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A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA NA GESTÃO DO ESTOQUE


Resumo

       O presente trabalho foi idealizado com o objetivo de apresentar aos leitores
um pouco mais da utilização dos conceitos de logística no processo de gestão
empresarial, mais especificamente no tocante a gestão de estoques.
       O trabalho mostra a origem e evolução do estudo e aplicação da logística nos
processos gerenciais, apresenta também os conceitos básicos de estoques e suas
principais classificações, abordando a necessidade de cada um no contexto
empresarial. Apresenta também os conceitos de custos relacionados aos estoques e
sua gestão. Na seqüência, o estudo faz uma abordagem rápida sobre a tecnologia
de informação e sua aplicação na logística, analisando de forma sucinta cada
conceito tecnológico, finalizando com a aplicação do conceito de logística integrada
e seus benefícios.
       Portanto, sem querer esgotar o assunto, este opúsculo teve como objetivo
principal chamar a atenção dos gestores para a necessidade da boa gestão de
estoques através dos conceitos de logística para o atendimento dos objetivos da
organização, a lucratividade.

      Palavras-chave - gestão de custos – logística integrada – tecnologia de
informação.

      Abstract

        The present work was idealized more with the objective of presenting to the
readers a little of the use of the logistics concepts in the process of managerial
administration, more specifically concerning administration of stocks.
        The work shows the origin and evolution of the study and application of the
logistics in the managerial processes, it also presents the basic concepts of stocks
and your principal classifications, approaching the need of each one in the
managerial context. He also presents the concepts of costs related to the stocks and
your administration. In the sequence, the study makes a fast approach about the
technology of information and your application in the logistics, analyzing in a brief
way each technological concept, concluding with the application of the concept of
integrated logistics and your benefits.
        Therefore, unintentionally to drain the subject, this booklet had as main
objective to call the managers' attention for the need of the good administration of
stocks through the logistics concepts for the attendance of the objectives of the
organization, the profitability.


Key-words – costs management - integrated logistics - technology of information.
2



Introdução

       A logística nos últimos tempos se tornou uma ferramenta que proporciona a
empresa, quando bem utilizada, vantagem competitiva e conseqüentemente uma
fatia maior do mercado, onde somente os inovadores e arrojados, conseguem
alcançar os seus objetivos em sua totalidade. Além de estar ligada à agilidade com
que ela irá manusear, armazenar, deslocar, adquirir, controlar seus produtos e
reduzir seus custos.
       A sua utilidade não está limitada ao que foi apresentado acima, o seu enfoque
atual encaminha-se na direção de agregar a tudo isto as necessidades dos clientes,
que podem ser diferenciadas, sejam elas para repor o estoque regulador, seja para
produção imediata ou para atender a um pedido especial de algum consumidor.
Esta visão está relacionada à satisfação daqueles que são parte fundamental dentro
do processo de comercialização, proporcionando a empresa perspectivas de
aumento de receitas de vendas e margens de lucro.
       A logística está a cada dia sendo mais estudada e até mesmo lançada como
curso superior, oferecido pela Escola Superior de Ciências Empresariais (Instituto
Politécnico de Setúbal) em Portugal, sendo um dos poucos daquele país.
       Os recursos provenientes da logística poderão ser utilizados nos diversos
ramos de atividades das empresas, isto é que lhe dá ainda mais significância para
que seja utilizada por todos.
       O objetivo do presente estudo é mostrar aos diversos interessados a
importância que a logística tem, de forma ampla, englobando tanto o meio ambiente
interno como o externo, a ser incluído no sistema de gestão do negócio.



1. Origem, conceitos e Características da logística

       A história conta que a logística teve origem militar, designando estratégias de
abastecimento aos exércitos enquanto nos campos de guerras, visando suprir as
necessidades de armamentos, munições, medicamentos, alimentos, vestuários
adequados, nas quantidades certas e no momento certo, evitando que o exército no
campo de batalha fique sem suprimentos suficientes para manter as estratégias de
guerra.
       Na seqüência, já na década de cinqüenta, professores da Harvard Business
School desenvolveram, em conjunto com a Inteligência Americana (CIA) estratégias
para a Segunda Guerra Mundial, tornando na seqüência, matéria obrigatória nas
cadeiras de Administração de Empresas e Engenharia daquela Universidade.
       No início de 1991, o mundo presenciou um exemplo prático e dramático da
importância da logística. Como preparativos para a Guerra do Golfo, os Estados
Unidos e seus aliados tiveram que deslocar quantidades enormes de materiais a
grandes distâncias, o que se pensava fazer em um tempo extremamente curto. Meio
milhão de pessoas e mais de meio milhão de materiais e suprimentos tiveram que
ser transportados através de 12.000 quilômetros por via aérea, e mais de 2,3
milhões de toneladas de equipamentos transportados pelo mar, tudo isto feito em
questão de meses.
       Ao longo da história do homem, as guerras têm sido ganhas ou perdidas
através do poder e da capacidade da logística, ou a falta deles.
3



1.2     Conceitos

       Muitos autores já tentaram conceituar o termo logística, porém, pela
concepção desse trabalho, buscou-se a definição do Council of Logistics
Management, descrita por FILHO ( 2001:3):
       Logística é a parte do processo da cadeia de suprimento que planeja,
       implementa e controla o eficiente e efetivo fluxo e estocagem de bens,
       serviços e informações relacionadas, do ponto de origem ao ponto de
       consumo, visando atender aos requisitos dos consumidores.
       Na definição de FERREIRA (1986), Logística, do francês Logistique, significa
a parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de atividades de
projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição,
reparação, manutenção e evacuação de material, tanto para fins operativos como
administrativos.
       Como se percebe pela definição do termo, a função da logística é
principalmente ser o elo de ligação em um processo que pode começar com um
fornecedor e encerrar com um cliente em outra ponta da “cadeia”.
       Atualmente, o termo logística tem sido muito utilizado, pois o processo de
gestão da cadeia de suprimentos nas empresas pode significar a diferença entre a
empresa lucrativa e a deficitária.
       A gestão do processo logístico tem sido hoje grande diferencial competitivo,
pois com o passar dos tempos os consumidores tornaram-se também mais
exigentes com relação a qualidade dos produtos, tempo de produção e ciclo de vida
dos produtos, prazo de entrega e mais recentemente, com o índice de inovações
tecnológicas incorporados aos produtos.
       O que no passado eram pequenos incômodos do consumidor, tornaram-se
hoje em rotina de preocupação para as organizações.
       O fator preço do produto, na maioria das vezes era sequer questionado pelo
consumidor, como bem pode-se lembrar das famosas máquinas de remarcar preços
nos supermercados, pois os altos índices inflacionários, em grande parte encobriam
a incompetência administrativa das organizações e iludiam os consumidores, pois o
dinheiro perdia seu valor a todo dia.
       Com a implantação do plano real e o controle da inflação sendo conseguido,
mais a vontade do consumidor em colaborar com a estabilidade da nova moeda,
restou às empresas investirem em novos processos de gestão de custos, pois em
não mais existindo taxas exorbitantes de aplicações no mercado financeiro, os
excedentes de caixa passaram a ser aplicados nas empresas, através de novos
produtos, novas máquinas e novos processos produtivos. Após isso, a logística
começou a se desenvolver, auxiliando grandemente no processo de gestão das
empresas.

      2. A Logística nos Estoques

      Conforme já citado anteriormente, a logística está voltada para a gestão do
processo produtivo, ou seja, a cadeia de suprimentos, e nessa cadeia, destaca-se
para os objetivos deste trabalho, os estoques das empresas.
      Muito se tem discutido sobre as atribuições dos estudos logísticos, porém
quanto mais se discute, mais necessidade de discussão aparece.
      O gerenciamento da relação entre custo e nível de serviço tem sido
considerado hoje como o principal desafio da logística moderna.
4



       A redução do prazo de entrega com maior disponibilidade de produtos sem
aumentar a quantidade exageradamente e os custos, o cumprimento do prazo de
entrega e maior facilidade de colocação de pedidos têm sido a busca constante dos
estudiosos da logística.

2.1   Estoque

      Por estoques, entende-se todo e qualquer depósito de mercadoria ou matéria-
prima para produção ou venda em data futura. Na concepção de CORRÊA et all
(2000:45), “ estoques são acúmulos de recursos materiais entre fases específicas de
processos de transformação”. Logicamente, que a definição retro está voltada muito
mais para empresas industriais, onde se concebe a transformação de uma matéria-
prima qualquer em um produto, todavia, existem também os estoques de
mercadorias para revenda, que também podem ter tratamentos diferenciados.
      Algumas das razões da existência dos estoques segundo CORREA et all
(2000) são a impossibilidade ou inviabilidade de coordenar suprimento e demanda,
quer por incapacidade, pelo alto custo de obtenção ou por restrições tecnológicas;
com fins especulativos, pela escassez ou pela oportunidade; com a finalidade de
gerenciar incertezas de previsões de suprimento e/ou demanda, na formação de
estoque de segurança.


2.2   Tipos de Estoques

      Os estoques podem ser classificados em diversos tipos, conforme se observa
a seguir.
      a) matéria-prima: esse tipo de estoque requer alguma forma de
          processamento para ser transformada em produto acabado. A utilização é
          diretamente proporcional ao volume de produção;
      b) Produtos em processo: em um processo de produção, considera-se
          produtos em processo os diversos materiais que estão em diferentes
          fases do processo produtivo. Corresponde a todos os materiais que
          sofreram algum tipo de transformação, porém não atingiram a forma final
          do produto a ser comercializado;
      c) Materiais de embalagem: correspondem as caixas para embalar produtos,
          recipientes, rótulos etc.
      d) Produto acabado: compreendem os produtos que sofreram um processo
          de transformação e estão prontos para ser vendidos;
      e) Suprimentos: neste tipo de estoque, estão inseridos todos os itens não
          regularmente consumidos pelo processo produtivo. São os componentes
          utilizados para a manutenção de equipamentos, instalação predial, dentre
          outros.


2.3   Custos dos estoques

       A boa gestão de estoques passa obrigatoriamente pelo conhecimento de
todos os custos que envolvem o seu controle. Alguns custos que estão diretamente
ligados aos estoques podem ser assim classificados:
5



        a) Custo de pedir: este item compreende os custos fixos administrativos
relativos ao processo de aquisição da quantidade requerida para reposição do
estoque. Esses custos são medidos em termos monetários por pedido;
        b) Custos de manter estoque: corresponde a todos os custos necessários
para manter certa quantidade de mercadorias por determinado período de tempo.
São medidos monetariamente por unidade e por período. Normalmente para manter
estoques, estão inclusos custos de armazenagem, custo de seguro, deterioração e
obsolescência e o custo de oportunidade, que significa o custo de investir em outro
investimento que não a empresa.
        c) Custo total: é a soma dos custos de pedir e o custo de manter estoques.
        Todo controle de estoques passa invariavelmente pelo estabelecimento do
nível adequado e a localização dos estoques. O ideal é balancear o custo de pedir
com o custo de manter estoques.

2.4   Gestão de Estoques

        A gestão dos estoques tem sido considerada a base para o gerenciamento da
cadeia de suprimentos, apesar de pouco explorada na literatura especializada.
        Simplesmente manter baixos níveis de estoques não significa que a empresa
terá altos ganhos, mas outros aspectos devem ser considerados para que o
processo logístico seja bem gerenciado e traga resultados positivos.
        A adequada gestão dos estoques deve passar pela resposta às seguintes
perguntas:
        a) quanto pedir ?
        b) quando pedir ?
        c) quanto manter em estoques de segurança ?
        d) onde localizar ?
        Para responder cada uma destas perguntas de forma adequada, devem ser
observados fatores como o valor agregado do produto, à previsibilidade da demanda
e às principais exigências dos consumidores finais em termos de prazo de entrega e
disponibilidade de produto. Ao decidir pela contínua redução dos níveis de estoque
na cadeia de suprimentos, a empresa deve antes analisar seu houve aumento da
eficiência operacional nas áreas de transporte, armazenagem e processamento de
pedidos, caso não seja constatado esse aumento da eficiência, a empresa poderá
ter grandes problemas no atendimento aos clientes.
        Alguns dos pontos cruciais que buscam responder o quanto pedir estão
diretamente ligados ao menor nível de estoques possível e em condições de atender
aos consumidores.
        Com o aumento dos custos de estocagem, as empresas estão buscando
definir seus níveis de estoque com base em três fatores principais, que são:
        1) O aumento do número de produtos;
        2) O alto custo de oportunidade no uso de capital, em virtude das elevadas
            taxas de juros praticadas no Brasil;
        3) Necessidade de gerenciar adequadamente o capital circulante líquido.
        Estes três fatores, se mal dimensionados podem causar transtornos
irreversíveis à empresa, pois se o ramo de atividade possuir grande variedade de
itens e a empresa tiver que manter grande quantidade de cada item, todo o capital
de giro poderá ser gasto somente em estoque, desfalcando as demais necessidades
a serem atendidas. Isso pode acontecer com todos os três fatores citados acima.
6



        Alguns dos aspectos que têm colaborado para o aumento da eficiência dos
processos de movimentação de estoque são a gestão do transporte, armazenagem
e processamento de pedidos, que podem ser gerenciados através de formação de
parcerias entre empresas na cadeia de suprimentos, fato iniciado com as
montadoras e fornecedores na indústria automobilística japonesa, que tem permitido
redução de custos com a eliminação de atividades que não agregam valor ao
processo, tais como controle de qualidade no recebimento, licitações e cotações de
preços. Outro aspecto é através do surgimento de operadores logísticos, que são
empresas especializadas em transportes de cargas fracionadas, tais como FedEx,
TNT entre outras, e finalmente com a adoção de novas tecnologias de informação
para a captura e troca de dados entre empresas, através da aplicação do código de
barras, EDI, Internet e outros tipos de automação, com a redução de processos de
retrabalhos, através da eliminação da interferência humana na colocação de
pedidos.
        O aspecto do quando pedir, a empresa busca determinar se a empresa vai
seguir ou não a metodologia sugerida de ponto de pedido.
        Na localização dos estoques na cadeia de suprimentos, o que se procura é
definir se centraliza ou não os estoques, visando o melhor atendimento aos clientes.

2.5   A tecnologia e a Logística

       A tecnologia da informação, os recursos tecnológicos materiais e os serviços
oferecidos para o processo logístico estão evoluindo constantemente e desta forma
as empresas podem fazer as suas escolhas, diante de diversas opções, tanto de
software como de equipamentos, indo em busca daquilo que mais se adequa às
suas necessidades.
       Dentre estes recursos disponíveis no mercado pode-se citar diversos, os
quais abrangerão as necessidades de todos os tipos de usuários como:
       - Consultoria e treinamento (Assessoria, projetos, palestras e eventos);
       - Recursos de movimentação e armazenagem (Balanças, revestimentos de
          pisos, demarcações, faixas, portas especiais, cortinas, escadas, rampas,
          produtos de segurança, alimentadores, redutores e imóveis);
       - Estruturas de estocagem (Armazéns, galpões, reservatórios, tanques, silos
          mezaninos, pontes rolantes, transelevadores, armários modulares,
          gaveteiros, carrosséis verticais e horizontais e sistemas de estocagem).
       - Serviços de logística (Operadores logísticos, armadores, desembaraço
          aduaneiro, terminais diversos, armazéns gerais, motoboys, distribuição
          física, transportes marítimos, aéreo, ferroviário, rodoviário, terceirização de
          mão-de-obra para movimentação, gestão de embalagens retornáveis,
          seguros e escoltas de cargas;
       - Identificação e automação industrial e comercial (Código de barras
          (etiquetas impressoras, coletores, scanners, terminais de radiofreqüência,
          software), softwares (WMS, estoque, ERP, MRP, SCM, de simulação,
          sistemas logísticos e otimização de cargas, de transporte e frota,
          rastreadores);
       - Transportadores contínuos (correias, correntes, canecas, elevadores,
          assessórios       para     transportadores      contínuos,       carregadores,
          transportadores diversos);
       - Embalagens, recipientes e utilizadores (Racks, caçambas, paletes e
          acessórios, estrados, caixas engradados, aplicadores diversos,
7



           cantoneiras para reforço de embalagens, estabilizadores de caixas,
           embalagens (impressoras, máquinas para fechamento, separadores)
        - Veículos e máquinas industriais (Empilhadeiras, carrinhos, carretas,
           caminhões, carros elétricos, escavadeiras, guindastes, pás-carregadeiras,
           retroescavadeiras, guinchos, rebocadores, tratores).
        A combinação desses aplicativos conduz para a otimização do sistema
logístico e melhora o processo de gestão integrada dos diversos componentes, ou
seja, estoques, armazenagem, transporte, processamento de pedidos, compras e
manufatura.



2.6   Gestão da Cadeia de Suprimentos – Supply Chain Management

        O conceito de Cadeia de Suprimentos surgiu por volta dos anos de 1970 e
1980, porém ainda é algo novo para os gestores de empresas, despontando através
de fabricantes japoneses de automóveis, que administravam o fornecimento de
insumos além dos contratos convencionais com os fornecedores diretos.
        Na concepção de FLEURY et all (2000:42) “o SCM é uma abordagem
sistêmica de razoável complexidade, que implica alta interação entre os
participantes, exigindo a consideração simultânea de diversos trade-offs”. Isso
significa que a função do SCM é a coordenação e interação dos diversos fatores que
compõem o canal de distribuição dos processos desde o fornecedor até o
consumidor final e vice-versa.
        O processo de implantação do conceito de suppy chain management passa
invariavelmente por sete fases ou processos-chaves, conforme descreve FLEURY et
all (2000:45):
        1- Relacionamento com os clientes;
        2- Serviço aos clientes;
        3- Administração da demanda;
        4- Atendimento de pedidos;
        5- Administração do fluxo de produção;
        6- Compras / suprimento;
        7- Desenvolvimento de novos produtos.
        É importante focar estes processos chaves nos objetivos pré-definidos, ou
seja, o desenvolvimento de equipes focadas nos clientes estratégicos, buscando
entendimento comum sobre características de produtos e serviços, fornecer um
ponto de contato único para todos os clientes, atendendo de forma eficiente as suas
consultas e requisições, captar compilar e atualizar dados de demanda, com o
objetivo de equilibrar a oferta com a demanda, atender aos pedidos dos clientes sem
erros e dentro do prazo de entrega, desenvolver sistemas flexíveis de produção que
sejam capazes de responder às mudanças no mercado, gerenciar relações de
parceria com fornecedores para garantir respostas rápidas e melhoria de
desempenho, buscar o mais cedo possível o envolvimento dos fornecedores no
desenvolvimento de produtos.
        Embora a quebra de paradigmas internos e o comprometimento da equipe
sejam importantes para o sucesso do SCM, o envolvimento dos participantes
internos e externos ao processo também será fator preponderante no processo de
implantação dessa importante ferramenta.
8



2.7   Logística Integrada

       Como já descrito alhures sobre os conceitos de logística, pode-se
complementar que para a completa satisfação dos seus objetivos, devem atender
pelo menos a seis pontos considerados básicos, quais sejam, a busca do sucesso
do cliente, a integração interna e externa da cadeia de suprimentos, processos
baseados no tempo, mensuração abrangente e benchmarking.
       Para entender o processo de logística integrada, a empresa precisa primeiro
entender ou definir qual o nível de relacionamento que ela deseja ter com seus
parceiros, ou seja, cliente e fornecedor, pois é importante para a empresa entender
que o seu sucesso depende também do sucesso dos seus clientes, pois fazem parte
da cadeia de suprimento.
       O sucesso da integração logística é dependente do bom gerenciamento
integrado dos diversos sistemas internos, eliminando retrabalhos, e externos,
através de parcerias e relacionamentos cooperativos com os vários participantes da
cadeira de suprimentos, baseados na confiança, capacitação técnica e troca de
informações, para reduzir custos, eliminar duplicidades e acelerar o aprendizado.
       Diante dessas afirmações, é importante concluir que, apesar de a maioria das
empresas sempre terem avaliado seus processos de forma separada, o novo
contexto empresarial recomenda que a avaliação seja de forma integrada e as
mudanças culturais e organizacionais devem ser feitas e acompanhadas. A
persistência, a paciência e habilidade de negociação são fundamentais para o
sucesso da aplicação.




3     Considerações Finais

        Ao encerrar este opúsculo, resta fazer um apanhado geral das abordagens
aqui expostas, ou seja, reafirmar que a adequada gestão de estoques passa
obrigatoriamente pela adoção de novas tecnologias, a utilização dos conceitos de
logística, logística integrada, bem como novas filosofias de gestão, como o Supply
Chain Management dentre outros. As novas tecnologias de informação aplicáveis a
logística tendem a tornar-se rotina nas organizações. A logística empresarial é um
assunto vital, pois exerce a função de estudar e dar formas de como a administração
pode obter cada vez mais eficácia e eficiência em seus serviços de distribuição a
seus clientes e consumidores, levando em consideração planejamento, organização
e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam
facilitar o fluxo de produtos. A própria definição de gestão de estoques evidencia
seus objetivos, que são planejar os estoques, as quantidades de materiais que
entram e saem, as épocas em que ocorrem as entradas e saídas, o tempo em que
decorre entre essas épocas e os pontos de pedido de materiais.
        Portanto, sem querer aqui esgotar o assunto, compete somente reafirmar que
esses objetivos acima colocados podem ser atingidos se a empresa mantiver uma
adequada aplicação dos conceitos de logística em seus processos de gestão.
9




                                Bibliografia

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos. Bookman, 2002.
CORREA, H. L. Planejamento Programação e Controle da Produção – MRP II /
ERP, Conceitos, uso e implantação, São Paulo: Atlas, 2000.
DRUCKER, Peter F. Administrando em tempos de grandes mudanças. São
Paulo: Pioneira, 2000.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa,
2ª ed. Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira. 1986.
FILHO, Armando Oscar Cavanha. Logística - novos modelos. RJ. Ed. Qualitymark:
2001.
FLEURY, Paulo Fernando, WANKE, Peter, FIGUEIREDO, Kleber Fossati
(organizadores). Logística Empresarial: Ed. Atlas São Paulo, 2000.
São Paulo: Pioneira, 2001.
MENDES, M. L. Vanguarda Logística, Revista Exame.
REVISTA TECNOLOGÍSTICA. O Boticário mapeia seus custos logísticos com o
ABC: ago., 2002.
TORRES, L. MILLER, J. Alinhamento estratégico com o cliente, HSM
Management, nº21, ano 4, jul/ago de 2000.

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Gestão Estratégica de Custos - A importância da Logística

  • 1. A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA NA GESTÃO DO ESTOQUE Resumo O presente trabalho foi idealizado com o objetivo de apresentar aos leitores um pouco mais da utilização dos conceitos de logística no processo de gestão empresarial, mais especificamente no tocante a gestão de estoques. O trabalho mostra a origem e evolução do estudo e aplicação da logística nos processos gerenciais, apresenta também os conceitos básicos de estoques e suas principais classificações, abordando a necessidade de cada um no contexto empresarial. Apresenta também os conceitos de custos relacionados aos estoques e sua gestão. Na seqüência, o estudo faz uma abordagem rápida sobre a tecnologia de informação e sua aplicação na logística, analisando de forma sucinta cada conceito tecnológico, finalizando com a aplicação do conceito de logística integrada e seus benefícios. Portanto, sem querer esgotar o assunto, este opúsculo teve como objetivo principal chamar a atenção dos gestores para a necessidade da boa gestão de estoques através dos conceitos de logística para o atendimento dos objetivos da organização, a lucratividade. Palavras-chave - gestão de custos – logística integrada – tecnologia de informação. Abstract The present work was idealized more with the objective of presenting to the readers a little of the use of the logistics concepts in the process of managerial administration, more specifically concerning administration of stocks. The work shows the origin and evolution of the study and application of the logistics in the managerial processes, it also presents the basic concepts of stocks and your principal classifications, approaching the need of each one in the managerial context. He also presents the concepts of costs related to the stocks and your administration. In the sequence, the study makes a fast approach about the technology of information and your application in the logistics, analyzing in a brief way each technological concept, concluding with the application of the concept of integrated logistics and your benefits. Therefore, unintentionally to drain the subject, this booklet had as main objective to call the managers' attention for the need of the good administration of stocks through the logistics concepts for the attendance of the objectives of the organization, the profitability. Key-words – costs management - integrated logistics - technology of information.
  • 2. 2 Introdução A logística nos últimos tempos se tornou uma ferramenta que proporciona a empresa, quando bem utilizada, vantagem competitiva e conseqüentemente uma fatia maior do mercado, onde somente os inovadores e arrojados, conseguem alcançar os seus objetivos em sua totalidade. Além de estar ligada à agilidade com que ela irá manusear, armazenar, deslocar, adquirir, controlar seus produtos e reduzir seus custos. A sua utilidade não está limitada ao que foi apresentado acima, o seu enfoque atual encaminha-se na direção de agregar a tudo isto as necessidades dos clientes, que podem ser diferenciadas, sejam elas para repor o estoque regulador, seja para produção imediata ou para atender a um pedido especial de algum consumidor. Esta visão está relacionada à satisfação daqueles que são parte fundamental dentro do processo de comercialização, proporcionando a empresa perspectivas de aumento de receitas de vendas e margens de lucro. A logística está a cada dia sendo mais estudada e até mesmo lançada como curso superior, oferecido pela Escola Superior de Ciências Empresariais (Instituto Politécnico de Setúbal) em Portugal, sendo um dos poucos daquele país. Os recursos provenientes da logística poderão ser utilizados nos diversos ramos de atividades das empresas, isto é que lhe dá ainda mais significância para que seja utilizada por todos. O objetivo do presente estudo é mostrar aos diversos interessados a importância que a logística tem, de forma ampla, englobando tanto o meio ambiente interno como o externo, a ser incluído no sistema de gestão do negócio. 1. Origem, conceitos e Características da logística A história conta que a logística teve origem militar, designando estratégias de abastecimento aos exércitos enquanto nos campos de guerras, visando suprir as necessidades de armamentos, munições, medicamentos, alimentos, vestuários adequados, nas quantidades certas e no momento certo, evitando que o exército no campo de batalha fique sem suprimentos suficientes para manter as estratégias de guerra. Na seqüência, já na década de cinqüenta, professores da Harvard Business School desenvolveram, em conjunto com a Inteligência Americana (CIA) estratégias para a Segunda Guerra Mundial, tornando na seqüência, matéria obrigatória nas cadeiras de Administração de Empresas e Engenharia daquela Universidade. No início de 1991, o mundo presenciou um exemplo prático e dramático da importância da logística. Como preparativos para a Guerra do Golfo, os Estados Unidos e seus aliados tiveram que deslocar quantidades enormes de materiais a grandes distâncias, o que se pensava fazer em um tempo extremamente curto. Meio milhão de pessoas e mais de meio milhão de materiais e suprimentos tiveram que ser transportados através de 12.000 quilômetros por via aérea, e mais de 2,3 milhões de toneladas de equipamentos transportados pelo mar, tudo isto feito em questão de meses. Ao longo da história do homem, as guerras têm sido ganhas ou perdidas através do poder e da capacidade da logística, ou a falta deles.
  • 3. 3 1.2 Conceitos Muitos autores já tentaram conceituar o termo logística, porém, pela concepção desse trabalho, buscou-se a definição do Council of Logistics Management, descrita por FILHO ( 2001:3): Logística é a parte do processo da cadeia de suprimento que planeja, implementa e controla o eficiente e efetivo fluxo e estocagem de bens, serviços e informações relacionadas, do ponto de origem ao ponto de consumo, visando atender aos requisitos dos consumidores. Na definição de FERREIRA (1986), Logística, do francês Logistique, significa a parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de atividades de projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material, tanto para fins operativos como administrativos. Como se percebe pela definição do termo, a função da logística é principalmente ser o elo de ligação em um processo que pode começar com um fornecedor e encerrar com um cliente em outra ponta da “cadeia”. Atualmente, o termo logística tem sido muito utilizado, pois o processo de gestão da cadeia de suprimentos nas empresas pode significar a diferença entre a empresa lucrativa e a deficitária. A gestão do processo logístico tem sido hoje grande diferencial competitivo, pois com o passar dos tempos os consumidores tornaram-se também mais exigentes com relação a qualidade dos produtos, tempo de produção e ciclo de vida dos produtos, prazo de entrega e mais recentemente, com o índice de inovações tecnológicas incorporados aos produtos. O que no passado eram pequenos incômodos do consumidor, tornaram-se hoje em rotina de preocupação para as organizações. O fator preço do produto, na maioria das vezes era sequer questionado pelo consumidor, como bem pode-se lembrar das famosas máquinas de remarcar preços nos supermercados, pois os altos índices inflacionários, em grande parte encobriam a incompetência administrativa das organizações e iludiam os consumidores, pois o dinheiro perdia seu valor a todo dia. Com a implantação do plano real e o controle da inflação sendo conseguido, mais a vontade do consumidor em colaborar com a estabilidade da nova moeda, restou às empresas investirem em novos processos de gestão de custos, pois em não mais existindo taxas exorbitantes de aplicações no mercado financeiro, os excedentes de caixa passaram a ser aplicados nas empresas, através de novos produtos, novas máquinas e novos processos produtivos. Após isso, a logística começou a se desenvolver, auxiliando grandemente no processo de gestão das empresas. 2. A Logística nos Estoques Conforme já citado anteriormente, a logística está voltada para a gestão do processo produtivo, ou seja, a cadeia de suprimentos, e nessa cadeia, destaca-se para os objetivos deste trabalho, os estoques das empresas. Muito se tem discutido sobre as atribuições dos estudos logísticos, porém quanto mais se discute, mais necessidade de discussão aparece. O gerenciamento da relação entre custo e nível de serviço tem sido considerado hoje como o principal desafio da logística moderna.
  • 4. 4 A redução do prazo de entrega com maior disponibilidade de produtos sem aumentar a quantidade exageradamente e os custos, o cumprimento do prazo de entrega e maior facilidade de colocação de pedidos têm sido a busca constante dos estudiosos da logística. 2.1 Estoque Por estoques, entende-se todo e qualquer depósito de mercadoria ou matéria- prima para produção ou venda em data futura. Na concepção de CORRÊA et all (2000:45), “ estoques são acúmulos de recursos materiais entre fases específicas de processos de transformação”. Logicamente, que a definição retro está voltada muito mais para empresas industriais, onde se concebe a transformação de uma matéria- prima qualquer em um produto, todavia, existem também os estoques de mercadorias para revenda, que também podem ter tratamentos diferenciados. Algumas das razões da existência dos estoques segundo CORREA et all (2000) são a impossibilidade ou inviabilidade de coordenar suprimento e demanda, quer por incapacidade, pelo alto custo de obtenção ou por restrições tecnológicas; com fins especulativos, pela escassez ou pela oportunidade; com a finalidade de gerenciar incertezas de previsões de suprimento e/ou demanda, na formação de estoque de segurança. 2.2 Tipos de Estoques Os estoques podem ser classificados em diversos tipos, conforme se observa a seguir. a) matéria-prima: esse tipo de estoque requer alguma forma de processamento para ser transformada em produto acabado. A utilização é diretamente proporcional ao volume de produção; b) Produtos em processo: em um processo de produção, considera-se produtos em processo os diversos materiais que estão em diferentes fases do processo produtivo. Corresponde a todos os materiais que sofreram algum tipo de transformação, porém não atingiram a forma final do produto a ser comercializado; c) Materiais de embalagem: correspondem as caixas para embalar produtos, recipientes, rótulos etc. d) Produto acabado: compreendem os produtos que sofreram um processo de transformação e estão prontos para ser vendidos; e) Suprimentos: neste tipo de estoque, estão inseridos todos os itens não regularmente consumidos pelo processo produtivo. São os componentes utilizados para a manutenção de equipamentos, instalação predial, dentre outros. 2.3 Custos dos estoques A boa gestão de estoques passa obrigatoriamente pelo conhecimento de todos os custos que envolvem o seu controle. Alguns custos que estão diretamente ligados aos estoques podem ser assim classificados:
  • 5. 5 a) Custo de pedir: este item compreende os custos fixos administrativos relativos ao processo de aquisição da quantidade requerida para reposição do estoque. Esses custos são medidos em termos monetários por pedido; b) Custos de manter estoque: corresponde a todos os custos necessários para manter certa quantidade de mercadorias por determinado período de tempo. São medidos monetariamente por unidade e por período. Normalmente para manter estoques, estão inclusos custos de armazenagem, custo de seguro, deterioração e obsolescência e o custo de oportunidade, que significa o custo de investir em outro investimento que não a empresa. c) Custo total: é a soma dos custos de pedir e o custo de manter estoques. Todo controle de estoques passa invariavelmente pelo estabelecimento do nível adequado e a localização dos estoques. O ideal é balancear o custo de pedir com o custo de manter estoques. 2.4 Gestão de Estoques A gestão dos estoques tem sido considerada a base para o gerenciamento da cadeia de suprimentos, apesar de pouco explorada na literatura especializada. Simplesmente manter baixos níveis de estoques não significa que a empresa terá altos ganhos, mas outros aspectos devem ser considerados para que o processo logístico seja bem gerenciado e traga resultados positivos. A adequada gestão dos estoques deve passar pela resposta às seguintes perguntas: a) quanto pedir ? b) quando pedir ? c) quanto manter em estoques de segurança ? d) onde localizar ? Para responder cada uma destas perguntas de forma adequada, devem ser observados fatores como o valor agregado do produto, à previsibilidade da demanda e às principais exigências dos consumidores finais em termos de prazo de entrega e disponibilidade de produto. Ao decidir pela contínua redução dos níveis de estoque na cadeia de suprimentos, a empresa deve antes analisar seu houve aumento da eficiência operacional nas áreas de transporte, armazenagem e processamento de pedidos, caso não seja constatado esse aumento da eficiência, a empresa poderá ter grandes problemas no atendimento aos clientes. Alguns dos pontos cruciais que buscam responder o quanto pedir estão diretamente ligados ao menor nível de estoques possível e em condições de atender aos consumidores. Com o aumento dos custos de estocagem, as empresas estão buscando definir seus níveis de estoque com base em três fatores principais, que são: 1) O aumento do número de produtos; 2) O alto custo de oportunidade no uso de capital, em virtude das elevadas taxas de juros praticadas no Brasil; 3) Necessidade de gerenciar adequadamente o capital circulante líquido. Estes três fatores, se mal dimensionados podem causar transtornos irreversíveis à empresa, pois se o ramo de atividade possuir grande variedade de itens e a empresa tiver que manter grande quantidade de cada item, todo o capital de giro poderá ser gasto somente em estoque, desfalcando as demais necessidades a serem atendidas. Isso pode acontecer com todos os três fatores citados acima.
  • 6. 6 Alguns dos aspectos que têm colaborado para o aumento da eficiência dos processos de movimentação de estoque são a gestão do transporte, armazenagem e processamento de pedidos, que podem ser gerenciados através de formação de parcerias entre empresas na cadeia de suprimentos, fato iniciado com as montadoras e fornecedores na indústria automobilística japonesa, que tem permitido redução de custos com a eliminação de atividades que não agregam valor ao processo, tais como controle de qualidade no recebimento, licitações e cotações de preços. Outro aspecto é através do surgimento de operadores logísticos, que são empresas especializadas em transportes de cargas fracionadas, tais como FedEx, TNT entre outras, e finalmente com a adoção de novas tecnologias de informação para a captura e troca de dados entre empresas, através da aplicação do código de barras, EDI, Internet e outros tipos de automação, com a redução de processos de retrabalhos, através da eliminação da interferência humana na colocação de pedidos. O aspecto do quando pedir, a empresa busca determinar se a empresa vai seguir ou não a metodologia sugerida de ponto de pedido. Na localização dos estoques na cadeia de suprimentos, o que se procura é definir se centraliza ou não os estoques, visando o melhor atendimento aos clientes. 2.5 A tecnologia e a Logística A tecnologia da informação, os recursos tecnológicos materiais e os serviços oferecidos para o processo logístico estão evoluindo constantemente e desta forma as empresas podem fazer as suas escolhas, diante de diversas opções, tanto de software como de equipamentos, indo em busca daquilo que mais se adequa às suas necessidades. Dentre estes recursos disponíveis no mercado pode-se citar diversos, os quais abrangerão as necessidades de todos os tipos de usuários como: - Consultoria e treinamento (Assessoria, projetos, palestras e eventos); - Recursos de movimentação e armazenagem (Balanças, revestimentos de pisos, demarcações, faixas, portas especiais, cortinas, escadas, rampas, produtos de segurança, alimentadores, redutores e imóveis); - Estruturas de estocagem (Armazéns, galpões, reservatórios, tanques, silos mezaninos, pontes rolantes, transelevadores, armários modulares, gaveteiros, carrosséis verticais e horizontais e sistemas de estocagem). - Serviços de logística (Operadores logísticos, armadores, desembaraço aduaneiro, terminais diversos, armazéns gerais, motoboys, distribuição física, transportes marítimos, aéreo, ferroviário, rodoviário, terceirização de mão-de-obra para movimentação, gestão de embalagens retornáveis, seguros e escoltas de cargas; - Identificação e automação industrial e comercial (Código de barras (etiquetas impressoras, coletores, scanners, terminais de radiofreqüência, software), softwares (WMS, estoque, ERP, MRP, SCM, de simulação, sistemas logísticos e otimização de cargas, de transporte e frota, rastreadores); - Transportadores contínuos (correias, correntes, canecas, elevadores, assessórios para transportadores contínuos, carregadores, transportadores diversos); - Embalagens, recipientes e utilizadores (Racks, caçambas, paletes e acessórios, estrados, caixas engradados, aplicadores diversos,
  • 7. 7 cantoneiras para reforço de embalagens, estabilizadores de caixas, embalagens (impressoras, máquinas para fechamento, separadores) - Veículos e máquinas industriais (Empilhadeiras, carrinhos, carretas, caminhões, carros elétricos, escavadeiras, guindastes, pás-carregadeiras, retroescavadeiras, guinchos, rebocadores, tratores). A combinação desses aplicativos conduz para a otimização do sistema logístico e melhora o processo de gestão integrada dos diversos componentes, ou seja, estoques, armazenagem, transporte, processamento de pedidos, compras e manufatura. 2.6 Gestão da Cadeia de Suprimentos – Supply Chain Management O conceito de Cadeia de Suprimentos surgiu por volta dos anos de 1970 e 1980, porém ainda é algo novo para os gestores de empresas, despontando através de fabricantes japoneses de automóveis, que administravam o fornecimento de insumos além dos contratos convencionais com os fornecedores diretos. Na concepção de FLEURY et all (2000:42) “o SCM é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade, que implica alta interação entre os participantes, exigindo a consideração simultânea de diversos trade-offs”. Isso significa que a função do SCM é a coordenação e interação dos diversos fatores que compõem o canal de distribuição dos processos desde o fornecedor até o consumidor final e vice-versa. O processo de implantação do conceito de suppy chain management passa invariavelmente por sete fases ou processos-chaves, conforme descreve FLEURY et all (2000:45): 1- Relacionamento com os clientes; 2- Serviço aos clientes; 3- Administração da demanda; 4- Atendimento de pedidos; 5- Administração do fluxo de produção; 6- Compras / suprimento; 7- Desenvolvimento de novos produtos. É importante focar estes processos chaves nos objetivos pré-definidos, ou seja, o desenvolvimento de equipes focadas nos clientes estratégicos, buscando entendimento comum sobre características de produtos e serviços, fornecer um ponto de contato único para todos os clientes, atendendo de forma eficiente as suas consultas e requisições, captar compilar e atualizar dados de demanda, com o objetivo de equilibrar a oferta com a demanda, atender aos pedidos dos clientes sem erros e dentro do prazo de entrega, desenvolver sistemas flexíveis de produção que sejam capazes de responder às mudanças no mercado, gerenciar relações de parceria com fornecedores para garantir respostas rápidas e melhoria de desempenho, buscar o mais cedo possível o envolvimento dos fornecedores no desenvolvimento de produtos. Embora a quebra de paradigmas internos e o comprometimento da equipe sejam importantes para o sucesso do SCM, o envolvimento dos participantes internos e externos ao processo também será fator preponderante no processo de implantação dessa importante ferramenta.
  • 8. 8 2.7 Logística Integrada Como já descrito alhures sobre os conceitos de logística, pode-se complementar que para a completa satisfação dos seus objetivos, devem atender pelo menos a seis pontos considerados básicos, quais sejam, a busca do sucesso do cliente, a integração interna e externa da cadeia de suprimentos, processos baseados no tempo, mensuração abrangente e benchmarking. Para entender o processo de logística integrada, a empresa precisa primeiro entender ou definir qual o nível de relacionamento que ela deseja ter com seus parceiros, ou seja, cliente e fornecedor, pois é importante para a empresa entender que o seu sucesso depende também do sucesso dos seus clientes, pois fazem parte da cadeia de suprimento. O sucesso da integração logística é dependente do bom gerenciamento integrado dos diversos sistemas internos, eliminando retrabalhos, e externos, através de parcerias e relacionamentos cooperativos com os vários participantes da cadeira de suprimentos, baseados na confiança, capacitação técnica e troca de informações, para reduzir custos, eliminar duplicidades e acelerar o aprendizado. Diante dessas afirmações, é importante concluir que, apesar de a maioria das empresas sempre terem avaliado seus processos de forma separada, o novo contexto empresarial recomenda que a avaliação seja de forma integrada e as mudanças culturais e organizacionais devem ser feitas e acompanhadas. A persistência, a paciência e habilidade de negociação são fundamentais para o sucesso da aplicação. 3 Considerações Finais Ao encerrar este opúsculo, resta fazer um apanhado geral das abordagens aqui expostas, ou seja, reafirmar que a adequada gestão de estoques passa obrigatoriamente pela adoção de novas tecnologias, a utilização dos conceitos de logística, logística integrada, bem como novas filosofias de gestão, como o Supply Chain Management dentre outros. As novas tecnologias de informação aplicáveis a logística tendem a tornar-se rotina nas organizações. A logística empresarial é um assunto vital, pois exerce a função de estudar e dar formas de como a administração pode obter cada vez mais eficácia e eficiência em seus serviços de distribuição a seus clientes e consumidores, levando em consideração planejamento, organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. A própria definição de gestão de estoques evidencia seus objetivos, que são planejar os estoques, as quantidades de materiais que entram e saem, as épocas em que ocorrem as entradas e saídas, o tempo em que decorre entre essas épocas e os pontos de pedido de materiais. Portanto, sem querer aqui esgotar o assunto, compete somente reafirmar que esses objetivos acima colocados podem ser atingidos se a empresa mantiver uma adequada aplicação dos conceitos de logística em seus processos de gestão.
  • 9. 9 Bibliografia BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos. Bookman, 2002. CORREA, H. L. Planejamento Programação e Controle da Produção – MRP II / ERP, Conceitos, uso e implantação, São Paulo: Atlas, 2000. DRUCKER, Peter F. Administrando em tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 2000. FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2ª ed. Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira. 1986. FILHO, Armando Oscar Cavanha. Logística - novos modelos. RJ. Ed. Qualitymark: 2001. FLEURY, Paulo Fernando, WANKE, Peter, FIGUEIREDO, Kleber Fossati (organizadores). Logística Empresarial: Ed. Atlas São Paulo, 2000. São Paulo: Pioneira, 2001. MENDES, M. L. Vanguarda Logística, Revista Exame. REVISTA TECNOLOGÍSTICA. O Boticário mapeia seus custos logísticos com o ABC: ago., 2002. TORRES, L. MILLER, J. Alinhamento estratégico com o cliente, HSM Management, nº21, ano 4, jul/ago de 2000.