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Freixo de Espada à Cinta - setembro de 1850
Lisboa - julho de 1923
Formou- se em Direito na Universidade de
Coimbra.
Foi funcionário público e deputado.
Começou uma escrita poética intensiva com o
objetivo, através da crítica, de renovar a
sociedade portuguesa.
Mais tarde, regressou à política com a
implantação da República, sendo nomeado
Ministro de Portugal em Berna.
(…)
1874
1879
1885
1890
1892
1896
1903
1904
1920
in “Poesias Dispersas”
(Vendo-a dormir)
Que alma intacta e delicada!
Que argila pura e mimosa!
É a estrela d’alvorada
Dentro dum botão de rosa!
E, enquanto dormes tranquila,
Vejo o divino esplendor
Da alma a sair da argila,
Da estrela a sair da flor!
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E eu, urze má das encostas,
Eu sinto o dever sagrado
De te beijar – de mãos postas!
De te abençoar – ajoelhado!
Este poema refere-se à filha do sujeito poético e como este a vê.
Figuras de Estilo:
• Metáfora;
• Paralelismo de Construção;
• Adjetivação;
• Personificação;
7 silabas métricas
Redondilha Maior
Que alma intacta e delicada!
Que argila pura e mimosa!
É a estrela d’alvorada
Dentro dum botão de rosa!
a
a
b
b
E, enquanto dormes tranquila,
Vejo o divino esplendor
Da alma a sair da argila,
Da estrela a sair da flor!
c
c
d
d
ABAB/CDCD/EFEF/GIGI
Cruzada
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Cruzada
Cruzada
Este poema refere-se ao sorriso e alegria da filha do sujeito que
provoca no mesmo um mar de sensações.
Figuras de Estilo:
• Metáfora;
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10 silabas métricas- Decassílabo
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Filha, quando sorris, iluminas a casa
Dum celeste esplendor.
A alegria é na infância o que na ave é asa
E perfume na flor.
a
a
b
b
Ó doirada alegria, ó virgindade santa
Do sorriso infantil!
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c
d
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Guerra Junqueiro

  • 1.
  • 2.
  • 3. Freixo de Espada à Cinta - setembro de 1850 Lisboa - julho de 1923 Formou- se em Direito na Universidade de Coimbra.
  • 4. Foi funcionário público e deputado. Começou uma escrita poética intensiva com o objetivo, através da crítica, de renovar a sociedade portuguesa. Mais tarde, regressou à política com a implantação da República, sendo nomeado Ministro de Portugal em Berna.
  • 5.
  • 7. in “Poesias Dispersas” (Vendo-a dormir) Que alma intacta e delicada! Que argila pura e mimosa! É a estrela d’alvorada Dentro dum botão de rosa! E, enquanto dormes tranquila, Vejo o divino esplendor Da alma a sair da argila, Da estrela a sair da flor! Anjos, no azul inocente, Sobre o teu hálito leve Desdobram candidamente, Em pálido, asas de neve… E eu, urze má das encostas, Eu sinto o dever sagrado De te beijar – de mãos postas! De te abençoar – ajoelhado!
  • 8. Este poema refere-se à filha do sujeito poético e como este a vê.
  • 9. Figuras de Estilo: • Metáfora; • Paralelismo de Construção; • Adjetivação; • Personificação;
  • 11. Que alma intacta e delicada! Que argila pura e mimosa! É a estrela d’alvorada Dentro dum botão de rosa! a a b b E, enquanto dormes tranquila, Vejo o divino esplendor Da alma a sair da argila, Da estrela a sair da flor! c c d d ABAB/CDCD/EFEF/GIGI Cruzada Cruzada Cruzada Cruzada
  • 12. Este poema refere-se ao sorriso e alegria da filha do sujeito que provoca no mesmo um mar de sensações.
  • 13. Figuras de Estilo: • Metáfora; • Adjetivação; • Personificação; • Hipérbole
  • 14. 10 silabas métricas- Decassílabo 6 silabas métricas- Hexassílabo 12 silabas métricas- Alexandrino
  • 15. Filha, quando sorris, iluminas a casa Dum celeste esplendor. A alegria é na infância o que na ave é asa E perfume na flor. a a b b Ó doirada alegria, ó virgindade santa Do sorriso infantil! Quando o teu lábio ri, filha, a minha alma canta Todo o poema de Abril. c c d d ABAB/CDCD/EFEF/GIGI Cruzada Cruzada Cruzada Cruzada

Notas do Editor

  1. Influências: Baudelaire, Victor Hugo e Michelet.
  2. Influências: Baudelaire, Victor Hugo e Michelet.
  3. Influências: Baudelaire, Victor Hugo e Michelet.