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0
1
DESEJOS
OBSCUROS-
VOLUME I
2
2016. Raquel Alves
Todos os direitos reservados.
Produção, Diagramação e Capa: Raquel Alves
Revisão: Raquel Alves
Proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização prévia do autor.
Todos os direitos estão devidamente registrados.
ALVES, Raquel.
Desejos obscuros- Volume I
Juazeiro do Norte, Ce, 2016.
35 f.
1. Poesias
3
Agradecimentos:
Aos leitores do blog Lady Black Raven, que desde 2013
prestigiam o meu trabalho literário: sem vocês, esses versos não
teriam o verdadeiro significado do propósito de sua existência
em minha vida. Obrigado. Este livro gratuito contém as
melhores poesias do blog durante o ano de 2016. Aproveite!
Mande seu feedback sobre o livro diretamente no seguinte link:
http://ladyblackraven.blogspot.com.br/2015/07/contato.html
4
Sumário:
Lírio...................................................................................pág. 05
Sangue...............................................................................pág. 12
Jogos de Luxúria................................................................pág. 20
5
Lírio
“No osso da fala dos loucos há lírios.”
Manoel de Barros1
1
Manoel de Barros (1916-2014) foi um poeta brasileiro, um dos
principais autores contemporâneos do país
(https://pensador.uol.com.br/autor/manoel_de_barros/)
6
Eu poderei te amar?
Meu ferimento não pode ser curado
Sem você do meu lado, baby
Posso morrer a qualquer instante
Sei que não somos culpados
O destino sempre tratou de nos separar
Caímos nas grandes ciladas
Que cada dia nos causa dor
Gritamos com nossos pesadelos
Esperamos que nossas almas
Cruzem a ponte do bonito paraíso
Saiba que quando você caiu, o medo entrou na minha mente
Saiba que quando você voou, eu fiquei presa eternamente
Saiba que quando você chorou, eu estava rindo da minha dor
Ninguém pode me machucar mais
Porque eu tenho seu falso amor
E quando eu me afogar no rio
Fecharei meus olhos e pensarei em você
Eu irei até o fim com o plano
Eu vejo você me chamando
Querido, não posso mais acordar
Que linda música me acompanha
Finalmente ficamos em paz, não é?
Finalmente poderei me amar!
7
A sacerdotisa
Queime-a, queime-a lentamente
Pois não restará nem o coração
A ser pisado abaixo de seus pés
Espete-a, espete-a com o espinho
Ouça-a gritar em desespero
Mas saiba que sua ira é uma chama
Assim como a mim
Ela vai te consumir
Ela vai te perseguir
Ela vai te usar
E quando menos pensar
A morte será o alívio
Bruxa? Mulher? Puta?
Gritam todos enfurecidos
Mas não arrancam a paz de seu sorriso
Nem a beleza de seu ventre
Abra-a, abra-a assim como eu fiz
Eu a tive em meus braços
Eu penetrei com força
Assim como a mim
Ela vai te consumir
Ela vai te perseguir
Ela vai te usar
E quando menos pensar
A morte será o alívio
8
"Eu sou o sangue vivo e divino
Eu sou a deusa sacerdotal
Eu sou a guerreira das setes chaves
Eu sou a rosa mais linda
Eu sou a face da mentira
Eu sou o ecoar da verdade
Eu sou o véu deste mundo mortal!"
9
Triste
Tive que aparecer para você voltar
Eu precisava que me explicasse
Quais são os motivos que o fizeram ir
Só achei essa desculpa para ter você
Ao meu lado alguns poucos segundos
Pode falar tudo, eu estou ouvindo
Isso é tão triste
Ficar revivendo todo esse momento
Me sinto abandonada e sem motivos
Para continuar minha jornada
Isso é tão triste
Ficar se torturando por algo
Que já está há muito tempo perdido
E eu devo aceitar!
Meu Lírio, pequeno lírio
Tive que aparecer para você voltar
Não tinha mais nenhuma alternativa
Eu apenas quero que se decida
Se esta é sua última palavra
Por favor, pense se tem outra solução
Pode falar tudo, eu estou ouvindo
Tive que aparecer para você voltar
Apenas queria uma prova de tudo
Não imaginava que seria tão árduo
Palavras são palavras manejadas
No tempo e no espaço que transcorre
Pode ir embora, já entendi o recado!
10
Fantasmas do tempo
A mesma história se repete
Eu acho que vou enlouquecer
Fatos que marcaram minha vida
Voltam agora para lembrar
O quanto sou fraca
Diante dos desafios mostrados
A mesma ideia já foi lançada
Papéis jogados ao vento
Renunciei tudo para esquecer
A dor só faz aumentar
Estão passando o filme
Eu estou assistindo agora
Quero escapar desta rotina
Fantasmas do tempo
Que insistem em querer mostrar
O que eu quero esquecer para sempre
Por que devo ver tudo agora?
O mesmo sentimento registrado
Meu coração vai a mil
Qualquer momento, tudo vai parar
Não vejo a hora disso passar
Fechos os olhos para imaginar
Mas não posso ouvir esta história
Querendo sempre me assustar
Escuto a melodia que acompanha
11
Essa história tem que terminar
Não posso ficar sentada
Sem fazer nada, só a esperar
Enfim, por enquanto acabou
Quero escapar desta rotina
Fantasmas do tempo
Não posso curar as feridas
E continua ainda o show
Por que devo ver tudo?
12
Sangue
“Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te
encho.”
Dante Alighieri2
2
Dante Alighieri (1265-1321) foi um importante escritor e poeta
italiano da Idade Média. "A Divina Comédia" é considerada a obra
máxima da literatura medieval
(https://pensador.uol.com.br/autor/dante_alighieri/)
13
Adeus
Só sei que te amo
E conheço seu pensamento
Que agora está longe
Estou ainda procurando
Dizer outras palavras de amor
Mas você não quer ouvir
Posso perdoar teu erro?
Posso ser ainda melhor?
Mas este será o meu adeus
Na profundidade dos meus lábios
Encontro palavras pra você
Mas você está tão longe
Você perdeu sua inocência?
Ou apenas chegou o seu fim?
Tudo não está escrito
Palavras frágeis a acrescentar
Procure nos meus olhos
Olhe bem lá no fundo
Veja como estou agora
Está acreditando no que vê?
Mas este será o meu adeus
Na profundidade dos meus lábios
Encontro palavras pra você
Mas você está tão longe
Você perdeu sua inocência?
Ou apenas chegou o seu fim?
14
Posso ir embora?
Essa é o teste final?
Olhe a lua no céu
Adeus
Você ficará bem
Adeus
Cale sua boca
Adeus
Ouça outra vez que te chama
Adeus
15
Museu do sangue
Dor, dor é a hora de você deixar o homem trabalhar
Larga teu senso misericordioso de lembrá-lo que ninguém pode
mais
Ocupar, ocupar a agonia de seu semblante
É tão emocionante vê-lo colecionar memórias em seu museu de
sangue,
Onde o faz-de-conta funciona
Puna-o como você fez a mim inúmeras vezes
Puna-o com um choro tão mortal quanto
Puna-o com paredes e estátuas de seu amor
Puna-o com o passado a lhe atormentar
Meu museu de sombras, ossos e cinzas
Meu museu de mentiras e fantasias
Meu museu em poesias loucas pra você
Meu museu de dramas e desejos
Meu museu de sangue!
Dor, dor é a hora de dizer adeus, de não voltar
Larga teu senso de justiça e injustiça, cujo o destino lhe
amaldiçoastes
Ocupar, ocupar um novo lugar no pedestal da entrada
É tão emocionante receber novas visitas em busca do decadente
passado histórico do homem!
16
Branca de Neve
Seus olhos são azuis como o mar
Seu cabelo é negro como a noite
Seus lábios são vermelho como sangue
Sua pele é tão branca como a neve
Vem doce criança até mim que tua inocência já se perdeu
Vem ser escrava do mundo que tua inocência já se perdeu
Você quis esquecer do medo
Você quis provar da maça
E agora veja como está
Bem no fundo do poço
Você quis esquecer do medo
Você quis ser apenas livre
E agora vejo onde está
Branca de neve, meu amor
Você caminhou pela floresta
Hoje usa seu vestido vermelho
E espera somente a hora
Que alguém tente lhe resgatar
Vem doce mulher até mim que teu coração não bate mais
Vem adormecer neste lugar que teu coração não bate mais
E aquele que você espera não vai chegar
Porque a história não se repete
17
Ele não dará o beijo de teu despertar
Porque a história não se repete
Todos sabem quem você é
Porque a história não se repete
Ninguém vai te salvar
Porque a história não se repete
Você quis esquecer do medo
Você quis se afundar mais
E agora veja onde está
Não há caminho certo
Você quis esquecer do medo
Você quis viver a lamentar
E agora veja onde está
Branca de neve, sua maldita!
18
Pare com esta dor
Todo dia eu rezo para que chegue a hora
De eu ver você de longe, só mais uma vez
Eu finjo que não me importo com o esquecimento
Permanecendo em último lugar
Olhando para a luz de seu rosto
O sol parece sair dele
Eu espero um minuto
Por favor, pare com esta dor!
Pare com esta dor!
Me faça acreditar que significo alguma coisa
(Porque todos os meus sonhos estão caindo)
Me faça viver, deixe eu ter uma razão
(Porque todos ignoram minha existência)
Me faça não temer a tempestade
(Porque meu mundo está se acabando)
Toda noite em meio às sombras
Eu sinto a escuridão acordar
É fácil ver meu coração sangrar
Minhas lágrimas afogam meu corpo
Olhando você esconder a verdade
Padecendo, eu estarei pronta para o fim?
Sem resposta para o cruel destino
19
Esconda-se em mim
Homem: Estes dias ilusórios acabaram com o meu ser
Nada existe além de farrapos implorando
Que você um dia nunca esqueça de suas mentiras
Suas doces palavras chegaram a aliviar meu fardo uma vez
Para que agora se torne mais pesado na balança de Osíris
Mulher: Estes dias ilusórios de cantorias e banquetes
Nada trouxe de proveitoso para mim
Que você um dia desapareça para sempre
Suas doces lembranças soam como um feitiço maldito
Para que agora se eternize o seu rosto em mim
Homem e Mulher: Oh, não começamos cedo o canto
do engano
Continue apenas caminhando
Esconda-se em mim
Afogue-se em uma agonia delirante do que somos
Esconda-se em mim
Por favor, permaneça do outro lado, pois se eu olhar para
você novamente
Talvez eu tenha que pular deste penhasco de emoções!
Mulher: (Dê tempo ao tempo
E mais corda aos enforcados)
Eu só quis apaixonar-me antes de partir
(Por mim mesma, neste sangue
E na violência da tortura, não hesitarei)
20
Jogos de
Luxúria
“Não há paixão mais egoísta do que a luxúria.”
Marquês de Sade3
3
Donatien Alphonse François de Sade (1740 - 1814), o
Marquês de Sade, foi um escritor, dramaturgo e filósofo francês,
marcado pela pornografia e o desprezo pelos valores morais
(https://pensador.uol.com.br/autor/marques_de_sade/)
21
O demônio dorme ao lado
Um sorriso malicioso com o qual você não pode resistir
Uma lábia que faz qualquer pessoa pensar em sua inocência
Uma mentira convertida na mais sagrada verdade
Uma inveja capaz de atravessar o oceano
Ela fecha os olhos e vai sonhar
Com minha decadência
Ela fecha os olhos e a espreitar
Espera o momento que eu enlouqueça
Humilhe-me como você sempre faz
Castigue-me como você sempre faz
Eu tremo com a ideia de que você pode me dominar
Contudo, receio que meu espírito atormentado pode libertar-
se
O demônio dorme ao lado
O demônio como outros tantos qualquer
De faces humanas o inferno está cheio
De falsas misericórdias em mãos calejadas
E cuspidas feridas na ira em brasa
Uma dia você foi supostamente feliz?
Uma dia você chegou a me amar?
Só enxergo um nariz empinado na maquiagem disfarçada
Perdoe-me Pai, mas quanto tempo eu terei que suportar?
22
Impostor!
Impostor, impostor
Você ilude a pobre criatura
Impostor, impostor
Não me faça sentir raiva
Impostor, impostor
A combinação da ilusão
Impostor, impostor
Não serei escrava do teu amor
No infinito vejo propagar a forte luz
Que sai do teu olhar, eu fico a admirar
O desejo que arde em meu peito
Tudo começa a fazer sentido
Não me agarre, não me obrigue
Não sou sua!
Você reclama o trono, mas ele não era seu!
A luta podia ter acabado, se fosse honesto
O desejo arde em teu peito!
Tudo começa a fazer sentido
Não me agarre, não me obrigue
Não sou sua!
Seu imposto, meu impostor
23
Corre pelos cantos, minha alma solitária
Escutando mais mentiras, golpeando o destino
O desejo que arde em meu peito
Você vem me enganar com cantos e poesias
Eu não posso esquecer que me magoastes
O desejo arde em teu peito!
Estou me enganando
Eu sou a contradição
Homem: Você faz parte de um jogo, é só uma a mais
Na lista de mentiras
Sua tola, sua tola
Mulher: Eu matei o amor
Tudo tem um fim na morte
Não será fácil lutar
Meu impostor, seu impostor
Você continua a iludir uma nova pobre criatura!
24
Fique longe
Poeiras cósmicas cintilantes dizem que não há espaço para
você
Então por que insistentemente eu devo ficar te adorando
Entre os lençóis molhados de suor, eu suplico que me deixe
Desvanecer, desvanecer
Um amor que traga misericórdia em um copo de vinho
Onde palavras cuja a memória um dia traga-me a vida
Que fugiu de minhas mãos com pressa e sem
arrependimento
Fique longe, fique longe
Meu querido e imortal delírio, eis me aqui, sentada e triste
Achando que o seu julgamento zombeteiro é pouco
Para tamanha lerdeza em passos rumo a derrota
Oh! Sinto que o coro de almas penadas entoam as lindas
canções
E as crianças sentadas em esquinas infernais consomem seu
ópio
Em uma prece diária por respostas
Oh! Sinto que estou acabando de desmoronar sua fé, tijolo
por tijolo
E as crianças sentadas ainda pensam em brincar de ciranda
Quando o pó do mundo desaparecer
Poeiras cósmicas cintilantes se espalham ao som do vento
uivante
25
Então por que sinto meu estômago se revirar, vou vomitar
Entre os lençóis novas culpas hão de surgir por estar aqui
Desvanecer, desvanecer
Um amor que traga um cigarro para tragar a miséria do que
sou
Onde as palavras me levam ao sanatório dos
incompreendidos
Que fogem para abraçar a cruz de suas lembranças, um nova
utopia
Fique longe, fique longe
Meu querido e imortal delírio, não estou nesse mundo de
luxúria
Achando que o seu julgamento realmente é importante para
mim
Para tamanha destreza, não há força de vontade que vença
Oh! Sinto que o coro de almas penadas entoam as lindas
canções
E as crianças sentadas em esquinas infernais consomem seu
ópio
Em uma prece diária por respostas
Oh! Sinto que estou acabando de desmoronar sua fé, tijolo
por tijolo
E as crianças sentadas ainda pensam em brincar de ciranda
Quando o pó do mundo desaparecer
Quem encontrar um caderno empoeirado que queime!
A dona dele jamais voltará da solidão
Esqueça-me!
26
Renda-se
Saberá descobrir qual o limite da dor
quando experimentar as transformações do amor
Como ácido a queimar a pele translúcida
de sonhos ainda construídos na base esperançosa
De uma passado sadomasoquista
no qual você plantou a semente do castigo e do prazer
Conte-me quantos nomes ainda possui
nesta lista absurda de medalhas e mortes?
Quando a razão da tentação perder o controle no palco
montado
E quando você passar a escutar melhor os ecos do coração
Eu estarei aqui para dizer "Renda-se"!
27
Eu morreria mesmo por você?
Dentro da angustiante decadência de melodias intermináveis
Uma vez uma donzela teve que chorar mil e uma noites por
você
O maior criador de mentiras, apontando dedos e julgando
Dentro das lágrimas que jamais poderiam dizer adeus
A comédia do teatro da vida dá reviravoltas que não
encerram
O ciclo de dependência de você, vamos fale
Amor ou luxúria?
Amor ou solidão?
Eu morreria mesmo por você?
Sorriso macabro, diga-me
Eu morreria mesmo por você?
Migalhas de porcos sem alma
Eu morreria mesmo por você?
Traços de destinos ocultos
Não, essa é a resposta
Desejas ouvir o passado na trombeta
Dizendo que queimarei você!
28
Faces
Mostre-me todas as suas faces em meu jogo de tarô
De um cavaleiro a bobo da corte na carruagem a dar adeus
Sou a sacerdotisa negra ou a morte em trajes vermelhos
Sou a torre de desejos caídos ou o sol dos desiludidos
Correndo contra o relógio das faces em meu jogo do tarô
Escolha qual delas você usará hoje a meu favor
Não sou mais do que um presente para o infortúnio
Não sou mais do que um bom vinho a apreciar
Famintos olhos, famintos olhos
Mostre-me todas as suas faces em meu jogo de tarô
De um herói a bandido, levando nas mãos os tesouros de
meu coração
Sou a sacerdotisa negra ou a morte em trajes vermelhos
Sou mais forte do que todas as suas fraquezas e desilusões
Faces, faces
Homem: Sempre estaremos juntos nesse eterno vínculo
matrimonial
Onde as damas servem na cama das virginais rosas em
púrpura
Sorridentes quando rompemos o medo do portal invisível
Quão sublime dedicação, quando abres meus caminhos e
poupa-me de coisas triviais
Mulher: Eu cansei de procurar em seus braços o consolo da
29
alma
Tuas faces hão de provar a certeza de que tanto busco
Minhas cartas e leituras estão certas quanto ao teu fim
Mostre-me a sua verdadeira face em seu último jogo de tarô
30
Acredite
Há um covil de almas dançantes rumo a sequestrar minha
alma
Um uivado sinistro que manda arrepios direto ao meu núcleo
Sinto minhas pernas cambaleando e luto comigo mesma para
vencer
Sua sombra nefasta cintila estrelas sedutoras em meu céu
noturno
É você que sempre encontro
É você que sempre me cede suas mãos
Então acredite, eu poderia estar morta mesmo antes de você
provar
O mais doce néctar de uma abelha milenar
Então acredite, eu poderia corta-lhes em pedaços e dar-lhes
aos poucos
Todos os bonitos sentimentos que nutristes por mim
31
Quando o amor tropeça e
morre...
Homem: Quando o amor tropeça e morre
Não há lágrimas nesse funeral
Pois assim quisestes que terminasse
Quando o amor tropeça e morre
Todos dizem adora-te mais que tudo
Até que se venha o fim do mundo
Mulher: Não me parece ser tão soberano
Não me parece ser tão infinito assim
Homem e Mulher: Pois nós somos filhos das sombras de um
passado melancólico
De traições e da lama fomos criados
apenas para morrer
Apenas para morrer
Pois nós somos filhos do Éden derrotado
e desaparecido
De mentiras como pura serpentina na
avenida de um carnaval
Fomos deixados para morrer
Homem: Quando o amor tropeça e morre
32
Eu engulo o choro mais uma vez
Pois sei o quão infeliz é estar sem você
Mulher: Não me parece ser tão soberano
Não me parece ser tão infinito assim
33
Sobre a autora
Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha é formada em Letras,
Comunicação Social (Jornalismo) e Mestranda em Ciências das
Religiões. É natural da cidade de Juazeiro do Norte (Ceará),
conhecida como a terra da fé e da devoção a Padre Cícero e
Nossa Senhora das Dores.
“Escrever sempre fora um alívio para mim. Me sinto livre de
meus medos e feliz ao mesmo tempo, por ter sido agraciada por
Deus com este dom, que é a sensibilidade de captar os mais
variantes sentimentos e dilemas, e pôr-los no papel. É assim
que expulso os meus demônios interiores.”
Os escritores que servem de inspiração e referência para a
jovem escritora são Edgar Allan Poe, Oscar Wilde e Siegfried
Sassoon. Raquel Alves também adora tocar guitarra, escrever
músicas e poesias, estar conectada em seu blog Lady Black
34
Raven, assistir filmes e seriados, amante do mundo otaku e
gosta de estar ao lado de quem mais ama: seus familiares,
amigos e seus gatos.
-Prêmios, Participações e Antologias/Livros
publicados:
Certificado de Participação II Prêmio Licinho Campos de Poesia
de Amor 2013
III Prêmio Literário Cidade da Poesia (Livro) 2013
Caderno Literário Pragmatha (poesias)
101 Vira-latas (Antologia) 2014
Prêmio Literário Galinha Pulando 2014 (poesia)
O Reino Mágico de Mystic 2015 (livro)
Diário da Mãe-Corvo 2015 (livro)
X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2015)
As mulheres de Poe 2016 (livro)
Jornalismo e Literatura: A análise da poesia de guerra de
Siegfried Sassoon 2016 (livro)
Black Wings 2016 (livro)
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  • 1. 0
  • 3. 2 2016. Raquel Alves Todos os direitos reservados. Produção, Diagramação e Capa: Raquel Alves Revisão: Raquel Alves Proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização prévia do autor. Todos os direitos estão devidamente registrados. ALVES, Raquel. Desejos obscuros- Volume I Juazeiro do Norte, Ce, 2016. 35 f. 1. Poesias
  • 4. 3 Agradecimentos: Aos leitores do blog Lady Black Raven, que desde 2013 prestigiam o meu trabalho literário: sem vocês, esses versos não teriam o verdadeiro significado do propósito de sua existência em minha vida. Obrigado. Este livro gratuito contém as melhores poesias do blog durante o ano de 2016. Aproveite! Mande seu feedback sobre o livro diretamente no seguinte link: http://ladyblackraven.blogspot.com.br/2015/07/contato.html
  • 6. 5 Lírio “No osso da fala dos loucos há lírios.” Manoel de Barros1 1 Manoel de Barros (1916-2014) foi um poeta brasileiro, um dos principais autores contemporâneos do país (https://pensador.uol.com.br/autor/manoel_de_barros/)
  • 7. 6 Eu poderei te amar? Meu ferimento não pode ser curado Sem você do meu lado, baby Posso morrer a qualquer instante Sei que não somos culpados O destino sempre tratou de nos separar Caímos nas grandes ciladas Que cada dia nos causa dor Gritamos com nossos pesadelos Esperamos que nossas almas Cruzem a ponte do bonito paraíso Saiba que quando você caiu, o medo entrou na minha mente Saiba que quando você voou, eu fiquei presa eternamente Saiba que quando você chorou, eu estava rindo da minha dor Ninguém pode me machucar mais Porque eu tenho seu falso amor E quando eu me afogar no rio Fecharei meus olhos e pensarei em você Eu irei até o fim com o plano Eu vejo você me chamando Querido, não posso mais acordar Que linda música me acompanha Finalmente ficamos em paz, não é? Finalmente poderei me amar!
  • 8. 7 A sacerdotisa Queime-a, queime-a lentamente Pois não restará nem o coração A ser pisado abaixo de seus pés Espete-a, espete-a com o espinho Ouça-a gritar em desespero Mas saiba que sua ira é uma chama Assim como a mim Ela vai te consumir Ela vai te perseguir Ela vai te usar E quando menos pensar A morte será o alívio Bruxa? Mulher? Puta? Gritam todos enfurecidos Mas não arrancam a paz de seu sorriso Nem a beleza de seu ventre Abra-a, abra-a assim como eu fiz Eu a tive em meus braços Eu penetrei com força Assim como a mim Ela vai te consumir Ela vai te perseguir Ela vai te usar E quando menos pensar A morte será o alívio
  • 9. 8 "Eu sou o sangue vivo e divino Eu sou a deusa sacerdotal Eu sou a guerreira das setes chaves Eu sou a rosa mais linda Eu sou a face da mentira Eu sou o ecoar da verdade Eu sou o véu deste mundo mortal!"
  • 10. 9 Triste Tive que aparecer para você voltar Eu precisava que me explicasse Quais são os motivos que o fizeram ir Só achei essa desculpa para ter você Ao meu lado alguns poucos segundos Pode falar tudo, eu estou ouvindo Isso é tão triste Ficar revivendo todo esse momento Me sinto abandonada e sem motivos Para continuar minha jornada Isso é tão triste Ficar se torturando por algo Que já está há muito tempo perdido E eu devo aceitar! Meu Lírio, pequeno lírio Tive que aparecer para você voltar Não tinha mais nenhuma alternativa Eu apenas quero que se decida Se esta é sua última palavra Por favor, pense se tem outra solução Pode falar tudo, eu estou ouvindo Tive que aparecer para você voltar Apenas queria uma prova de tudo Não imaginava que seria tão árduo Palavras são palavras manejadas No tempo e no espaço que transcorre Pode ir embora, já entendi o recado!
  • 11. 10 Fantasmas do tempo A mesma história se repete Eu acho que vou enlouquecer Fatos que marcaram minha vida Voltam agora para lembrar O quanto sou fraca Diante dos desafios mostrados A mesma ideia já foi lançada Papéis jogados ao vento Renunciei tudo para esquecer A dor só faz aumentar Estão passando o filme Eu estou assistindo agora Quero escapar desta rotina Fantasmas do tempo Que insistem em querer mostrar O que eu quero esquecer para sempre Por que devo ver tudo agora? O mesmo sentimento registrado Meu coração vai a mil Qualquer momento, tudo vai parar Não vejo a hora disso passar Fechos os olhos para imaginar Mas não posso ouvir esta história Querendo sempre me assustar Escuto a melodia que acompanha
  • 12. 11 Essa história tem que terminar Não posso ficar sentada Sem fazer nada, só a esperar Enfim, por enquanto acabou Quero escapar desta rotina Fantasmas do tempo Não posso curar as feridas E continua ainda o show Por que devo ver tudo?
  • 13. 12 Sangue “Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te encho.” Dante Alighieri2 2 Dante Alighieri (1265-1321) foi um importante escritor e poeta italiano da Idade Média. "A Divina Comédia" é considerada a obra máxima da literatura medieval (https://pensador.uol.com.br/autor/dante_alighieri/)
  • 14. 13 Adeus Só sei que te amo E conheço seu pensamento Que agora está longe Estou ainda procurando Dizer outras palavras de amor Mas você não quer ouvir Posso perdoar teu erro? Posso ser ainda melhor? Mas este será o meu adeus Na profundidade dos meus lábios Encontro palavras pra você Mas você está tão longe Você perdeu sua inocência? Ou apenas chegou o seu fim? Tudo não está escrito Palavras frágeis a acrescentar Procure nos meus olhos Olhe bem lá no fundo Veja como estou agora Está acreditando no que vê? Mas este será o meu adeus Na profundidade dos meus lábios Encontro palavras pra você Mas você está tão longe Você perdeu sua inocência? Ou apenas chegou o seu fim?
  • 15. 14 Posso ir embora? Essa é o teste final? Olhe a lua no céu Adeus Você ficará bem Adeus Cale sua boca Adeus Ouça outra vez que te chama Adeus
  • 16. 15 Museu do sangue Dor, dor é a hora de você deixar o homem trabalhar Larga teu senso misericordioso de lembrá-lo que ninguém pode mais Ocupar, ocupar a agonia de seu semblante É tão emocionante vê-lo colecionar memórias em seu museu de sangue, Onde o faz-de-conta funciona Puna-o como você fez a mim inúmeras vezes Puna-o com um choro tão mortal quanto Puna-o com paredes e estátuas de seu amor Puna-o com o passado a lhe atormentar Meu museu de sombras, ossos e cinzas Meu museu de mentiras e fantasias Meu museu em poesias loucas pra você Meu museu de dramas e desejos Meu museu de sangue! Dor, dor é a hora de dizer adeus, de não voltar Larga teu senso de justiça e injustiça, cujo o destino lhe amaldiçoastes Ocupar, ocupar um novo lugar no pedestal da entrada É tão emocionante receber novas visitas em busca do decadente passado histórico do homem!
  • 17. 16 Branca de Neve Seus olhos são azuis como o mar Seu cabelo é negro como a noite Seus lábios são vermelho como sangue Sua pele é tão branca como a neve Vem doce criança até mim que tua inocência já se perdeu Vem ser escrava do mundo que tua inocência já se perdeu Você quis esquecer do medo Você quis provar da maça E agora veja como está Bem no fundo do poço Você quis esquecer do medo Você quis ser apenas livre E agora vejo onde está Branca de neve, meu amor Você caminhou pela floresta Hoje usa seu vestido vermelho E espera somente a hora Que alguém tente lhe resgatar Vem doce mulher até mim que teu coração não bate mais Vem adormecer neste lugar que teu coração não bate mais E aquele que você espera não vai chegar Porque a história não se repete
  • 18. 17 Ele não dará o beijo de teu despertar Porque a história não se repete Todos sabem quem você é Porque a história não se repete Ninguém vai te salvar Porque a história não se repete Você quis esquecer do medo Você quis se afundar mais E agora veja onde está Não há caminho certo Você quis esquecer do medo Você quis viver a lamentar E agora veja onde está Branca de neve, sua maldita!
  • 19. 18 Pare com esta dor Todo dia eu rezo para que chegue a hora De eu ver você de longe, só mais uma vez Eu finjo que não me importo com o esquecimento Permanecendo em último lugar Olhando para a luz de seu rosto O sol parece sair dele Eu espero um minuto Por favor, pare com esta dor! Pare com esta dor! Me faça acreditar que significo alguma coisa (Porque todos os meus sonhos estão caindo) Me faça viver, deixe eu ter uma razão (Porque todos ignoram minha existência) Me faça não temer a tempestade (Porque meu mundo está se acabando) Toda noite em meio às sombras Eu sinto a escuridão acordar É fácil ver meu coração sangrar Minhas lágrimas afogam meu corpo Olhando você esconder a verdade Padecendo, eu estarei pronta para o fim? Sem resposta para o cruel destino
  • 20. 19 Esconda-se em mim Homem: Estes dias ilusórios acabaram com o meu ser Nada existe além de farrapos implorando Que você um dia nunca esqueça de suas mentiras Suas doces palavras chegaram a aliviar meu fardo uma vez Para que agora se torne mais pesado na balança de Osíris Mulher: Estes dias ilusórios de cantorias e banquetes Nada trouxe de proveitoso para mim Que você um dia desapareça para sempre Suas doces lembranças soam como um feitiço maldito Para que agora se eternize o seu rosto em mim Homem e Mulher: Oh, não começamos cedo o canto do engano Continue apenas caminhando Esconda-se em mim Afogue-se em uma agonia delirante do que somos Esconda-se em mim Por favor, permaneça do outro lado, pois se eu olhar para você novamente Talvez eu tenha que pular deste penhasco de emoções! Mulher: (Dê tempo ao tempo E mais corda aos enforcados) Eu só quis apaixonar-me antes de partir (Por mim mesma, neste sangue E na violência da tortura, não hesitarei)
  • 21. 20 Jogos de Luxúria “Não há paixão mais egoísta do que a luxúria.” Marquês de Sade3 3 Donatien Alphonse François de Sade (1740 - 1814), o Marquês de Sade, foi um escritor, dramaturgo e filósofo francês, marcado pela pornografia e o desprezo pelos valores morais (https://pensador.uol.com.br/autor/marques_de_sade/)
  • 22. 21 O demônio dorme ao lado Um sorriso malicioso com o qual você não pode resistir Uma lábia que faz qualquer pessoa pensar em sua inocência Uma mentira convertida na mais sagrada verdade Uma inveja capaz de atravessar o oceano Ela fecha os olhos e vai sonhar Com minha decadência Ela fecha os olhos e a espreitar Espera o momento que eu enlouqueça Humilhe-me como você sempre faz Castigue-me como você sempre faz Eu tremo com a ideia de que você pode me dominar Contudo, receio que meu espírito atormentado pode libertar- se O demônio dorme ao lado O demônio como outros tantos qualquer De faces humanas o inferno está cheio De falsas misericórdias em mãos calejadas E cuspidas feridas na ira em brasa Uma dia você foi supostamente feliz? Uma dia você chegou a me amar? Só enxergo um nariz empinado na maquiagem disfarçada Perdoe-me Pai, mas quanto tempo eu terei que suportar?
  • 23. 22 Impostor! Impostor, impostor Você ilude a pobre criatura Impostor, impostor Não me faça sentir raiva Impostor, impostor A combinação da ilusão Impostor, impostor Não serei escrava do teu amor No infinito vejo propagar a forte luz Que sai do teu olhar, eu fico a admirar O desejo que arde em meu peito Tudo começa a fazer sentido Não me agarre, não me obrigue Não sou sua! Você reclama o trono, mas ele não era seu! A luta podia ter acabado, se fosse honesto O desejo arde em teu peito! Tudo começa a fazer sentido Não me agarre, não me obrigue Não sou sua! Seu imposto, meu impostor
  • 24. 23 Corre pelos cantos, minha alma solitária Escutando mais mentiras, golpeando o destino O desejo que arde em meu peito Você vem me enganar com cantos e poesias Eu não posso esquecer que me magoastes O desejo arde em teu peito! Estou me enganando Eu sou a contradição Homem: Você faz parte de um jogo, é só uma a mais Na lista de mentiras Sua tola, sua tola Mulher: Eu matei o amor Tudo tem um fim na morte Não será fácil lutar Meu impostor, seu impostor Você continua a iludir uma nova pobre criatura!
  • 25. 24 Fique longe Poeiras cósmicas cintilantes dizem que não há espaço para você Então por que insistentemente eu devo ficar te adorando Entre os lençóis molhados de suor, eu suplico que me deixe Desvanecer, desvanecer Um amor que traga misericórdia em um copo de vinho Onde palavras cuja a memória um dia traga-me a vida Que fugiu de minhas mãos com pressa e sem arrependimento Fique longe, fique longe Meu querido e imortal delírio, eis me aqui, sentada e triste Achando que o seu julgamento zombeteiro é pouco Para tamanha lerdeza em passos rumo a derrota Oh! Sinto que o coro de almas penadas entoam as lindas canções E as crianças sentadas em esquinas infernais consomem seu ópio Em uma prece diária por respostas Oh! Sinto que estou acabando de desmoronar sua fé, tijolo por tijolo E as crianças sentadas ainda pensam em brincar de ciranda Quando o pó do mundo desaparecer Poeiras cósmicas cintilantes se espalham ao som do vento uivante
  • 26. 25 Então por que sinto meu estômago se revirar, vou vomitar Entre os lençóis novas culpas hão de surgir por estar aqui Desvanecer, desvanecer Um amor que traga um cigarro para tragar a miséria do que sou Onde as palavras me levam ao sanatório dos incompreendidos Que fogem para abraçar a cruz de suas lembranças, um nova utopia Fique longe, fique longe Meu querido e imortal delírio, não estou nesse mundo de luxúria Achando que o seu julgamento realmente é importante para mim Para tamanha destreza, não há força de vontade que vença Oh! Sinto que o coro de almas penadas entoam as lindas canções E as crianças sentadas em esquinas infernais consomem seu ópio Em uma prece diária por respostas Oh! Sinto que estou acabando de desmoronar sua fé, tijolo por tijolo E as crianças sentadas ainda pensam em brincar de ciranda Quando o pó do mundo desaparecer Quem encontrar um caderno empoeirado que queime! A dona dele jamais voltará da solidão Esqueça-me!
  • 27. 26 Renda-se Saberá descobrir qual o limite da dor quando experimentar as transformações do amor Como ácido a queimar a pele translúcida de sonhos ainda construídos na base esperançosa De uma passado sadomasoquista no qual você plantou a semente do castigo e do prazer Conte-me quantos nomes ainda possui nesta lista absurda de medalhas e mortes? Quando a razão da tentação perder o controle no palco montado E quando você passar a escutar melhor os ecos do coração Eu estarei aqui para dizer "Renda-se"!
  • 28. 27 Eu morreria mesmo por você? Dentro da angustiante decadência de melodias intermináveis Uma vez uma donzela teve que chorar mil e uma noites por você O maior criador de mentiras, apontando dedos e julgando Dentro das lágrimas que jamais poderiam dizer adeus A comédia do teatro da vida dá reviravoltas que não encerram O ciclo de dependência de você, vamos fale Amor ou luxúria? Amor ou solidão? Eu morreria mesmo por você? Sorriso macabro, diga-me Eu morreria mesmo por você? Migalhas de porcos sem alma Eu morreria mesmo por você? Traços de destinos ocultos Não, essa é a resposta Desejas ouvir o passado na trombeta Dizendo que queimarei você!
  • 29. 28 Faces Mostre-me todas as suas faces em meu jogo de tarô De um cavaleiro a bobo da corte na carruagem a dar adeus Sou a sacerdotisa negra ou a morte em trajes vermelhos Sou a torre de desejos caídos ou o sol dos desiludidos Correndo contra o relógio das faces em meu jogo do tarô Escolha qual delas você usará hoje a meu favor Não sou mais do que um presente para o infortúnio Não sou mais do que um bom vinho a apreciar Famintos olhos, famintos olhos Mostre-me todas as suas faces em meu jogo de tarô De um herói a bandido, levando nas mãos os tesouros de meu coração Sou a sacerdotisa negra ou a morte em trajes vermelhos Sou mais forte do que todas as suas fraquezas e desilusões Faces, faces Homem: Sempre estaremos juntos nesse eterno vínculo matrimonial Onde as damas servem na cama das virginais rosas em púrpura Sorridentes quando rompemos o medo do portal invisível Quão sublime dedicação, quando abres meus caminhos e poupa-me de coisas triviais Mulher: Eu cansei de procurar em seus braços o consolo da
  • 30. 29 alma Tuas faces hão de provar a certeza de que tanto busco Minhas cartas e leituras estão certas quanto ao teu fim Mostre-me a sua verdadeira face em seu último jogo de tarô
  • 31. 30 Acredite Há um covil de almas dançantes rumo a sequestrar minha alma Um uivado sinistro que manda arrepios direto ao meu núcleo Sinto minhas pernas cambaleando e luto comigo mesma para vencer Sua sombra nefasta cintila estrelas sedutoras em meu céu noturno É você que sempre encontro É você que sempre me cede suas mãos Então acredite, eu poderia estar morta mesmo antes de você provar O mais doce néctar de uma abelha milenar Então acredite, eu poderia corta-lhes em pedaços e dar-lhes aos poucos Todos os bonitos sentimentos que nutristes por mim
  • 32. 31 Quando o amor tropeça e morre... Homem: Quando o amor tropeça e morre Não há lágrimas nesse funeral Pois assim quisestes que terminasse Quando o amor tropeça e morre Todos dizem adora-te mais que tudo Até que se venha o fim do mundo Mulher: Não me parece ser tão soberano Não me parece ser tão infinito assim Homem e Mulher: Pois nós somos filhos das sombras de um passado melancólico De traições e da lama fomos criados apenas para morrer Apenas para morrer Pois nós somos filhos do Éden derrotado e desaparecido De mentiras como pura serpentina na avenida de um carnaval Fomos deixados para morrer Homem: Quando o amor tropeça e morre
  • 33. 32 Eu engulo o choro mais uma vez Pois sei o quão infeliz é estar sem você Mulher: Não me parece ser tão soberano Não me parece ser tão infinito assim
  • 34. 33 Sobre a autora Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha é formada em Letras, Comunicação Social (Jornalismo) e Mestranda em Ciências das Religiões. É natural da cidade de Juazeiro do Norte (Ceará), conhecida como a terra da fé e da devoção a Padre Cícero e Nossa Senhora das Dores. “Escrever sempre fora um alívio para mim. Me sinto livre de meus medos e feliz ao mesmo tempo, por ter sido agraciada por Deus com este dom, que é a sensibilidade de captar os mais variantes sentimentos e dilemas, e pôr-los no papel. É assim que expulso os meus demônios interiores.” Os escritores que servem de inspiração e referência para a jovem escritora são Edgar Allan Poe, Oscar Wilde e Siegfried Sassoon. Raquel Alves também adora tocar guitarra, escrever músicas e poesias, estar conectada em seu blog Lady Black
  • 35. 34 Raven, assistir filmes e seriados, amante do mundo otaku e gosta de estar ao lado de quem mais ama: seus familiares, amigos e seus gatos. -Prêmios, Participações e Antologias/Livros publicados: Certificado de Participação II Prêmio Licinho Campos de Poesia de Amor 2013 III Prêmio Literário Cidade da Poesia (Livro) 2013 Caderno Literário Pragmatha (poesias) 101 Vira-latas (Antologia) 2014 Prêmio Literário Galinha Pulando 2014 (poesia) O Reino Mágico de Mystic 2015 (livro) Diário da Mãe-Corvo 2015 (livro) X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2015) As mulheres de Poe 2016 (livro) Jornalismo e Literatura: A análise da poesia de guerra de Siegfried Sassoon 2016 (livro) Black Wings 2016 (livro)
  • 36. 35