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SEMIOLOGIA
RESPIRATÓRIA
Pontos
Anatômicos
 Exame físico normal: inspeção (estática e dinâmica),
palpação, percussão e ausculta.
 Principais marcos anatômicos: Incisura supra-esternal ou
jugular; Ângulo de Charpy ou esternal ( caracterização da
morfologia do tórax e do biotipo do paciente); Ângulo de
Louis ou esternomanubrial (mesmo nível do 2º arco costal).
 Linhas imaginárias no tórax anterior:
Verticais: Linha médio-esternal (divide o hemitórax anterior em
direito e esquerdo); Linha paraesternal ou esternal; Linha médio-
esternal ou hemiclavicular.
Horizontal: altura da 3ª costela e na altura da 6ª costela.
 Linhas imaginárias na face lateral do tórax: Linha axilar anterior;
Linha axilar posterior; Linha hemiaxilar ou axilar média
 Linhas imaginárias na face posterior do tórax: Linha médio-espinal
(divide os hemitórax posterior em direito e esquerdo); Linhas
escapulares.
 O tórax pode, portanto, ser dividido em
 face anterior, face posterior e face lateral
 Segmentada em 3 regiões: superior, inferior e média.
 EX.: presença de estertores na região superior e anterior do tórax
esquerdo.
Pontos
Anatômicos
EXAME FÍSICO
• Propedêutica pulmonar: comparar duas regiões simétricas do
pulmão, com o paciente sentado e tórax despido.
• Porção posterior: devido as escápulas, solicite ao paciente que cruze
os braços e coloque as mãos sobre os ombros, afastando-as dos
campos pulmonares.
 Estática: observar desvios da coluna (p. ex., escoliose, cifose,
lordose), alterações estruturais do esterno, das costelas e das
vértebras (p. ex., pectus excavatum, pectus carinatum, aumento do
diâmetro anteroposterior – tórax em barril – ou latero-lateral,
abaulamentos), além da presença de baqueteamento digital
(ângulo de Lovibond, cianose, etc).
 Dinâmica:
 FR: 12-20rpm
 Padrão respiratório (ritmo, amplitude e tipo): paciente eupneico,
taquipneico, bradipneico, dispneico, apneico (pausa > 10s),
ortopneico (dispneia ao decúbito), platipneico (dispneia na posição
ereta que ocorre tipicamente na Síndrome hepatopulmonar).
 Sinais de insuficiência respiratória: uso de musculatura acessória
(batimento de asa nasal), musculatura cervical, intercostal e abdominal,
retrações inspiratórias ou tiragens – que podem ocorrer nas fossas
supraclaviculares, na fúrcula esternal e nos 1/3 inferiores do tórax.
Inspeção
https://youtube.com/shorts/l09sh7m0Mrw?
si=dTHWSD80vzIegUL-
https://youtube.com/shorts/vwjubovzLJg?
si=06lRTEJ2A9b6y8Gq
Insuficiência
respiratória
grave:
https://youtube.com/shorts/o_FneEYH3iU?si
=mO2sB6BDjbmWETlF
 Expiração forçada, respiração
paradoxal ou sinal de Hoover ou
assincronia respiratória – retração
abdominal durante a inspiração
2ario à falência do diafragma o
que evidencia a fadiga da
musculatura respiratória acessória
e do diafragma.
 Pursued lips: expiração
contra uma resistência
(lábios semicerrados ou
contração frenolabial) –
padrão típico de DPOC
descompensado.
 Cornagem: ruído respiratório
intenso e contínuo, audível
sem estetoscópio e
decorrente de obstrução
laríngea – pode ocorrer em
casos de laringite estridulosa,
crupe, reação anafilática ou
presença de corpo estranho
na via aérea superior.
 Sinal de Lemos Torres:
abaulamento expiratório
entre o 9º e 11º EIC que
indica a presença de
derrame pleural de
pequeno volume.
Padrões respiratórios com ritmos
anômalos
• Cantani (Hiperpneia): Respiração rápida com aumento da frequência e amplitude
----------- ACIDOSE METABÓLICA
• Kussmaul: Inspirações profundas  apneia e expiração rápida e breve  apneia
---------------------ACIDOSE METABÓLICA
• Cheyne-Stokes: apneia  aumento progressivo da amplitude respiratória até o
máximo  diminui progressivamenteapneia ---------------- Insuficiência
cardíaca congestiva, lesões cerebrais, hipertensão intracraniana e
intoxicação por opióides
• Biot (ou atáxico): irregularidade imprevisível --------- Lesão cerebral grave e
hipertensão intracraniana
Palpação
 Expansibilidade: simetria da expansibilidade dos hemitórax, por
meio da avaliação da amplitude do movimento, nas regiões superior,
medial e inferior. Presença de redução da expansibilidade pode
indicar pneumotórax, derrame pleural, hemotórax e pneumonia.
 Frêmito toracovocal : "trinta e três" ou "trim“, presença de
vibrações ou trepidações
 Estruturas da parede torácica: examinar e palpar com as pontas
dos dedos, buscando alterações de sensibilidade (dor ou anestesia),
presença de atrofia ou contratura muscular e enfisema de
subcutâneo (sinal indireto de pneumotórax)
FTV: Pneumonia (com
consolidações pulmonares),
infarto pulmonar, tumor.
FTV: Derrame pleural
(incluindo empiema,
hemotórax, quilotórax),
atelectasia, espessamento
pleural, pneumotórax,
enfisema pulmonar.
Hipertimpanico: Enfisema
pulmonar, caverna tuberculosa,
pneumotórax extenso, crise
asmática (com hiperinsuflação
pulmonar)
Maciço: Derrames pleurais
extensos (incluindo hemotórax,
empiema), grandes massas
tumorais periféricas,
consolidações pulmonares
Percussão
 Mão dominante sobre a não dominante, com 2-3 percussões em cada
segmento.
 Simetria bilateral.
 Região anterior: linha imaginária hemiclavicular de cima para baixo,
 Laterais: linha imaginária axilar média e com paciente com as mãos na cabeça
 Posterior: linha imaginária paravertebral.
 Som normal: som claro pulmonar; alterações: hipertimpanismo ou macicez que
é fisiológico área cardíaca (na altura entre 4º ou 5º EIC esquerdo
anteriormente), área hepática (abaixo do 5º ou 6º EIC direito, principalmente na
porção anterior do tórax) e na região posterior ao nível do 11º-12º EIC que é
transição entre região pulmonar e região abdominal (transição do som claro
pulmonar para maciço).
Ausculta
 paciente sentado ou deitado com decúbito elevado, solicitando o
mesmo a realizar inspirações e expirações profundas com a boca
entreaberta e sempre na mesma intensidade.
 Sons fisiológicos:
 Traqueal: tubular à altura da traqueia e mais intenso à expiração.
 Respiração brônquica: região interescapulovertebral direita.
 Murmúrios Vesiculares: periferia pulmonar ouvido durante a
inspiração (fluxo turbulento).
MV+ SRA: https://youtu.be/p4DqlMjRYj8?si=wsl0pc-lVqnRjuh_
Sons
Patológicos
 Estertores grossos: menos agudos borbulhamento de ar através das
secreções das vias aéreas + afrouxamento da estrutura de suporte das
paredes brônquicas. Desaparece após tosse. Inicio da inspiração e toda
expiração. BRONQUIECTASIA, BRONQUITE CRONICA E DPOC.
 Estertores finos: agudos (atrito de cabelo junto ao ouvido) abertura
das vias aéreas, fechadas na expiração precedente. Final da inspiração.
Pneumonia e edema agudo de pulmão (IC esq)
 Estertores em velcro: agudos, profusos e inspiratórios e tardios
(abertura de um velcro)  abertura das vias aéreas. final da inspiração.
fibrose pulmonar idiopática.
 Sibilos: agudos, longos e contínuos (miado de gato) vibrações das
paredes bronquiolares e seu conteúdo gasoso. Inspiratorios ou
expiratórios. Obstrução de fluxo aéreo; múltiplos e disseminados por
todo o tórax. Asma, bronquite (DPOC), portadores de neoplasia
endobrônquicas, corpo estranho.
https://youtu.be/C2LI8jZyO6Q?si=mzTNQZKRngm2
n4zs
Semiologia - Ausculta Pulmonar (ESTERTORES C
REPITANTES)
https://youtu.be/ody0WTPdvB0?si=NGr3c01LgCGF
DSFE
https://youtu.be/zuIjbKeE028?si=Otlxn_8tI6bNMDZ
1
,
Sons
Patológicos
 Roncos: graves e longos  turbilhão de ar por excesso de
secreção ou muco nas vias aéreas. Mais na expiração. Asma,
bronquites, DPOC, bronquiectasias e obstruções localizadas.
 Estridores: alta frequência, esteto na cervical. Edema de glote,
laringite agudas, câncer da laringe e estenose da traquéia.
 Sons vesiculares diminuídos: Enfisema, crise de asma
moderada a grave.
 Sons vesiculares abolidos: Derrames pleurais, hemotórax,
empiema, pneumotórax, pós-pneumectomia.
 Atrito pleural: grave de longa duração (ranger de couro). final da
inspiração e início da expiração. inflamação das pleuras visceral e
parietal (Pleurite).
https://youtu.be/otVrm2gEnSg?si=0YYXox6zt4xlHQP
B
https://youtu.be/byDlVWtnAKM?si=_QVn1xNHgcoEUk
8q
https://youtube.com/shorts/98TIpprcVA4?si=NHqiKo8
EuAhOIjFh
Sons
Patológicos
 Ressonância vocal ou broncofonia: “33” ou “triiim” ou “eeeee” ou
“99” ou “”1-2-3.
 O som aumentado da transmissão pode ser chamado de
broncofonia e o aumento da nitidez da voz pode ser chamado de
Pectorilóquia (Dividida em Fônica [voz falada] e Áfona [Cochichada])
 Broncofonia (alvéolos preenchidos) – pneumonia
(condensação pulmonar), neoplasias, infartos pulmonares.
 Broncofonia (alterações pleurais) –espessamento pleural, no
derrame pleural, hemotórax, atelectasia, pneumotórax, enfisema
pulmonar.
 Mais intensos no ápice pulmonar, nas regiões interescapulovertebral
e esternal superior.
https://
www.youtube.com/
watch?v=OA9jzo_fDV4
https://
www.youtube.com/
watch?v=OA9jzo_fDV4
Pneumonia e Pneumotórax
Inspeção: Taquipneia, dispneia e presença de uso de musculatura acessória (com retrações
intercostais). Cianose pode ocorrer.
Palpação: Aumento do frêmito tátil na região de consolidação.
Percussão: Macicez quando há consolidação lobar e/ou derrame pleural associado.
Ausculta: Sibilos, roncos, crepitações e reduções de sons pulmonares podem estar
presentes. Aumento da broncofonia
Inspeção: Dispnéia e redução da expansibilidade torácica
Palpação: associado a enfisema subcutâneo. Ausência do frêmito toracovocal
Percussão: Hipertimpanismo
Ausculta: Ausência ou redução dos sons vesiculares na região do pneumotórax.
Broncofonia reduzida ou ausente.
P
N
M
P
T
X
Derrame pleural, empiema, hemotórax;
Fibrose Pulmonar Idiopática
Inspeção: Dispneia, tosse seca, ortopneia
Palpação: Redução da expansibilidade torácica e ausência do frêmito toracovocal.
Percussão: Macicez “pétrea”.
Ausculta: Ausência ou redução dos sons vesiculares na região do derrame. Broncofonia reduzida.
Atrito pleural.
Inspeção: Dispneia aos esforços, tosse seca, taquipneia e baqueteamento digital.
Cianose em casos mais avançados
Palpação: Redução da expansibilidade e FTV
Percussão: -
Ausculta: Estertores crepitantes finos “em velcro” (inspiratórios e bibasais) – sinal clássico de FIP.
Redução da broncofonia.
LIQUIDOS
F
B
I
Crise asmática
Inspeção: Esforço respiratório com uso de musculatura, taquipneia e dispneia.
Fase expiratória da respiração prolongada e forçada (inspiratória:expiratória, tipicamente 1:3).
Pursued lips ou Lábios semicerrados.
Fala entrecortada ou incapacidade de falar (casos moderados a graves).
Palpação: Redução da expansibilidade torácica quando hiperinsuflação pulmonar (casos graves)
Percussão: Hipertimpanismo
Ausculta: Sibilos difusos e, em casos de extrema gravidade, tórax silente.
DPOC
Inspeção: Dispneia, esforço respiratório com uso de musculatura acessória e sinais de hiperinsuflação
pulmonar (aumento do tórax ântero-posterior).
Fase expiratória da respiração prolongada e forçada (inspiratória:expiratória, tipicamente 1:3).
Pursued lips ou Lábios semicerrados.
Sinal de Hoover – movimento paradoxal da caixa torácica inferior durante a inspiração. Baqueteamento
digital.
Cianose – em casos mais avançados ou exacerbações.
Palpação: Redução da expansibilidade e frêmito toracovocal
Percussão: Hipertimpanismo
Ausculta: Sibilos, roncos. Redução da broncofonia. Exacerbações – piora do padrão de tosse
produtiva, dispneia, esforço respiratório (fadiga intensa) e cianose podendo evoluir com letargia e
sonolência