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1
               O Uso da TV/Vídeo e Informática como Incentivo à Aprendizagem
                     Na Escola M. E. F. Maria Socorro Viana de Almeida

                                  Daiani L. Barth1, Jucelino Gabriel da Cruz2



              Resumo: Este artigo é o resultado do projeto pedagógico “Conhecendo a História de Cacoal”, com
              ações e pesquisas que enfatizam a temática “O Uso das Tics e Mídias como Incentivo à
              Aprendizagem”. Projeto este desenvolvido com os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da
              Escola M.E.F Maria Socorro Viana de Almeida, escola pública do município de Cacoal-RO.
              Objetiva-se com o presente trabalho, demonstrar como o uso das mídias TV e Vídeo e Informática
              podem culminar numa aprendizagem significativa. Propiciar a descoberta e a produção de
              conhecimento, é possível, adotando recursos audiovisuais. Principalmente se a cultura digital que o
              educando possui for aproveitada.


Palavras-chave: Educação; Mídias; TV/Vídeo; Informática; Aprendizagem.



Introdução

           Tratar do emprego das Tecnologias da Informação e da Comunicação é algo demasia-
damente amplo. Assim, abordamos o uso da TV/Vídeo e informática, mais especificamente na
produção audiovisual, onde o aluno se lança na descoberta de fatos importantes da vida de al-
guns pioneiros do município de Cacoal, fatos estes que se confundem com a história do pró-
prio município, constituindo assim, os limites dados a este trabalho.

           Estudar o emprego das mídias e das tecnologias da informação e da comunicação na
educação, por meio do E-ProInfo, trouxe uma gama de conhecimentos importantes.

           Adotar produtos audiovisuais em sala de aula que tenham relação com o conteúdo a
ser trabalhado torna o ensino dinâmico, como considera Moran: “As linguagens da TV e do
vídeo respondem à sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta. São di-
nâmicas, dirigem-se antes à afetividade do que à razão.” (1995, p. 27 a 35). Propiciam assim,
o trabalho interdisciplinar e transdisciplinar na escola. Enquanto muitos educadores reclamam
que não existe motivação nem interesse por parte dos alunos aos conteúdos abordados em su-
as aulas, Moran sugere que: “Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma de-
terminada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar.”


1
    daiani.barth@unir.br, Fundação Universidade Federal de Rondônia.
2
    jdgabrielcacoal@gmail.com, Secretaria Municipal de Educação, município de Cacoal-RO.
2
         Pretende-se que as discussões aqui tratadas, o seu cunho social e educativo, possam
interessar a estudantes de pedagogia, a pedagogos, a professores, enfim, a todos os educadores
que objetivam fazer de sua prática pedagógica uma constante inovação, bem como debater es-
se tema no ambiente educativo em que atua, enriquecendo-o ainda mais. É seguir o longo ca-
minho na busca por uma aprendizagem dinâmica, contínua e significativa.

         Ora, se a aprendizagem acontece num processo contínuo e dinâmico, o ensino tam-
bém deve sê-lo. Salas de aula onde os professores eram os donos do conhecimento e os alunos
apenas ouviam passivamente e tentavam reproduzir, já não são mais concebidas. Os conheci-
mentos de mundo que o aluno possui devem ser valorizados3. A cultura digital4 pode ser usa-
da em favor da aprendizagem, já que convivemos com inúmeras tecnologias e mídias, que
convergem e que transmitem informações em todos os momentos. Assim, propiciar espaços
onde o aluno possa produzir conhecimentos ao confrontar com os previamente elaborados, é
ideal.

         Por meio da presente pesquisa buscou-se identificar os moradores mais antigos dos
bairros e colher informações e depoimentos sobre suas histórias de vida e sobre a história do
município de Cacoal. O objetivo almejado com a referida pesquisa foi, principalmente, de in-
centivar a aprendizagem dos estudantes, com o uso das mídias TV, vídeo e informática, con-
forme trataremos a seguir.

         2. O uso da TV/Vídeo e informática como incentivo à aprendizagem

         Adotar a TV e o vídeo como ferramenta de incentivo à aprendizagem é algo relevante,
uma vez que ele possui múltiplas linguagens, como destaca Moran, “O vídeo é sensorial, vi-
sual, linguagem falada, linguagem musical e escrita” (1995, p. 27 a 35), acrescentando, tam-
bém, que estas linguagens se dão de forma interativa. Esse destaque, segundo Moran, é para
justificar o poder que ele exerce sobre os jovens e adultos.

         Posto isso, faz parte de uma tendência, almejar espaços educativos mais modernos,
mais dinâmicos e interativos, onde a aprendizagem ocorra de fato e que seja significativa,




3
 Um dos idealizadores dessa inovação é o educador Paulo Freire.
4
 O termo cultura digital, vem sendo usado em diferentes situações por diversos autores, para falar do impacto
das tecnologias digitais na sociedade.
3
                                   5
com vistas à educomunicação , onde as novas tecnologias podem ser utilizadas a serviço do
processo de ensino-aprendizagem.
        A metodologia adotada, foi a do Paradigma Qualitativo, e, considerando o aspecto da
maneira de coleta de dados, a tipologia de pesquisa é a pesquisa-ação, definida por Gil, (2002,
p. 55 apud Thiollent, 1995, p. 14):
                                    ...um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em
                           estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no
                           qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema
                           estão envolvidos de modo cooperativo e participativo.
        Ações que envolvem o uso das TIC’s e Mídias no ambiente escolar são colocadas em
prática país afora. Tais ações podem e devem ser discutidas com a comunidade escolar, a fim
de concordar seu melhor emprego e objetivos. O uso dessas tecnologias deve respeitar as ca-
racterísticas e necessidades de cada instituição educativa, como compartilha OROFINO: “Não
existe uma fórmula a ser seguida. Devemos, isto sim, possibilitar a apropriação de um conhe-
cimento, que deve então ser traduzido, a fim de oferecer propostas às necessidades de cada
contexto, cada escola...” (2005, p. 116)
        Iniciativas do governo federal, em parceria com os estados e municípios, têm sinaliza-
do novos rumos a serem seguidos, como por exemplo, a formação de professores para o uso
das Tecnologias da Informação e da Comunicação no ambiente educativo. Nessa perspectiva,
Orofino aponta algumas diretrizes, segundo ela:
                                    A educação escolar precisa de uma perspectiva crítica para o uso das mi
                           dias que avance para além da proposta de leitura crítica dos meios e que proponha a
                           produção criativa no próprio espaço escolar como construção de respostas sociais
                           aos meios de comunicação de massa e que propicie modos de construção de visibili-
                           dade para as culturas locais e para as diferentes identidades socioculturais. (2005, p.
                           117)
        As instituições escolares, nesta última década, estão sendo preparadas para receber a
clientela da atual era da comunicação. Laboratórios de informática e conexão com a internet
não são autosuficientes para que estes alunos sejam “letrados midiaticamente”. O material
humano preparado por meio do ProInfo6 ainda não contempla as demandas. Este programa
tem a função de formar professores. Estes, por sua vez, é que teriam a função de promover a



5
  O conceito da educomunicação propõe a construção de ecossistemas comunicativos abertos, dialógicos e criati-
vos, nos espaços educativos, quebrando a hierarquia na distribuição do saber.
6
  Programa educacional que tem objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de edu-
cação básica.
4
“alfabetização crítica da mídia”. Aqui, para concordar com Orofino, citamos Mocellin, onde
destaca que:
                                      [...] é extremamente atual – apesar da defasagem brasileira neste campo – a
                             discussão sobre a urgente necessidade do letramento midiático, alcançado por meio
                             da alfabetização crítica da mídia, visando dar poderes aos alunos para que possam
                             ampliar sua participação na sociedade e promover a democracia e a justiça social.
                             (2009, p. 34 e 35)
          Em relação aos gêneros televisuais, o projeto adota, segundo Fechine, o “formato fun-
dado no diálogo”, uma vez que “é aquele fundado essencialmente na conversação interpesso-
al, na exploração das situações de interlocução direta e nas suas diferentes manifestações.”
(2001, p. 20), e, de fato, os estudantes buscaram desenvolver a habilidade do diálogo, e perce-
beram-se como cidadãos participativos e construtores de conhecimento.


3. Do trabalho prático com a mídia TV e Vídeo e Informática


          Os alunos conheceram o trabalho a ser desenvolvido no segundo bimestre/2012 ao ler
a webquest7, onde se encontrava os detalhes do projeto pedagógico. Estudariam a história do
município de Cacoal de uma forma diferente, que fariam visitas aos bairros circunvizinhos da
escola com a finalidade de localizar o morador mais antigo. Este seria convidado a gravar
uma entrevista onde os próprios alunos seriam os apresentadores. Estava programada, tam-
bém, uma visita a um canal de TV da cidade. Em seguida, os grupos foram formados.


3.1. Da visita aos bairros circunvizinhos da escola e identificação dos moradores mais antigos


          Um olhar diferente à própria realidade em que viviam. Tal constatação ocorreu ao ver
os “pesquisadores” andando com seus colegas pelas ruas do bairro onde moravam. Tínha-se
ainda a missão de localizar um morador mais antigo do bairro e convencê-lo a narrar sua his-
tória de vida e o que acompanhou da história do município – e foram localizados em todas as
visitas realizadas. Três bairros foram visitados por cada turma: Bairro Vitória, Bairro Habitar
Brasil e Bairro BNH. A escolha foi pautada observando: Bairros circunvizinhos da escola,
bairros recém-formados, bairros de classe média. Esta última característica pertence ao bairro
BNH, que fica mais afastado da escola. Os demais bairros foram visitados apenas pelo grupo

7
    Termo dado roteiros de trabalhos disponíveis em rede. A webquest mencionada se encontra no endereço:
<http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tablon_w.php?id_actividad=11182&id_pagina=1>
5
responsável por encontrar um dos pioneiros do bairro e convidá-lo a participar da entrevista.
Alguns deles não aceitaram gravar entrevistas, essa foi uma das dificuldades encontradas. Op-
tou-se por não entrevistar presidentes de bairro, para que houvesse imparcialidade nas infor-
mações adquiridas. Em um segundo momento, realizou-se uma mesa redonda com a finalida-
de de debater sobre os pontos observados.


3.2. Da visita ao canal de TV


         Ampliar conhecimentos acerca do funcionamento de uma emissora de televisão fazia-
se necessário, não simplesmente por conhecer, mas porque deveriam, posteriormente, colocar
em prática conhecimentos adquiridos nas observações e nos diálogos com os diversos profis-
sionais que ali trabalhavam. Entrevistar alguém e editar vídeos assustava um pouco, por ser
algo novo e que exigia certa perícia.




Figura 1: Alunos do 9º ano A, prontos para conhecer a sede da TV Alamanda, emissora afiliada ao Sistema
Brasileiro de Televisão.




         A emissora eleita foi a TV Alamanda, localizada no município de Cacoal-RO, Emisso-
ra afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão. Foram realizadas perguntas aos profissionais
que ali se encontravam. Mesmo sendo falas com conteúdos técnicos, compreenderam o neces-
6
sário.
         Percebeu-se surpresa por parte dos estudantes quanto ao número de profissionais que
havia ali. Tomou-se nota do que julgaram importante nas falas. Fotos e autógrafos dos apre-
sentadores não faltaram. Após a visita, foram elaborados relatórios individuais e houve parti-
lha do que foi observado.


3.3. Da entrevista aos pioneiros do município


         Em cada bairro, foram identificados pelos estudantes os moradores mais antigos. A
princípio, as entrevistas seriam gravadas na escola, porém era inconveniente para alguns, de-
vido a sua fragilidade física ou outras dificuldades de mobilidade. Para estes, as entrevistas
foram gravadas em suas próprias casas, depois de autorizadas.




Figura 2: Alunos do 9º ano C, em entrevista à moradora do Bairro Habitar Brasil, Dona Alaís dos Santos Silva.



         O que se tinha em mãos era uma pequena filmadora e um tripé, que gentilmente foram
emprestados. Contava-se com uma caixa de som e um microfone, pertencentes à escola.
         Apesar da timidez, de algumas falhas de gravação, de sugestões e soluções encontra-
das, mais uma etapa foi cumprida. Esta etapa foi a mais difícil delas, porém a mais gratifican-
te. Ficou evidenciado o que considera Moran: “As crianças adoram fazer vídeo e a escola pre-
cisa incentivar o máximo possível a produção de pesquisas em vídeo pelos alunos. A produ-
ção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica.” (1995, p. 27 a 35). E em se tratando de
pesquisa, quando solicitada por professores, dificilmente é realizada corretamente, conforme
destaca Campos, onde “o trabalho de pesquisa se resume à mera cópia de partes de livros ou
sites da internet – muitas vezes sem conexão alguma -, e não resulta em aprendizagem efeti-
7
va.” (2009, p. 116). Na execução do projeto pedagógico, oportunizou-se o conhecimento de
uma nova forma de se fazer pesquisa. Alunos considerados rebeldes estavam concentrados
nas suas tarefas e dispostos a colaborar para o êxito do trabalho do grupo.
       Acerca disso, também é importante que se destaque que algumas capacidades foram
trabalhadas nos alunos, como por exemplo, mais que aprender a formular perguntas, exerci-
tou-se a paciência e o dom de “saber ouvir”.


4. Da edição dos produtos audiovisuais


       A ideia primeira era de que os vídeos fossem editados pelos próprios alunos, com a u-
tilização do recém-montado laboratório de informática da escola ou do telecentro comunitá-
rio. Entretanto, devido a alguns contratempos, os mesmos não puderam ser utilizados. A situ-
ação não era favorável. Apenas 14,6% dos alunos tinham computador com conexão com a in-
ternet. Dos demais, 33,3% utilizavam Lan House.
       Assim, com o objetivo de que os alunos tivessem alguns conhecimentos básicos de e-
dição de produtos audiovisuais, foram oferecidas oficinas no decorrer das aulas, com o pró-
prio material que eles produziram. Para isso utilizou-se o projetor de imagens de propriedade
da escola. Com apenas um computador, coube apenas estabelecer alguns diálogos e orientá-
los basicamente, sobre como: 1 - Localizar e/ou baixar o Windows Live Movie Maker, 2 –
Capturar as imagens da câmera filmadora, 3 – Localizar imagens e selecionar as partes a se-
rem utilizadas (cortar), já com o Movie Maker, 4 – Inserir legendas, 5 – Inserir áudio (músi-
cas), e 6 - Inserir título créditos. Foi lembrado do editor “Vegas 9”, utilizado pelos editores da
TV Alamanda. Certamente que, quando forem oferecidas condições, se interessarão, mais a-
inda, pelo assunto.


3.5. Da apresentação dos produtos audiovisuais à comunidade escolar


       Tem-se a previsão de que o projeto pedagógico seja apresentado na próxima Mostra
do Conhecimento que a Secretaria de Educação promoverá em parceria com a escola. Em e-
vidência estarão não somente os relatos das histórias de vida dos pioneiros, moradores dos
bairros contemplados pela pesquisa, os importantes fatos que compõem a história do municí-
pio de Cacoal, mas também a experiência que estes alunos tiveram em trabalhar com a TV e
o vídeo e, para alguns, também com a informática. Provavelmente compreenderam as vanta-
gens destas mídias para o ensino e para a aprendizagem.
8
Conclusão


       Percebeu-se que os alunos tomam iniciativas e mostram-se motivados quando sentem-
se responsáveis pelos resultados a serem adquiridos na ação educativa. Não só por isso, mas
também por que, quando se faz uso das mídias e tecnologias da informação e comunicação,
torna-se algo que foge às suas experiências do que é o “estudar”. A escola fez a sua parte,
uma vez que, como concorda Orofino, oportunizando a participação do educando, “que
potencialize suas vozes, no pronunciamento daquilo que eles acreditam que seja relevante
para sua emancipação.” (2005, p. 123). Considera-se os desafios propostos serviram de
combustível para a aprendizagem. De fato as novidades encantam, apesar de assustar, em
primeiro momento, logo são justificadas pelos resultados alcançados posteriormente.
       As experiências vivenciadas pelos alunos, a percepção da realidade que os cerca, o
olhar crítico às produções audiovisuais, o trabalho coletivo, tornam-se agentes motivacionais
e construtores de conhecimentos importantes para a vida pessoal e estudantil.


Referências



CAMPOS, Helena Guimarães, História e Linguagens. Volume único: Livro do Professor. São
Paulo: FTD, 128p., 2009.


FECHINE, Yvana, Gêneros televisuais: A dinâmica dos formatos, Revista SymposiuM, Ano
05 nº 01 janeiro-junho 2001. Disponível em: <http://www.maxwell.lambda.ele.puc-
rio.br/3195/3195.PDF>. Acesso em 18 out. 2012.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002.


KEMPER, Lourdes, Cacoal: sua história sua gente. Goiânia-GO: Grafopel, 2002



MOCELLIN, Renato, História e cinema: educação para as mídias. São Paulo: editora do Bra-
sil, 88p.,2009.
9
MORAN, José Manoel, O Vídeo na Sala de Aula, Revista Comunicação & Educação. São
Paulo,   ECA-Ed.    Moderna,     [2]:   27   a   35,   jan./abr.   de   1995.   Disponível   em:
<http://www.eca.usp.br/moran/vidsal.htm#tvideo>, Acesso em 18 out. 2012.


OROFINO, Maria Izabel, MÍDIAS E MEDIAÇÃO ESCOLAR: pedagogia dos meios, parti-
cipação e visibilidade, Vol. 12, São Paulo, Cortez, 176p., 2005.
10
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  • 1. 1 O Uso da TV/Vídeo e Informática como Incentivo à Aprendizagem Na Escola M. E. F. Maria Socorro Viana de Almeida Daiani L. Barth1, Jucelino Gabriel da Cruz2 Resumo: Este artigo é o resultado do projeto pedagógico “Conhecendo a História de Cacoal”, com ações e pesquisas que enfatizam a temática “O Uso das Tics e Mídias como Incentivo à Aprendizagem”. Projeto este desenvolvido com os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola M.E.F Maria Socorro Viana de Almeida, escola pública do município de Cacoal-RO. Objetiva-se com o presente trabalho, demonstrar como o uso das mídias TV e Vídeo e Informática podem culminar numa aprendizagem significativa. Propiciar a descoberta e a produção de conhecimento, é possível, adotando recursos audiovisuais. Principalmente se a cultura digital que o educando possui for aproveitada. Palavras-chave: Educação; Mídias; TV/Vídeo; Informática; Aprendizagem. Introdução Tratar do emprego das Tecnologias da Informação e da Comunicação é algo demasia- damente amplo. Assim, abordamos o uso da TV/Vídeo e informática, mais especificamente na produção audiovisual, onde o aluno se lança na descoberta de fatos importantes da vida de al- guns pioneiros do município de Cacoal, fatos estes que se confundem com a história do pró- prio município, constituindo assim, os limites dados a este trabalho. Estudar o emprego das mídias e das tecnologias da informação e da comunicação na educação, por meio do E-ProInfo, trouxe uma gama de conhecimentos importantes. Adotar produtos audiovisuais em sala de aula que tenham relação com o conteúdo a ser trabalhado torna o ensino dinâmico, como considera Moran: “As linguagens da TV e do vídeo respondem à sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta. São di- nâmicas, dirigem-se antes à afetividade do que à razão.” (1995, p. 27 a 35). Propiciam assim, o trabalho interdisciplinar e transdisciplinar na escola. Enquanto muitos educadores reclamam que não existe motivação nem interesse por parte dos alunos aos conteúdos abordados em su- as aulas, Moran sugere que: “Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma de- terminada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar.” 1 daiani.barth@unir.br, Fundação Universidade Federal de Rondônia. 2 jdgabrielcacoal@gmail.com, Secretaria Municipal de Educação, município de Cacoal-RO.
  • 2. 2 Pretende-se que as discussões aqui tratadas, o seu cunho social e educativo, possam interessar a estudantes de pedagogia, a pedagogos, a professores, enfim, a todos os educadores que objetivam fazer de sua prática pedagógica uma constante inovação, bem como debater es- se tema no ambiente educativo em que atua, enriquecendo-o ainda mais. É seguir o longo ca- minho na busca por uma aprendizagem dinâmica, contínua e significativa. Ora, se a aprendizagem acontece num processo contínuo e dinâmico, o ensino tam- bém deve sê-lo. Salas de aula onde os professores eram os donos do conhecimento e os alunos apenas ouviam passivamente e tentavam reproduzir, já não são mais concebidas. Os conheci- mentos de mundo que o aluno possui devem ser valorizados3. A cultura digital4 pode ser usa- da em favor da aprendizagem, já que convivemos com inúmeras tecnologias e mídias, que convergem e que transmitem informações em todos os momentos. Assim, propiciar espaços onde o aluno possa produzir conhecimentos ao confrontar com os previamente elaborados, é ideal. Por meio da presente pesquisa buscou-se identificar os moradores mais antigos dos bairros e colher informações e depoimentos sobre suas histórias de vida e sobre a história do município de Cacoal. O objetivo almejado com a referida pesquisa foi, principalmente, de in- centivar a aprendizagem dos estudantes, com o uso das mídias TV, vídeo e informática, con- forme trataremos a seguir. 2. O uso da TV/Vídeo e informática como incentivo à aprendizagem Adotar a TV e o vídeo como ferramenta de incentivo à aprendizagem é algo relevante, uma vez que ele possui múltiplas linguagens, como destaca Moran, “O vídeo é sensorial, vi- sual, linguagem falada, linguagem musical e escrita” (1995, p. 27 a 35), acrescentando, tam- bém, que estas linguagens se dão de forma interativa. Esse destaque, segundo Moran, é para justificar o poder que ele exerce sobre os jovens e adultos. Posto isso, faz parte de uma tendência, almejar espaços educativos mais modernos, mais dinâmicos e interativos, onde a aprendizagem ocorra de fato e que seja significativa, 3 Um dos idealizadores dessa inovação é o educador Paulo Freire. 4 O termo cultura digital, vem sendo usado em diferentes situações por diversos autores, para falar do impacto das tecnologias digitais na sociedade.
  • 3. 3 5 com vistas à educomunicação , onde as novas tecnologias podem ser utilizadas a serviço do processo de ensino-aprendizagem. A metodologia adotada, foi a do Paradigma Qualitativo, e, considerando o aspecto da maneira de coleta de dados, a tipologia de pesquisa é a pesquisa-ação, definida por Gil, (2002, p. 55 apud Thiollent, 1995, p. 14): ...um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo e participativo. Ações que envolvem o uso das TIC’s e Mídias no ambiente escolar são colocadas em prática país afora. Tais ações podem e devem ser discutidas com a comunidade escolar, a fim de concordar seu melhor emprego e objetivos. O uso dessas tecnologias deve respeitar as ca- racterísticas e necessidades de cada instituição educativa, como compartilha OROFINO: “Não existe uma fórmula a ser seguida. Devemos, isto sim, possibilitar a apropriação de um conhe- cimento, que deve então ser traduzido, a fim de oferecer propostas às necessidades de cada contexto, cada escola...” (2005, p. 116) Iniciativas do governo federal, em parceria com os estados e municípios, têm sinaliza- do novos rumos a serem seguidos, como por exemplo, a formação de professores para o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no ambiente educativo. Nessa perspectiva, Orofino aponta algumas diretrizes, segundo ela: A educação escolar precisa de uma perspectiva crítica para o uso das mi dias que avance para além da proposta de leitura crítica dos meios e que proponha a produção criativa no próprio espaço escolar como construção de respostas sociais aos meios de comunicação de massa e que propicie modos de construção de visibili- dade para as culturas locais e para as diferentes identidades socioculturais. (2005, p. 117) As instituições escolares, nesta última década, estão sendo preparadas para receber a clientela da atual era da comunicação. Laboratórios de informática e conexão com a internet não são autosuficientes para que estes alunos sejam “letrados midiaticamente”. O material humano preparado por meio do ProInfo6 ainda não contempla as demandas. Este programa tem a função de formar professores. Estes, por sua vez, é que teriam a função de promover a 5 O conceito da educomunicação propõe a construção de ecossistemas comunicativos abertos, dialógicos e criati- vos, nos espaços educativos, quebrando a hierarquia na distribuição do saber. 6 Programa educacional que tem objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de edu- cação básica.
  • 4. 4 “alfabetização crítica da mídia”. Aqui, para concordar com Orofino, citamos Mocellin, onde destaca que: [...] é extremamente atual – apesar da defasagem brasileira neste campo – a discussão sobre a urgente necessidade do letramento midiático, alcançado por meio da alfabetização crítica da mídia, visando dar poderes aos alunos para que possam ampliar sua participação na sociedade e promover a democracia e a justiça social. (2009, p. 34 e 35) Em relação aos gêneros televisuais, o projeto adota, segundo Fechine, o “formato fun- dado no diálogo”, uma vez que “é aquele fundado essencialmente na conversação interpesso- al, na exploração das situações de interlocução direta e nas suas diferentes manifestações.” (2001, p. 20), e, de fato, os estudantes buscaram desenvolver a habilidade do diálogo, e perce- beram-se como cidadãos participativos e construtores de conhecimento. 3. Do trabalho prático com a mídia TV e Vídeo e Informática Os alunos conheceram o trabalho a ser desenvolvido no segundo bimestre/2012 ao ler a webquest7, onde se encontrava os detalhes do projeto pedagógico. Estudariam a história do município de Cacoal de uma forma diferente, que fariam visitas aos bairros circunvizinhos da escola com a finalidade de localizar o morador mais antigo. Este seria convidado a gravar uma entrevista onde os próprios alunos seriam os apresentadores. Estava programada, tam- bém, uma visita a um canal de TV da cidade. Em seguida, os grupos foram formados. 3.1. Da visita aos bairros circunvizinhos da escola e identificação dos moradores mais antigos Um olhar diferente à própria realidade em que viviam. Tal constatação ocorreu ao ver os “pesquisadores” andando com seus colegas pelas ruas do bairro onde moravam. Tínha-se ainda a missão de localizar um morador mais antigo do bairro e convencê-lo a narrar sua his- tória de vida e o que acompanhou da história do município – e foram localizados em todas as visitas realizadas. Três bairros foram visitados por cada turma: Bairro Vitória, Bairro Habitar Brasil e Bairro BNH. A escolha foi pautada observando: Bairros circunvizinhos da escola, bairros recém-formados, bairros de classe média. Esta última característica pertence ao bairro BNH, que fica mais afastado da escola. Os demais bairros foram visitados apenas pelo grupo 7 Termo dado roteiros de trabalhos disponíveis em rede. A webquest mencionada se encontra no endereço: <http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tablon_w.php?id_actividad=11182&id_pagina=1>
  • 5. 5 responsável por encontrar um dos pioneiros do bairro e convidá-lo a participar da entrevista. Alguns deles não aceitaram gravar entrevistas, essa foi uma das dificuldades encontradas. Op- tou-se por não entrevistar presidentes de bairro, para que houvesse imparcialidade nas infor- mações adquiridas. Em um segundo momento, realizou-se uma mesa redonda com a finalida- de de debater sobre os pontos observados. 3.2. Da visita ao canal de TV Ampliar conhecimentos acerca do funcionamento de uma emissora de televisão fazia- se necessário, não simplesmente por conhecer, mas porque deveriam, posteriormente, colocar em prática conhecimentos adquiridos nas observações e nos diálogos com os diversos profis- sionais que ali trabalhavam. Entrevistar alguém e editar vídeos assustava um pouco, por ser algo novo e que exigia certa perícia. Figura 1: Alunos do 9º ano A, prontos para conhecer a sede da TV Alamanda, emissora afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão. A emissora eleita foi a TV Alamanda, localizada no município de Cacoal-RO, Emisso- ra afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão. Foram realizadas perguntas aos profissionais que ali se encontravam. Mesmo sendo falas com conteúdos técnicos, compreenderam o neces-
  • 6. 6 sário. Percebeu-se surpresa por parte dos estudantes quanto ao número de profissionais que havia ali. Tomou-se nota do que julgaram importante nas falas. Fotos e autógrafos dos apre- sentadores não faltaram. Após a visita, foram elaborados relatórios individuais e houve parti- lha do que foi observado. 3.3. Da entrevista aos pioneiros do município Em cada bairro, foram identificados pelos estudantes os moradores mais antigos. A princípio, as entrevistas seriam gravadas na escola, porém era inconveniente para alguns, de- vido a sua fragilidade física ou outras dificuldades de mobilidade. Para estes, as entrevistas foram gravadas em suas próprias casas, depois de autorizadas. Figura 2: Alunos do 9º ano C, em entrevista à moradora do Bairro Habitar Brasil, Dona Alaís dos Santos Silva. O que se tinha em mãos era uma pequena filmadora e um tripé, que gentilmente foram emprestados. Contava-se com uma caixa de som e um microfone, pertencentes à escola. Apesar da timidez, de algumas falhas de gravação, de sugestões e soluções encontra- das, mais uma etapa foi cumprida. Esta etapa foi a mais difícil delas, porém a mais gratifican- te. Ficou evidenciado o que considera Moran: “As crianças adoram fazer vídeo e a escola pre- cisa incentivar o máximo possível a produção de pesquisas em vídeo pelos alunos. A produ- ção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica.” (1995, p. 27 a 35). E em se tratando de pesquisa, quando solicitada por professores, dificilmente é realizada corretamente, conforme destaca Campos, onde “o trabalho de pesquisa se resume à mera cópia de partes de livros ou sites da internet – muitas vezes sem conexão alguma -, e não resulta em aprendizagem efeti-
  • 7. 7 va.” (2009, p. 116). Na execução do projeto pedagógico, oportunizou-se o conhecimento de uma nova forma de se fazer pesquisa. Alunos considerados rebeldes estavam concentrados nas suas tarefas e dispostos a colaborar para o êxito do trabalho do grupo. Acerca disso, também é importante que se destaque que algumas capacidades foram trabalhadas nos alunos, como por exemplo, mais que aprender a formular perguntas, exerci- tou-se a paciência e o dom de “saber ouvir”. 4. Da edição dos produtos audiovisuais A ideia primeira era de que os vídeos fossem editados pelos próprios alunos, com a u- tilização do recém-montado laboratório de informática da escola ou do telecentro comunitá- rio. Entretanto, devido a alguns contratempos, os mesmos não puderam ser utilizados. A situ- ação não era favorável. Apenas 14,6% dos alunos tinham computador com conexão com a in- ternet. Dos demais, 33,3% utilizavam Lan House. Assim, com o objetivo de que os alunos tivessem alguns conhecimentos básicos de e- dição de produtos audiovisuais, foram oferecidas oficinas no decorrer das aulas, com o pró- prio material que eles produziram. Para isso utilizou-se o projetor de imagens de propriedade da escola. Com apenas um computador, coube apenas estabelecer alguns diálogos e orientá- los basicamente, sobre como: 1 - Localizar e/ou baixar o Windows Live Movie Maker, 2 – Capturar as imagens da câmera filmadora, 3 – Localizar imagens e selecionar as partes a se- rem utilizadas (cortar), já com o Movie Maker, 4 – Inserir legendas, 5 – Inserir áudio (músi- cas), e 6 - Inserir título créditos. Foi lembrado do editor “Vegas 9”, utilizado pelos editores da TV Alamanda. Certamente que, quando forem oferecidas condições, se interessarão, mais a- inda, pelo assunto. 3.5. Da apresentação dos produtos audiovisuais à comunidade escolar Tem-se a previsão de que o projeto pedagógico seja apresentado na próxima Mostra do Conhecimento que a Secretaria de Educação promoverá em parceria com a escola. Em e- vidência estarão não somente os relatos das histórias de vida dos pioneiros, moradores dos bairros contemplados pela pesquisa, os importantes fatos que compõem a história do municí- pio de Cacoal, mas também a experiência que estes alunos tiveram em trabalhar com a TV e o vídeo e, para alguns, também com a informática. Provavelmente compreenderam as vanta- gens destas mídias para o ensino e para a aprendizagem.
  • 8. 8 Conclusão Percebeu-se que os alunos tomam iniciativas e mostram-se motivados quando sentem- se responsáveis pelos resultados a serem adquiridos na ação educativa. Não só por isso, mas também por que, quando se faz uso das mídias e tecnologias da informação e comunicação, torna-se algo que foge às suas experiências do que é o “estudar”. A escola fez a sua parte, uma vez que, como concorda Orofino, oportunizando a participação do educando, “que potencialize suas vozes, no pronunciamento daquilo que eles acreditam que seja relevante para sua emancipação.” (2005, p. 123). Considera-se os desafios propostos serviram de combustível para a aprendizagem. De fato as novidades encantam, apesar de assustar, em primeiro momento, logo são justificadas pelos resultados alcançados posteriormente. As experiências vivenciadas pelos alunos, a percepção da realidade que os cerca, o olhar crítico às produções audiovisuais, o trabalho coletivo, tornam-se agentes motivacionais e construtores de conhecimentos importantes para a vida pessoal e estudantil. Referências CAMPOS, Helena Guimarães, História e Linguagens. Volume único: Livro do Professor. São Paulo: FTD, 128p., 2009. FECHINE, Yvana, Gêneros televisuais: A dinâmica dos formatos, Revista SymposiuM, Ano 05 nº 01 janeiro-junho 2001. Disponível em: <http://www.maxwell.lambda.ele.puc- rio.br/3195/3195.PDF>. Acesso em 18 out. 2012. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002. KEMPER, Lourdes, Cacoal: sua história sua gente. Goiânia-GO: Grafopel, 2002 MOCELLIN, Renato, História e cinema: educação para as mídias. São Paulo: editora do Bra- sil, 88p.,2009.
  • 9. 9 MORAN, José Manoel, O Vídeo na Sala de Aula, Revista Comunicação & Educação. São Paulo, ECA-Ed. Moderna, [2]: 27 a 35, jan./abr. de 1995. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/moran/vidsal.htm#tvideo>, Acesso em 18 out. 2012. OROFINO, Maria Izabel, MÍDIAS E MEDIAÇÃO ESCOLAR: pedagogia dos meios, parti- cipação e visibilidade, Vol. 12, São Paulo, Cortez, 176p., 2005.