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Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo
    Secretaria Municipal de Educação e Desporto
Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Quitéria




             ESCOLA SUSTENTÁVEL:
           ecolúdica e amiga da natureza




                              Uma Escola Sustentável é aquela onde toda a
                   comunidade escolar caminha para o mesmo lugar; as
                   trajetórias podem ser distintas, mas cada passo busca o
                   equilíbrio das ações individuais diante das necessidades
                   coletivas; os passos podem ser discretos para um mundo de
                   imperfeições, mas tem o poder de se multiplicarem a partir
                   de cada indivíduo que passa por ela.




          Novo Hamburgo, agosto de 2011.
Equipe Executora do Projeto
Diretora da Escola – Profª Geane Ferreira da Silva
Coordenadora da Escola – Profª Suelen Pedretti
Coordenadora do Projeto – Profª Daniela Menezes
Apoio Técnico – Profª Andriana Roveda
Professores Colaboradores – Profª Elinor Arlete Veit Somensi
                             Profª Luciana Trevisan
                             Profª Daniele Simone Arndt



Caracterização do projeto

          A filosofia da escola é acreditar na educação como instrumento de valorização e necessidade
humana, em que se adota como princípio uma prática educativa comprometida com o desenvolvimento
integral do aluno, o reconhecimento de sua singularidade, primando pela capacitação na conquista da sua
autonomia e exercício da cidadania, tornando-o agente transformador em seu meio social e cultural
respeitando sempre as diversidades.
          O quadro profissional da instituição é formado basicamente por pedagogos, além de outros
licenciados. A escola iniciou suas atividades no ano de 1988, tendo atualmente um corpo discente com mais
de 350 alunos na faixa etária entre 5 e 12 anos de idade. Hoje conta com uma quadra desportiva, 8 salas de
aula, um laboratório de informática, uma biblioteca, secretaria, cozinha e sala de professores.
          Desde o início de sua existência, a escola vem trabalhando com projetos na área da educação
ambiental, entretanto os professores realizam seus projetos de maneira mais isolada. Ao longo da história
da escola, vários professores com formações diferenciadas realizaram projetos de cunho ambiental, mas
sempre faltou um projeto “da escola” onde todos os professores atuassem conjuntamente.

Histórico da Entidade
            A EMEF Maria Quitéria está localizada no bairro Roselândia, área onde se instalou em 1953 o Sr.
Kurt Schonwald que iniciou o plantio de rosas e abriu uma floricultura com o nome que viria a ser o do
próprio bairro. Por esta razão, o bairro possui muitas ruas como nomes de espécies de roseiras. O nome
Carroussel (nome da rua da escola) é uma espécie de roseira na cor vermelha.
            Em 1988 a escola iniciou suas atividades sob a direção da Profª Maristela Guaseli, funcionando no
pavilhão da Igreja Nossa Senhora do Rosário. Sua salas de aula eram divididas por cortinas e seu nome
inicial foi Escola Roselândia. Em 18 de abril de 1988 recebeu o nome de Escola Municipal Maria Quitéria,
cujo autor do projeto foi o vereador Marco de Lima, em homenagem à soldado baiana que lutou pela
Independência do Brasil.
            O atual prédio teve sua inauguração em 21 de maio de 1988, com 4 salas de aula, uma cozinha,
dois banheiros, uma secretaria e uma sala dos professores. Em 1995, foram construídas mais 4 salas de
aula, sala de informática e 1 biblioteca. Em 2007 foi construída a quadra desportiva com cobertura.
            Atualmente a escola conta com 1 diretora, 1 coordenadora, 21 professores, 2 merendeiras, 4
funcionárias.

Perfil da Comunidade
          As famílias dos alunos apresentam nível socio-econômico baixo, sendo que há trabalho (formal ou
informal) na sua maioria, mesmo que algum componente da casa não o tenha. O bairro conta com mais
uma escola municipal e uma estadual, um núcleo escolar extra-classe, duas escolas de educação infantil,
igrejas, posto de saúde, associação de moradores, a pedreira municipal e o Santuário das Mães, um
importante ponto turístico da cidade. Há também um comércio bem diversificado: salões de beleza,
agropecuária, lojas, mercados, madeireira, farmácia, lan house e locadora.
          Localiza-se também no bairro um Centro de Tradições Gaúchas (CTG Recanto Gaúcho) que é
frequentado pelos alunos da escola e suas famílias. Há um ginásio esportivo e diversas igrejas frequentadas
pelas famílias dos alunos. No bairro há carência de opções de lazer, praças e parque existentes estão
abandonados, sem a mínima infra-estrutura.
          A comunidade escolar é formada por diversas famílias vindas de outras cidades e bairros, há um
grande fluxo de famílias no bairro. A maioria dos pais possuem apenas o ensino fundamental incompleto,
grande parte apenas com os primeiros anos de estudo. Muitos adultos atuam em empregos informais, na
área de serviços gerais: como empregadas domésticas; na produção doméstica de fivelas, bolsas e cintos;
pedreiros; marceneiros; pintores; serventes em obras; catadores de material reciclável e outros.
          É uma região, portanto, comprometida economicamente, com famílias numerosas, ambos os pais
que trabalham e filhos que, quando não conseguem vaga no Núcleo Extra-classe, ficam sob a supervisão
de parentes, vizinhos ou de irmãos mais velhos. A escola, inserida nesta comunidade, atende as demandas
pedagógicas, culturais, sociais e de lazer de seus alunos.
Muitos alunos apresentam dificuldades de aprendizagem e a escola tem a função de realizar os
encaminhamentos necessários dentro da realidade do município, porém não é raro nos depararmos com
pais que não assumem o compromisso de enviar ou levar seus filhos a tais atendimentos. A grande maioria
dos alunos não recebe em casa o acompanhamento que precisam na realização das tarefas de casa,
comprometendo o rendimento escolar dos mesmos. Percebe-se cada vez mais, pais atribuindo à escola
responsabilidades de sua competência, assim os alunos chegam nas salas de aula sem o mínimo de
limites, higiene, valores e respeito, necessários para a realização do nosso trabalho pedagógico.
           Existem famílias que vivem em harmonia, mas também existem muitas questões familiares como:
prisões de membros da família; separações e disputas entre pais; brigas entre adultos na frente das
crianças e outras situações de violência; roubos; homicídios; tráfico de drogas e abusos. Tudo isso levou o
bairro a ter uma imagem negativa na cidade, muito divulgada pela mídia. Entretanto, mesmo em se tratando
de uma comunidade desprovida de oportunidades, com um auxílio predominantemente assistencialista por
parte dos governos e com sérias questões de violência para resolver, temos pais e alunos de caráter, com
disposição para enfrentar a dura realidade cotidiana e que possuem potências e talentos a serem
explorados.

Descrição do Projeto
                                                   “ Tudo o que existe e vive precisa ser cuidado para
                                          continuar a existir e viver; uma planta, um animal, uma criança,
                                          um idoso, o planeta Terra.”
                                                                                             Leonardo Boff

          Através de uma proposta inovadora em escola ecologicamente sustentável, com uma metodologia
de ensino lúdico, estre projeto tem o objetivo de criar um modelo para as demais escolas da rede municipal
de ensino.
          Uma escola se sustenta a partir das ações individuais de cada membro dos diferentes segmentos
que a compõe, entretanto, a dinâmica entre os grupos que formam uma comunidade escolar está em
constante mudança, permitindo a influência mútua de todos. Cotidianamente alunos, professores,
funcionários e pais são os elementos que embasam os comportamentos que presenciamos, mas nós
professores temos um papel fundamental neste movimento, uma vez que temos como função preparar os
alunos que passam por nós para exercerem uma cidadania consciente.

Objetivos
         Para atingir o status de Escola Sustentável, precisamos investir na Educação Ambiental, o que nos
permite analisar a situação na qual nos encontramos, planejando os caminhos necessários e possíveis para
a sustentabilidade, que é a possibilidade de manutenção da vida em suas diferentes dimensões através de
ações interligadas e conscientes.
         Assim, estaremos disseminando atitudes sustentáveis para a comunidade a partir do cotidiano
escolar, através de atividades pautadas na reutilização de materiais e em dinâmicas cooperativas,
valorizando o consumo inteligente dos recursos naturais ou não e hábitos ecologicamente corretos.
         Teremos como fim, também, aproveitar melhor o espaço natural da escola, contribuindo para o
embelezamento paisagístico da mesma e encaminhando corretamente o lixo produzido pela comunidade
escolar. Para tanto vamos exercitar alternativas de uso de lixo seco para fins artesanais; construir uma
composteira para a correta utilização do lixo orgânico e preparação da terra para plantio de flores, hortaliças
e árvores; experimentar o uso de vaso sanitário com menor consumo de água; distribuir informações para
toda a comunidade através de material informativo, palestras e oficinas; e registrar todo o trabalho em um
livro educativo, apontando nossa trajetória, as dificuldades encontradas e principalmente nossas
experiências bem sucedidas e incentivando a propagação de projetos da mesma natureza.

Diagnóstico
         Estamos em uma escola que, para se tornar uma “sustentável”, precisa melhorar o uso da água e
energia elétrica; deve encontrar mecanismos para aproveitar a matéria orgânica produzida e fazer húmus;
necessita de estrutura para coletar a água da chuva; e pode utilizar ao máximo os espaços da escola na
produção e hortaliças e plantas em geral.
         A origem da questão abordada neste projeto tem relação com o avançado estado de degradação
do ambiente natural do bairro pois as consequências do projeto tem relação direta com o meio ambiente
que circunda a comunidade atingida, através dos hábitos cotidianos individuais e coletivos, reduzindo os
danos ao meio ambiente.
         Historicamente, a Roselândia ficou conhecida como o “lixão” da cidade, pois por anos seu espaço,
ainda pouco habitado, foi utilizado para a alocação dos detritos que Novo Hamburgo em crescimento
produzia. Com o tempo, a ocupação desorganizada do bairro foi diminuindo o espaço destinado ao lixo. A
Usina de Reciclagem Municipal, não por acaso, surgiu neste bairro que conta com a presença de famílias
que sobrevivem do lixo.
O Lixo de Novo Hamburgo já não é mais encaminhado para a Roselândia, mas as consequências
de todo o lixo lá depositado, e posteriormente aterrado, ainda podem afetar as pessoas, plantas e animais
que vivem no bairro.
           Mesmo sendo um projeto focado em um ambiente escolar, a ação pedagógica, por sua natureza
multiplicadora, permite a extensão dos seus resultados para além dos muros de uma escola específica. As
ideias apresentadas neste projeto – se desenvolvidas pelos alunos através de atividades prazerosas e
significativas – terão o potencial de se espalharem pelas famílias da comunidade. Uma comunidade bem
informada desenvolve atitudes responsáveis que se propagam pelo bairro e inspiram todo o município.
           Este projeto se preocupa em desenvolver ações de retorno direto, oferecendo aos alunos uma
resposta prática às questões de sustentabilidade (levantadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais,
através do Tema Transversal Meio Ambiente) que os mesmos enfrentam nos bancos das salas de aula.
Depois de inúmeras iniciativas dos professores desta escola na direção de um mundo ecologicamente
sustentado, a próxima ação está na organização de um projeto coletivo, que leve o nome da escola e que
seja abraçado por toda sua equipe docente a fim de envolver também todo seu corpo discente.

Justificativa
                                            “Às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar na
                                  vida do aluno um simples gesto do professor. O que pode um gesto
                                  aparentemente insignificante valer como força formadora ou como
                                  contribuição à do educando por si mesmo.”
                                                                                      Paulo Freire, 2002

          A significância social do fazer pedagógico lança aos educadores o grande desafio de preparar as
futuras gerações para lidar com o mundo que vem se constituindo.
          Como o objetivo principal deste projeto é ressaltar a importância de cada um de nós no
envolvimento com a defesa do meio ambiente, precisamos nos focar nos diferentes caminhos que cada um
pode seguir para efetivar sua participação. Da ação mais simples ao engajamento mais intenso, todos
somos necessários na luta por um mundo mais saudável.
          Nos dias de hoje nós possuímos mais produtos químicos dentro de casa ou na escola que um
laboratório há cem anos atrás. Embora sejam perigosos e danosos à saúde, muitos produtos de limpeza e
higiene são colocados pela publicidade como indispensáveis para a nossa vida cotidiana. Além disso, a
humanidade está produzindo mais lixo do que pode administrar. No Brasil, a indústria de tratamento do lixo
e da água está recém começando e as grandes cidades não têm mais espaço nem para o
acondicionamento do lixo que produz, transformando cidades vizinhas em verdadeiros lixões. A poluição das
águas através do esgoto doméstico e industrial e a poluição do ar através das fábricas e dos veículos, estão
gradativa e diariamente diminuindo a qualidade de vida das populações.
          Diante de um quadro desesperançoso, vemos o surgimento de novas tecnologias que visam a
diminuição do impacto da ação humana na natureza. Por mais que a humanidade tenha o potencial criativo
de buscar soluções inovadoras às questões ecológicas que surgem a cada geração, estamos deixando de
lado a discussão fundamental sobre o que cada indivíduo está de fato fazendo em seu cotidiano para
contribuir para sua própria melhoria de qualidade de vida.
          Atualmente a ciência já anunciou alternativas econômica e ecologicamente viáveis para a higiene
do nosso corpo e limpeza de nossas casas, assim como já conhecemos técnicas e práticas que permitem a
contínua utilização dos recursos naturais. Na contramão, vemos as grandes empresas na corrida pela
manutenção e progressivo aumento do seu patrimônio, incentivando o individualismo e o consumismo
desenfreado.
          Qualquer projeto que aborde a Educação Ambiental precisa encontrar estratégias para promover o
interesse de todos. No caminho para a conscientização, precisamos oferecer aos alunos vivências que
estimulem a motivação e o entusiasmo necessários para a participação efetiva dos mesmos. Através de
uma proposta lúdica de ensino, os alunos experimentarão ações cotidianas com a alegria e o prazer de uma
brincadeira, o que contribui para o envolvimento dos mesmos nas atividades, valorizando a curiosidade, o
movimento, a criatividade e a integração, característicos da juventude.
           Inspirados nos 3 Rs, desenvolvemos os 10 Rs, que teremos a intenção de seguir neste projeto,
sendo eles: refletir, repensar, recusar, reduzir, recuperar, reutilizar, reaproveitar, reciclar,
responsabilizar e respeitar.
          Refletir sobre os hábitos e atitudes; Repensar o consumo e o descarte; Recusar produtos que
agridam a saúde e o meio ambiente; Reduzir o lixo que se faz, procurando consumir produtos mais
duráveis; Recuperar objetos, consertando-os para uma nova utilização; Reutilizar um produto, em uma
nova função; Reaproveitar materiais como matéria-prima para novos objetos; Reciclar, separando
diferentes lixos, transformando-o em um novo produto; Responsabilizar cada um de nós pelo poder que
temos em sempre tomar as atitudes corretas para preservar o meio ambiente; e Respeitar todas formas de
vida e os recursos naturais do planeta.
          A Escola acompanha as transformações da sociedade na qual está inserida. Atualmente, o futuro
do Planeta Terra está diretamente relacionado com as ações cotidianas dos seres humanos – desde as
individuais até as coletivas – pois as atitudes para uma vida sustentável estão relacionadas tanto às
questões sociais quanto às ecológicas. Para tanto, a escola é o espaço fundamental que tem o potencial de
desenvolver uma conduta baseada no respeito e cooperação necessários para o equilíbrio de todas as
formas de vida no planeta, principalmente da vida humana.
           O lançamento deste projeto para os alunos e posteriormente para toda a comunidade escolar é
um primeiro passo que podemos dar na direção de um ideal. Muito ainda terá que ser feito, por cada
professor, cada gestor, cada funcionário, cada pai, cada mãe, e, principalmente, por cada criança que
pudermos influenciar.

Metodologia
          Através de atividades participativas e contextualizadas, pretendemos trabalhar com alunos,
familiares e comunidade através de oficinas, grupos de estudo, palestras e mutirões para alcançarmos os
objetivos pretendidos. Seguindo o referencial da ação-reflexão-ação, oportunizaremos a todos os
participantes deste projeto o acesso ao conhecimento e à informação através do aprender fazendo.
          Dentro do planejamento individual de cada professor teremos atividades relacionadas à
construção de objetos a partir do lixo seco; conteúdos ligados à preservação da natureza, a partir das
atitudes individuais; atividades coletivas, visando a superação de conflitos; contribuição para o projeto
paisagístico da escola, aumentando o espaço verde nos ambientes da mesma; e uma constante busca de
soluções criativas para questões enfrentadas no cotidiano escolar, inserindo os alunos nesse processo.
          Para uma melhor organização, precisamos valorizar as lideranças entre professores, alunos e
comunidade escolar em geral, a fim de formar um grupo de agentes ambientais que participarão do “coletivo
educador” da escola, grupo responsável por definir e implementar ações coletivas de maneira democrática,
que servirá como referência para os demais participantes do projeto.

Materiais
           Diante dos 10 Rs, precisamos equipar a escola para a realização das diversas atividades e
práticas que possibilitarão a efetivação de tais princípios. Para tanto seguiremos algumas linhas de atuação:
Construção de objetos através do reaproveitamento de materiais; Embelezamento paisagístico da escola; e
Desenvolvimento de atitudes sustentáveis.
           Estas linhas de atuação precisarão ser implementadas paralelamente, em atividades escolares e
extra-escolares, inicialmente dos professores com suas turmas, entre as turmas e dos alunos com suas
famílias, e posteriormente dos professores com pais e familiares e ex-alunos, envolvendo toda a
comunidade.
           Além dos Recursos humanos que a escola oferecerá como investimento neste projeto,
precisamos de uma série de materiais que nos permitam a implementação das ações aqui apresentadas.
Materiais de papelaria (fitas, barbantes, colas, papéis, pincéis, tintas, tesouras...), Materiais de oficina e
carpintaria (ferramentas, pregos, arames, fios, máquinas...), Materiais de jardinagem (ferramentas, terra,
sementes, mudas...), materiais de organização (recipientes, baldes, bacias, lixeiras, organizadores
plásticos...) e materiais de divulgação (impressão, banners, folders...).
           Todos os materiais apresentados serão organizados nas salas, para que cada professor tenha ao
seu alcance os subsídios necessários para as práticas sustentáveis que estamos nos propondo a adotar em
nossa prática pedagógica. Mesmo com os materiais que serão consumidos ao longo do vigente projeto, os
materiais de consumo a médio prazo serão incorporados na dinâmica da escola, através de prática que
desejamos manter ao longo dos anos letivos.

Considerações Finais
          Um projeto nasce com a vontade de um, mas só faz sentido se encontra a vontade de outros.
Montar um projeto que fale e pense a preservação do meio ambiente é pensar que transformando os
alunos, vamos transformar o mundo.

         Estamos vivendo um momento em que precisamos parar com nossas preocupações individuais e
começar a olhar para o nosso cotidiano com os olhos e mentes voltados para o futuro – nosso e do planeta
em que vivemos. Cada dia se torna mais urgente avaliarmos a situação de todos os ambientes por onde
passamos no que se refere à sua condição de sustentabilidade, ou seja, condições de vida para os
habitantes de hoje e para as futuras gerações.

         Uma escola é um centro disseminador de ideias para as famílias que a compõe e para os bairros
onde estas famílias estão inseridas. Neste sentido é importante pensarmos em estratégias para fomentar as
ideias que fazem valer as políticas públicas necessárias para melhorar a qualidade de vida das pessoas e
do meio ambiente onde elas vivem.

         Ainda há muito o que fazer, pois é urgente a necessidade da presença de uma visão ambiental
nas escolas do mundo todo. Para promover a vida pautada em atitudes sustentáveis precisamos lutar contra
o individualismo; para tanto é importante considerar que a sustentabilidade não diz respeito apenas às
questões de natureza física – como o caminho do lixo e a preservação das espécies, mas principalmente diz
respeito às relações humanas. É na dinâmica das nossas ações cotidianas que podemos promover um
futuro mais saudável para a vida do nosso planeta e para todos que fazem dele a sua casa.

Resultados Parciais

          O caminhar da EMEF Maria Quitéria na via da sustentabilidade não começou agora. O hino da
escola já traz uma preocupação ecológica e projetos e atividades de educação ambiental já fazem parte da
história da escola. Porém, tais iniciativas se apresentaram de maneira isolada no cotidiano da escola.
          Mas um projeto de educação ambiental não é um ato solitário de um professor interessado, acima
de tudo, é um compromisso de um grupo diante de uma temática pertinente para o presente e o futuro de
todos os envolvidos no processo educacional. Diante de tal constatação, o primeiro grande desafio estava
na mobilização da comunidade escolar.
          Para o funcionamento produtivo de uma escola, precisamos que seus diferentes segmentos
estejam sintonizados em um contexto comum. Não podemos exigir que todos caminhem no mesmo passo,
mas é importante que todos conheçam os objetivos comuns e contribuam de alguma maneira para que a
escola chegue lá.
          Nesse sentido, a viabilidade de um projeto está na construção coletiva e na avaliação de cada
passo. A diretora e a coordenadora da escola tiveram a sensibilidade de criar um espaço para que
existissem trocas entre o corpo docente, elas apoiaram e disseminaram ideias, permitindo o início das
discussões sobre como deveria ser um projeto de educação ambiental na escola; algumas colegas
assumiram algumas funções diante desta ideia, oferecendo suas experiências e conhecimentos para a
construção estrutural e posteriormente formal do projeto e as outras colegas incorporaram as sugestões
oferecidas em seus planejamentos pedagógicos, garantindo a viabilidade do projeto. Assim, surgia o projeto
da escola, que, independente daquele inicial, viria para pautar nossa prática pedagógica neste ano letivo.
          Podemos apontar que avançamos muito nestes meses em que o projeto esteve ativo. Embora
nossos objetivos maiores ainda estejam muito distantes, conseguimos alcançar o essencial em uma escola:
ter seu grupo de professores atuando coletivamente ao redor de uma mesma ideia. Nossa Feira
Multicultural em julho de 2011 foi a prova disso, tivemos uma grande variedade de sub-projetos realizados
em todas as salas da escola. Uns mais conceituais, outros mais práticos, mas todos pensando e agindo
com a sustentabilidade.
          Na nossa Feira Multicultural, encontramos exemplos dos princípios contidos neste projetos em
ações pedagógicas bem abrangentes. Construções coletivas e individuais que partiam das práticas
sustentáveis até as devidas reflexões acerca das consequências da ação humana sobre o meio ambiente
natural. As múltiplas linguagens, sobretudo visuais, sem esquecer do uso da tecnologia disponível na
escola, permitiu que o público da feira se encantasse pelo tema, vivenciando as proposições de cada
professora de uma maneira lúdica e cheia de beleza.
          Assim, concluímos este primeiro passo em direção à uma escola mais criativa, mais humana e
muito mais sustentável. Novos passos estão sendo construídos a cada planejamento. Estamos trabalhando
para mostrar um pouco do nosso trabalho para demais colegas do município de Novo Hamburgo, irradiando
nossos ideais e nossas experiências.

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Escola Sustentável: ecolúdica e amiga da natureza

  • 1. Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo Secretaria Municipal de Educação e Desporto Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Quitéria ESCOLA SUSTENTÁVEL: ecolúdica e amiga da natureza Uma Escola Sustentável é aquela onde toda a comunidade escolar caminha para o mesmo lugar; as trajetórias podem ser distintas, mas cada passo busca o equilíbrio das ações individuais diante das necessidades coletivas; os passos podem ser discretos para um mundo de imperfeições, mas tem o poder de se multiplicarem a partir de cada indivíduo que passa por ela. Novo Hamburgo, agosto de 2011.
  • 2. Equipe Executora do Projeto Diretora da Escola – Profª Geane Ferreira da Silva Coordenadora da Escola – Profª Suelen Pedretti Coordenadora do Projeto – Profª Daniela Menezes Apoio Técnico – Profª Andriana Roveda Professores Colaboradores – Profª Elinor Arlete Veit Somensi Profª Luciana Trevisan Profª Daniele Simone Arndt Caracterização do projeto A filosofia da escola é acreditar na educação como instrumento de valorização e necessidade humana, em que se adota como princípio uma prática educativa comprometida com o desenvolvimento integral do aluno, o reconhecimento de sua singularidade, primando pela capacitação na conquista da sua autonomia e exercício da cidadania, tornando-o agente transformador em seu meio social e cultural respeitando sempre as diversidades. O quadro profissional da instituição é formado basicamente por pedagogos, além de outros licenciados. A escola iniciou suas atividades no ano de 1988, tendo atualmente um corpo discente com mais de 350 alunos na faixa etária entre 5 e 12 anos de idade. Hoje conta com uma quadra desportiva, 8 salas de aula, um laboratório de informática, uma biblioteca, secretaria, cozinha e sala de professores. Desde o início de sua existência, a escola vem trabalhando com projetos na área da educação ambiental, entretanto os professores realizam seus projetos de maneira mais isolada. Ao longo da história da escola, vários professores com formações diferenciadas realizaram projetos de cunho ambiental, mas sempre faltou um projeto “da escola” onde todos os professores atuassem conjuntamente. Histórico da Entidade A EMEF Maria Quitéria está localizada no bairro Roselândia, área onde se instalou em 1953 o Sr. Kurt Schonwald que iniciou o plantio de rosas e abriu uma floricultura com o nome que viria a ser o do próprio bairro. Por esta razão, o bairro possui muitas ruas como nomes de espécies de roseiras. O nome Carroussel (nome da rua da escola) é uma espécie de roseira na cor vermelha. Em 1988 a escola iniciou suas atividades sob a direção da Profª Maristela Guaseli, funcionando no pavilhão da Igreja Nossa Senhora do Rosário. Sua salas de aula eram divididas por cortinas e seu nome inicial foi Escola Roselândia. Em 18 de abril de 1988 recebeu o nome de Escola Municipal Maria Quitéria, cujo autor do projeto foi o vereador Marco de Lima, em homenagem à soldado baiana que lutou pela Independência do Brasil. O atual prédio teve sua inauguração em 21 de maio de 1988, com 4 salas de aula, uma cozinha, dois banheiros, uma secretaria e uma sala dos professores. Em 1995, foram construídas mais 4 salas de aula, sala de informática e 1 biblioteca. Em 2007 foi construída a quadra desportiva com cobertura. Atualmente a escola conta com 1 diretora, 1 coordenadora, 21 professores, 2 merendeiras, 4 funcionárias. Perfil da Comunidade As famílias dos alunos apresentam nível socio-econômico baixo, sendo que há trabalho (formal ou informal) na sua maioria, mesmo que algum componente da casa não o tenha. O bairro conta com mais uma escola municipal e uma estadual, um núcleo escolar extra-classe, duas escolas de educação infantil, igrejas, posto de saúde, associação de moradores, a pedreira municipal e o Santuário das Mães, um importante ponto turístico da cidade. Há também um comércio bem diversificado: salões de beleza, agropecuária, lojas, mercados, madeireira, farmácia, lan house e locadora. Localiza-se também no bairro um Centro de Tradições Gaúchas (CTG Recanto Gaúcho) que é frequentado pelos alunos da escola e suas famílias. Há um ginásio esportivo e diversas igrejas frequentadas pelas famílias dos alunos. No bairro há carência de opções de lazer, praças e parque existentes estão abandonados, sem a mínima infra-estrutura. A comunidade escolar é formada por diversas famílias vindas de outras cidades e bairros, há um grande fluxo de famílias no bairro. A maioria dos pais possuem apenas o ensino fundamental incompleto, grande parte apenas com os primeiros anos de estudo. Muitos adultos atuam em empregos informais, na área de serviços gerais: como empregadas domésticas; na produção doméstica de fivelas, bolsas e cintos; pedreiros; marceneiros; pintores; serventes em obras; catadores de material reciclável e outros. É uma região, portanto, comprometida economicamente, com famílias numerosas, ambos os pais que trabalham e filhos que, quando não conseguem vaga no Núcleo Extra-classe, ficam sob a supervisão de parentes, vizinhos ou de irmãos mais velhos. A escola, inserida nesta comunidade, atende as demandas pedagógicas, culturais, sociais e de lazer de seus alunos.
  • 3. Muitos alunos apresentam dificuldades de aprendizagem e a escola tem a função de realizar os encaminhamentos necessários dentro da realidade do município, porém não é raro nos depararmos com pais que não assumem o compromisso de enviar ou levar seus filhos a tais atendimentos. A grande maioria dos alunos não recebe em casa o acompanhamento que precisam na realização das tarefas de casa, comprometendo o rendimento escolar dos mesmos. Percebe-se cada vez mais, pais atribuindo à escola responsabilidades de sua competência, assim os alunos chegam nas salas de aula sem o mínimo de limites, higiene, valores e respeito, necessários para a realização do nosso trabalho pedagógico. Existem famílias que vivem em harmonia, mas também existem muitas questões familiares como: prisões de membros da família; separações e disputas entre pais; brigas entre adultos na frente das crianças e outras situações de violência; roubos; homicídios; tráfico de drogas e abusos. Tudo isso levou o bairro a ter uma imagem negativa na cidade, muito divulgada pela mídia. Entretanto, mesmo em se tratando de uma comunidade desprovida de oportunidades, com um auxílio predominantemente assistencialista por parte dos governos e com sérias questões de violência para resolver, temos pais e alunos de caráter, com disposição para enfrentar a dura realidade cotidiana e que possuem potências e talentos a serem explorados. Descrição do Projeto “ Tudo o que existe e vive precisa ser cuidado para continuar a existir e viver; uma planta, um animal, uma criança, um idoso, o planeta Terra.” Leonardo Boff Através de uma proposta inovadora em escola ecologicamente sustentável, com uma metodologia de ensino lúdico, estre projeto tem o objetivo de criar um modelo para as demais escolas da rede municipal de ensino. Uma escola se sustenta a partir das ações individuais de cada membro dos diferentes segmentos que a compõe, entretanto, a dinâmica entre os grupos que formam uma comunidade escolar está em constante mudança, permitindo a influência mútua de todos. Cotidianamente alunos, professores, funcionários e pais são os elementos que embasam os comportamentos que presenciamos, mas nós professores temos um papel fundamental neste movimento, uma vez que temos como função preparar os alunos que passam por nós para exercerem uma cidadania consciente. Objetivos Para atingir o status de Escola Sustentável, precisamos investir na Educação Ambiental, o que nos permite analisar a situação na qual nos encontramos, planejando os caminhos necessários e possíveis para a sustentabilidade, que é a possibilidade de manutenção da vida em suas diferentes dimensões através de ações interligadas e conscientes. Assim, estaremos disseminando atitudes sustentáveis para a comunidade a partir do cotidiano escolar, através de atividades pautadas na reutilização de materiais e em dinâmicas cooperativas, valorizando o consumo inteligente dos recursos naturais ou não e hábitos ecologicamente corretos. Teremos como fim, também, aproveitar melhor o espaço natural da escola, contribuindo para o embelezamento paisagístico da mesma e encaminhando corretamente o lixo produzido pela comunidade escolar. Para tanto vamos exercitar alternativas de uso de lixo seco para fins artesanais; construir uma composteira para a correta utilização do lixo orgânico e preparação da terra para plantio de flores, hortaliças e árvores; experimentar o uso de vaso sanitário com menor consumo de água; distribuir informações para toda a comunidade através de material informativo, palestras e oficinas; e registrar todo o trabalho em um livro educativo, apontando nossa trajetória, as dificuldades encontradas e principalmente nossas experiências bem sucedidas e incentivando a propagação de projetos da mesma natureza. Diagnóstico Estamos em uma escola que, para se tornar uma “sustentável”, precisa melhorar o uso da água e energia elétrica; deve encontrar mecanismos para aproveitar a matéria orgânica produzida e fazer húmus; necessita de estrutura para coletar a água da chuva; e pode utilizar ao máximo os espaços da escola na produção e hortaliças e plantas em geral. A origem da questão abordada neste projeto tem relação com o avançado estado de degradação do ambiente natural do bairro pois as consequências do projeto tem relação direta com o meio ambiente que circunda a comunidade atingida, através dos hábitos cotidianos individuais e coletivos, reduzindo os danos ao meio ambiente. Historicamente, a Roselândia ficou conhecida como o “lixão” da cidade, pois por anos seu espaço, ainda pouco habitado, foi utilizado para a alocação dos detritos que Novo Hamburgo em crescimento produzia. Com o tempo, a ocupação desorganizada do bairro foi diminuindo o espaço destinado ao lixo. A Usina de Reciclagem Municipal, não por acaso, surgiu neste bairro que conta com a presença de famílias que sobrevivem do lixo.
  • 4. O Lixo de Novo Hamburgo já não é mais encaminhado para a Roselândia, mas as consequências de todo o lixo lá depositado, e posteriormente aterrado, ainda podem afetar as pessoas, plantas e animais que vivem no bairro. Mesmo sendo um projeto focado em um ambiente escolar, a ação pedagógica, por sua natureza multiplicadora, permite a extensão dos seus resultados para além dos muros de uma escola específica. As ideias apresentadas neste projeto – se desenvolvidas pelos alunos através de atividades prazerosas e significativas – terão o potencial de se espalharem pelas famílias da comunidade. Uma comunidade bem informada desenvolve atitudes responsáveis que se propagam pelo bairro e inspiram todo o município. Este projeto se preocupa em desenvolver ações de retorno direto, oferecendo aos alunos uma resposta prática às questões de sustentabilidade (levantadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais, através do Tema Transversal Meio Ambiente) que os mesmos enfrentam nos bancos das salas de aula. Depois de inúmeras iniciativas dos professores desta escola na direção de um mundo ecologicamente sustentado, a próxima ação está na organização de um projeto coletivo, que leve o nome da escola e que seja abraçado por toda sua equipe docente a fim de envolver também todo seu corpo discente. Justificativa “Às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar na vida do aluno um simples gesto do professor. O que pode um gesto aparentemente insignificante valer como força formadora ou como contribuição à do educando por si mesmo.” Paulo Freire, 2002 A significância social do fazer pedagógico lança aos educadores o grande desafio de preparar as futuras gerações para lidar com o mundo que vem se constituindo. Como o objetivo principal deste projeto é ressaltar a importância de cada um de nós no envolvimento com a defesa do meio ambiente, precisamos nos focar nos diferentes caminhos que cada um pode seguir para efetivar sua participação. Da ação mais simples ao engajamento mais intenso, todos somos necessários na luta por um mundo mais saudável. Nos dias de hoje nós possuímos mais produtos químicos dentro de casa ou na escola que um laboratório há cem anos atrás. Embora sejam perigosos e danosos à saúde, muitos produtos de limpeza e higiene são colocados pela publicidade como indispensáveis para a nossa vida cotidiana. Além disso, a humanidade está produzindo mais lixo do que pode administrar. No Brasil, a indústria de tratamento do lixo e da água está recém começando e as grandes cidades não têm mais espaço nem para o acondicionamento do lixo que produz, transformando cidades vizinhas em verdadeiros lixões. A poluição das águas através do esgoto doméstico e industrial e a poluição do ar através das fábricas e dos veículos, estão gradativa e diariamente diminuindo a qualidade de vida das populações. Diante de um quadro desesperançoso, vemos o surgimento de novas tecnologias que visam a diminuição do impacto da ação humana na natureza. Por mais que a humanidade tenha o potencial criativo de buscar soluções inovadoras às questões ecológicas que surgem a cada geração, estamos deixando de lado a discussão fundamental sobre o que cada indivíduo está de fato fazendo em seu cotidiano para contribuir para sua própria melhoria de qualidade de vida. Atualmente a ciência já anunciou alternativas econômica e ecologicamente viáveis para a higiene do nosso corpo e limpeza de nossas casas, assim como já conhecemos técnicas e práticas que permitem a contínua utilização dos recursos naturais. Na contramão, vemos as grandes empresas na corrida pela manutenção e progressivo aumento do seu patrimônio, incentivando o individualismo e o consumismo desenfreado. Qualquer projeto que aborde a Educação Ambiental precisa encontrar estratégias para promover o interesse de todos. No caminho para a conscientização, precisamos oferecer aos alunos vivências que estimulem a motivação e o entusiasmo necessários para a participação efetiva dos mesmos. Através de uma proposta lúdica de ensino, os alunos experimentarão ações cotidianas com a alegria e o prazer de uma brincadeira, o que contribui para o envolvimento dos mesmos nas atividades, valorizando a curiosidade, o movimento, a criatividade e a integração, característicos da juventude. Inspirados nos 3 Rs, desenvolvemos os 10 Rs, que teremos a intenção de seguir neste projeto, sendo eles: refletir, repensar, recusar, reduzir, recuperar, reutilizar, reaproveitar, reciclar, responsabilizar e respeitar. Refletir sobre os hábitos e atitudes; Repensar o consumo e o descarte; Recusar produtos que agridam a saúde e o meio ambiente; Reduzir o lixo que se faz, procurando consumir produtos mais duráveis; Recuperar objetos, consertando-os para uma nova utilização; Reutilizar um produto, em uma nova função; Reaproveitar materiais como matéria-prima para novos objetos; Reciclar, separando diferentes lixos, transformando-o em um novo produto; Responsabilizar cada um de nós pelo poder que temos em sempre tomar as atitudes corretas para preservar o meio ambiente; e Respeitar todas formas de vida e os recursos naturais do planeta. A Escola acompanha as transformações da sociedade na qual está inserida. Atualmente, o futuro
  • 5. do Planeta Terra está diretamente relacionado com as ações cotidianas dos seres humanos – desde as individuais até as coletivas – pois as atitudes para uma vida sustentável estão relacionadas tanto às questões sociais quanto às ecológicas. Para tanto, a escola é o espaço fundamental que tem o potencial de desenvolver uma conduta baseada no respeito e cooperação necessários para o equilíbrio de todas as formas de vida no planeta, principalmente da vida humana. O lançamento deste projeto para os alunos e posteriormente para toda a comunidade escolar é um primeiro passo que podemos dar na direção de um ideal. Muito ainda terá que ser feito, por cada professor, cada gestor, cada funcionário, cada pai, cada mãe, e, principalmente, por cada criança que pudermos influenciar. Metodologia Através de atividades participativas e contextualizadas, pretendemos trabalhar com alunos, familiares e comunidade através de oficinas, grupos de estudo, palestras e mutirões para alcançarmos os objetivos pretendidos. Seguindo o referencial da ação-reflexão-ação, oportunizaremos a todos os participantes deste projeto o acesso ao conhecimento e à informação através do aprender fazendo. Dentro do planejamento individual de cada professor teremos atividades relacionadas à construção de objetos a partir do lixo seco; conteúdos ligados à preservação da natureza, a partir das atitudes individuais; atividades coletivas, visando a superação de conflitos; contribuição para o projeto paisagístico da escola, aumentando o espaço verde nos ambientes da mesma; e uma constante busca de soluções criativas para questões enfrentadas no cotidiano escolar, inserindo os alunos nesse processo. Para uma melhor organização, precisamos valorizar as lideranças entre professores, alunos e comunidade escolar em geral, a fim de formar um grupo de agentes ambientais que participarão do “coletivo educador” da escola, grupo responsável por definir e implementar ações coletivas de maneira democrática, que servirá como referência para os demais participantes do projeto. Materiais Diante dos 10 Rs, precisamos equipar a escola para a realização das diversas atividades e práticas que possibilitarão a efetivação de tais princípios. Para tanto seguiremos algumas linhas de atuação: Construção de objetos através do reaproveitamento de materiais; Embelezamento paisagístico da escola; e Desenvolvimento de atitudes sustentáveis. Estas linhas de atuação precisarão ser implementadas paralelamente, em atividades escolares e extra-escolares, inicialmente dos professores com suas turmas, entre as turmas e dos alunos com suas famílias, e posteriormente dos professores com pais e familiares e ex-alunos, envolvendo toda a comunidade. Além dos Recursos humanos que a escola oferecerá como investimento neste projeto, precisamos de uma série de materiais que nos permitam a implementação das ações aqui apresentadas. Materiais de papelaria (fitas, barbantes, colas, papéis, pincéis, tintas, tesouras...), Materiais de oficina e carpintaria (ferramentas, pregos, arames, fios, máquinas...), Materiais de jardinagem (ferramentas, terra, sementes, mudas...), materiais de organização (recipientes, baldes, bacias, lixeiras, organizadores plásticos...) e materiais de divulgação (impressão, banners, folders...). Todos os materiais apresentados serão organizados nas salas, para que cada professor tenha ao seu alcance os subsídios necessários para as práticas sustentáveis que estamos nos propondo a adotar em nossa prática pedagógica. Mesmo com os materiais que serão consumidos ao longo do vigente projeto, os materiais de consumo a médio prazo serão incorporados na dinâmica da escola, através de prática que desejamos manter ao longo dos anos letivos. Considerações Finais Um projeto nasce com a vontade de um, mas só faz sentido se encontra a vontade de outros. Montar um projeto que fale e pense a preservação do meio ambiente é pensar que transformando os alunos, vamos transformar o mundo. Estamos vivendo um momento em que precisamos parar com nossas preocupações individuais e começar a olhar para o nosso cotidiano com os olhos e mentes voltados para o futuro – nosso e do planeta em que vivemos. Cada dia se torna mais urgente avaliarmos a situação de todos os ambientes por onde passamos no que se refere à sua condição de sustentabilidade, ou seja, condições de vida para os habitantes de hoje e para as futuras gerações. Uma escola é um centro disseminador de ideias para as famílias que a compõe e para os bairros onde estas famílias estão inseridas. Neste sentido é importante pensarmos em estratégias para fomentar as ideias que fazem valer as políticas públicas necessárias para melhorar a qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente onde elas vivem. Ainda há muito o que fazer, pois é urgente a necessidade da presença de uma visão ambiental nas escolas do mundo todo. Para promover a vida pautada em atitudes sustentáveis precisamos lutar contra
  • 6. o individualismo; para tanto é importante considerar que a sustentabilidade não diz respeito apenas às questões de natureza física – como o caminho do lixo e a preservação das espécies, mas principalmente diz respeito às relações humanas. É na dinâmica das nossas ações cotidianas que podemos promover um futuro mais saudável para a vida do nosso planeta e para todos que fazem dele a sua casa. Resultados Parciais O caminhar da EMEF Maria Quitéria na via da sustentabilidade não começou agora. O hino da escola já traz uma preocupação ecológica e projetos e atividades de educação ambiental já fazem parte da história da escola. Porém, tais iniciativas se apresentaram de maneira isolada no cotidiano da escola. Mas um projeto de educação ambiental não é um ato solitário de um professor interessado, acima de tudo, é um compromisso de um grupo diante de uma temática pertinente para o presente e o futuro de todos os envolvidos no processo educacional. Diante de tal constatação, o primeiro grande desafio estava na mobilização da comunidade escolar. Para o funcionamento produtivo de uma escola, precisamos que seus diferentes segmentos estejam sintonizados em um contexto comum. Não podemos exigir que todos caminhem no mesmo passo, mas é importante que todos conheçam os objetivos comuns e contribuam de alguma maneira para que a escola chegue lá. Nesse sentido, a viabilidade de um projeto está na construção coletiva e na avaliação de cada passo. A diretora e a coordenadora da escola tiveram a sensibilidade de criar um espaço para que existissem trocas entre o corpo docente, elas apoiaram e disseminaram ideias, permitindo o início das discussões sobre como deveria ser um projeto de educação ambiental na escola; algumas colegas assumiram algumas funções diante desta ideia, oferecendo suas experiências e conhecimentos para a construção estrutural e posteriormente formal do projeto e as outras colegas incorporaram as sugestões oferecidas em seus planejamentos pedagógicos, garantindo a viabilidade do projeto. Assim, surgia o projeto da escola, que, independente daquele inicial, viria para pautar nossa prática pedagógica neste ano letivo. Podemos apontar que avançamos muito nestes meses em que o projeto esteve ativo. Embora nossos objetivos maiores ainda estejam muito distantes, conseguimos alcançar o essencial em uma escola: ter seu grupo de professores atuando coletivamente ao redor de uma mesma ideia. Nossa Feira Multicultural em julho de 2011 foi a prova disso, tivemos uma grande variedade de sub-projetos realizados em todas as salas da escola. Uns mais conceituais, outros mais práticos, mas todos pensando e agindo com a sustentabilidade. Na nossa Feira Multicultural, encontramos exemplos dos princípios contidos neste projetos em ações pedagógicas bem abrangentes. Construções coletivas e individuais que partiam das práticas sustentáveis até as devidas reflexões acerca das consequências da ação humana sobre o meio ambiente natural. As múltiplas linguagens, sobretudo visuais, sem esquecer do uso da tecnologia disponível na escola, permitiu que o público da feira se encantasse pelo tema, vivenciando as proposições de cada professora de uma maneira lúdica e cheia de beleza. Assim, concluímos este primeiro passo em direção à uma escola mais criativa, mais humana e muito mais sustentável. Novos passos estão sendo construídos a cada planejamento. Estamos trabalhando para mostrar um pouco do nosso trabalho para demais colegas do município de Novo Hamburgo, irradiando nossos ideais e nossas experiências.