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Projeto de Automação como base para a Inovação Um caso prático na Indústria de Alimentos MSc. Francisco Salvador MSc. Ederson Brambilla Eng José Massaro Tanaka CASE: Construção de Fábrica de Farinhas de Empanados 11/11/2009
Agradecimentos ISA América do Sul - Distrito 4 SADIA SA ORGANON Sistemas de informação Ltda.
Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
Introdução A indústria de alimentos é tradicionalmente tida como conservadora.  Porém, importantes mudanças na natureza da demanda por alimentos e o nível crescente de competitividade, têm feito da inovação uma atividade incorporada inevitável. Este trabalho expõe um  projeto de automação  concebido para responder às demandas de  inovação tecnológica  e  criação de competências  de uma nova Fábrica de Farinhas de Empanamento com tecnologia única a nível mundial. Inovação
Objetivos do Projeto MERCADOLÓGICOS: Alteração global dos produtos com melhora na percepção de valor do consumidor; Produtos novos, melhores e mais nutritivos (redução do teor de óleo e melhora da crocância). ESTRATÉGICOS: Desenvolver nova tecnologia de produção de farinhas. FABRIS: Desenvolver um processo que capaz de simular os diferentes processos produtivos de farinha em uma única fábrica. Qualidade diferenciada
Devido à  complexidade tecnológica , à necessidade de desenvolvimento e integração de diferentes tecnologias e fornecedores, bem como à necessidade de  criação de competências  na operação e manutenção, foi preciso buscar novas formas de  gestão da tecnologia e interação da equipe . Foi criada uma  Gestão Tecnológica de Projeto  que utilizou  tecnologias de projeto de automação e informação  para a  gestão do conhecimento tecnológico  e  geração de valor  no projeto. Objetivos do Projeto Qualidade diferenciada Inovação
Componentes GERAÇÃO DE NOVA PLATAFORMA DE PRODUTOS Desenvolvimento Tecnológico Gestão Tecnológica do Projeto Operação Nova Tecnologia Criação de Competências Preparo Técnico da Operação e Manutenção INOVAÇÃO Tecnologia de Automação: Gestão do Conhecimento e Geração de Valor
Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
Fábrica de Farinha de Empanamento Mistura Extrusão Resfriamento Secagem Moagem e Classificação
Os seguintes princípios foram adotados para o projeto: Nivelamento do conhecimento da equipe: Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Operação, Gestão e Manutenção; Captura e registro do conhecimento; Elaboração do conhecimento e definição das soluções de processo e automação; Análise de valor agregado. Capacitação da operação e da manutenção. Projeto
Realização de w orkshop´s  para a definição e modelagem dos processos. Criação de um  site  para o desenvolvimento do projeto e registro do conhecimento, permitindo: Difusão e construção do conhecimento; Dar forma à metodologia de trabalho e facilitar seu entendimento pelos diferentes componentes da equipe; Aumentar a integração da equipe; Documentar o projeto. Gestão do Conhecimento
O trabalho foi estruturado utilizando as seguintes metodologias: Modelos “Como É / Como Será”. Levantamento, análise e priorização dos requisitos. Definição do ciclo de vida do projeto. Entre os  benefícios  observados, destacam-se: Priorização de investimento em funcionalidades com retorno elevado. Atendimento de 100% dos requisitos priorizados. Aperfeiçoamento do controle do processo. Capacitação da equipe de Operação, Gestão e Manutenção para realizar Melhoria Contínua. Redução no custo direto de  hardware  (16%) e  software  (18%). Redução do tempo de desenvolvimento. Criação de padrões para outros projetos. Metodologia
Ciclo de Vida do Projeto O conceito do modelo do ciclo de vida de projeto não é novo. Entretanto, estudos demonstram que cerca de 72% dos projetos de software falham ou são cancelados. Dos que falham, 70% ocorrem por problemas na definição do que o sistema dever fazer (requisitos). Assim, é real a necessidade de um melhor entendimento sobre o que precisa ser feito e o  modelo do ciclo de vida  oferece uma maneira efetiva para isto. Taxa de Sucesso de Projetos (The Standish Group CHAOS 2007 Research Results)
Um ciclo de vida do projeto contempla das atividades: Planejar, Especificar os requisitos do usuário, Quantificar e Qualificar as expectativas, Comunicação, Gerenciar recurso, Aplicar os procedimentos de testes e validação, Administrar o produto gerado. Este trabalho utilizou conceitos do  Modelo V , adotado na administração pública e referenciado pelo ciclo de vida preconizado pelo GAMP ( Good Automated Manufacturing Practice ). Ciclo de Vida do Projeto
Estrutura Geral da Modelo V O Modelo V é estruturado em três níveis: O modelo do  ciclo de vida do processo –  Responde a questão “O que tem de ser feito?”.  Neste nível, procedimento estabelece quais atividades a serem executados, que resultados devem produzir e qual o conteúdo deve ser obtido.   A alocação   do  método   –  Responde a questão “Como é feito?”  Neste nível, são determinados quais os métodos são usados para executar as atividades.    Requisitos funcionais da  ferramenta  –  Responde a questão “O que é usado para fazer isto?”  Neste nível, são determinadas quais as características funcionais que as ferramentas precisam, para executar as atividades.
Funcionalidades ou Sub-Modelos As áreas de funcionalidade são chamadas de sub-modelos: Gerenciamento de Projeto  (PM): –  Regula as atividades de inicialização, planejamento e monitoração do projeto. Desenvolvimento de Sistema  (SD): –  Regula as atividades de desenvolvimento do sistema Qualidade Assegurada  (QA): –  Regula as atividades e produtos fornecidos pelos outros sub-modelos, pelo critério de avaliação e aprovação. Gerenciamento da Configuração  (CM): –  Garante que o produto tem identidade exclusiva a qualquer tempo. Servindo para o controle das modificações e garantia de integridade.
Modelo do ciclo de vida do processo O modelo descreve o processo em duas concepções básico:  atividades e  produtos.  Também descreve os estados dos produtos e suas interdependências entre as atividades e produtos. As  atividades  são tarefas executadas no desenvolvimento do processo que resulta em um produto, e, que estão explicitamente descrita no modelo. Uma atividade gera, troca de estado ou modifica um produto. As atividades podem ser decompostas em sub-atividades para facilitar o seu entendimento.  Os  produtos  podem ser documentos, parte de um software ou hardware.
Alocação dos Métodos Regulamenta a seleção e aplicação dos métodos para todos os sub-modelos.  Há dois tipos de métodos: básico e complexo.    O  método básico  refere-se ao procedimento que descreve um aspecto especial limitado ao sistema (por exemplo, aspecto orientado a dado ou funcional) ou as fases do desenvolvimento de um sistema (por exemplo: analise e concepção).  Os  métodos complexos  são pertinentes aos procedimentos que se compromete com vários métodos básicos, e, se integram dentro de um método total.
Requisito Funcional da Ferramenta Regula a seleção e aplicação das ferramentas para todos os sub-modelos. Complementa o modelo do ciclo de vida do processo e dá suporte aos métodos, que usa uma ou várias ferramentas. Uma ferramenta é definida como sendo:  “ um produto de software que suporta o desenvolvimento ou manutenção/modificação de sistemas da TI.”
Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
Modelo do ciclo de vida do projeto
Alinhamento Estratégico Construção do fluxo de processo atual (“Como é”) a partir do questionamento das funções de interesse e das práticas gerenciais das fábricas de farinha existentes. Análise e compreensão do novo processo (“Como será”).
Levantamento de 49 necessidades Análie e Priorização em 27 requisitos Solução para atendimento de 100% dos requisitos Requisitos
A metodologia não se limitou às definições necessárias ao projeto de automação. Ao contrário, estas foram praticamente conseqüência das ricas discussões entre os diferentes especialistas da equipe (operação, gestão, pesquisa e desenvolvimento, engenharia, laboratório sensorial, qualidade, etc) que geraram as soluções necessárias de processo, equipamentos e instalações. Em especial: 44 modificações em equipamentos. 5 novos equipamentos. 6 modificações Internas. A partir daí, iniciou-se o trabalho de projeto do sistema de automação, em especial: SMDS ( Software Module Design Specification ) SDS ( Software Design Specification ) FDS ( Function Design Specification ) HDS ( Hardware Design Specification ) Requisitos
Projeto do Sistema de Automação O SMDS ( Software Module Design Specification ) registrada a alocação de métodos (Modelo-V, item 3). Para o projeto de software de CLP foram estabelecidos os  blocos básicos , como motores, inversores, válvulas, etc e os  blocos complexos , como sequenciadores, máquinas de estado, etc. Para o projeto de software das interfaces homem-máquina foram estabelecidos  blocos  para Supervisório, IHM, módulos de receita, agendamento e apontamento da produção.
Projeto do Sistema de Automação HDS SDS FDS
Mais uma vez é importante observar que o processo de trabalho de definição das especificações SMDS e SDS, principalmente, levou à novas soluções de operação e gestão da planta. Sobre a especificação FDS ( Function Design Specification ) vale destacar: O minucioso trabalho com as interfaces com outros sistemas. Ponto vital, pois a nova tecnologia pretendida dependia em alto grau da integração de tecnologias de processo díspares não aplicadas normalmente na indústria de alimentos. Viabilização de sistemas de cadastro de fornecedores, insumos, embalagens, lista técnica e sistemas de agendamento e apontamento da produção perfeitamente adequado à operação. Projeto do Sistema de Automação Lista Técnica Agendamento
Projeto do Sistema de Automação As atividades de qualificação (instalação, operação e aceite) relacionadas ao processo de desenvolvimento e foram conduzidas pela equipe de automação paralelamente aos trabalhos com a equipe de projeto. Foram estabelecidos roteiros de testes que, se por um lado foram simples, por outro geraram ótimos resultados eliminado os tradicionais problemas de posta-em-marcha de automação. Roteiros
Projeto do Sistema de Automação Requisitos de Segurança: como o projeto envolve tecnologia de processo única, a confidencialidade de informação foi um requisito importante. Foi gerada uma versão do site colaborativo de projeto onde foram consolidadas as informações necessárias ao fornecedor de software, ficando as informações críticas e referentes à gestão do conhecimento para uso exclusivo e foram adotadas políticas de acesso por senhas liberadas pelo gerente do projeto. Versão do site para Desenvolvedor
Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
Resultados Domínio Tecnológico : Atendimento das demandas de Inovação Tecnológica. Capacitação da equipe. Documentação: para registro, consulta, treinamento e melhoria contínua (site). Controle do Processo : Implantação da nova tecnologia com sucesso. Melhoria da qualidade, rendimento, desempenho e disponibilidade. Gerenciamento da Produção : Maior Visibilidade, Simplicidade, Rapidez e Segurança na operação. Informações adequadas à gestão e de fácil acesso. Engenharia : Facilidade de Manutenção e melhoria contínua. Redução em prazos e custos de implantação. Redução de 16% em custos de hardware e software. Treinamento em operação do sistema 30 dias antes da partida. Tempo de posta-em-marcha reduzido: 15 dias.
Conclusão O  projeto de automação , pela sua necessidade intrínseca de definir processos e produtos, é ideal como ferramenta de  gestão do conhecimento tecnológico  e para a  geração de valor  nos projetos. Este trabalho expôs como a aplicação do modelo de  ciclo de vida  em um projeto com grandes demandas de  inovação tecnológica  e  criação de competências  pode contribuir de forma decisiva para o sucesso do projeto. A interação e colaboração dos diferentes setores incrementa o sucesso dos projetos e o conhecimento tecnológico e  cria um  diferencial competitivo único , impossível de ser comprado ou copiado . Os conhecimentos de Processo, Operação, Gestão, Engenharia e Manutenção, quando perfeitamente compreendidos e traduzidos em requisitos de automação,  produzem fábricas de alta eficiência e rendimento .
CONTATOS: Francisco Salvador +55 11 2113-1902 [email_address] Ederson Brambilla +55 11 2113-1913 [email_address] José Massaro Tanaka +55 11 5573-0941 [email_address] Obrigado !

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Isa Show 2009 Cr 259.09 Francisco Salvador

  • 1. Projeto de Automação como base para a Inovação Um caso prático na Indústria de Alimentos MSc. Francisco Salvador MSc. Ederson Brambilla Eng José Massaro Tanaka CASE: Construção de Fábrica de Farinhas de Empanados 11/11/2009
  • 2. Agradecimentos ISA América do Sul - Distrito 4 SADIA SA ORGANON Sistemas de informação Ltda.
  • 3. Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
  • 4. Introdução A indústria de alimentos é tradicionalmente tida como conservadora. Porém, importantes mudanças na natureza da demanda por alimentos e o nível crescente de competitividade, têm feito da inovação uma atividade incorporada inevitável. Este trabalho expõe um projeto de automação concebido para responder às demandas de inovação tecnológica e criação de competências de uma nova Fábrica de Farinhas de Empanamento com tecnologia única a nível mundial. Inovação
  • 5. Objetivos do Projeto MERCADOLÓGICOS: Alteração global dos produtos com melhora na percepção de valor do consumidor; Produtos novos, melhores e mais nutritivos (redução do teor de óleo e melhora da crocância). ESTRATÉGICOS: Desenvolver nova tecnologia de produção de farinhas. FABRIS: Desenvolver um processo que capaz de simular os diferentes processos produtivos de farinha em uma única fábrica. Qualidade diferenciada
  • 6. Devido à complexidade tecnológica , à necessidade de desenvolvimento e integração de diferentes tecnologias e fornecedores, bem como à necessidade de criação de competências na operação e manutenção, foi preciso buscar novas formas de gestão da tecnologia e interação da equipe . Foi criada uma Gestão Tecnológica de Projeto que utilizou tecnologias de projeto de automação e informação para a gestão do conhecimento tecnológico e geração de valor no projeto. Objetivos do Projeto Qualidade diferenciada Inovação
  • 7. Componentes GERAÇÃO DE NOVA PLATAFORMA DE PRODUTOS Desenvolvimento Tecnológico Gestão Tecnológica do Projeto Operação Nova Tecnologia Criação de Competências Preparo Técnico da Operação e Manutenção INOVAÇÃO Tecnologia de Automação: Gestão do Conhecimento e Geração de Valor
  • 8. Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
  • 9. Fábrica de Farinha de Empanamento Mistura Extrusão Resfriamento Secagem Moagem e Classificação
  • 10. Os seguintes princípios foram adotados para o projeto: Nivelamento do conhecimento da equipe: Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Operação, Gestão e Manutenção; Captura e registro do conhecimento; Elaboração do conhecimento e definição das soluções de processo e automação; Análise de valor agregado. Capacitação da operação e da manutenção. Projeto
  • 11. Realização de w orkshop´s para a definição e modelagem dos processos. Criação de um site para o desenvolvimento do projeto e registro do conhecimento, permitindo: Difusão e construção do conhecimento; Dar forma à metodologia de trabalho e facilitar seu entendimento pelos diferentes componentes da equipe; Aumentar a integração da equipe; Documentar o projeto. Gestão do Conhecimento
  • 12. O trabalho foi estruturado utilizando as seguintes metodologias: Modelos “Como É / Como Será”. Levantamento, análise e priorização dos requisitos. Definição do ciclo de vida do projeto. Entre os benefícios observados, destacam-se: Priorização de investimento em funcionalidades com retorno elevado. Atendimento de 100% dos requisitos priorizados. Aperfeiçoamento do controle do processo. Capacitação da equipe de Operação, Gestão e Manutenção para realizar Melhoria Contínua. Redução no custo direto de hardware (16%) e software (18%). Redução do tempo de desenvolvimento. Criação de padrões para outros projetos. Metodologia
  • 13. Ciclo de Vida do Projeto O conceito do modelo do ciclo de vida de projeto não é novo. Entretanto, estudos demonstram que cerca de 72% dos projetos de software falham ou são cancelados. Dos que falham, 70% ocorrem por problemas na definição do que o sistema dever fazer (requisitos). Assim, é real a necessidade de um melhor entendimento sobre o que precisa ser feito e o modelo do ciclo de vida oferece uma maneira efetiva para isto. Taxa de Sucesso de Projetos (The Standish Group CHAOS 2007 Research Results)
  • 14. Um ciclo de vida do projeto contempla das atividades: Planejar, Especificar os requisitos do usuário, Quantificar e Qualificar as expectativas, Comunicação, Gerenciar recurso, Aplicar os procedimentos de testes e validação, Administrar o produto gerado. Este trabalho utilizou conceitos do Modelo V , adotado na administração pública e referenciado pelo ciclo de vida preconizado pelo GAMP ( Good Automated Manufacturing Practice ). Ciclo de Vida do Projeto
  • 15. Estrutura Geral da Modelo V O Modelo V é estruturado em três níveis: O modelo do ciclo de vida do processo – Responde a questão “O que tem de ser feito?”. Neste nível, procedimento estabelece quais atividades a serem executados, que resultados devem produzir e qual o conteúdo deve ser obtido.   A alocação do método – Responde a questão “Como é feito?” Neste nível, são determinados quais os métodos são usados para executar as atividades.   Requisitos funcionais da ferramenta – Responde a questão “O que é usado para fazer isto?” Neste nível, são determinadas quais as características funcionais que as ferramentas precisam, para executar as atividades.
  • 16. Funcionalidades ou Sub-Modelos As áreas de funcionalidade são chamadas de sub-modelos: Gerenciamento de Projeto (PM): – Regula as atividades de inicialização, planejamento e monitoração do projeto. Desenvolvimento de Sistema (SD): – Regula as atividades de desenvolvimento do sistema Qualidade Assegurada (QA): – Regula as atividades e produtos fornecidos pelos outros sub-modelos, pelo critério de avaliação e aprovação. Gerenciamento da Configuração (CM): – Garante que o produto tem identidade exclusiva a qualquer tempo. Servindo para o controle das modificações e garantia de integridade.
  • 17. Modelo do ciclo de vida do processo O modelo descreve o processo em duas concepções básico: atividades e produtos. Também descreve os estados dos produtos e suas interdependências entre as atividades e produtos. As atividades são tarefas executadas no desenvolvimento do processo que resulta em um produto, e, que estão explicitamente descrita no modelo. Uma atividade gera, troca de estado ou modifica um produto. As atividades podem ser decompostas em sub-atividades para facilitar o seu entendimento. Os produtos podem ser documentos, parte de um software ou hardware.
  • 18. Alocação dos Métodos Regulamenta a seleção e aplicação dos métodos para todos os sub-modelos. Há dois tipos de métodos: básico e complexo.   O método básico refere-se ao procedimento que descreve um aspecto especial limitado ao sistema (por exemplo, aspecto orientado a dado ou funcional) ou as fases do desenvolvimento de um sistema (por exemplo: analise e concepção). Os métodos complexos são pertinentes aos procedimentos que se compromete com vários métodos básicos, e, se integram dentro de um método total.
  • 19. Requisito Funcional da Ferramenta Regula a seleção e aplicação das ferramentas para todos os sub-modelos. Complementa o modelo do ciclo de vida do processo e dá suporte aos métodos, que usa uma ou várias ferramentas. Uma ferramenta é definida como sendo: “ um produto de software que suporta o desenvolvimento ou manutenção/modificação de sistemas da TI.”
  • 20. Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
  • 21. Modelo do ciclo de vida do projeto
  • 22. Alinhamento Estratégico Construção do fluxo de processo atual (“Como é”) a partir do questionamento das funções de interesse e das práticas gerenciais das fábricas de farinha existentes. Análise e compreensão do novo processo (“Como será”).
  • 23. Levantamento de 49 necessidades Análie e Priorização em 27 requisitos Solução para atendimento de 100% dos requisitos Requisitos
  • 24. A metodologia não se limitou às definições necessárias ao projeto de automação. Ao contrário, estas foram praticamente conseqüência das ricas discussões entre os diferentes especialistas da equipe (operação, gestão, pesquisa e desenvolvimento, engenharia, laboratório sensorial, qualidade, etc) que geraram as soluções necessárias de processo, equipamentos e instalações. Em especial: 44 modificações em equipamentos. 5 novos equipamentos. 6 modificações Internas. A partir daí, iniciou-se o trabalho de projeto do sistema de automação, em especial: SMDS ( Software Module Design Specification ) SDS ( Software Design Specification ) FDS ( Function Design Specification ) HDS ( Hardware Design Specification ) Requisitos
  • 25. Projeto do Sistema de Automação O SMDS ( Software Module Design Specification ) registrada a alocação de métodos (Modelo-V, item 3). Para o projeto de software de CLP foram estabelecidos os blocos básicos , como motores, inversores, válvulas, etc e os blocos complexos , como sequenciadores, máquinas de estado, etc. Para o projeto de software das interfaces homem-máquina foram estabelecidos blocos para Supervisório, IHM, módulos de receita, agendamento e apontamento da produção.
  • 26. Projeto do Sistema de Automação HDS SDS FDS
  • 27. Mais uma vez é importante observar que o processo de trabalho de definição das especificações SMDS e SDS, principalmente, levou à novas soluções de operação e gestão da planta. Sobre a especificação FDS ( Function Design Specification ) vale destacar: O minucioso trabalho com as interfaces com outros sistemas. Ponto vital, pois a nova tecnologia pretendida dependia em alto grau da integração de tecnologias de processo díspares não aplicadas normalmente na indústria de alimentos. Viabilização de sistemas de cadastro de fornecedores, insumos, embalagens, lista técnica e sistemas de agendamento e apontamento da produção perfeitamente adequado à operação. Projeto do Sistema de Automação Lista Técnica Agendamento
  • 28. Projeto do Sistema de Automação As atividades de qualificação (instalação, operação e aceite) relacionadas ao processo de desenvolvimento e foram conduzidas pela equipe de automação paralelamente aos trabalhos com a equipe de projeto. Foram estabelecidos roteiros de testes que, se por um lado foram simples, por outro geraram ótimos resultados eliminado os tradicionais problemas de posta-em-marcha de automação. Roteiros
  • 29. Projeto do Sistema de Automação Requisitos de Segurança: como o projeto envolve tecnologia de processo única, a confidencialidade de informação foi um requisito importante. Foi gerada uma versão do site colaborativo de projeto onde foram consolidadas as informações necessárias ao fornecedor de software, ficando as informações críticas e referentes à gestão do conhecimento para uso exclusivo e foram adotadas políticas de acesso por senhas liberadas pelo gerente do projeto. Versão do site para Desenvolvedor
  • 30. Agenda Introdução Conceitos do Projeto Desenvolvimento do Projeto Conclusão
  • 31. Resultados Domínio Tecnológico : Atendimento das demandas de Inovação Tecnológica. Capacitação da equipe. Documentação: para registro, consulta, treinamento e melhoria contínua (site). Controle do Processo : Implantação da nova tecnologia com sucesso. Melhoria da qualidade, rendimento, desempenho e disponibilidade. Gerenciamento da Produção : Maior Visibilidade, Simplicidade, Rapidez e Segurança na operação. Informações adequadas à gestão e de fácil acesso. Engenharia : Facilidade de Manutenção e melhoria contínua. Redução em prazos e custos de implantação. Redução de 16% em custos de hardware e software. Treinamento em operação do sistema 30 dias antes da partida. Tempo de posta-em-marcha reduzido: 15 dias.
  • 32. Conclusão O projeto de automação , pela sua necessidade intrínseca de definir processos e produtos, é ideal como ferramenta de gestão do conhecimento tecnológico e para a geração de valor nos projetos. Este trabalho expôs como a aplicação do modelo de ciclo de vida em um projeto com grandes demandas de inovação tecnológica e criação de competências pode contribuir de forma decisiva para o sucesso do projeto. A interação e colaboração dos diferentes setores incrementa o sucesso dos projetos e o conhecimento tecnológico e cria um diferencial competitivo único , impossível de ser comprado ou copiado . Os conhecimentos de Processo, Operação, Gestão, Engenharia e Manutenção, quando perfeitamente compreendidos e traduzidos em requisitos de automação, produzem fábricas de alta eficiência e rendimento .
  • 33. CONTATOS: Francisco Salvador +55 11 2113-1902 [email_address] Ederson Brambilla +55 11 2113-1913 [email_address] José Massaro Tanaka +55 11 5573-0941 [email_address] Obrigado !

Notas do Editor

  1. Muitas aplicações. Vamos ver os exemplos do que eu acredito que seja mais relevante para a SADIA.
  2. Muitas aplicações. Vamos ver os exemplos do que eu acredito que seja mais relevante para a SADIA.
  3. Muitas aplicações. Vamos ver os exemplos do que eu acredito que seja mais relevante para a SADIA.
  4. Muitas aplicações. Vamos ver os exemplos do que eu acredito que seja mais relevante para a SADIA.