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Olá,
Muitos colegas me contataram sobre o meu post abaixo no Linkedin e me
pediram que eu o detalhasse e outros me disseram que eu o tinha escrito
num momento de grande insatisfação.
“Congratulations to the German team. In the business continuity perspective the Brazilian team
failed in all foundations: we overlooked our risks; then we underestimated the impacts; as
consequence we had poor strategies; we did not plan enough and finally we did not test
enough. The team who started playing against Germany only trained together for 10 minutes
before such this important match. Bottom line: a shaming defeat.”
Antes de começar o meu detalhamento preciso esclarecer que não sou um grande aficionado
por futebol, gosto de assistir um ou outro jogo, faço as minhas gozações quando meu time
ganha, ouço as gozações quando meu time perde, mas não sei a diferença de jogar com 2 ou 3
volantes, por exemplo.
Vamos lá então …
Para facilitar o acompanhamento deste detalhamento tenha em mãos a norma ABNT NBR ISO
22301 – Segurança da sociedade – Sistema de gestão de continuidade de negócios – Requisitos
e faça você mesmo a sua avaliação.
Vamos começar com o capítulo 4 uma vez que os 3 primeiros capítulos são, somente,
referências normativas que não vou utilizar.
O capítulo 4 – Contexto da organização tem quatro itens sendo que um deles é muito
importante nesta análise o 4.2 – Entendendo as necessidades e expectativas das partes
interessadas.
Vamos assumir, para os propósitos deste artigo, que a comissão técnica da nossa seleção
tenha feito, adequadamente, os outros itens, mas e o item 4.2 a comissão técnica será que fez
direito? Era clara para a comissão técnica, dirigentes e jogadores a expectativa do povo
brasileiro em ver a sua seleção campeã mundial no Brasil? Ou era mais importante a
participação individual em propagandas e eventos publicitários? Eram claras as expectativas
do povo brasileiro em ver sua seleção psicologicamente equilibrada, lutando em campo, dando
“sangue”, vendendo caro uma eventual derrota? Não foi o que vimos no jogo contra o Chile.
Eram claras as expectativas dos patrocinadores que agora estão tendo que trabalhar
arduamente para reverter a imagem negativa causada pela massacrante derrota de 7 x 1, ou
10 gols em 2 jogos?
O capítulo 5 é sobre Liderança. Vou me limitar somente ao item 5.1 – Liderança e
comprometimento: “Os membros da Alta Direção e demais gestores com papéis relevantes
dentro da organização devem demonstrar liderança em relação ao SGCN. Vimos este
comprometimento? Vários veículos de imprensa notificaram o isolamento do nosso técnico
com a cúpula da comissão técnica e da CBF após as partidas das oitavas de final. No último
jogo contra a Holanda jogadores se reuniram na beira do campo para discutir o que fazer
enquanto o nosso treinador assistia a tudo passivamente. Talvez porque naquele momento a
vaca, neste caso holandesa, já tinha ido todinha para o brejo. E porque reuniões com
somente 6 jornalistas “amigos”? Sabemos que não é assim que lideranças se fortalecem, pelo
contrário demonstram claros sinais de fragilidade.
O capítulo 6 é sobre Planejamento. Novamente vou me limitar somente a um item, o 6.1 –
Ações para direcionar riscos e oportunidades. Vou começar pelas oportunidades. Era única,
ser hexacampeão mundial em seu próprio país, ficar com o seu nome na história do futebol
mundial e apagando de vez a sombra do Maracanazo de 1950. Bom e os riscos quais eram?
Que outras 31 seleções também queriam parte desta glória, que poderíamos ter jogadores
machucados, jogadores suspensos, nossos atletas poderiam não estar nos seus melhores dias,
ou uma combinação de tudo isto, que é o que normalmente acontece. Desastres nunca
ocorrem devido a uma única causa.
Enquanto a seleção da Alemanha alterava seus 11 jogadores titulares para cada jogo diferente
nós tínhamos esquemas táticos (planejamento) diferentes para cada jogo? Tínhamos
esquemas táticos diferentes se não pudéssemos contar com o jogador A, B ou C? Pelo que
compilei dos nossos ilustres comentaristas esportivos nosso esquema era a enorme
dependência de um recurso vital – Neymar, conhecido por todas as seleções rivais, portanto
facilmente anulado pelos esquemas táticos (planejamento) dos nossos adversários.
O capítulo 7 é sobre Suporte. Desta vez utilizarei dois itens:
7.1 – Recursos. Não há nenhuma dúvida que não faltou recurso financeiro, recurso
normalmente escasso nos nossos projetos de Continuidade de Negócios. Será que
selecionamos os nossos 23 melhores recursos humanos? Qual foi o critério de escolha
utilizado? Porque o nosso treinador confidenciou aos seus 6 melhores amigos
jornalistas que se pudesse teria trocado um dos 23 jogadores às vésperas do massacre
com a Alemanha?
7.2 – Competência. O sub item b) diz: garantir que essas pessoas sejam competentes
com relação a educação apropriada, treinamento e experiência. O que explica a
choradeira no jogo com o Chile? O que explica o apagão no jogo com a Alemanha?
Onde estava o apoio psicológico contínuo, que muitas outras seleções tinham nas suas
comissões técnicas e que na nossa só foi utilizada para apagar incêndio?
Claramente, ou os recursos ou as competências, ou pior ambas, não eram as mais
adequadas.
O capítulo 8 é Operação: 8.1 Planejamento e controle operacional; 8.2 Análise de Impacto nos
negócios e processo de avaliação de riscos; 8.3 Estratégia de continuidade de negócios; 8.4
Estabelecendo e implementando os procedimentos de continuidade de negócios; 8.5
Exercitando e testando. Basicamente o meu post inicial no Linkedin limitava-se, somente, ao
capítulo 8, onde eu escrevi:
 Subestimamos os nossos riscos- não poder contar com recursos vitais ou talvez por
acharmos que a copa já estivesse “comprada”;
 Consequentemente os nossos impactos resultantes dos riscos subestimados acima;
 Se as avaliações de riscos e de impactos foram superficiais, consequentemente as
estratégias utilizadas foram frágeis – vide esquemas táticos dos nossos jogos;
 E finalmente, exercitamos e testamos muito pouco. Fomos uma das seleções que
mais folgas tivemos. E para o jogo contra a Alemanha o suposto time que entraria
jogando treinou junto somente 10 minutos.
O resultado não poderia ser diferente, uma derrota vergonhosa!
O capítulo 9 é sobre Avaliação de desempenho e o capítulo 10 é sobre Melhoria. Tivemos a
oportunidade de corrigir alguns dos erros ainda na primeira fase da copa, mas,
aparentemente, nada de melhoria ou corretivo foi feito.
NUNCA SUBESTIME A CAPACIDADE DESTRUTIVA DE UM DESASTRE. SEMPRE PODE SER PIOR
QUE A PIOR DAS PREVISÕES.
Sidney R. Modenesi, MBCI
ISO 22301 BSI Technical Expert
br.linkedin.com/in/sidneymodenesimbci/

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A Copa do Mundo e a GCN

  • 1. Olá, Muitos colegas me contataram sobre o meu post abaixo no Linkedin e me pediram que eu o detalhasse e outros me disseram que eu o tinha escrito num momento de grande insatisfação. “Congratulations to the German team. In the business continuity perspective the Brazilian team failed in all foundations: we overlooked our risks; then we underestimated the impacts; as consequence we had poor strategies; we did not plan enough and finally we did not test enough. The team who started playing against Germany only trained together for 10 minutes before such this important match. Bottom line: a shaming defeat.” Antes de começar o meu detalhamento preciso esclarecer que não sou um grande aficionado por futebol, gosto de assistir um ou outro jogo, faço as minhas gozações quando meu time ganha, ouço as gozações quando meu time perde, mas não sei a diferença de jogar com 2 ou 3 volantes, por exemplo. Vamos lá então … Para facilitar o acompanhamento deste detalhamento tenha em mãos a norma ABNT NBR ISO 22301 – Segurança da sociedade – Sistema de gestão de continuidade de negócios – Requisitos e faça você mesmo a sua avaliação. Vamos começar com o capítulo 4 uma vez que os 3 primeiros capítulos são, somente, referências normativas que não vou utilizar. O capítulo 4 – Contexto da organização tem quatro itens sendo que um deles é muito importante nesta análise o 4.2 – Entendendo as necessidades e expectativas das partes interessadas. Vamos assumir, para os propósitos deste artigo, que a comissão técnica da nossa seleção tenha feito, adequadamente, os outros itens, mas e o item 4.2 a comissão técnica será que fez direito? Era clara para a comissão técnica, dirigentes e jogadores a expectativa do povo brasileiro em ver a sua seleção campeã mundial no Brasil? Ou era mais importante a participação individual em propagandas e eventos publicitários? Eram claras as expectativas do povo brasileiro em ver sua seleção psicologicamente equilibrada, lutando em campo, dando “sangue”, vendendo caro uma eventual derrota? Não foi o que vimos no jogo contra o Chile. Eram claras as expectativas dos patrocinadores que agora estão tendo que trabalhar arduamente para reverter a imagem negativa causada pela massacrante derrota de 7 x 1, ou 10 gols em 2 jogos? O capítulo 5 é sobre Liderança. Vou me limitar somente ao item 5.1 – Liderança e comprometimento: “Os membros da Alta Direção e demais gestores com papéis relevantes dentro da organização devem demonstrar liderança em relação ao SGCN. Vimos este comprometimento? Vários veículos de imprensa notificaram o isolamento do nosso técnico com a cúpula da comissão técnica e da CBF após as partidas das oitavas de final. No último jogo contra a Holanda jogadores se reuniram na beira do campo para discutir o que fazer enquanto o nosso treinador assistia a tudo passivamente. Talvez porque naquele momento a
  • 2. vaca, neste caso holandesa, já tinha ido todinha para o brejo. E porque reuniões com somente 6 jornalistas “amigos”? Sabemos que não é assim que lideranças se fortalecem, pelo contrário demonstram claros sinais de fragilidade. O capítulo 6 é sobre Planejamento. Novamente vou me limitar somente a um item, o 6.1 – Ações para direcionar riscos e oportunidades. Vou começar pelas oportunidades. Era única, ser hexacampeão mundial em seu próprio país, ficar com o seu nome na história do futebol mundial e apagando de vez a sombra do Maracanazo de 1950. Bom e os riscos quais eram? Que outras 31 seleções também queriam parte desta glória, que poderíamos ter jogadores machucados, jogadores suspensos, nossos atletas poderiam não estar nos seus melhores dias, ou uma combinação de tudo isto, que é o que normalmente acontece. Desastres nunca ocorrem devido a uma única causa. Enquanto a seleção da Alemanha alterava seus 11 jogadores titulares para cada jogo diferente nós tínhamos esquemas táticos (planejamento) diferentes para cada jogo? Tínhamos esquemas táticos diferentes se não pudéssemos contar com o jogador A, B ou C? Pelo que compilei dos nossos ilustres comentaristas esportivos nosso esquema era a enorme dependência de um recurso vital – Neymar, conhecido por todas as seleções rivais, portanto facilmente anulado pelos esquemas táticos (planejamento) dos nossos adversários. O capítulo 7 é sobre Suporte. Desta vez utilizarei dois itens: 7.1 – Recursos. Não há nenhuma dúvida que não faltou recurso financeiro, recurso normalmente escasso nos nossos projetos de Continuidade de Negócios. Será que selecionamos os nossos 23 melhores recursos humanos? Qual foi o critério de escolha utilizado? Porque o nosso treinador confidenciou aos seus 6 melhores amigos jornalistas que se pudesse teria trocado um dos 23 jogadores às vésperas do massacre com a Alemanha? 7.2 – Competência. O sub item b) diz: garantir que essas pessoas sejam competentes com relação a educação apropriada, treinamento e experiência. O que explica a choradeira no jogo com o Chile? O que explica o apagão no jogo com a Alemanha? Onde estava o apoio psicológico contínuo, que muitas outras seleções tinham nas suas comissões técnicas e que na nossa só foi utilizada para apagar incêndio? Claramente, ou os recursos ou as competências, ou pior ambas, não eram as mais adequadas. O capítulo 8 é Operação: 8.1 Planejamento e controle operacional; 8.2 Análise de Impacto nos negócios e processo de avaliação de riscos; 8.3 Estratégia de continuidade de negócios; 8.4 Estabelecendo e implementando os procedimentos de continuidade de negócios; 8.5 Exercitando e testando. Basicamente o meu post inicial no Linkedin limitava-se, somente, ao capítulo 8, onde eu escrevi:  Subestimamos os nossos riscos- não poder contar com recursos vitais ou talvez por acharmos que a copa já estivesse “comprada”;  Consequentemente os nossos impactos resultantes dos riscos subestimados acima;
  • 3.  Se as avaliações de riscos e de impactos foram superficiais, consequentemente as estratégias utilizadas foram frágeis – vide esquemas táticos dos nossos jogos;  E finalmente, exercitamos e testamos muito pouco. Fomos uma das seleções que mais folgas tivemos. E para o jogo contra a Alemanha o suposto time que entraria jogando treinou junto somente 10 minutos. O resultado não poderia ser diferente, uma derrota vergonhosa! O capítulo 9 é sobre Avaliação de desempenho e o capítulo 10 é sobre Melhoria. Tivemos a oportunidade de corrigir alguns dos erros ainda na primeira fase da copa, mas, aparentemente, nada de melhoria ou corretivo foi feito. NUNCA SUBESTIME A CAPACIDADE DESTRUTIVA DE UM DESASTRE. SEMPRE PODE SER PIOR QUE A PIOR DAS PREVISÕES. Sidney R. Modenesi, MBCI ISO 22301 BSI Technical Expert br.linkedin.com/in/sidneymodenesimbci/