SlideShare uma empresa Scribd logo
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB
COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA - CCP
DISCIPLINA: METODOLOGIA DA ALFABETIZAÇÃO
DOCENTE: MARIA DA CONCEIÇÃO ALVES FERREIRA
DISCENTES: ALINE GOMES SANTOS, SALLY DA CONCEIÇÃO SOARES
OLIVEIRA, VANUSA SOUZA CORREA.
ENTREVISTA COM O PROFESSOR (A) ALFABETIZADOR (A)
1. CONTEXTO DA ESCOLA
1.1 Você trabalhou numa escola pública ou particular?
Escola Pública.
Em qual período?
1994.
1.2 Qual foi o município que você trabalhou como professor(a)
alfabetizador(a)?
Município de Jequié.
1.3 Quais as dificuldades e problemas enfrentados e superados pela
escola na qual trabalha?
As dificuldades eram aquelas que os professores da escola pública
normalmente se queixam: o número de alunos por sala (em média
35 alunos nessa faixa de 6 anos), falta de material didático na
escola, falta de uma estrutura física adequada, enfim, bem parecidas
com as de hoje.
Os problemas eram superados na medida do possível, como
podíamos, utilizando materiais que estavam ao nosso alcance: jornal
e revistas usadas, levávamos tesoura e cola de casa, etc. No sentido
de superação mesmo, de você dá conta de uma realidade, trazendo
recursos que estão fora do que o sistema lhe oferece.
1.4 A estrutura física da escola oferecia um espaço didático pedagógico
adequado para a alfabetização?
Não, como já foi relatado na questão anterior.
1.5 A escola possuía sala para atendimento especializado? Existia um
profissional responsável para esse atendimento?
Não, não existia. Na época a política de educação especial,
mantinha os alunos com deficiência atendidos em instituições
especializadas.
1.6 Qual é o perfil dos alunos?
Se falando de idade, eram alunos de 7, 8, 9 anos. No perfil sócio-
econômico a escola estava localizada num bairro periférico e pobre
da cidade, uma escola de comunidade. Inclusive a rua era
conhecida como rua do meretrício (chamado de “brega”). As famílias
tinham pouco poder aquisitivo e tinham essa questão social,
morando nesse contexto. Muitas crianças não sabiam quem era o
pai, porque as mães engravidavam lá na casa de prostituição.
Essas crianças chegavam à alfabetização com alguma
escolarização anterior?
Existiam poucas escolas de educação infantil em Jequié, sendo que
as que tinham eram oferecidas pela comunidade católica de Jequié.
Então, algumas vinham da creche, outras não. Até a idade de 6
anos elas ficavam na rua, brincando, presenciando muitas vezes a
vida noturna das mães.
1.7 Na escola existia biblioteca? Se sim, como se dava a dinâmica de
funcionamento?
Não. A escola era muito pequena, só tinha duas salas e uma
cozinha, não tinha espaço de recreação, só funcionada duas turmas
nessa escola que era um anexo da Comunidade Católica São
Lucas. E quando a gente queria fazer alguma festinha, alguma
comemoração como dia das mães, final de ano, era no salão da
paróquia. Não tinha espaço para as crianças brincarem, a escola
ficava em uma ladeira por sinal que era onde elas brincavam. A
direção era de núcleo, então não tinha uma diretora fixa na escola, e
ela ia lá de vez em quando. Na verdade, só ficava na escola a
merendeira e as duas professoras: eu que era da alfabetização e a
professora que trabalhava com a 2ª série, e a tarde tinha 3ª e 4ª
série.
2. O TRABALHO E A VIDA DOS PROFESSORES
2.1 Qual era a sua formação na época?
Na época eu não tinha nem formação em pedagogia, só tinha em
magistério. E tinha alguns cursos de capacitação, na área do
método montessoriano, cursos na UESB na área de alfabetização.
2.2 Qual foi o processo seletivo que participou para atuar como
professor (a)?
Concurso Público. Naquela época não tinha concurso específico
para professor alfabetizador, como até hoje não se faz.
2.3 Quais os incentivos oferecidos pela escola para a formação
continuada dos professores alfabetizadores?
Nenhum. A prefeitura e a secretaria de educação do município as
vezes faziam curso de formação continuada.
2.4 Havia relação entre área de formação dos professores
alfabetizadores com a área de atuação?
Eram formadas em magistério, que habilitava para trabalhar na
alfabetização.
2.5 Qual é a relação dos professores com as decisões implementadas
na escola no que diz respeito às políticas de alfabetização?
Essa escola não tinha uma estrutura para que os professores
pudessem conversar sobre as implementações de políticas.
2.6 Quais eram as ações de planejamento da escola?
Tinha planejamento. No período de atividade complementar, o
chamado AC, que eram planejadas as atividades, ai a coordenadora
e a diretora passava na escola e a gente mostrava pra ela as
atividades que foram pensadas. Eram visitas esporádicas.
2.7 Como se organizava a dinâmica do recreio?
Quando dava a hora do recreio os meninos merendavam e ficavam
soltos na rua brincando (na ladeira que a escola estava situada).
2.8 Qual era a sua carga horária de trabalho?
Nessa época era só vinte horas.
2.9 Quantos anos você possui no magistério como alfabetizador (a)?
Hoje não alfabetizo mais, mas atuei 6 anos como professora
alfabetizadora. Inclusive participei da formação da Fundação Luís
Eduardo Magalhães (capacitação estadual, porque tinha mais 20
horas no estado) e ganhei o título de professor alfabetizador depois
que fiz uma prova e uma aula pública.
2.10 De que forma você trabalhava os conteúdos disciplinares no
processo de alfabetização?
Como tínhamos uma grade curricular onde tínhamos que dar conta
de todas as disciplinas, a gente buscava trabalhar tomando como
base a questão da linguagem oral e escrita percebendo a
necessidade do alunos de melhorar e adquirir a escrita e a fala. A
gente ia trabalhando os conteúdos prevendo a busca do
aperfeiçoamento da linguagem, para que as crianças pudessem está
treinando justamente para melhorar as habilidades deles.
2.11 Quais eram os conteúdos selecionados para o trabalho de
alfabetização com os alunos?
Na parte de linguagem a gente ia trabalhando os conteúdos
conforme os interesses dos alunos, de acordo com a proposta
apresentada no currículo que a gente tinha que seguir, de acordo
com o material que os alunos tinham.
2.12 Como você trabalhava a questão da diferença de fases de
aquisição da lecto-escrita em sala de aula?
Quando eu fiz o magistério eu não tive essa informação, por isso
quero pontuar a importância da formação continuada. Então quando
eu fui formada eu aprendi que existia métodos de formação:
sintético, global e eclético. Só que na hora da prática qual era a
minha idéia enquanto professora? Alfabetizar os meninos como eu
fui alfabetizada (o método sintético, partindo das letras para o texto).
Na medida que fui trabalhando dessa forma, e também fiz um curso
com a professora Shada Martha, que era doutora em alfabetização
pela UFRJ, ela veio trazendo essa discussão sobre o
construtivismo. Então eu aprendi que o construtivismo não é método
e sim uma filosofia de trabalho, uma teoria, baseada na
epistemologia do conhecimento de Piaget, onde Emilia Ferrero era
traz um questionamento: é possível o sujeito construir o seu
conhecimento? Então ela faz pesquisas de como o sujeito adquire o
conhecimento da escrita e publica, difundindo o construtivismo.
Erroneamente, no tempo que eu trabalhei como alfabetizadora os
professores deixavam de fazer o método sintético que sabiam fazer
e começaram a fazer nada. Na verdade, como toda teoria, chegou e
não podia mais mandar o menino lê o ‘B’ e o ‘A’, não podia mais
juntar e nós professoras ficavam sem saber o que fazer. Como eu
tava na Faculdade nesse período comecei a saber mais sobre essa
teoria, e fazendo bom uso dela pude perceber que realmente eu
poderia colocar algumas atividades em prática e perceber que
realmente essas fases acontecem e que de fato a criança pode
construir o seu conhecimento da linguagem sem precisar
necessariamente você está repetindo exercícios de memorização.
2.13 Como estava estabelecida a rotina (passos) da sua sala de aula?
A rotina na sala de aula era: chegava na escola; fazia uma oração
que as crianças já sabiam; depois procedia com a chamada (tinha
uma ficha que eles colocavam no painel que auxiliava na escrita do
nome); iniciávamos as atividades que durava até o horário da
merenda; horário da merenda; segundo momento de atividades;
fazia retomada daquele dia, lendo texto, livrinho de história; e as
crianças eram liberadas.
2.14 Quais eram as dificuldades encontradas em sala de aula no que
diz respeito à alfabetização dos alunos?
A questão do letramento. Uma coisa que eu percebi foi que o
método sintético correspondia bem com aquela clientela porque eles
tinham muito pouco letramento na área de linguagem, era muito
restrito. Eles não tinham em casa material escrito para observar,
eram crianças que na condição social que viviam elas na tinham
muito acesso a material escrito, elas não eram incentivadas à leitura,
elas não tinham familiares que liam em casa e por isso não tinham
experiência com a função social da escrita. Então, a dificuldade que
eu tinha era que pra trabalhar num método mais global numa
situação daquela ficava complicado porque as crianças não tinham
vivência. Então além de alfabetiza-las, fazendo atividades para cada
nível de escrita, também tínhamos que fazer a parte do letramento,
que era a contando histórias, trazendo jornal e revista pra sala;
muitas vezes as crianças pegavam a revista de cabeça pra baixo,
rasgavam o material, brigavam muito porque tínhamos pouco
material e dividíamos eles em grupos, eles não viam aquele material
de forma curiosa, como se buscassem alguma coisa. Isso pra mim
foi uma dificuldade.
2.15 Já participou de cursos de formação continuada com foco em
alfabetização? Quais? Qual é a origem dos investimentos feitos para
essa formação?
Já, vários. Teve um que falava do construtivismo e alfabetização
pela UFRJ, participei de alguns oferecidos pela Escola Mundo
Infantil para conhecer o Método Montessori; Jornadas Pedagógicas,
Encontro de Professores, etc. Alguns pagos pelo Estado, outros pelo
Município, outros saiam do meu bolso.
2.16 Quais eram os meios que utiliza para se informar sobre a sua
área de atuação na escola?
Naquela época a informática não era tão acessível, então, a gente
se informava através de cartilhas, panfletos, colegas que iam para
eventos e traziam as informações, ou então quando eu mesma ia
para esses eventos.
E os contatos com os livros?
Só se fossem comprados ou emprestados, a gente não tinha acesso
a livros se não fosse dessa forma.
2.17 Qual é o método que você utilizava para alfabetizar?
Inicialmente a partir da minha experiência pessoal de alfabetização e
do que tinha aprendido no magistério, apresentando a letra, depois a
sílaba, depois formar as palavras. Com o tempo, fui me informando e
me formando, já comecei a trabalhar mais com apresentação de
textos, trabalhar o contexto, com produção livre dos alunos, pegar o
texto fazer grande numa cartolina ou no quadro, comparar o texto
dos alunos com o texto correto, para que eles perceberem o que
tava diferente, aprendi a ter uma concepção diferenciada do que era
o erro. Assim fui clareando minha visão e modificando a minha
prática, passando de sintético para global depois de uma
compreensão do que era trabalhar essa alfabetização de uma forma
mais ampla. E a gente percebe que ela é muito mais rica, muito mais
significativa para o aluno, e muito menos dolorosa.
O que você tem a dizer sobre a alfabetização das escolas públicas
atuais?
Hoje, mesmo tendo saído da educação regular, porque trabalho na
educação especial, acompanho esse trabalho como professora
itinerante, como psicopedagoga (avaliando essas crianças que
chegam na minha instituição), eu percebo que o método sintético
que foi tão criticado ele ainda existe, tem muitas escolas que
trabalham dessa forma, a postura tradicional ainda persiste. Eu acho
que hoje muitos professores alfabetizadores se sentem perdidos em
relação ao método, à postura de professor, a teoria.. No município
de Jequié se adotou o ciclo básico de desenvolvimento, que é o
ensino fundamental de nove anos, mas os professores parecem não
compreender como funciona esse ciclo, só mudando a
nomenclatura, ainda por cima se instaurando a cultura da
progressão automática, pois os professores acreditam que não
podem reprovar, mas também não trabalham de forma processual,
como o ciclo pede ainda seriando as crianças. Claro que hoje com a
solicitação de formação, todo mundo passa pelo curso de Pedagogia
e chega com outra visão. Mas quando chega lá na prática eu penso:
as condições da escola continuam as mesmas, poucas coisas
melhoraram, acho que a quantidade de aluno por sala, a oferta de
educação infantil aumentou um pouco, mas falta ainda professor
alfabetizador, professor que participe desse processo junto com a
criança e que realmente tenha condição de levar essa criança ao
conhecimento através da construção. A alfabetização ainda é muito
decodificação, não dando a criança condições de sair de uma fase
da lecto-escrita para outra, as atividades sempre as mesmas para
todas, por isso algumas chegam com oito anos sem se alfabetizar,
porque a metodologia da alfabetização ficou perdida dentro dessa
teoria de ciclo básico de desenvolvimento e de aprendizado. Então
eu vejo o município de Jequié hoje com uma perda muito grande em
relação a isso, percebo que a nossa alfabetização está precária
porque tem crianças que chegam no ensino fundamental II sem
saber ler. Isso é tanto uma realidade que o Governo Federal
resolveu fazer o Programa de Alfabetização na Idade Certa, que foi
implantado no ano de 2012, e eu espero que as crianças sejam
orientadas, porque elas tem condição sim de serem alfabetizadas
aos 8 anos de idade. Então, muitas dificuldades tem surgido, os
professores se queixam muito das crianças que tem dificuldades de
aprendizado, mas que na verdade a criança ficou numa fase da
escrita porque não é oferecido desafios para que ela possa avançar
para próxima fase. Ou então ela chega na fase alfabética, e fica
naquela fase, sem criar fluência, nem melhorar a sua escrita, sua
ortografia.. Isso mostra que há muitos equívocos, como todas as
teorias, e em todas as áreas, as teorias vem e não são discutidas,
quando eu vi essa coisa do ciclo básico foi a mesma coisa que
aconteceu em 96 com o construtivismo, aquela febre, mas sem base
teórica.
3. IDENTIFICAÇÃO
3.1 Nome (opcional)
3.2 Faixa etária (idade): 44 anos
3.3 Gênero: Feminino

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Sequência didática na educação infantil
Sequência didática na educação infantil Sequência didática na educação infantil
Sequência didática na educação infantil
Luiza Carvalho
 
Modelo de parecer descritivo
Modelo de parecer descritivoModelo de parecer descritivo
Modelo de parecer descritivo
SimoneHelenDrumond
 
Plano de aula
Plano de aulaPlano de aula
Plano de aula
Adriana Vieira
 
Projeto familia na escola
Projeto familia na escolaProjeto familia na escola
Projeto familia na escola
Eduardojr-professor
 
Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014
Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014
Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014
Seduc MT
 
Relatório de atividades projeto alimentação saudável na escola
Relatório de atividades projeto alimentação saudável na escolaRelatório de atividades projeto alimentação saudável na escola
Relatório de atividades projeto alimentação saudável na escola
Decilene
 
Plano de ação gestão 2016 2019
Plano de ação gestão 2016 2019Plano de ação gestão 2016 2019
Plano de ação gestão 2016 2019
Lindomar Oliveira
 
Relatorio de estagio supervisionado administrativo
Relatorio de estagio supervisionado administrativoRelatorio de estagio supervisionado administrativo
Relatorio de estagio supervisionado administrativo
Alessandra Alves
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Arivaldom
 
Caderno Pedagogico Autismo
Caderno Pedagogico AutismoCaderno Pedagogico Autismo
Caderno Pedagogico Autismo
Sarah Olliver
 
Parecer de um bom aluno porém que precisa de limites
Parecer de um bom aluno porém  que precisa de limitesParecer de um bom aluno porém  que precisa de limites
Parecer de um bom aluno porém que precisa de limites
SimoneHelenDrumond
 
Plano de ação 2014 escola
Plano de ação 2014 escolaPlano de ação 2014 escola
Plano de ação 2014 escola
Polivalente Linhares
 
Projeto de Estagio - Educação Especial
Projeto de Estagio - Educação EspecialProjeto de Estagio - Educação Especial
Projeto de Estagio - Educação Especial
Fábio Ribeiro Silva
 
Relatorio conselho tutelar denilson e jacson
Relatorio conselho tutelar denilson e jacsonRelatorio conselho tutelar denilson e jacson
Relatorio conselho tutelar denilson e jacson
Raquel Becker
 
Projeto páscoa cmei2009 s imone drumond
Projeto páscoa cmei2009 s imone drumondProjeto páscoa cmei2009 s imone drumond
Projeto páscoa cmei2009 s imone drumond
SimoneHelenDrumond
 
Plano de ação para coordenação pedagógica
Plano de ação para coordenação pedagógicaPlano de ação para coordenação pedagógica
Plano de ação para coordenação pedagógica
Blog Amiga da Pedagogia By Nathália
 
Avaliação inicial na educação infantil
Avaliação inicial na educação infantilAvaliação inicial na educação infantil
Avaliação inicial na educação infantil
Meire Moura
 
Proposta do maternal l e ll educação infantil
Proposta do maternal l e ll   educação infantilProposta do maternal l e ll   educação infantil
Proposta do maternal l e ll educação infantil
Rosemary Batista
 
Projeto de leitura. 1º ao 9º ano
Projeto de leitura. 1º ao 9º anoProjeto de leitura. 1º ao 9º ano
Projeto de leitura. 1º ao 9º ano
jose ebner
 
Planejamento saúde bucal por simone helen drumond
Planejamento saúde bucal por simone helen drumondPlanejamento saúde bucal por simone helen drumond
Planejamento saúde bucal por simone helen drumond
SimoneHelenDrumond
 

Mais procurados (20)

Sequência didática na educação infantil
Sequência didática na educação infantil Sequência didática na educação infantil
Sequência didática na educação infantil
 
Modelo de parecer descritivo
Modelo de parecer descritivoModelo de parecer descritivo
Modelo de parecer descritivo
 
Plano de aula
Plano de aulaPlano de aula
Plano de aula
 
Projeto familia na escola
Projeto familia na escolaProjeto familia na escola
Projeto familia na escola
 
Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014
Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014
Projeto Festa da Primavera, Escola Eunice, 2014
 
Relatório de atividades projeto alimentação saudável na escola
Relatório de atividades projeto alimentação saudável na escolaRelatório de atividades projeto alimentação saudável na escola
Relatório de atividades projeto alimentação saudável na escola
 
Plano de ação gestão 2016 2019
Plano de ação gestão 2016 2019Plano de ação gestão 2016 2019
Plano de ação gestão 2016 2019
 
Relatorio de estagio supervisionado administrativo
Relatorio de estagio supervisionado administrativoRelatorio de estagio supervisionado administrativo
Relatorio de estagio supervisionado administrativo
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 
Caderno Pedagogico Autismo
Caderno Pedagogico AutismoCaderno Pedagogico Autismo
Caderno Pedagogico Autismo
 
Parecer de um bom aluno porém que precisa de limites
Parecer de um bom aluno porém  que precisa de limitesParecer de um bom aluno porém  que precisa de limites
Parecer de um bom aluno porém que precisa de limites
 
Plano de ação 2014 escola
Plano de ação 2014 escolaPlano de ação 2014 escola
Plano de ação 2014 escola
 
Projeto de Estagio - Educação Especial
Projeto de Estagio - Educação EspecialProjeto de Estagio - Educação Especial
Projeto de Estagio - Educação Especial
 
Relatorio conselho tutelar denilson e jacson
Relatorio conselho tutelar denilson e jacsonRelatorio conselho tutelar denilson e jacson
Relatorio conselho tutelar denilson e jacson
 
Projeto páscoa cmei2009 s imone drumond
Projeto páscoa cmei2009 s imone drumondProjeto páscoa cmei2009 s imone drumond
Projeto páscoa cmei2009 s imone drumond
 
Plano de ação para coordenação pedagógica
Plano de ação para coordenação pedagógicaPlano de ação para coordenação pedagógica
Plano de ação para coordenação pedagógica
 
Avaliação inicial na educação infantil
Avaliação inicial na educação infantilAvaliação inicial na educação infantil
Avaliação inicial na educação infantil
 
Proposta do maternal l e ll educação infantil
Proposta do maternal l e ll   educação infantilProposta do maternal l e ll   educação infantil
Proposta do maternal l e ll educação infantil
 
Projeto de leitura. 1º ao 9º ano
Projeto de leitura. 1º ao 9º anoProjeto de leitura. 1º ao 9º ano
Projeto de leitura. 1º ao 9º ano
 
Planejamento saúde bucal por simone helen drumond
Planejamento saúde bucal por simone helen drumondPlanejamento saúde bucal por simone helen drumond
Planejamento saúde bucal por simone helen drumond
 

Destaque

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOSALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS
Valdeci Correia
 
O PAPEL DO ALFABETIZADOR
O PAPEL DO ALFABETIZADORO PAPEL DO ALFABETIZADOR
O PAPEL DO ALFABETIZADOR
Marisa Seara
 
La segunda guerra mundial
La segunda guerra mundialLa segunda guerra mundial
La segunda guerra mundial
argentum369
 
Mesa redonda com o professor
Mesa redonda com o professorMesa redonda com o professor
Mesa redonda com o professor
Dário Reis
 
Entrevista com professor
Entrevista com professorEntrevista com professor
Entrevista com professor
Dário Reis
 
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO COM 50 QUESTÕES
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO -  SIMULADO COM 50 QUESTÕESALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO -  SIMULADO COM 50 QUESTÕES
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO COM 50 QUESTÕES
Valdeci Correia
 
Projeto de Intervenção
Projeto de IntervençãoProjeto de Intervenção
Projeto de Intervenção
moniquests
 

Destaque (7)

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOSALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO DIGITAL PARA CONCURSOS PÚBLICOS
 
O PAPEL DO ALFABETIZADOR
O PAPEL DO ALFABETIZADORO PAPEL DO ALFABETIZADOR
O PAPEL DO ALFABETIZADOR
 
La segunda guerra mundial
La segunda guerra mundialLa segunda guerra mundial
La segunda guerra mundial
 
Mesa redonda com o professor
Mesa redonda com o professorMesa redonda com o professor
Mesa redonda com o professor
 
Entrevista com professor
Entrevista com professorEntrevista com professor
Entrevista com professor
 
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO COM 50 QUESTÕES
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO -  SIMULADO COM 50 QUESTÕESALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO -  SIMULADO COM 50 QUESTÕES
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - SIMULADO COM 50 QUESTÕES
 
Projeto de Intervenção
Projeto de IntervençãoProjeto de Intervenção
Projeto de Intervenção
 

Semelhante a Entrevista professor alfabetizador

Alfabetização e letramento
Alfabetização e letramentoAlfabetização e letramento
Alfabetização e letramento
Artemosfera Cia de Artes
 
Teoria e prática da alfabetização
Teoria e prática da alfabetizaçãoTeoria e prática da alfabetização
Teoria e prática da alfabetização
Noemia Meneguelly
 
ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...
ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...
ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...
christianceapcursos
 
Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...
Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...
Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...
Gabriele Agostini Martins
 
Portifolio digital
Portifolio digitalPortifolio digital
Portifolio digital
Jesica Ribeiro
 
Portifolio digital
Portifolio digitalPortifolio digital
Portifolio digital
Jesica Ribeiro
 
Portifolio digital
Portifolio digitalPortifolio digital
Portifolio digital
Jesica Ribeiro
 
O processo de alfabetização
O processo de alfabetizaçãoO processo de alfabetização
O processo de alfabetização
Rosemary Batista
 
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciaisMetodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
cefaprodematupa
 
Metodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetizaçãoMetodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetização
cefaprodematupa
 
Portfolio simone
Portfolio simonePortfolio simone
Portfolio simone
Carol Costa
 
Jogos tcc pós
Jogos tcc pósJogos tcc pós
Jogos tcc pós
Juliana soares
 
Construindo planejamentos significativos
Construindo planejamentos significativosConstruindo planejamentos significativos
Construindo planejamentos significativos
Lukass da Silva
 
Ensino Especial - um relato de experiência na Sala de Recursos
Ensino Especial - um relato de experiência na Sala de RecursosEnsino Especial - um relato de experiência na Sala de Recursos
Ensino Especial - um relato de experiência na Sala de Recursos
Valéria Poubell
 
Adoleta professor
Adoleta professorAdoleta professor
Adoleta professor
Elaine Chica
 
Co 163 contruindo planejamentos significativos
Co 163 contruindo planejamentos significativosCo 163 contruindo planejamentos significativos
Co 163 contruindo planejamentos significativos
Jeh Antunes
 
interdisciplinaridade
interdisciplinaridadeinterdisciplinaridade
interdisciplinaridade
Rhaykaisa
 
Weisz
WeiszWeisz
Ano 1 unidade_7_miolo
Ano 1 unidade_7_mioloAno 1 unidade_7_miolo
Ano 1 unidade_7_miolo
Fabiana Barbom Mendes
 
Entrevista técnica libras
Entrevista técnica librasEntrevista técnica libras
Entrevista técnica libras
Washington Luiz Ribeiro
 

Semelhante a Entrevista professor alfabetizador (20)

Alfabetização e letramento
Alfabetização e letramentoAlfabetização e letramento
Alfabetização e letramento
 
Teoria e prática da alfabetização
Teoria e prática da alfabetizaçãoTeoria e prática da alfabetização
Teoria e prática da alfabetização
 
ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...
ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...
ENSINO TRADICIONAL X CONSTRUTIVISTA: A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO NA ALFABETIZ...
 
Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...
Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...
Apresentação no II Seminário de Investigação Didática do Projeto Bolsa Alfabe...
 
Portifolio digital
Portifolio digitalPortifolio digital
Portifolio digital
 
Portifolio digital
Portifolio digitalPortifolio digital
Portifolio digital
 
Portifolio digital
Portifolio digitalPortifolio digital
Portifolio digital
 
O processo de alfabetização
O processo de alfabetizaçãoO processo de alfabetização
O processo de alfabetização
 
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciaisMetodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
 
Metodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetizaçãoMetodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetização
 
Portfolio simone
Portfolio simonePortfolio simone
Portfolio simone
 
Jogos tcc pós
Jogos tcc pósJogos tcc pós
Jogos tcc pós
 
Construindo planejamentos significativos
Construindo planejamentos significativosConstruindo planejamentos significativos
Construindo planejamentos significativos
 
Ensino Especial - um relato de experiência na Sala de Recursos
Ensino Especial - um relato de experiência na Sala de RecursosEnsino Especial - um relato de experiência na Sala de Recursos
Ensino Especial - um relato de experiência na Sala de Recursos
 
Adoleta professor
Adoleta professorAdoleta professor
Adoleta professor
 
Co 163 contruindo planejamentos significativos
Co 163 contruindo planejamentos significativosCo 163 contruindo planejamentos significativos
Co 163 contruindo planejamentos significativos
 
interdisciplinaridade
interdisciplinaridadeinterdisciplinaridade
interdisciplinaridade
 
Weisz
WeiszWeisz
Weisz
 
Ano 1 unidade_7_miolo
Ano 1 unidade_7_mioloAno 1 unidade_7_miolo
Ano 1 unidade_7_miolo
 
Entrevista técnica libras
Entrevista técnica librasEntrevista técnica libras
Entrevista técnica libras
 

Último

Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptxO século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
geiseortiz1
 
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdfComo montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
AlineOliveira625820
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
fran0410
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
joaresmonte3
 
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
HelenStefany
 
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
MatheusSousa716350
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
TiagoLouro8
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
AdrianoMontagna1
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
Manuais Formação
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
Manuais Formação
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.pptFUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
MarceloMonteiro213738
 
Caça-palavaras e cruzadinha - Dígrafos.
Caça-palavaras  e cruzadinha  - Dígrafos.Caça-palavaras  e cruzadinha  - Dígrafos.
Caça-palavaras e cruzadinha - Dígrafos.
Mary Alvarenga
 
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdfMAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
GracinhaSantos6
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
katbrochier1
 
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptxCartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Zenir Carmen Bez Trombeta
 

Último (20)

Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptxO século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
 
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdfComo montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
 
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
 
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
 
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.pptFUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
 
Caça-palavaras e cruzadinha - Dígrafos.
Caça-palavaras  e cruzadinha  - Dígrafos.Caça-palavaras  e cruzadinha  - Dígrafos.
Caça-palavaras e cruzadinha - Dígrafos.
 
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdfMAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
 
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptxCartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
 

Entrevista professor alfabetizador

  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA - CCP DISCIPLINA: METODOLOGIA DA ALFABETIZAÇÃO DOCENTE: MARIA DA CONCEIÇÃO ALVES FERREIRA DISCENTES: ALINE GOMES SANTOS, SALLY DA CONCEIÇÃO SOARES OLIVEIRA, VANUSA SOUZA CORREA. ENTREVISTA COM O PROFESSOR (A) ALFABETIZADOR (A) 1. CONTEXTO DA ESCOLA 1.1 Você trabalhou numa escola pública ou particular? Escola Pública. Em qual período? 1994. 1.2 Qual foi o município que você trabalhou como professor(a) alfabetizador(a)? Município de Jequié. 1.3 Quais as dificuldades e problemas enfrentados e superados pela escola na qual trabalha? As dificuldades eram aquelas que os professores da escola pública normalmente se queixam: o número de alunos por sala (em média 35 alunos nessa faixa de 6 anos), falta de material didático na escola, falta de uma estrutura física adequada, enfim, bem parecidas com as de hoje. Os problemas eram superados na medida do possível, como podíamos, utilizando materiais que estavam ao nosso alcance: jornal e revistas usadas, levávamos tesoura e cola de casa, etc. No sentido de superação mesmo, de você dá conta de uma realidade, trazendo recursos que estão fora do que o sistema lhe oferece. 1.4 A estrutura física da escola oferecia um espaço didático pedagógico adequado para a alfabetização? Não, como já foi relatado na questão anterior.
  • 2. 1.5 A escola possuía sala para atendimento especializado? Existia um profissional responsável para esse atendimento? Não, não existia. Na época a política de educação especial, mantinha os alunos com deficiência atendidos em instituições especializadas. 1.6 Qual é o perfil dos alunos? Se falando de idade, eram alunos de 7, 8, 9 anos. No perfil sócio- econômico a escola estava localizada num bairro periférico e pobre da cidade, uma escola de comunidade. Inclusive a rua era conhecida como rua do meretrício (chamado de “brega”). As famílias tinham pouco poder aquisitivo e tinham essa questão social, morando nesse contexto. Muitas crianças não sabiam quem era o pai, porque as mães engravidavam lá na casa de prostituição. Essas crianças chegavam à alfabetização com alguma escolarização anterior? Existiam poucas escolas de educação infantil em Jequié, sendo que as que tinham eram oferecidas pela comunidade católica de Jequié. Então, algumas vinham da creche, outras não. Até a idade de 6 anos elas ficavam na rua, brincando, presenciando muitas vezes a vida noturna das mães. 1.7 Na escola existia biblioteca? Se sim, como se dava a dinâmica de funcionamento? Não. A escola era muito pequena, só tinha duas salas e uma cozinha, não tinha espaço de recreação, só funcionada duas turmas nessa escola que era um anexo da Comunidade Católica São Lucas. E quando a gente queria fazer alguma festinha, alguma comemoração como dia das mães, final de ano, era no salão da paróquia. Não tinha espaço para as crianças brincarem, a escola ficava em uma ladeira por sinal que era onde elas brincavam. A direção era de núcleo, então não tinha uma diretora fixa na escola, e ela ia lá de vez em quando. Na verdade, só ficava na escola a merendeira e as duas professoras: eu que era da alfabetização e a professora que trabalhava com a 2ª série, e a tarde tinha 3ª e 4ª série. 2. O TRABALHO E A VIDA DOS PROFESSORES
  • 3. 2.1 Qual era a sua formação na época? Na época eu não tinha nem formação em pedagogia, só tinha em magistério. E tinha alguns cursos de capacitação, na área do método montessoriano, cursos na UESB na área de alfabetização. 2.2 Qual foi o processo seletivo que participou para atuar como professor (a)? Concurso Público. Naquela época não tinha concurso específico para professor alfabetizador, como até hoje não se faz. 2.3 Quais os incentivos oferecidos pela escola para a formação continuada dos professores alfabetizadores? Nenhum. A prefeitura e a secretaria de educação do município as vezes faziam curso de formação continuada. 2.4 Havia relação entre área de formação dos professores alfabetizadores com a área de atuação? Eram formadas em magistério, que habilitava para trabalhar na alfabetização. 2.5 Qual é a relação dos professores com as decisões implementadas na escola no que diz respeito às políticas de alfabetização? Essa escola não tinha uma estrutura para que os professores pudessem conversar sobre as implementações de políticas. 2.6 Quais eram as ações de planejamento da escola? Tinha planejamento. No período de atividade complementar, o chamado AC, que eram planejadas as atividades, ai a coordenadora e a diretora passava na escola e a gente mostrava pra ela as atividades que foram pensadas. Eram visitas esporádicas. 2.7 Como se organizava a dinâmica do recreio? Quando dava a hora do recreio os meninos merendavam e ficavam soltos na rua brincando (na ladeira que a escola estava situada). 2.8 Qual era a sua carga horária de trabalho?
  • 4. Nessa época era só vinte horas. 2.9 Quantos anos você possui no magistério como alfabetizador (a)? Hoje não alfabetizo mais, mas atuei 6 anos como professora alfabetizadora. Inclusive participei da formação da Fundação Luís Eduardo Magalhães (capacitação estadual, porque tinha mais 20 horas no estado) e ganhei o título de professor alfabetizador depois que fiz uma prova e uma aula pública. 2.10 De que forma você trabalhava os conteúdos disciplinares no processo de alfabetização? Como tínhamos uma grade curricular onde tínhamos que dar conta de todas as disciplinas, a gente buscava trabalhar tomando como base a questão da linguagem oral e escrita percebendo a necessidade do alunos de melhorar e adquirir a escrita e a fala. A gente ia trabalhando os conteúdos prevendo a busca do aperfeiçoamento da linguagem, para que as crianças pudessem está treinando justamente para melhorar as habilidades deles. 2.11 Quais eram os conteúdos selecionados para o trabalho de alfabetização com os alunos? Na parte de linguagem a gente ia trabalhando os conteúdos conforme os interesses dos alunos, de acordo com a proposta apresentada no currículo que a gente tinha que seguir, de acordo com o material que os alunos tinham. 2.12 Como você trabalhava a questão da diferença de fases de aquisição da lecto-escrita em sala de aula? Quando eu fiz o magistério eu não tive essa informação, por isso quero pontuar a importância da formação continuada. Então quando eu fui formada eu aprendi que existia métodos de formação: sintético, global e eclético. Só que na hora da prática qual era a minha idéia enquanto professora? Alfabetizar os meninos como eu fui alfabetizada (o método sintético, partindo das letras para o texto). Na medida que fui trabalhando dessa forma, e também fiz um curso com a professora Shada Martha, que era doutora em alfabetização pela UFRJ, ela veio trazendo essa discussão sobre o construtivismo. Então eu aprendi que o construtivismo não é método e sim uma filosofia de trabalho, uma teoria, baseada na epistemologia do conhecimento de Piaget, onde Emilia Ferrero era
  • 5. traz um questionamento: é possível o sujeito construir o seu conhecimento? Então ela faz pesquisas de como o sujeito adquire o conhecimento da escrita e publica, difundindo o construtivismo. Erroneamente, no tempo que eu trabalhei como alfabetizadora os professores deixavam de fazer o método sintético que sabiam fazer e começaram a fazer nada. Na verdade, como toda teoria, chegou e não podia mais mandar o menino lê o ‘B’ e o ‘A’, não podia mais juntar e nós professoras ficavam sem saber o que fazer. Como eu tava na Faculdade nesse período comecei a saber mais sobre essa teoria, e fazendo bom uso dela pude perceber que realmente eu poderia colocar algumas atividades em prática e perceber que realmente essas fases acontecem e que de fato a criança pode construir o seu conhecimento da linguagem sem precisar necessariamente você está repetindo exercícios de memorização. 2.13 Como estava estabelecida a rotina (passos) da sua sala de aula? A rotina na sala de aula era: chegava na escola; fazia uma oração que as crianças já sabiam; depois procedia com a chamada (tinha uma ficha que eles colocavam no painel que auxiliava na escrita do nome); iniciávamos as atividades que durava até o horário da merenda; horário da merenda; segundo momento de atividades; fazia retomada daquele dia, lendo texto, livrinho de história; e as crianças eram liberadas. 2.14 Quais eram as dificuldades encontradas em sala de aula no que diz respeito à alfabetização dos alunos? A questão do letramento. Uma coisa que eu percebi foi que o método sintético correspondia bem com aquela clientela porque eles tinham muito pouco letramento na área de linguagem, era muito restrito. Eles não tinham em casa material escrito para observar, eram crianças que na condição social que viviam elas na tinham muito acesso a material escrito, elas não eram incentivadas à leitura, elas não tinham familiares que liam em casa e por isso não tinham experiência com a função social da escrita. Então, a dificuldade que eu tinha era que pra trabalhar num método mais global numa situação daquela ficava complicado porque as crianças não tinham vivência. Então além de alfabetiza-las, fazendo atividades para cada nível de escrita, também tínhamos que fazer a parte do letramento, que era a contando histórias, trazendo jornal e revista pra sala; muitas vezes as crianças pegavam a revista de cabeça pra baixo, rasgavam o material, brigavam muito porque tínhamos pouco material e dividíamos eles em grupos, eles não viam aquele material
  • 6. de forma curiosa, como se buscassem alguma coisa. Isso pra mim foi uma dificuldade. 2.15 Já participou de cursos de formação continuada com foco em alfabetização? Quais? Qual é a origem dos investimentos feitos para essa formação? Já, vários. Teve um que falava do construtivismo e alfabetização pela UFRJ, participei de alguns oferecidos pela Escola Mundo Infantil para conhecer o Método Montessori; Jornadas Pedagógicas, Encontro de Professores, etc. Alguns pagos pelo Estado, outros pelo Município, outros saiam do meu bolso. 2.16 Quais eram os meios que utiliza para se informar sobre a sua área de atuação na escola? Naquela época a informática não era tão acessível, então, a gente se informava através de cartilhas, panfletos, colegas que iam para eventos e traziam as informações, ou então quando eu mesma ia para esses eventos. E os contatos com os livros? Só se fossem comprados ou emprestados, a gente não tinha acesso a livros se não fosse dessa forma. 2.17 Qual é o método que você utilizava para alfabetizar? Inicialmente a partir da minha experiência pessoal de alfabetização e do que tinha aprendido no magistério, apresentando a letra, depois a sílaba, depois formar as palavras. Com o tempo, fui me informando e me formando, já comecei a trabalhar mais com apresentação de textos, trabalhar o contexto, com produção livre dos alunos, pegar o texto fazer grande numa cartolina ou no quadro, comparar o texto dos alunos com o texto correto, para que eles perceberem o que tava diferente, aprendi a ter uma concepção diferenciada do que era o erro. Assim fui clareando minha visão e modificando a minha prática, passando de sintético para global depois de uma compreensão do que era trabalhar essa alfabetização de uma forma mais ampla. E a gente percebe que ela é muito mais rica, muito mais significativa para o aluno, e muito menos dolorosa. O que você tem a dizer sobre a alfabetização das escolas públicas atuais?
  • 7. Hoje, mesmo tendo saído da educação regular, porque trabalho na educação especial, acompanho esse trabalho como professora itinerante, como psicopedagoga (avaliando essas crianças que chegam na minha instituição), eu percebo que o método sintético que foi tão criticado ele ainda existe, tem muitas escolas que trabalham dessa forma, a postura tradicional ainda persiste. Eu acho que hoje muitos professores alfabetizadores se sentem perdidos em relação ao método, à postura de professor, a teoria.. No município de Jequié se adotou o ciclo básico de desenvolvimento, que é o ensino fundamental de nove anos, mas os professores parecem não compreender como funciona esse ciclo, só mudando a nomenclatura, ainda por cima se instaurando a cultura da progressão automática, pois os professores acreditam que não podem reprovar, mas também não trabalham de forma processual, como o ciclo pede ainda seriando as crianças. Claro que hoje com a solicitação de formação, todo mundo passa pelo curso de Pedagogia e chega com outra visão. Mas quando chega lá na prática eu penso: as condições da escola continuam as mesmas, poucas coisas melhoraram, acho que a quantidade de aluno por sala, a oferta de educação infantil aumentou um pouco, mas falta ainda professor alfabetizador, professor que participe desse processo junto com a criança e que realmente tenha condição de levar essa criança ao conhecimento através da construção. A alfabetização ainda é muito decodificação, não dando a criança condições de sair de uma fase da lecto-escrita para outra, as atividades sempre as mesmas para todas, por isso algumas chegam com oito anos sem se alfabetizar, porque a metodologia da alfabetização ficou perdida dentro dessa teoria de ciclo básico de desenvolvimento e de aprendizado. Então eu vejo o município de Jequié hoje com uma perda muito grande em relação a isso, percebo que a nossa alfabetização está precária porque tem crianças que chegam no ensino fundamental II sem saber ler. Isso é tanto uma realidade que o Governo Federal resolveu fazer o Programa de Alfabetização na Idade Certa, que foi implantado no ano de 2012, e eu espero que as crianças sejam orientadas, porque elas tem condição sim de serem alfabetizadas aos 8 anos de idade. Então, muitas dificuldades tem surgido, os professores se queixam muito das crianças que tem dificuldades de aprendizado, mas que na verdade a criança ficou numa fase da escrita porque não é oferecido desafios para que ela possa avançar para próxima fase. Ou então ela chega na fase alfabética, e fica naquela fase, sem criar fluência, nem melhorar a sua escrita, sua ortografia.. Isso mostra que há muitos equívocos, como todas as teorias, e em todas as áreas, as teorias vem e não são discutidas, quando eu vi essa coisa do ciclo básico foi a mesma coisa que
  • 8. aconteceu em 96 com o construtivismo, aquela febre, mas sem base teórica. 3. IDENTIFICAÇÃO 3.1 Nome (opcional) 3.2 Faixa etária (idade): 44 anos 3.3 Gênero: Feminino