SlideShare uma empresa Scribd logo
5) Métodos Combinados
5.1) Método de Penman
É um método que combina o balanço de energia radiante com
princípios aerodinâmicos.
5.2) Penman modificado
O método de Penman recomendado pela FAO foi derivado do original
(PENMAN, 1948) e é classificado como um método combinado de
determinação da ETo, uma vez que se associam os efeitos do balanço
de energia relacionados com o termo de radiação com os termos
aerodinâmicos e de pressão de vapor d'água do ar. O método é
conhecido como Penman modificado e, em principio, não e empírico,
uma vez que utiliza coeficientes de correção desenvolvidos e ajustados
por Doorenbos e Pruitt (1977), com base em dados provenientes de dez
localidades, cultivados, na sua maioria, com grama.
5.3) Thornthwaite
A equação de Thornthwaite (1948) leva em consideração a
evapotranspiração de grandes áreas, como bacias hidrográficas,
trabalhando-se com evapotranspiração potencial, que segundo o
próprio autor, é muito semelhante à condição de contorno
apresentada por Penman (1948).
5.4) Thornthwaite modificado
Camargo et al. (1999) propuseram uma equação de Thornthwaite
modificada, onde substituíram a temperatura média pela
temperatura efetiva (Tef), baseados na suposição de que a
amplitude térmica, expressa o efeito do alto e baixo déficit de
pressão de saturação de vapor no ar, partindo da premissa de
que quanto mais seca a atmosfera, maior sua temperatura
máxima e menor sua mínima, ou seja, a amplitude térmica
aumenta.
5.5) Blaney-Criddle
O método de Blaney e Criddle e mais simples, pois correlaciona
ETo apenas com dados de clima relacionados a temperatura do
ar e duração de brilho solar. A sua utilização e recomendada para
determinação de ETo para períodos superiores a quinze dias ou
mensais.
5.6) Hargreaves
O método de Hargreaves é considerado muito simples e requer
dados de temperatura e radiação solar. Nos locais sem dados de
radiação, Hargreaves (1974) propôs modificação utilizando a
razão de insolação e a radiação no topo da atmosfera. Outra
modificação utiliza a umidade relativa do ar ao invés da razão de
insolação.
5.7) Penman-Monteith
O Relatório de Consultores Especialistas nos Procedimentos para
Revisão do Roteiro da FAO, com relação a Previsões de
Requerimento de Água pelas culturas (Smith, 1991), chegou a
conclusão unânime que a equação combinada de melhor
performance na estimativa de ETo é a de Penman-Monteith.
O coeficiente de ajuste de tanque da FAO "kt", para o caso do tanque instalado em uma área
gramada, foi assim definido por Allen e Pruitt (1991):
kt = 0,108 - 0,000331 U2 + 0,0422 ln(F) + 0,1434 In(URmed) - 0,000631 [ln(F)]2 In(URmed)
em que:
U2 é a velocidade média do vento, medida a 2 m da superfície do solo (ou convertida para esta altura)
(em km/dia).
F é a distância da qual se encontra instalado o centro do tanque classe A até os limites da superfície
gramada (em m).
URmed é a umidade relativa média do ar (em %).
•O método do tanque classe A baseia-se na medição da evaporação da
água no interior do tanque.
•A seguinte equação é usada por esse método:
ETo = kt. EV
em que:
• ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia).
• kt é o coeficiente de ajuste de tanque proposto pela FAO.
• EV é a evaporação da água medida no tanque classe A (em mm/dia).
• Thornthwaite (1948), a partir da correlação entre dados de
evapotranspiração medida e temperatura do ar, elaborou
método empírico.
• Thornthwaite estabeleceu a seguinte equação para um mês
de 30 dias; a
C
I
T
FETP 






10
16
514,112
1 5








i
it
I


Tabela 2: Fatores para correção da evapotranspiração potencial mensal, dada pelo nomograma
Thornthwaite para ajustá-la ao número de dias do mês e duração do brilho solar diário, nos vários
meses do ano e latitude entre 15 graus norte e 37 graus sul. (Fonte: VILLELA; 1975).
Lat. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
15oN 0,97 0,91 1,03 1,04 1,11 1,08 1,12 1,08 1,02 1,01 0,95 0,97
10oN 1,00 0,91 1,03 1,03 1,08 1,05 1,08 1,07 1,02 1,02 0,98 0,99
5oN 1,02 0,93 1,03 1,02 1,06 1,03 1,06 1,05 1,01 1,03 0,99 1,02
Eq 1,04 0,94 1,04 1,01 1,04 1,01 1,04 1,04 1,01 1,04 1,01 1,04
5oS 1,06 0,95 1,04 1,00 1,02 0,99 1,02 1,03 1,00 1,05 1,03 1,06
10 oS 1,08 0,97 1,05 0,99 1,01 0,96 1,00 1,01 1,00 1,06 1,05 1,10
15 oS 1,12 0,98 1,05 0,98 0,98 0,94 0,97 1,00 1,00 1,07 1,07 1,12
20 oS 1,14 1,00 1,05 0,97 0,96 0,91 0,95 0,99 1,00 1,08 1,09 1,15
22 oS 1,14 1,00 1,05 0,97 0,95 0,90 0,94 0,99 1,00 1,09 1,10 1,16
23 oS 1,15 1,00 1,05 0,97 0,95 0,89 0,94 0,98 1,00 1,09 1,10 1,17
24 oS 1,16 1,01 1,05 0,96 0,94 0,89 0,93 0,98 1,00 1,10 1,11 1,17
25 oS 1,17 1,01 1,05 0,96 0,94 0,88 0,93 0,98 1,00 1,10 1,11 1,18
26 oS 1,17 1,01 1,05 0,96 0,94 0,87 0,92 0,98 1,00 1,10 1,11 1,18
27 oS 1,18 1,02 1,05 0,96 0,93 0,87 0,92 0,97 1,00 1,11 1,12 1,19
28 oS 1,19 1,02 1,06 0,95 0,93 0,86 0,91 0,97 1,00 1,11 1,13 1,20
29 oS 1,19 1,03 1,06 0,95 0,92 0,86 0,90 0,96 1,00 1,12 1,13 1,20
30 oS 1,20 1,03 1,06 0,95 0,92 0,85 0,90 0,96 1,00 1,12 1,14 1,21
31 oS 1,20 1,03 1,06 0,95 0,91 0,84 0,89 0,96 1,00 1,12 1,14 1,22
32 oS 1,21 1,03 1,06 0,95 0,01 0,84 0,89 0,95 1,00 1,12 1,15 1,23
33 oS 1,22 1,04 1,06 0,94 0,90 0,83 0,88 0,95 1,00 1,13 1,16 1,23
34 oS 1,22 1,04 1,06 0,94 0,89 0,82 0,87 0,84 1,00 1,13 1,16 1,24
35 oS 1,23 1,04 1,06 0,94 0,89 0,82 0,87 0,94 1,00 1,13 1,17 1,25
36 oS 1,24 1,04 1,06 0,94 0,88 0,81 0,86 0,94 1,00 1,13 1,17 1,26
37 oS 1,25 1,05 1,06 0,94 0,88 0,80 0,86 0,93 1,00 1,14 1,18 1,27
• A equação proposta por Hargreaves e Christiansen (1973) é
de fácil uso e requer dados de temperatura, umidade e
latitude. Ela se aproxima muito da evapotranspiração da
grama, podendo ser usada com dados climáticos do Brasil.
• A evapotranspiração (já modificada para os dados climáticos
disponíveis no Brasil) é dada por:
Onde:
F = fator mensal dependente da latitude (em mm/mês – Tabela 1).
TF = temperatura média em °F.
CH = fator de correção da umidade relativa média mensal.
Mas,
TF = 32 + 1,8T (T em °C).
CH = 0,158 x (100 – U)1/2, com o valor máximo de 1,0.
LAT
SUL
MÊS
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
0 2.255 2.008 2.350 2.211 2.165 2.023 2.123 2.237 2.200 2.343 2.205 2.229
-1 2.288 2.117 2.354 2.197 2.137 1.990 2.091 2.216 2.256 2.358 2.234 2.265
-2 2.371 2.136 2.357 2.182 2.108 1.936 2.059 2.194 2.251 2.372 2.263 2.301
-3 2.353 2.154 2.360 2.167 2.079 1.902 2.076 2.172 2.246 2.386 2.290 2.337
-4 2.385 2.172 2.362 2.151 2.050 1.908 1.993 2.150 2.240 2.398 2.318 2.372
-5 2.416 2.189 2.363 2.134 2.020 1.854 1.960 2.126 2.234 2.411 2.345 2.407
-6 2.447 2.205 2.363 2.117 1.989 1.800 1.926 2.103 2.226 2.422 2.371 2.442
-7 2.479 2.221 2.363 2.099 1.959 1.785 1.893 2.078 2.218 2.433 2.397 2.476
-8 2.509 2.237 2.362 2.081 1.927 1.700 1.858 2.054 2.210 2.443 2.423 2.520
-9 2.538 2.251 2.360 2.062 1.896 1.715 1.824 2.028 2.201 2.453 2.448 2.544
-10 2.567 2.266 2.357 2.043 1.864 1.673 1.789 2.003 2.191 2.462 2.473 2.577
-11 2.596 2.279 2.354 2.023 1.832 1.644 1.754 1.976 2.180 2.470 2.407 2.010
-12 2.575 2.292 2.350 2.002 1.799 1.608 1.719 1.950 2.169 2.477 2.520 2.043
-13 2.657 2.305 2.345 1.981 1.767 1.572 1.684 1.922 2.157 2.484 2.543 2.075
-14 2.680 2.317 2.340 1.959 1.733 1.536 1.648 1.895 2.144 2.490 2.566 obs
-15 2.707 2.328 2.334 1.937 1.700 1.500 1.612 1.867 2.131 2.496 2.588 obs
-16 2.714 2.339 2.327 1.914 1.666 1.404 1.576 1.838 2.117 2.500 2.610 2.769
-17 2.760 2.349 2.319 1.891 1.632 1.427 1.540 1.809 2.103 2.504 2.631 2.799
-18 2.785 2.359 2.311 1.867 1.598 1.391 1.504 1.780 2.089 2.508 2.651 2.930
-19 2.811 2.368 2.302 1.843 1.564 1.354 1.467 1.750 2.072 2.510 2.671 2.859
-20 2.835 2.377 2.293 1.818 1.529 1.319 1.471 1.719 2.056 2.512 2.691 2.899
-21 2.860 2.395 2.282 1.792 1.494 1.281 1.394 1.689 2.039 2.514 2.710 2.918
-22 2.883 2.392 2.272 1.767 1.459 1.244 1.357 1.658 2.021 2.514 2.728 2.947
-23 2.907 2.399 2.260 1.740 1.423 1.208 1.320 1.626 2.003 2.514 2.747 2.975
-24 2.930 2.405 2.248 1.713 1.388 1.171 1.283 1.595 1.984 2.513 2.754 3.003
-25 2.952 2.411 2.234 1.686 1.352 1.104 1.246 1.583 1.965 2.512 2.781 3.031
-26 2.975 2.416 2.221 1.659 1.316 1.097 1.209 1.530 1.945 2.510 2.798 3.058
-27 2.996 2.420 2.206 1.630 1.280 1.001 1.172 1.497 1.924 2.507 2.814 3.085
-28 3.018 2.424 2.191 1.502 1.244 1.024 1.134 1.464 1.903 2.503 2.830 3.112
-29 3.039 2.427 2.178 1.573 1.208 0.988 1.097 1.431 1.881 2.499 2.845 3.139
-30 3.059 2.430 2.159 1.544 1.172 0.952 1.060 1.397 1.859 2.494 2.859 3.185
-31 3.079 2.432 2.142 1.514 1.135 0.916 1.023 1.364 1.836 2.493 2.874 3.191
-32 3.099 2.434 2.125 1.484 1.099 0.830 0.996 1.329 1.812 2.493 2.883 3.217
-33 3.119 2.435 2.106 1.453 1.067 0.844 0.949 1.295 1.788 2.476 2.901 3.242
-34 3.138 2.436 2.087 1.422 1.026 0.808 0.912 1.261 1.764 2.469 2.914 3.268
-35 3.157 2.436 2.068 1.391 0.999 0.773 0.876 1.226 1.739 2.460 2.927 3.293
-36 3.149 2.415 2.030 1.348 0.945 0.731 0.832 1.180 1.698 2.430 2.914 3.289
-37 3.120 2.378 1.980 1.297 0.895 0.606 0.784 1.129 1.647 2.385 2.982 3.265
Onde:
F = Tabela 1
U = umidade relativa média mensal (%)
T = temperatura média mensal (oC)
  4Ux2UUU 00:2400:1800:12 
  4TTxT2TT minmax00:2400:12 
Apenas alguns de seus parâmetros são estimados por fórmulas empíricas, tal
como a função do vento.
ETo = c.[W.Rn + (1-W).0,27(1+0,01.U2).(ea - ed)]
em que:
• ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia).
• c é o fator de ajuste proposto pela FAO (adimensional).
Este fator corrige os valor de ETo tendo em conta os valores da humidade relativa
máxima, URmax, da radiação solar, Rs, e da relação entre as velocidades do vento
durante o dia relativamente aquelas que ocorrem durante a noite.
• W é o fator de ponderação, que depende da temperatura e da altitude.
Em que:
• λ é a constante psicrométrica (em mbar/°C) e δ é a declividade da curva de pressão de
saturação de vapor de água com a temperatura (em mbar/ °C)
• Rn é o saldo de radiação (em mm/dia) - corresponde à diferença entre a radiação
afluente e a radiação efluente. Pode ser calculada desde que se disponha de dados da
radiação solar, do número de horas de insolação, da temperatura, e da umidade.
• U2 é a velocidade média do vento, medida a 2 m da superfície do solo (ou convertida
para essa altura) (em km/dia).
• (ea - ed) é o déficit de saturação que traduz a diferença existente entre a pressão de vapor à saturação a temperatura média do
dia (mbar) e pressão real de vapor da água a temperatura de ponto de orvalho (mbar). O valor de ea é tabelado em função da
temperatura média do ar em ºC. O valor de ed é igual ao produto de ea pela UR, em que UR é a humidade relativa do ar em %, tal
que:
ed = ea x URmédia/100
• (1-W) é um fator de ponderação correspondente aos efeitos do vento e da humidade. Os seus valores encontram-se relacionados
com a temperatura média e a altitude.
• W é um fator de ponderação correspondente aos efeitos da radiação. Os seus valores encontram-se relacionados com a
temperatura média e a altitude.
• O termo 0,27(1 + 0,01.U2) é denominado de função do vento [f(u)].
• O fator de ajuste da FAO "c" foi definido por Allen e Pruitt (1991) como:
c = 0,892 - 0,0781 Ud + 0,00219 Ud Rs + 0,000402 URmax Rs + 0,000196 Ud/Un Ud URmax + 0,0000198 Ud/Un Ud URmax Rs +
0,00000236 Ud2 URmax Rs - 0,0000086 (Ud/Un)2 UdURmax - 0,0000000292 Ud/Un Ud2 URmax2 Rs - 0,0000161 URmax Rs2
em que:
• Ud é a velocidade média do vento durante o dia (em m s-1).
• Un é a velocidade média do vento durante a noite (em m s-1).
Foi desenvolvido originalmente para estimativas de uso
consultivo em regiões semiáridas, e utiliza a seguinte equação:
Onde:
ETP = evapotranspiração mensal (mm/mês);
T = temperatura média anual em oC;
p = percentagem de horas diurnas do mês sobre o total de horas diurnas do ano.
A equação possui o seguinte formato:
ETo = a + b [p (0,46 T + 8,13)]
em que:
• ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia).
• a e b são fatores de ajuste da FAO (adimensionais).
• p é a porcentagem de horas de brilho solar diária em relação ao total anual, para um dado mês e
latitude.
• T é a temperatura média do dia (em °C).
Os fatores de ajuste da FAO, "a" e "b", foram definidos por Allen e Pruitt (1991) como:
• a = 0,0043 URmin - n/N - 1,41
• b = 0,908 - 0,00483 URmin + 0,7949 n/N + 0,0768 [ln(Ud + 1)]2 -0,0038 URmin n/N-0,000433 URmin Ud +0,281 ln(Ud + 1)
ln(n/N+1) - 0,00975 ln(Ud+1) [ln(URmin + 1)p ln(n/N + 1)
em que:
n/N é a razão entre o numero de horas de brilho solar atual e o máximo possível (adimensional).
URmin é a umidade relativa mínima do ar (em %).
Blaney e Criddle
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
O método da radiação tem sua origem na equação de Makkink (Allen e Pruitt, 1991) e é recomendado para regiões que dispõem de
dados climáticos relacionados ao componente térmico, ou seja, à temperatura do ar e à radiação solar.
A sua equação é expressa por:
ETo = r (W Rs)
em que:
• ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia).
• W é o fator de ponderação que depende da temperatura e da altitude (já definido anteriormente).
em que:
• λ é a constante psicrométrica (em mbar/°C) e δ é a declividade da curva de pressão de saturação de vapor
de água com a temperatura (em mbar/°C)
• Rs é a radiação solar global à superfície (em mm/dia).
• r é o fator de ajuste proposto pela FAO, que foi definido por Frevert etal. (1983) como:
r = 1,066 - 0,00128 URmed + 0,045 Ud - 0,0002 URmed Ud -0,0000315 (URmed)2 - 0,001103 (Ud)2
em que:
• URmed é a umidade relativa média do ar (em %).
• Ud é a velocidade média do vento durante o dia (em m s-1).








 6
104,86
wv
l
l
R
ETP

Onde:
• ETP = Evapotranspiração potencial diária (mm/dia)
• RL = Radiação líquida (W/m2);
• lv = Calor latente de vaporização (J/kg)
lv = 2,501 . 106 – 2370 . T ;
• ρw = massa específica da água (ρw = 977 kg/m3);
• T = Temperatura do ar (°C);
Onde:
• ETP = Evapotranspiração potencial
(mm/dia);
• es = Pressão de vapor saturado (Pa)
• ea = Pressão de vapor atual (Pa)
ea = UR . es
2
1
2
ln
102,0














z
z
u
B
  as eeBETP 








 T
T
s ee 3,237
27,17
611
Onde:
u = Velocidade do vento na altura z2 (m/s);
z2 = Altura da medição da velocidade do vento
(geralmente é adotado 2 m a partir da superfície);
z1 = Altura de rugosidade da superfície natural.





















 ar EEETP



Onde:
• ETP = Evapotranspiração potencial (mm/dia);
• Er = Evaporação calculada pelo método do balanço de energia (mm/dia);
• Ea = Evaporação calculada pelo método aerodinâmico (mm/dia);
• ∆ = 4098 . es / (237,3 + T)2 (Pa/°C)
• g = 66,8 Pa/°C









 rEETP


Onde:
• ETP = Evapotranspiração potencial (mm/dia)
• Er = Evaporação calculada pelo método do balanço de energia (mm/dia);
• ∆ = 4098 . es / (237,3 + T)2 (Pa/°C)
•  = 66,8 Pa/°C
•  = 1,3
Sediyama (1995) fornece uma criteriosa análise dos concertos e
dos procedimentos metodológicos de cálculos da ETo, e ressalta
as dificuldades de utilização dos lisímetros, dos métodos de
balanço de energia e aerodinâmicos ou combinados e da
equação de Penman-FAO, sugerindo, então, que se estabeleça
um critério e uma metodologia para atender a uma nova
definição de cultura de referência e a estimativa de ETo, com
base nos procedimentos para revisão do Boletim FAO-24, de
acordo com Smith (1991).
A nova ETo é conceituada como a taxa de evapotranspiração
(ET) de uma cultura hipotética, com uma altura uniforme de 0,12
m, resistência do dossel da cultura de 70 sm-1 e albedo de 0,23.
Esse conceito de ETo assemelha-se bastante ao de ET de uma
superfície extensa coberta com grama de altura uniforme, em
crescimento ativo, e cobrindo completamente a superfície do
solo e sem restrição de umidade.
O método combinado de Penman-Monteith
tem fornecido melhores resultados de
estimativa da ETo para o caso dessa cultura
hipotética de referência, atendendo tanto a
definição original de ET potencial de Penman
quanto ao concerto de ETo da FAO.
Para fins de padronização dos procedimentos
de cálculos da nova proposta da ETo para
estimativas de 24 horas, a seguinte equação
combinada de Penman-Monteith foi proposta
(SMITH, 1991):
em que:
• ETo é a evapotranspiração de referência da
cultura hipotética (em mm d-1).
• Rn é o saldo radiação (em MJ m-2 d-1).
• G é o fluxo de calor no solo (em MJ m-2 d-1).
• T é a temperatura do ar (em °C).
• U2 é a velocidade do vento a 2 m de altura
(em m s-1).
• (ea - ed) é o déficit de pressão de vapor (em
kPa).
• δ é a declividade da curva de pressão de
vapor de saturação (em kPa°C-1).
• λ é o calor latente de evaporação da água
(em MJ kg-1).
• ɣ* é a constante psicrométrica modificada,
em que kPa°C-1 = 1 + 0,33 U2.900 é o fator
de conversão KJ-1 kg K.
   da2n0 eeU
275T
900
*γδ
γ
λ
1
GR
*γδ
δ
ETP 




Penman-Monteith
Penman-Monteith
 
 
W
a
s
a
ds
pAL
1
r
r
1
r
ee
cGR
E


























 E [m.s-1
] taxa de evaporação da água;
 λ [MJ.kg-1
] calor latente de vaporização;
 Δ [kPa.ºC-1
] taxa de variação da pressão de saturação do vapor;
 RL [MJ.m-2
.s-1
] radiação líquida na superfície;
 G [MJ.m-2
.s-1
] fluxo de energia para o solo;
 A [kg.m-3
] massa específica do ar;
 W [kg.m-3
] massa específica da água;
 cp [MJ.kg-1
.ºC-1
] calor específico do ar úmido (cp = 1,013.10-3
MJ.kg-1
.ºC-1
);
 es [kPa] pressão de saturação do vapor;
 ed [kPa] pressão do vapor;
 γ [kPa.ºC-1
] constante psicrométrica ( = 0,66)
 rs [s.m-1
] resistência superficial da vegetação (descrita no item B.4)
ra [s.m-1
] resistência aerodinâmica (descrita no item B.3)
Culturas
Período de
crescimento
(meses)
Coeficientes de evapotranspiração
”k”
Litoral Zona Árida
Algodão 7 0,60 0,65
Arroz 3-4 1,00 1,20
Batata 3 0,65 0,75
Cereais menores 3 0,75 0,85
Feijão 3 0,60 0,70
Milho 4 0,75 0,85
Pastos - 0,75 0,85
Citrus - 0,50 0,65
Cenoura 3 0,60 -
Tomate 4 0,70 -
Hortaliças 0,60 -
CULTURA
ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA PERIODO
TOTAL DE
CRESCIMENTO(I) (lI) (III) (IV) (V)
Banana
- tropical
- subtropical
0,4-0,50
0,5-0,65
0,70-0,85
0,80-0,90
1,00-1,10
1,00 -1,20
0,90 -1,00
1,00-1,15
0,75-0,85
1,00- 1,15
0,70-0,80
0,85-0,95
Feijão
-verde
-seco
0,30 -0,40
0,30 -0,40
0,65-0,75
0,70 -0,80
0,95 - 1,05
1,05-1,20
0,90-0,95
0,65-0,75
0,85 -0,95
0,25 -0,30
0,85 -0,90
0,70 -0,80
Repolho 0,40 -0,50 0,70-0,80 0,95 -1,10 0,90-1,00 0,80 -0,95 0,70 -0,80
Algodão 0,40 -0,50 0,70 -0,80 1,05-1,25 0,80 -0,90 0,65 -0,70 0,80 -0,90
Amendoim 0,40-0,50 0,70-0,80 0,95 -1,10 0,75-0,85 0,55 -0,60 0,75-0,80
Milho
- verde
-grilos
0,30-0,50
0,30 -0,50
0,70 -0,90
0,80 -0,85
1,05-1,20
1,05-1,20
1,00-1,15
0,80-0,95
0,95 -1,10
0,55 -0,60
0,80 -0,95
0,75 -0,90
Cebola
-seca
-verde
0,40 -0,60
0,40 -0,60
0,70-0,80
0,60-0,75
0,95 -1,10
0,95 -1,05
0,85-0,90
0,95-1,05
0,75 -0,85
0,95 -1,05
0,80 -0,90
0,65 -0,80
Ervilha 0,40 -0,50 0,70-0,85 1,05-1,20 1,00-1,15 0,95 -1,10 0,80 -0,95
Pimenta 0,30 -0,40 0,60-0,75 0,95 -1,10 0,85-1,00 0,80 -0,90 0,70 -0,80
Batata 0,40 -0,50
0,70-0,80 1,05-1,20 0,85-0,95 0,70 -0,75
0,75 -0,90
Arroz 1,10 -1,15 1,10 -1,50 1,10 -1,30 0,95-1,05 0,95 -1,05 1,05 -1,20
Açafrão 0,30 -0,40 0,70-0,80 1,05-1,20 0,65-0,70 0,20 -0,25 0,65 -0,70
sorgo 0,30-0,40 0,70-0,75 1,00- 1,15 0,75-0,80 0,50-0,55 0,75-0,85
Soja 0,30 -0,40 0,70 -0,80 1,00 -1,15 0,70-0,85 0,40-0,50 0,75 -0,90
Beterraba 0,40 -0,50 0,75-0,85 1,05-1,20 0,90-1,00 0,60 -0,70 0,80 -0,90
cana-de- açúcar
0,40 -0,50 0,70-1,00 1,00 -1,30 0,75-0,80 0,50 -0,60 0,85 -1,05
Fumo 0,30 -0,40 0,70-0,80 1,00 -1,20 0,90-1,00 0,75 -0,85 0,85 -0,95
Tomate 0,40 -0,50 0,70-0,80 1,05 -1,25 0,80-0,95 0,60 -0,65 0,75 -0,90
Melancia 0,40 -0,50 0,70 -0,80 0,95-1,05 0,80-0,90 0,65 -0,75 0,75 -0,85
Trigo 0,30 -0,40 0,70 -0,80 1,05- 1,20 0,65-0,75 0,20-0,25 0,80 -0,90
Alfafa 0,30 -0,40 1,05-1,20 0,85 -1,05
Citros 0,85-0,90
Primeiro número: UR > 70% e velocidade do vento < 5 m/s.
Segundo número: UR < 20% e velocidade do vento > 5 m/s.
Caracterização dos estágios:
- Estágio I -emergência até 100% do desenvolvimento vegetativo (DV).
- Estágio II - 10% do DV até 80% do DV.
- Estágio III - 80% do DV até 100% do DV.
- Estágio IV- maturação.
- Estágio V – colheita.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
• Equação da continuidade no
lago
• ou ainda,
A.PA.EOI
t
V



 
A
tV
P
A
OI
E




 
A
V
000.1P
A
OI
592.2E




• Para:
A – km2
P – mm/mês
E – mm/mês
I e O – m3/s
• Temos, então:
• sabemos que: V = a . Ab
• Hexadecanol
–Redução de até 40%
–Inconvenientes
• Coberturas Sólidas
–Alagoas  (tanques 2,0 m e h = 1,10 m)
placas de isopor (10,0 cm x 20,0 cm)  - 39%.
Parafina  - 9%
Plantas aquáticas  + 4%.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
Processo de Transpiração no Sistema Solo Planta Atmosfera.
A transpiração ocorre desde as raízes até as folhas, pelo
sistema condutor, pelo estabelecimento de um gradiente de
potencial desde o solo até o ar. Quanto mais seco estiver o ar
(menor Umidade Relativa), maior será esse gradiente.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
Transpiração
–Principal fator determinante do movimento da
água através da planta
–Pode ocorrer em qualquer parte do organismo, no
entanto mais 90% ocorre na folha
Quantidade de água utilizada para metabolismo e
crescimento 5 % e perdida pela transpiração para a
atmosfera 95%
CO2
H2O
1 : 300
Benefício da Transpiração para a Planta
–Trade-off entre CO2 e Água (trocas gasosas): Perde
água pra ganhar CO2
–Perda de água torna a planta mais vulnerável
Eficiência na relação transpiração e absorção de CO2
– é a razão entre moles de CO2 fixado pelos moles de
água trasnpirada
–Plantas C3, C4 e MAC teem eficiência de 0,002,
0,004 e 0,02 respectivamene. Entre as MAC estão as
adaptadas a clima seco.
CO2
H2O
1 : 300
É a eliminação de água na forma
de vapor através das folhas,
principal superfície de contato do
vegetal com o ambiente.
Ocorre pelos Estômatos (cerca de
99%) e pela cutícula de cutina da
epiderme(1%).
Transporte de água no sistema
Solo-Planta-Atmosfera
córtex pelo
absorvente
epiderme
endoderme
Água e Sais
xilema
floema
RaizFolha
FUNÇÕES : transpiração e
trocas gasosas durante a
respiração(entra O2, sai CO2) e
fotossíntese (entra CO2, sai O2).
Abertura e Fechamento dos Estomatos
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
• São anexos epidérmicos das folhas constituídos por
duas células-guardas ou estomáticas repletas de
cloroplastos, que delimitam entre elas uma fenda
chamada ostíolo.
• Ao lado aparecem duas ou mais células conhecidas
por anexas, companheiras ou subsidiárias.
• O ostíolo abre-se, no interior da folha, numa grande
cavidade denominada câmara subestomática.
• Xilema ou Lenho: condução
de seiva inorgânica(bruta)
das raízes até as folhas.
• Floema ou Líber: condução
de seiva elaborada(orgânica)
das folhas para o caule e
raízes .
• Células mortas por impregnação de lignina.
• Associadas à fibras de esclerênquima.
• Apresenta dois tipos de células.
1. Elementos do Vasos
• paredes transversais e citoplasma
desaparecem, formando tubos superpostos
que se comunicam através de perfurações e
pontuações em suas paredes.
• Só existem em Angiospermas.
2. Traqueídes
• paredes transversais não desaparecem, a
comunicação entre as células é feita através de
pontuações.
• Aparecem de Pteridófitas a Angiospermas
(por isso chamadas de traqueófitas).
O xilema é um tecido
complexo que além de atuar
como tecido condutor atua
como sustentação do
vegetal.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
• Capilaridade
• Pressão Positiva da Raiz
• Teoria de Dixon da Transpiração (coesão-adesão-sucçao-
tensão)
• Fenômeno físico que resulta das propriedades
de adesão e coesão das moléculas de água
• Em um vaso xilemático com cerca de 30 a 50
micrômetros de diâmetro, o fenômeno da
capilaridade é suficiente para elevar a coluna de
água a pouco mais de 0,5m acima do solo
• Sozinha não é suficiente para a ascensão da seiva
bruta
Onde: T é a tensão superficial da água (7,28 . 10-8MPa m-1)
r é o raio de curvatura do menisco
A tensão superficial resulta da existência de
forças de atração de curto alcance entre as
moléculas do líquido chamadas forças moleculares
de London van der Waals de coesão, forças
moleculares de coesão ou simplesmente forças de
coesão.
A distância limite de atuação dessas forças, isto é, a
distância máxima que uma molécula consegue
exercer atração sobre as outras, delimita uma esfera
de raio r conhecida pelo nome de esfera de ação das
forças moleculares ou simplesmente esfera de ação
molecular.
Para a água, r não excede 0,5 nm.
• Moléculas como M1 ou M2, cujas esferas de
ação molecular se encontram totalmente
dentro do líquido, atraem e são atraídas
simetricamente por todas as moléculas
vizinhas e a resultante sobre elas é nula.
• Molécula cuja esfera de ação não esteja
inteiramente no interior do líquido, como M3
por exemplo, as forças sobre ela não se
equilibram. Isso porque a calota inferior da
esfera de ação (área hachurada) está cheia de
moléculas que atraem tal molécula, mas a
calota correspondente superior, caindo fora
do líquido, não está cheia de moléculas como
a inferior para atraí-la. Como consequência,
esta molécula é atraída para o interior do
líquido pela resultante dessas forças de
coesão não equilibradas.
Pode-se medir a pressão positiva da raiz
de uma planta pelo deslocamento da
coluna de mercúrio em um tubo de vidro
adaptado a um caule recém cortado.
• Causada pela alta concentração de sais minerais
no cilindro central
• A diferença de concentração salina entre o
cilindro e o córtex força a entrada de água por
osmose, gerando a pressão que faz a seiva subir
pelos vasos xilemáticos
• Raízes empurram a seiva bruta para cima
• Suficiente para elevar a coluna de água nos vasos
xilemáticos a alguns metros de altura
Ocorre na maioria das plantas somente quando:
• o solo está encharcado.
• a umidade do ar é elevada.
Nessas condições, muitas
plantas de pequeno porte
necessitam eliminar o
excesso de água que chega
às folhas através de
hidatódios, num fenômeno
conhecido como Gutação.
Seiva bruta é puxada desde as
raízes até as folhas como
resultado da evaporação de
água ocorrida nas células
foliares.
A sucção de água exercida
pelas folhas puxa a água para
cima através de uma coluna
líquida contínua dentro dos
vasos xilemáticos.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
• Sucção: decorrente da transpiração e da fotossíntese;
• Coesão: entre as moléculas de água;
• Adesão: parede do vaso atrai a água;
• Tensão: a sucção gera a tensão, já que há coesão.
Na folha a água envolve a superfície das células
do mesófilo com uma fina película, aderida às
microfibras de celulose e outras superfícies
hidrofílicas.
Quando a água é perdida pela atmosfera a
interface ar-água retrai-se nos intertícios da
parede celular. Isto cria meniscos microscópicos
curvos na superfície da ar-água.
A medida que evapora a superfície ar-água
desenvolve meniscos de raios cada vez menores e
a tensão superficial nesta interfase produz
pressões cada vez mais negativas, a qual tende a
deslocar cada vez mais líquida para esta superfície
• Forças moleculares de London van der Waals de
coesão, forças moleculares de coesão ou
simplesmente forças de coesão.
• Força tensil da água 30 Mpa (1MPa=9,87 atm = 10
mca) ou seja 300 mca.
• Coluna de ar no Xilema rompe a coesão da massa
líquida de água.
Estrutura da água e hidratação.
A. Molécula da água como dipolo.
B. Rede de moléculas de água por meio de ligações por pontes de
hidrogênio.
C. Disposição de moléculas de água no gelo cristalino, átomos de oxigênio e
ligações por pontes de hidrogênio (vermelho).
D. Estruturas reticuladas tridimensionais de moléculas de água; zonas
internas diárias sem ligações por pontes de hidrogênio.
E. Cátion com capa de hidratação.
F. Ânion com capa de hidratação.
G. Partícula eletroneutra hidratada com distribuição desigual de carga
(dipolo) (C segundo Watson. D segundo Nemethy e Schcraga).
Coesão e adesão das moléculas de água
• Causada pela alta concentração de
sais minerais no cilindro central.
• A diferença de concentração salina
entre o cilindro e o córtex força a
entrada de água por osmose, gerando a
pressão que faz a seiva subir pelos
vasos xilemáticos.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)
Ilustração dos diferenciais de energia que
impulsionam o movimento da água do
solo, nas raízes, o caule, nas folhas e saída
para a atmosfera.
A água se move de uma tensão menos
negativa de umidade do solo a uma
tensão mais negativa na atmosfera.
• A água no sistema solo-planta-atmosfera busca constantemente o equilíbrio termodinâmico
obedecendo à tendência universal de se mover de locais onde apresenta maior energia para
aqueles onde os níveis energéticos é mais baixo.
• A energia associada ao sistema água-planta-atmosfera é de natureza cinética e potencial. A
contribuição do componente cinético é normalmente insignificante devido à baixa velocidade do
movimento da água líquida na planta.
• Entretanto, a água neste sistema possui energia potencial desde que se desloca em resposta a
certas forças inerentes ao organismo vegetal.
• Na maioria dos sistemas biológicos, o fluxo de água é controlado pelo potencial hídrico (Yw), com a
água se movendo de regiões de maior para regiões de menor potencial hídrico.
• Uma exceção importante é o fluxo da seiva floemática que é controlado pela pressão.
Yw
Yw
Yw
Yw
Yw
Ys
Yw - Potencial Hídrico
Ys - Potencial de Solutos
Yp - Potencial de Pressão
Ym - Potencial Mátrico
Yg - Potencial Gravitacional
• Principais fatores: concentração, pressão, forças de superfície
e coloidais e gravidade
Yw = Ys + Yp + Ym + Yg
• O termo Ys , conhecido como potencial de soluto ou potencial osmótico, representa o efeito dos
solutos dissolvidos sobre o potencial hídrico.
• As moléculas dipolares da água são atraídas e retidas pelos solutos (cátions e ânions), induzindo um
decréscimo na atividade da água.
• Assim, o potencial osmótico tem quase sempre valor negativo.
• Ele é zero quando a água é pura.
• O termo Yp corresponde ao potencial de pressão.
• Quando a pressão for positiva há aumento do Yw, quando negativa (tensão) há diminuição do Yw.
• Quando nos referimos à pressão positiva dentro da célula, Yp é usualmente denominado de
potencial de turgescência.
• A pressão positiva em solos inundados (com lâmina de água acima do solo) é comumente referida
como pressão hidrostática.
• O Yp pode ser positivo, como ocorre nas células túrgidas, podendo alcançar também valores
negativos, o que ocorre nos vasos do xilema de plantas transpirando, ou pode ser igual a zero, como
nas células em estado deplasmólise incipiente.
• O potencial mátrico (Ym) é o componente do potencial hídrico que define as influências que as
forças superficiais e espaços intermicelulares exercem sobre o potencial químico da água.
• O potencial mátrico é devido primariamente à pressão negativa local,causada pela capilaridade, e
pela interação da água com as superfícies sólidas (partículas dos solo, macromoléculas coloidais,
etc.).
• O Ym é, em geral negativo, podendo ser zero em sistemas isentos de partículas coloidais. Seu valor
é desprezível em células diferenciadas que apresentam grandes vacúolos.
• O Ym é importante na caracterização do processo de embebição de sementes e nas relações
hídricas de solos.
• A tensão negativa formada nas paredes celulares e transmitida aos vasos do xilema é também
referida como potencial mátrico.
• O Yg representa o potencial gravitacional e expressa a ação
do campo gravitacional sobre a energia livre da água.
• É definido como o trabalho necessário para manter a água
suspensa em determinado ponto em relação a atração da
gravidade.
• O efeito da gravidade sobre o Yw depende da densidade da
água (w), da aceleração da gravidade (g) e da altura (h) em
relação a um ponto de referência.
Quando estuda- se o transporte de água em células vegetais,
podemos simplificar a equação do potencial hídrico para:
Sistema solo-planta-atmosfera, mostrando os valores de Yw
e de seus componentes em diferentes pontos do sistema
(Taiz & Zeiger, 1998)
10 m
20 m
30 m
Yp = -0.2 MPa
Yg = +0.1
Yw = -0.1
Yp decresce 0,01 MPa por metro.
(Estas condições, muitas vezes,
mas não sempre, ocorrem à noite,
quando a árvore não está
transpirando)
Yp = -0.4 MPa
Yg = +0.1
Yw = -0.3
10 m
20 m
30 m
Yp = -0.6 MPa
Yg = +0.2
Yw = -0.4
Yp = -0.8 MPa
Yg = +0.3
Yw = -0.5
Flux = ΔΨ * K
Flux = ΔΨ * 1/R
The flux of water (volume or mass per
unit time) through a plant (or plant
part) is equal to the water potential
differential multiplied by the
conductance of the plant or plant part
(Resistance = 1/Conductance)
Jones 1983
• Em solos muito secos, o Yw pode cair até o conhecido valor do ponto de murcha permanente,
quando não existe mais água disponível para as plantas.
•Neste ponto, o Yw do solo é tão baixo que a planta não pode manter a turgescência, mesmo que
toda a transpiração seja parada.
• A planta permanece murcha mesmo à noite, quando a transpiração cessa quase inteiramente. Isso
significa que o Yw do solo é igual ao Ys da folha (neste caso Yp = 0 e Yw = Ys ).
• Em muitos estudos considera-se o valor de – 1,5 MPa para o potencial hídrico do solo,
correspondente ao ponto de murcha permanente.
• No entanto, visto que o Ys varia com a espécie vegetal, o ponto de murcha permanente (PMP)
depende não apenas do solo, mas, também, da espécie em estudo.
• A capacidade de campo é o conteúdo de água do solo após
ele ter sido saturado com água e o excesso ter sido drenado
pela ação da gravidade.
• É maior em solos argilosos, solos que possuem alto conteúdo
de húmus e muito menor nos solos arenosos.
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Tipos de variações
Tipos de variaçõesTipos de variações
Tipos de variações
UERGS
 
Biologia da Conservação
Biologia da ConservaçãoBiologia da Conservação
Biologia da Conservação
Gabriel Lopes (Guma)
 
Aterro sanitário palestra
Aterro sanitário palestraAterro sanitário palestra
Aterro sanitário palestra
Sergio Vinhal
 
Métodos de extensão rural
Métodos de extensão ruralMétodos de extensão rural
Métodos de extensão rural
fabio schwab
 
Aula 02 propagação e implantação de plantas ornamentais
Aula 02   propagação e implantação de plantas ornamentaisAula 02   propagação e implantação de plantas ornamentais
Aula 02 propagação e implantação de plantas ornamentais
CETEP, FTC, FASA..
 
Adubação Alternativa e Plantas de Cobertura
Adubação Alternativa e Plantas de CoberturaAdubação Alternativa e Plantas de Cobertura
Adubação Alternativa e Plantas de Cobertura
Geagra UFG
 
Pluviometria
PluviometriaPluviometria
Pluviometria
Ronaldo Conceição
 
Manejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do SoloManejo e Conservação do Solo
Recuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadasRecuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadas
UERGS
 
Evaporaçã..
Evaporaçã..Evaporaçã..
Evaporaçã..
Ronaldo Conceição
 
Manejo de Irrigação
Manejo de IrrigaçãoManejo de Irrigação
Manejo de Irrigação
Sebastião Nascimento
 
Sistemas Agroflorestais
Sistemas AgroflorestaisSistemas Agroflorestais
Sistemas Agroflorestais
cineone
 
Aula 3 saneamento ambiental
Aula 3   saneamento ambientalAula 3   saneamento ambiental
Aula 3 saneamento ambiental
Marines Bomfim
 
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)
Hidrologia UFC
 
Fruticultura irrigada
Fruticultura irrigadaFruticultura irrigada
Fruticultura irrigada
helrijesus
 
MORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJA
MORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJAMORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJA
MORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJA
Geagra UFG
 
Aula 04 processos de formação do solo
Aula 04   processos de formação do soloAula 04   processos de formação do solo
Aula 04 processos de formação do solo
Jadson Belem de Moura
 
Aula 11 qualidade de água
Aula 11   qualidade de águaAula 11   qualidade de água
Aula 11 qualidade de água
Suely Machado
 
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIOMANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
Geagra UFG
 
Construções de tanques e viveiros
Construções de tanques e viveirosConstruções de tanques e viveiros
Construções de tanques e viveiros
Marcos Wandré
 

Mais procurados (20)

Tipos de variações
Tipos de variaçõesTipos de variações
Tipos de variações
 
Biologia da Conservação
Biologia da ConservaçãoBiologia da Conservação
Biologia da Conservação
 
Aterro sanitário palestra
Aterro sanitário palestraAterro sanitário palestra
Aterro sanitário palestra
 
Métodos de extensão rural
Métodos de extensão ruralMétodos de extensão rural
Métodos de extensão rural
 
Aula 02 propagação e implantação de plantas ornamentais
Aula 02   propagação e implantação de plantas ornamentaisAula 02   propagação e implantação de plantas ornamentais
Aula 02 propagação e implantação de plantas ornamentais
 
Adubação Alternativa e Plantas de Cobertura
Adubação Alternativa e Plantas de CoberturaAdubação Alternativa e Plantas de Cobertura
Adubação Alternativa e Plantas de Cobertura
 
Pluviometria
PluviometriaPluviometria
Pluviometria
 
Manejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do SoloManejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do Solo
 
Recuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadasRecuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadas
 
Evaporaçã..
Evaporaçã..Evaporaçã..
Evaporaçã..
 
Manejo de Irrigação
Manejo de IrrigaçãoManejo de Irrigação
Manejo de Irrigação
 
Sistemas Agroflorestais
Sistemas AgroflorestaisSistemas Agroflorestais
Sistemas Agroflorestais
 
Aula 3 saneamento ambiental
Aula 3   saneamento ambientalAula 3   saneamento ambiental
Aula 3 saneamento ambiental
 
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)
Evaporação e Evapotranspiração (Parte 1)
 
Fruticultura irrigada
Fruticultura irrigadaFruticultura irrigada
Fruticultura irrigada
 
MORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJA
MORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJAMORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJA
MORFOLOGIA E FENOLOGIA DA CULTURA DA SOJA
 
Aula 04 processos de formação do solo
Aula 04   processos de formação do soloAula 04   processos de formação do solo
Aula 04 processos de formação do solo
 
Aula 11 qualidade de água
Aula 11   qualidade de águaAula 11   qualidade de água
Aula 11 qualidade de água
 
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIOMANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
 
Construções de tanques e viveiros
Construções de tanques e viveirosConstruções de tanques e viveiros
Construções de tanques e viveiros
 

Semelhante a Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)

Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...
Danilo Max
 
Relatorio pou 3
Relatorio pou 3 Relatorio pou 3
Relatorio pou 3
marcelazmarques
 
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...
Danilo Max
 
Apostila pneumática shp 2º sem 2013 anhanguera primeiro
Apostila pneumática shp 2º sem 2013    anhanguera primeiroApostila pneumática shp 2º sem 2013    anhanguera primeiro
Apostila pneumática shp 2º sem 2013 anhanguera primeiro
Helton Assunção
 
Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão
Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão
Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão
APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A.
 
Formulas técnicas - crédito WEG Cestari
Formulas técnicas - crédito WEG CestariFormulas técnicas - crédito WEG Cestari
Formulas técnicas - crédito WEG Cestari
Celso LS
 
Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")
Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")
Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")
SAE - Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
 
Trabalho de trocadores de calor
Trabalho de trocadores de calorTrabalho de trocadores de calor
Trabalho de trocadores de calor
Igor de Mello
 
Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...
Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...
Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...
Grupo de Estudos em Cana-de-Açúcar (GECA)
 
Apostila painel (3)
Apostila painel (3)Apostila painel (3)
Apostila painel (3)
Patrícia Amarante
 
Cenários de mudanças climáticas
Cenários de mudanças climáticasCenários de mudanças climáticas
Reaproveitamento de Calor na Indústria Cerâmica
Reaproveitamento de Calor na Indústria CerâmicaReaproveitamento de Calor na Indústria Cerâmica
Reaproveitamento de Calor na Indústria Cerâmica
Marcelo Tramontin
 
Capitulo7 psicrometria
Capitulo7 psicrometriaCapitulo7 psicrometria
Capitulo7 psicrometria
Jose Geraldo Salvador Silva
 
Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.c...
Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog      http://fisicanoenem.blogspot.c...Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog      http://fisicanoenem.blogspot.c...
Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.c...
Rodrigo Penna
 
Aula6
Aula6Aula6
ONS ENASE 2013
ONS ENASE 2013ONS ENASE 2013
Geotermia de baixa entalpia - Reabilitação Urbana
Geotermia de baixa entalpia - Reabilitação UrbanaGeotermia de baixa entalpia - Reabilitação Urbana
Geotermia de baixa entalpia - Reabilitação Urbana
Paulo Santos
 
Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...
Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...
Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...
Elias Galvan
 
Capítulo 3 projeto térmico de trocadores de calor
Capítulo 3 projeto térmico de trocadores de calorCapítulo 3 projeto térmico de trocadores de calor
Capítulo 3 projeto térmico de trocadores de calor
Jorge Almeida
 

Semelhante a Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2) (19)

Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 7: Evaporação e Ev...
 
Relatorio pou 3
Relatorio pou 3 Relatorio pou 3
Relatorio pou 3
 
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...
Apostila de Hidrologia (Profa. Ticiana Studart) - Capítulo 3: Elementos de Hi...
 
Apostila pneumática shp 2º sem 2013 anhanguera primeiro
Apostila pneumática shp 2º sem 2013    anhanguera primeiroApostila pneumática shp 2º sem 2013    anhanguera primeiro
Apostila pneumática shp 2º sem 2013 anhanguera primeiro
 
Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão
Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão
Tabela de Marés para 2017 – Porto de Portimão
 
Formulas técnicas - crédito WEG Cestari
Formulas técnicas - crédito WEG CestariFormulas técnicas - crédito WEG Cestari
Formulas técnicas - crédito WEG Cestari
 
Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")
Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")
Cenários de Mudanças Climáticas: Regionalização ("downscaling")
 
Trabalho de trocadores de calor
Trabalho de trocadores de calorTrabalho de trocadores de calor
Trabalho de trocadores de calor
 
Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...
Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...
Análise da produtividade da cana de-açúcar para a safra 2014 utilizando model...
 
Apostila painel (3)
Apostila painel (3)Apostila painel (3)
Apostila painel (3)
 
Cenários de mudanças climáticas
Cenários de mudanças climáticasCenários de mudanças climáticas
Cenários de mudanças climáticas
 
Reaproveitamento de Calor na Indústria Cerâmica
Reaproveitamento de Calor na Indústria CerâmicaReaproveitamento de Calor na Indústria Cerâmica
Reaproveitamento de Calor na Indústria Cerâmica
 
Capitulo7 psicrometria
Capitulo7 psicrometriaCapitulo7 psicrometria
Capitulo7 psicrometria
 
Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.c...
Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog      http://fisicanoenem.blogspot.c...Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog      http://fisicanoenem.blogspot.c...
Ufmg 2004-2ª - Conteúdo vinculado ao blog http://fisicanoenem.blogspot.c...
 
Aula6
Aula6Aula6
Aula6
 
ONS ENASE 2013
ONS ENASE 2013ONS ENASE 2013
ONS ENASE 2013
 
Geotermia de baixa entalpia - Reabilitação Urbana
Geotermia de baixa entalpia - Reabilitação UrbanaGeotermia de baixa entalpia - Reabilitação Urbana
Geotermia de baixa entalpia - Reabilitação Urbana
 
Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...
Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...
Estudo de um caso de dispersão de poluentes a partir de uma fonte pontual na...
 
Capítulo 3 projeto térmico de trocadores de calor
Capítulo 3 projeto térmico de trocadores de calorCapítulo 3 projeto térmico de trocadores de calor
Capítulo 3 projeto térmico de trocadores de calor
 

Mais de Hidrologia UFC

Precipitação
PrecipitaçãoPrecipitação
Precipitação
Hidrologia UFC
 
Problematização
ProblematizaçãoProblematização
Problematização
Hidrologia UFC
 
Propagação de Cheias
Propagação de CheiasPropagação de Cheias
Propagação de Cheias
Hidrologia UFC
 
Regularização de Vazões (Parte 2)
Regularização de Vazões (Parte 2)Regularização de Vazões (Parte 2)
Regularização de Vazões (Parte 2)
Hidrologia UFC
 
Regularização de Vazões (Parte I)
Regularização de Vazões (Parte I)Regularização de Vazões (Parte I)
Regularização de Vazões (Parte I)
Hidrologia UFC
 
Modelos Hidrológicos
Modelos HidrológicosModelos Hidrológicos
Modelos Hidrológicos
Hidrologia UFC
 
Propagação de Cheias (Parte 2) - Reservatórios
Propagação de Cheias (Parte 2) - ReservatóriosPropagação de Cheias (Parte 2) - Reservatórios
Propagação de Cheias (Parte 2) - Reservatórios
Hidrologia UFC
 
Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais
Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais
Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais
Hidrologia UFC
 
Escoamento Superficial
Escoamento SuperficialEscoamento Superficial
Escoamento Superficial
Hidrologia UFC
 
Infiltração
InfiltraçãoInfiltração
Infiltração
Hidrologia UFC
 
Climatologia (Parte 2)
Climatologia (Parte 2)Climatologia (Parte 2)
Climatologia (Parte 2)
Hidrologia UFC
 
Climatologia (Parte 1)
Climatologia  (Parte 1)Climatologia  (Parte 1)
Climatologia (Parte 1)
Hidrologia UFC
 
Hidrometeorologia
Hidrometeorologia Hidrometeorologia
Hidrometeorologia
Hidrologia UFC
 
Bacia Hidrográfica
Bacia HidrográficaBacia Hidrográfica
Bacia Hidrográfica
Hidrologia UFC
 
Pensando como hidrólogo
Pensando como hidrólogoPensando como hidrólogo
Pensando como hidrólogo
Hidrologia UFC
 

Mais de Hidrologia UFC (15)

Precipitação
PrecipitaçãoPrecipitação
Precipitação
 
Problematização
ProblematizaçãoProblematização
Problematização
 
Propagação de Cheias
Propagação de CheiasPropagação de Cheias
Propagação de Cheias
 
Regularização de Vazões (Parte 2)
Regularização de Vazões (Parte 2)Regularização de Vazões (Parte 2)
Regularização de Vazões (Parte 2)
 
Regularização de Vazões (Parte I)
Regularização de Vazões (Parte I)Regularização de Vazões (Parte I)
Regularização de Vazões (Parte I)
 
Modelos Hidrológicos
Modelos HidrológicosModelos Hidrológicos
Modelos Hidrológicos
 
Propagação de Cheias (Parte 2) - Reservatórios
Propagação de Cheias (Parte 2) - ReservatóriosPropagação de Cheias (Parte 2) - Reservatórios
Propagação de Cheias (Parte 2) - Reservatórios
 
Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais
Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais
Propagação de Cheias (Parte 1) - Rios e Canais
 
Escoamento Superficial
Escoamento SuperficialEscoamento Superficial
Escoamento Superficial
 
Infiltração
InfiltraçãoInfiltração
Infiltração
 
Climatologia (Parte 2)
Climatologia (Parte 2)Climatologia (Parte 2)
Climatologia (Parte 2)
 
Climatologia (Parte 1)
Climatologia  (Parte 1)Climatologia  (Parte 1)
Climatologia (Parte 1)
 
Hidrometeorologia
Hidrometeorologia Hidrometeorologia
Hidrometeorologia
 
Bacia Hidrográfica
Bacia HidrográficaBacia Hidrográfica
Bacia Hidrográfica
 
Pensando como hidrólogo
Pensando como hidrólogoPensando como hidrólogo
Pensando como hidrólogo
 

Evaporação e Evapotranspiração (Parte 2)

  • 1. 5) Métodos Combinados 5.1) Método de Penman É um método que combina o balanço de energia radiante com princípios aerodinâmicos.
  • 2. 5.2) Penman modificado O método de Penman recomendado pela FAO foi derivado do original (PENMAN, 1948) e é classificado como um método combinado de determinação da ETo, uma vez que se associam os efeitos do balanço de energia relacionados com o termo de radiação com os termos aerodinâmicos e de pressão de vapor d'água do ar. O método é conhecido como Penman modificado e, em principio, não e empírico, uma vez que utiliza coeficientes de correção desenvolvidos e ajustados por Doorenbos e Pruitt (1977), com base em dados provenientes de dez localidades, cultivados, na sua maioria, com grama.
  • 3. 5.3) Thornthwaite A equação de Thornthwaite (1948) leva em consideração a evapotranspiração de grandes áreas, como bacias hidrográficas, trabalhando-se com evapotranspiração potencial, que segundo o próprio autor, é muito semelhante à condição de contorno apresentada por Penman (1948).
  • 4. 5.4) Thornthwaite modificado Camargo et al. (1999) propuseram uma equação de Thornthwaite modificada, onde substituíram a temperatura média pela temperatura efetiva (Tef), baseados na suposição de que a amplitude térmica, expressa o efeito do alto e baixo déficit de pressão de saturação de vapor no ar, partindo da premissa de que quanto mais seca a atmosfera, maior sua temperatura máxima e menor sua mínima, ou seja, a amplitude térmica aumenta.
  • 5. 5.5) Blaney-Criddle O método de Blaney e Criddle e mais simples, pois correlaciona ETo apenas com dados de clima relacionados a temperatura do ar e duração de brilho solar. A sua utilização e recomendada para determinação de ETo para períodos superiores a quinze dias ou mensais.
  • 6. 5.6) Hargreaves O método de Hargreaves é considerado muito simples e requer dados de temperatura e radiação solar. Nos locais sem dados de radiação, Hargreaves (1974) propôs modificação utilizando a razão de insolação e a radiação no topo da atmosfera. Outra modificação utiliza a umidade relativa do ar ao invés da razão de insolação.
  • 7. 5.7) Penman-Monteith O Relatório de Consultores Especialistas nos Procedimentos para Revisão do Roteiro da FAO, com relação a Previsões de Requerimento de Água pelas culturas (Smith, 1991), chegou a conclusão unânime que a equação combinada de melhor performance na estimativa de ETo é a de Penman-Monteith.
  • 8. O coeficiente de ajuste de tanque da FAO "kt", para o caso do tanque instalado em uma área gramada, foi assim definido por Allen e Pruitt (1991): kt = 0,108 - 0,000331 U2 + 0,0422 ln(F) + 0,1434 In(URmed) - 0,000631 [ln(F)]2 In(URmed) em que: U2 é a velocidade média do vento, medida a 2 m da superfície do solo (ou convertida para esta altura) (em km/dia). F é a distância da qual se encontra instalado o centro do tanque classe A até os limites da superfície gramada (em m). URmed é a umidade relativa média do ar (em %).
  • 9. •O método do tanque classe A baseia-se na medição da evaporação da água no interior do tanque. •A seguinte equação é usada por esse método: ETo = kt. EV em que: • ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia). • kt é o coeficiente de ajuste de tanque proposto pela FAO. • EV é a evaporação da água medida no tanque classe A (em mm/dia).
  • 10. • Thornthwaite (1948), a partir da correlação entre dados de evapotranspiração medida e temperatura do ar, elaborou método empírico. • Thornthwaite estabeleceu a seguinte equação para um mês de 30 dias; a C I T FETP        10 16 514,112 1 5         i it I  
  • 11. Tabela 2: Fatores para correção da evapotranspiração potencial mensal, dada pelo nomograma Thornthwaite para ajustá-la ao número de dias do mês e duração do brilho solar diário, nos vários meses do ano e latitude entre 15 graus norte e 37 graus sul. (Fonte: VILLELA; 1975). Lat. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 15oN 0,97 0,91 1,03 1,04 1,11 1,08 1,12 1,08 1,02 1,01 0,95 0,97 10oN 1,00 0,91 1,03 1,03 1,08 1,05 1,08 1,07 1,02 1,02 0,98 0,99 5oN 1,02 0,93 1,03 1,02 1,06 1,03 1,06 1,05 1,01 1,03 0,99 1,02 Eq 1,04 0,94 1,04 1,01 1,04 1,01 1,04 1,04 1,01 1,04 1,01 1,04 5oS 1,06 0,95 1,04 1,00 1,02 0,99 1,02 1,03 1,00 1,05 1,03 1,06 10 oS 1,08 0,97 1,05 0,99 1,01 0,96 1,00 1,01 1,00 1,06 1,05 1,10 15 oS 1,12 0,98 1,05 0,98 0,98 0,94 0,97 1,00 1,00 1,07 1,07 1,12 20 oS 1,14 1,00 1,05 0,97 0,96 0,91 0,95 0,99 1,00 1,08 1,09 1,15 22 oS 1,14 1,00 1,05 0,97 0,95 0,90 0,94 0,99 1,00 1,09 1,10 1,16 23 oS 1,15 1,00 1,05 0,97 0,95 0,89 0,94 0,98 1,00 1,09 1,10 1,17 24 oS 1,16 1,01 1,05 0,96 0,94 0,89 0,93 0,98 1,00 1,10 1,11 1,17 25 oS 1,17 1,01 1,05 0,96 0,94 0,88 0,93 0,98 1,00 1,10 1,11 1,18 26 oS 1,17 1,01 1,05 0,96 0,94 0,87 0,92 0,98 1,00 1,10 1,11 1,18 27 oS 1,18 1,02 1,05 0,96 0,93 0,87 0,92 0,97 1,00 1,11 1,12 1,19 28 oS 1,19 1,02 1,06 0,95 0,93 0,86 0,91 0,97 1,00 1,11 1,13 1,20 29 oS 1,19 1,03 1,06 0,95 0,92 0,86 0,90 0,96 1,00 1,12 1,13 1,20 30 oS 1,20 1,03 1,06 0,95 0,92 0,85 0,90 0,96 1,00 1,12 1,14 1,21 31 oS 1,20 1,03 1,06 0,95 0,91 0,84 0,89 0,96 1,00 1,12 1,14 1,22 32 oS 1,21 1,03 1,06 0,95 0,01 0,84 0,89 0,95 1,00 1,12 1,15 1,23 33 oS 1,22 1,04 1,06 0,94 0,90 0,83 0,88 0,95 1,00 1,13 1,16 1,23 34 oS 1,22 1,04 1,06 0,94 0,89 0,82 0,87 0,84 1,00 1,13 1,16 1,24 35 oS 1,23 1,04 1,06 0,94 0,89 0,82 0,87 0,94 1,00 1,13 1,17 1,25 36 oS 1,24 1,04 1,06 0,94 0,88 0,81 0,86 0,94 1,00 1,13 1,17 1,26 37 oS 1,25 1,05 1,06 0,94 0,88 0,80 0,86 0,93 1,00 1,14 1,18 1,27
  • 12. • A equação proposta por Hargreaves e Christiansen (1973) é de fácil uso e requer dados de temperatura, umidade e latitude. Ela se aproxima muito da evapotranspiração da grama, podendo ser usada com dados climáticos do Brasil. • A evapotranspiração (já modificada para os dados climáticos disponíveis no Brasil) é dada por:
  • 13. Onde: F = fator mensal dependente da latitude (em mm/mês – Tabela 1). TF = temperatura média em °F. CH = fator de correção da umidade relativa média mensal. Mas, TF = 32 + 1,8T (T em °C). CH = 0,158 x (100 – U)1/2, com o valor máximo de 1,0.
  • 14. LAT SUL MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 0 2.255 2.008 2.350 2.211 2.165 2.023 2.123 2.237 2.200 2.343 2.205 2.229 -1 2.288 2.117 2.354 2.197 2.137 1.990 2.091 2.216 2.256 2.358 2.234 2.265 -2 2.371 2.136 2.357 2.182 2.108 1.936 2.059 2.194 2.251 2.372 2.263 2.301 -3 2.353 2.154 2.360 2.167 2.079 1.902 2.076 2.172 2.246 2.386 2.290 2.337 -4 2.385 2.172 2.362 2.151 2.050 1.908 1.993 2.150 2.240 2.398 2.318 2.372 -5 2.416 2.189 2.363 2.134 2.020 1.854 1.960 2.126 2.234 2.411 2.345 2.407 -6 2.447 2.205 2.363 2.117 1.989 1.800 1.926 2.103 2.226 2.422 2.371 2.442 -7 2.479 2.221 2.363 2.099 1.959 1.785 1.893 2.078 2.218 2.433 2.397 2.476 -8 2.509 2.237 2.362 2.081 1.927 1.700 1.858 2.054 2.210 2.443 2.423 2.520 -9 2.538 2.251 2.360 2.062 1.896 1.715 1.824 2.028 2.201 2.453 2.448 2.544 -10 2.567 2.266 2.357 2.043 1.864 1.673 1.789 2.003 2.191 2.462 2.473 2.577 -11 2.596 2.279 2.354 2.023 1.832 1.644 1.754 1.976 2.180 2.470 2.407 2.010 -12 2.575 2.292 2.350 2.002 1.799 1.608 1.719 1.950 2.169 2.477 2.520 2.043 -13 2.657 2.305 2.345 1.981 1.767 1.572 1.684 1.922 2.157 2.484 2.543 2.075 -14 2.680 2.317 2.340 1.959 1.733 1.536 1.648 1.895 2.144 2.490 2.566 obs -15 2.707 2.328 2.334 1.937 1.700 1.500 1.612 1.867 2.131 2.496 2.588 obs -16 2.714 2.339 2.327 1.914 1.666 1.404 1.576 1.838 2.117 2.500 2.610 2.769 -17 2.760 2.349 2.319 1.891 1.632 1.427 1.540 1.809 2.103 2.504 2.631 2.799 -18 2.785 2.359 2.311 1.867 1.598 1.391 1.504 1.780 2.089 2.508 2.651 2.930 -19 2.811 2.368 2.302 1.843 1.564 1.354 1.467 1.750 2.072 2.510 2.671 2.859 -20 2.835 2.377 2.293 1.818 1.529 1.319 1.471 1.719 2.056 2.512 2.691 2.899 -21 2.860 2.395 2.282 1.792 1.494 1.281 1.394 1.689 2.039 2.514 2.710 2.918 -22 2.883 2.392 2.272 1.767 1.459 1.244 1.357 1.658 2.021 2.514 2.728 2.947 -23 2.907 2.399 2.260 1.740 1.423 1.208 1.320 1.626 2.003 2.514 2.747 2.975 -24 2.930 2.405 2.248 1.713 1.388 1.171 1.283 1.595 1.984 2.513 2.754 3.003 -25 2.952 2.411 2.234 1.686 1.352 1.104 1.246 1.583 1.965 2.512 2.781 3.031 -26 2.975 2.416 2.221 1.659 1.316 1.097 1.209 1.530 1.945 2.510 2.798 3.058 -27 2.996 2.420 2.206 1.630 1.280 1.001 1.172 1.497 1.924 2.507 2.814 3.085 -28 3.018 2.424 2.191 1.502 1.244 1.024 1.134 1.464 1.903 2.503 2.830 3.112 -29 3.039 2.427 2.178 1.573 1.208 0.988 1.097 1.431 1.881 2.499 2.845 3.139 -30 3.059 2.430 2.159 1.544 1.172 0.952 1.060 1.397 1.859 2.494 2.859 3.185 -31 3.079 2.432 2.142 1.514 1.135 0.916 1.023 1.364 1.836 2.493 2.874 3.191 -32 3.099 2.434 2.125 1.484 1.099 0.830 0.996 1.329 1.812 2.493 2.883 3.217 -33 3.119 2.435 2.106 1.453 1.067 0.844 0.949 1.295 1.788 2.476 2.901 3.242 -34 3.138 2.436 2.087 1.422 1.026 0.808 0.912 1.261 1.764 2.469 2.914 3.268 -35 3.157 2.436 2.068 1.391 0.999 0.773 0.876 1.226 1.739 2.460 2.927 3.293 -36 3.149 2.415 2.030 1.348 0.945 0.731 0.832 1.180 1.698 2.430 2.914 3.289 -37 3.120 2.378 1.980 1.297 0.895 0.606 0.784 1.129 1.647 2.385 2.982 3.265
  • 15. Onde: F = Tabela 1 U = umidade relativa média mensal (%) T = temperatura média mensal (oC)   4Ux2UUU 00:2400:1800:12    4TTxT2TT minmax00:2400:12 
  • 16. Apenas alguns de seus parâmetros são estimados por fórmulas empíricas, tal como a função do vento. ETo = c.[W.Rn + (1-W).0,27(1+0,01.U2).(ea - ed)] em que: • ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia). • c é o fator de ajuste proposto pela FAO (adimensional). Este fator corrige os valor de ETo tendo em conta os valores da humidade relativa máxima, URmax, da radiação solar, Rs, e da relação entre as velocidades do vento durante o dia relativamente aquelas que ocorrem durante a noite. • W é o fator de ponderação, que depende da temperatura e da altitude.
  • 17. Em que: • λ é a constante psicrométrica (em mbar/°C) e δ é a declividade da curva de pressão de saturação de vapor de água com a temperatura (em mbar/ °C) • Rn é o saldo de radiação (em mm/dia) - corresponde à diferença entre a radiação afluente e a radiação efluente. Pode ser calculada desde que se disponha de dados da radiação solar, do número de horas de insolação, da temperatura, e da umidade. • U2 é a velocidade média do vento, medida a 2 m da superfície do solo (ou convertida para essa altura) (em km/dia).
  • 18. • (ea - ed) é o déficit de saturação que traduz a diferença existente entre a pressão de vapor à saturação a temperatura média do dia (mbar) e pressão real de vapor da água a temperatura de ponto de orvalho (mbar). O valor de ea é tabelado em função da temperatura média do ar em ºC. O valor de ed é igual ao produto de ea pela UR, em que UR é a humidade relativa do ar em %, tal que: ed = ea x URmédia/100 • (1-W) é um fator de ponderação correspondente aos efeitos do vento e da humidade. Os seus valores encontram-se relacionados com a temperatura média e a altitude. • W é um fator de ponderação correspondente aos efeitos da radiação. Os seus valores encontram-se relacionados com a temperatura média e a altitude. • O termo 0,27(1 + 0,01.U2) é denominado de função do vento [f(u)]. • O fator de ajuste da FAO "c" foi definido por Allen e Pruitt (1991) como: c = 0,892 - 0,0781 Ud + 0,00219 Ud Rs + 0,000402 URmax Rs + 0,000196 Ud/Un Ud URmax + 0,0000198 Ud/Un Ud URmax Rs + 0,00000236 Ud2 URmax Rs - 0,0000086 (Ud/Un)2 UdURmax - 0,0000000292 Ud/Un Ud2 URmax2 Rs - 0,0000161 URmax Rs2 em que: • Ud é a velocidade média do vento durante o dia (em m s-1). • Un é a velocidade média do vento durante a noite (em m s-1).
  • 19. Foi desenvolvido originalmente para estimativas de uso consultivo em regiões semiáridas, e utiliza a seguinte equação: Onde: ETP = evapotranspiração mensal (mm/mês); T = temperatura média anual em oC; p = percentagem de horas diurnas do mês sobre o total de horas diurnas do ano.
  • 20. A equação possui o seguinte formato: ETo = a + b [p (0,46 T + 8,13)] em que: • ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia). • a e b são fatores de ajuste da FAO (adimensionais). • p é a porcentagem de horas de brilho solar diária em relação ao total anual, para um dado mês e latitude. • T é a temperatura média do dia (em °C). Os fatores de ajuste da FAO, "a" e "b", foram definidos por Allen e Pruitt (1991) como: • a = 0,0043 URmin - n/N - 1,41 • b = 0,908 - 0,00483 URmin + 0,7949 n/N + 0,0768 [ln(Ud + 1)]2 -0,0038 URmin n/N-0,000433 URmin Ud +0,281 ln(Ud + 1) ln(n/N+1) - 0,00975 ln(Ud+1) [ln(URmin + 1)p ln(n/N + 1) em que: n/N é a razão entre o numero de horas de brilho solar atual e o máximo possível (adimensional). URmin é a umidade relativa mínima do ar (em %). Blaney e Criddle
  • 22. O método da radiação tem sua origem na equação de Makkink (Allen e Pruitt, 1991) e é recomendado para regiões que dispõem de dados climáticos relacionados ao componente térmico, ou seja, à temperatura do ar e à radiação solar. A sua equação é expressa por: ETo = r (W Rs) em que: • ETo é a evapotranspiração de referência (em mm/dia). • W é o fator de ponderação que depende da temperatura e da altitude (já definido anteriormente). em que: • λ é a constante psicrométrica (em mbar/°C) e δ é a declividade da curva de pressão de saturação de vapor de água com a temperatura (em mbar/°C) • Rs é a radiação solar global à superfície (em mm/dia). • r é o fator de ajuste proposto pela FAO, que foi definido por Frevert etal. (1983) como: r = 1,066 - 0,00128 URmed + 0,045 Ud - 0,0002 URmed Ud -0,0000315 (URmed)2 - 0,001103 (Ud)2 em que: • URmed é a umidade relativa média do ar (em %). • Ud é a velocidade média do vento durante o dia (em m s-1).
  • 23.          6 104,86 wv l l R ETP  Onde: • ETP = Evapotranspiração potencial diária (mm/dia) • RL = Radiação líquida (W/m2); • lv = Calor latente de vaporização (J/kg) lv = 2,501 . 106 – 2370 . T ; • ρw = massa específica da água (ρw = 977 kg/m3); • T = Temperatura do ar (°C);
  • 24. Onde: • ETP = Evapotranspiração potencial (mm/dia); • es = Pressão de vapor saturado (Pa) • ea = Pressão de vapor atual (Pa) ea = UR . es 2 1 2 ln 102,0               z z u B   as eeBETP           T T s ee 3,237 27,17 611 Onde: u = Velocidade do vento na altura z2 (m/s); z2 = Altura da medição da velocidade do vento (geralmente é adotado 2 m a partir da superfície); z1 = Altura de rugosidade da superfície natural.
  • 25.                       ar EEETP    Onde: • ETP = Evapotranspiração potencial (mm/dia); • Er = Evaporação calculada pelo método do balanço de energia (mm/dia); • Ea = Evaporação calculada pelo método aerodinâmico (mm/dia); • ∆ = 4098 . es / (237,3 + T)2 (Pa/°C) • g = 66,8 Pa/°C
  • 26.           rEETP   Onde: • ETP = Evapotranspiração potencial (mm/dia) • Er = Evaporação calculada pelo método do balanço de energia (mm/dia); • ∆ = 4098 . es / (237,3 + T)2 (Pa/°C) •  = 66,8 Pa/°C •  = 1,3
  • 27. Sediyama (1995) fornece uma criteriosa análise dos concertos e dos procedimentos metodológicos de cálculos da ETo, e ressalta as dificuldades de utilização dos lisímetros, dos métodos de balanço de energia e aerodinâmicos ou combinados e da equação de Penman-FAO, sugerindo, então, que se estabeleça um critério e uma metodologia para atender a uma nova definição de cultura de referência e a estimativa de ETo, com base nos procedimentos para revisão do Boletim FAO-24, de acordo com Smith (1991).
  • 28. A nova ETo é conceituada como a taxa de evapotranspiração (ET) de uma cultura hipotética, com uma altura uniforme de 0,12 m, resistência do dossel da cultura de 70 sm-1 e albedo de 0,23. Esse conceito de ETo assemelha-se bastante ao de ET de uma superfície extensa coberta com grama de altura uniforme, em crescimento ativo, e cobrindo completamente a superfície do solo e sem restrição de umidade.
  • 29. O método combinado de Penman-Monteith tem fornecido melhores resultados de estimativa da ETo para o caso dessa cultura hipotética de referência, atendendo tanto a definição original de ET potencial de Penman quanto ao concerto de ETo da FAO. Para fins de padronização dos procedimentos de cálculos da nova proposta da ETo para estimativas de 24 horas, a seguinte equação combinada de Penman-Monteith foi proposta (SMITH, 1991): em que: • ETo é a evapotranspiração de referência da cultura hipotética (em mm d-1). • Rn é o saldo radiação (em MJ m-2 d-1). • G é o fluxo de calor no solo (em MJ m-2 d-1). • T é a temperatura do ar (em °C). • U2 é a velocidade do vento a 2 m de altura (em m s-1). • (ea - ed) é o déficit de pressão de vapor (em kPa). • δ é a declividade da curva de pressão de vapor de saturação (em kPa°C-1). • λ é o calor latente de evaporação da água (em MJ kg-1). • ɣ* é a constante psicrométrica modificada, em que kPa°C-1 = 1 + 0,33 U2.900 é o fator de conversão KJ-1 kg K.    da2n0 eeU 275T 900 *γδ γ λ 1 GR *γδ δ ETP      Penman-Monteith
  • 30. Penman-Monteith     W a s a ds pAL 1 r r 1 r ee cGR E                            E [m.s-1 ] taxa de evaporação da água;  λ [MJ.kg-1 ] calor latente de vaporização;  Δ [kPa.ºC-1 ] taxa de variação da pressão de saturação do vapor;  RL [MJ.m-2 .s-1 ] radiação líquida na superfície;  G [MJ.m-2 .s-1 ] fluxo de energia para o solo;  A [kg.m-3 ] massa específica do ar;  W [kg.m-3 ] massa específica da água;  cp [MJ.kg-1 .ºC-1 ] calor específico do ar úmido (cp = 1,013.10-3 MJ.kg-1 .ºC-1 );  es [kPa] pressão de saturação do vapor;  ed [kPa] pressão do vapor;  γ [kPa.ºC-1 ] constante psicrométrica ( = 0,66)  rs [s.m-1 ] resistência superficial da vegetação (descrita no item B.4) ra [s.m-1 ] resistência aerodinâmica (descrita no item B.3)
  • 31. Culturas Período de crescimento (meses) Coeficientes de evapotranspiração ”k” Litoral Zona Árida Algodão 7 0,60 0,65 Arroz 3-4 1,00 1,20 Batata 3 0,65 0,75 Cereais menores 3 0,75 0,85 Feijão 3 0,60 0,70 Milho 4 0,75 0,85 Pastos - 0,75 0,85 Citrus - 0,50 0,65 Cenoura 3 0,60 - Tomate 4 0,70 - Hortaliças 0,60 -
  • 32. CULTURA ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA PERIODO TOTAL DE CRESCIMENTO(I) (lI) (III) (IV) (V) Banana - tropical - subtropical 0,4-0,50 0,5-0,65 0,70-0,85 0,80-0,90 1,00-1,10 1,00 -1,20 0,90 -1,00 1,00-1,15 0,75-0,85 1,00- 1,15 0,70-0,80 0,85-0,95 Feijão -verde -seco 0,30 -0,40 0,30 -0,40 0,65-0,75 0,70 -0,80 0,95 - 1,05 1,05-1,20 0,90-0,95 0,65-0,75 0,85 -0,95 0,25 -0,30 0,85 -0,90 0,70 -0,80 Repolho 0,40 -0,50 0,70-0,80 0,95 -1,10 0,90-1,00 0,80 -0,95 0,70 -0,80 Algodão 0,40 -0,50 0,70 -0,80 1,05-1,25 0,80 -0,90 0,65 -0,70 0,80 -0,90 Amendoim 0,40-0,50 0,70-0,80 0,95 -1,10 0,75-0,85 0,55 -0,60 0,75-0,80 Milho - verde -grilos 0,30-0,50 0,30 -0,50 0,70 -0,90 0,80 -0,85 1,05-1,20 1,05-1,20 1,00-1,15 0,80-0,95 0,95 -1,10 0,55 -0,60 0,80 -0,95 0,75 -0,90 Cebola -seca -verde 0,40 -0,60 0,40 -0,60 0,70-0,80 0,60-0,75 0,95 -1,10 0,95 -1,05 0,85-0,90 0,95-1,05 0,75 -0,85 0,95 -1,05 0,80 -0,90 0,65 -0,80 Ervilha 0,40 -0,50 0,70-0,85 1,05-1,20 1,00-1,15 0,95 -1,10 0,80 -0,95 Pimenta 0,30 -0,40 0,60-0,75 0,95 -1,10 0,85-1,00 0,80 -0,90 0,70 -0,80 Batata 0,40 -0,50 0,70-0,80 1,05-1,20 0,85-0,95 0,70 -0,75 0,75 -0,90 Arroz 1,10 -1,15 1,10 -1,50 1,10 -1,30 0,95-1,05 0,95 -1,05 1,05 -1,20 Açafrão 0,30 -0,40 0,70-0,80 1,05-1,20 0,65-0,70 0,20 -0,25 0,65 -0,70 sorgo 0,30-0,40 0,70-0,75 1,00- 1,15 0,75-0,80 0,50-0,55 0,75-0,85 Soja 0,30 -0,40 0,70 -0,80 1,00 -1,15 0,70-0,85 0,40-0,50 0,75 -0,90 Beterraba 0,40 -0,50 0,75-0,85 1,05-1,20 0,90-1,00 0,60 -0,70 0,80 -0,90 cana-de- açúcar 0,40 -0,50 0,70-1,00 1,00 -1,30 0,75-0,80 0,50 -0,60 0,85 -1,05 Fumo 0,30 -0,40 0,70-0,80 1,00 -1,20 0,90-1,00 0,75 -0,85 0,85 -0,95 Tomate 0,40 -0,50 0,70-0,80 1,05 -1,25 0,80-0,95 0,60 -0,65 0,75 -0,90 Melancia 0,40 -0,50 0,70 -0,80 0,95-1,05 0,80-0,90 0,65 -0,75 0,75 -0,85 Trigo 0,30 -0,40 0,70 -0,80 1,05- 1,20 0,65-0,75 0,20-0,25 0,80 -0,90 Alfafa 0,30 -0,40 1,05-1,20 0,85 -1,05 Citros 0,85-0,90 Primeiro número: UR > 70% e velocidade do vento < 5 m/s. Segundo número: UR < 20% e velocidade do vento > 5 m/s. Caracterização dos estágios: - Estágio I -emergência até 100% do desenvolvimento vegetativo (DV). - Estágio II - 10% do DV até 80% do DV. - Estágio III - 80% do DV até 100% do DV. - Estágio IV- maturação. - Estágio V – colheita.
  • 34. • Equação da continuidade no lago • ou ainda, A.PA.EOI t V      A tV P A OI E       A V 000.1P A OI 592.2E     • Para: A – km2 P – mm/mês E – mm/mês I e O – m3/s • Temos, então: • sabemos que: V = a . Ab
  • 35. • Hexadecanol –Redução de até 40% –Inconvenientes • Coberturas Sólidas –Alagoas  (tanques 2,0 m e h = 1,10 m) placas de isopor (10,0 cm x 20,0 cm)  - 39%. Parafina  - 9% Plantas aquáticas  + 4%.
  • 37. Processo de Transpiração no Sistema Solo Planta Atmosfera. A transpiração ocorre desde as raízes até as folhas, pelo sistema condutor, pelo estabelecimento de um gradiente de potencial desde o solo até o ar. Quanto mais seco estiver o ar (menor Umidade Relativa), maior será esse gradiente.
  • 39. Transpiração –Principal fator determinante do movimento da água através da planta –Pode ocorrer em qualquer parte do organismo, no entanto mais 90% ocorre na folha Quantidade de água utilizada para metabolismo e crescimento 5 % e perdida pela transpiração para a atmosfera 95% CO2 H2O 1 : 300
  • 40. Benefício da Transpiração para a Planta –Trade-off entre CO2 e Água (trocas gasosas): Perde água pra ganhar CO2 –Perda de água torna a planta mais vulnerável Eficiência na relação transpiração e absorção de CO2 – é a razão entre moles de CO2 fixado pelos moles de água trasnpirada –Plantas C3, C4 e MAC teem eficiência de 0,002, 0,004 e 0,02 respectivamene. Entre as MAC estão as adaptadas a clima seco. CO2 H2O 1 : 300
  • 41. É a eliminação de água na forma de vapor através das folhas, principal superfície de contato do vegetal com o ambiente. Ocorre pelos Estômatos (cerca de 99%) e pela cutícula de cutina da epiderme(1%).
  • 42. Transporte de água no sistema Solo-Planta-Atmosfera
  • 45. FUNÇÕES : transpiração e trocas gasosas durante a respiração(entra O2, sai CO2) e fotossíntese (entra CO2, sai O2). Abertura e Fechamento dos Estomatos
  • 47. • São anexos epidérmicos das folhas constituídos por duas células-guardas ou estomáticas repletas de cloroplastos, que delimitam entre elas uma fenda chamada ostíolo. • Ao lado aparecem duas ou mais células conhecidas por anexas, companheiras ou subsidiárias. • O ostíolo abre-se, no interior da folha, numa grande cavidade denominada câmara subestomática.
  • 48. • Xilema ou Lenho: condução de seiva inorgânica(bruta) das raízes até as folhas. • Floema ou Líber: condução de seiva elaborada(orgânica) das folhas para o caule e raízes .
  • 49. • Células mortas por impregnação de lignina. • Associadas à fibras de esclerênquima. • Apresenta dois tipos de células. 1. Elementos do Vasos • paredes transversais e citoplasma desaparecem, formando tubos superpostos que se comunicam através de perfurações e pontuações em suas paredes. • Só existem em Angiospermas. 2. Traqueídes • paredes transversais não desaparecem, a comunicação entre as células é feita através de pontuações. • Aparecem de Pteridófitas a Angiospermas (por isso chamadas de traqueófitas).
  • 50. O xilema é um tecido complexo que além de atuar como tecido condutor atua como sustentação do vegetal.
  • 53. • Capilaridade • Pressão Positiva da Raiz • Teoria de Dixon da Transpiração (coesão-adesão-sucçao- tensão)
  • 54. • Fenômeno físico que resulta das propriedades de adesão e coesão das moléculas de água • Em um vaso xilemático com cerca de 30 a 50 micrômetros de diâmetro, o fenômeno da capilaridade é suficiente para elevar a coluna de água a pouco mais de 0,5m acima do solo • Sozinha não é suficiente para a ascensão da seiva bruta Onde: T é a tensão superficial da água (7,28 . 10-8MPa m-1) r é o raio de curvatura do menisco
  • 55. A tensão superficial resulta da existência de forças de atração de curto alcance entre as moléculas do líquido chamadas forças moleculares de London van der Waals de coesão, forças moleculares de coesão ou simplesmente forças de coesão. A distância limite de atuação dessas forças, isto é, a distância máxima que uma molécula consegue exercer atração sobre as outras, delimita uma esfera de raio r conhecida pelo nome de esfera de ação das forças moleculares ou simplesmente esfera de ação molecular. Para a água, r não excede 0,5 nm.
  • 56. • Moléculas como M1 ou M2, cujas esferas de ação molecular se encontram totalmente dentro do líquido, atraem e são atraídas simetricamente por todas as moléculas vizinhas e a resultante sobre elas é nula. • Molécula cuja esfera de ação não esteja inteiramente no interior do líquido, como M3 por exemplo, as forças sobre ela não se equilibram. Isso porque a calota inferior da esfera de ação (área hachurada) está cheia de moléculas que atraem tal molécula, mas a calota correspondente superior, caindo fora do líquido, não está cheia de moléculas como a inferior para atraí-la. Como consequência, esta molécula é atraída para o interior do líquido pela resultante dessas forças de coesão não equilibradas.
  • 57. Pode-se medir a pressão positiva da raiz de uma planta pelo deslocamento da coluna de mercúrio em um tubo de vidro adaptado a um caule recém cortado. • Causada pela alta concentração de sais minerais no cilindro central • A diferença de concentração salina entre o cilindro e o córtex força a entrada de água por osmose, gerando a pressão que faz a seiva subir pelos vasos xilemáticos • Raízes empurram a seiva bruta para cima • Suficiente para elevar a coluna de água nos vasos xilemáticos a alguns metros de altura
  • 58. Ocorre na maioria das plantas somente quando: • o solo está encharcado. • a umidade do ar é elevada. Nessas condições, muitas plantas de pequeno porte necessitam eliminar o excesso de água que chega às folhas através de hidatódios, num fenômeno conhecido como Gutação.
  • 59. Seiva bruta é puxada desde as raízes até as folhas como resultado da evaporação de água ocorrida nas células foliares. A sucção de água exercida pelas folhas puxa a água para cima através de uma coluna líquida contínua dentro dos vasos xilemáticos.
  • 61. • Sucção: decorrente da transpiração e da fotossíntese; • Coesão: entre as moléculas de água; • Adesão: parede do vaso atrai a água; • Tensão: a sucção gera a tensão, já que há coesão.
  • 62. Na folha a água envolve a superfície das células do mesófilo com uma fina película, aderida às microfibras de celulose e outras superfícies hidrofílicas. Quando a água é perdida pela atmosfera a interface ar-água retrai-se nos intertícios da parede celular. Isto cria meniscos microscópicos curvos na superfície da ar-água. A medida que evapora a superfície ar-água desenvolve meniscos de raios cada vez menores e a tensão superficial nesta interfase produz pressões cada vez mais negativas, a qual tende a deslocar cada vez mais líquida para esta superfície
  • 63. • Forças moleculares de London van der Waals de coesão, forças moleculares de coesão ou simplesmente forças de coesão. • Força tensil da água 30 Mpa (1MPa=9,87 atm = 10 mca) ou seja 300 mca. • Coluna de ar no Xilema rompe a coesão da massa líquida de água. Estrutura da água e hidratação. A. Molécula da água como dipolo. B. Rede de moléculas de água por meio de ligações por pontes de hidrogênio. C. Disposição de moléculas de água no gelo cristalino, átomos de oxigênio e ligações por pontes de hidrogênio (vermelho). D. Estruturas reticuladas tridimensionais de moléculas de água; zonas internas diárias sem ligações por pontes de hidrogênio. E. Cátion com capa de hidratação. F. Ânion com capa de hidratação. G. Partícula eletroneutra hidratada com distribuição desigual de carga (dipolo) (C segundo Watson. D segundo Nemethy e Schcraga).
  • 64. Coesão e adesão das moléculas de água
  • 65. • Causada pela alta concentração de sais minerais no cilindro central. • A diferença de concentração salina entre o cilindro e o córtex força a entrada de água por osmose, gerando a pressão que faz a seiva subir pelos vasos xilemáticos.
  • 67. Ilustração dos diferenciais de energia que impulsionam o movimento da água do solo, nas raízes, o caule, nas folhas e saída para a atmosfera. A água se move de uma tensão menos negativa de umidade do solo a uma tensão mais negativa na atmosfera.
  • 68. • A água no sistema solo-planta-atmosfera busca constantemente o equilíbrio termodinâmico obedecendo à tendência universal de se mover de locais onde apresenta maior energia para aqueles onde os níveis energéticos é mais baixo. • A energia associada ao sistema água-planta-atmosfera é de natureza cinética e potencial. A contribuição do componente cinético é normalmente insignificante devido à baixa velocidade do movimento da água líquida na planta. • Entretanto, a água neste sistema possui energia potencial desde que se desloca em resposta a certas forças inerentes ao organismo vegetal. • Na maioria dos sistemas biológicos, o fluxo de água é controlado pelo potencial hídrico (Yw), com a água se movendo de regiões de maior para regiões de menor potencial hídrico. • Uma exceção importante é o fluxo da seiva floemática que é controlado pela pressão.
  • 70. Yw - Potencial Hídrico Ys - Potencial de Solutos Yp - Potencial de Pressão Ym - Potencial Mátrico Yg - Potencial Gravitacional • Principais fatores: concentração, pressão, forças de superfície e coloidais e gravidade Yw = Ys + Yp + Ym + Yg
  • 71. • O termo Ys , conhecido como potencial de soluto ou potencial osmótico, representa o efeito dos solutos dissolvidos sobre o potencial hídrico. • As moléculas dipolares da água são atraídas e retidas pelos solutos (cátions e ânions), induzindo um decréscimo na atividade da água. • Assim, o potencial osmótico tem quase sempre valor negativo. • Ele é zero quando a água é pura.
  • 72. • O termo Yp corresponde ao potencial de pressão. • Quando a pressão for positiva há aumento do Yw, quando negativa (tensão) há diminuição do Yw. • Quando nos referimos à pressão positiva dentro da célula, Yp é usualmente denominado de potencial de turgescência. • A pressão positiva em solos inundados (com lâmina de água acima do solo) é comumente referida como pressão hidrostática. • O Yp pode ser positivo, como ocorre nas células túrgidas, podendo alcançar também valores negativos, o que ocorre nos vasos do xilema de plantas transpirando, ou pode ser igual a zero, como nas células em estado deplasmólise incipiente.
  • 73. • O potencial mátrico (Ym) é o componente do potencial hídrico que define as influências que as forças superficiais e espaços intermicelulares exercem sobre o potencial químico da água. • O potencial mátrico é devido primariamente à pressão negativa local,causada pela capilaridade, e pela interação da água com as superfícies sólidas (partículas dos solo, macromoléculas coloidais, etc.). • O Ym é, em geral negativo, podendo ser zero em sistemas isentos de partículas coloidais. Seu valor é desprezível em células diferenciadas que apresentam grandes vacúolos. • O Ym é importante na caracterização do processo de embebição de sementes e nas relações hídricas de solos. • A tensão negativa formada nas paredes celulares e transmitida aos vasos do xilema é também referida como potencial mátrico.
  • 74. • O Yg representa o potencial gravitacional e expressa a ação do campo gravitacional sobre a energia livre da água. • É definido como o trabalho necessário para manter a água suspensa em determinado ponto em relação a atração da gravidade. • O efeito da gravidade sobre o Yw depende da densidade da água (w), da aceleração da gravidade (g) e da altura (h) em relação a um ponto de referência.
  • 75. Quando estuda- se o transporte de água em células vegetais, podemos simplificar a equação do potencial hídrico para:
  • 76. Sistema solo-planta-atmosfera, mostrando os valores de Yw e de seus componentes em diferentes pontos do sistema (Taiz & Zeiger, 1998)
  • 77. 10 m 20 m 30 m Yp = -0.2 MPa Yg = +0.1 Yw = -0.1 Yp decresce 0,01 MPa por metro. (Estas condições, muitas vezes, mas não sempre, ocorrem à noite, quando a árvore não está transpirando)
  • 78. Yp = -0.4 MPa Yg = +0.1 Yw = -0.3 10 m 20 m 30 m Yp = -0.6 MPa Yg = +0.2 Yw = -0.4 Yp = -0.8 MPa Yg = +0.3 Yw = -0.5
  • 79. Flux = ΔΨ * K Flux = ΔΨ * 1/R The flux of water (volume or mass per unit time) through a plant (or plant part) is equal to the water potential differential multiplied by the conductance of the plant or plant part (Resistance = 1/Conductance)
  • 81. • Em solos muito secos, o Yw pode cair até o conhecido valor do ponto de murcha permanente, quando não existe mais água disponível para as plantas. •Neste ponto, o Yw do solo é tão baixo que a planta não pode manter a turgescência, mesmo que toda a transpiração seja parada. • A planta permanece murcha mesmo à noite, quando a transpiração cessa quase inteiramente. Isso significa que o Yw do solo é igual ao Ys da folha (neste caso Yp = 0 e Yw = Ys ). • Em muitos estudos considera-se o valor de – 1,5 MPa para o potencial hídrico do solo, correspondente ao ponto de murcha permanente. • No entanto, visto que o Ys varia com a espécie vegetal, o ponto de murcha permanente (PMP) depende não apenas do solo, mas, também, da espécie em estudo.
  • 82. • A capacidade de campo é o conteúdo de água do solo após ele ter sido saturado com água e o excesso ter sido drenado pela ação da gravidade. • É maior em solos argilosos, solos que possuem alto conteúdo de húmus e muito menor nos solos arenosos.