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Aula: Ciência, Tecnologia, Inovação e Trabalho
Conteúdo da aula
1. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho
3. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
4. C&T e o controle do trabalho: a gerência científica
Textos recomendados: Aula 5
(e) DIEESE. Ciência, Tecnologia e Inovação e os
Trabalhadores. Nota Técnica Número 89 – Maio de 2010.
Disponível em
http://www.dieese.org.br/notatecnica/notaTec89CienciaTecnolo
giaInovacaoTrabalhadores.pdf
(c) COTANDA, Fernando Coutinho. Os sindicatos brasileiros
em face das inovações tecnológicas e organizacionais.
Dados, Rio de Janeiro, v. 51, n. 3, 2008. Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-
52582008000300003&lng=en&nrm=iso>.
Dica de série CTS: Profetas da Ficção Científica, Discovery
Channel, produzido e apresentado por Ridley Scot (Blade
Runner, alien, 1492, gladiador, Gângster, Prometeus...) Vale a
pena!!
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho
Motivação de inovar: conquistar/criar novos mercados;
aumentar produtividade/cortar custos; adequar-se a
regulações
Impactos da inovação: 1. Aumento do lucro; 2. Melhoria nas
condições de trabalho; 3. Ganhos para o consumidor.
Impactos (positivos ou negativos) sobre o trabalho: dependem
de fatores:
• Técnicos (utilização da tecnologia);
• Institucionais (regras de distribuição dos custos/benefícios,
relacionamento trabalhadores/patrões)
• Organizacionais (setores, tipo de organização do trabalho,
etc.)
O crescimento econômico não é apenas
acompanhados da expansão de novas
indústrias; ele depende desta expansão .
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho
• Redução nos postos de trabalho
•Redução na
jornada de trabalho
• Melhores condições de trabalho
• Variação nos salários
Brasil: 7º PIB Mundial,
mas 84º entre 187 países
em termos de Índice de
Desenvolvimento Humano
(IDH)
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
• Gastos em P,D&I: maior parte em aquisição de
equipamentos, pouco treinamento.
•Centrais sindicais incluem em seus estatutos a necessidade
de se negociar a inclusão de inovações, mas não estão
preparadas (mudança na produção é vista como revolução)
• Empresas pequenas/informais: difícil negociação de
assuntos como distribuição de incrementos na produtividade
• treinamento, realocação de mão de obra, comunicação de
processos de inovação, comissões paritárias e preservação do
emprego
• Tradição autoritária: falta participação nas decisões
(trabalhadores conhecem os processos)
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
• Brasil: 3,3% dos maiores de 18 anos (4,3 milhões em 2007,
segundo a PNAD) frequentavam curso profissionalizante
(destes, 21% no nível médio e 2% graduação tecnológica- 6
em 10.000!!!)
• Empregos não
Requerem muita
qualificação
Obs: 60% dos
empregos Brasileiros
em 2002 eram
informais (sem
carteira, autônomos:
salários em média
60% menores)
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho
C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
• Brasil: Vínculos empregatícios muito curtos: 50% dos
empregos: até dois anos de duração. 79% dos demitidos: até
dois anos de casa
• Elevada rotatividade, baixos salários, exigência de pouca
qualificação: fatores de permanência nessa situação
• Trabalhador não vê recompensa em se qualificar
• Distribuição dos ganhos da inovação: força de trabalho mais
qualificada, mercado interno mais forte, distribuição de renda
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Sécs. XIX - XX: aumento das empresas, estrutura
monopolística (novo capitalismo), aplicação da C&T na
produção
Aplicação do método científico no controle dos trabalhadores:
métodos e organização do trabalho
Não-neutralidade: ponto de vista do capital (eficiência no uso
dos fatores de produção)
“ […] representante de uma caricatura de gerência nas
armadilhas da ciência.”
Harry Braverman, 1974: Trabalho e Capital
Monopolista: A Degradação
do Trabalho no século XX
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Importância do movimento de gerência científica na
concepção do processo de trabalho (integração homem e
máquina) nas empresas contemporâneas: conceitos e
métodos
Engenheiros de produção/administradores:
mediação científica de conflitos
trabalhadores X patrões
Especialização
Padronização
Planejamento
Controle
Divisão do
trabalho
Desempenho
Produtividade
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Taylor:Shop Management (Administração de Oficinas) (1903),
Princípios da Administração Científica (1911)
Trabalhou em fábricas (operário e depois supervisor)
Personalidade obsessiva-compulsiva
O que é neurótico no indivíduo
é bom para a lógica capitalista
Suposição de uma racionalidade única
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
1. estudo de tempo e padrões de produção;
2. supervisão funcional;
3. padronização de ferramentas e instrumentos;
4. planejamento das tarefas;
6. Uso de instrumentos para economizar tempo;
7. fichas de instruções de serviço;
8. idéia de tarefa, prêmios pela eficiência;
9. classificação dos produtos e material utilizado
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Principio do Planejamento: substitui no trabalho o critério
individual do operário, a improvisação e a atuação empírica-
prática, pelos métodos baseados em procedimentos
científicos. Substituir a improvisação pela “ciência”, através do
planejamento por lideranças cientificamente treinadas.
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Obra de Taylor: sistematização e reunião de idéias anteriores
Registros e “experimentos” questionáveis: demonstrações
forçadas
Nova dimensão do controle do trabalho: determinação de
como o trabalho deve ser executado (atividades e seus
componentes) - http://www.youtube.com/watch?v=cED52VxKyyU
Difusão mundial de idéias singelas e ingênuas: espírito da
época
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Crítica a sistemas que dão autonomia aos trabalhadores:
indução a um nível ineficiente de produtividade
Diretrizes gerais de controle: desvinculadas do real processo
de trabalho
Fixação das tarefas em promenores, e tempos associados,
com base em verdades “fisiológicas” de caráter mecanicista
(homens-máquina)
Ex:
RHT
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Mudança fundamental: ofício qualificado (domínio
do processo, senhores do conhecimento, métodos
e procedimentos)- 3 a 7 anos de aprendizado…,
incluindo instrução em ciências como matemática,
álgebra, materiais …
Mecânicos- processo de trabalho complexo e em larga escala
Taylor testava as possibilidades: tipo de material, ferramentas,
procedimentos…
Midvale Steel Company: 50.000 testes para saber as
combinações ótimas de 12 procedimentos fundamentais, que
geravam as regras a serem seguidas
Até 1824, o mecânico inglês era
exclusivo de apenas 1 empresa
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Princípios da administração científica:
1. Conhecer e dissociar o conhecimento do trabalhador de
sua tarefa (tirar seu poder): gerência diz o que, como e
quando fazer
2. Banir o trabalho cerebral da produção- finalidade é baratear
o trabalho, diminuindo as qualificações exigidas. Gerência é
que tem novas idéias.
3. Fordismo: exacerbação dessas práticas
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Princípios da administração científica:
3. Apenas a gerência conhece o
processo global de produção, e a partir
disso deve definir tarefas
Princípios aplicados também ao trabalho intelectual
Não são imperativos técnicos: refletem um antagonismo social
que se intensifica com a grande indústria (Patrões X
Empregados)
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Efeitos: 1. Separação trabalhadores braçais dos trabalhadores
intelectuais (blue collars X white collars)
Cálculo, experimentação, registro, avaliação: tarefas da
gerência e departamentos de planejamento
Novas funções administrativas: ilusões de melhorias para a
classe trabalhadoras, competição, cooptação
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Artesão tinha interesse por ciência e cultura em geral, dado o
conteúdo de seu ofício. Administração científica trazida pela
tecnologia torna o trabalhador mais vazio de conteúdo
(consumista).
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Fordismo
Estratégia de produção ligada a uma estratégia de mercado.
Linhas de montagem com operários especializados
Concepção de ferramentas para maior controle: treinamentos
rápidos (43% dos trabalhos podem ser aprendidos em um dia)
Trabalhador como uma peça, que pode ser
remanejada rapidamente na linha de
produção
Até os anos 70, Taylorismo/Fordismo eram as visões
hegemônicas sobre a organização do trabalho…
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Anos 70: Abordagem sócio-técnica
Relaciona mau desempenho do trabalho com a
desumanização do Taylorismo/Fordismo
Adaptar a técnica às carcterísticas sociais dos grupos de
trabalho
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Maior autonomia e responsabilidade (projetos), menores
níveis hierárquicos, trabalho em equipe
Integração em função das estratégias: coordenação lateral,
rotatividade dos cargos, formação de competências- Gestão
Estratégica de Recursos Humanos
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Modelo Japonês: considerado um exemplo de eficiência
Competência tecnológica: conhecimentos, comportamentos e
práticas sociais para assimilação de tecnologia, que diz
respeito a todos os funcionários
Da etapa de inovação por imitação a inovações radicais:
práticas sociais orientadas para a inovação
Inovação orientada pelos usuários (trabalhadores)
Emprego vitalício (altamente seletivo, mudando), operários
polivalentes, canais de informação técnica, coletividade
Inovação é vista como processo, e uma das bases da
organização industrial
C&T e controle do trabalho: a gerência científica
Além da seletividade, altas jornadas de trabalho e excessiva
mesclagem da vida pessoal com a profissional
Participação se torna um dever, não
um direito ou benefício
Não se incentiva a oposição
Individualidade se subordina às
necessidades coletivas
Flexibilidade Industrial X Rigidez social
Ciência, Tecnologia e Sociedade
Professor Adalberto Azevedo
Ciência, Tecnologia, aprendizagem e educação
Conteúdo da aula
1. O conceito de competência e sua relação com a
aprendizagem nas organizações
2. Competências para a atuação em redes
interorganizacionais
3. Resultados de uma pesquisa com empresas nacionais
4. Como são os sistemas educacionais para a inovação?
5. Como evoluiu o sistema brasileiro?
O Conceito de Competência
Inteligência prática para situações que se apóiam sobre os
conhecimentos adquiridos e os transformam com tanto mais
força, quanto mais aumenta a complexidade das situações.
Competências determinam o posicionamento das
organizações em redes de atores:
Capitalismo em rede: novo modelo dominante de atuação das
organizações
Parcerias: fundamentais
O que guia uma organização (P.P.) para construir
competências que a tornem competitiva?
1. Conhecer seu posicionamento estratégico em seu mercado
Visão “de fora para dentro”, muito criticada por ser
predominante
2. Conhecer recursos internos da organização
Recursos Internos
Físicos
Financeiros
Intangíveis (marca, imagem)
Organizacionais (cultura organizacional, sistemas
administrativos)
Recursos humanos.
Conhecer recursos internos e ambiente externo permite
enxergar as possibilidades estratégicas passíveis de serem
operacionalizadas.
Importância dos sistemas de informação
Obs: Informações são diferentes de conhecimento
Capitalizar recursos internos: aproveitar o que está disponível
Heterogeneidade entre as empresas: dificuldade de elaborar
estratégias a partir de modelos (estudar a concorrência nem
sempre funciona)
CTS Trabalho.ppt
CTS Trabalho.ppt
CTS Trabalho.ppt
Competências essenciais: recursos intangíveis
(a) difíceis de ser imitados
(b) essenciais para que a empresa possa prover
produtos/serviços diferenciados
(c) Essenciais em processos de mudança
Não estão estritamente relacionadas à tecnologia: podem
estar localizadas em qualquer função das organizações.
Áreas de Competências Essenciais
Operações (Produção e Logística)
Desenvolvimento de Produto
Comercialização (Vendas & Marketing, relacionamento com
clientes).
Alinhar pontos mais fortes com as estratégias da organização
Competências para a atuação em redes
Depende dos tipos de Redes
Horizontais (entre organizações)- relações
simétricas/recíprocas, união de competências complementares
criando sinergias positivas
Verticais (cadeias de suprimento): cooperação em operações
(logística, planejamento da produção, controle e qualidade) e
co-design
Comando das redes verticais: grandes empresas que ditam
padrões (líderes X seguidoras subordinadas)
Pesquisa com empresas brasileiras detentoras da certificação
ISO 9001 e 9002
460 empresas respondentes
Foco em marketing/vendas
Boa parte atua de forma isolada, ao contrário das subsidiárias
de multinacionais
Posicionamento desvantajoso em redes para P&D,
desenvolvimento ou adaptação de produto/processo, vendas e
marketing
Maior parte são fornecedores de componentes de produtos
finais e serviços, que visam o corte de custos
CTS Trabalho.ppt
CTS Trabalho.ppt
Relações horizontais das empresas pesquisadas
Alianças estratégicas, concentradas nas áreas de química,
equipamentos/máquinas e eletrônica.
Campos de maior intensidade tecnológica
Empresas com competências internacionalmente
reconhecidas podem buscar relações com ganhos
sustentáveis para ambas as partes.
Presença de pequenas e médias subsidiárias de
multinacionais: indica que as empresas nacionais não
oferecem as competências requeridas pelas líderes.
Sistemas de inovação: necessidade de formar capital humano
em diferentes organizações visando conseguir maior domínio
sobre as tecnologias.
Produção, vendas, condições infra-estruturais e sociais do
sistema, organização e gestão das plantas, firmas, unidades
de negócios e empresas, e até sobre a dinâmica do próprio
Estado
Como constituir a capacitação para aprendizado e geração de
competências?
a) Sistema educacional formal, somados a educação não-
formal e de criação cultural de igual importância;
b) “sistema” de aprendizagem organizacional em empresas,
organizações civis e agência governamentais: acervos de
c) mobilidade intra e internacional de recursos humanos de
alto nível propiciada pela internacionalização dos processos
de P&D e dos processos de inovação tecnológica conduzidos
pelos governos e pelas empresas, em especial pelas grandes
corporações globalizadas.
Brain drain ou brain gain?
Educação tradicional: visava proporcionar um acervo cognitivo
básico e habilidades genéricas ao vasto contingente de
trabalhadores qualificados e semiqualificados a serem
empregados nas ocupações operacionais do “chão de fábrica”
e serviços
Educação superior: elitizada
Século XIX (Alemanha/EUA):ensino técnico em diversos níveis
Aproximação com a indústria: linhas de pesquisa conectadas
com áreas bem definidas
Desaparece o “modo artesanal” de pesquisa, gestão da
investigação científica se torna mais complexa e o trabalho
de produção científica tende a se dividir e especializar
Diversificam-se também os programas de formação.
Movimento se intensifica após a II GM, e com as crises dos
anos 70/80
EUA (2004): 14,5 milhões de estudantes no ciclo inicial e 500
mil na pós-graduação.
Ciências e engenharias respondem por 1/3 dos bacharéis, e
21% e 63% dos mestres e doutores
Europa:16 milhões de estudantes no ensino superior.
2,1 milhões de pós-graduandos, 560 mil deles em ciências e
engenharia e outros 350 mil na grande área de saúde
Erasmus: programa da Comunidade Européia para o
campo da educação superior;
Parte de uma iniciativa mais ampla na área educacional, a
Ação Sócrates II: educação básica, a educação vocacional e
as questões de lifelong education
Acordo formulado pelos ministérios da Educação de 30 países
europeus (outros aderiram posteriormente) na chamada
Declaração de Bolonha em junho de 1999
UFABC: projeto pedagógico, incluindo os cursos, disciplinas,
grades e estatuto com base no texto Subsídios para a
Reforma da Educação Superior, produzido pela Academia
Brasileira de Ciências, e a Declaração De Bolonha
Como incrementar o capital humano de um país?
1. Melhorias no sistema nacional
2. Estímulos a mobilidade internacional
De 300 mil estudantes de PG nos EUA, 150 mil são
estrangeiros:
1. Chineses
2. Indianos
3. Taiwaneses
4. Coreanos do Sul
5. Brasil: 10º maior contingente (40 estudantes)
RISCOS
Maior parte pretende ficar (1/3 dos doutores empregados nos
EUA é de estrangeiros, 50,6% dos engenheiros doutores,
57,4% dos doutores em ciências da computação)
Ações para a formação de RH avançado no Brasil:
Anos 60/70: Planos Nacionais de Desenvolvimento, com
Planos Básicos de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e
Planos de Desenvolvimento da Pós Graduação
Modernização do sistema de ensino superior
Anos 1960: 100 mil universitários, a maioria em cursos de
Direito, Medicina, Engenharia e Formação de Professores
Pouca pesquisa: reproduzir os conhecimentos codificados de
cada ramo profissional associado a determinada área de
conhecimento
Reformas de 1968: 1,4 milhões de estudantes em 1980
Professores: menor crescimento
Necessidade de formar mestres e doutores
Início dos anos 1980: 63,5 mil mestres/doutores, 151 mil em
1991, 304,8 mil em 2000, maior parte em ciências
humanas/sociais
Canalização da demanda para escolas superiores privadas
Meados da década de 80: IEs privadas com 60% da matrícula,
mas...
Engenharias/exatas estavam concentradas nas públicas
Década de 1990: diminuição no ritmo de crescimento
Abertura comercial, diminuição do emprego
CTS Trabalho.ppt
Perfil qualitativo dos egressos de graduação e pós-graduação
versus novos profissionais técnicos e científicos requeridos
pelas empresas e pelo setor público
Questionamento as atuais políticas de educação superior.
Maior parte dos egressos segue carreira acadêmica: 70% dos
doutores em engenharia, 81% em bioquímica, 86% em física
Entre 1980 e 2000 o número de professores em instituições de
ensino superior públicas e privadas praticamente duplicou,
chegando a 197,7 mil.
Maior parte criada nas IESs privadas
Pontos positivos e negativos: Brasil
Oferta de profissionais de nível superior (satisfatória) vs
profissionais de níveis médios (deixa a desejar)
A oferta relaciona-se ao baixo esforço inovativo do país-
padrão imitativo. Um novo padrão revelará escassez de RH de
alto nível.
Necessidade de desenvolver o “capital relacional”, por
exemplo, relações universidade-empresa
Pontos positivos e negativos: Brasil
70% das empresas: inova comprando bens de capital
Só 16% realizam P&D;
70% dos mestres e doutores norte-americanos em ciências
"duras" e engenharias vão fazer pesquisa na empresa privada,
Brasil: de 30 mil que se formarão em 2008, 300 (1%) irão para
empresas (cenário otimista).
Capacidade de absorção de conhecimentos: função direta
da base de conhecimentos (tácitos e codificados) acumulados
e com possibilidades de serem mobilizados (competências);
Fontes de acréscimos de conhecimentos: P&D “doméstica” ou
a transferência de tecnologia (aquisição de P&D externa ou
acordos de cooperação com outras empresas);
Combinação apropriada de fontes, a depender da capacidade
de absorção, por uma parte, e dos custos de transação e de
aquisição dos novos conhecimentos.
Necessidade de capacitar portadores de conhecimentos
codificados para canalizar esses conhecimentos aos
problemas diários das organizações: aprendizagem de
conhecimentos tácitos
Resistência das empresas em empregar profissionais com
longa e sólida carreira acadêmica.
Ciência, Tecnologia e Sociedade
Revoluções científicas e
tecnológicas na era da
informação
A partir do texto de Castells (2001):
• Apresentaremos a emergência das tecnologias de informação e
comunicação enquanto um novo paradigma tecnológico;
• Discutiremos como esse novo paradigma influenciou e se relacionou
com o desenvolvimento da ciência e da sociedade;
• Também discutiremos (para variar) a neutralidade da ciência e da
tecnologia em relação à essas inovações.
• Mas antes o prólogo!
Nesta aula
Oposição entre a Rede o Ser
”Nossas sociedades estão cada vez mais estrturadas em uma
oposição bipolar entre a Rede e o Ser” (Castells, 2001, p. 23)
Revolução tecnológica das TICs; interdependência econômica global; colapso do
estatismo soviético; neoliberalismo (fortalecimento do capital, indivudualização
das relações de trabalho, incorporação das mulhres); desenvolvimento do
pacífico; crescente desigualdade no desenvolvimento; enfraquecimento do
patriarcalismo; disputa entre os sexos; redefinição das relações entre mulheres,
homens, crianças, família, sexualidade, personalidade; crise de legitimidade do
sistema político; fragmentação dos movimentos sociais; desestruturação de outras
organizações versus reagrupamento e busca de uma identidade coletiva ou
individual como fonte de significado social;
Nessa condição de esquizofrenia estrutural os padrões de comunicação social
ficam sob tensão crescente e quando a comunicação se rompe. Nesse processo a
fragmentação social se propaga à medida que as identidades tornam-se mais
específicas e cada vez mais difíceis de compartilhar.
Oposição entre a Rede o Ser
Para Castells a tecnologia não determina a sociedade, e
vice-versa. A transformação histórica depende de um
complexo padrão interativo.
Não há para o autor, portanto, um determinismo tecnológico,
dado que a tecnologia é a sociedade e a sociedade não pode
ser entendida ou representada sem as suas ferramentas
tecnológicas.
Exemplo: o surgimento da Internet (DARPA, ARPANET), uso
inicial não determinou o desenvolvimento posterior; a China;
o Japão; a URSS.
Tecnologia, sociedade e transf. histórica
Tecnologia, sociedade e transf. histórica
Revolução da Tecnologia da Informação
O autor parte da constatação de que no final do século XX
estamos vivendo um momento raro na história, quando está se
transformando nossa cultura material por meio das novas TICs.
Entre as TICs o autor inclui: o conjunto convergente de
tecnologias em microeletrônica, computação, telecomunicações,
optoeletrônica, engenharia genética e seu desenvolvimento e
aplicações.
Novas TICs (mesma importância) Revolução industrial
(tecnologia da informação) (novas fontes de
energia)
Revolução da Tecnologia da Informação
O que é diferente?
As novas tecnologias da informação não são simplesmente
ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem desenvolvidos.
Usuários e criadores podem se tornar a mesma coisa (podem assumir
o controle da tecnologia como no caso da Internet)
Pela 1ª vez (??) a mente humana é uma força direta de produção, não
apenas um elemento decisivo no sistema produtivo.
Ao contrário das revoluções anteriores, que eram difundidas de forma
limitada geograficamnernte, essa fez com que as novas tecnologias
difundissem pelo globo de forma veloz por meio de uma lógica que é a
própria característica dessa revolução: a rápida/imediata aplicação do
próprio desenvolvimento da tecnologia gerada, conectando o mundo
através da TI, tanto ampliando as desigualdades como reduzindo-as;
A inovação tecnológica não ocorre de forma isolada
Ela reflete um determinado estágio de conhecimento; um abiente
institucional e industrial específico; uma certa disponibilidade de
talentos para definir um problema técnico e resolvẽ-lo; uma
mentalidade econçõmica para dar a essa plaicação uma boa
relação custo benefício; e uma rede de fabricantes e usuários
capazes de comunicar suas experiências de modo cumulativo e
aprender usando e fazendo.
Um lição da Revolução Industrial
Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação
Pós-Guerra: surge o primiero computador programável e o transistor
(base da microeletrônica e o cerne da Revolução da TI). Mas só a partir
da década de 1970 que as tecnologias difundiram-se amplamente,
acelerando seu desenvolvimwento e convergindo num novo paradigma.
1) Na Microeletrônica
1947 – invenção do transistor na empresa Bell Laboratories pelos físicos
Bardeen, Brattais e Shockley – processamento de impulsos elétricos em
velocidade rápida e em modo binário de interrupção e amplificação,
permitindo comunicação entre máquinas. Resultou no CHIP (hoje é
constituído por milhões de transistores);
Sequência da revolução das TICs
Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação
1957 – invenção do circuito integrado usando o processo plano. Isso
acionou uma explosão tecnológica: e apensa 3 anos o preço dos
semicondutores caíram 85% e nos dez anos seguintes a produção
aumento 20 vezes. 50% para fins militares;
1971 – invenção do microprocessador (computador em um únic chip) por
Ted Hoff da Intel no Vale do Silício CA. O que provoca um avanço gigante
em todas as máquinas, rapidez e transmissão se elevam
exponencialmente;
.
Sequência da revolução das TICs
Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação
2) Nos Computadores
1946 – Primiero computador ENIAC. Pesava 30 toneladas, com 2,75m de
altura, ocupava um ginásio esportivo;
Sequência da revolução das TICs
Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação
1975 – Criação de uma caixa de microprocessador que foi a base para o
design do Aple I e II, este último o 1ª de sucesso comercial. Lançada em
1976 com 3 sócios e um capital de US$ 91 mil a Apple já alcançava a
marca de US$ 583 milhões em vendas;
1975 – surge o software para
PCs desenvolvidos por dois
desistentes de Harvard,
Bill Gates e paul Allen,
que fundaram a Microsoft;
Sequência da revolução das TICs
A gerência comum, via ordens e disciplinas gerais, não controla
adequadamente (para o capital) o trabalho cooperado (o corpo de
conhecimento e destreza combinados de todos os operários).
A gerência deve passar a controlar o processo de trabalho por inteiro,
fixando e controlando cada fase do processo, inclusive seu modo de
execução.
Daqui por diante o problema da gerência científica era a ”ignorância
quanto ao que realmente constitui um dia adequado de trabalho para um
operário”.
Como chefe de oficina ele compreendeu que seus conhecimeto eram um
décimo do cnhecimento dos seus operários.
Conclusões da 1ª luta
Relato do seu trabalho para a Bethelehem Steel Company ao
supervisionar o trabalho de carregar ferro gusa à mão (p. 95-
98)
O mérito do relato é ilustrar o eixo sobre o qual gira toda a
gerência moderna:
“o controle do trabalho através das decisões que são
tomadas no curso do trabalho”
Solução Taylorista (capitalista)
O desenvolvimento da colhedeira de tomate não foi o resultado de uma
conspiração. Ao contrário, é um processo social em curso no qual o
conhecimento científico, a invenção tecnológica, e o lucro corporativo reforçam-se
mutuamente em padrões profundamente entrelaçados, padrões que carregam o
inequívoco selo do poder econômico e político (a favor dos interesses dos gdes
negócios agrícolas).
A colhedeira é a corporificação dessa ordem social.
Há, a grosso modo, dois tipos de escolha que podem afetar a distribuição relativa
de poder, autoridade e privilégio numa comunidade: a escolha “sim ou não”.
Muitas disputas locais, nacionais e internacionais sobre techs. têm se centrado em
julgamentos do tipo “sim ou não” sobre coisas como aditivos alimentares,
pesticidas, constr. de rodovias, reatores nucleares, represas, e armas high-tech.
As razões dadas contra e a favor são freqüentemente tão importantes como
aquelas relativas a adoção de uma importante nova lei.
Além do ”intencional” e ”não
intencional”
Muitos dispositivos ou sistemas técnicos importantes na vida quotidiana contém
diversas possibilidades de ordenar a atividade humana. Conscientemente ou
inconscientemente, deliberadamente ou inadvertidamente, as sociedades
escolhem tecnologias que influenciam, por um longo tempo, como as pessoas
vão trabalhar, se comunicar, viajar, consumir, e assim por diante.
No processo pelo qual as decisões estruturantes são feitas, diferentes pessoas
estão diferentemente situadas e possuem diferentes graus de poder assim como
diferentes níveis de consciência.
De longe, a maior latitude de escolha existe no primeiro momento em que uma
técnica, sistema ou instrumento particular é introduzido. Es escolhas levam à
trajetórias dependentes (ou path dependence).
Por esta razão, a mesma atenção cuidadosa que é dada às regras, papéis e
relações da política devem também ser dadas a coisas tais como a construção de
rodovias, a criação de redes de televisão, e a customização de aspectos
aparentemente insignificantes em novas máquinas.
Conclusões da 1ª forma (det. social)
Até o momento, as tecnologias que vimos são relativamente flexíveis em
projetos e arranjos e variáveis em seus efeitos.
Iremos ver que a adoção de um dado sistema técnico traz junto,
inevitavelmente, condições para que se deêm relações humanas de
distintos tipos políticos:
 centralizadas ou descentralizadas;
 igualitárias ou diferenciadas;
 repressivas ou liberais.
2ª forma (determinismo tecnológico)
Engels ”On Authority” pergunta: é possível abolir de uma vez todo o
autoritarismo após uma revolucão social?
A tecnologia do sistema de máquinas interligadas por energia à vapor
impõe uma autoridade: “A maquinaria automática de uma grande fábrica é
muito mais despótica que os pequenos capitalistas que empregam
trabalhadores jamais o foram.”
Para ele, as raízes do autoritarismo inevitável estão profundamente
implantadas no envolvimento humano com ciência e tecnologia.
Formas intrinsecamente autoritárias?
Engels extrai lições similares ao analisar as estadas de ferro e os navios
(como Platão metaforicamente analisa a democracia).
Engels descobre que, longe de ser uma idiossincrasia da organização
social capitalista, relações de autoridade e subordinação acontecem
“independentemente da organização social, [e] nos são impostas junto com
as condições materiais sobre as quais produzimos e fazemos os produtos
circular.”
Mander (1978) escreve: “se você aceita usinas nucleares, você também
aceita uma elite técnica-científica-industrial-militar. Sem essas pessoas no
comando, você não poderia ter energia nuclear”.
Formas intrinsecamente autoritárias?
Nesse sentido a bomba atômica é um artefato inerentemente político. Ela
impõe um tipo de arranjo social futuro potencialmente autoritário.
Para além da bomba, pode-se ver no crescimento das estradas de ferro,
através da análise de Chandler (1977), pela complexidade que trouxe
consigo, pela escala de produção, uma forte demanda pela criação das
primieras hierarquias administrativas dos negócios americanos.
Outros exemplos como oleodutos, refinarias, etc impõem arranjos de poder
e autoridade de padrão capitalista.
Formas intrinsecamente autoritárias?
Será que na medida em que uma sociedade adota sistemas técnicos de
complexidade crescente como sua base material, as instituições e as
formas de vida se tornariam cada vez mais autoritárias?
Pergunta:
Será que na medida em que uma sociedade adota sistemas técnicos de
complexidade crescente como sua base material, as instituições e as
formas de vida se tornariam cada vez mais autoritárias?
Marx discorda – para ele a crescente mecanização tornará obsoleta a
divisão hierárquica do trabalho e as relações de subordinação que, em sua
opinião, foram necessárias durante os primeiros estágios da manufatura
moderna.
Pode ser que outros arranjos concebíveis de poder e autoridade, por
exemplo, aqueles do trabalhador autogerido, democrático, e
descentralizado, se mostrem capazes de administrar fábricas, refinarias,
sistemas de comunicação, e estradas de ferro, tão bem ou melhor do que
as organizações descritas por Chandler (ex: Suécia, Iugoslávia, Brasil)
Pergunta:
Certa evidência disponível tende a mostrar que muitos sistemas
tecnológicos grandes e sofisticados são de fato altamente compatíveis com
o controle gerencial hierárquico e centralizado.
A questão crucial é se esse padrão é, em algum sentido, um requerimento
dos sistemas ou não?
Para responder essas questões teremos que examinar em algum detalhe
os argumentos morais de necessidade prática e pesá-los contra os
argumentos morais de outros tipos, por exemplo, a noção de que é bom
para um marinheiro participar do comando do navio, ou de que
trabalhadores tem o direito de se envolver nas tomadas e administrações
de decisões de uma fábrica.
Outra Pergunta:
Qualquer alegação que alguém queira fazer em nome da liberdade,
justiça ou igualdade pode ser imediatamente neutralizada quando
confrontada com argumentos sobre o efeito: “tudo bem, mas não há outra
maneira de fazer uma estrada de ferro funcionar” (ou uma siderúrgica, ou
uma companhia de aviação aérea, ou um sistema de comunicação).
Em muitos casos, dizer que algumas tecnologias são inerentemente
políticas é dizer que certas razões de necessidade prática, amplamente
aceitas tendem a eclipsar outros tipos de raciocínio moral e político.
Exemplos:
- Democracia acaba nos portões da fábrica (cultura EUA);
- Debates sobre o risco da energia nuclear.
Prática vs. Política
Deteminismo tecnológico ou determinismo social?
Depende dos artefatos:
- Alguns são mais flexíveis, dependem das escolhas, dos usos;
- Outros são amis rígidos, ligadas a padrões de poder e autoridade;
O autor argumenta na direção de uma posiào de ”ambos”, porque ambos
os tipos de entendimento são aplicáveis em circunstâncias diferentes.
Pode acontecer que dentro de um complexo tecnológico particular – um
sistema de comunicação ou de transporte, por exemplo – alguns aspectos
possam ser flexíveis em suas possibilidades para a sociedade, enquanto
outros aspectos possam ser (para o bem ou para o mal) completamente
intratáveis.
Conclusões
Assim, alguns proponentes da energia a partir de recursos renováveis agora
acreditam que finalmente descobriram um conjunto de tecnologias
intrinsecamente democráticas, igualitárias e comunitárias. Na minha melhor
estimativa, no entanto, as conseqüências sociais de construir sistemas de
energia renovável certamente dependerão das específicas configurações tanto
de hardware como das instituições sociais criadas para nos trazer esta energia.
Em comparação, os defensores de mais desenvolvimentos da energia nuclear
parecem acreditar que estão trabalhando com uma tecnologia bastante flexível
cujos adversos efeitos sociais podem ser resolvidos alterando-se os parâmetros
de projeto dos reatores e dos sistemas de disposição do lixo atômico. Mas, uma
vez que a sociedade se adapte aos aspectos mais perigosos e aparentemente
indeléveis da energia nuclear, qual será o preço de longo prazo na liberdade
humana?
Conclusões (sobriedade/pragmatismo)
WINNER, Langdon. La ballena y e el reactor: una búsqueda de los limites en la era de
la alta tecnología. Barcelona: Gedisa Editorial, 2008. (Cap. 2 Tienem política los
artefactos?). Texto traduzido no blog: http://ctsufabc.wordpress.com
MARX, K. O Capital. Livro 1: O Processo de produção do Capital, Volume 1, Parte 1ª.
Mercadoria e Dinheiro, Capítulo I.
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  • 1. Aula: Ciência, Tecnologia, Inovação e Trabalho
  • 2. Conteúdo da aula 1. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho 3. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil 4. C&T e o controle do trabalho: a gerência científica
  • 3. Textos recomendados: Aula 5 (e) DIEESE. Ciência, Tecnologia e Inovação e os Trabalhadores. Nota Técnica Número 89 – Maio de 2010. Disponível em http://www.dieese.org.br/notatecnica/notaTec89CienciaTecnolo giaInovacaoTrabalhadores.pdf (c) COTANDA, Fernando Coutinho. Os sindicatos brasileiros em face das inovações tecnológicas e organizacionais. Dados, Rio de Janeiro, v. 51, n. 3, 2008. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011- 52582008000300003&lng=en&nrm=iso>. Dica de série CTS: Profetas da Ficção Científica, Discovery Channel, produzido e apresentado por Ridley Scot (Blade Runner, alien, 1492, gladiador, Gângster, Prometeus...) Vale a pena!!
  • 4. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho Motivação de inovar: conquistar/criar novos mercados; aumentar produtividade/cortar custos; adequar-se a regulações Impactos da inovação: 1. Aumento do lucro; 2. Melhoria nas condições de trabalho; 3. Ganhos para o consumidor. Impactos (positivos ou negativos) sobre o trabalho: dependem de fatores: • Técnicos (utilização da tecnologia); • Institucionais (regras de distribuição dos custos/benefícios, relacionamento trabalhadores/patrões) • Organizacionais (setores, tipo de organização do trabalho, etc.) O crescimento econômico não é apenas acompanhados da expansão de novas indústrias; ele depende desta expansão .
  • 5. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho • Redução nos postos de trabalho •Redução na jornada de trabalho • Melhores condições de trabalho • Variação nos salários
  • 6. Brasil: 7º PIB Mundial, mas 84º entre 187 países em termos de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
  • 7. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil
  • 8. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil • Gastos em P,D&I: maior parte em aquisição de equipamentos, pouco treinamento. •Centrais sindicais incluem em seus estatutos a necessidade de se negociar a inclusão de inovações, mas não estão preparadas (mudança na produção é vista como revolução) • Empresas pequenas/informais: difícil negociação de assuntos como distribuição de incrementos na produtividade • treinamento, realocação de mão de obra, comunicação de processos de inovação, comissões paritárias e preservação do emprego • Tradição autoritária: falta participação nas decisões (trabalhadores conhecem os processos)
  • 9. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil • Brasil: 3,3% dos maiores de 18 anos (4,3 milhões em 2007, segundo a PNAD) frequentavam curso profissionalizante (destes, 21% no nível médio e 2% graduação tecnológica- 6 em 10.000!!!) • Empregos não Requerem muita qualificação Obs: 60% dos empregos Brasileiros em 2002 eram informais (sem carteira, autônomos: salários em média 60% menores)
  • 10. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho
  • 11. C,T, I e seus impactos sobre o trabalho: Brasil • Brasil: Vínculos empregatícios muito curtos: 50% dos empregos: até dois anos de duração. 79% dos demitidos: até dois anos de casa • Elevada rotatividade, baixos salários, exigência de pouca qualificação: fatores de permanência nessa situação • Trabalhador não vê recompensa em se qualificar • Distribuição dos ganhos da inovação: força de trabalho mais qualificada, mercado interno mais forte, distribuição de renda
  • 12. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Sécs. XIX - XX: aumento das empresas, estrutura monopolística (novo capitalismo), aplicação da C&T na produção Aplicação do método científico no controle dos trabalhadores: métodos e organização do trabalho Não-neutralidade: ponto de vista do capital (eficiência no uso dos fatores de produção) “ […] representante de uma caricatura de gerência nas armadilhas da ciência.” Harry Braverman, 1974: Trabalho e Capital Monopolista: A Degradação do Trabalho no século XX
  • 13. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Importância do movimento de gerência científica na concepção do processo de trabalho (integração homem e máquina) nas empresas contemporâneas: conceitos e métodos Engenheiros de produção/administradores: mediação científica de conflitos trabalhadores X patrões Especialização Padronização Planejamento Controle Divisão do trabalho Desempenho Produtividade
  • 14. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Taylor:Shop Management (Administração de Oficinas) (1903), Princípios da Administração Científica (1911) Trabalhou em fábricas (operário e depois supervisor) Personalidade obsessiva-compulsiva O que é neurótico no indivíduo é bom para a lógica capitalista Suposição de uma racionalidade única
  • 15. C&T e controle do trabalho: a gerência científica 1. estudo de tempo e padrões de produção; 2. supervisão funcional; 3. padronização de ferramentas e instrumentos; 4. planejamento das tarefas; 6. Uso de instrumentos para economizar tempo; 7. fichas de instruções de serviço; 8. idéia de tarefa, prêmios pela eficiência; 9. classificação dos produtos e material utilizado
  • 16. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Principio do Planejamento: substitui no trabalho o critério individual do operário, a improvisação e a atuação empírica- prática, pelos métodos baseados em procedimentos científicos. Substituir a improvisação pela “ciência”, através do planejamento por lideranças cientificamente treinadas.
  • 17. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Obra de Taylor: sistematização e reunião de idéias anteriores Registros e “experimentos” questionáveis: demonstrações forçadas Nova dimensão do controle do trabalho: determinação de como o trabalho deve ser executado (atividades e seus componentes) - http://www.youtube.com/watch?v=cED52VxKyyU Difusão mundial de idéias singelas e ingênuas: espírito da época
  • 18. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Crítica a sistemas que dão autonomia aos trabalhadores: indução a um nível ineficiente de produtividade Diretrizes gerais de controle: desvinculadas do real processo de trabalho Fixação das tarefas em promenores, e tempos associados, com base em verdades “fisiológicas” de caráter mecanicista (homens-máquina) Ex: RHT
  • 19. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Mudança fundamental: ofício qualificado (domínio do processo, senhores do conhecimento, métodos e procedimentos)- 3 a 7 anos de aprendizado…, incluindo instrução em ciências como matemática, álgebra, materiais … Mecânicos- processo de trabalho complexo e em larga escala Taylor testava as possibilidades: tipo de material, ferramentas, procedimentos… Midvale Steel Company: 50.000 testes para saber as combinações ótimas de 12 procedimentos fundamentais, que geravam as regras a serem seguidas Até 1824, o mecânico inglês era exclusivo de apenas 1 empresa
  • 20. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Princípios da administração científica: 1. Conhecer e dissociar o conhecimento do trabalhador de sua tarefa (tirar seu poder): gerência diz o que, como e quando fazer 2. Banir o trabalho cerebral da produção- finalidade é baratear o trabalho, diminuindo as qualificações exigidas. Gerência é que tem novas idéias. 3. Fordismo: exacerbação dessas práticas
  • 21. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Princípios da administração científica: 3. Apenas a gerência conhece o processo global de produção, e a partir disso deve definir tarefas Princípios aplicados também ao trabalho intelectual Não são imperativos técnicos: refletem um antagonismo social que se intensifica com a grande indústria (Patrões X Empregados)
  • 22. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Efeitos: 1. Separação trabalhadores braçais dos trabalhadores intelectuais (blue collars X white collars) Cálculo, experimentação, registro, avaliação: tarefas da gerência e departamentos de planejamento Novas funções administrativas: ilusões de melhorias para a classe trabalhadoras, competição, cooptação
  • 23. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Artesão tinha interesse por ciência e cultura em geral, dado o conteúdo de seu ofício. Administração científica trazida pela tecnologia torna o trabalhador mais vazio de conteúdo (consumista).
  • 24. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Fordismo Estratégia de produção ligada a uma estratégia de mercado. Linhas de montagem com operários especializados Concepção de ferramentas para maior controle: treinamentos rápidos (43% dos trabalhos podem ser aprendidos em um dia) Trabalhador como uma peça, que pode ser remanejada rapidamente na linha de produção Até os anos 70, Taylorismo/Fordismo eram as visões hegemônicas sobre a organização do trabalho…
  • 25. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Anos 70: Abordagem sócio-técnica Relaciona mau desempenho do trabalho com a desumanização do Taylorismo/Fordismo Adaptar a técnica às carcterísticas sociais dos grupos de trabalho
  • 26. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Maior autonomia e responsabilidade (projetos), menores níveis hierárquicos, trabalho em equipe Integração em função das estratégias: coordenação lateral, rotatividade dos cargos, formação de competências- Gestão Estratégica de Recursos Humanos
  • 27. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Modelo Japonês: considerado um exemplo de eficiência Competência tecnológica: conhecimentos, comportamentos e práticas sociais para assimilação de tecnologia, que diz respeito a todos os funcionários Da etapa de inovação por imitação a inovações radicais: práticas sociais orientadas para a inovação Inovação orientada pelos usuários (trabalhadores) Emprego vitalício (altamente seletivo, mudando), operários polivalentes, canais de informação técnica, coletividade Inovação é vista como processo, e uma das bases da organização industrial
  • 28. C&T e controle do trabalho: a gerência científica Além da seletividade, altas jornadas de trabalho e excessiva mesclagem da vida pessoal com a profissional Participação se torna um dever, não um direito ou benefício Não se incentiva a oposição Individualidade se subordina às necessidades coletivas Flexibilidade Industrial X Rigidez social
  • 29. Ciência, Tecnologia e Sociedade Professor Adalberto Azevedo Ciência, Tecnologia, aprendizagem e educação
  • 30. Conteúdo da aula 1. O conceito de competência e sua relação com a aprendizagem nas organizações 2. Competências para a atuação em redes interorganizacionais 3. Resultados de uma pesquisa com empresas nacionais 4. Como são os sistemas educacionais para a inovação? 5. Como evoluiu o sistema brasileiro?
  • 31. O Conceito de Competência Inteligência prática para situações que se apóiam sobre os conhecimentos adquiridos e os transformam com tanto mais força, quanto mais aumenta a complexidade das situações.
  • 32. Competências determinam o posicionamento das organizações em redes de atores: Capitalismo em rede: novo modelo dominante de atuação das organizações Parcerias: fundamentais O que guia uma organização (P.P.) para construir competências que a tornem competitiva? 1. Conhecer seu posicionamento estratégico em seu mercado Visão “de fora para dentro”, muito criticada por ser predominante 2. Conhecer recursos internos da organização
  • 33. Recursos Internos Físicos Financeiros Intangíveis (marca, imagem) Organizacionais (cultura organizacional, sistemas administrativos) Recursos humanos. Conhecer recursos internos e ambiente externo permite enxergar as possibilidades estratégicas passíveis de serem operacionalizadas. Importância dos sistemas de informação
  • 34. Obs: Informações são diferentes de conhecimento
  • 35. Capitalizar recursos internos: aproveitar o que está disponível Heterogeneidade entre as empresas: dificuldade de elaborar estratégias a partir de modelos (estudar a concorrência nem sempre funciona)
  • 39. Competências essenciais: recursos intangíveis (a) difíceis de ser imitados (b) essenciais para que a empresa possa prover produtos/serviços diferenciados (c) Essenciais em processos de mudança Não estão estritamente relacionadas à tecnologia: podem estar localizadas em qualquer função das organizações.
  • 40. Áreas de Competências Essenciais Operações (Produção e Logística) Desenvolvimento de Produto Comercialização (Vendas & Marketing, relacionamento com clientes). Alinhar pontos mais fortes com as estratégias da organização
  • 41. Competências para a atuação em redes Depende dos tipos de Redes Horizontais (entre organizações)- relações simétricas/recíprocas, união de competências complementares criando sinergias positivas Verticais (cadeias de suprimento): cooperação em operações (logística, planejamento da produção, controle e qualidade) e co-design Comando das redes verticais: grandes empresas que ditam padrões (líderes X seguidoras subordinadas)
  • 42. Pesquisa com empresas brasileiras detentoras da certificação ISO 9001 e 9002 460 empresas respondentes Foco em marketing/vendas Boa parte atua de forma isolada, ao contrário das subsidiárias de multinacionais Posicionamento desvantajoso em redes para P&D, desenvolvimento ou adaptação de produto/processo, vendas e marketing Maior parte são fornecedores de componentes de produtos finais e serviços, que visam o corte de custos
  • 45. Relações horizontais das empresas pesquisadas Alianças estratégicas, concentradas nas áreas de química, equipamentos/máquinas e eletrônica. Campos de maior intensidade tecnológica Empresas com competências internacionalmente reconhecidas podem buscar relações com ganhos sustentáveis para ambas as partes. Presença de pequenas e médias subsidiárias de multinacionais: indica que as empresas nacionais não oferecem as competências requeridas pelas líderes.
  • 46. Sistemas de inovação: necessidade de formar capital humano em diferentes organizações visando conseguir maior domínio sobre as tecnologias. Produção, vendas, condições infra-estruturais e sociais do sistema, organização e gestão das plantas, firmas, unidades de negócios e empresas, e até sobre a dinâmica do próprio Estado
  • 47. Como constituir a capacitação para aprendizado e geração de competências? a) Sistema educacional formal, somados a educação não- formal e de criação cultural de igual importância; b) “sistema” de aprendizagem organizacional em empresas, organizações civis e agência governamentais: acervos de c) mobilidade intra e internacional de recursos humanos de alto nível propiciada pela internacionalização dos processos de P&D e dos processos de inovação tecnológica conduzidos pelos governos e pelas empresas, em especial pelas grandes corporações globalizadas. Brain drain ou brain gain?
  • 48. Educação tradicional: visava proporcionar um acervo cognitivo básico e habilidades genéricas ao vasto contingente de trabalhadores qualificados e semiqualificados a serem empregados nas ocupações operacionais do “chão de fábrica” e serviços Educação superior: elitizada
  • 49. Século XIX (Alemanha/EUA):ensino técnico em diversos níveis Aproximação com a indústria: linhas de pesquisa conectadas com áreas bem definidas Desaparece o “modo artesanal” de pesquisa, gestão da investigação científica se torna mais complexa e o trabalho de produção científica tende a se dividir e especializar Diversificam-se também os programas de formação. Movimento se intensifica após a II GM, e com as crises dos anos 70/80
  • 50. EUA (2004): 14,5 milhões de estudantes no ciclo inicial e 500 mil na pós-graduação. Ciências e engenharias respondem por 1/3 dos bacharéis, e 21% e 63% dos mestres e doutores Europa:16 milhões de estudantes no ensino superior. 2,1 milhões de pós-graduandos, 560 mil deles em ciências e engenharia e outros 350 mil na grande área de saúde
  • 51. Erasmus: programa da Comunidade Européia para o campo da educação superior; Parte de uma iniciativa mais ampla na área educacional, a Ação Sócrates II: educação básica, a educação vocacional e as questões de lifelong education Acordo formulado pelos ministérios da Educação de 30 países europeus (outros aderiram posteriormente) na chamada Declaração de Bolonha em junho de 1999 UFABC: projeto pedagógico, incluindo os cursos, disciplinas, grades e estatuto com base no texto Subsídios para a Reforma da Educação Superior, produzido pela Academia Brasileira de Ciências, e a Declaração De Bolonha
  • 52. Como incrementar o capital humano de um país? 1. Melhorias no sistema nacional 2. Estímulos a mobilidade internacional De 300 mil estudantes de PG nos EUA, 150 mil são estrangeiros: 1. Chineses 2. Indianos 3. Taiwaneses 4. Coreanos do Sul 5. Brasil: 10º maior contingente (40 estudantes) RISCOS Maior parte pretende ficar (1/3 dos doutores empregados nos EUA é de estrangeiros, 50,6% dos engenheiros doutores, 57,4% dos doutores em ciências da computação)
  • 53. Ações para a formação de RH avançado no Brasil: Anos 60/70: Planos Nacionais de Desenvolvimento, com Planos Básicos de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Planos de Desenvolvimento da Pós Graduação Modernização do sistema de ensino superior Anos 1960: 100 mil universitários, a maioria em cursos de Direito, Medicina, Engenharia e Formação de Professores Pouca pesquisa: reproduzir os conhecimentos codificados de cada ramo profissional associado a determinada área de conhecimento
  • 54. Reformas de 1968: 1,4 milhões de estudantes em 1980 Professores: menor crescimento Necessidade de formar mestres e doutores Início dos anos 1980: 63,5 mil mestres/doutores, 151 mil em 1991, 304,8 mil em 2000, maior parte em ciências humanas/sociais Canalização da demanda para escolas superiores privadas Meados da década de 80: IEs privadas com 60% da matrícula, mas... Engenharias/exatas estavam concentradas nas públicas Década de 1990: diminuição no ritmo de crescimento Abertura comercial, diminuição do emprego
  • 56. Perfil qualitativo dos egressos de graduação e pós-graduação versus novos profissionais técnicos e científicos requeridos pelas empresas e pelo setor público Questionamento as atuais políticas de educação superior. Maior parte dos egressos segue carreira acadêmica: 70% dos doutores em engenharia, 81% em bioquímica, 86% em física Entre 1980 e 2000 o número de professores em instituições de ensino superior públicas e privadas praticamente duplicou, chegando a 197,7 mil. Maior parte criada nas IESs privadas
  • 57. Pontos positivos e negativos: Brasil Oferta de profissionais de nível superior (satisfatória) vs profissionais de níveis médios (deixa a desejar) A oferta relaciona-se ao baixo esforço inovativo do país- padrão imitativo. Um novo padrão revelará escassez de RH de alto nível. Necessidade de desenvolver o “capital relacional”, por exemplo, relações universidade-empresa
  • 58. Pontos positivos e negativos: Brasil 70% das empresas: inova comprando bens de capital Só 16% realizam P&D; 70% dos mestres e doutores norte-americanos em ciências "duras" e engenharias vão fazer pesquisa na empresa privada, Brasil: de 30 mil que se formarão em 2008, 300 (1%) irão para empresas (cenário otimista).
  • 59. Capacidade de absorção de conhecimentos: função direta da base de conhecimentos (tácitos e codificados) acumulados e com possibilidades de serem mobilizados (competências); Fontes de acréscimos de conhecimentos: P&D “doméstica” ou a transferência de tecnologia (aquisição de P&D externa ou acordos de cooperação com outras empresas); Combinação apropriada de fontes, a depender da capacidade de absorção, por uma parte, e dos custos de transação e de aquisição dos novos conhecimentos.
  • 60. Necessidade de capacitar portadores de conhecimentos codificados para canalizar esses conhecimentos aos problemas diários das organizações: aprendizagem de conhecimentos tácitos Resistência das empresas em empregar profissionais com longa e sólida carreira acadêmica.
  • 61. Ciência, Tecnologia e Sociedade Revoluções científicas e tecnológicas na era da informação
  • 62. A partir do texto de Castells (2001): • Apresentaremos a emergência das tecnologias de informação e comunicação enquanto um novo paradigma tecnológico; • Discutiremos como esse novo paradigma influenciou e se relacionou com o desenvolvimento da ciência e da sociedade; • Também discutiremos (para variar) a neutralidade da ciência e da tecnologia em relação à essas inovações. • Mas antes o prólogo! Nesta aula
  • 63. Oposição entre a Rede o Ser
  • 64. ”Nossas sociedades estão cada vez mais estrturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser” (Castells, 2001, p. 23) Revolução tecnológica das TICs; interdependência econômica global; colapso do estatismo soviético; neoliberalismo (fortalecimento do capital, indivudualização das relações de trabalho, incorporação das mulhres); desenvolvimento do pacífico; crescente desigualdade no desenvolvimento; enfraquecimento do patriarcalismo; disputa entre os sexos; redefinição das relações entre mulheres, homens, crianças, família, sexualidade, personalidade; crise de legitimidade do sistema político; fragmentação dos movimentos sociais; desestruturação de outras organizações versus reagrupamento e busca de uma identidade coletiva ou individual como fonte de significado social; Nessa condição de esquizofrenia estrutural os padrões de comunicação social ficam sob tensão crescente e quando a comunicação se rompe. Nesse processo a fragmentação social se propaga à medida que as identidades tornam-se mais específicas e cada vez mais difíceis de compartilhar. Oposição entre a Rede o Ser
  • 65. Para Castells a tecnologia não determina a sociedade, e vice-versa. A transformação histórica depende de um complexo padrão interativo. Não há para o autor, portanto, um determinismo tecnológico, dado que a tecnologia é a sociedade e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem as suas ferramentas tecnológicas. Exemplo: o surgimento da Internet (DARPA, ARPANET), uso inicial não determinou o desenvolvimento posterior; a China; o Japão; a URSS. Tecnologia, sociedade e transf. histórica
  • 66. Tecnologia, sociedade e transf. histórica
  • 67. Revolução da Tecnologia da Informação O autor parte da constatação de que no final do século XX estamos vivendo um momento raro na história, quando está se transformando nossa cultura material por meio das novas TICs. Entre as TICs o autor inclui: o conjunto convergente de tecnologias em microeletrônica, computação, telecomunicações, optoeletrônica, engenharia genética e seu desenvolvimento e aplicações. Novas TICs (mesma importância) Revolução industrial (tecnologia da informação) (novas fontes de energia)
  • 68. Revolução da Tecnologia da Informação O que é diferente? As novas tecnologias da informação não são simplesmente ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem desenvolvidos. Usuários e criadores podem se tornar a mesma coisa (podem assumir o controle da tecnologia como no caso da Internet) Pela 1ª vez (??) a mente humana é uma força direta de produção, não apenas um elemento decisivo no sistema produtivo. Ao contrário das revoluções anteriores, que eram difundidas de forma limitada geograficamnernte, essa fez com que as novas tecnologias difundissem pelo globo de forma veloz por meio de uma lógica que é a própria característica dessa revolução: a rápida/imediata aplicação do próprio desenvolvimento da tecnologia gerada, conectando o mundo através da TI, tanto ampliando as desigualdades como reduzindo-as;
  • 69. A inovação tecnológica não ocorre de forma isolada Ela reflete um determinado estágio de conhecimento; um abiente institucional e industrial específico; uma certa disponibilidade de talentos para definir um problema técnico e resolvẽ-lo; uma mentalidade econçõmica para dar a essa plaicação uma boa relação custo benefício; e uma rede de fabricantes e usuários capazes de comunicar suas experiências de modo cumulativo e aprender usando e fazendo. Um lição da Revolução Industrial
  • 70. Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação Pós-Guerra: surge o primiero computador programável e o transistor (base da microeletrônica e o cerne da Revolução da TI). Mas só a partir da década de 1970 que as tecnologias difundiram-se amplamente, acelerando seu desenvolvimwento e convergindo num novo paradigma. 1) Na Microeletrônica 1947 – invenção do transistor na empresa Bell Laboratories pelos físicos Bardeen, Brattais e Shockley – processamento de impulsos elétricos em velocidade rápida e em modo binário de interrupção e amplificação, permitindo comunicação entre máquinas. Resultou no CHIP (hoje é constituído por milhões de transistores); Sequência da revolução das TICs
  • 71. Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação 1957 – invenção do circuito integrado usando o processo plano. Isso acionou uma explosão tecnológica: e apensa 3 anos o preço dos semicondutores caíram 85% e nos dez anos seguintes a produção aumento 20 vezes. 50% para fins militares; 1971 – invenção do microprocessador (computador em um únic chip) por Ted Hoff da Intel no Vale do Silício CA. O que provoca um avanço gigante em todas as máquinas, rapidez e transmissão se elevam exponencialmente; . Sequência da revolução das TICs
  • 72. Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação 2) Nos Computadores 1946 – Primiero computador ENIAC. Pesava 30 toneladas, com 2,75m de altura, ocupava um ginásio esportivo; Sequência da revolução das TICs
  • 73. Macromudanças da microengenharia: eletrônica e informação 1975 – Criação de uma caixa de microprocessador que foi a base para o design do Aple I e II, este último o 1ª de sucesso comercial. Lançada em 1976 com 3 sócios e um capital de US$ 91 mil a Apple já alcançava a marca de US$ 583 milhões em vendas; 1975 – surge o software para PCs desenvolvidos por dois desistentes de Harvard, Bill Gates e paul Allen, que fundaram a Microsoft; Sequência da revolução das TICs
  • 74. A gerência comum, via ordens e disciplinas gerais, não controla adequadamente (para o capital) o trabalho cooperado (o corpo de conhecimento e destreza combinados de todos os operários). A gerência deve passar a controlar o processo de trabalho por inteiro, fixando e controlando cada fase do processo, inclusive seu modo de execução. Daqui por diante o problema da gerência científica era a ”ignorância quanto ao que realmente constitui um dia adequado de trabalho para um operário”. Como chefe de oficina ele compreendeu que seus conhecimeto eram um décimo do cnhecimento dos seus operários. Conclusões da 1ª luta
  • 75. Relato do seu trabalho para a Bethelehem Steel Company ao supervisionar o trabalho de carregar ferro gusa à mão (p. 95- 98) O mérito do relato é ilustrar o eixo sobre o qual gira toda a gerência moderna: “o controle do trabalho através das decisões que são tomadas no curso do trabalho” Solução Taylorista (capitalista)
  • 76. O desenvolvimento da colhedeira de tomate não foi o resultado de uma conspiração. Ao contrário, é um processo social em curso no qual o conhecimento científico, a invenção tecnológica, e o lucro corporativo reforçam-se mutuamente em padrões profundamente entrelaçados, padrões que carregam o inequívoco selo do poder econômico e político (a favor dos interesses dos gdes negócios agrícolas). A colhedeira é a corporificação dessa ordem social. Há, a grosso modo, dois tipos de escolha que podem afetar a distribuição relativa de poder, autoridade e privilégio numa comunidade: a escolha “sim ou não”. Muitas disputas locais, nacionais e internacionais sobre techs. têm se centrado em julgamentos do tipo “sim ou não” sobre coisas como aditivos alimentares, pesticidas, constr. de rodovias, reatores nucleares, represas, e armas high-tech. As razões dadas contra e a favor são freqüentemente tão importantes como aquelas relativas a adoção de uma importante nova lei. Além do ”intencional” e ”não intencional”
  • 77. Muitos dispositivos ou sistemas técnicos importantes na vida quotidiana contém diversas possibilidades de ordenar a atividade humana. Conscientemente ou inconscientemente, deliberadamente ou inadvertidamente, as sociedades escolhem tecnologias que influenciam, por um longo tempo, como as pessoas vão trabalhar, se comunicar, viajar, consumir, e assim por diante. No processo pelo qual as decisões estruturantes são feitas, diferentes pessoas estão diferentemente situadas e possuem diferentes graus de poder assim como diferentes níveis de consciência. De longe, a maior latitude de escolha existe no primeiro momento em que uma técnica, sistema ou instrumento particular é introduzido. Es escolhas levam à trajetórias dependentes (ou path dependence). Por esta razão, a mesma atenção cuidadosa que é dada às regras, papéis e relações da política devem também ser dadas a coisas tais como a construção de rodovias, a criação de redes de televisão, e a customização de aspectos aparentemente insignificantes em novas máquinas. Conclusões da 1ª forma (det. social)
  • 78. Até o momento, as tecnologias que vimos são relativamente flexíveis em projetos e arranjos e variáveis em seus efeitos. Iremos ver que a adoção de um dado sistema técnico traz junto, inevitavelmente, condições para que se deêm relações humanas de distintos tipos políticos:  centralizadas ou descentralizadas;  igualitárias ou diferenciadas;  repressivas ou liberais. 2ª forma (determinismo tecnológico)
  • 79. Engels ”On Authority” pergunta: é possível abolir de uma vez todo o autoritarismo após uma revolucão social? A tecnologia do sistema de máquinas interligadas por energia à vapor impõe uma autoridade: “A maquinaria automática de uma grande fábrica é muito mais despótica que os pequenos capitalistas que empregam trabalhadores jamais o foram.” Para ele, as raízes do autoritarismo inevitável estão profundamente implantadas no envolvimento humano com ciência e tecnologia. Formas intrinsecamente autoritárias?
  • 80. Engels extrai lições similares ao analisar as estadas de ferro e os navios (como Platão metaforicamente analisa a democracia). Engels descobre que, longe de ser uma idiossincrasia da organização social capitalista, relações de autoridade e subordinação acontecem “independentemente da organização social, [e] nos são impostas junto com as condições materiais sobre as quais produzimos e fazemos os produtos circular.” Mander (1978) escreve: “se você aceita usinas nucleares, você também aceita uma elite técnica-científica-industrial-militar. Sem essas pessoas no comando, você não poderia ter energia nuclear”. Formas intrinsecamente autoritárias?
  • 81. Nesse sentido a bomba atômica é um artefato inerentemente político. Ela impõe um tipo de arranjo social futuro potencialmente autoritário. Para além da bomba, pode-se ver no crescimento das estradas de ferro, através da análise de Chandler (1977), pela complexidade que trouxe consigo, pela escala de produção, uma forte demanda pela criação das primieras hierarquias administrativas dos negócios americanos. Outros exemplos como oleodutos, refinarias, etc impõem arranjos de poder e autoridade de padrão capitalista. Formas intrinsecamente autoritárias?
  • 82. Será que na medida em que uma sociedade adota sistemas técnicos de complexidade crescente como sua base material, as instituições e as formas de vida se tornariam cada vez mais autoritárias? Pergunta:
  • 83. Será que na medida em que uma sociedade adota sistemas técnicos de complexidade crescente como sua base material, as instituições e as formas de vida se tornariam cada vez mais autoritárias? Marx discorda – para ele a crescente mecanização tornará obsoleta a divisão hierárquica do trabalho e as relações de subordinação que, em sua opinião, foram necessárias durante os primeiros estágios da manufatura moderna. Pode ser que outros arranjos concebíveis de poder e autoridade, por exemplo, aqueles do trabalhador autogerido, democrático, e descentralizado, se mostrem capazes de administrar fábricas, refinarias, sistemas de comunicação, e estradas de ferro, tão bem ou melhor do que as organizações descritas por Chandler (ex: Suécia, Iugoslávia, Brasil) Pergunta:
  • 84. Certa evidência disponível tende a mostrar que muitos sistemas tecnológicos grandes e sofisticados são de fato altamente compatíveis com o controle gerencial hierárquico e centralizado. A questão crucial é se esse padrão é, em algum sentido, um requerimento dos sistemas ou não? Para responder essas questões teremos que examinar em algum detalhe os argumentos morais de necessidade prática e pesá-los contra os argumentos morais de outros tipos, por exemplo, a noção de que é bom para um marinheiro participar do comando do navio, ou de que trabalhadores tem o direito de se envolver nas tomadas e administrações de decisões de uma fábrica. Outra Pergunta:
  • 85. Qualquer alegação que alguém queira fazer em nome da liberdade, justiça ou igualdade pode ser imediatamente neutralizada quando confrontada com argumentos sobre o efeito: “tudo bem, mas não há outra maneira de fazer uma estrada de ferro funcionar” (ou uma siderúrgica, ou uma companhia de aviação aérea, ou um sistema de comunicação). Em muitos casos, dizer que algumas tecnologias são inerentemente políticas é dizer que certas razões de necessidade prática, amplamente aceitas tendem a eclipsar outros tipos de raciocínio moral e político. Exemplos: - Democracia acaba nos portões da fábrica (cultura EUA); - Debates sobre o risco da energia nuclear. Prática vs. Política
  • 86. Deteminismo tecnológico ou determinismo social? Depende dos artefatos: - Alguns são mais flexíveis, dependem das escolhas, dos usos; - Outros são amis rígidos, ligadas a padrões de poder e autoridade; O autor argumenta na direção de uma posiào de ”ambos”, porque ambos os tipos de entendimento são aplicáveis em circunstâncias diferentes. Pode acontecer que dentro de um complexo tecnológico particular – um sistema de comunicação ou de transporte, por exemplo – alguns aspectos possam ser flexíveis em suas possibilidades para a sociedade, enquanto outros aspectos possam ser (para o bem ou para o mal) completamente intratáveis. Conclusões
  • 87. Assim, alguns proponentes da energia a partir de recursos renováveis agora acreditam que finalmente descobriram um conjunto de tecnologias intrinsecamente democráticas, igualitárias e comunitárias. Na minha melhor estimativa, no entanto, as conseqüências sociais de construir sistemas de energia renovável certamente dependerão das específicas configurações tanto de hardware como das instituições sociais criadas para nos trazer esta energia. Em comparação, os defensores de mais desenvolvimentos da energia nuclear parecem acreditar que estão trabalhando com uma tecnologia bastante flexível cujos adversos efeitos sociais podem ser resolvidos alterando-se os parâmetros de projeto dos reatores e dos sistemas de disposição do lixo atômico. Mas, uma vez que a sociedade se adapte aos aspectos mais perigosos e aparentemente indeléveis da energia nuclear, qual será o preço de longo prazo na liberdade humana? Conclusões (sobriedade/pragmatismo)
  • 88. WINNER, Langdon. La ballena y e el reactor: una búsqueda de los limites en la era de la alta tecnología. Barcelona: Gedisa Editorial, 2008. (Cap. 2 Tienem política los artefactos?). Texto traduzido no blog: http://ctsufabc.wordpress.com MARX, K. O Capital. Livro 1: O Processo de produção do Capital, Volume 1, Parte 1ª. Mercadoria e Dinheiro, Capítulo I. Referências

Notas do Editor

  1. 61
  2. 62
  3. 63
  4. 64
  5. 65
  6. 66
  7. 67
  8. 68
  9. 69
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  14. 74
  15. 75
  16. 76
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  19. 79
  20. 80
  21. 81
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  28. 88