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Por: Archer
As relações que se estabelece entre os
membros de um grupo estão marcadas pela
afetividade, estabelecendo entre si diferentes
tipos de interação. As relações pode ser
marcadas pela atração, agressão e
intimidade, entre outras.
A atração interpessoal reflete-se pela
preferência por determinadas pessoas, o que
nos leva a procurar partilhar a sua presença.
Baseia-se na avaliação cognitiva e afetiva que
fazemos dos outros.
   A atração pessoal está muito marcada pelas
emoções, afetos e sentimentos. Está
relacionada com a história pessoal de cada um.
   Há fatores que interferem no processo de
atração pessoal: proximidade, atração física,
semelhanças interpessoais, complementaridade
e reciprocidade.
A agressão é um comportamento que visa causar danos físicos ou
psicológicos a uma pessoa ou pessoas e que reflete intenção de destruir.
     Atendendo à variedade de comportamentos agressivos, procura-se
classifica-los para melhor as compreender.
     Distingue-se, assim, quanto à intenção do sujeito, agressão hostil,
caracterizada pela emoção e pela impulsividade e que visa causar danos
a outrem, da agressão instrumental, que vida um objetivo, que para ser
atingindo, pode ou não causar danos.
     Quanto ao alvo, distingue-se a agressão direta (dirige-se ao objeto
que justifica a agressão), a agressão deslocada (o sujeito dirige a
agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem)
e autoagressão (o sujeito não manifesta agressão com o outro, mas
dirige-a a si próprio).
     Quanto à forma de expressão distingue-se agressão aberta
(agressão explícita), agressão dissimulada (recorre a meios não abertos
ou explícitos) e agressão inibida ( o sujeito não manifesta a agressão.
Para explicar a origem da agressão, há várias teorias que procuram
identificar as causas dos comportamentos agressivos.
     Segundo Freud, a agressão teria origem numa pulsão inata, a pulsão da
morte. Os comportamentos agressivos seriam explicados por uma
disposição instintiva e primitiva do ser humano.
    Para Lorenz, a agressividade humana estava programada
geneticamente, sendo desencadeada e determinadas situações. O ser
humano não teria os mecanismos reguladores da agressividade como os
animais, o que explicaria as regras.
    Segundo Dollard, a agressão seria provocada pela frustração. Quando o
sujeito não conseguia atingir os objetivos pretendidos, recorria à agressão-
    Para Bandura, o comportamento agressivo era aprendido por
observação e imitação de modelos. A criança, no seu processo de
socialização, imitaria o comportamento dos pais, dos professores e dos seus
pares, incluindo os comportamentos agressivos (aprendizagem social).
    Pode-se concluir que a agressão se relaciona com fatores de caracter
cognitivo orgânico (envolve vários processos fisiológicos), o que não
significa que o ser humano esteja geneticamente programado para
desenvolver comportamentos agressivos. Fatores relacionados com o meio
social, com a aprendizagem e com as experiencias pessoas têm um papel
fundamental na expressão da agressão.
    A agressão explica-se, assim, pela interação complexa de um conjunto
de fatores entre os quais: fatores biológicos, do ambiente físico, fatores
culturais, fatores relativos à experiencia e à história de vida de cada um.
As relações de intimidade são um tipo particular de interação social que se
manifestam e diferentes níveis relativamente às diferentes pessoas com quem
nos relacionamos.
     A possibilidade de se manterem relações de intimidade varia também de
pessoa para pessoa, estando ligada à história pessoal, à personalidade e à
experiencia de cada um.
     A intimidade implica comunicação, que se pode manifestar de diversas
formas: interações verbais e interações não verbais.
     O contexto social condiciona, através das convenções sociais, as relações de
intimidade e as suas expressões.
     A amizade é uma das manifestações de intimidade que envolve relações em
que estão presentes, entre outros, elementos como confiança, lealdade,
cooperação, etc. As amizades variam segundo um conjunto de fatores: idade,
género, contexto social e características pessoais.
     Quando de fala de amor, há que distinguir a que tipo de amor nos referimos:
o amor companheiro ( envolve relações com os pais, amigos íntimos, familiares)
e o amor apaixonado, que se caracteriza também pelo envolvimento sexual.
Os estereótipos são crenças que são uma imagem
simplificada das características de um grupo ou dos
membros de um grupo.
   Aprendidos no decurso da socialização, correspondem
a um processo de categorização social, tendo por função
simplificar a interpretação que fazemos do real.
   Os estereótipos tem uma função sociocognitiva
porque, ao categorizar a realidade social, transmitem
dados que promovem a nossa adaptação.
   Os estereótipos tem uma função socioafetiva porque
dão um sentimento de identidade social ao grupo que os
partilha. Reforçam o sentimento do nós por oposição aos
outros.
Os preconceitos são atitudes que
envolvem um pré-juízo, um pré-julgamento, ,
na maior pate das vezes negativo,
relativamente a pessoas ou grupos sociais.
   Nos preconceitos predominam a função
socioafetiva, assumindo, frequentemente,
posições radicais contra grupos sociais. Na
sua expressão mais ativa, podem conduzir a
atos de discriminação.
A discriminação é o comportamento que
decorre do preconceito (que é uma atitude e
não um comportamento). No limite, pode
conduzir à eliminação física do objeto da
discriminação.
   Na base da discriminação está o
preconceito que o fundamenta: racial,
sexista, religioso, etc.
O conflito ocorre em relações próximas e ou
interdependentes que existe um estado de insatisfação entre
as partes.
    Atualmente, psicologia encara o conflito numa
perspetiva positiva, contrariando a perspetiva pessimista e
negativa que dominava.
    A vivencia e ultrapassagem dos conflitos correspondem a
processos de desenvolvimento pessoal e grupal. Depois de
ultrapassados, favorecem respostas mais adaptadas.
    Sem omitir os aspetos negativos, atualmente considera-
se o conflito como um fator de mudança e desenvolvimento
social.
Pode definir-se cooperação como a ação
conjunta que implica a colaboração dos
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   A cooperação, a mediação e a negociação
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  • 2. As relações que se estabelece entre os membros de um grupo estão marcadas pela afetividade, estabelecendo entre si diferentes tipos de interação. As relações pode ser marcadas pela atração, agressão e intimidade, entre outras.
  • 3. A atração interpessoal reflete-se pela preferência por determinadas pessoas, o que nos leva a procurar partilhar a sua presença. Baseia-se na avaliação cognitiva e afetiva que fazemos dos outros. A atração pessoal está muito marcada pelas emoções, afetos e sentimentos. Está relacionada com a história pessoal de cada um. Há fatores que interferem no processo de atração pessoal: proximidade, atração física, semelhanças interpessoais, complementaridade e reciprocidade.
  • 4. A agressão é um comportamento que visa causar danos físicos ou psicológicos a uma pessoa ou pessoas e que reflete intenção de destruir. Atendendo à variedade de comportamentos agressivos, procura-se classifica-los para melhor as compreender. Distingue-se, assim, quanto à intenção do sujeito, agressão hostil, caracterizada pela emoção e pela impulsividade e que visa causar danos a outrem, da agressão instrumental, que vida um objetivo, que para ser atingindo, pode ou não causar danos. Quanto ao alvo, distingue-se a agressão direta (dirige-se ao objeto que justifica a agressão), a agressão deslocada (o sujeito dirige a agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem) e autoagressão (o sujeito não manifesta agressão com o outro, mas dirige-a a si próprio). Quanto à forma de expressão distingue-se agressão aberta (agressão explícita), agressão dissimulada (recorre a meios não abertos ou explícitos) e agressão inibida ( o sujeito não manifesta a agressão.
  • 5. Para explicar a origem da agressão, há várias teorias que procuram identificar as causas dos comportamentos agressivos. Segundo Freud, a agressão teria origem numa pulsão inata, a pulsão da morte. Os comportamentos agressivos seriam explicados por uma disposição instintiva e primitiva do ser humano. Para Lorenz, a agressividade humana estava programada geneticamente, sendo desencadeada e determinadas situações. O ser humano não teria os mecanismos reguladores da agressividade como os animais, o que explicaria as regras. Segundo Dollard, a agressão seria provocada pela frustração. Quando o sujeito não conseguia atingir os objetivos pretendidos, recorria à agressão- Para Bandura, o comportamento agressivo era aprendido por observação e imitação de modelos. A criança, no seu processo de socialização, imitaria o comportamento dos pais, dos professores e dos seus pares, incluindo os comportamentos agressivos (aprendizagem social). Pode-se concluir que a agressão se relaciona com fatores de caracter cognitivo orgânico (envolve vários processos fisiológicos), o que não significa que o ser humano esteja geneticamente programado para desenvolver comportamentos agressivos. Fatores relacionados com o meio social, com a aprendizagem e com as experiencias pessoas têm um papel fundamental na expressão da agressão. A agressão explica-se, assim, pela interação complexa de um conjunto de fatores entre os quais: fatores biológicos, do ambiente físico, fatores culturais, fatores relativos à experiencia e à história de vida de cada um.
  • 6. As relações de intimidade são um tipo particular de interação social que se manifestam e diferentes níveis relativamente às diferentes pessoas com quem nos relacionamos. A possibilidade de se manterem relações de intimidade varia também de pessoa para pessoa, estando ligada à história pessoal, à personalidade e à experiencia de cada um. A intimidade implica comunicação, que se pode manifestar de diversas formas: interações verbais e interações não verbais. O contexto social condiciona, através das convenções sociais, as relações de intimidade e as suas expressões. A amizade é uma das manifestações de intimidade que envolve relações em que estão presentes, entre outros, elementos como confiança, lealdade, cooperação, etc. As amizades variam segundo um conjunto de fatores: idade, género, contexto social e características pessoais. Quando de fala de amor, há que distinguir a que tipo de amor nos referimos: o amor companheiro ( envolve relações com os pais, amigos íntimos, familiares) e o amor apaixonado, que se caracteriza também pelo envolvimento sexual.
  • 7. Os estereótipos são crenças que são uma imagem simplificada das características de um grupo ou dos membros de um grupo. Aprendidos no decurso da socialização, correspondem a um processo de categorização social, tendo por função simplificar a interpretação que fazemos do real. Os estereótipos tem uma função sociocognitiva porque, ao categorizar a realidade social, transmitem dados que promovem a nossa adaptação. Os estereótipos tem uma função socioafetiva porque dão um sentimento de identidade social ao grupo que os partilha. Reforçam o sentimento do nós por oposição aos outros.
  • 8. Os preconceitos são atitudes que envolvem um pré-juízo, um pré-julgamento, , na maior pate das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos sociais. Nos preconceitos predominam a função socioafetiva, assumindo, frequentemente, posições radicais contra grupos sociais. Na sua expressão mais ativa, podem conduzir a atos de discriminação.
  • 9. A discriminação é o comportamento que decorre do preconceito (que é uma atitude e não um comportamento). No limite, pode conduzir à eliminação física do objeto da discriminação. Na base da discriminação está o preconceito que o fundamenta: racial, sexista, religioso, etc.
  • 10. O conflito ocorre em relações próximas e ou interdependentes que existe um estado de insatisfação entre as partes. Atualmente, psicologia encara o conflito numa perspetiva positiva, contrariando a perspetiva pessimista e negativa que dominava. A vivencia e ultrapassagem dos conflitos correspondem a processos de desenvolvimento pessoal e grupal. Depois de ultrapassados, favorecem respostas mais adaptadas. Sem omitir os aspetos negativos, atualmente considera- se o conflito como um fator de mudança e desenvolvimento social.
  • 11. Pode definir-se cooperação como a ação conjunta que implica a colaboração dos envolvidos para se atingir um objetivo comum. A cooperação, a mediação e a negociação são meios a que se recorre para se ultrapassarem conflitos.