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Inquietações sobre o Design
Instrucional
Miguel Siano
Educador
Vamos nos conhecer?
Questão inicial
• O que é Desenho Instrucional?
• Na opinião de vocês o que é necessário para o
desenhista instrucional desenvolver o seu trabalho?
• Como se desenvolve um desenho instrucional?
• O que vocês acham que norteia o desenho
instrucional?
Blah blah blablablah,
blah blablabla bla,
“CLIQUE EM
AVANÇAR”...
... mais blaaaah blah
blablablah, blah,
“CLIQUE EM
AVANÇAR”...
Mariola, como
você está indo
nesse curso de
e-learning?
Terminei em 43
minutos!
Ok. Mas do que se
trata esse curso?
Ahhh....
Unhhhh...
É alguma coisa sobre
“CLIQUE EM
AVANÇAR”.
Vista sobre EaD
• Demanda: preocupação com o crescimento
econômico, formação profissional, espaço
geográfico brasileiro.
• LDB/Le. 9394/96, Art. 80: o Poder Público
deverá incentivar o uso da EaD em todos os
níveis e modalidades de ensino.
Cenário: dados gerais da educação a distância
Mercado nacional
Cenário: dados gerais da educação a distância
Mercado internacional
As maiores taxas de crescimento estão no Brasil, Colômbia, Bolívia e Chile em
21,5%, 18,6%, 17,8% e 14,4%, respectivamente.
EaD
A educação on-line se concretiza pela utilização
de recursos e mídias que levam ao participante:
Utilização de recursos tecnológicos
e apoio de diferentes mídias
• orientações;
• conteúdo;
• mensagens trocadas entre participantes e tutores.
Interatividade
... o princípio da interação e da interatividade é
fundamental para o processo de comunicação e
deve ser garantido no uso de qualquer meio
tecnológico a ser disponibilizado.
Tendo o estudante como centro do processo
educacional, um dos pilares para garantir a
qualidade de um curso a distância é a
interatividade entre professores, tutores e
estudantes. (MEC/SEED, 2007, p. 10).
Interatividade
Estrutura tecnológica
Contexto da
comunicação
Percepção do usuário
Fonte: Kiousis, 2002.
Para uma educação através da rede, os ambientes de
aprendizagem devem ser:
• ativos;
• sociais (educação como forma de interação social – Paulo
Freire);
• centrados no aprendiz.
Ou seja, os AVAs devem ter como característica principal a
INTERATIVIDADE.
Características de um AVA
A TI suporta pelo menos três tipos de interação:
1. Indivíduo-indivíduo (ex.: Fórum);
2. Indivíduo-ferramenta
3. Indivíduo-conceitos (ex.: simuladores)
Tecnologia Educacional
• Sociedade do conhecimento
• TICs
• Web 2.0
TE
Mídias Mediação Publicações
Fonte: Carvalho e Melo (2010)
• Percepção e ação do usuário: não deve existir
mais o papel de receptor por parte do aluno.
• Interagir para construir seus próprios
significados (construtivismo).
Tecnologia Educacional
Breve introdução ao DI
Vídeo Merrill
• http://dotsub.com/view/69436425-da0a-409d-9886-
69f20bea1123
• Prof. M. David Merrill é consultor em DI e professor da Utah
State University (EUA).
DI
Quem é?
Profissional da área de educação e/ou áreas
afins, com experiência em construção de
material didático para EaD on-line.
O que faz?
• Responsabiliza-se pela formatação
pedagógica dos conteúdos.
• Assegura a qualidade e precisão do
conteúdo, da instrução e do material didático.
• Mantém os elementos do curso devidamente
relacionados.
O papel do Desenhista Instrucional é ler as entrelinhas do
conteúdo e criar possibilidades de aprendizagem, através
de estratégias pedagógicas que auxiliem o leitor a encontrar
o melhor caminho para a construção do conhecimento.
Relevância
• A introdução de novos modelos de DI, em um curso
de formação de docentes, reduziu a taxa de evasão
e aumentou o índice de participação efetiva dos
cursistas, na comparação entre dois anos (Salvador
et al., 2008).
• Menezes et al. (2008): necessidade de avanço dos
processos pedagógicos frente a veiculação de
diversos conteúdos pela internet.
• O MTE, através do CBO, reconhece e descreve
as características da profissão de DI.
• Descrição feita em janeiro/2009 com o código
nº 2394-35 e três nomenclaturas: Desenhista
instrucional, Designer instrucional ou
Projetista instrucional.
Mercado de trabalho
• O CBO faz uma descrição resumida das atividades exercidas
por esse profissional:
“Implementam, avaliam, coordenam e planejam o
desenvolvimento de projetos pedagógicos/instrucionais nas
modalidades de ensino presencial e/ou a distância, aplicando
metodologias e técnicas para facilitar o processo de ensino e
aprendizagem. Atuam em cursos acadêmicos e/ou
corporativos em todos os níveis de ensino para atender as
necessidades dos alunos, acompanhando e avaliando os
processos educacionais. Viabilizam o trabalho coletivo,
criando e organizando mecanismos de participação em
programas e projetos educacionais, facilitando o processo
comunicativo entre a comunidade escolar e as associações a
ela vinculadas.”
Mercado de trabalho
• Demanda pelo DI sinalizada pelos Referenciais do
MEC/SEED†:
“as instituições devem elaborar seus materiais para uso a distância,
buscando integrar as diferentes mídias, explorando a convergência e
integração entre materiais impressos, radiofônicos, televisivos, de
informática, de videoconferências e teleconferências, dentre outros,
sempre na perspectiva da construção do conhecimento e favorecendo a
interação entre os múltiplos atores.”
• Concurso público Serpro 2010: Cargo 4: analista – Especialização: desenho
instrucional.
• UDESC/CEAD 2011: Produção de Material de EaD – Design Instrucional.
• Empresas voltadas para a educação corporativa e on-line (e-learning) :
Valer, Universidade Petrobras.
Fluxo de trabalho: ADDIE
ANÁLISE
DESIGN
DESENVOLVIMENTO
IMPLEMENTAÇÃO
AVALIAÇÃO
Pesquisa
Retroalimentação
Ferramental: PC (nível macro)
[...] definimos design instrucional como o processo (conjunto de atividades) de
identificar um problema (uma necessidade) de aprendizagem e desenhar,
implementar e avaliar uma solução para esse problema.(FILATRO, 2008, p. 03)
Um processo de aprendizagem deve ser feito de maneira estruturada, planejada,
para que sejam alcançados os resultados esperados.
Duas funções primordiais:
1. caracterização do contexto, perfil da clientela e objetivos.
2. alinhamento e esclarecimento perante o autor/cliente.
1. Modelo de curso / Modalidade
2. Público-alvo
3. Objetivos
4. Linguagem
5. Bases tecnológicas
6. Estratégias de Aprendizagem
7. Recursos
8. Atividades e feedback
9. Tipo de avaliação
10. Avaliação do projeto e revisão
Ferramental: PC
Ferramental: Cronograma
Cronograma:
 4 semanas;
 1 aula semana;
 Carga horária: 44 horas.
Aula Descrição
1. Biblioteca Virtual Estudo de diferentes conceitos referentes à
biblioteca virtual.
2. Fontes de buscas Identificação de fontes de busca acadêmicas e
informais na internet e pesquisa nesses diferentes
recursos.
3. Estratégias de busca Uso de diferentes estratégias na busca de
informações.
4. Difusão da informação Publicação na internet das informações produzidas
durante o curso, direcionando para o público-alvo
de interesse.
• Documento que facilita a visualização da
construção de um curso. Usado no
planejamento.
• Serve como um guia macro da estrutura do
curso a ser implementado.
Ferramental: Mapa de atividades
Aula/
Semana
(Período)
Unidade
(Tema
principal)
Sub-unidades (Sub-
temas)
Objetivos específicos
Atividades TEÓRICAS e
recursos/ferramentas de EaD
Atividades PRÁTICAS e
recursos/ferramentas de EaD
Aula 1
Semana 1
28/09/2010-
04/10/2010
5 dias
(10h)
Biblioteca
Virtual
1. Conceitos de
biblioteca virtual;
2. Tipos de
bibliotecas
virtuais.
a. Comparar diferentes
conceitos referentes
à biblioteca virtual;
b. Construir, em grupo,
conceito próprio
através de pesquisa
na internet sobre
outros conceitos.
Ativ. 1 – Leitura do texto:
“Biblioteca virtual”
Recurso: Arquivo em pdf.
Ferramenta: Material de Apoio.
Ativ. 2 – Formação de grupos através da
ferramenta “Grupos”.
Após isso, fazer pesquisa na internet para
responder as perguntas propostas.
Recurso: Arquivo em pdf.
Ferramenta: Atividades
Aula 2
Semana 2
05/10/2010-
11/10/2010
5 dias
(10h)
Fontes de
buscas
1. Sites de busca
em geral;
2. Sites com
informações
confiáveis.
a. Diferenciar fontes
de busca
acadêmicas e
informais;
b. Pesquisar em
diferentes fontes de
busca.
Ativ. 3 – Vídeo sobre os
diferentes sites de busca.
Recurso: Vídeo disponibilizado
num link em Atividades.
Ferramenta: Atividades.
Ativ. 4 – Pesquisar na internet sobre a Gripe
H1N1 (vulgo suína). A pesquisa deverá ser
feita em um site de busca popular e um site
acadêmico. Após, os alunos irão postar a
pesquisa no portfólio individual e debater
suas impressões sobre as pesquisas.
Recurso: Pesquisa na internet
Ferramenta: Fóruns de Discussão
Aula 3
Semana 3
12/10/2010-
18/10/2010
5 dias
(10h)
Estratégias
de buscas
1. Uso de
ferramentas de
busca;
2. Uso de códigos
de busca.
Aplicar diferentes
estratégias na busca de
informações
Ativ. 5 – Acesso aos recursos
de pesquisa de três sites de
busca
Recurso: Hiperlinks em
Atividades.
Ferramenta: Atividades.
Ativ.6 – Elaboração em grupo de um
“manual” com estratégias de busca na web.
Recurso: upload de um pdf ou doc.
Ferramenta: Portfólio de grupo
Aula 4
Semana 4
19/10/2010-
25/10/2010
5 dias
(10h)
Difusão da
informação
1. Maneiras de se
publicar a
informação;
2. Reconhecimento
do público-alvo.
Publicar
bibliotecas/fontes de
informações,
direcionadas ao público-
alvo.
Ativ.7 – Leitura do texto:
“Publicando na web.”
Recurso: Arquivo em pdf.
Ferramenta: Material de Apoio.
Ativ. 8 – Vídeo: “Consumidores
da web.”.
Recurso: Vídeo disponibilizado
num link em Atividades.
Ativ. 9 – Seleção de um banco de
informações afins, com no mínimo cinco
itens e três tipos diferentes de mídias. Após
isso, publicar esse banco externamente (site
fora da plataforma).
Recurso: upload de mídias.
Ferramenta: Portfólio individual.
Ferramental: Mapa de atividades
• Detalhamento de dinâmicas mais complexas,
já propostas no mapa de atividades.
• O DI deverá selecionar aquelas de maior
complexidade para transpô-las com maior
riqueza de detalhes para a matriz, a fim de
haver uma precisão descritiva no seu
planejamento.
Ferramental: Matriz de DI
Identificaçã
o da
Atividade
Descrição/ proposta da
dinâmica
Objetivo(s)
Critérios /
avaliação
Tipo de
interação
Prazo Ferramenta
Conteúdo(s) de
apoio e
complementares
Produção
dos alunos /
avaliação
Feedback
Aula 01,
atividade
02.
Nome da atividade: “O
que é uma biblioteca
virtual?”
Trabalho onde os
alunos, deverão
trabalhar em grupo para
pesquisar sobre
diferentes conceitos
sobre biblioteca virtual,
concluindo no final da
pesquisa, com o seu
próprio conceito.
Ao se comunicarem
através da ferramenta
Correios, os alunos
deverão copiar os
formadores para que os
mesmos possam avaliar
o entrosamento do
grupo.
a.Conhecer
conceitos
referentes
à biblioteca
virtual;
b.Construir,
em grupo,
conceito
próprio
através de
pesquisa
na internet
sobre
outros
conceitos.
1- Comunicação
através da
ferramenta
Correios.
2- Disponibilização
das informações
para o grupo de
maneira
organizada.
3- Realização da
atividade dentro do
prazo
determinado.
4 – Criatividade.
5 – Embasamento
na pesquisa.
Grupo 7 dias.
Grupos,
Correio e
Portfólio de
Grupo.
Artigo em PDF:
“Bibliotecas
virtuais e digitais”
(Ferramenta:
Material de
Apoio).
Texto feito
pelo grupo,
discorrendo
sobre os
diferentes
conceitos a
respeito das
bibliotecas
virtuais, com
uma
conclusão
final
expondo um
conceito
construído
pelo grupo.
N1 -
Atividade 5
-
“O que é
uma
biblioteca
virtual?”
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após a data
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virtual.
SB: desenvolvimento
Ferramental: SB (nível micro)
O SB é um documento que especifica elementos:
– audiovisuais (narração, música, animações, imagens,
ilustrações);
– textuais;
– interativos (atividades, exercícios, simulações);
– de navegação no curso.
SB: desenvolvimento
Título do curso: Biblioteca Virtual No da tela: 01
Designer Instrucional: Miguel Siano Data: 24/03/2010
Versão: 1.0
Informações para a equipe
produção
1. Agenda:
Usar arquivo agenda_aula_01_.swf
(feito no Ispring). Será disponibilizada
em 23/09/2010.
2. Atividades:
Disponibilizar informações gerais
sobre o curso. Usar arquivo
informacoes_gerais.doc.
Será disponibilizada em 23/09/2010.
3. Atividades:
Disponibilizar a atividade 1, dentro de
uma pasta da Aula 01. Usar as
orientacoe_ativ_1.doc. Será
disponibilizada em23/09/2010.
4. Material de Apoio:
Disponibilizar o arquivo
Biblioteca_virtual.pdf, dentro de uma
pasta da Aula 01. Será disponibilizada
em 23/09/2010.
5. Exercícios:
Usar o arquivo
questoes_biblioteca.doc para montar o
exercício. O aluno terá dois dias para
fazer esta atividade. Será
disponibilizada em30/09/2010.
Duração: essa aula terá duração de
cinco dias.
Observação: Lembrar de marcar as
Ferramentas.
Agenda:
Boas vindas aos alunos e
fluxograma indicativo dos passos
a serem percorridos na respectiva
aula.
Resumo da navegação_Aula_01:
Agenda > Atividades > Informações gerais > Pasta Aula 01 > Atividade 1 > Material de Apoio > Pasta Aula 01 >
Arquivo em .pdf > Atividades > Pasta Aula 01 > Atividade 2 > Exercícios.
Aula 01: Biblioteca Virtual (semana 01/duração cinco dias)
Atividades:
Informações gerais sobre o curso.
Atividade 1:
Leitura do texto: “Biblioteca
virtual”.
Atividade 2:
5 perguntas em formato de quiz
sobre o biblioteca virtual.
Ferramental: SB
Dicas para a construção de um SB
1. Tente visualizar as situações descritas;
2. Coloque-se no lugar do participante; imagine que você nunca
acessou esse tipo de curso/interface gráfica; você terá
facilidade em navegar nele?
3. Elementos visuais (imagens, gráficos, mapas, fluxo etc.)
ajudam o participante a concretizar mais facilmente
conceitos abstratos.
Dicas para a construção de um SB
4. Construa-o de maneira granular, ou seja, em
módulos/unidades, fazendo o link entre elas;
5. Contextualize o conteúdo de acordo com a realidade do
público-alvo;
6. Problematize o conteúdo, não transmita meramente
conceitos, faça o aluno pensar, tomar uma decisão. Nessa
situação, uma estratégia muito eficiente é o uso de estudos
de caso, onde são simuladas situações cotidianas do
participante.
“Sede” de conhecimento
?
?
Quais são as diferenças entre...
Informação
Conteúdo desenvolvido por
especialista (SME)
Instrução sistematicamente
desenhada
Informação
Texto expositório e outras mídias elaboradas para
transmitir uma mensagem (emissor->receptor).
Conteúdo desenvolvido por especialista (SME)
Bases tecnológicas, por vezes estritamente teóricas. Não
levam à reflexão.
Instrução sistematicamente desenhada
Sequência de eventos baseados na combinação da
experiência prática, teoria e pesquisa
(ação-reflexão-ação).
“Sede” de conhecimento
Transposição pedagógica
Modifica-se o saber, suprimindo a dificuldade
quando ela aparece, ou através de uma
reorganização do saber, uma verdadeira
reformulação dos conteúdos.
É fundamental que, durante este processo,
tenha-se em mente o ponto de vista do aluno
(Marandino, 2004).
Sem a mediação da transposição didática, a
aprendizagem e a aplicação de estratégias e
procedimentos de ensino tornam-se abstratas,
dissociando teoria e prática.
Essa aprendizagem é imprescindível para que, no
futuro, o professor seja capaz tanto de selecionar
conteúdos como de eleger as estratégias mais
adequadas para a aprendizagem dos alunos,
considerando sua diversidade e as diferentes faixas
etárias (MEC/CNE, 2001).
• a transposição pedagógica visa transformar os
conteúdos selecionados em objetos de ensino
para determinado público.
• crítica em relação a uma prática educativa que
não considera a relevância e a relação dos
conteúdos com os conhecimentos que o aluno
deve aprender, o chamado conteudismo.
Situações de transposição
1. Seleção ou recorte de conteúdo de acordo com o que o
professor considera relevante para construir as competências
consensuadas na proposta pedagógica.
2. Ênfase, reforço ou diminuição de alguns aspectos ou temas.
3. Divisão do conhecimento para facilitar o seu entendimento,
voltando depois a estabelecer a relação entre aquilo que foi
dividido para manter uma coesão.
Situações de transposição
4. Distribuição do conteúdo no tempo para organizar uma
sequência, um ordenamento, uma série linear ou não linear
de conceitos e relações.
5. Progressão didática: identificação de pré-requisitos para
determinado assunto; caso haja propor nova
organização/sequência do conteúdo.
6. Determinação de uma forma de organizar e apresentar os
conteúdos, como por meio de textos, gráficos.
Aprendizagem significativa
“É preciso valorizar o mundo real dos sujeitos,
considerá-los como protagonistas de sua história
e não como ‘receptores’ de mensagens e
consumidores de produtos culturais.”
Belloni, 2001.
• aproximar o conteúdo da realidade do aluno, do seu
cotidiano profissional, correlacionando-o com
possíveis esquemas mentais prévios.
• contextualizar como uma estratégia fundamental
para a construção de significações.
• Na divulgação de programas de formação foque a
ação e não o conhecimento.
Aprendizagem significativa
Características dos cursos livres
• Focados no desenvolvimento de competências
requeridas à prática profissional;
• Baseados em situações reais encontradas na
rotina do trabalhador.
Estratégias pedagógicas
• Contextualização do aprendizado; menos
conteudismo.
• Uso de simulações.
• Atividades com feedbacks construtivos.
• Instrumentalização dos alunos através de
documentos orientadores/modelos.
• Modelo de avaliação com formulação positiva
de questões.
Linguagem
“Falar como as pessoas comuns e pensar da maneira mais
inteligente; assim todos o compreenderão”.
Aristóteles.
A construção do significado pelo participante envolve
algumas variáveis, como:
– os conhecimentos que o leitor detém sobre o mundo,
sobre o tema específico e os tipos de textos;
– a estrutura do próprio texto, ou seja, o uso adequado e
apropriado dos recursos textuais.
Fonte: Ramos (2006).
A escrita é a ferramenta pela qual o conhecimento é transmitido.
É importante que ela seja clara, simples, objetiva e dialógica,
com estruturas narrativas, entremeando perguntas e respostas.
Funções:
– despertar interesse;
– remeter ao participante aos ensinamentos iniciais;
– introduzir novos ensinamentos;
– estimular o pensamento;
– levar o participante a encontrar suas respostas.
Linguagem
Estratégias para facilitar a leitura
1. Marcadores linguísticos da coerência textual;
2. Títulos e subtítulos;
3. Organizadores prévios (exemplos: sumário/índice, bullets);
4. Questões e atividades de estudo (permitem a interação com o
conteúdo);
5. Ilustrações, quadros, tabelas, gráficos;
6. Sinalizadores (exemplos: uso de ícones, negrito, caixa alta);
7. Objetivos de aprendizagem;
8. Simplificações léxicas e sintáticas (exemplos: uso de linguagem
coloquial, metáforas, analogias).
Linguagem
Linguagem
Ramos (2006) afirma que a compreensão de um texto ocorre
principalmente quando o participante consegue aplicar tais
informações para solucionar novas situações-problema.
Daí a importância de serem inseridas atividades ao longo de uma
escrita (engajamento).
Inquietações
• Como um aluno se sente quando está com o material
didático na mão e não têm ninguém para esclarecer
suas dúvidas?
• Mídia impressa ou telas?
• O que é imprescindível em um material didático para
suprir a falta da presença do docente?
Vamos entender algumas diferenças?
Análise de materiais
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Inquietações sobre o Design Instrucional

  • 1. Inquietações sobre o Design Instrucional Miguel Siano Educador
  • 3. Questão inicial • O que é Desenho Instrucional? • Na opinião de vocês o que é necessário para o desenhista instrucional desenvolver o seu trabalho? • Como se desenvolve um desenho instrucional? • O que vocês acham que norteia o desenho instrucional?
  • 4. Blah blah blablablah, blah blablabla bla, “CLIQUE EM AVANÇAR”...
  • 5. ... mais blaaaah blah blablablah, blah, “CLIQUE EM AVANÇAR”...
  • 6. Mariola, como você está indo nesse curso de e-learning? Terminei em 43 minutos!
  • 7. Ok. Mas do que se trata esse curso? Ahhh.... Unhhhh... É alguma coisa sobre “CLIQUE EM AVANÇAR”.
  • 8. Vista sobre EaD • Demanda: preocupação com o crescimento econômico, formação profissional, espaço geográfico brasileiro. • LDB/Le. 9394/96, Art. 80: o Poder Público deverá incentivar o uso da EaD em todos os níveis e modalidades de ensino.
  • 9. Cenário: dados gerais da educação a distância Mercado nacional
  • 10. Cenário: dados gerais da educação a distância Mercado internacional As maiores taxas de crescimento estão no Brasil, Colômbia, Bolívia e Chile em 21,5%, 18,6%, 17,8% e 14,4%, respectivamente.
  • 11. EaD A educação on-line se concretiza pela utilização de recursos e mídias que levam ao participante: Utilização de recursos tecnológicos e apoio de diferentes mídias • orientações; • conteúdo; • mensagens trocadas entre participantes e tutores.
  • 12. Interatividade ... o princípio da interação e da interatividade é fundamental para o processo de comunicação e deve ser garantido no uso de qualquer meio tecnológico a ser disponibilizado. Tendo o estudante como centro do processo educacional, um dos pilares para garantir a qualidade de um curso a distância é a interatividade entre professores, tutores e estudantes. (MEC/SEED, 2007, p. 10).
  • 14. Para uma educação através da rede, os ambientes de aprendizagem devem ser: • ativos; • sociais (educação como forma de interação social – Paulo Freire); • centrados no aprendiz. Ou seja, os AVAs devem ter como característica principal a INTERATIVIDADE. Características de um AVA A TI suporta pelo menos três tipos de interação: 1. Indivíduo-indivíduo (ex.: Fórum); 2. Indivíduo-ferramenta 3. Indivíduo-conceitos (ex.: simuladores)
  • 15. Tecnologia Educacional • Sociedade do conhecimento • TICs • Web 2.0 TE Mídias Mediação Publicações Fonte: Carvalho e Melo (2010)
  • 16. • Percepção e ação do usuário: não deve existir mais o papel de receptor por parte do aluno. • Interagir para construir seus próprios significados (construtivismo). Tecnologia Educacional
  • 17. Breve introdução ao DI Vídeo Merrill • http://dotsub.com/view/69436425-da0a-409d-9886- 69f20bea1123 • Prof. M. David Merrill é consultor em DI e professor da Utah State University (EUA).
  • 18. DI Quem é? Profissional da área de educação e/ou áreas afins, com experiência em construção de material didático para EaD on-line. O que faz? • Responsabiliza-se pela formatação pedagógica dos conteúdos. • Assegura a qualidade e precisão do conteúdo, da instrução e do material didático. • Mantém os elementos do curso devidamente relacionados.
  • 19. O papel do Desenhista Instrucional é ler as entrelinhas do conteúdo e criar possibilidades de aprendizagem, através de estratégias pedagógicas que auxiliem o leitor a encontrar o melhor caminho para a construção do conhecimento.
  • 20. Relevância • A introdução de novos modelos de DI, em um curso de formação de docentes, reduziu a taxa de evasão e aumentou o índice de participação efetiva dos cursistas, na comparação entre dois anos (Salvador et al., 2008). • Menezes et al. (2008): necessidade de avanço dos processos pedagógicos frente a veiculação de diversos conteúdos pela internet.
  • 21. • O MTE, através do CBO, reconhece e descreve as características da profissão de DI. • Descrição feita em janeiro/2009 com o código nº 2394-35 e três nomenclaturas: Desenhista instrucional, Designer instrucional ou Projetista instrucional. Mercado de trabalho
  • 22. • O CBO faz uma descrição resumida das atividades exercidas por esse profissional: “Implementam, avaliam, coordenam e planejam o desenvolvimento de projetos pedagógicos/instrucionais nas modalidades de ensino presencial e/ou a distância, aplicando metodologias e técnicas para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Atuam em cursos acadêmicos e/ou corporativos em todos os níveis de ensino para atender as necessidades dos alunos, acompanhando e avaliando os processos educacionais. Viabilizam o trabalho coletivo, criando e organizando mecanismos de participação em programas e projetos educacionais, facilitando o processo comunicativo entre a comunidade escolar e as associações a ela vinculadas.”
  • 23. Mercado de trabalho • Demanda pelo DI sinalizada pelos Referenciais do MEC/SEED†: “as instituições devem elaborar seus materiais para uso a distância, buscando integrar as diferentes mídias, explorando a convergência e integração entre materiais impressos, radiofônicos, televisivos, de informática, de videoconferências e teleconferências, dentre outros, sempre na perspectiva da construção do conhecimento e favorecendo a interação entre os múltiplos atores.” • Concurso público Serpro 2010: Cargo 4: analista – Especialização: desenho instrucional. • UDESC/CEAD 2011: Produção de Material de EaD – Design Instrucional. • Empresas voltadas para a educação corporativa e on-line (e-learning) : Valer, Universidade Petrobras.
  • 24. Fluxo de trabalho: ADDIE ANÁLISE DESIGN DESENVOLVIMENTO IMPLEMENTAÇÃO AVALIAÇÃO Pesquisa Retroalimentação
  • 25. Ferramental: PC (nível macro) [...] definimos design instrucional como o processo (conjunto de atividades) de identificar um problema (uma necessidade) de aprendizagem e desenhar, implementar e avaliar uma solução para esse problema.(FILATRO, 2008, p. 03) Um processo de aprendizagem deve ser feito de maneira estruturada, planejada, para que sejam alcançados os resultados esperados. Duas funções primordiais: 1. caracterização do contexto, perfil da clientela e objetivos. 2. alinhamento e esclarecimento perante o autor/cliente.
  • 26. 1. Modelo de curso / Modalidade 2. Público-alvo 3. Objetivos 4. Linguagem 5. Bases tecnológicas 6. Estratégias de Aprendizagem 7. Recursos 8. Atividades e feedback 9. Tipo de avaliação 10. Avaliação do projeto e revisão Ferramental: PC
  • 27. Ferramental: Cronograma Cronograma:  4 semanas;  1 aula semana;  Carga horária: 44 horas. Aula Descrição 1. Biblioteca Virtual Estudo de diferentes conceitos referentes à biblioteca virtual. 2. Fontes de buscas Identificação de fontes de busca acadêmicas e informais na internet e pesquisa nesses diferentes recursos. 3. Estratégias de busca Uso de diferentes estratégias na busca de informações. 4. Difusão da informação Publicação na internet das informações produzidas durante o curso, direcionando para o público-alvo de interesse.
  • 28. • Documento que facilita a visualização da construção de um curso. Usado no planejamento. • Serve como um guia macro da estrutura do curso a ser implementado. Ferramental: Mapa de atividades
  • 29. Aula/ Semana (Período) Unidade (Tema principal) Sub-unidades (Sub- temas) Objetivos específicos Atividades TEÓRICAS e recursos/ferramentas de EaD Atividades PRÁTICAS e recursos/ferramentas de EaD Aula 1 Semana 1 28/09/2010- 04/10/2010 5 dias (10h) Biblioteca Virtual 1. Conceitos de biblioteca virtual; 2. Tipos de bibliotecas virtuais. a. Comparar diferentes conceitos referentes à biblioteca virtual; b. Construir, em grupo, conceito próprio através de pesquisa na internet sobre outros conceitos. Ativ. 1 – Leitura do texto: “Biblioteca virtual” Recurso: Arquivo em pdf. Ferramenta: Material de Apoio. Ativ. 2 – Formação de grupos através da ferramenta “Grupos”. Após isso, fazer pesquisa na internet para responder as perguntas propostas. Recurso: Arquivo em pdf. Ferramenta: Atividades Aula 2 Semana 2 05/10/2010- 11/10/2010 5 dias (10h) Fontes de buscas 1. Sites de busca em geral; 2. Sites com informações confiáveis. a. Diferenciar fontes de busca acadêmicas e informais; b. Pesquisar em diferentes fontes de busca. Ativ. 3 – Vídeo sobre os diferentes sites de busca. Recurso: Vídeo disponibilizado num link em Atividades. Ferramenta: Atividades. Ativ. 4 – Pesquisar na internet sobre a Gripe H1N1 (vulgo suína). A pesquisa deverá ser feita em um site de busca popular e um site acadêmico. Após, os alunos irão postar a pesquisa no portfólio individual e debater suas impressões sobre as pesquisas. Recurso: Pesquisa na internet Ferramenta: Fóruns de Discussão Aula 3 Semana 3 12/10/2010- 18/10/2010 5 dias (10h) Estratégias de buscas 1. Uso de ferramentas de busca; 2. Uso de códigos de busca. Aplicar diferentes estratégias na busca de informações Ativ. 5 – Acesso aos recursos de pesquisa de três sites de busca Recurso: Hiperlinks em Atividades. Ferramenta: Atividades. Ativ.6 – Elaboração em grupo de um “manual” com estratégias de busca na web. Recurso: upload de um pdf ou doc. Ferramenta: Portfólio de grupo Aula 4 Semana 4 19/10/2010- 25/10/2010 5 dias (10h) Difusão da informação 1. Maneiras de se publicar a informação; 2. Reconhecimento do público-alvo. Publicar bibliotecas/fontes de informações, direcionadas ao público- alvo. Ativ.7 – Leitura do texto: “Publicando na web.” Recurso: Arquivo em pdf. Ferramenta: Material de Apoio. Ativ. 8 – Vídeo: “Consumidores da web.”. Recurso: Vídeo disponibilizado num link em Atividades. Ativ. 9 – Seleção de um banco de informações afins, com no mínimo cinco itens e três tipos diferentes de mídias. Após isso, publicar esse banco externamente (site fora da plataforma). Recurso: upload de mídias. Ferramenta: Portfólio individual. Ferramental: Mapa de atividades
  • 30. • Detalhamento de dinâmicas mais complexas, já propostas no mapa de atividades. • O DI deverá selecionar aquelas de maior complexidade para transpô-las com maior riqueza de detalhes para a matriz, a fim de haver uma precisão descritiva no seu planejamento. Ferramental: Matriz de DI
  • 31. Identificaçã o da Atividade Descrição/ proposta da dinâmica Objetivo(s) Critérios / avaliação Tipo de interação Prazo Ferramenta Conteúdo(s) de apoio e complementares Produção dos alunos / avaliação Feedback Aula 01, atividade 02. Nome da atividade: “O que é uma biblioteca virtual?” Trabalho onde os alunos, deverão trabalhar em grupo para pesquisar sobre diferentes conceitos sobre biblioteca virtual, concluindo no final da pesquisa, com o seu próprio conceito. Ao se comunicarem através da ferramenta Correios, os alunos deverão copiar os formadores para que os mesmos possam avaliar o entrosamento do grupo. a.Conhecer conceitos referentes à biblioteca virtual; b.Construir, em grupo, conceito próprio através de pesquisa na internet sobre outros conceitos. 1- Comunicação através da ferramenta Correios. 2- Disponibilização das informações para o grupo de maneira organizada. 3- Realização da atividade dentro do prazo determinado. 4 – Criatividade. 5 – Embasamento na pesquisa. Grupo 7 dias. Grupos, Correio e Portfólio de Grupo. Artigo em PDF: “Bibliotecas virtuais e digitais” (Ferramenta: Material de Apoio). Texto feito pelo grupo, discorrendo sobre os diferentes conceitos a respeito das bibliotecas virtuais, com uma conclusão final expondo um conceito construído pelo grupo. N1 - Atividade 5 - “O que é uma biblioteca virtual?” 10 dias após a data limite de entrega do trabalho. Ferramental: Matriz de DI
  • 32. • Transição entre o planejado e a implementação. • Instruções para o webdesigner, necessárias para a implementação do curso no ambiente virtual. SB: desenvolvimento
  • 33. Ferramental: SB (nível micro) O SB é um documento que especifica elementos: – audiovisuais (narração, música, animações, imagens, ilustrações); – textuais; – interativos (atividades, exercícios, simulações); – de navegação no curso.
  • 34. SB: desenvolvimento Título do curso: Biblioteca Virtual No da tela: 01 Designer Instrucional: Miguel Siano Data: 24/03/2010 Versão: 1.0 Informações para a equipe produção 1. Agenda: Usar arquivo agenda_aula_01_.swf (feito no Ispring). Será disponibilizada em 23/09/2010. 2. Atividades: Disponibilizar informações gerais sobre o curso. Usar arquivo informacoes_gerais.doc. Será disponibilizada em 23/09/2010. 3. Atividades: Disponibilizar a atividade 1, dentro de uma pasta da Aula 01. Usar as orientacoe_ativ_1.doc. Será disponibilizada em23/09/2010. 4. Material de Apoio: Disponibilizar o arquivo Biblioteca_virtual.pdf, dentro de uma pasta da Aula 01. Será disponibilizada em 23/09/2010. 5. Exercícios: Usar o arquivo questoes_biblioteca.doc para montar o exercício. O aluno terá dois dias para fazer esta atividade. Será disponibilizada em30/09/2010. Duração: essa aula terá duração de cinco dias. Observação: Lembrar de marcar as Ferramentas. Agenda: Boas vindas aos alunos e fluxograma indicativo dos passos a serem percorridos na respectiva aula. Resumo da navegação_Aula_01: Agenda > Atividades > Informações gerais > Pasta Aula 01 > Atividade 1 > Material de Apoio > Pasta Aula 01 > Arquivo em .pdf > Atividades > Pasta Aula 01 > Atividade 2 > Exercícios. Aula 01: Biblioteca Virtual (semana 01/duração cinco dias) Atividades: Informações gerais sobre o curso. Atividade 1: Leitura do texto: “Biblioteca virtual”. Atividade 2: 5 perguntas em formato de quiz sobre o biblioteca virtual.
  • 36. Dicas para a construção de um SB 1. Tente visualizar as situações descritas; 2. Coloque-se no lugar do participante; imagine que você nunca acessou esse tipo de curso/interface gráfica; você terá facilidade em navegar nele? 3. Elementos visuais (imagens, gráficos, mapas, fluxo etc.) ajudam o participante a concretizar mais facilmente conceitos abstratos.
  • 37. Dicas para a construção de um SB 4. Construa-o de maneira granular, ou seja, em módulos/unidades, fazendo o link entre elas; 5. Contextualize o conteúdo de acordo com a realidade do público-alvo; 6. Problematize o conteúdo, não transmita meramente conceitos, faça o aluno pensar, tomar uma decisão. Nessa situação, uma estratégia muito eficiente é o uso de estudos de caso, onde são simuladas situações cotidianas do participante.
  • 38. “Sede” de conhecimento ? ? Quais são as diferenças entre... Informação Conteúdo desenvolvido por especialista (SME) Instrução sistematicamente desenhada
  • 39. Informação Texto expositório e outras mídias elaboradas para transmitir uma mensagem (emissor->receptor). Conteúdo desenvolvido por especialista (SME) Bases tecnológicas, por vezes estritamente teóricas. Não levam à reflexão. Instrução sistematicamente desenhada Sequência de eventos baseados na combinação da experiência prática, teoria e pesquisa (ação-reflexão-ação). “Sede” de conhecimento
  • 40. Transposição pedagógica Modifica-se o saber, suprimindo a dificuldade quando ela aparece, ou através de uma reorganização do saber, uma verdadeira reformulação dos conteúdos. É fundamental que, durante este processo, tenha-se em mente o ponto de vista do aluno (Marandino, 2004).
  • 41. Sem a mediação da transposição didática, a aprendizagem e a aplicação de estratégias e procedimentos de ensino tornam-se abstratas, dissociando teoria e prática. Essa aprendizagem é imprescindível para que, no futuro, o professor seja capaz tanto de selecionar conteúdos como de eleger as estratégias mais adequadas para a aprendizagem dos alunos, considerando sua diversidade e as diferentes faixas etárias (MEC/CNE, 2001).
  • 42. • a transposição pedagógica visa transformar os conteúdos selecionados em objetos de ensino para determinado público. • crítica em relação a uma prática educativa que não considera a relevância e a relação dos conteúdos com os conhecimentos que o aluno deve aprender, o chamado conteudismo.
  • 43. Situações de transposição 1. Seleção ou recorte de conteúdo de acordo com o que o professor considera relevante para construir as competências consensuadas na proposta pedagógica. 2. Ênfase, reforço ou diminuição de alguns aspectos ou temas. 3. Divisão do conhecimento para facilitar o seu entendimento, voltando depois a estabelecer a relação entre aquilo que foi dividido para manter uma coesão.
  • 44. Situações de transposição 4. Distribuição do conteúdo no tempo para organizar uma sequência, um ordenamento, uma série linear ou não linear de conceitos e relações. 5. Progressão didática: identificação de pré-requisitos para determinado assunto; caso haja propor nova organização/sequência do conteúdo. 6. Determinação de uma forma de organizar e apresentar os conteúdos, como por meio de textos, gráficos.
  • 45. Aprendizagem significativa “É preciso valorizar o mundo real dos sujeitos, considerá-los como protagonistas de sua história e não como ‘receptores’ de mensagens e consumidores de produtos culturais.” Belloni, 2001.
  • 46. • aproximar o conteúdo da realidade do aluno, do seu cotidiano profissional, correlacionando-o com possíveis esquemas mentais prévios. • contextualizar como uma estratégia fundamental para a construção de significações. • Na divulgação de programas de formação foque a ação e não o conhecimento. Aprendizagem significativa
  • 47. Características dos cursos livres • Focados no desenvolvimento de competências requeridas à prática profissional; • Baseados em situações reais encontradas na rotina do trabalhador.
  • 48. Estratégias pedagógicas • Contextualização do aprendizado; menos conteudismo. • Uso de simulações. • Atividades com feedbacks construtivos. • Instrumentalização dos alunos através de documentos orientadores/modelos. • Modelo de avaliação com formulação positiva de questões.
  • 49. Linguagem “Falar como as pessoas comuns e pensar da maneira mais inteligente; assim todos o compreenderão”. Aristóteles. A construção do significado pelo participante envolve algumas variáveis, como: – os conhecimentos que o leitor detém sobre o mundo, sobre o tema específico e os tipos de textos; – a estrutura do próprio texto, ou seja, o uso adequado e apropriado dos recursos textuais. Fonte: Ramos (2006).
  • 50. A escrita é a ferramenta pela qual o conhecimento é transmitido. É importante que ela seja clara, simples, objetiva e dialógica, com estruturas narrativas, entremeando perguntas e respostas. Funções: – despertar interesse; – remeter ao participante aos ensinamentos iniciais; – introduzir novos ensinamentos; – estimular o pensamento; – levar o participante a encontrar suas respostas.
  • 52. Estratégias para facilitar a leitura 1. Marcadores linguísticos da coerência textual; 2. Títulos e subtítulos; 3. Organizadores prévios (exemplos: sumário/índice, bullets); 4. Questões e atividades de estudo (permitem a interação com o conteúdo); 5. Ilustrações, quadros, tabelas, gráficos; 6. Sinalizadores (exemplos: uso de ícones, negrito, caixa alta); 7. Objetivos de aprendizagem; 8. Simplificações léxicas e sintáticas (exemplos: uso de linguagem coloquial, metáforas, analogias). Linguagem
  • 53. Linguagem Ramos (2006) afirma que a compreensão de um texto ocorre principalmente quando o participante consegue aplicar tais informações para solucionar novas situações-problema. Daí a importância de serem inseridas atividades ao longo de uma escrita (engajamento).
  • 54. Inquietações • Como um aluno se sente quando está com o material didático na mão e não têm ninguém para esclarecer suas dúvidas? • Mídia impressa ou telas? • O que é imprescindível em um material didático para suprir a falta da presença do docente?
  • 55. Vamos entender algumas diferenças?
  • 56.
  • 57. Análise de materiais • http://www.saberead.com.br/index.php?pg=portfolio • Apostila empreendedorismo.

Notas do Editor

  1. Meta PSG: 70 % em 2014 do compulsório.