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Linguagens geradoras & Projetos de trabalho Gabriel de Andrade Junqueira Filho Mestre e doutor em Educação pela PUC-SP Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e-mail: junqueir.ez@terra.com.br
Alguns autores que pesquisam sobre os projetos de trabalho, na sua origem e na atualidade:   John Dewey (1910-1930), W.H. Kilpatrick (1918), Fernando Hernández (1998-2000), Montserrat Ventura (1998), Josette Jolibert (1994-2006), Jurjo Torres Santomé (1998), Boutinet (2002), Judy Harris Helm e Sallee Beneke (2005)
Perguntas: 1.  Que indícios, pistas, sinais indicam ao professor que ele está, muito provavelmente, diante de um assunto que merece um projeto de trabalho? Em outras palavras, como selecionar um assunto, tema, conteúdo para o qual ele vai elaborar um projeto de trabalho?
2.  De que maneira o professor organiza o trabalho de sala de aula enquanto não descobre o(s) assunto(s) para o(s) qual(is) vai elaborar um projeto de trabalho? Em outras palavras, com que conteúdos o professor trabalha enquanto não descobre os conteúdos para os quais serão elaborados projetos de trabalho?
3.  O professor pode ou consegue trabalhar com mais de um projeto simultaneamente ou trabalha um de cada vez; termina um, começa outro e assim sucessivamente? E que nome dar a parte do trabalho que acontece mas que não está relacionada diretamente com o(s) projeto(s) em desenvolvimento?
Linguagens geradoras Concepção de planejamento e avaliação do professor, com ênfase na seleção e articulação de conteúdos, criada por Gabriel de Andrade Junqueira Filho (2000-2005), originalmente para a educação infantil, com o objetivo de instrumentalizar o professor para a complexa tarefa de descobrir, intencionalmente, o que as crianças querem-porque-precisam saber e, ao descobrir, pesquisar, estudar, organizar, documentar, avaliar – junto com elas – esses assuntos, temas, objetos de conhecimento, conteúdos, linguagens que as mobilizam e as fazem querer saber mais sobre elas, sobre os outros, sobre o mundo .
Concepção de conteúdos nas linguagens geradoras: Fundamentado na teoria sígnica do conhecimento do semioticista norte-americano Charles Sanders Peirce, conteúdo é entendido como linguagem, verbal e não verbal, ou seja, como toda e qualquer produção, realização, funcionamento do homem e da natureza.
Dessa maneira, rompe, extrapola e flerta com diferentes concepções e organizações de conteúdos escolares, como, por exemplo, disciplinas, matérias, áreas do conhecimento, temas geradores, unidades de ensino. No entanto, contempla e se vale dos conhecimentos produzidos com o rigor da ciência, produzidos pelas artes (pintura, escultura, arquitetura, literatura, música, dança, teatro, cinema...), produzidos na vida cotidiana e também dos conhecimentos dito escolares (como datas comemorativas, por exemplo).
Não têm natureza prescritiva e sim instrumental. Ou seja, a função dos conteúdos nas linguagens geradoras: - para o professor é: 1. utilizar os conteúdos como instrumento para começar a se apresentar a seus alunos, a partir das escolhas de conteúdos que selecionou para organizar o trabalho inicial quando da chegada das crianças no início do ano letivo: 2. utilizar os conteúdos como instrumento de coleta de dados sobre seus alunos, com o objetivo de conhecer, a partir da interação das crianças com os conteúdos selecionados pelo professor, o que ele, professor, quer-e-precisa saber sobre seus alunos para continuar a organizar o trabalho dia após dia;
- para as crianças é: 1. utilizar os conteúdos para começar a apresentar-se, relacionar-se, experimentar-se, expressar-se, deixar-se em marcas, registrar-se, avaliar-se, na interação com os conteúdos selecionados e apresentados pela professora 2. utilizar os conteúdos como um instrumento para começar a aprender a professora, os outros, elas mesmas, o mundo, a partir da interação com os conteúdos selecionados para elas pela professora; 3. utilizar os conteúdos para banhar-se na herança cultural e produzir, a cada idade, um pouco mais a sua humanidade.
Concepção de projeto de trabalho nas linguagens geradoras:   Um conjunto articulado de situações de aprendizagem, organizado intencionalmente pelo professor ou pelo professor e seus alunos, com o objetivo de conhecer mais sobre eles mesmos, sobre os outros e sobre o mundo – natural, social, cultural, espiritual...
O  professor  pode organizar projetos para: - conhecer um aluno ou um grupo de alunos; - conhecer fatos, eventos, fenômenos, instituições, realizações,  produções, funcionamentos do homem e da natureza; - avaliar o seu trabalho na relação entre planejamento e realização cotidiana; entre prática e fundamentos teóricos; - ...
As  crianças  organizam projetos com sua professora para: - conhecer ou aprender mais sobre fatos, eventos, fenômenos, instituições, realizações, produções, funcionamentos do homem e da natureza; - conhecer mais sobre elas mesmas (atitudes, conflitos, origem familiar, raça, etnia, gênero, sexualidade...) e o grupo do qual fazem parte na escola; - ...
O  coordenador pedagógico  pode organizar projetos para conhecer, acompanhar, interferir, dialogar com o jeito como trabalha cada um dos professores que está sob a sua responsabilidade.
Planejamento e avaliação nas linguagens geradoras   Parte cheia e parte vazia do planejamento
Parte cheia do planejamento:  cheia de que? cheia de um feixe de conteúdos-linguagens imprescindíveis ao professor que o selecionou e elaborou, resultado de uma retomada reflexiva de sua formação e sua prática, ou seja, resultado da articulação feita reflexiva e constantemente por esse professor entre sua prática e as teorias que a fundamentam.
Exemplo de uma possibilidade de parte cheia do planejamento (faixa etária 4 a 6 anos): - adaptação: construção de vínculos entre os sujeitos (professora, crianças, familiares, profissionais da escola) - organização do/relação com o espaço físico da sala de aula - conflitos, (in)disciplina - (re)organização das regras e combinados - (re)organização da rotina - (re)organização dos momentos de higiene - (re)organização dos momentos de alimentação - (re)organização dos momentos de sono - exploração do conceito de tempo - exploração do conceito de espaço - jogo simbólico - jogos e brincadeiras - histórias infantis - desenho
- pintura - modelagem - escultura - recorte e colagem - música - dança - dramatizações  - classificação - seriação - ordenação - construção do conceito de número - leitura e escrita - conhecimento da natureza - culinária - datas comemorativas - passeios, excursões (a parques, zoológico, museus, exposições, teatro, cinema...) - ... - ...
*(complementação para faixa etária 0 a 3 anos) - mordidas freqüentes entre as crianças - uso da chupeta ou bico - tirada de fraldas - ... - ...
Parte vazia do planejamento Vazia de que? Vazia do encontro efetivo e cotidiano entre a professora e seu grupo de alunos, intermediados pelos conteúdos da parte cheia do planejamento. A partir da interação entre a professora e seus alunos com os conteúdos da parte cheia do planejamento, a professora vai identificar os assuntos-conteúdos-linguagens que vão dar origem aos projetos que vão compor a parte vazia do planejamento.
Os projetos que vão compor, preencher a parte vazia do planejamento são de duas naturezas:  1. previsíveis e intencionais, do ponto de vista da professora; migram da parte cheia para a parte vazia do planejamento; migram e se desdobram em outros, muitas vezes;
2. da ordem do inusitado, surgidos a partir de fatos, fenômenos, eventos, instituições, da veiculação midiática (televisão, jornais, revistas, livros, filmes, peças de teatro...) vividos pelas crianças – fora e dentro da escola. Estes assuntos-temas-conteúdos não estavam previstos na parte cheia do planejamento e são indicativos do que mobiliza e faz ou não sentido para as crianças do grupo, merecendo, portanto, projetos de trabalho para investigarem e conhecerem mais sobre algo que os mobiliza.
Projetos da parte cheia do planejamento: Características e objetivos - nome do conteúdo-linguagem - justificativa - conteúdos - objetivos - situações de aprendizagem - registro e documentação - avaliação - duração - bibliografia
Projetos da parte vazia do planejamento Características e objetivos - nome do conteúdo-linguagem - contexto em que surgiu o projeto - justificativa - objetivos - conteúdos - situações de aprendizagem - avaliação - duração - registro, documentação - avaliação - bibliografia
 

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Linguagens geradoras e projetos de trabalho

  • 1. Linguagens geradoras & Projetos de trabalho Gabriel de Andrade Junqueira Filho Mestre e doutor em Educação pela PUC-SP Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e-mail: junqueir.ez@terra.com.br
  • 2. Alguns autores que pesquisam sobre os projetos de trabalho, na sua origem e na atualidade: John Dewey (1910-1930), W.H. Kilpatrick (1918), Fernando Hernández (1998-2000), Montserrat Ventura (1998), Josette Jolibert (1994-2006), Jurjo Torres Santomé (1998), Boutinet (2002), Judy Harris Helm e Sallee Beneke (2005)
  • 3. Perguntas: 1. Que indícios, pistas, sinais indicam ao professor que ele está, muito provavelmente, diante de um assunto que merece um projeto de trabalho? Em outras palavras, como selecionar um assunto, tema, conteúdo para o qual ele vai elaborar um projeto de trabalho?
  • 4. 2. De que maneira o professor organiza o trabalho de sala de aula enquanto não descobre o(s) assunto(s) para o(s) qual(is) vai elaborar um projeto de trabalho? Em outras palavras, com que conteúdos o professor trabalha enquanto não descobre os conteúdos para os quais serão elaborados projetos de trabalho?
  • 5. 3. O professor pode ou consegue trabalhar com mais de um projeto simultaneamente ou trabalha um de cada vez; termina um, começa outro e assim sucessivamente? E que nome dar a parte do trabalho que acontece mas que não está relacionada diretamente com o(s) projeto(s) em desenvolvimento?
  • 6. Linguagens geradoras Concepção de planejamento e avaliação do professor, com ênfase na seleção e articulação de conteúdos, criada por Gabriel de Andrade Junqueira Filho (2000-2005), originalmente para a educação infantil, com o objetivo de instrumentalizar o professor para a complexa tarefa de descobrir, intencionalmente, o que as crianças querem-porque-precisam saber e, ao descobrir, pesquisar, estudar, organizar, documentar, avaliar – junto com elas – esses assuntos, temas, objetos de conhecimento, conteúdos, linguagens que as mobilizam e as fazem querer saber mais sobre elas, sobre os outros, sobre o mundo .
  • 7. Concepção de conteúdos nas linguagens geradoras: Fundamentado na teoria sígnica do conhecimento do semioticista norte-americano Charles Sanders Peirce, conteúdo é entendido como linguagem, verbal e não verbal, ou seja, como toda e qualquer produção, realização, funcionamento do homem e da natureza.
  • 8. Dessa maneira, rompe, extrapola e flerta com diferentes concepções e organizações de conteúdos escolares, como, por exemplo, disciplinas, matérias, áreas do conhecimento, temas geradores, unidades de ensino. No entanto, contempla e se vale dos conhecimentos produzidos com o rigor da ciência, produzidos pelas artes (pintura, escultura, arquitetura, literatura, música, dança, teatro, cinema...), produzidos na vida cotidiana e também dos conhecimentos dito escolares (como datas comemorativas, por exemplo).
  • 9. Não têm natureza prescritiva e sim instrumental. Ou seja, a função dos conteúdos nas linguagens geradoras: - para o professor é: 1. utilizar os conteúdos como instrumento para começar a se apresentar a seus alunos, a partir das escolhas de conteúdos que selecionou para organizar o trabalho inicial quando da chegada das crianças no início do ano letivo: 2. utilizar os conteúdos como instrumento de coleta de dados sobre seus alunos, com o objetivo de conhecer, a partir da interação das crianças com os conteúdos selecionados pelo professor, o que ele, professor, quer-e-precisa saber sobre seus alunos para continuar a organizar o trabalho dia após dia;
  • 10. - para as crianças é: 1. utilizar os conteúdos para começar a apresentar-se, relacionar-se, experimentar-se, expressar-se, deixar-se em marcas, registrar-se, avaliar-se, na interação com os conteúdos selecionados e apresentados pela professora 2. utilizar os conteúdos como um instrumento para começar a aprender a professora, os outros, elas mesmas, o mundo, a partir da interação com os conteúdos selecionados para elas pela professora; 3. utilizar os conteúdos para banhar-se na herança cultural e produzir, a cada idade, um pouco mais a sua humanidade.
  • 11. Concepção de projeto de trabalho nas linguagens geradoras: Um conjunto articulado de situações de aprendizagem, organizado intencionalmente pelo professor ou pelo professor e seus alunos, com o objetivo de conhecer mais sobre eles mesmos, sobre os outros e sobre o mundo – natural, social, cultural, espiritual...
  • 12. O professor pode organizar projetos para: - conhecer um aluno ou um grupo de alunos; - conhecer fatos, eventos, fenômenos, instituições, realizações, produções, funcionamentos do homem e da natureza; - avaliar o seu trabalho na relação entre planejamento e realização cotidiana; entre prática e fundamentos teóricos; - ...
  • 13. As crianças organizam projetos com sua professora para: - conhecer ou aprender mais sobre fatos, eventos, fenômenos, instituições, realizações, produções, funcionamentos do homem e da natureza; - conhecer mais sobre elas mesmas (atitudes, conflitos, origem familiar, raça, etnia, gênero, sexualidade...) e o grupo do qual fazem parte na escola; - ...
  • 14. O coordenador pedagógico pode organizar projetos para conhecer, acompanhar, interferir, dialogar com o jeito como trabalha cada um dos professores que está sob a sua responsabilidade.
  • 15. Planejamento e avaliação nas linguagens geradoras Parte cheia e parte vazia do planejamento
  • 16. Parte cheia do planejamento: cheia de que? cheia de um feixe de conteúdos-linguagens imprescindíveis ao professor que o selecionou e elaborou, resultado de uma retomada reflexiva de sua formação e sua prática, ou seja, resultado da articulação feita reflexiva e constantemente por esse professor entre sua prática e as teorias que a fundamentam.
  • 17. Exemplo de uma possibilidade de parte cheia do planejamento (faixa etária 4 a 6 anos): - adaptação: construção de vínculos entre os sujeitos (professora, crianças, familiares, profissionais da escola) - organização do/relação com o espaço físico da sala de aula - conflitos, (in)disciplina - (re)organização das regras e combinados - (re)organização da rotina - (re)organização dos momentos de higiene - (re)organização dos momentos de alimentação - (re)organização dos momentos de sono - exploração do conceito de tempo - exploração do conceito de espaço - jogo simbólico - jogos e brincadeiras - histórias infantis - desenho
  • 18. - pintura - modelagem - escultura - recorte e colagem - música - dança - dramatizações - classificação - seriação - ordenação - construção do conceito de número - leitura e escrita - conhecimento da natureza - culinária - datas comemorativas - passeios, excursões (a parques, zoológico, museus, exposições, teatro, cinema...) - ... - ...
  • 19. *(complementação para faixa etária 0 a 3 anos) - mordidas freqüentes entre as crianças - uso da chupeta ou bico - tirada de fraldas - ... - ...
  • 20. Parte vazia do planejamento Vazia de que? Vazia do encontro efetivo e cotidiano entre a professora e seu grupo de alunos, intermediados pelos conteúdos da parte cheia do planejamento. A partir da interação entre a professora e seus alunos com os conteúdos da parte cheia do planejamento, a professora vai identificar os assuntos-conteúdos-linguagens que vão dar origem aos projetos que vão compor a parte vazia do planejamento.
  • 21. Os projetos que vão compor, preencher a parte vazia do planejamento são de duas naturezas: 1. previsíveis e intencionais, do ponto de vista da professora; migram da parte cheia para a parte vazia do planejamento; migram e se desdobram em outros, muitas vezes;
  • 22. 2. da ordem do inusitado, surgidos a partir de fatos, fenômenos, eventos, instituições, da veiculação midiática (televisão, jornais, revistas, livros, filmes, peças de teatro...) vividos pelas crianças – fora e dentro da escola. Estes assuntos-temas-conteúdos não estavam previstos na parte cheia do planejamento e são indicativos do que mobiliza e faz ou não sentido para as crianças do grupo, merecendo, portanto, projetos de trabalho para investigarem e conhecerem mais sobre algo que os mobiliza.
  • 23. Projetos da parte cheia do planejamento: Características e objetivos - nome do conteúdo-linguagem - justificativa - conteúdos - objetivos - situações de aprendizagem - registro e documentação - avaliação - duração - bibliografia
  • 24. Projetos da parte vazia do planejamento Características e objetivos - nome do conteúdo-linguagem - contexto em que surgiu o projeto - justificativa - objetivos - conteúdos - situações de aprendizagem - avaliação - duração - registro, documentação - avaliação - bibliografia
  • 25.