SlideShare uma empresa Scribd logo
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial<br /> Henrique Della Rosa<br />Estudante de Zootecnia, UNESP-Botucatu<br />Estagiário na UC-Davis, pelo Dpto. de Animal Science <br />Gustavo D. Cruz<br />Ph.D Biologia Animal, UC-Davis<br />Introdução<br />Doença Respiratória Bovina (DRB) é a principal enfermidade presente nos sistemas intensivos de criação e produção de bovinos em todo o mundo. Os dados norte-americanos mais recentes relatam um resultado de 75% de morbidade e 50% à 70% de mortalidade em confinamentos de gado de corte (Edwards, 1996; Galyean et al., 1999; Loneragan et al., 2001). Em pesquisa realizada em 2006 em confinamentos no estado do Kansas, EUA, Babcock et al. observaram uma tendência no aumento nas perdas por mortes de animais acometidos por DRB quando comparado a última década. Apesar das melhorias apresentadas em relação às vacinas e medicamentos, a mesma enfermidade liderou as causas de morbidade e mortalidade em outro estudo que analisou dados americanos de 561 confinamentos em 21 estados (Woolums et al., 2005).<br />No Brasil a literatura relativa à DRB ainda é inexpressiva, no entanto, um recente estudo realizado com nutricionistas brasileiros relatou que a doença é atualmente o principal desafio relacionado à saúde dentro dos nossos confinamentos, ficando a frente de problemas como acidose e laminite (Millen et al., 2009). <br />Os custos associados a tratamentos (remédios e mão-de-obra), mortalidade, e redução da eficiência alimentar, têm causado prejuízos acima de 750 milhões de dólares por ano à indústria pecuária americana (Chirase and Greene, 2001). Dependendo da severidade da doença, os animais acometidos podem receber de um até três tratamentos, o que irá influenciar diretamente o retorno econômico. Neste sentido, Fulton et al., em experimento conduzido em 2002, relatou que animais que receberam 1, 2, ou 3 tratamentos retornaram respectivamente U$40.64, U$58.35, e U$291.93 a menos, quando comparados ao controle. No entanto, despesas com medicamentos representam apenas 21% na redução da receita dos confinadores norte-americanos, enquanto que 79% são atribuídos a redução no peso de carcaça, e ao baixo grau de marmoreio da mesma (Quality Grade). Gardner et al. (1999) observaram reduções no ganho de peso médio diário, peso corporal final, e peso de carcaça quente de 4, 1.7, e 2.6%, respectivamente, em animais tratados contra DRB.<br />Embora a DRB seja, em última análise, uma doença viral/bacteriana, ela deve ser encarada como um problema multifacetado, uma vez que possui inúmeras possíveis causas (origens), e diversos impactos na produção. DRB envolve a complexa interação entre agentes infecciosos, o ambiente, e o estresse (Galyean et al., 1999). Sob um aspecto global, as práticas mercadológicas relacionadas à indústria de gado de corte estão diretamente relacionadas à promoção de estresse aos animais. Estresse devido ao desmame, a compra e venda, transporte, diferentes planos nutricionais, diferentes ambientes com novos indivíduos, histórico sanitário, entre outros. Todos estes citados são fatores que interagem com a exposição a agentes virais e bacterianos. Concomitantemente, sabe-se que o estresse afeta negativamente o sistema imune, e em muitos casos isso ocorre em momentos que o gado está mais susceptível a agentes infecciosos, como na chegada ao confinamento, quando há mistura de animais de diferentes locais com distintos históricos sanitários. O consumo alimentar de animais estressados é menor (Galyean et al., 1995; Cole, 1996), e menor ingestão de nutrientes tende a aumentar o efeito negativo do estresse sobre a função imunológica.<br />  <br />Agentes causadores e sintomas relacionados à DRB<br />Como relatado anteriormente, DRB é uma enfermidade extremamente complexa, a qual envolve inúmeros fatores que podem se inter-relacionar em diferentes níveis de intensidade. Portanto, o presente artigo não objetiva apresentar uma profunda descrição a respeito dos agentes causadores, mas sim apontar aqueles constantemente associados à ocorrência da doença.<br />A doença é comumente iniciada por uma infecção viral primária e muitas vezes seguida por infecção pulmonar com organismos comensais do trato respiratório superior, resultando em pneumonia  ADDIN EN.CITE <EndNote><Cite><Author>Ackermann</Author><Year>2010</Year><RecNum>1824</RecNum><DisplayText>(Ackermann et al., 2010)</DisplayText><record><rec-number>1824</rec-number><foreign-keys><key app=quot;
ENquot;
 db-id=quot;
925we9t5b0re2nea5fxp2tvlfe20d59tddedquot;
>1824</key></foreign-keys><ref-type name=quot;
Journal Articlequot;
>17</ref-type><contributors><authors><author>Ackermann, M. R.</author><author>Derscheid, R.</author><author>Roth, J. A.</author></authors></contributors><titles><title>Innate Immunology of Bovine Respiratory Disease</title><secondary-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</secondary-title></titles><periodical><full-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</full-title></periodical><pages>215-+</pages><volume>26</volume><number>2</number><dates><year>2010</year><pub-dates><date>Jul</date></pub-dates></dates><isbn>0749-0720</isbn><accession-num>ISI:000280482000003</accession-num><urls><related-urls><url>&lt;Go to ISI&gt;://000280482000003</url></related-urls></urls><electronic-resource-num>10.1016/j.cvfa.2010.03.001</electronic-resource-num></record></Cite></EndNote>(Ackermann et al., 2010).<br />Dentre as espécies de bactérias comumente citadas, Pasteurella (Mannheimia) haemolytica, Pasteurella multocida, e Histophilus somni (antigamente Haemophilus sommus), são as mais preocupantes, sendo a Mannheimia haemolytica sorotipo 1 o organismo mais freqüentemente associado a DRB (Pandher et al., 1998). Os agentes virais associados a doenças do trato respiratório em confinamentos incluem rinotraqueíte infecciosa bovina (RIB), parainfluenza-3 (PI3), vírus da diarréia viral bovina (VDVB), vírus respiratório sincicial bovino (VRSB), e corona vírus entérico de bovinos (Plummer et al., 2004).<br />Os sintomas podem variar desde leves sinais clínicos até a morte  ADDIN EN.CITE <EndNote><Cite><Author>Griffin</Author><Year>2010</Year><RecNum>1825</RecNum><DisplayText>(Griffin et al., 2010)</DisplayText><record><rec-number>1825</rec-number><foreign-keys><key app=quot;
ENquot;
 db-id=quot;
925we9t5b0re2nea5fxp2tvlfe20d59tddedquot;
>1825</key></foreign-keys><ref-type name=quot;
Journal Articlequot;
>17</ref-type><contributors><authors><author>Griffin, D.</author><author>Chengappa, M. M.</author><author>Kuszak, J.</author><author>McVey, D. S.</author></authors></contributors><titles><title>Bacterial Pathogens of the Bovine Respiratory Disease Complex</title><secondary-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</secondary-title></titles><periodical><full-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</full-title></periodical><pages>381-+</pages><volume>26</volume><number>2</number><dates><year>2010</year><pub-dates><date>Jul</date></pub-dates></dates><isbn>0749-0720</isbn><accession-num>ISI:000280482000014</accession-num><urls><related-urls><url>&lt;Go to ISI&gt;://000280482000014</url></related-urls></urls><electronic-resource-num>10.1016/j.cvfa.2010.04.004</electronic-resource-num></record></Cite></EndNote>(Griffin et al., 2010). Entretanto, DRB é freqüentemente identificada por meio de depressão, perda de apetite, corrimento nasal e ocular, letargia, dificuldades respiratórias, febre, ou qualquer combinação destes. Animais com temperatura retal igual ou acima de 39.7°C geralmente são considerados mórbidos e devem receber algum tipo de tratamento.<br />Fatores que afetam a incidência de DRB<br />Muitos são os fatores que podem afetar a incidência de DRB. Discutiremos aqueles considerados mais relevantes e de certa forma, mais aplicados ao sistema de produção brasileiro.<br />Pré-condicionamento<br />O pré-condicionamento é uma técnica interessante quando se pretende abater bovinos entre 12 e 14 meses (sistema super-precoce), pois garante que os animais sejam desmamados 30 à 45 dias antes do transporte e subseqüente entrada no confinamento, com programas profiláticos que incluem vacinações (clostridium e vacinas virais), tratamentos com anti-helmínticos, castração (dependendo do sistema de produção), descorna, e exposição a cochos (incluindo alimentos) e bebedouros semelhantes aos utilizados nas baias de confinamentos. Este procedimento tende a melhorar a saúde e o desempenho dos animais durante o confinamento, especialmente no período inicial (0 a 21 dias).<br />Dhuyvetter et al. (2005) sugeriu que bezerros desmamados 45 dias antes da entrada no confinamento retornaram U$14.00 a mais às fazendas de cria, comparado a venda de animais não pré-condicionados. Roeber et al. (2001) encontrou taxas de morbidade de 34.7, 36.7, e 77.3% e mortalidade de 1.1, 1.1, e 11.4% para bezerros que foram submetidos a dois diferentes programas de pré-condicionamento, comparados àqueles que não passaram por este procedimento. <br />Nos EUA o pré-condicionamento é visto por muitos produtores como uma alternativa extremamente benéfica para diminuir a morbidade e mortalidade em bezerros recém desmamados. No entanto, em uma pesquisa realizada pela USDA-APHIS, apenas 32.4% dos confinamentos entrevistados recebem informações a respeito dos animais recebidos.<br />No Brasil o sistema de produção de bovinos super-precoce ainda é pouco empregado, correspondendo a cerca de 1% do gado abatido em um ano. No entanto, é crescente o incentivo a este sistema através de pagamento diferenciado por animais com qualidade superior de carcaça, visando atender a demanda por este tipo de carne. Em algumas fazendas brasileiras é possível encontrar animais cruzados sendo enviados ao abate com idade entre 12 e 14 meses, pesando em torno de 17 arrobas, com excelente cobertura de gordura e considerável qualidade de carne. A técnica de pré-condicionamento, se aplicada a estes sistemas, deve promover importantes benefícios relacionados à saúde do gado, com redução de prejuízos vinculados a DRB, e conseqüente incremento do desempenho desses animais no confinamento.<br />Vacinação e Tratamento<br />Nos EUA os principais programas de pré-condicionamento têm como parte integrante vacinações contra RIB, PI3, VDVB, VRSB, Clostridium, e Pasteurella (Mannheimia). O procedimento sugerido nestes programas é uma primeira vacinação ocorrendo entre duas à quatro semanas antes do desmame, para permitir ao sistema imune o desenvolvimento de uma resposta antes que os bezerros experimentem o estresse da separação das mães, com uma vacinação de reforço no desmame, promovendo um seguro adicional aos animais. <br />Para tratar os bovinos acometidos com DRB a grande maioria dos confinadores norte-americanos utiliza antibióticos, sendo que 40.5% dos animais doentes são tratados com antiinflamatórios não esteróides (ANE) em adição aos antibióticos  ADDIN EN.CITE <EndNote><Cite><Author>USDA</Author><Year>2000</Year><RecNum>1827</RecNum><DisplayText>(USDA, 2000b)</DisplayText><record><rec-number>1827</rec-number><foreign-keys><key app=quot;
ENquot;
 db-id=quot;
925we9t5b0re2nea5fxp2tvlfe20d59tddedquot;
>1827</key></foreign-keys><ref-type name=quot;
Electronic Articlequot;
>43</ref-type><contributors><authors><author>USDA</author></authors></contributors><titles><title>Part III: Health management and biosecurity in U.S. feedlots, 1999</title></titles><dates><year>2000</year></dates><pub-location>Fort Collins, CO</pub-location><publisher>USDA: APHIS, CEAH, National Animal Health Monitoring System #N336.1200</publisher><urls></urls></record></Cite></EndNote>(USDA, 2000b). Neste sentido, uma pesquisa tem sido conduzida na Universidade da Califórnia, campus de Davis, para testar o efeito do Meloxicam em adição a antibióticos no tratamento de DRB.  Meloxicam é um ANE, com propriedades antiinflamatórias, anti-exsudativa, anti-séptico, anti-pirético e analgésico. Vários estudos já indicaram que meloxicam em combinação com antibióticos pode ser um componente útil no tratamento de DRB, gerando uma normalização significativamente mais rápida do estado clínico e ainda uma diminuição das lesões pulmonares em comparação aos antibióticos sozinho (Bednarek et al. 2003, Friton et al., 2005)<br />No Brasil a literatura relacionada é bastante superficial, no entanto os dados de campo relatam a aplicação de uma vacina aos animais na entrada do confinamento. O tratamento é realizado por meio de antibióticos com possível fornecimento adicional de vitaminas.<br />Estratégias nutricionais<br />Carboidrato (energia), proteína, minerais, e vitaminas são nutrientes necessários para qualquer reação fisiológica animal, principalmente respostas imunológicas pertinentes ao sistema inato e adquirido (Carroll and Forsberg, 2007).<br />O status nutricional do gado antes da exposição à DRB tende a ter uma relação com o resultado deste desafio, entretanto, pouco se sabe a respeito da influência do plano nutricional na saúde e imunidade dos bovinos de corte durante esta exposição (Duff and Galyean 2007). A variação no status nutricional pode explicar a ampla variação nas respostas encontradas à suplementação alimentar, especialmente referente a proteínas, minerais e vitaminas. <br />Diversos estudos têm sido conduzidos para avaliar os efeitos dos ácidos graxos essenciais na resposta imune de bovinos de leite e corte, mais especificamente respostas inflamatórias e da fase aguda. Os ácidos graxos considerados essenciais para dietas de bovinos são os ácidos linoléico (ou ômega-6) e o ácido linolênico (ou ômega-3). Ambos estão presentes em diversos ingredientes utilizados na nutrição de bovinos. Contudo, quando esses ingredientes chegam ao rúmen, uma grande parte destes ácidos graxos essenciais passa por um processo denominado bio-hidrogenação, no qual são transformados em outros tipos de ácidos graxos não-essencias, como por exemplo, o ácido esteárico, e portanto não chegam em quantidades significativas ao intestino para absorção (Doreau and Ferlay, 1994). Uma opção para evitar bio-hidrogenação ruminal e maximizar a absorção intestinal é a inclusão de ingredientes ricos em ácidos graxos essenciais a moléculas de sabões de cálcio (Wu et al., 1991), comumente conhecido como gordura protegida.<br />Em um série de três experimentos, Cooke et al., (2010a) demonstraram que bezerros que foram desmamados e receberam gordura protegida por 30 dias antes de entrarem no confinamento, somente como forma de pré-condicionamento para a fase seguinte, tiveram maior ganho de peso comparado ao grupo controle durante a fase inicial do confinamento (144 dias), quando os desafios imunológicos são mais freqüentes. Segundo o autor esse ganho em desempenho foi atribuído, pelo menos em parte, aos benefícios imunológicos do CaAGE (Megalac-R® ; Church and Dwight, Princeton, NJ)  durante o período de transporte e entrada no confinamento. Bezerros recebendo CaAGE tiveram, após o transporte, menores concentrações plasmáticas de TNF-α, umas das principais citocínas pró-inflamatória que prejudicam a performance animal quando sintetizadas em excesso durante condições de estresse.<br />Durante a fase terminal destes bezerros (últimos 100 dias no confinamento), o ganho de peso foi similar entre os tratamentos, uma vez que todos os novilhos já se encontravam bem adaptados ao sistema de produção (2.10 vs. 2.09 kg/d para controle e CaAGE, respectivamente; P = 0.86). Contudo, quando os animais foram abatidos, os bezerros que receberam CaAGE durante o pré-condicionamento tiveram melhor marmorização, e conseqüentemente, maior proporção de carcaças classificadas como Choice pelo sistema do USDA. A equipe de Cooke atribuiu esse efeito ao maior ganho de peso dos bezerros suplementados com CaAGE durante o início do confinamento, uma vez que ganho de peso pós-desmama é positivamente associado com deposição de gordura e terminação de carcaça em bovinos de corte (Owens et al., 1993; Drager et al., 2004; McCurdy et al., 2010).<br />Apesar de toda a informação científica disponível hoje em dia em relação aos efeitos dos ácidos graxos essenciais na produtividade, reprodução, e saúde animal, as quantidades mínimas que bovinos precisam consumir de ácidos linoléico e linolênico para estimular respostas pró ou antiinflamatórias ainda não foram determinadas (Cooke, R. F., 2011). Mesmo assim, o fornecimento de gordura protegida durante o pré-condicionamento de bovinos parece ser uma estratégia nutricional eficiente para beneficiar a saúde e ainda promover incrementos em produtividade.<br />Conclusão<br />Os dados disponíveis à DRB ainda estão longe de responderem todas as questões levantadas até o momento. Em todo o mundo, a habilidade para diagnosticar a doença ainda é ineficiente. Após décadas de pesquisas, nossa capacidade em modificar a incidência de DRB por meio de manipulações nutricionais também é limitada. <br />Nos EUA o pré-condicionamento de animais antes da entrada no confinamento tem se mostrado uma ferramenta eficiente para reduzir a incidência de DRB.  Atualmente um dos grandes desafios da indústria pecuária norte-americana tem sido ampliar a implementação destes programas de preparação de bovinos para o confinamento. Por isso é crescente o incentivo (por meio de premiações financeiras) a produtores de bezerros que aderirem programas de pré-condicionamento.  Os benefícios retornados por este procedimento alcançam toda a cadeia pecuária, uma vez que a melhora da saúde promove incrementos no peso ao desmame, desempenho no confinamento, maior escore de marmorização, e superior rendimento de carcaça.<br />No Brasil, embora apenas cerca de 8% do gado abatido em um ano seja proveniente de confinamento, e somente uma pequena parcela desses animais sejam produzidos em sistema super-precoce, a DRB já é uma preocupação dos nossos produtores, uma vez que também acomete (em menores proporções) animais adultos. Com o crescente incentivo à aplicação de tecnologia, o confinamento tende a manter-se como parte integrante de nosso sistema de produção, devendo aumentar o número de animais, especialmente jovens, confinados nos próximos anos. A crescente demanda por carne de maior qualidade, bem como a busca por maior produtividade devem sustentar este crescimento.<br />Contudo, a DRB deve ser conhecida, e mais do que isto, deve ser pesquisada em nosso país. Já que devemos vivenciar, com maior freqüência, cenários semelhantes aos relatados neste artigo à medida que ampliarmos a intensificação da nossa indústria pecuária.<br />Referências bibliográficas<br />Ackermann, M. R., R. Derscheid, and J. A. Roth. 2010. Innate immunology of bovine respiratory disease. Vet Clin N Am-Food A 26:215-228. <br />Babcock, A., R. Jones, and M. Langemeier. 2006. Examining death loss in Kansas feedlots. Pages 46–52 in Beef Cattle Research – 2006, Report of Prog. 959, Kansas State Univ., Manhattan. http://www.oznet.ksu.edu/library/lvstk2/srp959.pdf Accessed June 27, 2006.<br />Bednarek, D., B. Zdzisińska, M. Kondracki, W. Rzeski, R. Paduch, and M. Kandefer-Szerszeń. 2003. A comparative study of the effects of meloxicam and flunixin meglumine (NSAIDs) as adjunctive therapy on interferon and tumor necrosis factor production in calves suffering from enzootic bronchopneumonia. Pol J Vet Sci 6:109-115.<br />Carroll, J. A., and N. E. Forsberg. 2007. Influence of stress and nutrition on cattle immunity. Vet. Clin. Food. Anim. 23:105-149.<br />Chirase, N.K. and L.W. Greene. “Dietary Zinc and Manganese Sources Administered from the Fetal Stage Onwards Affect Immune Response of Transit Stressed and Virus Infected Offspring Steer Calves.” Animal Feed Science and Technology 93(2001):217-228.<br />Cole, N. A. 1996. Review of bovine respiratory disease: Nutrition and disease interactions. Pages 57–74 in Review of Bovine Respiratory Disease—Schering-Plough Animal Health. R. Smith, ed. Veterinary Learning Systems, Trenton, NJ.<br />Cooke, R. F., D. W. Bohnert, P. Moriel, B. W. Hess, and R. R. Mills. 2010a. Effects of polyunsaturated fatty acid supplementation on forage digestibility, performance, and physiological responses of feeder cattle. J. Anim. Sci. (Accepted, in press) E-2010-3515.<br />Cooke, R. F. Estratégias Nutricionais para Promover Saúde e Performance de Bezerros Pós-Desmama. In: III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE NUTRIÇÃO DE RUMINANTES, Botucatu, 2011. Anais... Botucatu: Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal, 2011. p.13-24<br />Dhuyvetter, K. C., A. M. Bryant, and D. A. Blasi. 2005. Case study: Preconditioning beef calves: Are expected premiums sufficient to justify the practice? Prof. Anim. Sci. 21:502–514.<br />Doreau, M. and A. Ferlay. 1994. Digestion and utilization of fatty acids by ruminants. Anim. Feed Sci. Tech. 45:379-396.<br />Drager, C. D., M. S. Brown, M. B. Jeter, and P. F. Dew. 2004. Effects of feed intake restriction on performance and carcass characteristics of finishing beef steers. Prof. Anim. Sci. 20:255–261.<br />Duff, G. C, and M. L. Galyean. 2007. Boardinvited review: Recent advances in management of highly stressed, newly received feedlot cattle. J. Anim. Sci. 85:823.Edwards, A.J. “Respiratory Diseases of Feedlot Cattle in the Central USA.” Bovine Practitioner 30(1996):5-7.<br />Friton, G. M., C. Cajal, and R. Ramirez-Romero. 2005. Long-term effects of meloxicam in the treatment of respiratory disease in fattening cattle. Vet Rec 156:809-811.<br />Fulton, R. W., B. J. Cook, D. L. Step, A. W. Confer, J. T. Saliki, M. E. Payton, L. J. Burge, R. D. Welsh, and K. S. Blood. 2002. Evaluation of health status of calves and the impact on feedlot performance: Assessment of a retained ownership program for postweaning calves. Can. J. Vet. Res. 66:173–180.<br />Galyean, M. L., and M. E. Hubbert. 1995. Effects of season, health, and management on feed intake by beef cattle. Pages 226– 234 in Symposium: Intake by Feedlot Cattle. F. N. Owens, ed. Oklahoma Agric. Exp. Stn., P-942.<br />Galyean, M.L.; L.J. Perino, and G.C. Duff. “Interaction of Cattle Health/Immunity and Nutrition.” Journal of Animal Science 77(1999):1120-1134.<br />Gardner, B.A.; H.G. Dolezal, L.K. Bryant, F.N. Owens, and R.A. Smith. “Health of Finishing Steers: Effects on Per formance, Carcass Traits, and Meat Tenderness.” Journal of Animal Science 77(1999):3168-3175<br />Griffin, D., M. M. Chengappa, J. Kuszak, and D. S. McVey. 2010. Bacterial pathogens of the bovine respiratory disease complex. Vet Clin N Am-Food A 26:381-394.<br />Loneragan, G.H.; D.A. Dargatz, P.S. Morley, and M.A. Smith. “Trends in Mortality Ratios Among Cattle in US Feedlots.” Journal of the American Veterinary Medical Association 219(2001):1122-1127.<br />McCurdy, M. P., G. W. Horn, J. J. Wagner, P. A. Lancaster, and C. R. Krehbiel. 2010. Effects of winter growing programs on subsequent feedlot performance, carcass characteristics, body composition, and energy requirements of beef steers. J. Anim. Sci. 88:1564-1576.<br />Millen, D. D., R. D. L. Pacheco, M. D. B. Arrigoni, M. L. Galyean and J. T. Vasconcelos. 2009. A snapshot of management practices and nutritional recommendations used by feedlot nutritionists in Brazil. J. Anim. Sci. 87:3427–3439<br />Owens, F. N., P. Dubeski, and C. F. Hanson. 1993. Factors that alter the growth and development of ruminants. J. Anim. Sci. 71:3138-3150.<br />Pandher, K., A. W. Confer, and G. L. Murphy. 1998. Genetic and immunologic analyses of PlpE, a lipoprotein important in complement- mediated killing of Pasteurella haemolytica serotype 1. Infect. Immun. 66:5613–5619.<br />Plummer, P. J., B. W. Rohrbach, R. A. Daugherty, R. A. Daugherty, K. V. Thomas, R. P. Wilkes, F. E. Duggan, and M. A. Kennedy. 2004. Effect of intranasal vaccination against bovine enteric cornonavirus on the occurrence of respiratory tract disease in a commercial backgrounding feedlot. J. Am. Vet. Med. Assoc. 225:726–731.<br />Roeber, D. L., N. C. Speer, J. G. Gentry, J. D. Tatum, C. D. Smith, J. C. Whittier, G. F. Jones, K. E. Belk, and G. C. Smith. 2001. Feeder cattle health management: Effects on morbidity rates, feedlot performance, carcass characteristics, and beef palatability. Prof. Anim. Sci. 17:39–44.<br />USDA. 2000b. Part III: Health management and biosecurity in U.S. feedlots, 1999.USDA: APHIS: VS, CEAH, National Animal Health Monitoring System #N335.1000.<br />Woolums, A. R., G. H. Loneragan, L. L. Hawkins, and S. M. Williams. 2005. Baseline management practices and animal health data reported by US feedlots responding to a survey regarding acute interstitial pneumonia. Bovine Pract. 39:116–124.<br />Wu, Z., and D. L. Palmquist. 1991. Synthesis and biohydrogenation of fatty acids by ruminal microorganisms in vitro. J. Dairy Sci. 74:3035-3046.<br />
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial
Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial

Mais conteúdo relacionado

Destaque

送您十朵玫瑰
送您十朵玫瑰送您十朵玫瑰
送您十朵玫瑰
Jaing Lai
 
當生命陷落時你也在繞圈子嗎
當生命陷落時你也在繞圈子嗎當生命陷落時你也在繞圈子嗎
當生命陷落時你也在繞圈子嗎
Jaing Lai
 
《小路》口哨演奏
《小路》口哨演奏《小路》口哨演奏
《小路》口哨演奏Jaing Lai
 
55 Beautiful Pictures Music
55 Beautiful Pictures   Music55 Beautiful Pictures   Music
55 Beautiful Pictures Music
Jaing Lai
 
七種不需花錢的布施
七種不需花錢的布施七種不需花錢的布施
七種不需花錢的布施
Jaing Lai
 
Feed&Food
Feed&Food Feed&Food
Feed&Food
BeefPoint
 
下班就跑是富有哲學道理
下班就跑是富有哲學道理下班就跑是富有哲學道理
下班就跑是富有哲學道理
Jaing Lai
 
生活化學快問妙答(Unold)
生活化學快問妙答(Unold)生活化學快問妙答(Unold)
生活化學快問妙答(Unold)
Jaing Lai
 
我的人生是酸辣湯
我的人生是酸辣湯我的人生是酸辣湯
我的人生是酸辣湯Jaing Lai
 
Beautiful national parks (catherine)
Beautiful national parks (catherine)Beautiful national parks (catherine)
Beautiful national parks (catherine)Catherine Dewilde
 
Freytech Eco Line A
Freytech Eco Line AFreytech Eco Line A
Freytech Eco Line A
natascharr
 
心態的力量
心態的力量心態的力量
心態的力量
Jaing Lai
 
Photos Dingues奇特
Photos Dingues奇特Photos Dingues奇特
Photos Dingues奇特
Jaing Lai
 
Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)
Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)
Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)
Catherine Dewilde
 
JBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São Paulo
JBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São PauloJBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São Paulo
JBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São Paulo
BeefPoint
 
Fall colors autumn (catherine)
Fall colors autumn  (catherine)Fall colors autumn  (catherine)
Fall colors autumn (catherine)
Catherine Dewilde
 
Space Shuttle Slv
Space Shuttle SlvSpace Shuttle Slv
Space Shuttle Slv
Jaing Lai
 
The old farmhouse by joan sloane (catherine)
The old farmhouse by joan sloane (catherine)The old farmhouse by joan sloane (catherine)
The old farmhouse by joan sloane (catherine)
Catherine Dewilde
 

Destaque (19)

送您十朵玫瑰
送您十朵玫瑰送您十朵玫瑰
送您十朵玫瑰
 
當生命陷落時你也在繞圈子嗎
當生命陷落時你也在繞圈子嗎當生命陷落時你也在繞圈子嗎
當生命陷落時你也在繞圈子嗎
 
《小路》口哨演奏
《小路》口哨演奏《小路》口哨演奏
《小路》口哨演奏
 
55 Beautiful Pictures Music
55 Beautiful Pictures   Music55 Beautiful Pictures   Music
55 Beautiful Pictures Music
 
七種不需花錢的布施
七種不需花錢的布施七種不需花錢的布施
七種不需花錢的布施
 
Feed&Food
Feed&Food Feed&Food
Feed&Food
 
下班就跑是富有哲學道理
下班就跑是富有哲學道理下班就跑是富有哲學道理
下班就跑是富有哲學道理
 
生活化學快問妙答(Unold)
生活化學快問妙答(Unold)生活化學快問妙答(Unold)
生活化學快問妙答(Unold)
 
14 Proyecto5 4
14 Proyecto5 414 Proyecto5 4
14 Proyecto5 4
 
我的人生是酸辣湯
我的人生是酸辣湯我的人生是酸辣湯
我的人生是酸辣湯
 
Beautiful national parks (catherine)
Beautiful national parks (catherine)Beautiful national parks (catherine)
Beautiful national parks (catherine)
 
Freytech Eco Line A
Freytech Eco Line AFreytech Eco Line A
Freytech Eco Line A
 
心態的力量
心態的力量心態的力量
心態的力量
 
Photos Dingues奇特
Photos Dingues奇特Photos Dingues奇特
Photos Dingues奇特
 
Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)
Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)
Illustrations by tiago_hoisel-(catherine)
 
JBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São Paulo
JBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São PauloJBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São Paulo
JBS - Do sonho à realidade: Escola Germinare já funciona em São Paulo
 
Fall colors autumn (catherine)
Fall colors autumn  (catherine)Fall colors autumn  (catherine)
Fall colors autumn (catherine)
 
Space Shuttle Slv
Space Shuttle SlvSpace Shuttle Slv
Space Shuttle Slv
 
The old farmhouse by joan sloane (catherine)
The old farmhouse by joan sloane (catherine)The old farmhouse by joan sloane (catherine)
The old farmhouse by joan sloane (catherine)
 

Semelhante a Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial

Lignanas
LignanasLignanas
influenza equina.docx
influenza equina.docxinfluenza equina.docx
influenza equina.docx
GeovanaVasconcelos8
 
microrganismos patogênicos em alimentos
 microrganismos patogênicos em alimentos microrganismos patogênicos em alimentos
microrganismos patogênicos em alimentos
Cris Botelho
 
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Raquel Maria Cury Rodrigues
 
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Rural Pecuária
 
GASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA
GASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA  BIODIVERSIDADE BRASILEIRAGASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA  BIODIVERSIDADE BRASILEIRA
GASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA
Adélia Chaves
 
Sebenta de epidemiologia
Sebenta de epidemiologiaSebenta de epidemiologia
Sebenta de epidemiologia
Dalila_Marcao
 
Alimentos transgenicos
Alimentos transgenicosAlimentos transgenicos
Alimentos transgenicos
irina acosta gonzales
 
Desnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos Nutricionais
Desnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos NutricionaisDesnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos Nutricionais
Desnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos Nutricionais
Luciane Lopes Sant'Ana
 
Apresentação-Gisele-Bortolini-1.pdf
Apresentação-Gisele-Bortolini-1.pdfApresentação-Gisele-Bortolini-1.pdf
Apresentação-Gisele-Bortolini-1.pdf
EDNEIDEMARCIASILVA
 
3 dietoterapia para portadores de hiv
3 dietoterapia para portadores de hiv3 dietoterapia para portadores de hiv
3 dietoterapia para portadores de hiv
Flander Diego de Souza
 
Celiaco
CeliacoCeliaco
Alimentos funcionais na prevencao de doencas
Alimentos funcionais na prevencao de doencasAlimentos funcionais na prevencao de doencas
Alimentos funcionais na prevencao de doencas
Revender Produtos
 
Alimentos funcionais - Forever Living Products
Alimentos funcionais - Forever Living ProductsAlimentos funcionais - Forever Living Products
Alimentos funcionais - Forever Living Products
Revender Produtos
 

Semelhante a Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial (14)

Lignanas
LignanasLignanas
Lignanas
 
influenza equina.docx
influenza equina.docxinfluenza equina.docx
influenza equina.docx
 
microrganismos patogênicos em alimentos
 microrganismos patogênicos em alimentos microrganismos patogênicos em alimentos
microrganismos patogênicos em alimentos
 
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
 
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
 
GASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA
GASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA  BIODIVERSIDADE BRASILEIRAGASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA  BIODIVERSIDADE BRASILEIRA
GASTRONOMIA HOSPITALAR: SEU PAPEL NA GARANTIA DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA
 
Sebenta de epidemiologia
Sebenta de epidemiologiaSebenta de epidemiologia
Sebenta de epidemiologia
 
Alimentos transgenicos
Alimentos transgenicosAlimentos transgenicos
Alimentos transgenicos
 
Desnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos Nutricionais
Desnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos NutricionaisDesnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos Nutricionais
Desnutrição Avaliação Nutricional E Requerimentos Nutricionais
 
Apresentação-Gisele-Bortolini-1.pdf
Apresentação-Gisele-Bortolini-1.pdfApresentação-Gisele-Bortolini-1.pdf
Apresentação-Gisele-Bortolini-1.pdf
 
3 dietoterapia para portadores de hiv
3 dietoterapia para portadores de hiv3 dietoterapia para portadores de hiv
3 dietoterapia para portadores de hiv
 
Celiaco
CeliacoCeliaco
Celiaco
 
Alimentos funcionais na prevencao de doencas
Alimentos funcionais na prevencao de doencasAlimentos funcionais na prevencao de doencas
Alimentos funcionais na prevencao de doencas
 
Alimentos funcionais - Forever Living Products
Alimentos funcionais - Forever Living ProductsAlimentos funcionais - Forever Living Products
Alimentos funcionais - Forever Living Products
 

Mais de BeefPoint

Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011
Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011
Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011
BeefPoint
 
Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011
Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011
Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011
BeefPoint
 
JBS - resultados do 2º trimestre de 2011
JBS - resultados do 2º trimestre de 2011JBS - resultados do 2º trimestre de 2011
JBS - resultados do 2º trimestre de 2011
BeefPoint
 
Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011
Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011
Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011
BeefPoint
 
A mais invejada da Amazônia
A mais invejada da AmazôniaA mais invejada da Amazônia
A mais invejada da Amazônia
BeefPoint
 
Imea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso
Imea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato GrossoImea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso
Imea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso
BeefPoint
 
Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011
Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011 Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011
Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011
BeefPoint
 
CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011
CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011
CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011
BeefPoint
 
BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...
BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...
BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...
BeefPoint
 
Mataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicialMataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
BeefPoint
 
Mataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicialMataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
BeefPoint
 
CNA - A verdade sobre o desmatamento
CNA - A verdade sobre o desmatamentoCNA - A verdade sobre o desmatamento
CNA - A verdade sobre o desmatamento
BeefPoint
 
CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011
CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011
CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011
BeefPoint
 
Marfrig Alimentos S.A. - Resultados do 1º trimestre de 2011
Marfrig Alimentos S.A. -  Resultados do 1º trimestre de 2011Marfrig Alimentos S.A. -  Resultados do 1º trimestre de 2011
Marfrig Alimentos S.A. - Resultados do 1º trimestre de 2011
BeefPoint
 
Zootecnistas
ZootecnistasZootecnistas
Zootecnistas
BeefPoint
 
Programação do I curso do EMBRAPA INVERNADA
Programação do I curso do EMBRAPA INVERNADAProgramação do I curso do EMBRAPA INVERNADA
Programação do I curso do EMBRAPA INVERNADA
BeefPoint
 
JBS - resultados do 1º trimestre de 2011
JBS - resultados do 1º trimestre de 2011JBS - resultados do 1º trimestre de 2011
JBS - resultados do 1º trimestre de 2011
BeefPoint
 
ICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva Legal
ICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva LegalICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva Legal
ICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva Legal
BeefPoint
 
Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...
Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...
Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...
BeefPoint
 
1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso
1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso
1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso
BeefPoint
 

Mais de BeefPoint (20)

Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011
Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011
Relatório Top 50 Beef Point de Confinamentos 2010-2011
 
Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011
Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011
Marfrig - resultados do 2º trimestre de 2011
 
JBS - resultados do 2º trimestre de 2011
JBS - resultados do 2º trimestre de 2011JBS - resultados do 2º trimestre de 2011
JBS - resultados do 2º trimestre de 2011
 
Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011
Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011
Minerva - Resultados do 2º trimestre de 2011
 
A mais invejada da Amazônia
A mais invejada da AmazôniaA mais invejada da Amazônia
A mais invejada da Amazônia
 
Imea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso
Imea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato GrossoImea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso
Imea - 2°Levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso
 
Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011
Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011 Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011
Abiec: resultados das exportações de carne bovina no 1º semestre de 2011
 
CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011
CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011
CNA - VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO CRESCE 9,4% EM 2011
 
BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...
BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...
BM&FBovespa - Ofício Circular sobre alterações no Indicador e nos Contratos F...
 
Mataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicialMataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
 
Mataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicialMataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
Mataboi Alimentos S.A. - Proposta aos credores do plano de recuperação judicial
 
CNA - A verdade sobre o desmatamento
CNA - A verdade sobre o desmatamentoCNA - A verdade sobre o desmatamento
CNA - A verdade sobre o desmatamento
 
CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011
CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011
CNA - Cartilha da Contribuição Sindical Rural 2011
 
Marfrig Alimentos S.A. - Resultados do 1º trimestre de 2011
Marfrig Alimentos S.A. -  Resultados do 1º trimestre de 2011Marfrig Alimentos S.A. -  Resultados do 1º trimestre de 2011
Marfrig Alimentos S.A. - Resultados do 1º trimestre de 2011
 
Zootecnistas
ZootecnistasZootecnistas
Zootecnistas
 
Programação do I curso do EMBRAPA INVERNADA
Programação do I curso do EMBRAPA INVERNADAProgramação do I curso do EMBRAPA INVERNADA
Programação do I curso do EMBRAPA INVERNADA
 
JBS - resultados do 1º trimestre de 2011
JBS - resultados do 1º trimestre de 2011JBS - resultados do 1º trimestre de 2011
JBS - resultados do 1º trimestre de 2011
 
ICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva Legal
ICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva LegalICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva Legal
ICONE - O Novo Código Florestal e a proteção das APPs e da Reserva Legal
 
Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...
Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...
Independência - Edital de Alienação Judicial de Unidades Produtivas Isoladas ...
 
1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso
1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso
1° levantamento das intenções de confinamento em mato grosso
 

Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial

  • 1. Doença Respiratória Bovina – Uma preocupação mundial<br /> Henrique Della Rosa<br />Estudante de Zootecnia, UNESP-Botucatu<br />Estagiário na UC-Davis, pelo Dpto. de Animal Science <br />Gustavo D. Cruz<br />Ph.D Biologia Animal, UC-Davis<br />Introdução<br />Doença Respiratória Bovina (DRB) é a principal enfermidade presente nos sistemas intensivos de criação e produção de bovinos em todo o mundo. Os dados norte-americanos mais recentes relatam um resultado de 75% de morbidade e 50% à 70% de mortalidade em confinamentos de gado de corte (Edwards, 1996; Galyean et al., 1999; Loneragan et al., 2001). Em pesquisa realizada em 2006 em confinamentos no estado do Kansas, EUA, Babcock et al. observaram uma tendência no aumento nas perdas por mortes de animais acometidos por DRB quando comparado a última década. Apesar das melhorias apresentadas em relação às vacinas e medicamentos, a mesma enfermidade liderou as causas de morbidade e mortalidade em outro estudo que analisou dados americanos de 561 confinamentos em 21 estados (Woolums et al., 2005).<br />No Brasil a literatura relativa à DRB ainda é inexpressiva, no entanto, um recente estudo realizado com nutricionistas brasileiros relatou que a doença é atualmente o principal desafio relacionado à saúde dentro dos nossos confinamentos, ficando a frente de problemas como acidose e laminite (Millen et al., 2009). <br />Os custos associados a tratamentos (remédios e mão-de-obra), mortalidade, e redução da eficiência alimentar, têm causado prejuízos acima de 750 milhões de dólares por ano à indústria pecuária americana (Chirase and Greene, 2001). Dependendo da severidade da doença, os animais acometidos podem receber de um até três tratamentos, o que irá influenciar diretamente o retorno econômico. Neste sentido, Fulton et al., em experimento conduzido em 2002, relatou que animais que receberam 1, 2, ou 3 tratamentos retornaram respectivamente U$40.64, U$58.35, e U$291.93 a menos, quando comparados ao controle. No entanto, despesas com medicamentos representam apenas 21% na redução da receita dos confinadores norte-americanos, enquanto que 79% são atribuídos a redução no peso de carcaça, e ao baixo grau de marmoreio da mesma (Quality Grade). Gardner et al. (1999) observaram reduções no ganho de peso médio diário, peso corporal final, e peso de carcaça quente de 4, 1.7, e 2.6%, respectivamente, em animais tratados contra DRB.<br />Embora a DRB seja, em última análise, uma doença viral/bacteriana, ela deve ser encarada como um problema multifacetado, uma vez que possui inúmeras possíveis causas (origens), e diversos impactos na produção. DRB envolve a complexa interação entre agentes infecciosos, o ambiente, e o estresse (Galyean et al., 1999). Sob um aspecto global, as práticas mercadológicas relacionadas à indústria de gado de corte estão diretamente relacionadas à promoção de estresse aos animais. Estresse devido ao desmame, a compra e venda, transporte, diferentes planos nutricionais, diferentes ambientes com novos indivíduos, histórico sanitário, entre outros. Todos estes citados são fatores que interagem com a exposição a agentes virais e bacterianos. Concomitantemente, sabe-se que o estresse afeta negativamente o sistema imune, e em muitos casos isso ocorre em momentos que o gado está mais susceptível a agentes infecciosos, como na chegada ao confinamento, quando há mistura de animais de diferentes locais com distintos históricos sanitários. O consumo alimentar de animais estressados é menor (Galyean et al., 1995; Cole, 1996), e menor ingestão de nutrientes tende a aumentar o efeito negativo do estresse sobre a função imunológica.<br /> <br />Agentes causadores e sintomas relacionados à DRB<br />Como relatado anteriormente, DRB é uma enfermidade extremamente complexa, a qual envolve inúmeros fatores que podem se inter-relacionar em diferentes níveis de intensidade. Portanto, o presente artigo não objetiva apresentar uma profunda descrição a respeito dos agentes causadores, mas sim apontar aqueles constantemente associados à ocorrência da doença.<br />A doença é comumente iniciada por uma infecção viral primária e muitas vezes seguida por infecção pulmonar com organismos comensais do trato respiratório superior, resultando em pneumonia ADDIN EN.CITE <EndNote><Cite><Author>Ackermann</Author><Year>2010</Year><RecNum>1824</RecNum><DisplayText>(Ackermann et al., 2010)</DisplayText><record><rec-number>1824</rec-number><foreign-keys><key app=quot; ENquot; db-id=quot; 925we9t5b0re2nea5fxp2tvlfe20d59tddedquot; >1824</key></foreign-keys><ref-type name=quot; Journal Articlequot; >17</ref-type><contributors><authors><author>Ackermann, M. R.</author><author>Derscheid, R.</author><author>Roth, J. A.</author></authors></contributors><titles><title>Innate Immunology of Bovine Respiratory Disease</title><secondary-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</secondary-title></titles><periodical><full-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</full-title></periodical><pages>215-+</pages><volume>26</volume><number>2</number><dates><year>2010</year><pub-dates><date>Jul</date></pub-dates></dates><isbn>0749-0720</isbn><accession-num>ISI:000280482000003</accession-num><urls><related-urls><url>&lt;Go to ISI&gt;://000280482000003</url></related-urls></urls><electronic-resource-num>10.1016/j.cvfa.2010.03.001</electronic-resource-num></record></Cite></EndNote>(Ackermann et al., 2010).<br />Dentre as espécies de bactérias comumente citadas, Pasteurella (Mannheimia) haemolytica, Pasteurella multocida, e Histophilus somni (antigamente Haemophilus sommus), são as mais preocupantes, sendo a Mannheimia haemolytica sorotipo 1 o organismo mais freqüentemente associado a DRB (Pandher et al., 1998). Os agentes virais associados a doenças do trato respiratório em confinamentos incluem rinotraqueíte infecciosa bovina (RIB), parainfluenza-3 (PI3), vírus da diarréia viral bovina (VDVB), vírus respiratório sincicial bovino (VRSB), e corona vírus entérico de bovinos (Plummer et al., 2004).<br />Os sintomas podem variar desde leves sinais clínicos até a morte ADDIN EN.CITE <EndNote><Cite><Author>Griffin</Author><Year>2010</Year><RecNum>1825</RecNum><DisplayText>(Griffin et al., 2010)</DisplayText><record><rec-number>1825</rec-number><foreign-keys><key app=quot; ENquot; db-id=quot; 925we9t5b0re2nea5fxp2tvlfe20d59tddedquot; >1825</key></foreign-keys><ref-type name=quot; Journal Articlequot; >17</ref-type><contributors><authors><author>Griffin, D.</author><author>Chengappa, M. M.</author><author>Kuszak, J.</author><author>McVey, D. S.</author></authors></contributors><titles><title>Bacterial Pathogens of the Bovine Respiratory Disease Complex</title><secondary-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</secondary-title></titles><periodical><full-title>Veterinary Clinics of North America-Food Animal Practice</full-title></periodical><pages>381-+</pages><volume>26</volume><number>2</number><dates><year>2010</year><pub-dates><date>Jul</date></pub-dates></dates><isbn>0749-0720</isbn><accession-num>ISI:000280482000014</accession-num><urls><related-urls><url>&lt;Go to ISI&gt;://000280482000014</url></related-urls></urls><electronic-resource-num>10.1016/j.cvfa.2010.04.004</electronic-resource-num></record></Cite></EndNote>(Griffin et al., 2010). Entretanto, DRB é freqüentemente identificada por meio de depressão, perda de apetite, corrimento nasal e ocular, letargia, dificuldades respiratórias, febre, ou qualquer combinação destes. Animais com temperatura retal igual ou acima de 39.7°C geralmente são considerados mórbidos e devem receber algum tipo de tratamento.<br />Fatores que afetam a incidência de DRB<br />Muitos são os fatores que podem afetar a incidência de DRB. Discutiremos aqueles considerados mais relevantes e de certa forma, mais aplicados ao sistema de produção brasileiro.<br />Pré-condicionamento<br />O pré-condicionamento é uma técnica interessante quando se pretende abater bovinos entre 12 e 14 meses (sistema super-precoce), pois garante que os animais sejam desmamados 30 à 45 dias antes do transporte e subseqüente entrada no confinamento, com programas profiláticos que incluem vacinações (clostridium e vacinas virais), tratamentos com anti-helmínticos, castração (dependendo do sistema de produção), descorna, e exposição a cochos (incluindo alimentos) e bebedouros semelhantes aos utilizados nas baias de confinamentos. Este procedimento tende a melhorar a saúde e o desempenho dos animais durante o confinamento, especialmente no período inicial (0 a 21 dias).<br />Dhuyvetter et al. (2005) sugeriu que bezerros desmamados 45 dias antes da entrada no confinamento retornaram U$14.00 a mais às fazendas de cria, comparado a venda de animais não pré-condicionados. Roeber et al. (2001) encontrou taxas de morbidade de 34.7, 36.7, e 77.3% e mortalidade de 1.1, 1.1, e 11.4% para bezerros que foram submetidos a dois diferentes programas de pré-condicionamento, comparados àqueles que não passaram por este procedimento. <br />Nos EUA o pré-condicionamento é visto por muitos produtores como uma alternativa extremamente benéfica para diminuir a morbidade e mortalidade em bezerros recém desmamados. No entanto, em uma pesquisa realizada pela USDA-APHIS, apenas 32.4% dos confinamentos entrevistados recebem informações a respeito dos animais recebidos.<br />No Brasil o sistema de produção de bovinos super-precoce ainda é pouco empregado, correspondendo a cerca de 1% do gado abatido em um ano. No entanto, é crescente o incentivo a este sistema através de pagamento diferenciado por animais com qualidade superior de carcaça, visando atender a demanda por este tipo de carne. Em algumas fazendas brasileiras é possível encontrar animais cruzados sendo enviados ao abate com idade entre 12 e 14 meses, pesando em torno de 17 arrobas, com excelente cobertura de gordura e considerável qualidade de carne. A técnica de pré-condicionamento, se aplicada a estes sistemas, deve promover importantes benefícios relacionados à saúde do gado, com redução de prejuízos vinculados a DRB, e conseqüente incremento do desempenho desses animais no confinamento.<br />Vacinação e Tratamento<br />Nos EUA os principais programas de pré-condicionamento têm como parte integrante vacinações contra RIB, PI3, VDVB, VRSB, Clostridium, e Pasteurella (Mannheimia). O procedimento sugerido nestes programas é uma primeira vacinação ocorrendo entre duas à quatro semanas antes do desmame, para permitir ao sistema imune o desenvolvimento de uma resposta antes que os bezerros experimentem o estresse da separação das mães, com uma vacinação de reforço no desmame, promovendo um seguro adicional aos animais. <br />Para tratar os bovinos acometidos com DRB a grande maioria dos confinadores norte-americanos utiliza antibióticos, sendo que 40.5% dos animais doentes são tratados com antiinflamatórios não esteróides (ANE) em adição aos antibióticos ADDIN EN.CITE <EndNote><Cite><Author>USDA</Author><Year>2000</Year><RecNum>1827</RecNum><DisplayText>(USDA, 2000b)</DisplayText><record><rec-number>1827</rec-number><foreign-keys><key app=quot; ENquot; db-id=quot; 925we9t5b0re2nea5fxp2tvlfe20d59tddedquot; >1827</key></foreign-keys><ref-type name=quot; Electronic Articlequot; >43</ref-type><contributors><authors><author>USDA</author></authors></contributors><titles><title>Part III: Health management and biosecurity in U.S. feedlots, 1999</title></titles><dates><year>2000</year></dates><pub-location>Fort Collins, CO</pub-location><publisher>USDA: APHIS, CEAH, National Animal Health Monitoring System #N336.1200</publisher><urls></urls></record></Cite></EndNote>(USDA, 2000b). Neste sentido, uma pesquisa tem sido conduzida na Universidade da Califórnia, campus de Davis, para testar o efeito do Meloxicam em adição a antibióticos no tratamento de DRB. Meloxicam é um ANE, com propriedades antiinflamatórias, anti-exsudativa, anti-séptico, anti-pirético e analgésico. Vários estudos já indicaram que meloxicam em combinação com antibióticos pode ser um componente útil no tratamento de DRB, gerando uma normalização significativamente mais rápida do estado clínico e ainda uma diminuição das lesões pulmonares em comparação aos antibióticos sozinho (Bednarek et al. 2003, Friton et al., 2005)<br />No Brasil a literatura relacionada é bastante superficial, no entanto os dados de campo relatam a aplicação de uma vacina aos animais na entrada do confinamento. O tratamento é realizado por meio de antibióticos com possível fornecimento adicional de vitaminas.<br />Estratégias nutricionais<br />Carboidrato (energia), proteína, minerais, e vitaminas são nutrientes necessários para qualquer reação fisiológica animal, principalmente respostas imunológicas pertinentes ao sistema inato e adquirido (Carroll and Forsberg, 2007).<br />O status nutricional do gado antes da exposição à DRB tende a ter uma relação com o resultado deste desafio, entretanto, pouco se sabe a respeito da influência do plano nutricional na saúde e imunidade dos bovinos de corte durante esta exposição (Duff and Galyean 2007). A variação no status nutricional pode explicar a ampla variação nas respostas encontradas à suplementação alimentar, especialmente referente a proteínas, minerais e vitaminas. <br />Diversos estudos têm sido conduzidos para avaliar os efeitos dos ácidos graxos essenciais na resposta imune de bovinos de leite e corte, mais especificamente respostas inflamatórias e da fase aguda. Os ácidos graxos considerados essenciais para dietas de bovinos são os ácidos linoléico (ou ômega-6) e o ácido linolênico (ou ômega-3). Ambos estão presentes em diversos ingredientes utilizados na nutrição de bovinos. Contudo, quando esses ingredientes chegam ao rúmen, uma grande parte destes ácidos graxos essenciais passa por um processo denominado bio-hidrogenação, no qual são transformados em outros tipos de ácidos graxos não-essencias, como por exemplo, o ácido esteárico, e portanto não chegam em quantidades significativas ao intestino para absorção (Doreau and Ferlay, 1994). Uma opção para evitar bio-hidrogenação ruminal e maximizar a absorção intestinal é a inclusão de ingredientes ricos em ácidos graxos essenciais a moléculas de sabões de cálcio (Wu et al., 1991), comumente conhecido como gordura protegida.<br />Em um série de três experimentos, Cooke et al., (2010a) demonstraram que bezerros que foram desmamados e receberam gordura protegida por 30 dias antes de entrarem no confinamento, somente como forma de pré-condicionamento para a fase seguinte, tiveram maior ganho de peso comparado ao grupo controle durante a fase inicial do confinamento (144 dias), quando os desafios imunológicos são mais freqüentes. Segundo o autor esse ganho em desempenho foi atribuído, pelo menos em parte, aos benefícios imunológicos do CaAGE (Megalac-R® ; Church and Dwight, Princeton, NJ) durante o período de transporte e entrada no confinamento. Bezerros recebendo CaAGE tiveram, após o transporte, menores concentrações plasmáticas de TNF-α, umas das principais citocínas pró-inflamatória que prejudicam a performance animal quando sintetizadas em excesso durante condições de estresse.<br />Durante a fase terminal destes bezerros (últimos 100 dias no confinamento), o ganho de peso foi similar entre os tratamentos, uma vez que todos os novilhos já se encontravam bem adaptados ao sistema de produção (2.10 vs. 2.09 kg/d para controle e CaAGE, respectivamente; P = 0.86). Contudo, quando os animais foram abatidos, os bezerros que receberam CaAGE durante o pré-condicionamento tiveram melhor marmorização, e conseqüentemente, maior proporção de carcaças classificadas como Choice pelo sistema do USDA. A equipe de Cooke atribuiu esse efeito ao maior ganho de peso dos bezerros suplementados com CaAGE durante o início do confinamento, uma vez que ganho de peso pós-desmama é positivamente associado com deposição de gordura e terminação de carcaça em bovinos de corte (Owens et al., 1993; Drager et al., 2004; McCurdy et al., 2010).<br />Apesar de toda a informação científica disponível hoje em dia em relação aos efeitos dos ácidos graxos essenciais na produtividade, reprodução, e saúde animal, as quantidades mínimas que bovinos precisam consumir de ácidos linoléico e linolênico para estimular respostas pró ou antiinflamatórias ainda não foram determinadas (Cooke, R. F., 2011). Mesmo assim, o fornecimento de gordura protegida durante o pré-condicionamento de bovinos parece ser uma estratégia nutricional eficiente para beneficiar a saúde e ainda promover incrementos em produtividade.<br />Conclusão<br />Os dados disponíveis à DRB ainda estão longe de responderem todas as questões levantadas até o momento. Em todo o mundo, a habilidade para diagnosticar a doença ainda é ineficiente. Após décadas de pesquisas, nossa capacidade em modificar a incidência de DRB por meio de manipulações nutricionais também é limitada. <br />Nos EUA o pré-condicionamento de animais antes da entrada no confinamento tem se mostrado uma ferramenta eficiente para reduzir a incidência de DRB. Atualmente um dos grandes desafios da indústria pecuária norte-americana tem sido ampliar a implementação destes programas de preparação de bovinos para o confinamento. Por isso é crescente o incentivo (por meio de premiações financeiras) a produtores de bezerros que aderirem programas de pré-condicionamento. Os benefícios retornados por este procedimento alcançam toda a cadeia pecuária, uma vez que a melhora da saúde promove incrementos no peso ao desmame, desempenho no confinamento, maior escore de marmorização, e superior rendimento de carcaça.<br />No Brasil, embora apenas cerca de 8% do gado abatido em um ano seja proveniente de confinamento, e somente uma pequena parcela desses animais sejam produzidos em sistema super-precoce, a DRB já é uma preocupação dos nossos produtores, uma vez que também acomete (em menores proporções) animais adultos. Com o crescente incentivo à aplicação de tecnologia, o confinamento tende a manter-se como parte integrante de nosso sistema de produção, devendo aumentar o número de animais, especialmente jovens, confinados nos próximos anos. A crescente demanda por carne de maior qualidade, bem como a busca por maior produtividade devem sustentar este crescimento.<br />Contudo, a DRB deve ser conhecida, e mais do que isto, deve ser pesquisada em nosso país. Já que devemos vivenciar, com maior freqüência, cenários semelhantes aos relatados neste artigo à medida que ampliarmos a intensificação da nossa indústria pecuária.<br />Referências bibliográficas<br />Ackermann, M. R., R. Derscheid, and J. A. Roth. 2010. Innate immunology of bovine respiratory disease. Vet Clin N Am-Food A 26:215-228. <br />Babcock, A., R. Jones, and M. Langemeier. 2006. Examining death loss in Kansas feedlots. Pages 46–52 in Beef Cattle Research – 2006, Report of Prog. 959, Kansas State Univ., Manhattan. http://www.oznet.ksu.edu/library/lvstk2/srp959.pdf Accessed June 27, 2006.<br />Bednarek, D., B. Zdzisińska, M. Kondracki, W. Rzeski, R. Paduch, and M. Kandefer-Szerszeń. 2003. A comparative study of the effects of meloxicam and flunixin meglumine (NSAIDs) as adjunctive therapy on interferon and tumor necrosis factor production in calves suffering from enzootic bronchopneumonia. Pol J Vet Sci 6:109-115.<br />Carroll, J. A., and N. E. Forsberg. 2007. Influence of stress and nutrition on cattle immunity. Vet. Clin. Food. Anim. 23:105-149.<br />Chirase, N.K. and L.W. Greene. “Dietary Zinc and Manganese Sources Administered from the Fetal Stage Onwards Affect Immune Response of Transit Stressed and Virus Infected Offspring Steer Calves.” Animal Feed Science and Technology 93(2001):217-228.<br />Cole, N. A. 1996. Review of bovine respiratory disease: Nutrition and disease interactions. Pages 57–74 in Review of Bovine Respiratory Disease—Schering-Plough Animal Health. R. Smith, ed. Veterinary Learning Systems, Trenton, NJ.<br />Cooke, R. F., D. W. Bohnert, P. Moriel, B. W. Hess, and R. R. Mills. 2010a. Effects of polyunsaturated fatty acid supplementation on forage digestibility, performance, and physiological responses of feeder cattle. J. Anim. Sci. (Accepted, in press) E-2010-3515.<br />Cooke, R. F. Estratégias Nutricionais para Promover Saúde e Performance de Bezerros Pós-Desmama. In: III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE NUTRIÇÃO DE RUMINANTES, Botucatu, 2011. Anais... Botucatu: Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal, 2011. p.13-24<br />Dhuyvetter, K. C., A. M. Bryant, and D. A. Blasi. 2005. Case study: Preconditioning beef calves: Are expected premiums sufficient to justify the practice? Prof. Anim. Sci. 21:502–514.<br />Doreau, M. and A. Ferlay. 1994. Digestion and utilization of fatty acids by ruminants. Anim. Feed Sci. Tech. 45:379-396.<br />Drager, C. D., M. S. Brown, M. B. Jeter, and P. F. Dew. 2004. Effects of feed intake restriction on performance and carcass characteristics of finishing beef steers. Prof. Anim. Sci. 20:255–261.<br />Duff, G. C, and M. L. Galyean. 2007. Boardinvited review: Recent advances in management of highly stressed, newly received feedlot cattle. J. Anim. Sci. 85:823.Edwards, A.J. “Respiratory Diseases of Feedlot Cattle in the Central USA.” Bovine Practitioner 30(1996):5-7.<br />Friton, G. M., C. Cajal, and R. Ramirez-Romero. 2005. Long-term effects of meloxicam in the treatment of respiratory disease in fattening cattle. Vet Rec 156:809-811.<br />Fulton, R. W., B. J. Cook, D. L. Step, A. W. Confer, J. T. Saliki, M. E. Payton, L. J. Burge, R. D. Welsh, and K. S. Blood. 2002. Evaluation of health status of calves and the impact on feedlot performance: Assessment of a retained ownership program for postweaning calves. Can. J. Vet. Res. 66:173–180.<br />Galyean, M. L., and M. E. Hubbert. 1995. Effects of season, health, and management on feed intake by beef cattle. Pages 226– 234 in Symposium: Intake by Feedlot Cattle. F. N. Owens, ed. Oklahoma Agric. Exp. Stn., P-942.<br />Galyean, M.L.; L.J. Perino, and G.C. Duff. “Interaction of Cattle Health/Immunity and Nutrition.” Journal of Animal Science 77(1999):1120-1134.<br />Gardner, B.A.; H.G. Dolezal, L.K. Bryant, F.N. Owens, and R.A. Smith. “Health of Finishing Steers: Effects on Per formance, Carcass Traits, and Meat Tenderness.” Journal of Animal Science 77(1999):3168-3175<br />Griffin, D., M. M. Chengappa, J. Kuszak, and D. S. McVey. 2010. Bacterial pathogens of the bovine respiratory disease complex. Vet Clin N Am-Food A 26:381-394.<br />Loneragan, G.H.; D.A. Dargatz, P.S. Morley, and M.A. Smith. “Trends in Mortality Ratios Among Cattle in US Feedlots.” Journal of the American Veterinary Medical Association 219(2001):1122-1127.<br />McCurdy, M. P., G. W. Horn, J. J. Wagner, P. A. Lancaster, and C. R. Krehbiel. 2010. Effects of winter growing programs on subsequent feedlot performance, carcass characteristics, body composition, and energy requirements of beef steers. J. Anim. Sci. 88:1564-1576.<br />Millen, D. D., R. D. L. Pacheco, M. D. B. Arrigoni, M. L. Galyean and J. T. Vasconcelos. 2009. A snapshot of management practices and nutritional recommendations used by feedlot nutritionists in Brazil. J. Anim. Sci. 87:3427–3439<br />Owens, F. N., P. Dubeski, and C. F. Hanson. 1993. Factors that alter the growth and development of ruminants. J. Anim. Sci. 71:3138-3150.<br />Pandher, K., A. W. Confer, and G. L. Murphy. 1998. Genetic and immunologic analyses of PlpE, a lipoprotein important in complement- mediated killing of Pasteurella haemolytica serotype 1. Infect. Immun. 66:5613–5619.<br />Plummer, P. J., B. W. Rohrbach, R. A. Daugherty, R. A. Daugherty, K. V. Thomas, R. P. Wilkes, F. E. Duggan, and M. A. Kennedy. 2004. Effect of intranasal vaccination against bovine enteric cornonavirus on the occurrence of respiratory tract disease in a commercial backgrounding feedlot. J. Am. Vet. Med. Assoc. 225:726–731.<br />Roeber, D. L., N. C. Speer, J. G. Gentry, J. D. Tatum, C. D. Smith, J. C. Whittier, G. F. Jones, K. E. Belk, and G. C. Smith. 2001. Feeder cattle health management: Effects on morbidity rates, feedlot performance, carcass characteristics, and beef palatability. Prof. Anim. Sci. 17:39–44.<br />USDA. 2000b. Part III: Health management and biosecurity in U.S. feedlots, 1999.USDA: APHIS: VS, CEAH, National Animal Health Monitoring System #N335.1000.<br />Woolums, A. R., G. H. Loneragan, L. L. Hawkins, and S. M. Williams. 2005. Baseline management practices and animal health data reported by US feedlots responding to a survey regarding acute interstitial pneumonia. Bovine Pract. 39:116–124.<br />Wu, Z., and D. L. Palmquist. 1991. Synthesis and biohydrogenation of fatty acids by ruminal microorganisms in vitro. J. Dairy Sci. 74:3035-3046.<br />