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Nas artes plásticas, a transição entre o Academicismo e o
Modernismo é representado pelos trabalhos de Belmiro de
Almeida e Eliseu Visconti.
O delineamento do desenho deixa de ser importante para que os
efeitos cromáticos de luz deixem a pincelada mais solta.
Características principais:
Recusa aos modelos renascentistas
Negação da linha
Ênfase na luz e nas cores
Incorporação do pontilismo
Belmiro de Almeida.
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Origens da Modernidade
Eliseu Visconti D´Angelo.
Gioventú, 1898
E. Visconti,
Paisagem, 1941
É Visconti quem reflete
mais a transição. Colabora
neste sentido a amplitude
temporal de sua atividade:
quase sessenta anos de
trabalho, parte no século
XIX e parte maior no século
XX. Vindo de formação
acadêmica no fim do
Império, ele é o primeiro
artista a receber o premio
de viagem ao exterior
instituído em 1892, pela
recém criada Escola
Nacional de Belas Artes
Georgina de Albuquerque - Canto do Rio, 1920
Georgina de Albuquerque.
Dia de Verão, 1926
O Ambiente Modernista
A mudança do século e a prosperidade na agricultura
do café promovem o enriquecimento das metrópoles,
principalmente São Paulo.
Era bem natural que isto fosse ocorrendo. A
conjunção de dois fatores de enriquecimento – a
lavoura do café, mais antiga, e a industrialização,
emergente – começava a fazer dessa cidade, nos
primeiros decênios do século, um núcleo de
confluência e de ebulição.
Entre 1910 e 1920 a população de São Paulo dobrou,
subindo de 240 mil para 500 mil habitantes.
A América do Norte já principiava a assumir um papel
de proeminência que o segundo pós-guerra definiria
com toda extensão e clareza.
O Ambiente Modernista
A cidade modernizava-se, na arquitetura, nos meios
de locomoção, nos equipamentos da vida diária.
Mas apesar de tanta disposição para o atual e o
nacional caberia a um estrangeiro, então de
passagem, realizar a primeira mostra de arte
moderna, ou pelos menos não acadêmica, no Brasil.
O lituano Lasar Segal apresenta por duas vezes seus
trabalhos em São Paulo e Campinas no ano de 1913.
Ele permanece no Brasil por oito meses.
Em 1916 de volta ao Brasil, depois de ter passado um
período na Europa e nos Estados Unidos, Anita
Mafaldi é a grande artista brasileira a atrair atenção
de “uma nova arte”.
São Paulo se caracteriza como o centro das
idéias modernistas, onde se encontra o
fermento do novo. Do encontro de jovens
intelectuais com artistas plásticos eclodirá a
vanguarda modernista. Diferentemente do Rio
de Janeiro, reduto da burguesia tradicionalista
e conservadora, São Paulo, incentivado pelo
progresso e pelo afluxo de imigrantes
italianos será o cenário propício para o
desenvolvimento do processo do Modernismo.
Este processo teve eventos como a primeira
exposição de arte moderna com obras
expressionistas de Lasar Segall em 1913, o
escândalo provocado pela exposição de Anita
Malfatti entre dezembro de 1917 e janeiro de
1918 e a 'descoberta' do escultor Victor
Brecheret em 1920. Com maior ou menor peso
estes três artistas constituem, no período
heróico do Modernismo Brasileiro, os
antecedentes da semana de 22.
A partir das tendências européias, mas com
feição tropical, o Modernismo mostra suas
primeiras manifestações no Brasil.
Victor Brecheret
Ascensão, década de 1920
Lasar Segal,
Menino com lagartixas, 1924
Anita Mafaldi,
Auto retrato, 1919
Anita Mafaldi,
A japonesa, 1924
Anita Mafaldi,
A boba, 1915
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Retrato de Zulmira, 1929
Anita Mafaldi,
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Anita Mafaldi,
Tropical
Victor Brecheret
Pieta, década de 1910
Victor Brecheret
Bailarina, década de 1920
“A verdade é que nas letras e nas artes visuais, a atmosfera para a
ruptura com o passado estava bem preparada lá por volta de 1920.
Houvera tempo de arregimentar intelectuais, escritores, poetas e
artistas plásticos de São Paulo e do Rio de Janeiro em torno dos
princípios de rebeldia anti-acadêmica e de arejamento internacional
aflorados com a exposição de Anita Mafalti em 1917. A
oportunidade da comemoração dos cem anos da independência
política do pais avultava como a melhor maneira de provar que uma
outra independência , cultural e artística, ainda estava por ser
conquistada.
Daí que a idéia de aproveitar o ano de 1922 como marco inicial do
movimento modernista tenha aos poucos se fixado com a
naturalidade de um elo a mais em fluxo evidente.
A crônica dos acontecimentos indica, no entanto, ter cabido mesmo
ao pintor e desenhista Di Cavalcanti a sugestão de que acabaria
resultando a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo.”
(Pontual, 1987)
Convém igualmente assinalar que a quase totalidade dos artistas
participantes da Semana de Arte Moderna vinha de vivencia direta da
Europa ou, num caso único, da America do Norte. É claro que esta
circunstancia repercutia fortemente na linguagem de cada um. A única
exceção era Di Cavalcanti, que só em 1923 deixou o Brasil.
Em fevereiro de 1922 reuniram-se no
Teatro Municipal de São Paulo os pintores:
Anita Malfati, Vicente do Rego Monteiro,
Vicente do Rego Monteiro, Oswaldo
Goeldi, o escultor Victor Brecheret, os
músicos Villa-Lobos e Guiomar Novaes,
além de arquitetos, escritores, desenhitas
(Ronald de Carvalho, Graça Aranha,
Oswald de Andrade, Mario de
Andrade,Menotti del Picchia) e mostraram
o que se fazia de mais moderno.
A KLAXON - Mensário de Arte Moderna - foi a primeira revista Modernista do
Brasil e começou a circular logo após a realização da Semana de Arte Moderna. O
primeiro, dos seus nove números, foi publicado em 15 de maio de 1922 e o último,
(edição dupla, de números 8 e 9) em janeiro de 1923.
O Ambiente Modernista
Depois do impulso inicial dado pela Semana de Arte
Moderna, escritores e poetas novos de todos os
cantos do país aderiram aos princípios libertários do
modernismo.
Muitos grupos diferentes foram surgindo, com
propostas às vezes um pouco divergente, mas
sempre ligadas à idéia de modernidade. os
programas estéticos mais importantes foram:
Manifesto Pau-Brasil (1925) e Manifesto
Antropofágico (1928).
A antropofagia foi um movimento que propunha a
incorporação transformada e abrasileirada das
influencias estrangeiras. O escritor Oswald de
Andrade e sua esposa Tarsila do Amaral lideraram
essas idéias, que tinham também um cunho político
e social.
Vicente do Rego Monteiro
A crucificação, 1922
Vicente do Rego Monteiro
Menino, 1922
Vicente do Rego Monteiro
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Vicente do Rego Monteiro
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Ismael Nery
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Guinard
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Guinard
Natureza morta, 1933
Guinard
O domador, s.d.
Acontecimentos importantes
O radio instalou-se em 1922 e houve a popularização do
disco. A música popular, principalmente o samba,
avançou significativamente com as produções de
Alfredo Viana Filho, o Pixinguinha, Noel Rosa, Ary
Barroso, entre outros. Os intérpretes tornam-se
ídolos populares: Carmen Miranda, Francisco Alves e
Mario Reis. Lirismo e humor combinavam-se para
registrar o cotidiano brasileiro.
Em 1929, é produzido o primeiro filme nacional
inteiramente sonorizado: Acabaram-se os otários, de
Luis de Barros. Mario Peixoto realiza em 1930 seu
filme Limite. Em 1930, é fundada a Cinédia e em
1941, é criada a Atlântida que privilegia as
Chanchadas, comédias de baixo custo e de grande
ajeitação popular.
Em 1931, Lucio Costa, arquiteto
totalmente imbuído do espírito
moderno, dirige a Escola Nacional
de Belas Artes, no Rio de Janeiro,
onde se abre espaço para os
modernos.
Na pintura, o modernismo,
inicialmente, assume um
figurativismo com características
mais expressionistas, temas
regionalistas e preocupação
social, principais nomes: Candido
Portinari, Oswaldo Goeldi, Ismael
Nery e Alberto Guinard
Figura, Ismael Nery
c.1927-1928
Chuva, Oswaldo Goeldi
c.1957
Ouro Preto, Guinard
1951
Rio São João, José Pancetti
1947
Auto-Retrato III, Lasar Segall
1927
Abandono, Oswaldo Goeldi
c.1957
Casa vermelha, Oswaldo Goeldi
c.1957
Pesadelo, Oswaldo Goeldi
c.1935
Sonâmbula, Oswaldo Goeldi
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1938
Arsenal de marinhas, Pancetti
1936
Marinha, Pancetti
1945
Os artistas que trabalhavam solitariamente começam a se reunir
por afinidades estéticas em grupos e associações. Assim,
organizam salões e exposições. Surgem os núcleos: Bernadelli no
qual se destacam Milton Dacosta e José Pancetti. Em São Paulo,
Lasar Segal lidera a Sociedade Pró-Arte Moderna e Flavio
Carvalho é o principal nome do Clube dos Artistas Modernos.
Se reúnem no grupo Santa Helena: Alfredo Volpi, Francisco
Rebolo e Clovis Graciano, entre outros.
Dança das Bandeirolas, Clóvis Graciano
1943
Bandeirinhas e Mastros, Alfredo Volpi
1970
Olinda, Frncisco Rebolo
1974
São criados também o Salão de Maio e a Família Artística Paulista,
que revelam Livio Abramo e Carlos Scliar.
Em todo o Brasil o modernismo vai fincando suas raízes
renovadoras. Artistas do país inteiro começam a ter projeção
nacional.
Destacam-se Djanira, Carybé, Iberê Camargo, Glenio Bianchetti,
Aldemir Martins, Brennand.
Em 1947, Assis Chateaubriand funda o Museu de Arte de São
Paulo – MASP.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM- SP é fundado em
1948. Logo em seguida é criado o MAM – RJ.
Em 1951, realiza-se a primeira Bienal Internacional de Arte de São
Paulo, marcando a presença do abstracionismo na pintura e na
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História da Arte: O ambiente modernista

  • 1. Nas artes plásticas, a transição entre o Academicismo e o Modernismo é representado pelos trabalhos de Belmiro de Almeida e Eliseu Visconti. O delineamento do desenho deixa de ser importante para que os efeitos cromáticos de luz deixem a pincelada mais solta. Características principais: Recusa aos modelos renascentistas Negação da linha Ênfase na luz e nas cores Incorporação do pontilismo Belmiro de Almeida. Arrufos, 1887 Origens da Modernidade
  • 3. E. Visconti, Paisagem, 1941 É Visconti quem reflete mais a transição. Colabora neste sentido a amplitude temporal de sua atividade: quase sessenta anos de trabalho, parte no século XIX e parte maior no século XX. Vindo de formação acadêmica no fim do Império, ele é o primeiro artista a receber o premio de viagem ao exterior instituído em 1892, pela recém criada Escola Nacional de Belas Artes
  • 4. Georgina de Albuquerque - Canto do Rio, 1920
  • 6. O Ambiente Modernista A mudança do século e a prosperidade na agricultura do café promovem o enriquecimento das metrópoles, principalmente São Paulo. Era bem natural que isto fosse ocorrendo. A conjunção de dois fatores de enriquecimento – a lavoura do café, mais antiga, e a industrialização, emergente – começava a fazer dessa cidade, nos primeiros decênios do século, um núcleo de confluência e de ebulição. Entre 1910 e 1920 a população de São Paulo dobrou, subindo de 240 mil para 500 mil habitantes. A América do Norte já principiava a assumir um papel de proeminência que o segundo pós-guerra definiria com toda extensão e clareza.
  • 7. O Ambiente Modernista A cidade modernizava-se, na arquitetura, nos meios de locomoção, nos equipamentos da vida diária. Mas apesar de tanta disposição para o atual e o nacional caberia a um estrangeiro, então de passagem, realizar a primeira mostra de arte moderna, ou pelos menos não acadêmica, no Brasil. O lituano Lasar Segal apresenta por duas vezes seus trabalhos em São Paulo e Campinas no ano de 1913. Ele permanece no Brasil por oito meses. Em 1916 de volta ao Brasil, depois de ter passado um período na Europa e nos Estados Unidos, Anita Mafaldi é a grande artista brasileira a atrair atenção de “uma nova arte”.
  • 8. São Paulo se caracteriza como o centro das idéias modernistas, onde se encontra o fermento do novo. Do encontro de jovens intelectuais com artistas plásticos eclodirá a vanguarda modernista. Diferentemente do Rio de Janeiro, reduto da burguesia tradicionalista e conservadora, São Paulo, incentivado pelo progresso e pelo afluxo de imigrantes italianos será o cenário propício para o desenvolvimento do processo do Modernismo. Este processo teve eventos como a primeira exposição de arte moderna com obras expressionistas de Lasar Segall em 1913, o escândalo provocado pela exposição de Anita Malfatti entre dezembro de 1917 e janeiro de 1918 e a 'descoberta' do escultor Victor Brecheret em 1920. Com maior ou menor peso estes três artistas constituem, no período heróico do Modernismo Brasileiro, os antecedentes da semana de 22. A partir das tendências européias, mas com feição tropical, o Modernismo mostra suas primeiras manifestações no Brasil. Victor Brecheret Ascensão, década de 1920
  • 9. Lasar Segal, Menino com lagartixas, 1924 Anita Mafaldi, Auto retrato, 1919
  • 10. Anita Mafaldi, A japonesa, 1924 Anita Mafaldi, A boba, 1915
  • 11. Lasar Segal, O bebedouro, Lasar Segal, Retrato de Zulmira, 1929
  • 12. Anita Mafaldi, O farol Anita Mafaldi, Tropical
  • 13. Victor Brecheret Pieta, década de 1910 Victor Brecheret Bailarina, década de 1920
  • 14. “A verdade é que nas letras e nas artes visuais, a atmosfera para a ruptura com o passado estava bem preparada lá por volta de 1920. Houvera tempo de arregimentar intelectuais, escritores, poetas e artistas plásticos de São Paulo e do Rio de Janeiro em torno dos princípios de rebeldia anti-acadêmica e de arejamento internacional aflorados com a exposição de Anita Mafalti em 1917. A oportunidade da comemoração dos cem anos da independência política do pais avultava como a melhor maneira de provar que uma outra independência , cultural e artística, ainda estava por ser conquistada. Daí que a idéia de aproveitar o ano de 1922 como marco inicial do movimento modernista tenha aos poucos se fixado com a naturalidade de um elo a mais em fluxo evidente. A crônica dos acontecimentos indica, no entanto, ter cabido mesmo ao pintor e desenhista Di Cavalcanti a sugestão de que acabaria resultando a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo.” (Pontual, 1987)
  • 15. Convém igualmente assinalar que a quase totalidade dos artistas participantes da Semana de Arte Moderna vinha de vivencia direta da Europa ou, num caso único, da America do Norte. É claro que esta circunstancia repercutia fortemente na linguagem de cada um. A única exceção era Di Cavalcanti, que só em 1923 deixou o Brasil. Em fevereiro de 1922 reuniram-se no Teatro Municipal de São Paulo os pintores: Anita Malfati, Vicente do Rego Monteiro, Vicente do Rego Monteiro, Oswaldo Goeldi, o escultor Victor Brecheret, os músicos Villa-Lobos e Guiomar Novaes, além de arquitetos, escritores, desenhitas (Ronald de Carvalho, Graça Aranha, Oswald de Andrade, Mario de Andrade,Menotti del Picchia) e mostraram o que se fazia de mais moderno. A KLAXON - Mensário de Arte Moderna - foi a primeira revista Modernista do Brasil e começou a circular logo após a realização da Semana de Arte Moderna. O primeiro, dos seus nove números, foi publicado em 15 de maio de 1922 e o último, (edição dupla, de números 8 e 9) em janeiro de 1923.
  • 16. O Ambiente Modernista Depois do impulso inicial dado pela Semana de Arte Moderna, escritores e poetas novos de todos os cantos do país aderiram aos princípios libertários do modernismo. Muitos grupos diferentes foram surgindo, com propostas às vezes um pouco divergente, mas sempre ligadas à idéia de modernidade. os programas estéticos mais importantes foram: Manifesto Pau-Brasil (1925) e Manifesto Antropofágico (1928). A antropofagia foi um movimento que propunha a incorporação transformada e abrasileirada das influencias estrangeiras. O escritor Oswald de Andrade e sua esposa Tarsila do Amaral lideraram essas idéias, que tinham também um cunho político e social.
  • 17. Vicente do Rego Monteiro A crucificação, 1922
  • 18. Vicente do Rego Monteiro Menino, 1922 Vicente do Rego Monteiro O combate, 1927
  • 19. Vicente do Rego Monteiro Pieta, 1927
  • 24. Tarsila do Amaral A cuca, 1929 Tarsila do Amaral A negra, 1923
  • 25. Tarsila do Amaral O sono, 1928 Tarsila do Amaral Sol poente, 1929
  • 27. Cicero Dias O sonho da prostituta, 1930 Cicero Dias Banho de rio, 1931
  • 29. Ismael Nery Auto retrato,1922 Ismael Nery O adolescente, s.d.
  • 33. Acontecimentos importantes O radio instalou-se em 1922 e houve a popularização do disco. A música popular, principalmente o samba, avançou significativamente com as produções de Alfredo Viana Filho, o Pixinguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, entre outros. Os intérpretes tornam-se ídolos populares: Carmen Miranda, Francisco Alves e Mario Reis. Lirismo e humor combinavam-se para registrar o cotidiano brasileiro. Em 1929, é produzido o primeiro filme nacional inteiramente sonorizado: Acabaram-se os otários, de Luis de Barros. Mario Peixoto realiza em 1930 seu filme Limite. Em 1930, é fundada a Cinédia e em 1941, é criada a Atlântida que privilegia as Chanchadas, comédias de baixo custo e de grande ajeitação popular.
  • 34. Em 1931, Lucio Costa, arquiteto totalmente imbuído do espírito moderno, dirige a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se abre espaço para os modernos. Na pintura, o modernismo, inicialmente, assume um figurativismo com características mais expressionistas, temas regionalistas e preocupação social, principais nomes: Candido Portinari, Oswaldo Goeldi, Ismael Nery e Alberto Guinard Figura, Ismael Nery c.1927-1928
  • 35. Chuva, Oswaldo Goeldi c.1957 Ouro Preto, Guinard 1951 Rio São João, José Pancetti 1947 Auto-Retrato III, Lasar Segall 1927
  • 36. Abandono, Oswaldo Goeldi c.1957 Casa vermelha, Oswaldo Goeldi c.1957
  • 39. Auto retrato, Pancetti 1938 Arsenal de marinhas, Pancetti 1936
  • 41. Os artistas que trabalhavam solitariamente começam a se reunir por afinidades estéticas em grupos e associações. Assim, organizam salões e exposições. Surgem os núcleos: Bernadelli no qual se destacam Milton Dacosta e José Pancetti. Em São Paulo, Lasar Segal lidera a Sociedade Pró-Arte Moderna e Flavio Carvalho é o principal nome do Clube dos Artistas Modernos. Se reúnem no grupo Santa Helena: Alfredo Volpi, Francisco Rebolo e Clovis Graciano, entre outros. Dança das Bandeirolas, Clóvis Graciano 1943
  • 42. Bandeirinhas e Mastros, Alfredo Volpi 1970 Olinda, Frncisco Rebolo 1974
  • 43. São criados também o Salão de Maio e a Família Artística Paulista, que revelam Livio Abramo e Carlos Scliar. Em todo o Brasil o modernismo vai fincando suas raízes renovadoras. Artistas do país inteiro começam a ter projeção nacional. Destacam-se Djanira, Carybé, Iberê Camargo, Glenio Bianchetti, Aldemir Martins, Brennand. Em 1947, Assis Chateaubriand funda o Museu de Arte de São Paulo – MASP. O Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM- SP é fundado em 1948. Logo em seguida é criado o MAM – RJ. Em 1951, realiza-se a primeira Bienal Internacional de Arte de São Paulo, marcando a presença do abstracionismo na pintura e na escultura do país.
  • 44. O Circo, Djanira 1955 Integração do Brasil na cidade de São Paulo, Aldemir Martins 1969