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UNIRUNIR
Análise do Livro
Gestão Socioambiental Estratégica
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO
Mestrado 2014
Docente
Carlos André Da Silva Müller, Dr
Disciplina
Organização da Produção Sustentável
Discentes
Daiane Oliveira Medeiros
Fernando Alves da Silva
Maximiliano Barroso Bonfá
Paulo Roberto Meloni Monteiro
UNIRUNIR
GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA
UNIR
Nos últimos anos, as
organizações têm sofrido
pressões de todas as ordens. A
concorrência está cada vez
mais acirrada, as margens de
lucro estão diminuindo, o nível
de exigência dos clientes está
aumentando e, dependendo da
condição econômica da
organização, o acesso a
tecnologias de ponta está se
tornando muito oneroso.
PREFÁCIO
UNIR
INTRODUÇÃO
• Até quase o final do século XX, a gestão ambiental e a
gestão social eram vistas como custo: despesas
necessárias para que as organizações atendessem à
legislação.
• Em 1998, cerca de 60 representantes dos mais diversos
grupos de interesse de cinco continentes, reunidos sob
os auspícios do Conselho Organizacional Mundial para o
Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), lançaram, na
Holanda, as bases do conceito de Responsabilidade
Social Corporativa (RSC).
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INTRODUÇÃO
• Responsabilidade Social Corporativa (RSC)
– O foco é a promoção da atuação organizacional ética.
– Necessidade de mostrar ao empresário a importância de seu papel na promoção da qualidade
de vida da comunidade que o cerca.
– É importante integrar a RSC ao planejamento estratégico das organizações pois iniciativas
ligadas à prática de voluntariado, gestão ambiental, marketing verde, respeito aos
empregados, fornecedores e clientes, dentre outras práticas, indicam uma tendência em
direção à cidadania corporativa.
Responsabilidade social [socioambiental] corporativa é o comprometimento
permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e contribuir para
o desenvolvimento económico, melhorando, simultaneamente, [a qualidade
ambiental] e a qualidade de vida de seus empregados, de suas famílias, da
comunidade local e da sociedade como um todo. (WBCSD)
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PARTE I
A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E O
MACROAMBIENTE
UNIRUNIR
PARTE I - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E 0 MACROAMBIENTE
Capitulo 1 - O Macroambiente E Suas
Variáveis
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Macroambiente
A gestão socioambiental estratégica (GSE) de uma organização consiste na
inserção da variável socioambiental ao longo de todo o processo gerencial
de planejar, organizar, dirigir e controlar, utilizando-se das funções que
compõem esse processo gerencial, bem como das interações que ocorrem
no ecossistema do mercado, visando a atingir seus objetivos e metas da
forma mais sustentável possível.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Macroambiente
não é possível analisar a poluição de um rio apenas do ponto de vista
ambiental, pois a poluição do rio causa também problemas sociais e
econômicos quando mata o peixe que alimenta o pescador, afasta o turista
que usufruía daquela área, provoca doenças nas comunidades que se
abastecem daquela água, etc.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Macroambiente
O macroambiente é um sistema aberto, que se comunica com o ambiente externo,
e suas variáveis (económica, tecnológica, ambiente natural, demográfica,
sociocultural, político-legal e competitiva) interagem a todo momento e geram
novas oportunidades e ameaças para pessoas e organizações.
• Enfrentar a constante mutação dos diversos ambientes ou variáveis.
• Quanto mais rápida for a adaptação das organizações ao seu ambiente externo, melhor
para sua sobrevivência.
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CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Macroambiente
O macroambiente é o retrato de uma economia globalizada, na qual
determinadas variáveis não atuam de forma independente
Variáveis
Econômica Tecnológica
Ambiente Natural Demográfica
Sociocultural Político-Legal
Competitiva
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CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Análise Ambiental
Grau de Complexidade
Simples Complexo
GraudeMudança
Dinâmico
Poucos fatores ambientais
Fatores Semelhantes
Fatores em mudanças constante
Muitos fatores ambientais
Fatores diferentes
Fatores em mudança constante
Estável
Poucos fatores ambientais
Fatores semelhantes
Fatores mudando raramente
Muitos fatores ambientais
Fatores diferentes
Fatores mudando raramente
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Análise Ambiental
Tendências
São as variações no ambiente externo, lentas ou rápidas, mas persistentes, que podem afetar
de forma leve ou profunda os negócios ou atividades da organização, de seus clientes, dos
fornecedores ou da sociedade em geral.
Descontinuidade
São mudanças bruscas no ambiente da organização que ocorrem em curtíssimo espaço de
tempo.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Análise Ambiental
Os ciclos de Kondratieff
As inovações tecnológicas
satisfazem as necessidades
humanas e incrementam a
economia
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Análise Ambiental
Oportunidades, Ameaças, Forças e Fraquezas
• Análise SWOT
Oportunidades: oferecem um potencial favorável à organização e são fatores externos previsíveis que
poderão afetar positivamente as suas atividades.
Ameaças: são as principais circunstâncias desfavoráveis ou impedimentos à posição atual ou futura da
organização. São fatores externos previsíveis, que poderão afetar negativamente as atividades.
Forças: são os recursos ou aptidões que fazem com que a organização suplante os concorrentes. São
todas as características positivas que favorecem a organização no cumprimento dos seus propósitos.
Fraquezas: são características negativas que prejudicam a organização no cumprimento de seus
propósitos.
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CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Econômica
O ambiente econômico trata da economia em geral, incluindo os ciclos de negócios,
renda do consumidor e padrões de consumo
Ciclos de negócios e padrões de gastos
Convém pesquisar se os clientes perceberão a implementação dessas medidas como um valor
agregado para os produtos ou serviços que estão adquirindo, e também se os clientes
aceitarão pagar um preço maior por tais produtos ou serviços, produzidos com um apelo
socioambiental estabelecido e forte.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Tecnológica
O conhecimento científico, a pesquisa, as invenções e as inovações que resultam em
bens e serviços novos ou aperfeiçoados constituem o ambiente tecnológico, que
deve ser alvo da análise ambiental
Tecnologia
É um conjunto de meios criados pelas pessoas para facilitar o esforço humano, devendo ser
vista como capacidades criadas.
Conhecimentos / Meios / Know-how
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CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Tecnológica
Tecnologias mais limpas (TML) são definidas como um conjunto de soluções
que começam a ser estabelecidas e disseminadas, por sua ampla utilização,
a fim de prevenir e resolver problemas ambientais.
As tecnologias mais limpas dependem de novas maneiras de pensar e agir
sobre os processos, produtos, serviços e formas gerenciais, em uma
abordagem mais holística
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Ambiente Natural
O ambiente natural e seus recursos constituem um dos chamados fatores de produção
Meio ambiente ou ambiente natural é condição sine qua non para a existência da vida no
planeta, salientamos que todos os seus elementos devem ser considerados como recursos
naturais.
• Renováveis (RNR) - é aquele que pode ser obtido de forma indefinida a partir de uma
mesma fonte. Os RNR podem não se alterar com o uso (energia direta solar, ventos, marés),
mas também podem esgotar-se, manter-se ou aumentar.
• Não-renováveis (RNNR) - possui uma quantidade finita, que poderá se esgotar se este for
continuamente explorado. Alguns RNNR podem se esgotar com o uso, mas podem ser mais
facilmente reutilizados e reciclados.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Ambiente Natural
Entende-se, assim, que o ambiente natural envolve recursos naturais disponíveis
para a organização ou que são afetados por ela em uma perspectiva organizacional.
O ar, a água, o solo, os minerais, as plantas e os animais podem fazer parte do
ambiente natural de uma organização, sendo ou não utilizados por ela para
produzir bens ou serviços. A capacidade de fornecer bens e serviços pode ser
influenciada também pelo clima. Além disso, as atividades da organização podem
afetar o ambiente natural, gastando ou repondo recursos, ou ainda aumentando
ou reduzindo a poluição.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Ambiente Natural
Disponibilidade de recursos
O preço cobrado por um produto pode estar relacionado à disponibilidade de determinados
recursos naturais.
Quando a oferta de recursos é limitada, vender uma quantidade menor do produto, mas
por um preço mais alto.
0 demarketing, ou antimarketing, constitui-se na manipulação do marketing mix para
desmotivar, e não para estimular a demanda por determinado produto ou serviço.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Ambiente Natural
Responsabilidade com o ambiente natural e o marketing verde
O marketing verde ou ambiental não se limita à promoção de produtos que tenham alguns
atributos verdes, como aqueles que são recicláveis, naturais e com baixo consumo de energia,
pois, para ser ambientalmente responsável, a organização deve, antes de tudo, organizar-se
para ser socioambientalmente responsável em todas as suas atividades.
As organizações que praticam o marketing verde procuram mostrar que seus produtos
causam menor ou nenhum dano ao meio ambiente
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Ambiente Natural
Dada a demanda por produtos “verdes”, é tentador anunciar que os produtos de
uma organização são benéficos ao ambiente natural. Porém, alegações exageradas
ou vagas, que podem em um primeiro momento iludir os clientes, tornam-se
desastrosas a médio e longo prazo. Um exemplo disso são as declarações publicadas
em algumas embalagens, que apresentam os produtos como “amigos da natureza”
ou afirmam que estes “protegem o meio ambiente” sem quaisquer justificativas.
Esses anúncios estão sendo denunciados como “lavagem verde”, e podem ser
enquadrados como propaganda enganosa, caso estejam infringindo alguma
regulamentação.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Demográfica
O tamanho e o crescimento da população, sua distribuição geográfica e densidade
são fatores que afetam o ambiente natural.
A demografia ajuda a identificar padrões de diversidade e lida com variáveis como localização
geográfica, idade, raça, sexo e níveis de renda e de instrução, entre outras.
Alertamos que as questões relacionadas ao ambiente demográfico não devem ser vistas apenas como um
mercado em potencial, e sim como uma oportunidade de despertar o consumidor para o consumo
consciente, ou seja, sustentável.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Sociocultural
Está relacionado com o conjunto de manifestações culturais, valores, costumes e
crenças que se refletem no comportamento e no modo de vida das comunidades
Os valores centrais são altamente persistentes, já os valores secundários são mais suscetíveis a
mudar e forçar mudanças nos planejamentos estratégicos das organizações.
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Sociocultural
Responsabilidade socioambiental empresarial (RSE)
É o conjunto de ações socioambientais desenvolvidas por uma determinada empresa, que visam a
identificar e minimizar os possíveis impactos negativos resultantes de sua atuação, bem como
desenvolver ações para construir uma imagem positiva, fortalecendo as condições favoráveis aos
negócios da empresa.
É a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os
públicos com os quais ela se relaciona e também pelo estabelecimento de metas empresariais
compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e
culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das
desigualdades sociais. (Instituto Ethos).
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Sociocultural
Questões éticas
Ética refere-se aos princípios e valores morais que governam o modo como um indivíduo ou
grupo conduz suas atividades.
A decisão de adaptar-se ao chamado “padrão de conduta local” custou caro para
algumas empresas multinacionais
UNIR
CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS
Variável Político-Legal
Esse ambiente influencia as estratégias organizacionais por meio de leis,
regulamentações e pressões políticas
O organização deve servir seus clientes e atender às exigências dos governos federal, estadual e
municipal, assim como dos grupos de interesse especiais. Juntos esses componentes
constituem o ambiente político-legal.
O ambiente político-legal, portanto, envolve todo o processo legislativo de uma circunscrição
administrativa (blocos económicos, país, estado, município), cujas leis podem beneficiar ou
desfavorecer a implementação de programas como a GSE, dependendo das prioridades
estabelecidas em cada local.
UNIRUNIR
PARTE I - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E 0 MACROAMBIENTE
Capitulo 2 - Abordagens Relacionadas ao
Macroambiente
UNIR
Abordagens Relacionadas ao
Macroambiente
• Apresentamos abordagens relacionadas ao macroambiente.
• Nele existem forças chamadas de variáveis “incontroláveis”
• Por exemplo, na variável ambiente natural, as empresas estão
à mercê de furacões, tsunamis, terremotos etc.
• O que as organizações podem fazer é reagir contra essas
circunstâncias não instalando empresas em lugares sujeitos a
esse tipo de calamidade ou fazer investimentos elevados em
apólices de seguros.
UNIR
Abordagens Relacionadas ao
Macroambiente
• Entretanto, se a calamidade chegar, nada mais
poderá ser feito.
• Porém, existem variáveis que podem ser controladas
e que dependem mais do grau de conscientização da
organização em relação às questões ambientais.
UNIR
Evolução histórica das questões
ambientais
1950
Queda da
qualidade
de vida
1962
Raquel Carson
lançou Silent
Spring
(Primavera
Silenciosa)
1972
Clube de Roma
lança o
Relatório Limits
to Growth –
Sugeria o
crescimento
zero.
I Conferência
Mundial sobre
Meio Ambiente
- Estocolmo
Década de 1970
Década do
Controle
ambiental
1978
1º Selo
Ecológico –
Anjo Azul.
Lançado na
Alemanha
UNIR
Evolução histórica das questões
ambientais
Década de
1980
Legislações de
Controle da
poluição –
Final do tubo
1987
Protocolo de
Montreal – Bane uso
de CFC
Relatório da
Comissão Mundial
sobre o Meio
Ambiente e
Desenvolvimento -
Relatório Brundtland
1989
Convenção da
Basiléia
Proíbe o envio
de resíduos
1992
Conferência das
Nações Unidas
sobre o Meio
Ambiente e
Desenvolvimento
Cúpula da Terra
ou Rio 92
1997
Protocolo
de Kyoto
Redução
de emissão
de gazes
UNIR
Década de 1990
Percebeu-se uma mudança de
enfoque em relação à gestão
ambiental ou gestão ecoeficiente.
Otimização do Processo produtivo.
Entrada em vigor das normas britânicas BS
7750- Specification for Environmental
Management Systems (Especificação para
Sistemas de Gestão Ambiental),
Base para a elaboração de um sistema de
normas ambientais em nível mundial.
Constituem a série ISO 14000.
Difundiu-se o conceito de
ecodesign.
Produção mais sustentável.
Para as organizações, a questão ambiental
deixava de ser um tema problemático para se
tornar parte de uma solução maior: a
credibilidade da organização em relação à
sociedade por meio da qualidade e da
competitividade de seus produtos.
UNIR
Evolução histórica das questões
ambientais
• No século XXI, mais precisamente em 2002, ocorreu
a Cúpula Rio+10, em Joanesburgo, na África do Sul,
que procurou fazer uma avaliação dos resultados
obtidos nos dez anos que sucederam a Conferência
Rio 92.
UNIR
Desenvolvimento sustentável
• O relatório Nosso Futuro Comum é um marco no debate
sobre a interligação entre as questões ambientais e o
desenvolvimento.
• O relatório afirma que o crescimento econômico sem a
melhoria da qualidade de vida das pessoas e das
sociedades não pode ser considerado desenvolvimento.
• Mostra também que é possível alcançar maior
desenvolvimento sem destruir os recursos naturais,
conciliando o crescimento econômico com a conservação
ambiental.
UNIR
Desenvolvimento sustentável
• Nesse relatório, desenvolvimento sustentável é definido
como aquele que atende às necessidades do presente
sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras
atenderem às suas próprias necessidades.
• O conceito de desenvolvimento sustentável é composto
por três dimensões:
– Econômica
– Social
– Ambiental.
UNIR
O Relatório Brundtland procurou capturar os dois lados do desenvolvimento
econômico: Seres humanos e a Natureza.
Sistema político que assegure a efetiva participação dos cidadãos no processo decisório e que estimule
a atuação responsável;
Sistema econômico que seja capaz de gerar excedentes e know-how em bases confiáveis, de forma a
possibilitar o desenvolvimento sem degradação;
sistema social que possa resolver as tensões causadas por um desenvolvimento não-equilibrado e, que
estabeleça critérios para o crescimento populacional;
Sistema de produção que vise a preservar a origem dos recursos naturais, com aproveitamento mais
eficiente destes e dos resíduos gerados;
Sistema tecnológico que busque constantemente novas soluções, voltadas para a ecoeficiência dos
processos e produtos;
Sistema internacional que estimule cada vez mais padrões sustentáveis de comércio e financiamento,
gerando vantagens para as empresas;
Sistema administrativo que seja flexível e capaz de se auto-avaliar, em um processo de melhoria
contínua.
UNIR
Desenvolvimento sustentável
• A partir da definição de desenvolvimento sustentável
pelo Relatório Brundtland, em 1987, percebe-se que
tal conceito não diz respeito apenas ao impacto da
atividade econômica no meio ambiente, mas refere-
se, principalmente, às consequências dessa relação
na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade,
tanto presente quanto futura.
UNIR
Críticas à proposta de desenvolvimento
sustentável
• A proposta do desenvolvimento sustentável refere-se ao
desenvolvimento econômico, diferenciando-o de crescimento
econômico.
UNIR
Críticas à proposta de desenvolvimento
sustentável
• Enrique Rattner, por sua vez, defende a ideia de que
com o crescimento econômico não há redução de
pobreza, sobretudo quando se combina uma
distribuição desigual do produto social com um uso
predatório e devastador dos recursos naturais.
UNIR
Visões das correntes do pensamento
econômico sobre a questão ambiental
• Ignacy Sachs desenvolveu o conceito de
desenvolvimento ecologicamente sustentado ou
ecodesenvolvimento.
– “processo criativo de transformação do meio com a ajuda
de técnicas ecologicamente prudentes, concebidas em
função das potencialidades deste meio, impedindo o
desperdício dos recursos e cuidando para que estes sejam
empregados na satisfação das necessidades de todos os
membros da sociedade, dada a diversidade dos meios
naturais e dos contextos culturais”.
UNIR
• Consideram que a poluição é uma consequência do estilo de desenvolvimento econômico
da nossa sociedade e que existe a necessidade de uma relação harmônica e interativa entre
o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, sob pena de haver o comprometimento
dos recursos não renováveis do planeta.
Ecodesenvolvimentistas
• A poluição ambiental tem origem em uma falha no sistema de preços, que não reflete de
forma correta os danos causados a terceiros e ao meio ambiente quando da implantação de
uma indústria ou do aumento da produção, o que deveria ser resolvido por meio da
introdução de um mecanismo que possibilitasse a internalização monetária dessa
externalidade – a poluição.
Pigouvianos
• O estudo do meio ambiente está associado à incorporação das externalidades, que
aparecem porque certos tipos de recursos (o meio ambiente ou ambiente natural) têm
propriedade indefinida, permanecendo fora do mercado de fatores e não tendo preço
definido. Isso provoca sua não-consideração como recurso escasso e sua superutilização
pelos usuários.
Neoclássicos
• Pode ser definida como um campo transdisciplinar que estabelece relações entre os
ecossistemas e o sistema econômico. Agrega os estudos de ecologia e de economia,
viabilizando a extrapolação de suas concepções convencionais e procurando tratar a questão
ambiental de forma sistêmica e harmoniosa, com o objetivo de formular novos paradigmas.
É dinâmica, sistêmica e evolucionista. Foco é a relação do homem com a natureza e a
compatibilidade entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos.
Economistas
ecológicos
UNIR
• Historicamente, as teorias econômicas e de gestão ignoram as
limitações
• do ambiente natural.
• Uma visão econômica bem mais recente é a resource based view,
ou teoria dos recursos internos, que pretende aliar a prevenção da
poluição ao desenvolvimento sustentável.
• O enfoque principal dessa teoria é a crença de que a vantagem
competitiva pode ser sustentada somente se as capacidades
criadoras de vantagens estiverem apoiadas em recursos que não
podem ser facilmente copiados pelos competidores.
• “barreiras para imitação”.
Visões das correntes do pensamento
econômico sobre a questão ambiental
UNIR
Valor
econômico do
meio ambiente
UNIR
A relação homem-natureza segundo
diferentes visões de mundo
• As três principais análises do relacionamento
homem-natureza são o paradigma social dominante,
o ambientalismo radical e o ambientalismo
renovado.
UNIR
•Representa a visão tradicional de mundo da sociedade industrializada e do paradigma
econômico - o status quo.
•Expressa os princípios e objetivos econômicos neoclássicos - crescimento econômico
e lucro.
•Também sua relação com os fatores naturais, tratados como externalidades.
Paradigma
Social
Dominante
•Representa a visão de mundo daqueles que se opõem radicalmente ao paradigma
social dominante. O ambientalismo radical promove uma visão da biosfera e da
sociedade humana baseada nos princípios ecológicos do holismo, da abordagem
integrada, do equilíbrio da natureza, da diversidade, dos limites finitos e das
mudanças dinâmicas.
Ambientalismo
Radical
•Representa aqueles que se colocam em uma faixa intermediária entre a filosofia e a
prática ambiental.
•Uma modificação de valores antropocêntricos, a fim de incluir valores biocêntricos.
•É contrário à perspectiva do paradigma social dominante, e propõe uma abordagem
sistêmica, bem como a adoção de leis de conservação e de entropia da
termodinâmica nos cálculos da sustentabilidade ambiental
Ambientalismo
Renovado
Dentro do ambientalismo radical existem quatro
filosofias proeminentes: a ecologia profunda, a
ecologia espiritual, a ecologia social e o ecofeminismo,
Diferem principalmente em termos de ênfases e meios,
em vez de fins.
Ecofeminismo
Ecologia social
Ecologia espiritual
Ecologia profunda
A ecologia espiritual ou
transpessoal enfatiza, assim como a
ecologia profunda, a necessidade
de mudanças transformacionais na
consciência humana como pré-
requisito para mudanças nos níveis
físicos da existência.
ecologia profunda é uma perspectiva holística que
integra as dimensões biológica, psicológica e
espiritual, buscando a essência e os princípios de
interdependência e interação do ecossistema.
Existe um imperativo moral e ético de que os
homens têm uma obrigação de implementar (pelo
exemplo e pela ação direta) estas mudanças na
sociedade. Fritjof Capra pode ser considerado um
dos principais pensadores desta filosofia.
A ecologia social oferece a visão de uma ordem sociopolítica
reconstruída, baseada no “municipalismo libertário”, o que
implica um planejamento e um governo popular descentralizado
e biorregionalmente baseado em assentamentos humanos que
espelhem ecossistemas locais.
O ecofeminismo tem como questão
central pôr fim a todas as formas de
Opressão. O antídoto ecofeminista às
estruturas e processos sociais
exploradores é a justiça social, baseada
nos princípios do igualitarismo,
inclusividade, comunitarismo, tomada
de decisão consensual, cuidados
recíprocos e responsabilidade.
UNIR
Conservação x preservação ambiental
• Para que se compreenda a questão ambiental, é necessário
conhecer duas atitudes e posturas que dividem, filosoficamente, os
que se preocupam com o meio ambiente: a conservação e a
preservação ambiental.
• Preservação Ambiental é a proteção de um ecossistema da
destruição e de qualquer forma de dano ou degradação, assim
como de uma área geográfica ou de espécies animais e vegetais
ameaçadas de extinção, por meio de medidas legalmente
necessárias e de vigilância adequadas.
• Conservação Ambiental, é o aproveitamento controlado de bens e
recursos que constituem o ecossistema, em extensão e ritmo que
permitam sua recomposição, de forma induzida ou inteiramente
natural.
UNIR
Conservação x Preservação ambiental
• Há, ainda, o termo proteção ambiental, que significa o
ato de proteger.
• Esse termo tem sido utilizado por vários especialistas
englobando os demais termos, como preservação,
conservação, recuperação, etc. Portanto, conservar
implica manejar, usar com cuidado, e preservar é mais
restritivo, significa não usar ou não permitir qualquer
intervenção humana que tenha repercussões no
ambiente.
UNIR
Agenda 21
• Agenda 21
– Global
– Nacional
– Local
UNIR
Agenda 21 Global
• Este é um plano de ação global que se estende aos
âmbitos nacional e local, envolvendo governos e
sociedade civil em todas as áreas em que a ação
humana exerce impacto sobre o meio ambiente
UNIR
Agenda 21 Global
• A Agenda 21 buscou reunir e articular propostas para
iniciar a transição dos modelos de desenvolvimento
convencionais para modelos de sociedades sustentáveis.
• É a mais abrangente tentativa já realizada de orientar um
novo padrão de desenvolvimento para o século XXI, cujo
alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental, social
e econômica, perpassando por todas as suas ações
propostas.
UNIR
Agenda 21 Global
• 0 enfoque do processo de planejamento apresentado
com o nome de Agenda 21 não é restrito às questões
ligadas à preservação e conservação da natureza.
• É uma proposta que rompe com o desenvolvimento
dominante
• Dessa forma, a Agenda 21 considera estratégica a
geração de emprego e renda, a diminuição das
disparidades regionais e interpessoais de renda, as
mudanças nos padrões de produção e consumo, a
construção de cidades sustentáveis e a adoção de novos
modelos e instrumentos de gestão.
UNIR
Agenda 21 Brasileira
• Contempla a participação de diferentes níveis do
governo, do setor produtivo e da sociedade civil
organizada.
• No Brasil, foi criada por decreto do presidente da
República, em fevereiro de 1997, a Comissão de Políticas
de Desenvolvimento Sustentável (CPDS) e da Agenda 21
• Incluindo representantes:
– Governo e da
– Sociedade civil
UNIR
Linhas estratégicas
estruturadoras da
Agenda 21 Brasileira,
segundo as diferentes
dimensões da
sustentabilidade
UNIR
Agenda 21 local
• A Agenda 21 local é um instrumento de planejamento de
políticas públicas.
• Envolve a sociedade civil e o governo em um processo amplo
e participativo de consulta sobre os problemas ambientais,
sociais e econômicos locais.
• Devem ser considerados os seguintes princípios:
– 1. participação e cidadania;
– 2. respeito às comunidades e diferenças culturais;
– 3. integração;
– 4. melhoria do padrão de vida das comunidades;
– 5. diminuição das desigualdades sociais;
– 6. mudança de mentalidades.
UNIR
Rio+10
• As decisões tomadas na Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+10, em
Johanesburgo visaram a reforçar os compromissos de
todas as partes para que os objetivos da Agenda 21
Global sejam alcançados.
• O principal resultado da Rio+10 foi a geração de um
plano de implementação da Agenda 21 Global.
UNIR
Rio+10
1. Reduzir à metade a proporção das pessoas que não
têm acesso a água potável ou saneamento básico
até 2015;
2. Recuperação das áreas pesqueiras até 2015;
3. Reduzir a perda de biodiversidade até 2010;
4. Para 2020, usar e produzir produtos químicos de
forma que não agridam a saúde humana e o
ambiente natural.
UNIR
Educação ambiental
• Assume um caráter mais amplo
• Embasada na busca de um equilíbrio entre o homem
e o ambiente, com vistas à construção de um futuro
planejado sob uma lógica de desenvolvimento e
progresso (pensamento positivista).
• E a é ferramenta de educação para o
desenvolvimento sustentável.
• É importante salientar que a EA também deve fazer
parte do mundo organizacional
UNIR
Capitalismo natural
• Procura diminuir a lacuna que existe entre
desenvolvimento econômico e sustentabilidade
• Muitas vezes aparecem como aspectos dicotômicos
• Esta proposta desenvolve-se dentro dos marcos do
capitalismo, mas questiona o modelo de produção
capitalista.
• Trata-se de um conceito que deve ser conhecido e
analisado por quem está interessado em aumentar a
produtividade de uma organização e reduzir os
respectivos impactos ambientais.
UNIR
Capitalismo Natural
• É uma extensão da noção econômica de capital (meios de
produção) para a produção de bens e serviços ambientais.
• É um estoque
– Uma floresta
• Produz um fluxo de bens
– Árvores novas
• Serviços
– Sequestro de carbono, controle de erosão, habitat, fotossíntese,
manutenção da umidade e da vida do solo, manutenção do clima,
etc.).
UNIR
Capital Natural
• O capital natural pode ser dividido
• Renovável
• Não-renovável
– Combustíveis fósseis
• Compreende todos os recursos individuais conhecidos e
usados pela humanidade
– Água, os minérios, o petróleo, as árvores, os peixes, o solo, o ar, etc.
• Envolve os chamados sistemas vivos
– Savanas, os mangues, os estuários, os oceanos, os recifes de coral, as
áreas ribeirinhas, as tundras e as florestas tropicais,etc.
UNIR
Capitalismo
• O capitalismo é um sistema econômico, e não um sistema político.
• O capitalismo tradicional se define como a riqueza acumulada na
forma de investimentos, fábricas e equipamentos.
• Uma economia requer quatro tipos de capital para funcionar
adequadamente:
– Capital humano, na forma de trabalho e inteligência, cultura e
organização;
– Capital financeiro, que consiste em dinheiro, investimentos e instrumentos
monetários;
– Capital manufaturado, inclusive infra-estrutura, máquinas, ferramentas e
fábricas;
– Capital natural, constituído de recursos, sistemas vivos e os serviços do
ecossistema.
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Pressupostos do capitalismo natural
• O ambiente natural não é um fator de produção sem importância, mas “um invólucro que contém,
abastece e sustenta o conjunto da economia”.
• Os fatores limitantes do desenvolvimento econômico futuro são a disponibilidade e a
funcionalidade do capital natural.
• Os sistemas de negócio e de crescimento populacional mal concebidos ou mal projetados, assim
como os padrões dissipadores de consumo, são as causas primárias da perda do capital natural.
• O progresso econômico futuro tem melhores condições de ocorrer nos sistemas de produção e
distribuição democráticos baseados no mercado, nos quais todas as formas de capital sejam
plenamente valorizadas, inclusive o humano, o industrial, o financeiro e o natural.
• Uma das chaves do emprego mais eficaz das pessoas, do dinheiro e do ambiente natural é o
crescimento radical da produtividade dos recursos.
• O bem-estar humano é mais favorecido pela melhoria da qualidade e do fluxo da prestação de
serviços desejáveis do que pelo mero aumento do fluxo total de dólares.
• A sustentabilidade econômica e ambiental depende da superação das desigualdades globais de
renda e bem-estar material.
• Em longo prazo, o melhor ambiente para o comércio é oferecido pelos sistemas de governo
verdadeiramente democráticos.
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As Quatro Estratégias Do Capitalismo
Natural
• O capitalismo natural pode evitar a escassez,
perpetuar a abundância e estabelecer uma base
sólida para o desenvolvimento social
– Produtividade radical dos recursos;
– Biomimetismo;
– Economia de serviço e de fluxo;
– Investimento no capital natural.
A produtividade radical dos recursos
O uso mais efetivo dos recursos oferece três
significativas vantagens: em uma das extremidades da
cadeia de valor, desacelera seu esgotamento, na outra
extremidade da cadeia de valor, diminui a poluição e
fornece as bases para o crescimento do emprego em
atividades significativas em todo o mundo.
O estabelecimento de indicadores de performance,
baseados em padrões mundiais e adaptados à
realidade local, fomentariam a busca de novos
procedimentos, incentivando a inovação.
0 biomimetismo
A redução do uso dissipador de material - ou seja, a
eliminação da própria ideia de desperdício pode ser
obtida redesenhando-se os sistemas industriais em
linhas biológicas que modifiquem a natureza dos
processos industriais e materiais, possibilitando a
reciclagem constante do material em ciclos fechados
contínuos e, com muita frequência, a eliminação da
toxicidade.
Uma economia de serviço e de fluxo
Alteração fundamental na relação entre produtor e consumidor, ou seja, uma
transformação da economia de bens e aquisições em uma economia de
serviço e de fluxo. Essencialmente, a economia baseada em fluxo de serviços
econômicos pode proteger melhor os serviços do ecossistema do qual
depende. Isso acarretará uma nova percepção do valor: uma mudança da
aquisição de bens como medida de riqueza para uma economia em que a
recepção contínua de qualidade, utilidade e desempenho promova o bem-
estar.
Investimento no capital natural
Investir no capital natural é evitar a destruição do planeta, mediante
reinvestimentos na sustentação, na restauração e na expansão dos estoques
de capital natural. Dessa forma, é possível que a biosfera possa produzir mais
recursos naturais e, por consequência, serviços ambientais mais abundantes.
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PARTE II
A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E O
MICROAMBIENTE
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PARTE II - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E 0 MICROAMBIENTE
Capitulo 3 - 0 Microambiente e
Seus Atores
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PARTE II - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E 0 MICROAMBIENTE
Capitulo 4 – Abordagens Relacionadas ao
Microambiente
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PARTE III
A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E O AMBIENTE
INTERNO
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PARTE III - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E O AMBIENTE INTERNO
Capitulo 5 - 0 Ambiente Interno e
Suas Funções
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Gestão Socioambiental Estratégica
Relembramos que a GSE consiste na inserção da
variável socioambiental ao longo de todo o processo
gerencial de planejar, organizar, dirigir e controlar,
visando a que a organização atinja seus objetivos e
metas da maneira mais sustentável possível, por meio
de todas as funções que a compõem.
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Gestão Socioambiental Estratégica
O AMBIENTE INTERNO E SUAS FUNÇÕES
E no ambiente interno que a alta administração tem o
poder para implantar medidas, alterar processos e
desenvolver produtos. As funções descritas neste
capítulo poderão variar de uma organização para
outra, dependendo da complexidade de sua estrutura.
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Gestão Socioambiental Estratégia
Fonte:
Kotler e Armstrong, 1998
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Gestão Socioambiental Estratégica
•O Planejamento Estratégico tem como objetivo primordial proporcionar as bases necessárias
para as manobras que permitem que as organizações naveguem e perpetuem, mesmo dentro
de condições mutáveis e cada vez mais adversas em seu contexto de negócios;
•Além de ter essa capacidade de adaptação ao “ecossistema do mercado”, é necessário que a
organização seja proativa, que se antecipe ao futuro.
•É possível encontrar uma forma de “antecipar-se ao futuro”... “ter uma bola de cristal”... A
resposta está no planejamento estratégico... O autor relata que concorda com essa opinião e
apresenta a GSE..
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Gestão Socioambiental Estratégica
A Gestão Socioambiental Estratégica (GSE) é apresentada
como uma ferramenta oriunda do planejamento estratégico
com o objetivo de inserir a variável socioambiental como
tema central no momento da elaboração de uma
planejamento estratégico organizacional.
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Gestão Socioambiental Estratégica
As estratégias desenvolvidas na elaboração do planejamento
estratégico organizacional devem contemplar as questões sociais
e ambiental. Isto proporcionará a organização
 Ter maior coerência e coesão;
 Desenvolver objetivos claros;
 Inspiração para realizar mudanças profundas e significativas;
 Valorização do mercado e pelos colaboradores;
 Atingir sustentabilidade e sucesso a longo prazo;
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Gestão Socioambiental Estratégica
O papel dos profissionais, independentemente da área
funcional que esteja atuando, é de definir, cumprir e
aperfeiçoar esse planejamento.
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Gestão Socioambiental Estratégica
Como resultado a organização terá maior clareza sobre as
oportunidades e ameaças e devem identificar suas forças e
fraquezas.
Análise do
Macroambiente
Análise de
Microambiente
Análise do
Ambiente
Interno
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Gestão Socioambiental Estratégica
• Pelo conhecimento das forças e
fraquezas da organização que são
construídas as estratégias
corporativas e competitivas.
“Conhece-te a ti
mesmo”
Sócrates
• Pessoas com os quais convivemos
conseguem perceber mais
facilmente nossos problemas e
nossas folhas.
“Observe seus
inimigos”
Aristóteles
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Gestão Socioambiental Estratégica
A primeira tarefa para uma análise do ambiente interno é
elaborar uma lista ampla de forças e fraquezas da
organização e também dos pontos que precisam ser
melhorados.
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Gestão Socioambiental Estratégica
Não devemos esquecer que a variável socioambiental deve ser
uma driving force (força direcionadora) das intenções
estratégicas organizacionais, ou seja, uma força que orienta para
que a gestão socioambiental estratégica (GSE) seja efetivamente
implementada na organização.
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Gestão Socioambiental Estratégica
A GSE inicia com um diagnóstico de toda a organização,
avaliando-a globalmente.
Dessa forma, a organização é analisada, tendo em vista as
entradas de matérias-primas e insumos em geral, os processos
realizados, as saídas (resíduos, emissões e efluentes) e as
relações com seus stakeholders, tanto internos como externos,
a fim de configurar a questão social.
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Gestão Socioambiental Estratégica
Em seguida, é feita uma avaliação dos aspectos e impactos
ambientais e sociais mais significativos que a organização gera,
priorizando os setores ou processos que apresentaram os
maiores problemas...
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Gestão Socioambiental Estratégica
Para que a GSE seja efetivamente incorporada à estratégia da
organização, é importante analisar os diferentes papéis
desempenhados pelos departamentos e setores dessa
organização, buscando identificar as fontes dos problemas.
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Áreas ou funções organizacionais
Finanças
Pesquisa e
Desenvolvimento
Compras Custos
Contabilidade
Produção Qualidade
Recursos
Humanos
Marketing
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Gestão Socioambiental Estratégica
Todos esses grupos inter-relacionados formam o ambiente
interno e cada um deles tem papel importante no alcance dos
objetivos organizacionais.
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Gestão Socioambiental Estratégica
Alta
administração
Missão
Objetivos
Organizacionais
Decisões
Estratégias mais
amplas
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Gestão Socioambiental Estratégica
As políticas da organização podem ser discutidas nas diversas
instâncias da organização, mas a decisão final é do nível mais
alto da administração.
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Gestão Socioambiental Estratégica
As políticas da organização podem ser discutidas nas
diversas instâncias da organização, mas a decisão final é
do nível mais alto da administração.
A inter-relação entre os setores devem ser harmônicos, a
comunicação e a cooperação entre as funções.
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ALTA ADMINISTRAÇÃO
ORGANIZAÇÕES
• As organizações têm entendido a importância de uma
atuação mais responsável e preocupada com as
questões socioambientais e, paulatinamente, começam
a assumir seu papel nesse âmbito.
MUDANÇA..
• Mudamos nossa forma de pensar e agir se estivermos
certos de que isso é necessário. Só assim podemos
começar a falar em mudança, que é uma palavra chave
no processo de implementação de algo novo, como a
GSE, dentro de uma organização.
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A implementação de algo novo necessita de começar pela alta
administração ou ter o aval desta.
Alta Administração
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Alta Administração
Sabemos que resistências sempre ocorrem nas organizações quando
as rotinas e os métodos de trabalho são alterados.
Cabe à alta administração desencadear o processo de motivação dos
funcionários para a importância da preservação e conservação
ambiental, bem como dos aspectos sociais.
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Alta Administração assumindo a Liderança em um processo de
implementação de Gestão Ambiental.
Demonstrar
vontade de
mudar
Partilhar
metas com os
colaboradores
Analisar com
os
colaboradores
os principais
riscos
ambientais
Implementar
programas-
pilotos
Reconhecer
os esforços
dos
colaboradores
Colocar a
frente das
mudanças os
colaboradores
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Alta Administração
Estratégico
Tático
Operacional
A gestão socioambiental precisa ser integrada à missão das
organizações e perpassar os planejamentos estratégico,
tático e operacional, a fim de que deixe de ser apenas uma
filosofia bonita, mas sem aplicabilidade interna.
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Alta Administração
Estratégico
Tático
Operacional
Quando a questão socioambiental é inserida na gestão administrativa,
atingindo as mais altas esferas de decisão, ela passa a fazer parte do
planejamento estratégico, do desenvolvimento das atividades de
rotinas, da discussão dos cenários alternativos e, consequentemente,
da análise de sua evolução, gerando políticas, metas e planos de ação.
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A Função do Marketing e a GSE
UNIR
A Função do e a GSE
O marketing tem como função identificar as necessidades e
desejos do consumidor, determinar que mercados-alvo a
organização pode atender melhor, planejar produtos, serviços e
programas adequados para satisfazer a esses mercados,
convocando todos que participam da organização a pensar e
servir aos consumidores.
Philip Kotler
UNIR
FONTE: Kotler, 1998, p. 3.
UNIR
e a GSE
• Pressupõe a satisfação das necessidades e
desejos, mantendo ou melhorando o bem-
estar do consumidor e da sociedade.Marketing Social
• O marketing social é o pressuposto do
marketing verde. O campo de atuação do
marketing verde diz respeito a
organizações que buscam associara sua
imagem corporativa ou de marca a uma
ética socioambiental.
Marketing Social
UNIR
Marketing Social
Bem-estar do ser
humano
(Sociedade)
Satisfação dos
Consumidores
Lucro