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Referência Bibliográfica

WITTMAN, Lauro Carlos, MATIOLA, Osmar e MORAIS, Maria José de. Desaulando
a Prática Pedagógica. In: Pereira, G.M, M.C. L(orgs). O Educador Pesquisador e a
produção social do conhecimento. Florianópolis. Insular, 2003, p. 17-20.




                    DESAULANDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA

                                                               Lauro Carlos Wittman¹
                                                 Osmar Matiola², Maria José de Morais³


Introdução

...A reinvenção da prática pedagógica, na qual se procura estabelecer relações de
parceria entre os participantes da relação pedagógica tanto no processo de construção de
objetos, quanto na construção de sujeitos. Os objetos a serem construídos são a própria
temática ou vivência pedagógicas. São os objetos de estudo ou pesquisa. Os sujeitos em
construção são os próprios participantes do processo aprendente, que constroem as
condições subjetivas e objetivas de seu estatuto de educadores-pesquisadores.
...Num processo persistente, lento e contínuo, com esporádicos momentos de rupturas
mais provocadoras, foi se instituindo uma nova forma de relação pedagógica... ‟docente
e mestrando‟ e, depois, por „parceiros‟ de busca. (pág. 17)
... Há necessidade de eliminar possíveis quistos, obstáculos, ruídos e de redefinir, com a
experiência havida, nossas atribuições e práticas. (pág. 18)

1 O Sentido da Prática Pedagógica

                                                Gente não cabe em nenhum modelo ou padrão,
                                                            Não pode ser definida ou descria,
                                                                 Gente é para ser ad-mirada.

A prática Pedagógica e a organização do trabalho escolar são produto de construção
histórica e tendem a se neutralizar, sendo assumidas como certas... Uma das marcas
desta objetivação são as regras das relações n „aula‟, que cristaliza, objetiva e naturaliza
determinada relação pedagógica...O sentido e a razão de ser prática educativa passaram
por uma revolução reembasando o papel do profissional da educação. (pág. 18)
... Hoje vivemos numa época de reinvenção da educação e da instituição pedagógico-
educativa, e os fundamentos, os valores e os métodos que sustentaram a produção da
profissão docente estão postos em questão. A evolução social e a transformação dos
sistemas educativos demandam a revisão dos fundamentos e nortes do trabalho e do
trabalhador da educação, da prática educativa e da formação do educador.

    Os professores encontram-se numa encruzilhada os tempos são para refazer identidades. A
adesão a novos valores pode facilitar a redução das margens de ambigüidade que afectam hoje
 a profissão. E contribuir para que os professores voltem a sentir-se bem na sua pele. ( Nóvoa,
                                                                                   1995, p.29)
Trata-se de reconhecimento da complexidade maior do profissional educador,
responsável pela catalisação do processo. Seu envolvimento no processo transcende o
papel de professor ou docente. A mediação do professor ou docente, porque, como
síntese estruturante e impulsionadora do processo de formação humana, a mediação
pedagógica demanda o estatuto de educador-pesquisador, para o exercício da vigilância
polêmica, desafiadora que impulsiona o processo de formação humana. (pág. 19)
Uma profunda metamorfose caracteriza a construção histórica da educação, a instituição
educativa e o pensar e o fazer docentes... As aceleradas e cada vez mais densas
mudanças fundam um estado de devir inevitável, de formação continuada das pessoas e,
portanto, inexoravelmente, fundam uma permanente reinvenção da educação como
instância especializada de formação humana.
... A pessoa caracteriza-se como corpo desejante. Um corpo desejante é um corpo
pensante, convivial e ad-mirante. As características básicas da existência humana são o
pensamento, a conviviabilidade e o encantamento.
Como corpo pensante intervém originalmente no curso dos acontecimentos. Portanto,
sua presença no mundo não é redutível a um conjunto de ações instintivas, movidas por
estímulos externos. Ele tem um móvel interior, um projeto original, que o torna sujeito
de sua história e da história do seu entorno. Como corpo convivial a pessoa se constrói
pelo rosto do outro. A convivência, o encontro com outras pessoas constitui um fator de
forjamento de si mesmo. As pessoas saem dos encontros com outras pessoas mais gente
do que entraram. Como corpo ad-mirante a pessoa encontra e constrói sentidos para a
vida e para o encantamento.
A ampliação e aprofundamento da concepção de gente ou pessoa, no interior do
pensamento pedagógico, situa a prática pedagógica em outro patamar... Esta concepção
está trazendo consigo um processo de metamorfose do profissional da educação, que
supera seu paradigma de professor-ensinador e se institui como educador-pesquisador.
O profissional do conhecimento produzido se reinventa como agente do pensamento, da
sociabilidade e do encantamento.
...A formação humana vem progressivamente se instituindo como base, sentido e razão
de ser prática pedagógica. (pág. 20)

2 A formação humana como sentido
                               A construção histórica da existência humana, em cada pessoa
                                Exige mestres do humano ofício da arte de sermos humanos.

... importa explicitar, primeiro, os falsos pressuposto da aula, isto é, da relação
professor-aluno, com seus fundantes promissores, mas contidos. Em seguida, o texto
apresenta desafios e perspectivas da parceria na prática pedagógica – da mediação
pedagógica.
... os profissionais envolvidos nesta prática estão desafiados pela surpresa do novo, da
mudança, que sacode os alicerces de velhas crenças. Num processo persistente, lento e
contínuo, com esporádicos momentos de rupturas mais provocadoras, vem se
instituindo uma nova forma de relação pedagógica.
A concepção de educação é o objeto e o sentido de todas as decisões, atividades e
atitudes e gestos na prática pedagógica. Em conseqüência, a base da posição teórico-
prática, pessoal e profissional de todo os envolvidos está na sua concepção de educação.
... A relação pedagógica fundada na classificação dos participantes em „professor‟ e
„aluno‟ tende a consagrar ou naturalizar modelos e „standards‟, enfatizando o programa,
o conteúdo e os padrões. É fundamental desmitificar e desobjetivar esta relação para
construir uma nova relação pedagógica com base e ênfase nos processos e nas
demandas da dinâmica da formação humana. (pág. 21)
A prática docente, baseada num saber professoral é vista como transmissão de
conhecimentos para os alunos e não se constitui num “processo”... Esse tipo de saber se
interessa pelo produto final que já está pronto e acabado que é a mera reprodução de
conhecimento. É muito mais comunicação do que diálogo. É o diálogo buscando o
consenso. Não desinstala saberes, sobrepõe saberes, ordenados uns após os outros,
inidimensionalmente. Esta prática docente se impõe e impede a prática pedagógica na
qual o ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua
produção ou a sua construção. Neste processo professor e alunos são sujeitos do
processo de ensinar e aprender, quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina
ao aprender. Pensar é mais que conhecer. É refletir sobre o conhecer e sobre o
conhecido. Portanto a tarefa docente não é apenas ensinar os conteúdos mas,
principalmente, ensinar a pensar ou trabalhar ou laborar os conteúdos criativamente,
rigorosamente , instigatemente, humildemente, de forma inquietante e persistente(Cf.
FREIRE,2002).
... A experiência da construção de relações fundadas na parceria demandou a assunção
da mediação pedagógica em toda a sua complexidade... Para esta relação pedagógica, a
avaliação é a instância crítica do processo, que fundamenta a festa da aprendência e a
melhoria do processo.
... A importância do saber historicamente produzido pela humanidade é agigantada. O
envolvimento dos profissionais da educação neste processo transcende o papel de
professor ou docente.
Esta concepção... na sua dinâmica teórico-prática, vem redefinindo o profissional da
educação e construindo novo estatuto de relação pedagógico-didática. Consciente e
intencionalmente vai sendo eliminada a expressão „professor‟, que vem sendo
substituída, primeiro por „profissional da educação‟ e , hoje, por mediador da formação
humana. Os „alunos‟ passam a sujeitos e „parceiros‟ de construção humana. (pág. 22)

  ... A recuperação do sentido de nosso ofício de mestre não passará por desprezar a função de
    ensinar, mais reinterpretá-la na tradição mais secular, no ofício de ensinar a ser humanos.
                                                                           (Arroyo, 2000, p. 54)
... A liberdade e a responsabilidade são duas dimensões indissociáveis no processo de
emancipação humana. (pág. 23)

3 Pela pedagogia da pergunta para além da ilusória certeza da resposta
                                          Liberando a educação do ópio da resposta/certeza
                            E inaugurando a lucidez da fidelidade à pergunta/ transcendência.


A interlocução crítica mantém a pulsão da busca e evita as ilusórias ancoragens nas
respostas... Somos devires de desejos. Inclusive as mais primárias necessidades, na
existência humana, são trans cedidas e sobressumidas em nichos de desejos.
... A prática pedagógica é um misto de assassinato da existência humana e de impulsão
desta existência. Assassina enquanto integra, domestica e aquieta as pessoas, chapando
a criatividade, centrando o dizer pedagógico na palavra do outro. Esta tendência é
sobejamente conhecida pelo reconhecimento da submissão ao livro didático e ao dizer
do professor, pela clonagem, até mesmo, no jeito de desenhar uma casa. (pág. 23)
... A pedagogia da pergunta rompe com a aquietante ilusão da resposta e mantém a
pulsão de busca. A certeza como base do saber é o ópio da prática pedagógica para a
domesticação humana, que no fundo é a própria demissão da radicalidade humana. A
virulência da pergunta é a pulsão do futuro presente na prática pedagógica para a
emancipação humana, que constitui a própria essenciabilidade da condição de ser gente.
... A descoberta da limitação da resposta ou da armadilha da certeza gera a ressaca da
frustração. A prática pedagógica da verdade, da transmissão do saber historicamente
acumulado pela humanidade, do conhecimento como conteúdo, tem como base falsas
certezas, porque é fundada em saberes prontos e, por isso mesmo, mortos... Extirpada
da radicalidade da condição humana, a prática pedagógica situa-se diante das
alternativas sobrantes do autoritarismo impostor ou da omissão inócua do „ laissez-
faire‟.
... A prática pedagógica desaulada extirpa a ilusão da certeza e assume a privisoriedade
não como limitação, mas como condição básica da transcendência e da inacababilidade
humanas... a prática pedagógica traz para dentro de si o futuro que já chegou e funda a
esperança no horizonte do amanhã, garantindo e ampliando o espaço do sonho, da
criatividade no presente e a possibilidade da surpresa e do novo no amanhã. A pergunta
e não a resposta constitui a vigilância da emancipação. (pág. 24)

Conclusão

...As pessoas se qualificam pelo pensamento, sociabilidade e encantamento. Estas
características básicas da existência humana são dimensões inalienáveis da prática
pedagógica. O pensamento não se confunde com o conhecimento, mas é ativado por ele
e nele se origina e nele se expressa. A sociabilidade não se reduz ao encontro e à
convivência, mas nestes se origina e desemboca. O encantamento não se confunde com
o sentido, mas no sentido das coisas se forja e, ao mesmo tempo, enucleia e produz
sentidos.
Uma relação pedagógica, como relação fundante da existência humana é... prazerosa,
parceria e preenche de conhecimento. Esta parceria, pensante, convivial e prazerosa é
indispensável como fundante do ato de formação humana. O ato pedagógico é o espaço
social da:
        Ativação do pensamento;
        Experiência do convívio humano;
        Ad-miração de gente sobre seu próprio processo de construção; (pág. 25)

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  • 1. Referência Bibliográfica WITTMAN, Lauro Carlos, MATIOLA, Osmar e MORAIS, Maria José de. Desaulando a Prática Pedagógica. In: Pereira, G.M, M.C. L(orgs). O Educador Pesquisador e a produção social do conhecimento. Florianópolis. Insular, 2003, p. 17-20. DESAULANDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA Lauro Carlos Wittman¹ Osmar Matiola², Maria José de Morais³ Introdução ...A reinvenção da prática pedagógica, na qual se procura estabelecer relações de parceria entre os participantes da relação pedagógica tanto no processo de construção de objetos, quanto na construção de sujeitos. Os objetos a serem construídos são a própria temática ou vivência pedagógicas. São os objetos de estudo ou pesquisa. Os sujeitos em construção são os próprios participantes do processo aprendente, que constroem as condições subjetivas e objetivas de seu estatuto de educadores-pesquisadores. ...Num processo persistente, lento e contínuo, com esporádicos momentos de rupturas mais provocadoras, foi se instituindo uma nova forma de relação pedagógica... ‟docente e mestrando‟ e, depois, por „parceiros‟ de busca. (pág. 17) ... Há necessidade de eliminar possíveis quistos, obstáculos, ruídos e de redefinir, com a experiência havida, nossas atribuições e práticas. (pág. 18) 1 O Sentido da Prática Pedagógica Gente não cabe em nenhum modelo ou padrão, Não pode ser definida ou descria, Gente é para ser ad-mirada. A prática Pedagógica e a organização do trabalho escolar são produto de construção histórica e tendem a se neutralizar, sendo assumidas como certas... Uma das marcas desta objetivação são as regras das relações n „aula‟, que cristaliza, objetiva e naturaliza determinada relação pedagógica...O sentido e a razão de ser prática educativa passaram por uma revolução reembasando o papel do profissional da educação. (pág. 18) ... Hoje vivemos numa época de reinvenção da educação e da instituição pedagógico- educativa, e os fundamentos, os valores e os métodos que sustentaram a produção da profissão docente estão postos em questão. A evolução social e a transformação dos sistemas educativos demandam a revisão dos fundamentos e nortes do trabalho e do trabalhador da educação, da prática educativa e da formação do educador. Os professores encontram-se numa encruzilhada os tempos são para refazer identidades. A adesão a novos valores pode facilitar a redução das margens de ambigüidade que afectam hoje a profissão. E contribuir para que os professores voltem a sentir-se bem na sua pele. ( Nóvoa, 1995, p.29)
  • 2. Trata-se de reconhecimento da complexidade maior do profissional educador, responsável pela catalisação do processo. Seu envolvimento no processo transcende o papel de professor ou docente. A mediação do professor ou docente, porque, como síntese estruturante e impulsionadora do processo de formação humana, a mediação pedagógica demanda o estatuto de educador-pesquisador, para o exercício da vigilância polêmica, desafiadora que impulsiona o processo de formação humana. (pág. 19) Uma profunda metamorfose caracteriza a construção histórica da educação, a instituição educativa e o pensar e o fazer docentes... As aceleradas e cada vez mais densas mudanças fundam um estado de devir inevitável, de formação continuada das pessoas e, portanto, inexoravelmente, fundam uma permanente reinvenção da educação como instância especializada de formação humana. ... A pessoa caracteriza-se como corpo desejante. Um corpo desejante é um corpo pensante, convivial e ad-mirante. As características básicas da existência humana são o pensamento, a conviviabilidade e o encantamento. Como corpo pensante intervém originalmente no curso dos acontecimentos. Portanto, sua presença no mundo não é redutível a um conjunto de ações instintivas, movidas por estímulos externos. Ele tem um móvel interior, um projeto original, que o torna sujeito de sua história e da história do seu entorno. Como corpo convivial a pessoa se constrói pelo rosto do outro. A convivência, o encontro com outras pessoas constitui um fator de forjamento de si mesmo. As pessoas saem dos encontros com outras pessoas mais gente do que entraram. Como corpo ad-mirante a pessoa encontra e constrói sentidos para a vida e para o encantamento. A ampliação e aprofundamento da concepção de gente ou pessoa, no interior do pensamento pedagógico, situa a prática pedagógica em outro patamar... Esta concepção está trazendo consigo um processo de metamorfose do profissional da educação, que supera seu paradigma de professor-ensinador e se institui como educador-pesquisador. O profissional do conhecimento produzido se reinventa como agente do pensamento, da sociabilidade e do encantamento. ...A formação humana vem progressivamente se instituindo como base, sentido e razão de ser prática pedagógica. (pág. 20) 2 A formação humana como sentido A construção histórica da existência humana, em cada pessoa Exige mestres do humano ofício da arte de sermos humanos. ... importa explicitar, primeiro, os falsos pressuposto da aula, isto é, da relação professor-aluno, com seus fundantes promissores, mas contidos. Em seguida, o texto apresenta desafios e perspectivas da parceria na prática pedagógica – da mediação pedagógica. ... os profissionais envolvidos nesta prática estão desafiados pela surpresa do novo, da mudança, que sacode os alicerces de velhas crenças. Num processo persistente, lento e contínuo, com esporádicos momentos de rupturas mais provocadoras, vem se instituindo uma nova forma de relação pedagógica. A concepção de educação é o objeto e o sentido de todas as decisões, atividades e atitudes e gestos na prática pedagógica. Em conseqüência, a base da posição teórico- prática, pessoal e profissional de todo os envolvidos está na sua concepção de educação. ... A relação pedagógica fundada na classificação dos participantes em „professor‟ e „aluno‟ tende a consagrar ou naturalizar modelos e „standards‟, enfatizando o programa, o conteúdo e os padrões. É fundamental desmitificar e desobjetivar esta relação para
  • 3. construir uma nova relação pedagógica com base e ênfase nos processos e nas demandas da dinâmica da formação humana. (pág. 21) A prática docente, baseada num saber professoral é vista como transmissão de conhecimentos para os alunos e não se constitui num “processo”... Esse tipo de saber se interessa pelo produto final que já está pronto e acabado que é a mera reprodução de conhecimento. É muito mais comunicação do que diálogo. É o diálogo buscando o consenso. Não desinstala saberes, sobrepõe saberes, ordenados uns após os outros, inidimensionalmente. Esta prática docente se impõe e impede a prática pedagógica na qual o ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Neste processo professor e alunos são sujeitos do processo de ensinar e aprender, quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Pensar é mais que conhecer. É refletir sobre o conhecer e sobre o conhecido. Portanto a tarefa docente não é apenas ensinar os conteúdos mas, principalmente, ensinar a pensar ou trabalhar ou laborar os conteúdos criativamente, rigorosamente , instigatemente, humildemente, de forma inquietante e persistente(Cf. FREIRE,2002). ... A experiência da construção de relações fundadas na parceria demandou a assunção da mediação pedagógica em toda a sua complexidade... Para esta relação pedagógica, a avaliação é a instância crítica do processo, que fundamenta a festa da aprendência e a melhoria do processo. ... A importância do saber historicamente produzido pela humanidade é agigantada. O envolvimento dos profissionais da educação neste processo transcende o papel de professor ou docente. Esta concepção... na sua dinâmica teórico-prática, vem redefinindo o profissional da educação e construindo novo estatuto de relação pedagógico-didática. Consciente e intencionalmente vai sendo eliminada a expressão „professor‟, que vem sendo substituída, primeiro por „profissional da educação‟ e , hoje, por mediador da formação humana. Os „alunos‟ passam a sujeitos e „parceiros‟ de construção humana. (pág. 22) ... A recuperação do sentido de nosso ofício de mestre não passará por desprezar a função de ensinar, mais reinterpretá-la na tradição mais secular, no ofício de ensinar a ser humanos. (Arroyo, 2000, p. 54) ... A liberdade e a responsabilidade são duas dimensões indissociáveis no processo de emancipação humana. (pág. 23) 3 Pela pedagogia da pergunta para além da ilusória certeza da resposta Liberando a educação do ópio da resposta/certeza E inaugurando a lucidez da fidelidade à pergunta/ transcendência. A interlocução crítica mantém a pulsão da busca e evita as ilusórias ancoragens nas respostas... Somos devires de desejos. Inclusive as mais primárias necessidades, na existência humana, são trans cedidas e sobressumidas em nichos de desejos. ... A prática pedagógica é um misto de assassinato da existência humana e de impulsão desta existência. Assassina enquanto integra, domestica e aquieta as pessoas, chapando a criatividade, centrando o dizer pedagógico na palavra do outro. Esta tendência é sobejamente conhecida pelo reconhecimento da submissão ao livro didático e ao dizer do professor, pela clonagem, até mesmo, no jeito de desenhar uma casa. (pág. 23)
  • 4. ... A pedagogia da pergunta rompe com a aquietante ilusão da resposta e mantém a pulsão de busca. A certeza como base do saber é o ópio da prática pedagógica para a domesticação humana, que no fundo é a própria demissão da radicalidade humana. A virulência da pergunta é a pulsão do futuro presente na prática pedagógica para a emancipação humana, que constitui a própria essenciabilidade da condição de ser gente. ... A descoberta da limitação da resposta ou da armadilha da certeza gera a ressaca da frustração. A prática pedagógica da verdade, da transmissão do saber historicamente acumulado pela humanidade, do conhecimento como conteúdo, tem como base falsas certezas, porque é fundada em saberes prontos e, por isso mesmo, mortos... Extirpada da radicalidade da condição humana, a prática pedagógica situa-se diante das alternativas sobrantes do autoritarismo impostor ou da omissão inócua do „ laissez- faire‟. ... A prática pedagógica desaulada extirpa a ilusão da certeza e assume a privisoriedade não como limitação, mas como condição básica da transcendência e da inacababilidade humanas... a prática pedagógica traz para dentro de si o futuro que já chegou e funda a esperança no horizonte do amanhã, garantindo e ampliando o espaço do sonho, da criatividade no presente e a possibilidade da surpresa e do novo no amanhã. A pergunta e não a resposta constitui a vigilância da emancipação. (pág. 24) Conclusão ...As pessoas se qualificam pelo pensamento, sociabilidade e encantamento. Estas características básicas da existência humana são dimensões inalienáveis da prática pedagógica. O pensamento não se confunde com o conhecimento, mas é ativado por ele e nele se origina e nele se expressa. A sociabilidade não se reduz ao encontro e à convivência, mas nestes se origina e desemboca. O encantamento não se confunde com o sentido, mas no sentido das coisas se forja e, ao mesmo tempo, enucleia e produz sentidos. Uma relação pedagógica, como relação fundante da existência humana é... prazerosa, parceria e preenche de conhecimento. Esta parceria, pensante, convivial e prazerosa é indispensável como fundante do ato de formação humana. O ato pedagógico é o espaço social da: Ativação do pensamento; Experiência do convívio humano; Ad-miração de gente sobre seu próprio processo de construção; (pág. 25)