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Comentario Biblico Vida Nova.pdf
COMENTÁRIO BÍBLICO
VIDA NOVA
D. A. CARSON
R. T. FRANCE | J. A. MOTYER | G. J. WENHAM
Tradutores
Carlos E. S. Lopes James Reis
Lucília Marques P. da Silva Márcio L. Redondo Valdemar Kroker
Copyright © Universities and Colleges Christian Fellowhip, Leicester, England, 1994.
Todos os direitos reservados. Título do original: The New Bible Commentary 21s
Century Edition.
Traduzido da edição publicada em 1994, por InterVarsity Press, mediante acordo com a InterVarsity
Press, Leicester, Reino Unido.
1.a
edição: 2009
Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados por SOCIEDADE RELIGIOSA
EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21266, São Paulo, SP, 04602-970 www.vidanova.com.br
Proibida a reprodução por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos,
gravação, estocagem em banco de dados, etc.), a não ser em citações breves com indicação de fonte.
ISBN 978-85-275-0424-9 Impresso no Brasil/Printed in Brazil
COORDENAÇÃO EDITORIAL
Marisa K. A. de Siqueira Lopes
REVISÃO
Eulália Pacheco Kregness Lena Aranha Thomas Neufeld de Lima Valdemar Kroker
REVISÃO DE PROVAS Mauro Nogueira Ubevaldo G. Sampaio
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
Sérgio Siqueira Moura
Diagramação OM Designers Gráficos
CAPA
Osiris Carezzato Rangel Rodrigues
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Comentário bíblico : Vida Nova / D. A. Carson...
[et al.]. -- São Paulo : Vida Nova, 2009.
Outros editores: R. T. France, J. A. Motyer, G. J.
Wenham
Título original: The New Bible Commentary.
Vários tradutores.
ISBN 978-85-275-0424-9
1. Bíblia - Comentários I. Carson, D. A.
II. France, R. T.. III. Motyer, J. A. IV. Wenham, G. J.
09-10088 CDD-220.7
Índices para catálogo sistemático:
1. Bíblia : Comentários 220.7
Comentario Biblico Vida Nova.pdf
SUMÁRIO
Prefácio ...................................................................................................................................................8
Como aborda a bíblia............................................................................................................................10
Como interpretar a bíblia ......................................................................................................................22
A história bíblica...................................................................................................................................33
O pentateuco .........................................................................................................................................57
Genesis..................................................................................................................................................70
Exôdo..................................................................................................................................................117
Levítico ...............................................................................................................................................151
Números..............................................................................................................................................197
Deuteronômio .....................................................................................................................................245
Josué....................................................................................................................................................288
Juízes...................................................................................................................................................319
Rute.....................................................................................................................................................351
1 e 2 samuel ........................................................................................................................................361
1 e 2 reis..............................................................................................................................................407
1 e 2 crônicas ......................................................................................................................................468
Esdras..................................................................................................................................................512
Neemias ..............................................................................................................................................522
Ester ....................................................................................................................................................532
A poesia na bíblia................................................................................................................................545
Jó.........................................................................................................................................................552
Salmos.................................................................................................................................................584
Provérbios ...........................................................................................................................................710
Eclesiastes...........................................................................................................................................740
Cantares ..............................................................................................................................................753
Os profetas ..........................................................................................................................................765
Isaías ...................................................................................................................................................765
Jeremias ..............................................................................................................................................820
Lamentações .......................................................................................................................................867
Ezequiel ..............................................................................................................................................875
Daniel..................................................................................................................................................911
Oséias..................................................................................................................................................934
Joel......................................................................................................................................................954
Amos...................................................................................................................................................968
Obadias ...............................................................................................................................................989
Jonas....................................................................................................................................................995
Miquéias............................................................................................................................................1005
Naum.................................................................................................................................................1019
Habacuque.........................................................................................................................................1026
Sofonias ............................................................................................................................................1035
Ageu..................................................................................................................................................1046
Zacarias.............................................................................................................................................1053
Malaquias..........................................................................................................................................1077
Apócrifos e literatura apocalíptica....................................................................................................1086
Como ler os evangelhos....................................................................................................................1093
Mateus...............................................................................................................................................1102
Marcos ..............................................................................................................................................1154
Lucas.................................................................................................................................................1192
João...................................................................................................................................................1244
Atos...................................................................................................................................................1297
Lendo as epístolas.............................................................................................................................1345
Romanos ...........................................................................................................................................1354
1 coríntios .........................................................................................................................................1410
2 coríntios .........................................................................................................................................1443
Galatas ..............................................................................................................................................1466
Efésios...............................................................................................................................................1485
Filipenses ..........................................................................................................................................1513
Colossenses.......................................................................................................................................1532
1 tessalonicenses...............................................................................................................................1552
2 tessalonicenses...............................................................................................................................1562
Epístolas pastorais.............................................................................................................................1569
1 timóteo ...........................................................................................................................................1572
2 timóteo ...........................................................................................................................................1585
Tito....................................................................................................................................................1594
Filemon .............................................................................................................................................1599
Hebreus .............................................................................................................................................1605
Tiago .................................................................................................................................................1643
1 pedro ..............................................................................................................................................1660
2 pedro ..............................................................................................................................................1681
1 joão.................................................................................................................................................1694
2 joão.................................................................................................................................................1712
3 joão.................................................................................................................................................1714
Judas..................................................................................................................................................1716
Apocalipse.........................................................................................................................................1723
Prefácio
Por mais de três anos, na qualidade de editores, tivemos o privilégio de estar bem no centro de uma notável rede
de atividades. Enquanto outros trabalhavam, nós tivemos a honra de tomar parte nesses trabalhos. Na verdade,
fomos abençoados por aqueles que Deus chamou para trabalhar conosco neste grande projeto; por isso, antes de
tudo, gostaríamos de agradecer a esses autores por seus dedicados esforços e pela paciência com que suportaram
nossas sugestões, interferências e nossos pedidos ocasionais por reformulações. Fomos cercados por uma equipe
seleta de estudiosos da Bíblia, aos quais somos profundamente gratos.
Como sempre ocorre com os que conseguem ter seus textos publicados pela InterVarsity Press, tivemos um
excelente apoio profissional. Mencionar nominalmente Derek Wood como editor organizador e Sue Rebis como
editora coordenadora é o modo mais fácil de transmitir nossos agradecimentos a todos da InterVarsity Press que,
direta ouindiretamente, ajudaram este comentário a vira lume. Écerto que não foram poucas as vezes em que eles
desejaram que trabalhássemos com mais rapidez, respondêssemos com mais presteza ou escrevêssemos com mais
clareza; noentanto, nunca deixaram de serpacientes conosco.Comisso, conquistaram nossa eterna gratidão e a de
todos que acharem prazeroso e proveitoso o uso desta obra.
UmcomentáriodeumúnicovolumesobretodaaBíbliatemqueserumgrandeexercíciodesíntese,quesegue
uma disciplina rigorosa sobre o que deve ser incluído e o que deve ser omitido. Optamos por nos concentrar em
acompanhar o modo como os livros e passagens se “desenvolvem” e, dessa maneira, dar uma contribuição para
uma síntese da Bíblia. Com demasiada frequência o leitor da Bíblia (e não apenas nos primeiros anos de leitura da
Bíblia) fica confuso e quer ajuda para conseguir ter uma visão do todo, e não só de partes isoladas. Cremos que,
quando nosso comentário for utilizado tendo em mente esse objetivo, ele trará ao leitor seus maiores benefícios.
No entanto, no que diz respeito a espaço, procuramos não passar por cima de dificuldades pontuais. De qualquer
forma, ao longo de toda a obra fornecemos listas de livros para leitura e estudo mais aprofundados. Como regra
geral, as listas refletem uma ordem crescente donível de exigência que apresentam ao leitor. Os livros no início da
lista têm o propósito de atender às necessidades mais básicas dos que desejam avançar, a partir daquilo que o
comentário oferece, para um conhecimento minucioso das Escrituras Sagradas. Isto, na verdade, constitui nossa
motivação e convicção principais: o cristão, como indivíduo, bem como toda a igreja que professa a Cristo não
possuem, hoje em dia, necessidade maior do que conhecer a Bíblia como Palavra de Deus, amá-la e submeter-se a
ela. É a essa causa que almejamos servir e é com esse alvo que, com oração, lançamos este comentário para que
siga seu curso.
EstaéasegundagranderevisãodoNovoComentáriodaBíblia,quefoiinicialmentepublicadoem1953.Como
editores, tivemos o privilégio de fazer parte de uma tradição muito honrosa. Saudamos e pagamos o devido tributo
às memórias de Francis Davidson, Ernest Kevan, Alan Stibbs e Donald Guthrie, notáveis mestres da Palavra de
Deus, os quais agora fazem parte de nosso tesouro nos céus. Também nos lembramos, com gratidão, do papel
deconsultorecolaboradordeDonaldWiseman,quando,em1970,surgiuoNewBibleCommentaryRevised [Novo
Comentário da Bíblia Revisado]. Nosso terno respeito por esses homens e pelos dons que lhes foram outorgados
por Deus é algo partilhado em todo o mundo por milhões de leitores agradecidos. Contudo, nesta nova edição do
Novo Comentário da Bíblia nada resta da edição de 1953 e quase nada da revisão de 1970. Passamos da Revised
Standard Version para a New International Version como ponto de partida de nossa edição em inglês, e Deus fez
nascer uma nova equipe internacional de autores. (N. do R.: Em português, o texto comentado é o da Almeida
Revista e Atualizada, ARA, 1995). Mesmo que algum
autor seja o mesmo de 1970, seu artigo ou foi reescrito ou totalmente revisado.
Mas, em meioa todas essas mudanças, está o Deus imutável e o poder imutável de sua Palavra inspirada. Não
ousamosnos comparar aos gigantes dopassado, mas aguardamos, com oração cheia de expectativa, queDeus uma
vez mais faça desta obra, ora publicada no Brasil com o título de Comentário Bíblico Vida Nova, uma bênção para
o seu povo e algo para a sua glória.
D.A Carson
R.T França
J.A Motyer
G.J Wenham
Explicações
Sequência dos artigos. Verosumário.Oscomentáriosaparecemnaordembíblicacomosartigosexplicativos
inseridos onde for o caso.
Referências bíblicas aparecem na forma geralmente aceita: capítulo . versículo (-versículo(s) seguinte(s),
outro(s)versículo(s). Porexemplo, Is 53.1-3,10,11 significa Isaías52, versículos 1a3eversículos 10e11.Quanto
a abreviaturas dos livros da Bíblia, ver página 13.
Quando uma letra aparece depois do número de um versículo, isso geralmente indica o início ou o fim de um
versículo (a ou b). Ocasionalmente, especialmente em passagens poéticas, tais como Salmos, a letra se refere à
respectiva linha no texto de versões bíblicas que compõem a poesia em diversas linhas. Assim, Salmos 49.14 cd
refere-se às linhas 3 e 4 do versículo 14 do salmo 49.
Leitura adicional. Listas delivrosacompanham cadaartigo. Aparecem classificadasde sorte que oslivrosmais
simples vêm primeiro, e os de nível mais profundo no final. As listas não trazem obras técnicas avançadas. Um
traço comprido indica o mesmo autor da linha de cima. Quanto a abreviaturas, ver, por favor, a lista da página 13.
Datação. Numa obra vasta como esta, escrita por cerca de quarenta e cinco autores, é bem possível que haja
pequenas discrepâncias nas datas. Nem todos os estudiosos estão plenamente de acordo quanto às datas da história
antiga. Por exemplo, há um debate contínuo sobre a data do êxodo, que afeta a datação da conquista e do período
dos juízes. Essa questão é tratada no comentário. Ver na página 359 um sumário do assunto. Fizemos, no entanto,
todos os esforços para não confundir o leitor. Um quadro geralmente aceito da história bíblica está na página 44.
COMO ABORDA A BÍBLIA
O que é a Bíblia?
Revelação
A teologia bíblica é um todo orgânico. Isso significa que não só é possível abordar qual-quer parte
do assunto a partir de qualquer outro ponto do mesmo assunto (embora alguns pontos de partida
sejam, certamente, mais proveitosos do que outros), mas sig-nifica também que tratar um
determinado elemento da teologia bíblica como se ele existisse totalmente isolado é algo que
dis-torce seriamente o quadro no seu todo.
Em bem poucos assuntos isso é mais óbvio e verdadeiro do que no que diz res-peito à doutrina das
Escrituras. Nesta era de ceticismo é de duvidar se um entendi-mento bem-elaborado e coerente
acerca da natureza das Escrituras, e da maneira de interpretá-las em determinada situação, pode ser
mantido por muito tempo numa situação em que, ao mesmo tempo, inexiste uma compreensão da
ideia bíblica sobre Deus, os seres humanos, o pecado, a re-denção e o avanço da história rumo ao
seu destino derradeiro.
Por exemplo, se é verdade que a Bíblia nos fala de Deus, e nos diz mais do que simplesmente o tipo
de Deus que ele é, é igualmente verdade que, a menos que Deus seja esse tipo de Deus, é impossível
reco-nhecer a Bíblia pelo que ela é. Para abordar corretamente a Bíblia, é importante saber algo do
Deus que está por trás dela.
Deus é tanto transcendente (i.e., ele está “acima” do tempo e do espaço) quanto pessoal. É o Criador
soberano e todo poderoso a quem o universo inteiro deve sua existência; e, ao mesmo tempo, é o
Deus que graciosamente aceita interagir conos-co, seres humanos, os quais ele mesmo formou à sua
própria imagem. Pelo fato de estarmos presos ao tempo e ao espaço, é aqui que Deus se encontra
conosco; é o Deus pessoal que interage com outras pes-soas que criou para glorificá-lo e desfrutar
da comunhão com ele para sempre.
Em resumo, Deus escolheu revelar-se a nós, pois doutra forma saberíamos muito pouco acerca dele.
É verdade que sua exis-tência e poder revelam-se na ordem criada, muito embora essa ordem tenha
cicatrizes profundas devido à rebeldia humana e suas consequências (Gn 3.18; Rm 8.19-22; v. Sl
19.1,2; Rm 1.19,20). Também é verdade que, na consciência humana, se reflete uma imagem muito
tênue dos atributos morais de Deus (Rm 2.14-16). Mas esse conhe-cimento não é suficiente para
conduzir à salvação. Além do mais, a pecaminosidade humana é tão ardilosa que nem se dá ao
tra-balho de menosprezar uma revelação como essa. Mas, em sua graça sem medida, Deus intervém
ativamente no mundo que fez, a fim de revelar-se a homens e mulheres de maneiras ainda mais
poderosas.
Isso foi verdadeiro mesmo antes da queda. Deus entregou certas responsabi-lidades às criaturas que
fez à sua própria imagem (sendo isso mesmo um ato de re-velação) e, então, encontrou-se com eles
no jardim que fizera para eles. Quando Deus escolheu Abraão, estabeleceu uma aliança com ele,
revelando-se como seu Deus (Gn 15; 17). Quando redimiu Israel da escravidão, Deus não apenas
falou com Moisés, mas apresentou-se na forma de pragas aterrorizadoras e de trovões e re-lâmpagos
do monte Sinai. Embora toda a terra seja dele, ele escolheu Israel como o povo da sua aliança e fez
deles um reino de sacerdotes e uma nação santa (Êx 19.5,6).A eles se revelou não apenas em
espeta­culares demonstrações de poder, mas em sua Torá (lit. “instrução”), que incluía não apenas
prescrições detalhadas para a vida diária, mas também conjuntos completos de práticas religiosas
estabelecidas (tabernáculo/templo, sacrifícios, sacerdócio).
Em todo o período coberto pelo at, Deus se revelou por meio da providência (e.g., as circunstâncias
que levaram José ao Egito, Gn 37—50; 50.19,20; a insônia numa certa noite na vida de Xerxes; Et
6.1ss.; os de-cretos, de Ciro e Dario, que produziram a volta de alguns hebreus a Jerusalém depois
do exílio); de acontecimentos miraculosos (e.g., a sarça ardente, Êx 3; o fogo no mon-te Carmelo,
1Rs 18); das palavras proféti­cas (“a palavra do Senhor” vem repetidas vezes aos profetas); da
poesia e dos cân-ticos (e.g., Salmos). Mas, mesmo quando os crentes do at sabiam que Deus havia
se revelado ao povo de sua aliança, este ti-nha consciência de que ele prometera uma revelação mais
clara no futuro. Deus pro-meteu uma época quando um novo ramo surgiria da linhagem de Davi (Is
11), um homem que se assentaria no trono de Davi, mas que, apesar disso, seria chamado de o Deus
Poderoso, o Pai Eterno, o Príncipe da Paz (Is 9). O próprio Deus desceria e conduziria a um novo
céu e a uma nova terra (Is 65). Ele derramaria o seu Espírito (Jl 2), introduziria uma nova aliança
(Jr 31; Ez 36), ressuscitaria os mortos (Ez 37) e muito mais.
Os autores do nt estão convictos de que a tão aguardada autorrevelação de Deus e sua salvação
chegaram até nós na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. No passa-do, Deus se revelara
basicamente por meio dos profetas, mas agora, nestes últimos dias, ele se revelou suprema e
decisiva-mente no Filho (Hb 1.2). O Filho é a per-feita imagem do Pai (2Co 4.4; Cl 1.15; Hb 1.3);
toda a plenitude de Deus habita nele (Cl 1.9; 2.9). Ele é a encarnação da autoexpressão de Deus; é
o Verbo de Deus feito carne (Jo 1.1,14,18).
Essa revelação centrada no Filho se vê não apenas na pessoa de Jesus, mas tam-bém em seus feitos.
Não apenas em seu en-sino, pregação e cura, mas supremamente na cruz e na ressurreição é que
Jesus revela Deus e consuma o plano divino de reden-ção. Mediante o Espírito, que o Cristo
exal-tado outorgou (Jo 14—16), Deus convence o mundo (Jo 16.7-11), ajuda os crentes em seu
testemunho (Jo 15.27,28) e, acima de tudo, manifesta-lhes a si próprio ao fazer morada neles (Jo
14.19-26). Dessa forma, Deus se revela por intermédio do Espírito Santo, que é a garantia e o sinal
de entrada da herança prometida (Ef 1.13,14). Um dia acontecerá a autorrevelação derradeira, e todo
joelho se dobrará e toda língua con-fessará que Jesus é Senhor para a glória de Deus Pai (Fp 1.11;
cf Ap 19—22).
O ponto a ser destacado é que uma com-preensão genuinamente cristã da Bíblia pressupõe o Deus
da Bíblia, um Deus que se faz conhecido de um grande número de maneiras, de modo que seres
humanos conheçam o propósito para o qual foram feitos — conhecer e amar e adorar a Deus e, dessa
forma, ter prazer nesse relacio-namento em que Deus é glorificado, ao mesmo tempo em que
recebem o benefício incomparável de se tornarem tudo aquilo que Deus quer que sejam. Qualquer
conhe-cimento genuíno que os seres humanos possuam de Deus depende de Deus se re-velar
primeiro.
A palavra de Deus
O que não se deve ignorar é que esse Deus é um Deus que fala. Não há dúvida de que ele se revela
a nós de muitas maneiras, mas a palavra não é a menos importante delas.
Em português, pode-se entender a palavra “revelação” num sentido ativo ou passivo, i.e., ou como
a atividade pela qual Deus se revela ou como o resultado dessa atividade. Quando se refere à
autorrevelação de Deus mediante palavras, o sentido ativo imagina Deus fazendo-se conheci-do por
palavras, ao passo que o sentidopassivo se concentra nas palavras em si, na medida em que são a
mensagem que Deus escolhe transmitir.
Nunca é demais realçar a importância da fala divina como recurso fundamental de sua
autorrevelação. A própria criação é o produto da fala divina: Deus fala, e mun-dos vêm à existência
(Gn 1). Muitos dos mais impressionantes feitos de revelação não seriam compreensíveis sem a
corres-pondente fala divina. Moisés vê a sarça ardente com curiosidade até que a voz lhe diz para
tirar as sandálias e lhe atri-bui suas novas responsabilidades. Abraão não teria tido motivo algum
para sair de Ur se não fosse pela revelação divina em palavras. Vez após vez, os profetas car-regam
o peso de transmitir “a palavra do Senhor” ao povo. A revelação verbal é essencial mesmo no caso
do Senhor Jesus: durante os dias em que viveu no mundo ele foi, antes de tudo, o mestre. Além
dis-so, sem a explicação do significado de sua morte e ressurreição, preservada tanto nos evangelhos
quanto nas epístolas, mesmo esses acontecimentos cruciais teriam sido lastimavelmente obscuros.
A fala divina é tão fundamental em sua autorrevelação que, quando o evangelista João busca uma
maneira completa de referir-se à derradei-ra autorrevelação em seu Filho, escolhe referir-se a ele
como “o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”
(Jo 1.1,14). O cavaleiro de Apocalipse 19 é chamado assim: “Fiel e Verdadeiro [...] Está vestido
com um manto tinto de san­gue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus” (19.11,13).
É claro que demonstrar que Deus é um Deus que fala e que suas palavras são um elemento
fundamental em sua graciosa ma-nifestação de si mesmo para nós, por si só, não demonstra que a
Bíblia é produto da-quela revelação ativa e que, dessa maneira, é ela mesma revelação no sentido
passivo.
De fato, a expressão “a palavra de Deus” tem, na Bíblia, uma ampla gama de usos. Todos
pressupõem que Deus fala, que não
é um mero e impessoal “fundamento de todo ser” nem um “outro” misterioso; mas a variedade de
usos é digna de nota. Por exemplo, frequentemente se afirma que “a palavra de Deus” ou “a palavra
do Senhor” “veio” a um de seus profetas (e.g., Jr 1.2; Ez 30.1; Os 1.1; Lc 3.2). Geralmente, não se
explica como essa “pa­lavra” ou “mensagem” chega. Fica claro, no entanto, que mesmo esses
exemplos são suficientes para demonstrar que na própria Bíblia a expressão “a palavra de Deus”
não necessariamente se refere às Escrituras.
Alguns que fazem tal observação vão além e defendem que é inapropriado falar das Escrituras como
a palavra de Deus. Em vez disso, sustentam que, caso a expressão “a palavra de Deus” seja
empregada para referir-se à Bíblia, isso deve assumir um sentido amplo: a mensagem da Bíblia,
aquilo que, em termos gerais, Deus revelou a testemunhas humanas, ou algo parecido. Não deve ser
empregada para referir-se às palavras reais das Escrituras.
Todavia, isso é, com certeza, cometer o erro oposto. Jesus pôde repreender seus adversários por
colocarem suas tradições acima da “palavra de Deus” (Mc 7.13), e o que teve em mente foram as
Escrituras que já foram dadas. Se algumas mensagens da parte de Deus são expressas em termos
mais genéricos, um número substancial é expresso como oráculos, falas, do próprio Deus. É assim
que, com modéstia, a profe­cia de Amós começa “As palavras [...] que vieram a Amós”, mas, ao
longo de todo o livro, um oráculo após outro é iniciado com alguma expressão do tipo: “Assim diz
o Senhor” (2.6) ou: “Portanto, assim diz o Senhor Deus” (3.11). Jeremias descre­ve a revelação de
Deus como algo que lhe vem quase que por ditado, de forma que, quando o primeiro manuscrito é
destruído, na sua graça, Deus entrega novamente a mensagem (Jr 30.2; 36.27-32). Davi insis-te que
“as palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes”
(Sl 12.6). Quando levamos nossa investigação até o nt, en-contramos um autor após outro dizendo
que “Deus diz” algo que se acha em um ou outro livro canônico. Conquanto auto­res do nt
frequentemente se refiram àquilo que Moisés ou Isaías ou alguém mais diz (e.g., Rm 9.29; 10.19),
também podem se referir àquilo que o próprio Deus diz quan-do fala ao autor de determinado livro
do at (e.g., Rm 9.15,25). Além do mais, podem dizer que “Deus diz” ou “o Espírito Santo diz”
mesmo quando citam passagens das Escrituras em que o autor do at não rece-be uma mensagem
direta de Deus (e.g., Hb 7.21; 10.15). Às vezes emprega-se uma fórmula mais longa, e.g.: “o que
fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta” (Mt 1.22); “a Escritura que o Espírito Santo
proferiu anteriormente por boca de Davi” (At 1.16).
Esse breve esboço dos dados existen-tes buscou mostrar que Deus se revelou de muitas maneiras,
mas especialmente na revelação verbal. Identificamos elementos que mostram que a revelação
verbal está ligada às próprias Escrituras, mas não nos aprofundamos nessa direção. Antes de fazê-
lo, na revelação bíblica há um ele-mento correlato que se deve mencionar rapidamente.
A palavra de seres humanos
Mesmo uma leitura superficial da Bíblia revela que ela não é o resultado de um di-tado divino puro
e simples e muito menos que é algo que, vindo do céu, foi entregue em placas de ouro. Apesar de
suas muitas afirmações de ser revelação e ter autorida-de divina, a Bíblia é muito
surpreendente-mente um livro humano — ou, para sermos mais exatos, 66 documentos
surpreenden-temente humanos. Autores canônicos citam autores mais antigos pelo nome, tratando
muitos dos documentos como produzidos por pessoas históricas, mas sem indicarem, nem mesmo
por um instante, que essa di-mensão humana diminui a autoridade dos documentos. Aliás, algumas
das alusões às
Escrituras do at são feitas com uma notá­vel informalidade, e.g.: “alguém, em certo lugar” (Hb 2.6).
Se vamos considerar cla-ramente como os cristãos devem abordar a Bíblia, então, por mais que
declaremos que as Escrituras são Palavra de Deus (uma questão na qual ainda insistiremos), não se
pode ignorar essa dimensão decidi-damente humana.
Há várias implicações importantes. A Bíblia não chegou até nós de uma vez só, mas ao longo de
um período de aproxima-damente mil e quinhentos anos, pelas mãos de muitos seres humanos,
sendo que a iden-tidade de alguns é totalmente desconheci-da. A primeira implicação é, então, que
a Bíblia está profundamente arraigada na história. Os vários autores humanos repre-sentam culturas,
idiomas, acontecimentos históricos, pressuposições e maneiras que são concretos. O paralelo óbvio,
para o qual se tem frequentemente chamado a atenção, é a encarnação. O Filho Eterno, o Verbo pré
existente, tornou-se encarnado. Ele é tanto Deus quanto homem. A formulação clássica ainda é a
melhor: o Filho eterno tornou-se encarnado na história, duas natu-rezas, uma pessoa. Não se pode
discernir verdadeiramente a Jesus Cristo, e nele crer, caso se rejeite ou enfraqueça sua divinda-de
ou sua humanidade. De modo um tanto semelhante, a Bíblia é tanto divina quanto humana. É a
revelação de Deus e é um re-gistro humaNúmeros A mensagem, incluindo as próprias palavras, é
divina, tendo o Deus eterno como origem. Contudo, é um livro profundamente humano, escrito na
his-tória, um só livro com duas naturezas. É claro que não se deve ir muito longe com a analogia.
Jesus Cristo é ele próprio tanto Deus quanto homem, mas ninguém diria que a Bíblia é ela própria
Deus e homem; jamais passa de uma ferramenta nas mãos de um Deus que se revela. Jesus Cristo
deve ser adorado; a Bíblia em si não deve ser adorada. No entanto, a comparação, se feitas as devidas
ressalvas, é proveitosa caso nos forneça algumas categorias que
nos ajudem a compreender aquilo que a Bíblia é e também caso nos incentive à hu-mildade quando
nos aproximamos desse livro. Em todo nosso exame das Escrituras, jamais devemos abrir mão da
virtude da humildade — humildade diante do Deus que, de forma tão graciosa, se adaptou às nossas
necessidades a ponto de se desvelar poderosamente tanto no Verbo encarnado quanto na palavra
escrita.
A segunda implicação é que a revela-ção preservada na Bíblia não é um sistema abstrato, seja
filosófico, ético ou teológi-co. O budismo se mantém ou desmorona como um sistema de
pensamento: caso se provasse que Gautama, o Buda, nunca viveu, a religião que leva o seu nome
não correria risco. Não é esse o caso do cristia-nismo. A despeito da imensa diversidade literária
existente na Bíblia, no seu todo ela conta uma história, e essa história se pas-sa no tempo e no
espaço. Apesar dos me-lhores esforços que alguns estudiosos têm empreendido em alegar que a fé
bíblica ja-mais deve estar aprisionada à pesquisa his-tórica, há uma percepção acentuada de que a
natureza da graciosa auto manifestação divina, que ocorre na história simples e co-mum (por mais
espetaculares ou milagro-sos que sejam alguns dos elementos dessa revelação), assegura que não há
como fugir da investigação histórica. Se Jesus Cristo nunca viveu, o cristianismo está destruído; se
ele nunca morreu na cruz, o cristianismo está destruído. Se jamais ressuscitou dos mortos, o
cristianismo está destruído. Por mais que o objetivo derradeiro da fé cristã seja Deus, essa fé é
incoerente se declara fé no Deus da Bíblia, mas não no Deus que, segundo a Bíblia, se revela na
história que é, em grande parte, acessível e verificável. Em resumo, os elementos da história bíbli-ca,
em toda a sua dimensão, são essenciais à integridade da mensagem cristã.
Em terceiro lugar, pelo fato de a Bíblia ser tão convincentemente humana, ela in-clui não apenas a
graciosa autorrevelação de Deus a nós, mas também o testemunho
humano sobre Deus. O livro de Atos, por exemplo, relata muitos incidentes em que os apóstolos
confrontaram com ousadia as autoridades que procuravam silenciá-los, e a confiança inabalável
desses primeiros cristãos está ligada à imutabilidade de sua convicção de que Jesus havia
ressuscita-do dos mortos. Eles o haviam visto; aliás, de acordo com Paulo, mais de quinhentas
testemunhas o haviam visto (1Co 15). Muitos dos salmos oferecem um testemu-nho tocante de como
aqueles que creem no Deus vivo reagem às circunstâncias em transformação e às tempestades da
vida. De forma mais ampla, muitas pessoas que são descritas nas Escrituras, ou que foram autoras
das Escrituras, interagiram profun-damente com seus contemporâneos. Não são simples secretários
que recebem di-tados vindos do céu. Não se consegue ler o teor apaixonado de, digamos, Paulo em
2Coríntios 10—13, ou a indignação moral de Amós, ou a ferida profunda refletida em Lamentações
ou em Habacuque, ou a preo-cupação de Judas diante do desvio teológi-co, ou o testemunho firme
e comprometido de Mateus e João, ou o transparente carinho que Paulo revela em Filipenses, sem
reco-nhecer que a Bíblia descreve pessoas de ver-dade e que foi escrita por pessoas também de
verdade. Por mais que elas sejam usadas para transmitir a verdade divina a gerações posteriores,
também dão testemunho de sua experiência pessoal e profunda de Deus.
Essas três implicações aparecem juntas numa quarta. Conforme vimos, os autores humanos da
Bíblia estão profundamente enraizados na história; descrevem sua par-ticipação no evento; dão
testemunho. O que descobrimos é que os autores bíblicos posteriores não apenas pressupõem a
his-toricidade dos principais acontecimentos da história redentora (tais como a queda, o chamado
de Abraão e a aliança de Deus com ele, o êxodo e a promulgação da lei, o surgimento dos profetas,
o estabelecimento da monarquia davídica, o ministério, mor-te e ressurreição de Jesus), mas também
pressupõem que sejam fidedignos até mes-mo os relatos bíblicos de acontecimentos históricos
relativamente menos impor-tantes. A rainha do sul visitou Salomão (Mt 12.42; Lc 11.31,32), Davi
comeu os pães da proposição (Mc 2.25,26), Moisés ergueu a serpente no deserto (Jo 3.14), Abraão
deu a Melquisedeque um décimo dos despojos (Hb 7.2), oito pessoas se sal-varam na arca (1Pe
3.20), a mula de Balaão falou (2Pe 2.16) — para oferecer apenas uns poucos exemplos. Um dos
exemplos mais intrigantes está nos lábios de Jesus (Mt 22.41-46; Mc 12.35-37) quando ele cita
Salmos 110, que, de acordo com o sub-título, é um salmo de Davi. O que se deve observar de
importante é que, aqui, o peso da argumentação de Jesus depende total-mente da pressuposição de
que o subtítu-lo seja autêntico. Caso o salmo não tenha sido escrito por Davi, então Davi não falou
do Messias como seu Senhor, embora ain­da mencionando o “meu Senhor” a quem “o Senhor”
falou. Se, digamos, um corte-são houvesse composto o salmo, podería-mos então facilmente
entender que “meu Senhof’ era referência ao próprio Davi ou a um dos monarcas que o sucederam
(como muitos críticos contemporâneos conjecturam). Mas, caso entendamos, como Jesus, que o
subtítulo diz a verdade, é quase ine-vitável alguma espécie de interpretação messiânica. Em suma,
as referências his-tóricas são não apenas abundantes e bem interligadas, mas, sempre que Escrituras
posteriores citam exemplos anteriores, ja-mais alimentam suspeita de que o relato é enganador, não
histórico, correto apenas num nível teológico ou algo do gênero.
Finalmente, reconhecendo-se que a Bíblia foi escrita por muitas pessoas ao longo de muitos séculos,
não podemos nos surpreender que ela seja constituída de mui-tos gêneros literários. Poesia e prosa,
narra-tiva e discurso, oráculo e lamento, parábola e fábula, história e teologia, genealogia e
apocalíptica, provérbio e salmo, evangelho e carta, lei e literatura de sabedoria, relató-rio e sermão,
dístico e épico — a Bíblia é constituída de todos esses e muitos mais. Padrões de alianças emergem
com algu-ma semelhança aos tratados hititas; listas de deveres domésticos são encontradas e
possuem notável semelhança com códigos de conduta existentes no mundo helênico. E essas
realidades, um subproduto da hu-manidade da Bíblia, influenciam necessa-riamente como devemos
abordar a Bíblia, a fim de interpretá-la corretamente.
Escrituras e cânon
Caso reconheçamos que Deus é um Deus que fala, que sua autor revelação inclui revelação verbal
e que, com frequência, tem usado seres humanos como porta-vozes, temos de indagar,
primeiramente, como passamos daquilo que parece um processo basicamente pessoal e oral para as
Escrituras, ou seja, para textos escri-tos e públicos (o tema desta seção); e, em segundo lugar, como
devemos entender a relação entre aquilo que Deus fala e aqui-lo que seu agente humano fala (o tema
da seção seguinte).
É óbvio que, embora as Escrituras des-crevam Deus falando por meio de seres humanos, o único
acesso que temos a tais fenômenos durante o período da história abrangido pelas Escrituras está nas
próprias Escrituras. Isso está pressuposto, por exem­plo, na pergunta retórica de Jesus: “Não tendes
lido o que Deus vos declarou?” (Mt 22.31). As alternativas resultantes pa­recem ser então que, ou
as Escrituras não são mais do que um testemunho (falível) de tal revelação verbal divina, ou são
nada me-nos do que o produto de tal revelação. No primeiro caso, o intérprete tem de decidir, com
o máximo de sua capacidade, quais são aquelas partes das Escrituras que cons-tituem um
testemunho fiel do Deus que se revela em feitos e em palavras, pondo de lado aquelas que não são
um testemunho fi-dedigno ou confiável — e informar quais as bases em que tomou essas decisões.
No se-gundo caso, deve-se entender que a Bíblia é
não apenas um testemunho fiel da graciosa autorrevelação divina em palavras e ações, mas também
a própria expressão da revela-ção verbal de Deus à humanidade. Essas vi-sões alternativas sobre as
Escrituras terão, certamente, um efeito na maneira como abordamos as Escrituras.
Não deve haver quase nenhuma dúvida sobre o modo como Escrituras posteriores se referem a
Escrituras mais antigas; deze-nas e dezenas de passagens deixam claro que, para esses leitores, não
importa o que as Escrituras digam, é Deus quem o diz. É claro que uma formulação dessas permite
que se registre que Satanás e todo tipo de pessoas más falem dentro das Escrituras; invariavelmente
o contexto deixa patente que o propósito de registrar tais falas é que façam parte de um relato mais
amplo em que fica apresentada, implícita ou explici-tamente, a perspectiva divina. No entanto, deve-
se ter bastante cuidado em identifi-car exatamente qual o gênero literário que está sendo empregado
e exatamente qual a mensagem que está sendo transmitida, e o resultado é nada menos do que a
mente de Deus sobre o assunto.
Dessa forma, em Mateus 19.5, as pa-lavras de Gênesis 2.24, que na narrativa de Gênesis não são
atribuídas a Deus, são assim mesmo apresentadas como aquilo que Deus “disse”. Deus mesmo falou
pela boca dos santos profetas (e.g., Lc 1.70).
Se os discípulos foram considerados tolos por deixarem de crer em “tudo o que os profetas disseram”
(Lc 24.25), então o sig-nificado daquilo que os discípulos deviam ter entendido e que Jesus explica
a eles é “o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). O evangelho é nada
menos do que aquilo que Deus havia “prometido por intermédio dos seus profe­tas nas Sagradas
Escrituras, com respeito a seu Filho” (Rm 1.2,3). As palavras das Escrituras e as palavras de Deus
são tão equivalentes que Paulo pôde personificar as Escrituras: “Porque a Escritura diz a Faraó”
(Rm 9.17); “tendo a Escritura previsto que
Deus justificaria pela fé os gentios” (Gl 3.8); “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado” (Gl
3.22). Nenhuma dessas frases faz sentido a menos que Paulo pressu-ponha que o que as Escrituras
dizem, Deus diz. Essa questão ganha formulação explí­cita em 2Timóteo 3.16: “Toda a Escritura
[graphe] é inspirada por Deus e útil...”. É verdade que, nesse contexto, a referência é àquilo que
chamamos de Escrituras do at. Observe-se o versículo antecedente: desde a infância Timóteo havia
conhecido “as sa­gradas letras” [hiera grammata]; além do mais, essa passagem nada declara sobre
os exatos limites das Escrituras, dessa forma não estabelecendo um cânon consensual. No entanto,
o que a passagem realmente faz é afirmar que, se um corpo literário está incluído nas “Escrituras”,
deve-se julgá-lo como “inspirado por Deus” (a tal respei­to examinaremos mais detalhadamente
adiante) e tratá-lo consoantemente.
A mesma posição, de acordo com os autores dos evangelhos, é pressuposta pelo próprio Senhor
Jesus. Ele insistiu que “a Escritura não pode falhar” (Jo 10.35). Quando se refere a Moisés, Jesus
está pensando no que Moisés escreveu, i.e., as Escrituras: “Quem vos acusa é Moisés [ele disse a
alguns de seus oponentes], em quem tendes firmado a vossa confiança. Porque, se, de fato, crêsseis
em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém, não credes
nos seus escritos, como crereis nas minhas pa­lavras?” (Jo 5.45-47). Por mais difícil que seja a
interpretação de Mateus 5.17-20 ou por mais contestada que seja a natureza exata do
“cumprimento”, certamente está claro que, quando Jesus diz: “Porque em verdade vos digo: até que
o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18),
ele pressupõe a veracidade e a confiabili­dade da “Lei” (que no contexto se refere à totalidade das
Escrituras: cf “a Lei” e “os Profetas” em 5.17; 7.12) tal como se acha registrada nas Escrituras. A
autoridade
divina, que tanto Jesus quanto seus pri-meiros seguidores atribuem às Escrituras, constitui o poder
que fica pressuposto na fórmula frequentemente repetida e que introduz muitas citações das
Escrituras: “Está escrito” (e.g., Mt 4.4; Rm 9.33), eles disseram — e isso bastava.
Aqui se introduziu apenas uma ínfima parcela dos dados, mas é suficiente para mostrar que, para
Jesus e os autores do Novo Testamento, as Escrituras já existen-tes não eram vistas como um
testemunho meramente escrito da revelação de Deus; pelo contrário, tais Escrituras eram elas
próprias, simultaneamente, o produto de autores humanos e a revelação do Deus que fala. O que as
Escrituras disseram, Deus disse. Por mais que sua autoridade não proceda de si mesma, aquilo que
a Bíblia diz está carimbado com a autorida-de de Deus, pois suas palavras são as pala-vras de Deus.
O cânon das Escrituras
Por si só este exame nada diz sobre o es-copo das Escrituras. Mesmo concordando acerca da
natureza das Escrituras, ainda fica a definir a questão de quais escritos constituem as Escrituras. O
que forma o cânon das Escrituras, e como sabemos que é assim, é um assunto complexo sobre o
qual muito se tem escrito. Este brevíssimo sumário deve bastar.
1. Muitos têm alegado que as Escrituras do AT foram canonizadas (i.e., reconhecidas como uma
lista fechada de escritos) em três etapas: primeiro, a Torá (aqui com o senti-do do que chamamos
de Pentateuco, os cin-co primeiros livros); segundo, os Profetas; terceiro, os Escritos. Conforme
com fre-quência se alega, não se chegou à última etapa senão no final do século i da era cristã, no
Concílio de Jamnia. No entanto, mais e mais vem-se reconhecendo que, no que diz respeito ao
cânon, Jamnia nada mais fez do que revisar argumentos a favor de dois dos livros dos Escritos
(Eclesiastes e Cantares) — algo parecido com o que Lutero faria,
mais tarde, ao reavaliar os argumentos a favor de Tiago. Nos dois casos, a pressu-posição herdada
foi de que os escritos em questão pertenciam, de fato, ao cânon, e o assunto levantado foi se era ou
não possível manter essa pressuposição.
2. Indícios indiretos da posição de li-vros do AT podem ser percebidos a partir do nt. De acordo
com Lucas 24.44, o pró-prio Jesus referiu-se às Escrituras como aquilo que está “escrito na Lei de
Moisés, nos Profetas e nos Salmos” — a maneira tradicional de designar as três divisões do cânon
hebraico, à qual acabamos de fazer menção. Num contexto mais amplo, o nt cita cada uma das três
seções e a maioria dos livros do at e apresenta tais citações como “Escritura”. Nem todo escrito
antigo era considerado Escrituras, de modo que tratar alguns livros, mas não outros, como Escrituras
pressupõe que a mente daqueles que estão a citar funciona com uma lista de livros escriturísticos.
Assim, citações de Cleanto em Atos 17.28, Menandro em ICoríntios 15.33, Epimênides em Tito
1.12 ou lEnoque em Judas 14,15 não são introduzidas como Escrituras. Também é interessante que
nenhuma alusão a li-vros apócrifos é tratada como Escrituras. Conquanto as cópias da Septuaginta
(tra-dução grega do AT) que chegaram até nós, e provêm dos séculos iv e v da era cristã, incluam a
maioria dos livros apócrifos, re-conhece-se amplamente que esses manus-critos não fornecem
praticamente nenhum indício daquilo que pensavam os judeus que moravam na Palestina no
primeiro sé-culo, e talvez nem mesmo forneçam quais-quer indícios a favor de um cânon judaico
ampliado e adotado por judeus em, diga-mos, Alexandria.
3. Obviamente não se pode abordar exatamente da mesma maneira o encer-ramento do cânon do nt,
i.e., o momento no qual se chegou a um acordo universal de que não havia mais nenhum livro a ser
acrescentado a uma lista fechada de livros que eram Escrituras oficiais, visto que isso
exigiria um corpo escriturístico ainda pos-terior para autenticar os escritos do nt, e assim por diante,
num ciclo sem fim. Assim mesmo, vale a pena observar como alguns documentos tardios do nt se
referem a alguns mais antigos como “Escrituras” (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
4. Mas, talvez, o mais importante sejam várias passagens em que o próprio Cristo se torna o centro
do que veio a ser o cânon do nt. Em particular, os versículos iniciais i de Hebreus fazem contraste
entre como Deus falou, “muitas vezes e de muitas ma­neiras, aos pais, pelos profetas” e a maneira
como “nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (Hb 1.1,2). O próprio Filho é o ponto máximo da
revelação; para usar o linguajar de João, o próprio Jesus, conforme já vi-mos, é o Verbo derradeiro,
a autoexpressão de Deus, o Verbo encarnado. Dessa ma-neira, qualquer noção de um cânon do nt
fica imediatamente vinculada à sua relação com ele. Jesus certamente preparou seu pe-queno grupo
de apóstolos, tendo em vista
a compreensão ampliada que teriam como consequência de sua ressurreição e da descida do Espírito
(Jo 14.26; 16.12-15). Com certeza também há indícios de que, embora os doze e Paulo pudessem
co-meter e de fato cometeram erros (e.g.,
Gl 2.11-14), ocasionalmente podiam estar tão cônscios de que o que estavam escre-vendo era nada
menos do que o manda-mento do Senhor que podiam considerar inaceitáveis até mesmo os profetas
do pe-ríodo neotestamentário que os questiona-vam naquele momento (1Co 14.37,38).
5. Alguns têm dado a impressão total-mente falsa de que a igreja primitiva levou um tempo
excessivo para reconhecer a au-toridade dos documentos do nt. Na verda-de, é vital fazer distinção
entre o reconhe-cimento da autoridade desses documentos e um reconhecimento universal do
conte-údo de uma lista fechada de documentos do nt. Os livros do nt vinham circulando i por longo
tempo antes de ocorrer esse re-conhecimento universal. Em sua maioria, esses livros eram aceitos
em toda parte como livros com autoridade divina e todos eles eram aceitos em pelo menos grande
parte da igreja. Em sua maioria, os documentos do nt são citados como autorizados já bem cedo.
Isso inclui os quatro evangelhos, as treze cartas paulinas, 1Pedro e 1João. O restante dos limites do
cânon do nt estava, na sua maior parte, já bem definido à época de Eusébio, no início do século iv.
6. Foram basicamente três os critérios mediante os quais a igreja primitiva con-cordou que certos
livros possuíam autori-dade. Primeiro, os Pais da igreja buscaram apostolicidade, i.e., um
documento devia ter sido escrito por um apóstolo ou por alguém em contato direto com os apóstolos.
É assim que se entendia que Marcos teve como base o testemunho de Pedro; Lucas esteve
relacionado com Paulo. Tão logo os Pais analisaram a possibilidade, rejeitaram qualquer documento
que fosse suspeito de pseudonímia (escrito por alguém que não o autor indicado). Segundo, uma
exigência básica de canonicidade era a conformidade à “regra de fé”, i.e., ao cristianismo bási­co,
ortodoxo, reconhecido como norma nas igrejas. Terceiro, e dificilmente menos importante, o
documento tinha de ter des-frutado uso amplo e contínuo pelas igrejas. A propósito, para ser viável,
esse critério exige que se passe certo tempo e ajuda a explicar por que demorou tanto até o
“en­cerramento” do cânon (i.e., até que a igreja tivesse quase universalmente concordado sobre a
posição de todos os 27 documen-tos do nt). Um dos motivos pelos quais Hebreus não foi aceito no
Ocidente tão rapidamente quanto algumas epístolas foi que era anônimo (não pseudonímico!), e, de
fato, foi mais rapidamente aceito no Oriente, onde muitos achavam (erronea-mente) que fora escrito
por Paulo.
O dado talvez mais importante a re-conhecer é que, embora não houvesse ne-nhuma estrutura ou
hierarquia eclesiástica semelhante ao papado medieval que impu-sesse o cumprimento de decisões,
no final quase toda a Igreja universal reconhecido os mesmos 27 livros. Em outras pa Jewel
Manufacturing, este não era tanto um "reconhecimento oficial", como o fato de que o povo de Deus
em diferentes partes reconheceram que os outros crentes em outros lugares também foram
encontrados para ser verdade. Isso tem que ser constantemente enfatizado: "O fato de que
praticamente toda a igreja passou a reconhecer os mesmos 27 livros como canônicos é notável
quando se recorda que o resultado não foi resolvido. Todos eles poderiam fazer igrejas di rentes
todo o império era dar testemunho de sua própria experiência com documentos e compartilhar
qualquer conhecimento que possa ter tido sobre a sua origem e caráter. Como você considera a
diversidade de origens culturais e orientação quanto ao essencial da fé cristã na igreja, o seu acordo
comum sobre os livros pertencentes ao Novo Testamento serve para sugerir que esta decisão final
não tenha originado apenas no nível humano "(Glenn W. Barker, William L. Lane, e J. Ramsey
Michaels, o Novo Testamento fala [Harper & Row, 1969], p. 29).
Então, a igreja deu-lhes uma certa posição de documentos que poderiam ter perdido, como se a
igreja era uma instituição com autoridade independente das Escrituras ou em posição paralela às
Escrituras.Em vez disso, os documentos do NT foram Escrituras por causa do que Deus havia
revelado; Igreja, providencialmente guiado universalmente veio a reconhecer que Deus havia feito
na revelação culminante de si mesmo, na pessoa de Seu Filho e deu testemunho documentos e
recolher os confins da revelação no Filho.
INSPIRAÇÃO E AUTORIDADE
Se as Escrituras são ambos revelação verbal de Deus e do produto das mãos humanas, devemos
buscar, pelo menos, alguma relação entre eles. Nos últimos séculos, o termo tem sido mais utilizada
em relação ao tema é "inspiração". Como "Trinity", a palavra "inspiração" não é uma palavra bíblica,
mas sim é aquele que resume aspectos importantes da verdade bíblica. Inspiração é geralmente
Finida (pelo menos nos círculos protestantes) ea obra sobrenatural do Espírito Santo de Deus sobre
os autores humanos das Escrituras de modo que o que eles escreveram era precisamente o que Deus
queria que eles escrevem com a finalidade de comunicar a sua verdade.
Alguns comentários sobre esta definição vai nos ajudar a esclarecer, indicando sua utilidade e
defender essas interpretações errôneas comuns feitas a seu respeito.
1 A definição fala tanto a ação de Deus, pelo seu Espírito no autor humano e da natureza do
texto resultante. Esta dupla ênfase é uma tentativa de capturar os dois elementos estão presentes e
demonstrável na história que a Bíblia faz o que está acontecendo. Por um lado, ele diz que "nenhuma
profecia da Escritura é de particular interpretação" (presumivelmente uma interpretação particular
da forma como as coisas são); de fato, "nunca foi levado a profecia [claramente, no contexto, que é
profecia da Escritura] pela vontade; Pelo contrário, os homens falaram da parte de Deus conforme
eram movidos pelo Espírito Santo "( 2 01:20 Pet. , 21 ). Por outro lado, não é apenas que os autores
de nós huma das Escrituras foram "guiados pelo Espírito Santo", mas a Escritura resultante é
"inspirada por Deus" ( 2 Tm. 3:16 ).Expressão gr. Enquanto isso poderia ser traduzido como
"inspirada por Deus." O ponto interessante é descrita neste texto da Escritura forma, e não o autor
humaNúmeros Se optar por usar a palavra "inspirado" em vez de "Deus soprou-", então devemos
dizer (como esta passagem) que o texto não é o que inspirou os seus autores humanos. Se usar,
alternativamente, o termo "inspiração", juntamente com o fato de que os autores humanos foram
"guiados pelo Espírito de San", em seguida, os autores das Escrituras foram inspirados. Neste caso,
o projeto da definição inclui a obra do Espírito Santo no autor humano ea posição resultante do texto
da Escritura.
2 Não há nada na definição que exige uma maneira particular de inspiração. Definitivamente
inspiração pode operar através de um estado anormal da mente humana, por exemplo, uma visão,
uma co mo sonho em transe, ouvindo vozes e muito mais. Mas não há nada na definição que exige
tal fenômeno; na verdade, a julgar pelo texto da Escritura, não é claro que todos os escritores bíblicos
eram sempre consciente de que o que eles estavam escrevendo era o texto sagrado. Também não há
qualquer razão para depreciar a descrição que Lucas faz seu trabalho, caracterizado pela pesquisa e
investigação cuidadosa de suas fontes ( Lucas 1: 1-4. ). O fato é que o termo "inspiração" não é
muito mais do que uma forma conveniente para ser usado em relação ao processo pelo qual Deus
deu existência às Escrituras como eles já foram descritos tag: revelação verbal e testemunho
histórico, palavras de seres humana e palavras de Deus, a verdade de que Deus escolheu para se
comunicar e as formas particulares de cada um dos autores humanos.
3 É importante distinguir esse uso de "inspiração" dois outros usos. O primeiro surge a partir do
mundo da arte contemporânea. Nós falamos sobre compositores, escritores, pintores, escultores,
músicos e outros seres "inspirados". Se pararmos para pensar nisso como o único uso, podemos
supor que essas pessoas foram inspirados pelas Musas; que é mais teologicamente inclinados a
atribuir inspiração "graça comum" de Deus. Além de tal reflexão, não pensamos muito mais em que
seu trabalho é excelente classe, elite. Assim, podemos concluir que os seus trabalhos são
"inspiradora", ou seja, permitindo que aqueles que observam levantar algum horizonte, ou tentar
algo novo, ou simplesmente sentir é enobrecido. Normalmente essa utilização não é levado para
indicar que o soberano Deus comunicou Sua verdade permanente para seu povo da aliança.
O segundo uso de "inspiração" com que a nossa definição não deve ser confundida é o que está
no uso dos Padres da Igreja. Tem-se observado que a "inspiração" nunca funciona entre os Padres
como critério de canonicidade. Isto não é porque os pais não consideram as Escrituras como
inspiração, porque na verdade eles não considerá-los inspirado; mas sim, porque o uso de inspiração
não é algo que diz respeito exclusivamente às Escrituras. Em um sermão atribuído ao imperador
Constantino Eusébio (ou não devida atribuição), o pregador começa assim: "Eu gostaria que a
inspiração poderosa do Pai e do Filho ... está me falando essas coisas" Em uma de suas cartas
Jerônimo, Agostinho vai longe demais dizer que Jerome escreve sob o ditado do Espírito
Santo. Gregório de Nissa pode usar a mesma palavra traduzida como "sopro de Deus" ("inspirado")
em 2 Timóteo para se referir a seu irmão Basil comentário sobre os seis dias da criação. Em resumo,
um número considerável de pais usaram uma variedade de expressões, como "inspiração" para
amalgamar o que muitos teólogos hoje separaria em duas categorias: "inspiração" e
"iluminação". Este último reconhece o trabalho do Espírito Santo nas mentes de incontáveis crentes,
não apenas pregadores, mas também escritores e professores cristãos, mas nega seus pensamentos,
palavras e escrever o tipo de uni versal autoridade obriga todos os cristãos em todos os lugares e
hoje está relacionada com a palavra "inspiração". Certamente implicitamente Os pais fazem o
mesmo tipo de distinção (embora as categorias são diferentes), enquanto reconhecendo apenas
determinados documentos como canônico, ou seja, um Escrituras fechadas com autoridade que
requer toda a listagem igreja.
Então, para os nossos propósitos, a "inspiração" não será usado como ele é no mundo da arte,
ou como é na língua dos Padres da Igreja, mas no sentido teológico adquirida ao longo dos últimos
séculos.
4 Alguns escritores tentaram enfraquecer "inspiração" como o termo foi definido aqui,
apontando, corretamente, que uma passagem como 2 Tm. 03:16 , 17 que afirmou que o objetivo de
Escritura inspirada "útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda bom trabalho. " Se
esse é o objetivo, afirmam, é em vão tentando vincular tonces sinceramente inspiração e
autoridade. Na verdade, isso é um erro de categoria. É importante distinguir o modo de revelação
(sonho, visão, ditado, etc), na formade inspiração (o uso de várias técnicas e gêneros)
dos resultados de inspiração (o que as Escrituras dizem, Deus diz assim) e o objetivo de inspiração
(nos tornar sábios para a salvação).
5 Muitos tentaram minar a autoridade das Escrituras, fato implícito neste estudo. Apenas alguns
serão mencionados. Em primeiro lugar, tem-se argumentado que um tem que criar uma doutrina das
Escrituras, não só das passagens bíblicas que avalia a Escritura, mas reconheceu dificuldades
inflexíveis onde a Bíblia cita a escritura de uma forma que o seu primeira leitura
surpreendente. Certamente as duas abordagens devem andar de mãos dadas. Na prática, no entanto,
os que começam com a segunda abordagem é geralmente não seriamente considerada em primeiro
lugar; que começa com a mentira, se eles são pesquisadores cuidadosos geralmente descobrir,
exegéticos e teológicos razões válidas para este fenômeno peculiar. Uma variação deste argumento
insiste que a Bíblia tem muitas maneiras diferentes, dizer a título de exemplo, da parte de Deus, é
inútil falar de teologia "bíblica" ou "o cristianismo bíblico." A Bíblia, o argumento incorpora
teologias concorrentes e refletem diferentes correntes do cristianismo que são mutuamente
contraditórios. Como é que pode ser dito de qualquer livro que é inspirado e autoritária, se esse livro
proíbe tir ver roupas tecidas com fios de dois materiais diferentes ( Lv. 19:19 )? Mas tais obras
devem ser suavemente disse, enquanto atraente para e convenceu os céticos, as audiências populares
simplesmente não se encaixam com o melhor da literatura confessional. Por exemplo, a questão
sobre os tecidos de diferentes materiais, o que não é incomum na literatura, é enfatizado como se
ninguém nunca pensou que iria se preocupe com as formas pelas quais os termos da aliança AT ser
aplicadas aos crentes viver sob uma nova aliança.
Em segundo lugar, muitos argumentam que um resultado necessário de alojamento gratuito de
Deus para a fala humana é a introdução de um erro. Errar é humano; os documentos bíblicos são
humanos.Portanto, vir a ser tão confiável como são os seres humanos. Mas que a avaliação da
Escritura não só nega a condenação eo julgamento de Jesus e os escritores do Novo Testamento,
mas é baseado em uma lógica desgastada. Sem dúvida, é verdade que deste lado da queda "errar é
humano"; não significa necessariamente ser um humano envolvem err em todas as ocasiões e em
tudo que você diz. O Deus transcendente soberano graciosamente acomodados linguagem humana
é uma bela verdade. No entanto, essa conversa é acomodado ao qual se refere como palavra pura ou
palavras do Senhor (se torna Sal 12. 6 ) e tratada pelo próprio Jesus como Escritura não pode ser
quebrada.
Em terceiro lugar, os católicos romanos tradicionais, embora mantendo a inspiração e autoridade
da Bíblia, negam que isso é suficiente como a única regra de fé e prática. Antes da palavra escrita
veio a tradição oral, e esta tradição continua próxima escrito sobre o magistério da palavra Igreja
Católica Romana. Os efeitos são substanciais; como uma doutrina da Imaculada Conceição de
Maria, não é ensinado nas Escrituras, pode ser imposta como algo que todos os católicos fiéis devem
crer. Por outro lado, muitas doutrinas não-católicos se encontram nas Escrituras pode ser ignorado
ou diminuído em importância pela autoridade da igreja. A questão é complexa demais para ser
tratado aqui.
Em quarto lugar, de uma forma que normalmente vai além de qualquer coisa que Karl Barth, o
pai da neo-ortodoxia, têm sustentado alguns teólogos neo-ortodoxos insistem que a Bíblia em termos
de sua forma, é apenas um entre os livros religioso; embora importante, não é desprovida de erros
grandes e pequenos. Não é verdade, no sentido de que o que ce di, Deus diz. Em vez disso, a Bíblia
é verdadeira do fato de que Deus trabalha por ele para revelar-se a indivíduos. Ela se torna a Palavra
de Deus como o Espírito Santo ilumina o individual. Esta inspiração e iluminação são novamente
enganado; ou, mais precisamente, o primeiro absorveu o último, certamente neo-ortodoxia era
direito de protestar contra a "palavra" morto que nenhuma vida foi transformada e indivíduos. Mas
a sua solução é muito drástico e acaba negando o que Jesus e seus primeiros discípulos entenderam
pela Escritura.
Em quinto lugar, as várias formas de liberalismo clássico simplesmente negar qualquer posição
especial às Escrituras. Na sua forma mais virulenta, este compensa mento nega a existência de um
Deus transcendente pessoal, que permeia a história. Supernaturalism é considerado
impossível; Deus é reduzida na proporção do deísmo ou panteísmo. A religião da Bíblia deve ser
estudada no contexto da discussão sobre qualquer uma ou todas as outras religiões, e não em outro
quadro. Um bem pensado esta visão da realidade resposta nos levaria além do escopo deste
artigo. No entanto, o que está claro é que esta visão rapidamente submetido à Escritura e acaba por
impor idéias contemporâneas. No final, a disputa não só sobre a questão da natureza da Bíblia, mas
na natureza e caráter de Deus.
Por fim, o surgimento da "nova hermenêutica" tem incentivado muitos pensadores simplesmente
deixar de lado a discussão sobre o lugar da revelação e autoridade. Mas essa posição está
integralmente ligada com a questão de como a Bíblia deve ser interpretada, uma breve discussão
será considerado na próxima seção.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Alguns podem objetar que toda essa conversa é muito rodada. Se começarmos com nossa concepção
de Deus e, a partir dessa perspectiva, começamos a pensar em nossa perspectiva sobre a natureza da
Bíblia, devemos parar e reconhecer que a concepção de Deus é (na perspectiva cristã) tiradas da
Bíblia. Digamos que, se começarmos com o conceito de Jesus sobre a autoridade das Escrituras, o
conceito em si é tomada a partir das Escrituras. Todo o projeto de construção de uma doutrina da
Escritura será errado.
Este argumento tem algumas das questões mais complexas de como podemos "conhecer" as sas
co, e se eles realmente são "verdadeiros". Enquanto estas questões não podem ser tratadas de forma
eficaz é agora, no entanto, algumas observações podem ser úteis para alguns.
Em primeiro lugar, há um sentido profundo em que todo o pensamento humano (talvez com a
exceção de um que corresponda as regras da lógica e é construído sobre valores definidos, como
muitos dos ramos da matemática) é circular em sentido . Nós somos criaturas finitas; sem o poder
de onisciência não temos absolutamente firme fundamento sobre o qual construir. A afirmação cristã
é que o próprio Deus, que tem o perfeito conhecimento fornece a base para nós; mas isso na verdade
significa que a fundação se deve tomar (em termos de criaturas finitas está em causa) pela fé. A
partir desta perspectiva, a "fé" não é uma crítica convincente subjetivamente ser comparado com
outro "fé", mas uma habilidade dada por Deus para perceber, pelo menos, um pouco de Deus e Sua
verdade e confiar nele corretamente.Em nenhum momento isso é negar que todos os tipos de
argumentos podem ser avançados para justificar a fé cristã, incluindo a nossa crença em Deus e na
Bíblia. Pelo contrário, é de admitir que esses argumentos não convenceram a todos.
Em segundo lugar, embora reconheçamos que o argumento é um tanto circular, e insistir em que
quase todo o pensamento humano também não é para sugerir que essa circularidade é inerentemente
falsa.Nós não viemos para a Bíblia por alguma evidência sobre a natureza da Bíblia; pelo contrário,
nos aproximamos dele para coletar informações. Se a Bíblia não tinha feito declarações sobre a sua
própria natureza, teríamos poucas razões para apoiar a doutrina da Bíblia descritos aqui. Indo mais
longe, os cristãos informadas argumentam sobre a veracidade e confiabilidade das Escrituras, mas
não quero discutir sobre a veracidade e confiabilidade de suas doutrinas da
Escritura. Metodologicamente falando, eles vêm com a criação de uma doutrina da Escritura,
exatamente da mesma forma como prosseguir com a criação de uma doutrina sobre Cristo. Ambos
estão sujeitos a revisão quanto mais luz que emerge do generoso auto-revelação, que já existe nas
Escrituras.
Em terceiro lugar, os cristãos inteligentes será o primeiro a admitir que há coisas desconhecidas
e dificuldades na formulação de uma doutrina das Escrituras responsável. Mas isso não nos
assusta; o mesmo poderia ser dito de quase qualquer doutrina bíblica: a natureza de Deus, o centro
da redenção, a obra do Espírito e da ressurreição dos mortos. Isso não quer dizer que nada verdade
pode ser dito sobre esses assuntos; pelo contrário, isso significa que uma vez que todos eles têm a
ver com um Deus pessoal transcendente que não pode ser totalmente conhecida pelos rebeldes e
criaturas finitas e mistérios inevitavelmente áreas do desconhecido.
Em quarto lugar, não devemos subestimar o impacto do pecado na nossa capacidade de pensar
com clareza nessas questões. Um elemento fundamental para a nossa queda original é o desejo
incontrolável de auto-suficiência, o conhecimento independente. Queríamos ser o centro do
universo, e este é o centro de toda a idolatria. 08:45 João apresenta Jesus dirige aos seus oponentes
com estas palavras surpreendentes: ". Mas para mim, porque eu digo a verdade, não me credes" Se
isso é a própria verdade, que garante a nossa incredulidade, o quão profundo e trágico e abominável
é a nossa ruína. Portanto, não deve surpreender-nos que Deus não está presente de uma maneira que
nos sintamos no controle dele. Aqueles que exigem sinais são fortemente repreendeu Jesus, porque
ele sabe que responder a tais demandas seriam submetidos à agenda dos outros. Rapidamente seria
domado, reduzido a um mero gênio mágico e espiritual.
Pela mesma razão, a sabedoria do sistema-mundo do pensamento, que fornece uma defesa para
qualquer pessoa em qualquer forma atraente Pacotes- pode entender a cruz de Cristo ( 1 Cor 1. 18-
31 ).Quando Deus fala do céu, sempre haverá alguém que só ouvir o trovão ( João 12: 29 ). Da
mesma forma, o generoso auto-revelação de Deus nas Escrituras nunca pode ser devidamente
declarado por aqueles que insistem em ser pensadores independentes: Se Deus estruturado Sua
revelação para acomodar tais desejos iria perdoar o pecado que o Evangelho nos liberta. Deus, em
Sua grande misericórdia, se recusa a transigir nossa paixão ilimitada para ser deuses. Ele garantiu
que a sua própria auto-revelação vai ser suficientemente claro para aqueles que pela graça tem olhos
para ver e ouvidos para ouvir, mas nunca será tão rigorosa auto-evidente como os teoremas da
matemática, onde os seres humanos controlar todas as definições e regras de relações.
Nós andamos por fé e não por vista.
Como interpretar a Bíblia
A NOVA FACE DA HERMENÊUTICA
Quando Paulo diz a Timóteo para ser alguém que maneja bem a palavra da verdade. ( 2 Tm. 2:15 ),
o que se presume é que ele pode ser alguém perigosamente incorretamente levar a palavra a sério. E
isso levanta questões importantes sobre como interpretar a Bíblia. Para aproximar a Bíblia
corretamente é necessário não só para saber o que é, mas também como "desenhá-lo".
"Hermenêutica" é o termo que tem sido tradicionalmente aplicado à interpretação de textos. Mas
nos últimos anos a hermenêutica em si passou por mudanças significativas, que são dignos de
consideração com pausa para realizar essas mudanças. Eles podem ser divididos em três fases
(embora o termo se sobrepõem uns aos outros).
Em primeiro lugar, a hermenêutica era tradicionalmente entendida como ciência e arte de
interpretação bíblica: Ciência, porque era normas e princípios que devem ser aplicados para a tarefa
de interpretação importantes, e arte porque o julgamento maduro exigiu nascida da experiência e
competência . A tarefa do intérprete era compreender o que o texto diz, e isso significava que, se
dois intérpretes igualmente qualificados entender os glas re de interpretação, em seguida, na grande
maioria dos casos, a sua compreensão do que a passagem diz coincidem. Neste ponto de vista da
hermenêutica, muita atenção à gramática, parábolas e outros conjuntos de gêneros literários,
princípios para o estudo das palavras, como se relacionam com temas bíblicos, etc
Em segundo lugar, "hermenêutica" é muitas vezes usado para se referir à implantação de uma
variedade de "ferramentas" da crítica literária: A crítica das fontes, a forma crítica, a tradição crítica,
crítica de redação e recentemente revisou os diversos formas narrativas. Enquanto alguns ganhos
foram alcançados com abordagens semelhantes, houve também perdas: Grande parte do propósito
dessas técnicas foi a reconstruir a história ea estrutura das crenças dessas comunidades particulares
fé por trás do texto, em vez de ouvir a mensagem do texto.
Ambas as formas de abordagem têm sido eclipsado em importância por uma terceira tendência,
a "nova hermenêutica". Aqui, a chave importante é que hu mãos seres trazer os seus próprios
preconceitos e preconceitos e limitações para a tarefa interpretativa, a ponto de estar no controle da
discussão. Em certo sentido, essa observação é salu viável. Inevitavelmente nós trazemos nossos
próprios elementos interpretativos com nós mesmos; não existe tal coisa como uma mente
completamente aberta. A nova hermenêutica nos lembra que a autoridade da Bíblia não deve ser
transferida para a autoridade do intérprete, que, invariavelmente, localiza novas informações sobre
a rede existente em nossa mente (que é uma mistura de sabedoria e loucura), que que acreditamos
ser verdadeiro definitivamente precisa ser mudado ou corrigido ou abandonados, temos muito a
aprender, o nosso quadro de entendimento que é separado do escritor humano das Escrituras por
barreiras de tempo, geografia, língua e cultura.
Mas, ao mesmo tempo, muitos expoentes da nova hermenêutica acima do limite. Eles
argumentam que, sempre que a interpretação das pessoas difere um pouco dos outros, não se pode
legitimamente falar do significado do texto (como se isso fosse algo objetivo). Eles dizem que o
significado não está no texto, mas os leitores, intérpretes, texto. Se as diferentes interpretações são
legítimas em tonces não podem falar da interpretação correta, ou a verdadeira interpretação; eles
pensam que tais expressões terminando em reivindicações de preferência pessoal. Se nenhuma
interpretação particular é correto, então todas as interpretações estão erradas (que leva ao niilismo
hermenêutico conhecido como "desconstrução"), ou todos são igualmente "correta"; p. por
exemplo. todos são nas bue ou mau na medida em que atender ou satisfazer as necessidades de uma
pessoa ou comunidade ou cultura; ou apenas conhecer alguns critérios arbitrários. Neste atual, esses
defensores da nova hermenêutica aceitar diferentes "leituras" das Escrituras: A preto leitura África
subsaariana, uma leitura da teologia da libertação, uma leitura feminista, uma anglo-saxã protestante
leitura, uma leitura Católica Romana uma leitura e assim por diante homossexuais. Alinhado com
relação à poderosa cultura ocidental contemporânea atribui ao pluralismo, esta nova hermenêutica
considera que nenhuma interpretação é inválido, exceto o que afirma ser o outro errado correto
fazer.
As questões ligadas aos novos hermenêutica são tão complexos que podem ser tratadas com
sucesso aqui. É importante reconhecer que esta abordagem ao conhecimento governa a maior parte
da agenda não só na interpretação bíblica contemporânea, mas também nas disciplinas de história,
literatura, política e muitas outras áreas mais. Apesar de suas muitas contribuições valiosas, a nova
hermenêutica tem de ser abordada em muitas áreas. Intuitivamente, há algo em uma teoria fraca que
propõe a relatividade de todos os conhecimentos adquiridos através da leitura, enquanto que ao
mesmo tempo produz uma série de materiais que insistem na justeza da sua posição. Insista para
que todo o significado reside em quem sabe e não no texto, e em seguida, escrever textos para provar
o ponto, é quase inacreditável auto-contraditório. Pior, esta teoria pressupõe que ma para a intenção
do autor não é expressa de forma confiável no texto. Isto levanta uma barreira impenetrável entre
autor e leitor, e chama isso de "Texto". A ironia é que essas idéias são é delimitado pelos autores
esperam que os seus leitores a entender o que eles dizem, autores que escrevem o que eles entendem
e esperam que os seus leitores a ser persuadido por seu raciocínio. Francamente, é desejável que os
autores poderiam estender a mesma cortesia a Moisés, Isaías e Paulo.
Mesmo que os seres humanos finitos não pode alcançar uma compreensão completa do texto
(ou outro problema), é difícil ver por que eles não podem ganhar o verdadeiro conhecimento. Além
disso, o fato de que nossas diferenças são mais facilmente absorvidos quando colocado contra o
pano de fundo do nosso património comum; todos nós fomos criados à imagem de Deus, que só
conta com o conhecimento perfeito e completo. Supor que podemos alcançar o conhecimento de
todos os caminhos de Deus seria idolatria; no entanto, não há razão para pensar que não podemos
obter qualquer conhecimento objetivo.
Na verdade, existem maneiras de pensar sobre a aquisição da compreensão do texto que nos
ajudam a ver um pouco como funciona o processo. Certamente, o leitor pode ser amplamente
controlada por preconceitos pessoais e agendas rígidas quando se primeiro aborda as Escrituras (o
texto em discussão aqui), e, portanto, "encontrar" no texto todas as questões que o autor (e o autor)
não tinha a intenção de colocar nele; ou, pelo contrário, ele ou ela não vê muitas das coisas que são
realmente ali presentes. Toda a bagagem mental ao leitor o que chamam de "o horizonte de
compreensão do leitor" moderno, pode ser tão distante autor horizonte dure enten como expresso
no texto, muitas das principais distorções podem ocorrer. Mas é possível que o leitor vai ler e reler
o texto, aprender um pouco da língua e da cultura dos autores, descubra quais são os elementos de
sua própria bagagem a ser marginalizadas, e, gradualmente, "fundir" o seu horizonte de
compreensão que é no texto (para usar o gíria corrente). Outros falam da "espiral hermenêutica",
em que o artista aproxima-se gradualmente o significado do texto.
Se a nova hermenêutica é tratado dessa maneira, há ganhos significativos que podem se
beneficiar da igreja. Isso nos lembra que a revelação verbal de Deus para nós nas Escrituras não
ocorre apenas na linguagem e na linguagem de determinadas culturas históricas, mas para melhorar
a nossa compreensão da verdade objetiva está lá novamente à noite é necessário devolver a essas
culturas, desde que isso seja possível, a fim de minimizar os riscos de distorções do espectáculo. Isso
nos faz lembrar que, mesmo se um intérprete não cer a compreensão real e objetivo do texto,
ninguém vai entender completamente, e outros artistas trará para o conteúdo luz que está realmente
presente no texto e que não tinha visto, possivelmente, ed. Por exemplo, os crentes na África pode
ser mais rápido em decifrar as metáforas paulinas que se referem à natureza corporativa da igreja,
enquanto muitos no Ocidente vai achar que é difícil, devido à sua herança do individualismo. Os
cristãos precisam uns dos outros; isso é tão verdadeiro no campo da hermenêutica como é em
qualquer outra área. Se não houver um compromisso profundo compartilhada temporária se
submeter à autoridade da revelação de Deus, não modismos e agendas (acadêmicos ou não) de quem
pretende julgar as Escrituras, os re saber que ninguém sabe tudo estimula humildade e disposição
para ouvir e aprender.
Na verdade, aplicada corretamente, algumas das posições da nova hermenêutica nos lembram
que os seres humanos trazem um enorme conhecimento cultural e conceitual para interpretar
escrituras que elas procuram. Isto, aliado com a insistência da Bíblia que o nosso pecado e auto
abordagem idólatra nos leva para longe da luz (ver João 3:19 , 20 ), pode levar-nos de joelhos no
reconhecimento tardio de que a interpretação da Palavra de Deus não é simplesmente uma disciplina
intelectual, mas também se move nos eixos morais e espirituais. Na posição da Bíblia sobre o
relacionamento de Deus com o Seu povo, precisamos da ajuda do Espírito Santo de Deus para
compreender a verdade, tanto quanto nós precisamos de sua ajuda para viver a verdade. Em qualquer
caso, com toda a ajuda que podemos dispensar, a meta de uma Escritura cristã inteligente não é
dominar, mas não ser prejudicado por ele, tanto para a glória de Deus e para o bem do seu povo.
ALGUNS PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA INTRODUTÓRIA
O que se segue é uma seleção de princípios de interpretação, para aqueles que argumentam que a
abordagem correta para a Bíblia inclui não só uma avaliação do que a Bíblia é, mas um cuidado
especial na forma de ler e entender.
A prioridade das línguas originais da Bíblia
Línguas originais têm prioridade. Este é um corolário do fato de que esta revelação ocorreu através
de indivíduos específicos em situações históricas específicas e idiomas humanos reais horários
específicos.É verdade que os linguistas têm demonstrado amplamente que qualquer coisa pode ser
dito em uma língua pode ser traduzido para outra. Eles também demonstraram que nem todo o
significado do "dador" linguagem pode trans admitidos somente no mesmo tempo e no mesmo
espaço. Além disso, toda tradução envolve interpretação; tradução não é uma disciplina
mecânica. Então, para se aproximar o mais perto possível para a intenção do autor, como expresso
em um texto, é melhor levar a menor quantidade de interpretações possíveis. Claro, se você não
sabe a língua original, então é sempre agradável cido por traduções; também um performer pobre
que conhece as línguas originais, pode fazer muitos mais erros de interpretação do que aqueles que
podem ser encontrados em muitas traduções, que foram realizadas por pessoas das
competentes. Apesar da intuitivamente óbvio destas demonstrações precisam ser repetidas.
Para o professor ocupado ou pregador da Bíblia, esta observação tem duas implicações
práticas. Primeiro, se o principal tema de um sermão ou uma lição reside no modo peculiar de
expressão em uma única tradução direta, na maioria dos casos, não é o principal ponto de passagem
e não pode ser jus tificada de forma alguma. Em segundo lugar, a prioridade para os comentários e
outros auxiliares interpretativos deve ser para refletir o trabalho nas línguas originais, mesmo que a
apresentação (como neste comentário de um volume) é escrito para os leitores que não são
especialistas técnicos.
Algumas palavras sobre palavras
O estudo das palavras, mais importante que seja, em si mesma, deve ser analisada com cuidado, e
nunca isolado das grandes questões sobre o uso de palavras em frases, parágrafos, discursos ou
gêneros específicos. Léxicos (dicionários escritos em português e tentar palavras na língua original)
pode fornecer uma gama de significados que vários estudiosos têm identificado (desde que esses
estudiosos têm razão), mas dentro de certos limites, o fator mais importante na determinação do
significado de uma palavra é a sua utilização, num contexto específico. Insista sobre o significado
de uma palavra que está relacionada com a sua etimologia, muitas vezes leva a um erro (como se o
bloqueio palavra veio do "pode" e "dado"); a única ocasião em que a etimologia torna-se prioridade
prudente ocorre quando a palavra usada gravata ne uso infreqüente e circunstâncias um tanto
ambíguas nenhum outro recurso do que isso. Tentando construir uma teologia com base em uma
única palavra e usar este é um empreendimento questionável; pregar "etimologia para trás", em que
afirma significado de uma palavra como seu posterior desenvolvimento ou similar (tal como a
alegação de que Dynamis, poder, lembrou-se da palavra "dinamite", uma palavra que ainda não
tinha sido inventado quando o NT foi escrito), o melhor é um anacronismo, na pior das hipóteses é
ridículo. Por outro lado, tentar usar a gama completa semântica de uma palavra de cada vez que é
usado (como na Biblia) está a falhar na compreensão do funcionamento da linguagem.
Apesar dos avisos, a exegese séria estar mais interessado em como as palavras são usadas por
certos autores bíblicos, e outros livros bíblicos. Assim como o significado de frases e discursos
molda o significado das palavras, de modo que o significado das palavras molda o significado de
sentenças ou discursos; na língua, é tudo uma unidade. É de muito valor contra tar para encontrar o
que certas palavras significam em gr. ou Heb., e estão por trás de muitas palavras em nossas Bíblias,
especialmente aqueles com um, p peso teológico significativo. por exemplo. expiação, o Messias
(Cristo), direito, apóstolo, o pecado, a cabeça, a ressurreição, o espírito, a carne, da lei e inúmeros
outros. Mesmo se o estudo pessoal confirma o que fontes secundárias dizer, a própria disciplina é
valioso. Isto não só proporciona um grau de familiaridade com as escrituras que são difíceis de
alcançar de outra forma, ele recorda aos cristãos que Deus escolheu para revelar-se em discursos,
frases e palavras.
A importância de se tornar um bom leitor
É essencial desenvolver sensibilidade literária ou, para expressá-lo em outras palavras, para se tornar
um bom leitor.
No nível micro, inúmeros indicadores literários servem como sinais para alertar o leitor. Os
"inclusões" começar e terminar uma seção com palavras semelhantes ou idênticas, a fim de enfatizar
a importância de certas questões. Assim, o tema das Bem-aventuranças ( Mateus 5: 1-10. ) começa
e termina com a mesma recompensa ("porque deles é o reino dos céus"), esta ra juba afirma que as
bem-aventuranças definir as regras do reiNúmeros O corpo do Sermão da Montanha começa com
as palavras: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas" ( . Mateus 5:17 ), e conclui:
"Portanto, tudo o que você deseja que os homens fariam para você, faça também a eles, pois esta é
a Lei e os Profetas "( Mateus 7 :. 12 ). Esta "inclusão" sugere que o Sermão da Montanha é, entre
outras coisas, uma declaração das Escrituras do Antigo Testamento ("a lei e os profetas") à luz da
vinda de Jesus eo que eles significam na vida de sua seguidores. A poesia hebraica é menos
interessado na rima ou ritmo no paralelismo de variedades diferentes (ver também o artigo "Poesia
na Bíblia"). No Salmo 73:21 , 22
Realmente meu coração é amargo,
e eu estava perfurado.
Bem, eu era ignorante e não entendia;
Eu era como um animal perante ti.
repetindo a segunda linha do primeiro conteúdo, por outras palavras; a quarta linha faz o mesmo
em relação ao terceiro. Isto é conhecido como o paralelismo sinónimos. Linhas 3 e 4 tomar o
pensamento de linhas 1 e 2 Isto é chamado paralelismo progressivo. Em outra parte se encontra
paralelismo antitético (como em Prov 14:31. )
O que oprime o pobre insulta ao seu Criador;
mas quem é gentil com as honras lhe carentes.
Na verdade, há muito mais complexas estruturas paralelas. Também quiasmo, onde duas ou mais
linhas de ir para o centro e, em seguida, para fora. Estes podem ser muito básico, ou complexa,
como emMatt. 13 :
1 a parábola do semeador ( 13: 3-B-9 )
2 intermediária ( 13: 10-23 )
(A). sobre o propósito das parábolas ( 13: 10-17 )
(B). explicação da parábola do semeador ( 13: 18-23 )
3. a parábola do joio e do trigo ( 13: 24-30 )
4. a parábola do grão de mostarda ( 13:31 , 32 )
5. a parábola do fermento ( 13:33 )
Pause ( 13: 34-43 )
-. parábolas como cumprimento da profecia ( 13:34 , 35 )
-. explicou a parábola do joio ( 13: 36-43 )
5 '. a parábola do tesouro escondido ( 13:44 )
4 '. a parábola da pérola de grande valor ( 13:45 , 46 )
3 '. a parábola da rede ( 13:47 , 48 )
2 '. intermédia ( 13: 49-51 )
(B '). explicou a parábola da rede ( 13:49 , 50 )
(A '). compreensão das parábolas ( 13:51 )
1'a parábola do escriba instruído ( 13:52 )
Deve-se reconhecer que o quiasmo são bastante nos olhos do leitor no texto em si. Se os itens
tornam-se muito complexo, ou os paralelos são definitivamente forçado, deve-se razoavelmente
questionar se o sistema está ou não presente. Por outro lado, alguns intérpretes, cansados com longas
listas de chiasmus convincente, demitir facilmente aqueles que estão realmente presentes. Ele tem
sido muitas vezes mostrado que aqueles que falavam línguas são comumente usados neste sistema
mítico como parte de seu modelo de falar, de modo que não deve ser tão cético. Certamente, há
muitos casos de incerteza; na verdade, muitos expositores não estão convencidos pelo exemplo dado
acima. Talvez seria pena se aventurar com um exemplo um pouco mais simples; que se baseia
no Mt. 23: 13-32 :
1 Primeiro ai! (13) falha em reconhecer Jesus como o Messias
2 Segundo ai! (15): o calor da superfície, fazendo mais mal do que bem
3 Terceiro ai! (16-22): mau uso das Escrituras
4 Quarta ai! (23, 24): a falta fundamentais discernir a confiabilidade das Escrituras
3 '. Quinta Ai! (25, 26): mau uso das Escrituras
2 '. Sexto Ai! (27, 28): o calor da superfície, fazendo mais mal do que bem
1'Seventh Ai! (29-32) herdeiros daqueles que não conseguiu reconhecer os profetas.
Na verdade, o que está impulsionando o leitor falhar chiasmus aproximar do centro, ou seja, a
falha fundamental de discernir a confiabilidade das Escrituras, um dos temas centrais do Evangelho
de Mateus.
Talvez ainda mais importante é a capacidade de compreender como as grandes estruturas,
especialmente a natureza do trabalho gênero. Literatura da Sabedoria não é como a lei; leia
Provérbios diz isso como se oferecendo sentenças em processos legais, ridículo ( cf. Prov 26:
4. , 5 ). No NT a palavra "parábola" pode se referir a um provérbio ( . Lucas 04:23 ), disse profunda
( Marcos 13:35 ), um símbolo ou uma imagem não-verbal ( Heb 9:. 9 ; 11:19 ) Uma comparação
ilustrativa, ou história sem forma ( Mateus 15,15. , 24:32 ) ou a história ( Mateus 13: 3-9. , os
chamados parábolas narrativas). Essas parábolas tentando pensar apenas parábolas narrativas,
principalmente porque há muitos deles nos três primeiros Evangelhos, e estabelecer princípios para
a interpretação (tais) parábolas. Certamente todos concordam que, no caso das parábolas narrativas
não precisa perguntar se a história realmente aconteceu.
Da mesma forma, devemos perguntar como o apocalipse deve ser entendido o que é um
"evangelho", como eles funcionavam as epístolas do primeiro século. Uma fábula disse Joás ( 2 Reis
14: 9. ) É a crítica moderna correto quando o livro de Jonas é classificada como uma "fábula"? Não,
esta é uma categoria de erro literária. A fábula conta a história de animais ou de outras formas de
vida não-humanas, a fim de deixar uma educação moral; não se mistura com os seres humanos. O
esforço de Joás qualificar; o livro de Jonas. Com informações expandida podemos perguntar o que
significava Midrash e outras categorias de literatura do primeiro século. Todos os estudantes da
Bíblia lutar com o significado de tais passagens como Gal. 4: 24-31 . O ponto é que a verdade é
transmitida de diferentes maneiras em diferentes gêneros Lite labilidade. Quem pensa que Jeremias
está aceso falando em Jer. 20: 14-18 têm muita dificuldade em explicar algumas questões. Seria
melhor ouvir a mesma afronta lamento.
Acima de tudo, uma boa leitura indo com o fluxo de palavras escritas. E embora sempre vale a
pena meditar sobre as palavras e frases (especialmente em discursos) e até mesmo o significado
dessas palavras é determinado por seu contexto. Um bom leitor vai trabalhar com afinco para fazer
o sentido do fluxo do argumento. (A exceção ocorre quando há uma lista de provérbios, embora
muitos deles estão organizados tematicamente.) Isto não é menos verdadeiro no caso da narrativa,
no caso do discurso. Muitos leitores casuais dos Evangelhos pensar nessas histórias como
desconectados. No entanto, uma leitura mais atenta permite-lhe descobrir que existem problemas
com outras questões inter-relacionadas. Por exemplo, pode-se perguntar como Lucas. 10: 38-11:
13 é uma unidade. A segunda leitura mostra que esses versos revelam uma análise de por que há tão
pouca oração e que hoje poderíamos chamar de espiritualidade; uma distorção de prioridades e
valores ( 10, 38-42 ); a falta de conhecimento e bons modelos ( 11: 1-4 ); e uma necessidade de
segurança e por Rance ( 11: 5-13 ). De maneira semelhante, toda esta seção de Lucas faz sua própria
contribuição para o maior continuidade do contexto.
Os contextos amplo e mediato
O contexto imediato, geralmente tem precedência sobre o contexto formal e mediar paralelo. Por
exemplo, em Mateus. 6: 7 Jesus adverte seus seguidores: "Não continues a balbuciar como os
pagãos, pois eles pensam que serão ouvidos por suas muitas palavras"; em Lucas. 18: 1-8 Jesus diz
aos seus discípulos: "uma parábola sobre a necessidade de orar sempre e não desfalecer". Isso não
vai reduzir o impacto de uma dessas passagens para citar outro. A proibição em Mateus faz sentido
no contexto; que confronta a uma religião que é apenas formal, ou você acha que pode tirar proveito
de Deus, tentando ser mais exigente. Com o seu interesse bem conhecido na oração, Lucas nos diz
muito mais do que a vida de oração de Jesus, e no cap. 18 alguns de seus ensinamentos destinados
a repreender aqueles cuja piedade não é apaixonada e persistente.
Das muitas interpretações de João 3: 5 , onde Jesus diz a Nicodemos que, se não nascer "da água
e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus", um dos mais populares é aquele que acrescenta Tito
3: 5 ,6 , que fala de "Deus, nosso Salvador", que "nos salvou ... pela lavagem da regeneração e da
renovação do Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso
Salvador." Que há paralelos conceituais e verbais que ninguém pode negar. No entanto, João 3: 5 só
não foi escrito por outro autor, mas é atribuída a Jesus durante a sua encarnação. O mais importante
é que, no contexto imediato é repreendido Nicodemos por não entender o que Jesus estava dizendo
( 03:10 ), presumivelmente no nível de ser um reconhecido mestre das Escrituras, de modo a, para
saber o que as Escrituras dizer. A combinação destes e outros fatores levam a muitos comentaristas,
e com razão, ver João 3: 5 uma referência ao desempenho anterior Eze. 36: 25-27 . Isto é consistente
com a expectativa de que Jesus batizaria com o Espírito, como discutido acima neste Evangelho
( João 1: 26-33 ).
É claro, qualquer texto está rodeado por círculos concêntricos de contexto expandidas. Não é
um assunto fácil de determinar de quão grande é o contexto pode ser estudado em relação a qualquer
ponto.Certamente, o estudo da palavra deve começar no texto (p. Exemplo. Como Mark usa o termo,
antes de se perguntando como Lucas, Paulo, NT, e, finalmente, o mundo helênico usaria).
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