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A promoção da pessoa e sua dignidade
Partindo no nosso plano de evangelização podemos perceber que as urgências traçadas pela CNBB
estão já contempladas. O nosso desejo atual é ver como Diretrizes e seminário iluminam o nosso
plano de evangelização e o enriquecem.


PESSOA
    A fé cristã está a serviço da vida, por isso evangelizar implica em colocar-se a serviço da
pessoa, de sua libertação integral, de sua humanização, conversão e inserção social. A
proclamação do Evangelho deve atingir o coração das pessoas, proporcionando encontro
pessoal com Jesus, caminho para o Pai, provocando uma resposta de fé comprometida com o
Reino.

Metas:
01. Evangelizar as pessoas, proporcionando uma experiência pessoal com Jesus Cristo, no itinerário
da iniciação cristã, motivando-as para a vivência comunitária assumindo a sua identidade cristã.
02. Cuidar dos membros da comunidade, promovendo a formação humana e missionária, para
que assumam o compromisso comunitário de se lançar na missão.


Trabalhar a dimensão da pessoa não significa simplesmente aproximá-las, mas sobretudo favorecer
nela mudanças significativas que a tornem “parecida com Jesus”.
O seminário sobre a pessoa nos ajudou a perceber que tipo de pessoa devemos “formar”.

 Um sujeito autônomo, fecundado na fé em Jesus Cristo, uma pessoa em relação consigo, com
   Deus e com os outros. Não uma pessoa fechada em si mesma, egoísta e individualista.

Como construir esta pessoa em relação?
       -Cultivar o silencio e vivenciar positivamente a solidão. Não se ocupar demais,
precisamos parar para pensar. Nos momentos de crise é necessário parar.
       - Conhecimento próprio: sem esta consciência como conhecer a trave do próprio olho que
nos impede de ver a nossa hipocrisia pessoal, ou mesmo institucional e social que gera tanto
sofrimento?
       - Amar a nós mesmos (como ao próximo). Se eu não me gosto como posso ser harmônico.
       - Capacidade de gratidão e de aceitar a gratuidade. A eficiência moderna e a urgência
afetiva pós–moderna encobrem estes valores. Na comunidade elogia-se muito pouco o outro,
agradece pouco. Sem gratidão e reconhecimento é mais difícil. A gratidão desarma a pessoa.
Desarma o excesso de culpa e de desconfiança.
        - Tornar-se como criança. Saber contemplar e perceber: um aspecto importante da
espiritualidade de Jesus.
        - Cultivar valores como a humildade e a confiança em Deus.
        - Capacidade de assombro e de admiração. A capacidade de ver e perceber as realidades
positivas e desafiadoras.
        - Alegria e a capacidade de brincar. Isso para garantir a leveza do viver e conviver.
     - Desapego: precisamos ser mais livres das coisas e deixar de pensar de ser insubstituíveis.
Nenhuma estrutura vai ser ágil se não for desapegada.
        - Capacidade de reconhecer no outro em sua dignidade e singularidade de pessoa
Devemos:
   a. Redescobrir o Deus de Jesus Cristo estudando e contemplando a vida-morte-ressurreição
      de Jesus com seriedade.
   b. Apresentar caminhos de conversão que possibilitam um crescimento em liberdade,
      visando estabelecer relações mais verdadeiras.
   c. desenvolver corajosamente uma reflexão e uma espiritualidade que enfrentem conceitos
      ainda muito enraizados como:
         I. A rivalidade entre o poder de Deus e a liberdade humana.
        II.  A desarticulação entre noção geral de Deus (onipotente e onisciente) e a noção
             trinitária.
   d. Superar a atitude de suspeita que paira sobre a liberdade humana
Deveríamos favorecer a vivencia de tudo isso na nossa ação pastoral. Seria muito proveitoso
cultivar estas atitudes no meio das nossas lideranças para que sejam cada vez mais “imagens e
semelhança de Deus”, capazes de doação e gratuidade.


À luz destas indicações trazidas no seminário podermos verificar qual a intuição das Diretrizes:
         O estado permanente de missão só é possível a partir de uma efetiva iniciação à vida cristã.
Esta é a razão pela qual cresce o incentivo à iniciação à vida cristã, “grande desafio que questiona a fundo a
maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a experiência cristã”. Trata-se, portanto,
de “desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro
   pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo”, atitude que deve ser assumida em todo o continente latino-
americano e, portanto, também no Brasil. Este é um dos mais urgentes sentidos do termo missão em nossos
 dias. É o desafio de anunciar Jesus Cristo, recomeçando a partir dele, sem “dar nada como pressuposto ou
  descontado” É preciso ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-lo.
                                        (DGAE 2011- 2015, n. 39-40)
DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015
        URGÊNCIA 2                        CRITÉRIOS                          PRÁTICAS
   A partir de Jesus            - Encontro pessoal, cada vez         - Catequese permanente:
                                maior, com um acontecimento,         formação integral.
   Cristo e na força            uma Pessoa, pela ação da Igreja,     -Processo que leve à união
   do Espírito Santo            de acordo com o jeito de cada        com Cristo
   Caminho Verdade              povo                                  -Atendimento personalizado
                                -Admiração, resposta consciente
   e Vida                       e livre                              -Piedade popular: valorizar,
                                                                     estimular, purificar
   Iniciação à vida             - Implica anúncio, apresentação,
                                proclamação                          -Pedagogia: argumentação
   cristã                       - Meios antigos não possuem a        sincera e rigorosa
                                mesma eficácia: família...           -Relação inter-pessoal na
                                - A Inciciação no se esgota na       comunidade
   -Quem é Jesus Cristo?        preparação aos sacramentos:
                                exige acolhida, diálogo, partilha,   -Iniciação
   -Paz, reconciliação e        Palavra, comunidade                  -adultos não evangelizados
   fraternidade                 - Grupos de estilo catecumenal;      - Crianças, adolescentes e
                                novo perfil do evangelizador         jovens                    39

   - Fundamentalismos                                                - Priorizar formação de leigos
                                                                     na Igreja Particular


Sentimos portanto a urgência de repartir de Jesus Cristo, assimilar as atitudes Dele, aprender dele e
com Ele o jeito de ser cristão hoje na Igreja e no mundo para que os nossos agentes de pastoral
sejam “agentes transformadores” na comunidade e na sociedade. Sem esta experiência profunda de
Jesus, sem um caminho de formação possível e pautado na Palavra será difícil constituir
comunidades capazes de viver a comunhão e acolher o diferente. Por isso o caminho de Iniciação à
vida crista poderia ser um dos caminhos a serem percorridos.


                              RENOVAÇAO DA COMUNIDADE

No seminário sobre a comunidade relembramos as pistas de ações escolhidas na APA.

COMUNIDADE
A comunidade se organiza e se estrutura para corresponder aos desafios do processo
de evangelização! Isto exige uma consistente pastoral de conjunto com estruturas
mais ágeis, atuação diversificada nas diferentes realidades da Arquidiocese,
permeando de missionariedade nossas estruturas e ações evangelizadoras

Metas:
01. Fortalecer a Pastoral de Conjunto, através do processo de iniciação cristã,
suscitando e formando agentes e lideranças, na dimensão bíblica, em vista de uma
ação missionária.
02. Enfrentar o fenômeno do subjetivismo religioso, cujos efeitos são: pluralismo
religioso; apostasia silenciosa, mercado religioso, fragmentação pastoral, através
do fortalecimento das comunidades.
A comunidade é lugar de encontro e espaço de comunhão. No documento de Aparecida já se dizia
que as nossas Igrejas deveriam se tornar “casas e escolas de comunhão”.
As nossas pistas de ação nos três ambitos pastorais repetem em vários pontos a importância da
formação bíblica, o valor do contato direto com a Palavra que transforma a vida e a ação pastoral.
O seminário nos alertaram sobre vários tipos de comunidade que poderíamos constituir, às vezes
empacadas e medrosa ao invés de dinâmicas e em constante caminho.

O que nos fortalece e nos unifica neste eterno peregrinar e viver em comunhão é a Palavra de Deus.
Ela nos ajuda a olhar no mesmo horizonte, a caminhar como discípulos missionários de Jesus, numa
atitude dinâmica e itinerante.
Por isso a terceira urgência das Diretrizes torna-se para nòs uma cativante proposta para crescer no
espírito comunitário e enfrentar os desafios de subjetivismo religioso, nos incentiva a fomentar o
processo di iniciação a vida crista.
Torna-se também o único horizonte perante o qual, todas as pastorais, movimentos e comunidades
de vida devem se inspirar para se tornar a Igreja de Jesus Cristo.

É, pois, no contato eclesial com a Palavra de Deus que o discípulo missionário, permanecendo fi el, vai
encontrar forças para atravessar um período histórico de pluralismo e grandes incertezas. Bombardeado a
todo o momento por questões que lhe desafiam a fé, a ética e a esperança, o discípulo missionário precisa
estar de tal modo familiarizado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra que, mesmo abalado pelas
pressões, continue solidamente firmado em Cristo Jesus e, por seu testemunho, converta os corações que o
questionam (cf. At 16,16-34).

Ao se curvar diante da Palavra, o discípulo missionário sabe que não o faz isoladamente. Ele acolhe o dom
da Palavra na comunhão com esta mesma Palavra e com todos que também a acolhem. Acolhe o dom da
Palavra na Igreja e com toda a Igreja. Assim, a Palavra é saboreada na alteridade, na gratuidade e também na
eclesialidade.
Quanto bem tem feito, pelo Brasil afora, nas mais diversas realidades, a leitura da vida à luz da Palavra!
Quantas comunidades se nutrem dominicalmente da Palavra de Deus, experimentando a força deste alimento
salutar! Quanta riqueza evangelizadora acontece nos Círculos Bíblicos, nos Grupos de Reflexão, nos Grupos
de Quadra e outros similares! (cfr. DGAE 2011-2015, n.47.51)
DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015
             URGÊNCIAS (3)                      CRITÉRIOS                          PRÁTICAS
           Alimentada pela            - Lugar do encontro com Cristo      - Ter a Bíblia e ajudar a ler
                                        - Para enfrentar o pluralismo e   corretamente
           Palavra de Deus            as incertezas                         - Capacitar em conteúdos e
                                        - Sede da Palavra que guia,       pedagogia
           Animação bíblica           tranquiliza, impulsiona, envolve
                                                                          -Equipes de animação bíblica
           da vida e da               - Não se abater diante da
           pastoral                   manipulação da Escritura            -Círculos bíblicos
                                        - Reconhecer e testemunhar
                                      que a Palavra é de Deus             Leitura orante : caminho
            Evita:                      - Saboreada na alteridade,        para o encontro, luz para a
           -Emocionalismo e           gratuidade e eclesialidade          vida - Liturgia
           sentimentalismos
           - Fundamentalismo e                                            -Formação continuada dos
           Relativismo                                                    ministros da Palavra e dos
                                                                          leitores

                                                                          -Homilia: atualiza a         41

                                                                          mensagem de Bíblia


           DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015
              URGÊNCIAS (4)                    CRITÉRIOS                          PRÁTICAS
            Como Igreja               - A fé é vivida em comunidade       -Setorização de paróquias
                                      -Iluminar com a Boa Nova no         -CEBs: forma privilegiada
            discípula,                mundo urbano                        -Outras formas de pequenas
            missionária e             -Perspectiva profética              comunidades, movimentos,
            profética                 -Diálogo                            grupos de vida e oração...
                                      -Participação de todos              - Paróquias irmãs; Igrejas
                                                                          irmãs
            Comunidade de             - Vínculos afetivos e efetivos
            comunidades               - Comunidades transterritoriais,    -Pastoral vocacional
                                      ambientais e afetivas
                                      -CEBs e outras comunidades
                                      - Palavra, sacramentos,
            - Enfraquecimento das     compromisso, solidariedade
            instituições e das
            tradições                 -Pastoral: Evitar concorrências,
            - Individualismo          desgastes inúteis e ambiguidades
            - Criterios das leis do   - O desafio daqueles que vão
            mercado                   pastorear as comunidades                                    33
            - Rotatividade            - Valorizar a atuação do laicato
                                      em favor das comunidades




         A participação na construção da sociedade justa e solidária

SOCIEDADE
O escândalo da exclusão e da violência na sociedade consumista nos interpela à
realização da solidariedade! Daí a necessidade de direcionamento da ação
evangelizadora para os pobres de modo que cada comunidade cristã se torne num
poderoso centro de irradiação do Reino da vida, mais comprometida com a cultura da
paz e com o meio ambiente, servindo-se da política como um canal ordinário de
reflexão e respostas sistemáticas. A Igreja deve estar presente como advogada da
justiça e dos pobres. Sua postura profética de proferir os desígnios de Deus para a
realidade a coloca do lado dos vitimados
Metas:
01. Viver uma ética a partir do Evangelho, investindo na educação da fé e da cidadania,
promovendo a defesa da vida: na família, na política, no meio ambiente, na educação, nas
relações de gênero e o combate a todas as formas de violência.
02. Ser uma Igreja Profética que fortalece a identidade cristã, promovendo a cultura
da Paz, integrando fé e vida.
        O compromisso social tem suas raízes na fé da pessoa que faz um verdadeiro encontro com
Jesus e, fortalecida pela vivencia comunitária, torna-se sal e luz, nesta sociedade sedenta de
“alternativas de vida” combatendo assim uma “cultura de morte”. Num mundo caracterizado pela
pluralidade de culturas e costumes precisamos assumir decididamente uma atitude missionária que
nos torne mais ousados e nos permita de viver em plenitude o nosso Batismo.
É necessário compreender as dinâmicas da sociedade atual, aproximar-se dela para perceber onde a
vida está mais ameaçada e, partindo dos mais pobres, oferecer caminhos de esperança e vida plena.

Após uma atenta análise da sociedade atual, no seminário sobre esta temática podemos perceber que
a nossa sociedade precisa de pessoas e comunidade que sejam profundamente identificadas com
Jesus Cristo e tenham coragem de professar a própria fé em todos os contextos onde estão inseridos.

A pedagogia que nos é proposta é a do texto dos Discípulos de Emaus. São traçados os passos que
precisaríamos percorrer no nosso dia a dia para se aproximar da sociedade de hoje.
Tendo claro que a grande novidade que devemos anunciar ao mundo é a novidade do Reino de
Deus e que, no coração dele estão os pobres, precisamos partir da pratica de Jesus e a pedagogia que
isso nos ensina.

Onde achamos Jesus?
- na montanha: precisamos ser pessoas de oração, em constante comunhão com o Pai, atentos aos
sinais do Espírito.
- na casa dos amigos: precisamos reaprender a partilhar, a se alegrar com a presença do outro. “A
mesa é o lugar onde se partilha. O que dà tempero à comida é a presença do outro”. Perder tempo
com o outro, escuta-lo, acolhe-lo. Também a Eucaristia se celebra a redor de uma mesa. Precisamos
reaprender a cultivar a vida em comunidade (encontro, festa, família)
- no caminho: Compaixão não é dar coisas, é dar o próprio tempo, é dar a si mesmo, é fazer própria
a paixão do outros. Jesus ia onde não podia ir, percorria os lugares mais suspeitos. Foi o maior
transgressor. Ele havia um contato direto com o Pai, estava muito acima da Lei. São Paulo diz:
“quem ama está acima da Lei”. Eis a dimensão da MISSAO

Qual a pedagogia dele:
- 1° passo: fazer - se forasteiro. Se inserir no meio do povo para conhecer o outro a fundo, escutar
os discursos nas paradas de ônibus, no distrito industrial, nas lojas e shopping. Uma profunda
inserção na realidade onde estamos.
- 2° passo: estabelecer um dialogo. Através do dialogo perceber quais as sedes do povo. Temos
que construir relacionamentos simples e deixar a vida se manifestar.
- 3° passo: fazer o convite. Precisamos “descer no inferno de muitas realidades familiares” porque
esta é a atitude de Deus. Precisa entrar nestes “infernos” que muitas vezes são as famílias e ficar
escutando. Tomar café nas casas é um simples gesto que coloca a pessoa no centro. Quando as
portas da Igreja abertas não são acolhedoras, devemos ser acolhida viva. Convite: é passar pelos
infernos dos sofrimentos. Isso é missionariedade na Arquidiocese. A gratuidade é fundamental:
deixe-se convidar, deixa o povo te convidar. O toque é a linguagem de quem muito ama e de quem
muito sofre. O povo quer tocar em Deus e quer tocar nele através de nós. A carne se fez Verbo: esta
é a lógica contraria. O povo se sente Igreja quando a Igreja se faz próxima dele, quando oferecemos
o nosso tempo.
- 4° passo: sentar a mesa com o outro, que tem algo a me dizer.
- 5° passo: proclamar a Palavra experimentada.

Reencontramos este convite de “fazer-se próximo na sociedade de hoje” nas diretrizes. A defesa da
vida é colocada como prioridade e são indicados rostos aos quais devemos dar vida e esperança.

Ao mergulhar nas profundezas da existência humana, o discípulo missionário abre seu coração para todas as
formas de vida ameaçada desde o seu início até a morte natural. Na medida em que nenhuma vida existe
apenas para si, mas para outras e para Deus, este é um tempo mais do que propício para a articulação e a
integração de todas as formas de paixão pela vida. Só assim conseguiremos, de fato, vencer os tentáculos da
cultura de morte.

Contemplando os diversos rostos de sofredores, desta Terra de Santa Cruz, especialmente, os “novos rostos
dos pobres” o discípulo missionário enxerga, em cada um, o rosto de seu Senhor: chagado, destroçado,
flagelado (Is 52,13ss). Seu amor por Jesus Cristo e Cristo Crucificado (1Cor 1,23-25) leva-o a buscar o
Mestre em meio às situações de morte (cf. Mt 25,31-46). Leva-o a não aceitar tais situações de morte, sejam
elas quais forem, envolvendo-se na preservação da vida. O discípulo missionário não se cala diante da vida
impedida de nascer seja por decisão individual, seja pela legalização e despenalização do aborto. Não se cala
igualmente diante da vida sem alimentação, casa, terra, trabalho, educação, saúde, lazer, liberdade, esperança
e fé. Torna-se, deste modo, alguém que sonha e se compromete com um mundo onde seja, efetivamente,
reconhecido o direito a nascer, crescer, constituir família, seguir a vocação, crer e manifestar sua fé, num
mundo onde o perdão seja a regra; a reconciliação, meta de todos; a tolerância e respeito, condição de
felicidade; a gratuidade, vitória sobre a ambição. O discípulo missionário reconhece que seu sonho por vida
eterna leva-o a ser, já nesta vida, parceiro da vida e vida em plenitude.
Daí “ratificar e potencializar a opção preferencial pelos pobres”, “implícita à fé cristológica naquele Deus
que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” e que deverá “atravessar todas as suas
estruturas e prioridades pastorais” manifestando-se “em opções e gestos concretos”. (DGAE 2011-2015, n.
67.69).

               DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015
                  URGÊNCIAS (5)                 CRITÉRIOS                         PRÁTICAS
                Alimentada pela        -Igreja samaritana                 -Família, eixo transversal
                                       - Coração aberto a todas as        - Crianças e jovens mais
                Eucaristia...          formas de vida ameaçada            expostos aos perigos
                À luz da               -Contemplar os diversos rostos     - desemprego- subemprego
                evangélica opção       sofredores                         - migrantes
                                       - Enfrentar as urgências que       -Inclusão dos indígenas e
                preferencial pelos     decorrem da miséria e da           africanos
                pobres para que        exclusão
                todos tenham           - Respeito                         ATITUDES
                                                                          - respeito às diferenças
                vida                   - Profetismo                       - ecologia humana
                                       -Não aceitar situações de morte, - Participação social
                A serviço da vida      preservação da vida: visão crítica - políticas públicas
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                plena para todos       - Ressaltar a vida no planeta      - Aproximar fé e razão pelo
                                       -Importância da atuação no         diálogo
                Evangelho da vida      mundo da política
                - Doutrina Social da                                                                35
                Igreja                 -Diálogo, alteridade
A dimensão da missão portanto é evidente, salientada e refletida no II Congresso Missionário da
Arquidiocese de Manaus. Ela perpassa todo o nosso Plano de Evangelização mas deve descer nas
nossas paróquias, áreas missionárias, pastorais e movimentos com mais ênfase.

Como diz a 1° Urgência das novas Diretrizes:
No atual período da história, marcado pela mudança de época, a missão assume um rosto próprio, com, pelo
menos, três características: urgência, amplitude, inclusão.
        - A missão é urgente em decorrência da oscilação de critérios.
        - É ampla e includente, porque reconhece que todas as situações, tempos e locais são seus
        interlocutores.
Até mesmo o discípulo missionário é, para si, um destinatário da missão, na medida em que está inserido
nesta mudança de época, com referências fl ácidas e valores nem sempre efetivamente sedimentados (Mt
13,5-6.20-21). Trata-se, portanto, de suscitar, em cada batizado e em cada forma de organização eclesial,
uma forte consciência missionária, sem a qual os discípulos missionários não contribuirão efetivamente para
o novo que haverá de surgir na história. (DGAE 2011-2012, n.31)

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Diretrizes evangelização Arquidiocese de Manaus

  • 1. A promoção da pessoa e sua dignidade Partindo no nosso plano de evangelização podemos perceber que as urgências traçadas pela CNBB estão já contempladas. O nosso desejo atual é ver como Diretrizes e seminário iluminam o nosso plano de evangelização e o enriquecem. PESSOA A fé cristã está a serviço da vida, por isso evangelizar implica em colocar-se a serviço da pessoa, de sua libertação integral, de sua humanização, conversão e inserção social. A proclamação do Evangelho deve atingir o coração das pessoas, proporcionando encontro pessoal com Jesus, caminho para o Pai, provocando uma resposta de fé comprometida com o Reino. Metas: 01. Evangelizar as pessoas, proporcionando uma experiência pessoal com Jesus Cristo, no itinerário da iniciação cristã, motivando-as para a vivência comunitária assumindo a sua identidade cristã. 02. Cuidar dos membros da comunidade, promovendo a formação humana e missionária, para que assumam o compromisso comunitário de se lançar na missão. Trabalhar a dimensão da pessoa não significa simplesmente aproximá-las, mas sobretudo favorecer nela mudanças significativas que a tornem “parecida com Jesus”. O seminário sobre a pessoa nos ajudou a perceber que tipo de pessoa devemos “formar”. Um sujeito autônomo, fecundado na fé em Jesus Cristo, uma pessoa em relação consigo, com Deus e com os outros. Não uma pessoa fechada em si mesma, egoísta e individualista. Como construir esta pessoa em relação? -Cultivar o silencio e vivenciar positivamente a solidão. Não se ocupar demais, precisamos parar para pensar. Nos momentos de crise é necessário parar. - Conhecimento próprio: sem esta consciência como conhecer a trave do próprio olho que nos impede de ver a nossa hipocrisia pessoal, ou mesmo institucional e social que gera tanto sofrimento? - Amar a nós mesmos (como ao próximo). Se eu não me gosto como posso ser harmônico. - Capacidade de gratidão e de aceitar a gratuidade. A eficiência moderna e a urgência afetiva pós–moderna encobrem estes valores. Na comunidade elogia-se muito pouco o outro, agradece pouco. Sem gratidão e reconhecimento é mais difícil. A gratidão desarma a pessoa. Desarma o excesso de culpa e de desconfiança. - Tornar-se como criança. Saber contemplar e perceber: um aspecto importante da espiritualidade de Jesus. - Cultivar valores como a humildade e a confiança em Deus. - Capacidade de assombro e de admiração. A capacidade de ver e perceber as realidades positivas e desafiadoras. - Alegria e a capacidade de brincar. Isso para garantir a leveza do viver e conviver. - Desapego: precisamos ser mais livres das coisas e deixar de pensar de ser insubstituíveis. Nenhuma estrutura vai ser ágil se não for desapegada. - Capacidade de reconhecer no outro em sua dignidade e singularidade de pessoa
  • 2. Devemos: a. Redescobrir o Deus de Jesus Cristo estudando e contemplando a vida-morte-ressurreição de Jesus com seriedade. b. Apresentar caminhos de conversão que possibilitam um crescimento em liberdade, visando estabelecer relações mais verdadeiras. c. desenvolver corajosamente uma reflexão e uma espiritualidade que enfrentem conceitos ainda muito enraizados como: I. A rivalidade entre o poder de Deus e a liberdade humana. II. A desarticulação entre noção geral de Deus (onipotente e onisciente) e a noção trinitária. d. Superar a atitude de suspeita que paira sobre a liberdade humana Deveríamos favorecer a vivencia de tudo isso na nossa ação pastoral. Seria muito proveitoso cultivar estas atitudes no meio das nossas lideranças para que sejam cada vez mais “imagens e semelhança de Deus”, capazes de doação e gratuidade. À luz destas indicações trazidas no seminário podermos verificar qual a intuição das Diretrizes: O estado permanente de missão só é possível a partir de uma efetiva iniciação à vida cristã. Esta é a razão pela qual cresce o incentivo à iniciação à vida cristã, “grande desafio que questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a experiência cristã”. Trata-se, portanto, de “desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo”, atitude que deve ser assumida em todo o continente latino- americano e, portanto, também no Brasil. Este é um dos mais urgentes sentidos do termo missão em nossos dias. É o desafio de anunciar Jesus Cristo, recomeçando a partir dele, sem “dar nada como pressuposto ou descontado” É preciso ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-lo. (DGAE 2011- 2015, n. 39-40)
  • 3. DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015 URGÊNCIA 2 CRITÉRIOS PRÁTICAS A partir de Jesus - Encontro pessoal, cada vez - Catequese permanente: maior, com um acontecimento, formação integral. Cristo e na força uma Pessoa, pela ação da Igreja, -Processo que leve à união do Espírito Santo de acordo com o jeito de cada com Cristo Caminho Verdade povo -Atendimento personalizado -Admiração, resposta consciente e Vida e livre -Piedade popular: valorizar, estimular, purificar Iniciação à vida - Implica anúncio, apresentação, proclamação -Pedagogia: argumentação cristã - Meios antigos não possuem a sincera e rigorosa mesma eficácia: família... -Relação inter-pessoal na - A Inciciação no se esgota na comunidade -Quem é Jesus Cristo? preparação aos sacramentos: exige acolhida, diálogo, partilha, -Iniciação -Paz, reconciliação e Palavra, comunidade -adultos não evangelizados fraternidade - Grupos de estilo catecumenal; - Crianças, adolescentes e novo perfil do evangelizador jovens 39 - Fundamentalismos - Priorizar formação de leigos na Igreja Particular Sentimos portanto a urgência de repartir de Jesus Cristo, assimilar as atitudes Dele, aprender dele e com Ele o jeito de ser cristão hoje na Igreja e no mundo para que os nossos agentes de pastoral sejam “agentes transformadores” na comunidade e na sociedade. Sem esta experiência profunda de Jesus, sem um caminho de formação possível e pautado na Palavra será difícil constituir comunidades capazes de viver a comunhão e acolher o diferente. Por isso o caminho de Iniciação à vida crista poderia ser um dos caminhos a serem percorridos. RENOVAÇAO DA COMUNIDADE No seminário sobre a comunidade relembramos as pistas de ações escolhidas na APA. COMUNIDADE A comunidade se organiza e se estrutura para corresponder aos desafios do processo de evangelização! Isto exige uma consistente pastoral de conjunto com estruturas mais ágeis, atuação diversificada nas diferentes realidades da Arquidiocese, permeando de missionariedade nossas estruturas e ações evangelizadoras Metas: 01. Fortalecer a Pastoral de Conjunto, através do processo de iniciação cristã, suscitando e formando agentes e lideranças, na dimensão bíblica, em vista de uma ação missionária. 02. Enfrentar o fenômeno do subjetivismo religioso, cujos efeitos são: pluralismo religioso; apostasia silenciosa, mercado religioso, fragmentação pastoral, através do fortalecimento das comunidades.
  • 4. A comunidade é lugar de encontro e espaço de comunhão. No documento de Aparecida já se dizia que as nossas Igrejas deveriam se tornar “casas e escolas de comunhão”. As nossas pistas de ação nos três ambitos pastorais repetem em vários pontos a importância da formação bíblica, o valor do contato direto com a Palavra que transforma a vida e a ação pastoral. O seminário nos alertaram sobre vários tipos de comunidade que poderíamos constituir, às vezes empacadas e medrosa ao invés de dinâmicas e em constante caminho. O que nos fortalece e nos unifica neste eterno peregrinar e viver em comunhão é a Palavra de Deus. Ela nos ajuda a olhar no mesmo horizonte, a caminhar como discípulos missionários de Jesus, numa atitude dinâmica e itinerante. Por isso a terceira urgência das Diretrizes torna-se para nòs uma cativante proposta para crescer no espírito comunitário e enfrentar os desafios de subjetivismo religioso, nos incentiva a fomentar o processo di iniciação a vida crista. Torna-se também o único horizonte perante o qual, todas as pastorais, movimentos e comunidades de vida devem se inspirar para se tornar a Igreja de Jesus Cristo. É, pois, no contato eclesial com a Palavra de Deus que o discípulo missionário, permanecendo fi el, vai encontrar forças para atravessar um período histórico de pluralismo e grandes incertezas. Bombardeado a todo o momento por questões que lhe desafiam a fé, a ética e a esperança, o discípulo missionário precisa estar de tal modo familiarizado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra que, mesmo abalado pelas pressões, continue solidamente firmado em Cristo Jesus e, por seu testemunho, converta os corações que o questionam (cf. At 16,16-34). Ao se curvar diante da Palavra, o discípulo missionário sabe que não o faz isoladamente. Ele acolhe o dom da Palavra na comunhão com esta mesma Palavra e com todos que também a acolhem. Acolhe o dom da Palavra na Igreja e com toda a Igreja. Assim, a Palavra é saboreada na alteridade, na gratuidade e também na eclesialidade. Quanto bem tem feito, pelo Brasil afora, nas mais diversas realidades, a leitura da vida à luz da Palavra! Quantas comunidades se nutrem dominicalmente da Palavra de Deus, experimentando a força deste alimento salutar! Quanta riqueza evangelizadora acontece nos Círculos Bíblicos, nos Grupos de Reflexão, nos Grupos de Quadra e outros similares! (cfr. DGAE 2011-2015, n.47.51)
  • 5. DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015 URGÊNCIAS (3) CRITÉRIOS PRÁTICAS Alimentada pela - Lugar do encontro com Cristo - Ter a Bíblia e ajudar a ler - Para enfrentar o pluralismo e corretamente Palavra de Deus as incertezas - Capacitar em conteúdos e - Sede da Palavra que guia, pedagogia Animação bíblica tranquiliza, impulsiona, envolve -Equipes de animação bíblica da vida e da - Não se abater diante da pastoral manipulação da Escritura -Círculos bíblicos - Reconhecer e testemunhar que a Palavra é de Deus Leitura orante : caminho Evita: - Saboreada na alteridade, para o encontro, luz para a -Emocionalismo e gratuidade e eclesialidade vida - Liturgia sentimentalismos - Fundamentalismo e -Formação continuada dos Relativismo ministros da Palavra e dos leitores -Homilia: atualiza a 41 mensagem de Bíblia DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015 URGÊNCIAS (4) CRITÉRIOS PRÁTICAS Como Igreja - A fé é vivida em comunidade -Setorização de paróquias -Iluminar com a Boa Nova no -CEBs: forma privilegiada discípula, mundo urbano -Outras formas de pequenas missionária e -Perspectiva profética comunidades, movimentos, profética -Diálogo grupos de vida e oração... -Participação de todos - Paróquias irmãs; Igrejas irmãs Comunidade de - Vínculos afetivos e efetivos comunidades - Comunidades transterritoriais, -Pastoral vocacional ambientais e afetivas -CEBs e outras comunidades - Palavra, sacramentos, - Enfraquecimento das compromisso, solidariedade instituições e das tradições -Pastoral: Evitar concorrências, - Individualismo desgastes inúteis e ambiguidades - Criterios das leis do - O desafio daqueles que vão mercado pastorear as comunidades 33 - Rotatividade - Valorizar a atuação do laicato em favor das comunidades A participação na construção da sociedade justa e solidária SOCIEDADE O escândalo da exclusão e da violência na sociedade consumista nos interpela à realização da solidariedade! Daí a necessidade de direcionamento da ação evangelizadora para os pobres de modo que cada comunidade cristã se torne num poderoso centro de irradiação do Reino da vida, mais comprometida com a cultura da paz e com o meio ambiente, servindo-se da política como um canal ordinário de reflexão e respostas sistemáticas. A Igreja deve estar presente como advogada da
  • 6. justiça e dos pobres. Sua postura profética de proferir os desígnios de Deus para a realidade a coloca do lado dos vitimados Metas: 01. Viver uma ética a partir do Evangelho, investindo na educação da fé e da cidadania, promovendo a defesa da vida: na família, na política, no meio ambiente, na educação, nas relações de gênero e o combate a todas as formas de violência. 02. Ser uma Igreja Profética que fortalece a identidade cristã, promovendo a cultura da Paz, integrando fé e vida. O compromisso social tem suas raízes na fé da pessoa que faz um verdadeiro encontro com Jesus e, fortalecida pela vivencia comunitária, torna-se sal e luz, nesta sociedade sedenta de “alternativas de vida” combatendo assim uma “cultura de morte”. Num mundo caracterizado pela pluralidade de culturas e costumes precisamos assumir decididamente uma atitude missionária que nos torne mais ousados e nos permita de viver em plenitude o nosso Batismo. É necessário compreender as dinâmicas da sociedade atual, aproximar-se dela para perceber onde a vida está mais ameaçada e, partindo dos mais pobres, oferecer caminhos de esperança e vida plena. Após uma atenta análise da sociedade atual, no seminário sobre esta temática podemos perceber que a nossa sociedade precisa de pessoas e comunidade que sejam profundamente identificadas com Jesus Cristo e tenham coragem de professar a própria fé em todos os contextos onde estão inseridos. A pedagogia que nos é proposta é a do texto dos Discípulos de Emaus. São traçados os passos que precisaríamos percorrer no nosso dia a dia para se aproximar da sociedade de hoje. Tendo claro que a grande novidade que devemos anunciar ao mundo é a novidade do Reino de Deus e que, no coração dele estão os pobres, precisamos partir da pratica de Jesus e a pedagogia que isso nos ensina. Onde achamos Jesus? - na montanha: precisamos ser pessoas de oração, em constante comunhão com o Pai, atentos aos sinais do Espírito. - na casa dos amigos: precisamos reaprender a partilhar, a se alegrar com a presença do outro. “A mesa é o lugar onde se partilha. O que dà tempero à comida é a presença do outro”. Perder tempo com o outro, escuta-lo, acolhe-lo. Também a Eucaristia se celebra a redor de uma mesa. Precisamos reaprender a cultivar a vida em comunidade (encontro, festa, família) - no caminho: Compaixão não é dar coisas, é dar o próprio tempo, é dar a si mesmo, é fazer própria a paixão do outros. Jesus ia onde não podia ir, percorria os lugares mais suspeitos. Foi o maior transgressor. Ele havia um contato direto com o Pai, estava muito acima da Lei. São Paulo diz: “quem ama está acima da Lei”. Eis a dimensão da MISSAO Qual a pedagogia dele: - 1° passo: fazer - se forasteiro. Se inserir no meio do povo para conhecer o outro a fundo, escutar os discursos nas paradas de ônibus, no distrito industrial, nas lojas e shopping. Uma profunda inserção na realidade onde estamos. - 2° passo: estabelecer um dialogo. Através do dialogo perceber quais as sedes do povo. Temos que construir relacionamentos simples e deixar a vida se manifestar. - 3° passo: fazer o convite. Precisamos “descer no inferno de muitas realidades familiares” porque esta é a atitude de Deus. Precisa entrar nestes “infernos” que muitas vezes são as famílias e ficar escutando. Tomar café nas casas é um simples gesto que coloca a pessoa no centro. Quando as portas da Igreja abertas não são acolhedoras, devemos ser acolhida viva. Convite: é passar pelos
  • 7. infernos dos sofrimentos. Isso é missionariedade na Arquidiocese. A gratuidade é fundamental: deixe-se convidar, deixa o povo te convidar. O toque é a linguagem de quem muito ama e de quem muito sofre. O povo quer tocar em Deus e quer tocar nele através de nós. A carne se fez Verbo: esta é a lógica contraria. O povo se sente Igreja quando a Igreja se faz próxima dele, quando oferecemos o nosso tempo. - 4° passo: sentar a mesa com o outro, que tem algo a me dizer. - 5° passo: proclamar a Palavra experimentada. Reencontramos este convite de “fazer-se próximo na sociedade de hoje” nas diretrizes. A defesa da vida é colocada como prioridade e são indicados rostos aos quais devemos dar vida e esperança. Ao mergulhar nas profundezas da existência humana, o discípulo missionário abre seu coração para todas as formas de vida ameaçada desde o seu início até a morte natural. Na medida em que nenhuma vida existe apenas para si, mas para outras e para Deus, este é um tempo mais do que propício para a articulação e a integração de todas as formas de paixão pela vida. Só assim conseguiremos, de fato, vencer os tentáculos da cultura de morte. Contemplando os diversos rostos de sofredores, desta Terra de Santa Cruz, especialmente, os “novos rostos dos pobres” o discípulo missionário enxerga, em cada um, o rosto de seu Senhor: chagado, destroçado, flagelado (Is 52,13ss). Seu amor por Jesus Cristo e Cristo Crucificado (1Cor 1,23-25) leva-o a buscar o Mestre em meio às situações de morte (cf. Mt 25,31-46). Leva-o a não aceitar tais situações de morte, sejam elas quais forem, envolvendo-se na preservação da vida. O discípulo missionário não se cala diante da vida impedida de nascer seja por decisão individual, seja pela legalização e despenalização do aborto. Não se cala igualmente diante da vida sem alimentação, casa, terra, trabalho, educação, saúde, lazer, liberdade, esperança e fé. Torna-se, deste modo, alguém que sonha e se compromete com um mundo onde seja, efetivamente, reconhecido o direito a nascer, crescer, constituir família, seguir a vocação, crer e manifestar sua fé, num mundo onde o perdão seja a regra; a reconciliação, meta de todos; a tolerância e respeito, condição de felicidade; a gratuidade, vitória sobre a ambição. O discípulo missionário reconhece que seu sonho por vida eterna leva-o a ser, já nesta vida, parceiro da vida e vida em plenitude. Daí “ratificar e potencializar a opção preferencial pelos pobres”, “implícita à fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” e que deverá “atravessar todas as suas estruturas e prioridades pastorais” manifestando-se “em opções e gestos concretos”. (DGAE 2011-2015, n. 67.69). DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA 2011-2015 URGÊNCIAS (5) CRITÉRIOS PRÁTICAS Alimentada pela -Igreja samaritana -Família, eixo transversal - Coração aberto a todas as - Crianças e jovens mais Eucaristia... formas de vida ameaçada expostos aos perigos À luz da -Contemplar os diversos rostos - desemprego- subemprego evangélica opção sofredores - migrantes - Enfrentar as urgências que -Inclusão dos indígenas e preferencial pelos decorrem da miséria e da africanos pobres para que exclusão todos tenham - Respeito ATITUDES - respeito às diferenças vida - Profetismo - ecologia humana -Não aceitar situações de morte, - Participação social A serviço da vida preservação da vida: visão crítica - políticas públicas - Não pactuar com a corrupção - Formação de pensadores plena para todos - Ressaltar a vida no planeta - Aproximar fé e razão pelo -Importância da atuação no diálogo Evangelho da vida mundo da política - Doutrina Social da 35 Igreja -Diálogo, alteridade
  • 8. A dimensão da missão portanto é evidente, salientada e refletida no II Congresso Missionário da Arquidiocese de Manaus. Ela perpassa todo o nosso Plano de Evangelização mas deve descer nas nossas paróquias, áreas missionárias, pastorais e movimentos com mais ênfase. Como diz a 1° Urgência das novas Diretrizes: No atual período da história, marcado pela mudança de época, a missão assume um rosto próprio, com, pelo menos, três características: urgência, amplitude, inclusão. - A missão é urgente em decorrência da oscilação de critérios. - É ampla e includente, porque reconhece que todas as situações, tempos e locais são seus interlocutores. Até mesmo o discípulo missionário é, para si, um destinatário da missão, na medida em que está inserido nesta mudança de época, com referências fl ácidas e valores nem sempre efetivamente sedimentados (Mt 13,5-6.20-21). Trata-se, portanto, de suscitar, em cada batizado e em cada forma de organização eclesial, uma forte consciência missionária, sem a qual os discípulos missionários não contribuirão efetivamente para o novo que haverá de surgir na história. (DGAE 2011-2012, n.31)