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O CUIDAR DO CUIDADOR  EM CUIDADOS PALIATIVOS
Doutora em Administração Hospitalar FSP - Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Mestre em Psicologia Social (Pontifícia Universidade Católica - PUC)  Especialista em Qualidade pela FGV – Faculdade Getúlio Vargas  e Coach Empresarial  Professora da FIA – Fundação Instituto de Administração /USP Professora do Curso de Especialização em Administração Hospitalar da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo da  Faculdade São Camilo e da  FAAP  - Fundação Armando Álvares Penteado  Psicóloga Clínica e Institucional  Supervisora Didata em Psicodrama pela ABPS – Associação Brasileira de Psicodrama Gestora do Sistema Integrado da Qualidade - InCor-HC-FMUSP -  Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Consultora na Área da Saúde  Autora de artigos em revistas e livros especializados. Livros: Gestão em Saúde: Programas de Qualidade em Hospitais – 2007 e Gestão Hospitalar – Administrando e Hospital Moderno – 2006 (capítulos 2 e 3) Participação no curso Accreditation Study Tour for the Consortium for Brazilian Accreditation - Joint Comission International - Chicago - EUA
Morrer com dignidade significa que eu tenha permissão de morrer com meu caráter, com minha personalidade Kubler - Ross
“ Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor mas lutamos para que o melhor fosse feito...Não somos o que deveriamos ser, não somos o que iremos ser, mas graças a Deus não somos o que éramos”  Martin Luther King
Definição  OMS Cuidado total e ativo de pacientes cuja doença não é mais responsiva a tratamento curativo.  Controle da dor, de outros sintomas físicos e de problemas psicológicos sociais e espirituais são as bases do tratamento.  O objetivo do cuidado paliativo é a obtenção da melhor qualidade de vida para o paciente e família
Princípios Básicos Afirmar a vida e encarar a morte como um processo natural Não antecipar nem adiar a morte Promover alívio de dor e outros sintomas Integrar aspectos psicológicos, sociais e espirituais aos cuidados ( abordagem multidisciplinar)
Princípios Básicos Suporte aos familiares no período da doença e no luto Família á parte integrante dos cuidados Aplicáveis durante todo o curso da doença Visa o alívio do sofrimento Oferecer melhor qualidade de vida
Modelo Antigo de Assistência Tratamento Curativo Paliativo Diagnóstico Morte
Modelo de Assistência Atual Tratamento Curativo Terminalidade Ultimas Horas Luto Diagnóstico Tratamento Paliativo Morte
Bases Terapêuticas do Modelo atual Autonomia e dignidade para o paciente Integração quando possível, nas decisões terapêuticas Reabilitação, quando necessário Ambiente adequado: respeito, conforto, dignidade e comunicação Controle de sintomas
“ Tratar uma pessoa nem sempre significa  curá-la de uma doença ” Dame Cicely Saunders   Fundadora do moderno movimento hospice, Dame Cecily Saunders, faleceu em 2005 em Londres.  Sua vocação foi cuidar de doentes em fase terminal.  Ela percebeu que ela só podereria ser eficaz se ela obteve-se um grau médico, e começou seus estudos na idade de 33.  Em 1967 ela abriu St Christopher's Hospice, agora uma das muitas em todo o mundo
Premissas do Modelo Atual  O cuidador precisa repensar e reconstruir seus conceitos de  Saúde Doença  Tratamento Cura Morte Conforto
PARADIGMA “ CONJUNTO DE REGRAS QUE ESTABELECEM FRONTEIRAS ENTRE O CERTO E O ERRADO, O VERDADEIRO E O FALSO, O QUE SE DEVE E O QUE NÃO SE DEVE FAZER”  “ FUNCIONA COMO UM MODELO, PADRÃO QUE DEFINE O COMPORTAMENTO DAS PESSOAS” “ ENFOQUE PELO QUAL O SER HUMANO ENXERGA O MUNDO, AS COISAS, A NATUREZA, OS OUTROS SERES E OS OUTROS HOMENS” “ MODO DE SE PERCEBER, PENSAR, ACREDITAR, AVALIAR, COMENTAR E AGIR DE ACORDO COM UMA VISÃO PARTICULAR DE MUNDO”
MUDANÇAS DE PARADIGMA ANTIGO PARADIGMA Controle Rigoroso Planejamento Linear Soluções Isoladas Em negócios vale tudo: Os fins justificam os meios Busca de estabilidade e segurança NOVO PARADIGMA Descentralização da autoridade Planejamento por interação Sistemas completos Os valores são negociáveis Senso de mudança
São pressupostos profundamente arraigados, generalizações ou mesmo imagens que influenciam nossa forma de ver o mundo e de agir Passos dos Modelos Mentais: Olhar-se, virar o espelho para dentro Aprender a desenterrar nossas imagens internas do mundo, levá-las à superfície e mantê-las sob rigorosa análise Realizar conversas ricas em aprendizados Expor de forma eficaz seus próprios pensamentos e estar aberta  MODELOS MENTAIS
Modelos Mentais Os modelos mentais podem ser generalizações simples , como “não se pode confiar nas pessoas”, ou podem ser teorias complexas , como minhas premissas sobre os motivos pelos quais os membros interagem de uma determinada forma. Mas o mais importante é compreender que os modelos metais são ativos  - moldam nossa forma de agir.
Curar as vezes, aliviar muito frequentemente e confortar sempre.
Confortos Conforto Fisico Conforto Social Conforto Psíquico Conforto Espiritual
Conforto Físico Sensação de bem-estar corporal ou ainda, ausência de sofrimento físico e sensações físicas desagradáveis
Conforto Social “ Estado de bem estar nas relações sociais que envolvem principalmente: Trabalho, amigos e outros setores da comunidade”
Conforto Psíquico “ Sensação subjetiva e situacional de ser aceito, respeitado e amado”
Conforto Espiritual “ Sensação de bem estar consigo mesmo, apoio ao outro com respeito as crenças e busca do significado da vida em direção  dos fins existenciais”
O HOMEM SE CONSTITUI PELO CUIDADO Cuidar -  Esfera Coletiva Garantir a vida, ajudar a viver todo aquele que temporária ou definitivamente necessita de ajuda para garantir suas necessidades vitais Cuidar é mais que realizar uma tarefa técnica. Envolve fatores como atenção, carinho, amor
Cuidar -  Esfera individual A qualidade de nossas vidas depende do cuidado que dispensamos a ela. Se estivermos de bem – de bem com a vida – sentimos prazer de estarmos vivos e, nessas condições, temos espaço interno para acolher e cuidar Ações que realizamos a nós mesmos, desde que adquirimos autonomia Auto-cuidado
Fenômeno universal humano Os códigos de conduta para cuidar de outro são definidos pelo Estado, pela sociedade e pela família  Cuidar FAMILIAR: via de regra, mulher – esposa, filha, irmã PROFISSIONAL DE SAÚDE: médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem CUIDADOR
O cuidador familiar O processo de adoecer é presente no ciclo vital de todos. Inevitavelmente as famílias sofrerão os abalos deste processo  O paciente sente-se mais protegido e seguro na relação de cuidado com seu familiar  Com o profissional de saúde o envolvimento é sentido como técnico e sem afeto
O cuidador familiar FUNÇÕES DA FAMÍLIA: É responsabilidade da família o cuidado de seus membros, desde o nascimento até a morte em quaisquer condições sociais,  econômicas ou de saúde;
O cuidador familiar FUNÇÕES DA FAMÍLIA: Atende às necessidades biológicas de seus membros, incluindo a obrigação de  alimentação, higiene, vestuário e moradia Um familiar doente altera a dinâmica familiar, podendo causar desequilíbrios emocionais, financeiros e nos relacionamentos
Estrutura familiar Modelo familiar tradicional dá espaço a uma nova configuração na sua estrutura: Relações de solidariedade entre gerações mais fragilizadas “ Intimidade à distância”: famílias morando em casas ou até mesmo cidades separadas Todos os seus integrantes inseridos no mercado de trabalho Famílias cada vez menores
MULHER: Assume com mais naturalidade e facilidade as tarefas de cuidar Trajetória ligada à família e ao âmbito doméstico Função materna: “dom” de cuidar O cuidador familiar É mais comum o cuidador familiar desempenhar seu encargo sozinho, sem a ajuda de outros familiares ou de profissionais
O cuidador familiar O “cuidador leigo ” O “cuidador técnico” Em doenças mais graves, além do cuidado leigo, são necessários conhecimentos mais complexos, comuns ao profissional da saúde, para cuidar de seu familiar Desempenha atividades da vida diária, como cuidados com a higiene, além de ter boa vontade, disposição, respeito à vida humana, bom senso e solidariedade
A vida do cuidador Necessidade de buscar atividades alternativas, de lazer, para evitar o cansaço, a depressão, como uma “válvula de escape” (Mazza, 2003) em sua vida Há um desgaste implícito na função do cuidador Dificuldade de conciliar atividades profissionais com atividades de cuidador A falta de informação e orientação, de um vínculo institucional de apoio, podem acabar asfixiando o cuidador
O cuidador familiar transforma-se em um  doente a longo prazo, na medida  em que assume a sobrecarga do cuidado sem qualquer suporte ou informação e  não lhe são garantidos meios de  prevenção.
Quem cuida do cuidador? Precariedade do Estado no papel de amparo ao cuidador Necessidade de uma maior articulação entre a família (esfera privada) e a comunidade e o Estado (esfera pública) no cuidado ao doente Em países da Europa, América Latina e os Estados Unidos: Estado, família e comunidade são igualmente responsáveis pelo cuidado ao idoso
PROGRAMA NACIONAL DE CUIDADORES DE IDOSOS Instituído pela Secretaria do Estado de Assistência Social, Ministério da Previdência e Assistência e Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, em 1999 Criado como alternativa para proporcionar melhor qualidade de vida e atendimento integral ao idoso e  sua família, visa habilitar recursos humanos para o  cuidado ao idoso
PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Criado pelo Ministério da Saúde em 1994, tem como  propósitos:  reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases. priorizar as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua.  o atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio. Assim, esses profissionais e a população acompanhada criam vínculos de co-responsabilidade, o que facilita a identificação e o atendimento aos problemas de saúde da comunidade.
O cuidador em serviços de saúde: Vivência cotidiana de situações limite (doenças graves, morte), que geram constante stress Diversas pesquisas estudaram a morbidade psicológica e psiquiátrica na população médica, com patologias como: comportamento aditivos (uso abusivo de álcool e drogas), sofrimento nas relações interpessoais, comportamentos psicopatológicos (ansiedade, depressão), disfunções profissionais (Carvalho, 2003)
Em pesquisa sobre a procura de atendimento psicoterápico pelo profissional da saúde, realizada com 57 funcionários de um  hospital (Bonato, 1994), levantou-se que: 36,8% da população pesquisada expressou queixas relacionadas ao trabalho, dentre elas: O cuidador em serviços de saúde: Estresse - 51,7% Desmotivação - 48% Manifestam-se na forma de: Ansiedade na relação com as chefias, irritação, nervosismo,falta de ânimo para o trabalho, desejo de transferência, dificuldade na relação com os colegas
Libouban (1985) identifica  5 estratégias defensivas  utilizadas pelo pessoal do hospital para  proteger-se da sobrecarga afetiva e emocional face  o contato com a dor e o sofrimento: O cuidador em serviços de saúde: 1 . Coesão interna entre a equipe baseada numa ajuda mútua 2.  Hiperatividade verbal ou cinética como modo de afastar a angústia
3.  Absenteísmo como falência de defesas competentes para o enfrentamento de dificuldade O cuidador em serviços de saúde: 4 . A verbalização de questões não vinculadas ao trabalho - chistes e anedotas como válvula de escape 5 . Agressividade reativa contra o paciente através de zombarias, ridicularizações, para encobrir sentimentos de culpa pelo sofrimento do outro, evitando que se coloquem numa posição de fragilidade, sensibilidade
O cuidador em serviços de saúde Baixa remuneração  Trabalho excessivo  Precariedade de recursos materiais  A ética na relação com a instituição de saúde: O CUIDADOR É RESPEITADO?
O cuidador em serviços de saúde Insegurança no trabalho Trabalho com doença e morte Pouco suporte social da instituição ao profissional Causadores de stress ao profissional da saúde AS DIFICULDADES QUE ENVOLVEM OS SERVIÇOS DE SAÚDE SOBREPÕEM-SE ÀS NECESSIDADES DOS PACIENTES?
O cuidador em serviços de saúde O CUIDADO AO PACIENTE SUJEITO Profissional OBJETO Paciente Decide Determina Conduz Sente? Deseja? Afastamento
O cuidador em serviços de saúde Pessoa enfraquecida, carente, destituída de  seus papéis habituais, com medo da dor, da  doença Precisa de apoio emocional, de esclarecimento sobre o que está acontecendo com seu corpo Neste contexto, o profissional de saúde é a pessoa com quem ele contará PACIENTE:
O cuidador em serviços de saúde “ Anestesia dos sentidos ”: Defesa diante do sofrimento - Comportamento que se cristaliza, e que impede que o profissional responda espontânea e criativamente em seu trabalho A familiarização com a dor e o sofrimento dificulta que o profissional de saúde veja o paciente além de seu corpo
O cuidador em serviços de saúde CUIDAR?  CURAR?  OU  SALVAR?  A medicina curativa nega a morte, nela reconhecendo a sua própria impotência  diante do fato biológico “ Se pudermos ter claro o referencial do CUIDAR SEMPRE em lugar da obstinação em CURAR SEMPRE, poderemos ter uma diminuição de um fator de risco para estresse do cuidador.”   (Carvalho, 2003, p. 141)
O cuidador em serviços de saúde ANTES DE TENTAR ELIMINAR A DOR DO PACIENTE, PRECISAMOS ACOLHÊ-LO E ESCUTÁ-LO COM SENSIBILIDADE E SOLIDARIEDADE “ Estamos mais preparados, aparentemente, para trabalhar com a vida do que com as suas possibilidades de interrupção e morte.”  (Lunardi et al, 2004, p. 937)
O cuidador em serviços de saúde CUIDAR DE SI PARA CUIDAR DO OUTRO:   Para tratar o outro com humanidade, é necessário que o profissional se reconheça e se trate como um ser humano Se o profissional da saúde não entrar em contato com os seus desejos, terá dificuldade para entrar em sintonia com as necessidades do outro
O cuidador em serviços de saúde Dirigir o olhar para sua própria vida, reconhecer as experiências vividas Estar atento às suas próprias necessidades, desejos, comportamentos, emoções e sentimentos, e ainda às maneiras de expressá-los Ver a si mesmo como um bem preservado Integração de seus desejos às exigências de seu papel profissional CUIDANDO DE SI...
O cuidador em serviços de saúde CUIDANDO DO OUTRO... Proporcionar autonomia ao cliente, esclarecendo, informando sobre o cuidado, sobre o diagnóstico. Trabalhar “COM” e não “PARA” , “PELO” A reação do paciente a uma má notícia está  diretamente ligada à disponibilidade para  explicações, conforto e humanidade do  profissional de saúde
“  Quem tem do doente, uma visão holística e o aceita como ser humano em todas as suas dimensões, encontra muitos e sólidos motivos, força e apoio para uma assistência digna, realmente humanizada.”  (Mezzomo et alii, 2003) Obrigado pela participação de todos!!
Bibliografia BONATO. VL. Procura de atendimento psicoterápico pelo trabalhador da saúde. São Paulo (SP), 1994. Dissertação de Mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. CARVALHO, VA de. Cuidados com o cuidador. Rev O mundo da saúde, ano 27, v. 27, n 1, p. 138- 146, jan-mar 2003 KARSCH, UM. Idosos dependente: famílias e cuidadores. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19(3):861-866. Mai-jun, 2003. LUNARDI VL, LUNARDI VL FILHO, SILVEIRA RS, SOARES NV,  LIPINSKI JM. O Cuidado de si como condição para o cuidado dos outros na prática de saúde. Rev Latino-am Enfermagem, 2004, nov-dez; 12(6):993-9
MAZZA, MMPR. Cuidar em família: análise da representação social da relação do cuidador familiar com o idoso. São Paulo (SP), 2003. Tese de Doutorado – Departamento de Práticas em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. MENDONÇA, KM. A realidade do cuidadores: assistência em domicílio aos portadores de câncer. Campo Grande (MS), 1998. Dissertação de Mestrado – Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.  PITTA, AMF. Trabalho hospitalar e sofrimento psíquico. Tese de Doutorado - Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 1989.  Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. Site:  http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/legislacao/portarias/por_5153_99.asp  - 08/03/2005 Ministério da Saúde - Saúde da Família. Site: www.Saude.gov.br
PROFª DRª VERA LUCIA BONATO FONE: (11) 30695013 EMAIL: sqvera@incor.usp.br PSICÓLOGA LIGIA ASSIS FONE: (11) 9958-7429 EMAIL:ligia_assis@uol.com.br PSICÓLOGA ANDRÉIA CRISTINA M. S. SILVA FONE: (11) 9731-5883 EMAIL: souza@emilioribas.sp.gov.br

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Como trabalhar com cuidados paliativos na atenção à saúde

  • 1. O CUIDAR DO CUIDADOR EM CUIDADOS PALIATIVOS
  • 2. Doutora em Administração Hospitalar FSP - Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Mestre em Psicologia Social (Pontifícia Universidade Católica - PUC) Especialista em Qualidade pela FGV – Faculdade Getúlio Vargas e Coach Empresarial Professora da FIA – Fundação Instituto de Administração /USP Professora do Curso de Especialização em Administração Hospitalar da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo da Faculdade São Camilo e da FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado Psicóloga Clínica e Institucional Supervisora Didata em Psicodrama pela ABPS – Associação Brasileira de Psicodrama Gestora do Sistema Integrado da Qualidade - InCor-HC-FMUSP - Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Consultora na Área da Saúde Autora de artigos em revistas e livros especializados. Livros: Gestão em Saúde: Programas de Qualidade em Hospitais – 2007 e Gestão Hospitalar – Administrando e Hospital Moderno – 2006 (capítulos 2 e 3) Participação no curso Accreditation Study Tour for the Consortium for Brazilian Accreditation - Joint Comission International - Chicago - EUA
  • 3. Morrer com dignidade significa que eu tenha permissão de morrer com meu caráter, com minha personalidade Kubler - Ross
  • 4. “ Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor mas lutamos para que o melhor fosse feito...Não somos o que deveriamos ser, não somos o que iremos ser, mas graças a Deus não somos o que éramos” Martin Luther King
  • 5. Definição OMS Cuidado total e ativo de pacientes cuja doença não é mais responsiva a tratamento curativo. Controle da dor, de outros sintomas físicos e de problemas psicológicos sociais e espirituais são as bases do tratamento. O objetivo do cuidado paliativo é a obtenção da melhor qualidade de vida para o paciente e família
  • 6. Princípios Básicos Afirmar a vida e encarar a morte como um processo natural Não antecipar nem adiar a morte Promover alívio de dor e outros sintomas Integrar aspectos psicológicos, sociais e espirituais aos cuidados ( abordagem multidisciplinar)
  • 7. Princípios Básicos Suporte aos familiares no período da doença e no luto Família á parte integrante dos cuidados Aplicáveis durante todo o curso da doença Visa o alívio do sofrimento Oferecer melhor qualidade de vida
  • 8. Modelo Antigo de Assistência Tratamento Curativo Paliativo Diagnóstico Morte
  • 9. Modelo de Assistência Atual Tratamento Curativo Terminalidade Ultimas Horas Luto Diagnóstico Tratamento Paliativo Morte
  • 10. Bases Terapêuticas do Modelo atual Autonomia e dignidade para o paciente Integração quando possível, nas decisões terapêuticas Reabilitação, quando necessário Ambiente adequado: respeito, conforto, dignidade e comunicação Controle de sintomas
  • 11. “ Tratar uma pessoa nem sempre significa curá-la de uma doença ” Dame Cicely Saunders Fundadora do moderno movimento hospice, Dame Cecily Saunders, faleceu em 2005 em Londres. Sua vocação foi cuidar de doentes em fase terminal. Ela percebeu que ela só podereria ser eficaz se ela obteve-se um grau médico, e começou seus estudos na idade de 33. Em 1967 ela abriu St Christopher's Hospice, agora uma das muitas em todo o mundo
  • 12. Premissas do Modelo Atual O cuidador precisa repensar e reconstruir seus conceitos de Saúde Doença Tratamento Cura Morte Conforto
  • 13. PARADIGMA “ CONJUNTO DE REGRAS QUE ESTABELECEM FRONTEIRAS ENTRE O CERTO E O ERRADO, O VERDADEIRO E O FALSO, O QUE SE DEVE E O QUE NÃO SE DEVE FAZER” “ FUNCIONA COMO UM MODELO, PADRÃO QUE DEFINE O COMPORTAMENTO DAS PESSOAS” “ ENFOQUE PELO QUAL O SER HUMANO ENXERGA O MUNDO, AS COISAS, A NATUREZA, OS OUTROS SERES E OS OUTROS HOMENS” “ MODO DE SE PERCEBER, PENSAR, ACREDITAR, AVALIAR, COMENTAR E AGIR DE ACORDO COM UMA VISÃO PARTICULAR DE MUNDO”
  • 14. MUDANÇAS DE PARADIGMA ANTIGO PARADIGMA Controle Rigoroso Planejamento Linear Soluções Isoladas Em negócios vale tudo: Os fins justificam os meios Busca de estabilidade e segurança NOVO PARADIGMA Descentralização da autoridade Planejamento por interação Sistemas completos Os valores são negociáveis Senso de mudança
  • 15. São pressupostos profundamente arraigados, generalizações ou mesmo imagens que influenciam nossa forma de ver o mundo e de agir Passos dos Modelos Mentais: Olhar-se, virar o espelho para dentro Aprender a desenterrar nossas imagens internas do mundo, levá-las à superfície e mantê-las sob rigorosa análise Realizar conversas ricas em aprendizados Expor de forma eficaz seus próprios pensamentos e estar aberta MODELOS MENTAIS
  • 16. Modelos Mentais Os modelos mentais podem ser generalizações simples , como “não se pode confiar nas pessoas”, ou podem ser teorias complexas , como minhas premissas sobre os motivos pelos quais os membros interagem de uma determinada forma. Mas o mais importante é compreender que os modelos metais são ativos - moldam nossa forma de agir.
  • 17. Curar as vezes, aliviar muito frequentemente e confortar sempre.
  • 18. Confortos Conforto Fisico Conforto Social Conforto Psíquico Conforto Espiritual
  • 19. Conforto Físico Sensação de bem-estar corporal ou ainda, ausência de sofrimento físico e sensações físicas desagradáveis
  • 20. Conforto Social “ Estado de bem estar nas relações sociais que envolvem principalmente: Trabalho, amigos e outros setores da comunidade”
  • 21. Conforto Psíquico “ Sensação subjetiva e situacional de ser aceito, respeitado e amado”
  • 22. Conforto Espiritual “ Sensação de bem estar consigo mesmo, apoio ao outro com respeito as crenças e busca do significado da vida em direção dos fins existenciais”
  • 23. O HOMEM SE CONSTITUI PELO CUIDADO Cuidar - Esfera Coletiva Garantir a vida, ajudar a viver todo aquele que temporária ou definitivamente necessita de ajuda para garantir suas necessidades vitais Cuidar é mais que realizar uma tarefa técnica. Envolve fatores como atenção, carinho, amor
  • 24. Cuidar - Esfera individual A qualidade de nossas vidas depende do cuidado que dispensamos a ela. Se estivermos de bem – de bem com a vida – sentimos prazer de estarmos vivos e, nessas condições, temos espaço interno para acolher e cuidar Ações que realizamos a nós mesmos, desde que adquirimos autonomia Auto-cuidado
  • 25. Fenômeno universal humano Os códigos de conduta para cuidar de outro são definidos pelo Estado, pela sociedade e pela família Cuidar FAMILIAR: via de regra, mulher – esposa, filha, irmã PROFISSIONAL DE SAÚDE: médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem CUIDADOR
  • 26. O cuidador familiar O processo de adoecer é presente no ciclo vital de todos. Inevitavelmente as famílias sofrerão os abalos deste processo O paciente sente-se mais protegido e seguro na relação de cuidado com seu familiar Com o profissional de saúde o envolvimento é sentido como técnico e sem afeto
  • 27. O cuidador familiar FUNÇÕES DA FAMÍLIA: É responsabilidade da família o cuidado de seus membros, desde o nascimento até a morte em quaisquer condições sociais, econômicas ou de saúde;
  • 28. O cuidador familiar FUNÇÕES DA FAMÍLIA: Atende às necessidades biológicas de seus membros, incluindo a obrigação de alimentação, higiene, vestuário e moradia Um familiar doente altera a dinâmica familiar, podendo causar desequilíbrios emocionais, financeiros e nos relacionamentos
  • 29. Estrutura familiar Modelo familiar tradicional dá espaço a uma nova configuração na sua estrutura: Relações de solidariedade entre gerações mais fragilizadas “ Intimidade à distância”: famílias morando em casas ou até mesmo cidades separadas Todos os seus integrantes inseridos no mercado de trabalho Famílias cada vez menores
  • 30. MULHER: Assume com mais naturalidade e facilidade as tarefas de cuidar Trajetória ligada à família e ao âmbito doméstico Função materna: “dom” de cuidar O cuidador familiar É mais comum o cuidador familiar desempenhar seu encargo sozinho, sem a ajuda de outros familiares ou de profissionais
  • 31. O cuidador familiar O “cuidador leigo ” O “cuidador técnico” Em doenças mais graves, além do cuidado leigo, são necessários conhecimentos mais complexos, comuns ao profissional da saúde, para cuidar de seu familiar Desempenha atividades da vida diária, como cuidados com a higiene, além de ter boa vontade, disposição, respeito à vida humana, bom senso e solidariedade
  • 32. A vida do cuidador Necessidade de buscar atividades alternativas, de lazer, para evitar o cansaço, a depressão, como uma “válvula de escape” (Mazza, 2003) em sua vida Há um desgaste implícito na função do cuidador Dificuldade de conciliar atividades profissionais com atividades de cuidador A falta de informação e orientação, de um vínculo institucional de apoio, podem acabar asfixiando o cuidador
  • 33. O cuidador familiar transforma-se em um doente a longo prazo, na medida em que assume a sobrecarga do cuidado sem qualquer suporte ou informação e não lhe são garantidos meios de prevenção.
  • 34. Quem cuida do cuidador? Precariedade do Estado no papel de amparo ao cuidador Necessidade de uma maior articulação entre a família (esfera privada) e a comunidade e o Estado (esfera pública) no cuidado ao doente Em países da Europa, América Latina e os Estados Unidos: Estado, família e comunidade são igualmente responsáveis pelo cuidado ao idoso
  • 35. PROGRAMA NACIONAL DE CUIDADORES DE IDOSOS Instituído pela Secretaria do Estado de Assistência Social, Ministério da Previdência e Assistência e Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, em 1999 Criado como alternativa para proporcionar melhor qualidade de vida e atendimento integral ao idoso e sua família, visa habilitar recursos humanos para o cuidado ao idoso
  • 36. PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Criado pelo Ministério da Saúde em 1994, tem como propósitos: reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases. priorizar as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua. o atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio. Assim, esses profissionais e a população acompanhada criam vínculos de co-responsabilidade, o que facilita a identificação e o atendimento aos problemas de saúde da comunidade.
  • 37. O cuidador em serviços de saúde: Vivência cotidiana de situações limite (doenças graves, morte), que geram constante stress Diversas pesquisas estudaram a morbidade psicológica e psiquiátrica na população médica, com patologias como: comportamento aditivos (uso abusivo de álcool e drogas), sofrimento nas relações interpessoais, comportamentos psicopatológicos (ansiedade, depressão), disfunções profissionais (Carvalho, 2003)
  • 38. Em pesquisa sobre a procura de atendimento psicoterápico pelo profissional da saúde, realizada com 57 funcionários de um hospital (Bonato, 1994), levantou-se que: 36,8% da população pesquisada expressou queixas relacionadas ao trabalho, dentre elas: O cuidador em serviços de saúde: Estresse - 51,7% Desmotivação - 48% Manifestam-se na forma de: Ansiedade na relação com as chefias, irritação, nervosismo,falta de ânimo para o trabalho, desejo de transferência, dificuldade na relação com os colegas
  • 39. Libouban (1985) identifica 5 estratégias defensivas utilizadas pelo pessoal do hospital para proteger-se da sobrecarga afetiva e emocional face o contato com a dor e o sofrimento: O cuidador em serviços de saúde: 1 . Coesão interna entre a equipe baseada numa ajuda mútua 2. Hiperatividade verbal ou cinética como modo de afastar a angústia
  • 40. 3. Absenteísmo como falência de defesas competentes para o enfrentamento de dificuldade O cuidador em serviços de saúde: 4 . A verbalização de questões não vinculadas ao trabalho - chistes e anedotas como válvula de escape 5 . Agressividade reativa contra o paciente através de zombarias, ridicularizações, para encobrir sentimentos de culpa pelo sofrimento do outro, evitando que se coloquem numa posição de fragilidade, sensibilidade
  • 41. O cuidador em serviços de saúde Baixa remuneração Trabalho excessivo Precariedade de recursos materiais A ética na relação com a instituição de saúde: O CUIDADOR É RESPEITADO?
  • 42. O cuidador em serviços de saúde Insegurança no trabalho Trabalho com doença e morte Pouco suporte social da instituição ao profissional Causadores de stress ao profissional da saúde AS DIFICULDADES QUE ENVOLVEM OS SERVIÇOS DE SAÚDE SOBREPÕEM-SE ÀS NECESSIDADES DOS PACIENTES?
  • 43. O cuidador em serviços de saúde O CUIDADO AO PACIENTE SUJEITO Profissional OBJETO Paciente Decide Determina Conduz Sente? Deseja? Afastamento
  • 44. O cuidador em serviços de saúde Pessoa enfraquecida, carente, destituída de seus papéis habituais, com medo da dor, da doença Precisa de apoio emocional, de esclarecimento sobre o que está acontecendo com seu corpo Neste contexto, o profissional de saúde é a pessoa com quem ele contará PACIENTE:
  • 45. O cuidador em serviços de saúde “ Anestesia dos sentidos ”: Defesa diante do sofrimento - Comportamento que se cristaliza, e que impede que o profissional responda espontânea e criativamente em seu trabalho A familiarização com a dor e o sofrimento dificulta que o profissional de saúde veja o paciente além de seu corpo
  • 46. O cuidador em serviços de saúde CUIDAR? CURAR? OU SALVAR? A medicina curativa nega a morte, nela reconhecendo a sua própria impotência diante do fato biológico “ Se pudermos ter claro o referencial do CUIDAR SEMPRE em lugar da obstinação em CURAR SEMPRE, poderemos ter uma diminuição de um fator de risco para estresse do cuidador.” (Carvalho, 2003, p. 141)
  • 47. O cuidador em serviços de saúde ANTES DE TENTAR ELIMINAR A DOR DO PACIENTE, PRECISAMOS ACOLHÊ-LO E ESCUTÁ-LO COM SENSIBILIDADE E SOLIDARIEDADE “ Estamos mais preparados, aparentemente, para trabalhar com a vida do que com as suas possibilidades de interrupção e morte.” (Lunardi et al, 2004, p. 937)
  • 48. O cuidador em serviços de saúde CUIDAR DE SI PARA CUIDAR DO OUTRO: Para tratar o outro com humanidade, é necessário que o profissional se reconheça e se trate como um ser humano Se o profissional da saúde não entrar em contato com os seus desejos, terá dificuldade para entrar em sintonia com as necessidades do outro
  • 49. O cuidador em serviços de saúde Dirigir o olhar para sua própria vida, reconhecer as experiências vividas Estar atento às suas próprias necessidades, desejos, comportamentos, emoções e sentimentos, e ainda às maneiras de expressá-los Ver a si mesmo como um bem preservado Integração de seus desejos às exigências de seu papel profissional CUIDANDO DE SI...
  • 50. O cuidador em serviços de saúde CUIDANDO DO OUTRO... Proporcionar autonomia ao cliente, esclarecendo, informando sobre o cuidado, sobre o diagnóstico. Trabalhar “COM” e não “PARA” , “PELO” A reação do paciente a uma má notícia está diretamente ligada à disponibilidade para explicações, conforto e humanidade do profissional de saúde
  • 51. “ Quem tem do doente, uma visão holística e o aceita como ser humano em todas as suas dimensões, encontra muitos e sólidos motivos, força e apoio para uma assistência digna, realmente humanizada.” (Mezzomo et alii, 2003) Obrigado pela participação de todos!!
  • 52. Bibliografia BONATO. VL. Procura de atendimento psicoterápico pelo trabalhador da saúde. São Paulo (SP), 1994. Dissertação de Mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. CARVALHO, VA de. Cuidados com o cuidador. Rev O mundo da saúde, ano 27, v. 27, n 1, p. 138- 146, jan-mar 2003 KARSCH, UM. Idosos dependente: famílias e cuidadores. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19(3):861-866. Mai-jun, 2003. LUNARDI VL, LUNARDI VL FILHO, SILVEIRA RS, SOARES NV, LIPINSKI JM. O Cuidado de si como condição para o cuidado dos outros na prática de saúde. Rev Latino-am Enfermagem, 2004, nov-dez; 12(6):993-9
  • 53. MAZZA, MMPR. Cuidar em família: análise da representação social da relação do cuidador familiar com o idoso. São Paulo (SP), 2003. Tese de Doutorado – Departamento de Práticas em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. MENDONÇA, KM. A realidade do cuidadores: assistência em domicílio aos portadores de câncer. Campo Grande (MS), 1998. Dissertação de Mestrado – Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. PITTA, AMF. Trabalho hospitalar e sofrimento psíquico. Tese de Doutorado - Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 1989. Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. Site: http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/legislacao/portarias/por_5153_99.asp - 08/03/2005 Ministério da Saúde - Saúde da Família. Site: www.Saude.gov.br
  • 54. PROFª DRª VERA LUCIA BONATO FONE: (11) 30695013 EMAIL: sqvera@incor.usp.br PSICÓLOGA LIGIA ASSIS FONE: (11) 9958-7429 EMAIL:ligia_assis@uol.com.br PSICÓLOGA ANDRÉIA CRISTINA M. S. SILVA FONE: (11) 9731-5883 EMAIL: souza@emilioribas.sp.gov.br