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FITA – 109/110
Conterrâneos da Capela, diz uma velha frase que a gratidão é a memória do coração.
Participar de um ato em que a casa do povo da Capela reúne-se em festa para prestar
homenagem a cidadãos que de um modo ou de outro ofereceram sua contribuição a este
município é razão de muita felicidade, não apenas pra mim, mas sem sobra de dúvida pra
todos nós que nos encontramos aqui.
Capela pela voz mais legitima dos seus vereadores faz uma festa onde presta um pleito de
gratidão a homens e mulheres, trabalhadores, empresários, profissionais liberais, políticos,
magistrados, que ofereceram o seu trabalho e o seu amor a essa comunidade, não tenho
dúvida da maneira mais apaixonada que poderiam oferecer, a vida é amor e o amor se
realiza na paixão. Quem faz as coisas sem gostar não pode ter bons resultados o magistrado
que enfrenta diariamente, por trás de pilha de papel a responsabilidade de resolver conflitos
humanos sabe a dureza do seu cotidiano, sabe a angustia do seu dia a dia, mas se não puser
amor mesmo na hora de tomar uma decisão dura de uma sentença condenatória, se não
puser amor no momento de definir um litígio o seu trabalho por mais intenso que seja não
produzirá os frutos que mereçam o esforço (…).
O empresário por mais que tenha por dever de ofício, que buscar remunerar o seu
investimento, se ele não colocar amor na atividade que pratica, por mais lucro que ele tiver
recompensa a caixa, mas não recompensa a alma. Realiza as tarefas, vamos dizer contábil,
mas não completa a tarefa humana. O político por mais que ele queira fazer amor a obra pra
merecer o voto do povo, se ele agir como um autômato, fazendo a obra apenas no interesse
do voto sem compreender a dimensão que uma obra tem na vida da cidade, sem perceber
que muito mais do que erguer obra de cal, cimento e pedra, a grande obra de qualquer
homem público é a obra humana, é a obra de viabilizar a construção de novos homens e de
novas mulheres libertos da pobreza, libertos da opressão, libertos da humilhação, senhores
do seu destino, protagonista da sua história.
Ai dos políticos que pensam que a mais bela inauguração é a inauguração da obra bonita,
da obra cuja fachada comove os olhares de quem a admiram. Não, a inauguração mais bela
que um homem público realiza é quando ele consegue inaugurar sorrisos na face da sua
gente, quando ele consegue inaugurar a alegria no coração do seu povo, quando ele
consegue lançar os alicerces da esperança no seio da sua comunidade.
Por isso que uma seção como essa pra nós todos que aqui merecemos a atenção dessa casa
é motivo de alegria. Me dizia o senador Valadares, é muito raro uma casa política como a
câmara um magistrado dirigir-se a tribuna. O que trouxe aqui o representante do poder
judiciário, o doutor Paulo Teles a essa tribuna, foi a sua emoção sincera, foi a sua gratidão,
a gratidão do magistrado, autoridade máxima do judiciário nessa terra, mas a memória do
homem simples que veio trabalhar na Capela e que voltou como juiz e agora recebe o
abraço reconhecido da comunidade a quem ele dedicou o suor do seu rosto e o talento do
seu cérebro.
Por isso que pra nós os senhores não têm idéia da emoção que nos significaram, por trás
desse diploma que recebemos, ou das condecorações que foram ofertadas está, eu não tenho
dúvida, o reconhecimento da Capela pelo gigantesco trabalho de todos os homenageados e
dos esforços modestos deste Simãodiense que aprendeu a querer bem a essa terra ainda
quando era militante do Partido dos Trabalhadores que pra aqui se dirigia, para a casa de
Pedrinho reunir-se com os companheiros e mostrar pra eles que era possível sonhar com um
partido diferente, com uma luta que priorizasse focar-se a classe trabalhadora, os mais
modestos, os mais humildes e os mais pobres e que essa luta pudesse produzir frutos.
Todos nós sabemos da responsabilidade como aqui nos lembrou Carlos Vasconcelos. Nós
temos a partir de hoje, os que fomos homenageados com o título de cidadania, a imensa
tarefa de sermos conterrâneos de um povo trabalhador de uma gente alegre, de um povo
culto, seja pela cultura clássica, seja pela cultura popular. De uma gente que fez dos seus
hábitos e costumes referência na civilização sergipana, seja na manifestação bonita e
popular da festa do mastro, da alegria de saudade São João de um jeito que ninguém mais
no Brasil faz, só a Capela com alegria, com força, com entusiasmo, seja pela grandeza de
intelectuais como este Orlando Dantas que preside com o seu nome esta sala de seções.
Jornalista, empresário, militante da esquerda democrática, deputado do partido socialista
brasileiro hoje liderado com brilho pelo senador Valadares, intelectual no seu tempo, autor
de uma obra fundamental para o estado de Sergipe que estuda a família patriarcal em nosso
estado, empreendedor, jornalista criador da gazeta, jornal de tanta contribuição a vida
pública e a sociedade sergipana. Eis a nossa responsabilidade caríssimos amigos que ao
meu lado hoje receberam o título de cidadãos. Somos… Henrique, conterrâneos de Orlando
Dantas. Pra mim responsabilidade maior porque meus irmãos sou neto de Carvalho Déda,
rábula que nos anos 40, 50 e 60 frequentou os tribunais do jure e as comarcas de Sergipe
defendendo seus clientes e exercendo com honra a advocacia sem ser formado. Era rábula.
E ao lado dele construindo uma fama que até hoje é coma no estado de Sergipe o capelenso
Dudu da Capela, também rábula como o meu avô. Sem diploma, mas advogado
provisionado fazendo a boa advocacia, defendendo o bom direito, preservando os interesses
legítimos da sua clientela. Portanto, hoje saio daqui com essa alegria também de hoje ser
conterrâneo de um dos companheiros do meu avô na luta pelo direito numa Sergipe que a
época se quer faculdade de direito tinha para formar advogados plenamente habilitados.
Temos a tarefa grandiosa de honrar a cidade e Edézio Vieira de Melo. Grande homem
público a quem Aracaju, a capital que governei tanto deve. Político que tinha a carreira tão
bela, não fora a morte sem faro na flor da sua juventude. Coincidências da vida… quando
eu vim de Simão Dias para Aracaju fui morar na Rua de Socorro que é uma extensão da
Avenida Edézio Vieira de Melo, portanto é um nome que freqüentou a minha infância
aracajuana deste grande homem público sergipano.
A terra do meu professor de direito das coisas, do meu professor de sociologia, esse
intelectual vigoroso aquém o tempo não consegue envergar a inteligência e nem desbotar o
talento, Manoel Cabral Machado, deputado estadual na assembléia ao lado do meu avô.
Foram antes Cabral Machado e Zeca Déda deputados estaduais constituintes em 47. Cabral
Machado também vice-governador do estado, conselheiro do tribunal de contas e meu
professor, um professor brilhantes com um aluno medíocre infelizmente, mas um homem
de extremo brilho e que tanta contribuição aportou na minha formação profissional.
E pra ser mais atual quero também aqui homenagear dois capelenses ilustres
contemporâneos de todos nós. Um, o meu amigo querido hoje vice-prefeito eleito na capital
dos sergipanos Silvio Santos. Silvio Santos filho da Capela, da Lagoa do Meio, criado aqui
nesta terra que foi para Aracaju estudar, bancário, militante do movimento sindical,
assessor especial do presidente Lula, meu secretário na prefeitura, secretário de Edvaldo e
hoje vice-prefeito eleito, portanto, a Capela presente na vida de Aracaju no segundo cargo
político mais importante daquela cidade que nós todos sergipanos temos tanto carinho e
admiração. E Jorge Santana que é o meu secretário do desenvolvimento econômico e de
ciência e tecnologia também capelense, oferecendo a sua contribuição ao processo de
apoio, de estímulo ao desenvolvimento econômico da nossa terra.
Homens e tantos outros, porque é o costume que nos obriga ao mencionarmos os filhos de
uma determinada terra a buscar aqueles cuja fama ultrapassou as suas fronteiras e cujo
conhecimento circulou não apenas pelo estado, mas por todo o país. Mas além desses
homens que são nomes de ruas, que são monumentos, que são referências nós não podemos
esquecer de dizer que nos honra sermos conterrâneos dos cortadores de cana, dos
lavradores, dos agricultores, do operários que com o suor do seu rosto e o calo nas suas
mãos erguem uma Capela cada vez mais pujante, cada vez mais forte, cada vez mais
desenvolvida.
Quero afirmar aos senhores que o gesto de premiar dentre tantos essas dois empreendedores
revela a compreensão dessa casa no novo momento em que Capela está vivendo. Eu sou
testemunha pelas responsabilidades do cargo que a generosidade de vocês me conferiu, do
desafio, da coragem, da ousadia e da visão de Henrique e de Carlos Alberto Vasconcelos.
Henrique descendendo de uma família de empresários talentosos, trazendo sangue de
Manoel de Aguiar Menezes nas veias a inspirá-los a continuar empreendendo (…)
Henrique cuidando dos netos, deixando de cuidar do dia-dia, Carlos Vasconcelos viajando
cuidando da sua família ou investindo na especulação, ali cuidado de ganhar um
“juroszinho” porque teriam a vida inteira deles e dos descendentes garantido. Mas
resolveram ambos, um e dois, mas com uma imensa influência na Capela e outro dentro da
Capela fazendo investimento que somado equivale a mais de 100 milhões de dólares.
Sergipanos investindo em Sergipe, gesto de bravura, mas não investindo pra apenas ter um
retorno imediato, investindo em investimentos que precisam de uma longa maturação
porque são investimentos na produção e não cuidando de fazer uma ação em alguma usina
pré-existente, fazendo um investimento perfeitamente atualizado com o que há de mais
moderno no setor sucroalcooleiro, Sergipe tem duas usinas que são o estado da arte no setor
da indústria sucroalcooleira, tecnologia, processos automatizados, controle de qualidade de
última geração, preocupação com o social no cumprimento pleno das obrigações com seus
operários e com seus trabalhadores e preocupações ambientais através de modernas
tecnologias que transforma a atividade sulco-alcooleira de uma grande vilã ecológica numa
aliada da reciclagem e do aproveitamento pleno de todo processo produtivo do álcool, do
açúcar ou da aguardente.
Esses homens são merecedores dessa homenagem, como todos as que receberam porque
fizeram das suas atividades uma profissão de fé da gente e do estado de Sergipe. São
merecedores das maiores homenagens, desta casa, deste município, como tem sido deste
governador que não faz um outro interesse se não estimular outros a seguirem o caminho
que os senhores hoje trilham e a acompanharem o exemplo que os senhores hoje dão.
Quero dizer que o nosso governo continuará a apoiar não apenas a esses dois… hoje
mesmo quando a gente estava lá, nós tivemos a oportunidade de anunciar um conjunto de
17, 16 empreendimentos dentre os quais eu destaco a vinda de uma empresa de prestígio
nacional, uma marca que faz parte da vida de todos nós, pelo menos dos mais novos, não
sei se no tempo de Henrique já tinha quando ele era menino, mas quem de nós da nossa
geração não brincou com um brinquedo Estrela? E a Estrela está vindo pra Ribeirópolis
gerar empregos e de certa maneira dar uma chancela de confiabilidade na economia de
Sergipe atraindo outros empreendedores para aqui investir, ao todo mais de 15, 16
empreendimentos totalizando mais de 150 milhões. 2 mil e 500 empregos a serem gerados
a partir desse ato hoje.
Pela manhã lancei a pedra fundamental do Sergipe Parque Tecnológico dentro da
universidade e dentro de lá… Carlos, Henrique, meus caríssimos amigos, a biofábrica que é
uma unidade de biotecnologia pra desenvolver inovação na área da agricultura e da
pecuária melhorando a produtividade e criando competitividade pra aqueles que apostam
no agronegócio, na pecuária, ou mesmo para a agricultura familiar e também precisa do
apoio do governo e do suporte da tecnologia para que seja produtiva.
Nós estamos pronto a fazê-lo. Tenho conversado… conversei hoje com Muniz do Junto
Novo que me reclamava da estrada do Miranda, conversei hoje com o empresário e agora…
me desculpem, e que hoje é a quinta solenidade em que eu participo e a cabeça já não está
com a mesma disposição do que de manhã, mas que me solicitou atenção pra essa questão
da infra-estrutura na área na termoelétrica Iolanda Leite, outro grande empreendimento
feito aqui na Capela com coragem e dedicação, com nosso apoio e eu quero dizer aos
senhores não se preocupem, nós vamos recuperar as estradas, as rodovias, priorizando
aquelas que tem utilização imediata pelo sistema produtivo do estado. Quem investiu no
estado, eu tenho a alegria de dizer “estão autorizados a me cobrar”, quem teve coragem de
investir tem o direito de cobrar do governador pra que ele dê a condição pra ele escoar sua
produção de maneira tranqüila, com segurança e, sobretudo com custos adequados sem
aumentar o peso que carregam no momento de dificuldades como essa crise que se anuncia,
mas que nós somos capazes de debelar e de vencer.
Quero dizer que hoje de manhã eu já conversei sobre isso e que nós… prefeito Sukita,
vamos incorporar ao nosso projeto de recuperação de vias, se for o caso criando um projeto
novo com o superávit com a responsabilidade com a qual eu administro esse estado ajudou
o estado a estar como está. Vamos ter superávit, não é para entesourar, mas é pra se
preparar para os tempos mais difíceis e são superávits como esse que permitem
investimentos novos. Vamos estudar não apenas a Capela, mas o estado de Sergipe inteiro,
quais são as vias… to fazendo lá na cidade de Simão Dias aquela rodovia que liga o
apertado de pedras a fábrica de cal que tem em Simão Dias e que era toda de barro, estamos
botando asfalto. Botei asfalto em Capim Grosso, 10 quilômetros pra facilitar o escoamento
da produção leiteira do pequeno agricultor daquela região, rodovia que tem o nome de
gentil Barbosa e que Carlos Vasconcelos participou da inauguração.
Vou fazer a rodovia ligando Santa Rosa do Ermílio à estrada que liga Poço Redondo até
Canindé, porque naquele povoado, as vezes esquecido do mundo se produzem 30 mil litros
de leite por dia, 1 milhão de litros de leite por mês. E é preciso dar condições de
infra-estrutura pra enfim a logística ajude esse leite a chegar em condições adequadas aos
pontos de venda ou aos seus consumidores.
Não tenham dúvida, não tenham dúvida. Nós estamos aqui para enfrentarmos juntos o
desafio do desenvolvimento. Quem quiser investir nesse estado terá do governador um
aliado: um aliado nas políticas públicas que me compete realizar, mas também um aliado
pra ir ao Rio no BNDES, pra ir a Brasília, pra ir a Ceará no Banco do Nordeste, onde for
preciso. É meu dever como governador ajudar os que querem investir em Sergipe a
conseguir crédito necessário pra fazer o investimento. E os senhores me conhecem, sabem
que eu faço isso porque é o meu dever.
Nada quero a não ser que o investimento mature, se realize e gere empregos pra minha
gente. Disse hoje na federação das indústrias e repito, quem participa de lucro de empresa é
quem é sócio, político não é sócio de empresário a não ser que seja empresário também e
que tenha sociedade, que é normal, tem vários que estão na política. Mas eu não sou
empresário, não tenho e nem quero outra coisa a não ser o investimento produtivo gerando
empregos pra minha gente, permitindo que esse povo inaugure sorrisos na sua face, fiquem
felizes com o salário no fim do mês, e esse salário vá para a economia local, girar o
comércio, aquecer a produção e colocar Sergipe no ritmo do crescimento junto com o nosso
país, com o nosso amado Brasil.
Por fim me permitam aqui fazer um breve registro, que além da preocupação com o
desenvolvimento econômico, nós não esquecemos a preocupação com o social. Esses
homens e mulheres que estão trabalhando no comércio, que estão trabalhando no serviço
público, que estão enfrentando a jornada árdua que trabalham no corte da cana, no plantio,
ou mesmo na tarefa da moagem dentro das usinas, esses operários, esses trabalhadores
precisam voltar pra casa tranqüilos de que os seus filhos e de que eles próprios estão
seguros do ponto de vista da sua saúde e das demais políticas públicas, aqui, como bem
lembrou Sukita, há mais de 1 milhão investido em duas clinicas de saúde da família e mais
2 milhões e 800 na nova maternidade que vai ser completamente reformada e ampliada. Só
em saúde na área hospitalar e na área de atendimento básico, um investimento de 3 milhões
e 800 mil, quase 4 milhões de reais investido no município da Capela.
As ruas da Capela com asfalto facilitando não apenas a procissão da padroeira, mas
também o cotidiano dos cidadãos e a movimentação do seu comércio. Ta aí a nossa luta pra
apostar no bem estar do cidadão também através da política habitacional. Nós teremos aqui
um volume de mais de 5 milhões de reais… Caixa Econômica, Governo do estado e
prefeitura investindo em habitação. A prefeitura dá o terreno, a Caixa Economia entra com
a resolução do 518, financiamento com o governo com o dinheiro do FGTS e o governo do
estado entra com toda a infra-estrutura, ninguém vai entrar na sua casinha, pequena,
humilde e modesta, mas vai entrar com água, com luz, com esgoto e com rua calçada que é
o dever do governo do estado proporcionar ao mais humilde dos seus cidadãos, e com a
contrapartida pra essas pessoas que não tem condições de pagar, contrapartida dada
integralmente pelo estado, casas entregue pelo estado com a contrapartida honrada pelo
governo do estado.
Quer dizer, é esse trabalho, é essa parceria, é essa capacidade de juntos buscarmos fazer o
melhor pro nosso povo que está funcionando no estado e que está funcionando em Capela,
mas não por causa de mim, mas não isoladamente porque Valadares tem sido um campeão
ao lado de Valadares Filho no senado e no congresso pra trazer recursos pra cá, mas porque
hoje Capela tem um prefeito que traduz no seu trabalho e na sua história o potencial dessa
gente, um menino pobre que saiu do povoado Miranda pra vencer a vida em Aracaju que
poderia estar lá ganhando dinheiro com os seus automóveis, mas tomou a decisão de voltar
a sua terra pra resgatar um título que ele ouviu pela primeira vez talvez nos bancos da
escola, ou brincando nas ruas ou nas praças da Capela, talvez na boca do pai, no comentário
da mãe, no discurso de um político ele ouviu dizer que Capela era a princesa dos tabuleiros.
E ele viu ao longo dos tempos esse título ser motivo de orgulho… primeiro de todos, depois
dos mais velhos, porque os mais jovens não encontravam os atributos da princesa porque a
princesa é preciso estar bem vestida, a princesa é preciso estar bonita, a princesa precisa
irradiar bem estar e as pessoas viam a cidade decair, as usinas fecharem, a produção da
cana regredir, o desemprego aumentar e o futuro fugir. E a idéia de uma princesa dos
tabuleiros cada vez mais ficava na memória dos antigos distante da vida dos
contemporâneos.
E esse menino pobre que venceu em Aracaju veio resgatar essa legenda, veio trabalhar pra
que essa cidade pudesse ter outra vez o título que ele ouviu talvez da boca da mãe, talvez na
conversa com o pai, quem sabe de um discurso de um político. Sukita é a alma dessa
renovação, é a cara dessa renovação, é um grande líder político que ta conduzindo seu povo
na busca do desenvolvimento, na busca da qualidade de vida, na busca do orgulho perdido
outrora e recuperado com brilho nos dias da atualidade. Portanto prefeito, é com alegria que
eu trabalho ao seu lado, é com alegria que eu apoio a sua administração, porque não estou
apoiando um homem, eu estou apoiando um sonho, e eu não estou apoiando um sonho
vazio, eu estou apoiando um sonho valentio de um povo, que pelo o seu trabalho, pela sua
cultura, pela sua capacidade de viver dignamente merece devolver a essa terra um título que
ela nunca deveria ter perdido.
A vocês todos vereadores da Capela, ao ator da proposição, nosso querido presidente, o
meu muito obrigado, e um muito obrigado de todos os que agora foram homenageados por
sairmos daqui como filhos da… hoje e sempre… princesa dos tabuleiros. Muito obrigado.

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Discurso do Cidadão Capelense Marcelo Déda

  • 1. FITA – 109/110 Conterrâneos da Capela, diz uma velha frase que a gratidão é a memória do coração. Participar de um ato em que a casa do povo da Capela reúne-se em festa para prestar homenagem a cidadãos que de um modo ou de outro ofereceram sua contribuição a este município é razão de muita felicidade, não apenas pra mim, mas sem sobra de dúvida pra todos nós que nos encontramos aqui. Capela pela voz mais legitima dos seus vereadores faz uma festa onde presta um pleito de gratidão a homens e mulheres, trabalhadores, empresários, profissionais liberais, políticos, magistrados, que ofereceram o seu trabalho e o seu amor a essa comunidade, não tenho dúvida da maneira mais apaixonada que poderiam oferecer, a vida é amor e o amor se realiza na paixão. Quem faz as coisas sem gostar não pode ter bons resultados o magistrado que enfrenta diariamente, por trás de pilha de papel a responsabilidade de resolver conflitos humanos sabe a dureza do seu cotidiano, sabe a angustia do seu dia a dia, mas se não puser amor mesmo na hora de tomar uma decisão dura de uma sentença condenatória, se não puser amor no momento de definir um litígio o seu trabalho por mais intenso que seja não produzirá os frutos que mereçam o esforço (…). O empresário por mais que tenha por dever de ofício, que buscar remunerar o seu investimento, se ele não colocar amor na atividade que pratica, por mais lucro que ele tiver recompensa a caixa, mas não recompensa a alma. Realiza as tarefas, vamos dizer contábil, mas não completa a tarefa humana. O político por mais que ele queira fazer amor a obra pra merecer o voto do povo, se ele agir como um autômato, fazendo a obra apenas no interesse do voto sem compreender a dimensão que uma obra tem na vida da cidade, sem perceber que muito mais do que erguer obra de cal, cimento e pedra, a grande obra de qualquer homem público é a obra humana, é a obra de viabilizar a construção de novos homens e de novas mulheres libertos da pobreza, libertos da opressão, libertos da humilhação, senhores do seu destino, protagonista da sua história. Ai dos políticos que pensam que a mais bela inauguração é a inauguração da obra bonita, da obra cuja fachada comove os olhares de quem a admiram. Não, a inauguração mais bela que um homem público realiza é quando ele consegue inaugurar sorrisos na face da sua gente, quando ele consegue inaugurar a alegria no coração do seu povo, quando ele consegue lançar os alicerces da esperança no seio da sua comunidade. Por isso que uma seção como essa pra nós todos que aqui merecemos a atenção dessa casa é motivo de alegria. Me dizia o senador Valadares, é muito raro uma casa política como a câmara um magistrado dirigir-se a tribuna. O que trouxe aqui o representante do poder judiciário, o doutor Paulo Teles a essa tribuna, foi a sua emoção sincera, foi a sua gratidão, a gratidão do magistrado, autoridade máxima do judiciário nessa terra, mas a memória do
  • 2. homem simples que veio trabalhar na Capela e que voltou como juiz e agora recebe o abraço reconhecido da comunidade a quem ele dedicou o suor do seu rosto e o talento do seu cérebro. Por isso que pra nós os senhores não têm idéia da emoção que nos significaram, por trás desse diploma que recebemos, ou das condecorações que foram ofertadas está, eu não tenho dúvida, o reconhecimento da Capela pelo gigantesco trabalho de todos os homenageados e dos esforços modestos deste Simãodiense que aprendeu a querer bem a essa terra ainda quando era militante do Partido dos Trabalhadores que pra aqui se dirigia, para a casa de Pedrinho reunir-se com os companheiros e mostrar pra eles que era possível sonhar com um partido diferente, com uma luta que priorizasse focar-se a classe trabalhadora, os mais modestos, os mais humildes e os mais pobres e que essa luta pudesse produzir frutos. Todos nós sabemos da responsabilidade como aqui nos lembrou Carlos Vasconcelos. Nós temos a partir de hoje, os que fomos homenageados com o título de cidadania, a imensa tarefa de sermos conterrâneos de um povo trabalhador de uma gente alegre, de um povo culto, seja pela cultura clássica, seja pela cultura popular. De uma gente que fez dos seus hábitos e costumes referência na civilização sergipana, seja na manifestação bonita e popular da festa do mastro, da alegria de saudade São João de um jeito que ninguém mais no Brasil faz, só a Capela com alegria, com força, com entusiasmo, seja pela grandeza de intelectuais como este Orlando Dantas que preside com o seu nome esta sala de seções. Jornalista, empresário, militante da esquerda democrática, deputado do partido socialista brasileiro hoje liderado com brilho pelo senador Valadares, intelectual no seu tempo, autor de uma obra fundamental para o estado de Sergipe que estuda a família patriarcal em nosso estado, empreendedor, jornalista criador da gazeta, jornal de tanta contribuição a vida pública e a sociedade sergipana. Eis a nossa responsabilidade caríssimos amigos que ao meu lado hoje receberam o título de cidadãos. Somos… Henrique, conterrâneos de Orlando Dantas. Pra mim responsabilidade maior porque meus irmãos sou neto de Carvalho Déda, rábula que nos anos 40, 50 e 60 frequentou os tribunais do jure e as comarcas de Sergipe defendendo seus clientes e exercendo com honra a advocacia sem ser formado. Era rábula. E ao lado dele construindo uma fama que até hoje é coma no estado de Sergipe o capelenso Dudu da Capela, também rábula como o meu avô. Sem diploma, mas advogado provisionado fazendo a boa advocacia, defendendo o bom direito, preservando os interesses legítimos da sua clientela. Portanto, hoje saio daqui com essa alegria também de hoje ser conterrâneo de um dos companheiros do meu avô na luta pelo direito numa Sergipe que a época se quer faculdade de direito tinha para formar advogados plenamente habilitados. Temos a tarefa grandiosa de honrar a cidade e Edézio Vieira de Melo. Grande homem público a quem Aracaju, a capital que governei tanto deve. Político que tinha a carreira tão bela, não fora a morte sem faro na flor da sua juventude. Coincidências da vida… quando eu vim de Simão Dias para Aracaju fui morar na Rua de Socorro que é uma extensão da Avenida Edézio Vieira de Melo, portanto é um nome que freqüentou a minha infância aracajuana deste grande homem público sergipano.
  • 3. A terra do meu professor de direito das coisas, do meu professor de sociologia, esse intelectual vigoroso aquém o tempo não consegue envergar a inteligência e nem desbotar o talento, Manoel Cabral Machado, deputado estadual na assembléia ao lado do meu avô. Foram antes Cabral Machado e Zeca Déda deputados estaduais constituintes em 47. Cabral Machado também vice-governador do estado, conselheiro do tribunal de contas e meu professor, um professor brilhantes com um aluno medíocre infelizmente, mas um homem de extremo brilho e que tanta contribuição aportou na minha formação profissional. E pra ser mais atual quero também aqui homenagear dois capelenses ilustres contemporâneos de todos nós. Um, o meu amigo querido hoje vice-prefeito eleito na capital dos sergipanos Silvio Santos. Silvio Santos filho da Capela, da Lagoa do Meio, criado aqui nesta terra que foi para Aracaju estudar, bancário, militante do movimento sindical, assessor especial do presidente Lula, meu secretário na prefeitura, secretário de Edvaldo e hoje vice-prefeito eleito, portanto, a Capela presente na vida de Aracaju no segundo cargo político mais importante daquela cidade que nós todos sergipanos temos tanto carinho e admiração. E Jorge Santana que é o meu secretário do desenvolvimento econômico e de ciência e tecnologia também capelense, oferecendo a sua contribuição ao processo de apoio, de estímulo ao desenvolvimento econômico da nossa terra. Homens e tantos outros, porque é o costume que nos obriga ao mencionarmos os filhos de uma determinada terra a buscar aqueles cuja fama ultrapassou as suas fronteiras e cujo conhecimento circulou não apenas pelo estado, mas por todo o país. Mas além desses homens que são nomes de ruas, que são monumentos, que são referências nós não podemos esquecer de dizer que nos honra sermos conterrâneos dos cortadores de cana, dos lavradores, dos agricultores, do operários que com o suor do seu rosto e o calo nas suas mãos erguem uma Capela cada vez mais pujante, cada vez mais forte, cada vez mais desenvolvida. Quero afirmar aos senhores que o gesto de premiar dentre tantos essas dois empreendedores revela a compreensão dessa casa no novo momento em que Capela está vivendo. Eu sou testemunha pelas responsabilidades do cargo que a generosidade de vocês me conferiu, do desafio, da coragem, da ousadia e da visão de Henrique e de Carlos Alberto Vasconcelos. Henrique descendendo de uma família de empresários talentosos, trazendo sangue de Manoel de Aguiar Menezes nas veias a inspirá-los a continuar empreendendo (…) Henrique cuidando dos netos, deixando de cuidar do dia-dia, Carlos Vasconcelos viajando cuidando da sua família ou investindo na especulação, ali cuidado de ganhar um “juroszinho” porque teriam a vida inteira deles e dos descendentes garantido. Mas resolveram ambos, um e dois, mas com uma imensa influência na Capela e outro dentro da Capela fazendo investimento que somado equivale a mais de 100 milhões de dólares. Sergipanos investindo em Sergipe, gesto de bravura, mas não investindo pra apenas ter um retorno imediato, investindo em investimentos que precisam de uma longa maturação porque são investimentos na produção e não cuidando de fazer uma ação em alguma usina
  • 4. pré-existente, fazendo um investimento perfeitamente atualizado com o que há de mais moderno no setor sucroalcooleiro, Sergipe tem duas usinas que são o estado da arte no setor da indústria sucroalcooleira, tecnologia, processos automatizados, controle de qualidade de última geração, preocupação com o social no cumprimento pleno das obrigações com seus operários e com seus trabalhadores e preocupações ambientais através de modernas tecnologias que transforma a atividade sulco-alcooleira de uma grande vilã ecológica numa aliada da reciclagem e do aproveitamento pleno de todo processo produtivo do álcool, do açúcar ou da aguardente. Esses homens são merecedores dessa homenagem, como todos as que receberam porque fizeram das suas atividades uma profissão de fé da gente e do estado de Sergipe. São merecedores das maiores homenagens, desta casa, deste município, como tem sido deste governador que não faz um outro interesse se não estimular outros a seguirem o caminho que os senhores hoje trilham e a acompanharem o exemplo que os senhores hoje dão. Quero dizer que o nosso governo continuará a apoiar não apenas a esses dois… hoje mesmo quando a gente estava lá, nós tivemos a oportunidade de anunciar um conjunto de 17, 16 empreendimentos dentre os quais eu destaco a vinda de uma empresa de prestígio nacional, uma marca que faz parte da vida de todos nós, pelo menos dos mais novos, não sei se no tempo de Henrique já tinha quando ele era menino, mas quem de nós da nossa geração não brincou com um brinquedo Estrela? E a Estrela está vindo pra Ribeirópolis gerar empregos e de certa maneira dar uma chancela de confiabilidade na economia de Sergipe atraindo outros empreendedores para aqui investir, ao todo mais de 15, 16 empreendimentos totalizando mais de 150 milhões. 2 mil e 500 empregos a serem gerados a partir desse ato hoje. Pela manhã lancei a pedra fundamental do Sergipe Parque Tecnológico dentro da universidade e dentro de lá… Carlos, Henrique, meus caríssimos amigos, a biofábrica que é uma unidade de biotecnologia pra desenvolver inovação na área da agricultura e da pecuária melhorando a produtividade e criando competitividade pra aqueles que apostam no agronegócio, na pecuária, ou mesmo para a agricultura familiar e também precisa do apoio do governo e do suporte da tecnologia para que seja produtiva. Nós estamos pronto a fazê-lo. Tenho conversado… conversei hoje com Muniz do Junto Novo que me reclamava da estrada do Miranda, conversei hoje com o empresário e agora… me desculpem, e que hoje é a quinta solenidade em que eu participo e a cabeça já não está com a mesma disposição do que de manhã, mas que me solicitou atenção pra essa questão da infra-estrutura na área na termoelétrica Iolanda Leite, outro grande empreendimento feito aqui na Capela com coragem e dedicação, com nosso apoio e eu quero dizer aos senhores não se preocupem, nós vamos recuperar as estradas, as rodovias, priorizando aquelas que tem utilização imediata pelo sistema produtivo do estado. Quem investiu no estado, eu tenho a alegria de dizer “estão autorizados a me cobrar”, quem teve coragem de investir tem o direito de cobrar do governador pra que ele dê a condição pra ele escoar sua produção de maneira tranqüila, com segurança e, sobretudo com custos adequados sem
  • 5. aumentar o peso que carregam no momento de dificuldades como essa crise que se anuncia, mas que nós somos capazes de debelar e de vencer. Quero dizer que hoje de manhã eu já conversei sobre isso e que nós… prefeito Sukita, vamos incorporar ao nosso projeto de recuperação de vias, se for o caso criando um projeto novo com o superávit com a responsabilidade com a qual eu administro esse estado ajudou o estado a estar como está. Vamos ter superávit, não é para entesourar, mas é pra se preparar para os tempos mais difíceis e são superávits como esse que permitem investimentos novos. Vamos estudar não apenas a Capela, mas o estado de Sergipe inteiro, quais são as vias… to fazendo lá na cidade de Simão Dias aquela rodovia que liga o apertado de pedras a fábrica de cal que tem em Simão Dias e que era toda de barro, estamos botando asfalto. Botei asfalto em Capim Grosso, 10 quilômetros pra facilitar o escoamento da produção leiteira do pequeno agricultor daquela região, rodovia que tem o nome de gentil Barbosa e que Carlos Vasconcelos participou da inauguração. Vou fazer a rodovia ligando Santa Rosa do Ermílio à estrada que liga Poço Redondo até Canindé, porque naquele povoado, as vezes esquecido do mundo se produzem 30 mil litros de leite por dia, 1 milhão de litros de leite por mês. E é preciso dar condições de infra-estrutura pra enfim a logística ajude esse leite a chegar em condições adequadas aos pontos de venda ou aos seus consumidores. Não tenham dúvida, não tenham dúvida. Nós estamos aqui para enfrentarmos juntos o desafio do desenvolvimento. Quem quiser investir nesse estado terá do governador um aliado: um aliado nas políticas públicas que me compete realizar, mas também um aliado pra ir ao Rio no BNDES, pra ir a Brasília, pra ir a Ceará no Banco do Nordeste, onde for preciso. É meu dever como governador ajudar os que querem investir em Sergipe a conseguir crédito necessário pra fazer o investimento. E os senhores me conhecem, sabem que eu faço isso porque é o meu dever. Nada quero a não ser que o investimento mature, se realize e gere empregos pra minha gente. Disse hoje na federação das indústrias e repito, quem participa de lucro de empresa é quem é sócio, político não é sócio de empresário a não ser que seja empresário também e que tenha sociedade, que é normal, tem vários que estão na política. Mas eu não sou empresário, não tenho e nem quero outra coisa a não ser o investimento produtivo gerando empregos pra minha gente, permitindo que esse povo inaugure sorrisos na sua face, fiquem felizes com o salário no fim do mês, e esse salário vá para a economia local, girar o comércio, aquecer a produção e colocar Sergipe no ritmo do crescimento junto com o nosso país, com o nosso amado Brasil. Por fim me permitam aqui fazer um breve registro, que além da preocupação com o desenvolvimento econômico, nós não esquecemos a preocupação com o social. Esses homens e mulheres que estão trabalhando no comércio, que estão trabalhando no serviço público, que estão enfrentando a jornada árdua que trabalham no corte da cana, no plantio, ou mesmo na tarefa da moagem dentro das usinas, esses operários, esses trabalhadores
  • 6. precisam voltar pra casa tranqüilos de que os seus filhos e de que eles próprios estão seguros do ponto de vista da sua saúde e das demais políticas públicas, aqui, como bem lembrou Sukita, há mais de 1 milhão investido em duas clinicas de saúde da família e mais 2 milhões e 800 na nova maternidade que vai ser completamente reformada e ampliada. Só em saúde na área hospitalar e na área de atendimento básico, um investimento de 3 milhões e 800 mil, quase 4 milhões de reais investido no município da Capela. As ruas da Capela com asfalto facilitando não apenas a procissão da padroeira, mas também o cotidiano dos cidadãos e a movimentação do seu comércio. Ta aí a nossa luta pra apostar no bem estar do cidadão também através da política habitacional. Nós teremos aqui um volume de mais de 5 milhões de reais… Caixa Econômica, Governo do estado e prefeitura investindo em habitação. A prefeitura dá o terreno, a Caixa Economia entra com a resolução do 518, financiamento com o governo com o dinheiro do FGTS e o governo do estado entra com toda a infra-estrutura, ninguém vai entrar na sua casinha, pequena, humilde e modesta, mas vai entrar com água, com luz, com esgoto e com rua calçada que é o dever do governo do estado proporcionar ao mais humilde dos seus cidadãos, e com a contrapartida pra essas pessoas que não tem condições de pagar, contrapartida dada integralmente pelo estado, casas entregue pelo estado com a contrapartida honrada pelo governo do estado. Quer dizer, é esse trabalho, é essa parceria, é essa capacidade de juntos buscarmos fazer o melhor pro nosso povo que está funcionando no estado e que está funcionando em Capela, mas não por causa de mim, mas não isoladamente porque Valadares tem sido um campeão ao lado de Valadares Filho no senado e no congresso pra trazer recursos pra cá, mas porque hoje Capela tem um prefeito que traduz no seu trabalho e na sua história o potencial dessa gente, um menino pobre que saiu do povoado Miranda pra vencer a vida em Aracaju que poderia estar lá ganhando dinheiro com os seus automóveis, mas tomou a decisão de voltar a sua terra pra resgatar um título que ele ouviu pela primeira vez talvez nos bancos da escola, ou brincando nas ruas ou nas praças da Capela, talvez na boca do pai, no comentário da mãe, no discurso de um político ele ouviu dizer que Capela era a princesa dos tabuleiros. E ele viu ao longo dos tempos esse título ser motivo de orgulho… primeiro de todos, depois dos mais velhos, porque os mais jovens não encontravam os atributos da princesa porque a princesa é preciso estar bem vestida, a princesa é preciso estar bonita, a princesa precisa irradiar bem estar e as pessoas viam a cidade decair, as usinas fecharem, a produção da cana regredir, o desemprego aumentar e o futuro fugir. E a idéia de uma princesa dos tabuleiros cada vez mais ficava na memória dos antigos distante da vida dos contemporâneos. E esse menino pobre que venceu em Aracaju veio resgatar essa legenda, veio trabalhar pra que essa cidade pudesse ter outra vez o título que ele ouviu talvez da boca da mãe, talvez na conversa com o pai, quem sabe de um discurso de um político. Sukita é a alma dessa renovação, é a cara dessa renovação, é um grande líder político que ta conduzindo seu povo na busca do desenvolvimento, na busca da qualidade de vida, na busca do orgulho perdido
  • 7. outrora e recuperado com brilho nos dias da atualidade. Portanto prefeito, é com alegria que eu trabalho ao seu lado, é com alegria que eu apoio a sua administração, porque não estou apoiando um homem, eu estou apoiando um sonho, e eu não estou apoiando um sonho vazio, eu estou apoiando um sonho valentio de um povo, que pelo o seu trabalho, pela sua cultura, pela sua capacidade de viver dignamente merece devolver a essa terra um título que ela nunca deveria ter perdido. A vocês todos vereadores da Capela, ao ator da proposição, nosso querido presidente, o meu muito obrigado, e um muito obrigado de todos os que agora foram homenageados por sairmos daqui como filhos da… hoje e sempre… princesa dos tabuleiros. Muito obrigado.