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INTRODUÇÃO A PALEONTOLOGIA
PALEONTOLOGIA
PALEONTOLOGIA
GEOLOGIA
PALEOECOLOGIA PALEOCLIMATOLOGIA
PALEOBOTÂNICA PALEOZOOLOGIA
ESTRATIGRAFIA
PALEONTOLOGIA (gr.paleos=antigo + logos=estudo)
É a ciência que estuda os restos de seres que viviam na Terra
e que tenham mais de 10.000* anos de mortos (fósseis).
•10.000 anos é o tempo mínimo considerado pelos paleontólogos
para a mineralização completa da matéria orgânica.
Para que possamos entender melhor esta ciência, é necessário
que tenhamos conhecimento de alguns conceitos básicos, senão
vejamos:
1. ICONOFÓSSEIS: São resquícios deixados por um fóssil.
1.1. Pistas: são marcas de seres rastejantes.
1.2. Pegadas: são marcas de seres que caminham.
1.3. Perfurações: são orifícios deixados por seres na rocha.
1.4. Coprólitos: são fezes de animais fossilizadas.
1.5. Fósseis químicos: são substâncias químicas originárias
de seres vivos, encontradas nas rochas.
• 2. TAFONOMIA: é o estudo das condições de sepultamento
e fossilização do ser.
• 3. TANATOCENOSE: é o local onde estão concentrados vários
fósseis. É um sítio paleontológico.
• 4. MOLDES: é a impressão deixada pelo fóssil na rocha.
4.1. Molde externo: é reprodução, em negativo, do
exterior do fóssil.
4.2. Molde interno: é a reprodução, em negativo, da parte
interna do material fóssil.
4.3. Contramolde: é o molde tirado através de um molde
interno ou externo. Às vezes o fóssil já se desintegrou e
só restou um dos moldes. Então, com o acúmulo de mais
sedimentos, forma-se um molde do molde pré-existente.
•
Molde externo fóssil
Molde interno
pegadas
FÓSSEIS E EVOLUÇÃO
CRIACIONISMO: Por essa hipótese, a Terra teria sido criada por
Deus, bem como todos ao animais e vegetais que nela
habitavam, segundo a Bíblia. Como Deus fez tudo à sua
imagem e perfeição, nada seria mudado pois, como obra
divina, seria perfeita (FIXISMO).
Todos os que estudavam fósseis acreditavam que, os restos por
eles encontrados eram de animais que já existiram (como já
defendiam Steno, Ray e outros).
No entanto, o conde de Buffon (1745) formulou a hipótese de
que a Terra teria sido formada quando o sol colidiu com
outros corpos celestes. Os pedaços resultantes dessa colisão
teriam formado o nosso e os demais planetas. Afirmou,
ainda, que a Terra teria levado 75.000 anos para se esfriar e
que há cerca de 40,000 anos teria condições de se instalar a
vida no planeta. Isto, como vemos, contraria o Criacionismo,
o que causou profundas discussões e controvérsias.
TRANSFORMISMO: Charles Bonnet, vinte anos após Buffon,
formulou uma hipótese de nominada CATATROSFISMO, que
defendia a ideia pela qual a Terra seria muito antiga e, de
tempos em tempos, aconteceriam catástrofes como
terremotos, inundações, vendavais, etc., que destruiriam
toda a vida na planeta e que esta seria reconstituída, algum
tempo depois, de forma diferente da que existiu. Esse e
outros cientistas foram designados Transformistas, porque
defendiam a hipótese que a vida se transformara através
dos tempos.
EVOLUCIONISMO: As primeiras ideias evolucionistas surgiram
a partir de 1790, através do naturalista francês Georges
Cuvier (1769-1862) que, através de seus estudos, mostrou
que diferentes animais possuíam caracteres que os
aproximavam. Cuvier é considerado o pai da Paleontologia
de Vertebrados.
Cuvier
A partir do final do século XVIII, outro naturalista francês Jean
Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck (1744-1829),
considerou que o evolucionismo era a principal causa da
transformação das espécies. Lamarck, como é mais conhecido, é
considerado o pai da Paleontologia de Invertebrados.
Os estudos evolucionistas desse naturalista, baseava-se em
duas leis criadas por ele:
1. Lei do uso e desuso: “Se um indivíduo usar muito um órgão a
tendência desse é se desenvolver bastante, entretanto, se usá-lo
pouco ou não usá-lo, a tendência é atrofiá-lo até o seu
desaparecimento”.
2. Lei da transmissão dos caracteres adquiridos: Quaisquer
transformações ocorrida num indivíduo, tende a se disseminar
pelos seus descendentes”.
Lamarck
Embora essas duas leis sejam a base do Lamarckismo, são
bastante discutíveis. A segunda lei, por exemplo, foi desmentida
por Weismann (1792-1876), que cruzou vários casais de ratos
nos quais cortou a cauda e sempre nasceram descendentes com
cauda.
A teoria Lamarckista se baseava no princípio de que o meio
ambiente modifica o indivíduo.
A partir de 1831, um naturalista inglês Charles Darwin (1809 -
1882), viajou durante 5 nos ao redor do mundo e, após estudar
espécies de muitos lugares, chegou à conclusão que todos os
seres vivos tinham mudado lentamente até os dias de hoje. Em
1859 publicou o livro A Origem das Espécies, o que propiciou o
aparecimento de nova teoria – Darwinismo.
Charles Darwin Capa do livro origem das espécies O Beagle
A hipótese de Darwin baseava-se no princípio da seleção
que a natureza fazia sobre os mais aptos, ou seja, quem era
mais adaptado ao ambiente, sobreviveria ou em, caso
oposto, pereceria. A isto chamou de Seleção Natural.
Para Darwin, o meio não modifica o indivíduo, apena
seleciona os melhores para sobreviver.
Entretanto, nenhum desses notáveis cientistas conhecia os
fundamentos de Genética, Biologia Molecular e Bioquímica. A
partir de 1930, o biólogo inglês Thomas H. Morgan (1866-
1945) e outros alicerçaram os princípios da moderna teoria
da evolução – o Neodarwinismo - que associava a seleção
natural + recombinação gênica + genética de populações +
mutações, como responsáveis pelas transformações.
Morgan
Cromossomos X e Y
Drosophila melanogaster
EVOLUÇÃO GRADUAL X SALTAÇÃO
• Chamamos de evolução gradual, quando podemos
acompanhar a evolução de um ser através de uma
sucessão de fósseis em sequência.
• Chamamos de saltação, quando essa sequência apresenta
uma ou mais falhas, isto é, parece que estão faltando
alguns fósseis que, podem nunca terem sido encontrados.
Essas falhas são denominadas elos perdidos.
• Podemos, ainda, observar três níveis de evolução:
• MICROEVOLUÇÃO: Quando, na evolução de um indivíduo,
existem muito poucas diferenças entre os fósseis. Por
exemplo o Braquiópodo Lingula que mantém a forma
quase que intacta há centenas de milhões de anos.
• MACROEVOLUÇÃO: Quando um grupo, durante a sua
evolução apresenta modificações notáveis porém sem
perder a sua identidade genética. Por exemplo, temos e
evolução dos mamíferos que tomaram diversas formas
através dos tempos sem deixarem de ser mamíferos
EVOLUÇÃO GRADUAL X SALTAÇAO
• MEGALOEVOLUÇÃO: Quando na evolução de um ser, as
transformações são tão grandes que aquele grupo perde a
sua identidade genética e vai formar um outro grupo. Por
exemplo a evolução dos répteis que formaram os mamíferos
e as aves.
Lingula Multituberculado
Dicinodonte Dilong
IRRADIAÇÃO OU DIVERGÊNCIA ADAPTATIVA
MAMÍFERO PRIMITIVO
( terrestre)
mar
rio
montanha
árvore
subsolo
solo
ar
IRRADIAÇÃO OU DIVERGÊNCIA ADAPTATIVA
ÓRGÃOS HOMÓLOGOS E ANÁLOGOS
Órgãos homólogos
Órgãos análogos
CONVERGÊNCIA ADAPTATIVA
TEORIAS SOBRE A FORMAÇÃO DOS CONTINENTES
Durante muito tempo a humanidade procurou explicar a origem
dos continentes.Muitas hipóteses foram levantadas sem nunca
explicar, convincentemente, esta origem. Eis as principais:
1. PLUTONISMO: os continentes teriam sido formados
devido ao derrame constante e intenso de lavas.
2. NETUNISMO: os continentes se formaram a partir da
deposição da areia dos oceanos.
3. PRECURSOR ROCHOSO: René Descartes (sec. XVII)
achava que havia uma grande rocha que cobria toda a terra.
Esta afundava em alguns pontos dando origem ao
afloramento do mar.
4. TEORIA DE WEGENER (1912): As massas continentais
seriam capazes de realizar um movimento horizontal
deslizante resultante de forças decorrentes da rotação da
Terra e da fuga dos polos. Esta teoria era baseada no
princípio da isostasia (Airy, sec. XVIII) segundo a qual existe
na natureza uma compensação de volume: o afundamento
de uma região obriga a elevação de outra.
TEORIA DE WEGENER
Segundo Wegener, haveria uma
grande massa de terra que formaria
um super continente – a Pangéia (gr.
Pan=geral+geia=terra). Baseado na teoria
deste geólogo, com o tempo esta
massa de terra separou em dois
grandes continentes: a Laurásia, que
era formada pela Eurásia e a América
do Norte; e Gondwana, que constava
de América do Sul, África, Oceania,
Antártida e Índia.
COLUNA CRONOGEOLÓGICA
ERA PERÍODO SISTEMA
CENOZÓICA
QUATERNÁRIO
HOLOCENO
PLEISTOCENO
TERCIÁRIO
PLIOCENO
MIOCENO
OLIGOCENO
EOCENO
PALEOCENO
MESOZÓICA
CRETÁCEO
JURÁSSICO
TRIÁSSICO
PALEOZÓICA
PERMIANO
CARBONÍFERO
DEVONIANO
SILURIANO
ORDOVICIANO
CAMBRIANO
CRIPTOZÓICA PRÉ-CAMBRIANO
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
Baseia-se no fato de que elementos radioativos fazem parte
da composição das rochas e têm os seus núcleos instáveis. Os
Núcleos emitem energia espontaneamente sob a forma de
partículas ou de radiações. Assim, em intervalos regulares um
elemento radioativo pode-se transformar em outro não igual.
Por exemplo: O Urânio 238 pode-se transformar em Chumbo
207, assim: 1g de U238,
fornece, anualmente, 1/7.600.000.000
de gramas de Pb207 .
A quantidade de Pb produzida em t anos,
será: t= Pb/U x 7,6.109
.
Outras séries: K40
para Ar40
; C14
para N14
.
Qualquer tipo de datação radiométrica é imprecisa, pois pode
ser influenciada por agentes externos.
ERA CRIPTOZÓICA - PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
É o nome que se dá ao conjunto de eons anteriores a grande
Divisão denominada Fanerozóico (gr. phaneros=evidente+zoom=vida):
o Proterozóico, o Arquenano, o Hadeano. Embora em
desuso,
essa Era já foi denominada Azóica (gr.a=não+ zoom =vida) ou ainda
Criptozóico (gr. kripto=oculto+zoom=vida).
Esta Era está compreendida entre o aparecimento da Terra,
há
cerca de, aproximadamente, 4,5 bilhões de anos, até surgirem
uma larga quantidade de fósseis, que marca o início do período
Cambriano, da Era Paleozóica, do Eon Fanerozóico, há
cerca
de 540 milhões de anos. Apesar de saber-se pouco sobre ela
foi durante essa Era que surgiram os seguintes eventos:
1. Início do movimento das placas tectônicas.
2. Início da vida na Terra.
3. Aparecimento das primeiras células eucarióticas.
PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
CLIMA: Como a Terra estava em formação, o clima deve ter
variado de intenso calor (como comprovam os depósitos de Ca
encontrados no período) até glaciações (como comprovam os
Depósitos glaciais no Hemisfério Sul).
VIDA: Apesar de muito poucas, as formas de vida encontradas
no Pré-Cambriano se restringe a depósitos calcários, originados
de algas – os estromatólitos, datados de cerca de 2.7 bilhões
de anos. No entanto, ainda encontramos, possivelmente, restos
de medusas, crustáceos, anelídeos, todos muito primitivos.
pólipoPaisagem Porífero
PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
Estromatólitos Porífero
PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
Paisagem do início do Pré-Cambriano
PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO
HIPÓTESES SOBRE A AUSÊNCIA DE FÓSSEIS NO PRÉ-CAMBRIANO
1. Os fósseis teriam sido destruídos pelo metamorfismo nas rochas.
(Na verdade não explica a sua ausência em rochas pouco transformadas).
2. A ausência de fósseis seria explicada pela ausência de esqueleto
mineralizado por causa da baixa salinidade dos mares.
(Os depósitos de calcário do Pré-Cambriano indicam que, muitas vezes a
água atingiu o seu ponto de saturação).
3. As rochas pré-cambrianas se originaram em áreas continentais
enquanto que a vida proliferava apenas nos mares.
(As enormes espessuras dessas rochas e a sua larga distribuição
Geográfica, sugerem que se originaram em ambiente marinho).
4. Os organismos pré-cambrianos não elaboravam esqueletos pois
não haviam, ainda, atingido o estado de evolução necessária.
(É a teoria mais aceita pelos paleontólogos atuais).
ERA PALEOZÓICA (gr. paleos=antigo+zoom=vida)
PERÍODO CAMBRIANO
É o período mais antigo da Era Paleozóica. Sua duração foi de,
Aproximadamente, 70.000.000 de anos. O seu nome deriva
da palavra Cambria, denominação que os romanos davam ao
País de Gales. A fauna cambriana foi descoberta em 1839 por
Murchinson. Fossil-guia: Trilobitas.
Clima: A escassez de calcário no Cambriano inferior, sugere
que o clima não foi quente. Já no Cambriano médio já ocorrem
Arqueociatídeos (animais com carapaça calcária), o que pode
significar mares águas quentes. Na terra, do meio para o final
do período, ocorrem evaporitos em alguns lugares, o que nos
leva a crer num clima árido.
PERÍODO CAMBRIANO
Parede
externa
tabique
Parede
interna
átrio
radicelaporo
Meso-hilo
PERÍODO CAMBRIANO
Formas de vidas: Após a escassez de vida no Pré-Cambriano,
houve uma verdadeira “explosão” de formas no Cambriano. Não
existe alguma explicação convincente para esse fenômeno mas,
provavelmente a amenidade do clima concorreu para isso.
Além dos Trilobitas, foram abundantes os seguintes indivíduos:
Braquiópodos, Arqueociatídeos, corais em geral, Poríferos,
Celenterados (medusas), Graptozoários, Poliquetas, Gastrópodos,
Equinodermas e talvez alguns Crustáceos. No final do período
houve a extinção dos Arqueociatídeos.
Vermes
Crustáceos
PERÍODO CAMBRIANO
Hallucigênia – Onicóforo (?)
Anomalocaris
VIDA NO CAMBRIANO
PERÍODO ORDOVICIANO
O geólogo inglês C. Lapworth (1879), propôs essa denominação
para designar a parte inferior do antigo sistema Siluriano dando
o nome de Ordoviciano, tirada do latim Ordovices, que era o
nome dado pelos romanos a um antigo povo do norte de Gales.
A duração desse período foi de 70.000.000 de anos. Fóssil-guia:
Graptozoários (animais coloniais).
Clima:A parte inferior do sistema é, predominantemente, arenosa
o que nos sugere um clima quente; na parte superior aumenta a
taxa de CaCO3 , seja sob a forma de calcário fino ou oolítico ou de
calcário organógeno, o que indica, também, clima quente.Nota-se
ainda, a presença de folhelhos negros, que indica desoxigenação.
graptozoários
PERÍODO ORDOVICIANO
Formas de vida: Nesse período ocorre o aparecimento de peixes
que era denominados Ostracodermas que, provavelmente eram
Cartilaginosos e habitavam águas doce. Os Graptozoários eram
abundantes, assim como Crinóides, corais, Briozoários e
Bivalves. Trilobitas e Cefalópodos foram bem representados.
PERÍODO ORDOVICIANO
PERÍODO ORDOVICIANO
PERÍODO ORDOVICIANO
PERÍODO SILURIANO
A denominação desse período deve-se a Silúria, uma região
do
País de Gales onde Murchinson (1838) desenvolveu sua
pesqui-
sas. Pode ser denominado, também de Gothlandiano (al. Goth =
Deus + landes=terra) dada por Lapworth (1879). Os estudos desse
período baseiam-se, apenas na parte superior do sistema. Esse
período teve uma duração de 30.000.000 de anos. Fóssil-guia:
Braquiópodos.
Clima: O clima desse período deve ter sido, em geral, quente,
passando a árido no final do período. A presença de calcários
e a grande proliferação de corais, atestam isso, inclusive na
região Ártica.
Braquiópodos
fósseis
PERÍODO SILURIANO
Formas de Vida: Os Graptozoários e Trilobitas ainda eram em
Grande número, embora já em declínio. Os Braquiópodos eram
Os animais predominantes nos mares. No fim do período os
Euripterídios (Merostomado) tornou-se comum. Aparecimento
Dos peixes Placodermas (já mandibulados) na água doce. Na
Terra, surgiram as plantas vasculares e os escorpiões.
Corais silurianos Pteridófitas fósseis
PERÍODO SILURIANO
EuripterídioPeixes Placodermas
PERÍODO SILURIANO
PERÍODO SILURIANO
Paisagem
Planta vascular
PERÍODO DEVONIANO
A designação desse período deve ao condado de Devonshire, na
Inglaterra e foi feita por Murchinson e Sedgwick (1839). Esse
período teve a duração de 60.000.000 de anos. O fóssil-
guia:
Corais em geral.
Clima: No início do período o clima era mais frio e foi aquecen-
do progressivamente. No meio do período houve muitos depó-
sitos coralígenos. Houve também depósitos de evaporitos como
halita e anidrita.
Coral Amonita Lepidodendron
PERÍODO DEVONIANO
Formas de Vida: Os corais foram os mais abundantes, como os
Briozoários, Crinóides, Moluscos e Equinodermas. Os Amonitas
apareceram e os Euripterídios passaram a viver na terra. A flora
terrestre ganhou importância com o desenvolvimento das
Pteridófitas e aparecimento das Gimnospermas. Nas
águas
doces e mares surgiram os Condrictes e os Osteíctes. No fim do
Período apareceram os Anfíbios. Os Insetos se desenvolveram.
Pré-Gimnosperma
PERÍODO DEVONIANO
Artrodiro
Ichitiostega
PERÍODO DEVONIANO
PERÍODO DEVONIANO
PERÍODO CARBONÍFERO
A designação deve-se as extensas camadas de carvão formadas
no período e foi introduzida em 1822 por Conybeare e Phillips.
Sua duração foi de 60.000.000 de anos. Fóssil-guia:Foramníferos
(Protozoários com carapaça).
Clima: No Hemisfério Norte deve ter predominado o clima quente
e úmido, favorável ao desenvolvimento da vegetação formadora
do carvão. No Hemisfério Sul ocorreram glaciações de grandes
proporções, principalmente no continente Gondwana.
PERÍODO CARBONÍFERO
PERÍODO CARBONÍFERO
PERÍODO CARBONÍFERO
PERÍODO CARBONÍFERO
Formas de Vida: Trilobitas e corais entraram em declínio, outros
como Foramnífros, Braquiópodos, Equinodermas e Briozoários
tornaram-se abundantes. Os peixes Condrictes tornaram-se os
vertebrados mais abundantes. No reino vegetal, Pteridospermas
foram bem representadas (Glossopteris). Os Insetos ganharam
mais importância. No fim do período apareceram os répteis.
Réptil do Carbonífero
PERÍODO CARBONÍFERO
Glossopteris
Foraminífero
PERÍODO PERMIANO
A designação desse período vem da província de Perma (Rússia),
estudada por Murchinson em 1841. A duração desse período
Foi de 50.000.000 de anos. Fóssil-guia: Répteis em geral.
Clima: Foi um período de grandes contrastes climático. No norte
Foi árido ou semi-árido, permitindo a formação de evaporitos. Já
No sul houve extensas glaciações. Grandes depósitos glaciais da
Austrália, comprovam esta afirmação. No final desse período os
Continentes Laurásia e Gondwana começaram a separação.
Répteis permianos
PERÍODO PERMIANO
Formas de vida: No Hemisfério Norte a evolução do clima para
árido ou semi- árido representou grandes extinções de florestas
carboníferas, o que alterou, profundamente, a fauna regional.
No Hemisfério Sul predominou a flora de Glossopteris. Na Fauna
os répteis proliferaram e ocuparam, também o meio aquático;
surgiram os Terapsídios (com dentes diferenciados) que, mais
tarde, originaram os Mamíferos. Os Braquiópodos de espinhos
foram bem representados. No final do período extinguiram-se
os Trilobitas, Graptozoários,escorpiões marinhos entre outros.
Calcula-se que cerca de 95% da fauna se extinguiu.
Peixe Permiano
PERÍODO PERMIANO
TrilobitaPaisagem marinha
Réptil terapsídios Pteridosperma
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Introdução a paleontologia

  • 3. PALEONTOLOGIA (gr.paleos=antigo + logos=estudo) É a ciência que estuda os restos de seres que viviam na Terra e que tenham mais de 10.000* anos de mortos (fósseis). •10.000 anos é o tempo mínimo considerado pelos paleontólogos para a mineralização completa da matéria orgânica. Para que possamos entender melhor esta ciência, é necessário que tenhamos conhecimento de alguns conceitos básicos, senão vejamos: 1. ICONOFÓSSEIS: São resquícios deixados por um fóssil. 1.1. Pistas: são marcas de seres rastejantes. 1.2. Pegadas: são marcas de seres que caminham. 1.3. Perfurações: são orifícios deixados por seres na rocha. 1.4. Coprólitos: são fezes de animais fossilizadas. 1.5. Fósseis químicos: são substâncias químicas originárias de seres vivos, encontradas nas rochas.
  • 4. • 2. TAFONOMIA: é o estudo das condições de sepultamento e fossilização do ser. • 3. TANATOCENOSE: é o local onde estão concentrados vários fósseis. É um sítio paleontológico. • 4. MOLDES: é a impressão deixada pelo fóssil na rocha. 4.1. Molde externo: é reprodução, em negativo, do exterior do fóssil. 4.2. Molde interno: é a reprodução, em negativo, da parte interna do material fóssil. 4.3. Contramolde: é o molde tirado através de um molde interno ou externo. Às vezes o fóssil já se desintegrou e só restou um dos moldes. Então, com o acúmulo de mais sedimentos, forma-se um molde do molde pré-existente.
  • 6. FÓSSEIS E EVOLUÇÃO CRIACIONISMO: Por essa hipótese, a Terra teria sido criada por Deus, bem como todos ao animais e vegetais que nela habitavam, segundo a Bíblia. Como Deus fez tudo à sua imagem e perfeição, nada seria mudado pois, como obra divina, seria perfeita (FIXISMO). Todos os que estudavam fósseis acreditavam que, os restos por eles encontrados eram de animais que já existiram (como já defendiam Steno, Ray e outros). No entanto, o conde de Buffon (1745) formulou a hipótese de que a Terra teria sido formada quando o sol colidiu com outros corpos celestes. Os pedaços resultantes dessa colisão teriam formado o nosso e os demais planetas. Afirmou, ainda, que a Terra teria levado 75.000 anos para se esfriar e que há cerca de 40,000 anos teria condições de se instalar a vida no planeta. Isto, como vemos, contraria o Criacionismo, o que causou profundas discussões e controvérsias.
  • 7. TRANSFORMISMO: Charles Bonnet, vinte anos após Buffon, formulou uma hipótese de nominada CATATROSFISMO, que defendia a ideia pela qual a Terra seria muito antiga e, de tempos em tempos, aconteceriam catástrofes como terremotos, inundações, vendavais, etc., que destruiriam toda a vida na planeta e que esta seria reconstituída, algum tempo depois, de forma diferente da que existiu. Esse e outros cientistas foram designados Transformistas, porque defendiam a hipótese que a vida se transformara através dos tempos. EVOLUCIONISMO: As primeiras ideias evolucionistas surgiram a partir de 1790, através do naturalista francês Georges Cuvier (1769-1862) que, através de seus estudos, mostrou que diferentes animais possuíam caracteres que os aproximavam. Cuvier é considerado o pai da Paleontologia de Vertebrados. Cuvier
  • 8. A partir do final do século XVIII, outro naturalista francês Jean Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck (1744-1829), considerou que o evolucionismo era a principal causa da transformação das espécies. Lamarck, como é mais conhecido, é considerado o pai da Paleontologia de Invertebrados. Os estudos evolucionistas desse naturalista, baseava-se em duas leis criadas por ele: 1. Lei do uso e desuso: “Se um indivíduo usar muito um órgão a tendência desse é se desenvolver bastante, entretanto, se usá-lo pouco ou não usá-lo, a tendência é atrofiá-lo até o seu desaparecimento”. 2. Lei da transmissão dos caracteres adquiridos: Quaisquer transformações ocorrida num indivíduo, tende a se disseminar pelos seus descendentes”. Lamarck
  • 9. Embora essas duas leis sejam a base do Lamarckismo, são bastante discutíveis. A segunda lei, por exemplo, foi desmentida por Weismann (1792-1876), que cruzou vários casais de ratos nos quais cortou a cauda e sempre nasceram descendentes com cauda. A teoria Lamarckista se baseava no princípio de que o meio ambiente modifica o indivíduo. A partir de 1831, um naturalista inglês Charles Darwin (1809 - 1882), viajou durante 5 nos ao redor do mundo e, após estudar espécies de muitos lugares, chegou à conclusão que todos os seres vivos tinham mudado lentamente até os dias de hoje. Em 1859 publicou o livro A Origem das Espécies, o que propiciou o aparecimento de nova teoria – Darwinismo. Charles Darwin Capa do livro origem das espécies O Beagle
  • 10. A hipótese de Darwin baseava-se no princípio da seleção que a natureza fazia sobre os mais aptos, ou seja, quem era mais adaptado ao ambiente, sobreviveria ou em, caso oposto, pereceria. A isto chamou de Seleção Natural. Para Darwin, o meio não modifica o indivíduo, apena seleciona os melhores para sobreviver. Entretanto, nenhum desses notáveis cientistas conhecia os fundamentos de Genética, Biologia Molecular e Bioquímica. A partir de 1930, o biólogo inglês Thomas H. Morgan (1866- 1945) e outros alicerçaram os princípios da moderna teoria da evolução – o Neodarwinismo - que associava a seleção natural + recombinação gênica + genética de populações + mutações, como responsáveis pelas transformações. Morgan Cromossomos X e Y Drosophila melanogaster
  • 11. EVOLUÇÃO GRADUAL X SALTAÇÃO • Chamamos de evolução gradual, quando podemos acompanhar a evolução de um ser através de uma sucessão de fósseis em sequência. • Chamamos de saltação, quando essa sequência apresenta uma ou mais falhas, isto é, parece que estão faltando alguns fósseis que, podem nunca terem sido encontrados. Essas falhas são denominadas elos perdidos. • Podemos, ainda, observar três níveis de evolução: • MICROEVOLUÇÃO: Quando, na evolução de um indivíduo, existem muito poucas diferenças entre os fósseis. Por exemplo o Braquiópodo Lingula que mantém a forma quase que intacta há centenas de milhões de anos. • MACROEVOLUÇÃO: Quando um grupo, durante a sua evolução apresenta modificações notáveis porém sem perder a sua identidade genética. Por exemplo, temos e evolução dos mamíferos que tomaram diversas formas através dos tempos sem deixarem de ser mamíferos
  • 12. EVOLUÇÃO GRADUAL X SALTAÇAO • MEGALOEVOLUÇÃO: Quando na evolução de um ser, as transformações são tão grandes que aquele grupo perde a sua identidade genética e vai formar um outro grupo. Por exemplo a evolução dos répteis que formaram os mamíferos e as aves. Lingula Multituberculado Dicinodonte Dilong
  • 13. IRRADIAÇÃO OU DIVERGÊNCIA ADAPTATIVA MAMÍFERO PRIMITIVO ( terrestre) mar rio montanha árvore subsolo solo ar
  • 15. ÓRGÃOS HOMÓLOGOS E ANÁLOGOS Órgãos homólogos Órgãos análogos
  • 17. TEORIAS SOBRE A FORMAÇÃO DOS CONTINENTES Durante muito tempo a humanidade procurou explicar a origem dos continentes.Muitas hipóteses foram levantadas sem nunca explicar, convincentemente, esta origem. Eis as principais: 1. PLUTONISMO: os continentes teriam sido formados devido ao derrame constante e intenso de lavas. 2. NETUNISMO: os continentes se formaram a partir da deposição da areia dos oceanos. 3. PRECURSOR ROCHOSO: René Descartes (sec. XVII) achava que havia uma grande rocha que cobria toda a terra. Esta afundava em alguns pontos dando origem ao afloramento do mar. 4. TEORIA DE WEGENER (1912): As massas continentais seriam capazes de realizar um movimento horizontal deslizante resultante de forças decorrentes da rotação da Terra e da fuga dos polos. Esta teoria era baseada no princípio da isostasia (Airy, sec. XVIII) segundo a qual existe na natureza uma compensação de volume: o afundamento de uma região obriga a elevação de outra.
  • 18. TEORIA DE WEGENER Segundo Wegener, haveria uma grande massa de terra que formaria um super continente – a Pangéia (gr. Pan=geral+geia=terra). Baseado na teoria deste geólogo, com o tempo esta massa de terra separou em dois grandes continentes: a Laurásia, que era formada pela Eurásia e a América do Norte; e Gondwana, que constava de América do Sul, África, Oceania, Antártida e Índia.
  • 19. COLUNA CRONOGEOLÓGICA ERA PERÍODO SISTEMA CENOZÓICA QUATERNÁRIO HOLOCENO PLEISTOCENO TERCIÁRIO PLIOCENO MIOCENO OLIGOCENO EOCENO PALEOCENO MESOZÓICA CRETÁCEO JURÁSSICO TRIÁSSICO PALEOZÓICA PERMIANO CARBONÍFERO DEVONIANO SILURIANO ORDOVICIANO CAMBRIANO CRIPTOZÓICA PRÉ-CAMBRIANO
  • 20. DATAÇÃO RADIOMÉTRICA Baseia-se no fato de que elementos radioativos fazem parte da composição das rochas e têm os seus núcleos instáveis. Os Núcleos emitem energia espontaneamente sob a forma de partículas ou de radiações. Assim, em intervalos regulares um elemento radioativo pode-se transformar em outro não igual. Por exemplo: O Urânio 238 pode-se transformar em Chumbo 207, assim: 1g de U238, fornece, anualmente, 1/7.600.000.000 de gramas de Pb207 . A quantidade de Pb produzida em t anos, será: t= Pb/U x 7,6.109 . Outras séries: K40 para Ar40 ; C14 para N14 . Qualquer tipo de datação radiométrica é imprecisa, pois pode ser influenciada por agentes externos.
  • 21. ERA CRIPTOZÓICA - PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO É o nome que se dá ao conjunto de eons anteriores a grande Divisão denominada Fanerozóico (gr. phaneros=evidente+zoom=vida): o Proterozóico, o Arquenano, o Hadeano. Embora em desuso, essa Era já foi denominada Azóica (gr.a=não+ zoom =vida) ou ainda Criptozóico (gr. kripto=oculto+zoom=vida). Esta Era está compreendida entre o aparecimento da Terra, há cerca de, aproximadamente, 4,5 bilhões de anos, até surgirem uma larga quantidade de fósseis, que marca o início do período Cambriano, da Era Paleozóica, do Eon Fanerozóico, há cerca de 540 milhões de anos. Apesar de saber-se pouco sobre ela foi durante essa Era que surgiram os seguintes eventos: 1. Início do movimento das placas tectônicas. 2. Início da vida na Terra. 3. Aparecimento das primeiras células eucarióticas.
  • 22. PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO CLIMA: Como a Terra estava em formação, o clima deve ter variado de intenso calor (como comprovam os depósitos de Ca encontrados no período) até glaciações (como comprovam os Depósitos glaciais no Hemisfério Sul). VIDA: Apesar de muito poucas, as formas de vida encontradas no Pré-Cambriano se restringe a depósitos calcários, originados de algas – os estromatólitos, datados de cerca de 2.7 bilhões de anos. No entanto, ainda encontramos, possivelmente, restos de medusas, crustáceos, anelídeos, todos muito primitivos. pólipoPaisagem Porífero
  • 24. PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO Paisagem do início do Pré-Cambriano
  • 27. PERÍODO PRÉ-CAMBRIANO HIPÓTESES SOBRE A AUSÊNCIA DE FÓSSEIS NO PRÉ-CAMBRIANO 1. Os fósseis teriam sido destruídos pelo metamorfismo nas rochas. (Na verdade não explica a sua ausência em rochas pouco transformadas). 2. A ausência de fósseis seria explicada pela ausência de esqueleto mineralizado por causa da baixa salinidade dos mares. (Os depósitos de calcário do Pré-Cambriano indicam que, muitas vezes a água atingiu o seu ponto de saturação). 3. As rochas pré-cambrianas se originaram em áreas continentais enquanto que a vida proliferava apenas nos mares. (As enormes espessuras dessas rochas e a sua larga distribuição Geográfica, sugerem que se originaram em ambiente marinho). 4. Os organismos pré-cambrianos não elaboravam esqueletos pois não haviam, ainda, atingido o estado de evolução necessária. (É a teoria mais aceita pelos paleontólogos atuais).
  • 28. ERA PALEOZÓICA (gr. paleos=antigo+zoom=vida) PERÍODO CAMBRIANO É o período mais antigo da Era Paleozóica. Sua duração foi de, Aproximadamente, 70.000.000 de anos. O seu nome deriva da palavra Cambria, denominação que os romanos davam ao País de Gales. A fauna cambriana foi descoberta em 1839 por Murchinson. Fossil-guia: Trilobitas. Clima: A escassez de calcário no Cambriano inferior, sugere que o clima não foi quente. Já no Cambriano médio já ocorrem Arqueociatídeos (animais com carapaça calcária), o que pode significar mares águas quentes. Na terra, do meio para o final do período, ocorrem evaporitos em alguns lugares, o que nos leva a crer num clima árido.
  • 30. PERÍODO CAMBRIANO Formas de vidas: Após a escassez de vida no Pré-Cambriano, houve uma verdadeira “explosão” de formas no Cambriano. Não existe alguma explicação convincente para esse fenômeno mas, provavelmente a amenidade do clima concorreu para isso. Além dos Trilobitas, foram abundantes os seguintes indivíduos: Braquiópodos, Arqueociatídeos, corais em geral, Poríferos, Celenterados (medusas), Graptozoários, Poliquetas, Gastrópodos, Equinodermas e talvez alguns Crustáceos. No final do período houve a extinção dos Arqueociatídeos. Vermes Crustáceos
  • 31. PERÍODO CAMBRIANO Hallucigênia – Onicóforo (?) Anomalocaris
  • 33. PERÍODO ORDOVICIANO O geólogo inglês C. Lapworth (1879), propôs essa denominação para designar a parte inferior do antigo sistema Siluriano dando o nome de Ordoviciano, tirada do latim Ordovices, que era o nome dado pelos romanos a um antigo povo do norte de Gales. A duração desse período foi de 70.000.000 de anos. Fóssil-guia: Graptozoários (animais coloniais). Clima:A parte inferior do sistema é, predominantemente, arenosa o que nos sugere um clima quente; na parte superior aumenta a taxa de CaCO3 , seja sob a forma de calcário fino ou oolítico ou de calcário organógeno, o que indica, também, clima quente.Nota-se ainda, a presença de folhelhos negros, que indica desoxigenação. graptozoários
  • 34. PERÍODO ORDOVICIANO Formas de vida: Nesse período ocorre o aparecimento de peixes que era denominados Ostracodermas que, provavelmente eram Cartilaginosos e habitavam águas doce. Os Graptozoários eram abundantes, assim como Crinóides, corais, Briozoários e Bivalves. Trilobitas e Cefalópodos foram bem representados.
  • 38. PERÍODO SILURIANO A denominação desse período deve-se a Silúria, uma região do País de Gales onde Murchinson (1838) desenvolveu sua pesqui- sas. Pode ser denominado, também de Gothlandiano (al. Goth = Deus + landes=terra) dada por Lapworth (1879). Os estudos desse período baseiam-se, apenas na parte superior do sistema. Esse período teve uma duração de 30.000.000 de anos. Fóssil-guia: Braquiópodos. Clima: O clima desse período deve ter sido, em geral, quente, passando a árido no final do período. A presença de calcários e a grande proliferação de corais, atestam isso, inclusive na região Ártica. Braquiópodos fósseis
  • 39. PERÍODO SILURIANO Formas de Vida: Os Graptozoários e Trilobitas ainda eram em Grande número, embora já em declínio. Os Braquiópodos eram Os animais predominantes nos mares. No fim do período os Euripterídios (Merostomado) tornou-se comum. Aparecimento Dos peixes Placodermas (já mandibulados) na água doce. Na Terra, surgiram as plantas vasculares e os escorpiões. Corais silurianos Pteridófitas fósseis
  • 43. PERÍODO DEVONIANO A designação desse período deve ao condado de Devonshire, na Inglaterra e foi feita por Murchinson e Sedgwick (1839). Esse período teve a duração de 60.000.000 de anos. O fóssil- guia: Corais em geral. Clima: No início do período o clima era mais frio e foi aquecen- do progressivamente. No meio do período houve muitos depó- sitos coralígenos. Houve também depósitos de evaporitos como halita e anidrita. Coral Amonita Lepidodendron
  • 44. PERÍODO DEVONIANO Formas de Vida: Os corais foram os mais abundantes, como os Briozoários, Crinóides, Moluscos e Equinodermas. Os Amonitas apareceram e os Euripterídios passaram a viver na terra. A flora terrestre ganhou importância com o desenvolvimento das Pteridófitas e aparecimento das Gimnospermas. Nas águas doces e mares surgiram os Condrictes e os Osteíctes. No fim do Período apareceram os Anfíbios. Os Insetos se desenvolveram. Pré-Gimnosperma
  • 48. PERÍODO CARBONÍFERO A designação deve-se as extensas camadas de carvão formadas no período e foi introduzida em 1822 por Conybeare e Phillips. Sua duração foi de 60.000.000 de anos. Fóssil-guia:Foramníferos (Protozoários com carapaça). Clima: No Hemisfério Norte deve ter predominado o clima quente e úmido, favorável ao desenvolvimento da vegetação formadora do carvão. No Hemisfério Sul ocorreram glaciações de grandes proporções, principalmente no continente Gondwana.
  • 52. PERÍODO CARBONÍFERO Formas de Vida: Trilobitas e corais entraram em declínio, outros como Foramnífros, Braquiópodos, Equinodermas e Briozoários tornaram-se abundantes. Os peixes Condrictes tornaram-se os vertebrados mais abundantes. No reino vegetal, Pteridospermas foram bem representadas (Glossopteris). Os Insetos ganharam mais importância. No fim do período apareceram os répteis. Réptil do Carbonífero
  • 54. PERÍODO PERMIANO A designação desse período vem da província de Perma (Rússia), estudada por Murchinson em 1841. A duração desse período Foi de 50.000.000 de anos. Fóssil-guia: Répteis em geral. Clima: Foi um período de grandes contrastes climático. No norte Foi árido ou semi-árido, permitindo a formação de evaporitos. Já No sul houve extensas glaciações. Grandes depósitos glaciais da Austrália, comprovam esta afirmação. No final desse período os Continentes Laurásia e Gondwana começaram a separação. Répteis permianos
  • 55. PERÍODO PERMIANO Formas de vida: No Hemisfério Norte a evolução do clima para árido ou semi- árido representou grandes extinções de florestas carboníferas, o que alterou, profundamente, a fauna regional. No Hemisfério Sul predominou a flora de Glossopteris. Na Fauna os répteis proliferaram e ocuparam, também o meio aquático; surgiram os Terapsídios (com dentes diferenciados) que, mais tarde, originaram os Mamíferos. Os Braquiópodos de espinhos foram bem representados. No final do período extinguiram-se os Trilobitas, Graptozoários,escorpiões marinhos entre outros. Calcula-se que cerca de 95% da fauna se extinguiu. Peixe Permiano