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GESTÃO
HOSPITALAR
PROFESSORA JHORDANA
Palavra de origem do latim “hopes” – hospede, que
significa “ lugar em que há pessoas hospedadas”. Foram
diversas definições de hospital dadas ao longo dos tempos na
tentativa de conceituar mais amplamente possível este
ambiente fundamental no restabelecimento da saúde perdida.
Histórico no Brasil
1543 – Primeiro hospital do Brasil e da América do Sul – Santa
Casa de Misericórdia de Santos;
Conceito de Hospital segundo a Organização Mundial de Saúde:
"Hospital é parte integrante de um sistema
coordenado de saúde, cuja função é dispensar à
comunidade completa assistência médica,
preventiva e curativa, incluindo serviços extensivos à
família em seu domicilio e ainda um centro de
formação dos que trabalham no campo de saúde e
para as pesquisas biossociais".
 O hospital, além de ser uma instituição complexa, deve ser
também completa. O conceito da OMS mostra que o
hospital é parte de uma organização médico-social, cuja
função básica consiste em proporcionar á população
assistência médica integral, curativa e preventiva, sob
quaisquer regimes de atendimento, inclusive o domiciliar,
constituindo-se também em centro de educação,
capacitação de recursos humanos e de pesquisas em
saúde, bem como de encaminhamento de pacientes,
cabendo-lhes supervisionar e orientar os estabelecimentos
de saúde a eles vinculados tecnicamente.
Cada vez mais o Hospital deixa de ser o único lugar
a resolver problemas de saúde, expandindo esta
responsabilidade para outros lugares onde o
indivíduo vive, trabalha e tem lazer, além de
promover a saúde e prevenir a doença em conjunto
com outras instituições.
O Hospital é uma empresa, uma organização. Sob o
ponto de vista técnico é uma empresa, devidamente
aparelhada em pessoal e material, destinada ao
diagnostico e tratamento de pessoas que
necessitam de assistência médica diária e cuidados
permanentes de enfermagem, em regime de
internação.
No sentido filosófico, podemos dizer que o hospital
é a representação do direito que cada homem tem
de tratar e conservar a saúde.
Para definir o hospital sob o ponto de vista da
Administração, podemos afirmar que é uma
organização que contém várias unidades,
entrosadas harmoniosamente entre si para poder,
desta maneira, oferecer conforto e bem-estar aos
pacientes, como também um ambiente agradável e
adequado ao pessoal que nele trabalha.
O hospital é uma instituição complexa, onde
atividades industriais são mescladas com ciência e
tecnologia de procedimentos diretamente em
pacientes com componentes sociais, culturais e
educacionais, interferindo na estrutura, no processo
e nos resultados, e nele existe uma grande
variedade de pessoal especializado ou não, com as
mais diversas funções.
O pessoal com as atribuições similares se reúne, se
associa, formando assim divisões, serviços, setores,
entrosando entre si, constituindo assim a grande
organização hospitalar. Um destes setores é o
Serviço de Enfermagem, com função especifica de
dar assistência e cuidados de Enfermagem aos
pacientes internados.
Funções
● Assistência Médica preventiva e curativa.
● Reabilitação.
● Ensino.
● Pesquisa.
CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAIS
NÚMERO DE LEITOS;
ESPECIALIDADES;
PROPRIEDADE;
FILANTROPIA E BENEFICIÊNCIA;
QUANTO AO CORPO CLÍNICO.
NÚMERO DE LEITOS
De acordo com o seu número de leitos, o hospital
pode ser classificado em porte:
● Pequeno Porte – até 50 leitos;
● Médio Porte - de 51 a 150 leitos;
● Grande Porte - de 151 a 500 leitos;
● Porte Especial - acima de 500 leitos.
ESPECIALIDADES
De acordo com as especialidades existentes, o
hospital pode ser classificado como:
● Hospital Geral – destinado a prestar assistência
quatro especialidades médicas básicas – clínica
cirúrgica, clínica gineco-obstétrica e clínica pediátrica.
● Hospital Especializado - serviço de assistência de
especialização médica como: neurocirurgia,
maternidade, cardiologia, oftalmologia, ortopedia etc.
PROPRIEDADE
● Hospital Público – Aquele que integra o patrimônio
da União, Estados, Distrito Federal e municípios;
autarquias, fundações instituídas pelo poder público,
empresas públicas e sociedade de economia mista
(pessoas jurídicas de direito privado).
● Hospital Privado ou Particular – Integra o
patrimônio de uma pessoa natural ou jurídica de
direito privado, não-instituída pelo Poder Público.
O paciente procura o hospital por sua própria
vontade (necessidade) ou da família, e a internação
ocorre por indicação médica ou, nos casos de
doença mental ou infectocontagiosa, por processo
legal instaurado.
COMPREENDERO ATENDIMENTO AO PACIENTE
A internação é a admissão do paciente para ocupar
um leito hospitalar, por período igual ou maior que
24 horas. Para ele, isto significa a interrupção do
curso normal de vida e a convivência temporária
com pessoas estranhas e em ambiente não-familiar.
Para a maioria das pessoas, esse fato representa
desequilíbrio financeiro, Isolamento social, perda de
privacidade e individualidade, sensação de
insegurança, medo e abandono.
A adaptação do paciente a essa nova situação é
marcada por dificuldades, pois aos fatores acima,
soma-se a necessidade de seguir regras e
normas institucionais quase sempre bastante rígidas
e inflexíveis, de entrosar-se com a equipe de saúde,
de submeter-se a inúmeros procedimentos e de
mudar de hábitos.
O movimento de humanização do atendimento em
saúde procura minimizar o sofrimento do paciente
e seus familiares, buscando formas de tornar
menos agressiva a condição do doente
institucionalizado. Embora lenta e gradual, a
própria conscientização do paciente a respeito de
seus direitos tem contribuído para tal intento.
Fortes aponta a responsabilidade institucional
como um aspecto importante, ao afirmar que
"existe um componente de responsabilidade dos
administradores de saúde na implementação de
políticas e ações administrativas que resguardem
os direitos dos pacientes"
Assim, questões como sigilo, privacidade,
informação, aspectos que o profissional de saúde
tem o dever de acatar por determinação do seu
código de ética, tornam-se mais abrangentes e
eficazes na medida em que também passam a ser
princípios norteadores da organização de saúde.
Tudo isso reflete as mudanças em curso nas
relações que se estabelecem entre o receptor do
cuidado - o paciente - e o profissional que o
assiste, tendo influenciado, inclusive, a
nomenclatura tradicionalmente utilizada no meio
hospitalar.
O termo paciente, por exemplo, deriva do verbo
latino patiscere, que significa padecer, e expressa
uma conotação de dependência, motivo pelo qual
cada vez mais se busca outra denominação para o
receptor do cuidado. Há crescente tendência em
utilizar o termo cliente, que melhor reflete a forma
como vem sendo estabelecidos os contatos entre o
receptor do cuidado e o profissional, ou seja, na
base de uma relação de interdependência e aliança.
Outros têm manifestado preferência pelo termo
usuário, considerando que o receptor do
cuidado "usa" os nossos serviços. Aqui,
entretanto, será mantida a denominação tradicional,
porque ainda é dessa forma que a maioria se
reporta ao receptor do cuidado.
Ao receber o paciente na unidade de internação, o
profissional de enfermagem deve providenciar e
realizar a assistência necessária, atentando para
certos cuidados que podem auxiliá-la nessa fase.
O primeiro contato entre o paciente, seus familiares
e a equipe muito importante para a adaptação na
unidade. O tratamento realizado com gentileza,
cordialidade e compreensão, ajuda a despertar a
confiança e a segurança tão necessárias.
Assim, cabe auxiliá-lo a se familiarizar com o
ambiente, apresentando-o à equipe presente e a
outros pacientes internados, em caso de
enfermaria, acompanhando-o em visita às
dependências da unidade, orientando-o sobre o
regulamento, normas e rotinas da instituição.
É também importante solicitar aos familiares que
providenciem objetos de uso pessoal, quando
necessário, bem como arrolar roupas e valores
nos casos em que o paciente esteja
desacompanhado e seu estado indique a
necessidade de tal procedimento.
É importante lembrar que, mesmo na condição de
doente, a pessoa continua de posse de seus
direitos ao respeito de ser chamado pelo nome,
de decidir, junto aos profissionais, sobre seus
cuidados, de ser informado sobre os procedimentos
e tratamento que lhe serão dispensados, e a que
seja mantida sua privacidade física e o segredo
sobre as informações confidenciais que digam
respeito à sua vida e estado de saúde.
O tempo de permanência do paciente no hospital
dependerá de vários fatores tipo de doença, estado
geral, resposta orgânica ao tratamento realizado
e complicações existentes. Atualmente, há uma
tendência para se abreviar ao máximo o tempo de
internação, em vista de fatores como altos custos
hospitalares, insuficiência de leitos e riscos de
infecção hospitalar.
Em contrapartida, difundem-se os serviços de saúde
externos, como a internação domiciliar, a qual
estende os cuidados da equipe para o domicílio do
doente, medida comum em situações de alta
precoce e de acompanhamento de casos crônicos -
é importante que, mesmo neste âmbito, sejam
também observados os cuidados e técnicas
utilizadas para a prevenção e controle da
infecção hospitalar e descarte adequado de
material perfuro cortante.
O período de internação do paciente finaliza-se com a alta
hospitalar, decorrente de melhora em seu estado de saúde,
ali por motivo de óbito. Entretanto, a alta também pode ser
dada por motivos tais como: a pedido do paciente ou de
seu responsável; nos casos de necessidade de transferência
pala outra instituição de saúde; na ocorrência de o
paciente ou seu responsável recusar(em)-se a seguir o
tratamento, mesmo após ter(em) sido orientado(s)
quanto aos riscos, direitos e deveres frente à terapêutica
proporcionada pela equipe.
Na ocasião da alta, o paciente e seus familiares
podem necessitar de orientações sobre alimentação,
tratamento medicamentoso, atividades físicas e
laborais, curativos e outros cuidados específicos,
momento em que a participação da equipe
multiprofissional é importante para esclarecer
quaisquer dúvidas apresentadas.
Após a saída do paciente, há necessidade de se
realizar a limpeza da cama e mobiliário; se o mesmo
se encontrava em isolamento, deve-se também
fazer a limpeza de todo o ambiente (limpeza
terminal): teto, paredes, piso e banheiro.
As rotinas administrativas relacionadas ao
preenchimento e encaminhamento do aviso de
alta ao registro, bem como às pertinentes, à
contabilidade e apontamento em censo, hospitalar,
deveriam ser realizadas por agentes
administrativos. Na maioria das instituições
hospitalares, porém, estas ações ainda ficam sob o
encargo dos profissionais de enfermagem.
O paciente poderá sair do hospital só ou
acompanhado por familiares, amigos ou por um
funcionário (assistente social, auxiliar, técnico de
enfermagem ou qualquer outro profissional de
saúde que a instituição disponibilize);
dependendo do seu estado geral, em transporte
coletivo, particular ou ambulância.
Cabe à enfermagem registrar no prontuário a
hora de saída, condições gerais, orientações
prestadas, como e com quem deixou o hospital. Um
aspecto particular da alta diz respeito à
transferência para outro setor do mesmo
estabelecimento, ou para outra instituição.
Deve-se considerar que a pessoa necessitará
adaptar-se ao novo ambiente, motivo pelo qual a
orientação da enfermagem é importante. Quando
do transporte a outro setor ou à ambulância, o
paciente deve ser transportado em maca ou cadeira
de rodas, junto com seus pertences, prontuário e os
devidos registros de enfermagem.
No caso de encaminhamento para outro
estabelecimento, enviar os relatórios médico e de
enfermagem.
 EXERCÍCIOS DE COMPREENSÃO
1 Explique com suas palavras o que você entende pela palavra Hospital.
2 Descreva a classificação do hospital quanto ao:
 - Número de leitos:
 - Especialidades:
 - Propriedade:
 - Filantropia e Beneficência:
 - Quanto ao corpo clínico:
3 Qual é a função básica do administrador?
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no hospital.

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GESTÃO HOSPITALAR/ AULA DE ADMINISTRAÇÃO EM SAUDE

  • 2. Palavra de origem do latim “hopes” – hospede, que significa “ lugar em que há pessoas hospedadas”. Foram diversas definições de hospital dadas ao longo dos tempos na tentativa de conceituar mais amplamente possível este ambiente fundamental no restabelecimento da saúde perdida.
  • 3. Histórico no Brasil 1543 – Primeiro hospital do Brasil e da América do Sul – Santa Casa de Misericórdia de Santos;
  • 4. Conceito de Hospital segundo a Organização Mundial de Saúde: "Hospital é parte integrante de um sistema coordenado de saúde, cuja função é dispensar à comunidade completa assistência médica, preventiva e curativa, incluindo serviços extensivos à família em seu domicilio e ainda um centro de formação dos que trabalham no campo de saúde e para as pesquisas biossociais".
  • 5.  O hospital, além de ser uma instituição complexa, deve ser também completa. O conceito da OMS mostra que o hospital é parte de uma organização médico-social, cuja função básica consiste em proporcionar á população assistência médica integral, curativa e preventiva, sob quaisquer regimes de atendimento, inclusive o domiciliar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em saúde, bem como de encaminhamento de pacientes, cabendo-lhes supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a eles vinculados tecnicamente.
  • 6. Cada vez mais o Hospital deixa de ser o único lugar a resolver problemas de saúde, expandindo esta responsabilidade para outros lugares onde o indivíduo vive, trabalha e tem lazer, além de promover a saúde e prevenir a doença em conjunto com outras instituições.
  • 7. O Hospital é uma empresa, uma organização. Sob o ponto de vista técnico é uma empresa, devidamente aparelhada em pessoal e material, destinada ao diagnostico e tratamento de pessoas que necessitam de assistência médica diária e cuidados permanentes de enfermagem, em regime de internação.
  • 8. No sentido filosófico, podemos dizer que o hospital é a representação do direito que cada homem tem de tratar e conservar a saúde. Para definir o hospital sob o ponto de vista da Administração, podemos afirmar que é uma organização que contém várias unidades, entrosadas harmoniosamente entre si para poder, desta maneira, oferecer conforto e bem-estar aos pacientes, como também um ambiente agradável e adequado ao pessoal que nele trabalha.
  • 9. O hospital é uma instituição complexa, onde atividades industriais são mescladas com ciência e tecnologia de procedimentos diretamente em pacientes com componentes sociais, culturais e educacionais, interferindo na estrutura, no processo e nos resultados, e nele existe uma grande variedade de pessoal especializado ou não, com as mais diversas funções.
  • 10. O pessoal com as atribuições similares se reúne, se associa, formando assim divisões, serviços, setores, entrosando entre si, constituindo assim a grande organização hospitalar. Um destes setores é o Serviço de Enfermagem, com função especifica de dar assistência e cuidados de Enfermagem aos pacientes internados.
  • 11. Funções ● Assistência Médica preventiva e curativa. ● Reabilitação. ● Ensino. ● Pesquisa.
  • 12. CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAIS NÚMERO DE LEITOS; ESPECIALIDADES; PROPRIEDADE; FILANTROPIA E BENEFICIÊNCIA; QUANTO AO CORPO CLÍNICO.
  • 13. NÚMERO DE LEITOS De acordo com o seu número de leitos, o hospital pode ser classificado em porte: ● Pequeno Porte – até 50 leitos; ● Médio Porte - de 51 a 150 leitos; ● Grande Porte - de 151 a 500 leitos; ● Porte Especial - acima de 500 leitos.
  • 14. ESPECIALIDADES De acordo com as especialidades existentes, o hospital pode ser classificado como: ● Hospital Geral – destinado a prestar assistência quatro especialidades médicas básicas – clínica cirúrgica, clínica gineco-obstétrica e clínica pediátrica. ● Hospital Especializado - serviço de assistência de especialização médica como: neurocirurgia, maternidade, cardiologia, oftalmologia, ortopedia etc.
  • 15. PROPRIEDADE ● Hospital Público – Aquele que integra o patrimônio da União, Estados, Distrito Federal e municípios; autarquias, fundações instituídas pelo poder público, empresas públicas e sociedade de economia mista (pessoas jurídicas de direito privado). ● Hospital Privado ou Particular – Integra o patrimônio de uma pessoa natural ou jurídica de direito privado, não-instituída pelo Poder Público.
  • 16. O paciente procura o hospital por sua própria vontade (necessidade) ou da família, e a internação ocorre por indicação médica ou, nos casos de doença mental ou infectocontagiosa, por processo legal instaurado. COMPREENDERO ATENDIMENTO AO PACIENTE
  • 17. A internação é a admissão do paciente para ocupar um leito hospitalar, por período igual ou maior que 24 horas. Para ele, isto significa a interrupção do curso normal de vida e a convivência temporária com pessoas estranhas e em ambiente não-familiar.
  • 18. Para a maioria das pessoas, esse fato representa desequilíbrio financeiro, Isolamento social, perda de privacidade e individualidade, sensação de insegurança, medo e abandono.
  • 19. A adaptação do paciente a essa nova situação é marcada por dificuldades, pois aos fatores acima, soma-se a necessidade de seguir regras e normas institucionais quase sempre bastante rígidas e inflexíveis, de entrosar-se com a equipe de saúde, de submeter-se a inúmeros procedimentos e de mudar de hábitos.
  • 20. O movimento de humanização do atendimento em saúde procura minimizar o sofrimento do paciente e seus familiares, buscando formas de tornar menos agressiva a condição do doente institucionalizado. Embora lenta e gradual, a própria conscientização do paciente a respeito de seus direitos tem contribuído para tal intento.
  • 21. Fortes aponta a responsabilidade institucional como um aspecto importante, ao afirmar que "existe um componente de responsabilidade dos administradores de saúde na implementação de políticas e ações administrativas que resguardem os direitos dos pacientes"
  • 22. Assim, questões como sigilo, privacidade, informação, aspectos que o profissional de saúde tem o dever de acatar por determinação do seu código de ética, tornam-se mais abrangentes e eficazes na medida em que também passam a ser princípios norteadores da organização de saúde.
  • 23. Tudo isso reflete as mudanças em curso nas relações que se estabelecem entre o receptor do cuidado - o paciente - e o profissional que o assiste, tendo influenciado, inclusive, a nomenclatura tradicionalmente utilizada no meio hospitalar.
  • 24. O termo paciente, por exemplo, deriva do verbo latino patiscere, que significa padecer, e expressa uma conotação de dependência, motivo pelo qual cada vez mais se busca outra denominação para o receptor do cuidado. Há crescente tendência em utilizar o termo cliente, que melhor reflete a forma como vem sendo estabelecidos os contatos entre o receptor do cuidado e o profissional, ou seja, na base de uma relação de interdependência e aliança.
  • 25. Outros têm manifestado preferência pelo termo usuário, considerando que o receptor do cuidado "usa" os nossos serviços. Aqui, entretanto, será mantida a denominação tradicional, porque ainda é dessa forma que a maioria se reporta ao receptor do cuidado.
  • 26. Ao receber o paciente na unidade de internação, o profissional de enfermagem deve providenciar e realizar a assistência necessária, atentando para certos cuidados que podem auxiliá-la nessa fase.
  • 27. O primeiro contato entre o paciente, seus familiares e a equipe muito importante para a adaptação na unidade. O tratamento realizado com gentileza, cordialidade e compreensão, ajuda a despertar a confiança e a segurança tão necessárias.
  • 28. Assim, cabe auxiliá-lo a se familiarizar com o ambiente, apresentando-o à equipe presente e a outros pacientes internados, em caso de enfermaria, acompanhando-o em visita às dependências da unidade, orientando-o sobre o regulamento, normas e rotinas da instituição.
  • 29. É também importante solicitar aos familiares que providenciem objetos de uso pessoal, quando necessário, bem como arrolar roupas e valores nos casos em que o paciente esteja desacompanhado e seu estado indique a necessidade de tal procedimento.
  • 30. É importante lembrar que, mesmo na condição de doente, a pessoa continua de posse de seus direitos ao respeito de ser chamado pelo nome, de decidir, junto aos profissionais, sobre seus cuidados, de ser informado sobre os procedimentos e tratamento que lhe serão dispensados, e a que seja mantida sua privacidade física e o segredo sobre as informações confidenciais que digam respeito à sua vida e estado de saúde.
  • 31. O tempo de permanência do paciente no hospital dependerá de vários fatores tipo de doença, estado geral, resposta orgânica ao tratamento realizado e complicações existentes. Atualmente, há uma tendência para se abreviar ao máximo o tempo de internação, em vista de fatores como altos custos hospitalares, insuficiência de leitos e riscos de infecção hospitalar.
  • 32. Em contrapartida, difundem-se os serviços de saúde externos, como a internação domiciliar, a qual estende os cuidados da equipe para o domicílio do doente, medida comum em situações de alta precoce e de acompanhamento de casos crônicos - é importante que, mesmo neste âmbito, sejam também observados os cuidados e técnicas utilizadas para a prevenção e controle da infecção hospitalar e descarte adequado de material perfuro cortante.
  • 33. O período de internação do paciente finaliza-se com a alta hospitalar, decorrente de melhora em seu estado de saúde, ali por motivo de óbito. Entretanto, a alta também pode ser dada por motivos tais como: a pedido do paciente ou de seu responsável; nos casos de necessidade de transferência pala outra instituição de saúde; na ocorrência de o paciente ou seu responsável recusar(em)-se a seguir o tratamento, mesmo após ter(em) sido orientado(s) quanto aos riscos, direitos e deveres frente à terapêutica proporcionada pela equipe.
  • 34. Na ocasião da alta, o paciente e seus familiares podem necessitar de orientações sobre alimentação, tratamento medicamentoso, atividades físicas e laborais, curativos e outros cuidados específicos, momento em que a participação da equipe multiprofissional é importante para esclarecer quaisquer dúvidas apresentadas.
  • 35. Após a saída do paciente, há necessidade de se realizar a limpeza da cama e mobiliário; se o mesmo se encontrava em isolamento, deve-se também fazer a limpeza de todo o ambiente (limpeza terminal): teto, paredes, piso e banheiro.
  • 36. As rotinas administrativas relacionadas ao preenchimento e encaminhamento do aviso de alta ao registro, bem como às pertinentes, à contabilidade e apontamento em censo, hospitalar, deveriam ser realizadas por agentes administrativos. Na maioria das instituições hospitalares, porém, estas ações ainda ficam sob o encargo dos profissionais de enfermagem.
  • 37. O paciente poderá sair do hospital só ou acompanhado por familiares, amigos ou por um funcionário (assistente social, auxiliar, técnico de enfermagem ou qualquer outro profissional de saúde que a instituição disponibilize); dependendo do seu estado geral, em transporte coletivo, particular ou ambulância.
  • 38. Cabe à enfermagem registrar no prontuário a hora de saída, condições gerais, orientações prestadas, como e com quem deixou o hospital. Um aspecto particular da alta diz respeito à transferência para outro setor do mesmo estabelecimento, ou para outra instituição.
  • 39. Deve-se considerar que a pessoa necessitará adaptar-se ao novo ambiente, motivo pelo qual a orientação da enfermagem é importante. Quando do transporte a outro setor ou à ambulância, o paciente deve ser transportado em maca ou cadeira de rodas, junto com seus pertences, prontuário e os devidos registros de enfermagem. No caso de encaminhamento para outro estabelecimento, enviar os relatórios médico e de enfermagem.
  • 40.  EXERCÍCIOS DE COMPREENSÃO 1 Explique com suas palavras o que você entende pela palavra Hospital. 2 Descreva a classificação do hospital quanto ao:  - Número de leitos:  - Especialidades:  - Propriedade:  - Filantropia e Beneficência:  - Quanto ao corpo clínico: 3 Qual é a função básica do administrador? 4 Descreva de forma sucinta o processo do atendimento do paciente no hospital.