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O espírito está pronto,
mas a carne é fraca."
Mateus 26:41.b
Júlio César Ribeiro Vaughan, filho de Maria Francisco
Ribeiro Vaughan e do Estadunidense George Washington
Vaughan, nasceu em 16/04/1845, no município de Sabará,
em Minas Gerais e morreu em Santos no dia 01/11/1890
vítima de tuberculose.
Foi casado com Belisária Pinheiro Ribeiro e teve uma
filha chamada Maria Júlia Pinheiro Ribeiro.
Foi um escritor naturalista polêmico, filólogo,
abolicionista, anticlerical, ardoroso defensor das ideais de
liberdade, e republicano. Escolhido postumamente para o
patronato da cadeira 24 da Academia Brasileira de Letras por
seus membros fundadores.
Lançado em 1888 o ano que tem na palavra liberdade
um dos motivos para ser lembrado quando se entra nos
arquivos da história. Júlio propôs em 16/05/1888, logo após
a Abolição da Escravatura, a atual bandeira de São
Paulo para ser a bandeira do Brasil, sendo parte da sua
campanha pela República.
No aludido estilo de época a preocupação era a de
retratar a humanidade como, de fato, ela era através da
utilização das teorias científicas da época. Assim sendo,
personagens, narradores e a narrativa foram marcadas,
fortemente, pelas verdades estabelecidas por essas teorias.
Apresenta ingredientes típicos de folhetins, o que
despertou grande debate e muitos fizeram-se críticos de
seu teor, causando escândalos entre as famílias
paulistanas tradicionais. As jovens eram proibidas de ler a
obra e muitos pediam segredo ao comprar e ainda hoje
são vendidas edições antigas (porém mutiladas) da obra
que por muito tempo lhe figurou de obsceno.
Assim, até mesmo aqueles que repudiavam a obra,
liam-na às escondidas, intencionando descobrir o
proibido, querendo ter acesso ao que, socialmente, não era
permitido.
O livro é mais do que um mero escândalo sexual.
Foi um dos livros mais discutidos e populares do país, a
maior qualidade do romancista não está precisamente em
sua ficção, mas em sua disposição para chocar uma
sociedade moralmente hipócrita que veio por décadas lhe
aprisionar à margem da grande Literatura.
Abrangendo todo o conteúdo de uma história de
amor, que resulta em situações inesperadas. O livro
narra uma paixão proibida, que versa sobre assuntos
que apenas no final do século XX passaram a ser
legalizados no Brasil.
O objetivo do autor ao escrever a obra era
contribuir com a transformação da mentalidade dos
brasileiros no século XIX.
Os temas dispostos mostram desde o sensual ao
novo papel da mulher na sociedade, como amor livre,
divórcio, a escravidão nas fazendas, ser humano visto
como um animal, o erotismo, perversões, sadismo,
ninfomania nudez e sexo.
Inserir o tema do histerismo foi a pitada
suficiente para que o livro ganhasse o rótulo de leitura
perigosa para as relações entre o leitor e sua
sociedade.
O narrador cede generosos espaços da fabulação a
explicações de caráter científico. Seu procedimento consiste
em interromper a narrativa e enxertar teorias engessadas
capazes de explicar as reações de Lenita.
A obra é narrada em 3ª pessoa, com um narrador
pressuposto onisciente neutro, sabe tudo o que se passa,
conhece até mesmo o desejo e sentimentos dos
personagens. Porém é extradiegético, ou seja, não faz parte
do enredo/discurso.
“Lenita hauriu a sorvos largos esse ambiente embriagador.
Apoderou-se dela um desejo ardente, irresistível, de banhar-se
nessa água fresca”.
A narração do livro sempre se dividiu entre a
apreciação estética e o julgamento moral, um êxito de
público, mas um fracasso entre os críticos. O resultado,
como se vê, é uma mistura de romantismo, naturalismo e
literatura erótica.
Lenita - uma personagem diferente, ativa com
intensos desejos sexuais provocado pela carne e uma
profunda inclinação para transitar no mundo dos livros e
exibir a invejável condição de pessoa culta. Uma mulher
quiçá "perigosa", sendo vítima de seu próprio “histerismo”.
Lenita tem uma serie de comportamentos
estranhos e inaceitáveis socialmente, por exemplo, seu
sadomasoquismo, pois a personagem se compraz ao ver
um negro agrilhoado, o trágico previsível como momento
orgástico de satisfação dos instintos.
Manuel - um engenheiro de mais de quarenta anos.
Manuel era um homem já maduro e exímio
conhecedor das coisas da vida, vivia trancado no quarto
com seus livros e periodicamente partia para longas
caçadas; vivera por dez anos na Europa, onde se casara
com uma francesa de quem se separara há muito tempo.
Influenciado pelo desenvolvimento das ideias
científicas da sua época, principalmente nas ciências
biológicas e sociais, tenta explicar de forma materialista
ou científica, os fenômenos da vida e o comportamento
humano. Buscando explicar os fatos sociais e pessoais
através do determinismo, por relações de causa e efeito
das ciências.
É chamada Romance de Tese, pois apresenta um
ponto de vista, e tenta demonstrá-lo através dos fatos
narrados. Neste caso, o autor procura assumir uma
postura de cientista que observa experimentos.
É objetivo, demonstrando distanciamento e
impessoalidade no trato dos fatos do romance pois para
os naturalistas é patológico tudo aquilo capaz de exortar
repulsa na sociedade: a fuga ao habitual já é
compreendida como patologia.
Expõe os anseios sexuais femininos, sobrepujando o
lado racional o tratamento do amor como algo
exclusivamente fisiológico. Depois do primeiro encontro,
Lenita desanuvia-se seu castelo, pois a moça se
decepciona com os modos rudes do cavalheiro. Nesse
ínterim, merece destaque a passagem onde Manuel,
impossibilitado de casar com Lenita, pois ele já havia
contraído núpcias, faz uma reflexão acerca do matrimônio.
Amor eterno só em poesias piegas. Casamento sem divórcio
legal, regularizado, honroso, para ambas as partes, é caldeira de
vapor sem válvulas de segurança, arrebenta. Encasaca-se,
paramenta-se um homem, atavia-se, orna-se de flores simbólicas
a mulher: e lá vão ambos à igreja, em pompa solene, com grande
comitiva: para quê? para anunciar em público, em presença de
quem quiser ver e ouvir, a repiques de sino e som de trompa, que
ele quer copular com ela, que ela quer copular com ele, que não há
quem se oponha, que os parentes levam muito a bem… Bonito!
‘‘Moreno-clara, alta, muito bem lançada, tinha braços e
pernas roliças, musculosas, punhos e tornozelos finos, mãos e
pés aristocraticamente perfeitos, terminados por unhas róseas
muito polidas. Por sob os seios rijos, potraídos, afinava-se o
corpo na cintura para alargar-se em uns quadris amplos, para
arrendondar-se de leve em um ventre firme, ensombrado
inferiormente por velo escuro abundantíssimo’’. (idem, p.23).
A descrição é meticulosa e objetiva. Observe-se o
apelo a detalhes. O leitor conhece mais o exterior da
personagem que seu interior, pois sua caracterização
física apresenta mais elementos que a psicológica.
Esta surge apenas como um resultado da
estimulação do ambiente. Enquanto Lenita era atiçada
pelos estudos seu comportamento era guiado pela razão,
porém, quando seu temperamento entra em contato com
forças orgânicas, necessidades “genésicas”, assume
caráter patológico.
Detalhes externos se tornam relevantes quando se
observa que o êxito da personagem passa pelo crivo da
economia.
Depois de formar seu rico cabedal e se encontrar
sozinha, Lenita vai em busca do tutor de seu pai. Na sua
bagagem, o narrador destaca os objetos formadores de
sua sensibilidade, destacando os que ela aprendeu a
amar na companhia do pai:
“Tinha levado consigo o seu piano, alguns bronzes
artísticos, algum bibelots curiosos e muitos livros’’.
Nesta lista é significativa a falta de referência a
índices consagrados à vaidade feminina como joias,
roupas e perfumes.
Afora a questão moral, também traz referência ao
impacto causado pela obra de Darwin nas pessoas comuns.
Como vemos, a personagem não vê possibilidade no amor,
não crê nele, para ela, desse modo, tudo é orgânico. Na
ótica de Manuel, o sexo não é visto também como um ato
de amor, é algo apenas natural e essencial para a
continuação da espécie.
No início da narrativa, é descrito com sutileza, Lenita
masturbando-se no quarto. Entretanto, a primeira noite de
sexo da moça, com Manuel, é descrita sem doses de lirismo.
O narrador evidencia que o ato não se distingue em
nada do que é praticado pelos animais. No quesito sexo,
seriam doentias as relações em que os amantes são guiados
majoritariamente pelo instinto, à maneira de animais
irracionais, o que implica o esquecimento do verniz social e
do pudor.
Interessante notar como o título do livro encaixa-
se perfeitamente nas atitudes dos personagens, bem
como na postura do narrador.
Tudo, dum certo modo, gira em torno da carne,
isto é, as relações entre os personagens, bem como eles
mesmas, fazem parte dum grande organismo, onde tudo
já está determinado.
Em “A Carne” não é diferente. Os personagens
são resultados de sua decência e condições em que
vivem.
A própria raça prova que na terra não há
grandeza possível, pois todos na primeira oportunidade,
são traídos por instintos e por eles devorados.
‘“O homem fez-se para a mulher, e a mulher para o
homem. O casamento é uma necessidade, já não digo social, mas
fisiológica. Os grandes homens em geral não são bons maridos.
Demais se os tais senhores grandes homens escolhem quase
sempre abaixo de si, porque eu que, na opinião de papai, sou
mulher superior, não faria como eles, escolhendo marido que me
fosse superior? Os filhos puxariam por mim: a filosofia genésica
ensina que a hereditariedade direta do gênio e do talento é mais
comum da mãe para o filho.’’ (idem, p.9).
Essa predileção sugere quebra no modelo patriarcal de
existência onde homens e mulheres não se casam por amor ou
por interesse, ou por ambos, mas, sobretudo, para resolver
carências fisiológicas que, uma vez não saciadas, podem causar
sérios problemas.
“Lenita teve ótimos professores de línguas e de ciências;
estudou o italiano, o alemão, o inglês, o latim, o grego; fez curso
muito completos de matemáticas, de ciências físicas, e não se
conservou estranha às mais complexas ciências sociológicas.
Tudo lhe era fácil, nenhum campo parecia fechado a seu
vasto talento’’ .
Este perfil feminino não encontrava oponente, tanto
no bojo de outras páginas literárias, quanto nas ruas da
São Paulo de então.
Uma atitude de ironia por parte do autor, pois a
educação feminina estava muito longe de degustar tantos
e tão variados acepipes ligados ao corpo e ao espírito.
O autor explora o processo de afeminação de Lenita
da forma como a sociedade burguesia a via.
‘‘ Não passava, na espécie, de uma simples fêmea, e que
o que sentia era o desejo, era a necessidade orgânica do macho."
Contém ataque à carolice e aos jesuítas e também ao
casamento como instituição religiosa. O autor granjeou com
esta obra grande polêmica, em especial com o clero católico.
Lenita vivia só e no seu desejo de ultrapassar limites
desafiava, inclusive, o crivo do casamento como álibi para
se obter felicidade. Por isso, não sente o menor pudor em se
imaginar ao lado do seu amado e de quantos cruzassem seu
caminho.
Esta atitude só poderia nascer de uma mente
acostumada ao uso dos mecanismos da lógica:
"Teria amantes, por que não? Que lhe importava a ela as
murmurações, os diz-que-diz-ques da sociedade brasileira,
hipócrita maldizente. Era moça, sensual, rica – gozava.
Escandalizavam-se, pois que se escandalizassem."
O efeito sobre a conservadora sociedade da época, é
notado na cena do banho de Lenita nos primeiros capítulos.
"Espírito culto, em vez de julgá-lo imoral e sujo, como se
praz a sociedade hipócrita em representá-lo, ela achou-o grandioso
e nobre em sua adorável simplicidade’’.
Barbosa tem um discurso marcado pelo meio termo.
Posiciona-se contra a sociedade, mas cataloga ficar com
Lenita sem afrontar as regras sociais:
"Casar com Lenita não podia, era casado. Tomá-la por
amante? Certo que não. Preconceitos íntimos não os tinha; para ele
o casamento era uma instituição egoística, hipócrita,
profundamente imoral, soberanamente estúpida. Todavia era uma
instituição velha de milhares de anos, e nada demais perigoso do
que arrostar, contrariar de chofre as velhas instituições; elas hão
de cair, sim, mas com o tempo, com a mesma lentidão com que se
formaram, e não de chofre, como um relâmpago. A sociedade
estigmatizava o amor livre, o amor ficará fora do casamento; força
era aceitar o decreto da sociedade."
O ato sexual também não pode ser ignorado por
Lenita. Apesar dela diferir-se das moças da época, sente
necessidade de adequar-se às leis naturais.
“Se era necessidade orgânica, genésica de um homem
que a torturava, por que não escolher entre mil um marido forte,
nervoso, potente, capaz de satisfazê-la, capaz de saciá-la?”.
O homem, mais um animal entre tantos outros,
deve ceder às obrigações do organismo e aqueles que são
mais frágeis, as mulheres, sofrem afecções nervosas, em
geral provocadas pela repressão social e, sobretudo, pela
ausência ou excesso de sexo.
À época, a sociedade que ainda via a mulher como
ser passivo, devendo ser sempre inferior aos homens ver
uma mulher independente, rica e inteligente e de modo
explícito a um homem era algo pitoresco.
A carne também é o meio pelo qual se padece como
aqueles que sofrem a violência na pele, tal como ocorre
com os escravos que labutam na fazenda.
Num dos capítulos, um dos escravos é submetido,
devido a uma fuga, aos temíveis castigos corporais da
época. Um deles, o velho “feiticeiro’’ Cambinda é queimado
vivo pelos outros cativos do patrão. Porque muitos
escravos morreram de doenças desconhecidas, e
Manduca, em virtude de sua superioridade intelectual,
conforme a obra sugere várias vezes, desconfia do negro e
o acusa dos assassinatos.
A cena é recheada de tiradas preconceituosas e
maniqueísmo rudimentar, haja vista que valores como
bem e mal são atribuídos, respectivamente, a Manduca e
Cambinda.
* AMORA, Antonio Soares. História da literatura brasileira. São Paulo: Edição Saraiva, 1958.
* BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1993.
* CARVALHO, Ronald de. Pequena história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: F. Briguet & Cia., Editores,
1935.
* GRIECO, Agripino. Evolução da prosa brasileira. Rio de janeiro: Ariel, 1933.
* JUNIOR, Araripe. Obra crítica. Rio de janeiro: MEC/Casa de Rui Barbosa, 1960.
* PEREIRA, Lúcia Miguel. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro, José Olimpio, 1950
* ROMERO, Silvio. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1954.
* SODRÉ, Nelson Werneck. O naturalismo no Brasil, Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1992.
* VERÍSSIMO, José. História da literatura brasileira. São Paulo: Difel, 1982
* SUSSEKIND, Flora. Tal Brasil, qual romance? Rio de janeiro: Achiamé, 1984.
* RIBEIRO, Júlio. A Carne, Ateliê Editorial. Apresentação e notas de Marcelo Bulhões.
* FEDERICI, Hilton. Símbolos Paulistas: estudo histórico-heráldico. São Paulo: Secretaria de Cultura,
Comissão de Geografia e História, 1981.
* COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo : Global.
* RIBEIRO, Júlio (1938), A Carne, Rio de Janeiro/ São Paulo/ Belo Horizonte: Livraria Francisco Alves. ISBN
n.c. 15ª edição
* AUERBACH, E. Mimesis. Trad.: Suzi Frankl Sperber. 2.ed. São Paulo: Perspectiva, 1971.
* CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira: das origens ao Realismo.
História e antologia. 12.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
* LIMA, Luís Costa. A metamorfose do silêncio. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974.
* MIGUEL-PEREIRA, Lúcia. Prosa de ficção (de 1870 a 1920). 3.ed. Rio de Janeiro, J. Olympio; Brasília, INL,
1973.
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Literatura Brasileira: Livro A Carne

  • 1. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mateus 26:41.b
  • 2.
  • 3. Júlio César Ribeiro Vaughan, filho de Maria Francisco Ribeiro Vaughan e do Estadunidense George Washington Vaughan, nasceu em 16/04/1845, no município de Sabará, em Minas Gerais e morreu em Santos no dia 01/11/1890 vítima de tuberculose. Foi casado com Belisária Pinheiro Ribeiro e teve uma filha chamada Maria Júlia Pinheiro Ribeiro. Foi um escritor naturalista polêmico, filólogo, abolicionista, anticlerical, ardoroso defensor das ideais de liberdade, e republicano. Escolhido postumamente para o patronato da cadeira 24 da Academia Brasileira de Letras por seus membros fundadores.
  • 4.
  • 5. Lançado em 1888 o ano que tem na palavra liberdade um dos motivos para ser lembrado quando se entra nos arquivos da história. Júlio propôs em 16/05/1888, logo após a Abolição da Escravatura, a atual bandeira de São Paulo para ser a bandeira do Brasil, sendo parte da sua campanha pela República. No aludido estilo de época a preocupação era a de retratar a humanidade como, de fato, ela era através da utilização das teorias científicas da época. Assim sendo, personagens, narradores e a narrativa foram marcadas, fortemente, pelas verdades estabelecidas por essas teorias.
  • 6.
  • 7. Apresenta ingredientes típicos de folhetins, o que despertou grande debate e muitos fizeram-se críticos de seu teor, causando escândalos entre as famílias paulistanas tradicionais. As jovens eram proibidas de ler a obra e muitos pediam segredo ao comprar e ainda hoje são vendidas edições antigas (porém mutiladas) da obra que por muito tempo lhe figurou de obsceno. Assim, até mesmo aqueles que repudiavam a obra, liam-na às escondidas, intencionando descobrir o proibido, querendo ter acesso ao que, socialmente, não era permitido. O livro é mais do que um mero escândalo sexual. Foi um dos livros mais discutidos e populares do país, a maior qualidade do romancista não está precisamente em sua ficção, mas em sua disposição para chocar uma sociedade moralmente hipócrita que veio por décadas lhe aprisionar à margem da grande Literatura.
  • 8.
  • 9. Abrangendo todo o conteúdo de uma história de amor, que resulta em situações inesperadas. O livro narra uma paixão proibida, que versa sobre assuntos que apenas no final do século XX passaram a ser legalizados no Brasil. O objetivo do autor ao escrever a obra era contribuir com a transformação da mentalidade dos brasileiros no século XIX. Os temas dispostos mostram desde o sensual ao novo papel da mulher na sociedade, como amor livre, divórcio, a escravidão nas fazendas, ser humano visto como um animal, o erotismo, perversões, sadismo, ninfomania nudez e sexo. Inserir o tema do histerismo foi a pitada suficiente para que o livro ganhasse o rótulo de leitura perigosa para as relações entre o leitor e sua sociedade.
  • 10.
  • 11. O narrador cede generosos espaços da fabulação a explicações de caráter científico. Seu procedimento consiste em interromper a narrativa e enxertar teorias engessadas capazes de explicar as reações de Lenita. A obra é narrada em 3ª pessoa, com um narrador pressuposto onisciente neutro, sabe tudo o que se passa, conhece até mesmo o desejo e sentimentos dos personagens. Porém é extradiegético, ou seja, não faz parte do enredo/discurso. “Lenita hauriu a sorvos largos esse ambiente embriagador. Apoderou-se dela um desejo ardente, irresistível, de banhar-se nessa água fresca”. A narração do livro sempre se dividiu entre a apreciação estética e o julgamento moral, um êxito de público, mas um fracasso entre os críticos. O resultado, como se vê, é uma mistura de romantismo, naturalismo e literatura erótica.
  • 12.
  • 13. Lenita - uma personagem diferente, ativa com intensos desejos sexuais provocado pela carne e uma profunda inclinação para transitar no mundo dos livros e exibir a invejável condição de pessoa culta. Uma mulher quiçá "perigosa", sendo vítima de seu próprio “histerismo”. Lenita tem uma serie de comportamentos estranhos e inaceitáveis socialmente, por exemplo, seu sadomasoquismo, pois a personagem se compraz ao ver um negro agrilhoado, o trágico previsível como momento orgástico de satisfação dos instintos. Manuel - um engenheiro de mais de quarenta anos. Manuel era um homem já maduro e exímio conhecedor das coisas da vida, vivia trancado no quarto com seus livros e periodicamente partia para longas caçadas; vivera por dez anos na Europa, onde se casara com uma francesa de quem se separara há muito tempo.
  • 14.
  • 15. Influenciado pelo desenvolvimento das ideias científicas da sua época, principalmente nas ciências biológicas e sociais, tenta explicar de forma materialista ou científica, os fenômenos da vida e o comportamento humano. Buscando explicar os fatos sociais e pessoais através do determinismo, por relações de causa e efeito das ciências. É chamada Romance de Tese, pois apresenta um ponto de vista, e tenta demonstrá-lo através dos fatos narrados. Neste caso, o autor procura assumir uma postura de cientista que observa experimentos. É objetivo, demonstrando distanciamento e impessoalidade no trato dos fatos do romance pois para os naturalistas é patológico tudo aquilo capaz de exortar repulsa na sociedade: a fuga ao habitual já é compreendida como patologia.
  • 16.
  • 17. Expõe os anseios sexuais femininos, sobrepujando o lado racional o tratamento do amor como algo exclusivamente fisiológico. Depois do primeiro encontro, Lenita desanuvia-se seu castelo, pois a moça se decepciona com os modos rudes do cavalheiro. Nesse ínterim, merece destaque a passagem onde Manuel, impossibilitado de casar com Lenita, pois ele já havia contraído núpcias, faz uma reflexão acerca do matrimônio. Amor eterno só em poesias piegas. Casamento sem divórcio legal, regularizado, honroso, para ambas as partes, é caldeira de vapor sem válvulas de segurança, arrebenta. Encasaca-se, paramenta-se um homem, atavia-se, orna-se de flores simbólicas a mulher: e lá vão ambos à igreja, em pompa solene, com grande comitiva: para quê? para anunciar em público, em presença de quem quiser ver e ouvir, a repiques de sino e som de trompa, que ele quer copular com ela, que ela quer copular com ele, que não há quem se oponha, que os parentes levam muito a bem… Bonito!
  • 18.
  • 19. ‘‘Moreno-clara, alta, muito bem lançada, tinha braços e pernas roliças, musculosas, punhos e tornozelos finos, mãos e pés aristocraticamente perfeitos, terminados por unhas róseas muito polidas. Por sob os seios rijos, potraídos, afinava-se o corpo na cintura para alargar-se em uns quadris amplos, para arrendondar-se de leve em um ventre firme, ensombrado inferiormente por velo escuro abundantíssimo’’. (idem, p.23). A descrição é meticulosa e objetiva. Observe-se o apelo a detalhes. O leitor conhece mais o exterior da personagem que seu interior, pois sua caracterização física apresenta mais elementos que a psicológica. Esta surge apenas como um resultado da estimulação do ambiente. Enquanto Lenita era atiçada pelos estudos seu comportamento era guiado pela razão, porém, quando seu temperamento entra em contato com forças orgânicas, necessidades “genésicas”, assume caráter patológico.
  • 20.
  • 21. Detalhes externos se tornam relevantes quando se observa que o êxito da personagem passa pelo crivo da economia. Depois de formar seu rico cabedal e se encontrar sozinha, Lenita vai em busca do tutor de seu pai. Na sua bagagem, o narrador destaca os objetos formadores de sua sensibilidade, destacando os que ela aprendeu a amar na companhia do pai: “Tinha levado consigo o seu piano, alguns bronzes artísticos, algum bibelots curiosos e muitos livros’’. Nesta lista é significativa a falta de referência a índices consagrados à vaidade feminina como joias, roupas e perfumes.
  • 22.
  • 23. Afora a questão moral, também traz referência ao impacto causado pela obra de Darwin nas pessoas comuns. Como vemos, a personagem não vê possibilidade no amor, não crê nele, para ela, desse modo, tudo é orgânico. Na ótica de Manuel, o sexo não é visto também como um ato de amor, é algo apenas natural e essencial para a continuação da espécie. No início da narrativa, é descrito com sutileza, Lenita masturbando-se no quarto. Entretanto, a primeira noite de sexo da moça, com Manuel, é descrita sem doses de lirismo. O narrador evidencia que o ato não se distingue em nada do que é praticado pelos animais. No quesito sexo, seriam doentias as relações em que os amantes são guiados majoritariamente pelo instinto, à maneira de animais irracionais, o que implica o esquecimento do verniz social e do pudor.
  • 24.
  • 25. Interessante notar como o título do livro encaixa- se perfeitamente nas atitudes dos personagens, bem como na postura do narrador. Tudo, dum certo modo, gira em torno da carne, isto é, as relações entre os personagens, bem como eles mesmas, fazem parte dum grande organismo, onde tudo já está determinado. Em “A Carne” não é diferente. Os personagens são resultados de sua decência e condições em que vivem. A própria raça prova que na terra não há grandeza possível, pois todos na primeira oportunidade, são traídos por instintos e por eles devorados.
  • 26.
  • 27. ‘“O homem fez-se para a mulher, e a mulher para o homem. O casamento é uma necessidade, já não digo social, mas fisiológica. Os grandes homens em geral não são bons maridos. Demais se os tais senhores grandes homens escolhem quase sempre abaixo de si, porque eu que, na opinião de papai, sou mulher superior, não faria como eles, escolhendo marido que me fosse superior? Os filhos puxariam por mim: a filosofia genésica ensina que a hereditariedade direta do gênio e do talento é mais comum da mãe para o filho.’’ (idem, p.9). Essa predileção sugere quebra no modelo patriarcal de existência onde homens e mulheres não se casam por amor ou por interesse, ou por ambos, mas, sobretudo, para resolver carências fisiológicas que, uma vez não saciadas, podem causar sérios problemas.
  • 28.
  • 29. “Lenita teve ótimos professores de línguas e de ciências; estudou o italiano, o alemão, o inglês, o latim, o grego; fez curso muito completos de matemáticas, de ciências físicas, e não se conservou estranha às mais complexas ciências sociológicas. Tudo lhe era fácil, nenhum campo parecia fechado a seu vasto talento’’ . Este perfil feminino não encontrava oponente, tanto no bojo de outras páginas literárias, quanto nas ruas da São Paulo de então. Uma atitude de ironia por parte do autor, pois a educação feminina estava muito longe de degustar tantos e tão variados acepipes ligados ao corpo e ao espírito. O autor explora o processo de afeminação de Lenita da forma como a sociedade burguesia a via. ‘‘ Não passava, na espécie, de uma simples fêmea, e que o que sentia era o desejo, era a necessidade orgânica do macho."
  • 30.
  • 31. Contém ataque à carolice e aos jesuítas e também ao casamento como instituição religiosa. O autor granjeou com esta obra grande polêmica, em especial com o clero católico. Lenita vivia só e no seu desejo de ultrapassar limites desafiava, inclusive, o crivo do casamento como álibi para se obter felicidade. Por isso, não sente o menor pudor em se imaginar ao lado do seu amado e de quantos cruzassem seu caminho. Esta atitude só poderia nascer de uma mente acostumada ao uso dos mecanismos da lógica: "Teria amantes, por que não? Que lhe importava a ela as murmurações, os diz-que-diz-ques da sociedade brasileira, hipócrita maldizente. Era moça, sensual, rica – gozava. Escandalizavam-se, pois que se escandalizassem."
  • 32.
  • 33. O efeito sobre a conservadora sociedade da época, é notado na cena do banho de Lenita nos primeiros capítulos. "Espírito culto, em vez de julgá-lo imoral e sujo, como se praz a sociedade hipócrita em representá-lo, ela achou-o grandioso e nobre em sua adorável simplicidade’’. Barbosa tem um discurso marcado pelo meio termo. Posiciona-se contra a sociedade, mas cataloga ficar com Lenita sem afrontar as regras sociais: "Casar com Lenita não podia, era casado. Tomá-la por amante? Certo que não. Preconceitos íntimos não os tinha; para ele o casamento era uma instituição egoística, hipócrita, profundamente imoral, soberanamente estúpida. Todavia era uma instituição velha de milhares de anos, e nada demais perigoso do que arrostar, contrariar de chofre as velhas instituições; elas hão de cair, sim, mas com o tempo, com a mesma lentidão com que se formaram, e não de chofre, como um relâmpago. A sociedade estigmatizava o amor livre, o amor ficará fora do casamento; força era aceitar o decreto da sociedade."
  • 34.
  • 35. O ato sexual também não pode ser ignorado por Lenita. Apesar dela diferir-se das moças da época, sente necessidade de adequar-se às leis naturais. “Se era necessidade orgânica, genésica de um homem que a torturava, por que não escolher entre mil um marido forte, nervoso, potente, capaz de satisfazê-la, capaz de saciá-la?”. O homem, mais um animal entre tantos outros, deve ceder às obrigações do organismo e aqueles que são mais frágeis, as mulheres, sofrem afecções nervosas, em geral provocadas pela repressão social e, sobretudo, pela ausência ou excesso de sexo. À época, a sociedade que ainda via a mulher como ser passivo, devendo ser sempre inferior aos homens ver uma mulher independente, rica e inteligente e de modo explícito a um homem era algo pitoresco.
  • 36.
  • 37. A carne também é o meio pelo qual se padece como aqueles que sofrem a violência na pele, tal como ocorre com os escravos que labutam na fazenda. Num dos capítulos, um dos escravos é submetido, devido a uma fuga, aos temíveis castigos corporais da época. Um deles, o velho “feiticeiro’’ Cambinda é queimado vivo pelos outros cativos do patrão. Porque muitos escravos morreram de doenças desconhecidas, e Manduca, em virtude de sua superioridade intelectual, conforme a obra sugere várias vezes, desconfia do negro e o acusa dos assassinatos. A cena é recheada de tiradas preconceituosas e maniqueísmo rudimentar, haja vista que valores como bem e mal são atribuídos, respectivamente, a Manduca e Cambinda.
  • 38.
  • 39. * AMORA, Antonio Soares. História da literatura brasileira. São Paulo: Edição Saraiva, 1958. * BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1993. * CARVALHO, Ronald de. Pequena história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: F. Briguet & Cia., Editores, 1935. * GRIECO, Agripino. Evolução da prosa brasileira. Rio de janeiro: Ariel, 1933. * JUNIOR, Araripe. Obra crítica. Rio de janeiro: MEC/Casa de Rui Barbosa, 1960. * PEREIRA, Lúcia Miguel. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro, José Olimpio, 1950 * ROMERO, Silvio. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1954. * SODRÉ, Nelson Werneck. O naturalismo no Brasil, Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1992. * VERÍSSIMO, José. História da literatura brasileira. São Paulo: Difel, 1982 * SUSSEKIND, Flora. Tal Brasil, qual romance? Rio de janeiro: Achiamé, 1984. * RIBEIRO, Júlio. A Carne, Ateliê Editorial. Apresentação e notas de Marcelo Bulhões. * FEDERICI, Hilton. Símbolos Paulistas: estudo histórico-heráldico. São Paulo: Secretaria de Cultura, Comissão de Geografia e História, 1981. * COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo : Global. * RIBEIRO, Júlio (1938), A Carne, Rio de Janeiro/ São Paulo/ Belo Horizonte: Livraria Francisco Alves. ISBN n.c. 15ª edição * AUERBACH, E. Mimesis. Trad.: Suzi Frankl Sperber. 2.ed. São Paulo: Perspectiva, 1971. * CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira: das origens ao Realismo. História e antologia. 12.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. * LIMA, Luís Costa. A metamorfose do silêncio. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974. * MIGUEL-PEREIRA, Lúcia. Prosa de ficção (de 1870 a 1920). 3.ed. Rio de Janeiro, J. Olympio; Brasília, INL, 1973.
  • 40. *OBRIGADO PELA ATENÇÃO !!! *Alanna Thaylla Rodrigues *Bárbara Ponciano *Ezequias Guimarães *Thiago Bessa