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Unicastelo

Universidade Camilo Castelo Branco

 Faculdade de Ciências Empresariais
Curso de Administração: Habilitação Empresas




  GLOBALIZAÇÃO E INTERNET




             Amarildo J. Souza

               Andréa Costa

                Carlos Pires

               Débora Lima

             Fabiana Mendonça



                São Paulo

                   2003
Amarildo J. Souza

         Andréa Costa

         Carlos Pires

         Débora Lima

       Fabiana Mendonça




GLOBALIZAÇÃO E INTERNET




                      Trabalho da Disciplina Tópicos Especiais de
                      Administração,    Habilitação    Empresas,
                      desenvolvido á pedido do Profº Damião.




          São Paulo

             2003
Participantes do Grupo: 5º Adm. A


Amarildo J. de Souza
Andréa Costa Santos
Carlos Pires
Débora Ap. de Lima Souza
Fabiana Mendonça




                           Avaliação do Professor:




                           __________________________
                           __________________________
                           __________________________
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                           __________________________
                           __________________________




                       SÃO PAULO - 2003
“Quem é cego? O homem que não pode ver um novo mundo”..

                                             (pensamento indiano)
Sumário




Introdução………………………………....….…………...................………….....6

1. Globalização e a Internet.............................................................................7

2. A revolução da Informação..........................................................................8

3. As Faces da Globalização. .........................................................................9

4. Os Resultados em Escala Mundial..............................................................9

5. A Necessidade do Aperfeiçoamento..........................................................10

6. É Possível Democratizar a Informação......................................................11

7. Pontos Negativos.......................................................................................12

8. Pontos Positivos.........................................................................................13

9. Considerações Finais.................................................................................14

10. Bibliografia..................................................................................................15
Introdução


      Neste trabalho mostraremos o conjunto de transformações na ordem política,
econômica e social que vem acontecendo nas ultimas décadas. Com a chegada da
globalização, ocorreu á integração dos mercados, passou a ocorrer á difusão
conhecimento com grande velocidade, formando uma aldeia global, através do
advento da Internet.

      Os aspectos da Globalização e o crescimento da Internet, em nosso meio são
mais que uma revolução tecnológica é a transformação completa de tudo que é está
em nossa volta. Sem dúvida, trouxe muitas facilidades e progresso, mas também
deixou muitas pessoas á margem deste gigantesco processo.

       A apresentação constante das imagens e das idéias, assim como, a sua
transmissão rápida, até mesmo de um continente para outro, tem conseqüências
simultaneamente positivas e negativas, no desenvolvimento psicológico moral e
social das pessoas, na estrutura e funcionamento da sociedade.
1. Globalização e a Internet


      Essas palavras, tão em moda nos dias atuais resumem o que está
acontecendo pelo mundo afora, em todos os segmentos da atividade humana.

      A globalização, como estamos vendo agora, é um processo de aceleração
capitalista, num ritmo jamais visto, em que o produtor vai comprar matéria-prima em
qualquer lugar do mundo onde ela seja mais barata e melhor. Instala a fábrica nos
países onde a mão-de-obra fique mais em conta, não importa se no Vietnã ou na
Guatemala. De qualquer lugar, a mercadoria pode ser vendida para o mundo inteiro.

      O entrelaçamento econômico entre as nações, teve seu inicio nos primórdios
da humanidade, quando o homem começou a viajar pelo mundo, em busca de
artigos para suprir suas necessidades, mas sempre progrediu em marcha lenta.
Com o desenvolvimento da computação, sistemas de comunicação e a internet, este
processo passou a acontecer na velocidade da luz.

      A globalização é um fenômeno com ramificações industriais, de prestação de
serviços, comerciais ou financeiras. Através de um processo dinâmico e continuo,
envolve a integração dos mercados, dos países e da tecnologia com rapidez, custo
baixo e grande confiabilidade. Em pouco tempo caíram fronteiras e fomos inseridos
em uma “aldeia global”.

      O desemprego é um drama nacional dos países mais pobres, que perdem
com a desvalorização das matérias-primas que exportam e o atraso tecnológico. A
globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham muito, outros
ganham menos, outros perdem.

      Exigem-se menores custos de produção e maior tecnologia. A mão-de-obra
menos qualificada é descartada. A globalização está concentrando renda, os países
ricos ficam mais ricos, e os pobres mais pobres. Apesar de todo desenvolvimento
econômico alcançado e o aumento do bem estar do povo, proporcionando a
satisfação das necessidades básicas, as desigualdades não puderam ser
minimizadas.
2. A Revolução da Informação


      A Internet, a rede global de computadores que já tem mais de 60 milhões de
usuários conectados em todo mundo, está fazendo mais pela globalização da
sociedade, da economia e da cultura do que todos os outros meios. A história
humana apresenta duas grandes e fundamentais mudanças: a primeira se deu com
o surgimento da agricultura, que pode ser chamada de “Revolução Agrícola”, a
alguns milênios antes da Era Cristã; a segunda foi a “Revolução Industrial”, iniciada
em 1776, com a invenção da máquina a vapor.

      Estes dois episódios, na história da civilização foram dois passos importantes
para o progresso da humanidade. No primeiro caso, o homem deixa de ser uma
criatura nômade, errante, fixando-se em um determinado local. Foi nesse momento
que se criaram às raízes da sociedade humana como a concebemos hoje. A
Revolução Industrial, por sua vez, teve como principal conseqüência à substituição
do serviço artesanal pela produção em massa das fabricas.

      Agora, neste exato momento, estamos diante de uma terceira mudança, que
pode ser chamada de “Revolução da Informação”, ou “Revolução da Comunicação”.
Com o rápido avanço da tecnologia, das comunicações, da informática e,
principalmente da telemática, o mundo se transformou em uma “aldeia global”.

      A possibilidade de acesso imediato e praticamente sem nenhuma restrição as
informações importantes, das mais variadas áreas do conhecimento humano, em
qualquer lugar do mundo, começou gradativamente a moldar parâmetros iguais em
regiões muito diversas entre si. As regras de gerenciamento de negócios em
grandes empresas mudaram muito, uma vez que se viram obrigadas a se adaptarem
ao modelo vigente na maioria das empresas do resto do mundo, pois só assim
poderiam competir com as outras que já haviam se adaptado ou estava no meio do
processo.

      Com isso, os funcionários dessas empresas também têm de se reciclar,
recorrendo a cursos técnicos de aprimoramento. Novos equipamentos exigem
intenso aprendizado e formação de instrutores aptos a passar esse conhecimento de
forma rápida e confiável, pois a velocidade das mudanças não permite perda de
tempo.
3. As Faces da Globalização


      O mundo globalizado apresenta três características importantes:


      •   Aceleração capitalista no campo financeiro. O volume de empréstimos
          internacionais de médio e longo prazo feitos pelo capital privado cresceu
          muito nos últimos anos.

      •   O processo de globalização na indústria. Tomem-se as dez maiores
          corporações mundiais. Metade dos prédios, máquinas e laboratórios
          desses grupos e mais da metade de seus funcionários estão em unidades
          fora do país de origem.

      •   A globalização e o consumidor. Há algumas décadas, ele usava produtos
          nacionais. Hoje, não compra exatamente produtos de um país estrangeiro.
          O que ele consome em número cada vez maior é o produto sem pátria,
          sem carteira de identidade, sem sotaque identificável.



      4. Os Resultados em Escala Mundial


      Segundo relatório das Nações Unidas sobre o desenvolvimento humano,
revela um quadro bastante negativo no período de 1990 a 1995, período este que
podemos relacionar com os primeiros resultados do processo de globalização. Os
dados apontam um aumento do nível de pobreza pelo mundo. Antes se concentrava
na América Latina, no sul da Ásia e na África. Hoje, sabemos que os países da
Europa Oriental e os da antiga União Soviética engrossam a lista dos excluídos. Até
os países ricos viram o índice de pobreza subir de forma alarmante. O desemprego
alcançou níveis iguais aos dos anos 30, e a desigualdade de renda cresceu de
maneira assustadora.

      O mercado tornou-se mais agressivo com a globalização da economia. O
capital estrangeiro entrou no Brasil. O monopólio agoniza. O governo brasileiro lança
uma política de privatização, para tentar vencer as mudanças impostas.
As empresas brasileiras, para se tornarem competitivas e sobreviver nesta
economia globalizada, tiveram de introduzir modificações em suas estratégias de
competição e crescimento. Muitas desapareceram, as que sobreviveram tiveram que
passar por mudanças drásticas, para não fechar suas portas. O desemprego em
nosso país aumenta a cada dia.



      5. A Necessidade do Aperfeiçoamento


      O novo paradigma tecnológico trouxe novas exigências quanto aos atributos
dos trabalhadores e requer maior preparo e educação permanentes para o
desempenho de funções que estão em constante mudança. Este novo paradigma,
surgido a partir do emprego de novas técnicas organizacionais e da automação, é
uma característica dos dias atuais. Sem dúvida, este novo modelo está associado à
aceleração da evolução e mudança dos métodos de trabalho, pressionados pela
necessidade de novos produtos e de se imprimir qualidade até mesmo como
requisito de sobrevivência.

      Mais e mais empresas estão descobrindo o valor da informação para seus
negócios. Estão buscando e aprendendo a utilizar informações sobre o ambiente
interno e externo, sobre ameaças e oportunidades. Estão, enfim, preocupadas em
ter o maior conhecimento possível sobre dados e fatos do seu contexto empresarial.



      Em um modelo econômico globalizado, cresce a exigência para que as
empresas cumpram requisitos técnicos e tecnológicos em relação à qualidade de
seus serviços e produtos, à preservação do meio ambiente e à segurança no
trabalho. O atual processo requer o uso adequado da informação como insumo para
a tomada de decisões e a utilização de modernas tecnologias de informação para
permitir o acesso mais rápido, no sentido de possibilitar que os dados sejam
empregados no momento oportuno.
6. É possível Democratizar a Informação?



      A sociedade da informação pode se transformar em um espaço mais desigual
do que nós poderíamos esperar, correndo o risco de se fechar em feudos, onde
prevalecerão os interesses dos mais ricos, ávidos em obter grandes lucros, impondo
o prejuízo aos mais pobres, ou agora chamados excluídos da era digital.

      A Internet permite a disponibilização de dados e informações a qualquer
momento e por qualquer pessoa ou instituição. Este fato ocasiona um mundo de
informações colocadas de forma desorganizada e conseqüentemente de difícil
recuperação. Possibilita ainda que grupos possam juntar-se e criar sites com
informações organizadas, com valor agregado, estratégico e disponível "a quem
puder pagar por elas".

      A capacidade de pagar pelas ligações e pelos serviços de informação varia
muito entre os usuários, principalmente nos países em desenvolvimento. Pode surgir
daí um problema social em potencial. A facilidade para aqueles que têm acesso à
Internet buscar novas oportunidades, estendendo suas redes pessoais de maneira
mais eficiente do que aqueles que não têm acesso. Esses usuários já tendem a vir
de famílias de renda mais alta, com educação universitária, á partir disso, pode se
esperar que o abismo entre os níveis de renda continuará a aprofundar-se a uma
taxa extremamente acelerada.

      A globalização dos negócios internacionais, a privatização dos meios de
comunicação e os direitos de propriedade intelectual estarão nas mãos de grupos
poderosos. Isto é o que poderá acontecer, se não forem estabelecidas estratégias
em defesa dos direitos dos usuários e em salvaguardas dos valores de grupos,
instituições e até de regiões desfavorecidas, agora à mercê deste (suposto)
feudalismo informacional.



           7. Pontos Negativos


      Quando se fala em globalização, tende-se a destacar os aspectos da
produção de riquezas e do consumo. Isso é apenas o primeiro resultado da
mudança. Ela ainda está em seu início, porém alguns aspectos negativos, já podem
ser apontados:

   •   A primeira denuncia é de que a globalização econômica está decepando os
       empregos também em escala global e num ritmo igualmente veloz. No fim da
       linha, dizem os críticos, haverá uma crise social de proporções nunca vistas.

   •   Os efeitos perversos dessa liberalização provocam perda da capacidade do
       Estado de levantar recursos, via tributos e impostos, para atender as
       demandas cada vez mais urgentes não somente das massas, mas também
       das classes médias angustiadas pelo desemprego, custo e baixa qualidade
       da educação, falta de segurança e deterioração generalizada da qualidade de
       vida.

   •   Surge a figura do desemprego estrutural, que é um processo cruel, porque as
       fabricas robotizadas não precisam mais de tantos operários e os escritórios
       informatizados podem dispensar a maioria de seus datilógrafos, contadores e
       gerentes. Este tipo de desemprego é diferente daquele provocado por uma
       crise ou recessão econômica, onde ao passar das turbulências as empresa
       voltam a contratar, e neste novo cenário, a vaga simplesmente deixa de
       existir.

   •   Outra nota ruim da globalização está no desaparecimento das fronteiras
       nacionais. Os governos não conseguem mais deter os movimentos do capital
       internacional. Por isso, seu controle da política econômica interna está se
       esgarçando.

   •   Há uma perda de controle sobre a produção e comercialização de tecnologia,
       coisa que, nos tempos da Guerra Fria, seria impensável. Naquela época, a
       tecnologia estava ligada a soberania dos países.



       8. Pontos Positivos


       A    globalização   surge   como    condição    subjetiva   fundamental       das
transformações estruturais em direção a um mundo solidário, pacífico e de
cooperação entre os povos, para superar os antagonismos e conflitos decorrentes
da competição entre economias nacionais. Neste contexto, podemos apontar alguns
dos seus pontos positivos:

   •   Em longo prazo a globalização tende a proporcionar condições favoráveis ao
       desenvolvimento sustentável e a democratização política, permitindo também
       o equacionamento e a solução racional de problemas que transbordam as
       fronteiras geográficas dos países.

   •   Barateamento e a melhoria dos serviços de telefonia e a popularização da
       internet e dos canais de televisão por assinatura permitindo a integração entre
       pontos distantes do planeta (revolução tecnocientifica).

   •   Abandono gradativo das barreiras tarifárias, que protege a produção dos
       países da concorrência estrangeira e se abre ao fluxo internacional de bens,
       serviços e capitais.

   •   A globalização financeira estimula o crescimento econômico porque viabiliza
       o financiamento rápido de projetos de investimentos. Mas, ao mesmo tempo,
       é um elemento desestabilizador.
9. Considerações Finais


       O fenômeno da globalização, no qual estamos vivendo é um processo
irreversível e que ainda tem muito para evoluir. Trouxe consigo muitas mudanças e
facilidades, que já fazem parte do cotidiano de muitas pessoas. Para alguns muitos
benefícios, para outros a exploração do capital humano. A Internet, este
extraordinário veiculo de comunicação de duas vias, agregou conhecimento e
facilitou o intercambio de informações, transformando o mundo em uma “aldeia
global”.

       Sendo assim, somos a favor de todos aspectos em que a globalização
contribui para a extinção de fronteiras e ampliação de direitos, oportunidades e
conhecimento. Em contra partida, devemos repensar e repudiar os aspectos em que
leva ao domínio econômico ou cultural totalitário de uns sobre os outros, a privação
da liberdade e das oportunidades, ao desrespeito, aos direitos das minorias e a
extinção de culturas.

       Acreditamos que é a Internet, se bem utilizada, pode oferecer uma
contribuição extremamente valiosa para a vida humana, promovendo a prosperidade
e a paz e o crescimento cultural, além da compreensão recíproca entre os povos e
as nações.

       A globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham
muito, outros ganham menos e outros perdem. Na verdade exige menores custos de
produção e maior tecnologia. O problema não é só individual, é um drama nacional
dos países mais pobres, que perde com a desvalorização e atraso tecnológico.

       Caberá aos novos administradores, organizar fórmulas para gerir esta onda
de transformações pela qual passamos, de maneira que ela possa contribuir para o
crescimento do nosso país, sem deixar de lado as necessidades básicas de cada
um e uma distribuição justa de benefícios para todos.
10. Bibliografia


BANAS, Geraldo. Globalização – A Vez do Brasil?. Editora Malkron Books

do Brasil, 2ª Ed, São Paulo, 1996.

NAISBITT, John. Paradóxo Global. Editora Campus, 2ª Edição, São Paulo,

1994.

Folha do Estado de São Paulo, Caderno Especial, São Paulo, 2 de novembro

de 1997, páginas de 1 a 12.

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Globalização e internet unicastelo

  • 1. Unicastelo Universidade Camilo Castelo Branco Faculdade de Ciências Empresariais Curso de Administração: Habilitação Empresas GLOBALIZAÇÃO E INTERNET Amarildo J. Souza Andréa Costa Carlos Pires Débora Lima Fabiana Mendonça São Paulo 2003
  • 2. Amarildo J. Souza Andréa Costa Carlos Pires Débora Lima Fabiana Mendonça GLOBALIZAÇÃO E INTERNET Trabalho da Disciplina Tópicos Especiais de Administração, Habilitação Empresas, desenvolvido á pedido do Profº Damião. São Paulo 2003
  • 3. Participantes do Grupo: 5º Adm. A Amarildo J. de Souza Andréa Costa Santos Carlos Pires Débora Ap. de Lima Souza Fabiana Mendonça Avaliação do Professor: __________________________ __________________________ __________________________ __________________________ __________________________ __________________________ SÃO PAULO - 2003
  • 4. “Quem é cego? O homem que não pode ver um novo mundo”.. (pensamento indiano)
  • 5. Sumário Introdução………………………………....….…………...................………….....6 1. Globalização e a Internet.............................................................................7 2. A revolução da Informação..........................................................................8 3. As Faces da Globalização. .........................................................................9 4. Os Resultados em Escala Mundial..............................................................9 5. A Necessidade do Aperfeiçoamento..........................................................10 6. É Possível Democratizar a Informação......................................................11 7. Pontos Negativos.......................................................................................12 8. Pontos Positivos.........................................................................................13 9. Considerações Finais.................................................................................14 10. Bibliografia..................................................................................................15
  • 6. Introdução Neste trabalho mostraremos o conjunto de transformações na ordem política, econômica e social que vem acontecendo nas ultimas décadas. Com a chegada da globalização, ocorreu á integração dos mercados, passou a ocorrer á difusão conhecimento com grande velocidade, formando uma aldeia global, através do advento da Internet. Os aspectos da Globalização e o crescimento da Internet, em nosso meio são mais que uma revolução tecnológica é a transformação completa de tudo que é está em nossa volta. Sem dúvida, trouxe muitas facilidades e progresso, mas também deixou muitas pessoas á margem deste gigantesco processo. A apresentação constante das imagens e das idéias, assim como, a sua transmissão rápida, até mesmo de um continente para outro, tem conseqüências simultaneamente positivas e negativas, no desenvolvimento psicológico moral e social das pessoas, na estrutura e funcionamento da sociedade.
  • 7. 1. Globalização e a Internet Essas palavras, tão em moda nos dias atuais resumem o que está acontecendo pelo mundo afora, em todos os segmentos da atividade humana. A globalização, como estamos vendo agora, é um processo de aceleração capitalista, num ritmo jamais visto, em que o produtor vai comprar matéria-prima em qualquer lugar do mundo onde ela seja mais barata e melhor. Instala a fábrica nos países onde a mão-de-obra fique mais em conta, não importa se no Vietnã ou na Guatemala. De qualquer lugar, a mercadoria pode ser vendida para o mundo inteiro. O entrelaçamento econômico entre as nações, teve seu inicio nos primórdios da humanidade, quando o homem começou a viajar pelo mundo, em busca de artigos para suprir suas necessidades, mas sempre progrediu em marcha lenta. Com o desenvolvimento da computação, sistemas de comunicação e a internet, este processo passou a acontecer na velocidade da luz. A globalização é um fenômeno com ramificações industriais, de prestação de serviços, comerciais ou financeiras. Através de um processo dinâmico e continuo, envolve a integração dos mercados, dos países e da tecnologia com rapidez, custo baixo e grande confiabilidade. Em pouco tempo caíram fronteiras e fomos inseridos em uma “aldeia global”. O desemprego é um drama nacional dos países mais pobres, que perdem com a desvalorização das matérias-primas que exportam e o atraso tecnológico. A globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham muito, outros ganham menos, outros perdem. Exigem-se menores custos de produção e maior tecnologia. A mão-de-obra menos qualificada é descartada. A globalização está concentrando renda, os países ricos ficam mais ricos, e os pobres mais pobres. Apesar de todo desenvolvimento econômico alcançado e o aumento do bem estar do povo, proporcionando a satisfação das necessidades básicas, as desigualdades não puderam ser minimizadas.
  • 8. 2. A Revolução da Informação A Internet, a rede global de computadores que já tem mais de 60 milhões de usuários conectados em todo mundo, está fazendo mais pela globalização da sociedade, da economia e da cultura do que todos os outros meios. A história humana apresenta duas grandes e fundamentais mudanças: a primeira se deu com o surgimento da agricultura, que pode ser chamada de “Revolução Agrícola”, a alguns milênios antes da Era Cristã; a segunda foi a “Revolução Industrial”, iniciada em 1776, com a invenção da máquina a vapor. Estes dois episódios, na história da civilização foram dois passos importantes para o progresso da humanidade. No primeiro caso, o homem deixa de ser uma criatura nômade, errante, fixando-se em um determinado local. Foi nesse momento que se criaram às raízes da sociedade humana como a concebemos hoje. A Revolução Industrial, por sua vez, teve como principal conseqüência à substituição do serviço artesanal pela produção em massa das fabricas. Agora, neste exato momento, estamos diante de uma terceira mudança, que pode ser chamada de “Revolução da Informação”, ou “Revolução da Comunicação”. Com o rápido avanço da tecnologia, das comunicações, da informática e, principalmente da telemática, o mundo se transformou em uma “aldeia global”. A possibilidade de acesso imediato e praticamente sem nenhuma restrição as informações importantes, das mais variadas áreas do conhecimento humano, em qualquer lugar do mundo, começou gradativamente a moldar parâmetros iguais em regiões muito diversas entre si. As regras de gerenciamento de negócios em grandes empresas mudaram muito, uma vez que se viram obrigadas a se adaptarem ao modelo vigente na maioria das empresas do resto do mundo, pois só assim poderiam competir com as outras que já haviam se adaptado ou estava no meio do processo. Com isso, os funcionários dessas empresas também têm de se reciclar, recorrendo a cursos técnicos de aprimoramento. Novos equipamentos exigem intenso aprendizado e formação de instrutores aptos a passar esse conhecimento de forma rápida e confiável, pois a velocidade das mudanças não permite perda de tempo.
  • 9. 3. As Faces da Globalização O mundo globalizado apresenta três características importantes: • Aceleração capitalista no campo financeiro. O volume de empréstimos internacionais de médio e longo prazo feitos pelo capital privado cresceu muito nos últimos anos. • O processo de globalização na indústria. Tomem-se as dez maiores corporações mundiais. Metade dos prédios, máquinas e laboratórios desses grupos e mais da metade de seus funcionários estão em unidades fora do país de origem. • A globalização e o consumidor. Há algumas décadas, ele usava produtos nacionais. Hoje, não compra exatamente produtos de um país estrangeiro. O que ele consome em número cada vez maior é o produto sem pátria, sem carteira de identidade, sem sotaque identificável. 4. Os Resultados em Escala Mundial Segundo relatório das Nações Unidas sobre o desenvolvimento humano, revela um quadro bastante negativo no período de 1990 a 1995, período este que podemos relacionar com os primeiros resultados do processo de globalização. Os dados apontam um aumento do nível de pobreza pelo mundo. Antes se concentrava na América Latina, no sul da Ásia e na África. Hoje, sabemos que os países da Europa Oriental e os da antiga União Soviética engrossam a lista dos excluídos. Até os países ricos viram o índice de pobreza subir de forma alarmante. O desemprego alcançou níveis iguais aos dos anos 30, e a desigualdade de renda cresceu de maneira assustadora. O mercado tornou-se mais agressivo com a globalização da economia. O capital estrangeiro entrou no Brasil. O monopólio agoniza. O governo brasileiro lança uma política de privatização, para tentar vencer as mudanças impostas.
  • 10. As empresas brasileiras, para se tornarem competitivas e sobreviver nesta economia globalizada, tiveram de introduzir modificações em suas estratégias de competição e crescimento. Muitas desapareceram, as que sobreviveram tiveram que passar por mudanças drásticas, para não fechar suas portas. O desemprego em nosso país aumenta a cada dia. 5. A Necessidade do Aperfeiçoamento O novo paradigma tecnológico trouxe novas exigências quanto aos atributos dos trabalhadores e requer maior preparo e educação permanentes para o desempenho de funções que estão em constante mudança. Este novo paradigma, surgido a partir do emprego de novas técnicas organizacionais e da automação, é uma característica dos dias atuais. Sem dúvida, este novo modelo está associado à aceleração da evolução e mudança dos métodos de trabalho, pressionados pela necessidade de novos produtos e de se imprimir qualidade até mesmo como requisito de sobrevivência. Mais e mais empresas estão descobrindo o valor da informação para seus negócios. Estão buscando e aprendendo a utilizar informações sobre o ambiente interno e externo, sobre ameaças e oportunidades. Estão, enfim, preocupadas em ter o maior conhecimento possível sobre dados e fatos do seu contexto empresarial. Em um modelo econômico globalizado, cresce a exigência para que as empresas cumpram requisitos técnicos e tecnológicos em relação à qualidade de seus serviços e produtos, à preservação do meio ambiente e à segurança no trabalho. O atual processo requer o uso adequado da informação como insumo para a tomada de decisões e a utilização de modernas tecnologias de informação para permitir o acesso mais rápido, no sentido de possibilitar que os dados sejam empregados no momento oportuno.
  • 11. 6. É possível Democratizar a Informação? A sociedade da informação pode se transformar em um espaço mais desigual do que nós poderíamos esperar, correndo o risco de se fechar em feudos, onde prevalecerão os interesses dos mais ricos, ávidos em obter grandes lucros, impondo o prejuízo aos mais pobres, ou agora chamados excluídos da era digital. A Internet permite a disponibilização de dados e informações a qualquer momento e por qualquer pessoa ou instituição. Este fato ocasiona um mundo de informações colocadas de forma desorganizada e conseqüentemente de difícil recuperação. Possibilita ainda que grupos possam juntar-se e criar sites com informações organizadas, com valor agregado, estratégico e disponível "a quem puder pagar por elas". A capacidade de pagar pelas ligações e pelos serviços de informação varia muito entre os usuários, principalmente nos países em desenvolvimento. Pode surgir daí um problema social em potencial. A facilidade para aqueles que têm acesso à Internet buscar novas oportunidades, estendendo suas redes pessoais de maneira mais eficiente do que aqueles que não têm acesso. Esses usuários já tendem a vir de famílias de renda mais alta, com educação universitária, á partir disso, pode se esperar que o abismo entre os níveis de renda continuará a aprofundar-se a uma taxa extremamente acelerada. A globalização dos negócios internacionais, a privatização dos meios de comunicação e os direitos de propriedade intelectual estarão nas mãos de grupos poderosos. Isto é o que poderá acontecer, se não forem estabelecidas estratégias em defesa dos direitos dos usuários e em salvaguardas dos valores de grupos, instituições e até de regiões desfavorecidas, agora à mercê deste (suposto) feudalismo informacional. 7. Pontos Negativos Quando se fala em globalização, tende-se a destacar os aspectos da produção de riquezas e do consumo. Isso é apenas o primeiro resultado da
  • 12. mudança. Ela ainda está em seu início, porém alguns aspectos negativos, já podem ser apontados: • A primeira denuncia é de que a globalização econômica está decepando os empregos também em escala global e num ritmo igualmente veloz. No fim da linha, dizem os críticos, haverá uma crise social de proporções nunca vistas. • Os efeitos perversos dessa liberalização provocam perda da capacidade do Estado de levantar recursos, via tributos e impostos, para atender as demandas cada vez mais urgentes não somente das massas, mas também das classes médias angustiadas pelo desemprego, custo e baixa qualidade da educação, falta de segurança e deterioração generalizada da qualidade de vida. • Surge a figura do desemprego estrutural, que é um processo cruel, porque as fabricas robotizadas não precisam mais de tantos operários e os escritórios informatizados podem dispensar a maioria de seus datilógrafos, contadores e gerentes. Este tipo de desemprego é diferente daquele provocado por uma crise ou recessão econômica, onde ao passar das turbulências as empresa voltam a contratar, e neste novo cenário, a vaga simplesmente deixa de existir. • Outra nota ruim da globalização está no desaparecimento das fronteiras nacionais. Os governos não conseguem mais deter os movimentos do capital internacional. Por isso, seu controle da política econômica interna está se esgarçando. • Há uma perda de controle sobre a produção e comercialização de tecnologia, coisa que, nos tempos da Guerra Fria, seria impensável. Naquela época, a tecnologia estava ligada a soberania dos países. 8. Pontos Positivos A globalização surge como condição subjetiva fundamental das transformações estruturais em direção a um mundo solidário, pacífico e de cooperação entre os povos, para superar os antagonismos e conflitos decorrentes
  • 13. da competição entre economias nacionais. Neste contexto, podemos apontar alguns dos seus pontos positivos: • Em longo prazo a globalização tende a proporcionar condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável e a democratização política, permitindo também o equacionamento e a solução racional de problemas que transbordam as fronteiras geográficas dos países. • Barateamento e a melhoria dos serviços de telefonia e a popularização da internet e dos canais de televisão por assinatura permitindo a integração entre pontos distantes do planeta (revolução tecnocientifica). • Abandono gradativo das barreiras tarifárias, que protege a produção dos países da concorrência estrangeira e se abre ao fluxo internacional de bens, serviços e capitais. • A globalização financeira estimula o crescimento econômico porque viabiliza o financiamento rápido de projetos de investimentos. Mas, ao mesmo tempo, é um elemento desestabilizador.
  • 14. 9. Considerações Finais O fenômeno da globalização, no qual estamos vivendo é um processo irreversível e que ainda tem muito para evoluir. Trouxe consigo muitas mudanças e facilidades, que já fazem parte do cotidiano de muitas pessoas. Para alguns muitos benefícios, para outros a exploração do capital humano. A Internet, este extraordinário veiculo de comunicação de duas vias, agregou conhecimento e facilitou o intercambio de informações, transformando o mundo em uma “aldeia global”. Sendo assim, somos a favor de todos aspectos em que a globalização contribui para a extinção de fronteiras e ampliação de direitos, oportunidades e conhecimento. Em contra partida, devemos repensar e repudiar os aspectos em que leva ao domínio econômico ou cultural totalitário de uns sobre os outros, a privação da liberdade e das oportunidades, ao desrespeito, aos direitos das minorias e a extinção de culturas. Acreditamos que é a Internet, se bem utilizada, pode oferecer uma contribuição extremamente valiosa para a vida humana, promovendo a prosperidade e a paz e o crescimento cultural, além da compreensão recíproca entre os povos e as nações. A globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham muito, outros ganham menos e outros perdem. Na verdade exige menores custos de produção e maior tecnologia. O problema não é só individual, é um drama nacional dos países mais pobres, que perde com a desvalorização e atraso tecnológico. Caberá aos novos administradores, organizar fórmulas para gerir esta onda de transformações pela qual passamos, de maneira que ela possa contribuir para o crescimento do nosso país, sem deixar de lado as necessidades básicas de cada um e uma distribuição justa de benefícios para todos.
  • 15. 10. Bibliografia BANAS, Geraldo. Globalização – A Vez do Brasil?. Editora Malkron Books do Brasil, 2ª Ed, São Paulo, 1996. NAISBITT, John. Paradóxo Global. Editora Campus, 2ª Edição, São Paulo, 1994. Folha do Estado de São Paulo, Caderno Especial, São Paulo, 2 de novembro de 1997, páginas de 1 a 12.