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CONTATO E ATENDIMENTO AO LEITOR: contato@diariodosmunicipios.jor.br
DIÁRIO DOS MUNICÍPIOSBRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL, MARÇO DE 2012 EDIÇÃO: 81 - 8 PÁGINAS - R$ 1,50
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0 1 0 3 2 0 1 2
EduardoCunha
Eleições 2012: quem vai tirar o Entorno do “buraco”?
Ainda nesta edição...
Um açougue que alimenta a
cultura e a fome de conhecimento
Copa2014:Brasíliateráprimeiro
estádio sustentável do mundo
Entrevista: Pág.6
Presidentes regionais do PT e PSDB (DF)
respondem sobre Eleições Municipais 2012 e
os desafios para o desenvolvimento do Entorno
Confiram o andamento das obras dos 12 estádios da Copa do Mundo Pág.8
EduardoCunha
Págs. 4 e 5
EduardoCunha
propaganda@diariodosmunicipios.jor.br
ANUNCIE
AQUI!
Empréstimos de livros, debates
culturais e políticos, shows,
poesia e incentivo à arte e ao
conhecimento fazem parte do
cardápio do T-Bone. Pág.7
Brasília-DF, Março 2012 - Página. 02DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS
O descaso da União com o transporte público individual de passageiros
Flávio Dias
Especialista em Transportes
flaviodias@unb.br
Após anos tramitando pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei nº. 6302
de 2002 transformou-se na Lei Federal nº. 12.009/09, com a intenção de
regulamentar o exercício das atividades de transporte de passageiros
(mototaxista) e em entrega de mercadorias (motoboy), com o uso de moto-
cicleta. Todavia, seria melhor que não tivesse sido sancionada, pois se trata
de um desserviço à nação.
O agravo advém da inclusão do mototaxista na regulamentação de uma lei que tem inicialmente a intenção
de regulamentar a atividade de motoboy. A diferença básica é que, enquanto esse transporta carga aquele
transporta vida! Assim, não poderia o legislador se descuidar e tratar do transporte de passageiros como se
carga fosse.
Para se transportar vidas sobre duas rodas é preciso primeiramente assegurar aos usuários-consumidores
duas premissas relacionadas à sua integridade. A primeira, o equilíbrio dinâmico da motocicleta, pois o
passageiro, além de ter que se posicionar adequadamente e se equilibrar, tem que fazer as vezes de “co-
piloto” para manter o centro de gravidade do veículo, sobretudo durante as curvas. A segunda, caso o
passageiro sofra alguma intempérie que o deixe sujo ou molhado, tais como lama e chuva, a atividade meio
de transporte não se dará com integridade.
Essas preocupações fazem crer que o serviço de transporte remunerado de passageiros sobre duas rodas deve
ser evitado, ou, em se insistindo nisso, pelo menos que se exija a utilização de um veículo com cabine fechada,
pois este amenizaria essas dificuldades operacionais.
Na verdade, a regulação da atividade de mototaxista deveria estar associada à atividade de taxista, que, pelo
menos desde a edição da Carta magna de 1988, aguarda o marco regulatório da União sobre a matéria.
Observe-se que a competência para legislar sobre o transporte individual de passageiros não é municipal, como
quis fez crer o legislador sobre o transporte sobre motocicletas, mas sim de competência exclusiva da União,
como se retira da análise do inciso XI do art. 22 Carta Constitucional promulgada há mais de duas décadas.
Desta forma permanecendo, continuarão os municípios legislando sobre o transporte individual de passagei-
ros ao arrepio da Lei Mor, mantendo o serviço de táxi por automóvel em mercados fechados em monopólios
e oligopólios, com tarifas altas. Não obstante isso, agora oficializam os serviços de táxi por motocicleta em
mercado aberto e sem as devidas exigências de segurança, qualidade e controle na prestação do serviço.
Desta análise se extrai uma questão. Por que o serviço de táxi é tratado no Brasil como se fosse serviço público
quando se utiliza a tecnologia sobre quatro rodas e de livre iniciativa quando executado sobre duas rodas?
Ao que se pode ver, a lei ora sob destaque não foi ponderada sob os olhos de um jurista, nem
tampouco de um especialista em transportes. Seria interessante para a sociedade saber como se ma-
nifestam o Ministério dos Transportes, o Ministério das Cidades e a Procuradoria Geral da União
sobre o assunto. A palavra permanece com a União.
Não leve as redes sociais tão a sério
Por Eduardo Cunha
eduardo@diariodosmunicipios.jor.br
Curtir, compartilhar, “tuitar”, “no que você está pensando?”, scrapbook. Se
você é membro de uma das várias ferramentas das redes sociais (Facebook,
Twitter, Orkut, Youtube etc) você sabe bem do que estou falando. As mídias
sociais transformaram a comunicação entre diversos segmentos da socieda-
de.Avelocidade que uma informação circula entre internautas de bairros, cidades, países e continen-
tes diferentes é assustadoramente rápida.
Quem diria que um simples #JogoDaVelha fosse capaz de transformar um determinado tema no
mais comentado no mundo? Os trending topics que são os assuntos mais discutidos (tags) do Twitter,
são a prova desta velocidade a que me refiro.
E essas comunicações cibernéticas estão cada vez mais rápidas e objetivas. No mesmo Twitter que
citei acima, são apenas 120 caracteres para a pessoa expressar o que está sentindo, indicar um filme,
um livro, um show, citar uma frase, declarar sua opinião sobre determinado tema, contar uma piada
ou simplesmente se comunicar.
Mas quem foi que disse que essas ferramentas foram feitas apenas para tratar de assuntos conside-
rados “sérios” ou “importantes”? Até porque o conceito de sério e importante é muito subjetivo. O
que para mim é um assunto sério, para outra pessoa pode ser uma besteira. O que para outra pessoa
é importante, para mim pode ser insignificante.
Acomunicação é a forma do indivíduo se expressar. Se eu estou triste e quero me abrir, posso sugerir no
meu Facebook o link do Youtube com um clipe de uma música que demonstre um pouco do que estou
sentindo. Se eu assisti a um filme e gostei, posso indicar também. Se li uma piada e achei graça posso
curtir, fazer algum comentário ou até mesmo compartilhá-la.
E ao contrário do que o colega de profissão, jornalista do SBT, Carlos Nascimento declarou há pouco mais
de um mês, eu não acho que estamos mais burros porque rimos ou fazemos piadas da Luisa que estava, mas
voltou do Canadá. Ninguém é mais burro porque assiste e comenta sobre o Big Brother Brasil ou porque
gosta de falar sobre futebol nas redes sociais. Nem pode ser considerado mais inteligente porque declara
sua opinião sobre política ou cultura.
A pessoa está apenas se expressando, se comunicando. Da mesma forma que acontece na televisão
onde você tem várias opções de canal e não é obrigado a assistir o que não te interessa, na internet é
tão simples assim. Basta não clicar no link de um assunto que seu amigo postou e que não é do seu
interesse.
EXPEDIENTE: Jornal Diário dos Munícipios - Editores: Nilton Oliveira e Eduardo Cunha - Diagramação: O Metropolitano Comunicação e
Marketing Ltda. - Registros Profissionais: 8256/DF FENAJ e 7293/DF FENAJ - Tiragem: 10.000 (dez mil exemplares) - Período: Mensal
Não se fazem mais músicas como antigamente
Nilton Oliveira
nilton@diariodosmunicipios.jor.br
Fico imaginando como estão se sentindo nossos compositores, baluartes da
boa música e porque não dizer os poetas e doutores da alma.
É... Os amantes da música pedem socorro!
Para quem foi acostumado na infância a ouvir: Caetano Veloso, Chico
Buarque, Oswaldo Montenegro, Gilberto Gil, Cazuza, Renato Russo entre
outros, é duro ter que escutar nas rádios: Latino e Mister Catra por exemplo.
Hoje em dia poucas pessoas se importam com letras que expressam romantismo, arte e nostalgia.
Temos que nos deparar com músicas que não dizem nada, melodias onde a principal harmonia é o
barulho ensurdecedor das caixas de grave, os famosos “tuts, tuts tuts...”
A cada ano novos hits costumam estourar no carnaval. Na última festa do rei Momo que passei com
minha família no interior de Goiás conheci o “Bara Berê”. O refrão da música deve ter dado um
“imenso trabalho” ao autor: “bara bara bara, berê berê berê”.
O ritmo é até animado, mas onde está o problema?
É que nossa cultura está deixando-se valer pelos conteúdos de massa. Artistas que vivem da música
e produzem seus discos com carinho, zelo e muito suor, se deparam muitas vezes com o bombardeio
de destaque da mídia aos interesses “do público”.
Alguém se lembra das “serenatas”? Muitos jovens hoje não possuem referência sobre como conquis-
tar alguém com uma boa música. Muito comum nas cidades interioranas, os seresteiros se reuniam
nas praças, botequins e saíam pela madrugada com o toque requintado de suas violas e vozes de
amigos que buscavam encantar alguém com as melodias do momento.
Serenata hoje nem pensar. Talvez seja mais fácil encostar o carro ao lado do muro das casas e “assus-
tar” alguém com o som no último volume a destacar a qualidade do “grave”.
Saudades da música do sertão, modas de viola, MPB, samba raiz, choro, enfim, canções que fizeram
a identidade da música brasileira.
Porque não dizer, saudades do tempo onde o encontro com os amigos nas ruas, praças, barzinhos era
sinônimo de muito papo. Bate papo que parece ter ficado no esquecimento, pois como conversar
com alguém com o som no volume máximo e pessoas disputando qual a melhor caixa acústica
instalada em seu veículo?
MENSAGEM PARA REFLEXÃO
Dia 8 de abril - Dia Internacional de Combate ao Câncer
Mariana Rangel Carcute
animamunditerapias@hotmail.com
Perdi meu pai em 1998. De câncer. Esta palavra quase nunca era pronunciada em
família. Seu significado... morte, destruição implacável. Um processo muito sofri-
do para ele e para nós familiares.
Em setembro de 2011, surpreendentemente, tive o diagnóstico de câncer, em exames de rotina, anuais e sempre
em dia. Uma visita do inesperado. E que visita!! Lá estava ele, ameaçador, com sua arquitetura prestes a tudo
abarcar. Realmente o impacto é como um tsunami.
Fui operada (aliás, a primeira cirurgia da minha vida, que sempre tive saúde boa). Fiz a radioterapia. Tive altos e
baixos, o apoio de alguns, o abraço protetor da família e decerto uma pequena torcida do negativo, dos que pensam
ou esperam ser o fim. Que fim?! Se todos nós viventes teremos um fim...
Hoje estou aqui, forte. Cuidando-me fisicamente e forte espiritualmente, com o coração curado por Jesus. Incrível
a sensação! Parece loucura! Sempre tive muita fé e, durante o tratamento procurei trazer um pouco desta força às
outras mulheres – também em tratamento.
Não temos o direito de desistir, independente da dor física, dos esforços às vezes em vão, das angústias...
Convivemos com uma porta fechada, que não sabemos o que esconde ou o que há do outro lado a nos ser
ofertado. Mas fiquemos no comando da situação, com equilíbrio. Em Deus, tudo é possível. Se tenho uma
religião, se participo de uma igreja bem instalada e renomada, isso é o de menos. Minha religião é o
Criador, o Divino, é ser um pequeno, mas precioso, elo da grandiosa criação. É poder ser útil, doar e amar.
Isso me preenche e me basta.
Somos luz. Somos a Luz. Nascemos para crescer e brilhar, não para sermos ofuscados pelo sofrimento. E
que tudo nos sirva de ensinamento, de oportunidade de crescimento e de compartilhamento.
Guerreira é o que sou e o que espero que todas as amigas que passam por este processo de cura e autocura
também o sejam. Que todas nós saibamos “queimar” a ponte que acabamos de cruzar, sem lamúrias ou
autocomiseração. Também os homens aqui estão incluídos, com seus cânceres de próstata, de linfa, de
reto...
Refaçamos nossa caminhada e nossas emoções. Estimulemos a tantas outras milhares de mulheres a faze-
rem com compromisso seus exames preventivos, a buscar recursos independente da condição social, a
buscar conhecimento, a comprometer-se com seriedade com suas vidas, a ousar... Pode ser um trabalho de
formiguinha... mas deve ser um trabalho contínuo. E que os homens também se mobilizem para tal.
Se teremos seis meses ou cinco anos de vida, se estaremos aqui nas grandes tribulações... isso é de somenos
importância. O que importa é a aceitação, o conhecimento, a gratidão e o poder de estar uno e pleno no
agora!
Qual é o prognóstico? Qual o tempo que teremos? O que importa é agir.Afinal, o que é o tempo? Nosso prazo
de validade pode se extinguir de outra forma... O que é o tempo numa situação de dor, de crise? Vejo o tempo
como o Senhor da Esperança. E você?
Sinceramente e com extrema fraternidade,
Mariana Rangel Carcute, Terapeuta, CRT 33686.
Agendamento de pacientes de oncologia para a formação de grupo feminino de autoajuda e apoio, com aborda-
gem holística.
Lei da ficha limpa, realmente vai tirar o mau gestor da administração publica?
Vertinho de Oliveira
Especialista em Contabilidade Pública - Pós-graduado em Gestão Pública
vertinhoolivera@gmail.com www.informacon3.com.br
Foiaprovadaem16defevereirode2012,peloSupremoTribunalFederal(STF)avalidade
daLeiFicha Limpa,quedaráumavidanovaaoregistrodecandidaturasdeprefeitosevere-
adoresnaseleiçõesdesteano,poisagoraaleivaleparapolíticoscassados,querenunciaramao
mandato para escapar do processo de cassação e os condenados criminalmente por órgãos
colegiados,independentedejulgamentonaúltimainstância.Comissomuitospré-candidatos
a prefeito terão seus registros negadosnosTRE´sdetodobrasil.
Entendemosquealeiirávalorizarmuitoasadministraçõesmunicipais,poisogestorderecursospúblicosteráqueabandonar
umavelhapráticaaindaencontradaemnossopaísqueéoamadorismo,poissenãohouvercuidadocomascontaspúblicas,
estará se condenando a ficar oito anos inelegíveis, porque, qualquer erro na gestão dos recursos levará a condenações do
TribunaldeContasedemaisÓrgãosfiscalizadores.Paraevitardecepções,osgestoresdeverãoadministrarosrecursospúbli-
coscompessoalcompetenteeresponsável como:advogados,contadores,administradores,servidorescapacitadoseacimade
tudodeverádispordemuitatransparênciaaocontribuinte,poisnãofazendoissoqualquererroseráimputadoaeles.Comisso
podemosdizerquealeideixarábonsadministradoresinelegíveisquenãovalorizaramsuaequipedetrabalhoehojepossuem
contasrejeitasporpequenasfalhas,como: recolhimentoematrasodeInss,divergênciastécnicasentredemonstrativoscontábeis,
banco de dados informatizados e até pagamento de despesas consideradas não planejadas no ano anterior, entre outras.
Podemosdizertambémquealeiautorizaráoregistrodecandidaturasdepessoasquenuncaadministraramnadanavidaesó
Deussabeoqueestarávindonaspróximaseleições.Muitocuidado,poisestãoficandoforadadisputadopleito,algunsbons
gestoreslistadosnalei“FichaLimpa”,trocadospormuitoscandidatosemergentesedesconhecidos.
ComodizoministrodoSTF,GilmarMendes,a“FichaLimpa”éumaroletarussa.“Farávítimasportodososlados”.
A menos de sete meses para as eleições municipais, a equipe de reportagem do Diário dos Municípios deu
um giro por diferentes cidades do Entorno de Brasília e constatou algumas coisas. A primeira é que a
população não está muito satisfeita com as administrações atuais. Principalmente com problemas pareci-
dos como a falta de infraestrutura, falta de segurança, problemas na saúde e no transporte público. A
segunda constatação é que os municípios vizinhos à capital federal crescem em ritmo acelerado, porém
desordenadamente. A recente decisão do STF de barrar os “fichas sujas” das eleições de 2012 provocou
algumas reviravoltas em nomes que eram cogitados para a disputa aos cargos de prefeito e vereadores.
Enquanto as conversas sobre possíveis nomes para candidaturas no Entorno ainda estão em fase de nego-
ciação, o Diário dos Municípios entrevistou os líderes regionais dos principais partidos políticos do país
em Brasília. A intenção foi saber como a capital do Brasil enxerga o Entorno e qual o apoio que os
políticos das cidades goianas podem esperar dos coirmãos do DF.
A inédita obra sustentável do Estádio Nacional de Brasília (ENB) é outro tema abordado nesta edição. O
reaproveitamento de água da chuva, a utilização de luz solar, a reutilização de materiais da obra estão entre
as iniciativas que fazem do ENB a construção ecologicamente mais correta entre as 12 sedes da Copa do
Mundo de 2014. Por falar nas outras sedes da Copa, o leitor poderá acompanhar na editoria de Esportes em
que etapa está cada uma das 12 obras dos estádios brasileiros.
Na editoria de Cultura, T-Bone, representa um açougue diferente. Lá o cidadão tem a possibilidade de
alimentar o corpo comprando carnes variadas e também a alma, pegando emprestados livros que nutrem o
espírito de conhecimento, cultura e sabedoria. Bom apetite!
Editorial - Eleições 2012 e o crescimento desordenado do Entorno
Opinião
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Brasília-DF, Março 2012 - Página. 03DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS
Mais do que um está-
dio de futebol que irá rece-
ber sete jogos da Copa de
2014, a capital federal cami-
nha em ritmo acelerado para
inaugurar no final de 2012,
uma obra que será exemplo
de conscientização
ambiental, não só para o Bra-
sil, mas para todo o mundo.
Assim que a reforma estiver
concluída, o Estádio Nacio-
nal de Brasília (ENB) rece-
berá o selo, Leed Platinum
reconhecido internacional-
mente por atestar que a cons-
trução é altamente sustentá-
vel. Atualmente, não existe
nenhum estádio de futebol
no mundo com o certificado.
Desde o início das
obras, a preocupação
ambiental do estádio de
Brasília foi o grande diferen-
cial entre as 12 sedes brasi-
leiras que abrigarão a Copa
do Mundo, no país. Foram
usados materiais recicláveis
ou reciclados na construção.
Tudo o que saiu do antigo
estádio foi reaproveitado na
própria obra ou foi doado a
cooperativas de reciclagem
do DF. Dos restos de mate-
rial utilizados na construção
foram encaminhados para
reciclagem em 2011, cerca
de 900 toneladas de metal,
206 toneladas de madeira, 12
toneladas de papelão e três
toneladas de plástico. Com
Copa de 2014: Brasília terá primeiro estádio sustentável do mundo
O entulho da antiga arquibancada foi reutilizado na concretagem do piso. Também haverá
captação de energia solar, utilização de água da chuva além de ventilação e iluminação natural
a derrubada da última arqui-
bancada, por exemplo, o en-
tulho foi transformado em
brita para ser reutilizado na
concretagem do piso da are-
na.
Depois de pronto, ha-
verá captação de energia so-
lar e de água da chuva. Se-
rão instalados painéis
fotovoltaicos na cobertura
para a geração de energia elé-
trica. A arena será capaz de
gerar 2,5 mega watts de ener-
gia, o que corresponde ao
abastecimento de mil resi-
dências por dia. O projeto
também prevê a utilização de
ventilação e iluminação na-
tural nas áreas de arquiban-
cada, banheiros com mictó-
rios sem uso de água, utili-
zação de lâmpadas e refleto-
res de alto desempenho e
captação de águas pluviais a
serem utilizadas na irrigação
do campo.
Uma das vantagens de
Brasília é que o estádio está
localizado na parte central da
cidade, em um raio de três
quilômetros dos setores ho-
teleiros, hospitalar, shop-
pings, Centro de Conven-
ções, entre outros, o que fa-
cilita e incentiva o acesso
a pé.
Outro projeto interes-
sante é o de reaprovei-
tamento das bobinas de fios
elétricos (utilizadas para o
transporte e
armazenamento dos cabos
usados na obra). A iniciati-
va foi desenvolvida para
destinar de forma sustentá-
vel essas peças que são
constituídas por madeira e
ferro.As bobinas são trans-
formadas em móveis que
são usados nas áreas de des-
canso do canteiro de obras.
Posteriormente ao final da
construção, serão distribuí-
dos aos funcionários ou ins-
tituições.
Além da preocupação
com o meio ambiente, a
economia gerada com essas
iniciativas ecologicamente
corretas, é outro atrativo do
Estádio Nacional de
Brasília.
“Só pelo fato do mic-
tório dos banheiros não uti-
lizar água haverá uma eco-
nomia anual de R$200 mil.
A utilização de iluminação
natural e de lâmpadas
incandescentes trará uma
economia de 50%”, confir-
mou o arquiteto responsável
pela obra, Eduardo Castro
Mello.
Outro exemplo de
economia pode ser observa-
do na cozinha do canteiro de
obras. O local é equipado
com equipamentos que eco-
nomizam tempo, gás, óleo
e materiais de limpeza. São
autoclaves industriais que
possibilitam a preparação
de diferentes alimentos em
um mesmo recipiente sem
misturar cor e sabor. Tam-
bém são capazes de cozi-
nhar alimentos sem óleo,
conferindo mais sabor com
menos calorias, preservan-
do as vitaminas e minerais
dos alimentos. Além disso
ajudam a preservar o meio
ambiente, pois reduzem
drasticamente a quantidade
de água utilizada no prepa-
ro de determinados alimen-
tos.
No último dia 17 de
janeiro, membros da Fede-
ração Internacional de Fu-
tebol (FIFA) estiveram vi-
sitando o canteiro de obras
do Estádio Nacional de
Brasília e ficaram satisfei-
tos com o que viram.
“Estou bastante im-
pressionado. Estive aqui
em fevereiro de 2011 e o
que chama a atenção é o
progresso e qualidade do
trabalho. Ainda existem
muitas coisas a serem fei-
tas, mas acredito no gran-
de desempenho de todas as
partes envolvidas. A FIFA,
no que se refere ao estádio
de Brasília, está satisfeita”,
declarou o consultor espe-
cial da presidência para es-
tádios da FIFA, Charles
Botta.
Para o secretário exe-
cutivo do Comitê
Organizador Brasília 2014,
Cláudio Monteiro, a capi-
tal do país está no caminho
certo para entregar a obra
no cronograma planejado.
“A avaliação que fa-
zemos após essa visita é ex-
tremamente positiva. A
obra está 50% concluída,
são três mil operários tra-
balhando em ritmo acelera-
do nos três turnos e quere-
mos estar com tudo pronto
no dia 31 de dezembro, às
11 horas da manhã”,
garantiu Monteiro.
Capacidade do estádio: 70 mil pessoas
Valor orçado: R$671 milhões*
Operários que trabalham na obra: 3 mil
Energia gerada pela capacitação de energia solar: 2,5 mega watts
Economia por uso de lâmpadas incandescentes: 50%
Economia anual por não utilizar água nos mictórios dos banheiros: R$200 mil
Reciclagem em 2011: 900 toneladas de metal - 206 toneladas de madeira
2 toneladas de papelão - 3 toneladas de plástico
Além de realizar a
abertura da Copa das Con-
federações em 2013, o Está-
dio Nacional de Brasília terá
o máximo de partidas do
Mundial de 2014 (sete jo-
gos), também receberá jogos
da Copa América (2015) e
das Olimpíadas (2016).
Antes da Copa do
Mundo de 2014, o ENB pas-
sará por uma licitação inter-
nacional para que uma em-
presa especializada em en-
tretenimento administre o
estádio e potencialize o de-
senvolvimento econômico,
gerando renda e emprego,
além de pagar o aluguel da
arena.
A empresa vencedora
ficará responsável por inse-
Fifa acompanha de perto as obras
Outros eventos
(*) não estão incluídos neste valor os orçamentos da licitação da cobertura do estádio, da aquisição
do gramado, do placar eletrônico e das cadeiras.
Eduardo Cunha
rir Brasília em um calendá-
rio de eventos e shows inter-
nacionais.
Em março, o Estádio
Nacional de Brasília recebe-
rá a visita do secretário exe-
cutivo da FIFA, Jérôme
Valcke, do ministro dos Es-
portes, Aldo Rebelo e do
membro de organização da
Copa, o ex-jogador, Ronaldo.
Raio-X do Estádio Nacional de Brasília
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Brasília-DF, Março 2012 - Página. 04DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS
A corrida eleitoral para as
eleições municipais de 2012
já começou nas cidades do
Entorno de Brasília. Enquan-
to os candidatos a prefeito e
vereador estão em fase de ne-
gociação uma coisa é certa:
os moradores dessas cidades
reclamam da situação atual e
esperam melhorias. Proble-
mas de infraestrutura falta de
segurança, de saúde e o pre-
cário transporte público apa-
recem no topo da lista de re-
clamações e serão os princi-
pais desafios dos novos
gestores.
Para o morador de Luziânia
e corretor imobiliário, Edson
de Andrade, um dos grandes
problemas do município são
os buracos no asfalto. “Hoje
tentei chegar num loteamento
da cidade e tive que parar o
carro para trocar o pneu. Isso
acontece sempre”, reclama
Andrade. Outro problema
apontado por ele é a precari-
edade da saúde pública na ci-
dade. “Hospital aqui só tem
nome de Hospital, mas na
verdade a única coisa que
funciona são os aparelhos de
Raio-X. Faltam médicos,
profissionais o atendimento é
ineficiente. Os pacientes pre-
cisam ser removidos daqui
para o Gama ou outros hos-
Eleições 2012: quem vai tirar o Entorno do “buraco”?
Nilton Oliveira
Eduardo Cunha
Problemas de infraestrutura, de transporte, de saúde e a falta de segurança são
as principais reclamações dos moradores. Mas apesar das dificuldades, as
cidades em volta do DF não param de crescer
pitais no DF”, revela.
Os problemas com os buracos
não são exclusivos de
Luziânia. Durante uma visita
a Cidade Ocidental ao percor-
rer algumas ruas da cidade, em
poucos minutos nossa equipe
de reportagem foi abordada
pelo entregador de pizzas,
Reinaldo Braga, de 37 anos.
Braga fez questão de mostrar
os ferimentos na perna e no
braço, fruto de uma queda em
sua motocicleta no dia anteri-
or, segundo ele, causada pe-
las crateras nas ruas da cida-
de.
“Estou sem trabalhar e vou
ter que ficar mais de 10 dias
parado para me recuperar.
Gastei quase R$1 mil reais
no conserto da moto, tudo
em consequência da falta de
manutenção das ruas desta
cidade, onde falta tudo, mé-
dico, dentista, viaturas, apa-
relhos para segurança”, de-
sabafou.
Ainda na Cidade Ocidental
a reportagem do Diário dos
Municípios encontrou uma
situação inusitada. De acor-
do com um funcionário pú-
blico que trabalha na prefei-
tura e pediu para não se iden-
tificar, a Escola Municipal
localizada na Quadra 19,
passou cerca de 10 dias com
os fornecimentos de água e
luz cortados por falta de pa-
gamento.
Crescimento desordenado
A região do Entorno que con-
ta com 20 municípios numa
área de 38 mil km² em volta
do Distrito Federal - enfrenta
uma dura realidade: Melho-
rar a condição de vida da po-
pulação que cresce em ritmo
acelerado. Segundo dados do
Censo de 2010 do IBGE, a
população do Entorno já ul-
trapassa 1 milhão de habitan-
tes.
Devido à proximidade com
Brasília, terceira maior econo-
mia do país, o Entorno não
para de crescer. Um dos prin-
cipais atrativos dos morado-
res das cidades vizinhas ao DF
é a possibilidade de trabalhar
na capital federal, com melho-
res salários e morar em Goiás,
que possui um custo de vida
inferior.
Um exemplo desta prática
pode ser observada com o ser-
vidor público da Secretaria de
Educação do DF e morador do
Novo Gama (GO), Vanderlei
Cordeiro, 48 anos.
“No Entorno é possível
encontrar aluguel mais ba-
rato, tarifas de água, luz e
telefone mais em conta.
Também é possível econo-
mizar nas compras nos su-
permercados e açougues”,
afirma.
Entorno do DF
www.diariodosmunicipios.jor.br
EduardoCunha
Nesta rua próxima a Av. principal de Luziânia, é
praticamente impossível desviar de todos os buracos
Brasília-DF, Março 2012 - Página. 05DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS
Quem imagina que as cidades
vizinhas ao DF, servem ape-
nas como “dormitórios”, a re-
alidade é bem diferente em
Luziânia. Pelo menos é isto o
que afirma o vereador e vice-
presidente da Câmara Muni-
cipal, Pedro Roriz (PMDB-
GO).
Para Roriz, o município pos-
sui total independência econô-
mica do DF, já que a cidade é
considerada “mãe do Entor-
no”. De 2006 até os dias atu-
ais, o PIB do município que
era cerca de R$ 400 milhões,
saltou para aproximadamente
R$2,4 bilhões e o orçamento
do município dobrou nos úl-
timos seis anos. Apesar dos
bons números na economia,
Luziânia enfrenta problemas
comuns em todas as cidades
vizinhas a Brasília.
“Quando uma empresa vai se
instalar na cidade a primeira
coisa que ela observa é a se-
gurança. Em segundo lugar a
saúde e em terceiro o transpor-
te. E esses são os nossos três
maiores problemas na atuali-
dade” admite Roriz.
Para o vice-presidente da Câma-
ra Municipal de Luziânia, todos
os três problemas não serão re-
solvidos simplesmente com um
projeto de um vereador ou com
a vontade política de um prefei-
to. Segundo ele, principalmen-
te pela localização geográfica.
“O nosso transporte é muni-
cipal, mas se você andar um
pouco ele se torna interesta-
dual. E quem regula é aAgên-
cia Nacional de Transportes
Alheio aos problemas o entorno cresce
Terrestres (ANTT). Então o
prefeito aqui não tem autono-
mia. Na área de segurança o
PM que trabalha em
Valparaíso (GO) ganha
R$2.500 mas se ele andar al-
guns metros e entrar no DF ele
irá se deparar com colega da
Polícia Militar de Brasília que
recebe o dobro. Na saúde
muita gente do Entorno aca-
ba indo se consultar no DF.
Mas aqui em Luziânia enfren-
tamos um problema parecido.
O nosso hospital atende em
média 800 pessoas por dia
sendo que metade desses pa-
cientes são de municípios vi-
zinhos”, se defende.
Para Roriz esses problemas só
poderão ser resolvidos com a
união entre os governos fede-
ral, de Goiás e de Brasília.
“Ou todo mundo se junta e tem
uma vontade política para re-
solver esses problemas ou in-
felizmente nada será resolvido.
Em época de eleição aparece
um monte de milagreiros, mas
ninguém resolve nada sozinho.
Nem vereador, nem prefeito e
nem vice-prefeito”, afirma.
Apesar de todos os problemas,
Pedro Roriz considera que o
Entorno está crescendo.
“Está crescendo desordenado
como o Brasil também está cres-
cendo. Concentrando renda na
mão de poucos, sem distribuição
de renda”, analisa.
Como exemplo do crescimento
da cidade, o vereador cita uma
obra do setor privado em anda-
mento no centro de Luziânia
(GO) considerada por ele a
maior do Centro Oeste. São
duas torres de 33 andares, mais
um Shopping Center, com to-
das as unidades vendidas. Pedro
RorizafirmaaindaqueLuziânia
é o segundo maior exportador
de grãos do estado de Goiás.
“Estamos de braços abertos
para receber novos investido-
res”, garante Pedro Roriz.
Famosos investem no Entorno
O presidente da Câmara Mu-
nicipal de Valparaíso, Joaquim
Lacerda (PSDB-GO), mantém
o otimismo quanto ao desen-
volvimento do Entorno e diz
que nos últimos três anos hou-
ve uma valorização de 900%
no preço dos imóveis da cida-
de. Segundo ele, esta expansão
estáassociadaaoprojetodogo-
verno federal, Minha Casa Mi-
nha Vida, que atraiu investido-
res e contribuiu para o cresci-
mento do município.
Lacerda considera que a popu-
lação da cidade estimada em
123 mil pessoas pelo IBGE, de
acordo com o último senso,
está bem acima deste número.
Para ele, o atrativo de investi-
dores em Valparaíso é a proxi-
midade com Brasília.
“Existe um empreendimento
imobiliário na cidade em
construção que lançou mais de
10 mil apartamentos num con-
domínio fechado. Temos in-
formações que a dupla serta-
neja, Zezé di Camargo &
Luciano comprou uma fazen-
da no município e pretende
urbanizar a área, com milha-
res de novas casas e aparta-
mentos”, declara.
Entorno do DF
www.diariodosmunicipios.jor.br
NiltonOliveira
Mesmo diante da falta de infraestrutura reclamara pelos
moradores do entorno, as cidades não param de crescer e surgem
inúmeros condomínios a cada dia
Brasília-DF, Março 2012 - Página. 06DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS
1) O PSDB já tem candidatos próprios para as eleições
no Entorno? Quem são?
R: As candidaturas do PSDB às prefeituras das cidades do
Entorno, serão definidas pelo PSDB de Goiás e logicamente
discutida pelo seu líder maior o governador, Marconi Pelliro.
Cabe ao PSDB-DF estabelecer com o governador a forma
de participação na campanha.
2) Existem conversas para uma possível coligação?
R: As coligações serão definidas pelo PSDB-GO e serão
construídas dentro critérios partidários previamente
estabelecidas pelo partido em GO.
3) Qual a importância do Entorno para o DF?
R: Por se tratar de uma Região Geo-Economica o Entorno
deve ser considerado uma área de influência das politicas
públicas do Governo do Distrito Federal que refletem não
só na economia, bem como nas áreas sociais, saúde, educa-
ção e transportes públicos e segurança. Importante ressal-
tar a extrema necessidade da integração das políticas pú-
blicas dos governos do DF,GO e do Governo Federal, bus-
cando em conjunto soluções urgentes que a região deman-
da.
4) Quais os maiores desafios que os novos gestores irão
enfrentar no Entorno?
R: Os desafios a serem enfrentados são justamente o esta-
belecimento de políticas públicas voltadas para as áreas de
saúde, educação, transportes públicos eficientes e desen-
volvimento econômico que possa gerar os empregos e ren-
da suficientes para reduzir a miséria que atinge uma grande
parcela da população do Entorno.
5) Como o governo de Brasília pode trabalhar em par-
ceria com os políticos do Entorno?
R:Amelhor forma e mais adequada é o estabelecimento de
uma política integrada dos três governos, estabelecendo um
plano de desenvolvimento econômico e social para toda a
região instituindo uma estrutura de gestão de planejamento
de desenvolvimento econômico com objetivos claros, prin-
cipalmente visando a geração de empregos e renda.
6) Existem projetos ou propostas para descentralizar a
dependência econômica dos moradores do Entorno no
DF?
R: A RIDE foi criada justamente para instrumentalizar o
poder público federal e estados envolvidos para permitir a
descentralização das decisões vislumbrando políticas públi-
cas de desenvolvimento econômico e social exclusivas para
a região. Adoção de medidas objetivas e a criação de um
banco de fomento para sustentar o desenvolvimento, como
ocorreu no passado em outras regiões do Brasil.
7) Existem projetos ou propostas para baratear e melho-
rar o transporte público do Entorno para o DF?
R: Acreditamos que um conjunto de medidas no sistema de
transportes da região, como a integração com o sistema de
transporte coletivo do DF como metrô e ônibus permitirão
não só uma melhoria da qualidade, bem como em redução
na tarifa. Podemos citar como exemplo a integração do sis-
tema de transporte coletivo de ônibus do Entorno sul com o
VLP(Veículo Leve Sobre Pneu),projetado e licitado em 2010
cuja construção a população aguarda com expectativa. Infe-
lizmente devido à falta de competência do atual governo do
DF o projeto continua sem solução de continuidade.
8) Existem projetos ou propostas para melhorar a seguran-
ça pública no Entorno?
R: O governador Marconi Perillo tem tomado iniciativas im-
portantes e emergenciais para reduzir a criminalidade da re-
gião, aumentando o efetivo militar e dotando a segurança com
instrumentos necessários para melhorar a eficiência das ações
de combate ao crime. Somado a isto implementando medidas
de cunho social reduzindo a miséria das regiões mais carentes.
Perillo encaminhou ao Governo Federal uma proposta não só
para um incremento das medidas de segurança, mas também e
principalmente para adoções de política de desenvolvimento
econômico, que vai realmente permitir uma melhoria da qua-
lidade de vida da população de toda região e assim podendo
reduzir significantemente a miséria e a criminalidade.
Com a proximidade das eleições municipais de
2012, o Diário dos Municípios procurou os
líderes dos principais partidos que compõem a
bancada do DF(*). A intenção foi descobrir qual
o planejamento de cada um deles com relação à
disputa no Entorno, uma vez que no DF não tem
eleições neste período. O apoio político da
capital federal pode ser decisivo.
Entrevistas:
Eleições 2012 no Entorno do Distrito Federal
Márcio Machado - Presidente do PSDB-DF
1) O PT já tem candidatos próprios para as eleições no
Entorno? Quem são?
R: Em várias cidades ainda estamos em fase de definição dos
candidatos. Sabe-se que alguns são candidatos naturais como
à professora Lucimar, de Valparaíso, por exemplo.
2) Existem conversas para uma possível coligação?
R: O PT do Goiás define um leque de alianças possíveis, nós
colaboramos sempre que solicitados para ajudar a fechar
entendimentos. Como o governoAgnelo tem uma ampla base
de apoio, com mais de 14 partidos claro que nosso interesse é
o de manter uma correlação sempre que for possível. Em
Luziânia estamos conversando com o PMDB, Marcelo Melo,
nosso candidato prioritário. Caso ele decline da candidatura,
vamos buscar uma segunda alternativa em torno da candidatura
do deputado Critovão Tormin (PSB).
3) Qual a importância do Entorno para o DF?
R: O Entorno está associado ao DF desde o surgimento de
Brasília até os dias de hoje. Embora seja área territorial de
Goiás, que cedeu território para construção da nova capital, o
Entorno diz respeito diretamente ao Distrito Federal porque
sua população cresceu graças ao fato das cidades satélites não
terem conseguido absorver os migrantes que vieram para
Brasília em busca de condições melhores de vida. Dessa forma
uma grande parcela de moradores do Entorno trabalha, estuda
e trata da saúde no DF. Essa ligação tinha tudo para ser
harmônica, no entanto os últimos governos ignoraram o
Entorno, tratando-o como algo a parte do DF e também de
Goiás. O Entorno tem que ser visto como uma região
metropolitana com potencial para se desenvolver em conjunto
com o Distrito Federal. É preciso compreender que o
desenvolvimento dessas regiões está casado. Por exemplo, é
impossível melhorar o atendimento da rede pública de Saúde
do Distrito Federal sem fortalecer o atendimento também na
região do Entorno. E assim é com o trânsito, com a educação,
com a segurança. Com a visão de incluir e não excluir, o GDF
está trabalhando em uma ampla frente que visa o
desenvolvimento do Entorno a partir de programas de
transferência de renda, desenvolvimento social e econômico,
além de melhorias no transporte, na saúde, na educação e na
segurança. O PAC do Entorno tem tudo para ser o pontapé
inicial para a construção do Entorno que desejamos: próspero,
dinâmico e pacífico.
4) Quais os maiores desafios que os novos gestores
irão enfrentar no Entorno?
R: O Entorno do Distrito Federal sofre com a falta de
infraestrutura, transporte, saúde e segurança pública, enfim,
uma série de problemas agravados com a explosão
demográfica dos últimos anos na região. Segundo dados do
último Censo IBGE, de 2010, as 22 cidades goianas e mineiras
nos arredores do DF tiveram um aumento populacional de
27,2% na última década. O Distrito Federal e o Entorno juntos
possuem quase 4 milhões de habitantes. Uma região que
enfrenta hoje problemas urbanos tão crônicos quanto aqueles
que assolam capitais bem mais velhas, como Rio, Salvador e
SP. Os novos gestores vão ter que dar atenção às consequências
desse crescimento, combatendo principalmente a violência.
Isso passa pelo avanço das políticas sociais, a promoção da
geração de emprego, a transferência de renda e a melhoria
das escolas e da educação.
5) Como o governo de Brasília pode trabalhar em parceria
com os políticos do Entorno?
R: O GovernoAgnelo é o governo do diálogo.Aprova disso é
que conta com uma base de sustentação na Câmara Legislativa
de 14 partidos, muitos deles com representantes também nas
prefeituras do Entorno. Por entender que os problemas são
comuns e que precisam ser enfrentados urgentemente,Agnelo
Queiroz não poupará esforços para encontrar meios de levar
qualidade de vida às pessoas que moram no Entorno. Entre as
medidas concretas do nosso governo está a ampliação da
participação do BRB na gestão do Fundo Constitucional do
Centro-Oeste (FCO), a criação de pólos tecnológicos e
investimentos no setor de transportes. O ramal ferroviário
Brasília-Goiânia, assim como incentivos à agricultura-pecuária
e ao turismo integrado vão alavancar o desenvolvimento
econômico da região.
6) Existem projetos ou propostas para descentralizar a
dependência econômica dos moradores do Entorno no DF?
R: Nos mesmos moldes do plano Brasil sem Miséria lançado
pelo governo federal, o Distrito Federal está trabalhando em
um plano de combate à pobreza, que também contemplará o
Entorno. Entre as propostas para a região está o aumento no
microcrédito. Com essas medidas o Entorno poderá caminhar
juntamente com o DF rumo ao desenvolvimento econômico e
humano. A expectativa do PAC lançado para o DF e Entorno
é não só combater a miséria, o desemprego e a violência, mas
conseguir atrair investimentos da iniciativa privada e aumentar
a capacidade i de arrecadação das cidades da região.
7) Existem projetos ou propostas para baratear e
melhorar o transporte público do Entorno para o DF?
R: O GDF já assinou termo de cooperação para dar início
aos estudos referentes à criação de uma linha regular de
transporte ferroviário de passageiros entre Brasília e o
município de Luziânia (GO). É uma linha que já existe, mas
que só atualmente realiza somente o transporte de carga. Essa
medida além de beneficiar cerca de 300 mil pessoas também
contribuirá para desafogar o trânsito na região, permitindo a
saída de circulação de pelo menos 100 mil carros que se
deslocam das cidades do Entorno para o DF. A expectativa é
de que o trajeto seja feito em 50 minutos, melhorando a
qualidade de vida da população.
8) Existem projetos ou propostas para melhorar a segurança
pública no Entorno?
R: Estudos recentes mostram que a região Centro-Oeste, depois
do Sudeste, é a macro-região mais violenta do país. Tanto que
seu combate é visto como prioridade pelo governo federal.
Agnelo se reuniu recentemente com o governador de Goiás e
com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto para
tratar da violência no Entorno. O Palácio do Planalto resolveu
direcionar recursos financeiros, programas sociais e incluir no
PAC ações específicas visando diminuir o problema. Uma
campanha de desarmamento da região e o combate ao tráfico
de drogas estão entre as ações prioritárias. Também está sendo
redimensionado o número de integrantes da Força Nacional e
sua área de cobertura.Além dessas ações direcionadas, o modelo
econômico de exclusão social, desemprego e miséria do Entorno
será atacado por políticas públicas. É preciso combater não só
o crime, mas os fatores que possibilitam a sua existência. Durante
a última década a Região Metropolitana do DF acumulou
recordes seguidos de desemprego. A retomada do crescimento
econômico aliada à implementação e fortalecimento de
programas sociais vai contribuir para a solução da violência.
Roberto Policarpo - Presidente do PT-DF
* Vale destacar que a equipe do Diário dos Municípios, tentou por diversas vezes contatos (telefone e e-mail) com dirigentes do PMDB-DF e não obteve resposta.
Policarpo acredita no PAC para desenvolver o Entorno
Machado vai consultar Marconi Perillo para formar alianças
Política
www.diariodosmunicipios.jor.br
Brasília-DF, Março 2012 - Página. 07DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS
Debates sobre política
e cultura, shows musicais,
bienais de poesia, e emprés-
timos de livros. Esses são os
ingredientes que fazem do
açougue, T-Bone, em
Brasília, um estabelecimen-
to diferente do convencional.
Além de diversos tipos de
carnes que são vendidas na
loja, o proprietário e
idealizador do projeto,
“Açougue Cultural”, Luiz
Amorim, também divulga e
incentiva a valorização da
cultura e o acesso ao conhe-
cimento.
E para ter tudo isso a
pessoa não precisa ser neces-
sariamente um cliente do
açougue. Os livros, organi-
zados numa prateleira do
lado de fora da loja, estão
disponíveis para qualquer
pessoa que, assim como
Luiz, tenha fome de conhe-
cimento.
“A ideia do projeto
veio da minha inquietação
em aprender. Eu me alfabe-
tizei tarde, mas depois come-
cei a ler muito. Sempre gos-
tei de filosofia e isso me aju-
dou a despertar uma consci-
ência crítica. Penso que cada
um pode dar uma contribui-
ção e acredito que podemos
ter uma sociedade melhor
por meio da arte”, ressaltou
Amorim.
Nascido em Salvador,
Amorim chegou em Brasília
em 1973. Filho de pais se-
parados veio para a capital
federal com a mãe que era
Cultura
Um açougue diferente que alimenta o corpo e a alma
Empréstimos de livros, debates culturais e políticos, shows, poesia e
incentivo à arte e ao conhecimento fazem parte do cardápio do T-Bone
doméstica e outros irmãos.
Dos sete aos 12 anos traba-
lhou como engraxate e
lavador de carros.Aos 12 foi
trabalhar no açougue e de-
pois de 15 anos, em 1994,
comprou a loja e começou
com o projeto.
“Durante esses anos
que trabalhei no açougue eu
li muito e fui adquirindo uma
vontade de ter uma partici-
pação neste processo de não
ser apenas um leitor. Tam-
bém queria fazer algo para
ajudar na divulgação da cul-
tura. Completei o nível mé-
dio, e me tornei um autodi-
data com muita leitura”,
relembrou.
Projeto Made in Brazil
A ideia do empréstimo
de livros no açougue deu tão
certo que há quatro anos ou-
tro projeto inovador foi co-
locado em prática o “Parada
Cultural”. As bibliotecas -
instaladas em 60 paradas de
ônibus de toda a avenida W3
Norte e do Eixinho Norte em
Brasília - emprestam livros
a qualquer cidadão sem exi-
gir documentos nem preen-
chimento de cadastro. Os li-
vros estão arrumados dentro
de prateleiras abertas.
“A ideia de colocar os
livros nas paradas é porque
eu sou usuário do transporte
coletivo. Não temos a ambi-
ção de resolver a vida literá-
ria das pessoas, mas sim,
humanizar um espaço públi-
co, criar cidadania, gerar dis-
cussões, debates. Se bem que
muitas pessoas já deram de-
Eduardo Cunha
poimentos que usaram os li-
vros e passaram em concur-
sos, vestibulares. O projeto
deu muito certo e temos co-
nhecimento que já foi copi-
ado em cidades da Alema-
nha, Inglaterra e França”,
afirmouAmorim.
Com um acervo de
aproximadamente mil livros
a iniciativa é mantida por
doações como a do estudan-
te de 19 anos, Raphael
Astorino Rezende.
“Minha avó é profes-
sora e tem muitos livros di-
dáticos. Alguns dos exem-
plares que estou doando eu
já li, muitos de literatura, de
história, de mitologia. O pro-
jeto é muito importante, pois
abre novas oportunidades
para pessoas que não tem
muito recurso financeiro
para comprar bons livros e
nem tempo de ir a uma bi-
blioteca”, explicou.
E a falta de tempo de
ir a uma biblioteca é justa-
mente o que motiva a balco-
nista de 18 anos, Márcia da
Silva Bezerra.
“Trabalho o dia todo e
como estou estudando para
concursos nas horas vagas,
costumo pegar uns livros e
revistas na parada para me
manter sempre atualizada”.
Mas o alimento da
alma proporcionado pelo
açougue cultural vai além
dos livros. O açougue pro-
move também, com a ajuda
de patrocinadores, a Noite
Cultural T-Bone. O evento
é realizado duas vezes por
ano, uma em cada semestre
e reúne políticos, artistas lo-
cais e nacionais, moradores
de diversos locais de
Brasília, numa celebração à
arte.
Em 1998, ano da 1ª
edição do projeto, a Noite
Cultural foi realizada dentro
do açougue e contou com 30
pessoas. Desde então, já par-
ticiparam mais de 150 mil
pessoas e mais de 500 artis-
tas dentre eles: Moraes
Moreira, Chico César, Gui-
lherme Arantes, Flávio
Venturini, GeraldoAzevedo,
Geraldo Azevedo, Belchior,
Erasmo Carlos, Banda Blitz,
Alceu Valença, Elba
Ramalho, Zé Ramalho, Mil-
ton Nascimento, entre tantos
outros.
Outro evento de des-
taque é a Quinta Cultural.
O projeto visa à inclusão so-
cial por meio do incentivo à
cultura e a literatura à comu-
nidade brasiliense. Cada edi-
ção tem formato de sarau,
com a participação de can-
tores/bandas nacionais e lo-
cais, escritores da cidade,
apresentação de teatro de
bonecos, bate-papo literário
e também recital de poesias,
de grupos ou poetas
brasilienses. As atividades
são realizadas às quintas-fei-
ras, das 18h às 23h, em fren-
te ao espaço do Açougue
Cultural T-Bone.
A primeira Quinta
Cultural de 2012 ocorrerá no
dia 29 de março e contará
com a participação já confir-
mada do secretário de Cul-
tura do Distrito Federal, Ha-
milton Pereira da Silva, que
participará do bate-papo
com os membros do Movi-
mento Viva Arte sobre polí-
ticas culturais na capital.
Para os amantes da
poesia o açougue terá em ju-
nho a 2ª Bienal de Poesia. O
encontro previsto para ocor-
rer entre os dias 26 a 29 de
junho contará com a partici-
pação de 50 escritores e po-
etas brasilienses, músicos
locais e nacionais, artistas
plásticos e livreiros da cida-
de.
Doações
Para fazer doações de
livros basta deixá-los no
açougue T-Bone localizado
na comercial da 312 Norte
das 8h às 19h. Endereço
completo: SCLN 312 Bl B
Lj 27 Brasília-DF CEP
70.765-520 Tel:(61) 3274-
1665
Eventos culturais
Sem tempo de ir à bibliotecas, Márcia pega livros na parada
29 março - Quinta Cultural debate sobre
política cultural com a presença do
secretário de Cultura do GDF e de vários
artistas locais e nacional;
31 de maio - 31ª Noite Cultural T-Bone
(show artista nacional e da cidade)
26 a 30 de junho - 2ª Bienal de Poesia
30 agosto - 32ª Noite Cultural T-Bone
(show artista nacional e da cidade)
30 setembro - Quinta Cultural debate
sobre política Cultural e presença de
vários artistas local e nacional.
Programação Cultural
Açougue T-Bone 2012
Portadores de doenças
genéticas no estado de Goiás
terão assistência médica,
hospitalar e laboratorial gra-
tuitas. Uma parceria entre a
Secretaria de Estado da Saú-
de (SES-GO) e a Universi-
dade Federal de Goiás
(UFG) vai criar o Centro de
Excelência em Genética Hu-
mana (CEGH-UFG). Na
SES, o projeto é comanda-
do pelo Centro de Excelên-
cia em Ensino, Pesquisa e
Projetos – Leide das Neves
Ferreira (CEEPP-LNF), cri-
ado na atual gestão e ligado
ao gabinete.
De acordo o gerente
do CEEPP-LNF, Rafael
Souto, a SES-GO e as se-
cretarias municipais de
Saúde serão responsáveis
por encaminhar os pacien-
tes para a realização dos
exames de alta complexi-
dade e do atendimento. “O
Centro de Excelência
Leide das Neves é o úni-
co órgão do estado envol-
vido em todas as fases do
projeto, inclusive a que
contempla a construção,
que será no Campus II da
UFG”, explica Souto.
Para criação do CEGH-
UFG estão destinados R$
10 milhões em recursos do
governo federal.Aprimei-
ra parcela, no valor de R$
1 milhão, foi liberada no
final do ano passado para
o início das obras.
No total, o Centro de
Genética contará com seis la-
boratórios de alta complexi-
dade, consultórios médicos,
de psicologia, de
fonoaudiologia, nutrição e de
musicoterapia neurológica.
“Esta parceria poderá mudar
os rumos da genética em
Goiás e, principalmente, o
acesso dos radioacidentados
aos procedimentos”, resume
o gerente da SES-GO.
Goiás terá Centro de Excelência em Genética
Secretaria de Estado da Saúde
www.diariodosmunicipios.jor.br
Inquietação em aprender, motivou Luiz Amorim no projeto do açougue cultural
EduardoCunha
Brasília-DF, Março 2012 - Página. 08DIÁRIO DOS MUNICÍPIOSCopa 2014
Copa 2014: Raio-X e andamento das obras dos 12 estádios que irão sediar os jogos no Mundial
Fontes e fotos: Portal da Copa (www.copa2014.gov.br) e Portal 2014 (www.portal2014.org.br)
Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto
Fortaleza: Estádio Castelão Salvador: Estádio Fonte Nova
O andamento das obras na Arena Fonte Nova vai determinar, em junho, a inclusão ou não do
estádio na Copa das Confederações, em 2013. 53% do projeto já foi concluído, segundo a
construtora responsável. A capacidade será de 55 mil espectadores e o investimento total pre-
visto é de R$ 597 milhões.O estádio terá três níveis de arquibancadas, com assentos cobertos,
90 camarotes e 2.500 assentos VIP.
A obra de reforma, ampliação e modernização fechou fevereiro com 59,2% de execução, de
acordo com relatório do consórcio construtor. Das quatro etapas, duas já foram finalizadas.
A previsão é de que o estádio seja entregue em dezembro. Já estão sendo montados os
primeiros pilares que vão sustentar a nova cobertura.Aarena receberá seis jogos da Copa de
2014, incluindo um da Seleção Brasileira.
Belo Horizonte: Estádio Mineirão Porto Alegre: Estádio Beira Rio
Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto
Com previsão de entrega para dezembro de 2012, o acordo entre o Internacional, dono do Beira-Rio, e
a construtora que ficará responsável pelo reinício das obras continua pendente. Estimada em R$ 290
milhões, de acordo com a Matriz de Responsabilidade atualizada em novembro de 2011, a nova arena
receberá cobertura metálica, que protegerá os 60 mil lugares numerados, as rampas e os acessos aos
portões.Aarquibancada inferior será ampliada e ficará mais próxima do campo, e todo o anel inferior
passará a contar com camarotes e suítes.
O Mineirão tem entrega prevista para dezembro. Com 50% das obras concluídas, o estágio atual com-
preende o início da montagem da arquibancada inferior, pré-moldada. A esplanada ao redor da arena
está com 25% das peças instaladas, sendo que as outras 75% estão fabricadas. O estacionamento, com
2,8 mil vagas, está em construção e a estrutura que abrigará a cobertura está em fase final de monta-
gem. São 1,5 mil operários no local, que terá 67 mil lugares e orçamento previsto de R$ 695 milhões,
sendo R$ 400 milhões de financiamento federal.
Rio de Janeiro: Estádio Maracanã São Paulo: Estádio Arena de Itaquera
Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto
AArena de Itaquera finalizou fevereiro com mais de 25% das obras concluídas, segundo a
construtora responsável. São 3.340 estacas cravadas, 553 blocos de concreto instalados,
assim como 111 pilares e 85 vigas jacaré. O estádio, que tem previsão de entrega para de-
zembro de 2013, conta com 1.430 operários trabalhando em três turnos em sua construção.
São 124 máquinas no empreendimento. Deverá ser o palco de abertura da Copa. O custo
estimado da obra é de R$ 900 milhões.
Com previsão de conclusão em fevereiro de 2013, as obras de reforma do Maracanã com-
pletaram 35% das atividades concluídas. Com custo estimado em R$ 883,5 milhões e capaci-
dade para 76.525, a arena terá, aproximadamente, 2.750 peças que serão instaladas com o apoio
de quatro gruas montadas dentro do campo. Também teve início a perfuração no topo dos 60
pilares para instalação das estruturas que servirão de ancoragem para a estrutura da nova cober-
tura do Maracanã.
Cuiabá: Estádio Arena Pantanal Brasília: Estádio Nacional Mané Garrincha
Com quase 45% da obra física executada, a Arena Pantanal terá capacidade para 43,6 mil
espectadores, a um custo estimado de R$ 518,9 milhões.
O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha terminou fevereiro com mais de 50% do
empreendimento concluído. A arena terá 70 mil lugares.
Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto
Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto
Recife: Estádio Arena Pernambuco Natal: Estádio das Dunas
Com 32% da estrutura concluída, o palco de cinco jogos da Copa terá capacidade para 46 mil
torcedores e está orçado em R$ 500 milhões, sendo R$ 400 milhões em financiamento federal. No
mês de março, a arena será vistoriada pelo ministro do Esporte e pela FIFA.
Fevereiro marcou a construção dos primeiros pilares da Arena das Dunas, em Natal. Segun-
do o consórcio responsável pela construção, serão 800 ao todo, com nove meses de execu-
ção. A arena receberá quatro jogos da primeira fase da Copa de 2014.
Manaus: Estádio Arena Amazônia Curitiba: Estádio Arena da Baixada
AArena Amazônia, palco de quatro jogos da fase de grupos da Copa de 2014, terminou fevereiro
com 35% do projeto concluído. O investimento previsto é de R$ 533,2 milhões, sendo R$ 400
milhões de financiamento federal. A capacidade será de 43 mil espectadores.
A arena que receberá quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo terá capacidade para
37.696 torcedores, 2.589 para público VIP, e 1.197 para a imprensa.O complexo ainda contará
com uma Arena Olímpica e estruturas comuns com o campo de futebol.
Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto
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  • 1. CONTATO E ATENDIMENTO AO LEITOR: contato@diariodosmunicipios.jor.br DIÁRIO DOS MUNICÍPIOSBRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL, MARÇO DE 2012 EDIÇÃO: 81 - 8 PÁGINAS - R$ 1,50 www.diariodosmunicipios.jor.br 0 1 0 3 2 0 1 2 EduardoCunha Eleições 2012: quem vai tirar o Entorno do “buraco”? Ainda nesta edição... Um açougue que alimenta a cultura e a fome de conhecimento Copa2014:Brasíliateráprimeiro estádio sustentável do mundo Entrevista: Pág.6 Presidentes regionais do PT e PSDB (DF) respondem sobre Eleições Municipais 2012 e os desafios para o desenvolvimento do Entorno Confiram o andamento das obras dos 12 estádios da Copa do Mundo Pág.8 EduardoCunha Págs. 4 e 5 EduardoCunha propaganda@diariodosmunicipios.jor.br ANUNCIE AQUI! Empréstimos de livros, debates culturais e políticos, shows, poesia e incentivo à arte e ao conhecimento fazem parte do cardápio do T-Bone. Pág.7
  • 2. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 02DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS O descaso da União com o transporte público individual de passageiros Flávio Dias Especialista em Transportes flaviodias@unb.br Após anos tramitando pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei nº. 6302 de 2002 transformou-se na Lei Federal nº. 12.009/09, com a intenção de regulamentar o exercício das atividades de transporte de passageiros (mototaxista) e em entrega de mercadorias (motoboy), com o uso de moto- cicleta. Todavia, seria melhor que não tivesse sido sancionada, pois se trata de um desserviço à nação. O agravo advém da inclusão do mototaxista na regulamentação de uma lei que tem inicialmente a intenção de regulamentar a atividade de motoboy. A diferença básica é que, enquanto esse transporta carga aquele transporta vida! Assim, não poderia o legislador se descuidar e tratar do transporte de passageiros como se carga fosse. Para se transportar vidas sobre duas rodas é preciso primeiramente assegurar aos usuários-consumidores duas premissas relacionadas à sua integridade. A primeira, o equilíbrio dinâmico da motocicleta, pois o passageiro, além de ter que se posicionar adequadamente e se equilibrar, tem que fazer as vezes de “co- piloto” para manter o centro de gravidade do veículo, sobretudo durante as curvas. A segunda, caso o passageiro sofra alguma intempérie que o deixe sujo ou molhado, tais como lama e chuva, a atividade meio de transporte não se dará com integridade. Essas preocupações fazem crer que o serviço de transporte remunerado de passageiros sobre duas rodas deve ser evitado, ou, em se insistindo nisso, pelo menos que se exija a utilização de um veículo com cabine fechada, pois este amenizaria essas dificuldades operacionais. Na verdade, a regulação da atividade de mototaxista deveria estar associada à atividade de taxista, que, pelo menos desde a edição da Carta magna de 1988, aguarda o marco regulatório da União sobre a matéria. Observe-se que a competência para legislar sobre o transporte individual de passageiros não é municipal, como quis fez crer o legislador sobre o transporte sobre motocicletas, mas sim de competência exclusiva da União, como se retira da análise do inciso XI do art. 22 Carta Constitucional promulgada há mais de duas décadas. Desta forma permanecendo, continuarão os municípios legislando sobre o transporte individual de passagei- ros ao arrepio da Lei Mor, mantendo o serviço de táxi por automóvel em mercados fechados em monopólios e oligopólios, com tarifas altas. Não obstante isso, agora oficializam os serviços de táxi por motocicleta em mercado aberto e sem as devidas exigências de segurança, qualidade e controle na prestação do serviço. Desta análise se extrai uma questão. Por que o serviço de táxi é tratado no Brasil como se fosse serviço público quando se utiliza a tecnologia sobre quatro rodas e de livre iniciativa quando executado sobre duas rodas? Ao que se pode ver, a lei ora sob destaque não foi ponderada sob os olhos de um jurista, nem tampouco de um especialista em transportes. Seria interessante para a sociedade saber como se ma- nifestam o Ministério dos Transportes, o Ministério das Cidades e a Procuradoria Geral da União sobre o assunto. A palavra permanece com a União. Não leve as redes sociais tão a sério Por Eduardo Cunha eduardo@diariodosmunicipios.jor.br Curtir, compartilhar, “tuitar”, “no que você está pensando?”, scrapbook. Se você é membro de uma das várias ferramentas das redes sociais (Facebook, Twitter, Orkut, Youtube etc) você sabe bem do que estou falando. As mídias sociais transformaram a comunicação entre diversos segmentos da socieda- de.Avelocidade que uma informação circula entre internautas de bairros, cidades, países e continen- tes diferentes é assustadoramente rápida. Quem diria que um simples #JogoDaVelha fosse capaz de transformar um determinado tema no mais comentado no mundo? Os trending topics que são os assuntos mais discutidos (tags) do Twitter, são a prova desta velocidade a que me refiro. E essas comunicações cibernéticas estão cada vez mais rápidas e objetivas. No mesmo Twitter que citei acima, são apenas 120 caracteres para a pessoa expressar o que está sentindo, indicar um filme, um livro, um show, citar uma frase, declarar sua opinião sobre determinado tema, contar uma piada ou simplesmente se comunicar. Mas quem foi que disse que essas ferramentas foram feitas apenas para tratar de assuntos conside- rados “sérios” ou “importantes”? Até porque o conceito de sério e importante é muito subjetivo. O que para mim é um assunto sério, para outra pessoa pode ser uma besteira. O que para outra pessoa é importante, para mim pode ser insignificante. Acomunicação é a forma do indivíduo se expressar. Se eu estou triste e quero me abrir, posso sugerir no meu Facebook o link do Youtube com um clipe de uma música que demonstre um pouco do que estou sentindo. Se eu assisti a um filme e gostei, posso indicar também. Se li uma piada e achei graça posso curtir, fazer algum comentário ou até mesmo compartilhá-la. E ao contrário do que o colega de profissão, jornalista do SBT, Carlos Nascimento declarou há pouco mais de um mês, eu não acho que estamos mais burros porque rimos ou fazemos piadas da Luisa que estava, mas voltou do Canadá. Ninguém é mais burro porque assiste e comenta sobre o Big Brother Brasil ou porque gosta de falar sobre futebol nas redes sociais. Nem pode ser considerado mais inteligente porque declara sua opinião sobre política ou cultura. A pessoa está apenas se expressando, se comunicando. Da mesma forma que acontece na televisão onde você tem várias opções de canal e não é obrigado a assistir o que não te interessa, na internet é tão simples assim. Basta não clicar no link de um assunto que seu amigo postou e que não é do seu interesse. EXPEDIENTE: Jornal Diário dos Munícipios - Editores: Nilton Oliveira e Eduardo Cunha - Diagramação: O Metropolitano Comunicação e Marketing Ltda. - Registros Profissionais: 8256/DF FENAJ e 7293/DF FENAJ - Tiragem: 10.000 (dez mil exemplares) - Período: Mensal Não se fazem mais músicas como antigamente Nilton Oliveira nilton@diariodosmunicipios.jor.br Fico imaginando como estão se sentindo nossos compositores, baluartes da boa música e porque não dizer os poetas e doutores da alma. É... Os amantes da música pedem socorro! Para quem foi acostumado na infância a ouvir: Caetano Veloso, Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Gilberto Gil, Cazuza, Renato Russo entre outros, é duro ter que escutar nas rádios: Latino e Mister Catra por exemplo. Hoje em dia poucas pessoas se importam com letras que expressam romantismo, arte e nostalgia. Temos que nos deparar com músicas que não dizem nada, melodias onde a principal harmonia é o barulho ensurdecedor das caixas de grave, os famosos “tuts, tuts tuts...” A cada ano novos hits costumam estourar no carnaval. Na última festa do rei Momo que passei com minha família no interior de Goiás conheci o “Bara Berê”. O refrão da música deve ter dado um “imenso trabalho” ao autor: “bara bara bara, berê berê berê”. O ritmo é até animado, mas onde está o problema? É que nossa cultura está deixando-se valer pelos conteúdos de massa. Artistas que vivem da música e produzem seus discos com carinho, zelo e muito suor, se deparam muitas vezes com o bombardeio de destaque da mídia aos interesses “do público”. Alguém se lembra das “serenatas”? Muitos jovens hoje não possuem referência sobre como conquis- tar alguém com uma boa música. Muito comum nas cidades interioranas, os seresteiros se reuniam nas praças, botequins e saíam pela madrugada com o toque requintado de suas violas e vozes de amigos que buscavam encantar alguém com as melodias do momento. Serenata hoje nem pensar. Talvez seja mais fácil encostar o carro ao lado do muro das casas e “assus- tar” alguém com o som no último volume a destacar a qualidade do “grave”. Saudades da música do sertão, modas de viola, MPB, samba raiz, choro, enfim, canções que fizeram a identidade da música brasileira. Porque não dizer, saudades do tempo onde o encontro com os amigos nas ruas, praças, barzinhos era sinônimo de muito papo. Bate papo que parece ter ficado no esquecimento, pois como conversar com alguém com o som no volume máximo e pessoas disputando qual a melhor caixa acústica instalada em seu veículo? MENSAGEM PARA REFLEXÃO Dia 8 de abril - Dia Internacional de Combate ao Câncer Mariana Rangel Carcute animamunditerapias@hotmail.com Perdi meu pai em 1998. De câncer. Esta palavra quase nunca era pronunciada em família. Seu significado... morte, destruição implacável. Um processo muito sofri- do para ele e para nós familiares. Em setembro de 2011, surpreendentemente, tive o diagnóstico de câncer, em exames de rotina, anuais e sempre em dia. Uma visita do inesperado. E que visita!! Lá estava ele, ameaçador, com sua arquitetura prestes a tudo abarcar. Realmente o impacto é como um tsunami. Fui operada (aliás, a primeira cirurgia da minha vida, que sempre tive saúde boa). Fiz a radioterapia. Tive altos e baixos, o apoio de alguns, o abraço protetor da família e decerto uma pequena torcida do negativo, dos que pensam ou esperam ser o fim. Que fim?! Se todos nós viventes teremos um fim... Hoje estou aqui, forte. Cuidando-me fisicamente e forte espiritualmente, com o coração curado por Jesus. Incrível a sensação! Parece loucura! Sempre tive muita fé e, durante o tratamento procurei trazer um pouco desta força às outras mulheres – também em tratamento. Não temos o direito de desistir, independente da dor física, dos esforços às vezes em vão, das angústias... Convivemos com uma porta fechada, que não sabemos o que esconde ou o que há do outro lado a nos ser ofertado. Mas fiquemos no comando da situação, com equilíbrio. Em Deus, tudo é possível. Se tenho uma religião, se participo de uma igreja bem instalada e renomada, isso é o de menos. Minha religião é o Criador, o Divino, é ser um pequeno, mas precioso, elo da grandiosa criação. É poder ser útil, doar e amar. Isso me preenche e me basta. Somos luz. Somos a Luz. Nascemos para crescer e brilhar, não para sermos ofuscados pelo sofrimento. E que tudo nos sirva de ensinamento, de oportunidade de crescimento e de compartilhamento. Guerreira é o que sou e o que espero que todas as amigas que passam por este processo de cura e autocura também o sejam. Que todas nós saibamos “queimar” a ponte que acabamos de cruzar, sem lamúrias ou autocomiseração. Também os homens aqui estão incluídos, com seus cânceres de próstata, de linfa, de reto... Refaçamos nossa caminhada e nossas emoções. Estimulemos a tantas outras milhares de mulheres a faze- rem com compromisso seus exames preventivos, a buscar recursos independente da condição social, a buscar conhecimento, a comprometer-se com seriedade com suas vidas, a ousar... Pode ser um trabalho de formiguinha... mas deve ser um trabalho contínuo. E que os homens também se mobilizem para tal. Se teremos seis meses ou cinco anos de vida, se estaremos aqui nas grandes tribulações... isso é de somenos importância. O que importa é a aceitação, o conhecimento, a gratidão e o poder de estar uno e pleno no agora! Qual é o prognóstico? Qual o tempo que teremos? O que importa é agir.Afinal, o que é o tempo? Nosso prazo de validade pode se extinguir de outra forma... O que é o tempo numa situação de dor, de crise? Vejo o tempo como o Senhor da Esperança. E você? Sinceramente e com extrema fraternidade, Mariana Rangel Carcute, Terapeuta, CRT 33686. Agendamento de pacientes de oncologia para a formação de grupo feminino de autoajuda e apoio, com aborda- gem holística. Lei da ficha limpa, realmente vai tirar o mau gestor da administração publica? Vertinho de Oliveira Especialista em Contabilidade Pública - Pós-graduado em Gestão Pública vertinhoolivera@gmail.com www.informacon3.com.br Foiaprovadaem16defevereirode2012,peloSupremoTribunalFederal(STF)avalidade daLeiFicha Limpa,quedaráumavidanovaaoregistrodecandidaturasdeprefeitosevere- adoresnaseleiçõesdesteano,poisagoraaleivaleparapolíticoscassados,querenunciaramao mandato para escapar do processo de cassação e os condenados criminalmente por órgãos colegiados,independentedejulgamentonaúltimainstância.Comissomuitospré-candidatos a prefeito terão seus registros negadosnosTRE´sdetodobrasil. Entendemosquealeiirávalorizarmuitoasadministraçõesmunicipais,poisogestorderecursospúblicosteráqueabandonar umavelhapráticaaindaencontradaemnossopaísqueéoamadorismo,poissenãohouvercuidadocomascontaspúblicas, estará se condenando a ficar oito anos inelegíveis, porque, qualquer erro na gestão dos recursos levará a condenações do TribunaldeContasedemaisÓrgãosfiscalizadores.Paraevitardecepções,osgestoresdeverãoadministrarosrecursospúbli- coscompessoalcompetenteeresponsável como:advogados,contadores,administradores,servidorescapacitadoseacimade tudodeverádispordemuitatransparênciaaocontribuinte,poisnãofazendoissoqualquererroseráimputadoaeles.Comisso podemosdizerquealeideixarábonsadministradoresinelegíveisquenãovalorizaramsuaequipedetrabalhoehojepossuem contasrejeitasporpequenasfalhas,como: recolhimentoematrasodeInss,divergênciastécnicasentredemonstrativoscontábeis, banco de dados informatizados e até pagamento de despesas consideradas não planejadas no ano anterior, entre outras. Podemosdizertambémquealeiautorizaráoregistrodecandidaturasdepessoasquenuncaadministraramnadanavidaesó Deussabeoqueestarávindonaspróximaseleições.Muitocuidado,poisestãoficandoforadadisputadopleito,algunsbons gestoreslistadosnalei“FichaLimpa”,trocadospormuitoscandidatosemergentesedesconhecidos. ComodizoministrodoSTF,GilmarMendes,a“FichaLimpa”éumaroletarussa.“Farávítimasportodososlados”. A menos de sete meses para as eleições municipais, a equipe de reportagem do Diário dos Municípios deu um giro por diferentes cidades do Entorno de Brasília e constatou algumas coisas. A primeira é que a população não está muito satisfeita com as administrações atuais. Principalmente com problemas pareci- dos como a falta de infraestrutura, falta de segurança, problemas na saúde e no transporte público. A segunda constatação é que os municípios vizinhos à capital federal crescem em ritmo acelerado, porém desordenadamente. A recente decisão do STF de barrar os “fichas sujas” das eleições de 2012 provocou algumas reviravoltas em nomes que eram cogitados para a disputa aos cargos de prefeito e vereadores. Enquanto as conversas sobre possíveis nomes para candidaturas no Entorno ainda estão em fase de nego- ciação, o Diário dos Municípios entrevistou os líderes regionais dos principais partidos políticos do país em Brasília. A intenção foi saber como a capital do Brasil enxerga o Entorno e qual o apoio que os políticos das cidades goianas podem esperar dos coirmãos do DF. A inédita obra sustentável do Estádio Nacional de Brasília (ENB) é outro tema abordado nesta edição. O reaproveitamento de água da chuva, a utilização de luz solar, a reutilização de materiais da obra estão entre as iniciativas que fazem do ENB a construção ecologicamente mais correta entre as 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. Por falar nas outras sedes da Copa, o leitor poderá acompanhar na editoria de Esportes em que etapa está cada uma das 12 obras dos estádios brasileiros. Na editoria de Cultura, T-Bone, representa um açougue diferente. Lá o cidadão tem a possibilidade de alimentar o corpo comprando carnes variadas e também a alma, pegando emprestados livros que nutrem o espírito de conhecimento, cultura e sabedoria. Bom apetite! Editorial - Eleições 2012 e o crescimento desordenado do Entorno Opinião www.diariodosmunicipios.jor.br
  • 3. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 03DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS Mais do que um está- dio de futebol que irá rece- ber sete jogos da Copa de 2014, a capital federal cami- nha em ritmo acelerado para inaugurar no final de 2012, uma obra que será exemplo de conscientização ambiental, não só para o Bra- sil, mas para todo o mundo. Assim que a reforma estiver concluída, o Estádio Nacio- nal de Brasília (ENB) rece- berá o selo, Leed Platinum reconhecido internacional- mente por atestar que a cons- trução é altamente sustentá- vel. Atualmente, não existe nenhum estádio de futebol no mundo com o certificado. Desde o início das obras, a preocupação ambiental do estádio de Brasília foi o grande diferen- cial entre as 12 sedes brasi- leiras que abrigarão a Copa do Mundo, no país. Foram usados materiais recicláveis ou reciclados na construção. Tudo o que saiu do antigo estádio foi reaproveitado na própria obra ou foi doado a cooperativas de reciclagem do DF. Dos restos de mate- rial utilizados na construção foram encaminhados para reciclagem em 2011, cerca de 900 toneladas de metal, 206 toneladas de madeira, 12 toneladas de papelão e três toneladas de plástico. Com Copa de 2014: Brasília terá primeiro estádio sustentável do mundo O entulho da antiga arquibancada foi reutilizado na concretagem do piso. Também haverá captação de energia solar, utilização de água da chuva além de ventilação e iluminação natural a derrubada da última arqui- bancada, por exemplo, o en- tulho foi transformado em brita para ser reutilizado na concretagem do piso da are- na. Depois de pronto, ha- verá captação de energia so- lar e de água da chuva. Se- rão instalados painéis fotovoltaicos na cobertura para a geração de energia elé- trica. A arena será capaz de gerar 2,5 mega watts de ener- gia, o que corresponde ao abastecimento de mil resi- dências por dia. O projeto também prevê a utilização de ventilação e iluminação na- tural nas áreas de arquiban- cada, banheiros com mictó- rios sem uso de água, utili- zação de lâmpadas e refleto- res de alto desempenho e captação de águas pluviais a serem utilizadas na irrigação do campo. Uma das vantagens de Brasília é que o estádio está localizado na parte central da cidade, em um raio de três quilômetros dos setores ho- teleiros, hospitalar, shop- pings, Centro de Conven- ções, entre outros, o que fa- cilita e incentiva o acesso a pé. Outro projeto interes- sante é o de reaprovei- tamento das bobinas de fios elétricos (utilizadas para o transporte e armazenamento dos cabos usados na obra). A iniciati- va foi desenvolvida para destinar de forma sustentá- vel essas peças que são constituídas por madeira e ferro.As bobinas são trans- formadas em móveis que são usados nas áreas de des- canso do canteiro de obras. Posteriormente ao final da construção, serão distribuí- dos aos funcionários ou ins- tituições. Além da preocupação com o meio ambiente, a economia gerada com essas iniciativas ecologicamente corretas, é outro atrativo do Estádio Nacional de Brasília. “Só pelo fato do mic- tório dos banheiros não uti- lizar água haverá uma eco- nomia anual de R$200 mil. A utilização de iluminação natural e de lâmpadas incandescentes trará uma economia de 50%”, confir- mou o arquiteto responsável pela obra, Eduardo Castro Mello. Outro exemplo de economia pode ser observa- do na cozinha do canteiro de obras. O local é equipado com equipamentos que eco- nomizam tempo, gás, óleo e materiais de limpeza. São autoclaves industriais que possibilitam a preparação de diferentes alimentos em um mesmo recipiente sem misturar cor e sabor. Tam- bém são capazes de cozi- nhar alimentos sem óleo, conferindo mais sabor com menos calorias, preservan- do as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso ajudam a preservar o meio ambiente, pois reduzem drasticamente a quantidade de água utilizada no prepa- ro de determinados alimen- tos. No último dia 17 de janeiro, membros da Fede- ração Internacional de Fu- tebol (FIFA) estiveram vi- sitando o canteiro de obras do Estádio Nacional de Brasília e ficaram satisfei- tos com o que viram. “Estou bastante im- pressionado. Estive aqui em fevereiro de 2011 e o que chama a atenção é o progresso e qualidade do trabalho. Ainda existem muitas coisas a serem fei- tas, mas acredito no gran- de desempenho de todas as partes envolvidas. A FIFA, no que se refere ao estádio de Brasília, está satisfeita”, declarou o consultor espe- cial da presidência para es- tádios da FIFA, Charles Botta. Para o secretário exe- cutivo do Comitê Organizador Brasília 2014, Cláudio Monteiro, a capi- tal do país está no caminho certo para entregar a obra no cronograma planejado. “A avaliação que fa- zemos após essa visita é ex- tremamente positiva. A obra está 50% concluída, são três mil operários tra- balhando em ritmo acelera- do nos três turnos e quere- mos estar com tudo pronto no dia 31 de dezembro, às 11 horas da manhã”, garantiu Monteiro. Capacidade do estádio: 70 mil pessoas Valor orçado: R$671 milhões* Operários que trabalham na obra: 3 mil Energia gerada pela capacitação de energia solar: 2,5 mega watts Economia por uso de lâmpadas incandescentes: 50% Economia anual por não utilizar água nos mictórios dos banheiros: R$200 mil Reciclagem em 2011: 900 toneladas de metal - 206 toneladas de madeira 2 toneladas de papelão - 3 toneladas de plástico Além de realizar a abertura da Copa das Con- federações em 2013, o Está- dio Nacional de Brasília terá o máximo de partidas do Mundial de 2014 (sete jo- gos), também receberá jogos da Copa América (2015) e das Olimpíadas (2016). Antes da Copa do Mundo de 2014, o ENB pas- sará por uma licitação inter- nacional para que uma em- presa especializada em en- tretenimento administre o estádio e potencialize o de- senvolvimento econômico, gerando renda e emprego, além de pagar o aluguel da arena. A empresa vencedora ficará responsável por inse- Fifa acompanha de perto as obras Outros eventos (*) não estão incluídos neste valor os orçamentos da licitação da cobertura do estádio, da aquisição do gramado, do placar eletrônico e das cadeiras. Eduardo Cunha rir Brasília em um calendá- rio de eventos e shows inter- nacionais. Em março, o Estádio Nacional de Brasília recebe- rá a visita do secretário exe- cutivo da FIFA, Jérôme Valcke, do ministro dos Es- portes, Aldo Rebelo e do membro de organização da Copa, o ex-jogador, Ronaldo. Raio-X do Estádio Nacional de Brasília www.diariodosmunicipios.jor.br
  • 4. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 04DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS A corrida eleitoral para as eleições municipais de 2012 já começou nas cidades do Entorno de Brasília. Enquan- to os candidatos a prefeito e vereador estão em fase de ne- gociação uma coisa é certa: os moradores dessas cidades reclamam da situação atual e esperam melhorias. Proble- mas de infraestrutura falta de segurança, de saúde e o pre- cário transporte público apa- recem no topo da lista de re- clamações e serão os princi- pais desafios dos novos gestores. Para o morador de Luziânia e corretor imobiliário, Edson de Andrade, um dos grandes problemas do município são os buracos no asfalto. “Hoje tentei chegar num loteamento da cidade e tive que parar o carro para trocar o pneu. Isso acontece sempre”, reclama Andrade. Outro problema apontado por ele é a precari- edade da saúde pública na ci- dade. “Hospital aqui só tem nome de Hospital, mas na verdade a única coisa que funciona são os aparelhos de Raio-X. Faltam médicos, profissionais o atendimento é ineficiente. Os pacientes pre- cisam ser removidos daqui para o Gama ou outros hos- Eleições 2012: quem vai tirar o Entorno do “buraco”? Nilton Oliveira Eduardo Cunha Problemas de infraestrutura, de transporte, de saúde e a falta de segurança são as principais reclamações dos moradores. Mas apesar das dificuldades, as cidades em volta do DF não param de crescer pitais no DF”, revela. Os problemas com os buracos não são exclusivos de Luziânia. Durante uma visita a Cidade Ocidental ao percor- rer algumas ruas da cidade, em poucos minutos nossa equipe de reportagem foi abordada pelo entregador de pizzas, Reinaldo Braga, de 37 anos. Braga fez questão de mostrar os ferimentos na perna e no braço, fruto de uma queda em sua motocicleta no dia anteri- or, segundo ele, causada pe- las crateras nas ruas da cida- de. “Estou sem trabalhar e vou ter que ficar mais de 10 dias parado para me recuperar. Gastei quase R$1 mil reais no conserto da moto, tudo em consequência da falta de manutenção das ruas desta cidade, onde falta tudo, mé- dico, dentista, viaturas, apa- relhos para segurança”, de- sabafou. Ainda na Cidade Ocidental a reportagem do Diário dos Municípios encontrou uma situação inusitada. De acor- do com um funcionário pú- blico que trabalha na prefei- tura e pediu para não se iden- tificar, a Escola Municipal localizada na Quadra 19, passou cerca de 10 dias com os fornecimentos de água e luz cortados por falta de pa- gamento. Crescimento desordenado A região do Entorno que con- ta com 20 municípios numa área de 38 mil km² em volta do Distrito Federal - enfrenta uma dura realidade: Melho- rar a condição de vida da po- pulação que cresce em ritmo acelerado. Segundo dados do Censo de 2010 do IBGE, a população do Entorno já ul- trapassa 1 milhão de habitan- tes. Devido à proximidade com Brasília, terceira maior econo- mia do país, o Entorno não para de crescer. Um dos prin- cipais atrativos dos morado- res das cidades vizinhas ao DF é a possibilidade de trabalhar na capital federal, com melho- res salários e morar em Goiás, que possui um custo de vida inferior. Um exemplo desta prática pode ser observada com o ser- vidor público da Secretaria de Educação do DF e morador do Novo Gama (GO), Vanderlei Cordeiro, 48 anos. “No Entorno é possível encontrar aluguel mais ba- rato, tarifas de água, luz e telefone mais em conta. Também é possível econo- mizar nas compras nos su- permercados e açougues”, afirma. Entorno do DF www.diariodosmunicipios.jor.br EduardoCunha Nesta rua próxima a Av. principal de Luziânia, é praticamente impossível desviar de todos os buracos
  • 5. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 05DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS Quem imagina que as cidades vizinhas ao DF, servem ape- nas como “dormitórios”, a re- alidade é bem diferente em Luziânia. Pelo menos é isto o que afirma o vereador e vice- presidente da Câmara Muni- cipal, Pedro Roriz (PMDB- GO). Para Roriz, o município pos- sui total independência econô- mica do DF, já que a cidade é considerada “mãe do Entor- no”. De 2006 até os dias atu- ais, o PIB do município que era cerca de R$ 400 milhões, saltou para aproximadamente R$2,4 bilhões e o orçamento do município dobrou nos úl- timos seis anos. Apesar dos bons números na economia, Luziânia enfrenta problemas comuns em todas as cidades vizinhas a Brasília. “Quando uma empresa vai se instalar na cidade a primeira coisa que ela observa é a se- gurança. Em segundo lugar a saúde e em terceiro o transpor- te. E esses são os nossos três maiores problemas na atuali- dade” admite Roriz. Para o vice-presidente da Câma- ra Municipal de Luziânia, todos os três problemas não serão re- solvidos simplesmente com um projeto de um vereador ou com a vontade política de um prefei- to. Segundo ele, principalmen- te pela localização geográfica. “O nosso transporte é muni- cipal, mas se você andar um pouco ele se torna interesta- dual. E quem regula é aAgên- cia Nacional de Transportes Alheio aos problemas o entorno cresce Terrestres (ANTT). Então o prefeito aqui não tem autono- mia. Na área de segurança o PM que trabalha em Valparaíso (GO) ganha R$2.500 mas se ele andar al- guns metros e entrar no DF ele irá se deparar com colega da Polícia Militar de Brasília que recebe o dobro. Na saúde muita gente do Entorno aca- ba indo se consultar no DF. Mas aqui em Luziânia enfren- tamos um problema parecido. O nosso hospital atende em média 800 pessoas por dia sendo que metade desses pa- cientes são de municípios vi- zinhos”, se defende. Para Roriz esses problemas só poderão ser resolvidos com a união entre os governos fede- ral, de Goiás e de Brasília. “Ou todo mundo se junta e tem uma vontade política para re- solver esses problemas ou in- felizmente nada será resolvido. Em época de eleição aparece um monte de milagreiros, mas ninguém resolve nada sozinho. Nem vereador, nem prefeito e nem vice-prefeito”, afirma. Apesar de todos os problemas, Pedro Roriz considera que o Entorno está crescendo. “Está crescendo desordenado como o Brasil também está cres- cendo. Concentrando renda na mão de poucos, sem distribuição de renda”, analisa. Como exemplo do crescimento da cidade, o vereador cita uma obra do setor privado em anda- mento no centro de Luziânia (GO) considerada por ele a maior do Centro Oeste. São duas torres de 33 andares, mais um Shopping Center, com to- das as unidades vendidas. Pedro RorizafirmaaindaqueLuziânia é o segundo maior exportador de grãos do estado de Goiás. “Estamos de braços abertos para receber novos investido- res”, garante Pedro Roriz. Famosos investem no Entorno O presidente da Câmara Mu- nicipal de Valparaíso, Joaquim Lacerda (PSDB-GO), mantém o otimismo quanto ao desen- volvimento do Entorno e diz que nos últimos três anos hou- ve uma valorização de 900% no preço dos imóveis da cida- de. Segundo ele, esta expansão estáassociadaaoprojetodogo- verno federal, Minha Casa Mi- nha Vida, que atraiu investido- res e contribuiu para o cresci- mento do município. Lacerda considera que a popu- lação da cidade estimada em 123 mil pessoas pelo IBGE, de acordo com o último senso, está bem acima deste número. Para ele, o atrativo de investi- dores em Valparaíso é a proxi- midade com Brasília. “Existe um empreendimento imobiliário na cidade em construção que lançou mais de 10 mil apartamentos num con- domínio fechado. Temos in- formações que a dupla serta- neja, Zezé di Camargo & Luciano comprou uma fazen- da no município e pretende urbanizar a área, com milha- res de novas casas e aparta- mentos”, declara. Entorno do DF www.diariodosmunicipios.jor.br NiltonOliveira Mesmo diante da falta de infraestrutura reclamara pelos moradores do entorno, as cidades não param de crescer e surgem inúmeros condomínios a cada dia
  • 6. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 06DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS 1) O PSDB já tem candidatos próprios para as eleições no Entorno? Quem são? R: As candidaturas do PSDB às prefeituras das cidades do Entorno, serão definidas pelo PSDB de Goiás e logicamente discutida pelo seu líder maior o governador, Marconi Pelliro. Cabe ao PSDB-DF estabelecer com o governador a forma de participação na campanha. 2) Existem conversas para uma possível coligação? R: As coligações serão definidas pelo PSDB-GO e serão construídas dentro critérios partidários previamente estabelecidas pelo partido em GO. 3) Qual a importância do Entorno para o DF? R: Por se tratar de uma Região Geo-Economica o Entorno deve ser considerado uma área de influência das politicas públicas do Governo do Distrito Federal que refletem não só na economia, bem como nas áreas sociais, saúde, educa- ção e transportes públicos e segurança. Importante ressal- tar a extrema necessidade da integração das políticas pú- blicas dos governos do DF,GO e do Governo Federal, bus- cando em conjunto soluções urgentes que a região deman- da. 4) Quais os maiores desafios que os novos gestores irão enfrentar no Entorno? R: Os desafios a serem enfrentados são justamente o esta- belecimento de políticas públicas voltadas para as áreas de saúde, educação, transportes públicos eficientes e desen- volvimento econômico que possa gerar os empregos e ren- da suficientes para reduzir a miséria que atinge uma grande parcela da população do Entorno. 5) Como o governo de Brasília pode trabalhar em par- ceria com os políticos do Entorno? R:Amelhor forma e mais adequada é o estabelecimento de uma política integrada dos três governos, estabelecendo um plano de desenvolvimento econômico e social para toda a região instituindo uma estrutura de gestão de planejamento de desenvolvimento econômico com objetivos claros, prin- cipalmente visando a geração de empregos e renda. 6) Existem projetos ou propostas para descentralizar a dependência econômica dos moradores do Entorno no DF? R: A RIDE foi criada justamente para instrumentalizar o poder público federal e estados envolvidos para permitir a descentralização das decisões vislumbrando políticas públi- cas de desenvolvimento econômico e social exclusivas para a região. Adoção de medidas objetivas e a criação de um banco de fomento para sustentar o desenvolvimento, como ocorreu no passado em outras regiões do Brasil. 7) Existem projetos ou propostas para baratear e melho- rar o transporte público do Entorno para o DF? R: Acreditamos que um conjunto de medidas no sistema de transportes da região, como a integração com o sistema de transporte coletivo do DF como metrô e ônibus permitirão não só uma melhoria da qualidade, bem como em redução na tarifa. Podemos citar como exemplo a integração do sis- tema de transporte coletivo de ônibus do Entorno sul com o VLP(Veículo Leve Sobre Pneu),projetado e licitado em 2010 cuja construção a população aguarda com expectativa. Infe- lizmente devido à falta de competência do atual governo do DF o projeto continua sem solução de continuidade. 8) Existem projetos ou propostas para melhorar a seguran- ça pública no Entorno? R: O governador Marconi Perillo tem tomado iniciativas im- portantes e emergenciais para reduzir a criminalidade da re- gião, aumentando o efetivo militar e dotando a segurança com instrumentos necessários para melhorar a eficiência das ações de combate ao crime. Somado a isto implementando medidas de cunho social reduzindo a miséria das regiões mais carentes. Perillo encaminhou ao Governo Federal uma proposta não só para um incremento das medidas de segurança, mas também e principalmente para adoções de política de desenvolvimento econômico, que vai realmente permitir uma melhoria da qua- lidade de vida da população de toda região e assim podendo reduzir significantemente a miséria e a criminalidade. Com a proximidade das eleições municipais de 2012, o Diário dos Municípios procurou os líderes dos principais partidos que compõem a bancada do DF(*). A intenção foi descobrir qual o planejamento de cada um deles com relação à disputa no Entorno, uma vez que no DF não tem eleições neste período. O apoio político da capital federal pode ser decisivo. Entrevistas: Eleições 2012 no Entorno do Distrito Federal Márcio Machado - Presidente do PSDB-DF 1) O PT já tem candidatos próprios para as eleições no Entorno? Quem são? R: Em várias cidades ainda estamos em fase de definição dos candidatos. Sabe-se que alguns são candidatos naturais como à professora Lucimar, de Valparaíso, por exemplo. 2) Existem conversas para uma possível coligação? R: O PT do Goiás define um leque de alianças possíveis, nós colaboramos sempre que solicitados para ajudar a fechar entendimentos. Como o governoAgnelo tem uma ampla base de apoio, com mais de 14 partidos claro que nosso interesse é o de manter uma correlação sempre que for possível. Em Luziânia estamos conversando com o PMDB, Marcelo Melo, nosso candidato prioritário. Caso ele decline da candidatura, vamos buscar uma segunda alternativa em torno da candidatura do deputado Critovão Tormin (PSB). 3) Qual a importância do Entorno para o DF? R: O Entorno está associado ao DF desde o surgimento de Brasília até os dias de hoje. Embora seja área territorial de Goiás, que cedeu território para construção da nova capital, o Entorno diz respeito diretamente ao Distrito Federal porque sua população cresceu graças ao fato das cidades satélites não terem conseguido absorver os migrantes que vieram para Brasília em busca de condições melhores de vida. Dessa forma uma grande parcela de moradores do Entorno trabalha, estuda e trata da saúde no DF. Essa ligação tinha tudo para ser harmônica, no entanto os últimos governos ignoraram o Entorno, tratando-o como algo a parte do DF e também de Goiás. O Entorno tem que ser visto como uma região metropolitana com potencial para se desenvolver em conjunto com o Distrito Federal. É preciso compreender que o desenvolvimento dessas regiões está casado. Por exemplo, é impossível melhorar o atendimento da rede pública de Saúde do Distrito Federal sem fortalecer o atendimento também na região do Entorno. E assim é com o trânsito, com a educação, com a segurança. Com a visão de incluir e não excluir, o GDF está trabalhando em uma ampla frente que visa o desenvolvimento do Entorno a partir de programas de transferência de renda, desenvolvimento social e econômico, além de melhorias no transporte, na saúde, na educação e na segurança. O PAC do Entorno tem tudo para ser o pontapé inicial para a construção do Entorno que desejamos: próspero, dinâmico e pacífico. 4) Quais os maiores desafios que os novos gestores irão enfrentar no Entorno? R: O Entorno do Distrito Federal sofre com a falta de infraestrutura, transporte, saúde e segurança pública, enfim, uma série de problemas agravados com a explosão demográfica dos últimos anos na região. Segundo dados do último Censo IBGE, de 2010, as 22 cidades goianas e mineiras nos arredores do DF tiveram um aumento populacional de 27,2% na última década. O Distrito Federal e o Entorno juntos possuem quase 4 milhões de habitantes. Uma região que enfrenta hoje problemas urbanos tão crônicos quanto aqueles que assolam capitais bem mais velhas, como Rio, Salvador e SP. Os novos gestores vão ter que dar atenção às consequências desse crescimento, combatendo principalmente a violência. Isso passa pelo avanço das políticas sociais, a promoção da geração de emprego, a transferência de renda e a melhoria das escolas e da educação. 5) Como o governo de Brasília pode trabalhar em parceria com os políticos do Entorno? R: O GovernoAgnelo é o governo do diálogo.Aprova disso é que conta com uma base de sustentação na Câmara Legislativa de 14 partidos, muitos deles com representantes também nas prefeituras do Entorno. Por entender que os problemas são comuns e que precisam ser enfrentados urgentemente,Agnelo Queiroz não poupará esforços para encontrar meios de levar qualidade de vida às pessoas que moram no Entorno. Entre as medidas concretas do nosso governo está a ampliação da participação do BRB na gestão do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), a criação de pólos tecnológicos e investimentos no setor de transportes. O ramal ferroviário Brasília-Goiânia, assim como incentivos à agricultura-pecuária e ao turismo integrado vão alavancar o desenvolvimento econômico da região. 6) Existem projetos ou propostas para descentralizar a dependência econômica dos moradores do Entorno no DF? R: Nos mesmos moldes do plano Brasil sem Miséria lançado pelo governo federal, o Distrito Federal está trabalhando em um plano de combate à pobreza, que também contemplará o Entorno. Entre as propostas para a região está o aumento no microcrédito. Com essas medidas o Entorno poderá caminhar juntamente com o DF rumo ao desenvolvimento econômico e humano. A expectativa do PAC lançado para o DF e Entorno é não só combater a miséria, o desemprego e a violência, mas conseguir atrair investimentos da iniciativa privada e aumentar a capacidade i de arrecadação das cidades da região. 7) Existem projetos ou propostas para baratear e melhorar o transporte público do Entorno para o DF? R: O GDF já assinou termo de cooperação para dar início aos estudos referentes à criação de uma linha regular de transporte ferroviário de passageiros entre Brasília e o município de Luziânia (GO). É uma linha que já existe, mas que só atualmente realiza somente o transporte de carga. Essa medida além de beneficiar cerca de 300 mil pessoas também contribuirá para desafogar o trânsito na região, permitindo a saída de circulação de pelo menos 100 mil carros que se deslocam das cidades do Entorno para o DF. A expectativa é de que o trajeto seja feito em 50 minutos, melhorando a qualidade de vida da população. 8) Existem projetos ou propostas para melhorar a segurança pública no Entorno? R: Estudos recentes mostram que a região Centro-Oeste, depois do Sudeste, é a macro-região mais violenta do país. Tanto que seu combate é visto como prioridade pelo governo federal. Agnelo se reuniu recentemente com o governador de Goiás e com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto para tratar da violência no Entorno. O Palácio do Planalto resolveu direcionar recursos financeiros, programas sociais e incluir no PAC ações específicas visando diminuir o problema. Uma campanha de desarmamento da região e o combate ao tráfico de drogas estão entre as ações prioritárias. Também está sendo redimensionado o número de integrantes da Força Nacional e sua área de cobertura.Além dessas ações direcionadas, o modelo econômico de exclusão social, desemprego e miséria do Entorno será atacado por políticas públicas. É preciso combater não só o crime, mas os fatores que possibilitam a sua existência. Durante a última década a Região Metropolitana do DF acumulou recordes seguidos de desemprego. A retomada do crescimento econômico aliada à implementação e fortalecimento de programas sociais vai contribuir para a solução da violência. Roberto Policarpo - Presidente do PT-DF * Vale destacar que a equipe do Diário dos Municípios, tentou por diversas vezes contatos (telefone e e-mail) com dirigentes do PMDB-DF e não obteve resposta. Policarpo acredita no PAC para desenvolver o Entorno Machado vai consultar Marconi Perillo para formar alianças Política www.diariodosmunicipios.jor.br
  • 7. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 07DIÁRIO DOS MUNICÍPIOS Debates sobre política e cultura, shows musicais, bienais de poesia, e emprés- timos de livros. Esses são os ingredientes que fazem do açougue, T-Bone, em Brasília, um estabelecimen- to diferente do convencional. Além de diversos tipos de carnes que são vendidas na loja, o proprietário e idealizador do projeto, “Açougue Cultural”, Luiz Amorim, também divulga e incentiva a valorização da cultura e o acesso ao conhe- cimento. E para ter tudo isso a pessoa não precisa ser neces- sariamente um cliente do açougue. Os livros, organi- zados numa prateleira do lado de fora da loja, estão disponíveis para qualquer pessoa que, assim como Luiz, tenha fome de conhe- cimento. “A ideia do projeto veio da minha inquietação em aprender. Eu me alfabe- tizei tarde, mas depois come- cei a ler muito. Sempre gos- tei de filosofia e isso me aju- dou a despertar uma consci- ência crítica. Penso que cada um pode dar uma contribui- ção e acredito que podemos ter uma sociedade melhor por meio da arte”, ressaltou Amorim. Nascido em Salvador, Amorim chegou em Brasília em 1973. Filho de pais se- parados veio para a capital federal com a mãe que era Cultura Um açougue diferente que alimenta o corpo e a alma Empréstimos de livros, debates culturais e políticos, shows, poesia e incentivo à arte e ao conhecimento fazem parte do cardápio do T-Bone doméstica e outros irmãos. Dos sete aos 12 anos traba- lhou como engraxate e lavador de carros.Aos 12 foi trabalhar no açougue e de- pois de 15 anos, em 1994, comprou a loja e começou com o projeto. “Durante esses anos que trabalhei no açougue eu li muito e fui adquirindo uma vontade de ter uma partici- pação neste processo de não ser apenas um leitor. Tam- bém queria fazer algo para ajudar na divulgação da cul- tura. Completei o nível mé- dio, e me tornei um autodi- data com muita leitura”, relembrou. Projeto Made in Brazil A ideia do empréstimo de livros no açougue deu tão certo que há quatro anos ou- tro projeto inovador foi co- locado em prática o “Parada Cultural”. As bibliotecas - instaladas em 60 paradas de ônibus de toda a avenida W3 Norte e do Eixinho Norte em Brasília - emprestam livros a qualquer cidadão sem exi- gir documentos nem preen- chimento de cadastro. Os li- vros estão arrumados dentro de prateleiras abertas. “A ideia de colocar os livros nas paradas é porque eu sou usuário do transporte coletivo. Não temos a ambi- ção de resolver a vida literá- ria das pessoas, mas sim, humanizar um espaço públi- co, criar cidadania, gerar dis- cussões, debates. Se bem que muitas pessoas já deram de- Eduardo Cunha poimentos que usaram os li- vros e passaram em concur- sos, vestibulares. O projeto deu muito certo e temos co- nhecimento que já foi copi- ado em cidades da Alema- nha, Inglaterra e França”, afirmouAmorim. Com um acervo de aproximadamente mil livros a iniciativa é mantida por doações como a do estudan- te de 19 anos, Raphael Astorino Rezende. “Minha avó é profes- sora e tem muitos livros di- dáticos. Alguns dos exem- plares que estou doando eu já li, muitos de literatura, de história, de mitologia. O pro- jeto é muito importante, pois abre novas oportunidades para pessoas que não tem muito recurso financeiro para comprar bons livros e nem tempo de ir a uma bi- blioteca”, explicou. E a falta de tempo de ir a uma biblioteca é justa- mente o que motiva a balco- nista de 18 anos, Márcia da Silva Bezerra. “Trabalho o dia todo e como estou estudando para concursos nas horas vagas, costumo pegar uns livros e revistas na parada para me manter sempre atualizada”. Mas o alimento da alma proporcionado pelo açougue cultural vai além dos livros. O açougue pro- move também, com a ajuda de patrocinadores, a Noite Cultural T-Bone. O evento é realizado duas vezes por ano, uma em cada semestre e reúne políticos, artistas lo- cais e nacionais, moradores de diversos locais de Brasília, numa celebração à arte. Em 1998, ano da 1ª edição do projeto, a Noite Cultural foi realizada dentro do açougue e contou com 30 pessoas. Desde então, já par- ticiparam mais de 150 mil pessoas e mais de 500 artis- tas dentre eles: Moraes Moreira, Chico César, Gui- lherme Arantes, Flávio Venturini, GeraldoAzevedo, Geraldo Azevedo, Belchior, Erasmo Carlos, Banda Blitz, Alceu Valença, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Mil- ton Nascimento, entre tantos outros. Outro evento de des- taque é a Quinta Cultural. O projeto visa à inclusão so- cial por meio do incentivo à cultura e a literatura à comu- nidade brasiliense. Cada edi- ção tem formato de sarau, com a participação de can- tores/bandas nacionais e lo- cais, escritores da cidade, apresentação de teatro de bonecos, bate-papo literário e também recital de poesias, de grupos ou poetas brasilienses. As atividades são realizadas às quintas-fei- ras, das 18h às 23h, em fren- te ao espaço do Açougue Cultural T-Bone. A primeira Quinta Cultural de 2012 ocorrerá no dia 29 de março e contará com a participação já confir- mada do secretário de Cul- tura do Distrito Federal, Ha- milton Pereira da Silva, que participará do bate-papo com os membros do Movi- mento Viva Arte sobre polí- ticas culturais na capital. Para os amantes da poesia o açougue terá em ju- nho a 2ª Bienal de Poesia. O encontro previsto para ocor- rer entre os dias 26 a 29 de junho contará com a partici- pação de 50 escritores e po- etas brasilienses, músicos locais e nacionais, artistas plásticos e livreiros da cida- de. Doações Para fazer doações de livros basta deixá-los no açougue T-Bone localizado na comercial da 312 Norte das 8h às 19h. Endereço completo: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF CEP 70.765-520 Tel:(61) 3274- 1665 Eventos culturais Sem tempo de ir à bibliotecas, Márcia pega livros na parada 29 março - Quinta Cultural debate sobre política cultural com a presença do secretário de Cultura do GDF e de vários artistas locais e nacional; 31 de maio - 31ª Noite Cultural T-Bone (show artista nacional e da cidade) 26 a 30 de junho - 2ª Bienal de Poesia 30 agosto - 32ª Noite Cultural T-Bone (show artista nacional e da cidade) 30 setembro - Quinta Cultural debate sobre política Cultural e presença de vários artistas local e nacional. Programação Cultural Açougue T-Bone 2012 Portadores de doenças genéticas no estado de Goiás terão assistência médica, hospitalar e laboratorial gra- tuitas. Uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saú- de (SES-GO) e a Universi- dade Federal de Goiás (UFG) vai criar o Centro de Excelência em Genética Hu- mana (CEGH-UFG). Na SES, o projeto é comanda- do pelo Centro de Excelên- cia em Ensino, Pesquisa e Projetos – Leide das Neves Ferreira (CEEPP-LNF), cri- ado na atual gestão e ligado ao gabinete. De acordo o gerente do CEEPP-LNF, Rafael Souto, a SES-GO e as se- cretarias municipais de Saúde serão responsáveis por encaminhar os pacien- tes para a realização dos exames de alta complexi- dade e do atendimento. “O Centro de Excelência Leide das Neves é o úni- co órgão do estado envol- vido em todas as fases do projeto, inclusive a que contempla a construção, que será no Campus II da UFG”, explica Souto. Para criação do CEGH- UFG estão destinados R$ 10 milhões em recursos do governo federal.Aprimei- ra parcela, no valor de R$ 1 milhão, foi liberada no final do ano passado para o início das obras. No total, o Centro de Genética contará com seis la- boratórios de alta complexi- dade, consultórios médicos, de psicologia, de fonoaudiologia, nutrição e de musicoterapia neurológica. “Esta parceria poderá mudar os rumos da genética em Goiás e, principalmente, o acesso dos radioacidentados aos procedimentos”, resume o gerente da SES-GO. Goiás terá Centro de Excelência em Genética Secretaria de Estado da Saúde www.diariodosmunicipios.jor.br Inquietação em aprender, motivou Luiz Amorim no projeto do açougue cultural EduardoCunha
  • 8. Brasília-DF, Março 2012 - Página. 08DIÁRIO DOS MUNICÍPIOSCopa 2014 Copa 2014: Raio-X e andamento das obras dos 12 estádios que irão sediar os jogos no Mundial Fontes e fotos: Portal da Copa (www.copa2014.gov.br) e Portal 2014 (www.portal2014.org.br) Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Fortaleza: Estádio Castelão Salvador: Estádio Fonte Nova O andamento das obras na Arena Fonte Nova vai determinar, em junho, a inclusão ou não do estádio na Copa das Confederações, em 2013. 53% do projeto já foi concluído, segundo a construtora responsável. A capacidade será de 55 mil espectadores e o investimento total pre- visto é de R$ 597 milhões.O estádio terá três níveis de arquibancadas, com assentos cobertos, 90 camarotes e 2.500 assentos VIP. A obra de reforma, ampliação e modernização fechou fevereiro com 59,2% de execução, de acordo com relatório do consórcio construtor. Das quatro etapas, duas já foram finalizadas. A previsão é de que o estádio seja entregue em dezembro. Já estão sendo montados os primeiros pilares que vão sustentar a nova cobertura.Aarena receberá seis jogos da Copa de 2014, incluindo um da Seleção Brasileira. Belo Horizonte: Estádio Mineirão Porto Alegre: Estádio Beira Rio Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Com previsão de entrega para dezembro de 2012, o acordo entre o Internacional, dono do Beira-Rio, e a construtora que ficará responsável pelo reinício das obras continua pendente. Estimada em R$ 290 milhões, de acordo com a Matriz de Responsabilidade atualizada em novembro de 2011, a nova arena receberá cobertura metálica, que protegerá os 60 mil lugares numerados, as rampas e os acessos aos portões.Aarquibancada inferior será ampliada e ficará mais próxima do campo, e todo o anel inferior passará a contar com camarotes e suítes. O Mineirão tem entrega prevista para dezembro. Com 50% das obras concluídas, o estágio atual com- preende o início da montagem da arquibancada inferior, pré-moldada. A esplanada ao redor da arena está com 25% das peças instaladas, sendo que as outras 75% estão fabricadas. O estacionamento, com 2,8 mil vagas, está em construção e a estrutura que abrigará a cobertura está em fase final de monta- gem. São 1,5 mil operários no local, que terá 67 mil lugares e orçamento previsto de R$ 695 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal. Rio de Janeiro: Estádio Maracanã São Paulo: Estádio Arena de Itaquera Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto AArena de Itaquera finalizou fevereiro com mais de 25% das obras concluídas, segundo a construtora responsável. São 3.340 estacas cravadas, 553 blocos de concreto instalados, assim como 111 pilares e 85 vigas jacaré. O estádio, que tem previsão de entrega para de- zembro de 2013, conta com 1.430 operários trabalhando em três turnos em sua construção. São 124 máquinas no empreendimento. Deverá ser o palco de abertura da Copa. O custo estimado da obra é de R$ 900 milhões. Com previsão de conclusão em fevereiro de 2013, as obras de reforma do Maracanã com- pletaram 35% das atividades concluídas. Com custo estimado em R$ 883,5 milhões e capaci- dade para 76.525, a arena terá, aproximadamente, 2.750 peças que serão instaladas com o apoio de quatro gruas montadas dentro do campo. Também teve início a perfuração no topo dos 60 pilares para instalação das estruturas que servirão de ancoragem para a estrutura da nova cober- tura do Maracanã. Cuiabá: Estádio Arena Pantanal Brasília: Estádio Nacional Mané Garrincha Com quase 45% da obra física executada, a Arena Pantanal terá capacidade para 43,6 mil espectadores, a um custo estimado de R$ 518,9 milhões. O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha terminou fevereiro com mais de 50% do empreendimento concluído. A arena terá 70 mil lugares. Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Recife: Estádio Arena Pernambuco Natal: Estádio das Dunas Com 32% da estrutura concluída, o palco de cinco jogos da Copa terá capacidade para 46 mil torcedores e está orçado em R$ 500 milhões, sendo R$ 400 milhões em financiamento federal. No mês de março, a arena será vistoriada pelo ministro do Esporte e pela FIFA. Fevereiro marcou a construção dos primeiros pilares da Arena das Dunas, em Natal. Segun- do o consórcio responsável pela construção, serão 800 ao todo, com nove meses de execu- ção. A arena receberá quatro jogos da primeira fase da Copa de 2014. Manaus: Estádio Arena Amazônia Curitiba: Estádio Arena da Baixada AArena Amazônia, palco de quatro jogos da fase de grupos da Copa de 2014, terminou fevereiro com 35% do projeto concluído. O investimento previsto é de R$ 533,2 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal. A capacidade será de 43 mil espectadores. A arena que receberá quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo terá capacidade para 37.696 torcedores, 2.589 para público VIP, e 1.197 para a imprensa.O complexo ainda contará com uma Arena Olímpica e estruturas comuns com o campo de futebol. Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto Como está hoje Como deverá ficar segundo o projeto www.diariodosmunicipios.jor.br