SlideShare uma empresa Scribd logo
André Willian Teixeira
Bruno Nunes Mendanha
Introdução a Sociologia
do Trabalho (2023)
CAPÍTULO 3 - LABOR
❏ 11. “O labor de nosso corpo e o trabalho de nossas
mãos”
❏ 12. O caráter de “objeto” do mundo
❏ 13. Labor e vida
❏ 14. Labor e fertilidade
❏ 15. A privatividade da propriedade e da riqueza
❏ 16. Os instrumentos do trabalho e a divisão do labor
❏ 17. A sociedade de consumidores
“O labor de nosso corpo e o trabalho de
nossas mãos” – Labor Trabalho
● Etimologia diferente, mas usadas quase como
sinônimos
● ARENDT: Houve um desprezo pelo labor dos
gregos em diante, uma luta do homem contra a
necessidade e o esforço que não deixa vestígios
● Labor NÃO se refere ao produto final da ação
John Locke
ARENDT:
LABOR
TRABALHO Trabalho
Labor Trabalho
ARENDT:
LABOR
TRABALHO
LABOR = animal laborans = não deixa vestígios em seu
consumo, é um tipo de trabalho efêmero /
foca a própria reprodução / tem forma de ciclo infinito
(ex: alimentação, limpeza, descanso, família etc.)
TRABALHO = homo faber = produz instrumentos e
objetos duradouros no mundo / tem forma linear (início -
meio - fim) e é orientado a fins
(artesanato, transformações da natureza, alteração do habitat)
, …
LABOR TRABALHO
“obra”
“O labor de nosso corpo e o trabalho
de nossas mãos” – Labor Trabalho
● Escravidão nos antigos → natureza servil de todas as
ocupações que exerciam a manutenção da vida.
“Laborar significava ser escravizado pela necessidade”
● Modernidade inverteu essas posições, glorificando o
trabalho (labor) como fonte de todos os valores, elevando o
animal laborans à posição do animal rationale, mas sem
distinção entre o animal laborans e o homo faber
ARENDT:
LABOR ANTIGO
“O labor de nosso corpo e o trabalho de
nossas mãos” – Arendt interpreta Marx
● Em Marx, Arendt vê o motivo da promoção do labor na era
moderna na noção de “produtividade”, onde o trabalho
distingue o homem dos outros animais e o trabalho
improdutivo (também em Smith) como parasítico
● Arendt: O socialismo em Marx significaria a indistinção
entre labor e trabalho, onde todo trabalho seria labor,
pois em Marx FORÇA DE TRABALHO (LABOR = reprodução
social que dá vitalidade ao trabalhador) GERA VALOR
○ Continua falta de qualificação, trabalho = reprodução social,
mas ela não vê outras dimensões (como ação ou trabalho)
ARENDT:
LABOR = TRAB.
P/ MARX
“O labor de nosso corpo e o trabalho de
nossas mãos” – Arendt interpreta Marx
ARENDT:
LABOR = TRAB.
P/ MARX
ARENDT:
OS PRODUTOS
E A NATUREZA
DO LABOR
E DO
TRABALHO
O caráter de “objeto” do mundo
● Arendt foca na condição objetiva e mundana dos
produtos do trabalho
● Produtos do trabalho, e não do labor, garantem a
PERMANÊNCIA E A DURABILIDADE sem as quais o
mundo não seria possível
● As outras esferas da condição humana, como a ação, o
discurso e o pensamento, que pouco tem a ver com o labor
e com o trabalho para Arendt, precisam ser
PRESENCIADOS pelos outros e COISIFICADOS para que
possam existir e persistir no mundo
ARENDT:
CICLO DA VIDA
E
METABOLISMO
DO LABOR
Labor e vida
● A vida é um processo que consome a durabilidade das coisas por ser
marcada por movimentos cíclicos, assim como os da natureza
● A vida corre o risco de ser sobrepujada pela natureza se não for
protegida pela mundanidade (artifício humano)
● Labor ←→ consumo, não deixam quase nada para trás
● PORTANTO, do PDV humano, o labor é destrutivo pois consome o
mundo produzido e não acrescenta nada a ele. Do PDV da
natureza, o trabalho é destrutivo pois subtrai matéria sem devolver
ao metabolismo (não volta à natureza)
produto trab.
Labor e fertilidade
● Para ela, os teoristas modernos confundiram labor e trabalho, e Marx
(que na visão dela definiu o homem como animal laborans) teve que
admitir que a produtividade do trabalho só começa quando há
reificação e a construção de um mundo objetivo de coisas, mas o
labor permanece como a “eterna necessidade imposta pela natureza”
● Marx: quando o reino da liberdade suplantar o reino da
necessidade é que vai ter ocorrido emancipação.
Arendt: PORTANTO, em Marx até mesmo a revolução não se
destinava a emancipar as classes trabalhadoras, mas emancipar o
HOMEM DO TRABALHO
ARENDT:
REP. SOCIAL =
LABOR P/ MARX
Labor e fertilidade
● Reprodução social do Marx – condição prévia (comer,
sustento etc). Feito pela mulher em grande parte, que provê
tudo isso e filhos. Os filhos já entram no capitalismo para
trabalhar também
● Arendt – como o socialismo seria emancipação do trabalho os
filhos nasceriam já direto para o labor, para aquele trabalho
efêmero etc. Assim, segundo Arendt, Marx também
equacionaria em sua teoria o labor e a procriação como duas
modalidades do mesmo processo fértil da vida
ARENDT:
REP. SOCIAL =
LABOR P/ MARX
ARENDT:
A PROPRIE-
DADE
A privatividade da propriedade e
da riqueza
● Arendt estranha a teoria de Marx, que leva “tão conclusivamente à abolição de
toda propriedade [,] tenha partido da afirmação teórica da prop. privada” (?)
● Arendt: Economistas da época de Marx defendiam a propriedade em relação
ao governo “parasitário”. Já a modernidade não defende a propriedade como
tal, mas defende a busca desenfreada de mais propriedade, ou seja, a
apropriação”, em oposição ao “comum”
● Dor – sem o mundo, isolamento. Já que labor não produz trabalho, também não
precisa do mundo porque embora em atividade, se volta a si, a seu
metabolismo com a natureza, apenas consumo. Se labor fosse a origem da
prop. priv, então a privatividade da prop. priv. seria tão independente do
mundo quanto a de se ter um corpo e de se sentir dor
A privatividade da propriedade e da
riqueza
● A propriedade sempre esteve em contato com o mundo comum,
mesmo quando esse mundo era ameaçado pela natureza.
● PORTANTO dada a estabilidade humana, a propriedade diminui a
desvinculação do labor em relação ao mundo. E o caráter de processo
do labor desaparece com a aquisição da propriedade
● PORTANTO Marx estava certo quanto a decadência da esfera pública nas
condições de livre desenvolvimento das forças produtivas da sociedade
(labor) e certo quando previu que num mundo socializado e livre do
trabalho os homens aproveitariam sua liberdade em atividades
estritamente privadas e isoladas do mundo, os hobbies.
ARENDT:
A PROPRIE-
DADE
ARENDT:
CONSEQUÊN-
CIAS DO
ANIMAL
LABORANS
Os instrumentos do trabalho e a
divisão do labor
● O animal laborans não usa o corpo como o homo faber usa as mãos, pois
são incapazes de dominar o lado animal de sua própria natureza,
como argumenta Platão
● Numa humanidade socializada como Marx previa, os homens estariam
isolados do mundo, seja como escravos domésticos, seja como seres
livres (consequência: ter ou ser escravo, violência a terceiros ou
sujeição voluntária)
● O animal laborans não foge do mundo, mas é dele EXPELIDO pois é
prisioneiro da privatividade de seu corpo e sua incomunicabilidade
(escravo da necessidade e não transfere ao mundo obras e objetos
duradouros)
● Nos antigos, a escravidão passou despecebida como improdutiva,
pois suas cidades eram centros de CONSUMO, essência do labor,
ao contrário das medievais que eram centros de PRODUÇÃO,
essência do trabalho
● NA SOCIEDADE MODERNA, A AUTOMAÇÃO NÃO LIBERTOU O
ANIMAL LABORANS, MAS TORNOU DUPLO O LABOR DA VIDA
(SEJA NO LOCAL DO CORPO SEJA NO LOCAL DE TRABALHO =
FORDISMO)
Os instrumentos do trabalho e a
divisão do labor
ARENDT:
DIVISÃO DO
LABOR
ARENDT:
DIVISÃO DO
LABOR
● Na modernidade, o homem ignora ser sujeito à necessidade e não
pode ser livre dela (uma impossibilidade ontológica)
● Os instrumentos que podem suavizar o esforço do labor não são
produtos do labor, mas do trabalho, e não pertencem ao processo de
consumo, mas parte do mundo de objetos de uso
● A divisão do labor é resultado do processo de labor e não deve ser
confundida com a especialização dos processos de trabalho
Eles têm em comum apenas o princípio geral de organização
(associação clara com Taylor e sua administração científica), que nada
tem a ver com labor ou trabalho, mas com a esfera política, onde o
homem é capaz de agir na companhia e em acordo com outros
● Somente dentro da estrutura de organização política, onde os homens
não só vivem como também agem juntos, pode ocorrer a
especialização e a divisão do labor (ligada à noção de humanidade
genérica em Marx)
Os instrumentos do trabalho e a
divisão do labor
● FATO É QUE a revolução industrial substituiu todo artesanato pelo
labor e as coisas do mundo moderno são produtos do labor cujo
destino é ser consumidos = fabricação e produção de objetos de uso
● PORTANTO foi a divisão do labor e não a mecanização aumentada
que substituiu a especialização rigorosa do artesanato; na
modernidade, apenas o modelo é fruto do trabalho e sua produção em
massa ocupa a divisão do labor
● O processo de trabalho na modernidade mecanizada ou semi
automatizada assume o caráter de labor por causa da natureza
CÍCLICA E REPETITIVA desse processo de produção em massa
(mesmo que não necessariamente produza objetos de consumo)
● LOGO os ideais do homo faber (permanência, estabilidade e
durabilidade) foram substituídos pelo ideal do animal laborans (o
benefício da abundância)
ARENDT:
DIVISÃO DO
LABOR
Os instrumentos do trabalho e a
divisão do labor
ARENDT:
CONSUMO
A sociedade de consumidores
● Não surge da emancipação das classes trabalhadoras, mas da
emancipação da própria atividade do labor (séculos antes da
emancipação política dos trabalhadores)
● Conseguimos na modernidade nivelar todas as atividades humanas,
reduzindo-as ao denominador comum de assegurar as necessidades
básicas a vida e garantir sua abundância
● A única exceção é o artista que continua sendo o único trabalhador a rigor
do termo (work of art = obra de arte)
● Em consequência dessa sociedade, todas as atividades vitais são chamadas
de trabalho (work = obra, worker = operário) e as que não são vitais (nem
para o indivíduo nem para a sociedade) são chamadas de lazer
● Na modernidade ocorreu o declinio da violência, mas deu acesso ao
retorno da necessidade em seu nivel mais elementar (raiz grega de
tortura vem de necessidade)
● Uma humanidade isenta da dor e do esforço é uma entidade
devoradora do mundo e que reproduz diariamente tudo o que deseja
consumir
● O ritmo das máquinas aumentaria e aceleraria o ritmo natural da vida,
mas não mudaria (apenas tornaria mais destruidora) a principal
característica da vida em relação ao mundo, que é a de minar a
durabilidade
● Horas vagas do animal laborans = consumo da cultura de massas (lazer e
hobbies)
ARENDT:
CONSUMO
A sociedade de consumidores
CAPÍTULO 4 - TRABALHO
❏ 18. A durabilidade do mundo
❏ 19. Reificação
❏ 20. Os instrumentos e o animal laborans
❏ 21. Os instrumentos e o homo faber
❏ 22. O mercado de trocas
❏ 23. A permanência do mundo e a obra de arte
ARENDT:
O MUNDO
FABRICADO
A durabilidade do mundo
● O homo faber faz e literalmente trabalha sobre os materiais, em oposição ao animal
laborans que labora e se mistura com eles. O homo faber fabrica a variedade de
coisas cuja soma total constitui o ARTIFÍCIO HUMANO
● Devidamente usadas, as coisas não desaparecem e emprestam ao artifício humano
a estabilidade e solidez, mas não é ABSOLUTA DURABILIDADE: o uso que fazemos
das coisas não as consome, mas as desgasta
● Desse ponto de vista, as coisas do mundo tem a função de estabilizar q vida
humana, que é instável e frágil por natureza
● O trabalho é árduo e doloroso e precisa ser conservado: não chega a haver uma
verdadeira reificação na qual a existência da coisa produzida é assegurada de uma
vez por todas, as coisas precisam ser continuamente reproduzidas para que
permaneçam como parte do mundo
ARENDT:
O PROCESSO
DE
FABRICAÇÃO
Reificação
● A fabricação, que é o trabalho do homo faber, consiste em reificação. É preciso haver
violência na natureza para que se produzam coisas mundanas e sólidas. A solidez já é
um produto do homem, arrancada da natureza pelo homo faber, que sempre foi um
destruidor da natureza
● O que orienta o trabalho de fabricação está fora do fabricante e precede o processo de
trabalho em si (forma orienta o processo, do modelo a reprodução)
● O processo de trabalho é linear e possui uma potência infinita de ser multiplicado (o
que difere da repetição do labor)
ARENDT:
RESULTADOS
DA
FABRICAÇÃO
Reificação
● PORTANTO, o processo de fazer é inteiramente determinado pelas categorias de
meios e fins. A coisa fabricada é um produto final no duplo sentido (1) de que o
processo de produção termina com ela e (2) de que é apenas um meio de produzir
esse fim.
● Diferente do labor, que produz para o fim de consumo, no trabalho de fabricação o fim
é indubitável (algo novo e durável é acrescentado ao artifício humano).
● Algumas distinções:
○ o labor não tem começo nem fim, é um ciclo repetitivo
○ o trabalho (fabricação) tem um começo definido e um fim definido e previsível
○ a ação, embora tenha um começo definido, jamais tem um fim previsível
(devido ao encontro de diferentes indivíduos e suas possibilidades)
● A imagem do futuro do homo faber é definida e, se ele for deixado a sós no mundo,
pode destruí-lo
ARENDT:
FERRAMENTAS
NO MUNDO
Os instrumentos e o animal laborans
● Os instrumentos criados pelo homo faber são projetados para construir o mundo e
sua conveniência é ditada pelos fins objetivos definidos livremente por ele, não por
carências ou necessidades subjetivas
● PORTANTO: para o animal laborans a durabilidade e estabilidade do mundo são
representadas pelos instrumentos e ferramentas que utiliza e, numa sociedade de
operários, os instrumentos podem assumir o caráter ou função mais que
meramente instrumental
ARENDT:
FERRAMENTAS
ALHEIAS A NÓS
Os instrumentos e o animal laborans
● Na sociedade moderna, na qual a produção consiste no preparo para o consumo, a
distinção entre meios e fins deixa de fazer sentido e os instrumentos que o homo
faber construiu e que vieram ao auxílio do animal laborans perdem seu caráter
instrumental assim que são usados por este último
○ nesse sentido, o ritmo das máquinas se aproxima do estado labor do animal
laborans, igualmente automático e cíclico
○ enquanto condição humana atual, isso significa que enquanto dura o
trabalho com as máquinas, o processo mecânico substitui o ritmo do corpo
humano
○ Se a manufatura era uma série de passos separados , o fordismo é um
processo contínuo, tal como labor
● Nesse processo contínuo, o mundo de máquinas perde seu caráter humano
independente que tinhas as primeiras máquinas e ferramentas. Ao se aproximarem
do ciclo vital, as máquinas nos aparecem como “carapaças”, partes tão integrantes
de nossos corpos como a carapaça da tartaruga.
ARENDT:
MUNDO
UTILITÁRIO
Os instrumentos e o homo faber
● Os fins justificam a violência cometida contra a natureza, tudo é julgado em termos de
adequação e serventia = fabricação de objetos de USO
● mas todos os fins, num mundo utilitário, tendem a ser de curta duração e a se
transformar em meios para outros fins
● no mundo do homo faber tudo deve ter seu uso, um fim em si mesmo.
ARENDT:
INSTRUMENTALIZAÇÃO
E PERDA DE VALOR
Os instrumentos e o homo faber
O homo faber, por ser somente um fabricante de coisas e pensar em termos de meios e fins,
é incapaz de compreender o significado das coisas no mundo, assim como o animal
laborans é incapaz de compreender os instrumentos como conceito. Esse mundo se torna
paradoxal para ambos
● o mundo construído perde valor quando os critérios utilizados para seu nascimento
(meios e fins) prevalecem assim que ele é estabelecido.
● o homo faber INSTRUMENTALIZA o mundo na medida em que generaliza seu modus
operandi de fabricação. Somente quando o produto volta a ser um MEIO (como objeto
de troca) é que ele sai um pouco do processo de desvalorização geral promovido pela
instrumentalização.
ARENDT:
A ORIGEM DO
MERCADO
O mercado de trocas
Se na antiguidade o homo faber era excluído da sociedade pelos homens de ação
(cidadãos da polis), na modernidade ocorre uma inversão: o homo faber exclui da esfera
pública o homem político (que age e fala)
● a esfera pública do homo faber é o mercado de trocas no qual ele exibe seus
produtos, mas somente na medida em que essa relação é pautada pela troca, pois o
homo faber é marcado pela privatividade e pelo isolamento, local onde ele produz (a
garantia do isolamento garante que o trabalho seja produzido)
○ o trabalho em equipe é alheio ao artesanato (mestres artesãos passam todo o
conhecimento para seus aprendizes)
○ somente com o capitalismo manufatureiro é que a cooperação aparece, mas
como divisão do labor, na medida em surgem operários
ARENDT:
RESULTADOS
DO MERCADO
O mercado de trocas
● Arendt concorda com Marx sobre a alienação do trabalhador consigo mesmo e com
os produtos de seu trabalho como fruto dessa sociedade
● o capitalismo em seus primeiros estágios ainda era regulado pelos critérios do homo
faber, mas quando o homo faber deixa o isolamento, surge o mercador ou
negociante e se estabelece o mercado de trocas
● essa mudança se reflete na distinção entre valor de uso e de troca, mas esse valor só
pode surgir na esfera pública (valor como relação social entre sujeitos)
ARENDT:
A
IMORTALIDADE
A permanência do mundo e a obra de arte
● A obra de arte (fruto do trabalho=work) é o melhor exemplo da durabilidade das
coisas no mundo, pois pode atingir a permanência e não se propõe a nenhum fim de
consumo ou desgaste, apenas a apreciação como obra (trabalho)
○ é através da letra morta que o espírito vivo deve sobreviver
● a vida humana em sentido não-biológico depende do trabalho de artistas,
construtores e fabricantes para sobreviver na história
● CONCLUSÃO: “o artifício humano deve ser um lugar adequado a ação e ao discurso,
a atividades não só inteiramente inúteis às necessidades da vida, mas de natureza
inteiramente diferente das várias atividades da fabricação mediante a qual são
produzidos o mundo e todas as coisas que nela existem”

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Labor e Trabalho em A Condição Humana de Hannah Arendt .pdf

Contextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalhoContextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalho
Arare Carvalho Júnior
 
Trabalho e sociedade
Trabalho e sociedadeTrabalho e sociedade
Trabalho e sociedade
rblfilos
 
INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
INTRODUÇÃO A PSICOLOGIAINTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
NdiaCortez
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
anandatss1
 
Trabalho e alienação
Trabalho e alienaçãoTrabalho e alienação
Trabalho e alienação
Mary Alvarenga
 
Trabalho.ppt
Trabalho.pptTrabalho.ppt
Trabalho.ppt
Igor da Silva
 
Cap trabalho alienado em marx
Cap   trabalho alienado em marxCap   trabalho alienado em marx
Cap trabalho alienado em marx
thiagolimamattos
 
o_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppt
o_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppto_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppt
o_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppt
Lurdes Sousa
 
Trabalho enquanto categoria sociológica
Trabalho enquanto categoria sociológicaTrabalho enquanto categoria sociológica
Trabalho enquanto categoria sociológica
Matheus Rodrigues
 
O trabalho em marx
O trabalho em marxO trabalho em marx
O trabalho em marx
andrecarlosocosta
 
O trabalho em marx
O trabalho em marxO trabalho em marx
O trabalho em marx
andrecarlosocosta
 
Curso de especialização a distancia serviço social - CFESS
Curso de especialização a distancia serviço social - CFESSCurso de especialização a distancia serviço social - CFESS
Curso de especialização a distancia serviço social - CFESS
Walter Albuquerque
 
Trabalho e capitalismo
Trabalho e capitalismoTrabalho e capitalismo
Trabalho e capitalismo
Péricles Penuel
 
Antropologia filosófica
Antropologia filosóficaAntropologia filosófica
Antropologia filosófica
marisaneaparecidaerd
 
V dfilo cap3p_trabalho_lazer
V dfilo cap3p_trabalho_lazerV dfilo cap3p_trabalho_lazer
V dfilo cap3p_trabalho_lazer
Leonardo Espíndola Espindola Moreira
 
Sociologia - O que é o trabalho
Sociologia - O que é o trabalho Sociologia - O que é o trabalho
Sociologia - O que é o trabalho
Jeane Santos
 
trabalho_e_mercadoria.pptx
trabalho_e_mercadoria.pptxtrabalho_e_mercadoria.pptx
trabalho_e_mercadoria.pptx
WellingtonFelipeDeCa1
 
Cp aula 3
Cp aula 3 Cp aula 3
Cp aula 3
Maira Conde
 
Trabalho e Capitalismo
Trabalho e CapitalismoTrabalho e Capitalismo
Trabalho e Capitalismo
Jean Carlos Dantas Formiga Formiga
 
Apresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptx
Apresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptxApresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptx
Apresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptx
FlavioBoneli
 

Semelhante a Labor e Trabalho em A Condição Humana de Hannah Arendt .pdf (20)

Contextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalhoContextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalho
 
Trabalho e sociedade
Trabalho e sociedadeTrabalho e sociedade
Trabalho e sociedade
 
INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
INTRODUÇÃO A PSICOLOGIAINTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Trabalho e alienação
Trabalho e alienaçãoTrabalho e alienação
Trabalho e alienação
 
Trabalho.ppt
Trabalho.pptTrabalho.ppt
Trabalho.ppt
 
Cap trabalho alienado em marx
Cap   trabalho alienado em marxCap   trabalho alienado em marx
Cap trabalho alienado em marx
 
o_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppt
o_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppto_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppt
o_trabalho_sua_evoluao_e_estatuto_no_ocidente.ppt
 
Trabalho enquanto categoria sociológica
Trabalho enquanto categoria sociológicaTrabalho enquanto categoria sociológica
Trabalho enquanto categoria sociológica
 
O trabalho em marx
O trabalho em marxO trabalho em marx
O trabalho em marx
 
O trabalho em marx
O trabalho em marxO trabalho em marx
O trabalho em marx
 
Curso de especialização a distancia serviço social - CFESS
Curso de especialização a distancia serviço social - CFESSCurso de especialização a distancia serviço social - CFESS
Curso de especialização a distancia serviço social - CFESS
 
Trabalho e capitalismo
Trabalho e capitalismoTrabalho e capitalismo
Trabalho e capitalismo
 
Antropologia filosófica
Antropologia filosóficaAntropologia filosófica
Antropologia filosófica
 
V dfilo cap3p_trabalho_lazer
V dfilo cap3p_trabalho_lazerV dfilo cap3p_trabalho_lazer
V dfilo cap3p_trabalho_lazer
 
Sociologia - O que é o trabalho
Sociologia - O que é o trabalho Sociologia - O que é o trabalho
Sociologia - O que é o trabalho
 
trabalho_e_mercadoria.pptx
trabalho_e_mercadoria.pptxtrabalho_e_mercadoria.pptx
trabalho_e_mercadoria.pptx
 
Cp aula 3
Cp aula 3 Cp aula 3
Cp aula 3
 
Trabalho e Capitalismo
Trabalho e CapitalismoTrabalho e Capitalismo
Trabalho e Capitalismo
 
Apresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptx
Apresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptxApresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptx
Apresentacao em sociologia: A Função Social do Trabalho.pptx
 

Último

Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdfAula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
AntonioAngeloNeves
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
CarlosJean21
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Mauricio Alexandre Silva
 
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdfApostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
bmgrama
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
AdrianoMontagna1
 
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
Pr Davi Passos - Estudos Bíblicos
 
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Militao Ricardo
 
DEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptx
DEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptxDEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptx
DEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptx
ConservoConstrues
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Mauricio Alexandre Silva
 
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdfComo montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
AlineOliveira625820
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
DouglasMoraes54
 
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇOPALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
ARIADNEMARTINSDACRUZ
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
TiagoLouro8
 
A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....
A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....
A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....
MarcoAurlioResende
 
formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...
JakiraCosta
 
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
Manuais Formação
 
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogiaAVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
KarollayneRodriguesV1
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
A justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdf
A justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdfA justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdf
A justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdf
MarcoAurlioResende
 

Último (20)

Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdfAula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
 
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdfApostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
 
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
(44-ESTUDO - LUCAS) A ESPIRITUALIDADE EM CRISE NO VALE
 
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
 
DEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptx
DEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptxDEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptx
DEUS CURA TODAS AS FERIDAS ESCONDIDAS DA NOSSA.pptx
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 01.pptx
 
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdfComo montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
 
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇOPALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
 
A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....
A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....
A Formação da Moral Cristã na Infância - CESB - DIJ - DIEF - G. de PAIS - 16....
 
formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...
 
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
 
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogiaAVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período  pedagogia
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 8º período pedagogia
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
 
A justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdf
A justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdfA justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdf
A justiça divina segundo o Espiritismo (V2).pdf
 

Labor e Trabalho em A Condição Humana de Hannah Arendt .pdf

  • 1. André Willian Teixeira Bruno Nunes Mendanha Introdução a Sociologia do Trabalho (2023)
  • 2. CAPÍTULO 3 - LABOR ❏ 11. “O labor de nosso corpo e o trabalho de nossas mãos” ❏ 12. O caráter de “objeto” do mundo ❏ 13. Labor e vida ❏ 14. Labor e fertilidade ❏ 15. A privatividade da propriedade e da riqueza ❏ 16. Os instrumentos do trabalho e a divisão do labor ❏ 17. A sociedade de consumidores
  • 3. “O labor de nosso corpo e o trabalho de nossas mãos” – Labor Trabalho ● Etimologia diferente, mas usadas quase como sinônimos ● ARENDT: Houve um desprezo pelo labor dos gregos em diante, uma luta do homem contra a necessidade e o esforço que não deixa vestígios ● Labor NÃO se refere ao produto final da ação John Locke ARENDT: LABOR TRABALHO Trabalho
  • 4. Labor Trabalho ARENDT: LABOR TRABALHO LABOR = animal laborans = não deixa vestígios em seu consumo, é um tipo de trabalho efêmero / foca a própria reprodução / tem forma de ciclo infinito (ex: alimentação, limpeza, descanso, família etc.) TRABALHO = homo faber = produz instrumentos e objetos duradouros no mundo / tem forma linear (início - meio - fim) e é orientado a fins (artesanato, transformações da natureza, alteração do habitat) , … LABOR TRABALHO “obra”
  • 5. “O labor de nosso corpo e o trabalho de nossas mãos” – Labor Trabalho ● Escravidão nos antigos → natureza servil de todas as ocupações que exerciam a manutenção da vida. “Laborar significava ser escravizado pela necessidade” ● Modernidade inverteu essas posições, glorificando o trabalho (labor) como fonte de todos os valores, elevando o animal laborans à posição do animal rationale, mas sem distinção entre o animal laborans e o homo faber ARENDT: LABOR ANTIGO
  • 6. “O labor de nosso corpo e o trabalho de nossas mãos” – Arendt interpreta Marx ● Em Marx, Arendt vê o motivo da promoção do labor na era moderna na noção de “produtividade”, onde o trabalho distingue o homem dos outros animais e o trabalho improdutivo (também em Smith) como parasítico ● Arendt: O socialismo em Marx significaria a indistinção entre labor e trabalho, onde todo trabalho seria labor, pois em Marx FORÇA DE TRABALHO (LABOR = reprodução social que dá vitalidade ao trabalhador) GERA VALOR ○ Continua falta de qualificação, trabalho = reprodução social, mas ela não vê outras dimensões (como ação ou trabalho) ARENDT: LABOR = TRAB. P/ MARX
  • 7. “O labor de nosso corpo e o trabalho de nossas mãos” – Arendt interpreta Marx ARENDT: LABOR = TRAB. P/ MARX
  • 8. ARENDT: OS PRODUTOS E A NATUREZA DO LABOR E DO TRABALHO O caráter de “objeto” do mundo ● Arendt foca na condição objetiva e mundana dos produtos do trabalho ● Produtos do trabalho, e não do labor, garantem a PERMANÊNCIA E A DURABILIDADE sem as quais o mundo não seria possível ● As outras esferas da condição humana, como a ação, o discurso e o pensamento, que pouco tem a ver com o labor e com o trabalho para Arendt, precisam ser PRESENCIADOS pelos outros e COISIFICADOS para que possam existir e persistir no mundo
  • 9. ARENDT: CICLO DA VIDA E METABOLISMO DO LABOR Labor e vida ● A vida é um processo que consome a durabilidade das coisas por ser marcada por movimentos cíclicos, assim como os da natureza ● A vida corre o risco de ser sobrepujada pela natureza se não for protegida pela mundanidade (artifício humano) ● Labor ←→ consumo, não deixam quase nada para trás ● PORTANTO, do PDV humano, o labor é destrutivo pois consome o mundo produzido e não acrescenta nada a ele. Do PDV da natureza, o trabalho é destrutivo pois subtrai matéria sem devolver ao metabolismo (não volta à natureza) produto trab.
  • 10. Labor e fertilidade ● Para ela, os teoristas modernos confundiram labor e trabalho, e Marx (que na visão dela definiu o homem como animal laborans) teve que admitir que a produtividade do trabalho só começa quando há reificação e a construção de um mundo objetivo de coisas, mas o labor permanece como a “eterna necessidade imposta pela natureza” ● Marx: quando o reino da liberdade suplantar o reino da necessidade é que vai ter ocorrido emancipação. Arendt: PORTANTO, em Marx até mesmo a revolução não se destinava a emancipar as classes trabalhadoras, mas emancipar o HOMEM DO TRABALHO ARENDT: REP. SOCIAL = LABOR P/ MARX
  • 11. Labor e fertilidade ● Reprodução social do Marx – condição prévia (comer, sustento etc). Feito pela mulher em grande parte, que provê tudo isso e filhos. Os filhos já entram no capitalismo para trabalhar também ● Arendt – como o socialismo seria emancipação do trabalho os filhos nasceriam já direto para o labor, para aquele trabalho efêmero etc. Assim, segundo Arendt, Marx também equacionaria em sua teoria o labor e a procriação como duas modalidades do mesmo processo fértil da vida ARENDT: REP. SOCIAL = LABOR P/ MARX
  • 12. ARENDT: A PROPRIE- DADE A privatividade da propriedade e da riqueza ● Arendt estranha a teoria de Marx, que leva “tão conclusivamente à abolição de toda propriedade [,] tenha partido da afirmação teórica da prop. privada” (?) ● Arendt: Economistas da época de Marx defendiam a propriedade em relação ao governo “parasitário”. Já a modernidade não defende a propriedade como tal, mas defende a busca desenfreada de mais propriedade, ou seja, a apropriação”, em oposição ao “comum” ● Dor – sem o mundo, isolamento. Já que labor não produz trabalho, também não precisa do mundo porque embora em atividade, se volta a si, a seu metabolismo com a natureza, apenas consumo. Se labor fosse a origem da prop. priv, então a privatividade da prop. priv. seria tão independente do mundo quanto a de se ter um corpo e de se sentir dor
  • 13. A privatividade da propriedade e da riqueza ● A propriedade sempre esteve em contato com o mundo comum, mesmo quando esse mundo era ameaçado pela natureza. ● PORTANTO dada a estabilidade humana, a propriedade diminui a desvinculação do labor em relação ao mundo. E o caráter de processo do labor desaparece com a aquisição da propriedade ● PORTANTO Marx estava certo quanto a decadência da esfera pública nas condições de livre desenvolvimento das forças produtivas da sociedade (labor) e certo quando previu que num mundo socializado e livre do trabalho os homens aproveitariam sua liberdade em atividades estritamente privadas e isoladas do mundo, os hobbies. ARENDT: A PROPRIE- DADE
  • 14. ARENDT: CONSEQUÊN- CIAS DO ANIMAL LABORANS Os instrumentos do trabalho e a divisão do labor ● O animal laborans não usa o corpo como o homo faber usa as mãos, pois são incapazes de dominar o lado animal de sua própria natureza, como argumenta Platão ● Numa humanidade socializada como Marx previa, os homens estariam isolados do mundo, seja como escravos domésticos, seja como seres livres (consequência: ter ou ser escravo, violência a terceiros ou sujeição voluntária) ● O animal laborans não foge do mundo, mas é dele EXPELIDO pois é prisioneiro da privatividade de seu corpo e sua incomunicabilidade (escravo da necessidade e não transfere ao mundo obras e objetos duradouros)
  • 15. ● Nos antigos, a escravidão passou despecebida como improdutiva, pois suas cidades eram centros de CONSUMO, essência do labor, ao contrário das medievais que eram centros de PRODUÇÃO, essência do trabalho ● NA SOCIEDADE MODERNA, A AUTOMAÇÃO NÃO LIBERTOU O ANIMAL LABORANS, MAS TORNOU DUPLO O LABOR DA VIDA (SEJA NO LOCAL DO CORPO SEJA NO LOCAL DE TRABALHO = FORDISMO) Os instrumentos do trabalho e a divisão do labor ARENDT: DIVISÃO DO LABOR
  • 16. ARENDT: DIVISÃO DO LABOR ● Na modernidade, o homem ignora ser sujeito à necessidade e não pode ser livre dela (uma impossibilidade ontológica) ● Os instrumentos que podem suavizar o esforço do labor não são produtos do labor, mas do trabalho, e não pertencem ao processo de consumo, mas parte do mundo de objetos de uso ● A divisão do labor é resultado do processo de labor e não deve ser confundida com a especialização dos processos de trabalho Eles têm em comum apenas o princípio geral de organização (associação clara com Taylor e sua administração científica), que nada tem a ver com labor ou trabalho, mas com a esfera política, onde o homem é capaz de agir na companhia e em acordo com outros ● Somente dentro da estrutura de organização política, onde os homens não só vivem como também agem juntos, pode ocorrer a especialização e a divisão do labor (ligada à noção de humanidade genérica em Marx) Os instrumentos do trabalho e a divisão do labor
  • 17. ● FATO É QUE a revolução industrial substituiu todo artesanato pelo labor e as coisas do mundo moderno são produtos do labor cujo destino é ser consumidos = fabricação e produção de objetos de uso ● PORTANTO foi a divisão do labor e não a mecanização aumentada que substituiu a especialização rigorosa do artesanato; na modernidade, apenas o modelo é fruto do trabalho e sua produção em massa ocupa a divisão do labor ● O processo de trabalho na modernidade mecanizada ou semi automatizada assume o caráter de labor por causa da natureza CÍCLICA E REPETITIVA desse processo de produção em massa (mesmo que não necessariamente produza objetos de consumo) ● LOGO os ideais do homo faber (permanência, estabilidade e durabilidade) foram substituídos pelo ideal do animal laborans (o benefício da abundância) ARENDT: DIVISÃO DO LABOR Os instrumentos do trabalho e a divisão do labor
  • 18. ARENDT: CONSUMO A sociedade de consumidores ● Não surge da emancipação das classes trabalhadoras, mas da emancipação da própria atividade do labor (séculos antes da emancipação política dos trabalhadores) ● Conseguimos na modernidade nivelar todas as atividades humanas, reduzindo-as ao denominador comum de assegurar as necessidades básicas a vida e garantir sua abundância ● A única exceção é o artista que continua sendo o único trabalhador a rigor do termo (work of art = obra de arte) ● Em consequência dessa sociedade, todas as atividades vitais são chamadas de trabalho (work = obra, worker = operário) e as que não são vitais (nem para o indivíduo nem para a sociedade) são chamadas de lazer
  • 19. ● Na modernidade ocorreu o declinio da violência, mas deu acesso ao retorno da necessidade em seu nivel mais elementar (raiz grega de tortura vem de necessidade) ● Uma humanidade isenta da dor e do esforço é uma entidade devoradora do mundo e que reproduz diariamente tudo o que deseja consumir ● O ritmo das máquinas aumentaria e aceleraria o ritmo natural da vida, mas não mudaria (apenas tornaria mais destruidora) a principal característica da vida em relação ao mundo, que é a de minar a durabilidade ● Horas vagas do animal laborans = consumo da cultura de massas (lazer e hobbies) ARENDT: CONSUMO A sociedade de consumidores
  • 20. CAPÍTULO 4 - TRABALHO ❏ 18. A durabilidade do mundo ❏ 19. Reificação ❏ 20. Os instrumentos e o animal laborans ❏ 21. Os instrumentos e o homo faber ❏ 22. O mercado de trocas ❏ 23. A permanência do mundo e a obra de arte
  • 21. ARENDT: O MUNDO FABRICADO A durabilidade do mundo ● O homo faber faz e literalmente trabalha sobre os materiais, em oposição ao animal laborans que labora e se mistura com eles. O homo faber fabrica a variedade de coisas cuja soma total constitui o ARTIFÍCIO HUMANO ● Devidamente usadas, as coisas não desaparecem e emprestam ao artifício humano a estabilidade e solidez, mas não é ABSOLUTA DURABILIDADE: o uso que fazemos das coisas não as consome, mas as desgasta ● Desse ponto de vista, as coisas do mundo tem a função de estabilizar q vida humana, que é instável e frágil por natureza ● O trabalho é árduo e doloroso e precisa ser conservado: não chega a haver uma verdadeira reificação na qual a existência da coisa produzida é assegurada de uma vez por todas, as coisas precisam ser continuamente reproduzidas para que permaneçam como parte do mundo
  • 22. ARENDT: O PROCESSO DE FABRICAÇÃO Reificação ● A fabricação, que é o trabalho do homo faber, consiste em reificação. É preciso haver violência na natureza para que se produzam coisas mundanas e sólidas. A solidez já é um produto do homem, arrancada da natureza pelo homo faber, que sempre foi um destruidor da natureza ● O que orienta o trabalho de fabricação está fora do fabricante e precede o processo de trabalho em si (forma orienta o processo, do modelo a reprodução) ● O processo de trabalho é linear e possui uma potência infinita de ser multiplicado (o que difere da repetição do labor)
  • 23. ARENDT: RESULTADOS DA FABRICAÇÃO Reificação ● PORTANTO, o processo de fazer é inteiramente determinado pelas categorias de meios e fins. A coisa fabricada é um produto final no duplo sentido (1) de que o processo de produção termina com ela e (2) de que é apenas um meio de produzir esse fim. ● Diferente do labor, que produz para o fim de consumo, no trabalho de fabricação o fim é indubitável (algo novo e durável é acrescentado ao artifício humano). ● Algumas distinções: ○ o labor não tem começo nem fim, é um ciclo repetitivo ○ o trabalho (fabricação) tem um começo definido e um fim definido e previsível ○ a ação, embora tenha um começo definido, jamais tem um fim previsível (devido ao encontro de diferentes indivíduos e suas possibilidades) ● A imagem do futuro do homo faber é definida e, se ele for deixado a sós no mundo, pode destruí-lo
  • 24. ARENDT: FERRAMENTAS NO MUNDO Os instrumentos e o animal laborans ● Os instrumentos criados pelo homo faber são projetados para construir o mundo e sua conveniência é ditada pelos fins objetivos definidos livremente por ele, não por carências ou necessidades subjetivas ● PORTANTO: para o animal laborans a durabilidade e estabilidade do mundo são representadas pelos instrumentos e ferramentas que utiliza e, numa sociedade de operários, os instrumentos podem assumir o caráter ou função mais que meramente instrumental
  • 25. ARENDT: FERRAMENTAS ALHEIAS A NÓS Os instrumentos e o animal laborans ● Na sociedade moderna, na qual a produção consiste no preparo para o consumo, a distinção entre meios e fins deixa de fazer sentido e os instrumentos que o homo faber construiu e que vieram ao auxílio do animal laborans perdem seu caráter instrumental assim que são usados por este último ○ nesse sentido, o ritmo das máquinas se aproxima do estado labor do animal laborans, igualmente automático e cíclico ○ enquanto condição humana atual, isso significa que enquanto dura o trabalho com as máquinas, o processo mecânico substitui o ritmo do corpo humano ○ Se a manufatura era uma série de passos separados , o fordismo é um processo contínuo, tal como labor ● Nesse processo contínuo, o mundo de máquinas perde seu caráter humano independente que tinhas as primeiras máquinas e ferramentas. Ao se aproximarem do ciclo vital, as máquinas nos aparecem como “carapaças”, partes tão integrantes de nossos corpos como a carapaça da tartaruga.
  • 26. ARENDT: MUNDO UTILITÁRIO Os instrumentos e o homo faber ● Os fins justificam a violência cometida contra a natureza, tudo é julgado em termos de adequação e serventia = fabricação de objetos de USO ● mas todos os fins, num mundo utilitário, tendem a ser de curta duração e a se transformar em meios para outros fins ● no mundo do homo faber tudo deve ter seu uso, um fim em si mesmo.
  • 27. ARENDT: INSTRUMENTALIZAÇÃO E PERDA DE VALOR Os instrumentos e o homo faber O homo faber, por ser somente um fabricante de coisas e pensar em termos de meios e fins, é incapaz de compreender o significado das coisas no mundo, assim como o animal laborans é incapaz de compreender os instrumentos como conceito. Esse mundo se torna paradoxal para ambos ● o mundo construído perde valor quando os critérios utilizados para seu nascimento (meios e fins) prevalecem assim que ele é estabelecido. ● o homo faber INSTRUMENTALIZA o mundo na medida em que generaliza seu modus operandi de fabricação. Somente quando o produto volta a ser um MEIO (como objeto de troca) é que ele sai um pouco do processo de desvalorização geral promovido pela instrumentalização.
  • 28. ARENDT: A ORIGEM DO MERCADO O mercado de trocas Se na antiguidade o homo faber era excluído da sociedade pelos homens de ação (cidadãos da polis), na modernidade ocorre uma inversão: o homo faber exclui da esfera pública o homem político (que age e fala) ● a esfera pública do homo faber é o mercado de trocas no qual ele exibe seus produtos, mas somente na medida em que essa relação é pautada pela troca, pois o homo faber é marcado pela privatividade e pelo isolamento, local onde ele produz (a garantia do isolamento garante que o trabalho seja produzido) ○ o trabalho em equipe é alheio ao artesanato (mestres artesãos passam todo o conhecimento para seus aprendizes) ○ somente com o capitalismo manufatureiro é que a cooperação aparece, mas como divisão do labor, na medida em surgem operários
  • 29. ARENDT: RESULTADOS DO MERCADO O mercado de trocas ● Arendt concorda com Marx sobre a alienação do trabalhador consigo mesmo e com os produtos de seu trabalho como fruto dessa sociedade ● o capitalismo em seus primeiros estágios ainda era regulado pelos critérios do homo faber, mas quando o homo faber deixa o isolamento, surge o mercador ou negociante e se estabelece o mercado de trocas ● essa mudança se reflete na distinção entre valor de uso e de troca, mas esse valor só pode surgir na esfera pública (valor como relação social entre sujeitos)
  • 30. ARENDT: A IMORTALIDADE A permanência do mundo e a obra de arte ● A obra de arte (fruto do trabalho=work) é o melhor exemplo da durabilidade das coisas no mundo, pois pode atingir a permanência e não se propõe a nenhum fim de consumo ou desgaste, apenas a apreciação como obra (trabalho) ○ é através da letra morta que o espírito vivo deve sobreviver ● a vida humana em sentido não-biológico depende do trabalho de artistas, construtores e fabricantes para sobreviver na história ● CONCLUSÃO: “o artifício humano deve ser um lugar adequado a ação e ao discurso, a atividades não só inteiramente inúteis às necessidades da vida, mas de natureza inteiramente diferente das várias atividades da fabricação mediante a qual são produzidos o mundo e todas as coisas que nela existem”