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Enfermagem em Saúde Pública
Profª Enfª Laura Marques
2013
Epidemiologia:
A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso
país, algumas delas endêmicas em determinadas regiões.
Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis
pela vigilância epidemiológica como para as equipes de
saúde das unidades assistenciais, pois são muitos os
determinantes envolvidos na sua incidência, ganhando
importância especial os associados ao desequilíbrio
ambiental - quase sempre decorrente das intervenções do
homem nas condições naturais.
A ocupação desordenada das cidades, com desmatamento de
grandes áreas verdes, poluição das águas e acúmulo de lixo
em locais sem saneamento, cria condições favoráveis à
multiplicação de insetos e ratos, animais nocivos ao
homem.
2
Doenças Transmitidas por Vetores
A contaminação das águas com determinadas
substâncias provoca a extinção de
predadores naturais de caramujos e larvas,
facilitando sua reprodução e aumentando,
para o homem, o risco de exposição.
Dentre essas doenças, destacaremos algumas
que merecem nossa atenção especial, por
sua importância coletiva e frequência com
que ocorrem.
3
Doenças Transmitidas por Vetores
 História da Dengue
O mosquito transmissor da dengue, o Aedes
aegypti, foi introduzido na América do Sul
através de barcos (navios negreiros)
provenientes da África, no período colonial,
junto com os escravos.
Houve casos em que os barcos ficaram com a
tripulação tão reduzida que passaram a vagar
pelos mares, constituindo os "navios-
fantasmas".
Doenças Transmitidas por Vetores 4
A dengue, atualmente, é considerada sério problema de
saúde pública, principalmente nos países tropicais,
pois as condições do meio ambiente favorecem o
desenvolvimento e a proliferação do vetor.
A redução da transmissão da doença ocorre pela ação
conjunta das vigilâncias epidemiológica e sanitária.
Seu agente infeccioso é o vírus da dengue, que pode ser
dos tipos 1, 2, 3 ou 4, e seu vetor é o mosquito Aedes
aegypti. Após a penetração do vírus, a doença pode
manifestar-se de 3 a 15 dias, em média, de 5 a 6
dias. A presença do vírus no organismo estimula a
produção de anticorpos e o deslocamento de células
de defesa. Ao ser capturado pelos monócitos, o vírus
neles se multiplica e os destrói, produzindo
alterações nos vasos sanguíneos e promovendo a
destruição periférica de plaquetas, células
fundamentais para o processo de coagulação.
Doenças Transmitidas por Vetores 5
A dengue é uma doença febril aguda.
A pessoa pode adoecer quando o vírus da
dengue penetra no organismo, pela picada de
um mosquito infectado.
Doenças Transmitidas por Vetores 6
Agente etiológico
 É o vírus do dengue (RNA). Arbovírus do
gênero Flavivírus, pertencente à família
Flaviviridae, com 4 sorotipos conhecidos: 1,
2, 3 e 4.
Doenças Transmitidas por Vetores 7
O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um
centímetro, tem aparência inofensiva, cor café
ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.
Costuma picar nas primeiras horas da manhã e
nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas,
mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à
sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de
que alguns ataquem também durante a noite.
O indivíduo não percebe a picada, pois no
momento não dói e nem coça.
Doenças Transmitidas por Vetores 8
Doenças Transmitidas por Vetores 9
 Modo de transmissão
A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus
na saliva e o retransmite.
A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes
aegypti-homem.
Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto
fêmea, transcorre na fêmea um período de
incubação. Após esse período, o mosquito torna-
se apto a transmitir o vírus e assim permanece
durante toda a vida. Não há transmissão pelo
contato de um doente ou suas secreções com
uma pessoa sadia, nem fontes de água ou
alimento.
 O mosquito Aedes aegypti também pode
transmitir a febre amarela.
 Período de incubação:
Varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de
cinco a seis dias.
 Ciclo:
É composto por quatro fases: ovo, larva,
pupa e adulto.
As larvas se desenvolvem em água parada,
limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em
que as fêmeas precisam de sangue para
garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre
a transmissão da doença.
Doenças Transmitidas por Vetores 10
Doenças Transmitidas por Vetores 11
 A melhor forma de se evitar a dengue é
combater os focos de acúmulo de água,
locais propícios para a criação do mosquito
transmissor da doença.
Doenças Transmitidas por Vetores 12
 Dengue Clássica
 Febre alta com início súbito.
 Forte dor de cabeça.
 Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento
dos mesmos.
 Perda do paladar e apetite.
 Manchas e erupções na pele semelhantes ao
sarampo, principalmente no tórax e membros
 superiores.
 Náuseas e vômitos·
 Tonturas.
 Extremo cansaço.
 Moleza e dor no corpo.
 Muitas dores nos ossos e articulações.
Doenças Transmitidas por Vetores 13
 O que é?
Dengue hemorrágico é uma forma grave de
dengue.
No início os sintomas são iguais ao dengue
clássico, mas após o 5º dia da doença alguns
pacientes começam a apresentar
sangramento e choque.
Os sangramentos ocorrem em vários órgãos.
Este tipo de dengue pode levar a pessoa à
morte. Dengue hemorrágico necessita
sempre de avaliação médica de modo que
uma unidade de saúde deve sempre ser
procurada pelo paciente.
Doenças Transmitidas por Vetores 14
Dengue hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os
mesmos da dengue comum. A diferença ocorre
quando acaba a febre e começam a surgir os
sinais de alerta:
 Dores abdominais fortes e contínuas.
 Vômitos persistentes.
 Pele pálida, fria e úmida.
 Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
 Manchas vermelhas na pele.
 Sonolência, agitação e confusão mental.
 Sede excessiva e boca seca.
 Pulso rápido e fraco.
 Dificuldade respiratória.
 Perda de consciência.
Doenças Transmitidas por Vetores 15
Doenças Transmitidas por Vetores 16
 O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é
uma ameaça à saúde pública. Não pelo vírus em
si, que não é mais nem menos perigoso que os
tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação de mais
uma variação do microorganismo.
 Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-
1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4.
 “Causam os mesmos sintomas. A diferença é que,
cada vez que você pega um tipo do vírus, não
pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na
vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes”,
explica o consultor de dengue da Organização
Mundial da Saúde (OMS), Ivo Castelo Branco.
Doenças Transmitidas por Vetores 17
 “Em termos de classificação, estamos
falando do mesmo tipo de vírus, com quatro
variações”, explica Marcelo Litvoc,
infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em
São Paulo.
 “Do ponto de vista clínico, são
absolutamente iguais, vão gerar o mesmo
quadro”, esclarece o médico.
Doenças Transmitidas por Vetores 18
 A explicação do problema provocado pelo vírus 4
está no sistema imunológico do corpo humano.
Quem já teve dengue causada por um tipo do
vírus não registra um novo episódio da doença
com o mesmo tipo.
 Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo 1
só pode ter novamente se ela for causada pelos
tipos 2, 3 ou 4.
 “Quanto mais vírus existirem, maior a
probabilidade de haver uma infecção”, resume
Caio Rosenthal, infectologista e consultor do
programa Bem Estar, da TV Globo. Se houvesse
só um tipo de vírus, ninguém poderia ter dengue
duas vezes na vida.
Doenças Transmitidas por Vetores 19
 A possibilidade da reincidência da doença é
preocupante. Caso ocorra um segundo
episódio da dengue, os sintomas se
manifestam com mais severidade. “Existe
certa sensibilização do sistema imunológico e
ele dá uma resposta exacerbada”, afirma
Litvoc.
Doenças Transmitidas por Vetores 20
Doenças Transmitidas por Vetores 21
Não existe tratamento específico para
dengue, apenas tratamentos que aliviam os
sintomas.
Deve-se ingerir muito líquido como água,
sucos, chás, soros caseiros, etc. Os sintomas
podem ser tratados com dipirona ou
paracetamol. Não devem ser usados
medicamentos à base de ácido acetil
salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e
AAS, pois podem aumentar o risco de
hemorragias
Doenças Transmitidas por Vetores 22
 Doença grave, que exige severas medidas de
controle, pois causa sérios prejuízos à saúde
dos indivíduos e à economia, haja vista
originar elevados custos sociais e
hospitalares e exigir longo tempo de
afastamento do trabalho.
 Ocorre principalmente nos períodos de
chuva, quando pessoas que moram em
comunidades com saneamento precário têm
suas casas invadidas pelas águas de rios ou
valas contaminadas com a bactéria.
Doenças Transmitidas por Vetores 23
Doenças Transmitidas por Vetores 24
 Bactéria Leptospira interrogans.
 Encontra-se normalmente nos rins do rato,
seu reservatório natural, que a elimina viva
por meio da urina no meio ambiente — água
das chuvas ou alimentos.
 Outra forma de contágio é o contato direto
com embalagens de produtos
comercializados em lugares onde possa haver
ratos.
Doenças Transmitidas por Vetores 25
 A bactéria penetra no organismo pelas
lesões da pele, mucosas (da boca, nariz e
olhos) ou pela pele íntegra se o período
de imersão na água for demorado. A partir
daí, a L. interrogans chega à corrente
sangüínea e pode atingir o líquido
cefalorraquidiano, sem causar reação
inflamatória.
 As manifestações clínicas importantes
surgem após o aumento da quantidade de
bactérias circulantes
Doenças Transmitidas por Vetores 26
Período de Incubação:
 De 1 a 30 dias, em média 7 a 15 dias.
Período de Transmissibilidade
 Teoricamente, dura enquanto a leptospira
estiver presente na urina.
 Nos animais, esse período pode ser longo (meses
e até anos);
 O rato, uma vez infectado, elimina a bactéria
por toda a sua vida.
 No homem, geralmente a bactéria é eliminada
da 2ª a 5ª semana de doença, mas deve-se
ressaltar que a transmissão interhumana é rara e
considerada de pouca importância
epidemiológica devido ao pH ácido de sua urina.
Doenças Transmitidas por Vetores 27
Doenças Transmitidas por Vetores 28
Suscetibilidade e Imunidade
 No homem a suscetibilidade é geral e a
evolução do processo infeccioso depende da
carga bacteriana, do sorovar infectante e da
resistência imunológica individual.
 A imunidade decorrente da infecção é
específica para o sorotipo que a causou.
Doenças Transmitidas por Vetores 29
 Febre
 Mal-estar geral
 Cefaléia
 Icterícia (ou não)
A forma anictérica
afeta 60% a 70% dos
casos e dura de um até
vários dias.
 Febre,
 Cefaléia
 Mialgia(nas panturrilhas)
 Inapetência
 Náuseas e vômitos.
A forma ictérica evolui
para:
 Insuficiência Renal
 Hemorragia
 Alterações vasculares,
cardíacas e pulmonares,
causadas por
glicolipoproteínas e
toxinas degradados da
Leptospira.
 A icterícia tem início
entre o terceiro e o
sétimo dia da doença.
Doenças Transmitidas por Vetores 30
Baseado em:
 Exame físico
 Sinais e Sintomas
 Confirmação laboratorial
*Recomenda-se que a pesquisa laboratorial
da L. interrogans seja realizada pelo menos
em duas ocasiões: no início e após a quarta
semana da doença.
 Todos os casos suspeitos devem ser
NOTIFICADOS.
Doenças Transmitidas por Vetores 31
Agente Etiológico: Protozoário do
gênero Plasmódio.
Vetor: Mosquito do gênero
Anopheles, que após contaminado
permanece infectante por toda a sua
existência.
No Brasil, é uma das mais
importantes doenças parasitárias.
Maior incidência: Região Amazônica
Doenças Transmitidas por Vetores 32
Doenças Transmitidas por Vetores 33
Doenças Transmitidas por Vetores 34
Doenças Transmitidas por Vetores 35
 Febre palustre,
 Maleita,
 Paludismo ou impaludismo,
 Febre intermitente,
 Febre terçã benigna,
 Febre terçã maligna,
 Febre quartã,
 Sezão
 Tremedeira,
 Batedeira
 Febre (Simplesmente).
Doenças Transmitidas por Vetores 36
 As fêmeas do mosquito são hematófagas, ou
seja, alimentam-se de sangue humano ou
animal, que podem conter plasmódios.
 Picam ao anoitecer!
 Ao picar a pele de uma pessoa, injetam a saliva
com efeito anticoagulante, atingindo os
pequenos vasos capilares. Juntamente com a
saliva, é inoculado o parasito que, pelo sangue,
chega ao fígado, penetrando nas células
hepáticas (hepatócitos) - onde os plasmódios se
multiplicam durante alguns dias sem causar dano
ou produzir sintomatologia. Do fígado, milhares
de larvas em forma de anel retornam à
circulação sanguínea invadindo as hemácias;
dentro delas, crescem e se multiplicam,
desencadeando o processo que irá provocar as
manifestações clínicas.
Doenças Transmitidas por Vetores 37
Doenças Transmitidas por Vetores 38
Também pode ser transmitida por:
 Sangue de pessoas infectadas por meio de
injeção,
 Transfusão de sangue
 Compartilhando de seringas e agulhas (no
caso de usuário de drogas injetáveis).
Doenças Transmitidas por Vetores 39
 Febre 40ºC ou +
 Cefaléia,
 Náuseas e vômitos,
 Astenia,
 Artralgia,
 Fadiga,
 Calafrios,
 Cianose de
extremidades e lábios
 Crises convulsivas,
(crianças).
 Rubor facial
 Pulso rápido e forte
 Cefaléia intensa.
 Delírios
 Anemia intensa.
Doenças Transmitidas por Vetores 40
 P. vivax, surgem em torno de 14 dias;
 P. falciparum, em cerca de 12 dias
 P. malariae, 30 dias.
 Plasmódios vivax, ovale e falciparum, a
febre acontece em intervalos de um dia.
 P. malariae, dois dias. Ao se manifestar, a
febre pode durar de 2 a 6 horas.
Doenças Transmitidas por Vetores 41
Varia de acordo com a espécie do plasmódio:
 Oxigenoterapia
 Observar, relatar e registrar sinais de
sangramento
 Oferecer ao paciente líquidos em grande
quantidade
 Administrar antitérmicos se prescrito pelo
médico
 Administrar medicamento específico para a
malária. (Cloroquina, que destrói os
plasmódios)
Doenças Transmitidas por Vetores 42
 O diagnóstico clínico pode ser feito com a
anaminese e exame físico.
 Febre intermitente,
 Anemia
 Esplenomegalia,
 Observar a procedência ou local de
residência do infectado em área endêmica.
Doenças Transmitidas por Vetores 43
 Nas regiões não-endêmicas todo caso
suspeito ou confirmado deve ser investigado,
com vistas à aplicação rápida de tratamento
e prevenção de surtos, se constatada a
presença de vetores na área.
Doenças Transmitidas por Vetores 44
 A malária causa grandes prejuízos à
população economicamente ativa, pois
afasta o indivíduo de seu trabalho, afetando
seu rendimento e, consequentemente, sua
sobrevivência e a de sua família.
Doenças Transmitidas por Vetores 45
 Agente etiológico: protozoário Trypanosoma
cruzi
 Vetor: insetos do gênero dos triatomídeos,
especificamente o Triatoma infestans ou
Triatoma brasiliensis, popularmente
conhecidos como barbeiros ou chupões, que
constroem suas tocas nas paredes das casas
feitas de pau-a-pique.
 Uma vez infectado, o barbeiro transmitirá o
T. cruzi por toda a sua existência.
Doenças Transmitidas por Vetores 46
Doenças Transmitidas por Vetores 47
Doenças Transmitidas por Vetores 48
Doenças Transmitidas por Vetores 49
 No Brasil, desde o Maranhão até o Rio Grande
do Sul, destacando-se os estados de Minas
Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Sergipe e
Bahia como os de maior prevalência.
Doenças Transmitidas por Vetores 50
 Sangue de pessoas infectadas, por meio:
 Injeção,
 Transfusão de sangue
 Uso compartilhado de seringas e agulhas (no
caso de usuário de drogas injetáveis)
 É possível, ainda, ocorrer transmissão pela
placenta ou leite materno.
Doenças Transmitidas por Vetores 51
Doenças Transmitidas por Vetores 52
 Os sintomas iniciais variam de acordo com a
fase da doença, que pode ser aguda ou
crônica.
 A forma aguda costuma manifestar-se cerca
de 5 a 40 dias após a infecção, sendo
diagnosticada pelo exame da gota espessa,
que identifica a presença do parasita na
corrente sangüínea periférica.
 Caracteriza-se por febre pouco elevada, mal-
estar geral, cefaléia, fraqueza, edema no
local da inoculação, aumento de gânglios
cervicais, miocardite aparente.
Doenças Transmitidas por Vetores 53
 A doença de evolução crônica pode demorar
anos para se manifestar e apresentar-se sob
as formas indeterminada, cardíaca e
digestiva.
Doenças Transmitidas por Vetores 54
 Local de entrada do parasita
Sinal de Romanã, que é ocular, com edema
palpebral bilateral e conjuntiva
avermelhada.
 Chagoma de inoculação, que é cutâneo,
parecido com um furúnculo sem pus.
Doenças Transmitidas por Vetores 55
Doenças Transmitidas por Vetores 56
 Agente etiológico: Schistosoma mansoni,
 Vetor: caramujo do gênero Biomphalaria,
encontrado em todo o Brasil e presente em
águas de rios, lagos e outras fontes de água
doce.
 O ciclo compreende duas fases:
1dentro do caramujo;
2dentro do homem.
Doenças Transmitidas por Vetores 57
Doenças Transmitidas por Vetores 58
Doenças Transmitidas por Vetores 59
Os ovos do esquistossoma são eliminados
pelas fezes do homem infectado na água ou
próximo às fontes de água doce. Na água,
eles eclodem, momento em que são
liberadas as larvas, chamadas de miracídios,
que infectam o caramujo, após quatro a seis
semanas, torna a eliminar o parasita sob a
forma de cercária, que infectará as pessoas
que tomarem banho nas fontes de água ou
que andarem descalças nas margens dessas
fontes.
Doenças Transmitidas por Vetores 60
Doenças Transmitidas por Vetores 61
Doenças Transmitidas por Vetores 62
Doenças Transmitidas por Vetores 63
 Quando ocorre a contaminação, o indivíduo
esboça uma reação alérgica através da pele, com
sintomas como coceira e sinais como a pele
avermelhada. Esses sinais e sintomas são
apresentados, pois o parasita penetra na pele.
 Após algum tempo depois da contaminação, o
indivíduo começa a apresentar: Febre, cefaléia,
calafrios, dores abdominais, náuseas, vômitos e
tosse.
 Ao exame físico: crescimento de fígado e do
baço, além da presença de linfonodos inflamados
por todo o corpo.
 Em casos crônicos, a doença se manifesta com
dores abdominais como cólicas, juntamente com
diarreia ou disenteria.
Doenças Transmitidas por Vetores 64
 Acontece no período e local de introdução da
cercária no organismo. Devido à reação
alérgica, apresentará edema, vermelhidão,
erupções, prurido, podendo durar até 5 dias
após a infecção;
Doenças Transmitidas por Vetores 65
 Ocorre de três a sete semanas após a entrada
do agente infeccioso.
 Caracteriza se por febre, perda de apetite,
dor abdominal e cefaléia, podendo haver
ainda diarréia, náuseas, vômitos e tosse
seca;
Doenças Transmitidas por Vetores 66
 Manifesta-se, geralmente, em torno de seis
meses após a infecção, é caracterizada por
comprometimentos, mais ou menos severos,
das funções intestinais, de acordo com a
quantidade de parasitas presentes no
organismo.
 Varia desde a queixa de diarréia com muco e
sangue até o rompimento de varizes do
esôfago e hipertensão dos vasos do fígado,
levando à ascite.
 Em estágios mais avançados, pode haver
comprometimento pulmonar, cardíaco e até
mesmo cerebral, afetando progressivamente
as capacidades do indivíduo.
Doenças Transmitidas por Vetores 67
 É feito com base em critérios clínicos e
epidemiológicos, sendo complementado com
a realização de exames, como a pesquisa de
parasitas nas fezes, pelo método de Kato-
Katz.
 A presença de eosinofilia no hemograma
realizado na fase aguda também sugere
infecção por esquistossomose.
Doenças Transmitidas por Vetores 68
Doenças Transmitidas por Vetores 69
 Prevenir é extremamente importante e isso
pode ser feito através de tratamentos da
água, mas que será necessário a ajuda de
órgãos públicos responsáveis pela saúde
pública. Enquanto isso não ocorre, temos que
ter cuidados como usar botas ao pisar em
águas não tratadas e sempre ferver águas e
alimentos, para que destrua qualquer tipo de
organismo contido alí.
 O tratamento dos sintomas e medicamentos
para disseminação dos parasitas espalhados
pelo organismo. (Praziquantel e
Oxamniquine).
Doenças Transmitidas por Vetores 70

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  • 1. Enfermagem em Saúde Pública Profª Enfª Laura Marques 2013
  • 2. Epidemiologia: A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país, algumas delas endêmicas em determinadas regiões. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais, pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência, ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental - quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. A ocupação desordenada das cidades, com desmatamento de grandes áreas verdes, poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento, cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos, animais nocivos ao homem. 2 Doenças Transmitidas por Vetores
  • 3. A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas, facilitando sua reprodução e aumentando, para o homem, o risco de exposição. Dentre essas doenças, destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial, por sua importância coletiva e frequência com que ocorrem. 3 Doenças Transmitidas por Vetores
  • 4.  História da Dengue O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, foi introduzido na América do Sul através de barcos (navios negreiros) provenientes da África, no período colonial, junto com os escravos. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os "navios- fantasmas". Doenças Transmitidas por Vetores 4
  • 5. A dengue, atualmente, é considerada sério problema de saúde pública, principalmente nos países tropicais, pois as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do vetor. A redução da transmissão da doença ocorre pela ação conjunta das vigilâncias epidemiológica e sanitária. Seu agente infeccioso é o vírus da dengue, que pode ser dos tipos 1, 2, 3 ou 4, e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti. Após a penetração do vírus, a doença pode manifestar-se de 3 a 15 dias, em média, de 5 a 6 dias. A presença do vírus no organismo estimula a produção de anticorpos e o deslocamento de células de defesa. Ao ser capturado pelos monócitos, o vírus neles se multiplica e os destrói, produzindo alterações nos vasos sanguíneos e promovendo a destruição periférica de plaquetas, células fundamentais para o processo de coagulação. Doenças Transmitidas por Vetores 5
  • 6. A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus da dengue penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado. Doenças Transmitidas por Vetores 6
  • 7. Agente etiológico  É o vírus do dengue (RNA). Arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae, com 4 sorotipos conhecidos: 1, 2, 3 e 4. Doenças Transmitidas por Vetores 7
  • 8. O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça. Doenças Transmitidas por Vetores 8
  • 9. Doenças Transmitidas por Vetores 9  Modo de transmissão A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna- se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.  O mosquito Aedes aegypti também pode transmitir a febre amarela.
  • 10.  Período de incubação: Varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de cinco a seis dias.  Ciclo: É composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença. Doenças Transmitidas por Vetores 10
  • 12.  A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Doenças Transmitidas por Vetores 12
  • 13.  Dengue Clássica  Febre alta com início súbito.  Forte dor de cabeça.  Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.  Perda do paladar e apetite.  Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros  superiores.  Náuseas e vômitos·  Tonturas.  Extremo cansaço.  Moleza e dor no corpo.  Muitas dores nos ossos e articulações. Doenças Transmitidas por Vetores 13
  • 14.  O que é? Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre ser procurada pelo paciente. Doenças Transmitidas por Vetores 14
  • 15. Dengue hemorrágica Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:  Dores abdominais fortes e contínuas.  Vômitos persistentes.  Pele pálida, fria e úmida.  Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.  Manchas vermelhas na pele.  Sonolência, agitação e confusão mental.  Sede excessiva e boca seca.  Pulso rápido e fraco.  Dificuldade respiratória.  Perda de consciência. Doenças Transmitidas por Vetores 15
  • 17.  O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma ameaça à saúde pública. Não pelo vírus em si, que não é mais nem menos perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo.  Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN- 1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4.  “Causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes”, explica o consultor de dengue da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ivo Castelo Branco. Doenças Transmitidas por Vetores 17
  • 18.  “Em termos de classificação, estamos falando do mesmo tipo de vírus, com quatro variações”, explica Marcelo Litvoc, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.  “Do ponto de vista clínico, são absolutamente iguais, vão gerar o mesmo quadro”, esclarece o médico. Doenças Transmitidas por Vetores 18
  • 19.  A explicação do problema provocado pelo vírus 4 está no sistema imunológico do corpo humano. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um novo episódio da doença com o mesmo tipo.  Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4.  “Quanto mais vírus existirem, maior a probabilidade de haver uma infecção”, resume Caio Rosenthal, infectologista e consultor do programa Bem Estar, da TV Globo. Se houvesse só um tipo de vírus, ninguém poderia ter dengue duas vezes na vida. Doenças Transmitidas por Vetores 19
  • 20.  A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade. “Existe certa sensibilização do sistema imunológico e ele dá uma resposta exacerbada”, afirma Litvoc. Doenças Transmitidas por Vetores 20
  • 22. Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas. Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc. Os sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias Doenças Transmitidas por Vetores 22
  • 23.  Doença grave, que exige severas medidas de controle, pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia, haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho.  Ocorre principalmente nos períodos de chuva, quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. Doenças Transmitidas por Vetores 23
  • 25.  Bactéria Leptospira interrogans.  Encontra-se normalmente nos rins do rato, seu reservatório natural, que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos.  Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos. Doenças Transmitidas por Vetores 25
  • 26.  A bactéria penetra no organismo pelas lesões da pele, mucosas (da boca, nariz e olhos) ou pela pele íntegra se o período de imersão na água for demorado. A partir daí, a L. interrogans chega à corrente sangüínea e pode atingir o líquido cefalorraquidiano, sem causar reação inflamatória.  As manifestações clínicas importantes surgem após o aumento da quantidade de bactérias circulantes Doenças Transmitidas por Vetores 26
  • 27. Período de Incubação:  De 1 a 30 dias, em média 7 a 15 dias. Período de Transmissibilidade  Teoricamente, dura enquanto a leptospira estiver presente na urina.  Nos animais, esse período pode ser longo (meses e até anos);  O rato, uma vez infectado, elimina a bactéria por toda a sua vida.  No homem, geralmente a bactéria é eliminada da 2ª a 5ª semana de doença, mas deve-se ressaltar que a transmissão interhumana é rara e considerada de pouca importância epidemiológica devido ao pH ácido de sua urina. Doenças Transmitidas por Vetores 27
  • 29. Suscetibilidade e Imunidade  No homem a suscetibilidade é geral e a evolução do processo infeccioso depende da carga bacteriana, do sorovar infectante e da resistência imunológica individual.  A imunidade decorrente da infecção é específica para o sorotipo que a causou. Doenças Transmitidas por Vetores 29
  • 30.  Febre  Mal-estar geral  Cefaléia  Icterícia (ou não) A forma anictérica afeta 60% a 70% dos casos e dura de um até vários dias.  Febre,  Cefaléia  Mialgia(nas panturrilhas)  Inapetência  Náuseas e vômitos. A forma ictérica evolui para:  Insuficiência Renal  Hemorragia  Alterações vasculares, cardíacas e pulmonares, causadas por glicolipoproteínas e toxinas degradados da Leptospira.  A icterícia tem início entre o terceiro e o sétimo dia da doença. Doenças Transmitidas por Vetores 30
  • 31. Baseado em:  Exame físico  Sinais e Sintomas  Confirmação laboratorial *Recomenda-se que a pesquisa laboratorial da L. interrogans seja realizada pelo menos em duas ocasiões: no início e após a quarta semana da doença.  Todos os casos suspeitos devem ser NOTIFICADOS. Doenças Transmitidas por Vetores 31
  • 32. Agente Etiológico: Protozoário do gênero Plasmódio. Vetor: Mosquito do gênero Anopheles, que após contaminado permanece infectante por toda a sua existência. No Brasil, é uma das mais importantes doenças parasitárias. Maior incidência: Região Amazônica Doenças Transmitidas por Vetores 32
  • 36.  Febre palustre,  Maleita,  Paludismo ou impaludismo,  Febre intermitente,  Febre terçã benigna,  Febre terçã maligna,  Febre quartã,  Sezão  Tremedeira,  Batedeira  Febre (Simplesmente). Doenças Transmitidas por Vetores 36
  • 37.  As fêmeas do mosquito são hematófagas, ou seja, alimentam-se de sangue humano ou animal, que podem conter plasmódios.  Picam ao anoitecer!  Ao picar a pele de uma pessoa, injetam a saliva com efeito anticoagulante, atingindo os pequenos vasos capilares. Juntamente com a saliva, é inoculado o parasito que, pelo sangue, chega ao fígado, penetrando nas células hepáticas (hepatócitos) - onde os plasmódios se multiplicam durante alguns dias sem causar dano ou produzir sintomatologia. Do fígado, milhares de larvas em forma de anel retornam à circulação sanguínea invadindo as hemácias; dentro delas, crescem e se multiplicam, desencadeando o processo que irá provocar as manifestações clínicas. Doenças Transmitidas por Vetores 37
  • 39. Também pode ser transmitida por:  Sangue de pessoas infectadas por meio de injeção,  Transfusão de sangue  Compartilhando de seringas e agulhas (no caso de usuário de drogas injetáveis). Doenças Transmitidas por Vetores 39
  • 40.  Febre 40ºC ou +  Cefaléia,  Náuseas e vômitos,  Astenia,  Artralgia,  Fadiga,  Calafrios,  Cianose de extremidades e lábios  Crises convulsivas, (crianças).  Rubor facial  Pulso rápido e forte  Cefaléia intensa.  Delírios  Anemia intensa. Doenças Transmitidas por Vetores 40
  • 41.  P. vivax, surgem em torno de 14 dias;  P. falciparum, em cerca de 12 dias  P. malariae, 30 dias.  Plasmódios vivax, ovale e falciparum, a febre acontece em intervalos de um dia.  P. malariae, dois dias. Ao se manifestar, a febre pode durar de 2 a 6 horas. Doenças Transmitidas por Vetores 41 Varia de acordo com a espécie do plasmódio:
  • 42.  Oxigenoterapia  Observar, relatar e registrar sinais de sangramento  Oferecer ao paciente líquidos em grande quantidade  Administrar antitérmicos se prescrito pelo médico  Administrar medicamento específico para a malária. (Cloroquina, que destrói os plasmódios) Doenças Transmitidas por Vetores 42
  • 43.  O diagnóstico clínico pode ser feito com a anaminese e exame físico.  Febre intermitente,  Anemia  Esplenomegalia,  Observar a procedência ou local de residência do infectado em área endêmica. Doenças Transmitidas por Vetores 43
  • 44.  Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado, com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos, se constatada a presença de vetores na área. Doenças Transmitidas por Vetores 44
  • 45.  A malária causa grandes prejuízos à população economicamente ativa, pois afasta o indivíduo de seu trabalho, afetando seu rendimento e, consequentemente, sua sobrevivência e a de sua família. Doenças Transmitidas por Vetores 45
  • 46.  Agente etiológico: protozoário Trypanosoma cruzi  Vetor: insetos do gênero dos triatomídeos, especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis, popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões, que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique.  Uma vez infectado, o barbeiro transmitirá o T. cruzi por toda a sua existência. Doenças Transmitidas por Vetores 46
  • 50.  No Brasil, desde o Maranhão até o Rio Grande do Sul, destacando-se os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Sergipe e Bahia como os de maior prevalência. Doenças Transmitidas por Vetores 50
  • 51.  Sangue de pessoas infectadas, por meio:  Injeção,  Transfusão de sangue  Uso compartilhado de seringas e agulhas (no caso de usuário de drogas injetáveis)  É possível, ainda, ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno. Doenças Transmitidas por Vetores 51
  • 53.  Os sintomas iniciais variam de acordo com a fase da doença, que pode ser aguda ou crônica.  A forma aguda costuma manifestar-se cerca de 5 a 40 dias após a infecção, sendo diagnosticada pelo exame da gota espessa, que identifica a presença do parasita na corrente sangüínea periférica.  Caracteriza-se por febre pouco elevada, mal- estar geral, cefaléia, fraqueza, edema no local da inoculação, aumento de gânglios cervicais, miocardite aparente. Doenças Transmitidas por Vetores 53
  • 54.  A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada, cardíaca e digestiva. Doenças Transmitidas por Vetores 54
  • 55.  Local de entrada do parasita Sinal de Romanã, que é ocular, com edema palpebral bilateral e conjuntiva avermelhada.  Chagoma de inoculação, que é cutâneo, parecido com um furúnculo sem pus. Doenças Transmitidas por Vetores 55
  • 57.  Agente etiológico: Schistosoma mansoni,  Vetor: caramujo do gênero Biomphalaria, encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios, lagos e outras fontes de água doce.  O ciclo compreende duas fases: 1dentro do caramujo; 2dentro do homem. Doenças Transmitidas por Vetores 57
  • 60. Os ovos do esquistossoma são eliminados pelas fezes do homem infectado na água ou próximo às fontes de água doce. Na água, eles eclodem, momento em que são liberadas as larvas, chamadas de miracídios, que infectam o caramujo, após quatro a seis semanas, torna a eliminar o parasita sob a forma de cercária, que infectará as pessoas que tomarem banho nas fontes de água ou que andarem descalças nas margens dessas fontes. Doenças Transmitidas por Vetores 60
  • 64.  Quando ocorre a contaminação, o indivíduo esboça uma reação alérgica através da pele, com sintomas como coceira e sinais como a pele avermelhada. Esses sinais e sintomas são apresentados, pois o parasita penetra na pele.  Após algum tempo depois da contaminação, o indivíduo começa a apresentar: Febre, cefaléia, calafrios, dores abdominais, náuseas, vômitos e tosse.  Ao exame físico: crescimento de fígado e do baço, além da presença de linfonodos inflamados por todo o corpo.  Em casos crônicos, a doença se manifesta com dores abdominais como cólicas, juntamente com diarreia ou disenteria. Doenças Transmitidas por Vetores 64
  • 65.  Acontece no período e local de introdução da cercária no organismo. Devido à reação alérgica, apresentará edema, vermelhidão, erupções, prurido, podendo durar até 5 dias após a infecção; Doenças Transmitidas por Vetores 65
  • 66.  Ocorre de três a sete semanas após a entrada do agente infeccioso.  Caracteriza se por febre, perda de apetite, dor abdominal e cefaléia, podendo haver ainda diarréia, náuseas, vômitos e tosse seca; Doenças Transmitidas por Vetores 66
  • 67.  Manifesta-se, geralmente, em torno de seis meses após a infecção, é caracterizada por comprometimentos, mais ou menos severos, das funções intestinais, de acordo com a quantidade de parasitas presentes no organismo.  Varia desde a queixa de diarréia com muco e sangue até o rompimento de varizes do esôfago e hipertensão dos vasos do fígado, levando à ascite.  Em estágios mais avançados, pode haver comprometimento pulmonar, cardíaco e até mesmo cerebral, afetando progressivamente as capacidades do indivíduo. Doenças Transmitidas por Vetores 67
  • 68.  É feito com base em critérios clínicos e epidemiológicos, sendo complementado com a realização de exames, como a pesquisa de parasitas nas fezes, pelo método de Kato- Katz.  A presença de eosinofilia no hemograma realizado na fase aguda também sugere infecção por esquistossomose. Doenças Transmitidas por Vetores 68
  • 69. Doenças Transmitidas por Vetores 69  Prevenir é extremamente importante e isso pode ser feito através de tratamentos da água, mas que será necessário a ajuda de órgãos públicos responsáveis pela saúde pública. Enquanto isso não ocorre, temos que ter cuidados como usar botas ao pisar em águas não tratadas e sempre ferver águas e alimentos, para que destrua qualquer tipo de organismo contido alí.  O tratamento dos sintomas e medicamentos para disseminação dos parasitas espalhados pelo organismo. (Praziquantel e Oxamniquine).