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Justificação, somente
pela fé em Jesus Cristo
2º Trimestre de 2016
Lição 3
17 abril 2016
"E não duvidou da promessa de
Deus por incredulidade, mas foi
fortificado na fé, dando glória a
Deus.“ (Rm 4.20)
TEXTO ÁUREO
Prof.CelsoNapoleon
2
justificação dos pecados
diante de Deus ocorre
somente pela fé.
VERDADE PRÁTICA
Prof.CelsoNapoleon
3
OBJETIVO GERAL
Prof.CelsoNapoleon
4
Explicar que somos justificados
diante de Deus somente pela fé e
não pelas obras da carne.
I. Abalizar que a justificação manifestada em Jesus
Cristo veio para salvar judeus e gentios;
II. Mostrar que Paulo procurou responder, de forma
bíblica, as contestações que seus interlocutores
faziam quanto à justificação;
III. Explicar como Paulo utilizou o exemplo de Abraão
para tratar a respeito da justificação pela fé.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Prof.CelsoNapoleon
5
17 (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí)
perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os
mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem.
18 O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que
ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora
dito: Assim será a tua descendência.
19 E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio
corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem
tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Prof.CelsoNapoleon
6
Romanos 4-17-22
20 E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas
foi fortificado na fé, dando glória a Deus,
21 E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido
também era poderoso para o fazer.
22 Assim isso lhe foi também imputado como justiça.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Prof.CelsoNapoleon
7
Romanos 4-17-22
A justificação
diante de
Deus é
somente pela
fé.
PONTO CENTRAL
8
Prof.CelsoNapoleon
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a doutrina
bíblica da justificação pela fé, conforme a
Carta aos Romanos nos capítulos 3.1—
4.25. Esses textos contêm uma das mais
contundentes defesas de Paulo em favor
da justificação pela fé, independente das
obras. Para uma melhor compreensão
deste tema tão relevante, a argumentação
do apóstolo será dividida em três partes: a
justificação manifestada, a justificação
contestada e a justificação exemplificada.
Prof.CelsoNapoleon
9
INTRODUÇÃO
A chamada de Abraão, o grande patriarca
de Israel, será a base da argumentação de
Paulo para provar a doutrina da
justificação somente pela fé. O argumento
de Paulo é que todas as bênçãos de Deus e
todas as suas promessas são frutos da sua
graça para conosco.
Prof.CelsoNapoleon
10
• 1. Um culpado que é inocentado
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
11
Em Romanos 3.21, lemos: "Mas,
agora, se manifestou, sem a lei, a
justiça de Deus, tendo o testemunho
da Lei e dos Profetas." Paulo nos
mostra como Deus se revelou para
alcançar os gentios e judeus. Os
gentios estavam debaixo da ira de
Deus, porque falharam em conhecê-
lo.
Prof.CelsoNapoleon
• 1. Um culpado que é inocentado
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
12
Os judeus também estavam debaixo
da ira divina, por não conseguirem
guardar a Palavra do Senhor. O
vocábulo manifestou, no grego, vem
de uma raiz cujo significado é tornar
manifesto ou visível ou conhecido o
que estava escondido ou era
desconhecido.
Prof.CelsoNapoleon
• 1. Um culpado que é inocentado
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
13
Deus, na pessoa de Jesus Cristo,
tornou conhecido o seu grande
amor para com os pecadores.
Encontramos Paulo recorrendo a
uma figura extraída do mundo
jurídico para esclarecer o seu
pensamento. O termo justiça traduz
a palavra grega dikaiosyne, muito
comum no contexto de um tribunal.
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• 1. Um culpado que é inocentado
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
14
A imagem é de alguém que é
inocentado por um juiz, mesmo
sendo culpado pelos seus atos.
Concluímos então que, mesmo
culpados. Deus quis nos justificar e
perdoar.
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• 2. Um prisioneiro que é libertado.
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
15
Em Romanos 3.24, Paulo usa o verbo
grego apolytroseo para se referir à
redenção efetuada por Jesus Cristo. Essa
palavra, conforme definem os léxicos da
língua grega, tem o sentido de redenção,
resgate ou libertação. No contexto neo-
testamentário tem o sentido de libertar
mediante o preço de um resgate.
Prof.CelsoNapoleon
• 2. Um prisioneiro que é libetado.
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
16
No mundo antigo um escravo podia ser
resgatado mediante o pagamento de um
preço. É exatamente isso que Deus fez.
Enviou Jesus Cristo para resgatar o
homem que estava preso em seus
delitos e pecados (Ef 2.1,2). Tanto judeus
como gentios deveriam se conscientizar
dessa realidade. Ninguém pode se
autolibertar.
Prof.CelsoNapoleon
• 3. Um inocente que é culpado.
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
17
Se o sistema judicial foi útil para
elucidar o pensamento do apóstolo,
da mesma forma a figura extraída do
sistema de sacrifícios levítico
também o auxiliou. Isso pode ser
visto no texto: "Ao qual Deus propôs
para propiciação pela fé no seu
sangue, para demonstrar a sua
justiça pela remissão dos pecados
Prof.CelsoNapoleon
• 3. Um inocente que é culpado.
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
18
dantes cometidos, sob a paciência
de Deus" (Rm 3.25). A palavra
propiciação (gr. hülas- terion), que
está relacionada ao termo
propiciatório é uma terminologia
muito utilizada no Antigo
Testamento para se referir aos
sacrifícios pelo pecado. No sistema
levítico, quando alguém pecava
Prof.CelsoNapoleon
• 3. Um inocente que é culpado.
I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26)
19
tornava-se culpado de algo, e um
animal inocente era sacrificado para
que a culpa fosse expiada. Paulo
mostra que tanto os gentios como os
judeus não podem chegar a Deus
pelos seus esforços ou obras, mas
única e exclusivamente pelo sangue
de Jesus: o inocente Cordeiro de
Deus que foi sacrificado por nós.
Prof.CelsoNapoleon
SINOPSE DO TÓPICO (1)
Prof.CelsoNapoleon
20
Paulo nos mostra como Deus
manifestou a sua justificação para
alcançar os gentios e judeus.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"A Doutrina da Justificação
A estudarmos a Doutrina do Pecado descobrimos que
ninguém pode ser justificado pela justiça humana. Entretanto,
é na doutrina da justificação, no texto de 3.1 a 5.21, que o
pecador encontra o caminho da justificação, através da obra
expiatória de Cristo. No primeiro estado, o pecador está
perdido e sem possibilidade alguma de se justificar diante de
Deus. No segundo estado, o pecador encontra Cristo que o
justifica.
É a partir do capítulo 3.21 que o pecador, judeu ou gentio,
Prof.CelsoNapoleon
21
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
encontra um novo caminho através dos méritos de Cristo
Jesus. É aqui que ele pode ser perdoado e declarado livre da
pena do seu pecado, perante Deus.
Justificação significa absolvição da culpa, cuja pena foi
satisfeita. Significa ser declarado livre de toda culpa tendo
cumprido todos os requisitos da lei.
Justificação é um termo forense que denota um ato judicial da
administração da lei. Esse ato judicial legaliza a situação do
transgressor perante a lei e o torna justo, isto é, livre de toda
a condenação. Cristo assumiu a pena do pecador e foi
Prof.CelsoNapoleon
22
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
sentenciado no lugar do pecador. Ele sofreu a pena contra o
pecador. Cumprida a pena, o veredicto final da justiça divina é
a justificação do pecador. Entende-se então que ser
justificado não significa que a justiça tenha sido adiada, ou
que ela não tenha sido cumprida" (CABRAL, Elienai. Romanos:
0 Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2005, p.52).
Prof.CelsoNapoleon
23
CONHEÇA MAIS
“Justificação
"[Do heb. tsadik; do gr. diakaios; do lat.justificationem]. Ato de
declarar justo. Processo judicial que se dá junto ao Tribunal de
Deus, através do qual o pecador que aceita a Cristo é declarado
justo (Rm 5.1). Ou seja: passa a ser visto por Deus como se
jamais tivera pecado em toda a sua vida (Rm 5.1).
A justificação é mais que um mero perdão. O criminoso
perdoado, ou anistiado, continuará criminoso. Mas se Deus o
justificar, torna-se ele justo (Rm 8.1). A justificação é obtida
única e exclusivamente pela fé em Cristo Jesus." Para conhecer
mais leia Dicionário Teológico, CPAD, p. 198.
Prof.CelsoNapoleon
24
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
25
1. A justificação se opõe à salvação meritória
Paulo desejava que o seu ensino não
fosse mal interpretado, então
recorrendo ao método da diatribe, se
adiantando em responder as
contestações que seus interlocutores
poderiam fazer-lhe. "Onde está, logo, a
jactância? É excluída. Por qual lei? Das
obras? Não! Mas pela lei da fé" (Rm
3.27). A lei dizia faça e o judeu devoto
estava convicto de que Deus o
justificaria pelo que fazia. No entanto, a
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
26
1. A justificação se opõe à salvação meritória
graça que Paulo ensinava dizia não faça,
mas aceite o que Jesus já fez. 0 que
seria feito então do orgulho judaico que
se vangloriava em ser o povo eleito de
Deus e das boas obras que praticavam?
Não levaria Deus isso em conta nessa
nova doutrina de Paulo? Nas palavras
do apóstolo, não! É bem fácil imaginar
que para um judeu devoto, guardador
da lei e praticante de boas obras, que o
ensino da justificação "pela fé somente"
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
27
1. A justificação se opõe à salvação meritória
era bem difícil de digerir. Não é fácil
abrirmos mão do nosso orgulho e
deixarmos de nos vangloriarmos pelos
nossos feitos. Todavia, a doutrina da
justificação pela fé diz que não há
mérito humano quando a graça de Deus
se manifesta. A conclusão de Paulo é
que "o homem é justificado pela fé,
sem as obras da lei" (Rm 3.28).
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
28
2. A justificação se opõe ao orgulho nacionalista.
A segunda indagação que Paulo procura
responder é a seguinte: "É, porventura.
Deus somente dos judeus? E não o é
também dos gentios? Também dos
gentios, certamente" (Rm 3.29). Esse é
outro ponto que contrastava com a
crença do judaísmo do primeiro século-
o exclusivismo. A doutrina da
justificação pela fé revela que Deus não
é somente dos judeus, que se achavam
privilegiados pelo legalismo em relação
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
29
2. A justificação se opõe ao orgulho nacionalista.
à Torá, mas dos gentios também. Deus não
é uma divindade nacionalista, mas Ele é o
Deus de toda a Terra. Não há dúvidas de
que Paulo tinha em mente o shema judaico
quando argumentou sobre esse assunto:
"Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o
único SENHOR" (Dt 6.4). Se Deus é o único
Deus, como de fato afirma o monoteísmo
judaico, então Ele é o Deus dos gentios
também. Não podemos cair no erro de
achar que Deus é nossa propriedade
exclusiva.
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
30
3. A justificação se opõe ao antino- mismo.
"Anulamos, pois, a lei pela fé? De
maneira nenhuma! Antes
estabelecemos a lei" (Rm 3.31). Essa é
última pergunta a ser respondida por
Paulo dentro dessa seção. Os judeus
legalistas defendiam a observância dos
preceitos da lei e acusavam Paulo de
ser antinomista, isto é, ensinar que a lei
não tem mais nenhum sentido. Paulo
estaria ensinando que a justificação
pela fé tornara a lei desprezível? A
II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31)
Prof.CelsoNapoleon
31
3. A justificação se opõe ao antino- mismo.
resposta de Paulo é não! O problema não
era com a Lei, que tinha a função de
servir de condutora até Cristo, mas com
os homens que se mostraram incapazes
de cumpri-la. Nem judeu nem tampouco
gentio algum foi capaz de cumprir a Lei.
Somente Jesus Cristo a cumpriu em nosso
lugar. Qualquer tentativa de cumprir a Lei
hoje é nula, além de ser uma afronta
àquele que se mostrou o único habilitado
a fazê-lo — Jesus Cristo, nosso Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Prof.CelsoNapoleon
32
A justificação anunciada por
Paulo se opunha a ideia que os
judeus tinham da salvação por
méritos religiosos.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor, o subtópico três mostra que o antinomismo se
opõe a justificação. Antes de discorrer a respeito do assunto
faça a seguinte indagação: "0 que é antinomismo?" Ouça os
alunos com atenção e explique que "literalmente significa
contra a lei. Doutrina que assevera não haver mais
necessidade de se pregar nem de se observar as leis morais
do Antigo Testamento. Calibrando esta assertiva, alegam os
antimonistas que, salvos pela fé em Cristo Jesus, já estamos
livres da tutela de Moisés. Ignoram porém, serem as
ordenanças morais do Antigo Testamento pertencentes ao
Prof.CelsoNapoleon
33
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
elenco do direito natural que o Criador incrustara na alma de
Adão. Como podemos desprezar os Dez Mandamentos? Todo
crente piedoso os observa, pois o Cristo não veio revogá-los;
veio cumpri-los e sublimá-los. Além do mais, as legislações
modernas estão alicerçadas justamente no Decálogo"
(ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.44).
Prof.CelsoNapoleon
34
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8).
Prof.CelsoNapoleon
35
Na seção de Romanos 4.1-8, o apóstolo
Paulo toma o exemplo do patriarca
Abraão para fazer um contraste entre a
justificação pela fé e pelas obras. A antiga
tradição judaica afirmava que Abraão já
guardava a Torá, mesmo tendo vivido
séculos antes dela. Ele a teria guardado
por "antecipação", pois segundo o
judaísmo, apoiando-se em Gênesis 17.23,
Abraão é circuncidado como sinal da
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8).
Prof.CelsoNapoleon
36
aliança entre ele e Deus. Da mesma forma
o sacrifício de Isaque confirmaria tal
crença (Gn 22). Em outras palavras, as
obras justificaram Abraão. Contra essa
argumentação, Paulo mostra que Abraão
não poderia ter sido aceito por Deus em
virtude da circuncisão, pois ele creu em
Deus, tendo sido isso imputado como
justiça, antes dele ser circuncidado e pelo
menos quatro séculos antes do advento
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8).
Prof.CelsoNapoleon
37
da Lei. O que justificou Abraão não foi o
que ele fez, mas o que Deus fez por ele.
Esse é o princípio do Evangelho — somos
aceitos não pelo que fizemos, mas pelo
que Cristo fez por nós.
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
2. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17).
Prof.CelsoNapoleon
38
Na Aliança Abraâmica, Deus prometeu
fazer dos descendentes de Abraão uma
grande nação. Ele também prometeu ao
patriarca que lhe daria como herança a
terra e faria do seu servo uma bênção
para todos os povos (Gn 12.1-3). Fazendo
referência a essa promessa divina, Paulo
argumenta que a justificação não poderia
decorrer da obediência à lei pelo fato de
que quando Deus fez a promessa a
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
2. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17).
Prof.CelsoNapoleon
39
Abraão, este nem mesmo era
circuncidado (Rm 4.10-15). A própria
crença judaica dizia que a fé obediente de
Abraão nas promessas de Deus lhe foi
imputada como justiça (Gn 15.5,6). Para
Paulo, se as bênçãos divinas prometidas a
Abraão dependessem da obediência ao
código mosaico, então as promessas de
Deus teriam falhado, visto que ninguém
fora capaz de cumprir ou guardar a lei.
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
3- Abraão, ressurreição e justificação (Rm 4.18-25).
Prof.CelsoNapoleon
40
Na teologia de Paulo em Romanos 4.18-
25 há um paralelismo entre a fé de
Abraão e a fé do cristão — ambos creram
em um Deus que torna possível as coisas
impossíveis. Paulo mostra que Deus
tornou possível a concretização das
promessas a Abraão, mesmo sendo seu
corpo já “amortecido" pelo fato de sua
idade avançada, e dessa forma
recompensou a sua fé. A sua fé, mesmo
III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25)
3- Abraão, ressurreição e justificação (Rm 4.18-25).
Prof.CelsoNapoleon
41
contra as evidências externas, garantiu-
lhe a concretização das promessas (Rm
4.16-22). Da mesma forma, a fé do cristão
na morte e ressureição de Jesus, o Filho
de Deus, é a garantia de que as
promessas de Deus em sua vida também
serão cumpridas (Rm 4.23,25).
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Prof.CelsoNapoleon
42
Paulo se utiliza do exemplo
do patriarca Abraão para
mostrar que a justificação é
somente pela fé.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Paulo diz que, se Abraão, o pai dos judeus segundo a carne,
tivesse sido jutgado por obras ou justiça própria, teria que
gloriar-se diante de Deus. Porém o que aprendemos é que
Abraão foi como qualquer outro homem, pecador e sem
justiça nenhuma. Ele foi declarado justo por meio da fé (Rm
4.3). Os judeus vangloriavam-se em Abraão e criam que isto
lhes garantiria a justificação, apenas por serem 'filhos de
Abraão segundo a carne". Os versículos 4 e 5, apresentam
dois modos de justificação: por méritos e por graça.
Prof.CelsoNapoleon
43
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
A justificação por méritos se baseia nas obras do homem para
obter a sua salvação. A justificação por graça baseia-se sobre
o princípio da fé. Deus justifica o pecador pela fé. Ele imputa
justiça ao que crê, isto é pela graça de Deus" (CABRAL, Elienai.
Romanos: 0 Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2005, p.59).
Prof.CelsoNapoleon
44
CONCLUSÃO
Prof.CelsoNapoleon
45
Chegamos ao final de uma importante lição
sobre a doutrina da justificação pela fé.
Nesta lição aprendemos que Paulo recorreu
a experiência do patriarca Abraão para
argumentar contra a crença judaica que
associava a aceitação das obras como
garantia de justificação diante de Deus. Para
Paulo isso não poderia ser verdade já que o
velho patriarca não possuía mérito algum
quando recebeu as promessas de Deus. As
bênçãos recebidas por ele, assim como as da
Nova Aliança, decorrem exclusivamente da
graça de Deus em resposta a fé.
Segundo a lição, por que os gentios estavam debaixo da ira de Deus?
Os gentios estavam debaixo da ira de Deus, porque falharam em
conhecê-lo.
Na pessoa de quem Deus tornou conhecido o seu grande amor para
com os pecadores?
Na pessoa de Jesus Cristo.
Existem méritos humanos quando a graça de Deus se manifesta?
A doutrina da justificação pela fé diz que não há mérito humano
quando a graça de Deus se manifesta.
PARA REFLETIR
Prof.CelsoNapoleon
46
ArespeitodaCartaaosRomanos,responda:
PARA REFLETIR
Prof.CelsoNapoleon
47
A justificação pela fé torna a lei desprezível?
A resposta de Paulo é não! Porém, judeu nem tampouco gentio algum
foi capaz de cumprir a Lei.
Qual era a função da lei?
A Lei tinha a função de servir de condutora até Cristo.
ArespeitodaCartaaosRomanos,responda:
Prof.CelsoNapoleon
48
• CPAD. Lições Bíblicas: Lições do I o trimestre de 2016 , Rio
de Janeiro - RJ .
• Celso Napoleon
Theology from Cicero Canuto de Lima, current FAESP -
Evangelical School of São Paulo. Technical Administration
at State Center for Technological Education Paula Souza.
Administration Graduating in UNESP - Universidade
Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - Campus
Tupa.
Telefone: (Celular): (14) 99773-8373
e-mail: celsonapoleon@hotmail.com
Face: www.facebook.com/celsonapoleon
Church: www.facebook.com/ieaduniverso

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Lição 3 justificação, somente pela fé em jesus cristo

  • 1. Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo 2º Trimestre de 2016 Lição 3 17 abril 2016
  • 2. "E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus.“ (Rm 4.20) TEXTO ÁUREO Prof.CelsoNapoleon 2
  • 3. justificação dos pecados diante de Deus ocorre somente pela fé. VERDADE PRÁTICA Prof.CelsoNapoleon 3
  • 4. OBJETIVO GERAL Prof.CelsoNapoleon 4 Explicar que somos justificados diante de Deus somente pela fé e não pelas obras da carne.
  • 5. I. Abalizar que a justificação manifestada em Jesus Cristo veio para salvar judeus e gentios; II. Mostrar que Paulo procurou responder, de forma bíblica, as contestações que seus interlocutores faziam quanto à justificação; III. Explicar como Paulo utilizou o exemplo de Abraão para tratar a respeito da justificação pela fé. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Prof.CelsoNapoleon 5
  • 6. 17 (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. 18 O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 19 E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Prof.CelsoNapoleon 6 Romanos 4-17-22
  • 7. 20 E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, 21 E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. 22 Assim isso lhe foi também imputado como justiça. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Prof.CelsoNapoleon 7 Romanos 4-17-22
  • 8. A justificação diante de Deus é somente pela fé. PONTO CENTRAL 8 Prof.CelsoNapoleon
  • 9. INTRODUÇÃO Na lição de hoje, estudaremos a doutrina bíblica da justificação pela fé, conforme a Carta aos Romanos nos capítulos 3.1— 4.25. Esses textos contêm uma das mais contundentes defesas de Paulo em favor da justificação pela fé, independente das obras. Para uma melhor compreensão deste tema tão relevante, a argumentação do apóstolo será dividida em três partes: a justificação manifestada, a justificação contestada e a justificação exemplificada. Prof.CelsoNapoleon 9
  • 10. INTRODUÇÃO A chamada de Abraão, o grande patriarca de Israel, será a base da argumentação de Paulo para provar a doutrina da justificação somente pela fé. O argumento de Paulo é que todas as bênçãos de Deus e todas as suas promessas são frutos da sua graça para conosco. Prof.CelsoNapoleon 10
  • 11. • 1. Um culpado que é inocentado I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 11 Em Romanos 3.21, lemos: "Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas." Paulo nos mostra como Deus se revelou para alcançar os gentios e judeus. Os gentios estavam debaixo da ira de Deus, porque falharam em conhecê- lo. Prof.CelsoNapoleon
  • 12. • 1. Um culpado que é inocentado I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 12 Os judeus também estavam debaixo da ira divina, por não conseguirem guardar a Palavra do Senhor. O vocábulo manifestou, no grego, vem de uma raiz cujo significado é tornar manifesto ou visível ou conhecido o que estava escondido ou era desconhecido. Prof.CelsoNapoleon
  • 13. • 1. Um culpado que é inocentado I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 13 Deus, na pessoa de Jesus Cristo, tornou conhecido o seu grande amor para com os pecadores. Encontramos Paulo recorrendo a uma figura extraída do mundo jurídico para esclarecer o seu pensamento. O termo justiça traduz a palavra grega dikaiosyne, muito comum no contexto de um tribunal. Prof.CelsoNapoleon
  • 14. • 1. Um culpado que é inocentado I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 14 A imagem é de alguém que é inocentado por um juiz, mesmo sendo culpado pelos seus atos. Concluímos então que, mesmo culpados. Deus quis nos justificar e perdoar. Prof.CelsoNapoleon
  • 15. • 2. Um prisioneiro que é libertado. I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 15 Em Romanos 3.24, Paulo usa o verbo grego apolytroseo para se referir à redenção efetuada por Jesus Cristo. Essa palavra, conforme definem os léxicos da língua grega, tem o sentido de redenção, resgate ou libertação. No contexto neo- testamentário tem o sentido de libertar mediante o preço de um resgate. Prof.CelsoNapoleon
  • 16. • 2. Um prisioneiro que é libetado. I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 16 No mundo antigo um escravo podia ser resgatado mediante o pagamento de um preço. É exatamente isso que Deus fez. Enviou Jesus Cristo para resgatar o homem que estava preso em seus delitos e pecados (Ef 2.1,2). Tanto judeus como gentios deveriam se conscientizar dessa realidade. Ninguém pode se autolibertar. Prof.CelsoNapoleon
  • 17. • 3. Um inocente que é culpado. I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 17 Se o sistema judicial foi útil para elucidar o pensamento do apóstolo, da mesma forma a figura extraída do sistema de sacrifícios levítico também o auxiliou. Isso pode ser visto no texto: "Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados Prof.CelsoNapoleon
  • 18. • 3. Um inocente que é culpado. I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 18 dantes cometidos, sob a paciência de Deus" (Rm 3.25). A palavra propiciação (gr. hülas- terion), que está relacionada ao termo propiciatório é uma terminologia muito utilizada no Antigo Testamento para se referir aos sacrifícios pelo pecado. No sistema levítico, quando alguém pecava Prof.CelsoNapoleon
  • 19. • 3. Um inocente que é culpado. I - A JUSTIFICAÇÃOMANIFESTADA(Rm 3.21-26) 19 tornava-se culpado de algo, e um animal inocente era sacrificado para que a culpa fosse expiada. Paulo mostra que tanto os gentios como os judeus não podem chegar a Deus pelos seus esforços ou obras, mas única e exclusivamente pelo sangue de Jesus: o inocente Cordeiro de Deus que foi sacrificado por nós. Prof.CelsoNapoleon
  • 20. SINOPSE DO TÓPICO (1) Prof.CelsoNapoleon 20 Paulo nos mostra como Deus manifestou a sua justificação para alcançar os gentios e judeus.
  • 21. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "A Doutrina da Justificação A estudarmos a Doutrina do Pecado descobrimos que ninguém pode ser justificado pela justiça humana. Entretanto, é na doutrina da justificação, no texto de 3.1 a 5.21, que o pecador encontra o caminho da justificação, através da obra expiatória de Cristo. No primeiro estado, o pecador está perdido e sem possibilidade alguma de se justificar diante de Deus. No segundo estado, o pecador encontra Cristo que o justifica. É a partir do capítulo 3.21 que o pecador, judeu ou gentio, Prof.CelsoNapoleon 21
  • 22. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO encontra um novo caminho através dos méritos de Cristo Jesus. É aqui que ele pode ser perdoado e declarado livre da pena do seu pecado, perante Deus. Justificação significa absolvição da culpa, cuja pena foi satisfeita. Significa ser declarado livre de toda culpa tendo cumprido todos os requisitos da lei. Justificação é um termo forense que denota um ato judicial da administração da lei. Esse ato judicial legaliza a situação do transgressor perante a lei e o torna justo, isto é, livre de toda a condenação. Cristo assumiu a pena do pecador e foi Prof.CelsoNapoleon 22
  • 23. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO sentenciado no lugar do pecador. Ele sofreu a pena contra o pecador. Cumprida a pena, o veredicto final da justiça divina é a justificação do pecador. Entende-se então que ser justificado não significa que a justiça tenha sido adiada, ou que ela não tenha sido cumprida" (CABRAL, Elienai. Romanos: 0 Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.52). Prof.CelsoNapoleon 23
  • 24. CONHEÇA MAIS “Justificação "[Do heb. tsadik; do gr. diakaios; do lat.justificationem]. Ato de declarar justo. Processo judicial que se dá junto ao Tribunal de Deus, através do qual o pecador que aceita a Cristo é declarado justo (Rm 5.1). Ou seja: passa a ser visto por Deus como se jamais tivera pecado em toda a sua vida (Rm 5.1). A justificação é mais que um mero perdão. O criminoso perdoado, ou anistiado, continuará criminoso. Mas se Deus o justificar, torna-se ele justo (Rm 8.1). A justificação é obtida única e exclusivamente pela fé em Cristo Jesus." Para conhecer mais leia Dicionário Teológico, CPAD, p. 198. Prof.CelsoNapoleon 24
  • 25. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 25 1. A justificação se opõe à salvação meritória Paulo desejava que o seu ensino não fosse mal interpretado, então recorrendo ao método da diatribe, se adiantando em responder as contestações que seus interlocutores poderiam fazer-lhe. "Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé" (Rm 3.27). A lei dizia faça e o judeu devoto estava convicto de que Deus o justificaria pelo que fazia. No entanto, a
  • 26. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 26 1. A justificação se opõe à salvação meritória graça que Paulo ensinava dizia não faça, mas aceite o que Jesus já fez. 0 que seria feito então do orgulho judaico que se vangloriava em ser o povo eleito de Deus e das boas obras que praticavam? Não levaria Deus isso em conta nessa nova doutrina de Paulo? Nas palavras do apóstolo, não! É bem fácil imaginar que para um judeu devoto, guardador da lei e praticante de boas obras, que o ensino da justificação "pela fé somente"
  • 27. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 27 1. A justificação se opõe à salvação meritória era bem difícil de digerir. Não é fácil abrirmos mão do nosso orgulho e deixarmos de nos vangloriarmos pelos nossos feitos. Todavia, a doutrina da justificação pela fé diz que não há mérito humano quando a graça de Deus se manifesta. A conclusão de Paulo é que "o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei" (Rm 3.28).
  • 28. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 28 2. A justificação se opõe ao orgulho nacionalista. A segunda indagação que Paulo procura responder é a seguinte: "É, porventura. Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente" (Rm 3.29). Esse é outro ponto que contrastava com a crença do judaísmo do primeiro século- o exclusivismo. A doutrina da justificação pela fé revela que Deus não é somente dos judeus, que se achavam privilegiados pelo legalismo em relação
  • 29. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 29 2. A justificação se opõe ao orgulho nacionalista. à Torá, mas dos gentios também. Deus não é uma divindade nacionalista, mas Ele é o Deus de toda a Terra. Não há dúvidas de que Paulo tinha em mente o shema judaico quando argumentou sobre esse assunto: "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (Dt 6.4). Se Deus é o único Deus, como de fato afirma o monoteísmo judaico, então Ele é o Deus dos gentios também. Não podemos cair no erro de achar que Deus é nossa propriedade exclusiva.
  • 30. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 30 3. A justificação se opõe ao antino- mismo. "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei" (Rm 3.31). Essa é última pergunta a ser respondida por Paulo dentro dessa seção. Os judeus legalistas defendiam a observância dos preceitos da lei e acusavam Paulo de ser antinomista, isto é, ensinar que a lei não tem mais nenhum sentido. Paulo estaria ensinando que a justificação pela fé tornara a lei desprezível? A
  • 31. II-AJUSTIFICAÇÃOCONTESTADA(Rm3.27-31) Prof.CelsoNapoleon 31 3. A justificação se opõe ao antino- mismo. resposta de Paulo é não! O problema não era com a Lei, que tinha a função de servir de condutora até Cristo, mas com os homens que se mostraram incapazes de cumpri-la. Nem judeu nem tampouco gentio algum foi capaz de cumprir a Lei. Somente Jesus Cristo a cumpriu em nosso lugar. Qualquer tentativa de cumprir a Lei hoje é nula, além de ser uma afronta àquele que se mostrou o único habilitado a fazê-lo — Jesus Cristo, nosso Senhor.
  • 32. SINOPSE DO TÓPICO (2) Prof.CelsoNapoleon 32 A justificação anunciada por Paulo se opunha a ideia que os judeus tinham da salvação por méritos religiosos.
  • 33. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO Professor, o subtópico três mostra que o antinomismo se opõe a justificação. Antes de discorrer a respeito do assunto faça a seguinte indagação: "0 que é antinomismo?" Ouça os alunos com atenção e explique que "literalmente significa contra a lei. Doutrina que assevera não haver mais necessidade de se pregar nem de se observar as leis morais do Antigo Testamento. Calibrando esta assertiva, alegam os antimonistas que, salvos pela fé em Cristo Jesus, já estamos livres da tutela de Moisés. Ignoram porém, serem as ordenanças morais do Antigo Testamento pertencentes ao Prof.CelsoNapoleon 33
  • 34. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO elenco do direito natural que o Criador incrustara na alma de Adão. Como podemos desprezar os Dez Mandamentos? Todo crente piedoso os observa, pois o Cristo não veio revogá-los; veio cumpri-los e sublimá-los. Além do mais, as legislações modernas estão alicerçadas justamente no Decálogo" (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.44). Prof.CelsoNapoleon 34
  • 35. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8). Prof.CelsoNapoleon 35 Na seção de Romanos 4.1-8, o apóstolo Paulo toma o exemplo do patriarca Abraão para fazer um contraste entre a justificação pela fé e pelas obras. A antiga tradição judaica afirmava que Abraão já guardava a Torá, mesmo tendo vivido séculos antes dela. Ele a teria guardado por "antecipação", pois segundo o judaísmo, apoiando-se em Gênesis 17.23, Abraão é circuncidado como sinal da
  • 36. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8). Prof.CelsoNapoleon 36 aliança entre ele e Deus. Da mesma forma o sacrifício de Isaque confirmaria tal crença (Gn 22). Em outras palavras, as obras justificaram Abraão. Contra essa argumentação, Paulo mostra que Abraão não poderia ter sido aceito por Deus em virtude da circuncisão, pois ele creu em Deus, tendo sido isso imputado como justiça, antes dele ser circuncidado e pelo menos quatro séculos antes do advento
  • 37. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8). Prof.CelsoNapoleon 37 da Lei. O que justificou Abraão não foi o que ele fez, mas o que Deus fez por ele. Esse é o princípio do Evangelho — somos aceitos não pelo que fizemos, mas pelo que Cristo fez por nós.
  • 38. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 2. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17). Prof.CelsoNapoleon 38 Na Aliança Abraâmica, Deus prometeu fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação. Ele também prometeu ao patriarca que lhe daria como herança a terra e faria do seu servo uma bênção para todos os povos (Gn 12.1-3). Fazendo referência a essa promessa divina, Paulo argumenta que a justificação não poderia decorrer da obediência à lei pelo fato de que quando Deus fez a promessa a
  • 39. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 2. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17). Prof.CelsoNapoleon 39 Abraão, este nem mesmo era circuncidado (Rm 4.10-15). A própria crença judaica dizia que a fé obediente de Abraão nas promessas de Deus lhe foi imputada como justiça (Gn 15.5,6). Para Paulo, se as bênçãos divinas prometidas a Abraão dependessem da obediência ao código mosaico, então as promessas de Deus teriam falhado, visto que ninguém fora capaz de cumprir ou guardar a lei.
  • 40. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 3- Abraão, ressurreição e justificação (Rm 4.18-25). Prof.CelsoNapoleon 40 Na teologia de Paulo em Romanos 4.18- 25 há um paralelismo entre a fé de Abraão e a fé do cristão — ambos creram em um Deus que torna possível as coisas impossíveis. Paulo mostra que Deus tornou possível a concretização das promessas a Abraão, mesmo sendo seu corpo já “amortecido" pelo fato de sua idade avançada, e dessa forma recompensou a sua fé. A sua fé, mesmo
  • 41. III-AJUSTIFICAÇÃOEXEMPLIFICADA (Rm4.1-25) 3- Abraão, ressurreição e justificação (Rm 4.18-25). Prof.CelsoNapoleon 41 contra as evidências externas, garantiu- lhe a concretização das promessas (Rm 4.16-22). Da mesma forma, a fé do cristão na morte e ressureição de Jesus, o Filho de Deus, é a garantia de que as promessas de Deus em sua vida também serão cumpridas (Rm 4.23,25).
  • 42. SINOPSE DO TÓPICO (3) Prof.CelsoNapoleon 42 Paulo se utiliza do exemplo do patriarca Abraão para mostrar que a justificação é somente pela fé.
  • 43. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Paulo diz que, se Abraão, o pai dos judeus segundo a carne, tivesse sido jutgado por obras ou justiça própria, teria que gloriar-se diante de Deus. Porém o que aprendemos é que Abraão foi como qualquer outro homem, pecador e sem justiça nenhuma. Ele foi declarado justo por meio da fé (Rm 4.3). Os judeus vangloriavam-se em Abraão e criam que isto lhes garantiria a justificação, apenas por serem 'filhos de Abraão segundo a carne". Os versículos 4 e 5, apresentam dois modos de justificação: por méritos e por graça. Prof.CelsoNapoleon 43
  • 44. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO A justificação por méritos se baseia nas obras do homem para obter a sua salvação. A justificação por graça baseia-se sobre o princípio da fé. Deus justifica o pecador pela fé. Ele imputa justiça ao que crê, isto é pela graça de Deus" (CABRAL, Elienai. Romanos: 0 Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.59). Prof.CelsoNapoleon 44
  • 45. CONCLUSÃO Prof.CelsoNapoleon 45 Chegamos ao final de uma importante lição sobre a doutrina da justificação pela fé. Nesta lição aprendemos que Paulo recorreu a experiência do patriarca Abraão para argumentar contra a crença judaica que associava a aceitação das obras como garantia de justificação diante de Deus. Para Paulo isso não poderia ser verdade já que o velho patriarca não possuía mérito algum quando recebeu as promessas de Deus. As bênçãos recebidas por ele, assim como as da Nova Aliança, decorrem exclusivamente da graça de Deus em resposta a fé.
  • 46. Segundo a lição, por que os gentios estavam debaixo da ira de Deus? Os gentios estavam debaixo da ira de Deus, porque falharam em conhecê-lo. Na pessoa de quem Deus tornou conhecido o seu grande amor para com os pecadores? Na pessoa de Jesus Cristo. Existem méritos humanos quando a graça de Deus se manifesta? A doutrina da justificação pela fé diz que não há mérito humano quando a graça de Deus se manifesta. PARA REFLETIR Prof.CelsoNapoleon 46 ArespeitodaCartaaosRomanos,responda:
  • 47. PARA REFLETIR Prof.CelsoNapoleon 47 A justificação pela fé torna a lei desprezível? A resposta de Paulo é não! Porém, judeu nem tampouco gentio algum foi capaz de cumprir a Lei. Qual era a função da lei? A Lei tinha a função de servir de condutora até Cristo. ArespeitodaCartaaosRomanos,responda:
  • 48. Prof.CelsoNapoleon 48 • CPAD. Lições Bíblicas: Lições do I o trimestre de 2016 , Rio de Janeiro - RJ . • Celso Napoleon Theology from Cicero Canuto de Lima, current FAESP - Evangelical School of São Paulo. Technical Administration at State Center for Technological Education Paula Souza. Administration Graduating in UNESP - Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - Campus Tupa. Telefone: (Celular): (14) 99773-8373 e-mail: celsonapoleon@hotmail.com Face: www.facebook.com/celsonapoleon Church: www.facebook.com/ieaduniverso