Durabilidade, Vida Útil e Manutenção em Edificações de Concreto: Diagnóstico e Qualidade
Análise da durabilidade, vida útil, manutenção preventiva e corretiva em estruturas de concreto, incluindo diagnóstico, intervenções, qualidade construtiva e implicações políticas e econômicas.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
Estruturas de concreto com projeto, execução e manutenção
adequados podem ter excelente durabilidade.
Inspeção e manutenção periódicas são indispensáveis na garantia da
durabilidade.
Evoluções nos últimos anos:
• aumentos substanciais nas resistências do concreto e aço;
• refinamento nos métodos de cálculo;
• evolução dos processos construtivos;
• maior produtividade na execução;
• novas formas estruturais;
• uso do concreto protendido;
• uso da pré-moldagem.
3.
DURABILIDADE DAS EDIFICAÇÕES
Durabilidade de uma edificação:
• Não é um conceito isolado, mas decorre de todos os aspectos tecnológicos
envolvidos:
bom entendimento dos objetivos de projeto;
características dos materiais;
métodos construtivos.
• Projeto e detalhamento devem estar intimamente ligados à tecnologia dos materiais e
às práticas construtivas.
DURABILIDADE DAS EDIFICAÇÕES
Desempenho:
Exigências
do usuário
Edifício e suas
partes
Condições de
exposição
Requisitos de
desempenho
Critérios de Avaliação
e desempenho
Métodos de
avaliação
6.
DURABILIDADE DAS EDIFICAÇÕES
Adurabilidade das estruturas de
concreto depende de diferentes fatores
ligados:
• à fase de projeto;
• produção e caracterização dos
insumos;
• preparação do concreto;
• execução da estrutura;
• manutenções preventiva e corretiva;
• impacto da ação do meio ambiente
https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/durabilidade-de-estruturas-de-concreto-esta-sujeita-a-acao-do-meio-ambiente_12727_0_1
7.
DURABILIDADE DAS EDIFICAÇÕES
Durabilidade de uma edificação:
• É a capacidade que um produto, componente ou construção possuí de manter o seu
desempenho acima de níveis mínimos especificados, de maneira a atender as
exigências dos usuários, em cada situação específica (CIB W80/RILEM 71 - PSL,
1983).
Durabilidade x vida útil
A durabilidade está relacionada às propriedades do material e à sua exposição ao longo
do tempo, em um dado ambiente. Ela é fundamental para a vida útil de uma edificação.
Segundo a norma de desempenho ABNT NBR 15575, a Vida Útil do Projeto (VUP) mínima
para estruturas de concreto deve ser igual ou superior a 50 anos.
https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/durabilidade-de-estruturas-de-concreto-esta-sujeita-a-acao-do-meio-ambiente_12727_0_1
8.
COMPLEXIDADE DAS OBRASDE REPARO
• Diagnóstico correto da capacidade residual da estrutura e causas de deterioração
• Grau de especialização/experiência requerido
• Execução
condições desfavoráveis, em geral
• Dificuldade de obter documentação confiável sobre edificações com problema
projeto, materiais, condições de execução/manutenção
• Literatura técnica fragmentada e comercial
• Falta de pesquisa independente
patrocínios de fabricantes de materiais de reparo
• Avaliação do desempenho pós-reparo.
9.
DEFINIÇÕES
• Avaliação Estrutural:
Procedimentos para estimativa das condições físicas e capacidade resistente da estrutura..
• Re-projeto (Redesign):
Procedimentos e disposições de projeto relativos às intervenções.
• Intervenções:
Reparo: conjunto de ações visando a recuperação de funcionalidade e aparência ou o
restabelecimento da capacidade resistente inicial da estrutura.
Reforço: estabelecimento de capacidade resistente superior à inicial da estrutura.
Substituição: demolição e reconstrução de elementos fortemente danificados.
• Manutenção:
Conjunto de ações necessárias para manter o funcionamento previsto de uma estrutura, a sua
aparência original ou um padrão requerido.
10.
VIDA ÚTIL
ASTM vida útil ou vida em serviço de um material ou componente de uma
edificação é o período de tempo, após a instalação, em que todas as
propriedades são ainda superiores a um valor mínimo aceitável, quando
rotineiramente mantido.
Código Modelo MC- 90 (CEB - FIP - 1991): As estruturas de concreto armado
devem ser projetadas, construídas e operadas de forma tal que, sob as
condições ambientais previstas, elas mantenham sua segurança, funcionalidade
e aparência aceitável durante um período de tempo, implícito ou explícito, sem
requerer altos custos imprevistos de manutenção e reparo.
11.
VIDA ÚTIL
MC-90cooperação entre as quatro partes envolvidas, em todas as etapas:
planejamento, execução e utilização
Proprietário
Projetistas
Construtor
Usuários
12.
VIDA ÚTIL
• Avida útil pode também ser entendida como o período de tempo durante o qual a estrutura
é capaz de desempenhar bem as funções para as quais foi projetada. (NB1 2000)
13.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
Éessencial entender que as estruturas, mesmo quando bem projetadas e
construídas, exigem manutenção.
A vida útil da estrutura e da edificação depende de manutenção adequada:
• Danos descobertos com pouca idade têm os efeitos reduzidos e menor custo de reparo.
Código Modelo da Federação Internacional do Concreto – FIB
(MC-90 1991), Capítulo 13 - "Manutenção":
Períodos recomendados entre inspeções competentes, sob
condições normais, para estruturas convencionais:
• casas, escritórios, etc.: 10 anos
• edifícios industriais: 5 a 10 anos
• pontes de auto-estradas: 4 anos
• pontes de ferrovias: 2 anos
• pontes de rodovias: 6 anos
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
Problemas
1. Natureza da incidência de danos
2. Concepção de qualidade e durabilidade
3. Implicações políticas e econômicas
16.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
1. Natureza da incidência de danos
• Não são recentes
• Edificações deterioradas
grande rapidez de projeto e execução sem mão de obra e fiscalização
adequadas
• Utilização indevida e manutenção deficiente
mudanças de cargas e condições ambientais
• Acidentes, explosões, incêndios, etc.
• Deterioração precoce de edificações novas
• Obras clandestinas e em locais de risco.
17.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
1. Natureza da incidência de danos
Programa "Minha Casa, Minha Vida"
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• A Qualidade e Durabilidade das edificações dependem de diversos fatores:
projetos integrados, adequados e bem especificados
normas técnicas atualizadas
BIM
técnicas construtivas confiáveis
materiais adequados
manutenção preventiva
capacitação da mão de obra nos vários níveis
20.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• Projetos integrados e adequados
21.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• Projetos integrados e adequados
Um grande erro
arquitetônico. A
fachada projetada
pelo arquiteto
Rafael Vinoly
acabou atuando
como um espelho
esférico côncavo,
concentrando os
raios solares sobre
o solo e
principalmente
sobre a área da
piscina,
transformando seu
acesso e área de
lazer insuportáveis
de ficar.
22.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• Projetos integrados e adequados
23.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• Falta de técnicas construtivas
Problemas na fundação podem ter sido os responsáveis
pelo desabamento de parte de um prédio em Erechim
Rompimento de pilar na ponte Arthur Schlösser -
Brusque
Problemas estruturais, como rachaduras e fissuras -
Programa “Minha Casa Minha Vida” em Goiania
24.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• Falta de manutenção preventiva
Viaduto - PB
Ponte Bandeira Tribuzzi, em São Luís, tem sido
um perigo para pedestres e ciclistas.
25.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
2. Concepção de qualidade e durabilidade
• Capacitação da mão de obra
Carência de programas de formação continuada de caráter técnico: extensão,
especialização...
A proliferação de cursos de baixa qualidade, exige que se discuta o exame de certificação
de profissionais:
⇒ É razoável que um recém-formado possa ser RT do projeto estrutural de um prédio de 20 andares
ou de uma ponte de 1km?
⇒ É razoável ter profissionais de formação tão diversa com a mesma habilitação?
26.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
3. Implicações políticas e econômicas
• Necessidade urgente de estabelecer procedimentos que garantam:
Atualização de códigos de obra e normas técnicas
Fiscalização de seu cumprimento
Respeito aos direitos do consumidor.
27.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
3. Implicações políticas e econômicas
• Cumprimento de códigos e normas
1. Lei no 4150 (1962):
Determina, para obras públicas, a aplicação dos requisitos das Normas da ABNT.
1. Lei no 8078 (1990)- Código do Consumidor:
Art. 39_VIII: “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: colocar, no mercado de
consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos
órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela ABNT ou outra
entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial _ Conmetro.”
28.
QUALIDADE E DURABILIDADEDAS EDIFICAÇÕES
3. Implicações políticas e econômicas
Estrutura?
Verga?
Contraverga?
PROCEDIMENTOS PARA INSPEÇÃOE DIAGNÓSTICO
A inspeção, o diagnóstico e a recuperação dependem da experiência dos
profissionais envolvidos.
Critérios de avaliação da edificação baseados em conhecimentos físicos e
químicos aplicados especialmente à área dos materiais.
Metodologias (Messeger, 1993; Lichtenstein, 1986) contam com as seguintes
etapas:
⇒ levantamento de subsídios,
⇒ diagnóstico da situação e
⇒ definição da forma de intervenção.
31.
PROCEDIMENTOS PARA INSPEÇÃOE DIAGNÓSTICO
Levantamento de subsídios para entendimento do problema
Determinação da existência e da gravidade do
problema
Definição da extensão e do alcance da vistoria
Caracterização dos materiais e da patologia
Registro dos resultados
• Comparação com o desempenho previsto para a
edificação ou seus elementos e componentes
• Gravidade – garantir a segurança do usuário
• Extensão da manifestação
• Vistoria detalhada em todo o edifício
• Levantamento das características da área: clima, lençol
freático, ventos,...
• Levantamento de subsídios com equipamentos
necessários – fio de prumo, régua, pacometro,...
• Utilização dos sentidos humanos (visão, audição, tato,
olfato e as vezes o paladar) experiência profissional.
• croquís,
• indicações em plantas baixas e fachadas
• fotografias
32.
PROCEDIMENTOS PARA INSPEÇÃOE DIAGNÓSTICO
É necessário:
Vistoria do local
História evolutiva do
problema (anamnese)
Investigações com
pessoas envolvidas na
construção
Análise de documentos
Ensaios de laboratório
ou “in loco”
33.
PROCEDIMENTOS PARA INSPEÇÃOE DIAGNÓSTICO
Exames complementares normalmente utilizados para a resolução de problemas patológicos