontados   
Resposta: 
Para 20% VPL = $ ‐63,89 
Resposta     
Para 22% VPL = $ ‐ 133,80 
Cálculo do FC descontado 22% 
‐  Juros compostos 
 
   
 
 
 
 
 
VPL =                          +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
Cálculo do FC descontado 10% 
‐  Juros compostos 
   
   
   
VPL =                              +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
Cálculo do FC descontado 20%  
‐  Juros compostos 
   
   
   
VPL =                             +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
- 44 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
Ano  FC  FC descontado 30% 
Data zero  ($1.300)   
1º ANO  $400   
2º ANO  $300   
3º ANO  $1.200   
     
Soma dos FC’s descontados   
4 – Analisando os dois projetos a seguir, qual seria o VPL, caso fosse exigido uma TMA de 11%. 
Qual projeto você escolheria? 
PROJETO J 
Ano  FC ‐ J  FC descontado 11% 
Data zero  ($12.500)  
1º ANO  4.000   
2º ANO  5.000   
3º ANO  6.000   
4º ANO  1.000   
     
Soma dos FC’s descontados   
Resposta: para J VPL = $ 207,60 
PROJETO Y
Ano  FC ‐ Y  FC descontado 11% 
Data zero  ($12.500)  
1º ANO  1.000   
2º ANO  6.000   
3º ANO  5.000   
4º ANO  4.000   
     
Soma dos FC’s descontados   
Resposta: para Y  VPL = $ ‐438,48 
PROJETO A SER ESCOLHIDO:    J (     )         Y (     ) 
Para 30% VPL = $ ‐268,59 
Cálculo do FC descontado 30%  
‐  Juros compostos 
   
   
   
VPL =                             +
VPL = 
ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
Cálculo do FC descontado 11% 
‐  Juros compostos 
 
   
 
 
VPL =                              +
VPL = 
Cálculo do FC descontado 11% 
‐  Juros compostos 
 
   
 
 
VPL =                              +
VPL = 
- 45 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
 3.2.3 TAXA INTERNA DE RETORNO ‐ TIR 
 
Analise os valores dos VPL’s do FC ‐ fluxo de caixa com TMA’s de 0%, 10%, 13,07%, 15% e 20%.  
Ano/variável  FC  FC desc. 0%  FC desc. 10%  FC desc. 13,07%  FC desc. 15%  FC desc. 20% 
Data zero  ($100)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐ 
1° ANO  $ 60  $ 60  $ 54  $ 53  $ 52  $ 50 
2° ANO  $ 60  $ 60  $ 49  $ 47  $ 45  $ 41 
             
Soma FC’s desc.  $ 120  $ 103  $ 100  $ 97  $ 91 
VPL  $ 20  $ 3  $ 0  $ ‐3  $ ‐9 
Aceita o projeto?  SIM  SIM  NULO  NÃO  NÃO 
 
 
PERGUNTA: QUAL TAXA EM QUE O PROJETO DE INVESTIMENTO DEVE SER ACEITO? 
RESPOSTA: TAXA DE 13,07% a.a., pois taxas maiores trarão prejuízos. 
 
Neste caso a TIR deste projeto é de 13,07% a.a. sobre o investimento. 
 
A TIR é a TAXA que ZERA O VPL. Sabemos que somos indiferentes entre aceitar ou recusar 
um  investimento  com  VPL  igual  a  zero,  pois  quando  isso  ocorre  SIGNIFICA  QUE 
ENCONTRAMOS O PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO, ONDE NÃO HÁ NEM GANHO E 
NEM PERCA DE CAPITAL. 
 
Veja abaixo a representação gráfica dos valores do VPL e a TIR deste projeto: 
 
TIR do PROJETO = 13,07% a.a. Então, se a TMA for MAIOR que TIR = PROJETO REJEITADO. 
                                                              Então, se a TMA for MENOR que TIR = PROJETO ACEITO. 
 
A  TIR  permite  que  o  investidor  compare  o  projeto  com  outras  oportunidades  de 
investimentos, e saber se vale a pena ou não investir no projeto. 
 
 
TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE ‐ TMA
0
3
20
‐3
‐9
‐$15
‐$10
‐$5
$‐
$5
$10
$15
$20
$25
0% 10% 13,07% 15% 20%
VPL
VPL = 0
TIR = 13,07
0
3
20
‐3
‐9
‐$15
‐$10
‐$5
$‐
$5
$10
$15
$20
$25
0% 10% 13,07% 15% 20%
VPL
VPL = 0
TIR = 13,07
 
ACEITAR REJEITAR
- 46 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
POR EXEMPLO: 
 
COM  BASE  NO  GRÁFICO,  CASO  HOUVESSE  UMA  OUTRA  OPORTUNIDADE  DE 
INVESTIMENTO (EM UM BANCO, POR EXEMPLO) COM UMA TAXA DE RETORNO DE 15% 
a.a., QUAL VOCÊ OPTARIA? ESTE PROJETO OU A APLICAÇÃO NO BANCO? 
 
ANÁLISE DA TIR 
 
Como vimos, a TIR está intimamente relacionada ao VPL, e nada mais é do que uma TMA 
que faz com que o VPL de um investimento seja zero.  
 
PORTANTO a TIR de um investimento pode ser: 
 
Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade: significa que o investimento é economicamente 
atrativo.  
 
Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está economicamente numa situação de 
indiferença.  
 
Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimento não é economicamente atrativo, 
pois seu retorno é superado pelo retorno de um investimento com o mínimo de retorno.  
 
10º EXERCÍCIO DE CÁLCULO DA TIR 
Qual é a TIR do FC ‐ fluxo de caixa abaixo? Se exigirmos uma TMA de 18%, deveremos aceitar 
esse investimento?  
 
Ano/variável  FC  FC desc. 0%  FC desc. 5%  FC desc. 10%  FC desc. 15%  FC desc. 20% 
Data zero  ($435)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐ 
1° ANO  $ 100  $ 100         
2° ANO  $ 200  $ 200         
3° ANO  $ 300  $ 300         
             
Soma FC’s desc.  $ 600         
VPL  $ 165         
Aceita o projeto?           
 
 
- 47 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
3.3 EFEITOS DA INFLAÇÃO SOBRE O FLUXO DE CAIXA.
Na preparação das estimativas relevantes do fluxo de caixa de um projeto de investimento, até 
este momento, não foi mencionada a INFLAÇÃO durante o prazo de análise do investimento.  
 
AS ESTIMATIVAS DO FLUXO CAIXA DEVEM SER REALIZADAS CONSIDERANDO OS EFEITOS DA 
INFLAÇÃO  DURANTE  O  PRAZO  DE  ANÁLISE  DO  PROJETO?  E  A  TAXA  MÍNIMA  DE 
ATRATIVIDADE? 
 
Comecemos por lembrar que INFLAÇÃO É O AUMENTO GERAL E CONTÍNUO DE PREÇOS DE 
PRODUTOS  E  SERVIÇOS.  Na  tentativa  de  medir  a  inflação,  são  definidos  índices  que 
acompanham periodicamente a evolução dos preços das mercadorias e dos serviços.  
 
Com os índices de preços de dois períodos seguidos é calculada a taxa de variação do índice, 
conhecida TAXA DE INFLAÇÃO.  
 
Por exemplo, consideremos a estimativa do preço unitário de venda do produto que gerará a 
receita do projeto de lançamento do novo produto: 
 
Se o preço de venda do produto incluir os efeitos inflacionários durante o prazo 
de análise do projeto, então a estimativa das receitas será realizada em moeda 
corrente.  
 
Se  o  preço  de  venda  do  produto  não  incluir  os  efeitos  inflacionários, 
permanecendo  constante  durante  o  prazo  de  análise  do  projeto,  então  a 
estimativa das receitas será realizada em moeda constante. 
 
EXEMPLOS DE CÁLCULO DE INVESTIMENTO COM INFLAÇÃO 
EXEMPLO 1 
As  estimativas  relevantes  do  fluxo  de  caixa  do  novo  projeto  de  investimento,  realizadas  em 
moeda  corrente  estão  registradas  na  tabela  seguinte.  Obter  o  fluxo  de  caixa  em  moeda 
constante considerando a TAXA DE INFLAÇÃO de 5% ao ano, constante durante os 5 anos do 
projeto. 
Anos  Moeda corrente  Moeda constante 
Data zero  ($ 200.000)  ($ 200.000) 
1  $45.000  $42.857 
2  $ 55.000  $49.887 
3  $68.000  $58.741 
4  $80.000  $65.816 
5  $94.000  $73.651 
Solução. Na terceira coluna da tabela foi registrado o fluxo de caixa em moeda constante a 
partir  do  fluxo  de  caixa  em  moeda  corrente  registrado  na  segunda  coluna  da  tabela, 
considerando a taxa de inflação constante 5% ao ano.  
- 48 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
EXEMPLO 2 – CONTINUAÇÃO DO EXEMPLO 1 
Continuando com o exemplo acima. com o fluxo de caixa em moeda constante, verificar se este 
projeto deve ser aceito considerando a taxa requerida em termos reais 8% ao ano 
Anos  Moeda constante Valores presentes 
Data zero  ($ 200.000)  ($ 200.000) 
1  $42.857  $39.683 
2  $49.887  $42.770 
3  $58.741  $46.630 
4  $65.816  $48.377 
5  $73.651  $50.126 
  VPL  $ 27.586 
Solução. A terceira coluna da tabela seguinte registra os valores presentes dos capitais do fluxo 
de caixa em moeda constante do Exemplo acima. A fórmula de cálculo usada no capital em 
moeda constante do 2º ano $42.770 = $49.887/(1 + 0,08)2
 foi aplicada nos restantes capitais. 
Como o VPL = $27.586 é maior que zero, o projeto deve ser aceito. 
- 49 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRITO, P. Análise e Viabilidade de Projetos de Investimentos. São Paulo. Editora Atlas, 2003.
BUARQUE, C. Avaliação Econômica de Projetos. Rio de Janeiro. Editora Campus, 1984.
DAMODARAN, A. Avaliação de Investimentos: Ferramentas e Técnicas para a Determinação do
Valor de Qualquer Ativo. 5ª Reimpressão. Rio de Janeiro. Editora Qualitymark, 2003
FINNERTY, J. D. Project Finance: Engenharia Financeira Baseada em Ativos. Rio de Janeiro.
Editora Qualitymark, 1999.
GITMAN, Laurence J. Princípios da administração financeira. 10ª edição. São Paulo. Editora
Harbra, 2004.
GUIMARÃES, José Mário Patto. Textos acadêmicos: Teoria e prática da administração
financeira. Lavras. Ed. UFLA, 2004.
HOJI, Masakazu. Administração financeira na prática. 2 ed.. São Paulo. Editora Atlas, 2009.
IUDÍCIBUS, Sergio de; MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores.
São Paulo. 4° Edição. Ed. Atlas, 2007.
JUER, M. Matemática Financeira, praticando e aplicando. São Paulo. Editora Qualimark, 2003.
LAPPONI, J. C. Projetos de investimento na empresa. São Paulo. Editora Elsevier, 2007.
ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JORDAN, Bradford D. Princípios de
administração financeira. São Paulo. 2° edição. Ed. Atlas, 2002
SOBRINHO, J. D. V. Matemática Financeira. 7ª edição. São Paulo. Editora Atlas, 2000.
VARGAS, R. Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo Diferenciais Competitivos. 5ª Edição.
Rio de Janeiro. Editora Brasport, 2003.
VARGAS, R. Valor Agregado em Projetos: Revolucionando o Gerenciamento de Custos e Prazos.
2ª Edição. Rio de Janeiro. Editora Brasport, 2003.
WOILER, S. e MATHIAS, W. F. Projetos: Planejamento, Elaboração e Análise. São Paulo.
Editora Atlas, 1996.
 
 
 
- 50 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
ANEXO – A – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 
Dois  projetos  são  analisados:  ambos  possuem  5  anos  de  vida  útil  e  ambos  terão  $  23.000,00  de 
investimento inicial. Considerando que o primeiro tem entradas líquidas anuais de $ 6.000, $ 7.000, $ 
4.500, $ 7.600 e $ 4.000 e o segundo $ 6.500 todo ano, qual dos dois deve ser aceito pelo método do 
payback simples? Qual dos dois deve ser aceito pelo método de payback descontado, considerando uma 
TMA de 15% ao ano? Qual dos dois projetos deve ser aceito pelo método da TIR? Qual dos dois projetos 
deve ser aceito pelo método do VPL, considerando uma TMA de 10%? 
 
Respostas: 
PAYBACK SIMPLES = 3,72 anos e 3,53 anos 
PAYBACK DESCONTADO = não há payback para ambos os projetos 
TIR = 8,74% e 12,75% 
VPL = (R$ 704,83) e R$ 1.640,11 
 
 
 
- 51 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
ANEXO ‐ B 
MÉDIA ARITMÉTICA PONDERADA PARA PERÍODOS MÉDIOS NO CICLO OPERACIONAL 
 
MÉDIA ARITMÉTICA PONDERADA ‐ É a média que multiplica fatores para fornecer diferentes pesos para diferentes dados 
 
CÁLCULOS DO CICLO OPERACIONAL ENVOLVENDO PERÍODOS MÉDIOS 
 
PERÍODO MÉDIO DE ESTOQUE 
  PERÍODO  VALOR 
ESTOQUE A  30 dias  $12.000 
ESTOQUE B  45 dias  $30.000 
ESTOQUE C  90 dias  $60.000 
 
Para saber o período médio de estoque 
 
(30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000) 
                (12.000 + 30.000 + 60.000) 
 
360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = 69 dias é o PME 
                     102.000 
Para saber o valor médio de estoque 
 
(30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000) 
                             (30 + 45 + 90) 
 
360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = $43.090 é o VM 
                           165 
 
Assim, temos: 
 
  PERÍODO  VALOR 
ESTOQUE A  30 dias  $12.000 
ESTOQUE B  45 dias  $30.000 
PME  69 dias  $43.090 
ESTOQUE C  90 dias  $60.000 
 
 
 
 
 
PERÍODO MÉDIO DE CONTAS A RECEBER 
  PERÍODO  VALOR 
CONTAS A RECEBER CLIENTE A  30 dias  $12.000 
CONTAS A RECEBER CLIENTE B  45 dias  $30.000 
CONTAS A RECEBER CLIENTE B  90 dias  $60.000 
 
Para saber o período médio de contas a receber 
 
(30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000) 
                  (12.000 + 30.000 + 60.000) 
 
360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = 69 dias é o PMCR 
                       102.000 
Para saber o valor médio de contas a receber 
 
(30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000) 
                           (30 + 45 + 90) 
 
360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = $43.090 é o VMCR 
                        165 
 
 
Assim, temos:                          
 
  PERÍODO  VALOR 
CONTAS A RECEBER CLIENTE A  30 dias  $12.000 
CONTAS A RECEBER CLIENTE B  45 dias  $30.000 
PMCR  69 dias  $43.090 
CONTAS A RECEBER CLIENTE B  90 dias  $60.000 
- 52 -
Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas
ANEXO C – DETALHAMENTO DO CÁLCULO DO CAPITAL DE GIRO 
EMPRESA REVENDEDORA DE MERCADORIAS ‐ NÃO PRODUZ / NÃO TRANSFORMA MATÉRIA PRIMA / SOMENTE REVENDE 
    VENDAS ANUAIS ‐ $1.000.000 
CÁLCULO DO VALOR DO PERÍODO DE ESTOQUE EM RELAÇÃO ÀS VENDAS 
REGRA DE TRÊS SIMPLES 
365 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐ 100% 
60 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐   X% 
 
X = 100 X 60  = 16,5% 
                                     365 
 
$1.000.000 X 16,5% = $165.000 
OU MODO SIMPLES 
 
60  X $1.000.000 = $165.000 
              365 
 
 
CÁLCULO DO VALOR DO PERÍODO DE CONTAS A RECEBER EM RELAÇÃO ÀS VENDAS ANUAIS 
REGRA DE TRÊS SIMPLES 
365 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐ 100% 
                           45 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐   X% 
 
X = 100 X 45  = 12,3% 
                                     365 
 
  $1.000.000 X 12,3% = $123.000 
OU MODO SIMPLES 
 
   45  X $1.000.000 = $123.000 
               365 
 
 
CÁLCULO DO VALOR DO PERÍODO DE CONTAS A PAGAR EM RELAÇÃO ÀS VENDAS ANUAIS 
REGRA DE TRÊS SIMPLES 
365 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐ 100% 
                           30 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐   X% 
 
X = 100 X 30  = 8,2% 
                                     365 
 
$1.000.000 X 8,2% = $82.000 
OU MODO SIMPLES 
 
   30  X $1.000.000 = $82.000 
                365 
 
 
CAPITAL DE GIRO = CONTAS A RECEBER + ESTOQUES – CONTAS  A PAGAR 
CAPITAL GIRO =            $ 165.000           +     $123.000   ‐       ($82.000) 
CAPITAL GIRO = $206.000 OU 20% DAS VENDAS 
 
206.000/1.000.000 * 100
60/365 * 1.000.000 
$165.000  45/365 * 1.000.000 
$123.000 
30/365 * 1.000.000 
($82.000) 
CAPITAL GIRO = ESTOQUE + CONTAS A RECEBER – CONTAS A PAGAR 
CAPITAL GIRO =   $165.000    +      $123.000           ‐       ($82.000) 
CAPITAL GIRO = $206.000 OU 20% DAS VENDAS
165.000 + 123000 – 82.000 
CG = $206.000 
Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula

Implementação de um Refeitório na Universidade de Belas
Implementação de um Refeitório na Universidade de BelasImplementação de um Refeitório na Universidade de Belas
Implementação de um Refeitório na Universidade de BelasNeldimiro Fialho Vieira Dias
 
1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...
1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...
1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...PedroLuis216164
 
TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...
TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...
TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...Douglas R R Santos
 
Retomada crise Covid-19
Retomada crise Covid-19Retomada crise Covid-19
Retomada crise Covid-19Luis Lobão
 
VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066
VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066
VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066Acade Consultoria
 
Atps de planejamento e controle da produção adm 6ª fase
Atps de planejamento e controle da produção adm 6ª faseAtps de planejamento e controle da produção adm 6ª fase
Atps de planejamento e controle da produção adm 6ª faseRenato Ogassawara
 
Finanças empresariais
Finanças empresariais Finanças empresariais
Finanças empresariais MdAlAmin320
 
Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”
  Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”  Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”
Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”Maria Betania Alves
 
Apostila planejamento de negocios
Apostila  planejamento de negociosApostila  planejamento de negocios
Apostila planejamento de negociosSilvina Ramal
 
Gestao pequenas empresas comerciais
Gestao pequenas empresas comerciaisGestao pequenas empresas comerciais
Gestao pequenas empresas comerciaisRUBENS LUIS PEREIRA
 
Curso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJ
Curso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJCurso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJ
Curso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJEstratégia Concursos
 
UFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docx
UFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docxUFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docx
UFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docxIsabel Jesus
 
Portifolio finanças empresariais
Portifolio finanças empresariaisPortifolio finanças empresariais
Portifolio finanças empresariaisLeandro Souza
 
Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales
 Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales
Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel GonsalesMILLENNIUM NETWORK®
 
Planejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commerce
Planejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commercePlanejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commerce
Planejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commerceE-commerce Brasil
 
Gestão de fluxo de caixa
Gestão de fluxo de caixaGestão de fluxo de caixa
Gestão de fluxo de caixaRoberto Toledo
 

Semelhante a Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula (20)

Implementação de um Refeitório na Universidade de Belas
Implementação de um Refeitório na Universidade de BelasImplementação de um Refeitório na Universidade de Belas
Implementação de um Refeitório na Universidade de Belas
 
1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...
1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...
1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finança...
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
 
TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...
TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...
TCC - ANÁLISE DE UMA CARTEIRA DE AÇÕES DA PETROBRÁS UTILIZANDO A VENDA COBERT...
 
Contabilidade
ContabilidadeContabilidade
Contabilidade
 
Retomada crise Covid-19
Retomada crise Covid-19Retomada crise Covid-19
Retomada crise Covid-19
 
VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066
VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066
VALOR: R$ 45,00 - CHOTHES STORE – GESTÃO FINANCEIRA - WHATSAPP: 92984578066
 
Ajuda t. istagio
Ajuda t. istagioAjuda t. istagio
Ajuda t. istagio
 
Atps de planejamento e controle da produção adm 6ª fase
Atps de planejamento e controle da produção adm 6ª faseAtps de planejamento e controle da produção adm 6ª fase
Atps de planejamento e controle da produção adm 6ª fase
 
Finanças empresariais
Finanças empresariais Finanças empresariais
Finanças empresariais
 
Conceitoseaplicacoes
ConceitoseaplicacoesConceitoseaplicacoes
Conceitoseaplicacoes
 
Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”
  Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”  Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”
Diagnóstico Empresarial Como Diagnosticar a Performance de seu “Negócio”
 
Apostila planejamento de negocios
Apostila  planejamento de negociosApostila  planejamento de negocios
Apostila planejamento de negocios
 
Gestao pequenas empresas comerciais
Gestao pequenas empresas comerciaisGestao pequenas empresas comerciais
Gestao pequenas empresas comerciais
 
Curso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJ
Curso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJCurso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJ
Curso de Contabilidade Geral e de Custos p/ CGM-RJ
 
UFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docx
UFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docxUFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docx
UFCD Plano de Negócio - Base_Manual de apoio.docx
 
Portifolio finanças empresariais
Portifolio finanças empresariaisPortifolio finanças empresariais
Portifolio finanças empresariais
 
Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales
 Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales
Palestra Planejamento de Compras Como Vantagem Competitiva por Samuel Gonsales
 
Planejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commerce
Planejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commercePlanejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commerce
Planejamento de compras como vantagem competitiva para seu e-commerce
 
Gestão de fluxo de caixa
Gestão de fluxo de caixaGestão de fluxo de caixa
Gestão de fluxo de caixa
 

Mais de Prof MSc Uanderson Rebula

Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!
Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!
Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!Prof MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson Rebula
Livro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson RebulaLivro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson Rebula
Livro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson RebulaProf MSc Uanderson Rebula
 
Guia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEP
Guia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEPGuia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEP
Guia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEPProf MSc Uanderson Rebula
 
Provas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson Rebula
Provas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson RebulaProvas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson Rebula
Provas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson RebulaProf MSc Uanderson Rebula
 
Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...
Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...
Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...Prof MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson RébulaLivro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson RébulaProf MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...
Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...
Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...Prof MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson RébulaLivro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson RébulaProf MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson RébulaLivro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson RébulaProf MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson Rébula
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson RébulaLivro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson Rébula
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson RébulaProf MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...Prof MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...
Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...
Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...Prof MSc Uanderson Rebula
 
Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...
Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...
Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...Prof MSc Uanderson Rebula
 

Mais de Prof MSc Uanderson Rebula (14)

Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!
Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!
Livro pdf - Gráfico de Pareto (para leigos): aprenda fácil e rápido!
 
Pareto no excel
Pareto no excelPareto no excel
Pareto no excel
 
Livro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson Rebula
Livro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson RebulaLivro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson Rebula
Livro pdf - Analise ergonômica de trabalho - Prof MSc Uanderson Rebula
 
Guia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEP
Guia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEPGuia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEP
Guia rápido para Controle Estatístico do Processo - CEP
 
Provas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson Rebula
Provas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson RebulaProvas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson Rebula
Provas de Estatística (com resoluções) - Prof MSc Uanderson Rebula
 
Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...
Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...
Questões de estatística - Enem e Enade (com resoluções) - Prof MSc Uanderson ...
 
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson RébulaLivro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
 
Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...
Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...
Livro pdf - Estatística e Probabilidade: exercícios resolvidos - Prof. MSc. U...
 
Livro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson RébulaLivro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística Aplicada (inferência) - Prof. MSc. Uanderson Rébula
 
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson RébulaLivro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
Livro pdf - Estatística e Probabilidade - Prof. MSc. Uanderson Rébula
 
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson Rébula
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson RébulaLivro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson Rébula
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade - Prof. MSc Uanderson Rébula
 
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...
Livro pdf - Análise Estatística e Probabilidade: exercícios - Prof. MSc Uande...
 
Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...
Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...
Livro pdf - Gestão de segurança e análise de processos industriais - Prof. Ua...
 
Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...
Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...
Livro pdf - Fundamentos da Contabilidade (exercícios) - Prof MSc Uanderson Ré...
 

Livro pdf - Gestão Financeira de Empresas - Prof. MSc. Uanderson Rébula

  • 1. GE$TÃO FINANCEIRA DE EMPRE$A$F Prof. Uanderson Rebula de Oliveira
  • 2. - 2 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas EMENTA  Administração  financeira  de  curto  prazo,  componentes  do  fluxo  de  caixa,  construção  do  fluxo  de  caixa  e  sua  avaliação,  decisões  de  investimentos  em  condições  de  riscos  e  incertezas, engenharia econômica. OBJETIVO  Compreender  as  políticas  e  o  planejamento  financeiro  nas  organizações,  tanto  de  curto  quanto de longo prazo, mensurando o retorno de  investimentos em condições de certeza, incerteza  e risco em projetos. Compreender os conceitos e  técnicas de análise de investimentos.  Produção Industrial e Automotiva UANDERSON REBULA DE OLIVEIRA Pós-graduado em Controladoria e Finanças-Universidade Federal de Lavras Pós-graduado em Logística Empresarial-Universidade Estácio de Sá Graduado em Ciências Contábeis-Universidade Barra Mansa GE$TÃO FINANCEIRA DE EMPRE$A$ PARTE ‐ 1 Campus Resende 2 ed. 2010
  • 3. “Atualmente, todos – estudantes e professores – procuram o Udemy porque é a plataforma onde todos estão”. Fonte: Jornal do Brasil www.udemy.com Junte-se a milhões de estudantes na maior plataforma on-line de cursos curtos e práticos do mundo. Com mais de 45.000 cursos virtuais disponíveis, o Udemy é uma plataforma global de ensino on-line onde 15 milhões de alunos estão dominando novas habilidades. O foco do Udemy são os conhecimentos práticos e úteis para o mercado de trabalho. Há cursos gratuitos e pagos. São cursos curtos e com valores bem acessíveis. Faça o curso online na Udemy Estatística I (para leigos): aprenda fácil e rápido! Com o Prof. MSc. Uanderson Rébula Saiba mais Clique aqui "O livro digital Estatística I para leigos possui uma linguagem fácil e ao mesmo tempo dinâmica. O conteúdo do livro está ordenado de forma a facilitar a aprendizagem dos alunos, mesmo aquelas pessoas que não tenham noção nenhuma de estatística aprenderão com esse livro. Você pode estudar sozinho para concursos pois o livro é auto explicativo ou até mesmo em grupos, no meu caso faço isso com meus alunos. Eu super recomendo esse livro!!! NOTA 1000" Maria Eunice Souza Madriz Professora de estatística da rede estadual de ensino da Bahia Avaliação do livro pelo cliente na amazon.com.br
  • 4. Prof. MSc. Uanderson Rébula de Oliveira Sumário Uma mensagem do Prof. MSc Uanderson Rébula. CLIQUE NO VÍDEO CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE NO CURSO JÁ
  • 5. - 3 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas Sumário UNIDADE 1 ‐ ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO  1.1. Ciclo operacional e Ciclo de caixa, 5  1.2. Noções de capital de giro, 9  1.3. Calculo e dimensionamento de capital de giro, 10  1.4. Custo de capital de giro, 14  UNIDADE 2 ‐ COMPONENTES DO FLUXO DE CAIXA  2.1. Investimento, 16  2.2. Fluxo de caixa operacional (receitas, custos, depreciação e imposto de renda), 18  2.3. Valor residual, 22  2.4. Capital de giro, 23  2.5. TMA, 24  UNIDADE 3 ‐ CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA E SUA AVALIAÇÃO  3.1. Construção do fluxo de caixa a partir de seus componentes, 28  3.2. Avaliação do fluxo de caixa através de técnicas de análise de investimentos, 34  3.2.1. PAYBACK Simples e Descontado, 34  3.2.2. VPL, 40  3.2.3. TIR, 45  3.3. Efeito da inflação sobre o fluxo de caixa, 47  3.4. A carga tributária e a competitividade empresarial  3.5. Análise de Fluxo de caixa após o I. Renda  3.6. Análise com restrição de Capital (Investimentos com capital de terceiros)  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, 49  ANEXO A – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES, 50  ANEXO B – MÉDIA ARITMÉTICA PONDERADA PARA PERÍODOS MÉDIOS NO CICLO OPERACIONAL, 51  ANEXO C – CÁLCULOS DE CAPITAL DE GIRO – DETALHAMENTO, 52  ANEXO D – LIVRO RECOMENDADO, 55 
  • 6. - 4 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas FINANÇAS  É a arte e a ciência da gestão do dinheiro (GITMAN, 2004. p.4)  CURTO PRAZO  Período  de  até  1  ano  ou  o  ciclo  operacional  da  empresa,  valendo  o  maior  (IUDÍCIBUS E MARION, 2007 p.32). As funções de curto prazo são normalmente  decorrentes  das  Atividades  de  Operação  da  Empresa,  também  chamadas  atividades operacionais (GUIMARÃES, 2004, p. 7).   Unidade 1 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO
  • 7. - 5 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 1.1 CICLO OPERACIONAL E CICLO DE CAIXA CONCEITO DE CICLO OPERACIONAL    Período  de  TEMPO  que  vai  desde  o  momento  em  que  a  empresa  ADQUIRE  A  MATÉRIA  PRIMA,  até  o  momento  em  que  RECEBE  O  DINHEIRO  pela  venda  do  produto.    Veja UM EXEMPLO na figura abaixo:  O ciclo operacional tem 2 componentes distintos:     PERÍODO DE ESTOQUE, que é o TEMPO que se leva para ADQUIRIR A MATÉRIA‐ PRIMA e VENDER O PRODUTO (60 dias em nosso exemplo).    PERÍODO  DE  CONTAS  A  RECEBER,  que  é  o  tempo  necessário  para  RECEBER  o  DINHEIRO DA VENDA do produto (45 dias em nosso exemplo).     Com base em nossas definições, o CICLO OPERACIONAL obviamente é a SOMA DOS PERÍODOS  DE ESTOQUE E CONTAS A RECEBER. Em nosso exemplo ficaria assim:    Ciclo operacional   = Período de estoque  +  Período de contas a receber  105 dias              =          60 dias               +                45 dias      IMPORTÂNCIA DO CICLO OPERACIONAL    Por meio do ciclo operacional é possível estabelecer o quanto a empresa necessita de capital  de giro (veremos este conceito mais adiante) para garantir o operacionalização da empresa.  CICLO OPERACIONAL Venda do produtoAQUISIÇÃO de Matéria-prima RECEBIMENTO pela venda do produto tempo Período de estoque Período de contas a receber (60 dias) (45 dias) (105 dias) FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
  • 8. - 6 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas EXEMPLOS DE CICLOS OPERACIONAIS (Iudícibus e Marion, 2007, p. 32):    SUPERMERCADO  relativamente rápido (em média 30 DIAS), pois as vendas são A  VISTA e o período de ESTOQUE É RÁPIDO.   METALÚRGICA  mais lento que supermercado (em média 90 DIAS), pois, além de  produzir, tradicionalmente vende a prazo.  INDÚSTRIA NAVAL  tem um ciclo operacional mais demorado (mais de 1 ANO).  PECUÁRIA  o ciclo, que vai desde o nascimento do bezerro até a venda do boi  e o respectivo recebimento, pode ultrapassar 4 ANOS.  CONCEITO DE CICLO DE CAIXA    Período de TEMPO que vai desde o momento em que a empresa PAGA A MATÉRIA  PRIMA  adquirida,  até  o  momento  em  que  RECEBE  O  DINHEIRO  pela  venda  do  produto.  Veja o exemplo abaixo:  CICLO OPERACIONAL Venda dos produtos RECEBIMENTO pela venda dos produtos tempo (30 dias) Período de estoque Período de contas a receber (30 dias) AQUISIÇÃO dos produtos CICLO OPERACIONAL Venda do produtoAQUISIÇÃO de matéria prima RECEBIMENTO pela venda do produto tempo Período de estoque Período de contas a receber CICLO DE CAIXA (60 dias) (45 dias) (105 dias) (75 dias) Período de contas a pagar (30 dias) PAGAMENTO da matéria-prima FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415) FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
  • 9. - 7 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas No ciclo de caixa aparece um componente:    PERÍODO  DE  CONTAS  A  PAGAR,  que  é  o  tempo  desde  a  AQUISIÇÃO  DA  MATÉRIA‐ PRIMA até seu PAGAMENTO (30 dias, em nosso exemplo).    NOTE que GASTAMOS dinheiro no dia 30, mas NÃO RECEBEMOS até o dia 105, totalizando 75  dias sem entrada de dinheiro no caixa. Esse período é o ciclo de caixa.     O  ciclo  de  caixa,  portanto,  é  o  numero  de  dias  transcorridos  do  pagamento  do  estoque  adquirido até o recebimento da venda do produto. Note que, com base em nossas definições, o  ciclo de caixa é a diferença entre o ciclo operacional e o período de contas a pagar:     Ciclo de caixa  = ciclo operacional – período de contas a pagar                 75 dias        =         105 dias         –                30 dias  1º EXERCÍCIO ‐ CICLO OPERACIONAL E DE CAIXA    1. Com base no quadro abaixo, informe os valores do Ciclo operacional e Ciclo de caixa.    2. Com base no quadro abaixo, informe os valores do Período de contas a receber e a pagar.   
  • 10. - 8 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 3. Elabore o ciclo operacional e o ciclo de caixa a partir das seguintes informações:  Período de estoque: 40 dias  Período de contas a receber: 25 dias  Período de contas a pagar: 35 dias                                        4. Elabore os períodos de contas a pagar e receber a partir das seguintes informações:  Ciclo operacional: 205 dias  Período de estoque: 120 dias  Ciclo de caixa: 105 dias                                         
  • 11. - 9 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 1.2 NOÇÕES DE CAPITAL DE GIRO CONCEITO DE CAPITAL DE GIRO  Observe  em  nosso  exemplo  que,  no  período  de  75  DIAS,  NÃO  HAVERÁ  ENTRADA  DE  DINHEIRO e a empresa necessitará de dinheiro para financiar os gastos operacionais.     O  CAPITAL  DE  GIRO  É  O  DINHEIRO  NECESSÁRIO  PARA  ASSEGURAR  A  CONTINUIDADE  DA  ATIVIDADE  OPERACIONAL  DA  EMPRESA,  CONSTITUINDO  UMA  ESPÉCIE  DE  RESERVATÓRIO  PARA FINANCIAR OS GASTOS OPERACIONAIS COM OS ESTOQUES DE MATÉRIAS‐PRIMAS E  PRODUTOS ACABADOS, OS CUSTOS DO PROCESSO EM OPERAÇÃO ETC,     Exemplos de GASTOS OPERACIONAIS:    ‐ SALÁRIOS do pessoal da produção;  ‐ PLR, FÉRIAS e 13º do pessoal da produção;  ‐ REFEIÇÃO do pessoal da produção;  ‐ ALUGUÉIS E SEGUROS do prédio da fábrica;  ‐ MANUTENÇÃO das máquinas da fábrica;  ‐ ENERGIA ELÉTRICA das instalações industriais, inclusive locais de estocagem;  ‐ TRANSFERÊNCIA DE MATÉRIAS‐PRIMAS para as áreas de produção;  ‐ COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES usados nas máquinas e equipamentos da fábrica;  ‐ EMBALAGEM dos produtos.  CICLO OPERACIONAL Venda do produtoAQUISIÇÃO de matéria prima Recebimento pela venda do produto tempo Período de estoque Período de contas a receber CICLO DE CAIXA (60 dias) (45 dias) (105 dias) (75 dias) Período de contas a pagar (30 dias) Pagamento de matéria-prima NECESSIDADE CAPITAL DE GIRO FONTE: Adaptado de Ross et al (2002, p. 415)
  • 12. - 10 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas ESTOQUE   MATÉRIAS‐PRIMAS  Totalidade  das  matérias‐ primas  já  requisitadas  que  estão  em  processo  de  transformação  para  o  produto acabado.  1.3 CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE CAPITAL DE GIRO A  NECESSIDADE  DE  CAPITAL  DE  GIRO  (NCG)  ANUAL  (365  DIAS)  PODE  SER  ESTIMADA  CONSIDERANDO AS ESTIMATIVAS RELEVANTES SEGUINTES, referentes à estimativa de venda  de um ano:  CONTAS A  RECEBER  Das vendas anuais e do período de contas a receber, como porcentagem de  um ano, obteremos o valor financiando por ano pela empresa.    ESTOQUE   MATÉRIAS‐ PRIMAS  Para  atender  à  produção  é  necessário  manter  um  estoque  mínimo  de  matéria‐prima,  definido  por  um  determinado  número  de  dias,  considerando  o  risco  de  não  conseguir  produzir  por  falta  de  estoque.  Normalizando os dados, o valor monetário do estoque de matéria‐prima será  determinado em função do coeficiente de custo sobre o preço do produto.    ESTOQUE  PRODUTOS EM  PROCESSO  Como a produção de uma unidade de produção demora um determinado  número de dias, o produto em processo incorporará matéria‐prima, mão‐ de‐obra  e  despesas  gerais.  Normalizando  os  dados,  o  valor  monetário  do  produto em processo será determinado em função do coeficiente de custo  sobre o preço do produto.    ESTOQUE  PRODUTOS  ACABADOS  Para atender as vendas, considerando o risco de perder vendas por falta de  estoque,  a  empresa  necessita  manter  um  estoque  mínimo  de  produto  acabado,  definido  por  um  determinado  número  de  dias.  Considerando  as  vendas  anuais,  o  capital  de  giro  desta  estimativa  será  obtido  a  partir  do  número de dias de estoque, como porcentagem de um ano.  CONTAS A  PAGAR  Como  o  fornecedor  de  matéria‐prima  vende  a  prazo,  a  empresa  estará  recebendo  financiamento  sem  nenhum  custo  aparente.  Normalizando  os  dados, o valor monetário do pagamento de fornecedores será determinado  em função do coeficiente de custo sob o preço do produto.  CONCEITO DE:   ESTOQUE MATÉRIAS‐PRIMAS/PRODUTOS EM PROCESSO/PRODUTOS ACABADOS.                                      ESTOQUE PRODUTOS  ACABADOS ESTOQUE   PRODUTOS EM PROCESSO  Produtos  já  terminados  oriundos  da  produção  da  empresa  e  disponíveis para venda.  Componentes que estão para  ser consumidos na produção  de  bens  que  se  tornarão  disponíveis para a venda. 
  • 13. - 11 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas   Demonstrativo de cálculos  (45/365) * 1.000.000  (30/365) * (0,16*1.000.000)  (15/365) * (0,48*1.000.000)  (30/365) * 1.000.000  (60/365) * (0,16*1.000.000)  123.288+13151+19726+82192‐(26.301)  (212.055/1.000.000)*100  EXEMPLO DE CÁLCULO DE NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO ‐ NCG    Conhecidos os dados que participam do cálculo do capital de giro do novo produto, registrados  na  tabela  seguinte,  calcular  o  capital  de  giro  anual,  mostrando  a  participação  de  cada  estimativa relevante.   VENDAS ANUAIS (365 DIAS)                                                      $1.000.000  PERÍODOS EM DIAS  PERÍODO DE CONTAS A RECEBER  45 DIAS  PERÍODO DE ESTOQUE  Estoque matérias‐primas  30 DIAS  Estoque produtos em processo   15 DIAS  Estoque produtos acabados  30 DIAS  PERÍODO DE CONTAS A PAGAR  60 DIAS  CUSTOS PROPORCIONAIS SOBRE O PRODUTO ACABADO  Matérias ‐ primas  16%  Produtos em processo  48%  CÁLCULO DA NCG DE CADA ESTIMATIVA  RESULTADOS  VENDAS ANUAIS/RECEITAS  $1.000.000 NCG DAS CONTAS A RECEBER  $123.288 NCG ESTOQUE MATÉRIAS‐PRIMAS  $13.151  NCG ESTOQUE PRODUTOS PROCESSO  $19.726  NCG ESTOQUE PRODUTOS ACABADOS  $82.192  NCG DAS CONTAS A PAGAR  ($26.301) VALOR DO CAPITAL DE GIRO ANUAL  $212.055  TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL   21,2%  OU SEJA, 21,2% SOBRE A RECEITA    COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS    • NCG  DAS  CONTAS  A  RECEBER.  Das  vendas  anuais  $1.000.000  e  do  período  de  contas  a  receber como porcentagem de um ano 45/365 se obtém o valor financiado por ano pela  empresa de $123.288.  • NCG  ESTOQUE  MATÉRIAS‐PRIMAS.  Considerando  que  os  custos  da  matéria‐prima  representam 16% do preço de venda, o capital de giro relevante no estoque de matéria‐ prima será igual a $13.151 obtido como resultado de 0,16 x $1.000.000 x 30/365.  • NCG  ESTOQUE  PRODUTOS  PROCESSO.  Considerando  que  os  custos  dos  produtos  em  processo representam 48% do preço de venda, o capital de giro relevante dos produtos em  processo será igual a $19.726, obtido como resultado de 0,48 x $1.000.000 x 15/365.  • NCG  ESTOQUE  PRODUTOS  ACABADOS.  Considerando  a  venda  anual  de  $1.000.000,  o  capital  de  giro  desta  estimativa  é  $82.192,  valor  obtido  a  partir  do  número  de  dias  de  estoque como porcentagem de um ano 30/365. 
  • 14. - 12 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas • NCG DAS CONTAS A PAGAR. Considerando que os custos da matéria‐prima representam  16% do preço de venda, o capital de giro relevante do benefício dado pelos fornecedores  de matéria‐prima será $26.301, valor obtido como resultado de 0,16 x $1.000.000 x 60/365.  Como este valor deve ser subtraído, ele é registrado com sinal negativo.  EM UM CICLO OPERACIONAL, A NCG CALCULADA NO EXEMPLO ACIMA FICARIA ASSIM:  RESUMINDO, DEVEMOS TER PRESENTE QUE:    • Como as vendas anuais podem variar, o capital de giro também poderá variar.    • O capital de giro é um investimento que não tem depreciação nem tributação, apenas o  plano de negócios de investimento deverá assumir o custo pelo uso deste capital. • ESSE CALCULO É APENAS UMA ESTIMATIVA. ($26.301) 
  • 15. - 13 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 2º EXERCÍCIO – CÁLCULO DE CAPITAL DE GIRO  Conhecidos os dados que participam do cálculo do capital de giro do novo produto, registrados  na  tabela  seguinte,  calcular  o  capital  de  giro  anual,  mostrando  a  participação  de  cada  estimativa relevante.    VENDAS ANUAIS (365 DIAS)                                                    $10.000.000  PERÍODOS EM DIAS  PERÍODO DE CONTAS A RECEBER  21 DIAS  PERÍODO DE ESTOQUE  Estoque matérias‐primas  08 DIAS  Estoque produtos em processo   10 DIAS  Estoque produtos acabados  46 DIAS  PERÍODO DE CONTAS A PAGAR  14 DIAS  CUSTOS PROPORCIONAIS SOBRE O PRODUTO ACABADO  Matérias ‐ primas  25%  Produtos em processo  75%  RESULTADOS  VENDAS ANUAIS (365 DIAS)/RECEITAS  $10.000.000  NCG DAS CONTAS A RECEBER    NCG ESTOQUE MATÉRIAS‐PRIMAS    NCG ESTOQUE PRODUTOS PROCESSO    NCG ESTOQUE PRODUTOS ACABADOS    NCG DAS CONTAS A PAGAR    VALOR DO CAPITAL DE GIRO ANUAL    TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL    Resposta: O Capital de giro equivale a 20% das vendas anuais.  Demonstrativo de cálculos 
  • 16. - 14 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 1.4 CUSTO DE CAPITAL DE GIRO Analisando o ciclo operacional acima e supondo‐se uma TAXA DE 4% AO MÊS para operações  financeiras junto às INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (excluindo‐se o BNDES), para uma necessidade  de pagamento de fornecedores apenas de $ 10.000, gerar‐se‐á uma necessidade de CAPITAL  DE GIRO de $750.000, que impactará em um CUSTO FINANCEIRO de R$ 30.000,00.   $750.000*4%=$30.000  Exatamente  por  isso,  que  a  gestão  do  ciclo  operacional  da  organização  é  de  fundamental  importância à sua sobrevivência!  Nota:  As  instituições  financeiras  possuem  linhas  de  créditos  especiais  para  capital  de  giro.  Geralmente  cobram‐se taxas de juros anuais em torno de 30%, mais encargos financeiros.  Compra a Matéria-prima Paga a matéria-prima Ao fornecedor Vende o produto acabado Recebe pela venda Período de contas a pagar Período de contas a receberPeríodo de estoque tempo 30 dias 45 dias60 dias Data Quanto Paga à Fornecedor Recebimento de Vendas Saldo CG Necessário 30 $10.000 $0 $10.000 31 $10.000 $0 $20.000 32 $10.000 $0 $30.000 ... ... .. .. ... ... .. .. 74 $10.000 $0 $ 740.000 75 $10.000 $0 $750.000 76 $10.000 $10.000 $750.000 77 $10.000 $10.000 $750.000
  • 17. - 15 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas FLUXO DE CAIXA    A expressão FLUXO DE CAIXA é utilizada para indicar as ENTRADAS e SAÍDAS de  DINHEIRO DE UM PROJETO DE INVESTIMENTO.    Em outras palavras, o fluxo de caixa de um projeto é, portanto, um QUADRO  ONDE  SÃO  ALOCADAS,  AO  LONGO  DA  VIDA  ÚTIL  DO  PROJETO,  A  CADA  INSTANTE DE TEMPO, AS ENTRADAS E SAÍDAS de DINHEIRO.     A  seguir,  estudaremos  os  elementos  que  compõem  o  fluxo  de  caixa  de  uma  empresa, que são:    INVESTIMENTOS  FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL (Receita, custo, depreciação e IR)  VALOR RESIDUAL   CAPITAL DE GIRO e   TMA ou TAXA DE DESCONTO  Unidade 2 COMPONENTES DO FLUXO DE CAIXA
  • 18. - 16 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 2.1 INVESTIMENTO É toda SAÍDA DE DINHEIRO da empresa para APLICAÇÃO EM RECURSO OU ATIVO, para  a obtenção de determinado retorno futuro.    EXEMPLOS DE INVESTIMENTOS:    Aquisição  de  novas  linhas  de  produção,  projetos  industriais,  criação  de  uma  nova  empresa, aquisição de maquinários, veículos, construção de galpões, oficinas etc.  ESTIMATIVAS RELEVANTES EM UM PROJETO DE INVESTIMENTO    São  considerados  como  investimento  a  aquisição  de  equipamentos  ou  outros  ativos,  incluindo  os  desembolsos  para  pagamento  de  fretes,  seguros,  instalações,  gastos  operacionais iniciais com materiais e mão‐de‐obra, treinamento do pessoal de operação  e manutenção etc. Veja abaixo os desembolsos citados:  DESEMBOLSOS NECESSÁRIOS PARA UM INVESTIMENTO  (‐) Valor dos ativos comprados (frete e seguros inclusos)  (‐) Gastos com instalação: materiais e mão de obra na montagem  (‐) Gastos operacionais iniciais: materiais e mão de obra  (‐) Gastos com treinamentos.   (=) INVESTIMENTO RELEVANTE   EXEMPLO:    Um  PROJETO  DE  INVESTIMENTO  exige  que  sejam  realizados  investimentos  em  diversos  equipamentos no VALOR TOTAL de $1.500.000 (frete e seguros inclusos).     Para a instalação desses ativos será necessário desembolsar $250.000 em materiais  de montagem e $100.000 em mão de obra para montagem.     Os gastos operacionais iniciais com materiais e mão de obra são $55.000.    Os gastos com treinamentos do pessoal de operação e manutenção são $85.000.     QUAL O INVESTIMENTO relevante?    SOLUÇÃO: Com os dados preparamos uma tabela, onde obtemos o valor do investimento.  (‐) Valor dos ativos comprados (fretes e seguros inclusos)  $1.500.000  (‐) Gastos com Instalação: materiais, mão de obra na montagem   $350.000  (‐) Gastos operacionais iniciais: materiais e mão de obra  $55.000  (‐) Gastos com treinamentos  $85.000  (=) INVESTIMENTO RELEVANTE  $1.990.000 
  • 19. - 17 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 3º EXERCÍCIO – CÁLCULO DE INVESTIMENTO RELEVANTE    Um  PROJETO  DE  INVESTIMENTO  exige  que  sejam  realizados  investimentos  em  diversos  equipamentos no VALOR TOTAL de $2.000.000 (fretes e seguros inclusos).     Para a instalação desses ativos será necessário desembolsar $150.000 em materiais  e $300.000 em mão‐de‐obra.     Gastos operacionais iniciais com materiais e mão de obra montagem de $60.000    Gastos com treinamento do pessoal de operação e manutenção de $75.000.     QUAL O INVESTIMENTO relevante?  MATERIAL ADICIONAL:  EM CASO DE VENDA DO EQUIPAMENTO SUBSTITUÍDO: Se o equipamento substituído for vendido, deverá ser  preparado  para  a  venda  gerando  gastos  de  desmontagem  e  manutenção.  Na  data  da  venda,  o  equipamento  substituto  tem  um  valor  contábil,  em  geral,  diferente  do  valor  de  mercado,  seja  para  continuar  como  equipamento  de  segunda  mão  ou  como  simples  sucata.  O  resultado  da  diferença  entre  o  valor  da  venda  as  despesas de preparação do equipamento e seu valor contábil gera um ganho de capital sujeito à tributação. Se o  ganho de capital for positivo, então a venda será tributada, diminuindo o valor recebido da venda; caso contrário,  se o ganho de capital for negativo, a empresa poderá considerar esse prejuízo como despesa, assunto analisado  mais adiante quando tratarmos do valor residual. Nos dois casos possíveis, o resultado do impacto tributário do  ganho de capital é relevante, pois somente acontecerá se o projeto de investimento for aprovado.    Continuação do exemplo anterior:    (‐) Valor dos ativos comprados, incluindo fretes, seguros etc  $1.500.000  (‐) Instalação de equipamentos, materiais, mão‐de‐obra etc  $350.000  (‐) Despesas operacionais iniciais  $55.000  (‐) Despesas de treinamento  $85.000  (=) Investimento sem venda dos equipamentos substituídos  $1.990.000  (+) Venda dos equipamentos substituídos (entrada de capital)  $180.000  (‐) Despesas de preparação dos equipamentos  $30.000  (‐) Tributação da venda  $8.750  (=) Investimento relevante na data zero  $1.848.750    Tabela auxiliar para cálculo da tributação na venda de equipamentos  (+) Venda líquida dos equipamentos substituídos  $150.000  (–) Valor contábil dos equipamentos substituídos  $125.000  (=) Ganho de capital  $25.000  (=) Imposto de renda = $ 25.000 x 35%   $8.750  (‐) Valor dos ativos comprados (fretes e seguros inclusos)  (‐) Gastos com Instalação de equipamentos, materiais, mão‐de‐obra   (‐) Gastos operacionais iniciais: materiais e mão de obra  (‐) Gastos com treinamentos  (=) INVESTIMENTO RELEVANTE 
  • 20. - 18 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 2.2 FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL-FCO (RECEITAS, CUSTOS, DEPRECIAÇÃO E IMPOSTO DE RENDA-IR). RECEITA    É  a  ENTRADA  de  DINHEIRO  ou  DIREITOS  A  RECEBER  correspondente  à  VENDA  dos  produtos.     O DEPARTAMENTO DE MARKETING PREPARA AS ESTIMATIVAS DAS RECEITAS de um projeto  de investimento. Para isto realiza as seguintes atividades:    PESQUISAS DE MERCADO  ‐ Identifica público alvo do produto;   ‐ Identifica tamanho do mercado;  ‐ Participação da empresa nesse mercado;  ‐ Volume de vendas;  ‐ Preço unitário do produto;  PESQUISAS DO  COMPORTAMENTO DA  RELAÇÃO   “PREÇO‐VOLUME”   ‐ Estados da economia;  ‐ Efeitos da publicidade;   ‐ Reação dos concorrentes;  ‐ Impostos incidentes (ICMS, PIS, COFINS, IPI etc)    • A pesquisa de mercado é o ponto de partida na maioria dos projetos. As informações geradas pelo estudo  de mercado são fundamentais para os demais estudos porque, a partir desta, podem ser estimadas a  capacidade de produção instalada, a necessidade de matérias primas dentre outras variáveis.    CUSTO    São todos os GASTOS relativos à PRODUÇÃO de um BEM.  NO  FLUXO  DE  CAIXA  DO  PROJETO  DE  INVESTIMENTO  DEVEM  SER  INCLUÍDOS  OS  CUSTOS  relevantes provocados pela aprovação do projeto, como exemplo:  ‐ MATÉRIAS‐PRIMAS para a produção;  ‐ SALÁRIOS do pessoal da produção;  ‐ REFEIÇÃO do pessoal da produção;  ‐ MANUTENÇÃO das máquinas da fábrica;  ‐ ENERGIA ELÉTRICA das instalações industriais, inclusive locais de estocagem;  ‐ TRANSFERÊNCIA DE MATÉRIAS‐PRIMAS para as áreas de produção;  ‐ COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES usados nas máquinas da fábrica;  ‐ EMBALAGEM DOS PRODUTOS acabados;   ‐ ALUGUÉIS E SEGUROS do prédio da fábrica;  NA CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA do projeto agruparemos todos os custos relevantes,  numa única estimativa DENOMINADA SIMPLESMENTE “CUSTOS”. 
  • 21. - 19 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas DEPRECIAÇÃO     É a DIMINUIÇÃO do VALOR de um BEM (máquina, equipamento etc) em decorrência  de seu DESGASTE pelo USO ou OBSOLESCÊNCIA.  Quando uma empresa compra uma máquina, ela sabe que um dia terá de  substituir por outra máquina nova e mais moderna. Por isso, durante a “vida  útil” da máquina a empresa vai calculando o seu desgaste, que é incluído no  custo do produto, e vai formando uma reserva como “depreciação” usada  para adquirir a máquina nova.  TAXAS ANUAIS DE DEPRECIAÇÃO    A  Instrução  Normativa  da  Secretaria  da  Receita  Federal  ‐  SRF  162,  de  31/12/98  (art.  1º)  estabelece as quotas de depreciação dos bens das empresas:    Depreciações autorizadas, tabela reduzida:  BENS  Prazo de   vida útil  Taxa anual de  depreciação  Instalações  10 ANOS  10%  Edificações  25 ANOS  4%  Construções pré‐fabricadas  25 ANOS  4%  Máquinas e equipamentos  10 ANOS  10%  Móveis e utensílios  10 ANOS  10%  Veículos (cargas ou passageiros)  5 ANOS  20%  Sistema de Processamento de Dados  2 ANOS  50%  EXEMPLO: DEPRECIAÇÃO DE UMA MÁQUINA (10% ao ano)    Como  se  vê,  é  adotado  no  Brasil  o  método  de  DEPRECIAÇÃO  LINEAR,  segundo  o  qual  a  CARGA DE DEPRECIAÇÃO ANUAL SERÁ A MESMA, até o final do prazo de depreciação, isto é,  A CARGA TOTAL DE DEPRECIAÇÃO SERÁ RATEADA POR IGUAL, AO LONGO DOS ANOS.    OUTRAS TAXAS ANUAIS DE DEPRECIAÇÃO    A  referida  IN  SRF  162  (art.  310)  PERMITE  ÀS  EMPRESAS  ADOTAREM  QUOTAS  ADEQUADAS ÀS CONDIÇÕES DE DEPRECIAÇÃO DE SEUS BENS, desde que faça a prova  dessa  adequação,  podendo  pedir  perícia  do  Instituto  Nacional  de  Tecnologia,  prevalecendo os prazos de vida útil recomendados por essas instituições.  1999 $9.000 2000 $8.000 2001 $7.000 2002 $6.000 2003 $5.000 2004 Máquina = taxa 10% ao ano $4.000 2005 $3.000 2006 $2.000 2007 $1.000 2008 $0.0 2009 Compra Máquina $10.000 1999 $9.000 2000 $8.000 2001 $7.000 2002 $6.000 2003 $5.000 2004 Máquina = taxa 10% ao ano $4.000 2005 $3.000 2006 $2.000 2007 $1.000 2008 $0.0 2009 Compra Máquina $10.000
  • 22. - 20 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas IMPOSTO DE RENDA    As empresas devem pagar ao Governo Federal o Imposto de Renda, tendo como fato  gerador o LUCRO proveniente das VENDAS.  FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL – FCO       Ao se deduzir o valor do imposto de renda (IR) do lucro bruto operacional (Receitas – Custos),  obtém‐se o Fluxo de Caixa Operacional FCO, conforme demonstrado a seguir:  R representa as Receitas líquidas, livre de impostos.  C representa os Custos    FCO = R – C – IR    IR representa o valor do Imposto de Renda a ser pago  O valor do IR pode ser obtido através dos seguintes cálculos:    R representa Receitas líquidas, livre de impostos.  C representa Custos    IR=(R – C – D)*alíquota IR D representa o valor da Depreciação  ___________________ EXEMPLO DE CÁLCULO DE FCO   Calcular o FCO sendo a alíquota IR de 35% e as estimativas do fluxo de caixa do projeto são:    Receita =        $3.000  Custos =         $1.850   IR=(R–C–D)*alíquota IR  Depreciação = $520    IR = ($3.000 ‐ $1.850 ‐ $520) * 0,35 = $220    FCO = R – C – IR     →      FCO = $3000 ‐ $1.850 ‐ $220 = $930  ___________________ 4º EXERCÍCIO ‐ CÁLCULO DE FCO     Calcular o FCO sendo a alíquota IR de 15% e as estimativas do fluxo de caixa do projeto são:    Receita =        $4.000  Custos =         $1.950   IR=(R–C–D)*alíquota IR  Depreciação = $620         
  • 23. - 21 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas CONCLUSÃO.   Concluindo esta parte destacamos as premissas incluídas na construção e avaliação do fluxo de  caixa de um projeto de investimento:    ANTES DE SER APROVADO O INVESTIMENTO ESTÁ SOMENTE NO PAPEL. O INVESTIMENTO  É APENAS UM PROJETO UTILITÁRIO E OS VALORES MONETÁRIOS DO SEU FLUXO DE CAIXA  SÃO ESTIMATIVAS.    AS  DECISÕES  DE  INVESTIMENTO  DE  CAPITAL  SÃO  REALIZADAS  A  PARTIR  DO  FLUXO  DE  CAIXA GERADO PELO PROJETO E NÃO DO FLUXO DE LUCRO GERADO. A FORMAÇÃO DO  FCO MOSTRA A GERAÇÃO DE CAIXA REALIZADO PELO INVESTIMENTO PARA ATENDER ÀS  OBRIGAÇÕES  FINANCEIRAS  DO  CAPITAL  INVESTIDO,  O  FLUXO  DE  CAIXA  PARA  O  INVESTIMENTO.  O fluxo de caixa de um projeto de investimento é o fluxo de caixa adicional que a empresa  espera obter se aprovar o investimento.                                                               
  • 24. - 22 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 2.3 VALOR RESIDUAL É o VALOR que se espera obter pela VENDA DE UM BEM DEPRECIADO (máquina,  equipamento etc), quando este for SUBSTITUÍDO ou retirado de serviço.     UM BEM, MESMO DEPRECIADO, TEM ALGUM VALOR DE MERCADO.    CÁLCULO DO VALOR RESIDUAL    EXEMPLO 1. A venda de um equipamento gerará uma receita de $155.000. Calcular o valor  residual do investimento, considerando o valor contábil dos ativos na data terminal do projeto  de $100.000, a alíquota do imposto de renda 30% e os gastos com desmontagem de $5.000.  (+) Venda bruta de equipamento  $155.000  (‐) Valor contábil  $100.000  (‐) Gastos com desmontagem   $5.000  (=) Ganho de capital  $50.000  (=) Imposto de Renda sobre o ganho de capital (50.000 x 30%)  $15.000  Valor residual = Vendas brutas – gastos com desmontagem – Imposto de Renda      Valor residual =       $155.000     –                $5.000                     –          $15.000      Valor residual =      $ 135.000  INFORMAÇÕES SOBRE OS CÁLCULOS:  A venda bruta refere‐se ao valor que o BEM foi vendido;  O valor contábil corresponde ao valor do BEM – depreciação acumulada.  A  diferença  entre  o  valor  de  venda  menos  os  gastos  com  desmontagem  do  equipamento e seu valor contábil gera um ganho de capital, sujeito à tributação;  O valor do imposto de renda foi obtido da tributação em cima do ganho de capital.   GANHO DE CAPITAL POSITIVO = VENDA TRIBUTADA.  GANHO DE CAPITAL NEGATIVO = CONSIDERAR O PREJUÍZO COMO DESPESA    EXEMPLO 2  ( + ) Venda bruta de equipamento  $85.000  ( ‐ ) Valor contábil  $100.000  ( ‐ ) Gastos com desmontagem   $5.000  ( = ) Ganho de capital  ‐ $20.000  ( = ) Imposto de Renda sobre o ganho de capital (‐20.000 x 30%)  ‐ $6.000    Valor residual = Vendas brutas – gastos com desmontagem – Imposto de Renda      Valor residual =       $85.000      –                $5.000                   –          (–$6.000)            Valor residual =      $ 86.000    Neste caso o ganho de capital estimado será negativo e igual a $20.000. O efeito tributário  originará um crédito de imposto de renda a pagar igual a $6.000 = 0,30 x $20.000. 
  • 25. - 23 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 2.4 CAPITAL DE GIRO O CAPITAL DE GIRO é o investimento relevante que DEVE SER INCLUÍDO NO FLUXO DE CAIXA  DE UM PROJETO DE INVESTIMENTO.      • O CAPITAL DE GIRO NECESSÁRIO PARA O 1º ANO DE OPERAÇÃO É UM INVESTIMENTO  REALIZADO NA DATA ZERO.     • O CAPITAL DE GIRO É RECUPERADO NA DATA TERMINAL DO PROJETO.    • Se num determinado ano a necessidade de capital de giro aumentar, o acréscimo anual  deverá  ser  incluído  no  fluxo  de  caixa  do  plano  de  negócios  como  investimento  em  capital de giro.    • Se num determinado ano a necessidade de capital de giro diminuir, o decréscimo anual  deverá  ser  incluído  no  fluxo  de  caixa  do  plano  de  negócios  como  recuperação  do  investimento em capital de giro.    • Qualquer que seja a situação, o investimento ou a recuperação do capital de giro em  cada ano ocorrerá no início do próprio ano ou, pela convenção do fluxo de caixa, no  final do ano anterior.    • O capital de giro pode ser parcialmente recuperado durante o prazo de análise do plano  de  negócios.  Na  data  terminal  do  plano  de  negócios  será  recuperado  o  restante  do  capital de giro ainda não recuperado.
  • 26. - 24 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 2.5 TMA TMA significa TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE  É A TAXA MÍNIMA DE JURO QUE A EMPRESA EXIGE PARA ACEITAR UM PROJETO  EXEMPLO SIMPLES:  Uma empresa pretende retirar R$100.000 da caderneta de poupança, com rentabilidade de 7%  ao ano (R$7.000), para investir no projeto de uma Máquina Industrial que lucra R$6.000 ao  ano (6% s/ capital investido). Esse investimento é viável?    Tipo de investimento    POUPANÇA  MÁQUINA  Capital investido  R$100.000  R$100.000  Rentabilidade (anual)  R$7.000   R$6.000  Taxa de retorno (anual)  7%  6%    - Analisando esse caso, não é atrativo investir na Máquina, pois terá  uma rentabilidade MENOR do que em uma aplicação financeira (Poupança).   - Portanto, a taxa mínima de juro para aceitar este projeto seria de7 % ao ano; TMA = 7% a.a  - Em  finanças,  quando  avaliamos  a  rentabilidade  de  um  projeto  de  investimento,  confrontamos os resultados estimados com outras oportunidades de investimentos, como  exemplo, os produtos ofertados no mercado financeiro.   - É pertinente averiguar se o retorno do capital investido consegue superar a remuneração  proporcionada por outras opções de investimentos, como no mercado financeiro.    OPORTUNIDADE em OUTROS INVESTIMENTOS versus OPORTUNIDADE do PROJETO    Como padrão de TMA, costuma ser utilizada uma taxa de baixo grau de risco1  no mercado  financeiro,  como  CDBs,  CDI,  poupança,  títulos  de  dívida  pública  etc.  Entretanto,  a  TMA  é  definida pelo risco do projeto. Assim, essa determinação também pode ser fundamentada no  mercado de capitais, que possui um risco maior.    A TMA escolhida é, então, comparada com o retorno estimado no projeto de investimento. Se  o  retorno  do  projeto  superar  essa  TMA,  o  negócio  é  considerado  economicamente  viável  (atraente). Caso contrário, diz‐se que o investimento não atingiu o patamar mínimo esperado  de rentabilidade, normalmente sendo descartado.    _____________________ 1 Risco pode ser percebido como a possibilidade de perda financeira. Qual risco é maior: emprestar dinheiro para aposentado  (com débito na conta) ou para um desempregado? 
  • 27. - 25 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas ALGUMAS OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS.    INVESTIMENTOS FINANCEIROS  RENTABILIDADE ANUAL EM 2006 Caderneta de poupança  Investimento  tradicional  no  Brasil.  Proporciona  a  mesma  taxa  de  rendimento ao mês.  7,6%  Certificado de depósito bancário – CDB   Investimento  com  prazo  pré‐determinado, Quanto  maior  o  tempo  de  aplicação, maior o juro oferecido pelo banco.  13,6%  Fundo DI  Taxa média de títulos negociados entre os bancos  13,2%  Títulos do Governo Federal  Títulos emitidos pelo governo para financiar a dívida pública.   12% a 20%, dependendo do  tempo de aplicação  Debêntures  Títulos emitidos pelas empresas com objetivo de captar recursos mais  baratos para investimentos ou financiamentos de capital de giro.  Geralmente 6% + correção da  inflação.   Fundos de renda fixa  Constitui uma carteira de investimentos compostas por CDBs, Títulos  do governo federal, debêntures etc.  13,8%  Fundos de ações  Investimento  lastreado  a  ações  de  setores  específicos  (energia,  petróleo, gás, siderurgia, bancos, construção civil etc)  25,3%  Fundos multimercados  Combinação  de  investimentos  em  poupança,  ações,  câmbio,  ouro,  debêntures, títulos do governo, DI etc  16,4%  Fontes: Adaptado de HOJI, 2009, pág 97; infomoney  Para saber mais: www.tesouro.fazenda.gov.br;  www.comoinvestir.com.br; www.portaldoinvestidor.gov.br; www.bovespa.com.br  VALOR PRESENTE    Outro aspecto importante a ser observado é que quando estimamos os retornos a longo prazo (mais  de 1 ano) tais estimativas estão nos valores futuros. Portanto, na estimativa de um projeto trazemos  esses valores para o presente, descontando‐os. EXEMPLO:  Se um investimento de $50.000 proporciona por 5 anos valores uniformes de $15.000 a uma  TMA de 7% ao ano, teremos os seguintes valores presentes:  Ano  Valores  Valores com TMA  7% a.a.  0  (50.000)  ‐  1  15.000  14.018  2  15.000  13.101  3  15.000  12.244  4  15.000  11.443  5  15.000  10.693  MEMÓRIA DE CÁLCULO  ‐  15.000 / (1+ 0,07)1  = 14.018  15.000 / (1+0,07)2  = 13.101  15.000 / (1+0,07)3  = 12.244  15.000 / (1+0,07)4  = 11.443  15.000 / (1+0,07)5  = 10.693  Vp = Vf / (1+i)n    Vp: Valor Presente   Vf: Valor Futuro   i: taxa de juros   n: prazo 
  • 28. - 26 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 5º EXERCÍCIO – CÁLCULO DE TMA    1 ‐ Se um investimento de $80.000, proporciona por 5 anos valores uniformes de $18.000 a  uma TMA ou TAXA DE DESCONTO de 9% ao ano, teremos quais valores presentes?  2 ‐ Se um investimento de $100.000, proporciona por 5 anos os valores abaixo a uma TMA ou  TAXA DE DESCONTO de 12% ao ano, teremos quais valores presentes?  Ano  Valores  Valores com TMA   9% a.a.  MEMÓRIA DE CÁLCULO  0  (80.000)  ‐  ‐  1  18.000      2  18.000      3  18.000      4  18.000      5  18.000      Ano  Valores  Valores com TMA  12% a.a.  MEMÓRIA DE CÁLCULO  0  (100.000)  ‐  ‐  1  15.600      2  16.800      3  13.200      4  17.000      5  18.000     
  • 29. - 27 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas RELEMBRANDO OS COMPONENTES RELEVANTES DE UM FLUXO DE CAIXA:    Investimentos   Fluxo de Caixa Operacional (Receitas, custos, depreciação e imposto de renda)  Valor Residual   Capital de Giro   TMA ou TAXA DE DESCONTO  Unidade 3 CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA E SUA AVALIAÇÃO
  • 30. - 28 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 3.1 CONSTRUÇÃO DO FLUXO DE CAIXA A PARTIR DE SEUS COMPONENTES. Os exemplos seguintes mostrarão diversas situações que ajudarão na compreensão e aplicação  dos conceitos apresentados para construir o fluxo de caixa de um projeto de investimento.   EXEMPLO 1    A TABELA abaixo registra as RECEITAS e CUSTOS relevantes de um PROJETO DE INVESTIMENTO  com PRAZO de ANÁLISE de 4 ANOS.  Variáveis / anos  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  (+) Receitas  $1.280.000  $1.350.000  $1.400.000  $1.435.000  (‐) Custos  $985.000 $1.010.000 $1.050.000  $1.050.000 Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando:  O investimento na data zero igual a $250.000  A depreciação será TOTAL e LINEAR durante os 4 anos  A alíquota do IR ‐ Imposto de Renda ‐ igual a 35%  Assim, teremos um complemento à tabela anterior, como segue:  Variáveis / anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  (+) Receitas    $1.280.000  $1.350.000  $1.400.000  $1.435.000    (‐)Custos    $985.000 $1.010.000 $1.050.000  $1.050.000 (‐)Depreciação    $62.500 $62.500 $62.500  $62.500   (‐)IR    $81.375 $97.125 $100.625  $112.875 (=) FCO    $213.625  $242.875  $249.375  $272.125  FC  ($250.000)  $213.625  $242.875  $249.375  $272.125  COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA ACIMA:  Os resultados registrados na tabela acima foram obtidos como segue:    Depreciação    Como a depreciação será TOTAL e LINEAR durante o prazo de 4 ANOS, o seu  VALOR  ANUAL  será  de  $62.500,  obtido  da  DIVISÃO  do  VALOR  do  INVESTIMENTO na data zero de ($250.000) por 4.    IR    O  IR  do  1°  ANO  igual  a  $81.375  foi  obtido  com  a  fórmula:  IR  =  (R  –  C  –  D)*  alíquota IR, ou seja, IR = ($1.280.000 ‐ $985.000 ‐ $62.500) x 35% = $81.375   Os IR’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.   FCO    O FCO do 1° ANO igual a $213.625 foi obtido com a fórmula: FCO = R – C – IR, ou  seja, FCO = $1.280.000 ‐ $985.000 ‐ $81.375 = $213.625.   Os FCO’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.   FC  O valor de FC é encontrado a partir da SOMA do FCO com os respectivos investimentos em CAPITAL  DE GIRO e VALORES RESIDUAIS de venda/substituição de equipamentos. Como nesse exemplo não  temos nem investimento em capital de giro, nem valores residuais, então FCO = FC. 
  • 31. - 29 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas EXEMPLO 2    A TABELA abaixo registra as RECEITAS e CUSTOS relevantes de um PROJETO DE EXPANSÃO  com PRAZO de ANÁLISE de 5 ANOS.    Variáveis/anos  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO  (+) Receitas  $2.550.000  $2.650.000  $2.800.000  $2.850.000  $3.000.000      (‐) Custos  $1.460.000  $1.550.000 $1.690.000 $1.765.000  $1.990.000   Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando:  •  O investimento na data zero igual à $ 2.750.000.  •  A Depreciação será TOTAL e LINEAR durante os 5 anos.  •  Alíquota do IR ‐ imposto de renda ‐ igual a 35%.     Assim, teremos um complemento à tabela anterior, como segue:  Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO  (+) Receitas    $2.550.000 $ 2.650.000  $2.800.000  $ 2.850.000  $3.000.000      (‐) Custos    $1.460.000 $ 1.550.000  $ 1.690.000 $ 1.765.000  $ 1.990.000  (‐)Depreciação    $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000     (‐) IR    $ 189.000  $ 192.500  $ 196.000  $ 187.250  $ 161.000  (=) FCO    $ 901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000  FC  ($2750.000)  $901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000  COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA ACIMA    Os resultados registrados na tabela acima foram obtidos como segue:    Depreciação    Como  a  depreciação  será  TOTAL e  LINEAR  durante  o  prazo  de  5 anos,  o  seu  VALOR  ANUAL  será  de  $550.000,  obtido  da  DIVISÃO  do  VALOR  do  INVESTIMENTO na data zero de ($2.750.000) por 5.    IR    O IR do 1° ANO igual a $189.000 foi obtido com a fórmula: IR = (R – C – D) x  alíquota IR, ou seja, IR= ($2.550.000 ‐ $1.460.000 ‐ $550.000) x 35% = $189.000.  Os IR’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.   FCO    O FCO do 1° ANO igual a $901.000 foi obtido com a fórmula: FCO = R – C – IR, ou  seja, FCO = $2.550.000 ‐ $1.460.000 ‐ $189.000 = $901.000.   Os FCO’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.   FC  O valor de FC é encontrado a partir da SOMA do FCO com os respectivos investimentos em CAPITAL  DE GIRO e VALORES RESIDUAIS de venda/substituição de equipamentos. Como nesse exemplo não  temos nem investimento em capital de giro, nem valores residuais, então FCO = FC.       
  • 32. - 30 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 6º EXERCÍCIO ‐ CONSTRUÇÃO DE FLUXO DE CAIXA ‐ PARCIAL (sem incluir capital de giro e valor residual)    A TABELA abaixo registra as RECEITAS e CUSTOS relevantes de um PROJETO DE EXPANSÃO  com PRAZO de ANÁLISE de 4 ANOS.    Variáveis / anos  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  (+) Receitas  $2.600.000  $2.550.000  $2.900.000  $2.800.000  (‐) Custos  $1.300.000 $1.650.000 $1.700.000  $1.765.000 Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando:    •  O investimento na data zero igual à $ 3.000.000.  •  A Depreciação será total e linear durante os 4 anos.  •  Alíquota do IR ‐ imposto de renda ‐ igual a 35%.     Variáveis / anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  (+) Receitas    $2.600.000  $2.550.000  $2.900.000  $2.800.000    (‐)Custos    $1.300.000 $1.650.000 $1.700.000  $1.765.000 (‐)Depreciação        (‐)IR      (=) FCO            FC  ($3.000.000)            COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA ACIMA    Depreciação      IR  IR = (R – C – D) x alíquota IR   FCO  FCO = R – C – IR     FC  O  valor  de  FC  é  encontrado  a  partir  da  SOMA  do  FCO  com  os  respectivos  investimentos  em  CAPITAL DE GIRO e VALORES RESIDUAIS de venda/substituição de equipamentos. Como nesse  exemplo não temos nem investimento em capital de giro, nem valores residuais, então FCO = FC.   
  • 33. - 31 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas CONTINUAÇÃO DO EXEMPLO 2 (pág. 27) ‐ CONSTRUÇÃO DO FC INCLUINDO CAPITAL DE GIRO    Depois de analisar o projeto de investimento, o Gerente Financeiro calculou a NCG para incluir  no Fluxo de Caixa e obteve o seguinte resultado:    TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL = 25% SOBRE AS RECEITAS (vide pág. 10)   Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO  (+) Receitas    $2.550.000 $ 2.650.000  $2.800.000  $ 2.850.000  $3.000.000      (‐) Custos    $1.460.000 $ 1.550.000  $ 1.690.000 $ 1.765.000  $ 1.990.000  (‐)Depreciação    $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000     (‐) IR    $ 189.000  $ 192.500  $ 196.000  $ 187.250  $ 161.000  (=) FCO    $ 901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000  NCG    $637.500  $662.500  $700.000  $712.500  $750.000  (+) Investimento  em capital de giro  ($637.500)  ($25.000)  ($37.500)  ($12.500)  ($37.500)    $750.000  (+) Investimento  inicial  ($2750.000)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  FC  ($3.387.500)  $876.000  $870.000  $901.500  $860.250  $1.599.000    COMENTÁRIOS AO CÁLCULO DE NCG E INVESTIMENTO EM CAPITAL DE GIRO    NCG      1º ANO = $2.550.000 X 25% = $637.500  2º ANO = $2.650.000 X 25% = $662.500  3º ANO = $2.800.000 X 25% = $700.000  4º ANO = $2.850.000 X 25% = $712.500  5º ANO = $3.000.000 X 25% = $750.000    (+) Investimento  em capital de giro  ($637.500) → é o investimento na data zero e o capital de giro do 1º ANO devendo  estar disponível no início do 1º ANO para operacionalizar o projeto    ($25.000) → Como houve aumento da receita no 2º ANO, deverá ter um aumento  de capital de giro de $25.000 (obtido de $662.500 – $637.000).    ($37.500) → Como houve aumento da receita no 3º ANO, deverá ter um aumento  de capital de giro de $37.500 (obtido de $700.000 – $662.500).    ($12.500) → Como houve aumento da receita no 4º ANO, deverá ter um aumento  de capital de giro de $12.500 (obtido de $712.500 ‐ $700.000).    ($37.500) → Como houve aumento da receita no 5º ANO, deverá ter um aumento  de capital de giro de $37.500 (obtido de $750.000 – $712.500).    750.000 → Capital de giro a ser recuperado no final do projeto.    (+) Investimento  inicial    ($2750.000) – O valor do investimento inicial deve continuar na coluna “data zero”  FC    DATA ZERO = Soma de ($637.500) + (2.750.000) = ($3.387.500)  1º ANO = $901.000 + (25.000) = $876.000  2º ANO = $907.500 + (37.500) = $870.000  3º ANO = $914.000 + (12.500) = $901.500  4º ANO = $897.750 + (37.500) = $860.250  5º ANO = $849.000 + 750.000 = $1.599.000    NCG = 25% s/ RECEITA FC = FCO + investimento  em capital de giro Observe que a receita altera todo  ano, logo a NCG também se altera. 25%  +/‐
  • 34. - 32 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 7º EXERCÍCIO ‐ CONTINUAÇÃO DO EXERCÍCIO 6º – INCLUSÃO DE CAPITAL DE GIRO    Construir o fluxo de caixa do projeto, considerando:  •  O investimento na data zero igual à $ 3.000.000.  •  A Depreciação será total e linear durante os 4 anos.  •  Alíquota do IR ‐ imposto de renda ‐ igual a 35%.  •  TAXA DE CAPITAL DE GIRO ANUAL = 20% SOBRE AS RECEITAS    Variáveis / anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  (+) Receitas    $2.600.000  $2.550.000  $2.900.000  $2.800.000    (‐)Custos    $1.300.000 $1.650.000 $1.700.000  $1.765.000 (‐)Depreciação    $750.000 $750.000 $750.000  $750.000   (‐)IR    $192.500 $52.500 $157.500  $99.750 (=) FCO    $1.107.500  $847.500  $1.042.500  $935.250  NCG              (+)Investimento em  capital de giro            (+)Investimento  inicial  ($3.000.000)          FC              Depreciação  Como a depreciação será TOTAL e LINEAR durante o prazo de 4 anos, o valor da depreciação anual será  $750.000, obtido da divisão do valor do investimento de ($2.750.000) por 4.  IR  O IR do 1° ANO igual a $192.000 foi obtido com a fórmula: IR = (R – C – D) x alíquota IR, ou seja, IR=  ($2.600.000 ‐ $1.300.000 ‐ $750.000) x 35% = $192.000.  Os demais IR’s foram obtidos da mesma maneira  FCO  O FCO do 1° ANO igual a $1.107.500 foi obtido com a fórmula: FCO = R – C – IR, ou seja, FCO = $2.600.000 ‐  $1.300.000 ‐ $192.500 = $1.107.500. Os FCO’s dos demais anos foram obtidos da mesma maneira.  NCG      1º ANO =   2º ANO =   3º ANO =   4º ANO =   (+)  Investimento  em capital   de giro                          FC    1º ANO =   2º ANO =   3º ANO =   4º ANO =   5º ANO =       NCG = 20% s/ RECEITA FC = FCO + investimento  em capital de giro
  • 35. - 33 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas CONTINUAÇÃO DO EXEMPLO 2 (pág. 27) ‐ CONSTRUÇÃO DO FC INCLUINDO VALOR RESIDUAL      O Gerente Financeiro incluiu na data terminal do fluxo de caixa do projeto o VALOR RESIDUAL  dos ativos fixos igual a $91.000.    Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  5° ANO  (+) Receitas    $2.550.000 $ 2.650.000  $2.800.000  $ 2.850.000  $3.000.000      (‐) Custos    $1.460.000 $ 1.550.000  $ 1.690.000 $ 1.765.000  $ 1.990.000  (‐)Depreciação    $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000  $ 550.000     (‐) IR    $ 189.000  $ 192.500  $ 196.000  $ 187.250  $ 161.000  (=) FCO    $ 901.000  $ 907.500  $914.000  $897.750  $849.000  NCG    $637.500  $662.500  $700.000  $712.500  $750.000  (+) Investimento  em capital de giro  ($637.500)  ($25.000)  ($37.500)  ($12.500)  ($37.500)    $750.000  (+) Valor Residual            $91.000  (+) Investimento  inicial  ($2750.000)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  FC  ($3.387.500)  $876.000  $870.000  $901.500  $860.250  $1.690.000  CÁLCULO DO VALOR RESIDUAL $91.000    ¯ A venda do equipamento gerará uma RECEITA BRUTA de $150.000.   ¯ O valor contábil do equipamento (que é o seu valor menos depreciação acumulada) será $0,  já que a depreciação prevista na data terminal do projeto é TOTAL e LINEAR.    ¯ Os gastos com desmontagem é de $20.000  ¯ A alíquota do imposto de renda 30%.  (+) Venda bruta de equipamento  $150.000  (‐) Valor contábil  $0  (‐) Gastos com desmontagem   $20.000  (=) Ganho de capital  $130.000  (=) Imposto de Renda sobre o ganho de capital (130.000 x 30%)  $39.000  Valor residual = Vendas brutas – gastos com desmontagem – Imposto de Renda      Valor residual =       $150.000     –                $20.000                     –          $39.000      Valor residual =      $ 91.000    FC com  valor  residual  Com a inclusão do valor residual, o fluxo de caixa do 5º ano foi $849.000 +  $750.000 + 91.000 = $1.690.000    25%  + Data zero $2.200.000 1º ANO $1.650.000 2º ANO $1.100.000 3º ANO Máquina = taxa 20% ao ano (considerado pelo projeto) $550.000 4º ANO $0 5º ANO Compra  Máquina $2.750.000 Depreciação  TOTAL $0 6º ANOData zero $2.200.000 1º ANO $1.650.000 2º ANO $1.100.000 3º ANO Máquina = taxa 20% ao ano (considerado pelo projeto) $550.000 4º ANO $0 5º ANO Compra  Máquina $2.750.000 Depreciação  TOTAL $0 6º ANO
  • 36. - 34 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 3.2 AVALIAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA ATRAVÉS DE TÉCNICAS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS. Esse capítulo tem como objetivo apresentar os principais métodos utilizados para a avaliação  de fluxos de caixa. Serão analisados os métodos de PAYBACK Simples e Descontado, VALOR  PRESENTE LÍQUIDO (VPL) e TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR).  3.2.1 PAYBACK Simples e Descontado.  CONCEITO DE PAYBACK    A primeira avaliação de um projeto de investimento é determinar o tempo necessário para  recuperar  o  capital  investido,  a  partir  de  um  fluxo  de  caixa  estimado  do  projeto  de  investimento.    Quanto mais alongado o prazo de recuperação do investimento, menos interessante ele se torna.     Logicamente,  investimentos  de  maior  envergadura,  como  aqueles  ligados  à  infra‐estrutura  (hidrelétricas,  estradas  de  ferro,  estradas  de  rodagem)  ou  na  indústria  mineral  (minério  de  ferro,  petróleo)  e  siderurgia,  poderão ter um prazo de recuperação do investimento dilatado, podendo ser superior a 10 anos.  PAYBACK é um MÉTODO QUE DETERMINA o TEMPO NECESSÁRIO PARA RECUPER O  CAPITAL INVESTIDO, que indica em quantos ANOS a empresa obtém de volta seu  investimento. Pode ser Simples ou Descontado.  PAYBACK Simples  Método  fácil  e  direto  que  compara  o  tempo  necessário  para  recuperar  o  capital  investido,  SENDO  CALCULADO  SIMPLESMENTE  ATRAVÉS DO  COMPUTO  DO  VALOR  INVESTIDO e de ENTRADAS DE CAIXA. EXEMPLO 1 – PERÍODO INTEIRO (1 ano, 2 anos, 6 anos etc).    Considere o projeto de investimento na data zero de $50.000 que gere FC ‐ fluxo de caixa de  $30.000 no 10  ano, $20.000 no 20  ano, $10.000 no 30  ano e $5.000 no 40  ano, conforme abaixo:  Variáveis/anos  Data zero  1° ANO  2° ANO  3° ANO  4° ANO  FC  ($50.000)  $30.000  $ 20.000  $10.000  $5.000  Para  facilitar  a  visualização  do  TEMPO  DE  RECUPERAÇÃO  DO  INVESTIMENTO,  poderíamos  padronizar a montagem da tabela acima da seguinte forma:  Ano / variável  FC  Saldo do projeto  Data zero  ($50.000)  ($50.000)  1° ANO  $30.000  ($20.000)  2° ANO  $20.000  0  3° ANO  $10.000  $10.000  4° ANO  $5.000  $15.000  PERÍODO DE PAYBACK  = 2 ANOS Saldo projeto Data zero – FC 1º ano: ($50.000) ‐ $30.000=($20.000)  (-)
  • 37. - 35 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas COMENTÁRIOS DOS CÁLCULOS DA TABELA:    A fim de calcular o tempo necessário para recuperar o capital investido, construímos  a coluna Saldo do projeto, 3º coluna da tabela;    Conforme indicado na tabela, o projeto de investimento é de $50.000. No 1º ANO o  projeto terá recuperado $30.000, e o saldo do projeto será ($20.000), resultado da  diferença entre o investimento inicial ($50.000) e o retorno de $30.000. No 2O  ANO  terá recuperado $20.000. Desta forma, totalizando $50.000 de FC acumulado até o  2o   ANO,  podemos  dizer  que  a  empresa  consegue  recuperar  o  investimento  em  exatamente 2 anos.     Então: PERÍODO DE PAYBACK = 2 ANOS. Se exigíssemos um PAYBACK de 3 ANOS, o  investimento seria aceitável. Um investimento é aceito se seu período de PAYBACK  for menor que um número predeterminado de anos.  OUTROS EXEMPLOS – PERÍODO INTEIRO (1 ano, 2 anos, 6 anos etc).  PROJETO A  Investimento de $200.000 que gere FC – fluxo  de caixa de $50.000  Ano / variável  FC  Saldo projeto  Data zero  ($200.000)  ($200.000)  1° ANO  $50.000  ($150.000)  2° ANO  $50.000  ($100.000)  3° ANO  $50.000  ($50.000)  4° ANO  $50.000  $0  5° ANO  $50.000  $50.000  PROJETO B  Investimento de $180.000 que gere FC – fluxo  de caixa de $60.000    Ano / variável  FC  Saldo projeto  Data zero  ($180.000)  ($180.000)  1° ANO  $60.000  ($120.000)  2° ANO  $60.000  ($60.000)  3° ANO  $60.000  $0  4° ANO  $60.000  $60.000  5° ANO  $60.000  $120.000    Se  dependesse  apenas  de  PAYBACK,  o  investimento  B  seria  preferido,  pois  seu  prazo  para  retorno do investimento é menor.                            PERÍODO DE PAYBACK = 4 ANOS  PERÍODO DE PAYBACK = 3 ANOS  (-) (-)
  • 38. - 36 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas EXEMPLO 2 – PERÍODO FRACIONÁRIO (2,3 anos, 3,6 anos etc).    Em nosso exemplo, ocorreu que o PAYBACK foi exatamente de 4 anos (proj. A) e 3 anos (proj.  B). Naturalmente, isso não irá acontecer sempre. Quando o número não é exato (2 anos, 3  anos etc), é costume trabalhar com frações de anos (2,3 anos, 3,6 anos etc).     Veja abaixo um exemplo de PAYBACK Simples com período fracionário:    Considere o projeto de investimento na data zero de $500 que gere FC ‐ fluxo de caixa de $100  no 10  ano, $200 no 20  ano e $500 no 30  ano, conforme tabela abaixo:    Ano / variável  FC  Saldo do projeto  Data zero  ($500)  ($500)  1° ANO  $100  ($400)  2° ANO  $200  ($200)  3° ANO  $500  $300  COMENTÁRIOS DOS CÁLCULOS DA TABELA:    O  investimento  inicial  é  $500.  Após  o  1º  e  2º  ANO  os  fluxos  de  caixa  totalizam  $300. Após o 3º ANO, os fluxos de caixa totalizam $ 800 e, portanto, o projeto  paga‐se em algum momento entre o final do ano 2 e do ano 3.     Como o fluxo de caixa acumulado nos ANOS 1º e 2º é igual a $300, precisamos  recuperar  outros  $  200  no  3º  ANO.  O  fluxo  de  caixa  do  terceiro  ano  é  de  $500,  portanto devemos que esperar $ 200/500 = 0,40 anos para isso.     O período de PAYBACK, portanto, é de 2,4 anos, ou cerca de 2 anos e 5 meses.  OUTROS EXEMPLOS – PERÍODO FRACIONÁRIO (2,3 anos, 3,6 anos etc).  PROJETO C    Ano / variável  FC  Saldo projeto  Data zero  ($200.000)  ($200.000)  1° ANO  $30.000  ($170.000)  2° ANO  $50.000  ($120.000)  3° ANO  $80.000  ($40.000)  4° ANO  $60.000  $20.000  5° ANO  $55.000  $75.000  PROJETO D    Ano / variável  FC  Saldo projeto  Data zero  ($2.500)  ($2.500)  1° ANO  $800  ($1.700)  2° ANO  $890  ($810)  3° ANO  $940  $130  4° ANO  $980  $1.110  5° ANO  $1.050  $2.160  PAYBACK = 2,4 ANOS ($200)/$500 = 0,4 anos  2 anos+0,4 anos = 2,4 anos  Cálculo do período fracionário    ($40.000)/$60.000 = 0,66  3 ANOS + 0,66 = 3,66   PAYBACK = 3,66 ANOS  (/) (/) (/) Cálculo do período fracionário    ($810)/$940 = 0,86  2 ANOS + 0,86 = 2,86  PAYBACK = 2,86 ANOS 
  • 39. - 37 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas PAYBACK Descontado    É um método que compara o tempo necessário para recuperar o dinheiro investido, nos  mesmos  moldes  do  PAYBACK  Simples,  porém,  LEVANDO‐SE  EM  CONSIDERAÇÃO  O  VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO.  PROCEDIMENTO: Em cada ano do fluxo de caixa do projeto ADICIONAMOS A PERDA  OCASIONADA PELO TEMPO (TMA) e somamos de forma acumulada até alcançar o  valor do investimento, onde obtemos o PAYBACK DESCONTADO.  EXEMPLO. Aplicar o método de PAYBACK DESCONTADO no PROJETO D (exemplo do período  fracionário da pág.34), com AJUSTE, considerando uma TMA – taxa mínima de atratividade ‐ de  12% ao ano.       PROJETO D  Ano / variável  FC  FC descontado  Saldo projeto    Data zero  ($2.500) ‐  ($2.500)  1° ANO  $800  $714  ($1.786)  2° ANO  $890  $710  ($1.076)  3° ANO  $940  $669  ($407)  4° ANO  $980  $623  $216  5° ANO  $1.050  $596  $811  Cálculo do período fracionário  ($407)/$623 = 0,65     3 + 0,65 = 3,65     PAYBACK DESCONTADO = 3,65 ANOS  COMENTÁRIOS AOS CÁLCULOS DA TABELA:    O  FC  descontado  do  1º  ANO  é  igual  a  $714  obtido  de  800/1,121   =  $714,  considerando a taxa mínima de atratividade de 12% ao ano.     Os demais FC’s descontados foram obtidos da mesma maneira que no 1º ANO (vide  tabela  “Cálculo  do  FC  descontado”,  que  demonstra  como  os  cálculos  dos  juros  foram desenvolvidos).    O tempo de recuperação do capital investido encontra‐se entre o 3º e 4º ano. No  3º  ANO  faltam  $407  para  completar  o  investimento.  Dessa  forma,  temos  3  anos  inteiros e a parte “quebrada” obtemos através de $407/$623 = 0,65.     PAYBACK DESCONTADO é igual a 3 + 0,65 = 3,65 anos.  Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos  800/1,121   = 714  1,12 1 =1,12  890/1,122   = 710  1,12 2 =1,254  940/1,123   = 669  1,12 3 =1,405  980/1,124   = 623  1,12 4 =1,573  1.050/1,125 =596  1,12 5 =1,761 
  • 40. - 38 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 8º EXERCÍCIO ‐ EXERCÍCIOS COM PAYBACK (para todos considerar TMA de 15% a.a.)  1. Qual o período de PAYBACK Simples e Descontado para os FC ‐ fluxos de caixa abaixo?    PAYBACK Simples  Anos  FC  Saldo do projeto  Data zero  ($3.000)  ($3.000)  1º ANO  $1.000    2º ANO  $800    3º ANO  $900    4º ANO  $1.200        PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano  Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto  Data zero  ($3.000)  ‐  ($3.000)  1º ANO  $1.000      2º ANO  $800      3º ANO  $900      4º ANO  $1.200              2.  Um  investimento  gera  FC  ‐  fluxos  de  caixa  de  $850  durante  7  ANOS.  Qual  o  período  de  PAYBACK Simples e Descontado se o investimento inicial é de $2.500?     PAYBACK Simples  Anos  FC  Saldo do projeto  Data zero      1º ANO      2º ANO      3º ANO      4º ANO      5º ANO      6º ANO      7º ANO        PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano  Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto  Data zero    ‐    1º ANO        2º ANO        3º ANO        4º ANO        5º ANO        6º ANO        7º ANO        Cálculo do período fracionário            PAYBACK Simples =  Cálculo do período fracionário →  PAYBACK Descontado =   Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos  1.000/1,15 =  1,151 =1,15       Cálculo do período fracionário            PAYBACK Simples = Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos                 /1,15 =  1,151 =1,15            
  • 41. - 39 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas       3 Uma empresa automobilística exige um período MÁXIMO de PAYBACK de 2,5 anos em seus  projetos  de  investimento.  Se  a  empresa  possuísse  os  dois  projetos  seguintes,  qual  deles  deveria aceitar? Analisar nas situações de PAYBACK Simples e Descontado.    PROJETO X  PAYBACK Simples  Anos  FC  Saldo do projeto  Data zero  ($25.000)  ($25.000)  1º ANO  $15.000    2º ANO  $9.000    3º ANO  $3.000    4º ANO  $3.000        PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano  Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto  Data zero  ($25.000)  ‐  ($25.000)  1º ANO  $15.000      2º ANO  $9.000      3º ANO  $3.000      4º ANO  $3.000              PROJETO Y  PAYBACK Simples  Anos  FC  Saldo do projeto  Data zero  ($20.000)  ($20.000)  1º ANO  $7.000    2º ANO  $7.000    3º ANO  $6.000    4º ANO  $200.000        PAYBACK Descontado – TMA 15% ao ano  Anos  FC  FC descontado  Saldo projeto  Data zero  ($20.000)  ‐  ($20.000)  1º ANO  $7.000      2º ANO  $7.000      3º ANO  $6.000      4º ANO  $200.000            Cálculo do período fracionário →  PAYBACK Descontado =   Cálculo do período fracionário            PAYBACK Simples =  Cálculo do período fracionário →  PAYBACK Descontado =   Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos  15.000/1,15 =  1,151 =1,15       Cálculo do período fracionário            PAYBACK Simples =  Cálculo do período fracionário →  PAYBACK Descontado =   Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos  7.000/1,15 =  1,151 =1,15      
  • 42. - 40 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 3.2.2 VALOR PRESENTE LÍQUIDO ‐ VPL    QUANDO ANALISAMOS O MÉTODO DO PAYBACK DESCONTADO NO PROCEDIMENTO  DE VALOR PRESENTE (FC Descontado) DISSEMOS QUE ESTE MÉTODO APROXIMA‐SE  DO MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO.    NA VERDADE O VPL É SIMPLESMENTE A DEDUÇÃO DO INVESTIMENTO DE TODOS OS  FC’s DESCONTADOS.    O OBJETIVO É IDENTIFICAR O VALOR PRESENTE DO PROJETO E DECIDIR SE ELE DEVE  OU NÃO SER ACEITO.    EXEMPLO 1. Calcular o VPL do PROJETO D, abaixo, considerando uma TMA de 12% ao ano.  PROJETO D  Ano / variável  FC  FC descontado    Data zero  ($2.500)  ‐  1° ANO  $800  $714  2° ANO  $890  $710  3° ANO  $940  $669  4° ANO  $980  $623  5° ANO  $1.050  $596  Soma dos FC’s descontado:  $3.312  VPL = ‐ $2500 + $3.312       VPL = +$812    EXEMPLO 2. Calcular VPL do PROJETO K, considerando uma TMA de 15% ao ano                                                                     Projeto K  Ano / variável  FC  FC descontado    Data zero  ($30.000)  ‐  1° ANO  $6.000  $5.217  2° ANO  $6.000  $4.537  3° ANO  $6.000  $3.945  4° ANO  $6.000  $3.430  5° ANO  $6.000  $2.983  6° ANO  $6.000  $2.594  7° ANO  $6.000  $2.255  8° ANO  $8.000  $2.615  Soma dos FC’s descontado: $27.576  VPL = ‐$30.000 + $27576                             VPL = ‐$2.424     Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos  800/1,121   = 714  1,121 =1,12  890/1,122   = 710  1,122 =1,254  940/1,123   = 669  1,123 =1,405  980/1,124   = 623  1,124 =1,573  1.050/1,125 =596  1,125 =1,761  Cálculo do FC descontado  ‐  Juros compostos  6.000/1,151  = 5.217  1,151 =1,15  6.000/1,152  = 4.537  1,152 =1,323  6.000/1,153  = 3.945  1,153 =1,521  6.000/1,154  = 3.430  1,154 =1,749  6.000/1,155   = 2.983  1,155 =2,011  6.000/1,156   = 2.594  1,156 =2,313  6.000/1,157  = 2.255  1,157 =2,660  8.000/1,158   = 2.615  1,158 =3,059  (+) Assim,  o  VPL  do  PROJETO  D  a  uma  TMA  de  12%  ao  ano  é  de  $812.  Neste caso a empresa terá LUCRO.  Assim,  o  VPL  do  projeto  K  a  uma  TMA de 15% a.a. é de ‐$2.424. (+)
  • 43. - 41 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas O PROJETO K NÃO É UM BOM INVESTIMENTO, POIS TRARÁ UM PREJUÍZO PARA O INVESTIDOR  DE $2.424.  PORTANTO, DIANTE DA ANÁLISE DOS PROJETOS D e K, CONCLUÍMOS:    VPL POSITIVO:  VPL NEGATIVO  Traz LUCRO para o investidor.  Deve ser ACEITO.  Traz PREJUÍZO para o investidor.  Deve ser REJEITADO.  Na eventualidade pouco provável de que o valor presente líquido seja exatamente igual a zero,  ficaríamos indiferentes entre realizar ou não o investimento. ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE O MÉTODO VPL:    Como vimos, o valor presente líquido (VPL) é uma técnica sofisticada de análise de  orçamentos de capital, obtida subtraindo‐se o investimento inicial de um projeto do  valor das entradas de caixa, descontadas a uma taxa igual ao custo do capital da  empresa, ou seja, é uma técnica que considera explicitamente o valor do dinheiro  no tempo.    Utilizando‐se o VPL, tanto as entradas como as saídas de caixa SÃO TRADUZIDAS  PARA VALORES MONETÁRIOS ATUAIS. Em outras palavras, o valor presente líquido  é  uma  medida  de  quanto  valor  é  criado  ou  adicionado  hoje  por  realizar  um  investimento, e esse valor pode ser negativo – o que significa que o projeto não é  viável, ou positivo – o que significa que o projeto é viável.    Imagine que estejamos pensando em construir uma fábrica de calças jeans. Através  de  pesquisas,  podemos  estimar  o  custo  de  implantação  desse  negócio  com  uma  precisão razoável porque sabemos o que será necessário comprar e construir para  iniciar a produção. Será um bom investimento? Com base em nossa discussão, você  sabe que a resposta depende de o valor do novo negócio ser maior que o custo de  implantação. Em outras palavras, esse projeto tem VPL POSITIVO?    QUANDO  O  VPL  É  POSITIVO,  PODEMOS  DIZER  QUE  HOUVE  UM  LUCRO  EXTRA  GERADO PELO PROJETO.    IMPORTANTE:  NA  MEDIDA  EM  QUE  A  TAXA  TMA  AUMENTA,  O  VALOR  DO  VPL  DIMINUI. VEREMOS ISTO NOS EXERCÍCIOS.  TAXA  TMA  VALOR  VPL RUIM  TAXA  TMA VALOR  VPL  BOM
  • 44. - 42 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 9º EXERCÍCIO ‐ EXERCÍCIOS ENVOLVENDO VALOR PRESENTE LÍQUIDO ‐ VPL  1 – Avaliando o FC ‐ fluxo de caixa abaixo, calcule o VPL do projeto a uma TMA de 10% a.a. A  empresa deveria aceitar o projeto? E se a TMA fosse de 14% a.a.?  Ano  FC  FC descontado 10%  Data zero  ($30.000)   1º ANO  $25.000    2º ANO  $0    3º ANO  $10.000          Soma dos FC’s descontados    Ano  FC  FC descontado 14%  Data zero  ($30.000)   1º ANO  $25.000    2º ANO  $0    3º ANO  $10.000          Soma dos FC’s descontados    2 – Um projeto que gera fluxos de caixa anuais de $400 ao longo de 7 anos, com investimento  de $1.500,00. Esse é um projeto que vale a pena quando a TMA é de 6%? E se for de 22% ?  Ano  FC  FC descontado 6%  Data zero      1º ANO      2º ANO      3º ANO      4º ANO      5º ANO      6º ANO      7º ANO            Soma dos FC’s descontados    Respostas:  Para 10% VPL =$ 240,42  Para 14% VPL = $‐1320,46  Cálculo do FC descontado 10%  ‐  Juros compostos              VPL =                              + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     )  Cálculo do FC descontado 14%   ‐  Juros compostos              VPL =                             + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     )  Cálculo do FC descontado 6%  ‐  Juros compostos                  VPL =                              + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     )  Resposta      Para 6% VPL = $ 732,95 
  • 45. - 43 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas Ano  FC  FC descontado 22%  Data zero      1º ANO      2º ANO      3º ANO      4º ANO      5º ANO      6º ANO      7º ANO            Soma dos FC’s descontados    3 – Analisando o fluxo de caixa a seguir, qual é o VPL a uma TMA de 10% ? E se for de 20% ? E  se for de 30% ? Deve ou não ser aceito?  Ano  FC  FC descontado 10%  Data zero  ($1.300)    1º ANO  $400    2º ANO  $300    3º ANO  $1.200          Soma dos FC’s descontados    Resposta:      Para 10% VPL = $ 213,15  Ano  FC  FC descontado 20%  Data zero  ($1.300)    1º ANO  $400    2º ANO  $300    3º ANO  $1.200          Soma dos FC’s descontados    Resposta:  Para 20% VPL = $ ‐63,89  Resposta      Para 22% VPL = $ ‐ 133,80  Cálculo do FC descontado 22%  ‐  Juros compostos                  VPL =                          + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     )  Cálculo do FC descontado 10%  ‐  Juros compostos              VPL =                              + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     )  Cálculo do FC descontado 20%   ‐  Juros compostos              VPL =                             + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     ) 
  • 46. - 44 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas Ano  FC  FC descontado 30%  Data zero  ($1.300)    1º ANO  $400    2º ANO  $300    3º ANO  $1.200          Soma dos FC’s descontados    4 – Analisando os dois projetos a seguir, qual seria o VPL, caso fosse exigido uma TMA de 11%.  Qual projeto você escolheria?  PROJETO J  Ano  FC ‐ J  FC descontado 11%  Data zero  ($12.500)   1º ANO  4.000    2º ANO  5.000    3º ANO  6.000    4º ANO  1.000          Soma dos FC’s descontados    Resposta: para J VPL = $ 207,60  PROJETO Y Ano  FC ‐ Y  FC descontado 11%  Data zero  ($12.500)   1º ANO  1.000    2º ANO  6.000    3º ANO  5.000    4º ANO  4.000          Soma dos FC’s descontados    Resposta: para Y  VPL = $ ‐438,48  PROJETO A SER ESCOLHIDO:    J (     )         Y (     )  Para 30% VPL = $ ‐268,59  Cálculo do FC descontado 30%   ‐  Juros compostos              VPL =                             + VPL =  ACEITA?    SIM (    )         NÃO (     )  Cálculo do FC descontado 11%  ‐  Juros compostos            VPL =                              + VPL =  Cálculo do FC descontado 11%  ‐  Juros compostos            VPL =                              + VPL = 
  • 47. - 45 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas  3.2.3 TAXA INTERNA DE RETORNO ‐ TIR    Analise os valores dos VPL’s do FC ‐ fluxo de caixa com TMA’s de 0%, 10%, 13,07%, 15% e 20%.   Ano/variável  FC  FC desc. 0%  FC desc. 10%  FC desc. 13,07%  FC desc. 15%  FC desc. 20%  Data zero  ($100)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  1° ANO  $ 60  $ 60  $ 54  $ 53  $ 52  $ 50  2° ANO  $ 60  $ 60  $ 49  $ 47  $ 45  $ 41                Soma FC’s desc.  $ 120  $ 103  $ 100  $ 97  $ 91  VPL  $ 20  $ 3  $ 0  $ ‐3  $ ‐9  Aceita o projeto?  SIM  SIM  NULO  NÃO  NÃO      PERGUNTA: QUAL TAXA EM QUE O PROJETO DE INVESTIMENTO DEVE SER ACEITO?  RESPOSTA: TAXA DE 13,07% a.a., pois taxas maiores trarão prejuízos.    Neste caso a TIR deste projeto é de 13,07% a.a. sobre o investimento.    A TIR é a TAXA que ZERA O VPL. Sabemos que somos indiferentes entre aceitar ou recusar  um  investimento  com  VPL  igual  a  zero,  pois  quando  isso  ocorre  SIGNIFICA  QUE  ENCONTRAMOS O PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO, ONDE NÃO HÁ NEM GANHO E  NEM PERCA DE CAPITAL.    Veja abaixo a representação gráfica dos valores do VPL e a TIR deste projeto:    TIR do PROJETO = 13,07% a.a. Então, se a TMA for MAIOR que TIR = PROJETO REJEITADO.                                                                Então, se a TMA for MENOR que TIR = PROJETO ACEITO.    A  TIR  permite  que  o  investidor  compare  o  projeto  com  outras  oportunidades  de  investimentos, e saber se vale a pena ou não investir no projeto.      TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE ‐ TMA 0 3 20 ‐3 ‐9 ‐$15 ‐$10 ‐$5 $‐ $5 $10 $15 $20 $25 0% 10% 13,07% 15% 20% VPL VPL = 0 TIR = 13,07 0 3 20 ‐3 ‐9 ‐$15 ‐$10 ‐$5 $‐ $5 $10 $15 $20 $25 0% 10% 13,07% 15% 20% VPL VPL = 0 TIR = 13,07   ACEITAR REJEITAR
  • 48. - 46 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas POR EXEMPLO:    COM  BASE  NO  GRÁFICO,  CASO  HOUVESSE  UMA  OUTRA  OPORTUNIDADE  DE  INVESTIMENTO (EM UM BANCO, POR EXEMPLO) COM UMA TAXA DE RETORNO DE 15%  a.a., QUAL VOCÊ OPTARIA? ESTE PROJETO OU A APLICAÇÃO NO BANCO?    ANÁLISE DA TIR    Como vimos, a TIR está intimamente relacionada ao VPL, e nada mais é do que uma TMA  que faz com que o VPL de um investimento seja zero.     PORTANTO a TIR de um investimento pode ser:    Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade: significa que o investimento é economicamente  atrativo.     Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está economicamente numa situação de  indiferença.     Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimento não é economicamente atrativo,  pois seu retorno é superado pelo retorno de um investimento com o mínimo de retorno.     10º EXERCÍCIO DE CÁLCULO DA TIR  Qual é a TIR do FC ‐ fluxo de caixa abaixo? Se exigirmos uma TMA de 18%, deveremos aceitar  esse investimento?     Ano/variável  FC  FC desc. 0%  FC desc. 5%  FC desc. 10%  FC desc. 15%  FC desc. 20%  Data zero  ($435)  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  1° ANO  $ 100  $ 100          2° ANO  $ 200  $ 200          3° ANO  $ 300  $ 300                        Soma FC’s desc.  $ 600          VPL  $ 165          Aceita o projeto?               
  • 49. - 47 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas 3.3 EFEITOS DA INFLAÇÃO SOBRE O FLUXO DE CAIXA. Na preparação das estimativas relevantes do fluxo de caixa de um projeto de investimento, até  este momento, não foi mencionada a INFLAÇÃO durante o prazo de análise do investimento.     AS ESTIMATIVAS DO FLUXO CAIXA DEVEM SER REALIZADAS CONSIDERANDO OS EFEITOS DA  INFLAÇÃO  DURANTE  O  PRAZO  DE  ANÁLISE  DO  PROJETO?  E  A  TAXA  MÍNIMA  DE  ATRATIVIDADE?    Comecemos por lembrar que INFLAÇÃO É O AUMENTO GERAL E CONTÍNUO DE PREÇOS DE  PRODUTOS  E  SERVIÇOS.  Na  tentativa  de  medir  a  inflação,  são  definidos  índices  que  acompanham periodicamente a evolução dos preços das mercadorias e dos serviços.     Com os índices de preços de dois períodos seguidos é calculada a taxa de variação do índice,  conhecida TAXA DE INFLAÇÃO.     Por exemplo, consideremos a estimativa do preço unitário de venda do produto que gerará a  receita do projeto de lançamento do novo produto:    Se o preço de venda do produto incluir os efeitos inflacionários durante o prazo  de análise do projeto, então a estimativa das receitas será realizada em moeda  corrente.     Se  o  preço  de  venda  do  produto  não  incluir  os  efeitos  inflacionários,  permanecendo  constante  durante  o  prazo  de  análise  do  projeto,  então  a  estimativa das receitas será realizada em moeda constante.    EXEMPLOS DE CÁLCULO DE INVESTIMENTO COM INFLAÇÃO  EXEMPLO 1  As  estimativas  relevantes  do  fluxo  de  caixa  do  novo  projeto  de  investimento,  realizadas  em  moeda  corrente  estão  registradas  na  tabela  seguinte.  Obter  o  fluxo  de  caixa  em  moeda  constante considerando a TAXA DE INFLAÇÃO de 5% ao ano, constante durante os 5 anos do  projeto.  Anos  Moeda corrente  Moeda constante  Data zero  ($ 200.000)  ($ 200.000)  1  $45.000  $42.857  2  $ 55.000  $49.887  3  $68.000  $58.741  4  $80.000  $65.816  5  $94.000  $73.651  Solução. Na terceira coluna da tabela foi registrado o fluxo de caixa em moeda constante a  partir  do  fluxo  de  caixa  em  moeda  corrente  registrado  na  segunda  coluna  da  tabela,  considerando a taxa de inflação constante 5% ao ano.  
  • 50. - 48 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas EXEMPLO 2 – CONTINUAÇÃO DO EXEMPLO 1  Continuando com o exemplo acima. com o fluxo de caixa em moeda constante, verificar se este  projeto deve ser aceito considerando a taxa requerida em termos reais 8% ao ano  Anos  Moeda constante Valores presentes  Data zero  ($ 200.000)  ($ 200.000)  1  $42.857  $39.683  2  $49.887  $42.770  3  $58.741  $46.630  4  $65.816  $48.377  5  $73.651  $50.126    VPL  $ 27.586  Solução. A terceira coluna da tabela seguinte registra os valores presentes dos capitais do fluxo  de caixa em moeda constante do Exemplo acima. A fórmula de cálculo usada no capital em  moeda constante do 2º ano $42.770 = $49.887/(1 + 0,08)2  foi aplicada nos restantes capitais.  Como o VPL = $27.586 é maior que zero, o projeto deve ser aceito. 
  • 51. - 49 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRITO, P. Análise e Viabilidade de Projetos de Investimentos. São Paulo. Editora Atlas, 2003. BUARQUE, C. Avaliação Econômica de Projetos. Rio de Janeiro. Editora Campus, 1984. DAMODARAN, A. Avaliação de Investimentos: Ferramentas e Técnicas para a Determinação do Valor de Qualquer Ativo. 5ª Reimpressão. Rio de Janeiro. Editora Qualitymark, 2003 FINNERTY, J. D. Project Finance: Engenharia Financeira Baseada em Ativos. Rio de Janeiro. Editora Qualitymark, 1999. GITMAN, Laurence J. Princípios da administração financeira. 10ª edição. São Paulo. Editora Harbra, 2004. GUIMARÃES, José Mário Patto. Textos acadêmicos: Teoria e prática da administração financeira. Lavras. Ed. UFLA, 2004. HOJI, Masakazu. Administração financeira na prática. 2 ed.. São Paulo. Editora Atlas, 2009. IUDÍCIBUS, Sergio de; MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. São Paulo. 4° Edição. Ed. Atlas, 2007. JUER, M. Matemática Financeira, praticando e aplicando. São Paulo. Editora Qualimark, 2003. LAPPONI, J. C. Projetos de investimento na empresa. São Paulo. Editora Elsevier, 2007. ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JORDAN, Bradford D. Princípios de administração financeira. São Paulo. 2° edição. Ed. Atlas, 2002 SOBRINHO, J. D. V. Matemática Financeira. 7ª edição. São Paulo. Editora Atlas, 2000. VARGAS, R. Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo Diferenciais Competitivos. 5ª Edição. Rio de Janeiro. Editora Brasport, 2003. VARGAS, R. Valor Agregado em Projetos: Revolucionando o Gerenciamento de Custos e Prazos. 2ª Edição. Rio de Janeiro. Editora Brasport, 2003. WOILER, S. e MATHIAS, W. F. Projetos: Planejamento, Elaboração e Análise. São Paulo. Editora Atlas, 1996.      
  • 52. - 50 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas ANEXO – A – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES  Dois  projetos  são  analisados:  ambos  possuem  5  anos  de  vida  útil  e  ambos  terão  $  23.000,00  de  investimento inicial. Considerando que o primeiro tem entradas líquidas anuais de $ 6.000, $ 7.000, $  4.500, $ 7.600 e $ 4.000 e o segundo $ 6.500 todo ano, qual dos dois deve ser aceito pelo método do  payback simples? Qual dos dois deve ser aceito pelo método de payback descontado, considerando uma  TMA de 15% ao ano? Qual dos dois projetos deve ser aceito pelo método da TIR? Qual dos dois projetos  deve ser aceito pelo método do VPL, considerando uma TMA de 10%?    Respostas:  PAYBACK SIMPLES = 3,72 anos e 3,53 anos  PAYBACK DESCONTADO = não há payback para ambos os projetos  TIR = 8,74% e 12,75%  VPL = (R$ 704,83) e R$ 1.640,11       
  • 53. - 51 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas ANEXO ‐ B  MÉDIA ARITMÉTICA PONDERADA PARA PERÍODOS MÉDIOS NO CICLO OPERACIONAL    MÉDIA ARITMÉTICA PONDERADA ‐ É a média que multiplica fatores para fornecer diferentes pesos para diferentes dados    CÁLCULOS DO CICLO OPERACIONAL ENVOLVENDO PERÍODOS MÉDIOS    PERÍODO MÉDIO DE ESTOQUE    PERÍODO  VALOR  ESTOQUE A  30 dias  $12.000  ESTOQUE B  45 dias  $30.000  ESTOQUE C  90 dias  $60.000    Para saber o período médio de estoque    (30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000)                  (12.000 + 30.000 + 60.000)    360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = 69 dias é o PME                       102.000  Para saber o valor médio de estoque    (30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000)                               (30 + 45 + 90)    360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = $43.090 é o VM                             165    Assim, temos:      PERÍODO  VALOR  ESTOQUE A  30 dias  $12.000  ESTOQUE B  45 dias  $30.000  PME  69 dias  $43.090  ESTOQUE C  90 dias  $60.000            PERÍODO MÉDIO DE CONTAS A RECEBER    PERÍODO  VALOR  CONTAS A RECEBER CLIENTE A  30 dias  $12.000  CONTAS A RECEBER CLIENTE B  45 dias  $30.000  CONTAS A RECEBER CLIENTE B  90 dias  $60.000    Para saber o período médio de contas a receber    (30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000)                    (12.000 + 30.000 + 60.000)    360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = 69 dias é o PMCR                         102.000  Para saber o valor médio de contas a receber    (30 x $12.000) + (45 x $30.000) + (90 x $60.000)                             (30 + 45 + 90)    360.000 + 1.350.000 + 5.400.000 = $43.090 é o VMCR                          165      Assim, temos:                               PERÍODO  VALOR  CONTAS A RECEBER CLIENTE A  30 dias  $12.000  CONTAS A RECEBER CLIENTE B  45 dias  $30.000  PMCR  69 dias  $43.090  CONTAS A RECEBER CLIENTE B  90 dias  $60.000 
  • 54. - 52 - Uanderson Rebula de Oliveira Gestão Financeira de Empresas ANEXO C – DETALHAMENTO DO CÁLCULO DO CAPITAL DE GIRO  EMPRESA REVENDEDORA DE MERCADORIAS ‐ NÃO PRODUZ / NÃO TRANSFORMA MATÉRIA PRIMA / SOMENTE REVENDE      VENDAS ANUAIS ‐ $1.000.000  CÁLCULO DO VALOR DO PERÍODO DE ESTOQUE EM RELAÇÃO ÀS VENDAS  REGRA DE TRÊS SIMPLES  365 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐ 100%  60 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐   X%    X = 100 X 60  = 16,5%                                       365    $1.000.000 X 16,5% = $165.000  OU MODO SIMPLES    60  X $1.000.000 = $165.000                365      CÁLCULO DO VALOR DO PERÍODO DE CONTAS A RECEBER EM RELAÇÃO ÀS VENDAS ANUAIS  REGRA DE TRÊS SIMPLES  365 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐ 100%                             45 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐   X%    X = 100 X 45  = 12,3%                                       365      $1.000.000 X 12,3% = $123.000  OU MODO SIMPLES       45  X $1.000.000 = $123.000                 365      CÁLCULO DO VALOR DO PERÍODO DE CONTAS A PAGAR EM RELAÇÃO ÀS VENDAS ANUAIS  REGRA DE TRÊS SIMPLES  365 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐ 100%                             30 DIAS ‐‐‐‐‐‐‐‐   X%    X = 100 X 30  = 8,2%                                       365    $1.000.000 X 8,2% = $82.000  OU MODO SIMPLES       30  X $1.000.000 = $82.000                  365      CAPITAL DE GIRO = CONTAS A RECEBER + ESTOQUES – CONTAS  A PAGAR  CAPITAL GIRO =            $ 165.000           +     $123.000   ‐       ($82.000)  CAPITAL GIRO = $206.000 OU 20% DAS VENDAS    206.000/1.000.000 * 100 60/365 * 1.000.000  $165.000  45/365 * 1.000.000  $123.000  30/365 * 1.000.000  ($82.000)  CAPITAL GIRO = ESTOQUE + CONTAS A RECEBER – CONTAS A PAGAR  CAPITAL GIRO =   $165.000    +      $123.000           ‐       ($82.000)  CAPITAL GIRO = $206.000 OU 20% DAS VENDAS 165.000 + 123000 – 82.000  CG = $206.000