SlideShare uma empresa Scribd logo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia
Campus Colorado do Oeste
Inoculação e Dessecação na Cultura da Soja
Elaborado por: T.a. Ivan Júnior de Oliveira Vian (ivan071322@gmail.com)
T.a. Marcelo Resende da Silva (Marcelo.resende.s2901@gmail.com)
Abril de 2016
Introdução
Hoje em dia a tecnologia serve de grande ajuda para nós. Na agricultura não
é diferente, pois ela já conta com tecnologias muito avançadas. Há muitos anos o
homem viu a necessidade de ampliar seu conhecimento, questionando pontos
como, reduzir o tempo de colheita de culturas, ter um padrão de uniformidade nos
grãos, fazer uma colheita em um local limpo, dentre outros, formam quando surgiram
os herbicidas, que são os que controlam ervas em geral, os dessecantes nada mais
são do que herbicidas que além de controlar as ervas daninhas para se ter uma
colheita no limpo, proporcionam uniformidade nos grãos, e etc.
Os inoculantes são insumos biológicos para a substituição de fertilizantes
nitrogenados (a base de nitrogênio), em determinadas culturas. É um material
vegetal (turfa) com cultura de bactéria do gênero Rhizobium, com alta concentração
celular que fixa o nitrogênio do ar em simbiose com culturas.
Desenvolvimento
Dessecação
A dessecação é uma técnica usada em muitas partes do mundo, para
antecipar a colheita de culturas. No Brasil, é usada para antecipar principalmente a
colheita de soja, pois proporciona uma série de vantagens, tais como:
 Antecipação, uniformidade e facilidade na colheita;
 Redução das perdas na colheita;
 Redução de impurezas, proporcionando grãos mais limpos;
 Melhor qualidade dos grãos colhidos.
A dessecação é indicada quando a lavoura se encontra com plantas daninhas
ainda verdes, no momento da colheita ou quando a cultura apresenta uma
maturação não uniforme. É uma técnica que envolve a aplicação de um produto
químico para secar uma cultura artificialmente, o qual uma vez aplicado promove à
rápida e completa secagem de todas as partes verdes de uma planta. São dois os
ingredientes ativos disponíveis, (Paraquat e Diquat), que possuem as características
necessárias para poderem ser utilizados em dessecação. O Diquat é especialmente
recomendado na dessecação da cultura de soja e das plantas daninhas de folhas
largas. Já o Paraquat possui a mesma ação do anterior, sendo, porém, mais eficaz
para controlar plantas daninhas de folhas estreitas, consideradas gramíneas. A
técnica baseia-se na aplicação de um desses produtos ou mistura de ambos,
conforme as espécies de plantas presentes. Este produto é solúvel um água.
Testes efetuados em vários países, inclusive no Brasil, demonstraram que as
ceifeiras operam mais rapidamente e que há redução de grãos quebrados, quando a
cultura está uniformemente seca (com aplicação ou não de desscante).
Antecipação da colheita: os grãos estão fisiologicamente maduros de dez a quinze
dias antes da secagem natural da planta na lavoura, período em que se faz a
dessecação (geralmente no estádio R7: início da maturação fisiológica da planta).
Redução nas perdas de colheita: muitas vezes a cultura não se desenvolve
uniformemente, devido a condições climáticas desfavoráveis. Em tais condições, a
dessecação produz rápida secagem de todas as partes verdes da cultura de soja e
das plantas daninhas, permitindo melhor funcionamento e consequentemente
melhor eficiência da ceifeira e redução de perdas.
Redução de impurezas: além de causarem redução no preço pago pela soja, as
impurezas também aumentam custos de secagem e de limpeza. Na dessecação as
impurezas restantes são poucas.
Aumento da qualidade de grãos: I- germinação de sementes: pesquisas realizadas
confirmam que a técnica de dessecação não diminui a germinação e que, pelo
contrário, usando a dessecação, o poder germinativo é incrementado. Testes
conduzidos no Brasil mostraram que a porcentagem de germinação de sementes
das plantas não dessecadas foi menor quando comparada com tratadas. Além
disso, sementes obtidas de parcelas não tratadas, apresentaram elevado nível de
infecção por microrganismos (Aspergillus sp. e Fusarium sp.) e de danos, quando
comparadas com as sementes provenientes de parcelas dessecadas.
II- grãos mais limpos: a dessecação das partes verdes das plantas daninhas permite
produção limpa e uniforme. Devido à dessecação, as sementes imaturas das plantas
daninhas não são viáveis e, portanto, não germinam na próxima safra.
III- umidade dos grãos: frequentemente há material verde que entra na colhedora
junto com soja, aumentando a umidade dos grãos colhidos. Com a colheita dos
grãos mais secos, há menos material estranho entrando nos armazéns, resultando
em menor perda de peso. Alguns resultados de ensaios indicam uma perda de peso
de mais de 6 % em comparação com a área dessecada.
IV- Cuidados na aplicação: os dessecantes são herbicidas totais (não seletivos) e
que agem principalmente através da ação de contato (contato com a planta). É,
portanto, importante tomar cuidados para que não ocorra deriva durante a aplicação.
V- Dosagem: geralmente, a dose é de 1 litro de Paraquat + 1 litro de Diquat (com
200 gramas de ingrediente ativo por litro) por hectare. Recomenda-se adicionar um
agente umectante (Agral ou outro espalhante não iônico) à calda herbicida, para
assegurar que a folhagem seja adequadamente molhada. A desvantagem da
dessecação está no uso de produtos químicos, o que pode elevar o custo de
produção da lavoura, e causar impacto ambiental.
VI- Época de aplicação: é o ponto mais crítico da dessecação. Aplicações não
devem ser realizadas antes que os grãos da cultura estejam fisiologicamente
maduros. Na maturação fisiológica, a semente já cessou de acumular foto-
assimilados. Nesse estádio, as vagens começam a amarelecer, com 50% das folhas
amareladas, normalmente de 10 a 15 dias antes da data prevista para a colheita. A
coloração marrom-escura do hilo da semente também indica a maturação fisiológica.
A partir desse momento, a dessecação pode ser então iniciada.
VII- Equipamentos de aplicação: para aplicação terrestre, podem ser usados
pulverizadores de barra e atomizadores. Quando se usa pulverizadores de barra,
Aspergillus sp. Fusarium sp.
deve-se empregar volume de 100 a 200 litros de calda por hectare, dando
preferência aos bicos do tipo leque, para assegurar penetração e cobertura. Os jatos
de pulverização projetados pelos bicos devem se cruzar acima do alvo. No caso de
condições difíceis, como, por exemplo, cultura densa e alta incidência de plantas
daninhas, são recomendáveis utilizar menor espaço entre bicos com inclinação de
45 graus para trás. Deve-se trabalhar com baixa pressão, a fim de evitar danos de
deriva nas culturas vizinhas. A aplicação também é possível com máquinas tipo
atomizador tratorizado. Com este equipamento é importante não usar vazão menor
que 20 litros/ha de água, assegurando cobertura da folhagem. São os seguintes os
pontos a observar na aplicação de dessecantes:
 não aplicar em condições de temperatura elevada e de baixa umidade;
 não aplicar quando houver vento com velocidade superior a 8 km/hora;
 não aplicar quando não há movimento do ar após um dia de calor, quando a
temperatura está em ligeiro declínio, pois nessas condições pode estar
ocorrendo inversão térmica e pode haver perda do produto por evaporação ou
por deriva.
A técnica de aplicação aérea é recomendada e, também, preferível, quando se trata
de grandes áreas (Já que me pequenas áreas pode se perder por deriva). A
aplicação deve ser feita usando-se volume de 30 litros/ha de água, com cuidados
especiais para evitar deriva. Pode ser utilizado sistema de barra com bicos, os quais
com regulagem certa proporcionam resultados eficazes. Grandes áreas já foram
tratadas no Brasil usando vazões de 30 litros /ha em faixa útil de 15 metros.
VIII- Planejamento da colheita da cultura: o teor de umidade dos grãos de soja é
importante aspecto a ser considerado na colheita da, sendo ideal entre 12 e 18 %.
Prejuízos elevados na colheita podem ser esperados quando a cultura de soja
estiver muito seca. Quando o teor de umidade dos grãos de soja for inferior a 12%,
os grãos se tornam duros e quebradiços e, portanto, facilmente danificáveis durante
a colheita. Os danos mecânicos prejudicam muito a longevidade de sementes. É
fundamental programar a colheita para conseguir uma produção de soja de
qualidade superior, pois a dessecação permite ao agricultor estender este período
da colheita, permitindo, até mesmo, colheita precoce. Assim, a área a ser tratada de
uma só vez deve ser em função da capacidade diária das colhedoras disponíveis. A
dessecação proporciona, portanto, lavoura com maturação uniforme, produto limpo,
colheita facilitada, mais rápida e com menos impurezas.
Inoculação
As fontes de nitrogênio disponíveis para a soja são os fertilizantes
nitrogenados e a fixação biológica de nitrogênio (FBN), que no Brasil se constitui na
mais viável economicamente e ecologicamente para a cultura (Hungria et al., 2005).
A simbiose que ocorre entre as plantas leguminosas e bactérias do
gênero Bradyrhizobium (bactérias do grupo rizóbio), que resulta na formação de
nódulos nas raízes da soja, possibilita a obtenção de todo o nitrogênio que a cultura
necessita para alta produtividade.
Resultados obtidos em todas as regiões onde a soja é cultivada mostram que
a aplicação de fertilizantes nitrogenados minerais no plantio ou cobertura, em
qualquer estágio de desenvolvimento da planta, em sistemas de plantio direto ou
convencional, não aumenta a produtividade da soja. Ao contrário, a aplicação de
nitrogênio mineral em quantidade superior a 20 kg ha-1
de N tende a inibir a
formação de nódulos nas plantas.
Não se recomenda o uso de fertilizantes nitrogenados minerais para a cultura
da soja, pois, além de reduzir a nodulação das plantas, não traz nenhum incremento
de produtividade. No entanto, se as fórmulas de adubo contendo nitrogênio que o
produtor for utilizar no plantio forem mais econômicas que as fórmulas sem
nitrogênio, essas poderão ser utilizadas, desde que não sejam aplicados mais do
que 20 kg ha-1
de N.
Qualidade e quantidade de inoculante
Os inoculantes turfosos, líquidos ou outras formulações devem conter uma
população mínima de 1 x 108
(100000000) de células por grama ou ml de inoculante,
terem eficiência simbiótica comprovada pela RELARE (Rede de Laboratórios
Recomendadores de Estirpes) e serem registrados no Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A quantidade recomendada para a cultura da soja, é de: 10 a 25% de solução
açucarada, 300 a 500 g de inoculante turfoso para cada 50 kg de sementes. Neste
estudo, foram testadas cinco doses de inoculante turfoso, 0, 250, 500, 750 e 1.000
gramas. A quantidade de inoculante a ser usado de dado produto comercial deve
obrigatoriamente vir impressa na embalagem do produto, de acordo com registro no
MAPA.
Cuidados com o inoculante e com a inoculação
Adquirir inoculantes recomendados pela pesquisa e devidamente registrados
no MAPA. O número de registro deverá estar impresso na embalagem. Não usar
inoculante com o prazo de validade vencido.
Ao adquirir o inoculante, certifique-se que o mesmo estava armazenado em
condições satisfatórias de temperatura e arejamento. Transportá-lo e conservá-lo em
lugar fresco e bem arejado.
Fazer a inoculação das sementes à sombra e, efetuar a semeadura no
mesmo dia, especialmente se as sementes foram tratadas com fungicidas e
micronutrientes, mantendo as sementes inoculadas protegidas do sol e calor
excessivo.
Como deve ser feita a inoculação
Cada produto comercial deve conter na embalagem a forma de inoculação.
Por isso, antes de utilizar o produto é importante o produtor ler a embalagem do
inoculante. De forma geral, os inoculantes turfosos podem ser aplicados da seguinte
forma: umedecer as sementes com solução açucarada a 10% a 25% ou com
produtos adesivos recomendados, sempre na proporção de 300 a 500 ml para cada
50 kg de sementes e fazer uma boa mistura. Evitar o excesso de umedecimento das
sementes, pois pode causar danos às mesmas durante o plantio. Logo em seguida,
adicionar o inoculante, fazendo novamente uma boa mistura. Todo o processo deve
ser feito de preferência na sombra e utilizando máquinas próprias que existem no
mercado, betoneiras ou tambores giratórios. No caso de utilização de inoculantes
líquidos, fazer a inoculação conforme a recomendação e deixar a semente secar a
sombra.
Um método de inoculação que tem sido utilizado para substituir os tradicionais
é a aplicação do inoculante por distribuição no sulco de plantio. Para esse método,
tem sido recomendada uma dose de inoculante pelo menos seis vezes maior que a
dose para inoculação nas sementes (já que parte irá se perder). Já existem
equipamentos próprios no mercado para esta aplicação, sendo recomendado o uso
de pelo menos 50 l.ha-1
(litros por hectare) da solução água e inoculante. A principal
vantagem de utilizar esse método de inoculação é reduzir os efeitos tóxicos do
tratamento com fungicidas e micronutrientes na semente.
A opção de aplicar o inoculante na semente ou no sulco de semeadura deve
ser avaliada pelo produtor, pois, embora seja uma nova prática recomendável e que
tem mostrado benefícios, a inoculação no sulco do plantio aumenta expressivamente
os gastos financeiros com o inoculante, pois usa-se uma dose maior. O ideal seria
tratar as sementes com fungicidas apenas naquelas situações indispensáveis como,
por exemplo, em áreas com histórico de doenças ou utilização de sementes
contaminadas. Não havendo a necessidade de se tratar a semente com fungicida, o
produtor pode optar seguramente pela inoculação diretamente na semente.
Considerações Finais
Ao longo deste trabalho abordamos os temas, dessecação e inoculação, na
cultura da soja, ao qual foram apresentadas algumas vantagens e desvantagens,
modo e quantidades de aplicação, dentre outros. De forma generalizada concluímos
que ao fazer-se a inoculação das sementes e a dessecação, temos uma garantia de
uma boa colheita, se fizermos as outras técnicas de manejo de forma correta
também. Para que tudo funcione corretamente deve-se realizar todos os passos de
forma correta.
Literatura Consultada
Tratamento de sementes
Disponível em :
<https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Soja/CultivodeSojanoC
erradodeRoraima/tratamentosemente.htm#inoculacao> Acesso em: 03 de abril de 16
Dessecação da soja:
Disponível em: <http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co60.htm> Acesso em: 03 de
abril de 16
FBN:
Disponível em:<http://www.anpii.org.br/site/conteudo/artigo/1,0,30+O-papel-da-
RELARE-no-cenario-da-fixacao-de-nitrogenio-no-Brasil.html> Acesso em: 03 de abril
de 16

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

36 tomate orgânico
36 tomate orgânico36 tomate orgânico
36 tomate orgânico
Rodrigo Caetano
 
Inoculantes e Bioestimulantes
Inoculantes e BioestimulantesInoculantes e Bioestimulantes
Inoculantes e Bioestimulantes
Geagra UFG
 
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidasControle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Marcelo Venturi
 
Glifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e Planta
Glifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e PlantaGlifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e Planta
Glifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e Planta
Geagra UFG
 
FIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJA
FIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJAFIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJA
FIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJA
Geagra UFG
 
REGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORES
REGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORESREGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORES
REGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORES
Geagra UFG
 
MANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLE
MANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLEMANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLE
MANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLE
Geagra UFG
 
Herbicidas - 2ª safra
Herbicidas - 2ª safraHerbicidas - 2ª safra
Herbicidas - 2ª safra
AM Placas Ltda. Placas
 
Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro
Geagra UFG
 
Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra
Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra
Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra
Geagra UFG
 
Fenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da sojaFenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da soja
Geagra UFG
 
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupiCompatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
nayara moraes
 
Sistema de Plantio Direto
Sistema de Plantio DiretoSistema de Plantio Direto
Sistema de Plantio Direto
Geagra UFG
 
Biotecnologia do algodoeiro.
Biotecnologia do algodoeiro.Biotecnologia do algodoeiro.
Biotecnologia do algodoeiro.
Geagra UFG
 
Cultivares de algodão
Cultivares de algodão Cultivares de algodão
Cultivares de algodão
Geagra UFG
 
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIRO
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIROMANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIRO
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIRO
Geagra UFG
 
Cultivo do Algodão Orgânico
Cultivo do Algodão OrgânicoCultivo do Algodão Orgânico
Cultivo do Algodão Orgânico
Ítalo Arrais
 
10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja
10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja
10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja
Fouad Paracat
 
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
João Siqueira da Mata
 
Manejo de Lagartas e Percevejos no Milho
Manejo de Lagartas e Percevejos no MilhoManejo de Lagartas e Percevejos no Milho
Manejo de Lagartas e Percevejos no Milho
Geagra UFG
 

Mais procurados (20)

36 tomate orgânico
36 tomate orgânico36 tomate orgânico
36 tomate orgânico
 
Inoculantes e Bioestimulantes
Inoculantes e BioestimulantesInoculantes e Bioestimulantes
Inoculantes e Bioestimulantes
 
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidasControle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
 
Glifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e Planta
Glifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e PlantaGlifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e Planta
Glifosato e Paraquat: Dinâmica Solo e Planta
 
FIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJA
FIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJAFIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJA
FIXAÇÃO BIOLÓGICA NA SOJA
 
REGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORES
REGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORESREGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORES
REGULADORES DE CRESCIMENTO, DESFOLHANTES E MATURADORES
 
MANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLE
MANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLEMANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLE
MANEJO DO BICUDO NO ALGODOEIRO E ALTERNATIVAS DE CONTROLE
 
Herbicidas - 2ª safra
Herbicidas - 2ª safraHerbicidas - 2ª safra
Herbicidas - 2ª safra
 
Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro
 
Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra
Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra
Manejo de Plantas Daninhas 2ª Safra
 
Fenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da sojaFenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da soja
 
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupiCompatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
 
Sistema de Plantio Direto
Sistema de Plantio DiretoSistema de Plantio Direto
Sistema de Plantio Direto
 
Biotecnologia do algodoeiro.
Biotecnologia do algodoeiro.Biotecnologia do algodoeiro.
Biotecnologia do algodoeiro.
 
Cultivares de algodão
Cultivares de algodão Cultivares de algodão
Cultivares de algodão
 
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIRO
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIROMANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIRO
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NO ALGODOEIRO
 
Cultivo do Algodão Orgânico
Cultivo do Algodão OrgânicoCultivo do Algodão Orgânico
Cultivo do Algodão Orgânico
 
10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja
10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja
10 controlde de plantas daninhas na cultura da soja
 
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
 
Manejo de Lagartas e Percevejos no Milho
Manejo de Lagartas e Percevejos no MilhoManejo de Lagartas e Percevejos no Milho
Manejo de Lagartas e Percevejos no Milho
 

Destaque

Agric prec 25set2013 b
Agric prec 25set2013 bAgric prec 25set2013 b
Agric prec 25set2013 b
Dirceu Gassen
 
Mat.informatica basica ifro
Mat.informatica basica ifroMat.informatica basica ifro
Mat.informatica basica ifro
Christiano Silva Rocha
 
Fotossíntese aplicada;
Fotossíntese aplicada;Fotossíntese aplicada;
Fotossíntese aplicada;
IFRO
 
Minicurso impacto do uso do rhizobium 2
Minicurso impacto do uso do rhizobium 2Minicurso impacto do uso do rhizobium 2
Minicurso impacto do uso do rhizobium 2
nayara moraes
 
Microbiologia do Solo - Fixação Biológica do Nitrogênio
Microbiologia do Solo - Fixação Biológica do NitrogênioMicrobiologia do Solo - Fixação Biológica do Nitrogênio
Microbiologia do Solo - Fixação Biológica do Nitrogênio
MICROBIOLOGIA-CSL-UFSJ
 
Aula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimento
Aula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimentoAula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimento
Aula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimento
Alvaro Galdos
 
Soja
SojaSoja
Adubação Potassica Soja
Adubação Potassica SojaAdubação Potassica Soja
Adubação Potassica Soja
Gustavo Avila
 
Lavoras Para Alto Rendimento Dirceu Gassen
Lavoras Para Alto Rendimento   Dirceu GassenLavoras Para Alto Rendimento   Dirceu Gassen
Lavoras Para Alto Rendimento Dirceu Gassen
GETACS
 
Apresentação Aspectos Fisiológicos da Cultura da Soja
Apresentação   Aspectos Fisiológicos da Cultura da SojaApresentação   Aspectos Fisiológicos da Cultura da Soja
Apresentação Aspectos Fisiológicos da Cultura da Soja
Gustavo Avila
 
Bpf Treinamento
Bpf TreinamentoBpf Treinamento
Bpf Treinamento
Lidiane Marcele Scandelai
 

Destaque (11)

Agric prec 25set2013 b
Agric prec 25set2013 bAgric prec 25set2013 b
Agric prec 25set2013 b
 
Mat.informatica basica ifro
Mat.informatica basica ifroMat.informatica basica ifro
Mat.informatica basica ifro
 
Fotossíntese aplicada;
Fotossíntese aplicada;Fotossíntese aplicada;
Fotossíntese aplicada;
 
Minicurso impacto do uso do rhizobium 2
Minicurso impacto do uso do rhizobium 2Minicurso impacto do uso do rhizobium 2
Minicurso impacto do uso do rhizobium 2
 
Microbiologia do Solo - Fixação Biológica do Nitrogênio
Microbiologia do Solo - Fixação Biológica do NitrogênioMicrobiologia do Solo - Fixação Biológica do Nitrogênio
Microbiologia do Solo - Fixação Biológica do Nitrogênio
 
Aula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimento
Aula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimentoAula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimento
Aula 3 fatores intrínsecos e extrínsecos que controlam o desenvolvimento
 
Soja
SojaSoja
Soja
 
Adubação Potassica Soja
Adubação Potassica SojaAdubação Potassica Soja
Adubação Potassica Soja
 
Lavoras Para Alto Rendimento Dirceu Gassen
Lavoras Para Alto Rendimento   Dirceu GassenLavoras Para Alto Rendimento   Dirceu Gassen
Lavoras Para Alto Rendimento Dirceu Gassen
 
Apresentação Aspectos Fisiológicos da Cultura da Soja
Apresentação   Aspectos Fisiológicos da Cultura da SojaApresentação   Aspectos Fisiológicos da Cultura da Soja
Apresentação Aspectos Fisiológicos da Cultura da Soja
 
Bpf Treinamento
Bpf TreinamentoBpf Treinamento
Bpf Treinamento
 

Semelhante a Inoculação e dessecação da soja

Revista aprendiz
Revista aprendizRevista aprendiz
Revista aprendiz
AprendizRuralPardinho
 
Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012
AprendizRuralPardinho
 
Sistema de plantio direto de hortaliças.pdf
Sistema de plantio direto de hortaliças.pdfSistema de plantio direto de hortaliças.pdf
Sistema de plantio direto de hortaliças.pdf
RebecaVecchi
 
Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012
AprendizRuralPardinho
 
A2 o-cultivo-de-plantas-medicinais texto
A2 o-cultivo-de-plantas-medicinais textoA2 o-cultivo-de-plantas-medicinais texto
A2 o-cultivo-de-plantas-medicinais texto
Cleberton Correia Santos
 
Agroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativa
Agroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativaAgroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativa
Agroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativa
Reichard Felipe Kampmann
 
Thais e wagner 4ºe
Thais e wagner 4ºeThais e wagner 4ºe
Thais e wagner 4ºe
4eprofessoravaleria
 
Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015
Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015
Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015
Portal Canal Rural
 
Contiero_2018.pdf
Contiero_2018.pdfContiero_2018.pdf
Contiero_2018.pdf
CleitonAraujoDomingo
 
Colheitas...............................
Colheitas...............................Colheitas...............................
Colheitas...............................
JaymeTavares4
 
Fisiologia pré e pós colheita
Fisiologia pré e pós colheitaFisiologia pré e pós colheita
Fisiologia pré e pós colheita
UERGS
 
2º Mb Grupo 06
2º Mb   Grupo 062º Mb   Grupo 06
2º Mb Grupo 06
ProfMario De Mori
 
Cultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da cultura
Cultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da culturaCultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da cultura
Cultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da cultura
Rural Pecuária
 
Sistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da soja
Sistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da sojaSistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da soja
Sistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da soja
Rural Pecuária
 
Relatorio aureo
Relatorio aureoRelatorio aureo
Relatorio aureo
Portal Canal Rural
 
Relatorio aureo (1)
Relatorio aureo (1)Relatorio aureo (1)
Relatorio aureo (1)
Portal Canal Rural
 
Propagacão de plantas frutiferas
Propagacão de plantas frutiferasPropagacão de plantas frutiferas
Propagacão de plantas frutiferas
paisagista
 
Culturas regionais modulo iii
Culturas regionais modulo iiiCulturas regionais modulo iii
Culturas regionais modulo iii
Rita de Cássia Freitas
 
Referenciais tecnológicos cebola orgânica
Referenciais tecnológicos cebola orgânica Referenciais tecnológicos cebola orgânica
Referenciais tecnológicos cebola orgânica
Paulo Antonio de Souza Gonçalves
 
4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo
4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo
4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo
Fattore
 

Semelhante a Inoculação e dessecação da soja (20)

Revista aprendiz
Revista aprendizRevista aprendiz
Revista aprendiz
 
Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012
 
Sistema de plantio direto de hortaliças.pdf
Sistema de plantio direto de hortaliças.pdfSistema de plantio direto de hortaliças.pdf
Sistema de plantio direto de hortaliças.pdf
 
Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012Revista aprendiz2012
Revista aprendiz2012
 
A2 o-cultivo-de-plantas-medicinais texto
A2 o-cultivo-de-plantas-medicinais textoA2 o-cultivo-de-plantas-medicinais texto
A2 o-cultivo-de-plantas-medicinais texto
 
Agroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativa
Agroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativaAgroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativa
Agroecologia por uma agricultura sustentável e lucrativa
 
Thais e wagner 4ºe
Thais e wagner 4ºeThais e wagner 4ºe
Thais e wagner 4ºe
 
Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015
Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015
Relatório Técnico Projeto Soja Brasil 2014/2015
 
Contiero_2018.pdf
Contiero_2018.pdfContiero_2018.pdf
Contiero_2018.pdf
 
Colheitas...............................
Colheitas...............................Colheitas...............................
Colheitas...............................
 
Fisiologia pré e pós colheita
Fisiologia pré e pós colheitaFisiologia pré e pós colheita
Fisiologia pré e pós colheita
 
2º Mb Grupo 06
2º Mb   Grupo 062º Mb   Grupo 06
2º Mb Grupo 06
 
Cultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da cultura
Cultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da culturaCultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da cultura
Cultivo do maracujá: Aspectos a serem observados antes da implantação da cultura
 
Sistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da soja
Sistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da sojaSistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da soja
Sistema Cultivance® Ideal para a rotação de tecnologias na cultura da soja
 
Relatorio aureo
Relatorio aureoRelatorio aureo
Relatorio aureo
 
Relatorio aureo (1)
Relatorio aureo (1)Relatorio aureo (1)
Relatorio aureo (1)
 
Propagacão de plantas frutiferas
Propagacão de plantas frutiferasPropagacão de plantas frutiferas
Propagacão de plantas frutiferas
 
Culturas regionais modulo iii
Culturas regionais modulo iiiCulturas regionais modulo iii
Culturas regionais modulo iii
 
Referenciais tecnológicos cebola orgânica
Referenciais tecnológicos cebola orgânica Referenciais tecnológicos cebola orgânica
Referenciais tecnológicos cebola orgânica
 
4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo
4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo
4ª apresentação do 5º horti serra gaúcha 24 5-2013 dr. gerônimo
 

Último

Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptxAdministração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
helenawaya9
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsxQue Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Luzia Gabriele
 
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdfgestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
Maria das Graças Machado Rodrigues
 
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdfIntendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Falcão Brasil
 
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Falcão Brasil
 
Relatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdf
Relatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdfRelatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdf
Relatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdf
Falcão Brasil
 
Aula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdf
Aula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdfAula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdf
Aula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdf
ProfessoraSilmaraArg
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Falcão Brasil
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
Falcão Brasil
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Falcão Brasil
 
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LEDPlano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
luggio9854
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
Ceiça Martins Vital
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
Falcão Brasil
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
portaladministradores
 

Último (20)

Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptxAdministração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsxQue Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
 
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdfgestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
 
Elogio da Saudade .
Elogio da Saudade                          .Elogio da Saudade                          .
Elogio da Saudade .
 
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdfIntendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
 
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
 
Relatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdf
Relatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdfRelatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdf
Relatório do Ministério da Defesa (MD) 2017.pdf
 
Aula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdf
Aula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdfAula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdf
Aula 3 CURSO LETRANDO (classes gramaticais).pdf
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
 
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LEDPlano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
Festa dos Finalistas .
Festa dos Finalistas                    .Festa dos Finalistas                    .
Festa dos Finalistas .
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
 

Inoculação e dessecação da soja

  • 1. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia Campus Colorado do Oeste Inoculação e Dessecação na Cultura da Soja Elaborado por: T.a. Ivan Júnior de Oliveira Vian (ivan071322@gmail.com) T.a. Marcelo Resende da Silva (Marcelo.resende.s2901@gmail.com) Abril de 2016
  • 2. Introdução Hoje em dia a tecnologia serve de grande ajuda para nós. Na agricultura não é diferente, pois ela já conta com tecnologias muito avançadas. Há muitos anos o homem viu a necessidade de ampliar seu conhecimento, questionando pontos como, reduzir o tempo de colheita de culturas, ter um padrão de uniformidade nos grãos, fazer uma colheita em um local limpo, dentre outros, formam quando surgiram os herbicidas, que são os que controlam ervas em geral, os dessecantes nada mais são do que herbicidas que além de controlar as ervas daninhas para se ter uma colheita no limpo, proporcionam uniformidade nos grãos, e etc. Os inoculantes são insumos biológicos para a substituição de fertilizantes nitrogenados (a base de nitrogênio), em determinadas culturas. É um material vegetal (turfa) com cultura de bactéria do gênero Rhizobium, com alta concentração celular que fixa o nitrogênio do ar em simbiose com culturas.
  • 3. Desenvolvimento Dessecação A dessecação é uma técnica usada em muitas partes do mundo, para antecipar a colheita de culturas. No Brasil, é usada para antecipar principalmente a colheita de soja, pois proporciona uma série de vantagens, tais como:  Antecipação, uniformidade e facilidade na colheita;  Redução das perdas na colheita;  Redução de impurezas, proporcionando grãos mais limpos;  Melhor qualidade dos grãos colhidos. A dessecação é indicada quando a lavoura se encontra com plantas daninhas ainda verdes, no momento da colheita ou quando a cultura apresenta uma maturação não uniforme. É uma técnica que envolve a aplicação de um produto químico para secar uma cultura artificialmente, o qual uma vez aplicado promove à rápida e completa secagem de todas as partes verdes de uma planta. São dois os ingredientes ativos disponíveis, (Paraquat e Diquat), que possuem as características necessárias para poderem ser utilizados em dessecação. O Diquat é especialmente recomendado na dessecação da cultura de soja e das plantas daninhas de folhas largas. Já o Paraquat possui a mesma ação do anterior, sendo, porém, mais eficaz para controlar plantas daninhas de folhas estreitas, consideradas gramíneas. A técnica baseia-se na aplicação de um desses produtos ou mistura de ambos, conforme as espécies de plantas presentes. Este produto é solúvel um água. Testes efetuados em vários países, inclusive no Brasil, demonstraram que as ceifeiras operam mais rapidamente e que há redução de grãos quebrados, quando a cultura está uniformemente seca (com aplicação ou não de desscante). Antecipação da colheita: os grãos estão fisiologicamente maduros de dez a quinze dias antes da secagem natural da planta na lavoura, período em que se faz a dessecação (geralmente no estádio R7: início da maturação fisiológica da planta). Redução nas perdas de colheita: muitas vezes a cultura não se desenvolve uniformemente, devido a condições climáticas desfavoráveis. Em tais condições, a dessecação produz rápida secagem de todas as partes verdes da cultura de soja e das plantas daninhas, permitindo melhor funcionamento e consequentemente melhor eficiência da ceifeira e redução de perdas. Redução de impurezas: além de causarem redução no preço pago pela soja, as impurezas também aumentam custos de secagem e de limpeza. Na dessecação as impurezas restantes são poucas. Aumento da qualidade de grãos: I- germinação de sementes: pesquisas realizadas confirmam que a técnica de dessecação não diminui a germinação e que, pelo contrário, usando a dessecação, o poder germinativo é incrementado. Testes conduzidos no Brasil mostraram que a porcentagem de germinação de sementes das plantas não dessecadas foi menor quando comparada com tratadas. Além
  • 4. disso, sementes obtidas de parcelas não tratadas, apresentaram elevado nível de infecção por microrganismos (Aspergillus sp. e Fusarium sp.) e de danos, quando comparadas com as sementes provenientes de parcelas dessecadas. II- grãos mais limpos: a dessecação das partes verdes das plantas daninhas permite produção limpa e uniforme. Devido à dessecação, as sementes imaturas das plantas daninhas não são viáveis e, portanto, não germinam na próxima safra. III- umidade dos grãos: frequentemente há material verde que entra na colhedora junto com soja, aumentando a umidade dos grãos colhidos. Com a colheita dos grãos mais secos, há menos material estranho entrando nos armazéns, resultando em menor perda de peso. Alguns resultados de ensaios indicam uma perda de peso de mais de 6 % em comparação com a área dessecada. IV- Cuidados na aplicação: os dessecantes são herbicidas totais (não seletivos) e que agem principalmente através da ação de contato (contato com a planta). É, portanto, importante tomar cuidados para que não ocorra deriva durante a aplicação. V- Dosagem: geralmente, a dose é de 1 litro de Paraquat + 1 litro de Diquat (com 200 gramas de ingrediente ativo por litro) por hectare. Recomenda-se adicionar um agente umectante (Agral ou outro espalhante não iônico) à calda herbicida, para assegurar que a folhagem seja adequadamente molhada. A desvantagem da dessecação está no uso de produtos químicos, o que pode elevar o custo de produção da lavoura, e causar impacto ambiental. VI- Época de aplicação: é o ponto mais crítico da dessecação. Aplicações não devem ser realizadas antes que os grãos da cultura estejam fisiologicamente maduros. Na maturação fisiológica, a semente já cessou de acumular foto- assimilados. Nesse estádio, as vagens começam a amarelecer, com 50% das folhas amareladas, normalmente de 10 a 15 dias antes da data prevista para a colheita. A coloração marrom-escura do hilo da semente também indica a maturação fisiológica. A partir desse momento, a dessecação pode ser então iniciada. VII- Equipamentos de aplicação: para aplicação terrestre, podem ser usados pulverizadores de barra e atomizadores. Quando se usa pulverizadores de barra, Aspergillus sp. Fusarium sp.
  • 5. deve-se empregar volume de 100 a 200 litros de calda por hectare, dando preferência aos bicos do tipo leque, para assegurar penetração e cobertura. Os jatos de pulverização projetados pelos bicos devem se cruzar acima do alvo. No caso de condições difíceis, como, por exemplo, cultura densa e alta incidência de plantas daninhas, são recomendáveis utilizar menor espaço entre bicos com inclinação de 45 graus para trás. Deve-se trabalhar com baixa pressão, a fim de evitar danos de deriva nas culturas vizinhas. A aplicação também é possível com máquinas tipo atomizador tratorizado. Com este equipamento é importante não usar vazão menor que 20 litros/ha de água, assegurando cobertura da folhagem. São os seguintes os pontos a observar na aplicação de dessecantes:  não aplicar em condições de temperatura elevada e de baixa umidade;  não aplicar quando houver vento com velocidade superior a 8 km/hora;  não aplicar quando não há movimento do ar após um dia de calor, quando a temperatura está em ligeiro declínio, pois nessas condições pode estar ocorrendo inversão térmica e pode haver perda do produto por evaporação ou por deriva. A técnica de aplicação aérea é recomendada e, também, preferível, quando se trata de grandes áreas (Já que me pequenas áreas pode se perder por deriva). A aplicação deve ser feita usando-se volume de 30 litros/ha de água, com cuidados especiais para evitar deriva. Pode ser utilizado sistema de barra com bicos, os quais com regulagem certa proporcionam resultados eficazes. Grandes áreas já foram tratadas no Brasil usando vazões de 30 litros /ha em faixa útil de 15 metros. VIII- Planejamento da colheita da cultura: o teor de umidade dos grãos de soja é importante aspecto a ser considerado na colheita da, sendo ideal entre 12 e 18 %. Prejuízos elevados na colheita podem ser esperados quando a cultura de soja estiver muito seca. Quando o teor de umidade dos grãos de soja for inferior a 12%, os grãos se tornam duros e quebradiços e, portanto, facilmente danificáveis durante a colheita. Os danos mecânicos prejudicam muito a longevidade de sementes. É fundamental programar a colheita para conseguir uma produção de soja de qualidade superior, pois a dessecação permite ao agricultor estender este período da colheita, permitindo, até mesmo, colheita precoce. Assim, a área a ser tratada de uma só vez deve ser em função da capacidade diária das colhedoras disponíveis. A dessecação proporciona, portanto, lavoura com maturação uniforme, produto limpo, colheita facilitada, mais rápida e com menos impurezas. Inoculação As fontes de nitrogênio disponíveis para a soja são os fertilizantes nitrogenados e a fixação biológica de nitrogênio (FBN), que no Brasil se constitui na mais viável economicamente e ecologicamente para a cultura (Hungria et al., 2005). A simbiose que ocorre entre as plantas leguminosas e bactérias do gênero Bradyrhizobium (bactérias do grupo rizóbio), que resulta na formação de nódulos nas raízes da soja, possibilita a obtenção de todo o nitrogênio que a cultura necessita para alta produtividade.
  • 6. Resultados obtidos em todas as regiões onde a soja é cultivada mostram que a aplicação de fertilizantes nitrogenados minerais no plantio ou cobertura, em qualquer estágio de desenvolvimento da planta, em sistemas de plantio direto ou convencional, não aumenta a produtividade da soja. Ao contrário, a aplicação de nitrogênio mineral em quantidade superior a 20 kg ha-1 de N tende a inibir a formação de nódulos nas plantas. Não se recomenda o uso de fertilizantes nitrogenados minerais para a cultura da soja, pois, além de reduzir a nodulação das plantas, não traz nenhum incremento de produtividade. No entanto, se as fórmulas de adubo contendo nitrogênio que o produtor for utilizar no plantio forem mais econômicas que as fórmulas sem nitrogênio, essas poderão ser utilizadas, desde que não sejam aplicados mais do que 20 kg ha-1 de N. Qualidade e quantidade de inoculante Os inoculantes turfosos, líquidos ou outras formulações devem conter uma população mínima de 1 x 108 (100000000) de células por grama ou ml de inoculante, terem eficiência simbiótica comprovada pela RELARE (Rede de Laboratórios Recomendadores de Estirpes) e serem registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A quantidade recomendada para a cultura da soja, é de: 10 a 25% de solução açucarada, 300 a 500 g de inoculante turfoso para cada 50 kg de sementes. Neste estudo, foram testadas cinco doses de inoculante turfoso, 0, 250, 500, 750 e 1.000 gramas. A quantidade de inoculante a ser usado de dado produto comercial deve obrigatoriamente vir impressa na embalagem do produto, de acordo com registro no MAPA. Cuidados com o inoculante e com a inoculação Adquirir inoculantes recomendados pela pesquisa e devidamente registrados no MAPA. O número de registro deverá estar impresso na embalagem. Não usar inoculante com o prazo de validade vencido. Ao adquirir o inoculante, certifique-se que o mesmo estava armazenado em condições satisfatórias de temperatura e arejamento. Transportá-lo e conservá-lo em lugar fresco e bem arejado. Fazer a inoculação das sementes à sombra e, efetuar a semeadura no mesmo dia, especialmente se as sementes foram tratadas com fungicidas e micronutrientes, mantendo as sementes inoculadas protegidas do sol e calor excessivo. Como deve ser feita a inoculação Cada produto comercial deve conter na embalagem a forma de inoculação. Por isso, antes de utilizar o produto é importante o produtor ler a embalagem do inoculante. De forma geral, os inoculantes turfosos podem ser aplicados da seguinte
  • 7. forma: umedecer as sementes com solução açucarada a 10% a 25% ou com produtos adesivos recomendados, sempre na proporção de 300 a 500 ml para cada 50 kg de sementes e fazer uma boa mistura. Evitar o excesso de umedecimento das sementes, pois pode causar danos às mesmas durante o plantio. Logo em seguida, adicionar o inoculante, fazendo novamente uma boa mistura. Todo o processo deve ser feito de preferência na sombra e utilizando máquinas próprias que existem no mercado, betoneiras ou tambores giratórios. No caso de utilização de inoculantes líquidos, fazer a inoculação conforme a recomendação e deixar a semente secar a sombra. Um método de inoculação que tem sido utilizado para substituir os tradicionais é a aplicação do inoculante por distribuição no sulco de plantio. Para esse método, tem sido recomendada uma dose de inoculante pelo menos seis vezes maior que a dose para inoculação nas sementes (já que parte irá se perder). Já existem equipamentos próprios no mercado para esta aplicação, sendo recomendado o uso de pelo menos 50 l.ha-1 (litros por hectare) da solução água e inoculante. A principal vantagem de utilizar esse método de inoculação é reduzir os efeitos tóxicos do tratamento com fungicidas e micronutrientes na semente. A opção de aplicar o inoculante na semente ou no sulco de semeadura deve ser avaliada pelo produtor, pois, embora seja uma nova prática recomendável e que tem mostrado benefícios, a inoculação no sulco do plantio aumenta expressivamente os gastos financeiros com o inoculante, pois usa-se uma dose maior. O ideal seria tratar as sementes com fungicidas apenas naquelas situações indispensáveis como, por exemplo, em áreas com histórico de doenças ou utilização de sementes contaminadas. Não havendo a necessidade de se tratar a semente com fungicida, o produtor pode optar seguramente pela inoculação diretamente na semente.
  • 8. Considerações Finais Ao longo deste trabalho abordamos os temas, dessecação e inoculação, na cultura da soja, ao qual foram apresentadas algumas vantagens e desvantagens, modo e quantidades de aplicação, dentre outros. De forma generalizada concluímos que ao fazer-se a inoculação das sementes e a dessecação, temos uma garantia de uma boa colheita, se fizermos as outras técnicas de manejo de forma correta também. Para que tudo funcione corretamente deve-se realizar todos os passos de forma correta.
  • 9. Literatura Consultada Tratamento de sementes Disponível em : <https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Soja/CultivodeSojanoC erradodeRoraima/tratamentosemente.htm#inoculacao> Acesso em: 03 de abril de 16 Dessecação da soja: Disponível em: <http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co60.htm> Acesso em: 03 de abril de 16 FBN: Disponível em:<http://www.anpii.org.br/site/conteudo/artigo/1,0,30+O-papel-da- RELARE-no-cenario-da-fixacao-de-nitrogenio-no-Brasil.html> Acesso em: 03 de abril de 16