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ÁREA DE ESTUDO:
A Histologia Humana (grego histos – tecido) é a
ciência que estuda os tecidos do corpo humano.
Os tecidos são formados por grupos de células
com forma e função semelhantes.
Podem ser classificados em tecido epitelial,
tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido
nervoso.
OS COMPONENTES DOS
TECIDOS:
• 1- CÉLULAS
• 2- SUBSTÂNCIAS INTERCELULARES
• 3- LÍQUIDO INTERSTICIAL
CLASSIFICAÇÃO DOS TECIDOS:
O organismo humano é formado por 4 tipos básicos de tecidos:
EPITELIAL
CONJUNTIVO
MUSCULARES
NERVOSO
TECIDO EPITELIAL
• O tecido epitelial apresenta como características:
ausência de espaço entre as células, ausência de
vascularização e grande capacidade de renovação
celular. Sua função principal é proteger o corpo contra a
penetração de microrganismos, substâncias químicas e
agressões físicas.
• Ele se encontra recobrindo o corpo externamente
(epiderme) e a superfície interna dos órgãos como o
estômago, ouvido, nariz, pulmão, boca, útero, bexiga,
etc. Além disso, ele é o responsável pela formação de
glândulas (fígado, pâncreas, glândulas salivares, etc).
TECIDO CONJUNTIVO
• O tecido conjuntivo possui espaço entre as células,
ricamente vascularizado, (fibras colágenas, elásticas e
reticulares), possui também o líquido intersticial (local de
onde as células retiram seus nutrientes e depositam os
seus resíduos).
• Suas funções são: SUSTENTAÇÃO E CONEXÃO entre
os demais tecidos e órgãos, NUTRIÇÃO e DEFESA do
organismo.
• Este tecido possui importante função de: unir e separar
órgãos ao mesmo tempo. Abaixo de todo tecido epitelial,
deve haver, obrigatoriamente, um tecido conjuntivo.
EX: Tecidos Adiposo, cartilaginoso, ósseo e hematopoiético
TECIDO MUSCULAR
• O tecido muscular possui células
alongadas e especializadas na a
contração. Sua função é permitir o
movimento e deslocamento do corpo.
• Tipos: Liso, Estriado Esquelético e
Estriado Cardíaco
TECIDO NERVOSO
• O tecido nervoso é formado por
neurônios e também por células
protetoras e de sustentação, chamadas
neuróglias. Este tecido gerencia todas as
funções vitais do organismo.
TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO
-Constitui superfícies externas e internas do organismo.
- Células fortemente aderidas, escassa substância
intercelular.
- Prolifera-se formando as glândulas.
TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO
- Apresentam células pavimentosas, cilíndricas e
cúbicas, com GLICOCÁLIX (Aceptores e reforços de
membrana), e DESMOSSOMOS (Adesão).
- Assentados sobre uma membrana basal com fibras
colágenas, elásticas e reticulares, vascularizada e
inervada (metabolismo do epitélio).
-É avascularizado, com MICROVILOSIDADES de
absorção de nutrientes presentes nas células
intestinais, CÍLIOS de varrição na traquéia e tubas
uterinas e ESTEREOCÍLIOS nos túbulos
seminíferos.
Tecido Epitelial
• Classificação dos epitélios
(número de camadas):
Epitélio simples
(uma camada)
Reveste:
estômago,intestinos, vasos
sanguíneos e ovários
Tecido Epitelial
• Epitélio Estratificado
Epiderme humana (várias camadas)
Tecido Epitelial
Pseudoestratificado (uma camada de
células em alturas diferentes)
Ex: Sistema respiratório
EPIDERME
TECIDO ESTRATIFICADO DO ESÔFAGO
TECIDO PAVIMENTOSO QUERATINIZADO
TECIDO PSEUDOESTRATIFICADO CILIADO
TRAQUÉIA
TECIDO SIMPLES CÚBICO DO OVÁRIO
EPITÉLIO PSEUDOESTRATIFICADO
Tecido Epitelial
Epitélio glandular
“Conjunto de células com atividade
característica de produzir secreções
fluidas diferentes do plasma
sanguíneo ou fluido tecidual”
Junqueira
Tecido Epitelial
• Epitélio glandular:
–Endócrinas;
–Exócrinas;
–Mistas.
Proliferação de células
Lâmina basal
Tecido conjuntivo
Exócrina Endócrina Endócrina
Porção
secretora Porção
secretora
Capilares
Epitélio
Tecido Epitelial
• Glândulas:
–Exócrinas;
• Ducto excretor Ducto
excretor
A glândula mantém
contato com o epitélio
que a formou!
Ex: Glândulas lacrimais,
salivares, sebáceas e
sudoríparas
GLÂNDULAS EXÓCRINAS - SALIVARES
Tecido Epitelial
• Glândulas:
–Endócrinas (produzem hormônios que
controlam o metabolismo).
Sistema
Endócrino
GLÂNDULAS - LOCALIZAÇÃO
GLÂNDULAS MISTAS
Mistas: essas glândulas desempenham tanto função endócrina quanto
exócrina, liberando suas secreções no sangue ou em cavidades.
Ex: o testículo, ovário, fígado e pâncreas.
DERME
• Sob a epiderme, apresenta-se ricamente
vascularizada e inervada (terminais nervosos),
com glândulas diversas, fâneros e músculos.
• Em aves e mamíferos está assentada sobre a
HIPODERME rica em adipócitos, com a função
de isolante térmico e reserva energética
DERME
DERME
• De acordo com a quantidade de fibras
colágenas
FROUXO
(MENOS COLÁGENO)
DENSO
(MAIS COLÁGENO)
• Foto à Esquerda: Tecido Conjuntivo Frouxo.
• Foto à Direita: Tecido Conjuntivo Denso.
• TIPOS:
1) Frouxo
2) Denso
3) Adiposo
4) Cartilaginoso
5) Ósseo
6) Hematopoiético
TECIDO CONJUNTIVO
Conjuntivo Propriamente Dito
TECIDO CONJUNTIVO FROUXO
FUNÇÃO: PREENCHER E UNIR
ESPAÇOS LOCALIZADOS ENTRE
A PELE E OS DIVERSOS
TECIDOS E ORGÃOS DO CORPO.
• Substância intercelular com parte amorfa e fibras.
• Células FIBROBLASTOS regenerativas.
• Células Fagocitárias e de defesa: MACRÓFAGOS
E PLASMÓCITOS(Linfócitos).
• MASTÓCITOS: produzem a HEPARINA anti
coagulante e HISTAMINA vasodilatadora.
• ADIPÓCITOS: Células que armazenam lipídios.
• A matriz tem consistência variável: Gelatinosa no
tecido conjuntivo frouxo, flexível nas cartilagens,
dura nos ossos e líquida no sangue.
• Todos tem origem mesodérmica.
TECIDO CONJUNTIVO FROUXO
Célula
Fibroblasto
Célula metabolicamente ativa, contendo
longos e finos prolongamentos
citoplasmáticos. Sintetiza o colágeno e as
substâncias da matriz (substância
intercelular).
Macrófago
Contém prolongamentos citoplasmáticos e
inúmeros lisossomos. Responsáveis pela
fagocitose e pinocitose de partículas
estranhas ou não ao organismo. Remove
restos celulares e promove o primeiro
combate aos microrganismos invasores do
nosso organismo.
Mastócito
Célula globosa, grande, sem
prolongamentos e repleta de grânulos
que dificultam, pela sua quantidade, a
visualização do núcleo. Os grânulos são
constituídos de heparina (substância
anticoagulante) e histamina
(substância envolvida nos processos de
alergia).
Plasmócito
Célula ovoide, rica em retículo
endoplasmático rugoso (ou granular).
Abundante em locais sujeitos à
penetração de bactérias, como
intestino, pele e locais em que existem
infecções crônicas. Produtor de
anticorpos no combate a
microrganismos.
TECIDO CONJUNTIVO
TECIDO CONJUNTIVO FROUXO
Denominado de tecido conjuntivo fibroso, apresenta
grande quantidade de fibras colágenas, formando feixes
com alta resistência à tração e pouca elasticidade. É
encontrado formando os tendões, mediando a ligação
entre os músculos e os ossos; e nos ligamentos, unindo
os ossos entre si.
De acordo com a distribuição de fibras é classificado
como: não modelado (fibroso), quando as fibras se
distribuem de maneira difusa (espalhadas); e modelado
(tendíneo), fibras organizadas.
TECIDO CONJUNTIVO DENSO
• Não modelado: formado por fibras colágenas
entrelaçadas, dispostas em feixes que não
apresentam orientação fixa, o que confere
resistência e elasticidade. Esse tecido forma as
cápsulas envoltórias de diversos órgãos
internos, derme e cartilagens.
• Modelado: formado por fibras colágenas dispostas em
feixes com orientação fixa, dando ao tecido
características de maior resistência à tensão do que a
dos tecidos não-modelados e frouxo; ocorre nos
tendões, que ligam os músculos aos ossos, e nos
ligamentos, que ligam os ossos entre si.
Tecido Tendinoso ou denso
Células adiposas:
Adipócitos
O tecido adiposo é o maior depósito de energia do corpo.
Modela a superfície corporal.
Absorver choques mecânicos, principalmente na planta
dos pés e na palma das mãos.
Funções:
Contribui para o isolamento térmico do organismo.
Preenche espaços entre outros tecidos e auxilia a manter
os órgãos em posições normais
Tecido adiposo:
Tecido adiposo:
Origem das células adiposas:
• Matriz sólida e firme com alguma flexibilidade.
• Origem mesodérmica.
• Avascularizado, sem nervos e vasos linfáticos.
• Metabolismo baixo.
• Nutrição e oxigenação = pericôndrio(Tec. Conj)
• Funções:
Suporte dos tecidos moles.
Revestimento das superfícies articulares.
Age na formação e crescimento dos ossos longos.
Tecido Cartilaginoso
Elementos integrantes
C
A
R
T
I
L
A
G
E
M
CÉLULAS
Condroblastos
Condrócitos
MATRIZ
Colágeno
Elastina
Glicoproteínas
Células
• Condroblastos: Células jovens capazes
de se auto duplicarem. São responsáveis
pela produção de matriz cartilaginosa.
Depois de envoltos pela
matriz passam a se
chamar condrócitos.
Células
• Condrócitos: (Condroblastos adultos)
Aparecem em lacunas (do latim, lacuna = pequeno lago)
dentro da matriz e são essenciais para a vitalidade da matriz.
Tem capacidade de se multiplicar. São arredondados e
aparecem em grupos( expansão da cartilagem).
Matriz Extracelular
• Gel que envolve células e fíbras.
• Formado de GLICOPROTEÍNAS
Mesênquima Tec. muito
celular -
condroblastos
Condroblastos
se afastam –
matriz
Condrócitos –
grupos isógenos
Formação
Condroblastos
se afastando
Tipos de cartilagem
• 1- Hialina
• 2- Elástica
• 3- Fibrosa
1- Hialina
• Proveniente do grego
hyalos=vidro
• Quantidade média de fibras
colágenas.
• Forma o esqueleto embrionário,
substituído por tecido ósseo
posteriormente.
• É A MAIS COMUM EM NOSSO
ORGANISMO.
Localização (hialina)
• Extremidades dos ossos longos,
• Extemidades anteriores das costelas,
• Nariz,
• Partes da laringe,
• Traquéia,
• Brônquios.
2- Cartilagem elástica
• Poucas fíbras colágenas
e grande quantidade
de fíbras elásticas.
Localização (c. elástica)
• Válvula na parte superior da laringe
(epiglote),
• Orelha externa,
• Tubas auditivas (trompas de eustáquio),
• Cartilagem cuneiforme da laringe.
3- Cartilagem Fibrosa
• Apresenta dois tipos de fibras (colágenas e elásticas) com
predomínio das colágenas.
RER
Localização (cartilagem fibrosa)
• Discos intervertebrais (anel fibroso e
núcleo pulposo),
• Meniscos (coxins cartilaginosos) do
joelho,
• Partes dos tendões que se inserem na
cartilagem.
Cartilagem Fibrosa:
Encontrada:discos intervertebrais, nos pontos em os
tendões se inserem nos ossos e na sínfese pubiana.
Condrócitos
CARTILAGEM - ESTRUTURAS
CARTILAGEM HIALINA
Osso
• Constituído por:
Células e Matriz intercelular (Matriz óssea)
• Função:
• Células:
Proteção, sistema locomotor e armazena-
Mento de cálcio e fósforo)
Osteoblástos, Osteócitos e Osteoclástos
Células do osso
– Osteoprogenitoras
– Derivadas do mesênquima
• Osteoblastos
– Células novas, fazem
síntese de componentes
orgânicos (osteóide = matriz
não calcificada)
• Osteócitos
– Células maduras situadas
dentro das lacunas
– Manutenção da matriz
• Osteoclastos
– Células grandes
multinucleadas
– Reabsorção da matriz óssea
Osteoblastos
• Localizados na periferia do osso. São
responsáveis pela produção de matriz orgânica
(proteoglicanas, glicoproteínas e colágeno tipo I)
• Sua forma é variável. Em atividade secretora
podem se apresentar cúbicos ou cilíndricos,
quando em repouso, pavimentosos.
Osteócitos (do grego, citos = células)
• São encontrados presos na matriz óssea
com prolongamentos que permitem
ligações celulares (canalículos).
• Diferentes do condrócito, não se dividem,
existindo um apenas em cada lacuna.
• São achatados.
Osteoclastos ( do grego, clastos = romper, quebrar)
• São células grandes e móveis,
ramificadas, multinucleadas (+- 50
núcleos) localizados na periferia do osso.
• Possuem inúmeros lisossomos ricos em
enzimos (colagenase).
• Surgem de células sanguíneas.
Tecido ósseo compacto e Tecido Ósseo
Esponjoso
Célula
osteoprogenitora
(desenvolve-se em
osteoblasto)
Osteoblasto Osteócito
Osteoclasto
Células do tecido ósseo
Composição do osso
• Matriz óssea
– Componente orgânico (50%)
• Colágeno e glicoproteínas de adesão.
– Componente inorgânico (50%) - mineral
• Cálcio, fósforo, bicarbonato, magnésio, sódio,
potássio, citrato.
*A associação destes compostos (colágeno+
hidroxiapatita) determinam a dureza do osso.
Estrutura do osso
• Osso compacto
– Osso denso da superfície externa.
• Osso esponjoso
– Porção porosa da
cavidade medular
• Medula óssea
(espaços intertrabeculares)
• Trabéculas (fibras colágenas
mineralizadas)
trabéculas medula
Osso esponjoso cortado longitudinalmente.
Sistema de Havers e osteócito
Lamelas concênctricas
canalículos
Lacuna
Osso
Compacto
Vaso
linfático
Canal medular
Canais
Haversianos
Trabéculas do
osso
esponjoso
Periósteo
Canais de
Volkmann
Vasos
sangüíneos
Periósteo
Canais de Havers
Lacuna
Osteócito
Formação dos ossos
Células mesenquimais
Molde de cartilagem hialina
Crescimento da cartilagem
Depósito de cálcio na matriz
Substituição da cartilagem mineralizada
Fraturas ósseas
TECIDO SANGUÍNEO - HEMATOPOIESE
Tecido mieloide
Epífese
Céls. Totipotentes
Rica em lipídios
SANGUE
CÉLULAS – Elementos Figurados PLASMA
MIELÓIDE Eritrócitos
# Neutrófilo
# Monócito = Macrófados
- Glóbulos Vermelhos
Leucócitos - Glóbulos Brancos
# Eosinófilo
Trombócitos - Plaquetas
Sais Minerais
Mol.Orgânicas
Rico em matriz extracelular (plasma)
Plasma = Sais minerais, água e
Proteínas.
CONSTITUIÇÃO DO SANGUE
•PLASMA (55%)
•ELEMENTOS FIGURADOS (45%)
EM UM ADULTO ENCONTRA-SE DE 5,5L A 6L DE SANGUE
FUNÇÕES DO TECIDO SANGUÍNEO
•Transporte de gases, nutrientes e
hormônios;
•Defesa do organismo;
•Termoregulação;
•Equilíbrio hídrico.
Origem do sangue: Interior do osso
(medula óssea vermelha)
MEDULA ÓSSEA VERMELHA
Rico em células-tronco medulares que
originam diversos tipos de células do
sangue.
As células-tronco medulares se originam
de células Totipotentes.
Diferenciações das células-tronco:
CÉLULAS-TRONCO MIELÓIDES
originam hemácia, plaquetas e glóbulos
brancos(neutrófilos, basófilos,
eosinófilos e monócitos)
CÉLULAS-TRONCO LINFÓIDES
originam glóbulos brancos
(linfócitos)
Componentes
do Sangue
PLASMA
Transporta proteínas, sais,
hormônios, nutrientes, gases e
excreções.
Rico em albuminas,
imunoglobulinas (anticorpos) e
proteínas que atuam na
coagulação sanguínea.
HEMÁCIAS OU ERITRÓCITOS
OU GLÓBULOS VERMELHOS
Possui forma discóide;
Apresenta hemoglobina;
São anucleados em mamíferos;
Homens= 5 milhões / mm3
Mulheres=4,5 milhões / mm3
Duração = +- 120 dias
E O NÚCLEO?
• Durante o processo evolutivo, os mamíferos elevaram
sua temperatura corporal e desenvolveram a
capacidade de mantê-la relativamente constante
(homeotermia). Esse aumento da temperatura corporal
foi acompanhado de um incremento da taxa metabólica
e de uma exigência maior no transporte de oxigênio
(O2).
• Sendo o núcleo celular uma estrutura metabolicamente
ativa, ele consome quantidades consideráveis de O2.
Com a perda do núcleo, as hemácias dos mamíferos
deixaram de utilizar oxigênio, tornando-se mais
eficientes no transporte desse gás. As hemácias dos
mamíferos, por não possuírem núcleo,não são
rigorosamente células: portanto, o correto é dizer que
elas 'duram', em vez de 'vivem', 120 dias.
ANEMIA
Diminuição do número de glóbulos
vermelhos.
CAUSAS
Hemorragia,
Doenças na medula óssea
Deficiência de ferro
Deficiência hereditária
(siclemia ou anemia falciforme)
LEUCÓCITOS (GLÓBULOS BRANCOS)
Esféricas e nucleadas
Existem cerca entre 5 e 10 mil glóbulos
brancos / mm3
Atuam na defesa orgânica
TIPOSGRANS
Neutrófilos
Eosinófilos
Basófilo
Monócitos
Linfócitos
NEUTRÓFILOS
Núcleos trilobados
Representam 60% a 70% dos leucócitos
Fagocitam bactérias e outros
microrganismos.
(capacidade de atravessar vasos)
EOSINÓFILOS
Núcleos bilobados.
Representam 2% a 3% dos leucócitos.
Fagocitam agentes estranhos que
provocam reações alérgicas. toxinas
BASÓFILOS
Núcleo irregular
Representam 0,5% a 1% dos leucócitos
Liberam HISTAMINAS
(Provocam a permeabilidade dos vasos
sanguíneos facilitando a saída de
anticorpos) Responsável pelo inchaço
(edema) e vermelhidão (eritema).
Liberam HEPARINA
(Substância anticoagulante).
MONÓCITOS
Maiores células sanguíneas
Representam 3% a 8% dos leucócitos
Transformam-se em MACRÓFAGOS
(atuam na fagocitose de microrganismos
e de células mortas)
LINFÓCITOS
Núcleo arredondado
Representam 20% a 30% dos leucócitos
Produzem imunoglobulinas
(anticorpos)
Linfócitos B
Linfócitos T
PLAQUETAS (TROMBÓCITOS)
São corpúsculos que surgem da
fragmentação do MEGACARIÓCITO e
agem na Coagulação!
Número normal- 300 mil/ mm3
Classificação dos leucócitos
Granulócitos (apresentam grânulos no citoplasma) Agranulócitos (não apresentam grânulos no citoplasma)
Neutrófilo Eosinófilo Basófilo Linfócito Monócito
Característica
geral
Núcleo
geralmente
trilobulado.
Núcleo
bilobulado
Grânulos
citoplasmático
s muito
grandes,
chegando a
mascarar o
núcleo
Núcleo muito condensado,
ocupando quase toda a célula
Núcleo em forma
de rim ou
ferradura
Função
Fagocitar
elementos
estranhos ao
organismo
Fagocitar
apenas
determinados
elementos.
Em doenças
alérgicas ou
provocadas
por parasitas
intestinais há
aumento do
número
dessas
células
Liberar
heparina
(anticoagulant
e) e histamina
(substância
vasodilatadora
liberada em
processos
alérgicos)
Linfócitos T auxiliares ou
células de “memória
imunológica” orientam os
linfócitos B na produção de
anticorpos; linfócitos T
supressores determinam o
momento de parar a
produção dos anticorpos;
linfócitos T citotóxicos que
produzem substâncias que
mudam a permeabilidade das
células invasoras (bactérias)
ou de células cancerosas,
provocando sua morte.
Linfócitos B, que formarão os
plasmócitos do tecido
conjuntivo, são os
responsáveis pela produção
de anticorpos específicos no
combate imunológico aos
antígenos invasores.
Fagocitar
bactérias, vírus e
fungos
LINFÓIDE – TECIDO LINFÁTICO
Formam órgãos linfáticos
Células efetoras
Timo
Baço
Gânglios
Linfócitos B
Linfócitos T
PROCESSO DE COAGULAÇÃO
PROTROMBINA
TROMBINA
FIBRINOGÊNIO
FIBRINA
Plaquetas TROMBPLASTINA
Histologia Animal
• Tecido Muscular:
– Células alongadas denominadas Fibras Musculares;
– Capacidade de contração (gasto de energia) e
relaxamento;
– Sarcoplasma (Citoplasma) com Miofibrilas de natureza
protéica (Actina e Miosina).
Tecido muscular é também classificado do seguinte modo:
• Tecido muscular esquelético – encontra-se fixo aos
ossos e movimenta o esqueleto, é estriado,
apresentando alternadamente faixas claras e escuras
ao microscópio e, é voluntário – contrai-se e relaxa-se
por controlo consciente.
• Tecido muscular liso – encontra-se nas paredes das
estruturas internas ocas, como os vasos sanguíneos, o
estômago e os intestinos. É liso não apresentando
estrias e é involuntário – os seus movimentos são
independentes do nosso comando consciente.
• Tecido muscular cardíaco – forma a maior parte da
parede do coração; é estriado mas com estrias muito
mais afastadas entre si que no tecido muscular
esquelético; é involuntário – o coração bate segundo
determinado ritmo, independente da nossa vontade.
• Figura: Tipos de Músculos.
• Foto à Esquerda: Tecido Muscular Liso.
• Foto à Direita: Tecido Muscular Cardíaco.
• Foto Central: Tecido Muscular Estriado Esquelético.
Estrutura de uma Miofibrila:
• Feixes protéicos sobrepostos de Actina e
Miosina.
• Unidade estrutural: Sarcômero.
• Teoria dos Filamentos Deslizantes para a
Contração Muscular: deslizamento das fibras
de Actina sobre as de Miosina (com gasto de
energia e de sais minerais como Ca++, Mg++
e K+).
• Figura: Contração Muscular.
Energia para a Contração
Muscular:
• Fonte primária de energia: ATP (Respiração
Celular ou Fermentação Láctica).
• Reposição imediata do ATP: Creatina-
Fosfato ou CP.
• Reserva energética primária: Glicogênio
(polissacarídeo de reserva animal
encontrado nos músculos).
• Reserva energética secundária: Lipídios
(Gorduras).
• Figura Superior: Metabolismo Energético da Contração
Muscular.
• Figura à Esquerda: Estrutura do ATP.
• Figura à Direita: Contração Muscular.
Tecido Muscular Estriado Cardíaco
MÚSCULO LISO
Tecido Muscular Liso
Tecido muscular e a Placa motora
TECIDO MUSCULAR ESTRIADO
ESQUELETICO – ESTRIAS e BANDAS
Unidade funcional- Sarcômero
Teoria dos Filamentos Deslizantes de Huxley
O sistema nervoso é
responsável pelo ajustamento
do organismo ao ambiente. Sua
função é perceber e identificar
as condições ambientais
externas, bem como as
condições reinantes dentro do
próprio corpo e elaborar
respostas que adaptem a essas
condições.
O sistema nervoso é
responsável pelo ajustamento
do organismo ao ambiente. Sua
função é perceber e identificar
as condições ambientais
externas, bem como as
condições reinantes dentro do
próprio corpo e elaborar
respostas que adaptem a essas
condições.
Composição do Sistema Nervoso
• Os tecidos nervosos são compostos por
células e todos os seus processos,
juntamente com células de sustentação,
chamadas de neuroglia. Certos processos
das células nervosas são de especial
importância, são as fibras nervosas, que
irão compor os nervos.
A substância cinzenta é composta de
corpos de neurônios, enquanto que a
branca é composta de axônios e a cor
branca reflete a gordura, bainha de mielina
que envolve o axônio.
Divisão Partes Funções Gerais
Sistema
Nervoso
Central
(SNC)
Sistema
Nervoso
Periférico
(SNP)
Encéfalo e
Medula
Espinhal
Nervos e
gânglios
Processamento
e Integração de
informações
Condução de
informações entre
órgão receptores de
estímulos, o SNC e
órgãos efetores
(músculos, por ex.)
Organização do
Sistema Nervoso Humano
ESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIOESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIOESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIOESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIO
CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR
NúcleoNúcleoNúcleoNúcleo
DENDRITOSDENDRITOSDENDRITOSDENDRITOS
AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO
Bainha deBainha deBainha deBainha de
mielinamielinamielinamielina
Célula deCélula deCélula deCélula de
SchwannSchwannSchwannSchwann
AxônioAxônioAxônioAxônio
Bainha deBainha deBainha deBainha de
mielinamielinamielinamielina
Nódulo deNódulo deNódulo deNódulo de
RanvierRanvierRanvierRanvier
142
Corpo celular – núcleo e
maioria das organelas
citoplasmáticas
Dendritos –
ramificações do
corpo celular.
Função: captar
estímulos
Axônio – maior prolongamento.
Presença de vesículas com
neurotransmissores na porção
terminal
Bainha de Mielina
– células de
Schwann que se
enrolam no axônio.
Isolante elétrico
Nódulo de
Ranvier –
regiões do axônio
não recobertas
por bainha
CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOSCLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOSCLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOSCLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS
DENDRITOSDENDRITOSDENDRITOSDENDRITOS
CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR
CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR
CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR
DENDRITOSDENDRITOSDENDRITOSDENDRITOS
Direção da conduçãoDireção da conduçãoDireção da conduçãoDireção da condução
AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO
AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO
AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO
NEURÔNIO SENSORIALNEURÔNIO SENSORIALNEURÔNIO SENSORIALNEURÔNIO SENSORIAL
(SENSITIVOS(SENSITIVOS(SENSITIVOS(SENSITIVOS----AFERENTES)AFERENTES)AFERENTES)AFERENTES)
NEURÔNIONEURÔNIONEURÔNIONEURÔNIO
ASSOCIATIVOASSOCIATIVOASSOCIATIVOASSOCIATIVO
(MISTOS)(MISTOS)(MISTOS)(MISTOS)
NEURÔNIO MOTORNEURÔNIO MOTORNEURÔNIO MOTORNEURÔNIO MOTOR
(EFERENTES)(EFERENTES)(EFERENTES)(EFERENTES) 144
CONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIA
Potencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de Ação
Condução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatória
MielinaMielinaMielinaMielina
AxônioAxônioAxônioAxônio
145
TIPOS DE NEURÔNIOS
TECIDO NERVOSO – ANATOMIA DO NERVO
Epineuro
Neurofibras
ORIGEM E PROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSO
• Células como as células nervosas e
musculares, são excitáveis, isto é,
capazes de auto gerar impulsos
eletroquímicos em suas membranas e,
na maioria dos casos, utilizar esses
impulsos para a transmissão de sinais
ao longo de membranas.
• A origem desses potenciais é uma
distribuição assimétrica de íons,
especialmente de Na+, K+ , Cl-
+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + ++ + + + + + + + + + + + + + +
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
- - - - - - -
+ + + + +
- - - - - - -
+ + + + +
- - - - - - -
+ + + + +
PROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSOPROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSOPROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSOPROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSO
Potencial de repousoPotencial de repousoPotencial de repousoPotencial de repouso: diferença de potencial entre a superfície externa e: diferença de potencial entre a superfície externa e: diferença de potencial entre a superfície externa e: diferença de potencial entre a superfície externa e
interna, mantida pela Bomba Na/Kinterna, mantida pela Bomba Na/Kinterna, mantida pela Bomba Na/Kinterna, mantida pela Bomba Na/K
Potencial de açãoPotencial de açãoPotencial de açãoPotencial de ação: inversão (despolarização) do potencial de repouso,: inversão (despolarização) do potencial de repouso,: inversão (despolarização) do potencial de repouso,: inversão (despolarização) do potencial de repouso,
ocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/Kocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/Kocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/Kocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/K
O POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSOO POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSOO POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSOO POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSO
Potencial de açãoPotencial de açãoPotencial de açãoPotencial de ação
Limiar
Tudo ou nada
CONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIA
Potencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de Ação
Condução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatória
MielinaMielinaMielinaMielina
AxônioAxônioAxônioAxônio
Uma vez gerado, o potencial de açâo propaga-se
em direção ao terminal axônico.
CONDUÇAO OU PROPAGAÇAO DO IMPULSO NERVOSO
POTENCIAL DE AÇAO NAS FIBRAS MIELINIZADAS
Nas fibras mielinizadas o PA só se
desenvolve nos nodos de Ranvier. Sob a
bainha não há canais de sódio e de potássio
voltagem dependentes.
Consequência: aumento na velocidade de
condução do impulso nervoso
Sinapse: local deSinapse: local deSinapse: local deSinapse: local de
comunicação entrecomunicação entrecomunicação entrecomunicação entre
neurônios ou entreneurônios ou entreneurônios ou entreneurônios ou entre
neurônios e outras célulasneurônios e outras célulasneurônios e outras célulasneurônios e outras células
(músculos, por ex.)(músculos, por ex.)(músculos, por ex.)(músculos, por ex.)
MIOFIBRILAMIOFIBRILAMIOFIBRILAMIOFIBRILA
MITOCÔNDRIASMITOCÔNDRIASMITOCÔNDRIASMITOCÔNDRIAS
NeurotransmissoresNeurotransmissoresNeurotransmissoresNeurotransmissores
Fenda SinápticaFenda SinápticaFenda SinápticaFenda Sináptica
Vesículas SinápticasVesículas SinápticasVesículas SinápticasVesículas Sinápticas
Potencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de Ação
AxônioAxônioAxônioAxônio
ProteínasProteínasProteínasProteínas
receptorasreceptorasreceptorasreceptoras
SINAPSE QUÍMICASINAPSE QUÍMICASINAPSE QUÍMICASINAPSE QUÍMICA
Neurotransmissores:Neurotransmissores:Neurotransmissores:Neurotransmissores:
Acetilcolina, adrenalinaAcetilcolina, adrenalinaAcetilcolina, adrenalinaAcetilcolina, adrenalina
Dopamina, serotoninaDopamina, serotoninaDopamina, serotoninaDopamina, serotonina
Sinapse inibitóriaSinapse inibitóriaSinapse inibitóriaSinapse inibitória
Dificultam o potencial deDificultam o potencial deDificultam o potencial deDificultam o potencial de
açãoaçãoaçãoação
Sinapse excitatóriaSinapse excitatóriaSinapse excitatóriaSinapse excitatória
“facilitam” o potencial de“facilitam” o potencial de“facilitam” o potencial de“facilitam” o potencial de
açãoaçãoaçãoação
Transferindo informações dos neurônios para outras célulasTransferindo informações dos neurônios para outras célulasTransferindo informações dos neurônios para outras célulasTransferindo informações dos neurônios para outras células
DEPENDÊNCIA DEDEPENDÊNCIA DEDEPENDÊNCIA DEDEPENDÊNCIA DE
DROGAS E A SINAPSEDROGAS E A SINAPSEDROGAS E A SINAPSEDROGAS E A SINAPSE
1.NEUROTRANSMISSORES1.NEUROTRANSMISSORES1.NEUROTRANSMISSORES1.NEUROTRANSMISSORES
SÃO REABSORVIDOS NASSÃO REABSORVIDOS NASSÃO REABSORVIDOS NASSÃO REABSORVIDOS NAS
SINAPSES NORMAISSINAPSES NORMAISSINAPSES NORMAISSINAPSES NORMAIS
2.AS MOLÉCULAS DA2.AS MOLÉCULAS DA2.AS MOLÉCULAS DA2.AS MOLÉCULAS DA
DROGA IMPEDEM ADROGA IMPEDEM ADROGA IMPEDEM ADROGA IMPEDEM A
REABSORÇÃO EREABSORÇÃO EREABSORÇÃO EREABSORÇÃO E
PROVOCAM APROVOCAM APROVOCAM APROVOCAM A
SUPERESTIMULAÇÃO DASUPERESTIMULAÇÃO DASUPERESTIMULAÇÃO DASUPERESTIMULAÇÃO DA
MEMBRANA PÓSMEMBRANA PÓSMEMBRANA PÓSMEMBRANA PÓS----
SINÁPTICASINÁPTICASINÁPTICASINÁPTICA
3.O NÚMERO DE3.O NÚMERO DE3.O NÚMERO DE3.O NÚMERO DE
RECEPTORESRECEPTORESRECEPTORESRECEPTORES
DIMINUEDIMINUEDIMINUEDIMINUE
4.A SINAPSE É MENOS4.A SINAPSE É MENOS4.A SINAPSE É MENOS4.A SINAPSE É MENOS
SENSÍVEL APÓS ASENSÍVEL APÓS ASENSÍVEL APÓS ASENSÍVEL APÓS A
RETIRADA DA DROGARETIRADA DA DROGARETIRADA DA DROGARETIRADA DA DROGA
Vesícula SinápticaVesícula SinápticaVesícula SinápticaVesícula Sináptica
ReceptorReceptorReceptorReceptor DrogaDrogaDrogaDroga
TransportadorTransportadorTransportadorTransportador
Sinapses: transmissão do impulso
nervoso entre células
Um impulso é transmitido de uma célula
a outra através das sinapses (do grego
synapsis, ação de juntar). A sinapse é
uma região muito próxima entre a
extremidade do axônio de um neurônio
e a superfície de outras células. Estas
células podem ser tanto outros
neurônios como células sensoriais,
musculares ou glandulares.
• As terminações de um axônio podem estabelecer
muitas sinapses simultâneas.
• Na maioria das sinapses nervosas, as membranas
das células que fazem sinapses estão muito
próximas, mas não se tocam. Há um pequeno
espaço entre as membranas celulares (o espaço
sináptico ou fenda sináptica).
• Quando os impulsos nervosos atingem as
extremidades do axônio da célula pré-sináptica,
ocorre liberação, nos espaços sinápticos, de
substâncias químicas denominadas
neurotransmissores ou mediadores químicos,
que tem a capacidade de se combinar com
receptores presentes na membrana das célula
pós-sináptica, desencadeando o impulso nervoso.
Esse tipo de sinapse, por envolver a participação
de mediadores químicos, é chamado sinapse
química.
NEUROTRASMISSORES
A R C O R E F L E X O
É uma resposta do Sistema Nervoso a um estímulo, qualitativamente
invariável, involuntária, de importância fundamental para a postura e
locomoção do animal e para examinar clinicamente o Sistema Nervoso.
É a unidade Fisiológica do Sistema Nervoso
http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso5.asp#reflexo
COMPONENTES BASICOS - Todos os arcos reflexos
contem 5 componentes básicos necessários para sua
função normal.
1 - RECEPTOR - captam alguma energia ambiental e a
transformam em Potencial de Ação (EX: luz na retina,
calor, frio e pressão na pele; estiramento pelos
receptores do fuso muscular)
2 - NERVO SENSORIAL - Conduz o P.A. do receptor
até a sinápse no SNC entrando na medula pela raiz
dorsal.
3 - SINAPSE - podendo ser monossinaptica ou
polissinaptica
4 - NERVO MOTOR - conduz o P.A. do SNC para o
órgão efetuador saindo da medula pela raiz ventral.
Transforma um impulso elétrico em ação mecânica.
5 - ORGAO ALVO OU EFETUADOR - normalmente é
um músculo
**** Os reflexos podem ser usados para avaliar clinicamente o Sistema Nervoso, pois quando se testa um
reflexo, em verdade se está testando seus componentes básicos.
COMO FUNCIONA
• Os neurônios sensitivos de nossa pele
captam o estímulo e a conduzem através
do nervo aferente ou sensitivo até a
medula ou até o encéfalo.
• Nestes centros coordenadores, o impulso
passa através de sinapses para o nervo
eferente ou motor, que esta ligado aos
músculos, realizando a ação
ARCO REFLEXO
• Ato reflexo:
– ação involuntária rápida,
– consciente ou não
– visa uma proteção ou adaptação do
organismo, quando este recebe um estímulo
periférico
• Arco reflexo é o conjunto das estruturas
que atuam no ato reflexo.
ESTRUTURAS DO ARCO REFLEXO
ARCO REFLEXO
• Receptores cutâneos ou mucosas:
• nervo aferente ou sensitivo
• centro nervoso ou coordenador (medula
ou encéfalo)
• nervo eferente ou motor
• órgão efetuador (glândula ou músculo).
EXEMPLOS
• redução rápida do diâmetro da pupila por
contração do músculo da íris,
• piscar, quando se aproxima algum objeto
do olho
• contração da perna por ocasião de uma
pancada no joelho;
REFLEXO PATELAR
• quando o tendão localizado abaixo da patela é
percutido suavemente com um pequeno martelo
de borracha, a perna flexiona
• Informações:
– funcionamento do nervo sensitivo,
– sua conexão com a medula espinhal
– o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai
até os músculos da perna.
• circuito completo, desde o joelho até a medula
espinhal e retorna à perna, sem que haja
envolvimento do cérebro
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  • 1.
  • 2. ÁREA DE ESTUDO: A Histologia Humana (grego histos – tecido) é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano. Os tecidos são formados por grupos de células com forma e função semelhantes. Podem ser classificados em tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.
  • 3. OS COMPONENTES DOS TECIDOS: • 1- CÉLULAS • 2- SUBSTÂNCIAS INTERCELULARES • 3- LÍQUIDO INTERSTICIAL
  • 4. CLASSIFICAÇÃO DOS TECIDOS: O organismo humano é formado por 4 tipos básicos de tecidos: EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULARES NERVOSO
  • 5. TECIDO EPITELIAL • O tecido epitelial apresenta como características: ausência de espaço entre as células, ausência de vascularização e grande capacidade de renovação celular. Sua função principal é proteger o corpo contra a penetração de microrganismos, substâncias químicas e agressões físicas. • Ele se encontra recobrindo o corpo externamente (epiderme) e a superfície interna dos órgãos como o estômago, ouvido, nariz, pulmão, boca, útero, bexiga, etc. Além disso, ele é o responsável pela formação de glândulas (fígado, pâncreas, glândulas salivares, etc).
  • 6. TECIDO CONJUNTIVO • O tecido conjuntivo possui espaço entre as células, ricamente vascularizado, (fibras colágenas, elásticas e reticulares), possui também o líquido intersticial (local de onde as células retiram seus nutrientes e depositam os seus resíduos). • Suas funções são: SUSTENTAÇÃO E CONEXÃO entre os demais tecidos e órgãos, NUTRIÇÃO e DEFESA do organismo. • Este tecido possui importante função de: unir e separar órgãos ao mesmo tempo. Abaixo de todo tecido epitelial, deve haver, obrigatoriamente, um tecido conjuntivo. EX: Tecidos Adiposo, cartilaginoso, ósseo e hematopoiético
  • 7.
  • 8. TECIDO MUSCULAR • O tecido muscular possui células alongadas e especializadas na a contração. Sua função é permitir o movimento e deslocamento do corpo. • Tipos: Liso, Estriado Esquelético e Estriado Cardíaco
  • 9. TECIDO NERVOSO • O tecido nervoso é formado por neurônios e também por células protetoras e de sustentação, chamadas neuróglias. Este tecido gerencia todas as funções vitais do organismo.
  • 10.
  • 11.
  • 12. TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO -Constitui superfícies externas e internas do organismo. - Células fortemente aderidas, escassa substância intercelular. - Prolifera-se formando as glândulas.
  • 13. TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO - Apresentam células pavimentosas, cilíndricas e cúbicas, com GLICOCÁLIX (Aceptores e reforços de membrana), e DESMOSSOMOS (Adesão). - Assentados sobre uma membrana basal com fibras colágenas, elásticas e reticulares, vascularizada e inervada (metabolismo do epitélio). -É avascularizado, com MICROVILOSIDADES de absorção de nutrientes presentes nas células intestinais, CÍLIOS de varrição na traquéia e tubas uterinas e ESTEREOCÍLIOS nos túbulos seminíferos.
  • 14.
  • 15. Tecido Epitelial • Classificação dos epitélios (número de camadas): Epitélio simples (uma camada) Reveste: estômago,intestinos, vasos sanguíneos e ovários
  • 16. Tecido Epitelial • Epitélio Estratificado Epiderme humana (várias camadas)
  • 17. Tecido Epitelial Pseudoestratificado (uma camada de células em alturas diferentes) Ex: Sistema respiratório
  • 24.
  • 25. Tecido Epitelial Epitélio glandular “Conjunto de células com atividade característica de produzir secreções fluidas diferentes do plasma sanguíneo ou fluido tecidual” Junqueira
  • 26. Tecido Epitelial • Epitélio glandular: –Endócrinas; –Exócrinas; –Mistas.
  • 27. Proliferação de células Lâmina basal Tecido conjuntivo Exócrina Endócrina Endócrina Porção secretora Porção secretora Capilares Epitélio
  • 28. Tecido Epitelial • Glândulas: –Exócrinas; • Ducto excretor Ducto excretor A glândula mantém contato com o epitélio que a formou! Ex: Glândulas lacrimais, salivares, sebáceas e sudoríparas
  • 30. Tecido Epitelial • Glândulas: –Endócrinas (produzem hormônios que controlam o metabolismo). Sistema Endócrino
  • 32. GLÂNDULAS MISTAS Mistas: essas glândulas desempenham tanto função endócrina quanto exócrina, liberando suas secreções no sangue ou em cavidades. Ex: o testículo, ovário, fígado e pâncreas.
  • 33.
  • 34. DERME
  • 35. • Sob a epiderme, apresenta-se ricamente vascularizada e inervada (terminais nervosos), com glândulas diversas, fâneros e músculos. • Em aves e mamíferos está assentada sobre a HIPODERME rica em adipócitos, com a função de isolante térmico e reserva energética DERME
  • 36. DERME
  • 37.
  • 38. • De acordo com a quantidade de fibras colágenas FROUXO (MENOS COLÁGENO) DENSO (MAIS COLÁGENO)
  • 39. • Foto à Esquerda: Tecido Conjuntivo Frouxo. • Foto à Direita: Tecido Conjuntivo Denso.
  • 40. • TIPOS: 1) Frouxo 2) Denso 3) Adiposo 4) Cartilaginoso 5) Ósseo 6) Hematopoiético TECIDO CONJUNTIVO Conjuntivo Propriamente Dito
  • 41. TECIDO CONJUNTIVO FROUXO FUNÇÃO: PREENCHER E UNIR ESPAÇOS LOCALIZADOS ENTRE A PELE E OS DIVERSOS TECIDOS E ORGÃOS DO CORPO.
  • 42. • Substância intercelular com parte amorfa e fibras. • Células FIBROBLASTOS regenerativas. • Células Fagocitárias e de defesa: MACRÓFAGOS E PLASMÓCITOS(Linfócitos). • MASTÓCITOS: produzem a HEPARINA anti coagulante e HISTAMINA vasodilatadora. • ADIPÓCITOS: Células que armazenam lipídios. • A matriz tem consistência variável: Gelatinosa no tecido conjuntivo frouxo, flexível nas cartilagens, dura nos ossos e líquida no sangue. • Todos tem origem mesodérmica. TECIDO CONJUNTIVO FROUXO
  • 43. Célula Fibroblasto Célula metabolicamente ativa, contendo longos e finos prolongamentos citoplasmáticos. Sintetiza o colágeno e as substâncias da matriz (substância intercelular). Macrófago Contém prolongamentos citoplasmáticos e inúmeros lisossomos. Responsáveis pela fagocitose e pinocitose de partículas estranhas ou não ao organismo. Remove restos celulares e promove o primeiro combate aos microrganismos invasores do nosso organismo.
  • 44. Mastócito Célula globosa, grande, sem prolongamentos e repleta de grânulos que dificultam, pela sua quantidade, a visualização do núcleo. Os grânulos são constituídos de heparina (substância anticoagulante) e histamina (substância envolvida nos processos de alergia). Plasmócito Célula ovoide, rica em retículo endoplasmático rugoso (ou granular). Abundante em locais sujeitos à penetração de bactérias, como intestino, pele e locais em que existem infecções crônicas. Produtor de anticorpos no combate a microrganismos.
  • 47. Denominado de tecido conjuntivo fibroso, apresenta grande quantidade de fibras colágenas, formando feixes com alta resistência à tração e pouca elasticidade. É encontrado formando os tendões, mediando a ligação entre os músculos e os ossos; e nos ligamentos, unindo os ossos entre si. De acordo com a distribuição de fibras é classificado como: não modelado (fibroso), quando as fibras se distribuem de maneira difusa (espalhadas); e modelado (tendíneo), fibras organizadas. TECIDO CONJUNTIVO DENSO
  • 48. • Não modelado: formado por fibras colágenas entrelaçadas, dispostas em feixes que não apresentam orientação fixa, o que confere resistência e elasticidade. Esse tecido forma as cápsulas envoltórias de diversos órgãos internos, derme e cartilagens.
  • 49. • Modelado: formado por fibras colágenas dispostas em feixes com orientação fixa, dando ao tecido características de maior resistência à tensão do que a dos tecidos não-modelados e frouxo; ocorre nos tendões, que ligam os músculos aos ossos, e nos ligamentos, que ligam os ossos entre si.
  • 52. O tecido adiposo é o maior depósito de energia do corpo. Modela a superfície corporal. Absorver choques mecânicos, principalmente na planta dos pés e na palma das mãos. Funções: Contribui para o isolamento térmico do organismo. Preenche espaços entre outros tecidos e auxilia a manter os órgãos em posições normais
  • 55. Origem das células adiposas:
  • 56.
  • 57. • Matriz sólida e firme com alguma flexibilidade. • Origem mesodérmica. • Avascularizado, sem nervos e vasos linfáticos. • Metabolismo baixo. • Nutrição e oxigenação = pericôndrio(Tec. Conj) • Funções: Suporte dos tecidos moles. Revestimento das superfícies articulares. Age na formação e crescimento dos ossos longos. Tecido Cartilaginoso
  • 59. Células • Condroblastos: Células jovens capazes de se auto duplicarem. São responsáveis pela produção de matriz cartilaginosa. Depois de envoltos pela matriz passam a se chamar condrócitos.
  • 60. Células • Condrócitos: (Condroblastos adultos) Aparecem em lacunas (do latim, lacuna = pequeno lago) dentro da matriz e são essenciais para a vitalidade da matriz. Tem capacidade de se multiplicar. São arredondados e aparecem em grupos( expansão da cartilagem).
  • 61. Matriz Extracelular • Gel que envolve células e fíbras. • Formado de GLICOPROTEÍNAS
  • 62. Mesênquima Tec. muito celular - condroblastos Condroblastos se afastam – matriz Condrócitos – grupos isógenos Formação
  • 64.
  • 65. Tipos de cartilagem • 1- Hialina • 2- Elástica • 3- Fibrosa
  • 66. 1- Hialina • Proveniente do grego hyalos=vidro • Quantidade média de fibras colágenas. • Forma o esqueleto embrionário, substituído por tecido ósseo posteriormente. • É A MAIS COMUM EM NOSSO ORGANISMO.
  • 67. Localização (hialina) • Extremidades dos ossos longos, • Extemidades anteriores das costelas, • Nariz, • Partes da laringe, • Traquéia, • Brônquios.
  • 68. 2- Cartilagem elástica • Poucas fíbras colágenas e grande quantidade de fíbras elásticas.
  • 69. Localização (c. elástica) • Válvula na parte superior da laringe (epiglote), • Orelha externa, • Tubas auditivas (trompas de eustáquio), • Cartilagem cuneiforme da laringe.
  • 70. 3- Cartilagem Fibrosa • Apresenta dois tipos de fibras (colágenas e elásticas) com predomínio das colágenas. RER
  • 71. Localização (cartilagem fibrosa) • Discos intervertebrais (anel fibroso e núcleo pulposo), • Meniscos (coxins cartilaginosos) do joelho, • Partes dos tendões que se inserem na cartilagem.
  • 72. Cartilagem Fibrosa: Encontrada:discos intervertebrais, nos pontos em os tendões se inserem nos ossos e na sínfese pubiana. Condrócitos
  • 75.
  • 76.
  • 77. Osso • Constituído por: Células e Matriz intercelular (Matriz óssea) • Função: • Células: Proteção, sistema locomotor e armazena- Mento de cálcio e fósforo) Osteoblástos, Osteócitos e Osteoclástos
  • 78. Células do osso – Osteoprogenitoras – Derivadas do mesênquima • Osteoblastos – Células novas, fazem síntese de componentes orgânicos (osteóide = matriz não calcificada) • Osteócitos – Células maduras situadas dentro das lacunas – Manutenção da matriz • Osteoclastos – Células grandes multinucleadas – Reabsorção da matriz óssea
  • 79. Osteoblastos • Localizados na periferia do osso. São responsáveis pela produção de matriz orgânica (proteoglicanas, glicoproteínas e colágeno tipo I) • Sua forma é variável. Em atividade secretora podem se apresentar cúbicos ou cilíndricos, quando em repouso, pavimentosos.
  • 80. Osteócitos (do grego, citos = células) • São encontrados presos na matriz óssea com prolongamentos que permitem ligações celulares (canalículos). • Diferentes do condrócito, não se dividem, existindo um apenas em cada lacuna. • São achatados.
  • 81. Osteoclastos ( do grego, clastos = romper, quebrar) • São células grandes e móveis, ramificadas, multinucleadas (+- 50 núcleos) localizados na periferia do osso. • Possuem inúmeros lisossomos ricos em enzimos (colagenase). • Surgem de células sanguíneas.
  • 82. Tecido ósseo compacto e Tecido Ósseo Esponjoso Célula osteoprogenitora (desenvolve-se em osteoblasto) Osteoblasto Osteócito Osteoclasto
  • 84. Composição do osso • Matriz óssea – Componente orgânico (50%) • Colágeno e glicoproteínas de adesão. – Componente inorgânico (50%) - mineral • Cálcio, fósforo, bicarbonato, magnésio, sódio, potássio, citrato. *A associação destes compostos (colágeno+ hidroxiapatita) determinam a dureza do osso.
  • 85. Estrutura do osso • Osso compacto – Osso denso da superfície externa. • Osso esponjoso – Porção porosa da cavidade medular • Medula óssea (espaços intertrabeculares) • Trabéculas (fibras colágenas mineralizadas)
  • 87. Osso esponjoso cortado longitudinalmente.
  • 88. Sistema de Havers e osteócito Lamelas concênctricas canalículos Lacuna Osso Compacto Vaso linfático Canal medular Canais Haversianos Trabéculas do osso esponjoso Periósteo Canais de Volkmann Vasos sangüíneos Periósteo Canais de Havers Lacuna Osteócito
  • 89.
  • 90. Formação dos ossos Células mesenquimais Molde de cartilagem hialina Crescimento da cartilagem Depósito de cálcio na matriz Substituição da cartilagem mineralizada
  • 92.
  • 93. TECIDO SANGUÍNEO - HEMATOPOIESE Tecido mieloide Epífese
  • 95. SANGUE CÉLULAS – Elementos Figurados PLASMA MIELÓIDE Eritrócitos # Neutrófilo # Monócito = Macrófados - Glóbulos Vermelhos Leucócitos - Glóbulos Brancos # Eosinófilo Trombócitos - Plaquetas Sais Minerais Mol.Orgânicas
  • 96. Rico em matriz extracelular (plasma) Plasma = Sais minerais, água e Proteínas. CONSTITUIÇÃO DO SANGUE •PLASMA (55%) •ELEMENTOS FIGURADOS (45%) EM UM ADULTO ENCONTRA-SE DE 5,5L A 6L DE SANGUE
  • 97. FUNÇÕES DO TECIDO SANGUÍNEO •Transporte de gases, nutrientes e hormônios; •Defesa do organismo; •Termoregulação; •Equilíbrio hídrico. Origem do sangue: Interior do osso (medula óssea vermelha)
  • 98. MEDULA ÓSSEA VERMELHA Rico em células-tronco medulares que originam diversos tipos de células do sangue. As células-tronco medulares se originam de células Totipotentes.
  • 99. Diferenciações das células-tronco: CÉLULAS-TRONCO MIELÓIDES originam hemácia, plaquetas e glóbulos brancos(neutrófilos, basófilos, eosinófilos e monócitos) CÉLULAS-TRONCO LINFÓIDES originam glóbulos brancos (linfócitos)
  • 101. PLASMA Transporta proteínas, sais, hormônios, nutrientes, gases e excreções. Rico em albuminas, imunoglobulinas (anticorpos) e proteínas que atuam na coagulação sanguínea.
  • 102. HEMÁCIAS OU ERITRÓCITOS OU GLÓBULOS VERMELHOS Possui forma discóide; Apresenta hemoglobina; São anucleados em mamíferos; Homens= 5 milhões / mm3 Mulheres=4,5 milhões / mm3 Duração = +- 120 dias
  • 103.
  • 104. E O NÚCLEO? • Durante o processo evolutivo, os mamíferos elevaram sua temperatura corporal e desenvolveram a capacidade de mantê-la relativamente constante (homeotermia). Esse aumento da temperatura corporal foi acompanhado de um incremento da taxa metabólica e de uma exigência maior no transporte de oxigênio (O2). • Sendo o núcleo celular uma estrutura metabolicamente ativa, ele consome quantidades consideráveis de O2. Com a perda do núcleo, as hemácias dos mamíferos deixaram de utilizar oxigênio, tornando-se mais eficientes no transporte desse gás. As hemácias dos mamíferos, por não possuírem núcleo,não são rigorosamente células: portanto, o correto é dizer que elas 'duram', em vez de 'vivem', 120 dias.
  • 105. ANEMIA Diminuição do número de glóbulos vermelhos. CAUSAS Hemorragia, Doenças na medula óssea Deficiência de ferro Deficiência hereditária (siclemia ou anemia falciforme)
  • 106. LEUCÓCITOS (GLÓBULOS BRANCOS) Esféricas e nucleadas Existem cerca entre 5 e 10 mil glóbulos brancos / mm3 Atuam na defesa orgânica
  • 108. NEUTRÓFILOS Núcleos trilobados Representam 60% a 70% dos leucócitos Fagocitam bactérias e outros microrganismos. (capacidade de atravessar vasos)
  • 109. EOSINÓFILOS Núcleos bilobados. Representam 2% a 3% dos leucócitos. Fagocitam agentes estranhos que provocam reações alérgicas. toxinas
  • 110. BASÓFILOS Núcleo irregular Representam 0,5% a 1% dos leucócitos Liberam HISTAMINAS (Provocam a permeabilidade dos vasos sanguíneos facilitando a saída de anticorpos) Responsável pelo inchaço (edema) e vermelhidão (eritema). Liberam HEPARINA (Substância anticoagulante).
  • 111. MONÓCITOS Maiores células sanguíneas Representam 3% a 8% dos leucócitos Transformam-se em MACRÓFAGOS (atuam na fagocitose de microrganismos e de células mortas)
  • 112. LINFÓCITOS Núcleo arredondado Representam 20% a 30% dos leucócitos Produzem imunoglobulinas (anticorpos)
  • 114. PLAQUETAS (TROMBÓCITOS) São corpúsculos que surgem da fragmentação do MEGACARIÓCITO e agem na Coagulação! Número normal- 300 mil/ mm3
  • 115. Classificação dos leucócitos Granulócitos (apresentam grânulos no citoplasma) Agranulócitos (não apresentam grânulos no citoplasma) Neutrófilo Eosinófilo Basófilo Linfócito Monócito Característica geral Núcleo geralmente trilobulado. Núcleo bilobulado Grânulos citoplasmático s muito grandes, chegando a mascarar o núcleo Núcleo muito condensado, ocupando quase toda a célula Núcleo em forma de rim ou ferradura Função Fagocitar elementos estranhos ao organismo Fagocitar apenas determinados elementos. Em doenças alérgicas ou provocadas por parasitas intestinais há aumento do número dessas células Liberar heparina (anticoagulant e) e histamina (substância vasodilatadora liberada em processos alérgicos) Linfócitos T auxiliares ou células de “memória imunológica” orientam os linfócitos B na produção de anticorpos; linfócitos T supressores determinam o momento de parar a produção dos anticorpos; linfócitos T citotóxicos que produzem substâncias que mudam a permeabilidade das células invasoras (bactérias) ou de células cancerosas, provocando sua morte. Linfócitos B, que formarão os plasmócitos do tecido conjuntivo, são os responsáveis pela produção de anticorpos específicos no combate imunológico aos antígenos invasores. Fagocitar bactérias, vírus e fungos
  • 116. LINFÓIDE – TECIDO LINFÁTICO Formam órgãos linfáticos Células efetoras Timo Baço Gânglios Linfócitos B Linfócitos T
  • 118.
  • 119. Histologia Animal • Tecido Muscular: – Células alongadas denominadas Fibras Musculares; – Capacidade de contração (gasto de energia) e relaxamento; – Sarcoplasma (Citoplasma) com Miofibrilas de natureza protéica (Actina e Miosina).
  • 120. Tecido muscular é também classificado do seguinte modo: • Tecido muscular esquelético – encontra-se fixo aos ossos e movimenta o esqueleto, é estriado, apresentando alternadamente faixas claras e escuras ao microscópio e, é voluntário – contrai-se e relaxa-se por controlo consciente. • Tecido muscular liso – encontra-se nas paredes das estruturas internas ocas, como os vasos sanguíneos, o estômago e os intestinos. É liso não apresentando estrias e é involuntário – os seus movimentos são independentes do nosso comando consciente. • Tecido muscular cardíaco – forma a maior parte da parede do coração; é estriado mas com estrias muito mais afastadas entre si que no tecido muscular esquelético; é involuntário – o coração bate segundo determinado ritmo, independente da nossa vontade.
  • 121. • Figura: Tipos de Músculos.
  • 122. • Foto à Esquerda: Tecido Muscular Liso. • Foto à Direita: Tecido Muscular Cardíaco. • Foto Central: Tecido Muscular Estriado Esquelético.
  • 123.
  • 124.
  • 125. Estrutura de uma Miofibrila: • Feixes protéicos sobrepostos de Actina e Miosina. • Unidade estrutural: Sarcômero. • Teoria dos Filamentos Deslizantes para a Contração Muscular: deslizamento das fibras de Actina sobre as de Miosina (com gasto de energia e de sais minerais como Ca++, Mg++ e K+).
  • 126.
  • 128. Energia para a Contração Muscular: • Fonte primária de energia: ATP (Respiração Celular ou Fermentação Láctica). • Reposição imediata do ATP: Creatina- Fosfato ou CP. • Reserva energética primária: Glicogênio (polissacarídeo de reserva animal encontrado nos músculos). • Reserva energética secundária: Lipídios (Gorduras).
  • 129. • Figura Superior: Metabolismo Energético da Contração Muscular. • Figura à Esquerda: Estrutura do ATP. • Figura à Direita: Contração Muscular.
  • 133. Tecido muscular e a Placa motora
  • 134. TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELETICO – ESTRIAS e BANDAS
  • 136. Teoria dos Filamentos Deslizantes de Huxley
  • 137.
  • 138.
  • 139. O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições. O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições.
  • 140. Composição do Sistema Nervoso • Os tecidos nervosos são compostos por células e todos os seus processos, juntamente com células de sustentação, chamadas de neuroglia. Certos processos das células nervosas são de especial importância, são as fibras nervosas, que irão compor os nervos. A substância cinzenta é composta de corpos de neurônios, enquanto que a branca é composta de axônios e a cor branca reflete a gordura, bainha de mielina que envolve o axônio.
  • 141. Divisão Partes Funções Gerais Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Encéfalo e Medula Espinhal Nervos e gânglios Processamento e Integração de informações Condução de informações entre órgão receptores de estímulos, o SNC e órgãos efetores (músculos, por ex.) Organização do Sistema Nervoso Humano
  • 142. ESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIOESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIOESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIOESTRUTURA BÁSICA DO NEURÔNIO CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR NúcleoNúcleoNúcleoNúcleo DENDRITOSDENDRITOSDENDRITOSDENDRITOS AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO Bainha deBainha deBainha deBainha de mielinamielinamielinamielina Célula deCélula deCélula deCélula de SchwannSchwannSchwannSchwann AxônioAxônioAxônioAxônio Bainha deBainha deBainha deBainha de mielinamielinamielinamielina Nódulo deNódulo deNódulo deNódulo de RanvierRanvierRanvierRanvier 142
  • 143. Corpo celular – núcleo e maioria das organelas citoplasmáticas Dendritos – ramificações do corpo celular. Função: captar estímulos Axônio – maior prolongamento. Presença de vesículas com neurotransmissores na porção terminal Bainha de Mielina – células de Schwann que se enrolam no axônio. Isolante elétrico Nódulo de Ranvier – regiões do axônio não recobertas por bainha
  • 144. CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOSCLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOSCLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOSCLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS DENDRITOSDENDRITOSDENDRITOSDENDRITOS CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR CORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULARCORPO CELULAR DENDRITOSDENDRITOSDENDRITOSDENDRITOS Direção da conduçãoDireção da conduçãoDireção da conduçãoDireção da condução AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO AXÔNIOAXÔNIOAXÔNIOAXÔNIO NEURÔNIO SENSORIALNEURÔNIO SENSORIALNEURÔNIO SENSORIALNEURÔNIO SENSORIAL (SENSITIVOS(SENSITIVOS(SENSITIVOS(SENSITIVOS----AFERENTES)AFERENTES)AFERENTES)AFERENTES) NEURÔNIONEURÔNIONEURÔNIONEURÔNIO ASSOCIATIVOASSOCIATIVOASSOCIATIVOASSOCIATIVO (MISTOS)(MISTOS)(MISTOS)(MISTOS) NEURÔNIO MOTORNEURÔNIO MOTORNEURÔNIO MOTORNEURÔNIO MOTOR (EFERENTES)(EFERENTES)(EFERENTES)(EFERENTES) 144
  • 145. CONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIA Potencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de Ação Condução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatória MielinaMielinaMielinaMielina AxônioAxônioAxônioAxônio 145
  • 147. TECIDO NERVOSO – ANATOMIA DO NERVO Epineuro Neurofibras
  • 148. ORIGEM E PROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSO
  • 149. • Células como as células nervosas e musculares, são excitáveis, isto é, capazes de auto gerar impulsos eletroquímicos em suas membranas e, na maioria dos casos, utilizar esses impulsos para a transmissão de sinais ao longo de membranas. • A origem desses potenciais é uma distribuição assimétrica de íons, especialmente de Na+, K+ , Cl-
  • 150. + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + ++ + + + + + + + + + + + + + + _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ - - - - - - - + + + + + - - - - - - - + + + + + - - - - - - - + + + + + PROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSOPROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSOPROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSOPROPAGAÇÃO DO IMPULSO NERVOSO Potencial de repousoPotencial de repousoPotencial de repousoPotencial de repouso: diferença de potencial entre a superfície externa e: diferença de potencial entre a superfície externa e: diferença de potencial entre a superfície externa e: diferença de potencial entre a superfície externa e interna, mantida pela Bomba Na/Kinterna, mantida pela Bomba Na/Kinterna, mantida pela Bomba Na/Kinterna, mantida pela Bomba Na/K Potencial de açãoPotencial de açãoPotencial de açãoPotencial de ação: inversão (despolarização) do potencial de repouso,: inversão (despolarização) do potencial de repouso,: inversão (despolarização) do potencial de repouso,: inversão (despolarização) do potencial de repouso, ocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/Kocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/Kocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/Kocasionado pela mudança temporária de permeabilidade aos íons Na/K
  • 151. O POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSOO POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSOO POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSOO POTENCIAL DE MEMBRANA NO IMPULSO NERVOSO Potencial de açãoPotencial de açãoPotencial de açãoPotencial de ação Limiar Tudo ou nada
  • 152. CONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIACONDUÇÃO SALTATÓRIA Potencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de Ação Condução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatóriaCondução saltatória MielinaMielinaMielinaMielina AxônioAxônioAxônioAxônio
  • 153. Uma vez gerado, o potencial de açâo propaga-se em direção ao terminal axônico.
  • 154. CONDUÇAO OU PROPAGAÇAO DO IMPULSO NERVOSO
  • 155.
  • 156. POTENCIAL DE AÇAO NAS FIBRAS MIELINIZADAS Nas fibras mielinizadas o PA só se desenvolve nos nodos de Ranvier. Sob a bainha não há canais de sódio e de potássio voltagem dependentes. Consequência: aumento na velocidade de condução do impulso nervoso
  • 157. Sinapse: local deSinapse: local deSinapse: local deSinapse: local de comunicação entrecomunicação entrecomunicação entrecomunicação entre neurônios ou entreneurônios ou entreneurônios ou entreneurônios ou entre neurônios e outras célulasneurônios e outras célulasneurônios e outras célulasneurônios e outras células (músculos, por ex.)(músculos, por ex.)(músculos, por ex.)(músculos, por ex.) MIOFIBRILAMIOFIBRILAMIOFIBRILAMIOFIBRILA MITOCÔNDRIASMITOCÔNDRIASMITOCÔNDRIASMITOCÔNDRIAS NeurotransmissoresNeurotransmissoresNeurotransmissoresNeurotransmissores Fenda SinápticaFenda SinápticaFenda SinápticaFenda Sináptica Vesículas SinápticasVesículas SinápticasVesículas SinápticasVesículas Sinápticas Potencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de AçãoPotencial de Ação AxônioAxônioAxônioAxônio ProteínasProteínasProteínasProteínas receptorasreceptorasreceptorasreceptoras SINAPSE QUÍMICASINAPSE QUÍMICASINAPSE QUÍMICASINAPSE QUÍMICA Neurotransmissores:Neurotransmissores:Neurotransmissores:Neurotransmissores: Acetilcolina, adrenalinaAcetilcolina, adrenalinaAcetilcolina, adrenalinaAcetilcolina, adrenalina Dopamina, serotoninaDopamina, serotoninaDopamina, serotoninaDopamina, serotonina
  • 158. Sinapse inibitóriaSinapse inibitóriaSinapse inibitóriaSinapse inibitória Dificultam o potencial deDificultam o potencial deDificultam o potencial deDificultam o potencial de açãoaçãoaçãoação Sinapse excitatóriaSinapse excitatóriaSinapse excitatóriaSinapse excitatória “facilitam” o potencial de“facilitam” o potencial de“facilitam” o potencial de“facilitam” o potencial de açãoaçãoaçãoação Transferindo informações dos neurônios para outras célulasTransferindo informações dos neurônios para outras célulasTransferindo informações dos neurônios para outras célulasTransferindo informações dos neurônios para outras células
  • 159. DEPENDÊNCIA DEDEPENDÊNCIA DEDEPENDÊNCIA DEDEPENDÊNCIA DE DROGAS E A SINAPSEDROGAS E A SINAPSEDROGAS E A SINAPSEDROGAS E A SINAPSE 1.NEUROTRANSMISSORES1.NEUROTRANSMISSORES1.NEUROTRANSMISSORES1.NEUROTRANSMISSORES SÃO REABSORVIDOS NASSÃO REABSORVIDOS NASSÃO REABSORVIDOS NASSÃO REABSORVIDOS NAS SINAPSES NORMAISSINAPSES NORMAISSINAPSES NORMAISSINAPSES NORMAIS 2.AS MOLÉCULAS DA2.AS MOLÉCULAS DA2.AS MOLÉCULAS DA2.AS MOLÉCULAS DA DROGA IMPEDEM ADROGA IMPEDEM ADROGA IMPEDEM ADROGA IMPEDEM A REABSORÇÃO EREABSORÇÃO EREABSORÇÃO EREABSORÇÃO E PROVOCAM APROVOCAM APROVOCAM APROVOCAM A SUPERESTIMULAÇÃO DASUPERESTIMULAÇÃO DASUPERESTIMULAÇÃO DASUPERESTIMULAÇÃO DA MEMBRANA PÓSMEMBRANA PÓSMEMBRANA PÓSMEMBRANA PÓS---- SINÁPTICASINÁPTICASINÁPTICASINÁPTICA 3.O NÚMERO DE3.O NÚMERO DE3.O NÚMERO DE3.O NÚMERO DE RECEPTORESRECEPTORESRECEPTORESRECEPTORES DIMINUEDIMINUEDIMINUEDIMINUE 4.A SINAPSE É MENOS4.A SINAPSE É MENOS4.A SINAPSE É MENOS4.A SINAPSE É MENOS SENSÍVEL APÓS ASENSÍVEL APÓS ASENSÍVEL APÓS ASENSÍVEL APÓS A RETIRADA DA DROGARETIRADA DA DROGARETIRADA DA DROGARETIRADA DA DROGA Vesícula SinápticaVesícula SinápticaVesícula SinápticaVesícula Sináptica ReceptorReceptorReceptorReceptor DrogaDrogaDrogaDroga TransportadorTransportadorTransportadorTransportador
  • 160. Sinapses: transmissão do impulso nervoso entre células Um impulso é transmitido de uma célula a outra através das sinapses (do grego synapsis, ação de juntar). A sinapse é uma região muito próxima entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. Estas células podem ser tanto outros neurônios como células sensoriais, musculares ou glandulares.
  • 161. • As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas. • Na maioria das sinapses nervosas, as membranas das células que fazem sinapses estão muito próximas, mas não se tocam. Há um pequeno espaço entre as membranas celulares (o espaço sináptico ou fenda sináptica). • Quando os impulsos nervosos atingem as extremidades do axônio da célula pré-sináptica, ocorre liberação, nos espaços sinápticos, de substâncias químicas denominadas neurotransmissores ou mediadores químicos, que tem a capacidade de se combinar com receptores presentes na membrana das célula pós-sináptica, desencadeando o impulso nervoso. Esse tipo de sinapse, por envolver a participação de mediadores químicos, é chamado sinapse química.
  • 162.
  • 164. A R C O R E F L E X O É uma resposta do Sistema Nervoso a um estímulo, qualitativamente invariável, involuntária, de importância fundamental para a postura e locomoção do animal e para examinar clinicamente o Sistema Nervoso. É a unidade Fisiológica do Sistema Nervoso http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso5.asp#reflexo COMPONENTES BASICOS - Todos os arcos reflexos contem 5 componentes básicos necessários para sua função normal. 1 - RECEPTOR - captam alguma energia ambiental e a transformam em Potencial de Ação (EX: luz na retina, calor, frio e pressão na pele; estiramento pelos receptores do fuso muscular) 2 - NERVO SENSORIAL - Conduz o P.A. do receptor até a sinápse no SNC entrando na medula pela raiz dorsal. 3 - SINAPSE - podendo ser monossinaptica ou polissinaptica 4 - NERVO MOTOR - conduz o P.A. do SNC para o órgão efetuador saindo da medula pela raiz ventral. Transforma um impulso elétrico em ação mecânica. 5 - ORGAO ALVO OU EFETUADOR - normalmente é um músculo **** Os reflexos podem ser usados para avaliar clinicamente o Sistema Nervoso, pois quando se testa um reflexo, em verdade se está testando seus componentes básicos.
  • 165. COMO FUNCIONA • Os neurônios sensitivos de nossa pele captam o estímulo e a conduzem através do nervo aferente ou sensitivo até a medula ou até o encéfalo. • Nestes centros coordenadores, o impulso passa através de sinapses para o nervo eferente ou motor, que esta ligado aos músculos, realizando a ação
  • 166. ARCO REFLEXO • Ato reflexo: – ação involuntária rápida, – consciente ou não – visa uma proteção ou adaptação do organismo, quando este recebe um estímulo periférico • Arco reflexo é o conjunto das estruturas que atuam no ato reflexo.
  • 167. ESTRUTURAS DO ARCO REFLEXO
  • 168. ARCO REFLEXO • Receptores cutâneos ou mucosas: • nervo aferente ou sensitivo • centro nervoso ou coordenador (medula ou encéfalo) • nervo eferente ou motor • órgão efetuador (glândula ou músculo).
  • 169. EXEMPLOS • redução rápida do diâmetro da pupila por contração do músculo da íris, • piscar, quando se aproxima algum objeto do olho • contração da perna por ocasião de uma pancada no joelho;
  • 170. REFLEXO PATELAR • quando o tendão localizado abaixo da patela é percutido suavemente com um pequeno martelo de borracha, a perna flexiona • Informações: – funcionamento do nervo sensitivo, – sua conexão com a medula espinhal – o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai até os músculos da perna. • circuito completo, desde o joelho até a medula espinhal e retorna à perna, sem que haja envolvimento do cérebro