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Cadeia produtiva dos
  materiais recicláveis no Brasil:
          um panorama




                    DSc. Engª Jacqueline Rutkowski
Instituto Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Sustentabilidade
Instituto Interdisciplinar de Estudos
 e Pesquisas em Sustentabilidade


  associação civil, sem fins lucrativos e
  econômicos, de caráter científico-sócio-
  educacional, cujo objetivo é desenvolver
      Tecnologias Sociais de apoio à
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Jacqueline panorama cadeia recicláveis final
Jacqueline panorama cadeia recicláveis final
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  destes são compostos por plástico (7,5 mil
  ton/ano), papel, papelão e tetrapak (7,3 mil
  ton/ano)(ABRELPE, 2011);
Jacqueline panorama cadeia recicláveis final
Elo Suprimento :
             Coleta Seletiva
• 58,6 % municípios (ABRELPE, 2012) ou 17%
  (IBGE, 2010) declaram ter serviços de C S:
  – Concentrada nas regiões Sudeste e Sul;
  – Parcial: maioria atinge cerca de 10% dos
    munícipes;
  – Não estruturada como Programa: baseada em
    Locais de Entrega Voluntária e/ou catadores:
     • 653 municípios declaram operar a CS em conjunto
       com catadores e 27% dos municípios declaram a
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    Estado com maior número (197);
Elo Suprimento :
           Coleta Seletiva
– 9 de 10 kg de material reciclável chegam às
  empresas após passar por catadores que ampliam
  de 3% para 12% RSU reciclado (Valor Econômico,
  2010,p.28 e p.43);
– Atividade intensiva em trabalho, postos de
  trabalho de baixo grau de especialização formal
  mas qualificação tácita– importante papel social e
  econômico;
– Decisão de produzir/ catar depende de valor de
  mercado - mix de produção muito variável e do
  mercado de mão de obra: mecanismo parcial e
  imperfeito para assegurar níveis crescentes de
  reciclagem.
Jacqueline panorama cadeia recicláveis final
Elo:
                    Produção
• Crescimento consistente da reciclagem de materiais: 7,1
  milhões de ton. em 2008;
   – 375 mil pessoas ocupadas na reciclagem contra 150
      mil em 1999 (IBGE, 2008);
• A ausência de programas de CS bem estruturados
  reflete na dificuldade dos recicladores de conseguirem
  matéria prima, em quantidade desejada. A indústria de
  plástico opera com 30% de sua capacidade ociosa por
  falta de matéria prima (ABID, Plastivida,2008)

Brasil: reciclagem de 98% das latas de alumínio
e 56% do volume do PET (EUA- reciclagem PET
                      25%)
Elo:
                     Produção
• Produtos não homogêneos e características de
  qualidade (cor, grau de impurezas, compactação, etc.)
  influenciam muito o preço.

• Valor agregado é muito pequeno, preço transporte
  muito relevante.

• Atividade economicamente viável, mas:
   – garantia de fornecimento contínuo de material reciclável;
   – tecnologias apropriadas para os diferentes produtos e;
   – valor de comercialização para os novos produtos que
     compense os investimentos aplicados no processo.
Jacqueline panorama cadeia recicláveis final
Elo:
           Processamento
• Reciclagem de todo o material disponível
  no RSU no Brasil geraria benefícios
  (ambientais e econômicos)de cerca de R$
  8 bilhões (IPEA, 2010)
  – Principais ganhos nos plásticos e derivados
    da celulose - maior abundância;
  – Vidro: abundante, mas ganhos reduzidos por
    tonelada reciclada e;
  – Alumínio: pouco abundante no RSU porque
    tem alto ganho por tonelada reciclada.
Elo:
              Processamento
– Plástico:
   • resina reciclada pode custar entre 20% e 25% menos
     do que a resina virgem;
   • predominância de micro e pequenas empresas que
     fornecem para micro e pequenos transformadores,
     que compram segundo determinadas especificações;
   • raio de compra: até 100km
– Papel:
   • médias e grandes empresas, indústria intensiva em
     capital;
   • maiores volumes de compras – maior importância do
     “atravessador”
   • raio de compra: até 200km
   • Brasil tem o menor custo mundial de produção de
     celulose (BNDES,2011)
Na fabricação de
ondulados de papel
cerca de 63,6% utiliza
aparas de ondulados
recicladas, destas
cerca de 50% é
oriunda das linhas de
produção industrial de
embalagens, restando
aproximadamente
13,6% de embalagens
pós-consumo.




         As grandes fábricas de papel no Brasil concentram-se nos estados
         de São Paulo, Paraná e Bahia. Registra-se, porém, que fábricas de
         menor porte, notadamente as que utilizam fibras recicladas, estão
   16
         espalhadas em todas as regiões do país
17
O setor Plástico é dominado pelas
     pequenas empresas que empregam até 20
     pessoas – 72,5% do parque produtivo;
     pouco mais de 10% das empresas são
     empresas de médio e grande porte
     Empresas da indústria de
     transformados de plásticos são, em
     geral, 30% menores que as da
     indústria de transformação em geral

     Cerca de 20% dos plásticos produzidos no
     Brasil são reciclados, percentual
     relativamente elevado quando comparado
     aos índices de outros países – na
     reciclagem mecânica o Brasil é o 4º maior
     reciclador.




18
Parte dos materiais plásticos reciclados
é oriunda da indústria – cerca de 40% e
os restantes 60% vêm de embalagens
e de objetos pós-consumo.

Maioria de mercados secundários:
baixa qualidade/ especificidade
técnica e pequeno valor de
matéria prima


A localização da indústria de
transformados de plástico associa-
se às regiões mais densamente
industrializadas/         mercado
consumidor e APLs (ligados a
moldes). Em MG metade dos
empregos desta indústria localiza-
se na RMBH
    19
RECUPERADOR T1                  RECUPERADOR T2       REVALORIZADORES

CATADORES,                       SUCATEIROS,
AC, CENTROS                    FERROS-VELHOS,          INDÚSTRIAS DE
E USINAS DE                       APARISTAS                  SEMI-
  TRIAGEM                      INTERMEDIÁRIOS         MANUFATURADO
                                                               S
                                  - Triagem             -Triagem
  - Coleta                        -Classificação        -Lavagem/desagre
  -Triagem                        -Compactação          gação
  -Compactação                    -Comercialização      -Moagem
  -Comercialização                -Transporte           -Extrusão
  -Transporte                                           -Comercialização
                                                      PLÁSTICO
               TRANSFORMADORES
                                                      PAPEL
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 MANUFATURA                                PLÁSTICO
                     produção
     DOS             (extrusão, injeção,   PAPEL
                     sopro, etc.)
Mercado de recicláveis é atrelado a
commodities instáveis e há pouca competição
          (mercado oligopsônico)

 Muita informalidade e semi-informalidade –
            preços muito variáveis

Dificuldade de diálogo entre economia formal e
               social e solidária
Mercado segmentado e com diversos atores
    com papéis e interesses diferenciados

Investimento público para estoques de materiais
    e monitoramento de preços e produção:
    regulação mercado, preço mínimo para
             materiais recicláveis?
Reciclagem é primariamente um
     problema de canais de distribuição,
 maior custo da reciclagem de RSU é de coleta,
             seleção e transporte.

           Investimento em informação
     e tecnologia: levar ao grande público o
                   conhecimento
 sobre a reciclabilidade dos materiais, instruindo
sobre como proceder para o correto descarte das
                    embalagens
Desenvolver
tecnologias para produtos e materiais mais fáceis de
          reciclar e com melhor qualidade:
  design para reciclagem (ABIPET – parametros de
     reciclagem para projetos de embalagem).

 Disponibilização de serviços tecnológicos e outros
    benefícios atrelados à volume de recicláveis
            utilizados com matéria-prima
Programas públicos de promoção à reciclagem:

mecanismos para remunerar essas atividades de
        maneira mais estável, buscando
  alternativas que amenizem ou eliminem a
   ciclicidade que predomina na atividade;

 arcabouço legal(países OCDE) para percentual
      mínimo de recicláveis nos produtos
Obrigada !!!
                    Jacqueline.rutkowski@gmail.com


Agradecimentos:
À FBB – Fundação Banco do Brasil pelo financiamento à pesquisa
Aos parceiros :
Núcleo Alternativas de Economia Solidária do DEP/UFMG
INSEA e MNCR

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Jacqueline panorama cadeia recicláveis final

  • 1. Cadeia produtiva dos materiais recicláveis no Brasil: um panorama DSc. Engª Jacqueline Rutkowski Instituto Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Sustentabilidade
  • 2. Instituto Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Sustentabilidade associação civil, sem fins lucrativos e econômicos, de caráter científico-sócio- educacional, cujo objetivo é desenvolver Tecnologias Sociais de apoio à sustentabilidade
  • 5. Elo Suprimento: Resíduos Sólidos Urbanos • PNRS: um novo marco regulatório para o Brasil – Gestão integrada e sustentável dos RSU: 3 R´s – redução, reutilização e reciclagem e consórcios públicos e/ou público-privados; – Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e pelo seu descarte/ reaproveitamento: princípio produtor-pagador e logística reversa; – Inserção de catadores nos sistemas de coleta seletiva e de suas redes na comercialização de recicláveis .
  • 6. Elo Suprimento : Resíduos Sólidos Urbanos – Coleta de RSU quase universal no Brasil: 97,8% dos domicílios (IBGE, 2010), mas 6,4 milhões de ton/ano não coletadas e 42% com destino inadequado(ABRELPE, 2011); – Geração crescente de RSU, maior que a taxa de crescimento populacional; – 32% RSU composto por recicláveis e 80% destes são compostos por plástico (7,5 mil ton/ano), papel, papelão e tetrapak (7,3 mil ton/ano)(ABRELPE, 2011);
  • 8. Elo Suprimento : Coleta Seletiva • 58,6 % municípios (ABRELPE, 2012) ou 17% (IBGE, 2010) declaram ter serviços de C S: – Concentrada nas regiões Sudeste e Sul; – Parcial: maioria atinge cerca de 10% dos munícipes; – Não estruturada como Programa: baseada em Locais de Entrega Voluntária e/ou catadores: • 653 municípios declaram operar a CS em conjunto com catadores e 27% dos municípios declaram a presença de catadores (IBGE,2010). – cerca de 1200 cooperativas no Brasil, MG é o Estado com maior número (197);
  • 9. Elo Suprimento : Coleta Seletiva – 9 de 10 kg de material reciclável chegam às empresas após passar por catadores que ampliam de 3% para 12% RSU reciclado (Valor Econômico, 2010,p.28 e p.43); – Atividade intensiva em trabalho, postos de trabalho de baixo grau de especialização formal mas qualificação tácita– importante papel social e econômico; – Decisão de produzir/ catar depende de valor de mercado - mix de produção muito variável e do mercado de mão de obra: mecanismo parcial e imperfeito para assegurar níveis crescentes de reciclagem.
  • 11. Elo: Produção • Crescimento consistente da reciclagem de materiais: 7,1 milhões de ton. em 2008; – 375 mil pessoas ocupadas na reciclagem contra 150 mil em 1999 (IBGE, 2008); • A ausência de programas de CS bem estruturados reflete na dificuldade dos recicladores de conseguirem matéria prima, em quantidade desejada. A indústria de plástico opera com 30% de sua capacidade ociosa por falta de matéria prima (ABID, Plastivida,2008) Brasil: reciclagem de 98% das latas de alumínio e 56% do volume do PET (EUA- reciclagem PET 25%)
  • 12. Elo: Produção • Produtos não homogêneos e características de qualidade (cor, grau de impurezas, compactação, etc.) influenciam muito o preço. • Valor agregado é muito pequeno, preço transporte muito relevante. • Atividade economicamente viável, mas: – garantia de fornecimento contínuo de material reciclável; – tecnologias apropriadas para os diferentes produtos e; – valor de comercialização para os novos produtos que compense os investimentos aplicados no processo.
  • 14. Elo: Processamento • Reciclagem de todo o material disponível no RSU no Brasil geraria benefícios (ambientais e econômicos)de cerca de R$ 8 bilhões (IPEA, 2010) – Principais ganhos nos plásticos e derivados da celulose - maior abundância; – Vidro: abundante, mas ganhos reduzidos por tonelada reciclada e; – Alumínio: pouco abundante no RSU porque tem alto ganho por tonelada reciclada.
  • 15. Elo: Processamento – Plástico: • resina reciclada pode custar entre 20% e 25% menos do que a resina virgem; • predominância de micro e pequenas empresas que fornecem para micro e pequenos transformadores, que compram segundo determinadas especificações; • raio de compra: até 100km – Papel: • médias e grandes empresas, indústria intensiva em capital; • maiores volumes de compras – maior importância do “atravessador” • raio de compra: até 200km • Brasil tem o menor custo mundial de produção de celulose (BNDES,2011)
  • 16. Na fabricação de ondulados de papel cerca de 63,6% utiliza aparas de ondulados recicladas, destas cerca de 50% é oriunda das linhas de produção industrial de embalagens, restando aproximadamente 13,6% de embalagens pós-consumo. As grandes fábricas de papel no Brasil concentram-se nos estados de São Paulo, Paraná e Bahia. Registra-se, porém, que fábricas de menor porte, notadamente as que utilizam fibras recicladas, estão 16 espalhadas em todas as regiões do país
  • 17. 17
  • 18. O setor Plástico é dominado pelas pequenas empresas que empregam até 20 pessoas – 72,5% do parque produtivo; pouco mais de 10% das empresas são empresas de médio e grande porte Empresas da indústria de transformados de plásticos são, em geral, 30% menores que as da indústria de transformação em geral Cerca de 20% dos plásticos produzidos no Brasil são reciclados, percentual relativamente elevado quando comparado aos índices de outros países – na reciclagem mecânica o Brasil é o 4º maior reciclador. 18
  • 19. Parte dos materiais plásticos reciclados é oriunda da indústria – cerca de 40% e os restantes 60% vêm de embalagens e de objetos pós-consumo. Maioria de mercados secundários: baixa qualidade/ especificidade técnica e pequeno valor de matéria prima A localização da indústria de transformados de plástico associa- se às regiões mais densamente industrializadas/ mercado consumidor e APLs (ligados a moldes). Em MG metade dos empregos desta indústria localiza- se na RMBH 19
  • 20. RECUPERADOR T1 RECUPERADOR T2 REVALORIZADORES CATADORES, SUCATEIROS, AC, CENTROS FERROS-VELHOS, INDÚSTRIAS DE E USINAS DE APARISTAS SEMI- TRIAGEM INTERMEDIÁRIOS MANUFATURADO S - Triagem -Triagem - Coleta -Classificação -Lavagem/desagre -Triagem -Compactação gação -Compactação -Comercialização -Moagem -Comercialização -Transporte -Extrusão -Transporte -Comercialização PLÁSTICO TRANSFORMADORES PAPEL INDÚSTRIAS DE PRODUTOS - Processo de MANUFATURA PLÁSTICO produção DOS (extrusão, injeção, PAPEL sopro, etc.)
  • 21. Mercado de recicláveis é atrelado a commodities instáveis e há pouca competição (mercado oligopsônico) Muita informalidade e semi-informalidade – preços muito variáveis Dificuldade de diálogo entre economia formal e social e solidária
  • 22. Mercado segmentado e com diversos atores com papéis e interesses diferenciados Investimento público para estoques de materiais e monitoramento de preços e produção: regulação mercado, preço mínimo para materiais recicláveis?
  • 23. Reciclagem é primariamente um problema de canais de distribuição, maior custo da reciclagem de RSU é de coleta, seleção e transporte. Investimento em informação e tecnologia: levar ao grande público o conhecimento sobre a reciclabilidade dos materiais, instruindo sobre como proceder para o correto descarte das embalagens
  • 24. Desenvolver tecnologias para produtos e materiais mais fáceis de reciclar e com melhor qualidade: design para reciclagem (ABIPET – parametros de reciclagem para projetos de embalagem). Disponibilização de serviços tecnológicos e outros benefícios atrelados à volume de recicláveis utilizados com matéria-prima
  • 25. Programas públicos de promoção à reciclagem: mecanismos para remunerar essas atividades de maneira mais estável, buscando alternativas que amenizem ou eliminem a ciclicidade que predomina na atividade; arcabouço legal(países OCDE) para percentual mínimo de recicláveis nos produtos
  • 26. Obrigada !!! Jacqueline.rutkowski@gmail.com Agradecimentos: À FBB – Fundação Banco do Brasil pelo financiamento à pesquisa Aos parceiros : Núcleo Alternativas de Economia Solidária do DEP/UFMG INSEA e MNCR