O documento discute os principais conceitos de imunologia do transplante, incluindo os tipos de enxertos, mecanismos de rejeição e cuidados necessários para transplantes. Aborda os tipos de doadores, compatibilidade HLA, respostas imunes e formas de induzir tolerância ou supressão contra o doador.
Enxerto autólogo =enxerto para si mesmo
Enxerto singênico = indivíduos geneticamente idênticos
Enxerto alogênico = indivíduos mesma espécie
Enxerto xenogênico = espécies diferentes
Aloantígenos = de aloenxertos
Xenoantígenos = de xenoenxertos
Linfócitos alorreativos ou xenorreativos = reagem com aloantígenos ou
xenoantígenos
Conceitos
4.
• Imunologia deTransplantes: compatibilidade imunogenética entre
doadores e receptores ao transplante de órgãos e tecidos.
• Compreensão da cura de muitas doenças pela implantação de células,
tecidos ou órgãos saudáveis de um indivíduo para outro.
• O complexo de histocompatibilidade (MCH) denominado no homem de
Sistema HLA (Human Leukocyte Antigen) está envolvido nos
mecanismos de reconhecimento celular, visando proteger o organismo
de agressões externas e das regulação da resposta imunológica.
• A rejeição é o reflexo da resposta imunológica aumentada (inicialmente
local) envolvendo, na maioria das vezes, os antígenos HLA do órgão
transplantado .
Imunologia do Transplante
Seleção de doadores
•Avaliação clínica do doador.
• Ausência de doenças crônicas.
• Tipagem ABO.
• Tipagem HLA.
• Cross-match (“prova cruzada”).
10.
Cross-match
Soro do receptor= Ac X Células do doador = Ag
Reação positiva indica presença de Ac anti-doador
Imunologia do transplante alogênico
Desencadeamento Resp Imune
Celular
Humoral
ALORRECONHECIMENTO
Reconhecimento de aloantígenos
Apresentaçãodireta de aloantígenos
Reação cruzada: TCR reconhece MHC alogênico com
peptídeo.
MHC alogênico-peptídeo: “imita” MHC próprio-peptídeo.
•Peptídeos: muitos idênticos ao do receptor.
TCR próprio
MHC apresentando peptídeo-
estranho
MHC alogênico
Reconhecimento de aloantígenos
Apresentaçãoindireta de aloantígenos
Moléculas MHC alogênicas
processadas
Apresentadas por APCs de receptor
Penetram nos enxertos
Céls T reconhecem MHC alogênico
Ativa alorreconhecimento por céls T CD4+ e CD8+
Complexo Maior deHistocompatibilidade (MHC)
• Região gênica hipervariada, localizada no braço direito
cromossoma 6 humano .
• Classes I, II e III.
• Codifica proteínas HLA que na maioria das vezes estão
envolvidos na rejeição de transplantes.
19.
Moléculas de MHCde classe I
cadeias α
α1 e α2 >
polimorfismo
α1 e α2 – fenda
de acomodação
de peptídeos
Α3 – mais
conservado – sítio
de interação de
CD8+
20.
Moléculas de MHCde classe II
Cadeias α1 eβ1–
fenda de
acomodação
de peptídeos
β2 – sítio de
interação
de CD4
Ativação de célulasT alorreativas e rejeição a
aloenxertos
• Apresent aç ão por APCs do doador (present es no enxerto)
• Apresent ação por APCs próprias (apresent ação indireta)
• Cél ul as T alorr eati vas : mi gr am par a t eci do Transpl ant ado
- rejeição
Rejeição Hiperaguda
• Oc l u s ã o d a v a s c u l a t ur a d o e n x e r t o.
• M i n u t os o u h o r a s a p ó s a n a s t o m os e v a s o s e n x e r t o r e c e p t or.
• M e d i a da p o r A c s j á e x i s t e nt e s n a c i r c ul a ç ã o d o h o s p e d e i r o.
Rejeição Aguda
L es ã o v a s c u l a r e p a r e n q ui m a t os a .
M e d i a d a p o r c é l u l a s T e A c .
I n í c i o: a p ó s 1 a s e m a n a d e t r a n s pl a n t e .
28.
Rejeição Crônica
Fi brosee anorm al i dade vascul ares.
P erda de funç ão do enxerto.
Ocorre em perí odo prol ongado.
E nxertos renai s ou cardí acos.
Métodos para induzirtolerância ou supressão
específicos contra o doador
• Deleção de células T alorreati vas.
• Supress ão ativa de céls T alorreati vas.
32.
Transplante de MedulaÓssea
• Transplant e de c élulas-tronco hematopoéti cas
pluripotentes.
• Tratar defeitos adquiridos do sistema hematopoéti co
ou imune.
• Forneci m ent o de fonte renovável de proteínas (ex:
hemoglobi na).
• Tratar doenças malignas medula óssea (ex: leucemi a).
34.
Quais os principaiscuidados durante o
tratamento?
• Restrição de visitas, procurando não entrar em contato com
pessoas doentes ou crianças que freqüentam creches e
escolas, ou que foram vacinadas recent em ent e;
• Lavagem das mãos pelo paciente e acompanhant es,
principalm ent e ao manipular alimentos, após usar o sanitári o
e na entrada e saída do quarto durante o período de
internação;
• Evitar o contato com animai s e plantas;
• Realizar rigorosa e frequente higiene oral, atentando para
lesões e utilizando escovas com cerdas macias;
• Alimentação cuidadosa, evitando alimento crú, mal cozidos
e com procedênci a duvidosa.
35.
Transplante Xenogênico
• DE M A M Í F E RO S PA R A H U M A N O S .
• P R O B L E M A : A C S N AT U R A I S R E J E I Ç ÃO H I P E R A G UD A .
Transfusão sangüínea
• R E S P O S TA I M U N E C O N T R A M O L É C UL A S D A S U P E R F Í CI E D A
H E M Á CI A .
• S I S T E MA A B O .
• R E A Ç Õ E S T R A N S F U S I O N AI S : L I S E D A S E S T R U T U R A S P O R
H E M Ó LI S E .
• A N T Í G E NO R H D E H E M Á C I A S ;
•Eritroblastose fetal.