SlideShare uma empresa Scribd logo
UNIFESSPA
Psicofarmacologia
Aula 1:
Interação fármaco-receptor
UNIFESSPA
ObjetivosObjetivos
1. Entender a organização dos receptores e
enzimas
2. Descrever a organização geral da sinapse
3. Enumerar e descrever os principais tipos de
receptores de fármacos
4. Analisar o processamento de sinais decorrente
de interações fármaco-receptor
UNIFESSPA
A sinapse como sítio de açãoA sinapse como sítio de ação
das drogas psicotrópicasdas drogas psicotrópicas
● Stahl – A psicofarmacologia moderna é essencialmente o
estudo da neurotransmissão química
– Para entender
● ...a ação das drogas no cérebro
● ...o impacto de doenças do sistema nervoso central
● ...as consequências comportamentais de drogas psicotrópicas
(médicas ou não)
– é preciso conhecer os princípios da neurotransmissão química
● Neurotransmissão organizada em “três dimensões” -
espaço, tempo, e função
UNIFESSPA
Espaço – OrganizaçãoEspaço – Organização
microanatômica do SNCmicroanatômica do SNC
● O SNC é classicamente
representado como uma série de
conexões sinápticas entre neurônios
● O encéfalo, pensado
microanatomicamente, é como um
complexo diagrama de conexões,
nas quais impulsos elétricos são
conduzidos para onde a conexão
ocorre (i.e., sinapse)
● Transformação FM-AM na sinapse –
não há algo como “transmissão
sináptica”
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Espaço – OrganizaçãoEspaço – Organização
química do SNCquímica do SNC
● Mensageiros químicos provenientes de um
neurônio podem transmitir informação para o
neurônio pós-sináptico (1) ou se “esparramar”
(difundir-se) para outros locais (2). →
TRANSMISSÃO VOLUMÉTRICA
● O mensageiro químico só irá agir se tiver
afinidade pelo alvo; em (3), por exemplo, o
neurotransmissor A não age sobre o alvo c
porque não tem afinidade por ele.
● O encéfalo não é só um conjunto de conexões,
mas também uma sofisticada “sopa química”
● Relevância para a psicofarmacologia: uma
droga irá agir em qualquer lugar onde houver
receptor, não só onde esses receptores são
inervados por sinapses específicas
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Tempo – Sinais de ação rápidaTempo – Sinais de ação rápida
vs. sinais de ação lentavs. sinais de ação lenta
● A ação de alguns mensageiros químicos é muito rápida,
iniciando-se depois de alguns poucos milissegundos
após a ocupação do receptor pelo neurotransmissor
– Ex.: Aminoácidos – Glutamato, GABA
● Outros efeitos podem demorar de muitos milissegundos
a vários segundos
– Neuromodulação – um sinal químico de ação lenta mas
sustentada pode “dar o tom” de um neurônio, produzindo sua
ação primária e modificando a ação de um outro mensageiro
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Função –Função –
EventosEventos
sinápticossinápticos
● Eventos pré-sinápticos –
acomplamento excitação-
secreção
– Propagação do sinal
– Transdução do sinal
● Eventos pós-sinápticos
– Recepção
– Integração sináptica
– Codificação química e elétrica
– ...
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Alvos dos fármacosAlvos dos fármacos
●
Embora mais de 100 drogas essenciais sejam utilizadas na clínica dos
transtornos mentais, existem essencialmente seis tipos de locais de ação para
essas moléculas
– Canais iônicos transmembrana (~ 1/3 dos psicotrópicos)
– Receptores transmembrana acoplados a proteínas G intracelulares (~ 1/3 dos
psicotrópicos)
– Receptores transmembrana com domínios citosólicos enzimáticos
– Receptores intracelulares, incluindo enzimas, reguladores de transcrição e proteínas
estruturais
– Enzimas extracelulares e transportadores (~ 1/3 dos psicotrópicos)
– Receptores de adesão de superfície celular
●
Esses alvos são chamados de receptores – “macromoléculas que, através de
sua ligação a determinado fármaco, medeiam [as] alterações bioquímicas e
fisiológicas [produzidas pelo fármaco]”
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Transportadores de membrana
Servier Medical Art by Servier is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
UNIFESSPA
Transportadores de membranaTransportadores de membrana
● Proteínas grandes que se ligam ao
neurotransmissor localizado do lado de fora da
membrana, transportando-o para o lado de
dentro
– Interrupção da transmissão e/ou reciclagem
(membrana celular)
– Armazenamento, proteção contra o metabolismo
(vesículas)
UNIFESSPA
Classificação e estruturaClassificação e estrutura
● Transportadores de
membrana plasmática
– SLC1 (glutamato) – 8TM,
dependente de Na+
– SLC5 (colina) – 13TM,
dependente de Na+ e Cl-
– SLC6 (monoaminas,
GABA, glicina) – 12TM,
dependente de Na+ e Cl-
– SLC38 (glutamina) –
11TM, dependente de Na+
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Transportadores deTransportadores de
monoaminasmonoaminas
● Alta afinidade e baixa capacidade para seus substratos
específicos
– SLC6A4 – SERT ou 5-HTT (transportador de serotonina)
– SLC6A3 – NET (transportador de noradrenalina)
– SLC6A2 – DAT (transportador de dopamina)
● “Promiscuidade” do transportador – substratos falsos
(outras monoaminas, drogas) podem ser transportados
ou competir pelo substrato endógeno
– MDMA é substrato falso do SERT; D-anfetamina é substrato
falso do NET e do DAT
UNIFESSPA
Transportadores deTransportadores de
monoaminasmonoaminas
● A energia necessária para o
transporte é fornecida pelo
acoplamento do transporte de
sódio a favor de seu gradiente
com o transporte da monoamina
contra seu gradiente
– Sítios de ligação para o
neurotransmissor (ortostérico) e
para dois Na+
– Sítio(s) alostérico(s)
● O gradiente de sódio é mantido
por bombas de sódio e potássio
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Estados do SERTEstados do SERT
(1)Sítios de ligação do Na+ não-ocupados – baixa
afinidade pela serotonina
(2)Sítios de ligação do Na+ ocupados – alta
afinidade pela serotonina
(3)Sítio ortostérico ocupado – transportador
saturado
(4)Sítio alostérico ocupado – baixa afinidade pela
serotonina
UNIFESSPA
ISRSs e transportadores deISRSs e transportadores de
monoaminasmonoaminas
UNIFESSPA
Dados clínicosDados clínicos
●
Níveis diminuídos de SERT no
cérebro de pacientes com depressão
● Polimorfismos no gene SERT
associados à depressão e
ansiedade
– 5-HTT-VNTR (repetições localizadas
no íntron 2)
– 5-HTTLPR (inserção na região
promotora)
● Mutação I425V do gene SERT
contribuiu com autismo, síndrome de
Asperger, e transtorno obsessivo-
compulsivo com padrão familiar
●
5-HTTSPR (deleção na região
promotora) associado ao transtorno
bipolar e esquizofrenia (resultados
variam com grupo étnico)
●
SNPs noDAT associados à doença
de Parkinson, transtorno de
Tourette, TDAH, e abuso de
substância
●
Aumento na expressão do DAT em
TDAH e transtorno de Tourette;
diminuição na doença de Parkinson
UNIFESSPA
Transportadores deTransportadores de
aminoácidos inibitóriosaminoácidos inibitórios
● Dependentes de sódio e cloreto
● SLC6A1 – GAT1: transporta GABA; principal
transportador no encéfalo
– Alvo da tiagabina, droga usada como anticonvulsivante
● SLC6A2/3 – GAT2-GAT3: transportam GABA e β-alanina
● SLC6A 4 – GAT4: transporta GABA e betaína
UNIFESSPA
Transportadores deTransportadores de
aminoácidos inibitóriosaminoácidos inibitórios
● SLC6A9 – GlyT1
– Inibição aumenta a glicina sináptica,
potencializando a função do receptor NMDA
– Antagonistas (bitopertina, PF-03463275) em ensaio
clínico para o tratamento da esquizofrenia
● SLC6A5 - GlyT2
UNIFESSPA
Transportadores de glutamatoTransportadores de glutamato
● Dependem de sódio e prótons
●
SLC1A3 – EAAT1/GLAST: localizado em astrócitos
● SLC1A2 – EAAT2/GLT-1: localizado em astrócitos e poucos neurônios
● SLC1A1 – EAAT3: localizado em todos os neurônios
● SLC1A6 – EAAT4: localizado em neurônios
● SLC1A7 – EAAT5: localizado na retina
UNIFESSPA
Transportadores vesicularesTransportadores vesiculares
● Dependentes de ΔΨ
● SLC18 (vMAT, vAChT) – 12TM
● SLC32 (VIAAT) – 10TM
● SLC17 (vGluT) – 10TM
UNIFESSPA
Transportadores vesicularesTransportadores vesiculares
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
vMATs como alvo de drogasvMATs como alvo de drogas
● Reserpina: inibe os vMATs, prevenindo o empacotamento nas vesículas.
● As monoaminas restantes serão degradadas no citosol por enzimas (MAOs)
● Depleção resultante
● Utilizada, nos anos 1950, como antipsicótico, depois da demonstração de seu
efeito ‘tranquilizante’ em modelos animais
● Uso infrequente no tratamento de transtornos mentais, porque produz efeitos
depressores do SNC e extrapiramidais
● Uso menor no tratamento da hipertensão arterial
UNIFESSPA
Receptores ligados a
proteínas G (GPCRs)
Servier Medical Art by Servier is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
UNIFESSPA
Estrutura e funçãoEstrutura e função
● 7TM em torno de um núcleo
central que contém um sítio
de ligação para um
neurotransmissor (sítio
ortostérico)
● Presença de sítios alostéricos
● Ligados de forma não-
covalente a proteínas G
heterotriméricas
intracelulares
http://proteopedia.org/wiki/index.php/G_protein-coupled_receptor
UNIFESSPA
Proteínas G heterotriméricasProteínas G heterotriméricas
● Ligação a nucleotídeos de guanina (GTP ou GDP)
● Constituída por subunidades α e βγ
● Regulam a produção de segundos mensageiros
– moléculas de sinalização que transmitem o sinal
fornecido pelo primeiro mensageiro (ligante
endógeno ou fármaco exógeno) a efetores
citoplasmáticos
UNIFESSPA
O ciclo do GPCRO ciclo do GPCR
GOLAN, D. E. et al. Princípios de farmacologia. A base fisiopatológica da terapêutica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
UNIFESSPA
Cascatas de transdução deCascatas de transdução de
sinalsinal
cinase
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Principais vias de sinalizaçãoPrincipais vias de sinalização
Proteína G Ações
Gs
Ativa canais de
Ca2+
, ativa AC
Gi
Ativa canais de K+
,
inibe AC
Go
Inibe canais de
Ca2+
Gq
Ativa PLC
G12/13
Outrs interações
com
transportadores de
íons
GOLAN, D. E. et al. Princípios de farmacologia. A base fisiopatológica da terapêutica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Curso temporal das respostasCurso temporal das respostas
de transdução de sinalde transdução de sinal
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Enzimas
UNIFESSPA
Função enzimáticaFunção enzimática
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Inibidores de enzimasInibidores de enzimas
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Exemplo 1: iMAOsExemplo 1: iMAOs
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Exemplo 1: iMAOsExemplo 1: iMAOs
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Exemplo 1: iMAOsExemplo 1: iMAOs
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Exemplo 2: GSKExemplo 2: GSK
UNIFESSPA
Enzimas de metabolismoEnzimas de metabolismo
● Não são alvos diretos dos psicofármacos, mas, como os
metabolizam, alterar sua atividade pode provocar interações e
efeitos adversos
● Além disso, alguns psicofármacos afetam a atividade dessas
enzimas, alterando sua capacidade de metabolizar outros
substratos
● Diversas substâncias podem inibir uma enzima de metabolismo
ou podem induzir essa enzima
– Inibição leva a menos metabolismo, com mais fármaco ativo circulante
– Indução leva a mais metabolismo, com menos fármaco ativo circulante
UNIFESSPA
CYP1A2CYP1A2
Fumo induz 1A2,
aumentando o metabolismo
de alguns antipsicóticos
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
CYP2D6CYP2D6
● Muitos psicofármacos também são
substratos da CYP 2D6 e, portanto,
podem apresentar níveis
sanguíneos elevados quando
administradas com inibidor da CYP
2D6
● P. ex.: Se um antidepressivo
tricíclico (substrato da CYP 2D6) for
administrado concomitantemente a
um agente inibidor dessa enzima
(p. ex., paroxetina, fluoxetina), isso
provocará elevação dos níveis do
antidepressivo tricíclico, que pode
ser tóxico.
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
CYP3A4CYP3A4
● A combinação de um inibidor da 3A4 com
– pimozida pode resultar em níveis plasmáticos elevados de
pimozida, com consequente prolongamento de QTc e
arritmias cardíacas perigosas
– com alprazolam ou triazolam pode produzir sedação
significativa, devido aos níveis plasmáticos elevados desses
últimos agentes.
– Com certos agentes redutores do colesterol pode aumentar
o risco de lesão muscular e rabdomiólise, devido aos níveis
plasmáticos elevados dessas estatinas.
●
Como a carbamazepina é um estabilizador do humor
frequentemente associado a antipsicóticos atípicos, é
possível que a carbamazepina acrescentada ao
esquema de paciente previamente estabilizado com
essas drogas reduza os níveis desses agentes no
sangue e no cérebro, exigindo aumento de sua dose
● Se a carbamazepina for interrompida em um paciente
em uso de um desses antipsicóticos atípicos, pode ser
necessário reduzir as doses desses fármacos, pq a
autoindução da 3A4 pela carbamazepina é revertida
com o tempo
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Canais iônicos
UNIFESSPA
Canais iônicosCanais iônicos
● Regulam a passagem de íons e outras moléculas hidrofílicas através da
membrana plasmática
– Permeabilidade seletiva: canais de sódio, canais de cálcio, canais de cloreto, canais
de íons divalentes, &c
● Em neurônios, são responsáveis principalmente pela excitabilidade celular e
pela exocitose
GOLAN, D. E. et al. Princípios de farmacologia. A base fisiopatológica da terapêutica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
UNIFESSPA
Estados dos canais iônicosEstados dos canais iônicos
● Alguns canais parecem
assumir apenas dois
estados, aberto
(permeável) e fechado
(impermeável)
● Outros canais podem
tornar-se refratários ou
inativados; nesse estado,
a permeabilidade do canal
não pode ser alterada por
certo período de tempo
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Estados dos canais iônicosEstados dos canais iônicos
UNIFESSPA
Estrutura e funçãoEstrutura e função
● Constituídos por várias fitas longas de aminoácidos
reunidos na forma de subunidades (α-hélices) em
torno de um poro
● Essas subunidades costumam apresentar múltiplos
sítios de ligação para diferentes substâncias
– Sítios de ligação para íons, em alguns casos
– Sítios de ligação para um neurotransmissor
– Sítios de ligação para um co-transmissor (alostérico)
– Sítios de ligação alostéricos para outros moduladores
UNIFESSPA
Receptores ionotrópicosReceptores ionotrópicos
pentaméricospentaméricos
● Montados a partir de cinco
subunidades proteicas,
cada qual com quatro
regiões transmembrânicas
● Apresentam subtipos de
acordo com a composição
de subunidades; esses
subtipos diferem em
termos de afinidade por
fármacos, por exemplo
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Ligantes endógenos de algunsLigantes endógenos de alguns
receptores pentaméricosreceptores pentaméricos
Neurotransmissor Receptor
Acetilcolina Receptores nicotínicos
GABA Receptores GABAA
e GABAρ
Glicina Receptores de glicina sensíveis à
estricnina (também modulador alostérico
do receptor NMDA)
Serotonina Receptores 5-HT3
UNIFESSPA
Exemplo: Receptor GABAExemplo: Receptor GABAAA
UNIFESSPA
Exemplos de subtipos deExemplos de subtipos de
receptores pentaméricosreceptores pentaméricos
Neurotransmissor Subtipo Classe farmacológica Ação terapêutica
ACh Receptores nicotínicos
α4β2
Agonistas parciais dos
receptores nicotínicos
(vareniclina)
Abandono do tabagismo
GABA Receptores
benzodiazepínicos
centrais (entre
subunidades α e γ)
Benzodiazepínicos Ansiolítica
Sítios moduladores
alostéricos positivos não-
benzodiazepínicos
Barbitúricos
“Fármacos Z”/Hipnoticos
Etanol
Melhora da insônia
Abuso
Glutamato Sítios de canais de Mg2+
para NMDA
Antagonistas do NMDA
(memantina)
Redução na velocidade
de progressão da DA
Sítios de canais abertos
para NMDA
PCP, cetamina Alucinógenos
dissociativos
Serotonina 5-HT3
Antagonistas 5-HT3
(Mirtazapina)
Antieméticos
UNIFESSPA
Receptores ionotrópicosReceptores ionotrópicos
tetraméricostetraméricos
● Os receptores do glutamato
usualmente são
tetraméricos: apresentam
quatro subunidades que
apresentam 3 regiões TM e
uma quarta alça reentrante
● Estrutura-padrão dos
subtipos ácido α-amino-3-
hidroxi-5-metil-4-isoxazol-
propiônico (AMPA) e N-
metil-D-aspartato (NMDA)
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Modulação alostéricaModulação alostérica
● Além dos ligantes endógenos e fármacos que
agem em sítios ortostéricos, outras moléculas
podem se ligar ao complexo recepto/canal
iônico e locais diferentes
● Ligantes agindo nesses sítios são
moduladores, e não neurotransmissores,
porque têm pouca ou nenhuma atividade
própria na ausência do neurotransmissor
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
UNIFESSPA
Na sinapse...Na sinapse...
UNIFESSPA
Para a próxima aulaPara a próxima aula
● Você precisa ter
aprendido
– O que é um receptor, no
sentido farmacológico
– Quais são os principais
alvos dos fármacos
● Quais são os principais
alvos dos psicofármacos
– Como esses elementos
se organizam na sinapse
● A bibliografia será:
– GOLAN, cap. 2 (pp. 21-26)
– STAHL, cap. 2 (só
“receptores ligados às
proteínas G como alvos de
psicofármacos”)
– STAHL, cap. 3 (“espectro
agonista”, “diferentes
estados dos canais iônicos
controlados por ligantes”,
“modulação alostérica”)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Espectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonistaEspectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonista
Caio Maximino
 
Aula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula - SNC - Ansiolíticos e HipnóticosAula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula - Básica - Adsorção & Distribuição
Aula - Básica - Adsorção & DistribuiçãoAula - Básica - Adsorção & Distribuição
Aula - Básica - Adsorção & Distribuição
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Farmacologia 2 introdução a farmacocinética
Farmacologia 2 introdução a farmacocinéticaFarmacologia 2 introdução a farmacocinética
Farmacologia 2 introdução a farmacocinética
Universidade Anhanguera de São Paulo - Unidade Pirituba
 
introdução à farmacologia
 introdução à farmacologia introdução à farmacologia
introdução à farmacologia
Jaqueline Almeida
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivosAula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivos
Jaqueline Almeida
 
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticosAula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Anti-hipertensivos
Anti-hipertensivosAnti-hipertensivos
Anti-hipertensivos
resenfe2013
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AnsiolíticosAula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Jaqueline Almeida
 
aula 8 - CF2
aula 8 - CF2aula 8 - CF2
aula 8 - CF2
Caio Maximino
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores NeuromuscularesAula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso AutônomoAula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Introdução à Farmacologia
Introdução à FarmacologiaIntrodução à Farmacologia
Introdução à Farmacologia
Maria Silene Silva
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
TunneyGourmets
 
Farmacodinâmica 2011 2
Farmacodinâmica 2011 2Farmacodinâmica 2011 2
Farmacodinâmica 2011 2
Carlos Collares
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula antihipertensivos
Aula  antihipertensivosAula  antihipertensivos
Aula antihipertensivos
Renato Santos
 
Aula - SNC - Anestésicos
Aula - SNC - AnestésicosAula - SNC - Anestésicos
Aula - SNC - Anestésicos
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
Anderson Santana
 
Farmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínicaFarmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínica
Vinicius Henrique
 

Mais procurados (20)

Espectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonistaEspectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonista
 
Aula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula - SNC - Ansiolíticos e HipnóticosAula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
 
Aula - Básica - Adsorção & Distribuição
Aula - Básica - Adsorção & DistribuiçãoAula - Básica - Adsorção & Distribuição
Aula - Básica - Adsorção & Distribuição
 
Farmacologia 2 introdução a farmacocinética
Farmacologia 2 introdução a farmacocinéticaFarmacologia 2 introdução a farmacocinética
Farmacologia 2 introdução a farmacocinética
 
introdução à farmacologia
 introdução à farmacologia introdução à farmacologia
introdução à farmacologia
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivosAula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos anti-hipertensivos
 
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticosAula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
 
Anti-hipertensivos
Anti-hipertensivosAnti-hipertensivos
Anti-hipertensivos
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AnsiolíticosAula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
 
aula 8 - CF2
aula 8 - CF2aula 8 - CF2
aula 8 - CF2
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores NeuromuscularesAula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
 
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso AutônomoAula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
 
Introdução à Farmacologia
Introdução à FarmacologiaIntrodução à Farmacologia
Introdução à Farmacologia
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
 
Farmacodinâmica 2011 2
Farmacodinâmica 2011 2Farmacodinâmica 2011 2
Farmacodinâmica 2011 2
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
 
Aula antihipertensivos
Aula  antihipertensivosAula  antihipertensivos
Aula antihipertensivos
 
Aula - SNC - Anestésicos
Aula - SNC - AnestésicosAula - SNC - Anestésicos
Aula - SNC - Anestésicos
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
 
Farmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínicaFarmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínica
 

Destaque

Introdução à psicopatologia
Introdução à psicopatologiaIntrodução à psicopatologia
Introdução à psicopatologia
Caio Maximino
 
Farmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinéticaFarmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinética
anafreato
 
Transtornos de ansiedade
Transtornos de ansiedadeTranstornos de ansiedade
Transtornos de ansiedade
Caio Maximino
 
Psicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticos
Psicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticosPsicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticos
Psicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticos
Caio Maximino
 
Neurociência da esquizofrenia
Neurociência da esquizofreniaNeurociência da esquizofrenia
Neurociência da esquizofrenia
Caio Maximino
 
Materialismo reducionista: As teorias da identidade
Materialismo reducionista: As teorias da identidadeMaterialismo reducionista: As teorias da identidade
Materialismo reducionista: As teorias da identidade
Caio Maximino
 
Aula 5 - Medicina 1
Aula 5 - Medicina 1Aula 5 - Medicina 1
Aula 5 - Medicina 1
Caio Maximino
 
Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Funcionalismo
Caio Maximino
 
Memória e aprendizagem
Memória e aprendizagemMemória e aprendizagem
Memória e aprendizagem
Caio Maximino
 
Materialismo eliminativista e naturalismo
Materialismo eliminativista e naturalismoMaterialismo eliminativista e naturalismo
Materialismo eliminativista e naturalismo
Caio Maximino
 
Revisão de anatomia e fisiologia do sistema nervoso
Revisão de anatomia e fisiologia do sistema nervosoRevisão de anatomia e fisiologia do sistema nervoso
Revisão de anatomia e fisiologia do sistema nervoso
Caio Maximino
 
Anatomia do diencéfalo
Anatomia do diencéfaloAnatomia do diencéfalo
Anatomia do diencéfalo
Caio Maximino
 
Farmacocinética e ADME
Farmacocinética e ADMEFarmacocinética e ADME
Farmacocinética e ADME
Caio Maximino
 
História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...
História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...
História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...
Caio Maximino
 
Operações estabelecedoras
Operações estabelecedorasOperações estabelecedoras
Operações estabelecedoras
Caio Maximino
 
História da fisiologia no Brasil
História da fisiologia no BrasilHistória da fisiologia no Brasil
História da fisiologia no Brasil
Caio Maximino
 
Aula 4
Aula 4Aula 4
A sinapse tripartite
A sinapse tripartiteA sinapse tripartite
A sinapse tripartite
Caio Maximino
 
Seminário neuroendocrinologia
Seminário neuroendocrinologiaSeminário neuroendocrinologia
Seminário neuroendocrinologia
Caio Maximino
 

Destaque (20)

Introdução à psicopatologia
Introdução à psicopatologiaIntrodução à psicopatologia
Introdução à psicopatologia
 
Farmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinéticaFarmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinética
 
Transtornos de ansiedade
Transtornos de ansiedadeTranstornos de ansiedade
Transtornos de ansiedade
 
Psicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticos
Psicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticosPsicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticos
Psicofarmacologia e psicoterapia dos transtornos psicóticos
 
Neurociência da esquizofrenia
Neurociência da esquizofreniaNeurociência da esquizofrenia
Neurociência da esquizofrenia
 
Materialismo reducionista: As teorias da identidade
Materialismo reducionista: As teorias da identidadeMaterialismo reducionista: As teorias da identidade
Materialismo reducionista: As teorias da identidade
 
Aula 5 - Medicina 1
Aula 5 - Medicina 1Aula 5 - Medicina 1
Aula 5 - Medicina 1
 
Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Funcionalismo
 
Memória e aprendizagem
Memória e aprendizagemMemória e aprendizagem
Memória e aprendizagem
 
Materialismo eliminativista e naturalismo
Materialismo eliminativista e naturalismoMaterialismo eliminativista e naturalismo
Materialismo eliminativista e naturalismo
 
Revisão de anatomia e fisiologia do sistema nervoso
Revisão de anatomia e fisiologia do sistema nervosoRevisão de anatomia e fisiologia do sistema nervoso
Revisão de anatomia e fisiologia do sistema nervoso
 
Anatomia do diencéfalo
Anatomia do diencéfaloAnatomia do diencéfalo
Anatomia do diencéfalo
 
Farmacocinética e ADME
Farmacocinética e ADMEFarmacocinética e ADME
Farmacocinética e ADME
 
História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...
História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...
História da Psicopatologia / Significado e evolução dos conceitos de normalid...
 
Operações estabelecedoras
Operações estabelecedorasOperações estabelecedoras
Operações estabelecedoras
 
História da fisiologia no Brasil
História da fisiologia no BrasilHistória da fisiologia no Brasil
História da fisiologia no Brasil
 
Aula 4
Aula 4Aula 4
Aula 4
 
A sinapse tripartite
A sinapse tripartiteA sinapse tripartite
A sinapse tripartite
 
Aula 4 Cf1
Aula 4 Cf1Aula 4 Cf1
Aula 4 Cf1
 
Seminário neuroendocrinologia
Seminário neuroendocrinologiaSeminário neuroendocrinologia
Seminário neuroendocrinologia
 

Semelhante a Interação fármaco-receptor

Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de AlzheimerAula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Ciclo da visicula
Ciclo da visiculaCiclo da visicula
Ciclo da visicula
ANDREIA710152
 
Farmacologia molecular
Farmacologia molecular Farmacologia molecular
Farmacologia molecular
Rose Viviane Bezerra
 
Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...
Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...
Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...
Van Der Häägen Brazil
 
Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011
Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011
Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011
neuroliga-nortemineira
 
Fisiologia
FisiologiaFisiologia
Fisiologia
André Luiz Ferraz
 
Sindrome abstinebcia do alcool
Sindrome abstinebcia do alcoolSindrome abstinebcia do alcool
Sindrome abstinebcia do alcool
Estela Fernanda Correia
 
Sinapses
SinapsesSinapses
Sinapses
nayara775
 
Fisiologia das sinapses
Fisiologia das sinapsesFisiologia das sinapses
Fisiologia das sinapses
Nathalia Fuga
 
CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4
Antonio Luis Sanfim
 
Opioides e antagonistas
Opioides e antagonistasOpioides e antagonistas
Opioides e antagonistas
Lucas Almeida Sá
 
Opioides e antagonistas
Opioides e antagonistasOpioides e antagonistas
Opioides e antagonistas
Lucas Almeida Sá
 
Parkinsonismo secundário devido a outros agentes externos
Parkinsonismo secundário devido a outros agentes externosParkinsonismo secundário devido a outros agentes externos
Parkinsonismo secundário devido a outros agentes externos
Flávia Delane Nóbrega
 
Neuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuro
Neuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuroNeuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuro
Neuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuro
psikarinaaiosa
 
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso AutonomoFarmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
PAULOVINICIUSDOSSANT1
 
Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Biologia Molecular e Celular - Aula 7Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Gustavo Maia
 
Resumo prot g
Resumo prot gResumo prot g
Resumo prot g
Nicole Maia Fagundes
 
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2 Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Cleanto Santos Vieira
 
principios-de-sinalizacao-celular
 principios-de-sinalizacao-celular principios-de-sinalizacao-celular
principios-de-sinalizacao-celular
jess13579
 
Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)
Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)
Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)
Guellity Marcel
 

Semelhante a Interação fármaco-receptor (20)

Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de AlzheimerAula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
 
Ciclo da visicula
Ciclo da visiculaCiclo da visicula
Ciclo da visicula
 
Farmacologia molecular
Farmacologia molecular Farmacologia molecular
Farmacologia molecular
 
Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...
Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...
Crescer individualidade específica de cada hormônio receptor neurotransmissor...
 
Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011
Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011
Sna by lazoinacio slide neuroliga 2011
 
Fisiologia
FisiologiaFisiologia
Fisiologia
 
Sindrome abstinebcia do alcool
Sindrome abstinebcia do alcoolSindrome abstinebcia do alcool
Sindrome abstinebcia do alcool
 
Sinapses
SinapsesSinapses
Sinapses
 
Fisiologia das sinapses
Fisiologia das sinapsesFisiologia das sinapses
Fisiologia das sinapses
 
CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4
 
Opioides e antagonistas
Opioides e antagonistasOpioides e antagonistas
Opioides e antagonistas
 
Opioides e antagonistas
Opioides e antagonistasOpioides e antagonistas
Opioides e antagonistas
 
Parkinsonismo secundário devido a outros agentes externos
Parkinsonismo secundário devido a outros agentes externosParkinsonismo secundário devido a outros agentes externos
Parkinsonismo secundário devido a outros agentes externos
 
Neuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuro
Neuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuroNeuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuro
Neuro@1987neuropsicologia#neuro#mapasneuro
 
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso AutonomoFarmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
 
Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Biologia Molecular e Celular - Aula 7Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Biologia Molecular e Celular - Aula 7
 
Resumo prot g
Resumo prot gResumo prot g
Resumo prot g
 
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2 Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
Neurofisiologia - sinapses - aula 3 capitulo 2
 
principios-de-sinalizacao-celular
 principios-de-sinalizacao-celular principios-de-sinalizacao-celular
principios-de-sinalizacao-celular
 
Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)
Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)
Apostila - tópicos em fisiologia comparada (USP)
 

Mais de Caio Maximino

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Caio Maximino
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Caio Maximino
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Caio Maximino
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
Caio Maximino
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Caio Maximino
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
Caio Maximino
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Caio Maximino
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
Caio Maximino
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
Caio Maximino
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
Caio Maximino
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Caio Maximino
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Caio Maximino
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Caio Maximino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Caio Maximino
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
Caio Maximino
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Caio Maximino
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
Caio Maximino
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
Caio Maximino
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Caio Maximino
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
Caio Maximino
 

Mais de Caio Maximino (20)

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
 

Último

Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Luiz C. da Silva
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
valdeci17
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Falcão Brasil
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Falcão Brasil
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
Falcão Brasil
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Falcão Brasil
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Falcão Brasil
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 

Último (20)

Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
Manual de Identidade Visual do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prot...
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 

Interação fármaco-receptor

  • 2. UNIFESSPA ObjetivosObjetivos 1. Entender a organização dos receptores e enzimas 2. Descrever a organização geral da sinapse 3. Enumerar e descrever os principais tipos de receptores de fármacos 4. Analisar o processamento de sinais decorrente de interações fármaco-receptor
  • 3. UNIFESSPA A sinapse como sítio de açãoA sinapse como sítio de ação das drogas psicotrópicasdas drogas psicotrópicas ● Stahl – A psicofarmacologia moderna é essencialmente o estudo da neurotransmissão química – Para entender ● ...a ação das drogas no cérebro ● ...o impacto de doenças do sistema nervoso central ● ...as consequências comportamentais de drogas psicotrópicas (médicas ou não) – é preciso conhecer os princípios da neurotransmissão química ● Neurotransmissão organizada em “três dimensões” - espaço, tempo, e função
  • 4. UNIFESSPA Espaço – OrganizaçãoEspaço – Organização microanatômica do SNCmicroanatômica do SNC ● O SNC é classicamente representado como uma série de conexões sinápticas entre neurônios ● O encéfalo, pensado microanatomicamente, é como um complexo diagrama de conexões, nas quais impulsos elétricos são conduzidos para onde a conexão ocorre (i.e., sinapse) ● Transformação FM-AM na sinapse – não há algo como “transmissão sináptica” STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 5. UNIFESSPA Espaço – OrganizaçãoEspaço – Organização química do SNCquímica do SNC ● Mensageiros químicos provenientes de um neurônio podem transmitir informação para o neurônio pós-sináptico (1) ou se “esparramar” (difundir-se) para outros locais (2). → TRANSMISSÃO VOLUMÉTRICA ● O mensageiro químico só irá agir se tiver afinidade pelo alvo; em (3), por exemplo, o neurotransmissor A não age sobre o alvo c porque não tem afinidade por ele. ● O encéfalo não é só um conjunto de conexões, mas também uma sofisticada “sopa química” ● Relevância para a psicofarmacologia: uma droga irá agir em qualquer lugar onde houver receptor, não só onde esses receptores são inervados por sinapses específicas STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 6. UNIFESSPA Tempo – Sinais de ação rápidaTempo – Sinais de ação rápida vs. sinais de ação lentavs. sinais de ação lenta ● A ação de alguns mensageiros químicos é muito rápida, iniciando-se depois de alguns poucos milissegundos após a ocupação do receptor pelo neurotransmissor – Ex.: Aminoácidos – Glutamato, GABA ● Outros efeitos podem demorar de muitos milissegundos a vários segundos – Neuromodulação – um sinal químico de ação lenta mas sustentada pode “dar o tom” de um neurônio, produzindo sua ação primária e modificando a ação de um outro mensageiro
  • 7. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 8. UNIFESSPA Função –Função – EventosEventos sinápticossinápticos ● Eventos pré-sinápticos – acomplamento excitação- secreção – Propagação do sinal – Transdução do sinal ● Eventos pós-sinápticos – Recepção – Integração sináptica – Codificação química e elétrica – ... STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 9. UNIFESSPA Alvos dos fármacosAlvos dos fármacos ● Embora mais de 100 drogas essenciais sejam utilizadas na clínica dos transtornos mentais, existem essencialmente seis tipos de locais de ação para essas moléculas – Canais iônicos transmembrana (~ 1/3 dos psicotrópicos) – Receptores transmembrana acoplados a proteínas G intracelulares (~ 1/3 dos psicotrópicos) – Receptores transmembrana com domínios citosólicos enzimáticos – Receptores intracelulares, incluindo enzimas, reguladores de transcrição e proteínas estruturais – Enzimas extracelulares e transportadores (~ 1/3 dos psicotrópicos) – Receptores de adesão de superfície celular ● Esses alvos são chamados de receptores – “macromoléculas que, através de sua ligação a determinado fármaco, medeiam [as] alterações bioquímicas e fisiológicas [produzidas pelo fármaco]”
  • 10. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 11. UNIFESSPA Transportadores de membrana Servier Medical Art by Servier is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
  • 12. UNIFESSPA Transportadores de membranaTransportadores de membrana ● Proteínas grandes que se ligam ao neurotransmissor localizado do lado de fora da membrana, transportando-o para o lado de dentro – Interrupção da transmissão e/ou reciclagem (membrana celular) – Armazenamento, proteção contra o metabolismo (vesículas)
  • 13. UNIFESSPA Classificação e estruturaClassificação e estrutura ● Transportadores de membrana plasmática – SLC1 (glutamato) – 8TM, dependente de Na+ – SLC5 (colina) – 13TM, dependente de Na+ e Cl- – SLC6 (monoaminas, GABA, glicina) – 12TM, dependente de Na+ e Cl- – SLC38 (glutamina) – 11TM, dependente de Na+ STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 14. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 15. UNIFESSPA Transportadores deTransportadores de monoaminasmonoaminas ● Alta afinidade e baixa capacidade para seus substratos específicos – SLC6A4 – SERT ou 5-HTT (transportador de serotonina) – SLC6A3 – NET (transportador de noradrenalina) – SLC6A2 – DAT (transportador de dopamina) ● “Promiscuidade” do transportador – substratos falsos (outras monoaminas, drogas) podem ser transportados ou competir pelo substrato endógeno – MDMA é substrato falso do SERT; D-anfetamina é substrato falso do NET e do DAT
  • 16. UNIFESSPA Transportadores deTransportadores de monoaminasmonoaminas ● A energia necessária para o transporte é fornecida pelo acoplamento do transporte de sódio a favor de seu gradiente com o transporte da monoamina contra seu gradiente – Sítios de ligação para o neurotransmissor (ortostérico) e para dois Na+ – Sítio(s) alostérico(s) ● O gradiente de sódio é mantido por bombas de sódio e potássio STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 17. UNIFESSPA Estados do SERTEstados do SERT (1)Sítios de ligação do Na+ não-ocupados – baixa afinidade pela serotonina (2)Sítios de ligação do Na+ ocupados – alta afinidade pela serotonina (3)Sítio ortostérico ocupado – transportador saturado (4)Sítio alostérico ocupado – baixa afinidade pela serotonina
  • 18. UNIFESSPA ISRSs e transportadores deISRSs e transportadores de monoaminasmonoaminas
  • 19. UNIFESSPA Dados clínicosDados clínicos ● Níveis diminuídos de SERT no cérebro de pacientes com depressão ● Polimorfismos no gene SERT associados à depressão e ansiedade – 5-HTT-VNTR (repetições localizadas no íntron 2) – 5-HTTLPR (inserção na região promotora) ● Mutação I425V do gene SERT contribuiu com autismo, síndrome de Asperger, e transtorno obsessivo- compulsivo com padrão familiar ● 5-HTTSPR (deleção na região promotora) associado ao transtorno bipolar e esquizofrenia (resultados variam com grupo étnico) ● SNPs noDAT associados à doença de Parkinson, transtorno de Tourette, TDAH, e abuso de substância ● Aumento na expressão do DAT em TDAH e transtorno de Tourette; diminuição na doença de Parkinson
  • 20. UNIFESSPA Transportadores deTransportadores de aminoácidos inibitóriosaminoácidos inibitórios ● Dependentes de sódio e cloreto ● SLC6A1 – GAT1: transporta GABA; principal transportador no encéfalo – Alvo da tiagabina, droga usada como anticonvulsivante ● SLC6A2/3 – GAT2-GAT3: transportam GABA e β-alanina ● SLC6A 4 – GAT4: transporta GABA e betaína
  • 21. UNIFESSPA Transportadores deTransportadores de aminoácidos inibitóriosaminoácidos inibitórios ● SLC6A9 – GlyT1 – Inibição aumenta a glicina sináptica, potencializando a função do receptor NMDA – Antagonistas (bitopertina, PF-03463275) em ensaio clínico para o tratamento da esquizofrenia ● SLC6A5 - GlyT2
  • 22. UNIFESSPA Transportadores de glutamatoTransportadores de glutamato ● Dependem de sódio e prótons ● SLC1A3 – EAAT1/GLAST: localizado em astrócitos ● SLC1A2 – EAAT2/GLT-1: localizado em astrócitos e poucos neurônios ● SLC1A1 – EAAT3: localizado em todos os neurônios ● SLC1A6 – EAAT4: localizado em neurônios ● SLC1A7 – EAAT5: localizado na retina
  • 23. UNIFESSPA Transportadores vesicularesTransportadores vesiculares ● Dependentes de ΔΨ ● SLC18 (vMAT, vAChT) – 12TM ● SLC32 (VIAAT) – 10TM ● SLC17 (vGluT) – 10TM
  • 24. UNIFESSPA Transportadores vesicularesTransportadores vesiculares STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 25. UNIFESSPA vMATs como alvo de drogasvMATs como alvo de drogas ● Reserpina: inibe os vMATs, prevenindo o empacotamento nas vesículas. ● As monoaminas restantes serão degradadas no citosol por enzimas (MAOs) ● Depleção resultante ● Utilizada, nos anos 1950, como antipsicótico, depois da demonstração de seu efeito ‘tranquilizante’ em modelos animais ● Uso infrequente no tratamento de transtornos mentais, porque produz efeitos depressores do SNC e extrapiramidais ● Uso menor no tratamento da hipertensão arterial
  • 26. UNIFESSPA Receptores ligados a proteínas G (GPCRs) Servier Medical Art by Servier is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
  • 27. UNIFESSPA Estrutura e funçãoEstrutura e função ● 7TM em torno de um núcleo central que contém um sítio de ligação para um neurotransmissor (sítio ortostérico) ● Presença de sítios alostéricos ● Ligados de forma não- covalente a proteínas G heterotriméricas intracelulares http://proteopedia.org/wiki/index.php/G_protein-coupled_receptor
  • 28. UNIFESSPA Proteínas G heterotriméricasProteínas G heterotriméricas ● Ligação a nucleotídeos de guanina (GTP ou GDP) ● Constituída por subunidades α e βγ ● Regulam a produção de segundos mensageiros – moléculas de sinalização que transmitem o sinal fornecido pelo primeiro mensageiro (ligante endógeno ou fármaco exógeno) a efetores citoplasmáticos
  • 29. UNIFESSPA O ciclo do GPCRO ciclo do GPCR GOLAN, D. E. et al. Princípios de farmacologia. A base fisiopatológica da terapêutica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
  • 30. UNIFESSPA Cascatas de transdução deCascatas de transdução de sinalsinal cinase STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 31. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 32. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 33. UNIFESSPA Principais vias de sinalizaçãoPrincipais vias de sinalização Proteína G Ações Gs Ativa canais de Ca2+ , ativa AC Gi Ativa canais de K+ , inibe AC Go Inibe canais de Ca2+ Gq Ativa PLC G12/13 Outrs interações com transportadores de íons GOLAN, D. E. et al. Princípios de farmacologia. A base fisiopatológica da terapêutica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
  • 34. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 35. UNIFESSPA Curso temporal das respostasCurso temporal das respostas de transdução de sinalde transdução de sinal STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 37. UNIFESSPA Função enzimáticaFunção enzimática STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 38. UNIFESSPA Inibidores de enzimasInibidores de enzimas STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 39. UNIFESSPA Exemplo 1: iMAOsExemplo 1: iMAOs STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 40. UNIFESSPA Exemplo 1: iMAOsExemplo 1: iMAOs STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 41. UNIFESSPA Exemplo 1: iMAOsExemplo 1: iMAOs STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 43. UNIFESSPA Enzimas de metabolismoEnzimas de metabolismo ● Não são alvos diretos dos psicofármacos, mas, como os metabolizam, alterar sua atividade pode provocar interações e efeitos adversos ● Além disso, alguns psicofármacos afetam a atividade dessas enzimas, alterando sua capacidade de metabolizar outros substratos ● Diversas substâncias podem inibir uma enzima de metabolismo ou podem induzir essa enzima – Inibição leva a menos metabolismo, com mais fármaco ativo circulante – Indução leva a mais metabolismo, com menos fármaco ativo circulante
  • 44. UNIFESSPA CYP1A2CYP1A2 Fumo induz 1A2, aumentando o metabolismo de alguns antipsicóticos STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 45. UNIFESSPA CYP2D6CYP2D6 ● Muitos psicofármacos também são substratos da CYP 2D6 e, portanto, podem apresentar níveis sanguíneos elevados quando administradas com inibidor da CYP 2D6 ● P. ex.: Se um antidepressivo tricíclico (substrato da CYP 2D6) for administrado concomitantemente a um agente inibidor dessa enzima (p. ex., paroxetina, fluoxetina), isso provocará elevação dos níveis do antidepressivo tricíclico, que pode ser tóxico. STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 46. UNIFESSPA CYP3A4CYP3A4 ● A combinação de um inibidor da 3A4 com – pimozida pode resultar em níveis plasmáticos elevados de pimozida, com consequente prolongamento de QTc e arritmias cardíacas perigosas – com alprazolam ou triazolam pode produzir sedação significativa, devido aos níveis plasmáticos elevados desses últimos agentes. – Com certos agentes redutores do colesterol pode aumentar o risco de lesão muscular e rabdomiólise, devido aos níveis plasmáticos elevados dessas estatinas. ● Como a carbamazepina é um estabilizador do humor frequentemente associado a antipsicóticos atípicos, é possível que a carbamazepina acrescentada ao esquema de paciente previamente estabilizado com essas drogas reduza os níveis desses agentes no sangue e no cérebro, exigindo aumento de sua dose ● Se a carbamazepina for interrompida em um paciente em uso de um desses antipsicóticos atípicos, pode ser necessário reduzir as doses desses fármacos, pq a autoindução da 3A4 pela carbamazepina é revertida com o tempo STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 48. UNIFESSPA Canais iônicosCanais iônicos ● Regulam a passagem de íons e outras moléculas hidrofílicas através da membrana plasmática – Permeabilidade seletiva: canais de sódio, canais de cálcio, canais de cloreto, canais de íons divalentes, &c ● Em neurônios, são responsáveis principalmente pela excitabilidade celular e pela exocitose GOLAN, D. E. et al. Princípios de farmacologia. A base fisiopatológica da terapêutica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
  • 49. UNIFESSPA Estados dos canais iônicosEstados dos canais iônicos ● Alguns canais parecem assumir apenas dois estados, aberto (permeável) e fechado (impermeável) ● Outros canais podem tornar-se refratários ou inativados; nesse estado, a permeabilidade do canal não pode ser alterada por certo período de tempo STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 50. UNIFESSPA Estados dos canais iônicosEstados dos canais iônicos
  • 51. UNIFESSPA Estrutura e funçãoEstrutura e função ● Constituídos por várias fitas longas de aminoácidos reunidos na forma de subunidades (α-hélices) em torno de um poro ● Essas subunidades costumam apresentar múltiplos sítios de ligação para diferentes substâncias – Sítios de ligação para íons, em alguns casos – Sítios de ligação para um neurotransmissor – Sítios de ligação para um co-transmissor (alostérico) – Sítios de ligação alostéricos para outros moduladores
  • 52. UNIFESSPA Receptores ionotrópicosReceptores ionotrópicos pentaméricospentaméricos ● Montados a partir de cinco subunidades proteicas, cada qual com quatro regiões transmembrânicas ● Apresentam subtipos de acordo com a composição de subunidades; esses subtipos diferem em termos de afinidade por fármacos, por exemplo STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 53. UNIFESSPA Ligantes endógenos de algunsLigantes endógenos de alguns receptores pentaméricosreceptores pentaméricos Neurotransmissor Receptor Acetilcolina Receptores nicotínicos GABA Receptores GABAA e GABAρ Glicina Receptores de glicina sensíveis à estricnina (também modulador alostérico do receptor NMDA) Serotonina Receptores 5-HT3
  • 55. UNIFESSPA Exemplos de subtipos deExemplos de subtipos de receptores pentaméricosreceptores pentaméricos Neurotransmissor Subtipo Classe farmacológica Ação terapêutica ACh Receptores nicotínicos α4β2 Agonistas parciais dos receptores nicotínicos (vareniclina) Abandono do tabagismo GABA Receptores benzodiazepínicos centrais (entre subunidades α e γ) Benzodiazepínicos Ansiolítica Sítios moduladores alostéricos positivos não- benzodiazepínicos Barbitúricos “Fármacos Z”/Hipnoticos Etanol Melhora da insônia Abuso Glutamato Sítios de canais de Mg2+ para NMDA Antagonistas do NMDA (memantina) Redução na velocidade de progressão da DA Sítios de canais abertos para NMDA PCP, cetamina Alucinógenos dissociativos Serotonina 5-HT3 Antagonistas 5-HT3 (Mirtazapina) Antieméticos
  • 56. UNIFESSPA Receptores ionotrópicosReceptores ionotrópicos tetraméricostetraméricos ● Os receptores do glutamato usualmente são tetraméricos: apresentam quatro subunidades que apresentam 3 regiões TM e uma quarta alça reentrante ● Estrutura-padrão dos subtipos ácido α-amino-3- hidroxi-5-metil-4-isoxazol- propiônico (AMPA) e N- metil-D-aspartato (NMDA) STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 57. UNIFESSPA Modulação alostéricaModulação alostérica ● Além dos ligantes endógenos e fármacos que agem em sítios ortostéricos, outras moléculas podem se ligar ao complexo recepto/canal iônico e locais diferentes ● Ligantes agindo nesses sítios são moduladores, e não neurotransmissores, porque têm pouca ou nenhuma atividade própria na ausência do neurotransmissor
  • 58. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 59. UNIFESSPA STAHL, S. M. Psicofarmacologia: Base neurocientifica e aplicações práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
  • 61. UNIFESSPA Para a próxima aulaPara a próxima aula ● Você precisa ter aprendido – O que é um receptor, no sentido farmacológico – Quais são os principais alvos dos fármacos ● Quais são os principais alvos dos psicofármacos – Como esses elementos se organizam na sinapse ● A bibliografia será: – GOLAN, cap. 2 (pp. 21-26) – STAHL, cap. 2 (só “receptores ligados às proteínas G como alvos de psicofármacos”) – STAHL, cap. 3 (“espectro agonista”, “diferentes estados dos canais iônicos controlados por ligantes”, “modulação alostérica”)