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DETERMINAÇÃO DE FENÓIS TOTAIS E FLAVONÓIDES EM AMOSTRAS DE PÓLEN
APÍCOLA DE APIS MELLIFERA L. DO CEARÁ

AUTORES: LIBERATO, M. C. T. C. (UECE) ; MORAIS, S. M. (UECE) ; SALUSTIANO, G. L. (UECE) ;
NOJOSA, A. C. B. (UECE) ; NOJOSA, A. K. B. (UECE)

RESUMO: Pólen é o elemento fecundante masculino da flor, que atraído pelo ovário da mesma, fertiliza-o
com o objetivo de formar as sementes, garantindo a reprodução das plantas. O pólen apícola é o
resultado da aglutinação do pólen das flores com néctar e substâncias salivares das abelhas, o que o
torna diferente do pólen colhido diretamente das plantas. Há séculos, o pólen das abelhas vem sendo
utilizado na medicina popular para aliviar e curar constipações, gripes, úlceras, envelhecimento precoce e
outros problemas. Amostras de pólen apícola de Trairi-CE foram analisadas quanto aos seus conteúdos
de ácidos fenólicos e flavonóides. Os resultados obtidos indicam que as amostras apresentam valores
compatíveis com os encontrados na literatura.

PALAVRAS CHAVES: pólen apícola, apis mellifera l., fenóis

INTRODUÇÃO: O pólen apícola é o resultado da aglutinação do pólen das flores efetuada pelas abelhas,
mediante acréscimo de substâncias salivares e pequenas quantidades de néctar ou mel. O pólen da
abelha Apis mellifera tem sido utilizado na medicina popular no tratamento de rinites alérgicas, como
hepatoprotetor e antiteratogênico, no tratamento de prostatite devido as propriedades antiinflamatórias e
efeito anti-androgênico, como benéfico em problemas de memória e no tratamento de bronquite (MOURA,
J.; PEGORARO, A. 2006). O pólen apícola é usado na alimentação humana como um suplemento
alimentar por conter substâncias essenciais como carboidratos, proteínas, aminoácidos, lipídios,
vitaminas, minerais e traços de outras substâncias que podem compor a dieta da abelha melífera, em
função da vegetação presente na região, já que sua composição química e bioquímica é determinada
pela origem vegetal. O pólen apresenta quantidades significativas de substâncias polifenólicas
principalmente de flavonóides. Estudos têm demonstrado que a ação biológica do pólen é devida à
presença de compostos fenólicos, tais como flavonóides, que dentre outras propriedades biológicas
possuem atividade antioxidante (GÓMEZ-CARAVACA, 2006). Vários autores relatam a necessidade de
maiores estudos para avaliar a composição relativa das substâncias polifenólicas, no pólen apícola
brasileiro e nos extratos de pólen, bem como as diferenças em suas especificidades, visando avaliar sua
função e contribuição no que diz respeito à atividade antioxidante (MARCHINI et al., 2006; ALMARAZ-
ABARCA et al., 2007). O objetivo desse trabalho é determinar o conteúdo de ácidos fenólicos e
flavonóides em amostras de pólen apícola do Ceará.

MATERIAL E MÉTODOS: Foram analisadas amostras de pólen apícola produzido por Apis mellifera L. na
região de Trairi – CE, com o objetivo de determinar o Teor de Fenóis Totais e de Flavonóides de cada
amostra. As amostras desidratadas foram obtidas entre 2007 e 2009, a partir de coletas feitas por
apicultores. Em seguida foram levadas ao Laboratório de Química de Produtos Naturais da Universidade
Estadual do Ceará, onde foram identificadas quanto à sua origem botânica, a localidade e a data de
coleta, sendo acondicionadas e armazenadas. A amostra AAM foi proveniente da florada de coccus
nuccifera (coqueiro), as amostras AAH1 e AAH2 são heteroflorais. Inicialmente foram preparados extratos
etanólicos de pólen (CARPES et al., 2008). Dois gramas de pólen foram extraídos com 15 mL de etanol
(70%) em banho-maria a 70°C, por 30 min. Após filtragem os sobrenadantes foram armazenados em
tubos de ensaio com rosca a 5°C. Foram, então, realizadas análises quantitativas de fenóis e flavonóides.
O teor de compostos fenólicos foi determinado pelo método de Folin-Ciocalteu, usando o ácido gálico
como padrão, e o teor de flavonóides foi obtido segundo método descrito por PARK, et al, (1995), com
modificações.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: As análises foram feitas em triplicatas. A Tabela 1 apresenta os
resultados obtidos. O teor de fenóis totais (mg EAG/g de pólen) variou de 17,79 a 19,52, com média de
18,44. O teor de flavonóides (mg EQ/g de pólen) variou de 6,733 a 8,258, com média de 7,30. Os valores
estão próximos aos encontrados em estudos recentes com polifenóis de pólen apícola do sul do Brasil. As
variações observadas se devem às diferenças de floradas já que o conteúdo de fenóis totais é função de
sua origem botânica.
CONCLUSÕES: Os resultados encontrados para os conteúdos de ácidos fenólicos e flavonóides nas
amostras de pólen apícola do Ceará analisadas estão compatíveis com valores encontrados em CARPES
(2008). As diferenças observadas se devem às diferenças nos tipos de floradas e de condições
climáticas.

AGRADECIMENTOS: Universidade Estadual do Ceará

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: ALMARAZ-ABARCA, N.; CAMPOS, M. da G.; ÁVILA-REYES, J. A.;
NARANJO-JIMÉNEZ, N.; CORRAL, J. H.; GONZÁLEZ-VALDEZ, L. S. 2007. Antioxidant activity of
polyphenol extract of monofloral honeybee- collected pollen from mesquite (Prosopis juliflora,
Leguminosae) Journal of Food Composition and Analysis 20, p. 119-124.
CARPES, S. T.; PRADO, A.; MORENO, I. A. M.; MOURÃO, G. B. ; ALENCAR, S. M.; MASSON, M. L.
2008. Avaliação do potencial antioxidante do pólen apícola produzido na região sul do Brasil. Química
Nova, vol. 31, no. 7, 1660-1664.
CARPES, S. T. Estudo das Características Físico-Químicas e Biológicas do Pólen Apícola de Apis
mellifera L. da Região Sul do Brasil. 2008. Tese de Doutorado - UFPR.
GÓMEZ-CARAVACA, A. M., GÓMEZ-ROMERO, M., ARRÁEZ-ROMÁN, D., SEGURA-CARRETERO, A.
FERNÁNDEZ-GUTIÉRREZ, A. 2006. Advances in the analysis of phenolic compounds in products derived
from bees. Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis v.41. p. 1220-1234.
MARCHINI, L. C.; REIS, V. D. A. dos; MORETI, A. C. de C. C. 2006. Composição físico-química de
amostras de pólen coletado por abelhas africanizadas Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) em
Piracicaba, Estado de São Paulo. Ciência Rural, v. 36, n. 3.
MOURA, J.; PEGORARO, A. 2006. Produção de pólen apícola com coletor nos horários de
disponibilidade de alimento no pico da florada da bracatinga (Mimosa scabrella). Scientia Agraria, v. 7,
n.1-2, p. 97-100.
PARK, Y. K.; KOO, M. H.; SATO, H. H.; CONTADO, J. L. 1995. Estudo de alguns componentes da
própolis coletada por Apis mellifera no Brasil. Arquivos de Biologia e Tecnologia, v. 38, n. 4, p. 1235-1259.

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Determinação de fenóis totais e flavonóides em amostras de pólen apícola de apis mellifera l

  • 1. DETERMINAÇÃO DE FENÓIS TOTAIS E FLAVONÓIDES EM AMOSTRAS DE PÓLEN APÍCOLA DE APIS MELLIFERA L. DO CEARÁ AUTORES: LIBERATO, M. C. T. C. (UECE) ; MORAIS, S. M. (UECE) ; SALUSTIANO, G. L. (UECE) ; NOJOSA, A. C. B. (UECE) ; NOJOSA, A. K. B. (UECE) RESUMO: Pólen é o elemento fecundante masculino da flor, que atraído pelo ovário da mesma, fertiliza-o com o objetivo de formar as sementes, garantindo a reprodução das plantas. O pólen apícola é o resultado da aglutinação do pólen das flores com néctar e substâncias salivares das abelhas, o que o torna diferente do pólen colhido diretamente das plantas. Há séculos, o pólen das abelhas vem sendo utilizado na medicina popular para aliviar e curar constipações, gripes, úlceras, envelhecimento precoce e outros problemas. Amostras de pólen apícola de Trairi-CE foram analisadas quanto aos seus conteúdos de ácidos fenólicos e flavonóides. Os resultados obtidos indicam que as amostras apresentam valores compatíveis com os encontrados na literatura. PALAVRAS CHAVES: pólen apícola, apis mellifera l., fenóis INTRODUÇÃO: O pólen apícola é o resultado da aglutinação do pólen das flores efetuada pelas abelhas, mediante acréscimo de substâncias salivares e pequenas quantidades de néctar ou mel. O pólen da abelha Apis mellifera tem sido utilizado na medicina popular no tratamento de rinites alérgicas, como hepatoprotetor e antiteratogênico, no tratamento de prostatite devido as propriedades antiinflamatórias e efeito anti-androgênico, como benéfico em problemas de memória e no tratamento de bronquite (MOURA, J.; PEGORARO, A. 2006). O pólen apícola é usado na alimentação humana como um suplemento alimentar por conter substâncias essenciais como carboidratos, proteínas, aminoácidos, lipídios, vitaminas, minerais e traços de outras substâncias que podem compor a dieta da abelha melífera, em função da vegetação presente na região, já que sua composição química e bioquímica é determinada pela origem vegetal. O pólen apresenta quantidades significativas de substâncias polifenólicas principalmente de flavonóides. Estudos têm demonstrado que a ação biológica do pólen é devida à presença de compostos fenólicos, tais como flavonóides, que dentre outras propriedades biológicas possuem atividade antioxidante (GÓMEZ-CARAVACA, 2006). Vários autores relatam a necessidade de maiores estudos para avaliar a composição relativa das substâncias polifenólicas, no pólen apícola brasileiro e nos extratos de pólen, bem como as diferenças em suas especificidades, visando avaliar sua função e contribuição no que diz respeito à atividade antioxidante (MARCHINI et al., 2006; ALMARAZ- ABARCA et al., 2007). O objetivo desse trabalho é determinar o conteúdo de ácidos fenólicos e flavonóides em amostras de pólen apícola do Ceará. MATERIAL E MÉTODOS: Foram analisadas amostras de pólen apícola produzido por Apis mellifera L. na região de Trairi – CE, com o objetivo de determinar o Teor de Fenóis Totais e de Flavonóides de cada amostra. As amostras desidratadas foram obtidas entre 2007 e 2009, a partir de coletas feitas por apicultores. Em seguida foram levadas ao Laboratório de Química de Produtos Naturais da Universidade Estadual do Ceará, onde foram identificadas quanto à sua origem botânica, a localidade e a data de coleta, sendo acondicionadas e armazenadas. A amostra AAM foi proveniente da florada de coccus nuccifera (coqueiro), as amostras AAH1 e AAH2 são heteroflorais. Inicialmente foram preparados extratos etanólicos de pólen (CARPES et al., 2008). Dois gramas de pólen foram extraídos com 15 mL de etanol (70%) em banho-maria a 70°C, por 30 min. Após filtragem os sobrenadantes foram armazenados em tubos de ensaio com rosca a 5°C. Foram, então, realizadas análises quantitativas de fenóis e flavonóides. O teor de compostos fenólicos foi determinado pelo método de Folin-Ciocalteu, usando o ácido gálico como padrão, e o teor de flavonóides foi obtido segundo método descrito por PARK, et al, (1995), com modificações. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As análises foram feitas em triplicatas. A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos. O teor de fenóis totais (mg EAG/g de pólen) variou de 17,79 a 19,52, com média de 18,44. O teor de flavonóides (mg EQ/g de pólen) variou de 6,733 a 8,258, com média de 7,30. Os valores estão próximos aos encontrados em estudos recentes com polifenóis de pólen apícola do sul do Brasil. As variações observadas se devem às diferenças de floradas já que o conteúdo de fenóis totais é função de sua origem botânica.
  • 2. CONCLUSÕES: Os resultados encontrados para os conteúdos de ácidos fenólicos e flavonóides nas amostras de pólen apícola do Ceará analisadas estão compatíveis com valores encontrados em CARPES (2008). As diferenças observadas se devem às diferenças nos tipos de floradas e de condições climáticas. AGRADECIMENTOS: Universidade Estadual do Ceará REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: ALMARAZ-ABARCA, N.; CAMPOS, M. da G.; ÁVILA-REYES, J. A.; NARANJO-JIMÉNEZ, N.; CORRAL, J. H.; GONZÁLEZ-VALDEZ, L. S. 2007. Antioxidant activity of polyphenol extract of monofloral honeybee- collected pollen from mesquite (Prosopis juliflora, Leguminosae) Journal of Food Composition and Analysis 20, p. 119-124. CARPES, S. T.; PRADO, A.; MORENO, I. A. M.; MOURÃO, G. B. ; ALENCAR, S. M.; MASSON, M. L. 2008. Avaliação do potencial antioxidante do pólen apícola produzido na região sul do Brasil. Química Nova, vol. 31, no. 7, 1660-1664. CARPES, S. T. Estudo das Características Físico-Químicas e Biológicas do Pólen Apícola de Apis mellifera L. da Região Sul do Brasil. 2008. Tese de Doutorado - UFPR. GÓMEZ-CARAVACA, A. M., GÓMEZ-ROMERO, M., ARRÁEZ-ROMÁN, D., SEGURA-CARRETERO, A. FERNÁNDEZ-GUTIÉRREZ, A. 2006. Advances in the analysis of phenolic compounds in products derived from bees. Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis v.41. p. 1220-1234. MARCHINI, L. C.; REIS, V. D. A. dos; MORETI, A. C. de C. C. 2006. Composição físico-química de amostras de pólen coletado por abelhas africanizadas Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) em Piracicaba, Estado de São Paulo. Ciência Rural, v. 36, n. 3. MOURA, J.; PEGORARO, A. 2006. Produção de pólen apícola com coletor nos horários de disponibilidade de alimento no pico da florada da bracatinga (Mimosa scabrella). Scientia Agraria, v. 7, n.1-2, p. 97-100. PARK, Y. K.; KOO, M. H.; SATO, H. H.; CONTADO, J. L. 1995. Estudo de alguns componentes da própolis coletada por Apis mellifera no Brasil. Arquivos de Biologia e Tecnologia, v. 38, n. 4, p. 1235-1259.