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REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS NA LITERATURA
INDÍGENA BRASILEIRA: focos de resistência – as
etnias paranaenses
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – UEL
MESTRADO PROFISSOINAL EM LETRAS – PROFLETRAS
Edimarães Silvestre
LITERATURA INDÍGENA
M’BA CHEPÁ
IPORÃ
Y MÁ HÃ
HÁ TÁ ÚÎ
A’ MÃ JYÁ
A’ MÃ JYÁ Ê’
O PERCURSO DESTE TRABALHO
 A ocupação do território: paralelo da colonização europeia na América.
 Elementos identitários no mundo indígena.
 A existência (ou não) de uma Literatura Indígena.
 As características da Literatura Indígena.
 A Literatura Indígena frente à Literatura não – indígena.
 A Literatura Indígena nos demais países americanos.
 A Literatura Indígena nas etnias paranaenses: kaingang, guarani e xetá.
 O cancioneiro de representação indígena.
 Apresentação de algumas obras.
PARA COMEÇAR, ALGUNS QUESTIONAMENTOS...
EXISTE ÍNDIO? (Ailton Krenák)
COMO SURGIU ESSA DENOMINAÇÃO? (Darci Ribeiro)
O ÍNDIO SE VÊ COMO ÍNDIO? (Daniel Munduruku)
COMO ESSA DENOMINAÇÃO FICOU ENRAIZADA NA SOCIEDADE? (Graça
Graúna)
A QUEM INTERESSA A (NÃO) EXISTÊNCIA DO ÍNDIO, ALÉM DO ÍNDIO?
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A RESISTÊNCIA
 Sobreviver sob novas formas:
Alimentação, residência, costumes, crenças, tradições, território,
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Entre a igreja e a escola : a casa de reza dos novos tempos?
O PRECONCEITO DO SENSO COMUM...
“Os índios não são mais os mesmos...”
“Os índios já estão iguais aos brancos...”
“Índio usando roupa...?”
“Os índios já não são iguais aos de antigamente...”
“Pra que tanta terra pra índio se eles não trabalham...?”
(...)
A LITERATURA
Bella Jozef: “Quem estuda a Literatura Indígena?”
 Graça Graúna: “Qual o lugar da Literatura Indígena na escola e na
sociedade?”
Eliane Potiguar: “A quem interessa a Literatura Indígena?’
Darci Ribeiro: “O índio tem consciência de que produz Literatura?”
Yaguarê Yamã: “Se perdêssemos toda a Literatura Indígena, o que
perderíamos?”
E...
Janice Thiél: “EXISTE LITERATURA INDÍGENA?”
Existe Literatura Indígena Brasileira?”
Respostas (?): não necessariamente as exatas... Mas as que
precisamos... Pelo menos por enquanto!
Em toda a América Hispânica estuda-se a Literatura
Indígena e suas contribuições para a formação da
sociedade.
O índio nem sempre é minoria nesses países.
 Línguas reconhecidas como oficiais.
ESPANHA: Literatura hispânica faz parte do currículo
de letras.
 FRONTEIRAS PARA OS INDÍGENAS SÃO DIFERENTES:
portanto, falar de literatura Guarani brasileira é falar de
Literatura Guarani Paraguaia, Argentina e Boliviana.
SINCRONIA
Falta de espaço para publicação, restritos à
universidades, perseguição e resistência nas ditaduras e
nas democracias.
- Juan Rulfo (MÉX).
- Leonardo Padura (CUB)
- Augusto Roa Bastos (PAR).
- Josefina Pla (PAR).
- Juan Manoel Marcos (PAR).
- Antonio de La Calancha (BOL).
- Javier del Granado (BOL).
- Giovana Rivero (BOL).
- Adela Samúdio (BOL).
- Ramiro Musotto (ARG).
O CONTEXTO EXTERNO: OS ARREDORES...
EUA/CANADÁ/MÉXICO:
Eloína Pratti dos Santos (UFGRS) Anderson Soares Gomes (UFRRJ): Até
1950, completa negação da Literatura Indígena.
OS DOCUMENTOS OFICIAIS
 LDBEN: 9.394/1996.
 Lei Federal: 11.645/2008.
 RCNEI: 1998.
 DCNEI.
 DCE - PR.
 Cadernos da Diversidade (SEED/PR).
 Estatuto do Índio: Lei 6.001/1973.
 Constituição Federal.
 BNCC (Questões indígenas não estão contempladas).
Enquanto isso no Brasil...
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índio selvagem, proselitismo católico e protestante, missão redentora do
primitivismo.
Carta de Caminha: o início.
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“Jesuítas: Idade Média tardia”.
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Decreto Régio-12/11/1808: retirou a humanidade dos índios e declarou que a
guerra contra os índios era justa.
“Nada do que eles possuem, fazem, falam... é humano.
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A Guerra Justa?
IMPÉRIO
 Apagamento do índio.
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 Literatura:
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Ubirajara, Iracema, O guarani, Os timbiras, I Juca Pirama, ..
CRIANDO UMA DISTINÇÃO
ESCLARECENDO:
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X
INDIANISMO / INDIGENISMO / INDIANISTA
(ou qualquer outro nome que se dê a isso!)
MODERNISMO
Erro de Português (Oswald de Andrade)
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
Um pouco de política (não há como não falar dela...)
1825: Aldear os índios para civiliza-los e torna-los humanos.
1896: integrá-los ao convívio urbano.
1910: SPI – Serviço de Proteção ao Índio.
1967: FUNAI – demarcar terras, proteger os que são realmente são índios
(MAS QUEM É?)...
2017: PEC 215 (bancada ruralista) - não demarcar mais terras indígenas.
RETORNANDO... Falemos de identidade
BAUMAN: modernidade líquida –
mundo do agora X ancestralidade.
identidade nunca permanece a mesma.
(Você já trocou a sua quantas vezes?)
WOODWARD: identidade é marcada por símbolos.
HALL: identidade interior X exterior: aparências.
Cultura nacional: discurso para construir sentidos de existência.
QUAL É O SÍMBOLO QUE IDENTIFICA O INDÍGENA PARA NÓS? E PARA O INDÍGENA?
FALANDO DE LITERATURA... INDÍGENA
THIÉL: (p.72) Existe literatura indígena? Brasileira?
Literatura indígena X Literatura indigenista.
Quem é o escritor indígena?
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Para quem a Literatura Indígena é escrita?
Quem publica esse tipo de Literatura?
Se ela existe, como caracterizá-la?
- MÍTICA: explicar o mundo e suas (próprias) origens.
- IDENTITÁRIA: demarcar a sua posição como povo.
- CULTURAL: reafirmar suas marcas de cultura e as mudanças ocorridas (hábitos,
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- ORALIDADE: representar as histórias pela escrita.
- MUNDO DO SEU ENTORNO: oca, floresta, rios,
- COTIDIANO: caça, pesca, colheitas, aventuras...
Se ela existe, como caracterizá-la?
- HISTÓRICA: identificar-se com a ancestralidade.
- MEMORIALISTA: resgata e preserva a memória.
- INFÂNCIA: a presença constante de personagens infantis, mas não
infantilizado.
- AUTORIDADE: chefe, cacique, pajé, curandeiro – autoridade
inquestionável.
- SEM PERIODIZAÇÃO: Romantismo, Modernismo...
ACIMA DE TUDO: POLITIZADA!!!!!!
ALGUMAS SUGESTÕES: 10 OBRAS PARA CONHECER A LITERATURA INDÍGENA
BRASILEIRA
DISPONÍVEL EM: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=925
• A Terra sem Males: Mito guarani
• Das Crianças Ikpeng para o Mundo Marangmotxíngmo Mïrang
• A Terra dos Mil Povos: História indígena do Brasil contada por um índio
• Câmera na Mão, o Guarani no Coração
• Kurumi Guaré no Coração da Amazônia
• Wamrêmé Za’ra: Nossa palavra – Mito e história do povo xavante, de
Sereburã
• Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões
• O Karaíba: Uma história do pré-Brasil
• Amazonas: Pátria da água = Water Heartland
• Maíra
Para encerrar... Algumas sugestões
FILME:
- O último dos moicanos.
- Crepúsculo de uma raça.
- Sangue apache.
- Cabeza de vaca.
- Dança com lobos.
- A missão.
TEXTO:
Carta do Chefe Seattle.
O último dos moicanos.
Manifesto antropofágico.
CANCIONEIRO:
- Sertão do Laranjinha.
- América Latina.
- Lacautyva.
- Pájaro Campana.
CURTA METRAGEM:
- Mato eles?
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LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA: elementos constitutivos.ppt

  • 1. REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS NA LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA: focos de resistência – as etnias paranaenses UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – UEL MESTRADO PROFISSOINAL EM LETRAS – PROFLETRAS Edimarães Silvestre
  • 2. LITERATURA INDÍGENA M’BA CHEPÁ IPORÃ Y MÁ HÃ HÁ TÁ ÚÎ A’ MÃ JYÁ A’ MÃ JYÁ Ê’
  • 3. O PERCURSO DESTE TRABALHO  A ocupação do território: paralelo da colonização europeia na América.  Elementos identitários no mundo indígena.  A existência (ou não) de uma Literatura Indígena.  As características da Literatura Indígena.  A Literatura Indígena frente à Literatura não – indígena.  A Literatura Indígena nos demais países americanos.  A Literatura Indígena nas etnias paranaenses: kaingang, guarani e xetá.  O cancioneiro de representação indígena.  Apresentação de algumas obras.
  • 4. PARA COMEÇAR, ALGUNS QUESTIONAMENTOS... EXISTE ÍNDIO? (Ailton Krenák) COMO SURGIU ESSA DENOMINAÇÃO? (Darci Ribeiro) O ÍNDIO SE VÊ COMO ÍNDIO? (Daniel Munduruku) COMO ESSA DENOMINAÇÃO FICOU ENRAIZADA NA SOCIEDADE? (Graça Graúna) A QUEM INTERESSA A (NÃO) EXISTÊNCIA DO ÍNDIO, ALÉM DO ÍNDIO? (Eliane Potiguara) QUINHENTOS (E DEZESSTE) ANOS DE QUE? (Belchior)
  • 5. A RESISTÊNCIA  Sobreviver sob novas formas: Alimentação, residência, costumes, crenças, tradições, território, aprendizagem, autoridade, tecnologia... Entre a igreja e a escola : a casa de reza dos novos tempos?
  • 6. O PRECONCEITO DO SENSO COMUM... “Os índios não são mais os mesmos...” “Os índios já estão iguais aos brancos...” “Índio usando roupa...?” “Os índios já não são iguais aos de antigamente...” “Pra que tanta terra pra índio se eles não trabalham...?” (...)
  • 7. A LITERATURA Bella Jozef: “Quem estuda a Literatura Indígena?”  Graça Graúna: “Qual o lugar da Literatura Indígena na escola e na sociedade?” Eliane Potiguar: “A quem interessa a Literatura Indígena?’ Darci Ribeiro: “O índio tem consciência de que produz Literatura?” Yaguarê Yamã: “Se perdêssemos toda a Literatura Indígena, o que perderíamos?” E... Janice Thiél: “EXISTE LITERATURA INDÍGENA?” Existe Literatura Indígena Brasileira?”
  • 8. Respostas (?): não necessariamente as exatas... Mas as que precisamos... Pelo menos por enquanto! Em toda a América Hispânica estuda-se a Literatura Indígena e suas contribuições para a formação da sociedade. O índio nem sempre é minoria nesses países.  Línguas reconhecidas como oficiais. ESPANHA: Literatura hispânica faz parte do currículo de letras.  FRONTEIRAS PARA OS INDÍGENAS SÃO DIFERENTES: portanto, falar de literatura Guarani brasileira é falar de Literatura Guarani Paraguaia, Argentina e Boliviana.
  • 9. SINCRONIA Falta de espaço para publicação, restritos à universidades, perseguição e resistência nas ditaduras e nas democracias. - Juan Rulfo (MÉX). - Leonardo Padura (CUB) - Augusto Roa Bastos (PAR). - Josefina Pla (PAR). - Juan Manoel Marcos (PAR). - Antonio de La Calancha (BOL). - Javier del Granado (BOL). - Giovana Rivero (BOL). - Adela Samúdio (BOL). - Ramiro Musotto (ARG).
  • 10. O CONTEXTO EXTERNO: OS ARREDORES... EUA/CANADÁ/MÉXICO: Eloína Pratti dos Santos (UFGRS) Anderson Soares Gomes (UFRRJ): Até 1950, completa negação da Literatura Indígena.
  • 11. OS DOCUMENTOS OFICIAIS  LDBEN: 9.394/1996.  Lei Federal: 11.645/2008.  RCNEI: 1998.  DCNEI.  DCE - PR.  Cadernos da Diversidade (SEED/PR).  Estatuto do Índio: Lei 6.001/1973.  Constituição Federal.  BNCC (Questões indígenas não estão contempladas).
  • 12. Enquanto isso no Brasil... NA COLÔNIA...  QUINHENTISMO/BARROCO/ARCADISMO: índio selvagem, proselitismo católico e protestante, missão redentora do primitivismo. Carta de Caminha: o início. Teatro catequético. Uraguai, Caramuru... Poemas para ilustrar os nativos. Negação da sua cultura nativa.  Maria Luísa dos Santos Ribeiro: “Jesuítas: Idade Média tardia”. “Reforma de Pombal: LÍNGUAS INDÍGENAS FICAM PROIBIDAS.”
  • 13. O período Joanino... O que já estava ruim, fica um pouco (ou muito!) pior. Decreto Régio-12/11/1808: retirou a humanidade dos índios e declarou que a guerra contra os índios era justa. “Nada do que eles possuem, fazem, falam... é humano. Nem eles...” Se o Rei disse não são humanos, então pode-se fazer o que quiser com eles? A Guerra Justa?
  • 14. IMPÉRIO  Apagamento do índio.  Suas tradições são ignoradas pela: escola, sociedade, jornais...  Literatura: Índio vira heroi: Ubirajara, Iracema, O guarani, Os timbiras, I Juca Pirama, ..
  • 15. CRIANDO UMA DISTINÇÃO ESCLARECENDO: LITERATURA INDÍGENA X INDIANISMO / INDIGENISMO / INDIANISTA (ou qualquer outro nome que se dê a isso!)
  • 16. MODERNISMO Erro de Português (Oswald de Andrade) Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português.
  • 17. Um pouco de política (não há como não falar dela...) 1825: Aldear os índios para civiliza-los e torna-los humanos. 1896: integrá-los ao convívio urbano. 1910: SPI – Serviço de Proteção ao Índio. 1967: FUNAI – demarcar terras, proteger os que são realmente são índios (MAS QUEM É?)... 2017: PEC 215 (bancada ruralista) - não demarcar mais terras indígenas.
  • 18. RETORNANDO... Falemos de identidade BAUMAN: modernidade líquida – mundo do agora X ancestralidade. identidade nunca permanece a mesma. (Você já trocou a sua quantas vezes?) WOODWARD: identidade é marcada por símbolos. HALL: identidade interior X exterior: aparências. Cultura nacional: discurso para construir sentidos de existência. QUAL É O SÍMBOLO QUE IDENTIFICA O INDÍGENA PARA NÓS? E PARA O INDÍGENA?
  • 19. FALANDO DE LITERATURA... INDÍGENA THIÉL: (p.72) Existe literatura indígena? Brasileira? Literatura indígena X Literatura indigenista. Quem é o escritor indígena? Em que língua ela deve ser escrita? Para quem a Literatura Indígena é escrita? Quem publica esse tipo de Literatura?
  • 20. Se ela existe, como caracterizá-la? - MÍTICA: explicar o mundo e suas (próprias) origens. - IDENTITÁRIA: demarcar a sua posição como povo. - CULTURAL: reafirmar suas marcas de cultura e as mudanças ocorridas (hábitos, costumes, tradições, língua...) - ORALIDADE: representar as histórias pela escrita. - MUNDO DO SEU ENTORNO: oca, floresta, rios, - COTIDIANO: caça, pesca, colheitas, aventuras...
  • 21. Se ela existe, como caracterizá-la? - HISTÓRICA: identificar-se com a ancestralidade. - MEMORIALISTA: resgata e preserva a memória. - INFÂNCIA: a presença constante de personagens infantis, mas não infantilizado. - AUTORIDADE: chefe, cacique, pajé, curandeiro – autoridade inquestionável. - SEM PERIODIZAÇÃO: Romantismo, Modernismo... ACIMA DE TUDO: POLITIZADA!!!!!!
  • 22. ALGUMAS SUGESTÕES: 10 OBRAS PARA CONHECER A LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA DISPONÍVEL EM: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=925 • A Terra sem Males: Mito guarani • Das Crianças Ikpeng para o Mundo Marangmotxíngmo Mïrang • A Terra dos Mil Povos: História indígena do Brasil contada por um índio • Câmera na Mão, o Guarani no Coração • Kurumi Guaré no Coração da Amazônia • Wamrêmé Za’ra: Nossa palavra – Mito e história do povo xavante, de Sereburã • Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões • O Karaíba: Uma história do pré-Brasil • Amazonas: Pátria da água = Water Heartland • Maíra
  • 23. Para encerrar... Algumas sugestões FILME: - O último dos moicanos. - Crepúsculo de uma raça. - Sangue apache. - Cabeza de vaca. - Dança com lobos. - A missão. TEXTO: Carta do Chefe Seattle. O último dos moicanos. Manifesto antropofágico. CANCIONEIRO: - Sertão do Laranjinha. - América Latina. - Lacautyva. - Pájaro Campana. CURTA METRAGEM: - Mato eles?