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Profª Isabel Henriques   1
 Cartas   Topográficas                  Cartas   temáticas




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 Procuram representar a
  topografia ou relevo de
  uma região.
 As cartas topográficas
  são representações de
  objectos numa
  superfície a duas
  dimensões, na qual o
  relevo é representado
  por linhas que unem
  pontos com a mesma
  altitude - curvas de
  nível.

              Profª Isabel Henriques   3
Cartas Topográficas - Informações
   Construções antrópicas (estradas, casas, igrejas,
    cemitérios, minas, barragens…)
   Aspectos naturais – rios, praias, montanhas, lagos…
   Geografia política – limites de um pais, região…
   Enquadramento geográfico – longitude e latitude;
   Escala e distância horizontal;
   Data em que foi executada;
   Declinação magnética para a data da sua execução;
   Autores/instituição responsável.



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 As cartas geológicas são
  documentos científicos e técnicos
  elaborados por geólogos que se
  enquadram em equipas
  multidisciplinares.
 Correspondem a representações
  hipotéticas e bidimensionais de
  uma realidade geológica complexa.
 Encontram-se em constante
  actualização, de forma a incluírem
  as informações mais recentes.
 As cartas geológicas são elaboradas
  numa base topográfica.

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   Cartas hidrogeológicas (águas subterrâneas)
   Cartas geotécnicas (estabilidade e
    resistência de terrenos)
   Cartas mineiras (jazigos minerais)
   Cartas tectónicas (deformações da crusta)
   Cartas geoquímicas (química das rochas)
   Cartas pedológicas (tipos de solos)
   Cartas geomagnéticas (propriedades
    magnéticas das rochas)
   Cartas radiométricas (radioactividade das
    rochas)                                     Carta Temática – Carta Hidrogeológica
                                                de Portugal (1:200 000 Folha 1)
   Cartas gravimétricas (gravimetria das
    massas rochosas)
   Cartas geológicas (Rochas a superfície e em
    profundidade)

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Escala:
   A escala é, portanto, a razão (quociente) constante entre
    a medida do segmento que, na carta, une dois pontos
    quaisquer, e a distância real (no terreno) entre os mesmos
    pontos, expressas na mesma unidade de medida.
   Existem escalas Numéricas e Gráficas.
   Escalas Numéricas:

    Uma escala 1/25 000 (também representada por 1:25
    000), significa que:
    1 centímetro medido na carta, corresponde,
    respectivamente, a 25 000 centímetros (= 250 metros)...
    no terreno.


                    Profª Isabel Henriques             7
   Uma regra de três simples permite, facilmente, calcular,
    numa escala determinada, o valor de qualquer distancia,
    considerada na carta, e a correspondente medida no
    terreno e vice-versa:
   Por exemplo: Numa carta à escala 1:50 000 onde dois
    pontos distam 32 mm, medidos com uma régua, teríamos:
    Se 1 mm (na carta) corresponde a 50 000 mm (no terreno)
    32 mm (na carta) corresponderão a x mm (no terreno)x =
    32x50 000 mm = 1600 000 mm = 1 600 metros
         x = 32x50 000 mm = 1600 000 mm = 1 600 metros

    Portanto, a distância real entre esses pontos é de 1 600
    metros


                     Profª Isabel Henriques             8
   Escalas Gráficas: representadas por um segmento de recta
    dividido em partes iguais, cada uma das quais representa
    uma determinada distância medida no terreno, o que
    permite uma avaliação directa das distâncias na carta.




                Escala gráfica da Carta Topográfica de Portugal, na
                    escala 1:50 000




                  Profª Isabel Henriques                              9
Curvas de Nível:
   O relevo é figurado por intermédio de
    curvas de nível, linhas que correspondem
    à projecção vertical das intersecções de
    hipotéticos planos horizontais,
    equidistantes e paralelos, com a
    superfície do terreno.
   Cada curva de nível é definida pela sua
    cota que indica a sua altura em relação
    ao nível médio das águas do mar
    (altitude).                                Representação do relevo
                                               por curvas de nível




                     Profª Isabel Henriques           10
Curvas de Nível:
   A distância entre estes hipotéticos planos
    horizontais chama-se equidistância
    natural e ao valor desta distância, à
    escala, corresponde à equidistância
    gráfica.
   As equidistâncias podem variar consoante
    a escala da carta.                           Representação do relevo
                                                 por curvas de nível




                       Profª Isabel Henriques            11
As equidistâncias naturais e gráficas mais usadas
para as diferentes escalas são:

    ESCALA DA CARTA                EQUIDISTÂNCIA NATURAL         EQUIDISTÂNCIA GRÁFICA

        1:200 000                                100 m               0,0005 m = 0,5 mm

        1:100 000                                 50 m               0,0005 m = 0,5 mm

        1:50 000                                  25 m               0,0005 m = 0,5 mm

        1:25 000                                  10 m               0,0004 m = 0,4 mm

        1:20 000                                  10 m               0,0005 m = 0,5 mm

        1:10 000                               10 m ou 5 m   0,001 m = 1 mm ou 0,0005 m = 0,5 mm

         1:5 000                               5 m ou 10 m    0,001 m = 1 mm ou 0,002 m = 2 mm




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   Identificação: Fornece informação sobre o tipo
    de carta.

   Orientação: Corresponde à representação, sobre
    a carta, da rosa-dos-ventos ou da direcção do
    norte geográfico.




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55

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Profª Isabel Henriques   15
Linhas de cumeada tracejado




                         Linhas de água Traço contínuo
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   Depressão e Elevação: como na figura a seguir, são
    superfícies nas quais as curvas de nível de maior valor
    envolvem as de menor no caso das depressões e vice-versa
    para as elevações.




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   Talvegue: linha de encontro de duas vertentes opostas e
    segundo a qual as águas tendem a se acumular formando
    os rios ou cursos d’água.




                     15




                     20




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   Vale: superfície formada pela reunião de duas vertentes
    opostas, podendo o fundo ser de forma côncavo, de ravina ou
    chato. As curvas de maior valor envolvem as de menor valor.

                     Ravina
                                                        Côncavo                       Chato




                                  50




                                                                  15   25   20
                45                                 10



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 Linhas   de água




15




20




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   Um perfil topográfico permite visualizar o
    relevo ao longo de uma linha traçada sobre a
    carta (geralmente um segmento de recta).




                 Profª Isabel Henriques      21
Para desenhar o perfil topográfico
    procede-se do seguinte modo:
   Traçado o segmento de recta ao longo do qual
    se pretende o perfil, faz-se assentar sobre o
    segmento, o lado de uma tira de papel.
   Sobre esta tira marcam-se os pontos de
    intersecção da linha do perfil com as linhas de
    nível, e indicam-se os valores das cotas
    intersectadas.
   Analisando, no final, a tira com as marcações
    feitas procuramos o valor da cota mais alta e o
    valor da cota mais baixa para, deste modo,
    ficarmos com a noção do intervalo da
    distribuição das altitudes que vão figurar no
    perfil.

                                                      Perfil topográfico segundo A-B




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   A representação dum perfil em que a escala dos valores cotados
    é igual à escala da carta mostra-nos o relevo real. Este, nas
    regiões pouco acidentadas, (com pouca densidade de curvas de
    nível) aparece-nos, no perfil, bastante esbatido. Para dar
    realce ao relevo costuma multiplicar-se a escala dos valores
    cotados por 4, 5, ... 10, o que corresponde a sobre elevar o
    perfil 4, 5, .. 10 vezes.




                   O perfil topográfico anterior sobre elevado 4 vezes

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O perfil topográfico sobre elevado 4 vezes




                                   Perfil topográfico sem sobre elevação
          Profª Isabel Henriques                                       24
Profª Isabel Henriques   25
 Fornecem
 informação sobre
 o que está
 situado por baixo
 da superfície
 terrestre.




             Profª Isabel Henriques   26
   Informações topográficas;
   Tipo e localização das diferentes formações geológicas;
   Idade relativa das diferentes formações geológicas;
   Tipo e localização do contacto entre diferentes tipos litológicos;
   Tipo e localização dos depósitos de superfície;
   Direcção e inclinação das rochas estratificadas;
   Tipo e localização de deformações (dobras e falhas);
   Ocorrência de substâncias minerais com interesse económico;
   Localização de poços, nascentes naturais, furos de sondagem, pedreiras,
    etc.;
   Localização de jazidas fossilíferas e estações arqueológicas importantes.
NOTA:
    Cada carta geológica é, quase sempre, acompanhada por uma Notícia
    explicativa, destinada a fornecer informação suplementar que a carta
    não permite suportar.


                         Profª Isabel Henriques                   27
 Coluna   estratigráfica                Perfil   interpretativo




               Profª Isabel Henriques                   28
Pormenor das edições de 1899, 1972 e 1992
da Carta Geológica de Portugal na escala de 1:500 000



           Profª Isabel Henriques            29
A elaboração de uma Carta Geológica
comporta várias fases:
1.   Levantamentos de campo

2.   Estudos de gabinete e laboratório

3.   Desenho e impressão




               Profª Isabel Henriques    30
Em geral, uma carta geológica não
necessita, à partida, de material
sofisticado para a sua elaboração
(levantamento) é indispensável:
 a carta topográfica da área a levantar
   (por vezes também se usa a fotografia
   aérea na escala adequada),
 lápis,

 borracha,

 livro de campo,

 lupa de bolso,

 martelo e bússola,

 bornal para transporte de amostras,

 e ... cabeça e pernas.
                  Profª Isabel Henriques   31
 Na carta topográfica, o geólogo
  vai localizando os afloramentos e
  traçando os limites entre as
  diferentes "qualidades" ou
  conjuntos de rochas que possam
  ser agrupadas por terem
  características comuns ou a
  mesma idade.
 Este trabalho, executado no
  campo, designa-se por
  “levantamento geológico”.              Colheita de fósseis




                Profª Isabel Henriques                32
No gabinete:
   A carta utilizada no campo (minuta de campo) é
    passada a limpo.
   São reapreciadas fotografias aéreas da região,
    (fotogeologia) ou mesmo de satélite (teledetecção).
   Os resultados compatibilizados com as observações de
    campo são integrados na carta.
   Examina-se a bibliografia conveniente respeitante às
    formações existentes e às que apresentam tipos de
    ocorrências semelhantes, noutras regiões.
   A consulta de relatórios e testemunhos de sondagens
    bem como de dados sismo estratigráficos que existam
    para a região, complementam o conhecimento.
   O material colhido no campo é alvo de investigação
    laboratorial.

                  Profª Isabel Henriques       33
Esta investigação inclui domínios muito variados,
    dos quais se salientam:
   Estudo dos fósseis (Paleontologia) - É determinante
    para o conhecimento da idade das rochas sedimentares
    e do seu ambiente de deposição (Paleoecologia).

   Estudo petrográfico das rochas (Petrografia) - Utiliza o
    microscópio polarizante para determinação, em lâmina
    delgada, de minerais, microestruturas e outras
    características que permitam identificar a rocha
    analisada.

   Análises químicas das rochas ou minerais (Geoquímica)
    - fornecem dados importantes para a caracterização ou
    identificação desses materiais e para estudos
    petrológicos e geoquímicos.

                   Profª Isabel Henriques          34
Por vezes, além da análise química clássica,
  utilizam-se sofisticados aparelhos para
  determinar a composição de uma rocha ou
  mineral, identificação e doseamento de
  elementos raros ou até para determinações de
  idades absolutas (análise isotópica):
 microscópio electrónico
 espectrofotómetro de absorção atómica
 espectrómetro de emissão por plasma
 microssonda electrónica
 difractómetro de raios X
 espectrómetro de massa
 etc.

                                        Laboratório de química clássica do IGM

               Profª Isabel Henriques                       35
Face aos resultados obtidos
nos: estudos de campo,
estudos de gabinete e
laboratório atrás
discriminados, o geólogo
procede ao tratamento,
interpretação e síntese dos
dados.
Estes serão, em seguida,
traduzidos graficamente na
carta geológica a publicar e no
texto da Notícia Explicativa.




               Profª Isabel Henriques   36
Com o conhecimento que lhe advém deste estudo,
  escolhe a localização dos perfis geológicos mais
  representativos da carta e elabora os cortes geológicos
  que a acompanharão, destinados a dar a interpretação
  das estruturas rochosas presentes na área da carta.
  No final, organiza e escreve a Notícia Explicativa,
  documento onde se apresenta toda a informação que
  não pode ser incluída na carta.
A Notícia abarca, geralmente, os seguintes capítulos:
 Estratigrafia
 Paleogeografia e Tectónica
 Hidrogeologia
 Geologia económica
 Arqueologia
 Bibliografia



                 Profª Isabel Henriques         37
   A partir da maqueta de campo preparada
    pelo geólogo (minuta do levantamento de
    campo passada a limpo), elaboram-se os
    elementos necessários à impressão,
    através de diversas operações de desenho
    e gravação que exigem profissionais
    especializados.
   Presentemente, estão a utilizar-se os
    métodos informáticos no desenho das
    cartas geológicas, recorrendo à
    digitalização da maqueta da carta, e à
    utilização de uma base de dados. Esta
    técnica permite obter a tiragem em
    "plotter" de exemplares coloridos, ou
    fracções, na escala pretendida e fornece
    o desenho final destinado à impressão da
    carta.
                  Profª Isabel Henriques       38
   São precisamente as Cartas
    Geológicas que nos dão o
    conhecimento dos diferentes
    tipos de rochas aflorantes ou do
    subsolo, tal como este se
    apresentaria caso fosse
    desprovido da terra arável, da
    cobertura vegetal e das
    construções humanas.
   Além disso, estas Cartas
    permitem, ainda, prever qual a
    disposição dessas rochas em
    profundidade.
                   Profª Isabel Henriques   39
As Cartas Geológicas, mostrando-nos a
    composição e a estrutura geológica do
    subsolo, são documentos fundamentais para:
   Prospecção e exploração de matérias primas;
   Prospecção e exploração de fontes de
    energia;
   Escolha de locais para a implantação de
    grandes obras de engenharia;
   Abastecimento de águas;
   Risco sísmico;
   Agricultura;
   Preservação do ambiente;
   Inventário e defesa do património geológico e
    arqueológico;                               Mina de Neves Corvo
                                                Castro Verde, Alentejo
   Estudos científicos e didácticos.

                     Profª Isabel Henriques                40
Profª Isabel Henriques   41
   A Legenda: è a tradução, sob a forma escrita, da simbologia
    usada sobre a carta.




                    Profª Isabel Henriques          42
Direcção de um Plano:                      Exemplo: se o ângulo é
   Ângulo de uma linha horizontal         igual a 30º E, representa-
    contida num dito plano com             se a direcção por N 30º E.
    relação ao Norte.
   O valor da direcção pode ser dada
    segundo várias anotações:
-   Oº a 360º (Ex. 235º, 125º, 85º)
-   Desde o Norte 0º a 180º indicando a
    direcção em que se mede:
    Oeste (O) ou Este (E) - (Ex. N125ºE,
    N45ºE, N150ºO)


                  Profª Isabel Henriques               43
Inclinação de um Plano:
   Ângulo que forma a linha de máximo
    pendente contida num dito plano com
    respeito a horizontal.
   A linha de máxima pendente é sempre
    perpendicular a direcção do mesmo.
   O valor da inclinação varia entre 0º
    (plano horizontal) e 90º (plano
    vertical).
   Para determinar correctamente a
    inclinação é necessário indicar o
    sentido da inclinação, isto é, a
    direcção a que se inclina o plano.



                   Profª Isabel Henriques   44
 Direcção   e Inclinação = Atitude




               Profª Isabel Henriques   45
   A leitura das Cartas Geológicas com a
    interpretação das estruturas baseia-se,
    fundamentalmente, no princípio da
    sobreposição dos estratos, na análise da
    relação limites geológicos-topografia
    (curvas de nível), e na forma do contorno
    das manchas representativas das
    formações.
   Auxiliares preciosos são a indicação da
    direcção e inclinação das camadas e
    xistosidades, das inclinações dos eixos das
    dobras e a representação dos eixos dos
    sinclinais e anticlinais quando figurados.


                   Profª Isabel Henriques         46
   Com os cortes geológicos pretende-se visualizar a
    disposição e as relações entre as diferentes rochas
    que se encontram em profundidade, facilitando assim
    a leitura das estruturas que ocorrem na carta.




                     Corte geológico da carta 46-D - Mértola



                  Profª Isabel Henriques                       47
   Antes de realizar um perfil geológico é
    necessário determinar ou conhecer a direcção do
    corte.




                 Profª Isabel Henriques     48
   Há, no entanto, certas regras que se podem
    considerar válidas, se não para todas, pelo menos
    para grande parte das cartas e, com elas, pode
    facilitar-se a interpretação das mesmas.
   Quando não existem símbolos na carta que indiquem
    a orientação dos estratos, falhas, etc., ou os dados
    são escassos, pode-se deduzir a orientação dos
    elementos planares utilizando a Regra dos Vês.
   A forma e a direcção do afloramento superficial de
    uma camada depende da sua inclinação e da
    superfície topográfica.

                   Profª Isabel Henriques      49
Regra dos Vês:
   Permite deduzir a direcção e inclinação de uma
    camada quando estas atravessam um vale ou
    colina.




       http://ocw.innova.uned.es/cartografia/indice_general.htm
                     Profª Isabel Henriques                50
Camada Horizontal
Regras dos Vês:
 Uma camada é horizontal
  quando os seus limites
  são paralelos as curvas
  de nível.
 Isto é válido para
  qualquer afloramento e
  não é exclusivo de zonas
  de vale.



               Profª Isabel Henriques                51
 Camadas   Horizontais:




              Profª Isabel Henriques   52
Camadas Verticais

Regras dos Vês:
 Quando uma camada vertical
  aflora, os seus limites cortam as
  curvas de nível seguindo um
  traçado recto.
 Isto é válido para qualquer
  afloramento e não é exclusivo
  de zonas de vale.




                Profª Isabel Henriques           53
 Camadas   Verticais




              Profª Isabel Henriques   54
Regras dos Vês:                         Camada Inclinada

 Sentido da inclinação das
  camadas é contrário ao sentido
  de drenagem do vale.
 Inclinação da camada para
  Norte e drenagem do vale para
  Sul.
 Neste caso o “V” que forma a
  camada com a superfície
  topográfica abre no sentido
  contrário de drenagem do
  vale.


               Profª Isabel Henriques        55
Camada Inclinada
Regra dos Vês:
 O sentido de inclinação das
  camada é o mesmo da direcção
  de drenagem do vale.
 Neste caso o “V” que forma a
  camada com a superfície
  topográfica abre no mesmo
  sentido de drenagem do vale.




              Profª Isabel Henriques            56
Camadas Inclinadas:
   Vale inclinado E-O.
   Drenagens das águas Oeste.
   Quatro materiais diferentes
    concordantes entre si.
   Sé observar-mos os limites das
    camadas geológicas e as
    curvas de nível, podemos
    estabelecer que as camadas se
    inclinam no sentido contrário
    de drenagem do vale, isto por
    que o “V” que formam as
    camadas inclinam para Este.


                   Profª Isabel Henriques   57
Camadas Inclinadas:
    Nestes cortes é possível observar como mudando o
     símbolo da direcção/inclinação a interpretação muda
     completamente.
                               • Corte 1 – O ângulo
                                 de inclinação é de
                                 45º Oeste.

S45ºO
                               • Corte 2 – O ângulo
                                 de inclinação é de
                                 45º Este.



                    Profª Isabel Henriques            58
Camada Concordantes e Discordantes:




            Profª Isabel Henriques   59
Falhas:




          Profª Isabel Henriques   60
Camadas Dobradas:




      Anticlinal                            Sinclinal




                   Profª Isabel Henriques               61
Camadas Dobradas:
   Dobra anticlinal, cujo
    eixo apresenta imersão
    NO.
   Podemos fazer cortes que
    passem pelos diferentes
    materiais.
   O corte B-B’ e C-C’ nos
    indicam o comportamento
    de todos os materiais em
    profundidade.


                 Profª Isabel Henriques   62
Camadas Dobradas:
Sinclinal: Com símbolos de
 direcção e inclinação
 contrários no mesmo
 material ou camada.
 Anticlinal: Devido aos                    Anticlinal

 símbolos de direcção e
                                            Sinclinal
 inclinação.




              Profª Isabel Henriques   63
Camadas Dobradas:




           Profª Isabel Henriques   64
Falhas:
 Vale inclinado O-E.
 Sentido de drenagem Este.
 Os limites geológicos
  apresentam forma de V e
  cortam as curvas de nível.
 Este V abre no sentido de
  drenagem do vale (Este).
 Neste caso aparecem os
  símbolos indicando a
  direcção e o valor e sentido
  da inclinação das camadas.

                Profª Isabel Henriques   65
Falhas:
 A falha que corta os
  materiais forma um V mais
  suave que as camadas,
  abrindo no sentido que o V
  que desenham as camadas.
 Podemos considerar que a
  falha, da mesma forma que
  as camadas, inclinam para
  Este.
 Trata-se de uma falha
  inversa.



              Profª Isabel Henriques   66
1.   O corte geológico a realizar será alongo da linha a-b.
     (Perpendicular à direcção dos limites geológicos)
http://ocw.innova.uned.es/cartografia/cortes_geologicos/cog
_01.htm




         a                                       b




                   Profª Isabel Henriques            67
2. Coloca-se uma tira de papel sobre a linha do corte e
marcam-se os pontos de intercepção com as curvas de
nível, para realizar o Perfil Topográfico.
3. No perfil topográfico, a escala vertical será igual à
escala da carta.
4. Marcam-se também os pontos de intersecção dos
limites geológicos.




                 Profª Isabel Henriques          68
5. Nesta situação – camadas inclinadas –
  recorreremos ao método das
  horizontais.
 Uma horizontal é uma linha recta que
  unem pontos de contacto que se
  encontrem à mesma cota, pelo menos
  dois pontos.
 No mínimo terão de ser marcadas duas
  horizontais para cada contacto.
  (Superior ou tecto e inferior ou muros)
 No caso de as curvas de nível
  interceptarem o contacto uma única
  vez, a horizontal é traçada
  paralelamente à primeira horizontal
  que foi traçada.

                   Profª Isabel Henriques   69
6. A continuação marca-se na tira de papel os pontos de
  intercepção com o contacto ou limite da camada e
  projecta-se no perfil topográfico.
7. Seguidamente marcam-se os pontos de intercepção
  das horizontais com o corte projectando-se no perfil
  topográfico com as respectivas alturas.




                 Profª Isabel Henriques        70
8. A marcação das horizontais no perfil deverão ser tanto
  para o tecto como para o muro da camada. Desta forma
  teremos representada a inclinação da camada.
9. Se existirem várias camadas podem ser coloridas com as
  cores correspondentes.
10. O corte deve ser orientado.
11. A escala horizontal deverá ser colocada (escala gráfica
  ou numérica)




                 Profª Isabel Henriques         71
   Um bloco-diagrama procura dar uma visão
    tridimensional perspectivada, duma determinada
    região mostrando a continuidade das rochas que
    afloraram à superfície com as mesmas rochas em
    profundidade, por intermédio de dois cortes
    geológicos mais ou menos perpendiculares, dando,
    assim, realce à estrutura geológica dessa região.




                  Profª Isabel Henriques         72
   Embora ainda não sejam usuais nas cartas geológicas
    portuguesas, os blocos-diagrama começam a figurar em
    algumas cartas geológicas estrangeiras.




            Bloco-diagrama mostrando um tipo de armadilha estrutural.
            As rochas estão dobradas em anticlinal pelo efeito das forças de compressão horizontais.
            Os fluidos ficaram aprisionados na rocha reservatório.



                         Profª Isabel Henriques                                               73
 Discordâncias




             Profª Isabel Henriques   74
Profª Isabel Henriques   75
 Camadas   Horizontais e Dobradas:




             Profª Isabel Henriques   76
   O centro é um eixo de simetria.
   Ambos os lados do sinclinal mostram direcções de
    inclinação diferentes (opostas 180º).
   Os estratos inclinam-se sempre para o centro ou núcleo.
   O centro ou núcleo é muito pequeno.
   No centro afloram os estratos mais jovens e nos flancos
    os mais antigos.




                                            Sector El Escorial en la Quebrada Paipote, Región Atacama, Chile: Un
                                            gran anticlinorio en calizas y margas jurásicas.
                   Profª Isabel Henriques                                            77
   O centro é um eixo de simetria.
   Ambos os lados do sinclinal mostram direcções de
    inclinação diferentes .
   Os estratos inclinam-se sempre para os flancos.
   O centro ou núcleo é muito pequeno.
   No centro afloram os estratos mais antigos e nos flancos
    os mais jovens.




                                            Anticlinal en calizas y margas de la

                   Profª Isabel Henriques                      78
                                            Formación Sierra Fraga (Jurásico)
Profª Isabel Henriques   79
Profª Isabel Henriques   80
 Distância entre o piso
  (limite inferior) e o tecto
  (limite superior) é
  designado por: Espessura
  Real.
 Se a camada esta
  cortadas teremos a
  Espessura Aparente - que
  pode ser superior ou
  menor a espessura real.


               Profª Isabel Henriques   81
Profª Isabel Henriques   82
Determinação da espessura de uma camada.
 A espessura de uma camada é a distância
  perpendicular dos dois planos que a delimitam.
 Pode ser calculada a partir do corte geológico.
 Se o corte for perpendicular à direcção da
  camada, será obtido a Espessura real.
 Se o perfil não tem a orientação perpendicular à
  camada será obtido um valor de espessura menos
  que o valor real – Espessura Aparente.
http://ocw.innova.uned.es/cartografia/conceptos_basicos/cb_01.htm



                    Profª Isabel Henriques              83
Apresentação Realizada por:
                                         Mª. Isabel Henriques


                                         Geologia 12º Ano

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Tema II - História Geológica de uma Região Cartografia

  • 2.  Cartas Topográficas  Cartas temáticas Profª Isabel Henriques 2
  • 3.  Procuram representar a topografia ou relevo de uma região.  As cartas topográficas são representações de objectos numa superfície a duas dimensões, na qual o relevo é representado por linhas que unem pontos com a mesma altitude - curvas de nível. Profª Isabel Henriques 3
  • 4. Cartas Topográficas - Informações  Construções antrópicas (estradas, casas, igrejas, cemitérios, minas, barragens…)  Aspectos naturais – rios, praias, montanhas, lagos…  Geografia política – limites de um pais, região…  Enquadramento geográfico – longitude e latitude;  Escala e distância horizontal;  Data em que foi executada;  Declinação magnética para a data da sua execução;  Autores/instituição responsável. Profª Isabel Henriques 4
  • 5.  As cartas geológicas são documentos científicos e técnicos elaborados por geólogos que se enquadram em equipas multidisciplinares.  Correspondem a representações hipotéticas e bidimensionais de uma realidade geológica complexa.  Encontram-se em constante actualização, de forma a incluírem as informações mais recentes.  As cartas geológicas são elaboradas numa base topográfica. Profª Isabel Henriques 5
  • 6. Cartas hidrogeológicas (águas subterrâneas)  Cartas geotécnicas (estabilidade e resistência de terrenos)  Cartas mineiras (jazigos minerais)  Cartas tectónicas (deformações da crusta)  Cartas geoquímicas (química das rochas)  Cartas pedológicas (tipos de solos)  Cartas geomagnéticas (propriedades magnéticas das rochas)  Cartas radiométricas (radioactividade das rochas) Carta Temática – Carta Hidrogeológica de Portugal (1:200 000 Folha 1)  Cartas gravimétricas (gravimetria das massas rochosas)  Cartas geológicas (Rochas a superfície e em profundidade) Profª Isabel Henriques 6
  • 7. Escala:  A escala é, portanto, a razão (quociente) constante entre a medida do segmento que, na carta, une dois pontos quaisquer, e a distância real (no terreno) entre os mesmos pontos, expressas na mesma unidade de medida.  Existem escalas Numéricas e Gráficas.  Escalas Numéricas: Uma escala 1/25 000 (também representada por 1:25 000), significa que: 1 centímetro medido na carta, corresponde, respectivamente, a 25 000 centímetros (= 250 metros)... no terreno. Profª Isabel Henriques 7
  • 8. Uma regra de três simples permite, facilmente, calcular, numa escala determinada, o valor de qualquer distancia, considerada na carta, e a correspondente medida no terreno e vice-versa:  Por exemplo: Numa carta à escala 1:50 000 onde dois pontos distam 32 mm, medidos com uma régua, teríamos: Se 1 mm (na carta) corresponde a 50 000 mm (no terreno) 32 mm (na carta) corresponderão a x mm (no terreno)x = 32x50 000 mm = 1600 000 mm = 1 600 metros x = 32x50 000 mm = 1600 000 mm = 1 600 metros Portanto, a distância real entre esses pontos é de 1 600 metros Profª Isabel Henriques 8
  • 9. Escalas Gráficas: representadas por um segmento de recta dividido em partes iguais, cada uma das quais representa uma determinada distância medida no terreno, o que permite uma avaliação directa das distâncias na carta. Escala gráfica da Carta Topográfica de Portugal, na escala 1:50 000 Profª Isabel Henriques 9
  • 10. Curvas de Nível:  O relevo é figurado por intermédio de curvas de nível, linhas que correspondem à projecção vertical das intersecções de hipotéticos planos horizontais, equidistantes e paralelos, com a superfície do terreno.  Cada curva de nível é definida pela sua cota que indica a sua altura em relação ao nível médio das águas do mar (altitude). Representação do relevo por curvas de nível Profª Isabel Henriques 10
  • 11. Curvas de Nível:  A distância entre estes hipotéticos planos horizontais chama-se equidistância natural e ao valor desta distância, à escala, corresponde à equidistância gráfica.  As equidistâncias podem variar consoante a escala da carta. Representação do relevo por curvas de nível Profª Isabel Henriques 11
  • 12. As equidistâncias naturais e gráficas mais usadas para as diferentes escalas são: ESCALA DA CARTA EQUIDISTÂNCIA NATURAL EQUIDISTÂNCIA GRÁFICA 1:200 000 100 m 0,0005 m = 0,5 mm 1:100 000 50 m 0,0005 m = 0,5 mm 1:50 000 25 m 0,0005 m = 0,5 mm 1:25 000 10 m 0,0004 m = 0,4 mm 1:20 000 10 m 0,0005 m = 0,5 mm 1:10 000 10 m ou 5 m 0,001 m = 1 mm ou 0,0005 m = 0,5 mm 1:5 000 5 m ou 10 m 0,001 m = 1 mm ou 0,002 m = 2 mm Profª Isabel Henriques 12
  • 13. Identificação: Fornece informação sobre o tipo de carta.  Orientação: Corresponde à representação, sobre a carta, da rosa-dos-ventos ou da direcção do norte geográfico. Profª Isabel Henriques 13
  • 14. 55 50 55 60 Profª Isabel Henriques 14
  • 16. Linhas de cumeada tracejado Linhas de água Traço contínuo Profª Isabel Henriques 16
  • 17. Depressão e Elevação: como na figura a seguir, são superfícies nas quais as curvas de nível de maior valor envolvem as de menor no caso das depressões e vice-versa para as elevações. Profª Isabel Henriques 17
  • 18. Talvegue: linha de encontro de duas vertentes opostas e segundo a qual as águas tendem a se acumular formando os rios ou cursos d’água. 15 20 Profª Isabel Henriques 18
  • 19. Vale: superfície formada pela reunião de duas vertentes opostas, podendo o fundo ser de forma côncavo, de ravina ou chato. As curvas de maior valor envolvem as de menor valor. Ravina Côncavo Chato 50 15 25 20 45 10 Profª Isabel Henriques 19
  • 20.  Linhas de água 15 20 Profª Isabel Henriques 20
  • 21. Um perfil topográfico permite visualizar o relevo ao longo de uma linha traçada sobre a carta (geralmente um segmento de recta). Profª Isabel Henriques 21
  • 22. Para desenhar o perfil topográfico procede-se do seguinte modo:  Traçado o segmento de recta ao longo do qual se pretende o perfil, faz-se assentar sobre o segmento, o lado de uma tira de papel.  Sobre esta tira marcam-se os pontos de intersecção da linha do perfil com as linhas de nível, e indicam-se os valores das cotas intersectadas.  Analisando, no final, a tira com as marcações feitas procuramos o valor da cota mais alta e o valor da cota mais baixa para, deste modo, ficarmos com a noção do intervalo da distribuição das altitudes que vão figurar no perfil. Perfil topográfico segundo A-B Profª Isabel Henriques 22
  • 23. A representação dum perfil em que a escala dos valores cotados é igual à escala da carta mostra-nos o relevo real. Este, nas regiões pouco acidentadas, (com pouca densidade de curvas de nível) aparece-nos, no perfil, bastante esbatido. Para dar realce ao relevo costuma multiplicar-se a escala dos valores cotados por 4, 5, ... 10, o que corresponde a sobre elevar o perfil 4, 5, .. 10 vezes. O perfil topográfico anterior sobre elevado 4 vezes Profª Isabel Henriques 23
  • 24. O perfil topográfico sobre elevado 4 vezes Perfil topográfico sem sobre elevação Profª Isabel Henriques 24
  • 26.  Fornecem informação sobre o que está situado por baixo da superfície terrestre. Profª Isabel Henriques 26
  • 27. Informações topográficas;  Tipo e localização das diferentes formações geológicas;  Idade relativa das diferentes formações geológicas;  Tipo e localização do contacto entre diferentes tipos litológicos;  Tipo e localização dos depósitos de superfície;  Direcção e inclinação das rochas estratificadas;  Tipo e localização de deformações (dobras e falhas);  Ocorrência de substâncias minerais com interesse económico;  Localização de poços, nascentes naturais, furos de sondagem, pedreiras, etc.;  Localização de jazidas fossilíferas e estações arqueológicas importantes. NOTA: Cada carta geológica é, quase sempre, acompanhada por uma Notícia explicativa, destinada a fornecer informação suplementar que a carta não permite suportar. Profª Isabel Henriques 27
  • 28.  Coluna estratigráfica  Perfil interpretativo Profª Isabel Henriques 28
  • 29. Pormenor das edições de 1899, 1972 e 1992 da Carta Geológica de Portugal na escala de 1:500 000 Profª Isabel Henriques 29
  • 30. A elaboração de uma Carta Geológica comporta várias fases: 1. Levantamentos de campo 2. Estudos de gabinete e laboratório 3. Desenho e impressão Profª Isabel Henriques 30
  • 31. Em geral, uma carta geológica não necessita, à partida, de material sofisticado para a sua elaboração (levantamento) é indispensável:  a carta topográfica da área a levantar (por vezes também se usa a fotografia aérea na escala adequada),  lápis,  borracha,  livro de campo,  lupa de bolso,  martelo e bússola,  bornal para transporte de amostras,  e ... cabeça e pernas. Profª Isabel Henriques 31
  • 32.  Na carta topográfica, o geólogo vai localizando os afloramentos e traçando os limites entre as diferentes "qualidades" ou conjuntos de rochas que possam ser agrupadas por terem características comuns ou a mesma idade.  Este trabalho, executado no campo, designa-se por “levantamento geológico”. Colheita de fósseis Profª Isabel Henriques 32
  • 33. No gabinete:  A carta utilizada no campo (minuta de campo) é passada a limpo.  São reapreciadas fotografias aéreas da região, (fotogeologia) ou mesmo de satélite (teledetecção).  Os resultados compatibilizados com as observações de campo são integrados na carta.  Examina-se a bibliografia conveniente respeitante às formações existentes e às que apresentam tipos de ocorrências semelhantes, noutras regiões.  A consulta de relatórios e testemunhos de sondagens bem como de dados sismo estratigráficos que existam para a região, complementam o conhecimento.  O material colhido no campo é alvo de investigação laboratorial. Profª Isabel Henriques 33
  • 34. Esta investigação inclui domínios muito variados, dos quais se salientam:  Estudo dos fósseis (Paleontologia) - É determinante para o conhecimento da idade das rochas sedimentares e do seu ambiente de deposição (Paleoecologia).  Estudo petrográfico das rochas (Petrografia) - Utiliza o microscópio polarizante para determinação, em lâmina delgada, de minerais, microestruturas e outras características que permitam identificar a rocha analisada.  Análises químicas das rochas ou minerais (Geoquímica) - fornecem dados importantes para a caracterização ou identificação desses materiais e para estudos petrológicos e geoquímicos. Profª Isabel Henriques 34
  • 35. Por vezes, além da análise química clássica, utilizam-se sofisticados aparelhos para determinar a composição de uma rocha ou mineral, identificação e doseamento de elementos raros ou até para determinações de idades absolutas (análise isotópica):  microscópio electrónico  espectrofotómetro de absorção atómica  espectrómetro de emissão por plasma  microssonda electrónica  difractómetro de raios X  espectrómetro de massa  etc. Laboratório de química clássica do IGM Profª Isabel Henriques 35
  • 36. Face aos resultados obtidos nos: estudos de campo, estudos de gabinete e laboratório atrás discriminados, o geólogo procede ao tratamento, interpretação e síntese dos dados. Estes serão, em seguida, traduzidos graficamente na carta geológica a publicar e no texto da Notícia Explicativa. Profª Isabel Henriques 36
  • 37. Com o conhecimento que lhe advém deste estudo, escolhe a localização dos perfis geológicos mais representativos da carta e elabora os cortes geológicos que a acompanharão, destinados a dar a interpretação das estruturas rochosas presentes na área da carta. No final, organiza e escreve a Notícia Explicativa, documento onde se apresenta toda a informação que não pode ser incluída na carta. A Notícia abarca, geralmente, os seguintes capítulos:  Estratigrafia  Paleogeografia e Tectónica  Hidrogeologia  Geologia económica  Arqueologia  Bibliografia Profª Isabel Henriques 37
  • 38. A partir da maqueta de campo preparada pelo geólogo (minuta do levantamento de campo passada a limpo), elaboram-se os elementos necessários à impressão, através de diversas operações de desenho e gravação que exigem profissionais especializados.  Presentemente, estão a utilizar-se os métodos informáticos no desenho das cartas geológicas, recorrendo à digitalização da maqueta da carta, e à utilização de uma base de dados. Esta técnica permite obter a tiragem em "plotter" de exemplares coloridos, ou fracções, na escala pretendida e fornece o desenho final destinado à impressão da carta. Profª Isabel Henriques 38
  • 39. São precisamente as Cartas Geológicas que nos dão o conhecimento dos diferentes tipos de rochas aflorantes ou do subsolo, tal como este se apresentaria caso fosse desprovido da terra arável, da cobertura vegetal e das construções humanas.  Além disso, estas Cartas permitem, ainda, prever qual a disposição dessas rochas em profundidade. Profª Isabel Henriques 39
  • 40. As Cartas Geológicas, mostrando-nos a composição e a estrutura geológica do subsolo, são documentos fundamentais para:  Prospecção e exploração de matérias primas;  Prospecção e exploração de fontes de energia;  Escolha de locais para a implantação de grandes obras de engenharia;  Abastecimento de águas;  Risco sísmico;  Agricultura;  Preservação do ambiente;  Inventário e defesa do património geológico e arqueológico; Mina de Neves Corvo Castro Verde, Alentejo  Estudos científicos e didácticos. Profª Isabel Henriques 40
  • 42. A Legenda: è a tradução, sob a forma escrita, da simbologia usada sobre a carta. Profª Isabel Henriques 42
  • 43. Direcção de um Plano: Exemplo: se o ângulo é  Ângulo de uma linha horizontal igual a 30º E, representa- contida num dito plano com se a direcção por N 30º E. relação ao Norte.  O valor da direcção pode ser dada segundo várias anotações: - Oº a 360º (Ex. 235º, 125º, 85º) - Desde o Norte 0º a 180º indicando a direcção em que se mede: Oeste (O) ou Este (E) - (Ex. N125ºE, N45ºE, N150ºO) Profª Isabel Henriques 43
  • 44. Inclinação de um Plano:  Ângulo que forma a linha de máximo pendente contida num dito plano com respeito a horizontal.  A linha de máxima pendente é sempre perpendicular a direcção do mesmo.  O valor da inclinação varia entre 0º (plano horizontal) e 90º (plano vertical).  Para determinar correctamente a inclinação é necessário indicar o sentido da inclinação, isto é, a direcção a que se inclina o plano. Profª Isabel Henriques 44
  • 45.  Direcção e Inclinação = Atitude Profª Isabel Henriques 45
  • 46. A leitura das Cartas Geológicas com a interpretação das estruturas baseia-se, fundamentalmente, no princípio da sobreposição dos estratos, na análise da relação limites geológicos-topografia (curvas de nível), e na forma do contorno das manchas representativas das formações.  Auxiliares preciosos são a indicação da direcção e inclinação das camadas e xistosidades, das inclinações dos eixos das dobras e a representação dos eixos dos sinclinais e anticlinais quando figurados. Profª Isabel Henriques 46
  • 47. Com os cortes geológicos pretende-se visualizar a disposição e as relações entre as diferentes rochas que se encontram em profundidade, facilitando assim a leitura das estruturas que ocorrem na carta. Corte geológico da carta 46-D - Mértola Profª Isabel Henriques 47
  • 48. Antes de realizar um perfil geológico é necessário determinar ou conhecer a direcção do corte. Profª Isabel Henriques 48
  • 49. Há, no entanto, certas regras que se podem considerar válidas, se não para todas, pelo menos para grande parte das cartas e, com elas, pode facilitar-se a interpretação das mesmas.  Quando não existem símbolos na carta que indiquem a orientação dos estratos, falhas, etc., ou os dados são escassos, pode-se deduzir a orientação dos elementos planares utilizando a Regra dos Vês.  A forma e a direcção do afloramento superficial de uma camada depende da sua inclinação e da superfície topográfica. Profª Isabel Henriques 49
  • 50. Regra dos Vês:  Permite deduzir a direcção e inclinação de uma camada quando estas atravessam um vale ou colina. http://ocw.innova.uned.es/cartografia/indice_general.htm Profª Isabel Henriques 50
  • 51. Camada Horizontal Regras dos Vês:  Uma camada é horizontal quando os seus limites são paralelos as curvas de nível.  Isto é válido para qualquer afloramento e não é exclusivo de zonas de vale. Profª Isabel Henriques 51
  • 52.  Camadas Horizontais: Profª Isabel Henriques 52
  • 53. Camadas Verticais Regras dos Vês:  Quando uma camada vertical aflora, os seus limites cortam as curvas de nível seguindo um traçado recto.  Isto é válido para qualquer afloramento e não é exclusivo de zonas de vale. Profª Isabel Henriques 53
  • 54.  Camadas Verticais Profª Isabel Henriques 54
  • 55. Regras dos Vês: Camada Inclinada  Sentido da inclinação das camadas é contrário ao sentido de drenagem do vale.  Inclinação da camada para Norte e drenagem do vale para Sul.  Neste caso o “V” que forma a camada com a superfície topográfica abre no sentido contrário de drenagem do vale. Profª Isabel Henriques 55
  • 56. Camada Inclinada Regra dos Vês:  O sentido de inclinação das camada é o mesmo da direcção de drenagem do vale.  Neste caso o “V” que forma a camada com a superfície topográfica abre no mesmo sentido de drenagem do vale. Profª Isabel Henriques 56
  • 57. Camadas Inclinadas:  Vale inclinado E-O.  Drenagens das águas Oeste.  Quatro materiais diferentes concordantes entre si.  Sé observar-mos os limites das camadas geológicas e as curvas de nível, podemos estabelecer que as camadas se inclinam no sentido contrário de drenagem do vale, isto por que o “V” que formam as camadas inclinam para Este. Profª Isabel Henriques 57
  • 58. Camadas Inclinadas:  Nestes cortes é possível observar como mudando o símbolo da direcção/inclinação a interpretação muda completamente. • Corte 1 – O ângulo de inclinação é de 45º Oeste. S45ºO • Corte 2 – O ângulo de inclinação é de 45º Este. Profª Isabel Henriques 58
  • 59. Camada Concordantes e Discordantes: Profª Isabel Henriques 59
  • 60. Falhas: Profª Isabel Henriques 60
  • 61. Camadas Dobradas: Anticlinal Sinclinal Profª Isabel Henriques 61
  • 62. Camadas Dobradas:  Dobra anticlinal, cujo eixo apresenta imersão NO.  Podemos fazer cortes que passem pelos diferentes materiais.  O corte B-B’ e C-C’ nos indicam o comportamento de todos os materiais em profundidade. Profª Isabel Henriques 62
  • 63. Camadas Dobradas: Sinclinal: Com símbolos de direcção e inclinação contrários no mesmo material ou camada.  Anticlinal: Devido aos Anticlinal símbolos de direcção e Sinclinal inclinação. Profª Isabel Henriques 63
  • 64. Camadas Dobradas: Profª Isabel Henriques 64
  • 65. Falhas:  Vale inclinado O-E.  Sentido de drenagem Este.  Os limites geológicos apresentam forma de V e cortam as curvas de nível.  Este V abre no sentido de drenagem do vale (Este).  Neste caso aparecem os símbolos indicando a direcção e o valor e sentido da inclinação das camadas. Profª Isabel Henriques 65
  • 66. Falhas:  A falha que corta os materiais forma um V mais suave que as camadas, abrindo no sentido que o V que desenham as camadas.  Podemos considerar que a falha, da mesma forma que as camadas, inclinam para Este.  Trata-se de uma falha inversa. Profª Isabel Henriques 66
  • 67. 1. O corte geológico a realizar será alongo da linha a-b. (Perpendicular à direcção dos limites geológicos) http://ocw.innova.uned.es/cartografia/cortes_geologicos/cog _01.htm a b Profª Isabel Henriques 67
  • 68. 2. Coloca-se uma tira de papel sobre a linha do corte e marcam-se os pontos de intercepção com as curvas de nível, para realizar o Perfil Topográfico. 3. No perfil topográfico, a escala vertical será igual à escala da carta. 4. Marcam-se também os pontos de intersecção dos limites geológicos. Profª Isabel Henriques 68
  • 69. 5. Nesta situação – camadas inclinadas – recorreremos ao método das horizontais.  Uma horizontal é uma linha recta que unem pontos de contacto que se encontrem à mesma cota, pelo menos dois pontos.  No mínimo terão de ser marcadas duas horizontais para cada contacto. (Superior ou tecto e inferior ou muros)  No caso de as curvas de nível interceptarem o contacto uma única vez, a horizontal é traçada paralelamente à primeira horizontal que foi traçada. Profª Isabel Henriques 69
  • 70. 6. A continuação marca-se na tira de papel os pontos de intercepção com o contacto ou limite da camada e projecta-se no perfil topográfico. 7. Seguidamente marcam-se os pontos de intercepção das horizontais com o corte projectando-se no perfil topográfico com as respectivas alturas. Profª Isabel Henriques 70
  • 71. 8. A marcação das horizontais no perfil deverão ser tanto para o tecto como para o muro da camada. Desta forma teremos representada a inclinação da camada. 9. Se existirem várias camadas podem ser coloridas com as cores correspondentes. 10. O corte deve ser orientado. 11. A escala horizontal deverá ser colocada (escala gráfica ou numérica) Profª Isabel Henriques 71
  • 72. Um bloco-diagrama procura dar uma visão tridimensional perspectivada, duma determinada região mostrando a continuidade das rochas que afloraram à superfície com as mesmas rochas em profundidade, por intermédio de dois cortes geológicos mais ou menos perpendiculares, dando, assim, realce à estrutura geológica dessa região. Profª Isabel Henriques 72
  • 73. Embora ainda não sejam usuais nas cartas geológicas portuguesas, os blocos-diagrama começam a figurar em algumas cartas geológicas estrangeiras. Bloco-diagrama mostrando um tipo de armadilha estrutural. As rochas estão dobradas em anticlinal pelo efeito das forças de compressão horizontais. Os fluidos ficaram aprisionados na rocha reservatório. Profª Isabel Henriques 73
  • 74.  Discordâncias Profª Isabel Henriques 74
  • 76.  Camadas Horizontais e Dobradas: Profª Isabel Henriques 76
  • 77. O centro é um eixo de simetria.  Ambos os lados do sinclinal mostram direcções de inclinação diferentes (opostas 180º).  Os estratos inclinam-se sempre para o centro ou núcleo.  O centro ou núcleo é muito pequeno.  No centro afloram os estratos mais jovens e nos flancos os mais antigos. Sector El Escorial en la Quebrada Paipote, Región Atacama, Chile: Un gran anticlinorio en calizas y margas jurásicas. Profª Isabel Henriques 77
  • 78. O centro é um eixo de simetria.  Ambos os lados do sinclinal mostram direcções de inclinação diferentes .  Os estratos inclinam-se sempre para os flancos.  O centro ou núcleo é muito pequeno.  No centro afloram os estratos mais antigos e nos flancos os mais jovens. Anticlinal en calizas y margas de la Profª Isabel Henriques 78 Formación Sierra Fraga (Jurásico)
  • 81.  Distância entre o piso (limite inferior) e o tecto (limite superior) é designado por: Espessura Real.  Se a camada esta cortadas teremos a Espessura Aparente - que pode ser superior ou menor a espessura real. Profª Isabel Henriques 81
  • 83. Determinação da espessura de uma camada.  A espessura de uma camada é a distância perpendicular dos dois planos que a delimitam.  Pode ser calculada a partir do corte geológico.  Se o corte for perpendicular à direcção da camada, será obtido a Espessura real.  Se o perfil não tem a orientação perpendicular à camada será obtido um valor de espessura menos que o valor real – Espessura Aparente. http://ocw.innova.uned.es/cartografia/conceptos_basicos/cb_01.htm Profª Isabel Henriques 83
  • 84. Apresentação Realizada por: Mª. Isabel Henriques Geologia 12º Ano Imagens retiradas da Internet e manuais escolares Profª Isabel Henriques 84