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Trichomonas vaginalis
Tricomoníase/ Trichomonose
• Doença ocasionada por um protozoário
unicelular eucarionte, infeção sexualmente
transmitido (ITS), comum em mulheres em
idade reprodutiva.
Classificação Taxonómica
• Protozoa
• Filo: Sarcomastigophora
• Subfilo: Mastigophora
• Família: Trichomonatidae
• Género: Trichomonas
Espécies de Trichomonas no
Homem
• Trichomonas tenax – comensal que vive na
cavidade bucal de humanos, chimpanzés e
macacos.
• Pentatrichomonas hominis – comensal que
habita o tracto intestinal humano.
• Trichomonas vaginalis – espécie parasita
responsável por infeções no trato urogenital.
MORFOLOGIA Trichomonas vaginalis
▪ 4 Flagelos livres.
▪ Membrana ondulante
(flagelo aderente).
▪ Axóstilo (microtúbulos).
▪ Núcleo
▪ Grânulos cromatóides.
▪ Não possui
mitocôndrias.
Ciclo evolutivo
• Forma trofozoito
• Sua reprodução
ocorre por divisão
binária simples.
Transmissão
• Considerada uma Infeção Sexualmente
Transmissível (IST).
• Ocorre principalmente pelo contacto direto
entre mucosas durante a relação sexual.
• Pode também ocorrer pela partilha de toalhas
de banho ou roupas íntimas contaminadas.
Epidemiologia
• Hospedeiro: Homem
• Segundo a OMS (2020), ocorrem cerca de 156
milhões de novas infeções por ano.
• Nos países em desenvolvimento,
aproximadamente: 5% dos homens e 15% das
mulheres são portadores de tricomoníase.
Manifestações Clínicas
• Mulheres: apresentam sintomas com maior
frequência.
• Homens: cerca de 80–90% dos casos são
assintomáticos.
• Período de Incubação Mulheres: os sintomas
podem surgir entre 3 e 20 dias após a infeção,
variando de pessoa para pessoa.
• Homens: o trofozoíto pode sobreviver mais de
uma semana sob o prepúcio após a relação
sexual.
Manifestações Clínicas (cont..)
• Assintomática: 25–50% dos casos.
• Vaginite aguda:
– Corrimento vaginal abundante, fluido, amarelo-
esverdeado e com odor fétido
– Prurido ou irritação vulvovaginal
– Dor durante as relações sexuais (dispareunia)
– Disúria e aumento da frequência urinária
• Vaginite crónica:
– Sintomas geralmente leves ou persistentes.
Manifestações Clínicas no Homem
• Assintomático: na maioria dos casos.
• Uretrite aguda:Corrimento uretral abundante.
• Sintomas leves:
– Corrimento escasso
– Disúria
– Prurido uretral
• Complicações (raras): Epididimite, Prostatite e
Infertilidade
Diagnóstico
• Trichomonas vaginalis presente em material
colhido do tracto genital feminino
• Examina-se uma amostra da secreção ou urina
colhida da região infectada através do
microscópio
– Exame fresco com soro fisiológico
– Coloração (laranja acridina, Giemsa ou Field)
– Cultura
– Deteção molecular
Diagnóstico
• O T. vaginalis é susceptível a desidratação.
• Líquidos de transporte: a solução salina
isotônica (0,15M) glicosada a 0,2% mantém os
tricomonas viáveis por várias horas à
temperatura de 37 C.
• As soluções de Ringer e de Locke também
podem ser usadas.
Diagnóstico
• Meios de transporte: os meios de Stuart
(1956) e de Amies (1967) modificados
mantêm os organismos por um período de 24
horas.
• Preservadores permanentes: A solução do
fixador álcool polivinílico (fixador APV) - para
serem corados pelos métodos de Leishman,
Giemsa e pela Hematoxilina-férrica.
Tratamento
• O tratamento deve ser realizado simultaneamente
pelos parceiros sexuais.
• Esquema terapêutico Mulher: tratamento sistémico
e local.
• Homem: tratamento sistémico.
• Medicação: Metronidazol:500 mg via oral, 2 vezes
ao dia, durante 7 dias, ou Dose única de 2 g via oral.
– Tratamento local (mulher) Óvulo ou creme vaginal de
metronidazol, aplicado ao deitar, durante 10 dias.
Nota Evitar o tratamento no primeiro trimestre da gravidez,
devido a possíveis riscos de anomalias fetais.
Controle
• Uso de preservativos
• Não utilizar roupas íntimas de outras pessoas
• Tratamento dos parceiros sexuais
• Educação sanitária: informação sobre os
riscos e sobre a importância do tratamento
adequado para si e para o parceiro
• Boas práticas de higiene