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FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024
Por: Fringe/ 2024 em caso de dúvidas ou sugestões contacte: 875657186 ou fredyfringedolane@gmail.com
1. O átomo de Bohr
O modelo atómico, proposto em 1913 pelo físico Niels Bohr, pode ser considerado um aperfeiçoamento do
modelo planetário apresentado em 1911 pelo físico Ernest Rutherford. Este modelo referia que o átomo era
constituído de uma região central de carga positiva e relativamente pequena, o núcleo, em volta do qual os
electrões (de carga negativa) giravam, ocupando uma grande região conhecida como electrosfera.
Bohr utilizou a ideia de Planck, segundo a qual a energia não seria emitida continuamente, mas em pequenos
“pacotes”, cada um dos quais denominado quantum. Existiriam, de acordo com Bohr, níveis de energia ou
estados de energia do electrão que se representam por úmeros inteiros: n=1, n=2, n=3 …. Denominou Estado
fundamental, o menor nível de energia no qual o electrão não emitiria energia. E estado excitado os níveis
de energia sopriores ao estado fundamental (𝑛 > 1) e seria possível o salto desde que o electrão absorvesse
energia, numa quantidade bem definida para isso. Quando retornasse ao nível inicial (estado fundamental),
o electrão emitiria a energia, na quantidade antes absorvida. A figura abaixo indica essa absorção e posterior
emissão da energia entre dois estados estacionários.
1.1.Transição do electrão
Sempre que há absorção de energia, um ou mais electrões “saltam” para orbitas mais externas. Porem, toda
acção que acumula energia, se for revertida, terá de emitir essa mesma energia, isto é, quando o electrão retorna
à sua orbita original ele deve libertar a mesma quantidade de energia absorvida sob forma de energia
luminosa (fotões). A sequência das figuras A e B acima, o electrão absorve saltando do estado fundamental
para um estado excitado figura A. Mas, na sua nova órbita, está fora da sua posição de equilíbrio. E como a
natureza busca sempre manter o equilíbrio, o electrão salta novamente para a sua orbita original libertando
energia na forma de fotões figura B.
Como a energia dos fotões só se encontra na natureza em forma de pacotes quantizados e de valores
determinados, fornecidos por 𝑬 = 𝒉. 𝒇, o electrão só pode transferir energia para órbitas determinadas. Se
o electrão mudar de um estado estacionário para outro, de energia diferente haverá a absorção ou emissão de
energia, a sua frequência ou comprimento de onda serão dados pela seguinte relação:
|∆𝐸| = |𝐸𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 − 𝐸𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙| = ℎ ∙ 𝑓 =
𝑓 ∙ 𝑐
𝜆
Se ∆𝐸 > 0 há absorção de energia- excitação. Se ∆𝐸 > 0 há absorção de energia- “desexcitção”
A
B
FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024
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Se a energia de radiação for inferior ou superior à energia necessária para provocar uma transição, o electrão
não absorve a radiação e não é excitado.
Para o átomo de hidrogénio, a equação de Bohr, que permite calcular o nível energético de cada órbita n, é
expressa por:
𝐸𝑛 = −
13.6 𝑒𝑉
𝑛2
1.2.Espectro de emissão do átomo de hidrogénio
E comum representar os níveis de energia por uma série de linhas horizontais, para além das horizontais, no
espectro de emissão de hidrogénio um conjunto de riscas na zona do ultravioleta, na luz visível e outros
conjuntos na zona do infravermelho.
Série de Lyman – radiações ultravioletas libertadas quando os electrões saltam 𝑛 > 2 para 𝑛 = 1.
Série de Balmer – radiações visíveis libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 2 para 𝑛 = 3.
Série de Paschen- Radiações infravermelhas libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 3 para 𝑛 = 3.
Série de Brackett – radiações infravermelhas libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 4 para 𝑛 = 5.
Série de Pfund – radiações infravermelhas libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 5 para 𝑛 = 5
2. Física Nuclear
Acabamos de estudar as interacções que ocorrem ao nível da electrosfera dos núcleos atómicos das substâncias – Física
Atómica. Agora vamos estudar as interacções que ocorrem ao nível dos núcleos atómicos – Física Nuclear. A Física
Nuclear é a parte da Física que se ocupa das interacções ao nível do núcleo atómico. O núcleo atómico é a parte central
do átomo, constituído por protões-P e neutrões-N (partículas elementares) denominadas também de nucleões. A maior
parte da massa atómica A está concentrada no núcleo atómico.
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Número de massa ou Massa atómica “A” – é a soma do número de protões (P) e do número de neutrões “N” existentes
no núcleo ( 𝑨 = 𝑷 + 𝑵).
Na Física Nuclear, o núcleo atómico é considerado uma partícula nuclear a que se dá o nome de Nuclídeo.
Nuclídeo – é uma partícula que representa o núcleo atómico de um determinado elemento. É representado pelo
seu número atómico “Z” e o seu número de massa “A”.
Representação de um nuclídeo 𝑿
𝒁
𝑨
, onde “X” é o símbolo do elemento químico.
Exemplos:
2.1.Partículas nucleares-Representação
Na tabela abaixo, são apresentadas as partículas nucleares que serão usadas, bem como a sua representação:
Exemplo: um átomo de potássio 𝐾
19
40
a) Quantos protões tem?
b) Indique o número de neutrões existentes.
c) Quantos nucleões existem no átomo?
Elementos isótopos – são elementos que possuem o mesmo número atómico (Z) e diferente número de massa
(A).
𝐸𝑥𝑒𝑚𝑝𝑙𝑜: 𝑈; 𝑈; 𝑈
92
238
92
235
92
234
Elementos isóbaros – são elementos que possuem o mesmo número de massa (A) e diferente número
atómico(Z).
Exemplo: 𝐼; 𝑇𝑒; 𝑋𝑒
54
130
53
130
52
130
FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024
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3. Reacções Nucleares
São transformações que os núcleos atómicos sofrem devido à sua interacção mútua com outras partículas
elementares. As reacções nucleares dividem-se em três grandes grupos a saber:
3.1. Reacções de desintegração ou radioactividade – é um processo de transformação de um nuclídeo em
outro com emissão de partículas altamente energéticas, também chamadas partículas nucleares.
A radioactividade pode ser natural, quando ocorre de forma espontânea, ou artificial, quando é provocada
ou induzida. A radioactividade pode ser do tipo alfa (𝛼), beta(𝛽)ou gama (𝛾)
Desintegração alfa(𝛼) - é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” reduz em quatro unidades a massa
atómica (A) e duas unidades o número atómico (Z) e se transforma num núcleo filho X e libertando uma
partícula alfa 𝛼.
𝒀
𝒁
𝑨
→ 𝑿
𝒁−𝟐
𝑨−𝟒
+ 𝜶
𝟐
𝟒
exemplo 𝑼
𝟗𝟐
𝟐𝟑𝟓
→ 𝑻𝒉
𝟗𝟎
𝟐𝟑𝟏
+ 𝜶
𝟐
𝟒
Desintegração Beta(𝛽) - distinguem-se a desintegração beta –menos (𝛽−)e beta- mais (𝛽+)
Desintegração beta –menos (𝜷−): é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” aumenta uma unidade
no seu numero atómico (Z) mantendo constante a massa atómica (A) e se transforma num núcleo filho X
libertando um electrão 𝑒
−1
0
, isto é: 𝒀
𝒁
𝑨
→ 𝑿
𝒁+𝟏
𝑨
+ 𝒆
−𝟏
𝟎
exemplo: 𝑼
𝟗𝟐
𝟐𝟑𝟓
→ 𝑵𝒑
𝟗𝟑
𝟐𝟑𝟓
+ 𝒆
−𝟏
𝟎
.
Desintegração beta –menos (𝜷−): é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” diminui uma unidade
no seu numero atómico (Z) mantendo constante a massa atómica (A) e se transforma num núcleo filho X
libertando um positrão 𝑒
+1
0
, isto é: 𝒀
𝒁
𝑨
→ 𝑿
𝒁−𝟏
𝑨
+ 𝒆
+𝟏
𝟎
exemplo: 𝑼
𝟗𝟐
𝟐𝟑𝟓
→ 𝑷𝒂
𝟗𝟏
𝟐𝟑𝟓
+ 𝒆
+𝟏
𝟎
.
Captura electrónica ou captura K: é uma reacção nuclear em que um núcleo-mãe “Y” capta um electrão
diminuindo em uma unidade o seu número atómico e se transforma num núcleo filho X, isto é: 𝒀 + 𝒆
−𝟏
𝟎
𝒁
𝑨
⟶
𝑿
𝒁−𝟏
𝑨
exemplo: 𝑼
𝟗𝟐
𝟐𝟑𝟓
+ 𝒆
−𝟏
𝟎
→ 𝑵𝒑
𝟗𝟏
𝟐𝟑𝟓
Desintegração gama (𝜸) - é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” sai do estado excitado e emite
radiação electromagnética ou radiação gama a qual é constituída por fotões. Este tipo de radiação, geralmente
acompanha os outros tipos de desintegração (alfa, beta ou captura – K). Exemplo: 𝑼
𝟗𝟐
𝟐𝟑𝟓
→ 𝑻𝒉 + 𝜸
𝟎
𝟎
𝟗𝟎
𝟐𝟑𝟏
+ 𝑯𝒆
𝟐
𝟒
Leis da desintegração Radioactiva radioactividade é o processo de transformação de um nuclídeo em outro
com a emissão de partículas altamente energéticas, também chamadas partículas nucleares.
Também sabe que se considera, radioactividade, a transformação de uma partícula noutra e que ela pode ser
natural, quando ocorre de forma espontânea, ou artificial, quando é provocada ou induzida. Portanto existem as
leis que governam a radioactividade a saber:
1ª. Lei: O processo de desintegração radioactiva no depende das condições externas. Isto significa que este
processo no depende das condições climatéricas em que decorre o processo de desintegração, dependendo
apenas do isótopo radioactivo.
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2ª Lei: O número de nuclídeos desintegrados na unidade de tempo (
∆𝑵
∆𝒕
) (rapidez de desintegração) é
directamente proporcional ao número de nuclidos “N” existentes. Isto é, quanto maior é o número de nuclídeos
existentes, maior é a rapidez de desintegração, ou seja, maior é a rapidez da transformação.
Ao número de nuclídeos desintegrados na unidade de tempo dá-se o nome de actividade. Assim, 𝐴 =
∆𝑵
∆𝒕
, A
unidade da actividade no S.I. é o Bequerel “Bq”, onde 1 𝐵𝑞 = 1𝑠−1
Período de Semidesintegração(𝑇1
2
⁄ ): O período de semidesintegração T é o intervalo de tempo no
decurso do qual se desintegra metade do número total de átomos radioactivos. A diminuição da
actividade de uma certa substância radiactiva, isto é, a evolução do número de desintegrações em
função do tempo, segue uma lei de desintegração exponencial. O período de semidesintegração de um
determinado período é um valor constante para um determinado nuclídeo.
As equações abaixo, podem ser usadas para as transformações das substâncias radioactivas
𝑵
𝑵𝟎
=
𝟏
𝟐𝒏
𝑨
𝑨𝟎
=
𝟏
𝟐𝒏
𝒏 =
𝒕
𝑻𝟏
𝟐
⁄
Onde:
𝑵𝟎- Número de nuclídeos no início da actividade
radioactiva;
𝑵- Número de nuclídeos por se desintegrar num
certo período;
𝑨𝟎- Actividade inicial do Nuclídeo;
𝑨- Actividade do nuclídeo num certo instante do
tempo;
𝒏- Número de períodos de semidesintegração;
𝑻𝟏
𝟐
⁄ -Período de semidesintegração.
Fracção de nuclídeos por se desintegrar (𝑸𝒑) é o quociente (
𝟏
𝟐𝒏
) é uma fracção importante, e
representa-se por: 𝑸𝒑 = (
𝟏
𝟐𝒏
).
Fracção de nuclídeos por se desintegrar (𝑸𝑫) 𝑸𝒑 = 𝟏 −
𝟏
𝟐𝒏
.
Exemplos:
1. Um nuclídeo radioactivo tem um período de semidesintegração de 600 anos.
a) Quantos períodos de semidesintegração decorreram após 3600 anos?
b) Qual é a fracção restante de nuclídeos (nuclídeos por se desintegrar) após 1200 anos?
c) Qual é a fracção que decai (nuclídeos desintegrados) após 4800 anos
2. Calcule, em horas, a vida – media dos átomos de uma amostra radioactiva, sabendo que , em 64h de
desintegração,80g dessa amostra se reduzem a 5g?

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FICHA DE APOIO DE ESCOLA SECUNDÁRIA 2024

  • 1. FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024 Por: Fringe/ 2024 em caso de dúvidas ou sugestões contacte: 875657186 ou fredyfringedolane@gmail.com 1. O átomo de Bohr O modelo atómico, proposto em 1913 pelo físico Niels Bohr, pode ser considerado um aperfeiçoamento do modelo planetário apresentado em 1911 pelo físico Ernest Rutherford. Este modelo referia que o átomo era constituído de uma região central de carga positiva e relativamente pequena, o núcleo, em volta do qual os electrões (de carga negativa) giravam, ocupando uma grande região conhecida como electrosfera. Bohr utilizou a ideia de Planck, segundo a qual a energia não seria emitida continuamente, mas em pequenos “pacotes”, cada um dos quais denominado quantum. Existiriam, de acordo com Bohr, níveis de energia ou estados de energia do electrão que se representam por úmeros inteiros: n=1, n=2, n=3 …. Denominou Estado fundamental, o menor nível de energia no qual o electrão não emitiria energia. E estado excitado os níveis de energia sopriores ao estado fundamental (𝑛 > 1) e seria possível o salto desde que o electrão absorvesse energia, numa quantidade bem definida para isso. Quando retornasse ao nível inicial (estado fundamental), o electrão emitiria a energia, na quantidade antes absorvida. A figura abaixo indica essa absorção e posterior emissão da energia entre dois estados estacionários. 1.1.Transição do electrão Sempre que há absorção de energia, um ou mais electrões “saltam” para orbitas mais externas. Porem, toda acção que acumula energia, se for revertida, terá de emitir essa mesma energia, isto é, quando o electrão retorna à sua orbita original ele deve libertar a mesma quantidade de energia absorvida sob forma de energia luminosa (fotões). A sequência das figuras A e B acima, o electrão absorve saltando do estado fundamental para um estado excitado figura A. Mas, na sua nova órbita, está fora da sua posição de equilíbrio. E como a natureza busca sempre manter o equilíbrio, o electrão salta novamente para a sua orbita original libertando energia na forma de fotões figura B. Como a energia dos fotões só se encontra na natureza em forma de pacotes quantizados e de valores determinados, fornecidos por 𝑬 = 𝒉. 𝒇, o electrão só pode transferir energia para órbitas determinadas. Se o electrão mudar de um estado estacionário para outro, de energia diferente haverá a absorção ou emissão de energia, a sua frequência ou comprimento de onda serão dados pela seguinte relação: |∆𝐸| = |𝐸𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 − 𝐸𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙| = ℎ ∙ 𝑓 = 𝑓 ∙ 𝑐 𝜆 Se ∆𝐸 > 0 há absorção de energia- excitação. Se ∆𝐸 > 0 há absorção de energia- “desexcitção” A B
  • 2. FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024 Por: Fringe/ 2024 em caso de dúvidas ou sugestões contacte: 875657186 ou fredyfringedolane@gmail.com Se a energia de radiação for inferior ou superior à energia necessária para provocar uma transição, o electrão não absorve a radiação e não é excitado. Para o átomo de hidrogénio, a equação de Bohr, que permite calcular o nível energético de cada órbita n, é expressa por: 𝐸𝑛 = − 13.6 𝑒𝑉 𝑛2 1.2.Espectro de emissão do átomo de hidrogénio E comum representar os níveis de energia por uma série de linhas horizontais, para além das horizontais, no espectro de emissão de hidrogénio um conjunto de riscas na zona do ultravioleta, na luz visível e outros conjuntos na zona do infravermelho. Série de Lyman – radiações ultravioletas libertadas quando os electrões saltam 𝑛 > 2 para 𝑛 = 1. Série de Balmer – radiações visíveis libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 2 para 𝑛 = 3. Série de Paschen- Radiações infravermelhas libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 3 para 𝑛 = 3. Série de Brackett – radiações infravermelhas libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 4 para 𝑛 = 5. Série de Pfund – radiações infravermelhas libertadas quando os electrões saltam de 𝑛 > 5 para 𝑛 = 5 2. Física Nuclear Acabamos de estudar as interacções que ocorrem ao nível da electrosfera dos núcleos atómicos das substâncias – Física Atómica. Agora vamos estudar as interacções que ocorrem ao nível dos núcleos atómicos – Física Nuclear. A Física Nuclear é a parte da Física que se ocupa das interacções ao nível do núcleo atómico. O núcleo atómico é a parte central do átomo, constituído por protões-P e neutrões-N (partículas elementares) denominadas também de nucleões. A maior parte da massa atómica A está concentrada no núcleo atómico.
  • 3. FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024 Por: Fringe/ 2024 em caso de dúvidas ou sugestões contacte: 875657186 ou fredyfringedolane@gmail.com Número de massa ou Massa atómica “A” – é a soma do número de protões (P) e do número de neutrões “N” existentes no núcleo ( 𝑨 = 𝑷 + 𝑵). Na Física Nuclear, o núcleo atómico é considerado uma partícula nuclear a que se dá o nome de Nuclídeo. Nuclídeo – é uma partícula que representa o núcleo atómico de um determinado elemento. É representado pelo seu número atómico “Z” e o seu número de massa “A”. Representação de um nuclídeo 𝑿 𝒁 𝑨 , onde “X” é o símbolo do elemento químico. Exemplos: 2.1.Partículas nucleares-Representação Na tabela abaixo, são apresentadas as partículas nucleares que serão usadas, bem como a sua representação: Exemplo: um átomo de potássio 𝐾 19 40 a) Quantos protões tem? b) Indique o número de neutrões existentes. c) Quantos nucleões existem no átomo? Elementos isótopos – são elementos que possuem o mesmo número atómico (Z) e diferente número de massa (A). 𝐸𝑥𝑒𝑚𝑝𝑙𝑜: 𝑈; 𝑈; 𝑈 92 238 92 235 92 234 Elementos isóbaros – são elementos que possuem o mesmo número de massa (A) e diferente número atómico(Z). Exemplo: 𝐼; 𝑇𝑒; 𝑋𝑒 54 130 53 130 52 130
  • 4. FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024 Por: Fringe/ 2024 em caso de dúvidas ou sugestões contacte: 875657186 ou fredyfringedolane@gmail.com 3. Reacções Nucleares São transformações que os núcleos atómicos sofrem devido à sua interacção mútua com outras partículas elementares. As reacções nucleares dividem-se em três grandes grupos a saber: 3.1. Reacções de desintegração ou radioactividade – é um processo de transformação de um nuclídeo em outro com emissão de partículas altamente energéticas, também chamadas partículas nucleares. A radioactividade pode ser natural, quando ocorre de forma espontânea, ou artificial, quando é provocada ou induzida. A radioactividade pode ser do tipo alfa (𝛼), beta(𝛽)ou gama (𝛾) Desintegração alfa(𝛼) - é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” reduz em quatro unidades a massa atómica (A) e duas unidades o número atómico (Z) e se transforma num núcleo filho X e libertando uma partícula alfa 𝛼. 𝒀 𝒁 𝑨 → 𝑿 𝒁−𝟐 𝑨−𝟒 + 𝜶 𝟐 𝟒 exemplo 𝑼 𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 → 𝑻𝒉 𝟗𝟎 𝟐𝟑𝟏 + 𝜶 𝟐 𝟒 Desintegração Beta(𝛽) - distinguem-se a desintegração beta –menos (𝛽−)e beta- mais (𝛽+) Desintegração beta –menos (𝜷−): é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” aumenta uma unidade no seu numero atómico (Z) mantendo constante a massa atómica (A) e se transforma num núcleo filho X libertando um electrão 𝑒 −1 0 , isto é: 𝒀 𝒁 𝑨 → 𝑿 𝒁+𝟏 𝑨 + 𝒆 −𝟏 𝟎 exemplo: 𝑼 𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 → 𝑵𝒑 𝟗𝟑 𝟐𝟑𝟓 + 𝒆 −𝟏 𝟎 . Desintegração beta –menos (𝜷−): é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” diminui uma unidade no seu numero atómico (Z) mantendo constante a massa atómica (A) e se transforma num núcleo filho X libertando um positrão 𝑒 +1 0 , isto é: 𝒀 𝒁 𝑨 → 𝑿 𝒁−𝟏 𝑨 + 𝒆 +𝟏 𝟎 exemplo: 𝑼 𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 → 𝑷𝒂 𝟗𝟏 𝟐𝟑𝟓 + 𝒆 +𝟏 𝟎 . Captura electrónica ou captura K: é uma reacção nuclear em que um núcleo-mãe “Y” capta um electrão diminuindo em uma unidade o seu número atómico e se transforma num núcleo filho X, isto é: 𝒀 + 𝒆 −𝟏 𝟎 𝒁 𝑨 ⟶ 𝑿 𝒁−𝟏 𝑨 exemplo: 𝑼 𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 + 𝒆 −𝟏 𝟎 → 𝑵𝒑 𝟗𝟏 𝟐𝟑𝟓 Desintegração gama (𝜸) - é uma reacção nuclear em que um núcleo mãe “Y” sai do estado excitado e emite radiação electromagnética ou radiação gama a qual é constituída por fotões. Este tipo de radiação, geralmente acompanha os outros tipos de desintegração (alfa, beta ou captura – K). Exemplo: 𝑼 𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 → 𝑻𝒉 + 𝜸 𝟎 𝟎 𝟗𝟎 𝟐𝟑𝟏 + 𝑯𝒆 𝟐 𝟒 Leis da desintegração Radioactiva radioactividade é o processo de transformação de um nuclídeo em outro com a emissão de partículas altamente energéticas, também chamadas partículas nucleares. Também sabe que se considera, radioactividade, a transformação de uma partícula noutra e que ela pode ser natural, quando ocorre de forma espontânea, ou artificial, quando é provocada ou induzida. Portanto existem as leis que governam a radioactividade a saber: 1ª. Lei: O processo de desintegração radioactiva no depende das condições externas. Isto significa que este processo no depende das condições climatéricas em que decorre o processo de desintegração, dependendo apenas do isótopo radioactivo.
  • 5. FICHA DE APOIO DE FÍSICA 12ª CLASSE ESCOLA SECUNDÁRIA MULOVOTE-MATOLA 2024 Por: Fringe/ 2024 em caso de dúvidas ou sugestões contacte: 875657186 ou fredyfringedolane@gmail.com 2ª Lei: O número de nuclídeos desintegrados na unidade de tempo ( ∆𝑵 ∆𝒕 ) (rapidez de desintegração) é directamente proporcional ao número de nuclidos “N” existentes. Isto é, quanto maior é o número de nuclídeos existentes, maior é a rapidez de desintegração, ou seja, maior é a rapidez da transformação. Ao número de nuclídeos desintegrados na unidade de tempo dá-se o nome de actividade. Assim, 𝐴 = ∆𝑵 ∆𝒕 , A unidade da actividade no S.I. é o Bequerel “Bq”, onde 1 𝐵𝑞 = 1𝑠−1 Período de Semidesintegração(𝑇1 2 ⁄ ): O período de semidesintegração T é o intervalo de tempo no decurso do qual se desintegra metade do número total de átomos radioactivos. A diminuição da actividade de uma certa substância radiactiva, isto é, a evolução do número de desintegrações em função do tempo, segue uma lei de desintegração exponencial. O período de semidesintegração de um determinado período é um valor constante para um determinado nuclídeo. As equações abaixo, podem ser usadas para as transformações das substâncias radioactivas 𝑵 𝑵𝟎 = 𝟏 𝟐𝒏 𝑨 𝑨𝟎 = 𝟏 𝟐𝒏 𝒏 = 𝒕 𝑻𝟏 𝟐 ⁄ Onde: 𝑵𝟎- Número de nuclídeos no início da actividade radioactiva; 𝑵- Número de nuclídeos por se desintegrar num certo período; 𝑨𝟎- Actividade inicial do Nuclídeo; 𝑨- Actividade do nuclídeo num certo instante do tempo; 𝒏- Número de períodos de semidesintegração; 𝑻𝟏 𝟐 ⁄ -Período de semidesintegração. Fracção de nuclídeos por se desintegrar (𝑸𝒑) é o quociente ( 𝟏 𝟐𝒏 ) é uma fracção importante, e representa-se por: 𝑸𝒑 = ( 𝟏 𝟐𝒏 ). Fracção de nuclídeos por se desintegrar (𝑸𝑫) 𝑸𝒑 = 𝟏 − 𝟏 𝟐𝒏 . Exemplos: 1. Um nuclídeo radioactivo tem um período de semidesintegração de 600 anos. a) Quantos períodos de semidesintegração decorreram após 3600 anos? b) Qual é a fracção restante de nuclídeos (nuclídeos por se desintegrar) após 1200 anos? c) Qual é a fracção que decai (nuclídeos desintegrados) após 4800 anos 2. Calcule, em horas, a vida – media dos átomos de uma amostra radioactiva, sabendo que , em 64h de desintegração,80g dessa amostra se reduzem a 5g?