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Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS
COMO MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE
INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE –
IRAS
Ana Luiza Rammé
IRAS - multifatorial
 Relacionado ao Paciente
 Relacionado à Equipe de Saúde
 Relacionado ao Material
 Relacionado ao Ambiente
•PACIENTE – Procedimentos invasivos, doenças de base, fatores
predisponentes, idade, peso, imunidade, microbiota, outros.
•EQUIPE DE SAÚDE – Negligência, imprudência ou imperícia. Mãos
dos profissionais como agentes de transmissão.
•MATERIAL – Processamento inadequado ou indevido, (limpeza,
desinfecção, esterilização, transporte, armazenamento)
•AMBIENTE – Produtos inadequados, sobrevivência de
microrganismos em matéria orgânica ressecada em temperatura
ambiente em objetos inanimados (HIV – até 3 dias; Hepat. B – até
uma semana; enterococos - até uma semana; acinetobacter sp –
até 13 dias.
AMBIENTE COMO FONTE DE CONTAMINAÇÃO
Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
AMBIENTE LIMPO
AMBIENTE INANIMADO COMO FONTE DE INFECÇÃO
Abstract: The Risk of Hand and Glove Contamination after Contact with a VRE (+)
Patient Environment. Hayden M, ICAAC, 2001, Chicago, IL.
X culturas positivas para VRE
Higiene do ambiente
* Limpeza reconcorrente em superfícies
próximas ao paciente: maçanetas, piso,
banheiro, pias e torneiras, mesa acessória,
bancada, grades e manivelas, campainha.
* Uso de desinfetante nestas superfícies:
- hipoclorito de sódio 0,1 a 0,5%
- álcool a 70%
- ácido peracético 0,5%
2010
Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
Transmissão
VEÍCULO PRINCIPAL:
MÃOS
RDC 42 – 25/10/2010 - Obrigatoriedade de disponibilização de
preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos, pelos
serviços de saúde do País, e dá outras providências.
Tão próxima quanto possível onde estiver ocorrendo o contato com
o paciente ( alcance das mãos do profissional ).
Central de Materiais e Esterilização - ESTRUTURA
FÍSICA
• CME: Desenvolvidas atividades complexas capazes de promover
materiais livres de contaminação.
• Os materiais são lavados, preparados, acondicionados,
esterilizados e distribuídos para todo o serviço de saúde.
• O ponto de destaque na CME, é o trabalho em equipe atuando
com qualidade em todas as etapas do processo.
• EPIs : É imprescindível o uso correto dos EPIs para realização
técnicas de limpeza e desinfecção. São eles: aventais
impermeáveis, luvas anti-derrapantes de cano
longo, óculos de proteção, máscaras.
Área limpa:
Área de preparo: análise e separação dos instrumentais,
montagem de caixas, pacotes, materiais especiais, etc...;
Recepção de roupa limpa, separação e dobradura;
Área de esterilização: equipamento de esterilização, montagem
da carga, acompanhamento do processo e desempenho do
equipamento;
Área de armazenamento: condições ambientais favoráveis,
identificação dos artigos, data de preparo e validade;
Distribuição: definir horários.
RDC Nº 50/02 – ANVISA - Fluxos
Área suja:
Recepção de artigos => lavagem => secagem => inspeção
visual => separação
LIMPEZA
AÇÃO MECÂNICA E
SOLUÇÕES
ADEQUADAS
Aumenta a eficiência da limpeza
Processo de desinfecção /
esterilização eficaz
Eliminação de microorganismos
ao final do processo
Aumenta o contato do
agente esterilizante
ou desinfetante com o artigo
Aumenta a vida
útil dos artigos
LIMPEZA
 não deixar ressecar matéria orgânica;
 espaço, mobiliário, equipamentos, RH;
 insumos: detergente enzimático, escovas adequadas,
água de boa qualidade para o enxágue.
Atenção: “fricção” de todas as superfícies
B
I
O
F
I
L
M
E
Limpeza deve sempre preceder a desinfecção e/ou
esterilização
Detergente enzimático, jatos de água, água quente, ação
mecânica ou automatizada.
EPI - luvas grossas, avental impermeável, óculos e máscara
Limpadores enzimáticos
Solubiliza e desprende a matéria orgânica do material em curto
período de tempo; não corrosivos, atóxicos, fácil enxágue.
Excelente ação de limpeza, mas não é bactericida.
Enzimas :
Lipase – Gorduras
Proteases – Atua sobre as proteínas
Amilase - Carboidratos;
Antes....
Desmontar
Depois....
Inspecionar a limpeza
O que não pode ser limpo, não poderá ser desinfetado ou
esterilizado.
ARTIGO PRONTO PARA SER ESTERILIZADO
Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
Difícil visualização à olho nu – lupas, microscopia...
Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
Inspecionar a limpeza antes de esterilizar, recursos visuais.
Classificação dos materiais
(Spaulding, 1968)
CRÍTICO Limpeza + Esterilização
(tecido não colonizado - estéril)
SEMI-CRÍTICO Limpeza + Desinfecção
(tecido colonizado)
NÃO CRÍTICO Limpeza
(pele íntegra ou contato indireto)
Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras
Desinfecção: Processo de destruição de microrganismos na forma
vegetativa presentes em artigos, por meios físicos ou químicos, com
exceção de esporos bacterianos.
CDC - três categorias de desinfetantes baseadas na ação germicida:
•Alto nível: destrói todos os microrganismos com exceção a alto
número de esporos => Glutaraldeído 2% ; ácido peracético; ác.
peracético+peróxido de hidrogênio.
•Médio nível: elimina bactérias vegetativas, a maioria dos vírus,
fungos e micobactérias da TB =>Álcool 70%; Hipoclorito de sódio 1% .
•Baixo nível: elimina a maioria das bactérias, alguns vírus e fungos,
mas não elimina micobactérias e esporos bacterianos =>Hipoclorito de
sódio 0,025%
• Desinfetante de alto nível - concentração 2%
• Período de exposição – 20 a 30 minutos
• Enxágüe abundante após imersão do material
• Utilização de EPI
Vantagem: não produz corrosão de instrumentais, não altera
componentes de borracha ou plástico
Desvantagem: impregna matéria orgânica e pode ser retido por
materiais porosos. Irritante de vias aéreas, ocular e cutânea.
Glutaraldeído
Desinfetantes
• Desinfetante de alto nível - concentração de 0,2%
• Período de exposição – 5 a 10 minutos (seguir orientação do
fabricante)
• Utilização de EPI
Vantagem: pouco tóxico (água, ácido acético e oxigênio). É
efetivo na presença de matéria orgânica
Desvantagem: é instável quando diluído, corrosivo para metais
(aço, bronze, latão, ferro galvanizado)
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• Desinfetante de nível médio ou intermediário - concentração
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• Período de exposição – 20 a 30 minutos
• Utilização de EPI
Vantagem: pouco afetados por matéria orgânica
Desvantagem: impregnam materiais porosos não sendo
indicados para artigos que entrem em contato com o trato
respiratório (borracha, látex). Contra indicados para uso em
berços e incubadoras.
Compostos fenólicos
• Variadas concentrações
• Forma líquida (hipoclorito de sódio)
• Forma sólida (hipoclorito de cálcio)
• Utilização de EPI
Vantagem: baixo custo, ação rápida, baixa toxicidade
Desvantagem: difícil de ser validado, corrosivo para metais,
inativado na presença de matéria orgânica, odor forte,
irritante de mucosa.
Compostos clorados
• Desinfetante de nível intermediário – álcool etílico a 70%
• Utilizado para artigos e superfícies por meio de fricção
(repetir a operação 3 vezes)
Vantagem: ação rápida, fácil uso, baixo custo, compatível com
metais.
Desvantagem: dilata e enrijece borracha e plástico, opacifica
acrílico, danifica lentes e materiais com verniz, inflamável
Álcool
• Desinfetante de baixo nível
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Vantagem: baixa toxicidade
Desvantagem: podem causar irritação na pele. Podem
danificar borrachas sintéticas, cimento e alumínio.
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• Não ser corrosivo para metais
• Não danificar artigos ou acessórios de borracha, plástico ou
equipamentos óticos
• Sofrer pouca interferência de matéria orgânica
• Possuir baixa toxicidade
• Ser inodoro ou ter odor agradável
• Ser compatível com sabões e detergentes
• Ser estável quando concentrado ou diluído
Desinfetantes – Critérios de Seleção
Desinfecção Física - Materiais semi-críticos devem ser
preferencialmente desinfetados por métodos térmicos
Ótimo para acessórios de terapia respiratória e
opcionalmente para artigos não críticos
Atenção - Qualidade da água principalmente último enxágue
• Desmontar artigos
• Imergir totalmente na solução e preencher lúmens
• Monitorar tempo de imersão
• Identificar os recipientes
• Monitorar a concentração das soluções
• Enxaguar em água estéril
• Garantir que os materiais fiquem secos
• Embalar adequadamente
• Utilizar EPI
Recomendações gerais
Contaminação e reuso de equipamentos.
MÉTODO QUÍMICO PARA DESINFECÇÃO/ESTERILIZAÇÃO
RDC 8/09 – PROIBE ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA POR IMERSÃO
Agentes químicos (glutaraldeído, ácido peracético) -
(método manual – difícil controle)
Falhas nos processos de
limpeza, desinfecção e
esterilização dos
equipamentos.
IH pós procedimento de
videocirurgia
 FÍSICOS - TERMORRESISTENTES - FÍSICOS
calor úmido sob pressão – autoclave
calor seco - estufa (NÃO MAIS RECOMENDADO)
 FÍSICO-QUÍMICO - TERMOSSENSÍVEIS
Óxido de etileno (ETO)
Vapor a Baixa Temperatura de Formaldeído
Plasma de peróxido de Hidrogênio
Agentes químicos líquidos SE automatizados
Métodos de esterilização
• Testar a eficácia do equipamento na instalação
e após manutenção
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proposta no processo de esterilização
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Controle da Esterilização
Indicador químico do processo de esterilização a
vapor:
Fita na qual a viragem ocorre em listas negras bem identificáveis,
após ser utilizada nas etapas de esterilização por autoclavagem.
Para identificação dos pacotes
embalados com tecido reutilizável e
papel
INDICADORES QUÍMICOS
Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração
quando exposto a temperatura.
Classe 2:
Teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do sistema de vácuo da
autoclave pré-vácuo. Uso diário no 1º ciclo, sem carga, a 134°C
por 3,5 a 4 min sem secagem.
Classe3: Controla um único parâmetro: a temperatura pré-estabelecida.
intervalo de confiança maior que classe 5. reage quando 95% do
ciclo é concluído..
Classe 6:
Classe 4: Indicador multiparamétrico: controla a temperatura e o tempo
necessários para o processo.
Classe 5: integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor.
Integrador Químico para Vapor Saturado
Classe 5.
Tira indicadora interna multiparamétrica para
controle de pacotes esterilizados a vapor.
Completa mudança de cor em 3,5 minutos, a
uma temperatura de 132 a135º C
Integrador Químico para Gás Óxido de
Etileno Classe 5.
Tira indicadora interna multiparamétrica
paracontrole de pacotes esterilizados a gás
óxido de etileno. Completa mudança de cor,
caso o ciclo tenha sido eficiente.
INDICADORES BIOLÓGICOS
Visam demonstrar a efetividade do processo
•Preparações padronizadas de microrganismos,
•Concentração do inóculo em torno de 106, comprovadamente
resistentes e específicos ao processo de esterilização
1ª geração: tiras de papel com esporos microbianos, incubados
em laboratório de microbiologia com leitura em 2-7 dias
2ª geração: auto-contidos com leitura em 24 a 48 h
3ª geração: auto-contidos com leitura em 1 a 3 horas
Indicador Biológico auto contido para esterilização
a vapor.
Resultado efetivo em 24 horas, para ciclos regulares.
Evidente mudança de cor, após 1 hora caso o ciclo não tenha
sido efetivo, já ocorrem turgidez, com tons amarelados.
Impresso no rótulo, indicador químico, para não processar
novamente o frasco indicador
Indicador Biológico autocontido para
esterilização a Gás Óxido de Etileno.(ETO)
Resultado efetivo em48 horas. Evidente mudança de cor,
após3 horas, caso o ciclo não tenha sido efetivo,ocorrem
turgidez com tons amarelados. I mpresso no
rótulo,indicador químico,para que não haja confusão.
Incubadoras de Leitura Rápida.
Lê a fluorescência produzida pelo Indicador
Biológico
A detecção de fluorescência indica uma falha no
processo de esterilização.
Embalagem ou Invólucro
• Deve assegurar a integridade do material a ser
esterilizado, garantindo sua proteção quanto a ação
de agentes externos.
Registro na ANVISA
• Se for descartável :
Produto de uso único: Destruir após o uso,
proibido reprocessar.
•Registro na Anvisa
Permitir o transporte e o armazenamento do
artigo e mantê-lo estéril até o seu uso. Fala-se hoje em
embalagens 1ºárias, 2ºárias e 3ºárias.
P
R
O
D
U
T
O
Saída do Ar
Entrada do Agente
esterilizante
Microrganismos
EMBALAGEM:
Embalagem
TIPOS DE EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO
TECIDO DE ALGODÃO
ESTOJO METÁLICO
VIDRO REFRATÁRIO
CONTAINER RÍGIDO
PAPEL GRAU CIRÚRGICO
PAPEL CREPADO
SMS
TYVEK®
PAPEL GRAU CIRÚRGICO
Indicador azul para o processo de esterilização em
ETO, mudando de azul para verde. Indicador rosa
para esterilização em autoclave, mudando de rosa
para marrom
PAPEL CREPADO
Indicado para empacotamento de
materiais a serem esterilizados
em Autoclave a Vapor, Oxido de
Etileno ou por Radiação Gama.
Seladora
ATENÇÃO
Sempre que possível, adquirir materiais
termorresistentes!!!!!!
Autoclavação é imbatível
AUTOCLAVE A VAPOR
Armazenamento
Condições de Estocagem
• Ambiente: Limpo, arejado, seco e restrito à equipe do setor.
• Invólucro - permanecer íntegro e ser pouco manuseado para
evitar que os pacotes rasguem ou solte o lacre;
• Estocado em armários fechados com prateleiras e de acordo
com a data de vencimento da esterilização;
• A validade de esterilização vincula-se ao risco de
recontaminação, tipo e configuração do material de
embalagem, número de vezes que é manipulado antes do uso;
• Estocar separadamente dos não estéreis para reduzir o nível de
contaminantes externos.
RECOMEÇAR...
Hoje é um bom dia para recomeçar novos
desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto, sonhe alto.
Queira o melhor do melhor
Queira coisas boas para a vida.
Pensando assim trazemos para nós aquilo que
desejamos....
Obrigada pela atenção
Ana Luiza Rammé
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Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos como medidas de prevenção e controle de iras

  • 2. LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS COMO MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE – IRAS Ana Luiza Rammé
  • 3. IRAS - multifatorial  Relacionado ao Paciente  Relacionado à Equipe de Saúde  Relacionado ao Material  Relacionado ao Ambiente
  • 4. •PACIENTE – Procedimentos invasivos, doenças de base, fatores predisponentes, idade, peso, imunidade, microbiota, outros. •EQUIPE DE SAÚDE – Negligência, imprudência ou imperícia. Mãos dos profissionais como agentes de transmissão. •MATERIAL – Processamento inadequado ou indevido, (limpeza, desinfecção, esterilização, transporte, armazenamento) •AMBIENTE – Produtos inadequados, sobrevivência de microrganismos em matéria orgânica ressecada em temperatura ambiente em objetos inanimados (HIV – até 3 dias; Hepat. B – até uma semana; enterococos - até uma semana; acinetobacter sp – até 13 dias.
  • 5. AMBIENTE COMO FONTE DE CONTAMINAÇÃO
  • 8. AMBIENTE INANIMADO COMO FONTE DE INFECÇÃO Abstract: The Risk of Hand and Glove Contamination after Contact with a VRE (+) Patient Environment. Hayden M, ICAAC, 2001, Chicago, IL. X culturas positivas para VRE
  • 9. Higiene do ambiente * Limpeza reconcorrente em superfícies próximas ao paciente: maçanetas, piso, banheiro, pias e torneiras, mesa acessória, bancada, grades e manivelas, campainha. * Uso de desinfetante nestas superfícies: - hipoclorito de sódio 0,1 a 0,5% - álcool a 70% - ácido peracético 0,5%
  • 10. 2010
  • 14. RDC 42 – 25/10/2010 - Obrigatoriedade de disponibilização de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos, pelos serviços de saúde do País, e dá outras providências. Tão próxima quanto possível onde estiver ocorrendo o contato com o paciente ( alcance das mãos do profissional ).
  • 15. Central de Materiais e Esterilização - ESTRUTURA FÍSICA • CME: Desenvolvidas atividades complexas capazes de promover materiais livres de contaminação. • Os materiais são lavados, preparados, acondicionados, esterilizados e distribuídos para todo o serviço de saúde. • O ponto de destaque na CME, é o trabalho em equipe atuando com qualidade em todas as etapas do processo. • EPIs : É imprescindível o uso correto dos EPIs para realização técnicas de limpeza e desinfecção. São eles: aventais impermeáveis, luvas anti-derrapantes de cano longo, óculos de proteção, máscaras.
  • 16. Área limpa: Área de preparo: análise e separação dos instrumentais, montagem de caixas, pacotes, materiais especiais, etc...; Recepção de roupa limpa, separação e dobradura; Área de esterilização: equipamento de esterilização, montagem da carga, acompanhamento do processo e desempenho do equipamento; Área de armazenamento: condições ambientais favoráveis, identificação dos artigos, data de preparo e validade; Distribuição: definir horários. RDC Nº 50/02 – ANVISA - Fluxos Área suja: Recepção de artigos => lavagem => secagem => inspeção visual => separação
  • 17. LIMPEZA AÇÃO MECÂNICA E SOLUÇÕES ADEQUADAS Aumenta a eficiência da limpeza Processo de desinfecção / esterilização eficaz Eliminação de microorganismos ao final do processo Aumenta o contato do agente esterilizante ou desinfetante com o artigo Aumenta a vida útil dos artigos
  • 18. LIMPEZA  não deixar ressecar matéria orgânica;  espaço, mobiliário, equipamentos, RH;  insumos: detergente enzimático, escovas adequadas, água de boa qualidade para o enxágue. Atenção: “fricção” de todas as superfícies B I O F I L M E
  • 19. Limpeza deve sempre preceder a desinfecção e/ou esterilização Detergente enzimático, jatos de água, água quente, ação mecânica ou automatizada. EPI - luvas grossas, avental impermeável, óculos e máscara
  • 20. Limpadores enzimáticos Solubiliza e desprende a matéria orgânica do material em curto período de tempo; não corrosivos, atóxicos, fácil enxágue. Excelente ação de limpeza, mas não é bactericida. Enzimas : Lipase – Gorduras Proteases – Atua sobre as proteínas Amilase - Carboidratos;
  • 21. Antes.... Desmontar Depois.... Inspecionar a limpeza O que não pode ser limpo, não poderá ser desinfetado ou esterilizado.
  • 22. ARTIGO PRONTO PARA SER ESTERILIZADO
  • 24. Difícil visualização à olho nu – lupas, microscopia...
  • 26. Inspecionar a limpeza antes de esterilizar, recursos visuais.
  • 27. Classificação dos materiais (Spaulding, 1968) CRÍTICO Limpeza + Esterilização (tecido não colonizado - estéril) SEMI-CRÍTICO Limpeza + Desinfecção (tecido colonizado) NÃO CRÍTICO Limpeza (pele íntegra ou contato indireto)
  • 29. Desinfecção: Processo de destruição de microrganismos na forma vegetativa presentes em artigos, por meios físicos ou químicos, com exceção de esporos bacterianos. CDC - três categorias de desinfetantes baseadas na ação germicida: •Alto nível: destrói todos os microrganismos com exceção a alto número de esporos => Glutaraldeído 2% ; ácido peracético; ác. peracético+peróxido de hidrogênio. •Médio nível: elimina bactérias vegetativas, a maioria dos vírus, fungos e micobactérias da TB =>Álcool 70%; Hipoclorito de sódio 1% . •Baixo nível: elimina a maioria das bactérias, alguns vírus e fungos, mas não elimina micobactérias e esporos bacterianos =>Hipoclorito de sódio 0,025%
  • 30. • Desinfetante de alto nível - concentração 2% • Período de exposição – 20 a 30 minutos • Enxágüe abundante após imersão do material • Utilização de EPI Vantagem: não produz corrosão de instrumentais, não altera componentes de borracha ou plástico Desvantagem: impregna matéria orgânica e pode ser retido por materiais porosos. Irritante de vias aéreas, ocular e cutânea. Glutaraldeído Desinfetantes
  • 31. • Desinfetante de alto nível - concentração de 0,2% • Período de exposição – 5 a 10 minutos (seguir orientação do fabricante) • Utilização de EPI Vantagem: pouco tóxico (água, ácido acético e oxigênio). É efetivo na presença de matéria orgânica Desvantagem: é instável quando diluído, corrosivo para metais (aço, bronze, latão, ferro galvanizado) Ácido peracético
  • 32. • Desinfetante de nível médio ou intermediário - concentração de 2 a 5% • Período de exposição – 20 a 30 minutos • Utilização de EPI Vantagem: pouco afetados por matéria orgânica Desvantagem: impregnam materiais porosos não sendo indicados para artigos que entrem em contato com o trato respiratório (borracha, látex). Contra indicados para uso em berços e incubadoras. Compostos fenólicos
  • 33. • Variadas concentrações • Forma líquida (hipoclorito de sódio) • Forma sólida (hipoclorito de cálcio) • Utilização de EPI Vantagem: baixo custo, ação rápida, baixa toxicidade Desvantagem: difícil de ser validado, corrosivo para metais, inativado na presença de matéria orgânica, odor forte, irritante de mucosa. Compostos clorados
  • 34. • Desinfetante de nível intermediário – álcool etílico a 70% • Utilizado para artigos e superfícies por meio de fricção (repetir a operação 3 vezes) Vantagem: ação rápida, fácil uso, baixo custo, compatível com metais. Desvantagem: dilata e enrijece borracha e plástico, opacifica acrílico, danifica lentes e materiais com verniz, inflamável Álcool
  • 35. • Desinfetante de baixo nível • Concentração da fórmula – depende do fabricante • Utilizados em superfícies, paredes e mobiliários Vantagem: baixa toxicidade Desvantagem: podem causar irritação na pele. Podem danificar borrachas sintéticas, cimento e alumínio. Quaternário de amônio
  • 36. • Amplo espectro de ação antimicrobiana • Não ser corrosivo para metais • Não danificar artigos ou acessórios de borracha, plástico ou equipamentos óticos • Sofrer pouca interferência de matéria orgânica • Possuir baixa toxicidade • Ser inodoro ou ter odor agradável • Ser compatível com sabões e detergentes • Ser estável quando concentrado ou diluído Desinfetantes – Critérios de Seleção
  • 37. Desinfecção Física - Materiais semi-críticos devem ser preferencialmente desinfetados por métodos térmicos Ótimo para acessórios de terapia respiratória e opcionalmente para artigos não críticos
  • 38. Atenção - Qualidade da água principalmente último enxágue
  • 39. • Desmontar artigos • Imergir totalmente na solução e preencher lúmens • Monitorar tempo de imersão • Identificar os recipientes • Monitorar a concentração das soluções • Enxaguar em água estéril • Garantir que os materiais fiquem secos • Embalar adequadamente • Utilizar EPI Recomendações gerais
  • 40. Contaminação e reuso de equipamentos.
  • 41. MÉTODO QUÍMICO PARA DESINFECÇÃO/ESTERILIZAÇÃO
  • 42. RDC 8/09 – PROIBE ESTERILIZAÇÃO QUÍMICA POR IMERSÃO Agentes químicos (glutaraldeído, ácido peracético) - (método manual – difícil controle)
  • 43. Falhas nos processos de limpeza, desinfecção e esterilização dos equipamentos.
  • 44. IH pós procedimento de videocirurgia
  • 45.  FÍSICOS - TERMORRESISTENTES - FÍSICOS calor úmido sob pressão – autoclave calor seco - estufa (NÃO MAIS RECOMENDADO)  FÍSICO-QUÍMICO - TERMOSSENSÍVEIS Óxido de etileno (ETO) Vapor a Baixa Temperatura de Formaldeído Plasma de peróxido de Hidrogênio Agentes químicos líquidos SE automatizados Métodos de esterilização
  • 46. • Testar a eficácia do equipamento na instalação e após manutenção • Verificar a eficácia após qualquer modificação proposta no processo de esterilização • Estabelecer a eficácia como rotina diária Monitoramento do processo
  • 47. Controle da Esterilização Indicador químico do processo de esterilização a vapor: Fita na qual a viragem ocorre em listas negras bem identificáveis, após ser utilizada nas etapas de esterilização por autoclavagem. Para identificação dos pacotes embalados com tecido reutilizável e papel
  • 48. INDICADORES QUÍMICOS Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração quando exposto a temperatura. Classe 2: Teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do sistema de vácuo da autoclave pré-vácuo. Uso diário no 1º ciclo, sem carga, a 134°C por 3,5 a 4 min sem secagem. Classe3: Controla um único parâmetro: a temperatura pré-estabelecida.
  • 49. intervalo de confiança maior que classe 5. reage quando 95% do ciclo é concluído.. Classe 6: Classe 4: Indicador multiparamétrico: controla a temperatura e o tempo necessários para o processo. Classe 5: integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor.
  • 50. Integrador Químico para Vapor Saturado Classe 5. Tira indicadora interna multiparamétrica para controle de pacotes esterilizados a vapor. Completa mudança de cor em 3,5 minutos, a uma temperatura de 132 a135º C Integrador Químico para Gás Óxido de Etileno Classe 5. Tira indicadora interna multiparamétrica paracontrole de pacotes esterilizados a gás óxido de etileno. Completa mudança de cor, caso o ciclo tenha sido eficiente.
  • 51. INDICADORES BIOLÓGICOS Visam demonstrar a efetividade do processo •Preparações padronizadas de microrganismos, •Concentração do inóculo em torno de 106, comprovadamente resistentes e específicos ao processo de esterilização 1ª geração: tiras de papel com esporos microbianos, incubados em laboratório de microbiologia com leitura em 2-7 dias 2ª geração: auto-contidos com leitura em 24 a 48 h 3ª geração: auto-contidos com leitura em 1 a 3 horas
  • 52. Indicador Biológico auto contido para esterilização a vapor. Resultado efetivo em 24 horas, para ciclos regulares. Evidente mudança de cor, após 1 hora caso o ciclo não tenha sido efetivo, já ocorrem turgidez, com tons amarelados. Impresso no rótulo, indicador químico, para não processar novamente o frasco indicador Indicador Biológico autocontido para esterilização a Gás Óxido de Etileno.(ETO) Resultado efetivo em48 horas. Evidente mudança de cor, após3 horas, caso o ciclo não tenha sido efetivo,ocorrem turgidez com tons amarelados. I mpresso no rótulo,indicador químico,para que não haja confusão.
  • 53. Incubadoras de Leitura Rápida. Lê a fluorescência produzida pelo Indicador Biológico A detecção de fluorescência indica uma falha no processo de esterilização.
  • 54. Embalagem ou Invólucro • Deve assegurar a integridade do material a ser esterilizado, garantindo sua proteção quanto a ação de agentes externos. Registro na ANVISA • Se for descartável : Produto de uso único: Destruir após o uso, proibido reprocessar. •Registro na Anvisa
  • 55. Permitir o transporte e o armazenamento do artigo e mantê-lo estéril até o seu uso. Fala-se hoje em embalagens 1ºárias, 2ºárias e 3ºárias. P R O D U T O Saída do Ar Entrada do Agente esterilizante Microrganismos EMBALAGEM: Embalagem
  • 56. TIPOS DE EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO TECIDO DE ALGODÃO ESTOJO METÁLICO VIDRO REFRATÁRIO CONTAINER RÍGIDO PAPEL GRAU CIRÚRGICO PAPEL CREPADO SMS TYVEK®
  • 57. PAPEL GRAU CIRÚRGICO Indicador azul para o processo de esterilização em ETO, mudando de azul para verde. Indicador rosa para esterilização em autoclave, mudando de rosa para marrom
  • 58. PAPEL CREPADO Indicado para empacotamento de materiais a serem esterilizados em Autoclave a Vapor, Oxido de Etileno ou por Radiação Gama. Seladora
  • 59. ATENÇÃO Sempre que possível, adquirir materiais termorresistentes!!!!!! Autoclavação é imbatível AUTOCLAVE A VAPOR
  • 61. Condições de Estocagem • Ambiente: Limpo, arejado, seco e restrito à equipe do setor. • Invólucro - permanecer íntegro e ser pouco manuseado para evitar que os pacotes rasguem ou solte o lacre; • Estocado em armários fechados com prateleiras e de acordo com a data de vencimento da esterilização; • A validade de esterilização vincula-se ao risco de recontaminação, tipo e configuração do material de embalagem, número de vezes que é manipulado antes do uso; • Estocar separadamente dos não estéreis para reduzir o nível de contaminantes externos.
  • 62. RECOMEÇAR... Hoje é um bom dia para recomeçar novos desafios. Onde você quer chegar? Ir alto, sonhe alto. Queira o melhor do melhor Queira coisas boas para a vida. Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos....
  • 63. Obrigada pela atenção Ana Luiza Rammé NVES/DVS/CEVS ana-ramme@saude.rs.gov.br (51) 39011112 / 1135