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Histórico e Contextualização da Psicopedagogia   Prof ª: Janaína G. dos Santos
O que é psicopedagogia? Segundo código de Ética e estatuto da ABPp(2001): A psicopedagogia tem por definição o trabalho com a aprendizagem, com o conhecimento, sua aquisição, desenvolvimento e distorções.  Realiza este trabalho por meio de processos e estratégias que levam em conta a individualidade do aprendente.  É uma práxi, portanto, comprometida com a melhoria das condições de aprendizagem.
Esse trabalho nasceu da necessidade de compreender melhor o processo de aprendizagem humana e, desse modo, resolver as dificuldades de aprendizagem do grande número de crianças com dificuldades para aprender o que a escola ensina, da forma como ensina. Antes da psicopedagogia, a falta de clareza a respeito da aprendizagem e seus problemas fazia com que os alunos com dificuldades fossem encaminhados para profissionais de diversas áreas de atuação, sem uma resolução eficiente dos problemas.
Pensemos um pouco: o que acontecia e, em alguns casos, ainda acontece com os alunos que não aprendem na escola?
* Medicalização Uma saída muito usada foi a medicalização dos problemas de aprendizagem, ou seja, as crianças com dificuldades de aprendizagem eram ou são encaminhadas ao médico.Tal encaminhamento, muitas vezes, acaba impregnando a criança e não esclarece o problema, ou ainda, faz com que ela fique discriminada na escola como  doente . Atualmente, a exigência de exames médicos quando a criança não vai bem  na escola feita por pais e professores é uma idéia que faz parte dos modelos Médicos.
*P sicologização Outra saída utilizada para resolver as dificuldades das crianças nas escolas foi a psicologização dos problemas de aprendizagem. As crianças com dificuldades de aprendizagem são encaminhadas ao psicólogo, o qual as submete a vários testes com a finalidade de encontrar “falhas” (tais como: retardo mental, a imaturidade para a aprendizagem escolar, os distúrbios emocionais etc.) e justificar a causa da não-aprendizagem.
A criança é testada em várias áreas e comparada com o padrão esperado para a normalidade da idade. Ao constatar-se desempenho abaixo do considerado normal, procurava-se recuperá-la com treinos. A criança com inteligência considerada rebaixada era encaminhada para a classe de deficientes mentais, ou, as crianças com problemas de memória eram treinadas nessa área. O trabalho psicopedagógico centrava-se, portanto, na reeducação, isto é, o processo de aprendizagem é avaliado em funções dos  déficits  ou das falhas encontradas na criança.
O  modelo de psicologização  foi utilizado com ênfase na  década de setenta , período esse em que a psicopedagogia esteve  voltada aos conceitos considerados responsáveis pela aprendizagem da leitura e escrita  como:  memória; atenção; percepção, discriminação; lateralidade  e outros.  CONSEQÜÊNCIAS : Ambos modelos, medicalização e psicologização, fazem com que a criança e  a família fiquem confusas, acreditando que a criança apresenta um transtorno grave ou irreversível. Além disso, exime a escola de qualquer compromisso na recuperação da aprendizagem da criança, isto é, medicaliza e /ou psicologiza as dificuldades de aprendizagem.
O objetivo da psicopedagogia era, realizar a reeducação ou a remediação e, desta forma, promover o desaparecimento do sintoma. Mas o foco de atenção passou a ser a compreensão do processo de aprendizagem e a relação que o aprendiz estabelece com sua aprendizagem, seu objetivo de estudo torna-se mais abrangente. Devido à complexidade dos problemas de aprendizagem, a psicopedagogia possui um caráter multidisciplinar, e até mesmo transdisciplinar que busca conhecimento em diversas outras áreas   do conhecimento, além da psicologia e da pedagogia.
Apoio à Psicopedagogia... Há algumas áreas de estudo que apóiam a psicopedagogia: psicologia, pedagogia, neurologia, lingüística, sociologia, filosofia entre outras. Esses conhecimentos nos fornecem meios de refletir cientificamente e operar no campo psicopedagógico. Há também as dimensões que a ação psicopedagógica abrange: Dimensão psicológica :  responsável por incluir fatores relacionados ao desenvolvimento e à aprendizagem, sinalizando quando e como aprender em cada momento. Dimensão sociológica : atende às demandas sociais e culturais. Sua dimensão social é contribuir para que as pessoas sejam membros ativos e responsáveis da sociedade. Dimensão epistemológica : esclarece como se constrói o conhecimento a partir de uma visão articulada e não segmentada.
Sintetizando... A psicopedagogia é um campo com conhecimentos amplos, cujo objeto central de estudo é o processo de aprendizagem humana, seus padrões evolutivos normais e patológicos e a influência do meio (família, escola, sociedade). Nesse processo, as dificuldades escolares devem ser explicadas pela interação de vários fatores e não apenas por um fator, esteja ele na criança, no meio familiar ou escolar.
A psicopedagogia surgiu como uma prática com duas vertentes: a pedagogia e a psicologia . Seu desenvolvimento teve início com autores como Claparède (professor de psicologia) no século XVII quando se fazia referência à chamada psicologia-pedagógica ou pedagogia – terapêutica. Na metade do sec. XX, nos Estados Unidos e na Europa, cresce o número de escolas particulares e de ensino individualizado para crianças cuja aprendizagem era considerada lenta.  Em 1946, foram fundados, na França, os primeiros Centros Psicopedagógicos, que buscavam unir conhecimentos da psicologia e da pedagogia para auxiliar as crianças que apresentavam dificuldades de comportamento na escola e na família. Eles visavam obter, sempre que possível, a readaptação da criança com dificuldades de aprendizagem por meio de um acompanhamento psicopedagógico, melhorando, desse modo, a convivência dela em seu meio familiar e escolar.
PSICOPEDAGOGO FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO
O que exatamente você vai aprender? Onde poderá atuar? Qual será a sua qualificação profissional?
Segundo  o 4º artigo do Código de Ética da ABPp: Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados em 3º grau, portadores de certificados de curso de Pós-graduação de Psicopedagogia, ministrado em estabelecimento de ensino oficial e/ou reconhecido, ou mediante direitos adquiridos, sendo indispensável submeter-se à supervisão e aconselhável trabalho de formação pessoal.
Identidade do Psicopedagogo *Qual é a contribuição profissional do psicopedagogo? Para a formação de sua identidade profissional, o psicopedagogo necessita de alguns elementos básicos: Ter  formação acadêmica  de nível superior voltada para a área humana: neste caso, direcionado para a educação. Dispor de um  objetivo  de atuação: a escola e a criança em processo de aprendizagem. Conhecer  este objeto de atuação de forma ampla: por meio das teorias de desenvolvimento e de aprendizagens, de fatores que envolvem a aprendizagem e suas dificuldades. Compreender a  avaliação  e os  recursos de  atuação psicopedagógica,  que possibilite ao profissional que trabalha na área, melhorar seus métodos de trabalho, o desempenho acadêmico do aluno e, conseqüentemente, prevenir e remediar o fracasso escolar.
É prioritário que a formação do psicopedagogo propicie formas de...   Ampliar sua percepção e acuidade às manifestações do ser humano em situações de aprendizagem, considerando as relações que facilitam ou limitam seu ato de aprender.     Assegurar sua atenção à totalidade do sujeito na situação do ato de aprender, considerando-o no seu contexto, em sua afetividade, valores , hábitos e linguagem.     Garantir a aquisição do conhecimento sobre o desenvolvimento do ser humano, teorias de aprendizagem e relações com o outro.     Desenvolver visão crítica sobre as teorias que embasam sua ação em relação ao contexto no qual atua profissionalmente e sobre a utilização dos recursos propostos (instrumentos e técnicas), para o desenvolvimento global do aprendiz, considerando-o em seu meio social específico e em seu momento histórico.     Incutir o cuidado em analisar quando os recursos científicos e tecnológicos da atualidade estariam distanciando o aprendiz de si próprio e de seus significados
PSICOPEDAGOGIA   NA ATUALIDADE ?!?!
Antes... Os primeiros educadores a realizar trabalhos com crianças portadoras de problemas de aprendizagem foram: Itard, Pestalozzi, Pereire e Séguin. Esses profissionais, na maioria médicos provenientes de instituições asilares, procuraram trazer uma nova abordagem para os problemas infantis. Por exemplo, Maria Montessori, psiquiatra italiana, que no final do século XIX criou o método denominado sensorial para atender crianças com deficiência mental e que atualmente é utilizado em escolas para alunos em geral.
Influência Argentina... Na Argentina, a formação do psicopedagogo acontece por meio da graduação em psicopedagogia com duração de cinco anos. O psicopedagogo é formado, desse modo, para atuar tanto na área educacional como na área da saúde. No Brasil, o primeiro curso regular de Especialização em psicopedagogia foi criado em 1979, no Instituto Sedes Sapientie, em São Paulo, por iniciativa de Maria Alice Vassimon, pedagoga e psicodramatista e pela Madre Cristina Sodré Dória, diretora deste instituto. Os primeiros cursos de psicopedagogia apareceram em São Paulo e no Rio Grande do Sul, pela proximidade com a Argentina. Em 1972, já eram ofertados cursos de especialização e mestrado no Programa de Educação com área de concentração em Aconselhamento Psicopedagógico. O Rio Grande do Sul possui um grupo de estudo psicopedagógico muito significativo, que até hoje, realizam pesquisas importantíssimas para o trabalho psicopedagógico.
A ABPp A  Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp),  de maneira  especial, tem se esforçado para que a profissão de psicopedagogo seja reconhecida, legalmente, como área aplicada (profissão necessária). A ABPp é a responsável pela organização de eventos de dimensão nacional e por publicações cujos temas retratam a preocupações e tendências na área, por meio da Revista Psicopedagogia, de veiculação trimestral. Ela promove, ainda, conferências, seminários, mesas redondas e cursos, abertos a participação de profissionais como psicopedagogos e educadores em geral. Atualmente, conta com uma sede na cidade de São Paulo e 12 seções em todo o Brasil. Isso significa que a ABPp é uma entidade de caráter científico, cultural, sem fins lucrativos que congrega profissionais e militantes da psicopedagogia e de áreas afins. O projeto de regulamentação da profissão encontra-se na comissão de educação, cultura e desporto da Câmara dos Deputados. O projeto de Lei nº 3.124-A/97 propõe a regulamentação da profissão de psicopedagogo criando um Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicopedagogia, com o objetivo de regularizar toda a atividade do psicopedagogo.
No ano de 2002, após amplas discussões, a Psicopedagogia foi acrescentada no  Código Brasileiro de Ocupação,  ou seja, já pertencemos ao rol dos trabalhadores do Brasil. Foi aprovado um projeto de lei 128/2000 do deputado paulista Claury Santos Alves Silva, que propõe o trabalho do psicopedagogo como:  “Assistência psicopedagógica ao aprendiz e à instituição com o objetivo de diagnosticar, intervir e prevenir problemas de aprendizagem nas instituições de ensino básico público e privado”.
A Associação Brasileira de Psicopedagogia é responsável pelo Código de Ética e Estatuto, com sua primeira publicação no ano de 1993, reformulado em 1996, que norteia todo o trabalho psicopedagógico, seja ele clínico ou educacional.
CAMPOS DE ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO
Clínica Escola Hospitais
Obrigada!!! Janaína Gonçalves dos Santos [email_address] (16) 9784-0333

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Histório e contextualização da Psicopedagogia

  • 1. Histórico e Contextualização da Psicopedagogia Prof ª: Janaína G. dos Santos
  • 2. O que é psicopedagogia? Segundo código de Ética e estatuto da ABPp(2001): A psicopedagogia tem por definição o trabalho com a aprendizagem, com o conhecimento, sua aquisição, desenvolvimento e distorções. Realiza este trabalho por meio de processos e estratégias que levam em conta a individualidade do aprendente. É uma práxi, portanto, comprometida com a melhoria das condições de aprendizagem.
  • 3. Esse trabalho nasceu da necessidade de compreender melhor o processo de aprendizagem humana e, desse modo, resolver as dificuldades de aprendizagem do grande número de crianças com dificuldades para aprender o que a escola ensina, da forma como ensina. Antes da psicopedagogia, a falta de clareza a respeito da aprendizagem e seus problemas fazia com que os alunos com dificuldades fossem encaminhados para profissionais de diversas áreas de atuação, sem uma resolução eficiente dos problemas.
  • 4. Pensemos um pouco: o que acontecia e, em alguns casos, ainda acontece com os alunos que não aprendem na escola?
  • 5. * Medicalização Uma saída muito usada foi a medicalização dos problemas de aprendizagem, ou seja, as crianças com dificuldades de aprendizagem eram ou são encaminhadas ao médico.Tal encaminhamento, muitas vezes, acaba impregnando a criança e não esclarece o problema, ou ainda, faz com que ela fique discriminada na escola como doente . Atualmente, a exigência de exames médicos quando a criança não vai bem na escola feita por pais e professores é uma idéia que faz parte dos modelos Médicos.
  • 6. *P sicologização Outra saída utilizada para resolver as dificuldades das crianças nas escolas foi a psicologização dos problemas de aprendizagem. As crianças com dificuldades de aprendizagem são encaminhadas ao psicólogo, o qual as submete a vários testes com a finalidade de encontrar “falhas” (tais como: retardo mental, a imaturidade para a aprendizagem escolar, os distúrbios emocionais etc.) e justificar a causa da não-aprendizagem.
  • 7. A criança é testada em várias áreas e comparada com o padrão esperado para a normalidade da idade. Ao constatar-se desempenho abaixo do considerado normal, procurava-se recuperá-la com treinos. A criança com inteligência considerada rebaixada era encaminhada para a classe de deficientes mentais, ou, as crianças com problemas de memória eram treinadas nessa área. O trabalho psicopedagógico centrava-se, portanto, na reeducação, isto é, o processo de aprendizagem é avaliado em funções dos déficits ou das falhas encontradas na criança.
  • 8. O modelo de psicologização foi utilizado com ênfase na década de setenta , período esse em que a psicopedagogia esteve voltada aos conceitos considerados responsáveis pela aprendizagem da leitura e escrita como: memória; atenção; percepção, discriminação; lateralidade e outros. CONSEQÜÊNCIAS : Ambos modelos, medicalização e psicologização, fazem com que a criança e a família fiquem confusas, acreditando que a criança apresenta um transtorno grave ou irreversível. Além disso, exime a escola de qualquer compromisso na recuperação da aprendizagem da criança, isto é, medicaliza e /ou psicologiza as dificuldades de aprendizagem.
  • 9. O objetivo da psicopedagogia era, realizar a reeducação ou a remediação e, desta forma, promover o desaparecimento do sintoma. Mas o foco de atenção passou a ser a compreensão do processo de aprendizagem e a relação que o aprendiz estabelece com sua aprendizagem, seu objetivo de estudo torna-se mais abrangente. Devido à complexidade dos problemas de aprendizagem, a psicopedagogia possui um caráter multidisciplinar, e até mesmo transdisciplinar que busca conhecimento em diversas outras áreas do conhecimento, além da psicologia e da pedagogia.
  • 10. Apoio à Psicopedagogia... Há algumas áreas de estudo que apóiam a psicopedagogia: psicologia, pedagogia, neurologia, lingüística, sociologia, filosofia entre outras. Esses conhecimentos nos fornecem meios de refletir cientificamente e operar no campo psicopedagógico. Há também as dimensões que a ação psicopedagógica abrange: Dimensão psicológica : responsável por incluir fatores relacionados ao desenvolvimento e à aprendizagem, sinalizando quando e como aprender em cada momento. Dimensão sociológica : atende às demandas sociais e culturais. Sua dimensão social é contribuir para que as pessoas sejam membros ativos e responsáveis da sociedade. Dimensão epistemológica : esclarece como se constrói o conhecimento a partir de uma visão articulada e não segmentada.
  • 11. Sintetizando... A psicopedagogia é um campo com conhecimentos amplos, cujo objeto central de estudo é o processo de aprendizagem humana, seus padrões evolutivos normais e patológicos e a influência do meio (família, escola, sociedade). Nesse processo, as dificuldades escolares devem ser explicadas pela interação de vários fatores e não apenas por um fator, esteja ele na criança, no meio familiar ou escolar.
  • 12. A psicopedagogia surgiu como uma prática com duas vertentes: a pedagogia e a psicologia . Seu desenvolvimento teve início com autores como Claparède (professor de psicologia) no século XVII quando se fazia referência à chamada psicologia-pedagógica ou pedagogia – terapêutica. Na metade do sec. XX, nos Estados Unidos e na Europa, cresce o número de escolas particulares e de ensino individualizado para crianças cuja aprendizagem era considerada lenta. Em 1946, foram fundados, na França, os primeiros Centros Psicopedagógicos, que buscavam unir conhecimentos da psicologia e da pedagogia para auxiliar as crianças que apresentavam dificuldades de comportamento na escola e na família. Eles visavam obter, sempre que possível, a readaptação da criança com dificuldades de aprendizagem por meio de um acompanhamento psicopedagógico, melhorando, desse modo, a convivência dela em seu meio familiar e escolar.
  • 13. PSICOPEDAGOGO FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO
  • 14. O que exatamente você vai aprender? Onde poderá atuar? Qual será a sua qualificação profissional?
  • 15. Segundo o 4º artigo do Código de Ética da ABPp: Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados em 3º grau, portadores de certificados de curso de Pós-graduação de Psicopedagogia, ministrado em estabelecimento de ensino oficial e/ou reconhecido, ou mediante direitos adquiridos, sendo indispensável submeter-se à supervisão e aconselhável trabalho de formação pessoal.
  • 16. Identidade do Psicopedagogo *Qual é a contribuição profissional do psicopedagogo? Para a formação de sua identidade profissional, o psicopedagogo necessita de alguns elementos básicos: Ter formação acadêmica de nível superior voltada para a área humana: neste caso, direcionado para a educação. Dispor de um objetivo de atuação: a escola e a criança em processo de aprendizagem. Conhecer este objeto de atuação de forma ampla: por meio das teorias de desenvolvimento e de aprendizagens, de fatores que envolvem a aprendizagem e suas dificuldades. Compreender a avaliação e os recursos de atuação psicopedagógica, que possibilite ao profissional que trabalha na área, melhorar seus métodos de trabalho, o desempenho acadêmico do aluno e, conseqüentemente, prevenir e remediar o fracasso escolar.
  • 17. É prioritário que a formação do psicopedagogo propicie formas de...  Ampliar sua percepção e acuidade às manifestações do ser humano em situações de aprendizagem, considerando as relações que facilitam ou limitam seu ato de aprender.  Assegurar sua atenção à totalidade do sujeito na situação do ato de aprender, considerando-o no seu contexto, em sua afetividade, valores , hábitos e linguagem.  Garantir a aquisição do conhecimento sobre o desenvolvimento do ser humano, teorias de aprendizagem e relações com o outro.  Desenvolver visão crítica sobre as teorias que embasam sua ação em relação ao contexto no qual atua profissionalmente e sobre a utilização dos recursos propostos (instrumentos e técnicas), para o desenvolvimento global do aprendiz, considerando-o em seu meio social específico e em seu momento histórico.  Incutir o cuidado em analisar quando os recursos científicos e tecnológicos da atualidade estariam distanciando o aprendiz de si próprio e de seus significados
  • 18. PSICOPEDAGOGIA NA ATUALIDADE ?!?!
  • 19. Antes... Os primeiros educadores a realizar trabalhos com crianças portadoras de problemas de aprendizagem foram: Itard, Pestalozzi, Pereire e Séguin. Esses profissionais, na maioria médicos provenientes de instituições asilares, procuraram trazer uma nova abordagem para os problemas infantis. Por exemplo, Maria Montessori, psiquiatra italiana, que no final do século XIX criou o método denominado sensorial para atender crianças com deficiência mental e que atualmente é utilizado em escolas para alunos em geral.
  • 20. Influência Argentina... Na Argentina, a formação do psicopedagogo acontece por meio da graduação em psicopedagogia com duração de cinco anos. O psicopedagogo é formado, desse modo, para atuar tanto na área educacional como na área da saúde. No Brasil, o primeiro curso regular de Especialização em psicopedagogia foi criado em 1979, no Instituto Sedes Sapientie, em São Paulo, por iniciativa de Maria Alice Vassimon, pedagoga e psicodramatista e pela Madre Cristina Sodré Dória, diretora deste instituto. Os primeiros cursos de psicopedagogia apareceram em São Paulo e no Rio Grande do Sul, pela proximidade com a Argentina. Em 1972, já eram ofertados cursos de especialização e mestrado no Programa de Educação com área de concentração em Aconselhamento Psicopedagógico. O Rio Grande do Sul possui um grupo de estudo psicopedagógico muito significativo, que até hoje, realizam pesquisas importantíssimas para o trabalho psicopedagógico.
  • 21. A ABPp A Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), de maneira especial, tem se esforçado para que a profissão de psicopedagogo seja reconhecida, legalmente, como área aplicada (profissão necessária). A ABPp é a responsável pela organização de eventos de dimensão nacional e por publicações cujos temas retratam a preocupações e tendências na área, por meio da Revista Psicopedagogia, de veiculação trimestral. Ela promove, ainda, conferências, seminários, mesas redondas e cursos, abertos a participação de profissionais como psicopedagogos e educadores em geral. Atualmente, conta com uma sede na cidade de São Paulo e 12 seções em todo o Brasil. Isso significa que a ABPp é uma entidade de caráter científico, cultural, sem fins lucrativos que congrega profissionais e militantes da psicopedagogia e de áreas afins. O projeto de regulamentação da profissão encontra-se na comissão de educação, cultura e desporto da Câmara dos Deputados. O projeto de Lei nº 3.124-A/97 propõe a regulamentação da profissão de psicopedagogo criando um Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicopedagogia, com o objetivo de regularizar toda a atividade do psicopedagogo.
  • 22. No ano de 2002, após amplas discussões, a Psicopedagogia foi acrescentada no Código Brasileiro de Ocupação, ou seja, já pertencemos ao rol dos trabalhadores do Brasil. Foi aprovado um projeto de lei 128/2000 do deputado paulista Claury Santos Alves Silva, que propõe o trabalho do psicopedagogo como: “Assistência psicopedagógica ao aprendiz e à instituição com o objetivo de diagnosticar, intervir e prevenir problemas de aprendizagem nas instituições de ensino básico público e privado”.
  • 23. A Associação Brasileira de Psicopedagogia é responsável pelo Código de Ética e Estatuto, com sua primeira publicação no ano de 1993, reformulado em 1996, que norteia todo o trabalho psicopedagógico, seja ele clínico ou educacional.
  • 24. CAMPOS DE ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO
  • 26. Obrigada!!! Janaína Gonçalves dos Santos [email_address] (16) 9784-0333