SlideShare uma empresa Scribd logo
Construindo histórias: concepções e
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spara a formação de
leitores
literários Fabiana S
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rSales
Sammya Araújo
Pauta
1. Abertura com o vídeo: “Vou virar um ancestral…” Gil no Roda Viva
2. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e Formação do Leitor;
3. Construindo Histórias:
4. Conhecendo a alma inspiradora da proposta para o trabalho nos anos iniciais;
5. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os a
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7. Abrindo o microfone para as reflexões.
8. Encerramento
Futuro ancestral – Ailton Krenak
Nesta invocação do tempo ancestral, veio um grupo de sete ou oito meninos remando n
u
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a
:
Os meninos remavam de maneira compassada, todos tocavam o remo na superfície da água com m
u
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ae harmonia: estavam exercitando a infância deles no sentido do que o seu povo, os Yudjá,
chamam de se aproximar da antiguidade. Um deles, mais velho, que estava verbalizando a experiência,
falou:
“Nossos pais dizem que nós já estamos chegando perto de como era antigamente”.
Eu achei tão bonito que aqueles meninos ansiassem por alguma coisa que os seus a
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mensinado, e tão belo quanto que a valorizassem no instante presente. Esses meninos que
vejo em minha memória não estão correndo atrás de uma ideia prospectiva do tempo nem de
algo que está em algum outro canto, mas do que vai acontecer exatamente aqui, neste lugar
ancestralque é seu território, dentro dos rios.
As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e
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do Leitor
O Eixo de Literatura e Formação do Leitor propõe o desenvolvimento e o
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o da Educação Literária desde a mais tenra idade com efetiva
aproximação e apropriação do texto literário. Este para seu conhecimento ou
apreciação não necessita de “panóplia” (armadura) de exercícios e atividades
que o limitam, o fragmentam ou o reduzem para outros fins, como aponta
Azevedo e Balça (2016).
Mas, o que é Educação Literária?
As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e
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do Leitor
O conceito de Educação Literária refere-se ao desenvolvimento de competências q
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m ler o mundo de uma forma sofisticada e abrangente, contribuindo para a
formação de sujeitos críticos, capazes de ler e interrogar a prática. A leitura dos textos
literários é igualmente uma fonte de relações interculturais que nos permite conhecer o
outro, refletir acerca do nosso lugar no mundo e do que significa ser humano. Através
dessa Educação, os leitores aprendem a interagir criticamente com os mais diversos
produtos da indústria cultural e literária.
As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e
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do Leitor
Como educar literariamente…
Primeiramente, é preciso compreender que a educação literária não s
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e espontaneamente, exige formadores conscientes do seu papel,
atividades planificadas, esforço e tempo.
É relevante que a escola seja um espaço capaz de se configurar c
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de práticas de leitura que recupere, em contexto formal,
metodologias que valorizam a leitura como fruição e como prazer.
As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e
Agente da Educação Literária…
A(O) mediadora(or) tem uma função deveras pertinente: vincular entre o
s
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o
s e os primeiros leitores, de modo a propiciar a comunicação mútua, uma
vez que o mediador será o primeiro leitor, aquele que seleciona as obras, e
terá o papel de conciliar as estratégias que fomentem essas leituras literárias,
sendo o leitor infantil e/ou juvenil o segundo leitor.
As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e
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do Leitor
Algumas atitudes e comportamentos das mediadoras e mediadores da leitura, d
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ocom Colomer (1999):
 Fomentar contexto afetuoso durante a leitura em que as crianças podem se familiarizar
coma forma escrita da linguagem;
Potencia a criação de mecanismos de antecipação e de inferência próprios da l
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D
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aque a implicação afetiva do leitor faz parte da leitura literária;
Ensina a fixar a atenção nos detalhes;
Favorece a interrogação e ampliação do mundo da criança à luz do que ocorre no l
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aespaço e tempo para perguntas e comentários.

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As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e
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do Leitor
Além desses pontos, acrescenta-se ao trabalho de mediação: oferta de livros variados, com temas e
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s diversificados, atendendo à necessidade que a criança tem de informar; o prazer de partilhar
uma história, estimulando o leitor a contribuir com respostas pessoais face aos objetos com que
interage. Nesse sentido, visando favorecer a mediação dos saberes a serem construídos nas rodas de
leituras, o Eixo optou como concepção metodologia, o Círculo de Cultura, uma concepção dialógica
baseada nos trabalhos do educador Paulo Freire. A afetividade aqui é interpretada como principal
mediadora entre o sujeito, a palavra, a imagem e o livro. O Círculo de Cultura, portanto, [...] “é um lugar
onde todos têm a palavra, onde todos leem e escrevem o mundo. É um espaço de trabalho, pesquisa,
exposição de práticas, dinâmicas e vivências, que possibilitam a construção coletiva do conhecimento,”
(FREIRE, 1994, p.148)
3.Construindo Histórias
1. Conhecendo a alma inspiradora da proposta para o trabalho nos anos iniciais
Com tais compromissos, o Eixo apresenta ações fortalecedoras da prática da leitura literária n
a
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s
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a e na sala de aula e que dialogam com as concepções teóricas propostas para a formação
docente, ancoradas na concepção do Círculo de Cultura, de Paulo Freire, definido acima.
A proposta para Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental será a Bib-baú, um b
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esimbolicamente representará um acervo que traz através das histórias de bichos, plantas,
avós,casas, ruas, ritos, cantigas, rendas, danças… as vidas onde fomos gerados e as vidas q
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statear com o sorriso da infância que estão por todos os lugares.
3.Construindo Histórias
1. Conhecendo a alma inspiradora da proposta para o trabalho nos anos iniciais
A Bib-baú – Uma prática de Leitura Literária para crianças da escola pública…
O conceito da Bib-baú está enraizada na gratificante experiência de viver e
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e como sujeitos portadores de memórias e capazes de compreender as
culturas, criar, contar histórias e fazer a história é o que dá sentido a essa existência
resistente dos seres humanos em relação com os demais do planeta que se constitui
em vida humana na terra.
3.Construindo Histórias
2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais
• O que é a Bib-baú?
É necessário compreender que a Bib-baú é uma ação que tem como fundamentação metodológica o
C
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ode Cultura Freireano. Pretende-se, portanto, que ela seja simbolicamente um meio de instigar a
leitura literária, por meio das dinamizações dos acervos que têm como movimento primeiro, as rodas de
leitura com o livro na mão. Em seguida, a(o) professora(or) mediadora(or) proporá o diálogo,
mobilizando o compartilhamento das ideias que suscitam à reflexão a partir dos temas que estão nos
livros, na vida e no mundo. A ideia será ler as histórias que estão nos livros e que se entrelaçam com
aquelas que estão no coração, na cabeça, na casa, na rua e na alma de todas e todos (as)os
contadoras(es), transformando a Bib-Baú numa grande biblioteca de histórias pra fazer rir, chorar,
assustar, correr, brincar…
3.Construindo Histórias
2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais

Por que a Bib-baú?
Na verdade, queremos compartilhar a responsabilidade em garantir o direito da(o) aluna(o) da escola pública em
ter acesso ao livro de literatura, garantindo, assim, a formação de leitores. Dessa forma consolidamos uma política
de Educação Literária na Rede Pública, por meio de um currículo que traga ações fomentadoras do l
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onas escolas.
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Qual o lugar da Bib-baú?
Seu lugar é na sala de aula, mas entre abraços, ela poderá voar entre salas, ir para o pátio, uma praça, uma
calçada durante a visita de uma casa, mas deverá voltar sempre para o seu lugar inicial, pois será lá que e
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áo abraço coletivo dando-a pernas pra correr pelos quatro cantos onde a leitura chegará.
3.Construindo Histórias

2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais
Quem participa das ações da Bib-Baú?
Todas(os) as(os) alunas(os) e professoras(es) do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental já serão o público da Bib-
Baú. Mas esse público se expande quando ela poderá ir a outros espaços para silenciosamente ser aberta p
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leitora(or), ou numa ciranda de leitoras(es) ela for provocadora das leituras compartilhadas.
5. Estrutura e funcionamento da Bib-Baú?
Após as(os) professoras(es) receberem e/ou confeccionarem sua Bib-Baú, será a hora de conhecer o a
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eestará nela (nova coleção Paic Prosa e Poesia, coleções anteriores, outros livros adquiridos p
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.Esse poderá ser um momento individual, para em seguida, com data agendada,
3.Construindo Histórias

2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais
Estrutura e funcionamento da Bib-Baú?
todas(os) compartilharem suas impressões acerca das histórias que leram. Nesse primeiro
momento, não precisará ter lido todos os livros da Bib-Baú, pois teremos tempo, mas devemos l
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se por inteiro.
Em seguida cada professora(or) escolherá o livro que será lido na sua sala de aula, podendo ser o
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para mais de uma sala. A temática deste livro da Bib-Baú, será o pontapé inicial para a roda de
leitura e compartilhamento de ideias entre as(os) professoras(es) mediadoras(es) da leitura. U
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z lida a história e compartilhadas as impressões acerca dela, será o momento da elaboração do
Projeto Literário da Bib-Baú que poderá ser elaborado pelo coletivo de professoras(es) leitoras(es).
3.Construindo Histórias

2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais
Em sala de aula
A descoberta da Bib-baú em sala de aula deverá ser um momento compartilhado e livre ao mesmo tempo, ou
seja, ao abri-la, as crianças deverão tocar, folhear, ler, trocar os livros, como uma essencial sensibilização para
leitura e respeito pelo livro. Chegou o momento de ação da Bib-Baú! O Projeto Literário da Bib-Baú entrará e
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,por meio do livro da vez. Nesse momento se proporá conhecer o livro que será lido e compartilhado.

Qual a frequência e duração de cada Projeto da Bib-baú?
Para um projeto com a duração de uma semana, sugerimos 1 hora/dia para as ações da Bib-Baú. No 1º d
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á uma leitura do tema que permeia o projeto, a roda de conversa acerca das impressões da leitura, a
leitura das imagens e o bate-papo sobre o tema.
3.Construindo Histórias
3.2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais
Nos dias seguintes, novas leituras poderão ser feitas, com outros gêneros literários, seguindo a m
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m
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ae no último dia, será realizada a culminância do projeto.
Outra estratégia de tempo, poderá ser o projeto para 1 mês, com um mínimo de 3 horas semanais q
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o ser distribuídas em dias consecutivos, alternados ou em um só dia. Para esse segundo
formato, sugerimos uma carga horária totalizando 12 horas mensais. Os projetos bimestrais, por serem
mais longos, são recomendados para as turmas do 4º e 5º ano e esses poderão totalizar uma carga
horária mínima de 24 horas, distribuídas no mês/semanas de acordo com cada realidade.
3.Construindo Histórias
3.2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os a
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As Dinamizações Literárias
Atenção! Não deve-se didatizar em hipótese alguma, a leitura literária, seja pela exigência d
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a da leitura, seja por meio de atividades de ortografia, gramática, análise linguística ou quaisquer
outras atividades de cunho linguístico. Pois, a formação de leitores na compreensão do
letramento
literário, parte do acesso ao livro de literatura, vai para a motivação por lê-lo, chega no prazer de ler,
indo para a necessidade em compartilhar as boas leituras e permanece como busca das respostas
para a vida e para a alma.
3.Construindo Histórias

2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais
Eas culminâncias?
Poderá para esse momento ser realizada a Feirinha de Literatura com objetivo de realizar um troca-troca d
e
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r
o
s entre alunos de duas ou mais salas, por meio de acervos pessoais e/ou doados que enriquecerão
o acervo da Bib-Baú e que por sua vez acolhe aquele novo livro para mais uma aventura
A Festa Literária é uma sugestão animada, nela poderá acontecer, por meio dos acervos das Bib-Baú d
a
s
d
i
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r
s
a
s salas de aula, as contações de histórias feitas pelas(os) alunas(os), as várias rodas de leitura, assim
como as apresentações artísticas. Mas, tudo terá como fio condutor a leitura dos livros e as suas temáticas. As
Exposições também poderão ter seus ricos momentos, onde as produções gráficas/escritas serão vistas/lidas
comentadas e expostas em painéis, (textos, trabalhos de desenho, pintura, colagem e outros poderão ser
expostos visualmente e oralmente).
3.Construindo Histórias
3.2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os a
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s
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Mário Quintana - Esconderijos do tempo
Recordo ainda
Recordo ainda... E nada mais me i
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sdias de uma luz tão mansa
Que deixavam, sempre, de l
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mbrinquedo novo à minha porta...
Mas veio um vento de desesperança
Soprandocinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de c
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afora após segui... Mas, ai,
Embora idade e senso eu a
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onos iluda o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos n
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uum pobre menino...acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!...
Referências
AZEVEDO, FERNANDO & BALÇA, ÂNGELA (COORDs.). Leitura e Educação Literária. Lisboa: Pactor, 2016.
BETTELHEIM. B. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004.
CANDIDO, A. O direito à literatura. In: Vários escritos. 3 ed. rev. e ampl. São Paulo: D
u
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s
,1995.
COUTINHO, A. Crítica e teoria literária. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Fortaleza: E
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U
F
C
E
.PROED, 1987.
COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2016.
COLOMER, T.Andar entre livros: a leitura literária na escola. Tradução Laura Sandroni. S
ã
o
P
a
u
l
o
:Global, 2007. COLOMER, Tereza. Introducción a la literatura infantil y juvenil. Madrid:
Editorial Síntesis.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2
0
0
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Q
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N
T
A
N
A
,Mario. Esconderijos do tempo. 3 ed. São Paulo: Globo, 2005.
Referências
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KRENAK, A. Futuro Ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
SCHÖN, D. A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, António (Coord.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1
9
9
2
.
S
O
L
É
,I. Estratégias de Leitura. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
SILVA, E. Elementos da pedagogia da leitura.São Paulo: Martins Fontes, 1998.
ZILBERMAN, R.; MAGALHÃES, L. C. Literatura Infantil: Autoritarismo e Emancipação. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2005.

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  • 1. Construindo histórias: concepções e p r á t i c a spara a formação de leitores literários Fabiana S k e f f E l d e rSales Sammya Araújo
  • 2. Pauta 1. Abertura com o vídeo: “Vou virar um ancestral…” Gil no Roda Viva 2. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e Formação do Leitor; 3. Construindo Histórias: 4. Conhecendo a alma inspiradora da proposta para o trabalho nos anos iniciais; 5. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os a n o s 6 . i n i c i a i s ; 7. Abrindo o microfone para as reflexões. 8. Encerramento
  • 3. Futuro ancestral – Ailton Krenak Nesta invocação do tempo ancestral, veio um grupo de sete ou oito meninos remando n u m a c a n o a : Os meninos remavam de maneira compassada, todos tocavam o remo na superfície da água com m u i t a c a l m ae harmonia: estavam exercitando a infância deles no sentido do que o seu povo, os Yudjá, chamam de se aproximar da antiguidade. Um deles, mais velho, que estava verbalizando a experiência, falou: “Nossos pais dizem que nós já estamos chegando perto de como era antigamente”. Eu achei tão bonito que aqueles meninos ansiassem por alguma coisa que os seus a n t e p a s s a d o s h a v i a mensinado, e tão belo quanto que a valorizassem no instante presente. Esses meninos que vejo em minha memória não estão correndo atrás de uma ideia prospectiva do tempo nem de algo que está em algum outro canto, mas do que vai acontecer exatamente aqui, neste lugar ancestralque é seu território, dentro dos rios.
  • 4. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e F o r m a ç ã o do Leitor O Eixo de Literatura e Formação do Leitor propõe o desenvolvimento e o f o r t a l e c i m e n t o da Educação Literária desde a mais tenra idade com efetiva aproximação e apropriação do texto literário. Este para seu conhecimento ou apreciação não necessita de “panóplia” (armadura) de exercícios e atividades que o limitam, o fragmentam ou o reduzem para outros fins, como aponta Azevedo e Balça (2016). Mas, o que é Educação Literária?
  • 5. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e F o r m a ç ã o do Leitor O conceito de Educação Literária refere-se ao desenvolvimento de competências q u e p e r m i t e m ler o mundo de uma forma sofisticada e abrangente, contribuindo para a formação de sujeitos críticos, capazes de ler e interrogar a prática. A leitura dos textos literários é igualmente uma fonte de relações interculturais que nos permite conhecer o outro, refletir acerca do nosso lugar no mundo e do que significa ser humano. Através dessa Educação, os leitores aprendem a interagir criticamente com os mais diversos produtos da indústria cultural e literária.
  • 6. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e F o r m a ç ã o do Leitor Como educar literariamente… Primeiramente, é preciso compreender que a educação literária não s e d e s e n v o l v e espontaneamente, exige formadores conscientes do seu papel, atividades planificadas, esforço e tempo. É relevante que a escola seja um espaço capaz de se configurar c o m o p r o m o t o r de práticas de leitura que recupere, em contexto formal, metodologias que valorizam a leitura como fruição e como prazer.
  • 7. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e Agente da Educação Literária… A(O) mediadora(or) tem uma função deveras pertinente: vincular entre o s l i v r o s e os primeiros leitores, de modo a propiciar a comunicação mútua, uma vez que o mediador será o primeiro leitor, aquele que seleciona as obras, e terá o papel de conciliar as estratégias que fomentem essas leituras literárias, sendo o leitor infantil e/ou juvenil o segundo leitor.
  • 8. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e F o r m a ç ã o do Leitor Algumas atitudes e comportamentos das mediadoras e mediadores da leitura, d e a c o r d ocom Colomer (1999):  Fomentar contexto afetuoso durante a leitura em que as crianças podem se familiarizar coma forma escrita da linguagem; Potencia a criação de mecanismos de antecipação e de inferência próprios da l e i t u r a ; D e m o n s t r aque a implicação afetiva do leitor faz parte da leitura literária; Ensina a fixar a atenção nos detalhes; Favorece a interrogação e ampliação do mundo da criança à luz do que ocorre no l i v r o ; S u s c i t aespaço e tempo para perguntas e comentários.     
  • 9. As concepções norteadoras do Eixo de Literatura e F o r m a ç ã o do Leitor Além desses pontos, acrescenta-se ao trabalho de mediação: oferta de livros variados, com temas e g ê n e r o s diversificados, atendendo à necessidade que a criança tem de informar; o prazer de partilhar uma história, estimulando o leitor a contribuir com respostas pessoais face aos objetos com que interage. Nesse sentido, visando favorecer a mediação dos saberes a serem construídos nas rodas de leituras, o Eixo optou como concepção metodologia, o Círculo de Cultura, uma concepção dialógica baseada nos trabalhos do educador Paulo Freire. A afetividade aqui é interpretada como principal mediadora entre o sujeito, a palavra, a imagem e o livro. O Círculo de Cultura, portanto, [...] “é um lugar onde todos têm a palavra, onde todos leem e escrevem o mundo. É um espaço de trabalho, pesquisa, exposição de práticas, dinâmicas e vivências, que possibilitam a construção coletiva do conhecimento,” (FREIRE, 1994, p.148)
  • 10. 3.Construindo Histórias 1. Conhecendo a alma inspiradora da proposta para o trabalho nos anos iniciais Com tais compromissos, o Eixo apresenta ações fortalecedoras da prática da leitura literária n a e s c o l a e na sala de aula e que dialogam com as concepções teóricas propostas para a formação docente, ancoradas na concepção do Círculo de Cultura, de Paulo Freire, definido acima. A proposta para Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental será a Bib-baú, um b a ú q u esimbolicamente representará um acervo que traz através das histórias de bichos, plantas, avós,casas, ruas, ritos, cantigas, rendas, danças… as vidas onde fomos gerados e as vidas q u e d e s e j a m o statear com o sorriso da infância que estão por todos os lugares.
  • 11. 3.Construindo Histórias 1. Conhecendo a alma inspiradora da proposta para o trabalho nos anos iniciais A Bib-baú – Uma prática de Leitura Literária para crianças da escola pública… O conceito da Bib-baú está enraizada na gratificante experiência de viver e m s o c i e d a d e como sujeitos portadores de memórias e capazes de compreender as culturas, criar, contar histórias e fazer a história é o que dá sentido a essa existência resistente dos seres humanos em relação com os demais do planeta que se constitui em vida humana na terra.
  • 12. 3.Construindo Histórias 2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais • O que é a Bib-baú? É necessário compreender que a Bib-baú é uma ação que tem como fundamentação metodológica o C í r c u l ode Cultura Freireano. Pretende-se, portanto, que ela seja simbolicamente um meio de instigar a leitura literária, por meio das dinamizações dos acervos que têm como movimento primeiro, as rodas de leitura com o livro na mão. Em seguida, a(o) professora(or) mediadora(or) proporá o diálogo, mobilizando o compartilhamento das ideias que suscitam à reflexão a partir dos temas que estão nos livros, na vida e no mundo. A ideia será ler as histórias que estão nos livros e que se entrelaçam com aquelas que estão no coração, na cabeça, na casa, na rua e na alma de todas e todos (as)os contadoras(es), transformando a Bib-Baú numa grande biblioteca de histórias pra fazer rir, chorar, assustar, correr, brincar…
  • 13. 3.Construindo Histórias 2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais  Por que a Bib-baú? Na verdade, queremos compartilhar a responsabilidade em garantir o direito da(o) aluna(o) da escola pública em ter acesso ao livro de literatura, garantindo, assim, a formação de leitores. Dessa forma consolidamos uma política de Educação Literária na Rede Pública, por meio de um currículo que traga ações fomentadoras do l e t r a m e n t o l i t e r á r i onas escolas.  Qual o lugar da Bib-baú? Seu lugar é na sala de aula, mas entre abraços, ela poderá voar entre salas, ir para o pátio, uma praça, uma calçada durante a visita de uma casa, mas deverá voltar sempre para o seu lugar inicial, pois será lá que e l a g a n h a r áo abraço coletivo dando-a pernas pra correr pelos quatro cantos onde a leitura chegará.
  • 14. 3.Construindo Histórias  2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais Quem participa das ações da Bib-Baú? Todas(os) as(os) alunas(os) e professoras(es) do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental já serão o público da Bib- Baú. Mas esse público se expande quando ela poderá ir a outros espaços para silenciosamente ser aberta p o r u m a / u m leitora(or), ou numa ciranda de leitoras(es) ela for provocadora das leituras compartilhadas. 5. Estrutura e funcionamento da Bib-Baú? Após as(os) professoras(es) receberem e/ou confeccionarem sua Bib-Baú, será a hora de conhecer o a c e r v o q u eestará nela (nova coleção Paic Prosa e Poesia, coleções anteriores, outros livros adquiridos p e l o m u n i c í p i o / e s c o l a ) .Esse poderá ser um momento individual, para em seguida, com data agendada,
  • 15. 3.Construindo Histórias  2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais Estrutura e funcionamento da Bib-Baú? todas(os) compartilharem suas impressões acerca das histórias que leram. Nesse primeiro momento, não precisará ter lido todos os livros da Bib-Baú, pois teremos tempo, mas devemos l ê - l o s t o d o se por inteiro. Em seguida cada professora(or) escolherá o livro que será lido na sua sala de aula, podendo ser o m e s m o para mais de uma sala. A temática deste livro da Bib-Baú, será o pontapé inicial para a roda de leitura e compartilhamento de ideias entre as(os) professoras(es) mediadoras(es) da leitura. U m a v e z lida a história e compartilhadas as impressões acerca dela, será o momento da elaboração do Projeto Literário da Bib-Baú que poderá ser elaborado pelo coletivo de professoras(es) leitoras(es).
  • 16. 3.Construindo Histórias  2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais Em sala de aula A descoberta da Bib-baú em sala de aula deverá ser um momento compartilhado e livre ao mesmo tempo, ou seja, ao abri-la, as crianças deverão tocar, folhear, ler, trocar os livros, como uma essencial sensibilização para leitura e respeito pelo livro. Chegou o momento de ação da Bib-Baú! O Projeto Literário da Bib-Baú entrará e m c e n a ,por meio do livro da vez. Nesse momento se proporá conhecer o livro que será lido e compartilhado.  Qual a frequência e duração de cada Projeto da Bib-baú? Para um projeto com a duração de uma semana, sugerimos 1 hora/dia para as ações da Bib-Baú. No 1º d i a a c o n t e c e r á uma leitura do tema que permeia o projeto, a roda de conversa acerca das impressões da leitura, a leitura das imagens e o bate-papo sobre o tema.
  • 17. 3.Construindo Histórias 3.2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais Nos dias seguintes, novas leituras poderão ser feitas, com outros gêneros literários, seguindo a m e s m a t e m á t i c ae no último dia, será realizada a culminância do projeto. Outra estratégia de tempo, poderá ser o projeto para 1 mês, com um mínimo de 3 horas semanais q u e p o d e r ã o ser distribuídas em dias consecutivos, alternados ou em um só dia. Para esse segundo formato, sugerimos uma carga horária totalizando 12 horas mensais. Os projetos bimestrais, por serem mais longos, são recomendados para as turmas do 4º e 5º ano e esses poderão totalizar uma carga horária mínima de 24 horas, distribuídas no mês/semanas de acordo com cada realidade.
  • 18. 3.Construindo Histórias 3.2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os a n o s i n i c i a i s  As Dinamizações Literárias Atenção! Não deve-se didatizar em hipótese alguma, a leitura literária, seja pela exigência d a f l u ê n c i a da leitura, seja por meio de atividades de ortografia, gramática, análise linguística ou quaisquer outras atividades de cunho linguístico. Pois, a formação de leitores na compreensão do letramento literário, parte do acesso ao livro de literatura, vai para a motivação por lê-lo, chega no prazer de ler, indo para a necessidade em compartilhar as boas leituras e permanece como busca das respostas para a vida e para a alma.
  • 19. 3.Construindo Histórias  2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os anos iniciais Eas culminâncias? Poderá para esse momento ser realizada a Feirinha de Literatura com objetivo de realizar um troca-troca d e l i v r o s entre alunos de duas ou mais salas, por meio de acervos pessoais e/ou doados que enriquecerão o acervo da Bib-Baú e que por sua vez acolhe aquele novo livro para mais uma aventura A Festa Literária é uma sugestão animada, nela poderá acontecer, por meio dos acervos das Bib-Baú d a s d i v e r s a s salas de aula, as contações de histórias feitas pelas(os) alunas(os), as várias rodas de leitura, assim como as apresentações artísticas. Mas, tudo terá como fio condutor a leitura dos livros e as suas temáticas. As Exposições também poderão ter seus ricos momentos, onde as produções gráficas/escritas serão vistas/lidas comentadas e expostas em painéis, (textos, trabalhos de desenho, pintura, colagem e outros poderão ser expostos visualmente e oralmente).
  • 20. 3.Construindo Histórias 3.2. Conhecendo a proposta que fomentará as práticas da leitura literária para os a n o s i n i c i a i s
  • 21. Mário Quintana - Esconderijos do tempo Recordo ainda Recordo ainda... E nada mais me i m p o r t a . . . A q u e l e sdias de uma luz tão mansa Que deixavam, sempre, de l e m b r a n ç a , A l g u mbrinquedo novo à minha porta... Mas veio um vento de desesperança Soprandocinzas pela noite morta! E eu pendurei na galharia torta Todos os meus brinquedos de c r i a n ç a . . . E s t r a d afora após segui... Mas, ai, Embora idade e senso eu a p a r e n t e , N ã onos iluda o velho que aqui vai: Eu quero os meus brinquedos n o v a m e n t e ! S o uum pobre menino...acreditai... Que envelheceu, um dia, de repente!...
  • 22. Referências AZEVEDO, FERNANDO & BALÇA, ÂNGELA (COORDs.). Leitura e Educação Literária. Lisboa: Pactor, 2016. BETTELHEIM. B. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. CANDIDO, A. O direito à literatura. In: Vários escritos. 3 ed. rev. e ampl. São Paulo: D u a s C i d a d e s ,1995. COUTINHO, A. Crítica e teoria literária. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Fortaleza: E d i ç õ e s U F C E .PROED, 1987. COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2016. COLOMER, T.Andar entre livros: a leitura literária na escola. Tradução Laura Sandroni. S ã o P a u l o :Global, 2007. COLOMER, Tereza. Introducción a la literatura infantil y juvenil. Madrid: Editorial Síntesis. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2 0 0 4 . Q U I N T A N A ,Mario. Esconderijos do tempo. 3 ed. São Paulo: Globo, 2005.
  • 23. Referências KLEIMAN, Â. Oficina de leitura: teoria e prática. 1996. Campinas: Pontes. KRENAK, A. Futuro Ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. SCHÖN, D. A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, António (Coord.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1 9 9 2 . S O L É ,I. Estratégias de Leitura. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. SILVA, E. Elementos da pedagogia da leitura.São Paulo: Martins Fontes, 1998. ZILBERMAN, R.; MAGALHÃES, L. C. Literatura Infantil: Autoritarismo e Emancipação. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2005.