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PRIMEIRAPAUTA#15
Economia projeta Joinville
no cenário nacional
Único hospital com
ala oncológica não
vence demanda e
doentes têm de ser
encaminhados para
outras cidades
Casos de câncer aumentam
na região
pág. 6
EMTODAAREGIÃO SULDO Brasil
só Porto Alegre e Curitiba, capitais do
Rio Grande do Sul e do Paraná, arreca-
dam mais do que Joinville.
A maior cidade de Santa Catarina tem
mais de 30 mil empresas, representa 16%
das exportações catarinenses e tem um
PIB (Produto Interno Bruto) per capita
de R$ 12 mil - muito maior do que a
média nacional. Apesar de tudo isso, a
maioria da população recebe menos de
R$ 7 mil por ano.
pág. 8
Fotos: Luciano Zinelli da Rosa
Movimento estudantil luta
pelo passe-livre pág. 6
Historiador cobra mais imóveis
tombados no município pág. 10
Volta do Caxias faz renascer
clima de rivalidade pág. 15
Fotos: Luciano Zinelli da Rosa
PRIMEIRAPAUTA#15
BRASIL, UM DOS DEZ MAIORES PIBS
do mundo, cai para o 74º lugar, em termos de
desenvolvimento humano. No limiar do século,
temos de considerar dois possíveis brasis: o país
quequeremos,economicamentecompetitivo,so-
cialmente justo, com um estado democrático de
direitoconsolidado;ouopaísquetememos,eco-
nomicamenteperiférico,socialmenteexcludente,
cominstituiçõesdebilitadaspelaguerracivilnão
declarada entre a “Bélgica” e a “Índia” que aqui
convivem. Antes, pensávamos que construir
um novo Brasil dependia só dos executivos fe-
deral,estaduaisemunicipais.Hoje,sabemosque
não: a globalização vem despojando os gover-
nos nacionais de muitas funções.
Por toda parte, cresce a importância do po-
der local. Uma nova divisão de responsabilida-
de também se delineia entre Estado e socieda-
OPINIÃO
A organização da sociedade civil
Clailton Breis
Diversos são os desafios enfren-
tados no dia-a-dia de um jornalis-
ta.Além de questões ligadas à pró-
pria sobrevivência, como o pleito
por salário justo, competitividade
do mercado de trabalho e busca
por melhores condições de traba-
lho, o exercício da profissão re-
quer uma boa dose de jogo de cin-
tura e criatividade.
Entre os momentos que exigem
do jornalista tais atributos, a defi-
nição da pauta da próxima edição
é um dos que requerem maior sen-
sibilidade. Afinal, a informação a
ser veiculada é o produto que o
jornal ou revista vai vender, e seu
consumidor precisa estar interes-
João Luiz Kula
Que assunto interessa ao leitor?
Construir o país possível é uma
tarefa econômica, política, social
e, acima de tudo, uma tarefa ética
EXPEDIENTE
Muito mais do que um “produ-
to experimental”, este Jornal La-
boratório credencia-se como um
espaço fértil para o surgimento
de propostas inovadoras, bem
como para o desenvolvimento de
atributos recomendáveis a um
bom profissional da área do Jor-
nalismo.
Com essa leitura sobre a fun-
ção de um Jornal Laboratório, os
alunos da turma “B”, da discipli-
na de Técnica de Jornal e Perió-
dico II, foram abrindo trilhas no
universo da informação.
Fragmentosdeummosaicoque
seenriquececomamultiplicidade
de seus temas e linguagem
irreverente, esta edição do jornal
percorreacidadedeJoinville,re-
velando sua história, conquistas,
carências e potencialidades.
Para nós, professor e alunos,
realizar essa tarefa foi uma gran-
de aventura. Embarque nela
você também.
E faça uma boa viagem!
Mariângela Torrescasana
Caro leitor,
de. As atribuições do poder público local e o
papel das organizações não-governamentais
tendem a crescer, ao longo do século XXI.
A marcha para o Brasil que queremos de-
pende do que fizermos hoje. Construir o país
possível é uma tarefa econômica, política, soci-
al e, acima de tudo, uma tarefa ética.
E a ética requerida é a da co-responsabilida-
de entre poder público, mundo empresarial e
terceiro setor. Do primeiro espera-se a amplia-
ção da cobertura e melhoria da qualidade das
políticas públicas. Do mundo empresarial, es-
pera-se papel pró-ativo no enfrentamento das
desigualdades sociais, aportando não só recur-
sos financeiros, mas também contribuição téc-
nico-gerencial ao aumento da produtividade do
gasto social, por intermédio de programas que
permitam fazer mais e melhor com menos.
Do terceiro setor, por sua vez, espera-se sen-
sibilidade,espíritodelutaecriatividadeparapro-
duzir o conhecimento e experiências necessári-
as à dinamização do investimento social, afas-
tando-se dos assistencialismo e outras formas
de manipulação da pobreza de grande parte do
nosso povo.
Nesse contexto, parcerias, alianças, organi-
zações em rede e outras formas de
associativismo entre organizações dos três se-
tores são um indicador do dinamismo de uma
sociedade que se moderniza e se torna a cada
dia mais complexa no cumprimento de uma ta-
refa que a todos inclui e ultrapassa, viabilizando
um país mais competitivo, justo e democrático.
sado na informação antes de
adquirí-lo. Mas, o que é relevan-
te? Quais assuntos vão, de fato,
interessar ao leitor a ponto de fazê-
lo comprar o produto publicado?
Certamente a linha editorial do
veículo é o parâmetro delimitador
de que pautas podem, ou não, ser
interessantes para o leitor. Mas
seja qual for a área de atuação da
revista, jornal, ou outro produto da
mídia, a pauta da edição e a for-
ma como será desenvolvida vão
definir qual a verdadeira persona-
lidade do veículo.
Independentemente de tratar-se
de uma revista voltada a donas de
casaouumjornalespecializadoem
economia, o rigor na apuração dos
fatos relacionados à pauta defini-
da deve ser o mesmo. Uma vez
definidos quais assuntos merecem
ser abordados, a seriedade no le-
vantamento das informações e a
qualidade na elaboração das ma-
térias devem ser preocupações
constantes do profissional. A for-
ma como o trabalho será desen-
volvido marca o respeito do profis-
sional em relação a seu público.
Já a repercussão alcançada
pela pauta de uma edição é algo
que foge ao alcance do jornalis-
ta. Se houve acerto na definição
da pauta, se os assuntos tratados
passarão ao esquecimento, so-
mente o resultado das bancas
pode responder.
Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social - Jornalismo - do Instituto Superior Luterano de Educação de Santa Catarina- IELUSC
www.ielusc.br Diretor Geral: Tito L. Lermen Diretor do Curso: Edelberto Behs Professora Responsável: Mariângela Torrescasana Diagramação:
Martín Fernandez e Clailton Breis Produção: 6º semestre Participaram dessa edição: Adriana Cradoso, Albertina Camilo, Alessandra da Costa, Altair
Nasario, Araceli Hardt, Charlene Serpa, Clailton Breis, Claudio Augusto, Cleber Coelho, Elisa da Silva, Esther M. Reschiliani, Gisélle F. de Araújo, Giselli
Silva, Jean Helfenberger, João L. Kula, Josi Tromm, Lisandra de Oliveira, Luis Fusinato, Manoela Borba, Maria Avelina Selbach, Marilia C. M. Maciel, Martín
Fernandez, Renata F. de Camargo, Taisa Pimentel, Luciano Z. da Rosa. Escreva para nós:A/C Curso de Comunicação Social- Jornalismo Rua:Alexandre
Döhler, 56 Centro 89201-260 Joinville-SC Telefone: (47) 4330155 Correio eletrônico: primeirapauta@ielusc.br
2
PRIMEIRAPAUTA#15
Todos com orifícios
Se depender do vereador Nelson Quirino (PSDB), todos os vasos
e recipientes terão orifícios.
Ele apresentou emenda ao projeto de lei que regulamenta a atua-
ção da vigilância sanitária no município.
Na mesma emenda Quirino pede a retirada dos pratos dos vasos,
permitindo a passagem dos líquidos para a alimentação das plantas,
colocadas nos cemitérios da cidade.
Insônia
A possibilidade de instalação de uma Comissão Especial de Inqu-
érito na Câmara de Vereadores de Joinville, para investigar desvio
de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), está deixan-
do muita gente de cabelo em pé. Indícios de irregularidade no uso
de recursos do FAT apontam para Escolas profissionalizantes, polí-
ticos e até um sindicalista.
Otair Becker
A filiação do empresário Otair Becker ao PMDB, para disputar
uma vaga na câmara dos deputados, está preocupando os futuros
candidatos a deputado federal pelo partido em Joinville. Bráulio Bar-
bosa e Adelor Vieira acreditam que uma terceira candidatura de
peso pela região deixa próximo de zero as chances do partido ele-
ger alguém.
Diante deste quadro, há quem aposte no desembarque de Bráulio
Barbosa do partido de Luiz Henrique e ingresse no PSDB.
Flerte político
Terminadas as convenções partidárias municipais, as atenções se
voltam para as convenções estaduais. No caso especifico do PSDB,
a escolha do novo diretório estadual promete ter um toque de
dramaticidade maior que em outros partidos.
As razões são claras.
O PSDB é disputado pela coligação Mais Santa Catarina e pelo
PMDB.
Como dentro da sigla existem defensores de coligações com os
dois lados e até de uma candidatura própria, quem estiver no co-
mando da executiva estadual, comandará as negociações.
Em tempo: O PSDB é mais disputado pelo tempo de TV e menos
por seu potencial eleitoral.
Família
A portaria n° 156, de 31 de julho desse ano, revela a falta de
“desconfiomêatro” do vereador Jaime Evaristo, eleito pelo PSC.
Dos sete assessores ali nomeados três tem o sobrenome do verea-
dor e outro é filho de um deputado estadual.
P L E N Á R I O
UM GRANDE SENTIMENTO
de revolta e indignação da socie-
dade empurrou a Associação dos
Magistrados de Santa Catarina a
organizar um seminário de violên-
cia urbana na maior cidade dos
catarinenses. Ao participar da
abertura , o juiz da Comarca de
Joinville, Ricardo Roesler, foi
taxativo: “...a violência existe des-
de a Era medieval, porém, hoje, a
carga é muito maior”.
A palestra de abertura do fórum,
proferida pelo professor titular da
Fórum critica uso
de armas de fogo
Charlene Serpa
A Delegacia Regional do Tra-
balho em Santa Catarina ganhou
o prêmio Empresa Cidadã
ADVB 2001. A DRT/SC con-
correu na categoria participação
comunitária com o projeto Ôni-
bus da Cidadania.
O veículo oferece serviços pú-
Projeto comunitário recebe prêmio
Manoela de Borba
Comercialização de armas de
brinquedos sofre restrições
Ocomérciodearmasdebrinque-
dos, semelhantes às reais, poderá
serproibidonomunicípio.Oproje-
to de lei nº246/2001, de autoria do
vereador Gilmar Ferreira (PDT),
estabelece rigorosa punição ao in-
frator. De acordo com ele “o alto
índice de criminalidade, principal-
mente nas áreas urbanas torna ne-
cessária a busca de métodos para
coibir ou diminuir as condições fa-
voráveis aos marginais”.As armas
de brinquedos, conforme o verea-
dor, têm sido muito utilizadas na
prática de diversos crimes, além de
servirem como incentivo à inicia-
ção na vida criminal”.
Violência: tema
levou centenas
de pessoas à
Câmara de
Vereadores
Altair Nasario
Divulgação
OPINIÃO
Universidade da Flórida (Estados
Unidos), GlaucioAry Dillon Soa-
res, revelou que morreram no
Brasil, de modo violento, em um
ano, cerca de 130 mil pessoas.
“Estamos numa guerra civil” dis-
se na tribuna da Câmara de vere-
adores de Joinville, defendendo o
esporte como catalisador da vio-
lência e criticando o uso de armas
de fogo. Ele argumenta que nos
Estados Unidos as armas guarda-
das dentro de casa, matam muito
mais gente da própria casa em um
confronto com o bandido.
blicos, confeccionando documen-
tos como carteira de identidade,
carteira de trabalho, CPF, certidão
de nascimento, solicitação do se-
guro-desemprego, fiscalização e
orientação trabalhistas, informa-
ções previdenciárias, FGTS e PIS,
gratuitamente.
3
PRIMEIRAPAUTA#15
IMAGENS POR SATÉLITE,
obtidaspeloInstitutoNacionalde
Pesquisas Espaciais (INPE), per-
mitiram registrar, através de
mapeamento, as matas existentes
nas localidades de Santa Catarina
e litoral brasileiro. De acordo com
estudos feitos em 1997, a região de
Joinvilleaindapreserva50%desua
cobertura vegetal.
Os dados mos-tram ainda que,
noslocaismaiselevados,existeum
percentual de maior conservação
da mata. Segundo o biólogo da
Fatma (Fundação do Meio Ambi-
ente), Luis Ernesto Treim, as pla-
nícies e encostas de rios estão mais
Imagem de satélite revela
cuidado com o meio ambiente
Gisele Araújo
Preservação da mata atlântica pode ser visualizada no município
Conscientização da comunidade pode salvar o Cachoeira
Lisandra de Oliveira
Joinvillevemsofrendocomapo-
luição de seus rios. O mais mas-
sacrado é o rio Cachoeira, que
transformou-se no esgoto da ci-
dade. Durante um longo período,
o rio foi alimentado com lixo in-
dustrial e dejetos domésticos des-
cartados pela mesma sociedade
que agora tenta mudar a realida-
de que criou.
Para a vereadora e engenharia
agrônoma, Maria Cadorin, muitos
Luciano Zinelli da Rosa
GERAL
devastadas devido a fertilidade do
solo na região, constituindo-se em
local ideal para o desenvolvimento
da agricultura e pecuária.
Na opinião do geógrafo da
Fundema, Naum Santana, a parti-
cipação da comunidade é funda-
mental para a preservação do meio
ambiente. Ele destaca serem vári-
os os órgãos responsáveis pela
conservação da mata atlântica.
“A população pode acionar os
órgãos responsáveis pela preserva-
ção ambiental como, por exemplo,
a Fundema – órgão do governo
municipal; a Fatma, do estadual; e
o Ibama, do federal”. Além des-
ses, o geógrafo indica ainda as
Joinville preserva 50% da
cobertura vegetal original
organi-zaçõesnão-governamentais
como o SOS Ma-ta Atlântica”.
De acordo com os dois especia-
listas, preservar o meio ambiente é
uma questão de sobrevivência.
Paraeles,Joinvilledáumademons-
tração de maturidade ao possuir,
em suas matas, a metade da Mata
Atlântica preservada. Um exem-
plo dessa afirmação encontra-se na
região central da cidade. O cha-
mado Morro do Boa Vista, além
da mata, possui sua fauna e flora
preservadas, o que identifica a atu-
ação e importância dos órgãos
competentes.
fatores contribuem para a não lim-
peza do rio, e o maior de todos é a
falta de conscientização da comu-
nidade. “Não só as instituições
públicas, mas a comunidade como
um todo, olha para o rio Cachoei-
ra como se fosse um esgoto”, re-
vela. Conforme a vereadora, além
das empresas que poluem, os ór-
gãos públicos não implantaram a
parte de saneamento básico.
Cadorin ressalta que na gestão de
Wittich Freitag foi realizado um
trabalho completo encima do rio
Cachoeira e a elaboração do “Pro-
jeto Joinville”. Ela explica que o
projeto não foi colocado em práti-
ca devido a seu alto custo, vindo a
comprometer a capacidade de
endividamento do município. A
vereadora acrescenta que, se o
Projeto Joinville fosse instalado,
em cinco anos o rio teria 70% de
limpeza nas águas.
Sistema Flot Flux
Uma nova medida está sendo
estudada. É o sistema Flot Flux,
criado para despoluir o rio. O pro-
jeto para a vereadora, constitui-se
em uma medida paliativa e não
chegará a limpar nem 70% do rio.
“A questão de despoluição do rio
passa por uma série de ações a
serem tomadas em conjunto. Esse
sistema só aborda a questão da
limpeza dos afluentes do rio”,
complementa Cadorin.
O sistema, conforme a
vereadora, já foi usado em São
Paulo, onde foi muito questiona-
do. Entre todas as medidas apon-
tadas para a despoluição do rio, a
mais importante, na sua visão, é a
colaboração da comunidade junto
com as ações do governo.
4
PRIMEIRAPAUTA#15
CONSCIENTES DE QUE
PRECIsavam despertar o movi-
mento estudantil na região, mem-
bros da Juventude Revolução de
Joinville e Florianópolis organiza-
ram seu projeto em cima de uma
bandeira de luta, com possibilida-
de concreta de conquista para os
estudantes.
Como na maioria das grandes e
médias cidades do estado já há
meio passe para os estudantes, es-
ses jovens revolucionários resol-
veram hastear a bandeira do pas-
se livre no transporte coletivo.
“Em algumas cidades do Brasil, o
passe-livre foi conquistado com
muita luta pelos estudantes, como
é o caso do Rio de Janeiro. Não
tínhamos dúvida que esta também
seria polêmica. No entanto, acre-
ditamos ser esta a melhor forma
de chamar a atenção da socieda-
de, tanto para o problema da edu-
cação, como para o transporte em
nossa cidade” ressaltou Carlos
Castro, um dos coordenadores do
movimento.
Ao planejar o movimento, ficou
estabelecida,comoprioridade,oco-
nhecimento dos dados técnicos e
estatísticos para compará-los com
os de outra cidade que tivesse um
transporte moderno e alguma rela-
ção cultural, econômica e
demográfica com Joinville.Acida-
de escolhida foi Blumenau.A par-
tir daí, buscaram informações de
Movimento estudantil elege
passe-livre como bandeira de luta
Conquistas: valor dos cartões magnéticos reduziu em quase 50%
A reunião, que convocou as li-
deranças estudantis para come-
çar o movimento, aconteceu no
Diretório Acadêmico de Comu-
nicação Social do IELUSC, em
novembro do ano passado. Ma-
ria Sholtz, membro da coordena-
ção, comenta que desse encon-
tro saíram algumas estratégias
para o fortalecimento do movi-
mento e das reivindicações dos
estudantes.
“Devido a pressão dos estu-
dantes e da sociedade, o valor dos
cartões magnéticos passou de R$
10,00 e 8,50 para R$ 5,50 e 4,00.
Os idosos não tiveram mais que
esperar para poder reembarcar
nos ônibus e os problemas que
davam nos cartões, passaram a
ser resolvidos nos terminais ”.
No entendimento da coordena-
ção,oobjetivoinicialfoialcançado
quando em duas oportunidades,
conseguiram colocar, em praça
pública, para protestar contra o
Elisa Rietzmann da Silva
Próximos passos
Divulgação
GERAL
Valor da isenção é suficiente para dar
passe livre a estudantes e
professores por 70 anos
suas planilhas de custos e procu-
raram, também, obter informações
da ANTP (Associação Nacional
das Transportadoras Públicas),
para fazer a relação comparativa
com outras cidades do Brasil.
Este estudo levou seis meses e
segundo a ANTP, Joinville tem o
maior custo por quilometro roda-
dodopaís,R$2,80.Blumenau,por
exemplo, possui um custo de R$
2,13, Florianópolis, R$ 2,26;
Curitiba, R$ 2,25; e PortoAlegre,
R$ 2,60.
Um estudo sobre essa planilha
permitiuaomovimentoafirmarque
somente o item isenção de impos-
tosjáseriasuficienteparadarpasse
livre a todos os estudantes e pro-
fessores por setenta anos. O Exe-
cutivo isentou as empresas de ôni-
bus por quinze anos. Em contra-
partida, elas deveriam terminar
de construir os terminais já inicia-
dos e construir os que faltavam,
além dos abrigos. Segundo infor-
mações da prefeitura, o custo da
construção de todos os terminais
seria de cinco milhões de reais. A
coordenação do movimento acre-
dita que a construção dos abrigos
não custará um milhão, que, so-
mados aos cinco milhões do custo
da construção dos terminais, exa-
gerando, daria uma soma de seis
milhões. “O que farão com trinta e
sete milhões, já que o montante to-
tal da isenção é de quarenta e três
milhõesdereais?”,perguntaCarlos
Castro.
transporte e a favor do passe-livre,
em torno de dois mil estudantes.
“Para nós, isto foi uma grande
vitória,porquenãoéfácil,naatual
conjuntura, conseguir mobilizar
estudantes de diferentes colégi-
os e faculdades a comparecer em
praça pública para protestar com
palavras de ordem faixas e car-
tazes. Isto mostrou a nossa for-
ça e o nosso poder de organiza-
ção” comentou Sueli Lopes, ex-
presidente da União Joinvilense
dos Estudantes Secundaristas.
Os próximos passos do movi-
mento, segundo a coordenação,
serão apresentar nos colégios or-
ganizados, os dados técnicos da
planilha de custos, barrar a co-
brança de taxas no ensino públi-
co e formar uma comissão de re-
presentantes dos estudantes para
conversar com os vereadores, co-
brando posição favorável ao pro-
jeto que já está tramitando na
Câmara de Vereadores. (ERS)
5
PRIMEIRAPAUTA#15
Avanço do câncer compromete
atendimento hospitalar
Marília Maciel
CERCA DE 330 MIL NO-
VOS casos de câncer devem
surgir no Brasil este ano. A es-
timativa é do Inca – Instituto
Nacional do Câncer, com base
em dados do Ministério da Saú-
de. O estudo prevê 117,5 mil
mortes por câncer até dezem-
bro.
O câncer de pele lidera o nú-
mero de incidências no país, se-
guido pelos de mama, estôma-
go, pulmão e próstata. Facil-
mente diagnosticado e com alta
porcentagem de cura, o câncer
de pele não aparece entre os
maiores causadores de morte.
Segundo o Inca, em 2001, o
câncer de pulmão será o prin-
cipal causador de óbitos entre
os homens, seguido pelo de
próstata. Entre as mulheres, o
câncer de mama continua sen-
do o que mais mata, seguido
pelo de pulmão.
Para Santa Catarina, a previ-
são é de que apareçam 5.040
novos casos de câncer entre os
homens e 4 mil novos casos en-
tre as mulheres. Até dezembro,
pelas projeções do Ministério da
Saúde, 4,6 mil pessoas morre-
rão de câncer no estado. Entre
os homens catarinenses, o cân-
cer de pulmão é o mais perigo-
so e pode provocar a morte de,
aproximadamente, 530 pacien-
tes este ano. Já as mulheres, de-
vem se prevenir contra o cân-
cer mamário que, apesar de
curável quando diagnosticado
em tempo, ainda é o maior cau-
sador de mortes. No Estado,
cerca de 270 mulheres podem
morrer em conseqüência desse
mal.
Estudo prevê
crescimento dos
casos de câncer
no Estado
O aumento da
incidência da
doença deve piorar
a situação, já
preocupante, da
saúde no
município.
Doentes são
encaminhados a
outras cidades
No único hospital
com ala oncológica
de Joinville,
pacientes já
dormem no
corredor à espera
de um leito
Animada pelo ideal de garantir
o diagnóstico precoce de mama
para pessoas carentes , surgiu em
1980 a idéia de formar a Rede
Feminina de Combate ao Câncer
de Joinville.
Entre os inúmeros tipos de cân-
cer atendidos pela rede , os de
mama e de útero são os mais fre-
qüentes. Em ambos os casos , se
a doença for diagnosticada em
tempo e o paciente fizer o trata-
mento, há cura.
A Rede Feminina de Combate
ao Câncer já atendeu a mais de
43 mil mulheres, que são enca-
minhadas para o setor de
oncologia do Hospital São José
.A Rede custeia os medicamen-
tos e doa cestas básicas para as
pacientes de baixa renda.
O trabalho de prevenção inclui
Voluntárias ajudam carentes
Maria Avelina Selbach
Tipos de câncer de maior incidência na
população brasileira em 2001
Fonte:INCA/MS
também palestras em igrejas e
escolas .
A RFCC de Joinville possui
aproximadamente 65 voluntárias
distribuídas nos setores de educa-
ção, apoio, promoções, eventos,
assistência ás
masectomizadas(mulheres que re-
tiraram o seio), próteses e plan-
tões. Para sobreviver, a rede de-
pende de doações, das mensalida-
des pagas pelas voluntárias e dos
eventos, promovidos ao longo do
ano.
Segundo a presidente da Rede
Odete Lima, as mulheres do sé-
culo 21 tem mais acesso ás infor-
mações e enfrentam menos tabu
em relação ao próprio corpo “As-
sim que a mulher iniciar sua vida
sexual , deve fazer seu preventi-
vo, não importa a idade “alerta
Odete.
6
SAÚDE
PRIMEIRAPAUTA#15
SALÉSIO WIGGERS, 50
ANOS, tem câncer no pulmão, fí-
gado e intestino. Completou duas
semanas deitado numa maca, no
corredor do hospital São José.
“Não é a primeira vez que fica-
mos no corredor. Me admira dei-
xarem ele com esta doença aqui,
neste estado”, diz a esposa de
Salésio, Maria Dias. Para acom-
panhar o marido, ela dorme sen-
tada em uma cadeira.
Teresinha Retzlaff, 46 anos,
acompanha a sogra, Eckla
Retzlaff, 87 anos, e não esquece
o drama vivido dentro do Hospital
São José. Eckla veio ao hospital
num domingo, para a internação,
mas teve que voltar para casa, pois
não havia mais lugar para
acomodá-la. Na segunda feira
conseguiu uma vaga no corredor
do Hospital e somente no dia se-
guinte foi transferida para sala de
observação, junto com mais 22
pacientes. Incomodada com a si-
tuação, reclama: “É um absurdo o
que está acontecendo com
Joinville. Pagamos um IPTU ca-
ríssimo e mesmo assim não vemos
resultados. O Prefeito pensa ape-
nas em asfaltar ruas e esquece da
saúde”, desabafa.
Pedro da Silva, 60 anos, vibra
por ter conseguido, depois de um
mês, uma consulta com um espe-
cialista. “Agora vem a pior parte.
Sou aposentado, tenho direito à
medicação para continuar o tra-
tamento, mas no posto de saúde
sempre dizem que não receberam
o remédio.”
Adriana Cardoso
Oncologia do São José não vence demanda
Pronto Socorro: estrutura deficitária e atendimento restrito
Luciano Zinelli da Rosa
Luciano Zinelli da Rosa
A Sociedade Joinvilense de
Medicina – SJM, está preo-
cupada com a deficiência
estrutural da saúde joinvilense.
A falta de equipamentos e
remédiosdificulta oatendimento
à população.
Segundo o diretor da SJM,
Lairton Valentim, a ingerência
política , sobretudo em assuntos
de ordem técnica, é o principal
motivador dos conflitos. “O
Prefeito insiste em nomear
pessoas comprometidas com a
Situação preocupa
os médicos da cidade
Histórias como estas são co-
muns no dia-a-dia da maior cida-
de catarinense. O Tratamento do
câncer é um dos mais caros da
medicina. Em alguns casos, uma
única dosagem de medicamento
pode custar cerca de três mil re-
ais.
O hospital São José é o único
de Joinville com ala especializada
em oncologia. O São José ofere-
ce há quase nove anos, os servi-
ços de radioterapia, quimioterapia
e realiza cirurgias oncológicas. A
peça fundamental para o funcio-
namento da ala responsável pelo
tratamento de câncer no São José
foi doada pelo governo do estado
de Santa Catarina.
O prédio do hospital possui ape-
nas dez anos, mas a estrutura já é
deficitária. A capacidade de aten-
dimento da oncologia do São José
é restrita. Pacientes com casos
considerados especiais são trans-
feridos para outras cidades. As
seções de quimioterapia precisam
ser marcadas com antecedência
e, na maioria das vezes, exigem
até mais de uma semana de espe-
ra.
Henrique Reis trabalha há vin-
te anos no hospital São José e há
dois meses assumiu a direção da
ala de oncologia. O médico nega
a existência de muitas filas de es-
pera, mas admite que a demanda
é muito grande e o SUS restringe
os atendimentos aos pacientes de
Joinville. “A questão da fila de es-
pera, quando se trata de uma do-
ença como esta, é muito flexível.
Ás vezes temos que priorizar ca-
sos mais graves”.
saúde privada para trabalhar em
cargos de diretoria de hospitais e
até da Secretaria Municipal de
Saúde. Isso faz com que trabalhem
em prol das seguradoras e
hospitais privados”, acusa
Valentim.
Uma funcionária do Hospital
São José, que prefere não se
identificar, endossa a opinião de
Valentim: “os médicos não fazem
milagres, é muito difícil salvar
vidas em um lugar como esse, falta
quase de tudo”. (AC)
7
SAÚDE
PRIMEIRAPAUTA#15
SITUADA AO NORTE DE SANTA
Catarina, Joinville vem de destacando
nacionalmento pelo seu crescimento eco-
nômico. Perdendo apenas para Curitiba
e PortoAlegre, a cidade possui o terceiro
maior volume de receitas geradas aos co-
fres públicos do sul do Brasil.
O crescimento de 5,6% ao ano na ar-
recadação de tributos posiciona Joinville
entre as cidades mais importantes do País.
O seu parque fabril é composto por mais
de 1,3 mil indústrias, responsáveis por cer-
ca de 16% das exportações catarinenses,
e um comércio diversificado, com quase
dez mil estabelecimentos.
A cidade ainda concentra grande parte
da atividade econômica no setor de trans-
formação, com um faturamento industri-
al de quase 10 bilhões de dólares por ano.
O produto interno bruto (PIB) per capita
de Joinville também é um dos maiores do
País e gira em torno de R$ 12 mil por
ano. Uma pesquisa realizada pela Asso-
ciação de Joinville e Região da Pequena,
Micro e Média Empresa (Ajorpeme), re-
alizada no ano passado, atribui ao setor
industrial a responsabilidade por mais da
metade da riqueza da cidade. Atualmen-
te, a indústria responde por 59,04% da ar-
recadação, contra 40,67% do setor de ser-
viços.
Aos 150 anos, Joinville possui quase 30
mil empresas e cerca de 450 mil habitan-
tes. Apesar da renda per capita passar
dos 10 mil dólares anuais (quase o dobro
da média nacional), a maior parte da po-
pulação do município recebe menos de R$
7 mil por ano. Essa renda per capita é
responsável pelo consumo de quase 2 bi-
lhões de dólares anuais na cidade. Cerca
de 50% deste gasto diz respeito à alimen-
tação, transporte e manutenção do lar. O
índicededesempregoemJoinvilleseman-
tém, nos últimos anos, na faixa dos 8%.
Cleber Auri Coelho, Esther
Reschiliani e Taísa Pimentel
Joinville tem a terceira maior
receita do sul do país
Joinville tem quase 30 mil empresas
e cerca de 450 mil habitantes: uma
empresa para cada 50 joinvilense
8
ECONOMIA
Pirabeiraba
Distrito Industrial
Jardim
Paraíso
AventureiroJardim Sofia
Bom
Retiro Jardim Iririú
Iririú
Saguaçú
Santo
Antonio
Centro
América
Glória
Vila Nova
Morro do Meio
São
Marcos
Atiradores
Anita
Garibaldi
Bucareim
Boa Vista
(Comasa, Espinheiros)
Jarivatuba
Adhemar
Garcia
João
Costa
Fátima
Guanabara
Boehmerwald
PetrópolisFloresta
Nova Brasília
Santa
Catarina
(Profipo
Itaum
Itinga
Costa e Silva
PRIMEIRAPAUTA#15
APESAR DE TODO O PO-
tencial de Joinville, de seu de-
senvolvimento econômico, soci-
al,cultural,existeumsetorpouco
explorado. O turismo, que em
outras cidades do estado é res-
ponsável por mais da metade de
sua arrecadação, em Joinville
não avança. Ao contrário. Da-
dos obtidos junto à Santur, con-
firmam o fato.
O número de turistas, de for-
ma geral, nos últimos dois anos,
caiu de 161.000 para 127.000.
O gasto médio diário destes tu-
ristas também caiu. Em 1999
era de U$21,45 e em 2000 fi-
cou na casa dos U$15,08.
Mais do que números, estes
dados revelam a situação em
que se encontra a estrutura res-
ponsável por atrair eventos para
Joinville. É preciso, urgente-
mente, criar espaços na rota
desse negócio no sul do país.
Acidade situa-se em um pon-
to estratégico e por isso deve
estar no mesmo patamar de ou-
tras como Blumenau, Jaraguá
do Sul e Brusque. Investir na in-
dústria do turismo pode ser ele-
mento decisivo para o municí-
pio pular do terceiro para o pri-
meiro lugar no ranking das ci-
dades com maior volume de re-
ceitas do país.
Cleber Auri Coelho
Indicadores econômicos
O destaque econômico de Joinville, conquistado pela autonomia de seus bairros,
hoje em número de 33, pode ser evidenciado através da diversidade que eles contêm.
O mapeamento dos bairros e os indicadores abaixo, permitem identificar as principais
fontes de riqueza e os negócios que sustentam o seu desenvolvimento econômico.
Joinville pode
investir mais
em turismo
O número de turis-
tas caiu de 161.000
para 127.000 nos
últimos dois anos
9
ECONOMIA
DEMONSTRATIVO DE ESTABELECIMENTOS
Adhemar Garcia
América
Anita Garibaldi
Atiradores
Aventureiro
Boa Vista
Boehmerwaldt
Bom Retiro
Bucareim
Centro
Comasa
Costa e Silva
Espinheiros
Fátima
Floresta
Glória
Guanabara
Iririú
Itaum
Itinga
Jardim Iririú
Jardim Paraíso
Jardim Sofia
Jarivatuba
João Costa
Morro do Meio
Nova Brasília
Paranaguamirim
Petrópolis
Saguacú
Santa Catarina
Santo Antônio
São Marcos
Vila Cubatão
Vila Nova
Zona Industrial
Zona Ind. Tupy
Zona Rural
Pirabeiraba
TOTAL
12
51
35
31
110
146
13
81
48
43
3
106
1
40
133
56
47
127
93
46
17
8
15
33
4
7
41
3
8
48
48
28
11
0
67
51
1
0
141
1.753
33
899
474
371
313
636
44
379
478
2.458
26
613
31
214
647
359
342
600
423
163
38
21
23
184
10
38
19
26
35
487
118
238
75
0
244
68
1
0
304
11.59
42
600
371
212
416
709
89
293
474
2.115
39
482
49
352
559
288
296
716
439
226
65
78
23
220
11
44
205
39
44
243
121
149
62
0
296
44
1
0
369
10.781
253
238
124
115
499
658
53
276
133
400
46
511
25
297
541
209
240
669
527
297
54
76
33
323
27
83
261
46
44
213
168
108
87
0
305
9
0
0
394
8.142
1
114
49
57
6
44
2
38
61
590
1
40
0
9
34
38
10
30
18
5
1
0
0
2
0
0
4
1
1
35
4
14
1
0
11
0
0
0
16
1.237
Fonte: Secretaria da Fazenda/IPPUJ-2000
LiberalBairro Industrial Comercial Serviço Autônomo
PRIMEIRAPAUTA#15
Sociedade
Harmonia-Lyra
é um dos três
imóveis já
tombados no
município
NÃO BASTA QUERER PRE-
SERvar. É preciso iniciativa po-
lítica para isso. E Joinville está
com a representatividade em bai-
xa nesta questão. A queixa é do
sociólogo e historiador Afonso
Imhof. Durante os últimos qua-
tro de seus 55 anos, o homem,
com disposição como poucos
para o trabalho, acompanhou,
projetou e pensou formas de sal-
var a história da cidade. Crítico,
polêmico, defensor apaixonado
de suas idéias, como a
revitalização da rua do Príncipe
e a preservação de prédios anti-
gos, teve de se retirar da luta.
Na marra.
Quatro meses atrás, pelo “Jor-
nal do Município”, órgão oficial
da Prefeitura, ficou sabendo que
havia perdido o emprego. Fora
substituído por um professor de
história sem qualquer
envolvimento com o trabalho até
então desenvolvido, mas que, se-
gundo ele, estava afinado com a
linha política do prefeito Luiz
Henrique da Silveira (PMDB).
Imhof lembra que quatro dias an-
tes havia se reunido com o pre-
sidente da Fundação Cultural,
Edson Machado, e falado nor-
malmente de trabalho. Aparen-
temente, nem o chefe sabia da
mudança. “Sobrei porque nunca
fiz campanha”, ironiza o histori-
ador, um apolítico assumido.
Hoje com as bandeiras fixadas
no Fórum, a convite do juiz
Ricardo Roesler, Imhof concen-
tra energia em outra ação: pre-
servar vidas. “Uma preservação
integral, sem violência, sem rus-
gas sociais...”. Mesmo em ou-
tro front, o historiador continua
Historiador reclama do
descaso com a preservação
Albertina Camilo Divulgação
atento à área que sempre o fas-
cinou. Aposta, por exemplo, no
sucesso de uma iniciativa da Câ-
mara de Vereadores. Através de
uma moção, o vereador do PT
Marcos Aurélio Fernandes soli-
citou ao governador Esperidião
Amin o tombamento de 40 imó-
veis em Joinville.
Até agora, na cidade de 151
anos, completados no dia 9 de
março, apenas três prédios têm
a garantia de ficar na história não
apenas pelas fotos: a Casa
Krüger, no distrito de
Pirabeiraba; a Estação Ferroviá-
ria, no início do bairro Santa
Catarina; e a Sociedade Harmo-
nia-Lyra, na rua 15 de Novem-
bro, centro. Imhof explica que
existem leis federais, estaduais e
municipais que determinam as for-
mas de preservação. Há iniciati-
vas das duas primeiras esferas.
Quando depende da Prefeitura, o
assunto emperra. “O prefeito é
contra tombamentos, porque não
quer contrariar interesse de ami-
gos dele”, dispara.
Muitas pessoas não querem a
preservação porque perdem o
controle sobre os bens tomba-
dos. Ao se transformar em
patrimônio da União, do Estado
ou do município, o prédio deixa
de pertencer de fato ao proprie-
tário. Ele pode vender, alugar,
mas qualquer alteração no imó-
vel deve ter o aval do órgão que
autorizou o tombamento: o Insti-
tuto de Patrimônio Histórico e
Arquitetônico Nacional (Iphan),
a Fundação Catarinense de Cul-
tura ou, no caso de Joinville, a
Fundação Cultural e a Fundação
Instituto de Pesquisa e Planeja-
mento Urbano (Ippuj).
O historiador também não dis-
farça a revolta com o fato de um
prédio de mais de 70 anos, que
servia de escritório da Drogaria
Catarinense, na rua 9 de Março,
estar sendo demolido – e não tom-
bado. “Há muitos intereresses
escusos nesta área, e a popula-
ção vai perdendo as referências.”
Mas, como um Dom Quixote do
conhecimento, Imhof não desis-
te de pelo menos tentar mudar o
rumo da história.
Para Afonso Imhof, falta vontade
política do prefeito para que Joinville
tenha mais imóveis tombados
10
CULTURA
PRIMEIRAPAUTA#15
DE UMA ANTIGA CERVE-
JAria a um grande centro cultural.
É nisso que deverá se transformar
a ex-fábrica da Antarctica. O
Complexo CulturalAntarctica será
uma nova referência para eventos
e lazer em Joinville. Dez pessoas
de setores da comunidade formam
uma comissão para definir as mu-
danças no local.
Segundo o coordenador técnico
do Complexo, Paulo Renato
Vecchietti, a idéia é oferecer de
tudo. “Queremos criar um mix cul-
tural e comercial, com restauran-
te,cervejaria,lojasdeutilitários,ci-
nemas, anfiteatro e um local espe-
cífico para a realização de reuni-
ões de grupos culturais da cidade.”
AComissãodeCoordenaçãopara
ImplantaçãodoComplexoCultural
Antarctica terá 60 dias para apre-
sentarumapropostaaoprefeitoLuiz
HenriquedaSilveiracomsugestões
de como ocupar o espaço. Depois
desseprazo,ostrabalhosvoltam-se
à captação de recursos para a rea-
lização das obras. “É uma fábrica
velha, desativada e precisa de re-
formas”, diz Paulo Renato.
Apelidada de “cidadela cultural”
pelo artista plástico Juarez Macha-
Cultura invade antiga fábrica de cerveja
Araceli Hardt
Josi Tromm
Museu Casa Fritz Alt
Rua Aubé, s/n Tel. 433-3811
Horário: De terça à sexta-feira
das 9h às 12h e das 14h às 18h.
Sábados, domingos e feriados, das
11h às 17h.
Museu Arqueológico de
Sambaqui
Rua Dona Francisca, nº 600
Tel. 433-0114 Horário: De terça à
sexta-feira, das 9h às 17h. Sába-
dos, domingos e feriados das 11h
às 17h.
Joinville, a cidade dos museus
Além de Cidade dos Príncipes,
das Flores e das Bicicletas,
Joinville também leva o título de
Cidade dos Museus. Com o obje-
tivo de divulgar a cultura, o muni-
cípio apresenta sete museus.
Museu Nacional do Bombeiro
Rua Jaguaruna, nº 13.
Tel. 431-1112
Horário: Das 8h às 18h.
Complexo
Cultural
Antárctica
LucianoZinellidaRosa
do, o Complexo tem 42 mil metros
quadrados, com 12 mil metros de
área construída. De acordo com
Paulo Renato, os ocupantes do es-
paço irão arcar com as despesas.
“Será um condomínio como um
shopping center. Cada um terá sua
despesa de água e luz, além de pa-
gar uma taxa de condomínio.”
Uma novidade já definida para o
Complexo Cultural Antarctica é o
Museu de Arte de Joinville. Den-
tro de pouco tempo, o MAJ será
instalado ali.AFundação Cultural
de Joinville também vai promover
um concurso de pintura da facha-
da do Complexo. A proposta é di-
vidir o muro em 20 espaços. Os
artistas apresentarão sugestões de
pintura. As obras serão julgadas e
os vencedores terão o direito de
expô-las. “O muro é uma grande
tela em branco e será dividido em
vários outdoors”, adianta Paulo.
Nesteano,220milpessoasjápas-
saram pelo Complexo Cultural
Antarctica.Alguns dos eventos de
destaque já realizados no local fo-
ram a Festa da Solidariedade, com
190 mil visitantes, e a VinVeneto,
com 19,5 mil. Outra promoção de
grande repercussão deve ser
transferida para lá este ano. É a
Festa das Flores. E Paulo Renato
garante: “Tudo o que se faz aqui é
sucesso”.
Em breve, o novo espaço será
sede do Museu de Arte de Joinville
Museu de Fundição
Rua Helmuth Fallgatter, nº 3.345
Tel. 461-0148
Horário: De segunda à sexta-fei-
ra, das 7h30 às 11h50; e das 13h
às 17h25.
Instituto Joinville 150 anos
Rua Leite Ribeiro, s/n.
Tel. 455-0372
Horário: De terça à domingo. Das
9h às 12h e das 14h às 18h.
Museu de Arte de Joinville
Rua XV de Novembro, nº 1.400
Tel. 433-4677
Horário: De terça à sexta-feira,
das 9h às 17h. Sábados, domin-
gos e feriados, das 11h às 17h.
Museu Nacional de Imigração e
Colonização
Rua Rio Branco, nº 229
Tel. 433-3736
Horário: De terça à sexta-feira,
das 9h às 17h. Sábados, domin-
gos e feriados, das 11h às 17h.
11
CULTURA
PRIMEIRAPAUTA#15
Ler com a ponta dos dedos
Biblioteca Rolf Colin desenvolve
atividades de incentivo à leitura
Trabalhos como
o da Ajidevi e a
dedicaçãao de
pessoas como
Osmar Pavesi
auxiliam os
cegos nas suas
atividades diárias
Osmar Pavesi,
cego desde
os 6 anos,
aprendeu a
ler através do
método
Braille ainda
na infância.
COM O OBJETIVO DE DE-
senvolver a auto-estima e o gosto
pela leitura nas crianças e no por-
tador de deficiência visual a Bibli-
oteca Rolf Colin está desenvolven-
do o projeto “Amor, Sonho e Fan-
tasia”. O projeto utiliza o espaço
infantil da biblioteca pública para
desenvolver atividades de leitura,
contação de estórias e teatro de
fantoches.Pensandoprincipalmen-
te no deficiente visual o projeto
conta com um setor especial com-
posto com livros transcritos para o
Braille. O setor recebe pessoas
com deficiência visual de diversas
regiões do estado. Seu acervo con-
ta com 124 livros transcritos para
o Braille e 212 títulos em fitas cas-
setes. Alguns voluntários empres-
tam a voz para gravar estórias de
livros em fitas cassetes. Estas fi-
tas compõem a audioteca.
A biblioteca possui 22 visitantes
Cláudio Lúcio Augusto
Independência passo a passo
Renata F. Camargo
Giselli Silva
cadastrados. Osmar Pavesi, defi-
ciente visual, é o coordenador do
espaço. Segundo Pavesi os defici-
entes não conhecem este setor, por
isso é pouco visitado. Pavesi é
cego desde os 6 anos de idade, ain-
da na infância aprendeu a ler pelo
método Braille.
Ler com a ponta dos dedos. Este
é o objetivo do método Braile, ex-
plica o coordenador. Essa forma de
leitura foi criada no ano de 1812
pelo francês Louis Braille. Na in-
fância Louis perfurou a vista en-
quanto brincava na loja de artefa-
tos de couro do seu pai.
Naquele tempo já existia um mé-
todo de leitura através dos dedos
bastante rudimentar. Alguns anos
depois Louis conheceu um gene-
ral. Este homem aperfeiçoou o
método para ensinar os soldados a
lerem no escuro. Quando Braille
morreu o método de leitura rece-
beuonomeBrailleemhomenagem
ao seu criador.
Ajudar as pessoas portadoras
de deficiência visual e reintegrá-
las à sociedade é o trabalho da
Ajidevi.AAssociaçãoJoinvilense
para a Integração dos Deficien-
tesVisuais possui atualmente 200
portadores da deficiência dos
quais 120, a maioria crianças e
adolescentes, estão em atendi-
mento.
A alfabetização do deficiente é
feita através do trabalho conjun-
to de professores de uma escola
convencional e de professores da
Ajidevi. Durante um período, os
cegos vão para a escola e, em
outro, recebem o reforço dos pro-
fissionais da entidade. É na escola
que o professor trabalha o conteú-
do didático, utilizando o Sistema
Braille.
De acordo com a terapeuta
ocupacional, Beatriz Macali Sou-
za, a associação possui uma biblio-
teca com títulos de literatura infan-
til doados pela comunidade. Estes
livros são utilizados por pessoas
combaixavisão,ouseja,enxergam
menos de 30%. Para os cegos, a
biblioteca oferece livros adaptados
ao Braille, doados pelo governo.
Beatriz trabalha com crianças de
zero a seis anos. Para desenvolver
a estimulação precoce e a reedu-
cação visual, ela utiliza brinquedos
adaptados. Com objetos de cores
vivas e de diferentes texturas, a
terapeuta procura desenvolver a
estimulação cardiorespiratória, au-
ditiva e o tato.
O quadro de profissionais daAs-
sociação é composto por profes-
sores de educação física e de alfa-
betização pagos pela prefeitura. Há
também os voluntários que atuam
nas áreas de terapia ocupacional,
psicologia, aulas de música e
fonoaudiologia.
Apesar de existir desde 1981, a
Ajidevi ainda é pouco conhecida.
Conforme a professora de educa-
ção física Cristiane Sirlei de Oli-
veira, “quando se fala em defici-
ente, se pensasomente em Apae”.
A entidade, segundo ela, tem so-
brevivido de doações da comuni-
dade. Para interessados em ajudar
a associação o telefone é 436-3126.
12
EDUCAÇÃO
PRIMEIRAPAUTA#15
Ideologia e
Técnica da Notícia
Mural da Educação
Alessandra da Costa
Este espaço traz informações sobre cursos e palestras à disposi-
ção da comunidade. Também sugere a leitura de alguns livros.
Confira abaixo:
Atolada no marketing, a mídia
cada vez mais adere ao sensaci-
onalismo.Assimojornalismovive
de mitologias e no livro o autor
apresenta três tipos de caricatu-
ras e ideais, de atores envolvidos
com o processo de mitificação da
Era da (des)Informação, como
exemplo, Fernando Collor de
Mello.
Autor:Juremir Machado Silva
Editora:Vozes
Valor: R$ 17,50
O livro lançou a semente de
uma revolução que principiou a
mudar a maneira de uma univer-
sidade brasileira ver o jornalismo,
e também o modo de o jornalismo
ver a universidade. Com atualiza-
ções sobre a indústria gráfica e as
mudanças do lead, o autor atuali-
za sua dissertação de mestrado,
sendo referência de pesquisa para
estudantes e professores.
Autor: Nilson Lage
Editora: UFSC, 2001
Valor: R$ 20,00
A Miséria do
Jornalismo Brasileiro
Autor: Sérvio Vilas Boas
Editora: Summus
Valor: R$ 19,40
Fonte: Livraria Midas
Curso de Oratória
Realização: COL - Clube de
Oratória e Liderança de
Joinville
Data: 5/11 a 8/11
Carga horária: 16 horas
Local: CONTAR - Rua
Quintino Bocaiúva, 300 –
Bairro América,
Tel. 433-0088
Fax. 433-0147
www.clubedeoratoria.org.br
Mestrado: Letras/Inglês e
Literatura Contemporânea
Inscrições: Outubro
Tel. (48) 331-9455
E-mail: pgi@cce.ufsc.br
www.cce.ufsc.be/pgi
Mestrado: Linguística
Inscrições: 1/11 a 15/11
Tel. (48) 331-6604/331-9581
E-mail:pgl@cce.ufsc.br
www.cce.ufsc.br:80/~pgl
C U R S O S
Mestrado: SociologiaPolítica
Tel. (48) 331-9253
E-mail:ppgsp@cfh.ufsc.br
www.cfh.ufsc.br/~ppgsp
Mestrado:Filosofia
Tel. (48) 331-8803
E-mail:posfil@cfh.ufsc.br
www.cfh.ufsc.br
Curso de Relações Humanas
Data: 15/10 a 19/10
Carga horária: 14 horas
Local: Senac Joinville
Tel. 433-6502
Curso Básico em Fotografia
Data: 29/10 a 5/12
Carga horária: 44 horas
Local: Senac Joinville
Tel. 433-6502
Curso de Oratória
Data: 5/11 a 8/11
Carga horária: 12 horas
Local: Senac Joinville
Tel. 433-6502
L I V R O S
O Estilo Magazine
O texto em revista
13
EDUCAÇÃO
PRIMEIRAPAUTA#15
EM TEMPOS DE GRANDES
conquistas no esporte da raquete,
comGustavoKuertenbrilhandonas
quadras, é fácil esquecer que uma
das modalidades individuais, que
mais alegrias já trouxe à torcida
verde e amarela é bem mais baru-
lhenta do que as comportadas par-
tidas de tênis. Quem tem um pou-
co mais de memória lembra do
ronco dos motores que alegrava as
manhãs de domingo até bem pou-
co tempo atrás. Mas, por que o au-
tomobilismonãosetornouoesporte
preferido dos brasileiros depois de
tantas conquistas?
Para a maioria, o esporte a mo-
tor é caro, restrito a uns poucos, e
isso não o deixa ser tão popular.
Chega a ser um sinônimo de sonho
inatingível. Correto? Nem sempre.
O automobilismo em sua categoria
mais básica, o Kart, pode surpre-
ender quem pensa que para tornar-
se piloto, mesmo amador, é preci-
so ter nascido em família rica.
Existem muitas categorias
dentro do kartismo. Desde as mais
caras, aquelas para quem preten-
de profissionalizar-se, até as mais
baratas, para quem quer apenas
divertir-se com os amigos. Até o
estigma de esporte perigoso, refle-
xo talvez de um dos maiores trau-
mas que o país já teve, com a mor-
te do ídoloAyrton Senna, pode ser
deixado de lado.
O caminho mais acessível
para quem quer sentir a emoção
de pilotar é o Kart Indoor. O Kart
Indoor é disputado em pistas co-
bertas, com karts equipados com
motores de baixa potência e alguns
reforços para proteção do piloto.
As pistas de kart indoor oferecem
ao público, por preços acessíveis,
desde o kart até os equipamentos
de segurança necessários, como
macacão, luvas e capacete, além
de toda a estrutura de pista, sinali-
João Luiz Kula
Kart proporciona segurança e emoção
Divulgação
zação, auxílio mecânico e organi-
zação das provas. Sendo utilizados
os equipamentos de segurança e
observadas as orientações do pes-
soal de pista, o Kart Indoor não
oferece risco maior do que espor-
tes como o ciclismo, por exemplo.
Em Joinville é possível pilotar nes-
sa modalidade no Joinville Kart
Indoor, uma das pistas mais tradi-
cionais do país, localizada no últi-
mo andar do estacionamento do
Shopping Cidade das Flores.
Para quem quer experimentar a
emoção de acelerar em uma pista
de verdade há outra opção, tam-
bém acessível e segura: os karts
da categoria Sprint 6,5 HP. Dispu-
tada com chassis de competição
iguais aos das categorias superio-
res, mas com motores de 6,5 HP
depotência,oskartsSprintatingem
velocidades de até 70 quilômetros
por hora. Essa modalidade é con-
siderada muito segura, pois sendo
disputada em kartódromos, conta
com áreas de escape projetadas
para as categorias bem mais velo-
zes, sendo até maiores do que se-
ria necessário para a velocidade
atingidapeloskartsSprint.Também
nessa categoria existe o aluguel de
karts para o público e são freqüen-
tes as provas abertas a pilotos ama-
dores. O Kartódromo Internacio-
nal de Joinville oferece o aluguel
de karts dessa categoria a preços
não muito maiores do que os prati-
cados no Kart Indoor.
Entre todas as categorias do
kartismo, a Sprint 6,5HP é a que
cresce mais rapidamente na região.
Criada há dois anos, como uma al-
ternativa mais barata para quem
quer praticar o kartismo como for-
ma de lazer, a Sprint ganha cada
vez mais adeptos. Muitos dos par-
ticipantes dessa categoria organi-
zam equipes, a fim de baratear os
gastos com aluguel de equipamen-
to ou, para quem tem o kart, com a
manutenção e peças. Os motores
utilizadosnessetipodekart,porse-
remderivadosdemotoresdemoto-
bombase,portanto,resistentes,são
ideais para as provas de longa du-
ração, como a 500 Milhas de Kart,
disputada todo ano desde 1998.
Essa prova é o maior desafio do
kart amador da região e é aberta a
pilotos novatos. Nela os pilotos se
revezam durante a noite inteira ao
volante dos karts, uma verdadeira
maratona que conta com ingredi-
entes como paradas para reabas-
tecimento e troca de pneus para
desafiar a capacidade de planeja-
mento dos participantes. A 500
Milhas de Kart de Joinville deve
acontecer, esse ano, no final de no-
vembro. Além dessa prova, ainda
há o Campeonato Citadino de Kart
e outras provas de longa duração
que aceitam a participação de pi-
lotos não federados e iniciantes.
Se desde o início da década de
70 o automobilismo tem sido um
dos esportes individuais com mai-
or volume de títulos conquistados
para o Brasil, somente agora, com
ocrescimentodemodalidadesmais
acessíveis em sua categoria de
base, surge a oportunidade para
muitos de experimentar um pouco
da emoção que seus ídolos sentem.
Entre todas as categorias do
kartismo, a Sprint 6,5 HP é a
que mais cresce na região
14
ESPORTE
PRIMEIRAPAUTA#15
PORDIVERSOSANOSANATA-
çãodeJoinvillevemsendodestaque
no cenário estadual, nacional e, re-
centemente, internacional. Nomes
comoAndresaMarquardt,medalhista
em campeonatos brasileiros, várias
vezes campeã e recordista dos Jo-
gosAbertosdeSantaCatarina,Eduar-
doBudalAge,MarceloFronza,Fran-
cisco Manuel, Carlos Fischer e ou-
tros nomes, fizeram, na década de
80 e 90, a natação da cidade se des-
tacar como uma das mais fortes do
estado.
Estesatletassemprerepresentaram
acidadesemajudaalgumaporparte
daprefeituraouiniciativaprivada.Os
recursosparaoscampeonatos,eram
adquiridos através de festas realiza-
das pelas associações de pais, e de
umeventualpatrocinadorqueapare-
ciaemcimadocampeonatoparaaju-
dar.
Na metade da década de 90 para
cá, novos nomes foram surgindo.
Caso de Rodrigo Bittencourt,
DjiovanniMeneghe-tti,PauloHorst
Diogo Hildebrand, Brian Frank,
O futuro da natação em Joinville
Luis Gustavo Fusinato
Caxias retorna atividades após 25 anos
Novamente Joinville tem dois
times profissionais de futebol.
O Caxias Futebol Clube
retornou suas atividades profis-
sionais este ano após 25 anos
de paralisação. Atualmente o
Caxias participa do campeona-
to estadual da 2ª divisão de San-
ta Catarina. Fundado em 12 de
outubro de 1920 por um grupo
de 30 jovens dissidentes do
América Futebol Clube, o
Caxias sagrou-se campeão
catarinense em três ocasiões,
1929, 1954 e 1955. Sua história
é cheia de glórias. Entre elas
destaca-se o Bi-campeonato
Jean Helfenberger
Eduardo Fisher, nadador olímipico de Joinville,
acabou treinando em clubes de outros Estados
Divulgação CBDA
invicto 1954/1955. Até hoje ne-
nhum outro clube catarinense
conquistou essa façanha.
O time do Caxias protagonizou
vários clássicos inesquecíveis
com o América futebol clube. “A
cidade se transformava em se-
mana de clássico, a zona sul da
cidade era Caxias a zona norte
era América” relembra João
Carlos Pereira, torcedor fanáti-
co do Caxias. Com dificuldades
financeiras e sem patrocinado-
res, os dois times não consegui-
ram obter bons resultados de
1970 até 1975. Sem dinheiro e
sem títulos resolveram pedir aju-
da aos empresários joinvilenses.
Na época, o empresário João
Hansen, um dos donos da Tigre
SA Tubos e Conexões (antiga
Companhia Hansen Industrial)
colocou-se a disposição para aju-
dar os times da cidade. Segundo
Norberto Gottschalk, atual pre-
sidente do Caxias, Hansen exi-
giu apenas a fusão de Caxias e
América. “Hansen alegou que
não seria justo patrocinar ape-
nas um já que não poderia ban-
car as duas equipes”, afirmou
Norberto. Da união do Caxias e
América surgiu, em fevereiro de
1976, o Joinville Esporte Clube
(JEC).
Após 25 anos ausente do cam-
RobertaSchatzmann,LuizaFerreira
e Eduardo Fischer. Mas as coisas
nãomudarammuito.Apartirde1997
a Prefeitura Municipal, começou a
disponibilizar uma ajuda de custo
mensal aos atletas de todas as mo-
dalidadesquerepresentamacidade
nos Jogos e Joguinhos Abertos de
SantaCatarina.Eraumaquantiamui-
to pouca se considerar os gastos que
cada atleta tem no mês, com trans-
porte,alimentaçãoepreparaçãofísi-
ca (Musculação). Apesar disso os
atletassempre “caíramnaágua”para
daromelhor,independentementede
salários, lutavam para que a cidade
deJoinvillenãoperdesseoprestígio
dacomunidadeaquáticaestadual.
Uma esperança de melhora
para a natação na questão financeira
seria os expressivos resultados de
Eduardo Fischer a partir de 1998,
quando,pelaprimeiravezfoiconvo-
cado para integrar uma seleção bra-
sileira, a Júnior. E depois já na sele-
çãoprincipal,participoudaCopado
Mundo,OlimpíadasdeSydneyere-
centementeoMundialnoJapão.Com
esses resultados era esperada uma
conscientização por parte do
empresariadolocalparaqueapoiasse
maisoesporte,dito“amador”,eprin-
cipalmente a natação. O que não
aconteceu,Eduardotevequesetrans-
ferir em 1999 para um clube de ou-
troestado,oMinasdeBeloHorizon-
te e no outro ano o mega projeto do
Vasco da Gama acabou levando-o a
nadar pelo clube carioca, e com ele
BrianFrankeDiogoHildebrand.
As esperanças de Joinville
caem sobre Osvaldo Sauer Neto 16
anos e Joana Hildebrand, 14. ambos
têmumfuturopromissor,massenão
tiverem um apoio por parte dos em-
presáriosedaprópriaprefeitura,não
conseguirão ir muito longe, infeliz-
mente.
peonato catarinense a diretoria
do Caxias entendeu ser este o
momento oportuno para
retornar. O presidente do Caxias
diz que a idéia apareceu no final
de 1995. A volta ao
profissionalismo tornou-se ainda
mais realidade com o ingresso do
empresário Irineu Machado.
Candidato derrotado na ultima
eleição do Joinville Esporte,
aceitou o convite da diretoria do
Caxias para ser o novo Vice Di-
retor de futebol do Caxias.
“Acredito que uma cidade, do
porte de Joinville, necessita do
calor de, pelo menos, duas tor-
cidas”, afirma Irineu.
15
ESPORTE
PRIMEIRAPAUTA#15
Armas de brinquedo
devem ter vendas
proibidas pág. 3
Joinville ainda
conserva metade de
sua cobertura vegetal
original pág. 4
Antiga fábrica vira
Centro Cultural
pág. 11
Cegos e crianças têm
incentivos para apren-
derem a ler pág.
12
Natação local depende de incentivo
Atletas de grande potencial, como o olímpico Eduardo Fischer, acabam
indo treinar em outro Estados por falta de patrocínio.
pág. 15
Saiba onde e quando visitar
os museus de Joinville
Fotos: Luciano Zinelli da Rosa
Conhecida como Ci-
dade dos Príncipes,
das Flores, da Bicicle-
ta e da Dança,
Joinville também é a
Cidade dos Museus.
Saiba onde estão e
quando funcionam os
museus joinvilenses.
pág. 11
Museu da Imigração (à esq.) e
Museu de Arte de Joinville são os
mais visitados da cidade
Aumenta o interesse
pelo kart em Joinville
Cada vez mais cai o
mito de que o automo-
bilismo é um esporte
caro e para poucos. O
aumento do número de
praticantes do kartis-
mo prova isso.
pág. 14
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Edição nº 15_do_primeira_pauta,_o_jornal_laboratório_do_ielusc,_joinville

  • 1. PRIMEIRAPAUTA#15 Economia projeta Joinville no cenário nacional Único hospital com ala oncológica não vence demanda e doentes têm de ser encaminhados para outras cidades Casos de câncer aumentam na região pág. 6 EMTODAAREGIÃO SULDO Brasil só Porto Alegre e Curitiba, capitais do Rio Grande do Sul e do Paraná, arreca- dam mais do que Joinville. A maior cidade de Santa Catarina tem mais de 30 mil empresas, representa 16% das exportações catarinenses e tem um PIB (Produto Interno Bruto) per capita de R$ 12 mil - muito maior do que a média nacional. Apesar de tudo isso, a maioria da população recebe menos de R$ 7 mil por ano. pág. 8 Fotos: Luciano Zinelli da Rosa Movimento estudantil luta pelo passe-livre pág. 6 Historiador cobra mais imóveis tombados no município pág. 10 Volta do Caxias faz renascer clima de rivalidade pág. 15 Fotos: Luciano Zinelli da Rosa
  • 2. PRIMEIRAPAUTA#15 BRASIL, UM DOS DEZ MAIORES PIBS do mundo, cai para o 74º lugar, em termos de desenvolvimento humano. No limiar do século, temos de considerar dois possíveis brasis: o país quequeremos,economicamentecompetitivo,so- cialmente justo, com um estado democrático de direitoconsolidado;ouopaísquetememos,eco- nomicamenteperiférico,socialmenteexcludente, cominstituiçõesdebilitadaspelaguerracivilnão declarada entre a “Bélgica” e a “Índia” que aqui convivem. Antes, pensávamos que construir um novo Brasil dependia só dos executivos fe- deral,estaduaisemunicipais.Hoje,sabemosque não: a globalização vem despojando os gover- nos nacionais de muitas funções. Por toda parte, cresce a importância do po- der local. Uma nova divisão de responsabilida- de também se delineia entre Estado e socieda- OPINIÃO A organização da sociedade civil Clailton Breis Diversos são os desafios enfren- tados no dia-a-dia de um jornalis- ta.Além de questões ligadas à pró- pria sobrevivência, como o pleito por salário justo, competitividade do mercado de trabalho e busca por melhores condições de traba- lho, o exercício da profissão re- quer uma boa dose de jogo de cin- tura e criatividade. Entre os momentos que exigem do jornalista tais atributos, a defi- nição da pauta da próxima edição é um dos que requerem maior sen- sibilidade. Afinal, a informação a ser veiculada é o produto que o jornal ou revista vai vender, e seu consumidor precisa estar interes- João Luiz Kula Que assunto interessa ao leitor? Construir o país possível é uma tarefa econômica, política, social e, acima de tudo, uma tarefa ética EXPEDIENTE Muito mais do que um “produ- to experimental”, este Jornal La- boratório credencia-se como um espaço fértil para o surgimento de propostas inovadoras, bem como para o desenvolvimento de atributos recomendáveis a um bom profissional da área do Jor- nalismo. Com essa leitura sobre a fun- ção de um Jornal Laboratório, os alunos da turma “B”, da discipli- na de Técnica de Jornal e Perió- dico II, foram abrindo trilhas no universo da informação. Fragmentosdeummosaicoque seenriquececomamultiplicidade de seus temas e linguagem irreverente, esta edição do jornal percorreacidadedeJoinville,re- velando sua história, conquistas, carências e potencialidades. Para nós, professor e alunos, realizar essa tarefa foi uma gran- de aventura. Embarque nela você também. E faça uma boa viagem! Mariângela Torrescasana Caro leitor, de. As atribuições do poder público local e o papel das organizações não-governamentais tendem a crescer, ao longo do século XXI. A marcha para o Brasil que queremos de- pende do que fizermos hoje. Construir o país possível é uma tarefa econômica, política, soci- al e, acima de tudo, uma tarefa ética. E a ética requerida é a da co-responsabilida- de entre poder público, mundo empresarial e terceiro setor. Do primeiro espera-se a amplia- ção da cobertura e melhoria da qualidade das políticas públicas. Do mundo empresarial, es- pera-se papel pró-ativo no enfrentamento das desigualdades sociais, aportando não só recur- sos financeiros, mas também contribuição téc- nico-gerencial ao aumento da produtividade do gasto social, por intermédio de programas que permitam fazer mais e melhor com menos. Do terceiro setor, por sua vez, espera-se sen- sibilidade,espíritodelutaecriatividadeparapro- duzir o conhecimento e experiências necessári- as à dinamização do investimento social, afas- tando-se dos assistencialismo e outras formas de manipulação da pobreza de grande parte do nosso povo. Nesse contexto, parcerias, alianças, organi- zações em rede e outras formas de associativismo entre organizações dos três se- tores são um indicador do dinamismo de uma sociedade que se moderniza e se torna a cada dia mais complexa no cumprimento de uma ta- refa que a todos inclui e ultrapassa, viabilizando um país mais competitivo, justo e democrático. sado na informação antes de adquirí-lo. Mas, o que é relevan- te? Quais assuntos vão, de fato, interessar ao leitor a ponto de fazê- lo comprar o produto publicado? Certamente a linha editorial do veículo é o parâmetro delimitador de que pautas podem, ou não, ser interessantes para o leitor. Mas seja qual for a área de atuação da revista, jornal, ou outro produto da mídia, a pauta da edição e a for- ma como será desenvolvida vão definir qual a verdadeira persona- lidade do veículo. Independentemente de tratar-se de uma revista voltada a donas de casaouumjornalespecializadoem economia, o rigor na apuração dos fatos relacionados à pauta defini- da deve ser o mesmo. Uma vez definidos quais assuntos merecem ser abordados, a seriedade no le- vantamento das informações e a qualidade na elaboração das ma- térias devem ser preocupações constantes do profissional. A for- ma como o trabalho será desen- volvido marca o respeito do profis- sional em relação a seu público. Já a repercussão alcançada pela pauta de uma edição é algo que foge ao alcance do jornalis- ta. Se houve acerto na definição da pauta, se os assuntos tratados passarão ao esquecimento, so- mente o resultado das bancas pode responder. Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social - Jornalismo - do Instituto Superior Luterano de Educação de Santa Catarina- IELUSC www.ielusc.br Diretor Geral: Tito L. Lermen Diretor do Curso: Edelberto Behs Professora Responsável: Mariângela Torrescasana Diagramação: Martín Fernandez e Clailton Breis Produção: 6º semestre Participaram dessa edição: Adriana Cradoso, Albertina Camilo, Alessandra da Costa, Altair Nasario, Araceli Hardt, Charlene Serpa, Clailton Breis, Claudio Augusto, Cleber Coelho, Elisa da Silva, Esther M. Reschiliani, Gisélle F. de Araújo, Giselli Silva, Jean Helfenberger, João L. Kula, Josi Tromm, Lisandra de Oliveira, Luis Fusinato, Manoela Borba, Maria Avelina Selbach, Marilia C. M. Maciel, Martín Fernandez, Renata F. de Camargo, Taisa Pimentel, Luciano Z. da Rosa. Escreva para nós:A/C Curso de Comunicação Social- Jornalismo Rua:Alexandre Döhler, 56 Centro 89201-260 Joinville-SC Telefone: (47) 4330155 Correio eletrônico: primeirapauta@ielusc.br 2
  • 3. PRIMEIRAPAUTA#15 Todos com orifícios Se depender do vereador Nelson Quirino (PSDB), todos os vasos e recipientes terão orifícios. Ele apresentou emenda ao projeto de lei que regulamenta a atua- ção da vigilância sanitária no município. Na mesma emenda Quirino pede a retirada dos pratos dos vasos, permitindo a passagem dos líquidos para a alimentação das plantas, colocadas nos cemitérios da cidade. Insônia A possibilidade de instalação de uma Comissão Especial de Inqu- érito na Câmara de Vereadores de Joinville, para investigar desvio de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), está deixan- do muita gente de cabelo em pé. Indícios de irregularidade no uso de recursos do FAT apontam para Escolas profissionalizantes, polí- ticos e até um sindicalista. Otair Becker A filiação do empresário Otair Becker ao PMDB, para disputar uma vaga na câmara dos deputados, está preocupando os futuros candidatos a deputado federal pelo partido em Joinville. Bráulio Bar- bosa e Adelor Vieira acreditam que uma terceira candidatura de peso pela região deixa próximo de zero as chances do partido ele- ger alguém. Diante deste quadro, há quem aposte no desembarque de Bráulio Barbosa do partido de Luiz Henrique e ingresse no PSDB. Flerte político Terminadas as convenções partidárias municipais, as atenções se voltam para as convenções estaduais. No caso especifico do PSDB, a escolha do novo diretório estadual promete ter um toque de dramaticidade maior que em outros partidos. As razões são claras. O PSDB é disputado pela coligação Mais Santa Catarina e pelo PMDB. Como dentro da sigla existem defensores de coligações com os dois lados e até de uma candidatura própria, quem estiver no co- mando da executiva estadual, comandará as negociações. Em tempo: O PSDB é mais disputado pelo tempo de TV e menos por seu potencial eleitoral. Família A portaria n° 156, de 31 de julho desse ano, revela a falta de “desconfiomêatro” do vereador Jaime Evaristo, eleito pelo PSC. Dos sete assessores ali nomeados três tem o sobrenome do verea- dor e outro é filho de um deputado estadual. P L E N Á R I O UM GRANDE SENTIMENTO de revolta e indignação da socie- dade empurrou a Associação dos Magistrados de Santa Catarina a organizar um seminário de violên- cia urbana na maior cidade dos catarinenses. Ao participar da abertura , o juiz da Comarca de Joinville, Ricardo Roesler, foi taxativo: “...a violência existe des- de a Era medieval, porém, hoje, a carga é muito maior”. A palestra de abertura do fórum, proferida pelo professor titular da Fórum critica uso de armas de fogo Charlene Serpa A Delegacia Regional do Tra- balho em Santa Catarina ganhou o prêmio Empresa Cidadã ADVB 2001. A DRT/SC con- correu na categoria participação comunitária com o projeto Ôni- bus da Cidadania. O veículo oferece serviços pú- Projeto comunitário recebe prêmio Manoela de Borba Comercialização de armas de brinquedos sofre restrições Ocomérciodearmasdebrinque- dos, semelhantes às reais, poderá serproibidonomunicípio.Oproje- to de lei nº246/2001, de autoria do vereador Gilmar Ferreira (PDT), estabelece rigorosa punição ao in- frator. De acordo com ele “o alto índice de criminalidade, principal- mente nas áreas urbanas torna ne- cessária a busca de métodos para coibir ou diminuir as condições fa- voráveis aos marginais”.As armas de brinquedos, conforme o verea- dor, têm sido muito utilizadas na prática de diversos crimes, além de servirem como incentivo à inicia- ção na vida criminal”. Violência: tema levou centenas de pessoas à Câmara de Vereadores Altair Nasario Divulgação OPINIÃO Universidade da Flórida (Estados Unidos), GlaucioAry Dillon Soa- res, revelou que morreram no Brasil, de modo violento, em um ano, cerca de 130 mil pessoas. “Estamos numa guerra civil” dis- se na tribuna da Câmara de vere- adores de Joinville, defendendo o esporte como catalisador da vio- lência e criticando o uso de armas de fogo. Ele argumenta que nos Estados Unidos as armas guarda- das dentro de casa, matam muito mais gente da própria casa em um confronto com o bandido. blicos, confeccionando documen- tos como carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF, certidão de nascimento, solicitação do se- guro-desemprego, fiscalização e orientação trabalhistas, informa- ções previdenciárias, FGTS e PIS, gratuitamente. 3
  • 4. PRIMEIRAPAUTA#15 IMAGENS POR SATÉLITE, obtidaspeloInstitutoNacionalde Pesquisas Espaciais (INPE), per- mitiram registrar, através de mapeamento, as matas existentes nas localidades de Santa Catarina e litoral brasileiro. De acordo com estudos feitos em 1997, a região de Joinvilleaindapreserva50%desua cobertura vegetal. Os dados mos-tram ainda que, noslocaismaiselevados,existeum percentual de maior conservação da mata. Segundo o biólogo da Fatma (Fundação do Meio Ambi- ente), Luis Ernesto Treim, as pla- nícies e encostas de rios estão mais Imagem de satélite revela cuidado com o meio ambiente Gisele Araújo Preservação da mata atlântica pode ser visualizada no município Conscientização da comunidade pode salvar o Cachoeira Lisandra de Oliveira Joinvillevemsofrendocomapo- luição de seus rios. O mais mas- sacrado é o rio Cachoeira, que transformou-se no esgoto da ci- dade. Durante um longo período, o rio foi alimentado com lixo in- dustrial e dejetos domésticos des- cartados pela mesma sociedade que agora tenta mudar a realida- de que criou. Para a vereadora e engenharia agrônoma, Maria Cadorin, muitos Luciano Zinelli da Rosa GERAL devastadas devido a fertilidade do solo na região, constituindo-se em local ideal para o desenvolvimento da agricultura e pecuária. Na opinião do geógrafo da Fundema, Naum Santana, a parti- cipação da comunidade é funda- mental para a preservação do meio ambiente. Ele destaca serem vári- os os órgãos responsáveis pela conservação da mata atlântica. “A população pode acionar os órgãos responsáveis pela preserva- ção ambiental como, por exemplo, a Fundema – órgão do governo municipal; a Fatma, do estadual; e o Ibama, do federal”. Além des- ses, o geógrafo indica ainda as Joinville preserva 50% da cobertura vegetal original organi-zaçõesnão-governamentais como o SOS Ma-ta Atlântica”. De acordo com os dois especia- listas, preservar o meio ambiente é uma questão de sobrevivência. Paraeles,Joinvilledáumademons- tração de maturidade ao possuir, em suas matas, a metade da Mata Atlântica preservada. Um exem- plo dessa afirmação encontra-se na região central da cidade. O cha- mado Morro do Boa Vista, além da mata, possui sua fauna e flora preservadas, o que identifica a atu- ação e importância dos órgãos competentes. fatores contribuem para a não lim- peza do rio, e o maior de todos é a falta de conscientização da comu- nidade. “Não só as instituições públicas, mas a comunidade como um todo, olha para o rio Cachoei- ra como se fosse um esgoto”, re- vela. Conforme a vereadora, além das empresas que poluem, os ór- gãos públicos não implantaram a parte de saneamento básico. Cadorin ressalta que na gestão de Wittich Freitag foi realizado um trabalho completo encima do rio Cachoeira e a elaboração do “Pro- jeto Joinville”. Ela explica que o projeto não foi colocado em práti- ca devido a seu alto custo, vindo a comprometer a capacidade de endividamento do município. A vereadora acrescenta que, se o Projeto Joinville fosse instalado, em cinco anos o rio teria 70% de limpeza nas águas. Sistema Flot Flux Uma nova medida está sendo estudada. É o sistema Flot Flux, criado para despoluir o rio. O pro- jeto para a vereadora, constitui-se em uma medida paliativa e não chegará a limpar nem 70% do rio. “A questão de despoluição do rio passa por uma série de ações a serem tomadas em conjunto. Esse sistema só aborda a questão da limpeza dos afluentes do rio”, complementa Cadorin. O sistema, conforme a vereadora, já foi usado em São Paulo, onde foi muito questiona- do. Entre todas as medidas apon- tadas para a despoluição do rio, a mais importante, na sua visão, é a colaboração da comunidade junto com as ações do governo. 4
  • 5. PRIMEIRAPAUTA#15 CONSCIENTES DE QUE PRECIsavam despertar o movi- mento estudantil na região, mem- bros da Juventude Revolução de Joinville e Florianópolis organiza- ram seu projeto em cima de uma bandeira de luta, com possibilida- de concreta de conquista para os estudantes. Como na maioria das grandes e médias cidades do estado já há meio passe para os estudantes, es- ses jovens revolucionários resol- veram hastear a bandeira do pas- se livre no transporte coletivo. “Em algumas cidades do Brasil, o passe-livre foi conquistado com muita luta pelos estudantes, como é o caso do Rio de Janeiro. Não tínhamos dúvida que esta também seria polêmica. No entanto, acre- ditamos ser esta a melhor forma de chamar a atenção da socieda- de, tanto para o problema da edu- cação, como para o transporte em nossa cidade” ressaltou Carlos Castro, um dos coordenadores do movimento. Ao planejar o movimento, ficou estabelecida,comoprioridade,oco- nhecimento dos dados técnicos e estatísticos para compará-los com os de outra cidade que tivesse um transporte moderno e alguma rela- ção cultural, econômica e demográfica com Joinville.Acida- de escolhida foi Blumenau.A par- tir daí, buscaram informações de Movimento estudantil elege passe-livre como bandeira de luta Conquistas: valor dos cartões magnéticos reduziu em quase 50% A reunião, que convocou as li- deranças estudantis para come- çar o movimento, aconteceu no Diretório Acadêmico de Comu- nicação Social do IELUSC, em novembro do ano passado. Ma- ria Sholtz, membro da coordena- ção, comenta que desse encon- tro saíram algumas estratégias para o fortalecimento do movi- mento e das reivindicações dos estudantes. “Devido a pressão dos estu- dantes e da sociedade, o valor dos cartões magnéticos passou de R$ 10,00 e 8,50 para R$ 5,50 e 4,00. Os idosos não tiveram mais que esperar para poder reembarcar nos ônibus e os problemas que davam nos cartões, passaram a ser resolvidos nos terminais ”. No entendimento da coordena- ção,oobjetivoinicialfoialcançado quando em duas oportunidades, conseguiram colocar, em praça pública, para protestar contra o Elisa Rietzmann da Silva Próximos passos Divulgação GERAL Valor da isenção é suficiente para dar passe livre a estudantes e professores por 70 anos suas planilhas de custos e procu- raram, também, obter informações da ANTP (Associação Nacional das Transportadoras Públicas), para fazer a relação comparativa com outras cidades do Brasil. Este estudo levou seis meses e segundo a ANTP, Joinville tem o maior custo por quilometro roda- dodopaís,R$2,80.Blumenau,por exemplo, possui um custo de R$ 2,13, Florianópolis, R$ 2,26; Curitiba, R$ 2,25; e PortoAlegre, R$ 2,60. Um estudo sobre essa planilha permitiuaomovimentoafirmarque somente o item isenção de impos- tosjáseriasuficienteparadarpasse livre a todos os estudantes e pro- fessores por setenta anos. O Exe- cutivo isentou as empresas de ôni- bus por quinze anos. Em contra- partida, elas deveriam terminar de construir os terminais já inicia- dos e construir os que faltavam, além dos abrigos. Segundo infor- mações da prefeitura, o custo da construção de todos os terminais seria de cinco milhões de reais. A coordenação do movimento acre- dita que a construção dos abrigos não custará um milhão, que, so- mados aos cinco milhões do custo da construção dos terminais, exa- gerando, daria uma soma de seis milhões. “O que farão com trinta e sete milhões, já que o montante to- tal da isenção é de quarenta e três milhõesdereais?”,perguntaCarlos Castro. transporte e a favor do passe-livre, em torno de dois mil estudantes. “Para nós, isto foi uma grande vitória,porquenãoéfácil,naatual conjuntura, conseguir mobilizar estudantes de diferentes colégi- os e faculdades a comparecer em praça pública para protestar com palavras de ordem faixas e car- tazes. Isto mostrou a nossa for- ça e o nosso poder de organiza- ção” comentou Sueli Lopes, ex- presidente da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas. Os próximos passos do movi- mento, segundo a coordenação, serão apresentar nos colégios or- ganizados, os dados técnicos da planilha de custos, barrar a co- brança de taxas no ensino públi- co e formar uma comissão de re- presentantes dos estudantes para conversar com os vereadores, co- brando posição favorável ao pro- jeto que já está tramitando na Câmara de Vereadores. (ERS) 5
  • 6. PRIMEIRAPAUTA#15 Avanço do câncer compromete atendimento hospitalar Marília Maciel CERCA DE 330 MIL NO- VOS casos de câncer devem surgir no Brasil este ano. A es- timativa é do Inca – Instituto Nacional do Câncer, com base em dados do Ministério da Saú- de. O estudo prevê 117,5 mil mortes por câncer até dezem- bro. O câncer de pele lidera o nú- mero de incidências no país, se- guido pelos de mama, estôma- go, pulmão e próstata. Facil- mente diagnosticado e com alta porcentagem de cura, o câncer de pele não aparece entre os maiores causadores de morte. Segundo o Inca, em 2001, o câncer de pulmão será o prin- cipal causador de óbitos entre os homens, seguido pelo de próstata. Entre as mulheres, o câncer de mama continua sen- do o que mais mata, seguido pelo de pulmão. Para Santa Catarina, a previ- são é de que apareçam 5.040 novos casos de câncer entre os homens e 4 mil novos casos en- tre as mulheres. Até dezembro, pelas projeções do Ministério da Saúde, 4,6 mil pessoas morre- rão de câncer no estado. Entre os homens catarinenses, o cân- cer de pulmão é o mais perigo- so e pode provocar a morte de, aproximadamente, 530 pacien- tes este ano. Já as mulheres, de- vem se prevenir contra o cân- cer mamário que, apesar de curável quando diagnosticado em tempo, ainda é o maior cau- sador de mortes. No Estado, cerca de 270 mulheres podem morrer em conseqüência desse mal. Estudo prevê crescimento dos casos de câncer no Estado O aumento da incidência da doença deve piorar a situação, já preocupante, da saúde no município. Doentes são encaminhados a outras cidades No único hospital com ala oncológica de Joinville, pacientes já dormem no corredor à espera de um leito Animada pelo ideal de garantir o diagnóstico precoce de mama para pessoas carentes , surgiu em 1980 a idéia de formar a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Joinville. Entre os inúmeros tipos de cân- cer atendidos pela rede , os de mama e de útero são os mais fre- qüentes. Em ambos os casos , se a doença for diagnosticada em tempo e o paciente fizer o trata- mento, há cura. A Rede Feminina de Combate ao Câncer já atendeu a mais de 43 mil mulheres, que são enca- minhadas para o setor de oncologia do Hospital São José .A Rede custeia os medicamen- tos e doa cestas básicas para as pacientes de baixa renda. O trabalho de prevenção inclui Voluntárias ajudam carentes Maria Avelina Selbach Tipos de câncer de maior incidência na população brasileira em 2001 Fonte:INCA/MS também palestras em igrejas e escolas . A RFCC de Joinville possui aproximadamente 65 voluntárias distribuídas nos setores de educa- ção, apoio, promoções, eventos, assistência ás masectomizadas(mulheres que re- tiraram o seio), próteses e plan- tões. Para sobreviver, a rede de- pende de doações, das mensalida- des pagas pelas voluntárias e dos eventos, promovidos ao longo do ano. Segundo a presidente da Rede Odete Lima, as mulheres do sé- culo 21 tem mais acesso ás infor- mações e enfrentam menos tabu em relação ao próprio corpo “As- sim que a mulher iniciar sua vida sexual , deve fazer seu preventi- vo, não importa a idade “alerta Odete. 6 SAÚDE
  • 7. PRIMEIRAPAUTA#15 SALÉSIO WIGGERS, 50 ANOS, tem câncer no pulmão, fí- gado e intestino. Completou duas semanas deitado numa maca, no corredor do hospital São José. “Não é a primeira vez que fica- mos no corredor. Me admira dei- xarem ele com esta doença aqui, neste estado”, diz a esposa de Salésio, Maria Dias. Para acom- panhar o marido, ela dorme sen- tada em uma cadeira. Teresinha Retzlaff, 46 anos, acompanha a sogra, Eckla Retzlaff, 87 anos, e não esquece o drama vivido dentro do Hospital São José. Eckla veio ao hospital num domingo, para a internação, mas teve que voltar para casa, pois não havia mais lugar para acomodá-la. Na segunda feira conseguiu uma vaga no corredor do Hospital e somente no dia se- guinte foi transferida para sala de observação, junto com mais 22 pacientes. Incomodada com a si- tuação, reclama: “É um absurdo o que está acontecendo com Joinville. Pagamos um IPTU ca- ríssimo e mesmo assim não vemos resultados. O Prefeito pensa ape- nas em asfaltar ruas e esquece da saúde”, desabafa. Pedro da Silva, 60 anos, vibra por ter conseguido, depois de um mês, uma consulta com um espe- cialista. “Agora vem a pior parte. Sou aposentado, tenho direito à medicação para continuar o tra- tamento, mas no posto de saúde sempre dizem que não receberam o remédio.” Adriana Cardoso Oncologia do São José não vence demanda Pronto Socorro: estrutura deficitária e atendimento restrito Luciano Zinelli da Rosa Luciano Zinelli da Rosa A Sociedade Joinvilense de Medicina – SJM, está preo- cupada com a deficiência estrutural da saúde joinvilense. A falta de equipamentos e remédiosdificulta oatendimento à população. Segundo o diretor da SJM, Lairton Valentim, a ingerência política , sobretudo em assuntos de ordem técnica, é o principal motivador dos conflitos. “O Prefeito insiste em nomear pessoas comprometidas com a Situação preocupa os médicos da cidade Histórias como estas são co- muns no dia-a-dia da maior cida- de catarinense. O Tratamento do câncer é um dos mais caros da medicina. Em alguns casos, uma única dosagem de medicamento pode custar cerca de três mil re- ais. O hospital São José é o único de Joinville com ala especializada em oncologia. O São José ofere- ce há quase nove anos, os servi- ços de radioterapia, quimioterapia e realiza cirurgias oncológicas. A peça fundamental para o funcio- namento da ala responsável pelo tratamento de câncer no São José foi doada pelo governo do estado de Santa Catarina. O prédio do hospital possui ape- nas dez anos, mas a estrutura já é deficitária. A capacidade de aten- dimento da oncologia do São José é restrita. Pacientes com casos considerados especiais são trans- feridos para outras cidades. As seções de quimioterapia precisam ser marcadas com antecedência e, na maioria das vezes, exigem até mais de uma semana de espe- ra. Henrique Reis trabalha há vin- te anos no hospital São José e há dois meses assumiu a direção da ala de oncologia. O médico nega a existência de muitas filas de es- pera, mas admite que a demanda é muito grande e o SUS restringe os atendimentos aos pacientes de Joinville. “A questão da fila de es- pera, quando se trata de uma do- ença como esta, é muito flexível. Ás vezes temos que priorizar ca- sos mais graves”. saúde privada para trabalhar em cargos de diretoria de hospitais e até da Secretaria Municipal de Saúde. Isso faz com que trabalhem em prol das seguradoras e hospitais privados”, acusa Valentim. Uma funcionária do Hospital São José, que prefere não se identificar, endossa a opinião de Valentim: “os médicos não fazem milagres, é muito difícil salvar vidas em um lugar como esse, falta quase de tudo”. (AC) 7 SAÚDE
  • 8. PRIMEIRAPAUTA#15 SITUADA AO NORTE DE SANTA Catarina, Joinville vem de destacando nacionalmento pelo seu crescimento eco- nômico. Perdendo apenas para Curitiba e PortoAlegre, a cidade possui o terceiro maior volume de receitas geradas aos co- fres públicos do sul do Brasil. O crescimento de 5,6% ao ano na ar- recadação de tributos posiciona Joinville entre as cidades mais importantes do País. O seu parque fabril é composto por mais de 1,3 mil indústrias, responsáveis por cer- ca de 16% das exportações catarinenses, e um comércio diversificado, com quase dez mil estabelecimentos. A cidade ainda concentra grande parte da atividade econômica no setor de trans- formação, com um faturamento industri- al de quase 10 bilhões de dólares por ano. O produto interno bruto (PIB) per capita de Joinville também é um dos maiores do País e gira em torno de R$ 12 mil por ano. Uma pesquisa realizada pela Asso- ciação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme), re- alizada no ano passado, atribui ao setor industrial a responsabilidade por mais da metade da riqueza da cidade. Atualmen- te, a indústria responde por 59,04% da ar- recadação, contra 40,67% do setor de ser- viços. Aos 150 anos, Joinville possui quase 30 mil empresas e cerca de 450 mil habitan- tes. Apesar da renda per capita passar dos 10 mil dólares anuais (quase o dobro da média nacional), a maior parte da po- pulação do município recebe menos de R$ 7 mil por ano. Essa renda per capita é responsável pelo consumo de quase 2 bi- lhões de dólares anuais na cidade. Cerca de 50% deste gasto diz respeito à alimen- tação, transporte e manutenção do lar. O índicededesempregoemJoinvilleseman- tém, nos últimos anos, na faixa dos 8%. Cleber Auri Coelho, Esther Reschiliani e Taísa Pimentel Joinville tem a terceira maior receita do sul do país Joinville tem quase 30 mil empresas e cerca de 450 mil habitantes: uma empresa para cada 50 joinvilense 8 ECONOMIA Pirabeiraba Distrito Industrial Jardim Paraíso AventureiroJardim Sofia Bom Retiro Jardim Iririú Iririú Saguaçú Santo Antonio Centro América Glória Vila Nova Morro do Meio São Marcos Atiradores Anita Garibaldi Bucareim Boa Vista (Comasa, Espinheiros) Jarivatuba Adhemar Garcia João Costa Fátima Guanabara Boehmerwald PetrópolisFloresta Nova Brasília Santa Catarina (Profipo Itaum Itinga Costa e Silva
  • 9. PRIMEIRAPAUTA#15 APESAR DE TODO O PO- tencial de Joinville, de seu de- senvolvimento econômico, soci- al,cultural,existeumsetorpouco explorado. O turismo, que em outras cidades do estado é res- ponsável por mais da metade de sua arrecadação, em Joinville não avança. Ao contrário. Da- dos obtidos junto à Santur, con- firmam o fato. O número de turistas, de for- ma geral, nos últimos dois anos, caiu de 161.000 para 127.000. O gasto médio diário destes tu- ristas também caiu. Em 1999 era de U$21,45 e em 2000 fi- cou na casa dos U$15,08. Mais do que números, estes dados revelam a situação em que se encontra a estrutura res- ponsável por atrair eventos para Joinville. É preciso, urgente- mente, criar espaços na rota desse negócio no sul do país. Acidade situa-se em um pon- to estratégico e por isso deve estar no mesmo patamar de ou- tras como Blumenau, Jaraguá do Sul e Brusque. Investir na in- dústria do turismo pode ser ele- mento decisivo para o municí- pio pular do terceiro para o pri- meiro lugar no ranking das ci- dades com maior volume de re- ceitas do país. Cleber Auri Coelho Indicadores econômicos O destaque econômico de Joinville, conquistado pela autonomia de seus bairros, hoje em número de 33, pode ser evidenciado através da diversidade que eles contêm. O mapeamento dos bairros e os indicadores abaixo, permitem identificar as principais fontes de riqueza e os negócios que sustentam o seu desenvolvimento econômico. Joinville pode investir mais em turismo O número de turis- tas caiu de 161.000 para 127.000 nos últimos dois anos 9 ECONOMIA DEMONSTRATIVO DE ESTABELECIMENTOS Adhemar Garcia América Anita Garibaldi Atiradores Aventureiro Boa Vista Boehmerwaldt Bom Retiro Bucareim Centro Comasa Costa e Silva Espinheiros Fátima Floresta Glória Guanabara Iririú Itaum Itinga Jardim Iririú Jardim Paraíso Jardim Sofia Jarivatuba João Costa Morro do Meio Nova Brasília Paranaguamirim Petrópolis Saguacú Santa Catarina Santo Antônio São Marcos Vila Cubatão Vila Nova Zona Industrial Zona Ind. Tupy Zona Rural Pirabeiraba TOTAL 12 51 35 31 110 146 13 81 48 43 3 106 1 40 133 56 47 127 93 46 17 8 15 33 4 7 41 3 8 48 48 28 11 0 67 51 1 0 141 1.753 33 899 474 371 313 636 44 379 478 2.458 26 613 31 214 647 359 342 600 423 163 38 21 23 184 10 38 19 26 35 487 118 238 75 0 244 68 1 0 304 11.59 42 600 371 212 416 709 89 293 474 2.115 39 482 49 352 559 288 296 716 439 226 65 78 23 220 11 44 205 39 44 243 121 149 62 0 296 44 1 0 369 10.781 253 238 124 115 499 658 53 276 133 400 46 511 25 297 541 209 240 669 527 297 54 76 33 323 27 83 261 46 44 213 168 108 87 0 305 9 0 0 394 8.142 1 114 49 57 6 44 2 38 61 590 1 40 0 9 34 38 10 30 18 5 1 0 0 2 0 0 4 1 1 35 4 14 1 0 11 0 0 0 16 1.237 Fonte: Secretaria da Fazenda/IPPUJ-2000 LiberalBairro Industrial Comercial Serviço Autônomo
  • 10. PRIMEIRAPAUTA#15 Sociedade Harmonia-Lyra é um dos três imóveis já tombados no município NÃO BASTA QUERER PRE- SERvar. É preciso iniciativa po- lítica para isso. E Joinville está com a representatividade em bai- xa nesta questão. A queixa é do sociólogo e historiador Afonso Imhof. Durante os últimos qua- tro de seus 55 anos, o homem, com disposição como poucos para o trabalho, acompanhou, projetou e pensou formas de sal- var a história da cidade. Crítico, polêmico, defensor apaixonado de suas idéias, como a revitalização da rua do Príncipe e a preservação de prédios anti- gos, teve de se retirar da luta. Na marra. Quatro meses atrás, pelo “Jor- nal do Município”, órgão oficial da Prefeitura, ficou sabendo que havia perdido o emprego. Fora substituído por um professor de história sem qualquer envolvimento com o trabalho até então desenvolvido, mas que, se- gundo ele, estava afinado com a linha política do prefeito Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Imhof lembra que quatro dias an- tes havia se reunido com o pre- sidente da Fundação Cultural, Edson Machado, e falado nor- malmente de trabalho. Aparen- temente, nem o chefe sabia da mudança. “Sobrei porque nunca fiz campanha”, ironiza o histori- ador, um apolítico assumido. Hoje com as bandeiras fixadas no Fórum, a convite do juiz Ricardo Roesler, Imhof concen- tra energia em outra ação: pre- servar vidas. “Uma preservação integral, sem violência, sem rus- gas sociais...”. Mesmo em ou- tro front, o historiador continua Historiador reclama do descaso com a preservação Albertina Camilo Divulgação atento à área que sempre o fas- cinou. Aposta, por exemplo, no sucesso de uma iniciativa da Câ- mara de Vereadores. Através de uma moção, o vereador do PT Marcos Aurélio Fernandes soli- citou ao governador Esperidião Amin o tombamento de 40 imó- veis em Joinville. Até agora, na cidade de 151 anos, completados no dia 9 de março, apenas três prédios têm a garantia de ficar na história não apenas pelas fotos: a Casa Krüger, no distrito de Pirabeiraba; a Estação Ferroviá- ria, no início do bairro Santa Catarina; e a Sociedade Harmo- nia-Lyra, na rua 15 de Novem- bro, centro. Imhof explica que existem leis federais, estaduais e municipais que determinam as for- mas de preservação. Há iniciati- vas das duas primeiras esferas. Quando depende da Prefeitura, o assunto emperra. “O prefeito é contra tombamentos, porque não quer contrariar interesse de ami- gos dele”, dispara. Muitas pessoas não querem a preservação porque perdem o controle sobre os bens tomba- dos. Ao se transformar em patrimônio da União, do Estado ou do município, o prédio deixa de pertencer de fato ao proprie- tário. Ele pode vender, alugar, mas qualquer alteração no imó- vel deve ter o aval do órgão que autorizou o tombamento: o Insti- tuto de Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), a Fundação Catarinense de Cul- tura ou, no caso de Joinville, a Fundação Cultural e a Fundação Instituto de Pesquisa e Planeja- mento Urbano (Ippuj). O historiador também não dis- farça a revolta com o fato de um prédio de mais de 70 anos, que servia de escritório da Drogaria Catarinense, na rua 9 de Março, estar sendo demolido – e não tom- bado. “Há muitos intereresses escusos nesta área, e a popula- ção vai perdendo as referências.” Mas, como um Dom Quixote do conhecimento, Imhof não desis- te de pelo menos tentar mudar o rumo da história. Para Afonso Imhof, falta vontade política do prefeito para que Joinville tenha mais imóveis tombados 10 CULTURA
  • 11. PRIMEIRAPAUTA#15 DE UMA ANTIGA CERVE- JAria a um grande centro cultural. É nisso que deverá se transformar a ex-fábrica da Antarctica. O Complexo CulturalAntarctica será uma nova referência para eventos e lazer em Joinville. Dez pessoas de setores da comunidade formam uma comissão para definir as mu- danças no local. Segundo o coordenador técnico do Complexo, Paulo Renato Vecchietti, a idéia é oferecer de tudo. “Queremos criar um mix cul- tural e comercial, com restauran- te,cervejaria,lojasdeutilitários,ci- nemas, anfiteatro e um local espe- cífico para a realização de reuni- ões de grupos culturais da cidade.” AComissãodeCoordenaçãopara ImplantaçãodoComplexoCultural Antarctica terá 60 dias para apre- sentarumapropostaaoprefeitoLuiz HenriquedaSilveiracomsugestões de como ocupar o espaço. Depois desseprazo,ostrabalhosvoltam-se à captação de recursos para a rea- lização das obras. “É uma fábrica velha, desativada e precisa de re- formas”, diz Paulo Renato. Apelidada de “cidadela cultural” pelo artista plástico Juarez Macha- Cultura invade antiga fábrica de cerveja Araceli Hardt Josi Tromm Museu Casa Fritz Alt Rua Aubé, s/n Tel. 433-3811 Horário: De terça à sexta-feira das 9h às 12h e das 14h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Museu Arqueológico de Sambaqui Rua Dona Francisca, nº 600 Tel. 433-0114 Horário: De terça à sexta-feira, das 9h às 17h. Sába- dos, domingos e feriados das 11h às 17h. Joinville, a cidade dos museus Além de Cidade dos Príncipes, das Flores e das Bicicletas, Joinville também leva o título de Cidade dos Museus. Com o obje- tivo de divulgar a cultura, o muni- cípio apresenta sete museus. Museu Nacional do Bombeiro Rua Jaguaruna, nº 13. Tel. 431-1112 Horário: Das 8h às 18h. Complexo Cultural Antárctica LucianoZinellidaRosa do, o Complexo tem 42 mil metros quadrados, com 12 mil metros de área construída. De acordo com Paulo Renato, os ocupantes do es- paço irão arcar com as despesas. “Será um condomínio como um shopping center. Cada um terá sua despesa de água e luz, além de pa- gar uma taxa de condomínio.” Uma novidade já definida para o Complexo Cultural Antarctica é o Museu de Arte de Joinville. Den- tro de pouco tempo, o MAJ será instalado ali.AFundação Cultural de Joinville também vai promover um concurso de pintura da facha- da do Complexo. A proposta é di- vidir o muro em 20 espaços. Os artistas apresentarão sugestões de pintura. As obras serão julgadas e os vencedores terão o direito de expô-las. “O muro é uma grande tela em branco e será dividido em vários outdoors”, adianta Paulo. Nesteano,220milpessoasjápas- saram pelo Complexo Cultural Antarctica.Alguns dos eventos de destaque já realizados no local fo- ram a Festa da Solidariedade, com 190 mil visitantes, e a VinVeneto, com 19,5 mil. Outra promoção de grande repercussão deve ser transferida para lá este ano. É a Festa das Flores. E Paulo Renato garante: “Tudo o que se faz aqui é sucesso”. Em breve, o novo espaço será sede do Museu de Arte de Joinville Museu de Fundição Rua Helmuth Fallgatter, nº 3.345 Tel. 461-0148 Horário: De segunda à sexta-fei- ra, das 7h30 às 11h50; e das 13h às 17h25. Instituto Joinville 150 anos Rua Leite Ribeiro, s/n. Tel. 455-0372 Horário: De terça à domingo. Das 9h às 12h e das 14h às 18h. Museu de Arte de Joinville Rua XV de Novembro, nº 1.400 Tel. 433-4677 Horário: De terça à sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados, domin- gos e feriados, das 11h às 17h. Museu Nacional de Imigração e Colonização Rua Rio Branco, nº 229 Tel. 433-3736 Horário: De terça à sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados, domin- gos e feriados, das 11h às 17h. 11 CULTURA
  • 12. PRIMEIRAPAUTA#15 Ler com a ponta dos dedos Biblioteca Rolf Colin desenvolve atividades de incentivo à leitura Trabalhos como o da Ajidevi e a dedicaçãao de pessoas como Osmar Pavesi auxiliam os cegos nas suas atividades diárias Osmar Pavesi, cego desde os 6 anos, aprendeu a ler através do método Braille ainda na infância. COM O OBJETIVO DE DE- senvolver a auto-estima e o gosto pela leitura nas crianças e no por- tador de deficiência visual a Bibli- oteca Rolf Colin está desenvolven- do o projeto “Amor, Sonho e Fan- tasia”. O projeto utiliza o espaço infantil da biblioteca pública para desenvolver atividades de leitura, contação de estórias e teatro de fantoches.Pensandoprincipalmen- te no deficiente visual o projeto conta com um setor especial com- posto com livros transcritos para o Braille. O setor recebe pessoas com deficiência visual de diversas regiões do estado. Seu acervo con- ta com 124 livros transcritos para o Braille e 212 títulos em fitas cas- setes. Alguns voluntários empres- tam a voz para gravar estórias de livros em fitas cassetes. Estas fi- tas compõem a audioteca. A biblioteca possui 22 visitantes Cláudio Lúcio Augusto Independência passo a passo Renata F. Camargo Giselli Silva cadastrados. Osmar Pavesi, defi- ciente visual, é o coordenador do espaço. Segundo Pavesi os defici- entes não conhecem este setor, por isso é pouco visitado. Pavesi é cego desde os 6 anos de idade, ain- da na infância aprendeu a ler pelo método Braille. Ler com a ponta dos dedos. Este é o objetivo do método Braile, ex- plica o coordenador. Essa forma de leitura foi criada no ano de 1812 pelo francês Louis Braille. Na in- fância Louis perfurou a vista en- quanto brincava na loja de artefa- tos de couro do seu pai. Naquele tempo já existia um mé- todo de leitura através dos dedos bastante rudimentar. Alguns anos depois Louis conheceu um gene- ral. Este homem aperfeiçoou o método para ensinar os soldados a lerem no escuro. Quando Braille morreu o método de leitura rece- beuonomeBrailleemhomenagem ao seu criador. Ajudar as pessoas portadoras de deficiência visual e reintegrá- las à sociedade é o trabalho da Ajidevi.AAssociaçãoJoinvilense para a Integração dos Deficien- tesVisuais possui atualmente 200 portadores da deficiência dos quais 120, a maioria crianças e adolescentes, estão em atendi- mento. A alfabetização do deficiente é feita através do trabalho conjun- to de professores de uma escola convencional e de professores da Ajidevi. Durante um período, os cegos vão para a escola e, em outro, recebem o reforço dos pro- fissionais da entidade. É na escola que o professor trabalha o conteú- do didático, utilizando o Sistema Braille. De acordo com a terapeuta ocupacional, Beatriz Macali Sou- za, a associação possui uma biblio- teca com títulos de literatura infan- til doados pela comunidade. Estes livros são utilizados por pessoas combaixavisão,ouseja,enxergam menos de 30%. Para os cegos, a biblioteca oferece livros adaptados ao Braille, doados pelo governo. Beatriz trabalha com crianças de zero a seis anos. Para desenvolver a estimulação precoce e a reedu- cação visual, ela utiliza brinquedos adaptados. Com objetos de cores vivas e de diferentes texturas, a terapeuta procura desenvolver a estimulação cardiorespiratória, au- ditiva e o tato. O quadro de profissionais daAs- sociação é composto por profes- sores de educação física e de alfa- betização pagos pela prefeitura. Há também os voluntários que atuam nas áreas de terapia ocupacional, psicologia, aulas de música e fonoaudiologia. Apesar de existir desde 1981, a Ajidevi ainda é pouco conhecida. Conforme a professora de educa- ção física Cristiane Sirlei de Oli- veira, “quando se fala em defici- ente, se pensasomente em Apae”. A entidade, segundo ela, tem so- brevivido de doações da comuni- dade. Para interessados em ajudar a associação o telefone é 436-3126. 12 EDUCAÇÃO
  • 13. PRIMEIRAPAUTA#15 Ideologia e Técnica da Notícia Mural da Educação Alessandra da Costa Este espaço traz informações sobre cursos e palestras à disposi- ção da comunidade. Também sugere a leitura de alguns livros. Confira abaixo: Atolada no marketing, a mídia cada vez mais adere ao sensaci- onalismo.Assimojornalismovive de mitologias e no livro o autor apresenta três tipos de caricatu- ras e ideais, de atores envolvidos com o processo de mitificação da Era da (des)Informação, como exemplo, Fernando Collor de Mello. Autor:Juremir Machado Silva Editora:Vozes Valor: R$ 17,50 O livro lançou a semente de uma revolução que principiou a mudar a maneira de uma univer- sidade brasileira ver o jornalismo, e também o modo de o jornalismo ver a universidade. Com atualiza- ções sobre a indústria gráfica e as mudanças do lead, o autor atuali- za sua dissertação de mestrado, sendo referência de pesquisa para estudantes e professores. Autor: Nilson Lage Editora: UFSC, 2001 Valor: R$ 20,00 A Miséria do Jornalismo Brasileiro Autor: Sérvio Vilas Boas Editora: Summus Valor: R$ 19,40 Fonte: Livraria Midas Curso de Oratória Realização: COL - Clube de Oratória e Liderança de Joinville Data: 5/11 a 8/11 Carga horária: 16 horas Local: CONTAR - Rua Quintino Bocaiúva, 300 – Bairro América, Tel. 433-0088 Fax. 433-0147 www.clubedeoratoria.org.br Mestrado: Letras/Inglês e Literatura Contemporânea Inscrições: Outubro Tel. (48) 331-9455 E-mail: pgi@cce.ufsc.br www.cce.ufsc.be/pgi Mestrado: Linguística Inscrições: 1/11 a 15/11 Tel. (48) 331-6604/331-9581 E-mail:pgl@cce.ufsc.br www.cce.ufsc.br:80/~pgl C U R S O S Mestrado: SociologiaPolítica Tel. (48) 331-9253 E-mail:ppgsp@cfh.ufsc.br www.cfh.ufsc.br/~ppgsp Mestrado:Filosofia Tel. (48) 331-8803 E-mail:posfil@cfh.ufsc.br www.cfh.ufsc.br Curso de Relações Humanas Data: 15/10 a 19/10 Carga horária: 14 horas Local: Senac Joinville Tel. 433-6502 Curso Básico em Fotografia Data: 29/10 a 5/12 Carga horária: 44 horas Local: Senac Joinville Tel. 433-6502 Curso de Oratória Data: 5/11 a 8/11 Carga horária: 12 horas Local: Senac Joinville Tel. 433-6502 L I V R O S O Estilo Magazine O texto em revista 13 EDUCAÇÃO
  • 14. PRIMEIRAPAUTA#15 EM TEMPOS DE GRANDES conquistas no esporte da raquete, comGustavoKuertenbrilhandonas quadras, é fácil esquecer que uma das modalidades individuais, que mais alegrias já trouxe à torcida verde e amarela é bem mais baru- lhenta do que as comportadas par- tidas de tênis. Quem tem um pou- co mais de memória lembra do ronco dos motores que alegrava as manhãs de domingo até bem pou- co tempo atrás. Mas, por que o au- tomobilismonãosetornouoesporte preferido dos brasileiros depois de tantas conquistas? Para a maioria, o esporte a mo- tor é caro, restrito a uns poucos, e isso não o deixa ser tão popular. Chega a ser um sinônimo de sonho inatingível. Correto? Nem sempre. O automobilismo em sua categoria mais básica, o Kart, pode surpre- ender quem pensa que para tornar- se piloto, mesmo amador, é preci- so ter nascido em família rica. Existem muitas categorias dentro do kartismo. Desde as mais caras, aquelas para quem preten- de profissionalizar-se, até as mais baratas, para quem quer apenas divertir-se com os amigos. Até o estigma de esporte perigoso, refle- xo talvez de um dos maiores trau- mas que o país já teve, com a mor- te do ídoloAyrton Senna, pode ser deixado de lado. O caminho mais acessível para quem quer sentir a emoção de pilotar é o Kart Indoor. O Kart Indoor é disputado em pistas co- bertas, com karts equipados com motores de baixa potência e alguns reforços para proteção do piloto. As pistas de kart indoor oferecem ao público, por preços acessíveis, desde o kart até os equipamentos de segurança necessários, como macacão, luvas e capacete, além de toda a estrutura de pista, sinali- João Luiz Kula Kart proporciona segurança e emoção Divulgação zação, auxílio mecânico e organi- zação das provas. Sendo utilizados os equipamentos de segurança e observadas as orientações do pes- soal de pista, o Kart Indoor não oferece risco maior do que espor- tes como o ciclismo, por exemplo. Em Joinville é possível pilotar nes- sa modalidade no Joinville Kart Indoor, uma das pistas mais tradi- cionais do país, localizada no últi- mo andar do estacionamento do Shopping Cidade das Flores. Para quem quer experimentar a emoção de acelerar em uma pista de verdade há outra opção, tam- bém acessível e segura: os karts da categoria Sprint 6,5 HP. Dispu- tada com chassis de competição iguais aos das categorias superio- res, mas com motores de 6,5 HP depotência,oskartsSprintatingem velocidades de até 70 quilômetros por hora. Essa modalidade é con- siderada muito segura, pois sendo disputada em kartódromos, conta com áreas de escape projetadas para as categorias bem mais velo- zes, sendo até maiores do que se- ria necessário para a velocidade atingidapeloskartsSprint.Também nessa categoria existe o aluguel de karts para o público e são freqüen- tes as provas abertas a pilotos ama- dores. O Kartódromo Internacio- nal de Joinville oferece o aluguel de karts dessa categoria a preços não muito maiores do que os prati- cados no Kart Indoor. Entre todas as categorias do kartismo, a Sprint 6,5HP é a que cresce mais rapidamente na região. Criada há dois anos, como uma al- ternativa mais barata para quem quer praticar o kartismo como for- ma de lazer, a Sprint ganha cada vez mais adeptos. Muitos dos par- ticipantes dessa categoria organi- zam equipes, a fim de baratear os gastos com aluguel de equipamen- to ou, para quem tem o kart, com a manutenção e peças. Os motores utilizadosnessetipodekart,porse- remderivadosdemotoresdemoto- bombase,portanto,resistentes,são ideais para as provas de longa du- ração, como a 500 Milhas de Kart, disputada todo ano desde 1998. Essa prova é o maior desafio do kart amador da região e é aberta a pilotos novatos. Nela os pilotos se revezam durante a noite inteira ao volante dos karts, uma verdadeira maratona que conta com ingredi- entes como paradas para reabas- tecimento e troca de pneus para desafiar a capacidade de planeja- mento dos participantes. A 500 Milhas de Kart de Joinville deve acontecer, esse ano, no final de no- vembro. Além dessa prova, ainda há o Campeonato Citadino de Kart e outras provas de longa duração que aceitam a participação de pi- lotos não federados e iniciantes. Se desde o início da década de 70 o automobilismo tem sido um dos esportes individuais com mai- or volume de títulos conquistados para o Brasil, somente agora, com ocrescimentodemodalidadesmais acessíveis em sua categoria de base, surge a oportunidade para muitos de experimentar um pouco da emoção que seus ídolos sentem. Entre todas as categorias do kartismo, a Sprint 6,5 HP é a que mais cresce na região 14 ESPORTE
  • 15. PRIMEIRAPAUTA#15 PORDIVERSOSANOSANATA- çãodeJoinvillevemsendodestaque no cenário estadual, nacional e, re- centemente, internacional. Nomes comoAndresaMarquardt,medalhista em campeonatos brasileiros, várias vezes campeã e recordista dos Jo- gosAbertosdeSantaCatarina,Eduar- doBudalAge,MarceloFronza,Fran- cisco Manuel, Carlos Fischer e ou- tros nomes, fizeram, na década de 80 e 90, a natação da cidade se des- tacar como uma das mais fortes do estado. Estesatletassemprerepresentaram acidadesemajudaalgumaporparte daprefeituraouiniciativaprivada.Os recursosparaoscampeonatos,eram adquiridos através de festas realiza- das pelas associações de pais, e de umeventualpatrocinadorqueapare- ciaemcimadocampeonatoparaaju- dar. Na metade da década de 90 para cá, novos nomes foram surgindo. Caso de Rodrigo Bittencourt, DjiovanniMeneghe-tti,PauloHorst Diogo Hildebrand, Brian Frank, O futuro da natação em Joinville Luis Gustavo Fusinato Caxias retorna atividades após 25 anos Novamente Joinville tem dois times profissionais de futebol. O Caxias Futebol Clube retornou suas atividades profis- sionais este ano após 25 anos de paralisação. Atualmente o Caxias participa do campeona- to estadual da 2ª divisão de San- ta Catarina. Fundado em 12 de outubro de 1920 por um grupo de 30 jovens dissidentes do América Futebol Clube, o Caxias sagrou-se campeão catarinense em três ocasiões, 1929, 1954 e 1955. Sua história é cheia de glórias. Entre elas destaca-se o Bi-campeonato Jean Helfenberger Eduardo Fisher, nadador olímipico de Joinville, acabou treinando em clubes de outros Estados Divulgação CBDA invicto 1954/1955. Até hoje ne- nhum outro clube catarinense conquistou essa façanha. O time do Caxias protagonizou vários clássicos inesquecíveis com o América futebol clube. “A cidade se transformava em se- mana de clássico, a zona sul da cidade era Caxias a zona norte era América” relembra João Carlos Pereira, torcedor fanáti- co do Caxias. Com dificuldades financeiras e sem patrocinado- res, os dois times não consegui- ram obter bons resultados de 1970 até 1975. Sem dinheiro e sem títulos resolveram pedir aju- da aos empresários joinvilenses. Na época, o empresário João Hansen, um dos donos da Tigre SA Tubos e Conexões (antiga Companhia Hansen Industrial) colocou-se a disposição para aju- dar os times da cidade. Segundo Norberto Gottschalk, atual pre- sidente do Caxias, Hansen exi- giu apenas a fusão de Caxias e América. “Hansen alegou que não seria justo patrocinar ape- nas um já que não poderia ban- car as duas equipes”, afirmou Norberto. Da união do Caxias e América surgiu, em fevereiro de 1976, o Joinville Esporte Clube (JEC). Após 25 anos ausente do cam- RobertaSchatzmann,LuizaFerreira e Eduardo Fischer. Mas as coisas nãomudarammuito.Apartirde1997 a Prefeitura Municipal, começou a disponibilizar uma ajuda de custo mensal aos atletas de todas as mo- dalidadesquerepresentamacidade nos Jogos e Joguinhos Abertos de SantaCatarina.Eraumaquantiamui- to pouca se considerar os gastos que cada atleta tem no mês, com trans- porte,alimentaçãoepreparaçãofísi- ca (Musculação). Apesar disso os atletassempre “caíramnaágua”para daromelhor,independentementede salários, lutavam para que a cidade deJoinvillenãoperdesseoprestígio dacomunidadeaquáticaestadual. Uma esperança de melhora para a natação na questão financeira seria os expressivos resultados de Eduardo Fischer a partir de 1998, quando,pelaprimeiravezfoiconvo- cado para integrar uma seleção bra- sileira, a Júnior. E depois já na sele- çãoprincipal,participoudaCopado Mundo,OlimpíadasdeSydneyere- centementeoMundialnoJapão.Com esses resultados era esperada uma conscientização por parte do empresariadolocalparaqueapoiasse maisoesporte,dito“amador”,eprin- cipalmente a natação. O que não aconteceu,Eduardotevequesetrans- ferir em 1999 para um clube de ou- troestado,oMinasdeBeloHorizon- te e no outro ano o mega projeto do Vasco da Gama acabou levando-o a nadar pelo clube carioca, e com ele BrianFrankeDiogoHildebrand. As esperanças de Joinville caem sobre Osvaldo Sauer Neto 16 anos e Joana Hildebrand, 14. ambos têmumfuturopromissor,massenão tiverem um apoio por parte dos em- presáriosedaprópriaprefeitura,não conseguirão ir muito longe, infeliz- mente. peonato catarinense a diretoria do Caxias entendeu ser este o momento oportuno para retornar. O presidente do Caxias diz que a idéia apareceu no final de 1995. A volta ao profissionalismo tornou-se ainda mais realidade com o ingresso do empresário Irineu Machado. Candidato derrotado na ultima eleição do Joinville Esporte, aceitou o convite da diretoria do Caxias para ser o novo Vice Di- retor de futebol do Caxias. “Acredito que uma cidade, do porte de Joinville, necessita do calor de, pelo menos, duas tor- cidas”, afirma Irineu. 15 ESPORTE
  • 16. PRIMEIRAPAUTA#15 Armas de brinquedo devem ter vendas proibidas pág. 3 Joinville ainda conserva metade de sua cobertura vegetal original pág. 4 Antiga fábrica vira Centro Cultural pág. 11 Cegos e crianças têm incentivos para apren- derem a ler pág. 12 Natação local depende de incentivo Atletas de grande potencial, como o olímpico Eduardo Fischer, acabam indo treinar em outro Estados por falta de patrocínio. pág. 15 Saiba onde e quando visitar os museus de Joinville Fotos: Luciano Zinelli da Rosa Conhecida como Ci- dade dos Príncipes, das Flores, da Bicicle- ta e da Dança, Joinville também é a Cidade dos Museus. Saiba onde estão e quando funcionam os museus joinvilenses. pág. 11 Museu da Imigração (à esq.) e Museu de Arte de Joinville são os mais visitados da cidade Aumenta o interesse pelo kart em Joinville Cada vez mais cai o mito de que o automo- bilismo é um esporte caro e para poucos. O aumento do número de praticantes do kartis- mo prova isso. pág. 14 Divulgação