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Crise econômica e desigualdade salarial na
Região Metropolitana de Porto Alegre
Raul Luís Assumpção Bastos
Núcleo de Análise Socioeconômica e Estatística/CPED-RMPA/FEE
Introdução
 Durante a crise econômica, ocorreu acentuada deterioração
do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto
Alegre (RMPA).
 De acordo com os dados da Pesquisa de Emprego e
Desemprego na RMPA (PED-RMPA), a taxa de
desemprego total elevou-se de 5,9% em 2014 para 8,7%
em 2015 e para 10,7% em 2016.
 Na comparação de 2014 com 2016, o contingente de
desempregados na Região teve um acréscimo de 89 mil pessoas,
passando de 113 mil para 202 mil desempregados.
 Quanto aos rendimentos do trabalho, os salários reais tiveram um
comportamento bastante adverso na conjuntura de crise
econômica.
 O salário médio real, que havia tido uma leve variação negativa
em 2014, evidenciou uma queda abrupta de 8,2% em 2015 e de
7,3% em 2016, situando-se no menor patamar da série histórica
da Pesquisa, cuja primeira média anual é a de 1993.
Salário médio real na Região Metropolitana de
Porto Alegre – 1993-2016
FONTE: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
2.057
1.923
2.239
1.905
1.850
1.900
1.950
2.000
2.050
2.100
2.150
2.200
2.250
2.300
1993 1996 2003 2014 2016
(Reais)
D 2013/2003
17,1%
D 2016/2014
- 14,9%
Questão
 A questão que este texto propõe é se a
enorme redução do salário médio real em
2015 e 2016 implicou, também, em aumento
da desigualdade da estrutura salarial na
Região Metropolitana de Porto Alegre.
Aspectos empíricos relevantes
 Trabalho assalariado: agregação dos empregados no
setor privado, no setor público e empregados
domésticos mensalistas.
 A partir deste trecho da apresentação utilizam-se como
unidade de análise os salários-hora reais, os quais são
considerados mais apropriados do que os salários
reais para a medição da desigualdade.
Coeficiente de Gini dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
0,4034
0,3912 0,3940
0,3847
0,3730
0,3418
0,3200
0,3400
0,3600
0,3800
0,4000
0,4200
2011 2012 2013 2014 2015 2016
Gini
Taxa de variação do Coeficiente de Gini dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2010-2016
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
-6,6
-1,7
-11,2-12,0
-10,0
-8,0
-6,0
-4,0
-2,0
0,0
2012/2010 2014/2012 2016/2014
(%)
 Caberia, brevemente, investigar o que houve com a
estrutura salarial da RMPA na crise econômica, para
procurar encontrar as causas da queda na sua
desigualdade.
 Tendo como referência esse propósito, a estrutura salarial
da região foi seccionada em pontos com igual espaçamento
de 5,0%, os quais serão denominados de vintis.
 Ao se observar o comportamento dos vintis dos
salários-hora reais, será possível conhecer a evolução das
diferentes partes da estrutura salarial na crise econômica.
Taxa de variação dos vintis dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2016/2014
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
-2,8
-12,5
-26,3-28,0
-24,0
-20,0
-16,0
-12,0
-8,0
-4,0
0,0
1° 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 11° 12° 13° 14° 15° 16° 17° 18° 19°
(%)
Vintis selecionados dos salários-hora reais na Região
Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016
1° vintil dos salários-hora reais 19° vintil dos salários-hora reais
0,00
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
14,00
2011 2012 2013 2014 2015 2016
(Reais)
24,00
26,00
28,00
30,00
32,00
34,00
36,00
38,00
2011 2012 2013 2014 2015 2016
(Reais)
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
Razão 19 vintil/1 vintil dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
7,98
7,34 7,34
6,92
6,43
5,25
4,00
6,00
8,00
10,00
2011 2012 2013 2014 2015 2016
Razão
19° vintil/1° vintil
 É importante assinalar que a pequena redução do 1° vintil
dos salários-hora reais na RMPA durante a crise econômica
se deve, possivelmente, ao fato de este estar em torno do
salário-hora mínimo real.
 Ou seja, é provável que a existência dessa forma de
regulação institucional dos salários no País tenha limitado
perdas de maior magnitude na base da estrutura salarial na
conjuntura da crise econômica, de 2015 e 2016.
1° vintil dos salários-hora reais e salário-hora mínimo real na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016
Discriminação 2011 2012 2013 2014 2015 2016
1° vintil dos salários-hora reais (A) 4,48 4,69 4,93 4,99 4,91 4,85
Salário-hora mínimo real (B) 4,48 4,82 4,85 4,82 4,74 4,77
(A)/(B) (%) 100,0 97,3 101,6 103,5 103,5 101,8
(Reais)
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
• Como foi visto no início da
apresentação, ocorreu um
processo de recuperação e
elevação dos salários médios
reais, na RMPA, de 2004 a
2013.
• Na comparação de 2013 com
2003, o salário-hora médio real
teve um acréscimo de 19,3%.
Salário-hora médio real na Região
Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013
10,74
12,81
7,00
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
2003 2008 2013
(Reais)
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
D 2013/2003
19,3%
Coeficiente de Gini dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
0,4590
0,4317
0,3940
0,3800
0,4000
0,4200
0,4400
0,4600
0,4800
2003 2008 2013
Gini
Taxa de variação dos vintis dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2013/2003
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
66,6
31,0
6,1
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
1° 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 11° 12° 13° 14° 15° 16° 17° 18° 19°
(%)
Vintis selecionados dos salários-hora reais na
Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013
1° vintil dos salários-hora reais 19° vintil dos salários-hora reais
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
2,96
4,93
0,00
1,00
2,00
3,00
4,00
5,00
6,00
2003 2008 2013
(Reais)
34,13
36,20
31,00
32,00
33,00
34,00
35,00
36,00
37,00
2003 2008 2013
(Reais)
D 2013/2003
66,6%
D 2013/2003
6,1%
1° vintil dos salários-hora reais como proporção do salário-hora mínimo
real, na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
102,4 104,3 102,5
97,0 97,4 95,9 95,5 98,0 100,0
97,3
101,6
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
110,0
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
(%)
1° vintil dos salários-hora reais e salário-hora mínimo real,
na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013
FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT.
NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
0,00
1,00
2,00
3,00
4,00
5,00
6,00
2003 2008 2013
(Reais)
1° vintil SM
1° vintil
D 2013/2003
66,6%
Salário mínimo
D 2013/2003
67,8%
Considerações finais
 Houve inequívoca redução da desigualdade salarial na
Região Metropolitana de Porto Alegre durante a crise
econômica, em 2015 e 2016.
 Todavia, essa redução da desigualdade salarial deve
ser considerada não-virtuosa, uma vez que ocorreram
perdas em todas as partes da estrutura salarial, ainda
que de muito menor magnitude na sua base em
comparação ao seu topo.
NASEE/CPED-RMPA/FEE
Apresentador:
Raul Luís A. Bastos (Economista/FEE)
bastos@fee.tche.br
Fundação de Economia e Estatística
Siegfried Emanuel Heuser
Rua Duque de Caxias, 1691
Centro Histórico, Porto Alegre
CEP: 90010-283
(51) 3216.9000

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Crise econômica e desigualdade salarial na Região Metropolitana de Porto Alegre

  • 1. Crise econômica e desigualdade salarial na Região Metropolitana de Porto Alegre Raul Luís Assumpção Bastos Núcleo de Análise Socioeconômica e Estatística/CPED-RMPA/FEE
  • 2. Introdução  Durante a crise econômica, ocorreu acentuada deterioração do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA).  De acordo com os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMPA (PED-RMPA), a taxa de desemprego total elevou-se de 5,9% em 2014 para 8,7% em 2015 e para 10,7% em 2016.
  • 3.  Na comparação de 2014 com 2016, o contingente de desempregados na Região teve um acréscimo de 89 mil pessoas, passando de 113 mil para 202 mil desempregados.  Quanto aos rendimentos do trabalho, os salários reais tiveram um comportamento bastante adverso na conjuntura de crise econômica.  O salário médio real, que havia tido uma leve variação negativa em 2014, evidenciou uma queda abrupta de 8,2% em 2015 e de 7,3% em 2016, situando-se no menor patamar da série histórica da Pesquisa, cuja primeira média anual é a de 1993.
  • 4. Salário médio real na Região Metropolitana de Porto Alegre – 1993-2016 FONTE: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016. 2.057 1.923 2.239 1.905 1.850 1.900 1.950 2.000 2.050 2.100 2.150 2.200 2.250 2.300 1993 1996 2003 2014 2016 (Reais) D 2013/2003 17,1% D 2016/2014 - 14,9%
  • 5. Questão  A questão que este texto propõe é se a enorme redução do salário médio real em 2015 e 2016 implicou, também, em aumento da desigualdade da estrutura salarial na Região Metropolitana de Porto Alegre.
  • 6. Aspectos empíricos relevantes  Trabalho assalariado: agregação dos empregados no setor privado, no setor público e empregados domésticos mensalistas.  A partir deste trecho da apresentação utilizam-se como unidade de análise os salários-hora reais, os quais são considerados mais apropriados do que os salários reais para a medição da desigualdade.
  • 7. Coeficiente de Gini dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. 0,4034 0,3912 0,3940 0,3847 0,3730 0,3418 0,3200 0,3400 0,3600 0,3800 0,4000 0,4200 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Gini
  • 8. Taxa de variação do Coeficiente de Gini dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2010-2016 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. -6,6 -1,7 -11,2-12,0 -10,0 -8,0 -6,0 -4,0 -2,0 0,0 2012/2010 2014/2012 2016/2014 (%)
  • 9.  Caberia, brevemente, investigar o que houve com a estrutura salarial da RMPA na crise econômica, para procurar encontrar as causas da queda na sua desigualdade.  Tendo como referência esse propósito, a estrutura salarial da região foi seccionada em pontos com igual espaçamento de 5,0%, os quais serão denominados de vintis.  Ao se observar o comportamento dos vintis dos salários-hora reais, será possível conhecer a evolução das diferentes partes da estrutura salarial na crise econômica.
  • 10. Taxa de variação dos vintis dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2016/2014 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. -2,8 -12,5 -26,3-28,0 -24,0 -20,0 -16,0 -12,0 -8,0 -4,0 0,0 1° 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 11° 12° 13° 14° 15° 16° 17° 18° 19° (%)
  • 11. Vintis selecionados dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016 1° vintil dos salários-hora reais 19° vintil dos salários-hora reais 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 2011 2012 2013 2014 2015 2016 (Reais) 24,00 26,00 28,00 30,00 32,00 34,00 36,00 38,00 2011 2012 2013 2014 2015 2016 (Reais) FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
  • 12. Razão 19 vintil/1 vintil dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. 7,98 7,34 7,34 6,92 6,43 5,25 4,00 6,00 8,00 10,00 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Razão 19° vintil/1° vintil
  • 13.  É importante assinalar que a pequena redução do 1° vintil dos salários-hora reais na RMPA durante a crise econômica se deve, possivelmente, ao fato de este estar em torno do salário-hora mínimo real.  Ou seja, é provável que a existência dessa forma de regulação institucional dos salários no País tenha limitado perdas de maior magnitude na base da estrutura salarial na conjuntura da crise econômica, de 2015 e 2016.
  • 14. 1° vintil dos salários-hora reais e salário-hora mínimo real na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2011-2016 Discriminação 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1° vintil dos salários-hora reais (A) 4,48 4,69 4,93 4,99 4,91 4,85 Salário-hora mínimo real (B) 4,48 4,82 4,85 4,82 4,74 4,77 (A)/(B) (%) 100,0 97,3 101,6 103,5 103,5 101,8 (Reais) FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016.
  • 15. • Como foi visto no início da apresentação, ocorreu um processo de recuperação e elevação dos salários médios reais, na RMPA, de 2004 a 2013. • Na comparação de 2013 com 2003, o salário-hora médio real teve um acréscimo de 19,3%. Salário-hora médio real na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013 10,74 12,81 7,00 8,00 9,00 10,00 11,00 12,00 13,00 2003 2008 2013 (Reais) FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016. D 2013/2003 19,3%
  • 16. Coeficiente de Gini dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. 0,4590 0,4317 0,3940 0,3800 0,4000 0,4200 0,4400 0,4600 0,4800 2003 2008 2013 Gini
  • 17. Taxa de variação dos vintis dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2013/2003 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. 66,6 31,0 6,1 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 1° 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 11° 12° 13° 14° 15° 16° 17° 18° 19° (%)
  • 18. Vintis selecionados dos salários-hora reais na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013 1° vintil dos salários-hora reais 19° vintil dos salários-hora reais FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016. 2,96 4,93 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 2003 2008 2013 (Reais) 34,13 36,20 31,00 32,00 33,00 34,00 35,00 36,00 37,00 2003 2008 2013 (Reais) D 2013/2003 66,6% D 2013/2003 6,1%
  • 19. 1° vintil dos salários-hora reais como proporção do salário-hora mínimo real, na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. 102,4 104,3 102,5 97,0 97,4 95,9 95,5 98,0 100,0 97,3 101,6 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 110,0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 (%)
  • 20. 1° vintil dos salários-hora reais e salário-hora mínimo real, na Região Metropolitana de Porto Alegre – 2003-2013 FONTE DE DADOS BRUTOS: PED-RMPA – Convênio FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTb/FAT. NOTA: Deflator IPC-IEPE; salários em reais de nov./2016. 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 2003 2008 2013 (Reais) 1° vintil SM 1° vintil D 2013/2003 66,6% Salário mínimo D 2013/2003 67,8%
  • 21. Considerações finais  Houve inequívoca redução da desigualdade salarial na Região Metropolitana de Porto Alegre durante a crise econômica, em 2015 e 2016.  Todavia, essa redução da desigualdade salarial deve ser considerada não-virtuosa, uma vez que ocorreram perdas em todas as partes da estrutura salarial, ainda que de muito menor magnitude na sua base em comparação ao seu topo.
  • 22. NASEE/CPED-RMPA/FEE Apresentador: Raul Luís A. Bastos (Economista/FEE) bastos@fee.tche.br Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser Rua Duque de Caxias, 1691 Centro Histórico, Porto Alegre CEP: 90010-283 (51) 3216.9000