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ÍCONES DO
                                   RETRATO

Docente responsável: Lia Cavaco Lamarão
Várias foram as razões em que, ao longo da história, se
baseou a execução do retrato - alegorias religiosas ou
mitológicas, imagens de estatuto sócio - económico, crítica social
ou política, busca de identidade ou simples pesquisas formais.
Mesmo e principalmente nos dias de hoje, quando as formas de
que se reveste nem sempre o mostram, a representação do ser
humano continua a ser o conteúdo de muitas obras.
A AFIRMAÇÃO SOCIAL
   Sendo uma forma de conquistar a eternidade para o
retratado, ganhou importância na produção artística com a
ascensão da burguesia que adquiriu poder económico e se
tornou o grande mecenas da arte. O burguês procura, por um
lado afirmar a sua importância no contexto em que vive e, por
outro, conservá-la na posteridade. A tradição do retrato
começou na antiguidade, significando a busca do
conhecimento e do reconhecimento e esteve muito tempo
restringido a uma parcela da sociedade, com mais poder
económico, social e político.
   Ser retratado, era uma forma de manifestar uma
“mutabilidade social”, transformando-se num objecto quase
de auxílio para a auto-afirmação.
   Antes de surgir a fotografia, mandar pintar o retrato era
um privilégio da aristocracia, significando dinheiro e poder.
Agnolo Bronzino , “Retrato de Eleonora de Toledo e o seu filho, 1550"
   Óleo s/tela, 115x 96cm Galeria dos Uffizi , Florença, Itália
A fotografia, quando surgiu, constituiu um modo de

representação adequado às condições económicas e

ideológicas da época, ligada à afirmação social e à

necessidade de representação de si. Aparecem, dois

níveis de retrato além do fisionómico, o psicológico e o

social.
Também era um novo meio de registo, melhor
equipado para representar a realidade com exactidão e
para capturar disposições e momentos. O que o faz
tomar um lugar de destaque na produção imagética a
partir desta altura, acessível agora a todos.
A fotografia foi adoptada em primeiro lugar pelas
classes dominantes mas pouco a pouco foi-se
estendendo às classes menos abastadas, constituindo
assim um modo de figuração destas camadas sociais
que nela encontram um modo de auto-representação
novo.
                    Medeiros Margarida, “ Fotografia e Narcisismo”Ed,Assim& Alvim, p.55
O Retrato sempre foi um processo de construção de
identidades, e torna-se o principal tema das primeiras
fotografias, incidindo de vários modos no imaginário
social. Segundo John Tagg, 1988:37 «O retrato é, antes de
mais, um signo cujo propósito é simultaneamente a
descrição de um indivíduo e a sua inscrição numa
identidade social»
Para Gisèlle Freund, o retrato «imediato» é um excelente
suporte para a afirmação social.

                                   Etiene Samain, “O Fotográfico” 2ª Edição, Ed.Hucitec ,p.266
                         Medeiros Margarida, “Fotografia e Narcisismo” Ed. Assim & Alvim, p.52
As pessoas tinham a necessidade de serem
retratadas, procurando exibir um estatuto acima do
seu. Estava-se num período de ostentação. O
retrato tipifica-se, programado de antemão,
procurando caracterizar-se tipos sociais. Conta mais
o impacto que provoca, do que a expressão facial.
Disdéri, retratista da época, vê-se obrigado a
acrescentar símbolos que reflectiam prestígio e
poder, e associando o retratado à sua profissão.
Não se procurava a verdade da fotografia mas sim
a promoção social.
É de referir que, as condições fotográficas, no
início, assemelhavam-se um pouco às da pintura, o
sujeito ficava em pose durante muito mais tempo,
realçavam-se-lhe os atributos, os acessórios, os
sinais da sua função e do seu poder.
Nenhuma outra arte podia competir com a fotografia
na representação fiel do rosto e do aspecto do homem,
na representação da verosimilhança. A imitação mais
perfeita possível do homem tornou-se um objectivo,
uma qualidade estética necessária e, no início da
fotografia, apenas alguns retratos, de Cameron ou
Nadar, enveredam por uma pesquisa artística, mais de
conteúdo e os temas passam a ser os homens ilustres
da altura.
    Nadar, fotografou todas as personalidades da época,
mas as suas fotografias, pela pose que o corpo
apresenta, apenas no rosto denotam algo que
“acontece”.
    Foi o criador da fotografia psicológica, tendo o seu
maior destaque sido, com os retratos da actriz Sarah
Bernhardt, fotografando-a inúmeras vezes em diversos
estados de alma. Fotografou porém outros ilustres.
Nadar, Alexandre Dumas   Nadar, Edouard Manet   Nadar, Giacomo Rossini   Nadar, Jules Verne
Cameron, "I wait"




Nadar - Sarah Bernhardt – 1862



                                 Nadar, Sarah Bernhardt




                                                                                         Cameron, Beatrice Cenci, May 1868




                                                          Cameron, Julia Jackson, 1866
A partir de então o retrato vira-se para o conteúdo e
para a evolução da técnica. Com Paul Strand, o homem
do povo, a gente humilde, tornou-se protagonista do
retrato, numa procura de realismo, de verdade, que já
em Stieglitz e em Steichen, tivera os seus primeiros
autores. Com Strand, dá-se uma reviravolta no
conteúdo. Não se limita a substituir as pessoas de
Nadar, mas também muda a sua atitude perante elas.
O seu interesse não é pelo indivíduo em si, mas o
homem como tipo representativo de uma determinada
classe.
Paul Strand, “Blind Woman, 1916”   Paul Strand, “Man in a Derby, 1917”
Outros fotógrafos porém, foram-lhe atribuindo também
um conteúdo para além do retrato fisionómico
verosimilhante e introduzem-lhe um factor de critica
social, aos costumes, à politica, às crenças culturais,
enfim.
 August Sander, um pouco à semelhança de Strand,
com retratos dominados por uma rigorosa pesquisa
tipológica, inventaria uma população quase anónima,
representando diferentes categorias de indivíduos,
diferentes meios profissionais, sociais, étnicos,
contribuindo de uma forma importante para o estudo da
sociedade alemã. O seu modo de mostrar homens para
fazer deles arquétipos universais, pode reencontrar-se
noutros fotógrafos, como Irving Penn.
August Sander,” Jovens
agricultores em fato de
Domingo, 1913
Jungbauern”



                                                  August Sander, “Notar, Köln
                                                  “1924

                          August Sander, Notar,
                          Köln 1924
August Sander, Pastry Cook, 1928   August Sander, Painter, Anton Raderscheidt   August Sander,” Varnisher, Cologne 1932
Irving Penn, Pablo Picasso, 1957   Irving Penn, Marlene Dietrich,
                                   1950
Diane Arbus tinha um olho incomparável para o estranho, o
feio, e tudo o que fugisse ao normal. Uma figura de culto da
nova vaga sócio critica da fotografia documental do séc. XX,
desenvolveu uma linguagem visual bastante imediata para
retratar não só pessoas de esferas afastadas da aceitabilidade
social, mas também os cidadãos semelhantes a máscaras,
confortavelmente estabelecidos nas classes médias.




                     Diane Arbus, Jovem patriótico com
                     bandeira, 1967
Weegee, criou quadros contorcidos, com os
trejeitos das celebridades famosas e divertia-se
com as estrelas da noite de Nova Iorque.




                                        Weegee, Samy`s in the Bowery, 1944
       Weegee, Nikita Krushchev, 1959
Ao mesmo tempo, o retrato passa a ser um meio de
publicidade para carreiras artísticas, diplomáticas e
políticas, desempenhando um papel decisivo no
nascimento das “vedetas”.
Mas, foi a simplificação técnica do acto fotográfico,
aliada a todos os progressos tecnológicos, que permitiu
ao fotógrafo trabalhar e criar com maior
espontaneidade, a nível plástico e a nível significante, o
que centrou a fotografia no conteúdo da imagem. O
fotógrafo pôde operar com mais liberdade acerca do
sujeito e da sua representação.
Passa a poder trabalhar no ambiente do retratado, sem
o “perturbar”. O significado da fotografia perder-se-ia,
se “aquele momento” não fosse o capturado.
Cartier Bresson inventa estilos e princípios individuais.
O seu interesse principal consistia em observar pessoas
no seu dia-a-dia em circunstâncias de excepção,
querendo ser testemunha e não actor, fotografando na
periferia do acontecimento. Atingiu uma mestria imensa
neste género e provou que não se trata de a máquina
ver algo objectivamente, mas sim o olho do fotógrafo
que subjectivamente compreende o “momento decisivo”
e o capta. A sua influência é de importância fundamental
para outros.
Bresson, “Shangaï 1949”


                          Bresson, “Rue Mouffetard,
                          Paris” 1958
Avedon, mergulhou no mais profundo dos seus retratados, como se
quisesse praticar um retrato interior, não para revelar uma sociedade,
mas uma verdade humana, ir de encontro ao ser humano, sem procurar
fazer uma imagem bonita. No seu trabalho de retratos, capta facetas
inesperadas nas pessoas - desde a mundialmente famosa à mais
desconhecida. Pratica um retrato de carácter, em oposição a um retrato
social, renunciando a todo um efeito de encenação ou de estética,
procurando ser fotograficamente o mais neutro possível. O branco de
fundo sobre o qual se recorta o sujeito retratado é total, de tal forma que
se confunde com o branco do papel. A definição da imagem é a máxima,
a ponto de se poderem observar pormenores, no rosto ou até no
vestuário. Apesar de mostrar uma obsessão pela objectividade da
fotografia, negando qualquer aspecto estético ou plástico, os seus
retratos são imediatamente reconhecíveis, precisamente por estes
aspectos, que revelam. Exerce uma enorme influência na fotografia de
moda.
Richard Avedon, Brigite Bardot, 1959
Richard Avedon, Ezra Pound, 1958
Newman, também revela intenções semelhantes, procurando ir de
encontro ao ser humano, sem procurar fazer uma imagem bonita,
porém joga com o aspecto decorativo do ambiente do sujeito.
Fotografa sempre os modelos no seu ambiente, que para ele os
caracteriza, tanto quanto o seu rosto. Prova disso são os retratos de
Mondrian ou de Calder, entre outros que realizou.




                                                      Newman Marilyn Monroe




                          Newman, Calder
Newman, Mondrian, 1942
Giselle Freund, faz o retrato de Miterrand em 1981 e
retratos de pequeno formato de Virgínia Woolf e outros
escritores da época.
    Graças a todos estes retratistas, temos hoje uma
colecção de rostos das personalidades mais marcantes
do nosso tempo.

    A alteração, no início do século XX, de aspectos
formais da representação, veio possibilitar várias leituras
e várias formas de expressão no retrato do ser humano,
que foi evoluindo e sofrendo transformações, fruto das
novas experiências de vida e das novas experiências
artísticas e tecnológicas.
Através do retrato, houve fotógrafos que demonstraram
que a arte que praticavam permitia ultrapassar uma
nova etapa na representação e portanto no
conhecimento do ser humano. A relação íntima entre
imagem e realidade, tão própria da fotografia, encorajou
acima de tudo os artistas a utilizarem-na também para
as suas visões imaginárias. Estavam ainda interessados
em explorar o meio e os limites em si.
     A fotografia torna-se um meio de ver o mundo de
novo. Os fotógrafos foram estimulados pelo seu
compromisso social e pela esperança de que as suas
imagens pudessem iniciar algum tipo de mudança.
O retrato, ora se inscrevia no contexto de uma
encomenda, ora respondia a uma iniciativa individual e
livre. Uns, enveredaram pela fotografia numa
perspectiva comercial, outros numa perspectiva mais
artística e pessoal. Mas mesmo os fotógrafos cujo
trabalho era encomendado, realizavam também retratos
com um cunho pessoal e sensibilidade, evidentes. Muitos
destes grandes fotógrafos passam a fazer fotografia de
moda.
As vedetas ou personalidades por eles retratadas, são
vítimas de uma personagem que é criada, pelo próprio
fotógrafo, pela indústria associada ou pela sociedade e
que, lhes oculta a maior parte das vezes, a sua
verdadeira identidade. Os actores de cinema, por
exemplo, são obrigados a fazer constantemente o
mesmo tipo de papéis ou, os papéis a que interessa
associá-los.




                        Philippe Halsman, Marilyn Monroe
G. Hoyningen-Huene, Lee Miller




                                 G. Hoyningen-Huene, Greta Garbo, 1951G
                                                                          Hoyningen-Huene, Marlene Dietrich
Yousuf Karsh, Fidel
Cecil Beaton Marilyn Monroe,
1956




                               Cecil Beaton, Princesa Natalie Paley, 1930




                                                                            Yousuf Karsh, Audrey Hepburn
Jean Dieuzaide, Dali na água, 1953




                                     Alfred Eisenstead, Marilyn Monroe,
                                                    1953




                                                                          Gertrude Stern, Nabokov
Mas muitas vezes, as fotografias das
personalidades que produzem maior impacto, são
feitas de um modo espontâneo, chegando o
fotógrafo a actuar sem o conhecimento dos
sujeitos retratados. Veja-se o exemplo dos
paparazzi.
As imagens da publicidade, com maior efeito
sedutor sobre o consumidor, passam a ser as
fotográficas, mais realistas. Alguns fotógrafos
célebres, dedicam-se a ela. Mas, se no início os
fotógrafos tinham liberdade de criação, como Man
Ray, alguns tornaram-se com o tempo meros
executores das ideias de outros.
Man Ray, Pablo Picasso, 1932-1933
Man Ray, Lee Miller, 1929




                            MaNnRay, Coco Chanel, 1935/36
Na segunda metade do século XX, o retrato torna-se
ostentoso, devido às necessidades dos jornais e das revistas,
cujas capas são frequentemente o retrato de uma
personalidade.
Yosuf Karsh, foi um dos que fez desfilar diante da sua
objectiva, todas as personalidades proeminentes do seu
tempo. O retrato que fez de Churchill, em 1941, assegurou a
sua fama.




                     Yosuf Karsh, WinstonChurchill
Philippe Halsman, foi um dos fotógrafos de
retrato mais original e inventivo. Concebeu um
método original e cheio de humor para “captar
a essência do ser humano”. Pedia aos seus
modelos para saltarem e disparava nesse
momento. O jumping, permitiu fotografias
espantosas. Publica uma famosa série de
fotografias de personalidades proeminentes
como Nixon ou Dali a dar saltos. Aplica também
a fotomontagem, combinando por exemplo a
cabeça de Mao Zedong com o rosto de Marylin
Monroe, dois arquétipos do século XX.
Halsman, Edward Steichen,
                                                 1959




Halsman, Colaboración entre Philippe Halsman y
Salvador Dalí
Salvador Dalí, surrealista




                                                   Halsman, Dali Atomicus, 1948
As principais orientações foram assim traçadas por
Strand, Bresson, Avedon, Man-Ray, ficando outros
por mencionar. Os fotógrafos que se lhes seguiram, o
que fizeram foi enriquecer e desenvolver o património
fotográfico do retrato, podendo verificar-se que este não
mudou muito, apesar da evolução das técnicas, uma vez
que, o essencial se mantém.




    Vejam-se os retratos de celebridades de Annie
        Leibovitz ou La Chapelle, por exemplo.
Annie Leibovitz Willie Nelson, Luck   Annie Leibovitz, Louise Bourgeois – Sculptor

Ranch, Spicewood, Texas, 2001  .                                                     Annie Leibovitz ,Queen Elizabeth II
Annie Leibovitz, Angelina Jolie




Annie Leibovitz, Angelina Jolie, 2005
Annie Leibovitz, the June issue of Vanity Fair hits
                                                                                   newstands on May 1st Photo: Vanity Fair




Annie Leibovitz, James Gandolfini as Tony Soprano and series creator David Chase
with “a friend” on the April Sopranos cover.
La Chapelle, Angelina Jolie
La Chapelle




              La Chapelle, David Beckam
Fim
Outros fotógrafos, outras
         personalidades:
Serge Moreno Cohen, Richard Avedon, 1994




                                           Serge Moreno Cohen, Jasper Johns, 1986
Mary Ellen Mark, Nicole Kidman



                                 Mert Alas & Marcus Piggot, Natalie Portman
BIBLIOGRAFIA:

LIVROS E SITES
 AMAR, Pierre-Jean, História da fotografia, edições 70, Lisboa
ARCARI, Antoni, A fotografia - as formas, os objectos, o homem, Edições 70,
   Lisboa
BAURET, Gabriel, A fotografia, edições 70, 2006 Lisboa

Etiene Samain, “O Fotográfico” 2ª Edição, Ed.Hucitec ,2005

Fotografia do século XX, museu Ludwig de Colónia, Taschen, 2001
Fotografia do século XX, museu Ludwig de Colónia, Taschen, 1998
KOETZE, Hans-Michael, Photo Icons, The story behind the pictures, Taschen

Medeiros Margarida, “ Fotografia e Narcisismo”Ed,Assim& Alvim, 2000
Acedido em 27 de Janeiro de 2009, em:

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  • 3. A AFIRMAÇÃO SOCIAL Sendo uma forma de conquistar a eternidade para o retratado, ganhou importância na produção artística com a ascensão da burguesia que adquiriu poder económico e se tornou o grande mecenas da arte. O burguês procura, por um lado afirmar a sua importância no contexto em que vive e, por outro, conservá-la na posteridade. A tradição do retrato começou na antiguidade, significando a busca do conhecimento e do reconhecimento e esteve muito tempo restringido a uma parcela da sociedade, com mais poder económico, social e político. Ser retratado, era uma forma de manifestar uma “mutabilidade social”, transformando-se num objecto quase de auxílio para a auto-afirmação. Antes de surgir a fotografia, mandar pintar o retrato era um privilégio da aristocracia, significando dinheiro e poder.
  • 4. Agnolo Bronzino , “Retrato de Eleonora de Toledo e o seu filho, 1550" Óleo s/tela, 115x 96cm Galeria dos Uffizi , Florença, Itália
  • 5. A fotografia, quando surgiu, constituiu um modo de representação adequado às condições económicas e ideológicas da época, ligada à afirmação social e à necessidade de representação de si. Aparecem, dois níveis de retrato além do fisionómico, o psicológico e o social.
  • 6. Também era um novo meio de registo, melhor equipado para representar a realidade com exactidão e para capturar disposições e momentos. O que o faz tomar um lugar de destaque na produção imagética a partir desta altura, acessível agora a todos. A fotografia foi adoptada em primeiro lugar pelas classes dominantes mas pouco a pouco foi-se estendendo às classes menos abastadas, constituindo assim um modo de figuração destas camadas sociais que nela encontram um modo de auto-representação novo. Medeiros Margarida, “ Fotografia e Narcisismo”Ed,Assim& Alvim, p.55
  • 7. O Retrato sempre foi um processo de construção de identidades, e torna-se o principal tema das primeiras fotografias, incidindo de vários modos no imaginário social. Segundo John Tagg, 1988:37 «O retrato é, antes de mais, um signo cujo propósito é simultaneamente a descrição de um indivíduo e a sua inscrição numa identidade social» Para Gisèlle Freund, o retrato «imediato» é um excelente suporte para a afirmação social. Etiene Samain, “O Fotográfico” 2ª Edição, Ed.Hucitec ,p.266 Medeiros Margarida, “Fotografia e Narcisismo” Ed. Assim & Alvim, p.52
  • 8. As pessoas tinham a necessidade de serem retratadas, procurando exibir um estatuto acima do seu. Estava-se num período de ostentação. O retrato tipifica-se, programado de antemão, procurando caracterizar-se tipos sociais. Conta mais o impacto que provoca, do que a expressão facial. Disdéri, retratista da época, vê-se obrigado a acrescentar símbolos que reflectiam prestígio e poder, e associando o retratado à sua profissão. Não se procurava a verdade da fotografia mas sim a promoção social. É de referir que, as condições fotográficas, no início, assemelhavam-se um pouco às da pintura, o sujeito ficava em pose durante muito mais tempo, realçavam-se-lhe os atributos, os acessórios, os sinais da sua função e do seu poder.
  • 9. Nenhuma outra arte podia competir com a fotografia na representação fiel do rosto e do aspecto do homem, na representação da verosimilhança. A imitação mais perfeita possível do homem tornou-se um objectivo, uma qualidade estética necessária e, no início da fotografia, apenas alguns retratos, de Cameron ou Nadar, enveredam por uma pesquisa artística, mais de conteúdo e os temas passam a ser os homens ilustres da altura. Nadar, fotografou todas as personalidades da época, mas as suas fotografias, pela pose que o corpo apresenta, apenas no rosto denotam algo que “acontece”. Foi o criador da fotografia psicológica, tendo o seu maior destaque sido, com os retratos da actriz Sarah Bernhardt, fotografando-a inúmeras vezes em diversos estados de alma. Fotografou porém outros ilustres.
  • 10. Nadar, Alexandre Dumas Nadar, Edouard Manet Nadar, Giacomo Rossini Nadar, Jules Verne
  • 11. Cameron, "I wait" Nadar - Sarah Bernhardt – 1862 Nadar, Sarah Bernhardt Cameron, Beatrice Cenci, May 1868 Cameron, Julia Jackson, 1866
  • 12. A partir de então o retrato vira-se para o conteúdo e para a evolução da técnica. Com Paul Strand, o homem do povo, a gente humilde, tornou-se protagonista do retrato, numa procura de realismo, de verdade, que já em Stieglitz e em Steichen, tivera os seus primeiros autores. Com Strand, dá-se uma reviravolta no conteúdo. Não se limita a substituir as pessoas de Nadar, mas também muda a sua atitude perante elas. O seu interesse não é pelo indivíduo em si, mas o homem como tipo representativo de uma determinada classe.
  • 13. Paul Strand, “Blind Woman, 1916” Paul Strand, “Man in a Derby, 1917”
  • 14. Outros fotógrafos porém, foram-lhe atribuindo também um conteúdo para além do retrato fisionómico verosimilhante e introduzem-lhe um factor de critica social, aos costumes, à politica, às crenças culturais, enfim. August Sander, um pouco à semelhança de Strand, com retratos dominados por uma rigorosa pesquisa tipológica, inventaria uma população quase anónima, representando diferentes categorias de indivíduos, diferentes meios profissionais, sociais, étnicos, contribuindo de uma forma importante para o estudo da sociedade alemã. O seu modo de mostrar homens para fazer deles arquétipos universais, pode reencontrar-se noutros fotógrafos, como Irving Penn.
  • 15. August Sander,” Jovens agricultores em fato de Domingo, 1913 Jungbauern” August Sander, “Notar, Köln “1924 August Sander, Notar, Köln 1924
  • 16. August Sander, Pastry Cook, 1928 August Sander, Painter, Anton Raderscheidt August Sander,” Varnisher, Cologne 1932
  • 17. Irving Penn, Pablo Picasso, 1957 Irving Penn, Marlene Dietrich, 1950
  • 18. Diane Arbus tinha um olho incomparável para o estranho, o feio, e tudo o que fugisse ao normal. Uma figura de culto da nova vaga sócio critica da fotografia documental do séc. XX, desenvolveu uma linguagem visual bastante imediata para retratar não só pessoas de esferas afastadas da aceitabilidade social, mas também os cidadãos semelhantes a máscaras, confortavelmente estabelecidos nas classes médias. Diane Arbus, Jovem patriótico com bandeira, 1967
  • 19. Weegee, criou quadros contorcidos, com os trejeitos das celebridades famosas e divertia-se com as estrelas da noite de Nova Iorque. Weegee, Samy`s in the Bowery, 1944 Weegee, Nikita Krushchev, 1959
  • 20. Ao mesmo tempo, o retrato passa a ser um meio de publicidade para carreiras artísticas, diplomáticas e políticas, desempenhando um papel decisivo no nascimento das “vedetas”. Mas, foi a simplificação técnica do acto fotográfico, aliada a todos os progressos tecnológicos, que permitiu ao fotógrafo trabalhar e criar com maior espontaneidade, a nível plástico e a nível significante, o que centrou a fotografia no conteúdo da imagem. O fotógrafo pôde operar com mais liberdade acerca do sujeito e da sua representação. Passa a poder trabalhar no ambiente do retratado, sem o “perturbar”. O significado da fotografia perder-se-ia, se “aquele momento” não fosse o capturado.
  • 21. Cartier Bresson inventa estilos e princípios individuais. O seu interesse principal consistia em observar pessoas no seu dia-a-dia em circunstâncias de excepção, querendo ser testemunha e não actor, fotografando na periferia do acontecimento. Atingiu uma mestria imensa neste género e provou que não se trata de a máquina ver algo objectivamente, mas sim o olho do fotógrafo que subjectivamente compreende o “momento decisivo” e o capta. A sua influência é de importância fundamental para outros.
  • 22. Bresson, “Shangaï 1949” Bresson, “Rue Mouffetard, Paris” 1958
  • 23. Avedon, mergulhou no mais profundo dos seus retratados, como se quisesse praticar um retrato interior, não para revelar uma sociedade, mas uma verdade humana, ir de encontro ao ser humano, sem procurar fazer uma imagem bonita. No seu trabalho de retratos, capta facetas inesperadas nas pessoas - desde a mundialmente famosa à mais desconhecida. Pratica um retrato de carácter, em oposição a um retrato social, renunciando a todo um efeito de encenação ou de estética, procurando ser fotograficamente o mais neutro possível. O branco de fundo sobre o qual se recorta o sujeito retratado é total, de tal forma que se confunde com o branco do papel. A definição da imagem é a máxima, a ponto de se poderem observar pormenores, no rosto ou até no vestuário. Apesar de mostrar uma obsessão pela objectividade da fotografia, negando qualquer aspecto estético ou plástico, os seus retratos são imediatamente reconhecíveis, precisamente por estes aspectos, que revelam. Exerce uma enorme influência na fotografia de moda.
  • 24. Richard Avedon, Brigite Bardot, 1959 Richard Avedon, Ezra Pound, 1958
  • 25. Newman, também revela intenções semelhantes, procurando ir de encontro ao ser humano, sem procurar fazer uma imagem bonita, porém joga com o aspecto decorativo do ambiente do sujeito. Fotografa sempre os modelos no seu ambiente, que para ele os caracteriza, tanto quanto o seu rosto. Prova disso são os retratos de Mondrian ou de Calder, entre outros que realizou. Newman Marilyn Monroe Newman, Calder Newman, Mondrian, 1942
  • 26. Giselle Freund, faz o retrato de Miterrand em 1981 e retratos de pequeno formato de Virgínia Woolf e outros escritores da época. Graças a todos estes retratistas, temos hoje uma colecção de rostos das personalidades mais marcantes do nosso tempo. A alteração, no início do século XX, de aspectos formais da representação, veio possibilitar várias leituras e várias formas de expressão no retrato do ser humano, que foi evoluindo e sofrendo transformações, fruto das novas experiências de vida e das novas experiências artísticas e tecnológicas.
  • 27. Através do retrato, houve fotógrafos que demonstraram que a arte que praticavam permitia ultrapassar uma nova etapa na representação e portanto no conhecimento do ser humano. A relação íntima entre imagem e realidade, tão própria da fotografia, encorajou acima de tudo os artistas a utilizarem-na também para as suas visões imaginárias. Estavam ainda interessados em explorar o meio e os limites em si. A fotografia torna-se um meio de ver o mundo de novo. Os fotógrafos foram estimulados pelo seu compromisso social e pela esperança de que as suas imagens pudessem iniciar algum tipo de mudança.
  • 28. O retrato, ora se inscrevia no contexto de uma encomenda, ora respondia a uma iniciativa individual e livre. Uns, enveredaram pela fotografia numa perspectiva comercial, outros numa perspectiva mais artística e pessoal. Mas mesmo os fotógrafos cujo trabalho era encomendado, realizavam também retratos com um cunho pessoal e sensibilidade, evidentes. Muitos destes grandes fotógrafos passam a fazer fotografia de moda.
  • 29. As vedetas ou personalidades por eles retratadas, são vítimas de uma personagem que é criada, pelo próprio fotógrafo, pela indústria associada ou pela sociedade e que, lhes oculta a maior parte das vezes, a sua verdadeira identidade. Os actores de cinema, por exemplo, são obrigados a fazer constantemente o mesmo tipo de papéis ou, os papéis a que interessa associá-los. Philippe Halsman, Marilyn Monroe
  • 30. G. Hoyningen-Huene, Lee Miller G. Hoyningen-Huene, Greta Garbo, 1951G Hoyningen-Huene, Marlene Dietrich
  • 31. Yousuf Karsh, Fidel Cecil Beaton Marilyn Monroe, 1956 Cecil Beaton, Princesa Natalie Paley, 1930 Yousuf Karsh, Audrey Hepburn
  • 32. Jean Dieuzaide, Dali na água, 1953 Alfred Eisenstead, Marilyn Monroe, 1953 Gertrude Stern, Nabokov
  • 33. Mas muitas vezes, as fotografias das personalidades que produzem maior impacto, são feitas de um modo espontâneo, chegando o fotógrafo a actuar sem o conhecimento dos sujeitos retratados. Veja-se o exemplo dos paparazzi. As imagens da publicidade, com maior efeito sedutor sobre o consumidor, passam a ser as fotográficas, mais realistas. Alguns fotógrafos célebres, dedicam-se a ela. Mas, se no início os fotógrafos tinham liberdade de criação, como Man Ray, alguns tornaram-se com o tempo meros executores das ideias de outros.
  • 34. Man Ray, Pablo Picasso, 1932-1933 Man Ray, Lee Miller, 1929 MaNnRay, Coco Chanel, 1935/36
  • 35. Na segunda metade do século XX, o retrato torna-se ostentoso, devido às necessidades dos jornais e das revistas, cujas capas são frequentemente o retrato de uma personalidade. Yosuf Karsh, foi um dos que fez desfilar diante da sua objectiva, todas as personalidades proeminentes do seu tempo. O retrato que fez de Churchill, em 1941, assegurou a sua fama. Yosuf Karsh, WinstonChurchill
  • 36. Philippe Halsman, foi um dos fotógrafos de retrato mais original e inventivo. Concebeu um método original e cheio de humor para “captar a essência do ser humano”. Pedia aos seus modelos para saltarem e disparava nesse momento. O jumping, permitiu fotografias espantosas. Publica uma famosa série de fotografias de personalidades proeminentes como Nixon ou Dali a dar saltos. Aplica também a fotomontagem, combinando por exemplo a cabeça de Mao Zedong com o rosto de Marylin Monroe, dois arquétipos do século XX.
  • 37. Halsman, Edward Steichen, 1959 Halsman, Colaboración entre Philippe Halsman y Salvador Dalí Salvador Dalí, surrealista Halsman, Dali Atomicus, 1948
  • 38. As principais orientações foram assim traçadas por Strand, Bresson, Avedon, Man-Ray, ficando outros por mencionar. Os fotógrafos que se lhes seguiram, o que fizeram foi enriquecer e desenvolver o património fotográfico do retrato, podendo verificar-se que este não mudou muito, apesar da evolução das técnicas, uma vez que, o essencial se mantém. Vejam-se os retratos de celebridades de Annie Leibovitz ou La Chapelle, por exemplo.
  • 39. Annie Leibovitz Willie Nelson, Luck Annie Leibovitz, Louise Bourgeois – Sculptor Ranch, Spicewood, Texas, 2001 . Annie Leibovitz ,Queen Elizabeth II
  • 40. Annie Leibovitz, Angelina Jolie Annie Leibovitz, Angelina Jolie, 2005
  • 41. Annie Leibovitz, the June issue of Vanity Fair hits newstands on May 1st Photo: Vanity Fair Annie Leibovitz, James Gandolfini as Tony Soprano and series creator David Chase with “a friend” on the April Sopranos cover.
  • 42. La Chapelle, Angelina Jolie La Chapelle La Chapelle, David Beckam
  • 43. Fim
  • 44. Outros fotógrafos, outras personalidades:
  • 45. Serge Moreno Cohen, Richard Avedon, 1994 Serge Moreno Cohen, Jasper Johns, 1986
  • 46. Mary Ellen Mark, Nicole Kidman Mert Alas & Marcus Piggot, Natalie Portman
  • 47. BIBLIOGRAFIA: LIVROS E SITES AMAR, Pierre-Jean, História da fotografia, edições 70, Lisboa ARCARI, Antoni, A fotografia - as formas, os objectos, o homem, Edições 70, Lisboa BAURET, Gabriel, A fotografia, edições 70, 2006 Lisboa Etiene Samain, “O Fotográfico” 2ª Edição, Ed.Hucitec ,2005 Fotografia do século XX, museu Ludwig de Colónia, Taschen, 2001 Fotografia do século XX, museu Ludwig de Colónia, Taschen, 1998 KOETZE, Hans-Michael, Photo Icons, The story behind the pictures, Taschen Medeiros Margarida, “ Fotografia e Narcisismo”Ed,Assim& Alvim, 2000
  • 48. Acedido em 27 de Janeiro de 2009, em: http--img_dailymail_co_uk-i-pix-2007-04_03- queenALMS0505_468x453_jpg no Google.mht http--www_vanityfair_com-images-magazine-2007-12- masl11_yearinphotos0712_jpg no Google.mht http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://bp0.blogger.com/_ http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://maryt.files.wordpress.com/ http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://i35.photobucket.com/
  • 49. http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://bp0.blogger.com/_ • http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://maryt.files.wordpress.com/ • http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://i35.photobucket.com/