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1. INTRODUÇÃO
Em 1909, Carlos Chagas, um médico, então pesquisador assistente do
Instituto Oswaldo Cruz (IOC) fez uma nova descoberta de uma doença humana
descoberta em Lassance, em Minas Gerais, a tripanossomíase americana ou
doença de Chagas. Esta foi a primeira vez na história da medicina que um
mesmo pesquisador identificou o vetor (um inseto denominado "barbeiro"), o
patógeno (protozoário Trypanosoma Cruzi) e as doenças por ele causadas.
(KROPF et al, 2018)
Sabe-se que o Brasil vivenciou grandes agravos na saúde pública devido a
doença de Chagas (DC). Ela pertence a um grupo de enfermidades que
acometem, principalmente, populações mais pobres de países
subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Esta doença é considerada
negligenciada, por receber pouco investimento na pesquisa de novos fármacos
por seu baixo retorno financeiro (PALACE-BERL, 2019). Segundo Dias e
colaboradores (2018), doença de Chagas retrata um grupo de doenças
infecciosas (com fase aguda ou crônica), que é categorizada como enfermidade
negligenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em razão da
distribuição de mais de 140 espécies do inseto- vetor (Triatominae, Hemiptera,
Reduviidae), essa distribuição da doença é limitada ao continente americano
assim também denominada “tripanossomíase americana”.
A doença de Chagas (DC) é também considerada a quarta moléstia de maior
impacto médico-social. A (DC) é uma doença tropical, endêmica em 21 países,
com estimativa de 7-8 milhões de pessoas infectadas, 75-90 Milhões de pessoas
em risco de infecção e 14.000 mortes anuais em todo o mundo, principalmente
na América Latina (PEIXOTO et al, 2018; FILHO et al, 2019).
Diante a realidade desse cenário, Possamai e colaboradores (2020) atestam
que um dos grandes desafios dos governantes desde a década de 80 em relação
à doença de Chagas foi criar o programa de controle vetorial, transfusional e
melhoria das condições habitacionais em todo o Brasil. Assim, cabe a todos os
profissionais de saúde estarem atentos ao desenvolvimento da doença de
chagas, dentro desse cenário os farmacêuticos buscam colaborar para minimizar
os efeitos da DC proporcionando tratamentos adequados aos pacientes
chagásicos.
Deste modo, o foco do trabalho do farmacêutico, especialmente daqueles
que trabalham em atenção farmacêutica, passou a ser o paciente em especial,
todavia com a devida responsabilidade de tratar e curar a patologia. Quando as
ações e responsabilidades são centradas no paciente usuário do medicamento,
isso proporciona benefícios diretos para ele e para o sistema de saúde. (7)
Como corrobora Angonesid e colaboradores (2021), a atividade do
farmacêutico no exercício de sua profissão deve estar voltada para ações de
prevenção em saúde, com o propósito de melhorar a saúde pública, fortalecendo
os serviços farmacêuticos e modificando os hábitos do indivíduo, da família e da
comunidade sobre o medicamento. Neste contexto, Cruz e colaboradores
(2022), das doenças chagásicas, uma das atividades neste sentido é promover
o conhecimento sobre a doença e as principais ações preventivas. Todavia, em
casos de cuidados de pacientes chagásicos é de fundamental importância a
comunicação sobre o uso correto dos medicamentos, induzindo os pacientes à
leitura da bula e, sobretudo, assegurando-lhes o pleno entendimento sobre as
instruções do seu tratamento. (POSSAMAI et al, 2020)
Esse trabalho teve como propósito realizar por meio da pesquisa integrativa,
o levantamento dos trabalhos científicos que apontam as atualizações em
doença de Chagas. Os objetivos específicos foram conceituar doenças de
chagas e analisar a epidemiologia da doença de chagas na atualidade em
relação ao perfil do paciente idoso. Conceituar medicamentos ao termo
medicamentos off label “uso do medicamento fora da indicação da bula ou
protocolo”, com ênfase ao papel profissional do farmacêutico diante do
tratamento em pacientes idosos chagásicos.
Neste contexto justifica-se a importância do tema em pauta. Assim, a
importância do profissional de saúde, principalmente o farmacêutico, em relação
ao cuidado, promovendo a saúde e prevenindo as doenças, são aspectos
relevantes na saúde do Brasil.
2. REFERÊNCIAS
KROPF, S. P; AZEVEDO, N.; FERREIRA, L. O. Doença de Chagas: a construção de um
fato científico e de um problema de saúde pública no Brasil. Ciência & saúde coletiva,
v. 5, p. 347-365, 2018.
PALACE-BERL, F. Planejamento, síntese e avaliação da atividade anti-T cruzi de
derivados furdurilidênicos com estruturas azometínica e oxadiazolínica.
Dissertação [mestrado]. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade
de São Paulo, 2019.
DIAS, JCP; RAMOS JR. NA; GONTIJO, ED; LUQUETTI , A. Consenso Brasileiro em Doença
de Chagas. Rev. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 25 (núm. esp.): p. 7-86, 2018
POSSAMAI, FP; DACOREGGIO, MS. A habilidade de comunicação com o paciente no
processo de atenção farmacêutica. Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 3, p. 473-
490, 2020.
PEIXOTO, GL. Pacinchagas: estratificação de risco em chagásicos portadores de marca-
passo definitivo. Tese[Doutorado]. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Programa de Cardiologia. USP/FM/DBD-390, 2018.
FILHO JDS; COSTA AC; FREITAS EC; VIANA CEM, et al. Perfil hematológico e bioquímico
de pacientes com doença de Chagas atendidos por um serviço de atenção farmacêutica
no estado do Ceará. Rev. J. Health Biol Sci., v. 5, p.130-136, 2019.
ANGONESID, RENNÓ MUP. Dispensação farmacêutica: proposta de um modelo para a
prática. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, p.3883-3891, 2021.
CRUZ, CAB; SILVA, ALS; ALENCAR, EMD; SANTOS, NJB et al. Tecnologias que empregam
fármacos antiparasitários para tratamento da doença Chagas. Rev Eletron Comun Inf
Inov Saúde, v. 10, p.1-9, 2022.

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  • 1. 1. INTRODUÇÃO Em 1909, Carlos Chagas, um médico, então pesquisador assistente do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) fez uma nova descoberta de uma doença humana descoberta em Lassance, em Minas Gerais, a tripanossomíase americana ou doença de Chagas. Esta foi a primeira vez na história da medicina que um mesmo pesquisador identificou o vetor (um inseto denominado "barbeiro"), o patógeno (protozoário Trypanosoma Cruzi) e as doenças por ele causadas. (KROPF et al, 2018) Sabe-se que o Brasil vivenciou grandes agravos na saúde pública devido a doença de Chagas (DC). Ela pertence a um grupo de enfermidades que acometem, principalmente, populações mais pobres de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Esta doença é considerada negligenciada, por receber pouco investimento na pesquisa de novos fármacos por seu baixo retorno financeiro (PALACE-BERL, 2019). Segundo Dias e colaboradores (2018), doença de Chagas retrata um grupo de doenças infecciosas (com fase aguda ou crônica), que é categorizada como enfermidade negligenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em razão da distribuição de mais de 140 espécies do inseto- vetor (Triatominae, Hemiptera, Reduviidae), essa distribuição da doença é limitada ao continente americano assim também denominada “tripanossomíase americana”. A doença de Chagas (DC) é também considerada a quarta moléstia de maior impacto médico-social. A (DC) é uma doença tropical, endêmica em 21 países, com estimativa de 7-8 milhões de pessoas infectadas, 75-90 Milhões de pessoas em risco de infecção e 14.000 mortes anuais em todo o mundo, principalmente na América Latina (PEIXOTO et al, 2018; FILHO et al, 2019). Diante a realidade desse cenário, Possamai e colaboradores (2020) atestam que um dos grandes desafios dos governantes desde a década de 80 em relação à doença de Chagas foi criar o programa de controle vetorial, transfusional e melhoria das condições habitacionais em todo o Brasil. Assim, cabe a todos os profissionais de saúde estarem atentos ao desenvolvimento da doença de chagas, dentro desse cenário os farmacêuticos buscam colaborar para minimizar os efeitos da DC proporcionando tratamentos adequados aos pacientes chagásicos.
  • 2. Deste modo, o foco do trabalho do farmacêutico, especialmente daqueles que trabalham em atenção farmacêutica, passou a ser o paciente em especial, todavia com a devida responsabilidade de tratar e curar a patologia. Quando as ações e responsabilidades são centradas no paciente usuário do medicamento, isso proporciona benefícios diretos para ele e para o sistema de saúde. (7) Como corrobora Angonesid e colaboradores (2021), a atividade do farmacêutico no exercício de sua profissão deve estar voltada para ações de prevenção em saúde, com o propósito de melhorar a saúde pública, fortalecendo os serviços farmacêuticos e modificando os hábitos do indivíduo, da família e da comunidade sobre o medicamento. Neste contexto, Cruz e colaboradores (2022), das doenças chagásicas, uma das atividades neste sentido é promover o conhecimento sobre a doença e as principais ações preventivas. Todavia, em casos de cuidados de pacientes chagásicos é de fundamental importância a comunicação sobre o uso correto dos medicamentos, induzindo os pacientes à leitura da bula e, sobretudo, assegurando-lhes o pleno entendimento sobre as instruções do seu tratamento. (POSSAMAI et al, 2020) Esse trabalho teve como propósito realizar por meio da pesquisa integrativa, o levantamento dos trabalhos científicos que apontam as atualizações em doença de Chagas. Os objetivos específicos foram conceituar doenças de chagas e analisar a epidemiologia da doença de chagas na atualidade em relação ao perfil do paciente idoso. Conceituar medicamentos ao termo medicamentos off label “uso do medicamento fora da indicação da bula ou protocolo”, com ênfase ao papel profissional do farmacêutico diante do tratamento em pacientes idosos chagásicos. Neste contexto justifica-se a importância do tema em pauta. Assim, a importância do profissional de saúde, principalmente o farmacêutico, em relação ao cuidado, promovendo a saúde e prevenindo as doenças, são aspectos relevantes na saúde do Brasil. 2. REFERÊNCIAS KROPF, S. P; AZEVEDO, N.; FERREIRA, L. O. Doença de Chagas: a construção de um fato científico e de um problema de saúde pública no Brasil. Ciência & saúde coletiva, v. 5, p. 347-365, 2018.
  • 3. PALACE-BERL, F. Planejamento, síntese e avaliação da atividade anti-T cruzi de derivados furdurilidênicos com estruturas azometínica e oxadiazolínica. Dissertação [mestrado]. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, 2019. DIAS, JCP; RAMOS JR. NA; GONTIJO, ED; LUQUETTI , A. Consenso Brasileiro em Doença de Chagas. Rev. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 25 (núm. esp.): p. 7-86, 2018 POSSAMAI, FP; DACOREGGIO, MS. A habilidade de comunicação com o paciente no processo de atenção farmacêutica. Trab. educ. saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 3, p. 473- 490, 2020. PEIXOTO, GL. Pacinchagas: estratificação de risco em chagásicos portadores de marca- passo definitivo. Tese[Doutorado]. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Programa de Cardiologia. USP/FM/DBD-390, 2018. FILHO JDS; COSTA AC; FREITAS EC; VIANA CEM, et al. Perfil hematológico e bioquímico de pacientes com doença de Chagas atendidos por um serviço de atenção farmacêutica no estado do Ceará. Rev. J. Health Biol Sci., v. 5, p.130-136, 2019. ANGONESID, RENNÓ MUP. Dispensação farmacêutica: proposta de um modelo para a prática. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, p.3883-3891, 2021. CRUZ, CAB; SILVA, ALS; ALENCAR, EMD; SANTOS, NJB et al. Tecnologias que empregam fármacos antiparasitários para tratamento da doença Chagas. Rev Eletron Comun Inf Inov Saúde, v. 10, p.1-9, 2022.